30 DE MARÇO DE 2026

13ª SESSÃO SOLENE PARA COMEMORAÇÃO AOS 80 ANOS DO SESC

        

Presidência: CARLA MORANDO

        

RESUMO

        

1 - CARLA MORANDO

Assume a Presidência e abre a sessão às 19h31min.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Nomeia a Mesa e demais autoridades presentes. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro".

        

3 - PRESIDENTE CARLA MORANDO

Informa que a Presidência efetiva convocara a presente sessão solene para "Comemoração aos 80 Anos do Sesc", por solicitação desta deputada. Discorre sobre a história e atividades desenvolvidas pela instituição.

        

4 - ORLANDO MORANDO

Secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, faz pronunciamento.

        

5 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia apresentação musical de Vanessa Bueno e Alê Ribeiro.

        

6 - LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA

Diretor regional do Sesc-SP, faz pronunciamento.

        

7 - ANGELA GANDRA

Secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, faz pronunciamento.

        

8 - MARCOS DA COSTA

Secretário estadual de Direitos das Pessoas com Deficiência, faz pronunciamento.

        

9 - ITAMAR BORGES

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo institucional sobre os 80 anos do Sesc. Informa a entrega de homenagens a Ivo Dall'Acqua Junior, presidente em exercício da Fecomercio, e a Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor regional do Sesc-SP.

 

11 - IVO DALL'ACQUA JUNIOR

Homenageado, faz pronunciamento.

        

12 - PRESIDENTE CARLA MORANDO

Discorre sobre benefícios do Sesc para a sociedade. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h26min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Carla Morando.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, muito boa noite. Estamos no ar. Sejam todos e todas muito bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da Alesp no YouTube.

Esta sessão solene, como vocês sabem, tem a finalidade de comemorar os 80 anos do Serviço Social do Comércio, o Sesc. O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública criada em 1946, por iniciativa do empresariado do setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral.

Ao se aproximar dos seus 80 anos, o Sesc São Paulo acentua a expansão física de suas unidades operacionais em diversas regiões do Estado. Na Capital paulista, fortalece sua presença na área central e em bairros periféricos, dinâmica que deve se aprofundar nos próximos anos.

É essa aproximação com o público, sempre pautada pelo signo do acolhimento que alimenta a boa imagem que a instituição mantém junto à sociedade, bem como junto a parceiros do poder judiciário, do poder público, da iniciativa privada e dos terceiros setores.

Nós gostaríamos de convidar para compor a Mesa Diretora, neste momento, a deputada estadual Carla Morando, proponente e presidente desta sessão solene. (Palmas.) O Sr. Orlando Morando Júnior, secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo. (Palmas.)

Também convidamos o Dr. Ivo Dall'Acqua Junior, presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do centro do comércio; e dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac do estado de São Paulo. (Palmas.) Dr. Marcos da Costa, secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. (Palmas.) Deputado estadual Itamar Borges. (Palmas.) Convidamos também a Sra. Angela Gandra, secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo. (Palmas.) E o Sr. Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor regional do Sesc São Paulo. (Palmas.)

Senhoras e senhores, convidamos a todos para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do maestro primeiro-sargento PM Geisel.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, pela execução do Hino Nacional Brasileiro. Aproveitamos para pedir a todos que ocupem os seus lugares à Mesa Diretora.

Registramos e agradecemos a presença das seguintes autoridades, personalidades e representantes das instituições: Sr. Luis Fernando Avalos Giménez, cônsul-geral da República do Paraguai em São Paulo; Sr. Matthias Glaschke, cônsul da Cultura e Ciência da Alemanha em São Paulo.

Sra. Vera Lucia Carlos, procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região em São Paulo, representando o Ministério Público; Sr. Fábio Santana, pró-reitor da PUC de São Paulo; Sr. José Maria Gomes, vice-presidente da Federação das Empresas de Transporte do Estado de São Paulo, representando o presidente; Sr. Ivam Cabral, diretor executivo da Associação dos Artistas Amigos da Praça.

Sr. Reinaldo Pedro Correa, diretor de Administração e Finanças do Sebrae, representando o presidente; Sr. Darcio Sayad Maia, superintendente administrativo do Senac São Paulo, representando o diretor regional, Luiz Francisco de Assis Salgado.

Senhoras e senhores, com a palavra a deputada Carla Morando, presidente desta sessão solene, para proceder à abertura oficial.

 

 

A SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Boa noite a todos, é uma alegria muito grande estar aqui no dia de hoje comemorando os 80 anos do Sesc. Quero aqui agradecer a presença de todos, do Luiz Galina; também a Sra. Angela Gandra; Orlando Morando, que está aqui, meu marido; Marcos da Costa, nosso secretário; também meu colega Itamar Borges aqui presente e Dr. Ivo, que faz um trabalho especial frente ao Sesc.

Senhoras e senhores, hoje não quero falar só como deputada, quero falar como alguém que observa, como alguém que já foi do comércio e também que escuta e valoriza aquilo que realmente funciona e o Sesc funciona.

Ao longo desses 80 anos é que o Sesc construiu, não foi só uma estrutura bonita ou uma programação bem-feita, foi algo mais difícil, a confiança. Confiança de quem frequenta, de quem trabalha, de quem leva a família e de quem volta. Isso não se constrói com discurso, se constrói com entrega.

Quando a gente olha para trás, lá em 1946, quando José Roberto Simonsen, junto com empresários do Comércio, dentro da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, decidiu criar o Sesc. Talvez nem eles imaginassem a dimensão que isso tudo tomaria.

Mas eles entenderam algo que continua fazendo todo sentido até hoje, crescimento sozinho não resolve, ele precisa melhorar a vida de quem está lá na ponta e o Sesc fez isso e continua fazendo. Aqui em São Paulo, a gente vê isso com muita clareza.

São 44 unidades que nunca ficam vazias, são espaços que têm vida, onde a criança, jovem, idoso, todas as pessoas estão lá. Tem gente estudando, praticando esportes, assistindo a uma peça de teatro, tendo acesso ao que muitas vezes não teriam em outro lugar, isso muda o dia de alguém. Às vezes, muda muito mais do que a gente imagina.

O Sesc não promete, ele entrega. Entrega quando abre as portas todos os dias, e entrega quando mantém a qualidade, quando organiza bem e quando respeita quem está ali. Programas como o “Mesa Brasil” mostram isso de forma muito clara e não é algo feito para aparecer, é algo feito para resolver, sem improviso, sem barulho, mas com um impacto real na vida das pessoas.

E sinceramente, é disso que o Brasil precisa, menos promessa e mais coisas funcionando de verdade. Pois isso, esta homenagem não é só protocolar, ela é muito merecida.

Quaro aqui cumprimentar o presidente em exercício da Fecomercio e do Conselho Regional do Sesc São Paulo, Dr. Ivo Dall'Acqua Junior; sem me esquecer também de citar o Dr. Abram Szajman, por todo o seu legado e também o diretor regional Luiz Galina, que está aqui presente, também pela responsabilidade de manter esse padrão e de cuidar de algo que já deu certo e continuando fazendo isso, tudo dar certo.

Também a todos os diretores regionais, gerentes e funcionários. Porque manter a qualidade ao longo do tempo talvez seja o maior desafio de todos e o Sesc conseguiu chegar aos 80 anos com respeito, com credibilidade e com resultado. Não é comum. Isso tudo precisa ser dito aqui.

Hoje é dia de reconhecer. Reconhecer quem construiu, quem manteve e quem continua fazendo o Sesc, fazendo quem ele é. Parabéns pelos 80 anos e obrigada por fazerem a diferença na vida de tanta gente todos os dias.

Muito obrigada. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, deputada.

Passamos a palavra, para a sua mensagem, ao Sr. Orlando Morando, secretário da Segurança Urbana de São Paulo. 

 

O SR. ORLANDO MORANDO - Uma boa noite a todos, pedir licença ao mestre de cerimônias para poder falar daqui para matar a saudade dos 14 anos que, quase que diariamente, eu ocupava esta tribuna, quando tive o prazer, o privilégio e a alegria de ser deputado estadual. Como o mundo é feito de aprimoramento, diz que a espécie humana está em evolução, e é verdade, evoluiu para melhor, e hoje é minha esposa que ocupa o lugar que um dia ocupei aqui, está certo.

Sem dúvida nenhuma, muito melhor do que eu. (Palmas.)

 

A SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Vai dormir em casa hoje. Vai dormir em casa hoje.

 

O SR. ORLANDO MORANDO - Aliás, a quem quero saudar, cumprimentar a Carla pela brilhante iniciativa. Tem coisas que ela faz e eu fico pensando e falo: “Por que na época eu não fiz?”. Porque eu poderia ter comemorado o de setenta. Eu estava aqui quando o Sesc fez setenta. Aliás, Galina, será que alguém comemorou aqui na Alesp os 70 anos do Sesc? Comemoraram? Queria saber o porquê não fui eu agora, está certo? Vou tomar um puxão de orelha.

Mas uma alegria, Carla, poder estar aqui comemorando os 80 anos de uma instituição que você reproduziu muito sinteticamente e objetivamente, que faz a diferença na vida das pessoas. Eu acho que tudo aquilo que consegue fazer a diferença na vida das pessoas não são as palavras; mas que as atitudes e a transformação se encarreguem. Então parabéns pela brilhante iniciativa.

Quero cumprimentar o meu amigo, Itamar Borges, com quem eu dividi o Parlamento; o meu amigo Dr. Marcos da Costa, secretário de Estado da Pessoa com Deficiência, que aqui representa o nosso querido governador Tarcísio de Freitas; a minha amiga por mais um dia - só um dia, não é, Angela?

Amanhã é o meu último dia de secretário -, a secretária Angela Gandra, com quem eu tive as melhores relações nesses 15 meses em que a gente trabalha junto ao prefeito Ricardo Nunes. É uma alegria reencontrá-la.

Cumprimentar o Ivo Dall'Acqua. Falar do Ivo é difícil, porque eu não vou deixar de falar do nosso querido e sempre presidente, que você tão bem substitui. Eu tive a alegria de poder conviver, trabalhar, dialogar e, através da sua autorização, iniciar o Sesc de São Bernardo do Campo.

E, sem dúvida nenhuma, você é uma pessoa incrível, um profissional brilhante, mas o nosso querido e sempre presidente não poderá jamais ser esquecido. Então se o encontrar, diga que eu levei o meu fraterno e carinhoso abraço.

Eu acho que uma das suas últimas decisões enquanto presidente da Fecomercio, ainda com saúde relativamente plena, foi autorizar o Sesc de São Bernardo do Campo. E logo na sequência, o Ivo veio, nos tem substituído, mas não vou deixar aqui jamais de esquecer. O meu enorme carinho.

Cumprimentar o Luiz Galina. Que pessoa brilhante. Galina, quando eu olho para você... Eu comecei cedo na política. Eu disputei a minha eleição, tinha 19 anos. Em outubro, agora, vai fazer 30 anos que eu disputei a primeira eleição de vereador. Sempre com um entusiasmo que é peculiar de um jovem, que eu não perdi a energia.

Mas, ao olhar para você, ver os seus cabelos brancos, esse bigode tingido, eu tenho que reconhecer que a experiência é imprescindível, indispensável, fundamental. Os jovens têm que sempre ter a sua energia, a disposição, o entusiasmo da renovação. Mas ninguém pode menosprezar, esquecer a experiência. O Sesc tem o seu DNA, o do seu antecessor, que nos deixou. Mas, sem dúvida nenhuma, não é pela tradição: é pela experiência.

E se essa instituição vai tão bem em São Paulo, eu não estou falando isso porque estou na presença de vocês. São raros os equipamentos de uso público que têm a qualidade que tem o Sesc. É raro. Olha que eu fui prefeito por oito anos.

A gente luta para ter um teatro bem cuidado, para ter uma escola bem cuidada, para ter uma piscina pública com água bem tratada, para oferecer um show cultural à altura do que as pessoas gostariam de assistir, e o Sesc consegue fazer tudo isso junto, no mesmo lugar, e com uma qualidade que é inquestionável.

Tem entidade que a gente comemora por educação. Tem entidades que a gente comemora para reverenciar o que ela oferece, e vocês merecem ser reverenciados pela qualidade do serviço que vocês oferecem. (Palmas.) Falo isso em meu nome, do prefeito Ricardo Nunes. Eu me orgulho. Tamanho meu orgulho...

Eu sou aquela pessoa inquieta, quando eu olho para algo e falo: “Por que não fazem?”. Quantas vezes vocês já pararam e olharam e falaram: “Por que não fizeram até hoje? Por que não fazem?”.

E eu tive a felicidade de, ao me tornar prefeito de São Bernardo do Campo, olhar e falar: “Por que São Bernardo não tem um Sesc?”. É porque tem cidade maior? Não. É a quarta economia do estado, é a quarta maior do estado. A vizinha, Santo André, tinha; a nossa, São Bernardo, não tinha. E aí eu olhava, olhava. Eu falei: “Não é possível. Não é razoável”.

E aí eu fui descobrir: “Não, porque os prefeitos que passavam ofereceriam terrenos ruins. Não eram apropriados”. Eu falei: “Mas será que é só isso?” Na verdade, faltou vontade política. Faltou disposição. Eu, Ivo, tenho uma paixão por encontrar o problema.

Eu tive um secretário que trabalhou comigo, padrão de cor do cabelo do Galina. Ele tinha uma tese fundamental. “Quando tem um problema difícil, coloca os donos do problema dentro de uma sala e fecha a porta. Enquanto não achar a solução, não abra”. É simples. Não tem solução, não abra a porta. E é verdade. Eu fui atrás, e a gente conseguiu oferecer.

Não é que o Sesc é exigente, é chato; o Sesc faz no local em que as pessoas vão ter condições de usar. Está certo. Não tem que baixar a régua. Tem que manter a qualidade. Prefeito não pode achar que vai dar fundo de vila para fazer Sesc, terreno ruim, sobra, resto. Não. O Sesc é um equipamento de orgulho, com brilhantismo. Se alguém quer ter um Sesc na sua cidade, que propicie um terreno à altura do que é o Sesc, e não abaixo dele. E foi o que nós fizemos.

Então, presidente Ivo, em seu nome, eu quero saudar todos os diretores regionais. Eu vejo aqui, praticamente... São quarenta e quatro. Eu acho que está o estado inteiro aqui, hoje. É isso, não é, Galina? Eu gostaria muito de saudá-los. E que vocês façam algo que na vida pública nem sempre é possível: preparem sucessores para manter essa tradição em qualidade viva.

O que é muito difícil, porque o tempo muitas vezes apaga uma boa tradição e a qualidade. E o Sesc é um sinônimo de qualidade. Eu tenho muito orgulho de estar nesta sessão, neste ato, podendo dar os parabéns por aquele que quem fundou já não está entre a gente. Mas muito maior do que a criação foi a conduta disciplinar que ele conseguiu evocar, para que vocês pudessem manter um equipamento, por 80 anos, dessa qualidade.

De nossa parte, tanto eu, mais o nosso prefeito Ricardo Nunes, a gente vai continuar fazendo aquilo que é fundamental: trabalhar para ter um ambiente melhor. E olha que São Paulo tem batido todos os recordes.

E aí eu posso falar de cultura com as maiores atrações mundiais. Voltou a ser palco, em São Paulo, com as maiores atrações esportivas, não só a Fórmula 1, mas os principais torneios de tênis e tantas outras atividades, os festivais que a cada dia vêm mais para cá.

Por que eu digo isso? Porque vocês trabalham com um híbrido entre esporte, cultura, lazer, o que faz parte e é necessário na vida das pessoas. Para isso tudo continuar fluindo bem, a gente tem que ter a obsessão de ter uma cidade cada vez mais segura e mais protegida.

Ninguém quer sair de casa para ir a um Sesc com medo. Ninguém vai pegar um avião para vir ver uma corrida de Fórmula 1 em São Paulo preocupado se o entorno do Autódromo de Interlagos é seguro. As pessoas não vão se deslocar para vir ver uma peça no Theatro Municipal se souberem que tem risco.

Aquele medo, aquela assombração está indo, de vez, embora de São Paulo. E eu não falo isso porque hoje, aliás, até amanhã, sou o secretário de Segurança do município de São Paulo; e não falo isso pelas estatísticas oficiais.

Eu falo isso com o convívio de quem viu uma cidade ser degradada, onde a Praça da Sé, infelizmente, por anos, se tornou um “camping” de morador de rua, onde a 15 de Novembro era um puxadinho desse “camping”.

E hoje, nós estamos devolvendo... O prefeito Ricardo Nunes devolve, a cada dia, uma cidade segura, protegida. Não perfeita, mas muito melhor do que ele encontrou. Eu falo porque é convicto de que quanto melhor, mais segura estiver a cidade, maior será a energia desse ciclo virtuoso dos grandes eventos, da atratividade, daquela coisa que muita gente não acreditava, de que o turismo é um forte gerador de empregos.

Mas como o turismo em São Paulo... São Paulo é a maior, a cidade que mais recebe turistas do Brasil. Com todo o respeito às cidades praianas, de montanha, de turismo religioso, as coisas acontecem em São Paulo.

E o “Programa Smart Sampa Investimentos”... Agora há pouco eu estava entregando 100 viaturas novas para a nossa Polícia Municipal. Quem dera uma tropa que foi criada pelo Jânio Quadros, que foi para cuidar de praça e parque, hoje oferece segurança total para as pessoas. E eu me orgulho muito de poder ter trazido uma pequena contribuição.

E quando eu falei que não é perfeita, fazendo valer esse item da experiência que eu me referenciei aqui ao Galina, é importante que vocês façam uma dura reflexão. É muito cômodo, simples, e nós, e quando eu digo “nós” agora, não é o secretário, nem o ex-deputado, nem o ex-prefeito, é o comerciante.

Você sabe que, quando meu filho tinha dez anos, eu e a Carla, uma vez nós estávamos nos hospedando, e o Orlandinho é curioso, aí eu estava preenchendo a ficha de hotel, aquelas manuais ainda. Tem bastante lugar que você preenche à mão, não é?

Aí na hora que estava aquele item, “profissão:”, eu escrevi “comerciante”, ele falou: “pai, mas você não é deputado?”, Eu falei: “não, isso não é profissão. A minha profissão é comerciante”.

Eu vou continuar eternamente sendo um comerciante, porque foi onde eu me formei, foi onde meu pai conseguiu fazer a nossa vida, a nossa família, e é o maior orgulho que eu tenho. Eu me orgulho de ser político, mas o que eu vou carregar para o resto da minha vida é ser comerciante, e comerciante de verdade, viu?

Tem gente que fala, tem cara que pegou com vergonha de falar que é comerciante, fala que “virou empresário”, empresário é bonito. Pessoal, eu tenho orgulho de ser comerciante.

O meu pai começou com um bar quando começou a construir a Rodovia dos Imigrantes. Iluminados que foram, ele e minha mãe, só tinha o bar deles para servir quatro mil pessoas, e aquilo transformou a nossa vida, a vida deles e da nossa família.

Eu tenho orgulho que o meu pai ia de ônibus fazer compra para abastecer o bar, e que a primeira fritada de coxinha da minha mãe foi num canecão, porque ela não tinha uma frigideira. E disso fomos trabalhando; de um pequeno armazém, um mercadinho, um supermercado, mais um supermercado, e foi assim que eu aprendi a ser gente, ser cidadão e político.

E eu entrei na política com uma única razão: a indignação. Por que a indignação? Porque o meu pai se instalou em um bairro que, infelizmente, nos anos 80 e 90 ficou esquecido pela cidade.

E quando completei 18 anos, e eu comecei a enxergar o mundo, “mas é possível, o meu bairro não tem asfalto em algumas ruas, o meu bairro não tem escola para todas as crianças? As mães têm que pegar ônibus para levar um filho para tomar uma vacina?”.

E aí, olhando aquele cenário, como a gente muda isso? O Iluminado falou, “sai candidato a vereador”. E a minha primeira campanha eu fiz dentro do supermercado, pedindo voto para os meus fregueses, hoje também não é bonito falar freguês, é “cliente”.

Pedia voto para os fregueses, Marcos, e eles entenderam que eu poderia mudar. E eu me orgulho muito de ser comerciante e de ter vindo para a vida pública, porque quando eu olho para trás e vejo Batistini, de onde eu comecei, e sabendo que eu pude transformá-lo como vereador, deputado e principalmente como prefeito, até piscina aquecida eu pus naquele simples bairro.

Eu olho e falo: é possível mudar uma realidade, mesmo que mais triste ela seja. E por que eu estou falando isso? Se fizer uma pesquisa aqui com qualquer um de vocês, a grande maioria vai apontar que o maior problema do Brasil hoje, apesar dos juros de 15%, apesar de tantos problemas econômicos, apesar da triste corrupção, que a gente não sabe se vem do INSS ou do Vorcaro, do Banco Master, o maior problema é a Segurança Pública, ainda é a Segurança.

E eu falo de segurança versus indignação, porque é possível mudar essa realidade, o que não é possível é a gente continuar lamentando de um problema quando a gente perde um ente querido vítima de um assassinato. Não é razoável a gente se lembrar de segurança quando tem uma nova tragédia, mas o que acontece hoje é triste e só dá para mudar com o apoio da sociedade.

Não é tolerante e muita gente não tem coragem, Marcos da Costa, e eu falo porque quem me trouxe esses números foi o vice-governador. O Felicio Ramuth falou: “Orlando, torne público”. Ele sabe o que eu falo, eu não vou perder o direito de ficar indignado.

O Mário Covas sofreu muito com um equipamento de São Paulo chamado Febem, vocês lembram? A Febem, de tantos problemas, virou Fundação Casa, e por quase uma década parece que o problema sumiu do estado de São Paulo, e ninguém os ouve mais falar da Fundação Casa, sumiu.

Você sabe quando um assunto que já foi muito problemático some, a gente fica preocupado, e eu fui saber, o que acontece? Aí eu me torno secretário de Segurança e começo a me deparar diariamente com flagrantes realizados, com menores infratores, aqueles “maldito ladrãozinho”, capaz de eu ser processado amanhã. É maldito, sim, tá?

Essa coisa de que a sociedade transforma criminoso é mentira, porque aqui, como eu, muitos nasceram em berço pobre, humilde, e não viraram ladrão. A maioria da sociedade não se transforma em ladrão.

O que transforma o cidadão, seja ele de baixa idade ou não, é a vida fácil, é acordar às 11 horas da manhã, fumar o primeiro cigarro de maconha meio-dia, roubar uma aliança ou um celular às duas horas da tarde e ficar bêbado antes de dormir.

Se é por erro de formação familiar, é possível corrigir, mas não venha falar que é a sociedade como um todo, porque a maioria das pessoas humildes são decentes e não se tornam criminosas.

Agora, o que não é admissível é saber que um menor infrator custa 25 mil reais por mês para vocês. Vocês sabiam disso? Vocês sabiam que metade das unidades da Fundação Casa do Estado de São Paulo está fechada? Nós poderíamos comemorar, não é? Falar “poxa, Orlando, isso é um bom sinal”. Isso é um péssimo sinal.

É porque a legislação vencida, ultrapassada, o ECA, que nasceu com o princípio protecionismo, protecionista, não se atualizou. E hoje você não consegue prender o menor infrator. Você o prende na própria delegacia, o delegado é obrigado a chamar o pai, que assina um termo circunstanciado e ele vai para casa.

E não são poucos os exemplos, e eu poderia aqui nominar diversos. Pior do que não ver um menor infrator preso, são as malditas audiências de custódia, que você prende um criminoso maior de idade e, por ser réu primário, ele vai sair pela porta da frente.

Mas dá para piorar essa história quando você vê um juiz da Comarca de Sorocaba soltar dois traficantes que foram presos em flagrantes, com imagens aéreas, com 250 quilos de pasta base de cocaína, e o juiz soltar falando que o volume de droga apreendido não justificava a prisão da pena antes do término do processo. Será que precisamos ver navio de cocaína circulando para justificar?

Por que eu falo isso, pessoal? É óbvio que eu não vou generalizar, jamais, porque nenhuma classe pode ser generalizada. Mas não dá mais para suportar a altura que o Poder Judiciário se coloca frente a todos os outros poderes. Não dá mais para suportar.

E aí você olha que o exemplo sempre vem de cima. Ou vocês já se esqueceram de que o então ministro Marco Aurélio Mello soltou o maior traficante deste país com uma liminar num sábado de manhã? Depois disso, ele se aposenta, e o traficante sumiu do Brasil, que foi o André do Rap.

Quando o exemplo vem de cima, é difícil consertar embaixo. E eu falo tudo isso porque eu aplaudo quando eu vejo um político corrupto preso, afastado. Eu aplaudo quando alguém tem um desvio de conduta, seja de qual for a profissão, de um policial a um empresário.

Mas está na hora desse Brasil começar a ver juiz corrupto preso também e parar de premiá-los com aposentadoria, com salário integral. Porque quando há um erro no Judiciário, qual é a pena dele? Ser aposentado, recebendo o salário.

E a gente não consegue ver um Congresso covarde, omisso, negligente. Quando você ouve o presidente de um poder, que é o Senado Federal, falar, para quem quer ouvir, que mesmo que 81 senadores assinem um pedido para abrir o impeachment de um ministro, ele não pauta, isso é o fundo do poço, isso é o fim da verdadeira democracia. Então, meus amigos, tenham a coragem de agir.

Nas últimas eleições - e eu falo isso com propriedade - a classe média foi a que mais abstenção teve nas urnas, mas sem dúvida nenhuma sabe reclamar. Exerçam o verdadeiro poder de vocês, porque se vocês não exercerem, outros não o farão. Para que o nosso Sesc, para que a Federação, para que o comércio deste país subsista, nós precisamos mudar essa triste realidade que nós estamos enfrentando. E é triste.

E eu falei que era o comerciante que estava falando, porque se mais nada for na vida, é para o comércio que eu voltarei com muito orgulho. E eu não gostaria de ter que voltar, como vocês não estão satisfeitos no momento que nós estamos vivendo. Ivo, muito obrigado por permitir que a gente pudesse estar nessa noite tão alegre, tão feliz, comemorando os 80 anos dessa instituição.

Eu já havia pedido licença ao Ivo e a minha esposa. A minha mãe passou por uma cirurgia hoje, eu não a vi ainda. Eu vou pedir licença, porque depois eu cumpro regra mesmo em hospital, que tem que ser cumprida, para poder visitá-la antes do término do dia.

Que Deus abençoe e proteja.

Viva os 80 anos do Sesc! (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, secretário.

Nós aproveitamos para agradecer a presença dos superintendentes do Sesc São Paulo: Carla Bertucci Barbieri, Marta Raquel Colabone, Ricardo Gentil, Rosana Cunha, Cecília Maman, superintendente em exercício, estendendo nossos cumprimentos também aos gerentes e a toda a equipe do Sesc São Paulo.

Neste momento, senhoras e senhores, nós vamos assistir a uma apresentação dos artistas Vanessa Moreno, voz e violão, e Alê Ribeiro, clarinete. Eles vão abrilhantar, com certeza aqui, a nossa cerimônia.

Por favor. (Palmas.)

 

A SRA. VANESSA MORENO - Boa noite, pessoas queridas. Uma alegria imensa poder fazer parte desse evento em comemoração aos 80 anos do Sesc, podendo celebrar essa noite aqui com arte, que é tão importante na construção de uma sociedade. Um boa noite para todo mundo.

 

* * *

 

- É feita a apresentação musical.

 

* * *

 

A SRA. VANESSA MORENO - Muito obrigada.

Vou chamar agora esse clarinetista querido para fazer as próximas duas canções comigo, Alê Ribeiro. (Palmas.) E vou usar esse outro instrumento, que todo mundo tem em casa.

 

* * *

 

- É feita a apresentação musical.

 

* * *

 

A SRA. VANESSA MORENO - Muito obrigada. Uma ótima noite a todo mundo. Muito obrigada pelo convite. Eu sou Vanessa Moreno. Alê Ribeiro. Até a próxima. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Vanessa Moreno e Alê Ribeiro, pela belíssima apresentação.

Convidamos agora para fazer uso da palavra o Sr. Luiz Galina, diretor regional do Sesc São Paulo.

 

O SR. LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA - Boa noite. Bem-vindos, bem-vindas, é uma honra ocupar esta tribuna desta nossa Assembleia Legislativa, que representa o povo deste nosso estado maravilhoso, cosmopolita, aberto, inovador, brasileiríssimo. Então, é uma honra muito grande ocupar esta tribuna, um orgulho, uma alegria muito grande.

Primeiramente, quero agradecer à deputada estadual Carla Morando, pela iniciativa desta homenagem aos 80 anos do Sesc e, em seu nome, deputada, agradecer a todos os deputados desta Casa.

Para nós, é uma honra muito grande esta homenagem, porque os deputados estaduais representam a população do nosso estado e isso para nós é motivo de muito orgulho, é um incentivo para o nosso trabalho, para a continuidade disso que nós fazemos e procuramos fazer sempre melhor, nos aperfeiçoarmos e termos esse reconhecimento da Assembleia que representa o povo do estado de São Paulo.

Então isso nos orgulha muito, orgulha a todos os nossos superintendentes, nossas superintendentes aqui presentes, nosso corpo gerencial aqui presente, como disse o nosso querido amigo Orlando Morando, trabalhando e tocando essas 44 unidades e coordenando, incentivando, orientando os 9.500 trabalhadores e trabalhadoras do Sesc, que fazem acontecer toda essa nossa programação tão querida pelo público.

Então nosso muito obrigado por essa iniciativa, por sua homenagem, não só agora, mas de sempre: a senhora está sempre do nosso lado, incentivando-nos e trazendo mensagens muito positivas. Muito obrigado.

Quero aqui também dar um destaque à presença do nosso presidente em exercício, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do centro do comércio; e dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac do Estado de São Paulo. Nosso presidente, muito obrigado pelo seu apoio de sempre, pelo seu incentivo, pelo seu suporte.

Não poderia deixar de citar aqui o nosso querido presidente Abram Szajman, que está, sempre, não está aqui, mas está aqui, seu legado, sua presença, sua orientação nessa gestão tão importante que o presidente Abram tem dedicado à Federação do Comércio, ao Sesc, ao Senac, ao estado de São Paulo, ao Brasil.

Quero também citar e agradecer a presença do deputado estadual Itamar Borges. Muito obrigado pela sua presença.

Quero citar e agradecer a presença do nosso querido amigo Dr. Marcos da Costa, sempre nos acompanhando, sempre nos incentivando, secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, um trabalho que tem muito a ver com a história do Sesc e com esses 80 anos do Sesc.

A gente procura, dentre todos os públicos que a gente atende, dar uma atenção especial às Pessoas com Deficiência, aperfeiçoarmo-nos cada vez mais nesse atendimento, desenvolvimento de atividades, acolhimento para todas as pessoas, para que essas pessoas também tenham direito de usufruir de tudo o que o Sesc oferece no campo das nossas ações. Então, muito obrigado pela sua presença e pelo incentivo de sempre.

Quero agradecer a presença da nossa querida secretária Angela Vidal Gandra Martins, sempre presente também em nossos eventos, incentivando, apoiando esse nosso trabalho de diplomacia cultural tão importante para o estado e para a cidade de São Paulo. Muito obrigado pela sua presença.

Quero também citar e agradecer a presença da Dra. Vera Lucia Carlos, procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, do Ministério Público do Trabalho. É uma honra contar com a presença da Sra. Procuradora aqui neste evento.

Quero também agradecer e citar a presença do Sr. José Gonzaga da Cruz, presidente em exercício do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, razão de ser do Sesc, atender o trabalhador do Comércio, Turismo e Serviços. Sua presença aqui nos engrandece muito e nos honra muito.

Quero agradecer também a presença do Sr. Jefferson Caproni, presidente do SinSaúde do estado de São Paulo, Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no estado de São Paulo, também nossa clientela prioritária, a quem temos muito orgulho de servir e dar todo o apoio dos nossos serviços socioculturais para esse corpo de profissionais tão importantes para o nosso bem-estar. Muito obrigado pela presença.

Agradecer também a presença do Dr. Edison Ferreira da Silva, presidente do Sindhosfil, Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo. Conversava há pouco com ele. Está presente, esse sindicato, em mais de 400 cidades do estado de São Paulo. Também é uma honra muito grande a gente prestar serviços a todos esses profissionais das nossas Santas Casas.

Agradecer a presença do nosso querido amigo, representando aqui o nosso diretor regional do Senac, Luiz Francisco de Assis Salgado, agradecer a presença do Darcio Sayad Maia, superintendente administrativo do Senac em São Paulo.

Agradecer a presença dos superintendentes do Sesc, Carla Bertucci Barbieri, Marta Colabone, Ricardo Gentil, Rosana Cunha, Cecília Maman, aqui representando a Superintendência de Administração, e esses superintendentes representando aqui todo o nosso corpo gerencial, responsável por essas 44 unidades do Sesc do estado de São Paulo, e representando, é claro, esses 9.500 trabalhadores e trabalhadoras que fazem o Sesc acontecer no seu dia a dia.

Quero também agradecer a presença de todas as pessoas aqui presentes, autoridades e representantes de instituições parceiras do Sesc, instituições socioculturais, de Educação, da Saúde, os presidentes e representantes dos sindicatos patronais e de empregados, muito especial também o nosso agradecimento aos conselheiros do Sesc, que nos dão todo o apoio, junto com a nossa presidência, a Abram Szajman e Ivo Dall'Acqua Junior, para realizar todo esse projeto sociocultural que o Sesc desenvolve.

Muito obrigado pela presença de todos. E eu não poderia deixar de citar aqui as artistas, os artistas Vanessa Moreno e Alê Ribeiro. Eu quero prestar uma homenagem, em nome da Vanessa Moreno, do Alê Ribeiro, a todos os artistas, da música, do teatro, do cinema, da literatura, do circo.

Todos esses artistas que fazem acontecer essa mensagem de bem-estar, de solidariedade, trabalhando para que a nossa sociedade seja mais justa, seja mais igualitária, seja mais feliz.

Nós valorizamos e respeitamos todo o trabalho dos artistas brasileiros, de todos os campos da arte, de todas as manifestações culturais, porque esse patrimônio que o Brasil tem da sua música, do seu teatro, do seu cinema, da sua literatura, da sua dança, são inigualáveis, estão entre os melhores do mundo, se não for o melhor do mundo. Então, é uma satisfação muito grande.

Eu quero também citar a presença aqui do Sr. Marcus Alves de Mello, agradecer a presença, superintendente da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo e conselheiro do Sesc.

Feita essa introdução, quero dizer também que... Bom, eu falo daqui a pouquinho sobre o Orlando. Foi muito gentil com suas palavras.

Então, é com muita satisfação que recebemos esta homenagem promovida pela Assembleia Legislativa do Estado, na presença de nossos companheiros e companheiras do Sesc, do presidente em exercício da Federação do Comércio, Dr. Ivo Dall'Acqua Junior, assim como a presença dos membros deste mesmo conselho regional, dos sindicatos patronais e do empresariado do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mantenedores desta instituição que completa seus 80 anos de existência.

Em 1946, o fim da Segunda Guerra Mundial indicava a necessidade de se repensar o humanismo e a ideia do bem-estar social, com a valorização da Educação, da Cultura, da Ciência, acompanhando a crescente utilização das cidades e as demandas que tal fenômeno da urbanização acarretava.

Lembremos, neste contexto, a criação da Organização das Nações Unidas, em especial da Unesco, o braço desta organização dedicada à Educação, Ciência e Cultura, conclamando as nações para se unir em torno dos ideais de justiça, liberdade, paz e espírito de assistência mútua como meios de se promover a dignidade humana após o período sombrio da Segunda Guerra Mundial, que trouxe tanta destruição, tanto extermínio, tanta perseguição.

Foi nessa conjuntura que, no Brasil, empresários ligados à indústria e ao comércio apresentaram à sociedade e ao poder público um modelo de justiça social orientado pela garantia de direitos, pela educação e pelo bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras.

Este modelo, amparado por legislação federal, tinha por base a contribuição compulsória dos empresários do setor de Comércio, de Bens, Serviços e Turismo. O recurso recolhido seria aplicado em obras de infraestrutura, serviços e benefícios para a melhoria da vida e a qualificação dos empregados e empregadas do segmento. Para fundamentar a proposta, foi elaborada a Carta da Paz Social, na qual esses empresários apontavam suas perspectivas para o que consideravam o padrão de desenvolvimento social e econômico adequado ao País.

Entre essas condições estavam, em primeiro lugar, a manutenção da democracia, acompanhada pela implementação de uma obra educativa conjugada à garantia da dignidade e de condições de trabalho.

Em seus 80 anos, o Sesc consolida sua atuação nos eixos da Educação, da Cultura, da Saúde, do Lazer e da assistência, com reconhecimento nacional e internacional, certificações de excelência, premiações, entre outras distinções. Destacam-se também iniciativas nas áreas digital, socioambiental e de turismo no acolhimento dos mais diversos públicos.

Os números do Sesc, em 2025, são referenciais. Trinta milhões de pessoas frequentaram as nossas unidades da Capital, do interior e do litoral no ano passado. Nossas unidades são abertas ao público.

Todo cidadão pode entrar em nossas 44 unidades sem qualquer necessidade de apresentar documentação, o acesso é totalmente gratuito. Mais de três milhões de pessoas estiveram presentes em espetáculos, shows e sessões de cinema. Mais de 870 mil consultas odontológicas foram realizadas.

Cerca de 3,7 milhões de pessoas visitaram nossos parques aquáticos. Mais de 50 mil pessoas se hospedaram no Centro de Férias de Bertioga, no litoral norte de São Paulo. Mais de 7,2 milhões de quilos de alimentos e produtos de higiene e limpeza foram distribuídos pelo “Sesc Mesa Brasil” a partir de doações feitas por 1.046 empresas, doações que o Sesc, no esquema de logística e comunicação, distribuiu a 1.277 instituições de assistência, atendendo, dessa maneira, aproximadamente 319 mil pessoas por mês.

Estes são alguns exemplos dos nossos números do ano passado. É importante destacar, nesse contexto, o plano de expansão do Sesc para todo o estado de São Paulo, consolidando a presença da instituição de forma capilarizada e sustentável em permanente diálogo com os problemas, as prefeituras municipais, os sindicatos patronais e de empregados, as lideranças regionais e a sociedade civil. Atualmente, temos, como já dissemos, 44 unidades operacionais na Capital, litoral e interior.

Recentemente, tivemos a criação das unidades em Taubaté, Campinas, aqui na Capital, na Casa Verde, e o Sesc São Bento, perto do Largo São Bento. Em 2026, teremos a inauguração das unidades Sesc Parque Dom Pedro II, uma unidade, um prédio, que já recebeu várias premiações pela sua arquitetura inovadora e focada na sustentabilidade. Inauguraremos, até o final do primeiro semestre, o Sesc Parque Dom Pedro II, ao lado do Mercado Municipal, nesse parque tão importante da cidade de São Paulo, onde a cidade de São Paulo começou, na Várzea do Carmo.

É uma unidade muito bonita e que vai colaborar com a prefeitura no sentido de requalificar aquela área da cidade. Estamos ao lado do Catavento, em frente ao Mercado Municipal, numa área muito importante da cidade de São Paulo. E vamos inaugurar no interior, também estamos trabalhando para que, em breve, a gente inaugure o Sesc na cidade de Marília, um lugar muito bonito daquela cidade.

Já está planejado o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos relativos às futuras unidades do Sesc Galeria, antigo Mappin. O Sesc adquiriu aquele prédio por inspiração do nosso presidente, Abram Szajman, em frente ao Theatro Municipal. Então, o projeto arquitetônico já está em desenvolvimento, Sesc Galeria, e, além do Sesc Mogi das Cruzes, em Thermas de Presidente Prudente.

Esses três projetos, nós fizemos um concurso de arquitetura com o IAB, Instituto dos Arquitetos do Brasil, e são projetos muito bem feitos, muito focados também na questão da sustentabilidade e da acessibilidade. Está em fase de estudos o projeto para a nova unidade do Sesc Ribeirão Preto. O Sesc já está instalado lá em Ribeirão Preto há muitos anos, foi uma das primeiras unidades que o Sesc construiu no interior, mas ficou pequeno para o tamanho de Ribeirão Preto e da região.

Então, o Sesc adquiriu a antiga sede do Recra, Sociedade Recreativa de Esporte de Ribeirão Preto. Então, o Sesc vai reformar esse antigo clube, era o clube de elite de Ribeirão Preto, o Sesc vai reformar e construir lá um centro cultural e desportivo.

E, ao lado dessa antiga sede do clube, a Prefeitura de Ribeirão Preto nos doou também uma área em torno de 10.000 metros quadrados, para que o Sesc possa ampliar o seu atendimento na cidade de Ribeirão Preto. Então, a gente vai desenvolver os estudos para esse novo Sesc em Ribeirão Preto.

E também estamos estudando a ampliação do Sesc na Casa Verde, na zona norte da Capital. Já temos uma unidade lá funcionando, é uma antiga fábrica que o Sesc adquiriu, mas estamos reformando e vamos ampliar esse atendimento também na zona norte de São Paulo.

Em 2028, temos a previsão de inauguração das unidades de Limeira, São Bernardo do Campo, assim como a ampliação do Sesc Registro, no Vale do Ribeira.

Quero destacar aqui que essa unidade em São Bernardo do Campo foi uma iniciativa do então prefeito Orlando Morando, que nos deu, acredito, a melhor área de São Bernardo, diferentemente das ofertas anteriores, cujos terrenos não eram adequados. Então, conseguimos... É uma unidade que o Sesc está construindo, ao lado dos Pavilhões da Vera Cruz, e a prefeitura tinha um projeto antigo para construir lá um centro cultural, e nesse projeto tinha um teatro desenhado pela Lina Bo Bardi.

Tinha sido iniciada a construção, então o Sesc recebeu, junto com esse terreno da prefeitura de São Bernardo, um projeto desenhado pela Lina Bo Bardi, que já estamos reformando, e vai ser a marca dessa nova unidade em São Bernardo do Campo, que vai funcionar a partir de início de 2028. Então, muito nos orgulha esse legado que o prefeito Orlando Morando nos deixa para levar para São Bernardo essa obra tão importante.

E estamos aguardando, estamos aguardando da Prefeitura Municipal de São Paulo, os alvarás para construirmos as unidades de São Miguel Paulista, extremo leste de São Paulo, uma unidade belíssima, de 40 mil metros quadrados, construirmos o Sesc em Campo Limpo, e construirmos Pirituba, Pirituba também, que foi uma orientação estratégica do nosso conselho, do nosso presidente Abram Szajman, de levar o Sesc para os bairros mais distantes do centro de São Paulo.

Então, os projetos arquitetônicos estão prontinhos, aguardando o prefeito assinar o alvará para que a gente comece a construção. São projetos lindos e que também muito nos orgulham. Esse projeto também está sob aprovação na prefeitura. O Sesc recebeu da Funarte a cessão do antigo TBC, Teatro Brasileiro de Comédias, lá na Bela Vista, no Bixiga. Também o projeto arquitetônico está pronto.

Ele vai entrar em um programa especial da Prefeitura de São Paulo, que qualifica o centro. E também é um teatro lindo. E o Sesc comprou um terreno ao lado, que era do Silvio Santos.

Vai fazer um centro cultural, um centro cultural e esportivo também. Vai ter lá ginástica, biblioteca, junto do Teatro, TBC. Ivam Cabral está aqui, representando os nossos artistas, diretores e produtores teatrais, muito nos honra a sua presença, Ivam.

E o TBC, para nós, é uma honra que ele seja incluído na nossa rede de teatros aqui na cidade de São Paulo. Então, essas são as nossas ampliações. Temos ampliado nossas ações no interior do estado e litoral, mesmo em cidades aonde não há unidades implantadas, com o imprescindível apoio das prefeituras e dos sindicatos patronais do comércio.

Como exemplos, podem ser citados o “Circuito Sesc de Arte”, que está acontecendo nessas semanas, que atende a 133 municípios em diversas regiões, com ações artísticas e de valorização social, cuja atual edição está em curso, e o “Sesc em Percurso”, uma atividade nova que estamos desenvolvendo, que visa qualificar no interior de São Paulo e aprimorar processos de gestão cultural, indo ao encontro de seus públicos nos mais diferentes territórios e cidades do estado.

Muitas vezes, uma pequena cidade do interior, com 20, 30 mil habitantes, tem verbas federais, verbas estaduais de apoio à Cultura, mas, muitas vezes, as prefeituras não sabem como acessar esses recursos, os artistas não sabem como se colocar para receber essas verbas.

Então, esse projeto do Sesc, “Sesc em Percurso”, é para levar para os gestores dessas pequenas cidades conhecimento que os habilite a usar os recursos que existem nos orçamentos federal e estadual para desenvolverem suas atividades de apoio às atividades culturais e artísticas.

Tudo isso é possível, pois, além do apoio de nossos mantenedores, as empresas do comércio e serviços, que fazem a contribuição ao Sesc todos os meses, 1,5% sobre a folha de pagamento, é a empresa que paga, não é o empregado que é descontado por isso.

E hoje nós temos, dessas empresas que mantêm o Sesc, quase que três milhões de pessoas com a credencial plena do Sesc, que têm direito a usar todos os serviços do Sesc, muitos de natureza gratuita, e aqueles que são pagos, com preços subsidiados para que o empregado que tenha um salário menor, um, dois salários mínimos, possa acessar e usufruir de serviços de primeira qualidade, serviços de Saúde, de Lazer, de Esporte, de Cultura e de Assistência Social.

Então, tudo isso é possível, pois, além do apoio de nossos mantenedores, contamos com empenho de cerca de 9.500 trabalhadores e trabalhadoras que, com a qualidade de seu envolvimento, fazem o dia a dia do Sesc no estado paulista e angariam para a instituição uma imagem social das mais positivas.

Quero destacar aqui a competência e a dedicação desse corpo funcional do Sesc, porque, para trabalhar com educação e saúde, claro, tem que ter conhecimento, tem que ter competência, mas tem que ter paixão.

Tem que ficar alegre, quando vemos uma pessoa idosa frequentando uma unidade do Sesc, saindo de casa, podendo assistir um show musical de primeira qualidade, uma peça, frequentar uma biblioteca, encontrar com seus amigos, namorar, se divertir, dançar e aprender.

Isso apaixona. Trabalhamos com idosos, trabalhamos com bebês, nossos educadores ensinam e motivam os pais a importância do brincar para a formação das crianças. Então, a gente vê muita alegria, muita paixão nesse corpo, além de competência, muita paixão e dedicação a esse trabalho que o Sesc desenvolve há 80 anos.

Esses são alguns aspectos ligados à atuação do Sesc em São Paulo, refletindo nossas diretrizes estratégicas e, sobretudo, o compromisso com a sociedade em geral. Estamos aqui no estado de São Paulo, falando do estado de São Paulo, mas o Sesc está presente no Brasil todo, e, em cada estado, respeitadas as diferenças, respeitadas as proporções, o Sesc faz esse mesmo trabalho no Brasil todo.

Em muitos estados, em muitas capitais, acho que o primeiro teatro da cidade foi o Sesc que construiu. Teatro que leva cultura, que leva seminários, que leva conhecimento, que leva propostas inovadoras que levam à discussão sobre as crises climáticas e todas as crises que o País enfrenta, de combate ao racismo, de combate à violência contra a mulher e tantas outras ações que a gente desenvolve para que o Brasil seja mais justo e igualitário.

Então, como eu dizia, esses são alguns aspectos ligados à atuação do Sesc em São Paulo, refletindo nossas diretrizes estratégicas e, sobretudo, o compromisso com a sociedade em geral.

Cumpre-se, assim, a missão para a qual a instituição foi criada há 80 anos, sempre de forma atenta e cuidadosa aos anseios e necessidades da sociedade para manter-se relevante para todas as pessoas. Temos muitos motivos para celebrar no presente. Que venham muitos outros.

Muito obrigado pela homenagem e pela presença de todos vocês neste momento tão importante da nossa história.

Obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sr. Galina.

Nós aproveitamos para registrar e agradecer a presença da Sra. Claudia Velasco Osorio, cônsul-geral do México em São Paulo; Sra. Célia Gambini, adida cultural do Consulado-Geral da Suíça; Sra. Vanessa Pohl, vice-cônsul do Chile em São Paulo; Dr. Reinaldo Cesar Yoshino de Lima, representando o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. Eu quero registrar e agradecer também a participação e o trabalho das nossas intérpretes de Libras, a Erica e a Janaína. Muito obrigado. (Palmas.)

Anunciamos agora, para a sua mensagem, a Sra. Angela Gandra, secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo.

 

A SRA. ANGELA GANDRA - Boa noite a todos. Eu queria... Bom, estamos aqui entre amigos do Sesc. Eu vou tratar muito informalmente a minha Mesa, porque são todos amigos. Carla, parabéns por essa iniciativa. Ivo, parabéns pela homenagem que tu vais receber e por todo o trabalho que tu tens feito. Galina, parabéns também.

O Marcos da Costa, meu supersecretário e parceiro, não só na Advocacia, mas aí também, nessas lutas, especialmente também pela pessoa com deficiência, que trabalhamos em conjunto, em parcerias. E o Itamar também, nosso deputado, sempre parceiro.

Queria cumprimentar todas as autoridades presentes, especialmente os nossos cônsules queridos que estão aí: Luísa, Vanessa, Matthias, Jason, Claudia Velasco... E está também a Claudia, que eu já falei. Então está ótimo. E, depois, agradecer muito o show da Vanessa e do Alê. Que maravilha de voz, que apresentação celebrativa de verdade.

Eu queria, bom, resumindo... Pensar que nós já tínhamos comemorado na Câmara a celebração dos 80 anos. Agora, eu estou aqui também como secretária de Relações Internacionais, porque o Sesc tem uma projeção internacional tremenda. É uma dessas instituições mais robustas de exemplaridade no desenvolvimento social e nas ações sociais.

Ao mesmo tempo, ele oferece - os consulados que estão aqui presentes são testemunhas - sempre espaço. Querem celebrar, o Sesc está sempre aberto a qualquer proposta. Ele abraça rapidamente as nossas propostas. Ele tem promovido intercâmbios culturais, circulação de artistas, agendas contemporâneas, a sustentabilidade, o desenvolvimento humano, plataforma para as carreiras e empregabilidade.

Agora, eu vou destacar três coisas rápidas. Primeiro, a política do Sesc, como a gente chama internacionalmente nas redes de cidades, é “human-centered”, está centrada na pessoa humana, da plataforma para cada pessoa. Aqui falaram de milhões. Imagine o impacto de 80 anos, impactando vidas de pessoas.

Eu posso dizer também que ele não só dá plataforma para os trabalhadores, não só oferece tudo isso para os trabalhadores. A população se beneficia com todas as ações, com todas as ofertas do Sesc, e eu posso dizer também as famílias, porque eu ouço de muitas famílias - isso já também no governo federal, eu escutava -, a plataforma para fortalecimento de vínculos familiares.

Porque tudo que o Sesc proporciona é em termos de convivência humana também. E as famílias vão no domingo e tem para onde ir. Eu também aqui ressalto as famílias dos imigrantes e das pessoas com deficiência - não é, Marcos? - que tem para onde ir e tem ali acessibilidade.

Bom, isso aqui é uma amostra muito pequena de tudo que tem impactado a nossa cidade e o mundo, o Brasil e o mundo, através das atividades do Sesc. Vocês vão encontrar sempre em nós, na nossa Secretaria de Relações Internacionais, na nossa prefeitura, um parceiro.

Galina, eu vou atrás, tá bom? Das suas assinaturas. Anotei na hora. Vamos lá, que nós queremos mais Sesc. E aqui, nos 90 anos, nós vamos nos encontrar, não é, Carla? Porque já vai ficar tradição na Casa celebrar essa grande festa que é a vida que o Sesc proporciona para nós, a alegria para tantas pessoas.

E eu digo que o Orlando talvez vai ter que voltar de Brasília para celebrar conosco, porque a próxima tribuna dele vai ser a do Congresso Nacional, se Deus quiser, não é Carla?

Bom, muito obrigada.

E vamos celebrar juntos. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sra. Angela. Aproveitamos para registrar a presença do Sr. Nelson Costa, presidente do Sebrae São Paulo; Sr. Maurício Costa, superintendente do Instituto Turiscentro do Brasil.

E convidar, para fazer uso da palavra, Dr. Marcos da Costa, secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Dr. Marcos, por favor.

Obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MARCOS DA COSTA - Boa noite. Agora no microfone, boa noite. A gente vai aprendendo todo dia gestos que demonstram a preocupação com a inclusão, e o pessoal com deficiência visual, quando a gente fala no microfone, não consegue identificar onde nós estamos, por conta das caixas de som.

Também em homenagem às pessoas com deficiência visual, quero fazer minha audiodescrição: sou homem de pele clara, 1,86m, cabelos castanhos, cabelos brancos acima das minhas orelhas, estou trajando um blazer azul, camisa branca e calça jeans. Tenho a honra de ter recebido da comunidade surda um sinal, que é como eles identificam as pessoas. Meu sinal: dedos polegar e indicador acima da minha orelha direita, da frente para trás, destacando os meus cabelos brancos.

E quero dizer que ninguém melhor do que a querida deputada Carla Morando para propor uma homenagem para uma instituição tão humana quanto o Sesc. Deputada Carla, uma querida amiga, uma referência para todos nós como parlamentar, nesta Casa tão bem presidida pelo nosso deputado André do Prado.

E a deputada Carla tem sido uma batalhadora na causa da justiça social, na causa da inclusão, na causa de uma sociedade cada vez mais inclusiva. Então, parabéns. Obrigado por tudo que representa para todos nós.

E a falar do outro querido amigo, nosso sempre prefeito, sempre deputado, o atual secretário - até amanhã, não é? -, nosso Orlando Morando, e dizer do trabalho que foi feito na pasta dele, por ele, junto com o prefeito Ricardo Nunes, junto com o Governo do Estado de São Paulo, o governador Tarcísio, o vice-governador Felício, em especial na Cracolândia, na cena aberta de uso, é algo que, talvez, três anos atrás, as pessoas imaginavam impossível de acontecer.

E foi um trabalho de fôlego, mas foi um trabalho pensando nas pessoas. Um trabalho de acolhimento às pessoas que estavam lá. E eu falo isso porque eu perdi meu irmão, como morador em condição de rua. Meu irmão foi para o vício da bebida, meu irmão mais velho, um ano mais velho que eu. Meu irmão morou 20 anos na rua.

A gente trabalhou muito intensamente, sem parar, para recuperá-lo. Infelizmente, não foi possível. Então imaginem quantas vidas, quantas famílias foram impactadas por essa ação promovida pelo Governo do Estado, pela Prefeitura de São Paulo.

Então eu peço que transmitam um abraço fraternal ao nosso amigo Orlando, e são testemunhas aqui do que representou esse trabalho feito em parceria do Governo do Estado e da prefeitura.

Quero cumprimentar também outro grande amigo de tanto tempo, nosso deputado Itamar Borges, outro grande parceiro. Itamar, que eu conheci como prefeito de Santa Fé do Sul, onde a OAB tem a sua colônia de férias, e o Itamar sempre muito presente, muito parceiro, seja como secretário de Estado, seja aqui na Assembleia Legislativa. Alguém que também tão bem representa o povo de São Paulo. Obrigado, querido amigo.

Quero cumprimentar, me permitam também, a Angela, e na pessoa da Angela, que teve que se ausentar um pouquinho, cumprimentar o nosso querido prefeito Ricardo Nunes, outro grande amigo. E cumprimentar agora, com muita ênfase, as pessoas que eu tanto admiro desse sistema que representa quase que o período inteiro da minha vida, que é o sistema da Fecomercio e do Sesc.

Já disse ao Ivo, que hoje preside a Fecomercio com tanto brilhantismo, lembrando todo o trabalho que foi feito pelo Abram, outro grande amigo, grande amigo, que eu, a minha vida foi muito institucional, tive passagens importantes em algumas entidades, mas sempre lembro com muito carinho que a minha vida começou dentro da Fecomercio, no CRI, Conselho de Renovação e Integração Empresarial, na década de 80.

Estava lembrando o Borges. Ah, naquela época, o Borges puxando a areia de todo mundo. E depois o trabalho em outros espaços da Fecomercio, incluindo o Conselho Jurídico, tudo tão bem presidido, à época, pelo querido Ives Gandra, o maior jurista desse século. Continua até hoje. Para mim, o maior jurista desse século.

A Fecomercio, não só tem uma atuação de representação sindical - e eu aproveito para cumprimentar todos os representantes de sindicatos, patronais, de trabalhadores presentes - mas a Fecomercio é marcada como uma casa da democracia, como uma casa de pensar o São Paulo e pensar o País. Quanta literatura nasceu de debates promovidos dentro da Fecomercio.

Então, a Fecomercio, para a sociedade paulista e sociedade brasileira, tem essa representação, de servir como palco dos grandes debates dos problemas nacionais. Ivo, parabéns. Em seu nome, eu quero cumprimentar a todos os dirigentes da Fecomercio, em nome da minha amiga Carla, cumprimentar todos os colaboradores, todos aqueles que vêm contribuindo há tanto tempo na construção desse espaço que é a Fecomercio.

E o Luiz Galina, outro grande amigo, alguém que tem a vida inteira também dentro do Sesc, sucedendo o saudoso Danilo, que foi uma referência, e o Sesc que trabalha na plenitude da cidadania. O Sesc é referência em qualquer hora que se discute em termos de Cidadania. O Sesc é referência no Esporte. O Sesc é referência na Cultura. O Sesc é referência na Educação. O Sesc é referência na Saúde. Tudo que é feito no Sesc é feito com muito amor, com muito carinho.

Galina disse, e eu repito: para trabalhar no Sesc, tem que ter vocação. O Sesc não é um emprego, o Sesc é uma missão. De forma que eu venho aqui servir como um testemunho do que o Sesc representa na vida de tantas pessoas. E eu estava, mandei umas fotos para a Carla, que eu pedi para a minha mãe agora, minha mãe me mandou, eu mandei para ela.

Eu vou olhar na placa de fundação do Sesc se meu nome não está lá, de tanto tempo que eu frequento o nosso querido Sesc. Parabéns. A Angela falou dos 90, eu já sou mais otimista. Eu já tenho certeza que nós estaremos aqui quando completar 100 anos de existência, comemorando essa grande situação.

Parabéns a todos. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Dr. Marcos.

Vamos ouvir agora, com muita satisfação a mensagem do deputado estadual Itamar Borges. (Palmas.)

 

O SR. ITAMAR BORGES - MDB - Eu já combinei de estar aqui nos 100 anos com o Ivo, viu? Falar do Sesc é falar de mais de milhões de pessoas atendidas aqui no estado de São Paulo. Falar do Sesc é falar do atendimento na área da Saúde, da Odontologia, da prevenção de saúde.

Falar do Sesc é falar de lazer, de esporte, é falar de cultura, é falar de melhor idade, é falar do Curumim, de tantas ações que são desenvolvidas. E aí poderíamos estender, os 80 anos do Sesc.

Se pulássemos para o Senac, para a Fecomercio, aí abriria um leque imenso, como tem tantas outras ações. Eu falo isso porque quando a Assembleia Legislativa de São Paulo, através dessa brilhante deputada Carla Morando, propõe essa homenagem, esta que é a maior Casa Legislativa estadual do País, da América Latina, é para reconhecer, como disse aqui Orlando Morando, é para reverenciar, é para reconhecer. Reconhecer os gerentes das 44 unidades, que eu quero saudar a todos.

Eu vi aqui amigos de Araraquara, de São José do Rio Preto, Birigui, Araçatuba, de Catanduva, e aí por diante, São Carlos, e vai percorrendo as estradas. Aqui são gerentes de 22 unidades da Capital, de quatro do ABC, de 16 do Interior, de duas do Litoral, que completam essas 44 unidades.

Eu vivi o Sesc como prefeito, então tive o privilégio que o Orlando teve, de receber na cidade. Mas eu vivi porque lá nós promovíamos ações culturais, e tantas outras que tínhamos lá, Galina, contigo, com o Danilo, que foram tantas as ações desenvolvidas.

Eu vi aqui, hoje, amigos de Fernandópolis, que agora estão no jurídico aqui, e amigas de Rio Preto, que estão aqui na Vila Mariana, e assim sucessivamente, porque a gente vai reencontrando esses amigos. Carla, quando eu vejo aqui o Orlando Morando, foi meu presidente aqui da Comissão de Transporte. Foi meu parceiro nesta Casa, como deputado estadual.

Aprendi muito com o Orlando. Está se preparando para ir para o Congresso Nacional. Com certeza, Orlando Morando no Congresso Nacional, nós vamos ter um grande representante na Câmara Federal, e eu não tenho dúvida de que ele estará lá, por tudo o que ele fez como prefeito, como deputado, e está fazendo pela Segurança da Capital.

Também, da mesma forma, Carla, você que é uma deputada empreendedora, deputada da causa do comércio, e que atua junto, nós temos aí eu que presido a Frente do Empreendedorismo, estava vendo até agora há pouco que o Cristiano está lá no fundo, vejo amigos, como do Codecon, que participa com a gente, do Sindhosfil, amigo do Sebrae, que é presente, o Nelsinho, a diretoria, que nos unimos para desenvolver essas ações.

Todos nós, Marcos da Costa, você que representa o governador Tarcísio, como a Angela e o Orlando representaram o prefeito Ricardo Nunes, nos unimos pela boa ação, pela boa causa. E é por isso que eu não poderia deixar de estar aqui hoje.

Primeiro, para parabenizar você, Carla, pela iniciativa. E, também, Ivo, para parabenizá-lo ao lado do Galina e de toda a família do Sesc São Paulo e dos irmãos do Senac e da Fecomercio que aqui estão presentes. Podem ter certeza de uma coisa, vocês sabem disso, eu só vou falar para encerrar.

Vocês têm ajudado a fazer a diferença na vida de muitas pessoas, na vida de muitos municípios, do nosso estado, exemplo para o Brasil e para o mundo, que reúne aqui hoje vários cônsules que vieram prestigiar esse momento. Parabéns ao nosso Sesc pelos seus 80 anos de história.

Muito obrigado.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado pelas palavras, deputado.

Registramos a presença do professor Dan Levy, representando a reitora da Universidade Federal de São Paulo, a Sra. Raiane Assumpção. Nós vamos assistir neste momento a um vídeo institucional sobre os 80 anos do Sesc. Vamos ver o vídeo.

 

* * *

 

- É exibido o vídeo.

 

* * *

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pelo vídeo. Aproveitamos para registrar e agradecer a presença, também, do Sr. Leonardo Minervini, gerente de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Senhoras e senhores, neste momento, convidamos para vir à frente, aqui, os membros da Mesa Diretora para a entrega de uma homenagem a ser realizada pela deputada estadual Carla Morando aos senhores Dr. Ivo Dall'Acqua Junior e Luiz Galina, que vão receber a homenagem pelos 80 anos do Sesc.

Senhoras e senhores, para falar neste momento em nome do Sesc, convidamos o Dr. Ivo Dall'Acqua Junior, presidente em exercício da Federação do Comércio e do Conselho Regional do Sesc.

 

O SR. IVO DALL'ACQUA JUNIOR - Boa noite a todos e a todas.

Seguindo o exemplo do Marcos, sou um homem branco de 1,85m, perco por 1cm para você. Cabelos brancos, só os que me restaram. Os que eram de outra cor, já foram embora. Estou vestindo um costume azul marinho, camisa branca, gravata vermelha, falta de imaginação, mas é clássico, não é?

E estou muito feliz. É uma honra, caros amigos, estar nessa Casa Legislativa, representando aqueles e aquelas que integram o Serviço Social do Comércio, Sesc, entidade criada em 1946, com a missão de promover o bem-estar social e a qualidade de vida para as pessoas empregadas do comércio de bens, serviços e Turismo e seus familiares, princípio estendido a toda a sociedade.

Só um parêntese. Quando colocamos esse arco de atendimento, ele se estende, porque aquelas atividades que não têm uma entidade de ação social, como o plano do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, têm seus trabalhadores atendidos por nós também. E assim falamos dos trabalhadores da Saúde, da educação privada, do Esporte.

Então, se a vida acontece no Sesc, é importante que aqueles que eventualmente possam aparentemente não ter um espaço de acolhimento e vivência como esse que dedicamos aos trabalhadores, aqueles que nós chamamos de puro-sangue, é justo que todos tenham. E nós provemos esse atendimento.

Então, feito esse introito, eu começo saudando a deputada estadual Carla Morando, que não é apenas a proponente desta homenagem, ela é uma legisladora amiga, próxima, que nos incentiva muito.

Trocar experiências e partilhar dificuldades com a Carla é uma alegria, porque ela está sempre disposta a encaminhar, a buscar uma solução e a tentar resolver. Mesmo nos assuntos... Esse é agradável hoje, mas quando o assunto é espinhoso, ela não foge.

Quero saudar também o Itamar Borges, legislador, deputado, amigo dos empreendedores do estado de São Paulo, porque ele sabe como é dura a vida do empreendimento; o Marcos da Costa, secretário de Estado dos Direitos Humanos e aqui representando o nosso governador Tarcísio. Deixo uma saudação à Angela, que tem também sido tão boa, tão grande parceira, tão próxima.

Não posso deixar de citar o Orlando, que justificadamente nos deixou, mas está cumprindo algo que... Eu queria poder estar visitando minha mãe, se ela estivesse precisando.

Então a gente não pode se afastar desses valores tão essenciais. O Orlando foi fundamental para a decisão da implementação da unidade de São Bernardo, porque aquilo que ele disse é verdadeiro.

Nós estávamos há uns 12 anos tentando algo, porque não se justificava, São Bernardo é o quarto município mais populoso e importante, e teve uma transformação econômica fantástica. Era conhecido, foi berço da indústria automobilística, mas hoje é um grande município da atividade econômica do setor terciário, na área de serviços. A gente não podia não estar lá. Estaremos, Carla.

Quero saudar a Dra. Vera Lucia Carlos, que é a procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região; o Marcus Mello, superintendente regional do Trabalho e grande parceiro e conselheiro nosso.

Quero saudar o Zé Maria Gomes, vice-presidente da Federação das Empresas de Transporte, aqui representando o Carlos Panzan, grande parceirão nosso; o Gonzaga, Zé Gonzaga da Cruz, que está no exercício da Presidência do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que é o maior sindicato representativo do Brasil, tem a maior massa de representados; o Jefferson Caproni, parceiraço, presidente do SinSaúde; o Edison Ferreira da Silva, presidente do Sindhosfil, Sindicato dos Hospitais Santa Casas e dos Filantrópicos; o Zé Luiz Fontes, que aqui está representando o Tirso Meirelles, presidente da Faesp; os meus companheiros da Fecomercio, o presidente do Sindicato do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, os diretores da Fecomercio, os conselheiros do Sesc/Senac; e, de uma forma especial, o Darcio Sayad Maia, que está representando aqui o Salgado, que é o diretor regional da nossa entidade de formação profissional.

Eu diria de Educação agora também, porque com a potência que estamos colocando no ensino médio, com viés profissionalizante, essa atitude vai ser transformadora. Dentro de alguns anos, a gente vai voltar ao patamar que deveríamos estar, o interesse pela formação profissional.

E, saudando o Luiz Galina, nosso diretor regional. Deixei por último, sabe por quê? Porque você está representando a maior massa de gente que bota a mão na massa, arregaça as mangas, se entrega, se doa e faz do Sesc essa entidade que tanto nos orgulha.

E a todos aqueles que estão se fazendo presentes, que se movimentaram para estar conosco esta noite, os representantes dos corpos consulares, grandes parceiros, inclusive parceiros de atividades que nós temos - agora já estamos preparando o Mirada, para celebrar a amizade, a cultura e a convivência dos países ibero-americanos -, e aos amigos que aqui estão.

É importante lembrar que no mesmo ano da fundação do Sesc foi criado o Senac, em 1946. Senac em janeiro, Sesc em setembro, por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra.

Eu já vi muita gente falar que foi o presidente Getúlio Vargas que criou. Não, a ideia pode até ter vindo do presidente Vargas, mas o decreto foi do marechal Dutra, que foi o presidente do Brasil redemocratizado, depois de 15 anos de um governo, digamos, diferente, que teve lá suas qualidades, mas que passou um pouco da medida, do presidente Vargas.

Nesse mesmo ano, foram criadas as duas entidades, com o objetivo de promover a educação voltada para o trabalho, com ações formativas amplas, inclusivas e inovadoras.

Ambas as entidades resultam de uma visão de futuro do empresariado do comércio brasileiro, no contexto conturbado do pós-guerra, quando o mundo projetava a reconstrução não apenas da economia dos países, mas de valores éticos primordiais.

E foi um lance de visão não só futurista, mas uma demonstração de compromisso com a sociedade, dos empresários daquela época. Em 80 anos, o mundo experimentou transformações geopolíticas, econômicas e sociais profundas, que impactaram a vida brasileira e, em consequência, a trajetória das instituições.

O empresariado do Comércio acompanhou essas mudanças, atuando de forma cada vez mais capilarizada na dinâmica social, primeiro por ser o segmento que mais emprega com carteira assinada no País; e segundo por compreender a necessidade de estreitar seu diálogo com os mais diversos setores, almejando a valorização da atividade comercial e de toda a cadeia produtiva.

Aliás, como comerciante antigo, eu costumo dizer que se o comércio chegou, é porque o progresso veio. Onde tiver um conjunto de cidadãos, pode ter certeza: uma atividade comercial se inicia ali. A troca foi a primeira forma de diálogo econômico.

Nesse contexto, o Sesc também buscou ampliar sua atuação em todo o País, modernizando suas práticas para tornar suas ações cada vez mais sustentáveis e acessíveis por um número cada vez maior de pessoas.

Atualmente, o Sesc integra o Sistema Comércio, composto pela CNC, pelas Federações do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, pelo Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, pelos sindicatos patronais e pelo empresariado, que é a nossa fonte de custeio.

O Sistema Comércio atua em rede, em todo o País, reunindo mais de mil sindicatos patronais, que representam sete milhões de estabelecimentos comerciais, gerando 30 milhões de empregos formais.

Estamos nas 27 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, abrangendo mais de dois mil municípios, empregando milhares de pessoas com carteira assinada, no atendimento de milhões de brasileiros.

O Galina já mencionou: no ano passado, nós tivemos mais de 30 milhões de paulistas frequentando nossas unidades. Em São Paulo, onde a Fecomercio representa 137 sindicatos patronais, há 1.800.000 atividades empresariais das mais diversas, correspondendo a dez milhões de empregos formais.

Assim, o setor responde por 30% do PIB paulista e 10% do PIB nacional. Por meio da arrecadação prevista em lei que sustenta o trabalho do Sesc, o empresariado do Comércio de Bens, Serviços e Turismo movimenta considerável quantia de recursos econômicos, promovendo Educação, Cultura, Lazer, Saúde e assistência, além de estimular o emprego e a renda para milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Faço dois destaques dessa atuação: em 2025, o “Sesc Mesa Brasil”, que aliás nasceu Mesa São Paulo... É que o programa é tão bom que foi apropriado pelos demais regionais. O “Mesa Brasil”, que é a maior rede privada de banco de alimentos da América Latina e a segunda maior do mundo, atingiu recorde de arrecadação, com 59.9 milhões de quilos de alimentos, produtos de limpeza e higiene.

O programa existe há mais de 30 anos, reúne atualmente 3.000 empresas parceiras e atende a 2.300.000 pessoas por dia. O segundo destaque é a expansão das unidades operacionais no estado de São Paulo, de forma sustentável, contemplando uma variedade de regiões que, assim, podem usufruir dos serviços ofertados por nós.

Essas realizações se tornam possíveis, entre outros aspectos, pelas parcerias institucionais que o empresariado estabelece. Estamos em permanente interlocução com a proposição de políticas públicas que garantam um ambiente econômico estável e competitivo para o setor do comércio, com segurança jurídica, no qual sejam mantidos a empregabilidade, o contínuo aprimoramento dos trabalhadores e a qualidade de atendimento a toda a sociedade.

Receber, em nome do Conselho Regional do Sesc em São Paulo, essa homenagem significa um ápice daquilo que denominamos o reconhecimento social de nossa atuação.

Na medida em que são as pessoas eleitas pelo povo paulista, vocês legisladores que têm mandato nesta Casa, aqueles que nos fazem essa distinção, essa homenagem, a recebemos como uma homenagem do povo de São Paulo para a nossa instituição tão amada.

Muito obrigado, Carla, pela iniciativa, que muito nos honrou. Eu, antes de deixar a tribuna, quero tomar a liberdade de ler o texto do diploma que nos foi conferido:

“A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por iniciativa da deputada Carla Morando, presta esta homenagem ao Sesc - Serviço Social do Comércio, em reverência aos seus 80 anos de existência, dedicados à promoção da Educação, Saúde, Cultura, Lazer, assistência e desenvolvimento humano no estado de São Paulo.

Um legado honrado, sob a condução de Abram Szajman, sempre lembrado e reverenciado com todo o carinho que a sociedade brasileira deve a esse grande líder empresarial. (Palmas.) A esse que vos fala, no exercício da presidência, e a Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor regional do Sesc São Paulo.”

Carla, como portadora dessa homenagem que São Paulo nos presta, tem a nossa gratidão, sempre. Muito nos orgulha tê-la como representante do nosso povo e como interlocutora de nosso povo, de todos os nossos pleitos.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Dr. Ivo.

Devolvemos a palavra a deputada estadual Carla Morando, para o encerramento oficial desta sessão solene. Deputada?

 

A SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Bom, eu quero aqui agradecer, de forma muito sincera, a presença de todos nesta noite. Hoje, mais do que celebrar uma instituição, nós reconhecemos algo que faz diferença real na vida das pessoas.

O Sesc vai além de Cultura, Esporte ou Lazer: ele é um acolhimento, é oportunidade, é qualidade de vida chegando a quem precisa. Eu deixo aqui o meu reconhecimento à Fecomercio, ao Dr. Ivo, ao Luiz Galina, e a todos os que fazem parte desse trabalho, que fazem acontecer todos os dias.

E encerrar esta sessão é, na verdade, reafirmar o compromisso, valorizar aquilo que dá certo e que melhora a vida das pessoas. Então quero agradecer a todos os que tornaram possível este momento: agradecer à minha equipe, a cada servidor, a cada autoridade presente e, sobretudo, a cada cidadão que prestigiou este momento especial.

Declaro encerrada esta solenidade.

Muito obrigada. (Palmas.)

 

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- Encerra-se a sessão às 21 horas e 26 minutos.

 

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