
30 DE MARÇO DE 2026
13ª SESSÃO SOLENE PARA COMEMORAÇÃO AOS 80 ANOS DO SESC
Presidência: CARLA MORANDO
RESUMO
1 - CARLA MORANDO
Assume a Presidência e abre a sessão às 19h31min.
2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Nomeia a Mesa e demais autoridades presentes. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro".
3 - PRESIDENTE CARLA MORANDO
Informa que a Presidência efetiva convocara a presente sessão solene para "Comemoração aos 80 Anos do Sesc", por solicitação desta deputada. Discorre sobre a história e atividades desenvolvidas pela instituição.
4 - ORLANDO MORANDO
Secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, faz pronunciamento.
5 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia apresentação musical de Vanessa Bueno e Alê Ribeiro.
6 - LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA
Diretor regional do Sesc-SP, faz pronunciamento.
7 - ANGELA GANDRA
Secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, faz pronunciamento.
8 - MARCOS DA COSTA
Secretário estadual de Direitos das Pessoas com Deficiência, faz pronunciamento.
9 - ITAMAR BORGES
Deputado estadual, faz pronunciamento.
10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a exibição de vídeo
institucional sobre os 80 anos do Sesc. Informa a entrega de homenagens a Ivo Dall'Acqua Junior, presidente em exercício da
Fecomercio, e a Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor regional do Sesc-SP.
11 - IVO DALL'ACQUA JUNIOR
Homenageado, faz pronunciamento.
12 - PRESIDENTE CARLA MORANDO
Discorre sobre benefícios do Sesc para a sociedade. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h26min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
a Sra. Carla Morando.
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O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores,
muito boa noite. Estamos no ar. Sejam todos e todas muito bem-vindos à
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos aos presentes que
esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da
Alesp no YouTube.
Esta sessão solene, como vocês sabem,
tem a finalidade de comemorar os 80 anos do Serviço Social do Comércio, o Sesc.
O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública
criada em 1946, por iniciativa do empresariado do setor de Comércio de Bens, Serviços
e Turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos
trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral.
Ao se aproximar dos seus 80 anos, o
Sesc São Paulo acentua a expansão física de suas unidades operacionais em
diversas regiões do Estado. Na Capital paulista, fortalece sua presença na área
central e em bairros periféricos, dinâmica que deve se aprofundar nos próximos
anos.
É essa aproximação com o público,
sempre pautada pelo signo do acolhimento que alimenta a boa imagem que a
instituição mantém junto à sociedade, bem como junto a parceiros do poder
judiciário, do poder público, da iniciativa privada e dos terceiros setores.
Nós gostaríamos de convidar para compor
a Mesa Diretora, neste momento, a deputada estadual Carla Morando, proponente e
presidente desta sessão solene. (Palmas.) O Sr. Orlando Morando Júnior,
secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo. (Palmas.)
Também convidamos o Dr. Ivo Dall'Acqua Junior,
presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do
centro do comércio; e dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac do estado de
São Paulo. (Palmas.) Dr. Marcos da Costa, secretário de estado dos Direitos da
Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. (Palmas.) Deputado estadual
Itamar Borges. (Palmas.) Convidamos também a Sra. Angela Gandra, secretária
municipal de Relações Internacionais de São Paulo. (Palmas.) E o Sr. Luiz Deoclecio
Massaro Galina, diretor regional do Sesc São Paulo. (Palmas.)
Senhoras e senhores, convidamos a todos
para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado
pela banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a
regência do maestro primeiro-sargento PM Geisel.
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- É executado
o Hino Nacional Brasileiro.
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* *
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao Corpo
Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, pela execução do Hino
Nacional Brasileiro. Aproveitamos para pedir a todos que ocupem os seus lugares
à Mesa Diretora.
Registramos e agradecemos a presença
das seguintes autoridades, personalidades e representantes das instituições: Sr.
Luis Fernando Avalos Giménez, cônsul-geral da República do Paraguai em São
Paulo; Sr. Matthias Glaschke, cônsul da Cultura e Ciência da Alemanha em São
Paulo.
Sra. Vera Lucia Carlos,
procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região em São
Paulo, representando o Ministério Público; Sr. Fábio Santana, pró-reitor da PUC
de São Paulo; Sr. José Maria Gomes, vice-presidente da Federação das Empresas
de Transporte do Estado de São Paulo, representando o presidente; Sr. Ivam
Cabral, diretor executivo da Associação dos Artistas Amigos da Praça.
Sr. Reinaldo Pedro Correa, diretor de Administração
e Finanças do Sebrae, representando o presidente; Sr. Darcio Sayad Maia,
superintendente administrativo do Senac São Paulo, representando o diretor
regional, Luiz Francisco de Assis Salgado.
Senhoras e senhores, com a palavra a
deputada Carla Morando, presidente desta sessão solene, para proceder à
abertura oficial.
A
SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Boa noite a
todos, é uma alegria muito grande estar aqui no dia de hoje comemorando os 80
anos do Sesc. Quero aqui agradecer a presença de todos, do Luiz Galina; também
a Sra. Angela Gandra; Orlando Morando, que está aqui, meu marido; Marcos da
Costa, nosso secretário; também meu colega Itamar Borges aqui presente e Dr.
Ivo, que faz um trabalho especial frente ao Sesc.
Senhoras e senhores, hoje não quero
falar só como deputada, quero falar como alguém que observa, como alguém que já
foi do comércio e também que escuta e valoriza aquilo que realmente funciona e
o Sesc funciona.
Ao longo desses 80 anos é que o Sesc
construiu, não foi só uma estrutura bonita ou uma programação bem-feita, foi
algo mais difícil, a confiança. Confiança de quem frequenta, de quem trabalha,
de quem leva a família e de quem volta. Isso não se constrói com discurso, se
constrói com entrega.
Quando a gente olha para trás, lá em
1946, quando José Roberto Simonsen, junto com empresários do Comércio, dentro
da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, decidiu criar
o Sesc. Talvez nem eles imaginassem a dimensão que isso tudo tomaria.
Mas eles entenderam algo que continua
fazendo todo sentido até hoje, crescimento sozinho não resolve, ele precisa
melhorar a vida de quem está lá na ponta e o Sesc fez isso e continua fazendo.
Aqui em São Paulo, a gente vê isso com muita clareza.
São 44 unidades que nunca ficam vazias,
são espaços que têm vida, onde a criança, jovem, idoso, todas as pessoas estão
lá. Tem gente estudando, praticando esportes, assistindo a uma peça de teatro,
tendo acesso ao que muitas vezes não teriam em outro lugar, isso muda o dia de
alguém. Às vezes, muda muito mais do que a gente imagina.
O Sesc não promete, ele entrega.
Entrega quando abre as portas todos os dias, e entrega quando mantém a
qualidade, quando organiza bem e quando respeita quem está ali. Programas como
o “Mesa Brasil” mostram isso de forma muito clara e não é algo feito para
aparecer, é algo feito para resolver, sem improviso, sem barulho, mas com um
impacto real na vida das pessoas.
E sinceramente, é disso que o Brasil
precisa, menos promessa e mais coisas funcionando de verdade. Pois isso, esta
homenagem não é só protocolar, ela é muito merecida.
Quaro aqui cumprimentar o presidente em
exercício da Fecomercio e do Conselho Regional do Sesc São Paulo, Dr. Ivo Dall'Acqua
Junior; sem me esquecer também de citar o Dr. Abram Szajman, por todo o seu
legado e também o diretor regional Luiz Galina, que está aqui presente, também
pela responsabilidade de manter esse padrão e de cuidar de algo que já deu
certo e continuando fazendo isso, tudo dar certo.
Também a todos os diretores regionais,
gerentes e funcionários. Porque manter a qualidade ao longo do tempo talvez
seja o maior desafio de todos e o Sesc conseguiu chegar aos 80 anos com
respeito, com credibilidade e com resultado. Não é comum. Isso tudo precisa ser
dito aqui.
Hoje é dia de reconhecer. Reconhecer
quem construiu, quem manteve e quem continua fazendo o Sesc, fazendo quem ele
é. Parabéns pelos 80 anos e obrigada por fazerem a diferença na vida de tanta
gente todos os dias.
Muito obrigada. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado,
deputada.
Passamos a palavra, para a sua
mensagem, ao Sr. Orlando Morando, secretário da Segurança Urbana de São
Paulo.
O
SR. ORLANDO MORANDO - Uma boa noite a
todos, pedir licença ao mestre de cerimônias para poder falar daqui para matar
a saudade dos 14 anos que, quase que diariamente, eu ocupava esta tribuna,
quando tive o prazer, o privilégio e a alegria de ser deputado estadual. Como o
mundo é feito de aprimoramento, diz que a espécie humana está em evolução, e é
verdade, evoluiu para melhor, e hoje é minha esposa que ocupa o lugar que um
dia ocupei aqui, está certo.
Sem dúvida nenhuma, muito melhor do que
eu. (Palmas.)
A
SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Vai dormir em
casa hoje. Vai dormir em casa hoje.
O
SR. ORLANDO MORANDO - Aliás, a quem quero
saudar, cumprimentar a Carla pela brilhante iniciativa. Tem coisas que ela faz
e eu fico pensando e falo: “Por que na época eu não fiz?”. Porque eu poderia
ter comemorado o de setenta. Eu estava aqui quando o Sesc fez setenta. Aliás,
Galina, será que alguém comemorou aqui na Alesp os 70 anos do Sesc?
Comemoraram? Queria saber o porquê não fui eu agora, está certo? Vou tomar um
puxão de orelha.
Mas uma alegria, Carla, poder estar
aqui comemorando os 80 anos de uma instituição que você reproduziu muito
sinteticamente e objetivamente, que faz a diferença na vida das pessoas. Eu
acho que tudo aquilo que consegue fazer a diferença na vida das pessoas não são
as palavras; mas que as atitudes e a transformação se encarreguem. Então
parabéns pela brilhante iniciativa.
Quero cumprimentar o meu amigo, Itamar
Borges, com quem eu dividi o Parlamento; o meu amigo Dr. Marcos da Costa,
secretário de Estado da Pessoa com Deficiência, que aqui representa o nosso
querido governador Tarcísio de Freitas; a minha amiga por mais um dia - só um
dia, não é, Angela?
Amanhã é o meu último dia de secretário
-, a secretária Angela Gandra, com quem eu tive as melhores relações nesses 15
meses em que a gente trabalha junto ao prefeito Ricardo Nunes. É uma alegria
reencontrá-la.
Cumprimentar o Ivo Dall'Acqua. Falar do
Ivo é difícil, porque eu não vou deixar de falar do nosso querido e sempre
presidente, que você tão bem substitui. Eu tive a alegria de poder conviver,
trabalhar, dialogar e, através da sua autorização, iniciar o Sesc de São
Bernardo do Campo.
E, sem dúvida nenhuma, você é uma
pessoa incrível, um profissional brilhante, mas o nosso querido e sempre
presidente não poderá jamais ser esquecido. Então se o encontrar, diga que eu
levei o meu fraterno e carinhoso abraço.
Eu acho que uma das suas últimas
decisões enquanto presidente da Fecomercio, ainda com saúde relativamente
plena, foi autorizar o Sesc de São Bernardo do Campo. E logo na sequência, o
Ivo veio, nos tem substituído, mas não vou deixar aqui jamais de esquecer. O
meu enorme carinho.
Cumprimentar o Luiz Galina. Que pessoa
brilhante. Galina, quando eu olho para você... Eu comecei cedo na política. Eu
disputei a minha eleição, tinha 19 anos. Em outubro, agora, vai fazer 30 anos
que eu disputei a primeira eleição de vereador. Sempre com um entusiasmo que é
peculiar de um jovem, que eu não perdi a energia.
Mas, ao olhar para você, ver os seus
cabelos brancos, esse bigode tingido, eu tenho que reconhecer que a experiência
é imprescindível, indispensável, fundamental. Os jovens têm que sempre ter a
sua energia, a disposição, o entusiasmo da renovação. Mas ninguém pode
menosprezar, esquecer a experiência. O Sesc tem o seu DNA, o do seu antecessor,
que nos deixou. Mas, sem dúvida nenhuma, não é pela tradição: é pela
experiência.
E se essa instituição vai tão bem em
São Paulo, eu não estou falando isso porque estou na presença de vocês. São
raros os equipamentos de uso público que têm a qualidade que tem o Sesc. É
raro. Olha que eu fui prefeito por oito anos.
A gente luta para ter um teatro bem cuidado,
para ter uma escola bem cuidada, para ter uma piscina pública com água bem
tratada, para oferecer um show cultural à altura do que as pessoas gostariam de
assistir, e o Sesc consegue fazer tudo isso junto, no mesmo lugar, e com uma
qualidade que é inquestionável.
Tem entidade que a gente comemora por
educação. Tem entidades que a gente comemora para reverenciar o que ela
oferece, e vocês merecem ser reverenciados pela qualidade do serviço que vocês
oferecem. (Palmas.) Falo isso em meu nome, do prefeito Ricardo Nunes. Eu me
orgulho. Tamanho meu orgulho...
Eu sou aquela pessoa inquieta, quando
eu olho para algo e falo: “Por que não fazem?”. Quantas vezes vocês já pararam
e olharam e falaram: “Por que não fizeram até hoje? Por que não fazem?”.
E eu tive a felicidade de, ao me tornar
prefeito de São Bernardo do Campo, olhar e falar: “Por que São Bernardo não tem
um Sesc?”. É porque tem cidade maior? Não. É a quarta economia do estado, é a
quarta maior do estado. A vizinha, Santo André, tinha; a nossa, São Bernardo,
não tinha. E aí eu olhava, olhava. Eu falei: “Não é possível. Não é razoável”.
E aí eu fui descobrir: “Não, porque os
prefeitos que passavam ofereceriam terrenos ruins. Não eram apropriados”. Eu
falei: “Mas será que é só isso?” Na verdade, faltou vontade política. Faltou
disposição. Eu, Ivo, tenho uma paixão por encontrar o problema.
Eu tive um secretário que trabalhou
comigo, padrão de cor do cabelo do Galina. Ele tinha uma tese fundamental.
“Quando tem um problema difícil, coloca os donos do problema dentro de uma sala
e fecha a porta. Enquanto não achar a solução, não abra”. É simples. Não tem
solução, não abra a porta. E é verdade. Eu fui atrás, e a gente conseguiu
oferecer.
Não é que o Sesc é exigente, é chato; o
Sesc faz no local em que as pessoas vão ter condições de usar. Está certo. Não
tem que baixar a régua. Tem que manter a qualidade. Prefeito não pode achar que
vai dar fundo de vila para fazer Sesc, terreno ruim, sobra, resto. Não. O Sesc
é um equipamento de orgulho, com brilhantismo. Se alguém quer ter um Sesc na
sua cidade, que propicie um terreno à altura do que é o Sesc, e não abaixo
dele. E foi o que nós fizemos.
Então, presidente Ivo, em seu nome, eu
quero saudar todos os diretores regionais. Eu vejo aqui, praticamente... São quarenta
e quatro. Eu acho que está o estado inteiro aqui, hoje. É isso, não é, Galina?
Eu gostaria muito de saudá-los. E que vocês façam algo que na vida pública nem
sempre é possível: preparem sucessores para manter essa tradição em qualidade
viva.
O que é muito difícil, porque o tempo
muitas vezes apaga uma boa tradição e a qualidade. E o Sesc é um sinônimo de
qualidade. Eu tenho muito orgulho de estar nesta sessão, neste ato, podendo dar
os parabéns por aquele que quem fundou já não está entre a gente. Mas muito
maior do que a criação foi a conduta disciplinar que ele conseguiu evocar, para
que vocês pudessem manter um equipamento, por 80 anos, dessa qualidade.
De nossa parte, tanto eu, mais o nosso
prefeito Ricardo Nunes, a gente vai continuar fazendo aquilo que é fundamental:
trabalhar para ter um ambiente melhor. E olha que São Paulo tem batido todos os
recordes.
E aí eu posso falar de cultura com as
maiores atrações mundiais. Voltou a ser palco, em São Paulo, com as maiores
atrações esportivas, não só a Fórmula 1, mas os principais torneios de tênis e
tantas outras atividades, os festivais que a cada dia vêm mais para cá.
Por que eu digo isso? Porque vocês
trabalham com um híbrido entre esporte, cultura, lazer, o que faz parte e é
necessário na vida das pessoas. Para isso tudo continuar fluindo bem, a gente
tem que ter a obsessão de ter uma cidade cada vez mais segura e mais protegida.
Ninguém quer sair de casa para ir a um
Sesc com medo. Ninguém vai pegar um avião para vir ver uma corrida de Fórmula 1
em São Paulo preocupado se o entorno do Autódromo de Interlagos é seguro. As
pessoas não vão se deslocar para vir ver uma peça no Theatro Municipal se
souberem que tem risco.
Aquele medo, aquela assombração está
indo, de vez, embora de São Paulo. E eu não falo isso porque hoje, aliás, até
amanhã, sou o secretário de Segurança do município de São Paulo; e não falo
isso pelas estatísticas oficiais.
Eu falo isso com o convívio de quem viu
uma cidade ser degradada, onde a Praça da Sé, infelizmente, por anos, se tornou
um “camping” de morador de rua, onde a 15 de Novembro era um puxadinho desse
“camping”.
E hoje, nós estamos devolvendo... O
prefeito Ricardo Nunes devolve, a cada dia, uma cidade segura, protegida. Não
perfeita, mas muito melhor do que ele encontrou. Eu falo porque é convicto de
que quanto melhor, mais segura estiver a cidade, maior será a energia desse
ciclo virtuoso dos grandes eventos, da atratividade, daquela coisa que muita
gente não acreditava, de que o turismo é um forte gerador de empregos.
Mas como o turismo em São Paulo... São
Paulo é a maior, a cidade que mais recebe turistas do Brasil. Com todo o
respeito às cidades praianas, de montanha, de turismo religioso, as coisas
acontecem em São Paulo.
E o “Programa Smart Sampa Investimentos”...
Agora há pouco eu estava entregando 100 viaturas novas para a nossa Polícia
Municipal. Quem dera uma tropa que foi criada pelo Jânio Quadros, que foi para
cuidar de praça e parque, hoje oferece segurança total para as pessoas. E eu me
orgulho muito de poder ter trazido uma pequena contribuição.
E quando eu falei que não é perfeita,
fazendo valer esse item da experiência que eu me referenciei aqui ao Galina, é
importante que vocês façam uma dura reflexão. É muito cômodo, simples, e nós, e
quando eu digo “nós” agora, não é o secretário, nem o ex-deputado, nem o
ex-prefeito, é o comerciante.
Você sabe que, quando meu filho tinha
dez anos, eu e a Carla, uma vez nós estávamos nos hospedando, e o Orlandinho é
curioso, aí eu estava preenchendo a ficha de hotel, aquelas manuais ainda. Tem
bastante lugar que você preenche à mão, não é?
Aí na hora que estava aquele item,
“profissão:”, eu escrevi “comerciante”, ele falou: “pai, mas você não é
deputado?”, Eu falei: “não, isso não é profissão. A minha profissão é
comerciante”.
Eu vou continuar eternamente sendo um
comerciante, porque foi onde eu me formei, foi onde meu pai conseguiu fazer a
nossa vida, a nossa família, e é o maior orgulho que eu tenho. Eu me orgulho de
ser político, mas o que eu vou carregar para o resto da minha vida é ser
comerciante, e comerciante de verdade, viu?
Tem gente que fala, tem cara que pegou
com vergonha de falar que é comerciante, fala que “virou empresário”, empresário
é bonito. Pessoal, eu tenho orgulho de ser comerciante.
O meu pai começou com um bar quando
começou a construir a Rodovia dos Imigrantes. Iluminados que foram, ele e minha
mãe, só tinha o bar deles para servir quatro mil pessoas, e aquilo transformou
a nossa vida, a vida deles e da nossa família.
Eu tenho orgulho que o meu pai ia de
ônibus fazer compra para abastecer o bar, e que a primeira fritada de coxinha
da minha mãe foi num canecão, porque ela não tinha uma frigideira. E disso
fomos trabalhando; de um pequeno armazém, um mercadinho, um supermercado, mais
um supermercado, e foi assim que eu aprendi a ser gente, ser cidadão e
político.
E eu entrei na política com uma única
razão: a indignação. Por que a indignação? Porque o meu pai se instalou em um
bairro que, infelizmente, nos anos 80 e 90 ficou esquecido pela cidade.
E quando completei 18 anos, e eu
comecei a enxergar o mundo, “mas é possível, o meu bairro não tem asfalto em
algumas ruas, o meu bairro não tem escola para todas as crianças? As mães têm
que pegar ônibus para levar um filho para tomar uma vacina?”.
E aí, olhando aquele cenário, como a
gente muda isso? O Iluminado falou, “sai candidato a vereador”. E a minha
primeira campanha eu fiz dentro do supermercado, pedindo voto para os meus
fregueses, hoje também não é bonito falar freguês, é “cliente”.
Pedia voto para os fregueses, Marcos, e
eles entenderam que eu poderia mudar. E eu me orgulho muito de ser comerciante
e de ter vindo para a vida pública, porque quando eu olho para trás e vejo
Batistini, de onde eu comecei, e sabendo que eu pude transformá-lo como
vereador, deputado e principalmente como prefeito, até piscina aquecida eu pus
naquele simples bairro.
Eu olho e falo: é possível mudar uma
realidade, mesmo que mais triste ela seja. E por que eu estou falando isso? Se
fizer uma pesquisa aqui com qualquer um de vocês, a grande maioria vai apontar
que o maior problema do Brasil hoje, apesar dos juros de 15%, apesar de tantos
problemas econômicos, apesar da triste corrupção, que a gente não sabe se vem
do INSS ou do Vorcaro, do Banco Master, o maior problema é a Segurança Pública,
ainda é a Segurança.
E eu falo de segurança versus
indignação, porque é possível mudar essa realidade, o que não é possível é a
gente continuar lamentando de um problema quando a gente perde um ente querido
vítima de um assassinato. Não é razoável a gente se lembrar de segurança quando
tem uma nova tragédia, mas o que acontece hoje é triste e só dá para mudar com
o apoio da sociedade.
Não é tolerante e muita gente não tem
coragem, Marcos da Costa, e eu falo porque quem me trouxe esses números foi o
vice-governador. O Felicio Ramuth falou: “Orlando, torne público”. Ele sabe o
que eu falo, eu não vou perder o direito de ficar indignado.
O Mário Covas sofreu muito com um
equipamento de São Paulo chamado Febem, vocês lembram? A Febem, de tantos
problemas, virou Fundação Casa, e por quase uma década parece que o problema
sumiu do estado de São Paulo, e ninguém os ouve mais falar da Fundação Casa,
sumiu.
Você sabe quando um assunto que já foi
muito problemático some, a gente fica preocupado, e eu fui saber, o que
acontece? Aí eu me torno secretário de Segurança e começo a me deparar
diariamente com flagrantes realizados, com menores infratores, aqueles “maldito
ladrãozinho”, capaz de eu ser processado amanhã. É maldito, sim, tá?
Essa coisa de que a sociedade
transforma criminoso é mentira, porque aqui, como eu, muitos nasceram em berço
pobre, humilde, e não viraram ladrão. A maioria da sociedade não se transforma
em ladrão.
O que transforma o cidadão, seja ele de
baixa idade ou não, é a vida fácil, é acordar às 11 horas da manhã, fumar o
primeiro cigarro de maconha meio-dia, roubar uma aliança ou um celular às duas
horas da tarde e ficar bêbado antes de dormir.
Se é por erro de formação familiar, é
possível corrigir, mas não venha falar que é a sociedade como um todo, porque a
maioria das pessoas humildes são decentes e não se tornam criminosas.
Agora, o que não é admissível é saber
que um menor infrator custa 25 mil reais por mês para vocês. Vocês sabiam
disso? Vocês sabiam que metade das unidades da Fundação Casa do Estado de São
Paulo está fechada? Nós poderíamos comemorar, não é? Falar “poxa, Orlando, isso
é um bom sinal”. Isso é um péssimo sinal.
É porque a legislação vencida,
ultrapassada, o ECA, que nasceu com o princípio protecionismo, protecionista,
não se atualizou. E hoje você não consegue prender o menor infrator. Você o
prende na própria delegacia, o delegado é obrigado a chamar o pai, que assina
um termo circunstanciado e ele vai para casa.
E não são poucos os exemplos, e eu
poderia aqui nominar diversos. Pior do que não ver um menor infrator preso, são
as malditas audiências de custódia, que você prende um criminoso maior de idade
e, por ser réu primário, ele vai sair pela porta da frente.
Mas dá para piorar essa história quando
você vê um juiz da Comarca de Sorocaba soltar dois traficantes que foram presos
em flagrantes, com imagens aéreas, com 250 quilos de pasta base de cocaína, e o
juiz soltar falando que o volume de droga apreendido não justificava a prisão
da pena antes do término do processo. Será que precisamos ver navio de cocaína
circulando para justificar?
Por que eu falo isso, pessoal? É óbvio
que eu não vou generalizar, jamais, porque nenhuma classe pode ser
generalizada. Mas não dá mais para suportar a altura que o Poder Judiciário se
coloca frente a todos os outros poderes. Não dá mais para suportar.
E aí você olha que o exemplo sempre vem
de cima. Ou vocês já se esqueceram de que o então ministro Marco Aurélio Mello
soltou o maior traficante deste país com uma liminar num sábado de manhã?
Depois disso, ele se aposenta, e o traficante sumiu do Brasil, que foi o André
do Rap.
Quando o exemplo vem de cima, é difícil
consertar embaixo. E eu falo tudo isso porque eu aplaudo quando eu vejo um
político corrupto preso, afastado. Eu aplaudo quando alguém tem um desvio de
conduta, seja de qual for a profissão, de um policial a um empresário.
Mas está na hora desse Brasil começar a
ver juiz corrupto preso também e parar de premiá-los com aposentadoria, com
salário integral. Porque quando há um erro no Judiciário, qual é a pena dele?
Ser aposentado, recebendo o salário.
E a gente não consegue ver um Congresso
covarde, omisso, negligente. Quando você ouve o presidente de um poder, que é o
Senado Federal, falar, para quem quer ouvir, que mesmo que
81 senadores assinem um pedido para abrir o impeachment de um ministro, ele não
pauta, isso é o fundo do poço, isso é o fim da verdadeira democracia. Então,
meus amigos, tenham a coragem de agir.
Nas últimas eleições - e eu falo isso com
propriedade - a classe média foi a que mais abstenção teve nas urnas, mas sem
dúvida nenhuma sabe reclamar. Exerçam o verdadeiro poder de vocês, porque se
vocês não exercerem, outros não o farão. Para que o nosso Sesc, para que a
Federação, para que o comércio deste país subsista, nós precisamos mudar essa
triste realidade que nós estamos enfrentando. E é triste.
E eu falei que era o comerciante que
estava falando, porque se mais nada for na vida, é para o comércio que eu
voltarei com muito orgulho. E eu não gostaria de ter que voltar, como vocês não
estão satisfeitos no momento que nós estamos vivendo. Ivo, muito obrigado por
permitir que a gente pudesse estar nessa noite tão alegre, tão feliz,
comemorando os 80 anos dessa instituição.
Eu já havia pedido licença ao Ivo e a
minha esposa. A minha mãe passou por uma cirurgia hoje, eu não a vi ainda. Eu vou
pedir licença, porque depois eu cumpro regra mesmo em hospital, que tem que ser
cumprida, para poder visitá-la antes do término do dia.
Que Deus abençoe e proteja.
Viva os 80 anos do Sesc!
(Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito
obrigado, secretário.
Nós aproveitamos para agradecer a presença
dos superintendentes do Sesc São Paulo: Carla Bertucci Barbieri, Marta Raquel
Colabone, Ricardo Gentil, Rosana Cunha, Cecília Maman, superintendente em
exercício, estendendo nossos cumprimentos também aos gerentes e a toda a equipe
do Sesc São Paulo.
Neste momento, senhoras e senhores, nós
vamos assistir a uma apresentação dos artistas Vanessa Moreno, voz e violão, e
Alê Ribeiro, clarinete. Eles vão abrilhantar, com certeza aqui, a nossa
cerimônia.
Por favor. (Palmas.)
A
SRA. VANESSA MORENO - Boa
noite, pessoas queridas. Uma alegria imensa poder fazer parte desse evento em
comemoração aos 80 anos do Sesc, podendo celebrar essa noite aqui com arte, que
é tão importante na construção de uma sociedade. Um boa noite para todo mundo.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
A
SRA. VANESSA MORENO - Muito obrigada.
Vou chamar agora esse clarinetista querido
para fazer as próximas duas canções comigo, Alê Ribeiro. (Palmas.) E vou usar
esse outro instrumento, que todo mundo tem em casa.
*
* *
- É feita a apresentação musical.
*
* *
A
SRA. VANESSA MORENO - Muito obrigada. Uma
ótima noite a todo mundo. Muito obrigada pelo convite. Eu sou Vanessa Moreno. Alê
Ribeiro. Até a próxima. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado,
Vanessa Moreno e Alê Ribeiro, pela belíssima apresentação.
Convidamos agora para fazer uso da
palavra o Sr. Luiz Galina, diretor regional do Sesc São Paulo.
O
SR. LUIZ DEOCLECIO MASSARO GALINA - Boa noite.
Bem-vindos, bem-vindas, é uma honra ocupar esta tribuna desta nossa Assembleia
Legislativa, que representa o povo deste nosso estado maravilhoso, cosmopolita,
aberto, inovador, brasileiríssimo. Então, é uma honra muito grande ocupar esta
tribuna, um orgulho, uma alegria muito grande.
Primeiramente, quero agradecer à
deputada estadual Carla Morando, pela iniciativa desta homenagem aos 80 anos do
Sesc e, em seu nome, deputada, agradecer a todos os deputados desta Casa.
Para nós, é uma honra muito grande esta
homenagem, porque os deputados estaduais representam a população do nosso
estado e isso para nós é motivo de muito orgulho, é um incentivo para o nosso
trabalho, para a continuidade disso que nós fazemos e procuramos fazer sempre
melhor, nos aperfeiçoarmos e termos esse reconhecimento da Assembleia que
representa o povo do estado de São Paulo.
Então isso nos orgulha muito, orgulha a
todos os nossos superintendentes, nossas superintendentes aqui presentes, nosso
corpo gerencial aqui presente, como disse o nosso querido amigo Orlando
Morando, trabalhando e tocando essas 44 unidades e coordenando, incentivando,
orientando os 9.500 trabalhadores e trabalhadoras do Sesc, que fazem acontecer
toda essa nossa programação tão querida pelo público.
Então nosso muito obrigado por essa
iniciativa, por sua homenagem, não só agora, mas de sempre: a senhora está
sempre do nosso lado, incentivando-nos e trazendo mensagens muito positivas.
Muito obrigado.
Quero aqui também dar um destaque à
presença do nosso presidente em exercício, presidente da Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do centro do comércio; e dos Conselhos Regionais do
Sesc e do Senac do Estado de São Paulo. Nosso presidente, muito obrigado pelo
seu apoio de sempre, pelo seu incentivo, pelo seu suporte.
Não poderia deixar de citar aqui o
nosso querido presidente Abram Szajman, que está, sempre, não está aqui, mas
está aqui, seu legado, sua presença, sua orientação nessa gestão tão importante
que o presidente Abram tem dedicado à Federação do Comércio, ao Sesc, ao Senac,
ao estado de São Paulo, ao Brasil.
Quero também citar e agradecer a
presença do deputado estadual Itamar Borges. Muito obrigado pela sua presença.
Quero citar e agradecer a presença do
nosso querido amigo Dr. Marcos da Costa, sempre nos acompanhando, sempre nos
incentivando, secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de
São Paulo, um trabalho que tem muito a ver com a história do Sesc e com esses
80 anos do Sesc.
A gente procura, dentre todos os
públicos que a gente atende, dar uma atenção especial às Pessoas com Deficiência,
aperfeiçoarmo-nos cada vez mais nesse atendimento, desenvolvimento de
atividades, acolhimento para todas as pessoas, para que essas pessoas também
tenham direito de usufruir de tudo o que o Sesc oferece no campo das nossas
ações. Então, muito obrigado pela sua presença e pelo incentivo de sempre.
Quero agradecer a presença da nossa
querida secretária Angela Vidal Gandra Martins, sempre presente também em
nossos eventos, incentivando, apoiando esse nosso trabalho de diplomacia
cultural tão importante para o estado e para a cidade de São Paulo. Muito
obrigado pela sua presença.
Quero também citar e agradecer a presença
da Dra. Vera Lucia Carlos, procuradora-chefe da Procuradoria Regional do
Trabalho da 2ª Região, do Ministério Público do Trabalho. É uma honra contar
com a presença da Sra. Procuradora aqui neste evento.
Quero também agradecer e citar a
presença do Sr. José Gonzaga da Cruz, presidente em exercício do Sindicato dos
Comerciários de São Paulo, razão de ser do Sesc, atender o trabalhador do Comércio,
Turismo e Serviços. Sua presença aqui nos engrandece muito e nos honra muito.
Quero agradecer também a presença do
Sr. Jefferson Caproni, presidente do SinSaúde do estado de São Paulo, Sindicato
dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e dos Trabalhadores em Estabelecimentos
de Serviços de Saúde no estado de São Paulo, também nossa clientela
prioritária, a quem temos muito orgulho de servir e dar todo o apoio dos nossos
serviços socioculturais para esse corpo de profissionais tão importantes para o
nosso bem-estar. Muito obrigado pela presença.
Agradecer também a presença do Dr.
Edison Ferreira da Silva, presidente do Sindhosfil, Sindicato das Santas Casas
e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo. Conversava há pouco com ele.
Está presente, esse sindicato, em mais de 400 cidades do estado de São Paulo.
Também é uma honra muito grande a gente prestar serviços a todos esses
profissionais das nossas Santas Casas.
Agradecer a presença do nosso querido
amigo, representando aqui o nosso diretor regional do Senac, Luiz Francisco de
Assis Salgado, agradecer a presença do Darcio Sayad Maia, superintendente administrativo
do Senac em São Paulo.
Agradecer a presença dos
superintendentes do Sesc, Carla Bertucci Barbieri, Marta Colabone, Ricardo
Gentil, Rosana Cunha, Cecília Maman, aqui representando a Superintendência de Administração,
e esses superintendentes representando aqui todo o nosso corpo gerencial,
responsável por essas 44 unidades do Sesc do estado de São Paulo, e
representando, é claro, esses 9.500 trabalhadores e trabalhadoras que fazem o
Sesc acontecer no seu dia a dia.
Quero também agradecer a presença de
todas as pessoas aqui presentes, autoridades e representantes de instituições
parceiras do Sesc, instituições socioculturais, de Educação, da Saúde, os
presidentes e representantes dos sindicatos patronais e de empregados, muito
especial também o nosso agradecimento aos conselheiros do Sesc, que nos dão
todo o apoio, junto com a nossa presidência, a Abram Szajman e Ivo Dall'Acqua Junior,
para realizar todo esse projeto sociocultural que o Sesc desenvolve.
Muito obrigado pela presença de todos.
E eu não poderia deixar de citar aqui as artistas, os artistas Vanessa Moreno e
Alê Ribeiro. Eu quero prestar uma homenagem, em nome da Vanessa Moreno, do Alê
Ribeiro, a todos os artistas, da música, do teatro, do cinema, da literatura,
do circo.
Todos esses artistas que fazem
acontecer essa mensagem de bem-estar, de solidariedade, trabalhando para que a
nossa sociedade seja mais justa, seja mais igualitária, seja mais feliz.
Nós valorizamos e respeitamos todo o
trabalho dos artistas brasileiros, de todos os campos da arte, de todas as
manifestações culturais, porque esse patrimônio que o Brasil tem da sua música,
do seu teatro, do seu cinema, da sua literatura, da sua dança, são
inigualáveis, estão entre os melhores do mundo, se não for o melhor do mundo.
Então, é uma satisfação muito grande.
Eu quero também citar a presença aqui
do Sr. Marcus Alves de Mello, agradecer a presença, superintendente da
Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Estado de São
Paulo e conselheiro do Sesc.
Feita essa introdução, quero dizer
também que... Bom, eu falo daqui a pouquinho sobre o Orlando. Foi muito gentil
com suas palavras.
Então, é com muita satisfação que
recebemos esta homenagem promovida pela Assembleia Legislativa do Estado, na
presença de nossos companheiros e companheiras do Sesc, do presidente em
exercício da Federação do Comércio, Dr. Ivo Dall'Acqua Junior, assim como a
presença dos membros deste mesmo conselho regional, dos sindicatos patronais e
do empresariado do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mantenedores desta
instituição que completa seus 80 anos de existência.
Em 1946, o fim da Segunda Guerra
Mundial indicava a necessidade de se repensar o humanismo e a ideia do
bem-estar social, com a valorização da Educação, da Cultura, da Ciência,
acompanhando a crescente utilização das cidades e as demandas que tal fenômeno
da urbanização acarretava.
Lembremos, neste contexto, a criação da
Organização das Nações Unidas, em especial da Unesco, o braço desta organização
dedicada à Educação, Ciência e Cultura, conclamando as nações para se unir em
torno dos ideais de justiça, liberdade, paz e espírito de assistência mútua
como meios de se promover a dignidade humana após o período sombrio da Segunda
Guerra Mundial, que trouxe tanta destruição, tanto extermínio, tanta
perseguição.
Foi nessa conjuntura que, no Brasil,
empresários ligados à indústria e ao comércio apresentaram à sociedade e ao
poder público um modelo de justiça social orientado pela garantia de direitos,
pela educação e pelo bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras.
Este modelo, amparado por legislação
federal, tinha por base a contribuição compulsória dos empresários do setor de Comércio,
de Bens, Serviços e Turismo. O recurso recolhido seria aplicado em obras de
infraestrutura, serviços e benefícios para a melhoria da vida e a qualificação
dos empregados e empregadas do segmento. Para fundamentar a proposta, foi
elaborada a Carta da Paz Social, na qual esses empresários apontavam suas
perspectivas para o que consideravam o padrão de desenvolvimento social e
econômico adequado ao País.
Entre essas condições estavam, em
primeiro lugar, a manutenção da democracia, acompanhada pela implementação de
uma obra educativa conjugada à garantia da dignidade e de condições de
trabalho.
Em seus 80 anos, o Sesc consolida sua
atuação nos eixos da Educação, da Cultura, da Saúde, do Lazer e da assistência,
com reconhecimento nacional e internacional, certificações de excelência, premiações,
entre outras distinções. Destacam-se também iniciativas nas áreas digital,
socioambiental e de turismo no acolhimento dos mais diversos públicos.
Os números do Sesc, em 2025, são
referenciais. Trinta milhões de pessoas frequentaram as nossas unidades da Capital,
do interior e do litoral no ano passado. Nossas unidades são abertas ao
público.
Todo cidadão pode entrar em nossas 44
unidades sem qualquer necessidade de apresentar documentação, o acesso é
totalmente gratuito. Mais de três milhões de pessoas estiveram presentes em
espetáculos, shows e sessões de cinema. Mais de 870 mil consultas odontológicas
foram realizadas.
Cerca de 3,7 milhões de pessoas
visitaram nossos parques aquáticos. Mais de 50 mil pessoas se hospedaram no
Centro de Férias de Bertioga, no litoral norte de São Paulo. Mais de 7,2
milhões de quilos de alimentos e produtos de higiene e limpeza foram
distribuídos pelo “Sesc Mesa Brasil” a partir de doações feitas por 1.046
empresas, doações que o Sesc, no esquema de logística e comunicação, distribuiu
a 1.277 instituições de assistência, atendendo, dessa maneira, aproximadamente
319 mil pessoas por mês.
Estes são alguns exemplos dos nossos
números do ano passado. É importante destacar, nesse contexto, o plano de
expansão do Sesc para todo o estado de São Paulo, consolidando a presença da
instituição de forma capilarizada e sustentável em permanente diálogo com os
problemas, as prefeituras municipais, os sindicatos patronais e de empregados,
as lideranças regionais e a sociedade civil. Atualmente, temos, como já
dissemos, 44 unidades operacionais na Capital, litoral e interior.
Recentemente, tivemos a criação das
unidades em Taubaté, Campinas, aqui na Capital, na Casa Verde, e o Sesc São
Bento, perto do Largo São Bento. Em 2026, teremos a inauguração das unidades
Sesc Parque Dom Pedro II, uma unidade, um prédio, que já recebeu várias
premiações pela sua arquitetura inovadora e focada na sustentabilidade.
Inauguraremos, até o final do primeiro semestre, o Sesc Parque Dom Pedro II, ao
lado do Mercado Municipal, nesse parque tão importante da cidade de São Paulo,
onde a cidade de São Paulo começou, na Várzea do Carmo.
É uma unidade muito bonita e que vai
colaborar com a prefeitura no sentido de requalificar aquela área da cidade.
Estamos ao lado do Catavento, em frente ao Mercado Municipal, numa área muito
importante da cidade de São Paulo. E vamos inaugurar no interior, também
estamos trabalhando para que, em breve, a gente inaugure o Sesc na cidade de
Marília, um lugar muito bonito daquela cidade.
Já está planejado o desenvolvimento dos
projetos arquitetônicos relativos às futuras unidades do Sesc Galeria, antigo
Mappin. O Sesc adquiriu aquele prédio por inspiração do nosso presidente, Abram
Szajman, em frente ao Theatro Municipal. Então, o projeto arquitetônico já está
em desenvolvimento, Sesc Galeria, e, além do Sesc Mogi das Cruzes, em Thermas
de Presidente Prudente.
Esses três projetos, nós fizemos um
concurso de arquitetura com o IAB, Instituto dos Arquitetos do Brasil, e são
projetos muito bem feitos, muito focados também na questão da sustentabilidade
e da acessibilidade. Está em fase de estudos o projeto para a nova unidade do
Sesc Ribeirão Preto. O Sesc já está instalado lá em Ribeirão Preto há muitos
anos, foi uma das primeiras unidades que o Sesc construiu no interior, mas
ficou pequeno para o tamanho de Ribeirão Preto e da região.
Então, o Sesc adquiriu a antiga sede do
Recra, Sociedade Recreativa de Esporte de Ribeirão Preto. Então, o Sesc vai
reformar esse antigo clube, era o clube de elite de Ribeirão Preto, o Sesc vai
reformar e construir lá um centro cultural e desportivo.
E, ao lado dessa antiga sede do clube,
a Prefeitura de Ribeirão Preto nos doou também uma área em torno de 10.000
metros quadrados, para que o Sesc possa ampliar o seu atendimento na cidade de
Ribeirão Preto. Então, a gente vai desenvolver os estudos para esse novo Sesc
em Ribeirão Preto.
E também estamos estudando a ampliação
do Sesc na Casa Verde, na zona norte da Capital. Já temos uma unidade lá
funcionando, é uma antiga fábrica que o Sesc adquiriu, mas estamos reformando e
vamos ampliar esse atendimento também na zona norte de São Paulo.
Em 2028, temos a previsão de
inauguração das unidades de Limeira, São Bernardo do Campo, assim como a
ampliação do Sesc Registro, no Vale do Ribeira.
Quero destacar aqui que essa unidade em
São Bernardo do Campo foi uma iniciativa do então prefeito Orlando Morando, que
nos deu, acredito, a melhor área de São Bernardo, diferentemente das ofertas
anteriores, cujos terrenos não eram adequados. Então, conseguimos... É uma
unidade que o Sesc está construindo, ao lado dos Pavilhões da Vera Cruz, e a
prefeitura tinha um projeto antigo para construir lá um centro cultural, e
nesse projeto tinha um teatro desenhado pela Lina Bo Bardi.
Tinha sido iniciada a construção, então
o Sesc recebeu, junto com esse terreno da prefeitura de São Bernardo, um
projeto desenhado pela Lina Bo Bardi, que já estamos reformando, e vai ser a
marca dessa nova unidade em São Bernardo do Campo, que vai funcionar a partir
de início de 2028. Então, muito nos orgulha esse legado que o prefeito Orlando
Morando nos deixa para levar para São Bernardo essa obra tão importante.
E estamos aguardando, estamos
aguardando da Prefeitura Municipal de São Paulo, os alvarás para construirmos
as unidades de São Miguel Paulista, extremo leste de São Paulo, uma unidade
belíssima, de 40 mil metros quadrados, construirmos o Sesc em Campo Limpo, e
construirmos Pirituba, Pirituba também, que foi uma orientação estratégica do nosso
conselho, do nosso presidente Abram Szajman, de levar o Sesc para os bairros
mais distantes do centro de São Paulo.
Então, os projetos arquitetônicos estão
prontinhos, aguardando o prefeito assinar o alvará para que a gente comece a
construção. São projetos lindos e que também muito nos orgulham. Esse projeto
também está sob aprovação na prefeitura. O Sesc recebeu da Funarte a cessão do
antigo TBC, Teatro Brasileiro de Comédias, lá na Bela Vista, no Bixiga. Também
o projeto arquitetônico está pronto.
Ele vai entrar em um programa especial
da Prefeitura de São Paulo, que qualifica o centro. E também é um teatro lindo.
E o Sesc comprou um terreno ao lado, que era do Silvio Santos.
Vai fazer um centro cultural, um centro
cultural e esportivo também. Vai ter lá ginástica, biblioteca, junto do Teatro,
TBC. Ivam Cabral está aqui, representando os nossos artistas, diretores e
produtores teatrais, muito nos honra a sua presença, Ivam.
E o TBC, para nós, é uma honra que ele
seja incluído na nossa rede de teatros aqui na cidade de São Paulo. Então,
essas são as nossas ampliações. Temos ampliado nossas ações no interior do
estado e litoral, mesmo em cidades aonde não há unidades implantadas, com o
imprescindível apoio das prefeituras e dos sindicatos patronais do comércio.
Como exemplos, podem ser citados o “Circuito
Sesc de Arte”, que está acontecendo nessas semanas, que atende a 133 municípios
em diversas regiões, com ações artísticas e de valorização social, cuja atual
edição está em curso, e o “Sesc em Percurso”, uma atividade nova que estamos
desenvolvendo, que visa qualificar no interior de São Paulo e aprimorar
processos de gestão cultural, indo ao encontro de seus públicos nos mais
diferentes territórios e cidades do estado.
Muitas vezes, uma pequena cidade do
interior, com 20, 30 mil habitantes, tem verbas federais, verbas estaduais de
apoio à Cultura, mas, muitas vezes, as prefeituras não sabem como acessar esses
recursos, os artistas não sabem como se colocar para receber essas verbas.
Então, esse projeto do Sesc, “Sesc em
Percurso”, é para levar para os gestores dessas pequenas cidades conhecimento
que os habilite a usar os recursos que existem nos orçamentos federal e
estadual para desenvolverem suas atividades de apoio às atividades culturais e
artísticas.
Tudo isso é possível, pois, além do
apoio de nossos mantenedores, as empresas do comércio e serviços, que fazem a
contribuição ao Sesc todos os meses, 1,5% sobre a folha de pagamento, é a
empresa que paga, não é o empregado que é descontado por isso.
E hoje nós temos, dessas empresas que
mantêm o Sesc, quase que três milhões de pessoas com a credencial plena do
Sesc, que têm direito a usar todos os serviços do Sesc, muitos de natureza
gratuita, e aqueles que são pagos, com preços subsidiados para que o empregado
que tenha um salário menor, um, dois salários mínimos, possa acessar e usufruir
de serviços de primeira qualidade, serviços de Saúde, de Lazer, de Esporte, de Cultura
e de Assistência Social.
Então, tudo isso é possível, pois, além
do apoio de nossos mantenedores, contamos com empenho de cerca de 9.500
trabalhadores e trabalhadoras que, com a qualidade de seu envolvimento, fazem o
dia a dia do Sesc no estado paulista e angariam para a instituição uma imagem
social das mais positivas.
Quero destacar aqui a competência e a
dedicação desse corpo funcional do Sesc, porque, para trabalhar com educação e saúde,
claro, tem que ter conhecimento, tem que ter competência, mas tem que ter
paixão.
Tem que ficar alegre, quando vemos uma
pessoa idosa frequentando uma unidade do Sesc, saindo de casa, podendo assistir
um show musical de primeira qualidade, uma peça, frequentar uma biblioteca,
encontrar com seus amigos, namorar, se divertir, dançar e aprender.
Isso apaixona. Trabalhamos com idosos,
trabalhamos com bebês, nossos educadores ensinam e motivam os pais a
importância do brincar para a formação das crianças. Então, a gente vê muita
alegria, muita paixão nesse corpo, além de competência, muita paixão e
dedicação a esse trabalho que o Sesc desenvolve há 80 anos.
Esses são alguns aspectos ligados à
atuação do Sesc em São Paulo, refletindo nossas diretrizes estratégicas e,
sobretudo, o compromisso com a sociedade em geral. Estamos aqui no estado de
São Paulo, falando do estado de São Paulo, mas o Sesc está presente no Brasil
todo, e, em cada estado, respeitadas as diferenças, respeitadas as proporções,
o Sesc faz esse mesmo trabalho no Brasil todo.
Em muitos estados, em muitas capitais,
acho que o primeiro teatro da cidade foi o Sesc que construiu. Teatro que leva
cultura, que leva seminários, que leva conhecimento, que leva propostas
inovadoras que levam à discussão sobre as crises climáticas e todas as crises
que o País enfrenta, de combate ao racismo, de combate à violência contra a
mulher e tantas outras ações que a gente desenvolve para que o Brasil seja mais
justo e igualitário.
Então, como eu dizia, esses são alguns
aspectos ligados à atuação do Sesc em São Paulo, refletindo nossas diretrizes estratégicas
e, sobretudo, o compromisso com a sociedade em geral.
Cumpre-se, assim, a missão para a qual
a instituição foi criada há 80 anos, sempre de forma atenta e cuidadosa aos
anseios e necessidades da sociedade para manter-se relevante para todas as
pessoas. Temos muitos motivos para celebrar no presente. Que venham muitos
outros.
Muito obrigado pela homenagem e pela
presença de todos vocês neste momento tão importante da nossa história.
Obrigado. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sr.
Galina.
Nós aproveitamos para registrar e
agradecer a presença da Sra. Claudia Velasco Osorio, cônsul-geral do México em
São Paulo; Sra. Célia Gambini, adida cultural do Consulado-Geral da Suíça; Sra.
Vanessa Pohl, vice-cônsul do Chile em São Paulo; Dr. Reinaldo Cesar Yoshino de
Lima, representando o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. Eu quero
registrar e agradecer também a participação e o trabalho das nossas intérpretes
de Libras, a Erica e a Janaína. Muito obrigado. (Palmas.)
Anunciamos agora, para a sua mensagem,
a Sra. Angela Gandra, secretária municipal de Relações Internacionais de São
Paulo.
A
SRA. ANGELA GANDRA - Boa noite a todos. Eu
queria... Bom, estamos aqui entre amigos do Sesc. Eu vou tratar muito
informalmente a minha Mesa, porque são todos amigos. Carla, parabéns por essa
iniciativa. Ivo, parabéns pela homenagem que tu vais receber e por todo o
trabalho que tu tens feito. Galina, parabéns também.
O Marcos da Costa, meu supersecretário
e parceiro, não só na Advocacia, mas aí também, nessas lutas, especialmente
também pela pessoa com deficiência, que trabalhamos em conjunto, em parcerias.
E o Itamar também, nosso deputado, sempre parceiro.
Queria cumprimentar todas as
autoridades presentes, especialmente os nossos cônsules queridos que estão aí:
Luísa, Vanessa, Matthias, Jason, Claudia Velasco... E está também a Claudia,
que eu já falei. Então está ótimo. E, depois, agradecer muito o show da Vanessa
e do Alê. Que maravilha de voz, que apresentação celebrativa de verdade.
Eu queria, bom, resumindo... Pensar que
nós já tínhamos comemorado na Câmara a celebração dos 80 anos. Agora, eu estou
aqui também como secretária de Relações Internacionais, porque o Sesc tem uma
projeção internacional tremenda. É uma dessas instituições mais robustas de
exemplaridade no desenvolvimento social e nas ações sociais.
Ao mesmo tempo, ele oferece - os consulados
que estão aqui presentes são testemunhas - sempre espaço. Querem celebrar, o
Sesc está sempre aberto a qualquer proposta. Ele abraça rapidamente as nossas
propostas. Ele tem promovido intercâmbios culturais, circulação de artistas,
agendas contemporâneas, a sustentabilidade, o desenvolvimento humano,
plataforma para as carreiras e empregabilidade.
Agora, eu vou destacar três coisas
rápidas. Primeiro, a política do Sesc, como a gente chama internacionalmente
nas redes de cidades, é “human-centered”, está centrada na pessoa humana, da
plataforma para cada pessoa. Aqui falaram de milhões. Imagine o impacto de 80
anos, impactando vidas de pessoas.
Eu posso dizer também que ele não só dá
plataforma para os trabalhadores, não só oferece tudo isso para os
trabalhadores. A população se beneficia com todas as ações, com todas as
ofertas do Sesc, e eu posso dizer também as famílias, porque eu ouço de muitas
famílias - isso já também no governo federal, eu escutava -, a plataforma para
fortalecimento de vínculos familiares.
Porque tudo que o Sesc proporciona é em
termos de convivência humana também. E as famílias vão no domingo e tem para onde
ir. Eu também aqui ressalto as famílias dos imigrantes e das pessoas com
deficiência - não é, Marcos? - que tem para onde ir e tem ali acessibilidade.
Bom, isso aqui é uma amostra muito
pequena de tudo que tem impactado a nossa cidade e o mundo, o Brasil e o mundo,
através das atividades do Sesc. Vocês vão encontrar sempre em nós, na nossa
Secretaria de Relações Internacionais, na nossa prefeitura, um parceiro.
Galina, eu vou atrás, tá bom? Das suas
assinaturas. Anotei na hora. Vamos lá, que nós queremos mais Sesc. E aqui, nos
90 anos, nós vamos nos encontrar, não é, Carla? Porque já vai ficar tradição na
Casa celebrar essa grande festa que é a vida que o Sesc proporciona para nós, a
alegria para tantas pessoas.
E eu digo que o Orlando talvez vai ter
que voltar de Brasília para celebrar conosco, porque a próxima tribuna dele vai
ser a do Congresso Nacional, se Deus quiser, não é Carla?
Bom, muito obrigada.
E vamos celebrar juntos. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Sra.
Angela. Aproveitamos para registrar a presença do Sr. Nelson Costa, presidente
do Sebrae São Paulo; Sr. Maurício Costa, superintendente do Instituto
Turiscentro do Brasil.
E convidar, para fazer uso da palavra,
Dr. Marcos da Costa, secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência. Dr. Marcos, por favor.
Obrigado. (Palmas.)
O
SR. MARCOS DA COSTA - Boa noite. Agora no
microfone, boa noite. A gente vai aprendendo todo dia gestos que demonstram a
preocupação com a inclusão, e o pessoal com deficiência visual, quando a gente
fala no microfone, não consegue identificar onde nós estamos, por conta das caixas
de som.
Também em homenagem às pessoas com
deficiência visual, quero fazer minha audiodescrição: sou homem de pele clara,
1,86m, cabelos castanhos, cabelos brancos acima das minhas orelhas, estou
trajando um blazer azul, camisa branca e calça jeans. Tenho a honra de ter
recebido da comunidade surda um sinal, que é como eles identificam as pessoas.
Meu sinal: dedos polegar e indicador acima da minha orelha direita, da frente
para trás, destacando os meus cabelos brancos.
E quero dizer que ninguém melhor do que
a querida deputada Carla Morando para propor uma homenagem para uma instituição
tão humana quanto o Sesc. Deputada Carla, uma querida amiga, uma referência
para todos nós como parlamentar, nesta Casa tão bem presidida pelo nosso
deputado André do Prado.
E a deputada Carla tem sido uma
batalhadora na causa da justiça social, na causa da inclusão, na causa de uma
sociedade cada vez mais inclusiva. Então, parabéns. Obrigado por tudo que
representa para todos nós.
E a falar do outro querido amigo, nosso
sempre prefeito, sempre deputado, o atual secretário - até amanhã, não é? -,
nosso Orlando Morando, e dizer do trabalho que foi feito na pasta dele, por
ele, junto com o prefeito Ricardo Nunes, junto com o Governo do Estado de São
Paulo, o governador Tarcísio, o vice-governador Felício, em especial na
Cracolândia, na cena aberta de uso, é algo que, talvez, três anos atrás, as
pessoas imaginavam impossível de acontecer.
E foi um trabalho de fôlego, mas foi um
trabalho pensando nas pessoas. Um trabalho de acolhimento às pessoas que
estavam lá. E eu falo isso porque eu perdi meu irmão, como morador em condição
de rua. Meu irmão foi para o vício da bebida, meu irmão mais velho, um ano mais
velho que eu. Meu irmão morou 20 anos na rua.
A gente trabalhou muito intensamente,
sem parar, para recuperá-lo. Infelizmente, não foi possível. Então imaginem
quantas vidas, quantas famílias foram impactadas por essa ação promovida pelo Governo
do Estado, pela Prefeitura de São Paulo.
Então eu peço que transmitam um abraço
fraternal ao nosso amigo Orlando, e são testemunhas aqui do que representou
esse trabalho feito em parceria do Governo do Estado e da prefeitura.
Quero cumprimentar também outro grande
amigo de tanto tempo, nosso deputado Itamar Borges, outro grande parceiro.
Itamar, que eu conheci como prefeito de Santa Fé do Sul, onde a OAB tem a sua
colônia de férias, e o Itamar sempre muito presente, muito parceiro, seja como
secretário de Estado, seja aqui na Assembleia Legislativa. Alguém que também
tão bem representa o povo de São Paulo. Obrigado, querido amigo.
Quero cumprimentar, me permitam também,
a Angela, e na pessoa da Angela, que teve que se ausentar um pouquinho,
cumprimentar o nosso querido prefeito Ricardo Nunes, outro grande amigo. E
cumprimentar agora, com muita ênfase, as pessoas que eu tanto admiro desse
sistema que representa quase que o período inteiro da minha vida, que é o
sistema da Fecomercio e do Sesc.
Já disse ao Ivo, que hoje preside a
Fecomercio com tanto brilhantismo, lembrando todo o trabalho que foi feito pelo
Abram, outro grande amigo, grande amigo, que eu, a minha vida foi muito
institucional, tive passagens importantes em algumas entidades, mas sempre
lembro com muito carinho que a minha vida começou dentro da Fecomercio, no CRI,
Conselho de Renovação e Integração Empresarial, na década de 80.
Estava lembrando o Borges. Ah, naquela
época, o Borges puxando a areia de todo mundo. E depois o trabalho em outros
espaços da Fecomercio, incluindo o Conselho Jurídico, tudo tão bem presidido, à
época, pelo querido Ives Gandra, o maior jurista desse século. Continua até
hoje. Para mim, o maior jurista desse século.
A Fecomercio, não só tem uma atuação de
representação sindical - e eu aproveito para cumprimentar todos os
representantes de sindicatos, patronais, de trabalhadores presentes - mas a
Fecomercio é marcada como uma casa da democracia, como uma casa de pensar o São
Paulo e pensar o País. Quanta literatura nasceu de debates promovidos dentro da
Fecomercio.
Então, a Fecomercio, para a sociedade
paulista e sociedade brasileira, tem essa representação, de servir como palco
dos grandes debates dos problemas nacionais. Ivo, parabéns. Em seu nome, eu
quero cumprimentar a todos os dirigentes da Fecomercio, em nome da minha amiga
Carla, cumprimentar todos os colaboradores, todos aqueles que vêm contribuindo
há tanto tempo na construção desse espaço que é a Fecomercio.
E o Luiz Galina, outro grande amigo,
alguém que tem a vida inteira também dentro do Sesc, sucedendo o saudoso
Danilo, que foi uma referência, e o Sesc que trabalha na plenitude da
cidadania. O Sesc é referência em qualquer hora que se discute em termos de
Cidadania. O Sesc é referência no Esporte. O Sesc é referência na Cultura. O
Sesc é referência na Educação. O Sesc é referência na Saúde. Tudo que é feito
no Sesc é feito com muito amor, com muito carinho.
Galina disse, e eu repito: para
trabalhar no Sesc, tem que ter vocação. O Sesc não é um emprego, o Sesc é uma
missão. De forma que eu venho aqui servir como um testemunho do que o Sesc
representa na vida de tantas pessoas. E eu estava, mandei umas fotos para a
Carla, que eu pedi para a minha mãe agora, minha mãe me mandou, eu mandei para
ela.
Eu vou olhar na placa de fundação do
Sesc se meu nome não está lá, de tanto tempo que eu frequento o nosso querido
Sesc. Parabéns. A Angela falou dos 90, eu já sou mais otimista. Eu já tenho
certeza que nós estaremos aqui quando completar 100 anos de existência,
comemorando essa grande situação.
Parabéns a todos. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Dr.
Marcos.
Vamos ouvir agora, com muita satisfação
a mensagem do deputado estadual Itamar Borges. (Palmas.)
O
SR. ITAMAR BORGES - MDB - Eu já combinei de
estar aqui nos 100 anos com o Ivo, viu? Falar do Sesc é falar de mais de
milhões de pessoas atendidas aqui no estado de São Paulo. Falar do Sesc é falar
do atendimento na área da Saúde, da Odontologia, da prevenção de saúde.
Falar do Sesc é falar de lazer, de esporte,
é falar de cultura, é falar de melhor idade, é falar do Curumim, de tantas
ações que são desenvolvidas. E aí poderíamos estender, os 80 anos do Sesc.
Se pulássemos para o Senac, para a
Fecomercio, aí abriria um leque imenso, como tem tantas outras ações. Eu falo
isso porque quando a Assembleia Legislativa de São Paulo, através dessa
brilhante deputada Carla Morando, propõe essa homenagem, esta que é a maior
Casa Legislativa estadual do País, da América Latina, é para reconhecer, como
disse aqui Orlando Morando, é para reverenciar, é para reconhecer. Reconhecer
os gerentes das 44 unidades, que eu quero saudar a todos.
Eu vi aqui amigos de Araraquara, de São
José do Rio Preto, Birigui, Araçatuba, de Catanduva, e aí por diante, São
Carlos, e vai percorrendo as estradas. Aqui são gerentes de 22 unidades da
Capital, de quatro do ABC, de 16 do Interior, de duas do Litoral, que completam
essas 44 unidades.
Eu vivi o Sesc como prefeito, então
tive o privilégio que o Orlando teve, de receber na cidade. Mas eu vivi porque
lá nós promovíamos ações culturais, e tantas outras que tínhamos lá, Galina,
contigo, com o Danilo, que foram tantas as ações desenvolvidas.
Eu vi aqui, hoje, amigos de
Fernandópolis, que agora estão no jurídico aqui, e amigas de Rio Preto, que
estão aqui na Vila Mariana, e assim sucessivamente, porque a gente vai
reencontrando esses amigos. Carla, quando eu vejo aqui o Orlando Morando, foi
meu presidente aqui da Comissão de Transporte. Foi meu parceiro nesta Casa,
como deputado estadual.
Aprendi muito com o Orlando. Está se
preparando para ir para o Congresso Nacional. Com certeza, Orlando Morando no
Congresso Nacional, nós vamos ter um grande representante na Câmara Federal, e
eu não tenho dúvida de que ele estará lá, por tudo o que ele fez como prefeito,
como deputado, e está fazendo pela Segurança da Capital.
Também, da mesma forma, Carla, você que
é uma deputada empreendedora, deputada da causa do comércio, e que atua junto,
nós temos aí eu que presido a Frente do Empreendedorismo, estava vendo até
agora há pouco que o Cristiano está lá no fundo, vejo amigos, como do Codecon,
que participa com a gente, do Sindhosfil, amigo do Sebrae, que é presente, o
Nelsinho, a diretoria, que nos unimos para desenvolver essas ações.
Todos nós, Marcos da Costa, você que
representa o governador Tarcísio, como a Angela e o Orlando representaram o
prefeito Ricardo Nunes, nos unimos pela boa ação, pela boa causa. E é por isso
que eu não poderia deixar de estar aqui hoje.
Primeiro, para parabenizar você, Carla,
pela iniciativa. E, também, Ivo, para parabenizá-lo ao lado do Galina e de toda
a família do Sesc São Paulo e dos irmãos do Senac e da Fecomercio que aqui
estão presentes. Podem ter certeza de uma coisa, vocês sabem disso, eu só vou
falar para encerrar.
Vocês têm ajudado a fazer a diferença
na vida de muitas pessoas, na vida de muitos municípios, do nosso estado,
exemplo para o Brasil e para o mundo, que reúne aqui hoje vários cônsules que
vieram prestigiar esse momento. Parabéns ao nosso Sesc pelos seus 80 anos de
história.
Muito obrigado.
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado
pelas palavras, deputado.
Registramos a presença do professor Dan
Levy, representando a reitora da Universidade Federal de São Paulo, a Sra.
Raiane Assumpção. Nós vamos assistir neste momento a um vídeo institucional
sobre os 80 anos do Sesc. Vamos ver o vídeo.
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- É exibido o vídeo.
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O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pelo
vídeo. Aproveitamos para registrar e agradecer a presença, também, do Sr.
Leonardo Minervini, gerente de cultura do Departamento Nacional do Sesc.
Senhoras e senhores, neste momento,
convidamos para vir à frente, aqui, os membros da Mesa Diretora para a entrega
de uma homenagem a ser realizada pela deputada estadual Carla Morando aos
senhores Dr. Ivo Dall'Acqua Junior e Luiz Galina, que vão receber a homenagem pelos
80 anos do Sesc.
Senhoras e senhores, para falar neste
momento em nome do Sesc, convidamos o Dr. Ivo Dall'Acqua Junior, presidente em
exercício da Federação do Comércio e do Conselho Regional do Sesc.
O
SR. IVO DALL'ACQUA JUNIOR - Boa noite a todos e
a todas.
Seguindo o exemplo do Marcos, sou um
homem branco de 1,85m, perco por 1cm para você. Cabelos brancos, só os que me
restaram. Os que eram de outra cor, já foram embora. Estou vestindo um costume
azul marinho, camisa branca, gravata vermelha, falta de imaginação, mas é
clássico, não é?
E estou muito feliz. É uma honra, caros
amigos, estar nessa Casa Legislativa, representando aqueles e aquelas que
integram o Serviço Social do Comércio, Sesc, entidade criada em 1946, com a
missão de promover o bem-estar social e a qualidade de vida para as pessoas
empregadas do comércio de bens, serviços e Turismo e seus familiares, princípio
estendido a toda a sociedade.
Só um parêntese. Quando colocamos esse
arco de atendimento, ele se estende, porque aquelas atividades que não têm uma
entidade de ação social, como o plano do Comércio de Bens, Serviços e Turismo,
têm seus trabalhadores atendidos por nós também. E assim falamos dos
trabalhadores da Saúde, da educação privada, do Esporte.
Então, se a vida acontece no Sesc, é
importante que aqueles que eventualmente possam aparentemente não ter um espaço
de acolhimento e vivência como esse que dedicamos aos trabalhadores, aqueles
que nós chamamos de puro-sangue, é justo que todos tenham. E nós provemos esse
atendimento.
Então, feito esse introito, eu começo
saudando a deputada estadual Carla Morando, que não é apenas a proponente desta
homenagem, ela é uma legisladora amiga, próxima, que nos incentiva muito.
Trocar experiências e partilhar dificuldades
com a Carla é uma alegria, porque ela está sempre disposta a encaminhar, a
buscar uma solução e a tentar resolver. Mesmo nos assuntos... Esse é agradável
hoje, mas quando o assunto é espinhoso, ela não foge.
Quero saudar também o Itamar Borges,
legislador, deputado, amigo dos empreendedores do estado de São Paulo, porque
ele sabe como é dura a vida do empreendimento; o Marcos da Costa, secretário de
Estado dos Direitos Humanos e aqui representando o nosso governador Tarcísio.
Deixo uma saudação à Angela, que tem também sido tão boa, tão grande parceira,
tão próxima.
Não posso deixar de citar o Orlando,
que justificadamente nos deixou, mas está cumprindo algo que... Eu queria poder
estar visitando minha mãe, se ela estivesse precisando.
Então a gente não pode se afastar
desses valores tão essenciais. O Orlando foi fundamental para a decisão da
implementação da unidade de São Bernardo, porque aquilo que ele disse é
verdadeiro.
Nós estávamos há uns 12 anos tentando
algo, porque não se justificava, São Bernardo é o quarto município mais
populoso e importante, e teve uma transformação econômica fantástica. Era
conhecido, foi berço da indústria automobilística, mas hoje é um grande
município da atividade econômica do setor terciário, na área de serviços. A
gente não podia não estar lá. Estaremos, Carla.
Quero saudar a Dra. Vera Lucia Carlos,
que é a procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região; o
Marcus Mello, superintendente regional do Trabalho e grande parceiro e
conselheiro nosso.
Quero saudar o Zé Maria Gomes,
vice-presidente da Federação das Empresas de Transporte, aqui representando o
Carlos Panzan, grande parceirão nosso; o Gonzaga, Zé Gonzaga da Cruz, que está
no exercício da Presidência do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que é o
maior sindicato representativo do Brasil, tem a maior massa de representados; o
Jefferson Caproni, parceiraço, presidente do SinSaúde; o Edison Ferreira da
Silva, presidente do Sindhosfil, Sindicato dos Hospitais Santa Casas e dos Filantrópicos;
o Zé Luiz Fontes, que aqui está representando o Tirso Meirelles, presidente da
Faesp; os meus companheiros da Fecomercio, o presidente do Sindicato do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo, os diretores da Fecomercio, os
conselheiros do Sesc/Senac; e, de uma forma especial, o Darcio Sayad Maia, que
está representando aqui o Salgado, que é o diretor regional da nossa entidade
de formação profissional.
Eu diria de Educação agora também,
porque com a potência que estamos colocando no ensino médio, com viés
profissionalizante, essa atitude vai ser transformadora. Dentro de alguns anos,
a gente vai voltar ao patamar que deveríamos estar, o interesse pela formação
profissional.
E, saudando o Luiz Galina, nosso
diretor regional. Deixei por último, sabe por quê? Porque você está
representando a maior massa de gente que bota a mão na massa, arregaça as
mangas, se entrega, se doa e faz do Sesc essa entidade que tanto nos orgulha.
E a todos aqueles que estão se fazendo
presentes, que se movimentaram para estar conosco esta noite, os representantes
dos corpos consulares, grandes parceiros, inclusive parceiros de atividades que
nós temos - agora já estamos preparando o Mirada, para celebrar a amizade, a
cultura e a convivência dos países ibero-americanos -, e aos amigos que aqui
estão.
É importante lembrar que no mesmo ano
da fundação do Sesc foi criado o Senac, em 1946. Senac em janeiro, Sesc em
setembro, por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra.
Eu já vi muita gente falar que foi o
presidente Getúlio Vargas que criou. Não, a ideia pode até ter vindo do
presidente Vargas, mas o decreto foi do marechal Dutra, que foi o presidente do
Brasil redemocratizado, depois de 15 anos de um governo, digamos, diferente,
que teve lá suas qualidades, mas que passou um pouco da medida, do presidente
Vargas.
Nesse mesmo ano, foram criadas as duas
entidades, com o objetivo de promover a educação voltada para o trabalho, com
ações formativas amplas, inclusivas e inovadoras.
Ambas as entidades resultam de uma
visão de futuro do empresariado do comércio brasileiro, no contexto conturbado
do pós-guerra, quando o mundo projetava a reconstrução não apenas da economia
dos países, mas de valores éticos primordiais.
E foi um lance de visão não só
futurista, mas uma demonstração de compromisso com a sociedade, dos empresários
daquela época. Em 80 anos, o mundo experimentou transformações geopolíticas,
econômicas e sociais profundas, que impactaram a vida brasileira e, em
consequência, a trajetória das instituições.
O empresariado do Comércio acompanhou
essas mudanças, atuando de forma cada vez mais capilarizada na dinâmica social,
primeiro por ser o segmento que mais emprega com carteira assinada no País; e
segundo por compreender a necessidade de estreitar seu diálogo com os mais
diversos setores, almejando a valorização da atividade comercial e de toda a
cadeia produtiva.
Aliás, como comerciante antigo, eu
costumo dizer que se o comércio chegou, é porque o progresso veio. Onde tiver
um conjunto de cidadãos, pode ter certeza: uma atividade comercial se inicia
ali. A troca foi a primeira forma de diálogo econômico.
Nesse contexto, o Sesc também buscou
ampliar sua atuação em todo o País, modernizando suas práticas para tornar suas
ações cada vez mais sustentáveis e acessíveis por um número cada vez maior de
pessoas.
Atualmente, o Sesc integra o Sistema
Comércio, composto pela CNC, pelas Federações do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo, pelo Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, pelos
sindicatos patronais e pelo empresariado, que é a nossa fonte de custeio.
O Sistema Comércio atua em rede, em
todo o País, reunindo mais de mil sindicatos patronais, que representam sete
milhões de estabelecimentos comerciais, gerando 30 milhões de empregos formais.
Estamos nas 27 unidades da Federação,
incluindo o Distrito Federal, abrangendo mais de dois mil municípios,
empregando milhares de pessoas com carteira assinada, no atendimento de milhões
de brasileiros.
O Galina já mencionou: no ano passado,
nós tivemos mais de 30 milhões de paulistas frequentando nossas unidades. Em
São Paulo, onde a Fecomercio representa 137 sindicatos patronais, há 1.800.000
atividades empresariais das mais diversas, correspondendo a dez milhões de
empregos formais.
Assim, o setor responde por 30% do PIB
paulista e 10% do PIB nacional. Por meio da arrecadação prevista em lei que
sustenta o trabalho do Sesc, o empresariado do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
movimenta considerável quantia de recursos econômicos, promovendo Educação, Cultura,
Lazer, Saúde e assistência, além de estimular o emprego e a renda para milhares
de trabalhadores e trabalhadoras.
Faço dois destaques dessa atuação: em
2025, o “Sesc Mesa Brasil”, que aliás nasceu Mesa São Paulo... É que o programa
é tão bom que foi apropriado pelos demais regionais. O “Mesa Brasil”, que é a
maior rede privada de banco de alimentos da América Latina e a segunda maior do
mundo, atingiu recorde de arrecadação, com 59.9 milhões de quilos de alimentos,
produtos de limpeza e higiene.
O programa existe há mais de 30 anos,
reúne atualmente 3.000 empresas parceiras e atende a 2.300.000 pessoas por dia.
O segundo destaque é a expansão das unidades operacionais no estado de São
Paulo, de forma sustentável, contemplando uma variedade de regiões que, assim,
podem usufruir dos serviços ofertados por nós.
Essas realizações se tornam possíveis,
entre outros aspectos, pelas parcerias institucionais que o empresariado
estabelece. Estamos em permanente interlocução com a proposição de políticas
públicas que garantam um ambiente econômico estável e competitivo para o setor
do comércio, com segurança jurídica, no qual sejam mantidos a empregabilidade,
o contínuo aprimoramento dos trabalhadores e a qualidade de atendimento a toda
a sociedade.
Receber, em nome do Conselho Regional
do Sesc em São Paulo, essa homenagem significa um ápice daquilo que denominamos
o reconhecimento social de nossa atuação.
Na medida em que são as pessoas eleitas
pelo povo paulista, vocês legisladores que têm mandato nesta Casa, aqueles que
nos fazem essa distinção, essa homenagem, a recebemos como uma homenagem do
povo de São Paulo para a nossa instituição tão amada.
Muito obrigado, Carla, pela iniciativa,
que muito nos honrou. Eu, antes de deixar a tribuna, quero tomar a liberdade de
ler o texto do diploma que nos foi conferido:
“A Assembleia Legislativa do Estado de
São Paulo, por iniciativa da deputada Carla Morando, presta esta homenagem ao
Sesc - Serviço Social do Comércio, em reverência aos seus 80 anos de
existência, dedicados à promoção da Educação, Saúde, Cultura, Lazer,
assistência e desenvolvimento humano no estado de São Paulo.
Um legado honrado, sob a condução de
Abram Szajman, sempre lembrado e reverenciado com todo o carinho que a
sociedade brasileira deve a esse grande líder empresarial. (Palmas.) A esse que
vos fala, no exercício da presidência, e a Luiz Deoclecio Massaro Galina,
diretor regional do Sesc São Paulo.”
Carla, como portadora dessa homenagem
que São Paulo nos presta, tem a nossa gratidão, sempre. Muito nos orgulha tê-la
como representante do nosso povo e como interlocutora de nosso povo, de todos
os nossos pleitos.
Muito obrigado. (Palmas.)
O
SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, Dr.
Ivo.
Devolvemos a palavra a deputada
estadual Carla Morando, para o encerramento oficial desta sessão solene.
Deputada?
A
SRA. PRESIDENTE - CARLA MORANDO - PSD - Bom, eu quero
aqui agradecer, de forma muito sincera, a presença de todos nesta noite. Hoje,
mais do que celebrar uma instituição, nós reconhecemos algo que faz diferença
real na vida das pessoas.
O Sesc vai além de Cultura, Esporte ou Lazer:
ele é um acolhimento, é oportunidade, é qualidade de vida chegando a quem
precisa. Eu deixo aqui o meu reconhecimento à Fecomercio, ao Dr. Ivo, ao Luiz
Galina, e a todos os que fazem parte desse trabalho, que fazem acontecer todos
os dias.
E encerrar esta sessão é, na verdade,
reafirmar o compromisso, valorizar aquilo que dá certo e que melhora a vida das
pessoas. Então quero agradecer a todos os que tornaram possível este momento:
agradecer à minha equipe, a cada servidor, a cada autoridade presente e,
sobretudo, a cada cidadão que prestigiou este momento especial.
Declaro encerrada esta solenidade.
Muito obrigada. (Palmas.)
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- Encerra-se a sessão às 21 horas e 26
minutos.
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