
15 DE ABRIL DE 2026
44ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: SOLANGE FREITAS, REIS, PROFESSORA BEBEL, PAULO FIORILO, EDUARDO SUPLICY e GILMACI SANTOS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - SOLANGE FREITAS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Assume a Presidência.
4 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - PRESIDENTE REIS
Comenta a respeito do adiamento da cobrança em pedágios “Free Flow” recém implantados nas rodovias do estado, com novo prazo de início datado para após as eleições. Atribui isso a um custo político e de viés eleitoral da campanha de reeleição do governador Tarcísio de Freitas. Discorre acerca das consequências econômicas da implantação de novas praças de pedágio, como o aumento de custos do transporte de alimentos e mercadorias.
6 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - PROFESSORA BEBEL
Assume a Presidência. Endossa o pronunciamento do deputado Eduardo Suplicy acerca da denúncia sobre aumento de casos de violência policial.
8 - PAULO FIORILO
Assume a Presidência.
9 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
11 - PAULO FIORILO
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
13 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE EDUARDO SUPLICY
Comenta iniciativa do deputado Reis sobre requerimento de informações para garantir a segurança de policiais militares que utilizam motocicletas em suas atividades. Discorre sobre os impactos positivos de programas de transferência de renda como política pública. Por acordo de lideranças, suspende a sessão às 15h26min, até as 16 horas e 30 minutos.
ORDEM DO DIA
15 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h37min. Coloca em votação e declara aprovado requerimento, do deputado Rafa Zimbaldi, de criação de comissão de representação com a finalidade de participar do 35º Congresso Fehosp, a realizar-se nos dias 28 a 30/04, em Campinas/SP. Convoca sessão extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 58 minutos.
16 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
17 - PAULO FIORILO
Para comunicação, faz pronunciamento.
18 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
19 - PAULO FIORILO
Para comunicação, faz pronunciamento.
20 – PRESIDENTE
GILMACI SANTOS
Por acordo de lideranças, ficam
convocados os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 16/04, à hora
regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h48min.
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ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Solange Freitas.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito boa tarde
a todos. Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob
a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.
Vamos começar então os nomes da lista
de oradores do Pequeno Expediente. Eu chamo a deputada Thainara Faria. (Pausa.)
Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Ricardo Madalena. (Pausa.) Rafa Zimbaldi.
(Pausa.) Reis.
O senhor tem o tempo regimental de
cinco minutos.
O
SR. REIS - PT -
Presidenta, público presente, funcionários desta Casa, integrantes da Polícia
Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica. E
também cumprimentar a todos aqueles e aquelas que nos acompanham pela Rede Alesp.
Eu tenho vários
assuntos, Sra. Presidente; eu vou me reinscrevendo, enquanto não vai povoando
aqui a Casa, para a gente ir falando. Vossa Excelência também vai falar? Então
nós vamos ter que fazer o sobe escada e desce escada. Muito bem.
Bom, primeiro
assunto que eu quero deixar registrado é sobre as reclamações dos usuários da
Sabesp. Aonde a gente vai, o povo está reclamando da Sabesp. Parece que a
privatização não deu ainda o resultado pretendido, o resultado que, quando o
“Thorcísio” bateu aquele martelo, falou que ia melhorar bastante os trabalhos
da Sabesp, a universalização do saneamento, da rede de água, rede de esgoto.
Mas o que a
gente tem observado no dia a dia, quando nós visitamos cidades - outro dia
mesmo, eu estava em Suzano, as pessoas reclamaram que estavam há semanas sem
água da Sabesp. E, como eles estão reduzindo a pressão, por conta da crise, uma
possível crise hídrica que vai assolar o estado de São Paulo...
Eles reduzem a
pressão. E as pessoas estão recebendo ar em suas casas. Quando você reduz a
pressão, aquelas tubulações antigas começam a dar folga, e começa a entrar água
suja, contaminar água. E saiu no “Metrópoles” aqui a matéria: “Sabesp lidera o
ranking do Procon de São Paulo, com quase 70% das queixas não atendidas.
Segundo o
Procon, a Sabesp lidera o ranking de reclamações. Foram 6.879 registros em
2025, superando a Enel”. Com toda a situação da Enel, com todo o descaso, o
desmando, o desmonte da Enel, com relação às tempestades, às chuvas, a Enel
apareceu com 5.373 queixas em 2025.
A Sabesp era
uma empresa muito eficiente quando estava sendo gerenciada pelo estado, por
funcionários estáveis, concursados e muitas vezes históricos na Sabesp, que
conheciam tudo sobre água. Muitos deles foram demitidos; houve um programa de
demissão na Sabesp.
Ou seja, a
experiência, o conhecimento foi mandado embora. Mais de dois mil funcionários
foram demitidos. E aí acaba terceirizando para empresas que muitas vezes
desconhecem, muitas vezes empresas aventureiras, que estão entrando no mercado
agora para fazer o trabalho daqueles que tinham experiência.
A Companhia de
Saneamento Básico do Estado de São Paulo passou a liderar o número de
reclamações registradas no Procon. Praticamente 19 queixas por dia, sendo,
aproximadamente, dessas 19, 13 não atendidas. O total coloca a empresa à frente
da Enel, que aparece em segundo lugar, com 5.373 reclamações no mesmo período,
relacionado a problemas no atendimento e nos serviços prestados aos
consumidores do estado de São Paulo.
De acordo com
os dados divulgados, a Sabesp registrou essas reclamações no Procon, sendo que,
das 6.879, 2.137 foram atendidas e 4.742 não atendidas. Ou seja, cerca de 69%
das queixas não teve resposta para o reclamante, para aquele que é, no caso,
cliente da empresa Sabesp.
Então, para deixar
registrado aqui, cobrado às agências de fiscalização, a matéria é muito
extensa, não vai dar para falar sobre tudo o que traz aqui o “Metrópoles”, mas
para dizer que a população está sofrendo muito, sim, com o serviço prestado, o
serviço de péssima qualidade prestado pela dona Sabesp.
Eu lembro muito
bem, quando fui vereador, no meu primeiro mandato de 2012, de 2013 a 2016, e
que eu cobrava muito da Sabesp a questão da recomposição dos pisos asfálticos,
porque você terminava de recapear uma rua, terminava, às vezes, de pavimentar a
rua, vinha a Sabesp, quebrava tudo e destruía tudo.
Então, eu
falava, “a dona Sabesp tem que buscar eficiência”. E, depois de um certo tempo,
houve alguns acordos, ela melhorou bastante a prestação do serviço, só que,
após a privatização, a qualidade desses serviços caiu muito, e isso é motivo
das reclamações que a gente recebe no dia a dia, quando participa de reuniões
em associações, em organizações não governamentais, em audiências, onde a
população reclama, sim, bastante da Sabesp.
Ao que me
parece, a privatização da Sabesp não foi um bom negócio, talvez tenha sido para
quem a comprou, para quem vendeu, mas não foi um bom negócio para o cliente,
para o cidadão e para a cidadã, para os usuários. Um péssimo negócio, e isso vai
ter um reflexo muito forte na campanha eleitoral, porque isso já foi tema da
campanha eleitoral passada, a privatização ou não da Sabesp.
E, como ela foi
privatizada, esse tema vai aflorar muito forte. Eu não tenho dúvida de que o
governador que aí está, o governador de plantão, vai ser muito cobrado por esse
processo de venda, de entrega, de privatização da Sabesp no estado de São
Paulo.
Muito obrigado,
Sra. Presidente.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito obrigada, deputado Reis.
Continuando a lista de oradores do Pequeno Expediente, deputado Thiago
Auricchio. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Caio França. (Pausa.) Atila
Jacomussi. (Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Andréa Werner. (Pausa.) Valeria
Bolsonaro. (Pausa.) Paulo Mansur. (Pausa.) Alex Madureira. (Pausa.) Vitão do
Cachorrão. (Pausa.) Letícia Aguiar. (Pausa.) Carlos Giannazi. (Pausa.) Prof.ª
Camila Godoi. (Pausa.)
Agora sou eu que estou inscrita e vou
trocar aqui a Presidência com o deputado Reis.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Reis.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Assumindo a
Presidência, eu chamo para fazer uso da palavra a deputada Solange Freitas.
No dia 10 de
março, ou seja, há mais de um mês, eu estava aqui neste plenário e fiz uma fala
bastante preocupada com a segurança no trânsito depois das mudanças recentes na
legislação federal sobre a formação de novos motoristas. E essas mudanças, por
exemplo, permitem aulas em carros particulares, sem o duplo comando.
E eu comecei
essa luta, fiquei mais preocupada ainda, quando eu recebi no meu gabinete e
também nesse dia, durante a minha fala aqui no plenário, representantes da
Associação dos Centros de Formação de Condutores do Estado de São Paulo, que é
a Acesp, e do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito.
Inclusive, no
dia 10 de março, quando eu fiz essa fala, muitas mulheres estavam aqui
preocupadas com essa questão da segurança no trânsito.
Agora, antes de
continuar a minha fala, gostaria de mostrar para vocês um vídeo que mostra um
acidente que aconteceu em outro estado, em Goiás, mas foi em uma prova onde
essa aluna estava em um carro particular, ou seja, sem o duplo comando. Vamos
ver esse vídeo.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Bom, esse
acidente aconteceu em Goiás, quatro pessoas foram atropeladas e o acidente
poderia ter sido ainda pior. Foi no estado de Goiás, mas poderia ser em
qualquer outro lugar, inclusive aqui no estado de São Paulo. Estou voltando a
este assunto, não só para mostrar que teve um acidente depois da nossa fala,
“teve um acidente envolvendo um carro sem o duplo comando”.
Não é só por
causa disso, é porque nesse dia 10, quando eu fiz essa fala aqui da preocupação
da segurança no trânsito, eu também encaminhei um ofício ao Detran. Pedi
esclarecimentos de alguns pontos para a gente entender se realmente as pessoas
estão seguras depois dessas mudanças na legislação federal. E também pedindo
uma reunião para a gente tratar desse assunto.
Porque tanto a
Associação dos Condutores, quanto o Instituto Nacional de Mulheres pelo
Trânsito não tinham conseguido nenhum retorno do Detran. Procurou o Detran,
procurou as pessoas interessadas em dialogar sobre esse assunto, mas não teve
nenhum retorno.
E vocês sabem
também que até agora o Detran não me deu nenhum retorno, não respondeu meu
e-mail, não respondeu se poderia fazer ou não uma reunião para tratar sobre
esse assunto. Ou seja, não responde os questionamentos e nem a possibilidade de
uma reunião. O Detran então vai esperar que aqui no estado de São Paulo também
tenham acidentes como esse que aconteceu em Goiás ou algo pior?
O que nós
queremos? Nós queremos a garantia de segurança, principalmente para as mulheres
durantes as aulas no trânsito, porque milhares de mulheres fazem aula de
direção e podem sim estar expostas a situações de vulnerabilidade. Nós estamos
em um País que convive diariamente com índices alarmantes de violência contra a
mulher. Então a gente não pode ignorar essa realidade.
Nós queremos
conversar sobre isso, falar sobre a preocupação dos condutores, ter a garantia
da segurança no trânsito, falar sobre a segurança, principalmente das mulheres.
E se tiver riscos de acidentes, como esse que foi mostrado no vídeo, o que nós
podemos fazer para mudar essa realidade para que nenhuma tragédia aconteça.
Agora, por que
será que alguns setores do Poder Público têm tanta dificuldade de dialogar? Do
que eles têm medo? Porque não é possível, mais de um mês que mandei esse e-mail
e nenhuma respostas.
Vou repetir
algo que falei no dia dez de março, aqui neste plenário, nós temos dois
caminhos em relação a esses questionamentos: ou a gente deixa para lá, espera
os casos acontecerem, deixa morrer gente, deixa mulher ser assediada, estuprada
para depois tomar uma providência ou então a gente vai para cima na prevenção.
É isso o que a
gente quer, a gente só quer falar da prevenção, não quer mais nada, não quer
fazer críticas. A gente quer dialogar e falar sobre os problemas, as preocupações
de quem está nessa área há tantos anos.
Eu escolhi a
segunda opção, estou aqui cobrando mais uma vez o Detran e gostaria de dizer ao
presidente do Detran que eu, na função de deputada estadual, represento a
população do estado de São Paulo, represento essas pessoas que estão nessa área
e estão preocupadas com a segurança. Então nós queremos respeito, nós queremos
ser ouvidos.
Então, mais uma
vez eu peço ao Detran que responda o e-mail, que marque uma reunião, que ouça
essas pessoas preocupadas. Ou o senhor, presidente do Detran, vai esperar
acontecer uma tragédia para depois tomar alguma providência?
Peço, Sr.
Presidente, que essa minha fala seja encaminhada para o Detran, e também
pessoalmente para o presidente do Detran.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Defiro o pedido de V.
Exa. para que a Assembleia possa encaminhar a sua fala, as notas taquigráficas
da sua fala, para o Detran e para o presidente do Detran.
Seguindo a lista de oradores, chamo
para fazer uso da palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Jorge
Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Dr.
Jorge do Carmo. (Pausa.)
Deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.)
Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Deputada
Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Guilherme
Cortez. (Pausa.) Deputada Delegada Graciela. (Pausa.) Deputada Márcia Lia.
(Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.)
Deputado Conte Lopes. (Pausa.)
Deputado Dr. Elton. (Pausa.) Deputado
Enio Tatto. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Dr. Eduardo
Nóbrega. (Pausa.) Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Deputado
Edson Giriboni. (Pausa.) Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Lucas
Bove. (Pausa.) Deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputada Dani
Alonso. (Pausa.)
Entrando na Lista Suplementar. Deputada
Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado
Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Thainara
Faria. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Caio França.
(Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Reis.
Vou falar da Presidência mesmo, até que
o plenário seja povoado.
Outro assunto que eu tenho que deixar
registrado aqui é a questão dos pedágios “Free Flow”. O governador adiou para o
ano que vem a cobrança de pedágios “Free Flow” em oito rodovias. Ele adiou para
depois das eleições. Nós estamos fazendo uma análise nesse adiamento, porque
isso pode ensejar uma improbidade administrativa, por conta da eleição.
Ele está fazendo esse adiamento porque
a resistência da população com os pedágios “Free Flow” é muito grande. Está
todo mundo revoltado com esses pedágios. Para todo o lado que a gente vai, o
povo está falando mal. Porque além das 370 praças de pedágio que nós temos em
São Paulo, o projeto do governador Tarcísio de Freitas é implantar mais 118
novos pedágios.
Inclusive, o secretário dele esteve
aqui. Houve até um bate-boca, porque ele quis defender uma coisa irreal, que,
aonde tem pedágios, o custo operacional cai. Onde já se viu isso? Se as pessoas
vão pagar mais, como que o custo vai cair? “Nas rodovias pedagiadas, o custo
operacional é bem menor”. Mas é bem menor para quem? O usuário que vai ter que
pagar esse pedágio vai sentir no bolso. Ele vai sentir no bolso.
É o caso da Raposo Tavares. O “Free
Flow” da Raposo Tavares, segundo os levantamentos, custa até 1.000 reais por
mês para moradores de Cotia e São Roque. Na realidade, aquelas pessoas que
moram ali na região de Cotia, que moram ali na região de São Roque, toda vez
que saem de casa, têm que pagar, e toda vez que voltam para casa, têm que pagar.
Então isso é uma expropriação dessas
pessoas, fazendo com que elas paguem esse pedágio “Free Flow”. Obviamente,
quando passa por ali o arroz, o feijão, os produtos alimentícios, as
hortaliças, que são produzidas fora de São Paulo e passam pelas rodovias, tem
que pagar pedágio. Isso também vai encarecer os produtos nas cidades. Quando
esses produtos chegam nas cidades, vão chegar mais caro, porque...
Eu tenho rodado muito no estado de São
Paulo, e eu vejo rodovias que têm pedágios que chegam a custar para aquela
carreta 190 reais. Imagina uma carreta que passa, ali, em 10 pedágios, uma
carreta de nove eixos, pagando 190 reais em cada pedágio que ela passa. Em 10
pedágios, ela deu 1.900 reais. Obviamente, o dono da mercadoria que está sendo
transportada ali vai repassar esses custos para o pedágio.
Então essa questão dos pedágios tem
sido debatida e discutida desde o primeiro dia que nós chegamos aqui, quando
nós chamamos audiências públicas, fizemos audiências públicas no interior de
São Paulo, fizemos audiência pública aqui na Assembleia Legislativa e vieram
prefeitos, vereadores, a sociedade civil e todos se colocando contra os
pedágios “Free Flow”.
Então isso tem
um custo para o governo e vai ter um custo político, um custo eleitoral. Isso
deve ser o motivo pelo qual o governador de São Paulo - mais conhecido como
“Tarciságio”, uma mistura de “Tarcísio” com “pedágio” - adiou para depois das
eleições que essas empresas possam fazer a cobrança do pedágio. Só que ele
adiou, mas vai pagar com dinheiro do contribuinte, com dinheiro dos impostos do
contribuinte, não é?
É o que diz
aqui a matéria: “Cobrança de pedágios “Free Flow” começaria em setembro deste
ano, em oito rodovias, mas o governo decidiu adiar para 2027. O
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adiou o início da
cobrança do sistema de pedágios “Free Flow” em oito rodovias da região
metropolitana e do interior de São Paulo para o início de janeiro de 2027.
A medida afeta os
pórticos instalados nos trechos administrados pela concessionária da Rota
Sorocabana em diferentes cidades. Segundo o contrato da concessão, o sistema de
cobrança automática deveria começar em setembro deste ano, após o cumprimento
de uma série de exigências, como a implementação dos pórticos e a demolição das
praças físicas de pedágio.” Os pedágios antigos, em alguns lugares, as praças
vão ser transformadas - as praças antigas - em pedágios “Free Flow”.
“O contrato entre o
governo de São Paulo e a concessionária Motiva Sorocabana, antigo Grupo CCR,
foi firmado em fevereiro de 2025 e prevê a administração de pelo menos oito
rodovias, totalizando 460 km de extensão, pelos próximos 30 anos. Em
contrapartida, a empresa deve investir nessas rodovias.
O acordo determinou
que os pórticos usados na cobrança deveriam ser instalados até o 13° mês de
vigência do contrato. Segundo o site de monitoramento do governo, Siga Fácil,
os pórticos localizados na Rodovia Raposo Tavares, nos quilômetros 37, 58, 72,
95 e 101 já estão operando, mas sem cobrar os pedágios, exercendo a função
apenas de monitoramento.
Após terminar a
implementação dos pórticos, a concessionária teria até seis meses para demolir
as antigas praças. Porém, no dia 5 de fevereiro de 2026, o governo de São Paulo
e a concessionária acordaram um termo aditivo. Neste documento, a administração
estadual postergou o começo da cobrança para 1º de janeiro de 2027.
Com
o adiamento, o governo paulista deverá ‘ressarcir’”... Olha aqui, olha: “‘ressarcir’ a
concessionária, por meio de um reequilíbrio financeiro”, ou seja, nós vamos
continuar pagando “Free Flow”. Não vai se cobrar lá na hora que o usuário passa
com o seu carro por ali, mas a Secretaria de Parcerias e Investimento vai
ressarcir os valores, para garantir o reequilíbrio financeiro da empresa.
Então tudo isso é objeto de uma análise para que a gente possa entrar no
Tribunal de Contas do Estado, entrar com uma representação no Ministério
Público também, porque, ao que me parece, há uma improbidade, uma vez que o
governador está se colocando nessas condições, porque o dia quatro de outubro
está aí.
E essa questão dos pedágios tem um peso no processo eleitoral, ela tem
um peso muito forte e é o grande debate, vai ser um dos temas de grande debate
que vai ter na campanha eleitoral. Essa grande quantidade de pedágio “Free
Flow”, que penaliza os usuários, a privatização da Sabesp, o escândalo
bilionário encontrado na Secretaria da Fazenda, as privatizações desordenadas
do Sr. Governador Tarcísio de Freitas.
Isso vai ser, sim,
tema do debate e quando ele faz isso, ele está ludibriando a lei eleitoral.
Então nós estamos analisando para fazer as devidas representações, para que o
governador responda por essa forma predatória de governar o estado de São
Paulo.
Chamo para fazer uso
da palavra o deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Reis, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, quero primeiro parabenizar o presidente Lula pelo empenho em acabar
com a escala 6x1.
O presidente
enviou ao Congresso Nacional, na noite de terça-feira, um projeto de lei para
acabar com a jornada 6x1, que prevê que o trabalho semanal não ultrapasse 40
horas. Hoje são 44 horas. Diariamente, a jornada não poderá passar das oito
horas. O texto também define que a redução da duração normal de trabalho
semanal valerá para todos os trabalhadores com contratos em vigor, que não
poderão ter redução dos seus salários ou pisos.
Atualmente, já
há uma PEC tramitando na Câmara que proíbe a escala 6x1, protocolada pela
querida deputada Erika Hilton. Entretanto, a tramitação da PEC está a passos de
tartaruga. Em que pese a parlamentar ter protocolado a PEC em fevereiro de
2025, até o momento ela ainda não foi votada na Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania. Nem mesmo nela.
Pela
necessidade de celeridade, o presidente Lula optou por protocolar um projeto de
lei em regime de urgência, o que significa que há prazo de 45 dias para cada
Casa votar a proposta. Além disso, uma PEC precisa da aprovação, em dois
turnos, de três quintos dos parlamentares, na Câmara dos Deputados e no Senado,
para alterar a Constituição, e pode ser promulgada diretamente pelo Congresso.
Já o projeto de
lei pode ser aprovado por maioria simples, metade mais um dos presentes, se
houver quórum, e dá direito ao presidente de vetar trechos aprovados pelo
Congresso ao sancionar a nova lei.
Em declaração
na data de hoje, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a
proposta do governo é de aplicação imediata e relembrou que o projeto não
inviabiliza a PEC; pelo contrário, com ele uma PEC seria importante para
impedir que as mudanças sejam revertidas no futuro.
Destaco que as
pessoas mais prejudicadas com a existência da escala 6x1 são, em sua maioria,
mulheres pobres que se dividem em jornadas quádruplas: trabalhar fora, cuidar
de casa, cuidar dos filhos e, com o envelhecimento da população, cuidar de mães
e pais idosos.
Relembro também
que, em grandes metrópoles, o tempo gasto com deslocamento é altíssimo. Segundo
o Censo do IBGE, cerca de 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas no
trajeto. É humanamente impossível dar conta de tudo. É cruel. A realidade é
que, mesmo com a escala 5x2, essas mulheres seguirão sobrecarregadas, mas já
terão, pelo menos, um respiro, com um dia de trabalho externo a menos.
Quero citar
também alguns dos outros benefícios do fim da jornada 6x1. Primeiro, a melhora
na saúde mental, afinal, mais dias de descanso ajudam a reduzir estresse,
ansiedade e até casos de “burnout”; segundo, tempo para a pessoa dormir melhor,
se exercitar e cuidar da saúde; terceiro, mais tempo com a família e vida
social; quarto, aumento na produtividade, afinal, trabalhadores mais
descansados produzem mais e com melhor qualidade; quinto, redução de faltas e
rotatividade, pois menos desgaste significa menos faltas e menos pedidos de
demissão; sexto, alinhamento com tendências globais; países e empresas vêm
testando jornadas reduzidas como quatro dias por semana, com bons resultados em
produtividade e satisfação.
Parabenizo,
pois, o presidente Lula e faço o apelo para que os deputados federais e
senadores aprovem o quanto antes este importante projeto de lei. Precisamos
cuidar de nossa população. Gostaria também, Sr. Presidente, de saber se posso
tratar de mais um tema aqui.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Professora Bebel.
* * *
Eu me refiro
aos casos Jussara e Thawanna, de violência policial. Mais uma vez, subo hoje a
esta tribuna profundamente indignado com a inadmissível truculência de
policiais militares em abordagem a pessoas negras e periféricas. Dois casos
recentes, gravíssimos, mais uma vez revelam o resultado de uma política de
segurança pública equivocada, violenta e descontrolada no estado de São Paulo.
O primeiro caso
é o de Jussara Silva, ocorrido na tarde de 13 de abril de 2026, na Avenida
Paulista. Jussara, uma mulher trabalhadora, diarista, havia prestado serviço de
limpeza em um escritório e, diante da recusa dos contratantes em efetuar o
pagamento devido, foi até o local cobrar o que era seu por direito, acompanhado
de sua filha. O que se seguiu é estarrecedor. Em vez de proteger a vítima de um
possível calote, a Polícia Militar foi acionada e agiu com extrema violência
contra Jussara.
Ela foi
algemada, arrastada e submetida à força desproporcional, enquanto sua filha
chorava e implorava aos policiais que a soltassem. Quem deveria ser protegida
foi tratada como criminosa. O segundo caso é o de Thawanna Salmazio, morta pela
Polícia Militar, na zona leste de São Paulo, no dia 12 de abril de 2026,
assassinada por uma policial de 21 anos de idade, por ter esbarrado no
retrovisor do carro dos policiais.
Seu companheiro
foi impedido de prestar socorro. O que se presenciou foi uma sequência de
absurdos, truculência e ilegalidades. Eu solicito à TV Alesp que passe os dois
vídeos sobre este tema.
Não estamos
falando de fatos isolados. Esses dois casos, o de Jussara Silva e o de Thawanna
Salmazio, se somam a tantos outros episódios cotidianos que atingem de forma
recorrente a população negra e periférica no nosso Estado. Eles são o resultado
de uma política de segurança pública que tem estimulado a lógica do confronto,
da guerra, do controle social e não da proteção à cidadania.
Segundo dados
recentes do relatório produzido pelo Ministério Público paulista, publicados
pelo portal de notícias da UOL, em 1º de abril último, o número de pessoas
mortas por policiais militares em serviço aumentou 35,5% no primeiro bimestre
deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 76
para 103 vítimas no estado de São Paulo.
Ainda, segundo
a notícia, o número de mortes cometidas por policiais militares em serviço teve
uma trajetória de queda no governo anterior, de 2019 até 2022. Os registros
passaram de 720 para 262 no período, o que representou queda de 63,6%, segundo
os dados do Ministério Público.
No entanto,
desde 2023, quando o Tarcísio de Freitas assumiu o cargo de governador do estado,
o número de vítimas de letalidade policial vem aumentando anualmente.
Em 2023,
primeiro ano de gestão aqui no estado, 357 pessoas foram mortas por policiais
militares em serviço, um acréscimo de 95 vítimas em relação ao ano anterior. Em
2024, o número desse tipo de mortes deu um salto, chegando a 653 registros, o
que representou alta de 83% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, novo,
o acréscimo elevou os registros para 703 mortos.
A lógica da
guerra pressupõe a existência de um inimigo a ser eliminado. É a substituição
da ideia de Segurança Pública pela ideia do controle social, explicitando o
racismo e a seletividade do sistema de justiça criminal.
Essa lógica
alimenta o que muitos estudiosos chamam de “ethos do guerreiro”, uma cultura
institucional que valoriza o confronto, a letalidade, a eliminação do outro, em
detrimento da mediação, da legalidade e do respeito aos Direitos Humanos.
Ocorre que,
quando o Estado não é capaz de coibir os abusos de seus agentes, o que está em
risco é a própria democracia. Não podemos naturalizar o absurdo. Não podemos
aceitar que a política atue sem controle, sem preparo adequado e sem
responsabilização.
Não podemos
permitir que o Estado trate parte de sua população como inimiga. É preciso
investigação rigorosa e responsabilização dos agentes públicos que apertam o
gatilho e daqueles que arquitetam essa lógica da guerra.
É preciso
investir em inteligência e em políticas de prevenção das violências. É preciso
transparência e fortalecimento dos mecanismos de controle externo e social da
atividade policial. A Segurança Pública que queremos não é a que mais mata, é a
que mais protege a todos e a todos indiscriminadamente. Não é a que impõe medo.
A que impõe
medo é a que garante a vida e a dignidade humana. Por Jussara Silva e Thawanna
Salmázio, por todos os corpos negros, é preciso com urgência dizer um basta à
violência policial e à política de morte do governador Tarcísio de Freitas.
Se puder passar
o vídeo, porque houve um problema no momento que eu havia solicitado, agradeço.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Sra.
Presidente, deputada Professora Bebel, eu espero que estas mães e suas famílias
possam ser devidamente reconhecidas e respeitadas e, sobretudo, que haja um
empenho da parte do governador Tarcísio de Freitas para reverter esse aumento
da violência tão significativa que tem caracterizado a ação da PM.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu agradeço
o senhor, senador, meu sempre senador e deputado Eduardo Suplicy. E, claro, tem
que contar com toda a, não só solidariedade, mas uma ação ativa.
A gente não pode estar assistindo a
essas cenas como se fossem normais. Muito ilustrativo e importante V. Exa.
trazer essas imagens aqui, até para tocar mentes e corações. Muito obrigada.
Eu passo, então, a ler a lista dos
próximos oradores. Thiago Auricchio. (Pausa.) Jorge Wilson Xerife do
Consumidor. (Pausa.) E eu, Professora Bebel. E passo imediatamente a
coordenação, a Presidência dos trabalhos, para o nobre deputado Paulo Fiorilo.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Paulo
Fiorilo.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - PAULO FIORILO - PT - Agradeço a
nobre deputada Professora Bebel que, então, chamo aqui para ser a próxima
oradora no Pequeno Expediente. E eu queria convidar o deputado Reis, se ele
pudesse vir à Mesa dos Trabalhos porque eu sou o próximo. E depois é o Suplicy
e, depois, o senhor. Então tem um intervalo, um hiato.
Com a palavra, então, a nobre deputada
Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, nobre deputado Paulo
Fiorilo. Cumprimento, também, a Mesa Diretora de trabalhos, os assessores à
minha esquerda e à minha direita, os deputados que estão aqui na Assembleia
Legislativa do estado de São Paulo, público presente e todos os que nos
assistem através da TV Alesp.
Eu hoje tive uma
agenda, Presidente, diferente das agendas que eu costumo ter. Naturalmente,
quem vê a minha pessoa, fala “A Bebel vai para a escola, a Bebel vai não sei
aonde”, tudo ligado à Educação. Mas esta, não. Esta tem a ver com um tema que
nós lutamos arduamente aqui na Assembleia Legislativa, que foi a privatização
da Sabesp.
E já estamos
vendo, veja, nós fizemos debates, denúncias, apresentamos que a Sabesp já
cumpria um papel e que, para além disto, a Sabesp é a empresa, uma das empresas
mais rentáveis que nós tínhamos inclusive com aplicação de valores na Bolsa de
Valores de Nova Iorque. E a gente acaba percebendo que o governador Tarcísio
teve uma ânsia tão grande para privatizar e privatizou. E aí estão os
problemas.
Um dos
problemas muito levantado é a qualidade da água. Nós já avisávamos disso.
Também não só, mas a questão referente ao valor da tarifa. Pessoas dizendo:
“veio para mim 600 reais para eu pagar este mês”. Foi uma reunião na Sabesp em
que nós tivemos, junto com o vereador Alessandro Guedes e também representantes
de bairros. Também estava comigo o vereador de Tatuí, o vereador Kelvin.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
Então eu
pediria para que mostrasse as imagens do que as pessoas estão falando, porque a
gente traduz, não é, deputado Paulo Fiorilo? Muito embora nós percebamos que,
sim, houve um aumento e uma alteração no atendimento de serviços. Então, por
favor, se puder passar os vídeos.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Eu acho que ela
é bem clara na posição. Veja, nós temos problema com a rede de esgoto, nós
temos problema com o preço, com a qualidade da água, com... Na verdade, eles
falam em estrangulamento da rede, que acaba acontecendo mesmo, mas que a Sabesp
não está dando conta de atender isso.
Mas eu também
deixei uma reivindicação lá, que fosse criar um conselho de monitoramento para
que tivessem respostas efetivas e mais rápidas no que diz respeito a isso. De
fato, nós falávamos, privatizar não é a solução, sobretudo a Sabesp ou as
escolas públicas; qualquer serviço público privatizou, podem ter certeza, cai a
qualidade do serviço prestado.
Então fecho
dizendo: privatização não é a solução. Nós queremos um Estado que seja provedor
das políticas públicas no estado de São Paulo, um governador que não seja entreguista,
um governador que não seja privatista, mas que tenha claro que o que ele
privatizou, na prática, já está mostrando que não dá certo.
Muito obrigada,
Sr. Presidente, agora o nobre senador e também deputado Eduardo Suplicy.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputada Bebel, por sua análise. Agora vamos passar a palavra ao
deputado Paulo Fiorilo, pelo tempo regimental.
O
SR. PAULO FIORILO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sra. Deputada, aqueles
que nos acompanham pela Rede Alesp, assessorias das bancadas, assessoria
militar. Eu acompanhei, Sr. Presidente, com atenção aqui as questões que o
senhor trouxe com relação a casos de violência envolvendo a Polícia Militar do
Estado de São Paulo. Acho que é importante, deputado Reis, que é militante
nessa área, olhar para quem é responsável por esses casos. Primeiro, o caso da
Cidade Tiradentes, deputado Reis.
É inadmissível
que uma policial com três meses de operação vá à rua, armada e já com
antecedentes que foram denunciados, lá naquela região, da forma como agia.
Infelizmente, a impressão que se tem é de que não há uma preocupação com os que
estão sendo preparados para atuar na rua.
O deputado
Conte Lopes, com quem eu já tive aqui a oportunidade de conversar sobre essa
questão da Segurança, sabe do que eu estou falando. Ou o Governo do Estado,
através da sua secretaria, prepara os policiais para fazerem uma atuação
correta, coerente, ou nós vamos continuar vendo cenas como essa. E não estou
aqui dizendo que é a corporação; estou dizendo que são casos e que precisam ser
apurados com o rigor da lei, para que não se repitam.
E a outra
questão que o senhor trouxe aqui, deputado Suplicy, e que eu queria fazer um
registro, diz respeito à proposta apresentada pelo governo Lula, encaminhada à
Câmara Federal, com relação ao fim da escala seis por um. Eu já encontrei
várias pessoas nas minhas caminhadas, pessoas que trabalham no comércio ou mesmo,
às vezes, na indústria, falando sobre essa questão do fim da escala seis por
um.
E aí é
importante a gente destacar aqui: o Datafolha, instituto de pesquisa, fez uma
pesquisa, que foi divulgada em março agora, que aponta que 71% da população
apoia o fim da escala seis por um. E o Sebrae também levanta que 62% dos
pequenos negócios não veem impacto negativo.
Portanto, aqui
nós estamos falando daqueles que são contra o fim da escala seis por um, os
gananciosos, os que querem extrair a mais-valia, poder lucrar mais no lombo dos
seus funcionários.
O governo Lula
toma uma atitude coerente, assim como tomou no fim do pagamento do imposto de
renda para quem ganha até cinco mil reais e na redução para quem ganha até
7.320, que são ações importantes para os trabalhadores que sobrevivem do seu
salário e que precisam ser bem remunerados.
Mas eu queria
aproveitar, Sr. Presidente, para fazer um relato aqui da minha viagem, agora
nesse final de semana, para a região da Mogiana. A região da Mogiana é uma
região que, em especial algumas cidades: Santa Cruz das Palmeiras, menos;
Espírito Santo do Pinhal, mais; o Jardim, mais; São João da Boa Vista... São
cidades que têm se desenvolvido muito nessa questão das vinícolas, o que pode
ter uma importância muito grande.
Mas eu queria
destacar aqui a quantidade de agricultores familiares que tem naquela região e
que precisam, necessitam de um amparo do estado para que ele possa ser indutor
do desenvolvimento. E infelizmente, mas é infelizmente mesmo, o governo do
estado não consegue dar esse passo para que o estado pudesse ser indutor de
desenvolvimento.
Por que estou
falando isso? Porque o estado tem três secretarias - três - que deveriam
comprar da agricultura familiar: Educação, Saúde e Secretaria Penitenciária.
Infelizmente, mas é infelizmente mesmo, deputado Conte Lopes, essas
secretarias, em especial a Secretaria de Educação, ela não consegue fazer as
compras. Isso seria um aporte fundamental.
O governo
federal tem PAA, que precisa ser ampliado, a gente tem discutido isso. Mas
infelizmente o Governo do Estado, que poderia fazer a sua parte, não tem feito.
E isso é uma pena, porque a gente tem ali uma região tão importante que poderia
ser desenvolvida a partir do incentivo à agricultura familiar.
Não só do café,
que é uma outra cultura importante para aquela região; é uma região de terras
vulcânicas, em que a produção do café é de alta qualidade, inclusive para ser
exportado. Mas é preciso também que se olhe e que se invista na agricultura
familiar.
Existem várias
possibilidades, vários projetos que poderiam ser desenvolvidos, além daqueles
que eu já falei aqui, da compra, por parte dessas secretarias, da agricultura
familiar. Infelizmente, e é com tristeza, Sr. Presidente, para que eu possa
encerrar, que a gente percebe o desdém do governo. Aliás, é um desdém tamanho
que abandonou as cidades do estado.
Eu tive a
oportunidade, Sr. Presidente, de ir a Tambaú. Tambaú é uma cidade pequena, onde
tem um turismo religioso importante, por conta do gato que deu nome àquela
romaria e que, infelizmente, a gente percebe é que não tem obras do Governo do
Estado, mas tem obras do Governo Federal.
Estive lá em
Tambaú, são sete obras, algumas realizadas, outras sendo realizadas, construção
de escolas, unidade de saúde, asfalto, investimento no Turismo. Por outro lado,
a gente vê o Governo do Estado apático. Não, melhor, vamos fazer uma correção,
apático não. Ele está tão preocupado que ele escalou dois secretários para
cuidar dos prefeitos.
Agora, toda
semana ele entrega um carro, dois carros, para os prefeitos, na tentativa de
mitigar aquilo que ele decidiu fazer, ou melhor, não fazer, que foi olhar para
as cidades do interior.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Paulo Fiorilo. Agora, tem a palavra o deputado Conte
Lopes, pelo tempo regimental.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
Sr. Presidente, Sras. Deputas, Srs. Deputados, o sempre líder do PT, Paulo
Fiorilo, falava sobre a letalidade policial, o próprio deputado que preside a
Casa no momento, deputado Suplicy, da mesma forma.
Aquela policial
feminina que o Brasil todo viu sendo atacada por dois bandidos de moto, em uma
das quebradas de São Paulo, ela reagiu e matou os dois. O povo todo está
batendo palma para aquela policial, aquela mulher que matou os dois bandidos
que a atacaram. É letalidade policial.
Se ela não mata
os dois bandidos e eles dominam aquela policial e sabem que ela é policial, ela
não estaria morta agora? Então a realidade das ruas é diferente da realidade da
imprensa, dos gabinetes, das salas com ar-condicionado e cada um analisa como
quer. Agora, quem está vivendo o momento não tem jeito, ou mata ou morre. Ou
mata ou morre.
Estive na Rota
anteontem falando com o comando da Rota e ele me falava a respeito de um dos
líderes do PCC do litoral, que foi morto essa semana pela Rota em tiroteio. O
bandido estava, deputado Reis, com atestado de óbito, ele já estava morto e
morreu de novo? Líder do PCC da Baixada.
Já tinha
atestado de óbito, já estava morto para o mundo. A mulher dele, não sei como
ela vai enterrar o cara de novo, porque o atestado estava com ela, inclusive.
Então a gente está vivendo uma situação dessa, nós estamos lidando com bandidos
perigosos que têm todo tipo de armamento, que mata mulheres, idosos, crianças
nas ruas de São Paulo.
Veja que a
Polícia de São Paulo trabalha. Veja a desgraça que está o Rio de Janeiro, a
Bahia, o resto do Brasil aí, veja onde temos Segurança Pública. Então a polícia
de São Paulo estava trabalhando. A polícia de São Paulo, que sob o comando do
governador Tarcísio, colocou a polícia sendo comandada por policiais, que eu
nunca vi na minha vida, desde que entrei na polícia, em 1967.
Os comandantes
estão apoiando. Ora, erro não vai ter. Tem erro na Medicina, tem erro na
Igreja, tem erro em tudo quanto é lugar e cada um é responsável pelos seus
erros. Cada um é responsável pelos seus erros, só que não é a PM que julga
ninguém, quem julga é a Justiça, quem denuncia é o promotor público.
Nenhuma
ocorrência que a gente ouve pela imprensa, assiste pela imprensa, mesmo daquela
policial, ela vai ser julgada. Se ela está certa ou errada, quem vai falar é a
Justiça, não sou eu. Ela que viveu aquele momento. Se ela errou, ela vai ser
punida; se ela acertou, vai ser absolvida pelo tribunal do júri.
O tribunal do
júri que vai dizer se aquela policial errou ou acertou. Como vai dizer que a
policial feminina que matou os dois bandidos que a atacaram com moto. Vai dizer
se ela errou ou acertou na ação.
Não adianta o
jornal achar, o padre falar, o político falar. Não. É o tribunal do júri. É a
Justiça. É o promotor quem denuncia ou não. É o juiz quem aceita ou não. E o
julgamento. O resto é por “ouvi dizer”. Por “ouvi dizer”. A família do bandido
acha que o bandido é o melhor cara do mundo. A mãe, inclusive, acha que o filho
dela é uma maravilha, não deveria morrer nunca. Mas, na verdade, não é bem
assim.
Então, Sr.
Presidente, fica aí a colocação, a letalidade policial. Porque os bandidos
reagem e agem atacando todo mundo, inclusive os policiais.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Conte Lopes. Agora passemos... Encerrado o Pequeno
Expediente, passemos ao Grande Expediente.
*
* *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Passemos à
lista dos oradores inscritos no Grande Expediente. Deputado Marcelo Aguiar.
(Pausa.) Ausente. Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Valeria
Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Reis, em permuta com a Professora Bebel.
O
SR. REIS - PT -
Muito obrigado, presidente deputado Suplicy.
Eu retornei no
Grande Expediente, deputado Suplicy, para falar de um requerimento que eu fiz à
Secretaria de Segurança Pública. Mas antes eu quero... Antes de falar sobre
esse requerimento, eu quero falar dessa questão que V. Exa. trouxe na data de
hoje, da violência policial.
É claro que
nós, cidadãos e cidadãs de bem nunca vamos compactuar com a violência policial,
e obviamente que o Estado tem a sua responsabilidade. Porque muitas vezes
joga-se a culpa em cima do policial, nas costas sempre do policial, e nunca no
Estado. O grande responsável por esses números nada mais é do que o Governo do
Estado de São Paulo. O Governo do Estado de São Paulo.
Aquela policial
que atirou, lá, por conta de uma desinteligência - a gente chama isso de
desinteligência, não foi uma coisa muito inteligente -, porque uma pessoa bateu
no retrovisor, aí desce e cria aquela crise desnecessária. Mesma coisa que
aconteceu com o filho dos médicos, aquele estudante de medicina que bateu no
retrovisor e saiu correndo, o policial foi lá e deu um tiro na barriga dele.
Tudo isso são
coisas que podem ser evitadas e isso vem da formação. Vem da formação, da
reciclagem, vem dos cursos de aperfeiçoamento. Porque esses policiais são tão
vítimas quanto aqueles que foram vítimas deles. Eles são vítimas do sistema.
Enquanto a gente tiver como colocar culpa no policial, a gente esquece o
sistema. E a gente tem que entender o sistema, como funciona. Como funciona.
Então o grande responsável
por esses números é o Governo do Estado de São Paulo, é a sua ineficiência.
Ineficiência na formação do policial, no curso de formação, no preparo, no
sacrifício a que o governo expõe hoje os policiais, que têm que trabalhar
praticamente todos os dias do mês para poder garantir a família, garantir o
sustento da família, garantir o aluguel, garantir a farmácia.
Então o
policial está com a alta carga de estresse, provocado por essas escalas extras,
provocado pela exigência que tem no dia a dia de cumprir 12 horas ali e depois
ter que fazer uma Dejem, ter que fazer uma Delegada, ter que fazer um bico para
poder garantir o sustento de sua família.
Obviamente que
a formação precária, a alta carga de estresse, a escravização dos policiais vai
contribuir para esse aumento, sim, de violência, de letalidade, para muitas
vezes uma coisinha que não é nada e vira uma tempestade. Vamos falar da
tempestade no copo d’água.
Então o estado
tem grande responsabilidade, o governo tem grande responsabilidade nesse processo
todo. Só que é fácil chegar e culpar o policial. E o governo se isenta, se
livra solto, é como se não fosse com ele, é como se ele não estivesse nem aí
com essa situação.
Então o governo
tem que ser um governo através da Secretaria de Segurança Pública, através do
Comando Geral da Polícia Militar, eles têm que, sim, estabelecer os protocolos,
eles têm que acompanhar de perto, tem que melhorar a formação, tem que ter a
valorização, para que o policial não tenha que trabalhar todos os dias, todos
os dias do mês sem ter convivência com a sua família, sem ter a hora de lazer,
sem saber o que é um teatro, o que é um cinema. Praticamente, está escravizado.
Quando ele
acerta, ninguém fala nada, quando ele erra, todo mundo vai sentar o pau na
cabeça dele. Essa é a pura realidade. Então, senador Suplicy, o grande
responsável desse processo todo tem nome e sobrenome, tem nome e sobrenome, é o
governo do estado de São Paulo, é o sistema governamental, que as coisas
acontecem e eles não estão nem aí. Ainda bem que daqui a pouco esse governador
vai embora.
Mas eu quero
dizer, Sr. Presidente, eu fiz um requerimento por conta das reclamações que
chegaram até a mim, as reclamações das motocicletas da Polícia Militar.
Você vê, é um
problema que tem nas motocicletas e que a gente pede informação para o governo
e demonstrando que o governo está pouco se lixando para os problemas do dia a
dia, ele dá uma resposta, um floreamento, ele não responde o que se perguntou,
ele não responde aquilo que foi perguntado. Para a gente entender o que é o
comportamento do governo com esse tema.
Então
considerando os relatos formalmente encaminhados a esse parlamentar, noticiando
preocupações quanto ao desempenho, à segurança e adequação técnica das
motocicletas atualmente utilizadas como viaturas operacionais da Polícia
Militar, considerando a informação de que a frota empregada é composta, em
grande parte, por motocicletas modelo Yamaha Lander 250 cilindradas, apontadas
pelos seus operadores como “apresentando limitações de potência, retomada de
velocidade, eficiência de frenagem e sistema de freios ABS apenas na roda
dianteira”.
Considerando
que segundo os relatos, tais características podem comprometer a segurança dos
agentes públicos em emergências, perseguições, abordagens, deslocamento em alta
velocidade, notadamente em frenagens bruscas, quanto há risco de perda de
estabilidade da roda traseira. Considerando a reivindicação quanto a maior
adequação de modelos com maior cilindrada, melhor torpe e sistema de freios ABS
nas duas rodas, os quais proporcionaria maior controle, estabilidade, segurança
operacional.
Considerando
informações de aquisição do referido modelo, ocorreu em larga escala a partir
de 2023, e que após sua implementação predominante nas unidades operacionais,
teriam sido registrados aumento de acidentes envolvendo motocicletas policiais.
Considerando que a integridade física e a segurança dos policias militares
constitui dever do estado e é pressuposto essencial para adequação, prestação
do serviço público, de segurança à população paulista.
Considerando,
por fim, o dever constitucional de fiscalização dos atos administrativos, dos
atos da administração pública por parte do Poder Legislativo, pergunta-se: a
Secretaria possui levantamento atualizado da frota de motocicletas utilizadas
no policiamento ostensivo, discriminando quantitativos por marca, modelo, ano
de aquisição e unidade de lotação? Quantas motocicletas Yamaha Lander 250
cilindradas foram adquiridas a partir de 2023?
Qual o valor
unitário, o valor total investido e a modalidade licitatória adotada? Quais
critérios técnicos, operacionais e de segurança fundamentaram a escolha do
referido modelo como viatura policial? Foram utilizados estudos comparativos,
testes de campo ou laudos técnicos, avaliando desempenho, frenagem,
estabilidade, potência e segurança de diferentes modelos antes da contratação?
Em caso positivo, encaminhar cópia dos documentos.
A pasta dispõe
de dados estatísticos acerca de acidentes envolvendo motocicletas policias nos
últimos cinco anos? Informar quantitativos anuais, gravidade das ocorrências e
eventual correlação com o modelo utilizado.
Em caso
positivo, quantas vítimas fatais? Há registros formais de manifestações,
relatórios técnicos ou comunicações internas apontando dificuldades
operacionais ou riscos associados ao modelo atualmente empregado?
Foram avaliadas
alternativas técnicas de motocicletas com maior potência, freio ABS nas duas
rodas e recursos adicionais de segurança, como o modelo de outros fabricantes?
Em caso positivo, informar quais os motivos da eventual não adoção.
Existe
planejamento para revisão, substituição ou aprimoramento da frota visando a
elevar os padrões de segurança e eficiência operacional? Quais são os requisitos
técnicos mínimos atualmente previstos nos editais de aquisição de motocicletas
policiais no âmbito da Secretaria?
Justificativa:
trata-se de tema relevante ao interesse público, diretamente relacionado à
segurança, à integridade física dos policiais e à eficiência do serviço de
policiamento ostensivo prestado à população paulista, razão pela qual se
mostram imprescindíveis os esclarecimentos solicitados, como forma de
transparência administrativa e adequada fiscalização por parte desta Casa
Legislativa.
Sala das
Sessões, deputado Reis.”
Bom, vocês
viram que fiz as perguntas, Sr. Presidente, por conta de reclamações, de
acidentes que envolvem essas motos. E o governo me manda a resposta, só que ele
não respondeu nenhuma das perguntas. Ele fez um floreamento para dizer que está
respondendo o requerimento de informação.
Ele fala: “O
policiamento ostensivo com motocicleta constitui modalidade prevista nas normas
do sistema operacional.” Eu não estou perguntando nada disso para o governo.
Não estou querendo saber disso. Estou querendo saber a quantidade de motos, se
houve acidentes, quantos policiais foram vítimas. São essas as perguntas que
foram feitas.
Aí vem: “No que
se refere à prevenção, à redução de acidentes envolvendo viaturas policiais, a
Polícia Militar do Estado de São Paulo adota normativos e procedentes
específicos voltados à gestão de risco operacional." Mas ele não diz a
quantidade.
“A sistemática
de prevenção de acidentes compreende, entre outros instrumentos, procedimento
de análise de acidentes com viaturas destinado à análise técnica detalhada de
ocorrências envolvendo viaturas...” Mas ele não diz quantas viaturas se
envolveram, quantas viaturas, motos, modelos de motocicletas se envolveram em
acidentes de trânsito, quantos policiais foram acidentados, se houve vítimas
fatais. Essas foram as perguntas.
Aí ele vem de
novo com esse floreamento: “O programa de diminuição de danos colaterais, por
sua vez, estrutura-se como um processo contínuo de gestão de riscos
institucionais, envolvendo atividades sistemáticas. Cumpre registrar que a
Polícia do Estado de São Paulo mantém compromisso permanente com a segurança,
integridade física.” Mas, gente, as perguntas não foram essas.
“Por fim,
registra-se que parte das informações solicitadas envolvem dados de natureza
técnica.” Exatamente. Nós queremos os dados de natureza técnica,
administrativa, que demandem levantamento e análise detalhados. Foi isso que
nós perguntamos. Então, foi assinado pelo secretário Osvaldo Nico. Eu teria
vergonha de assinar uma resposta dessas pelas perguntas que foram feitas.
Sr. Presidente,
eu gostaria de pedir a V. Exa. que as notas taquigráficas deste meu discurso
sejam encaminhadas ao Sr. Comandante-Geral de Polícia do Estado de São Paulo e
ao Sr. Governador do estado de São Paulo, para que ele tome providências e
conhecimento, porque talvez o governador também não saiba nem o que está
acontecendo na cozinha dele, que dirá na Secretaria de Segurança Pública, para
que ele tome conhecimento desse requerimento de informação e da resposta como
foi dada. E que ele determine ao Sr. Comandante-Geral que mande as respostas de
acordo com aquilo que foi perguntado.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Reis. É importante a iniciativa de V. Exa. para garantir
tanto a melhor segurança de todos que trabalham na Polícia Militar, mas,
sobretudo, também no caso específico de seu requerimento, dos que usam
motocicletas na sua atividade. É importante que tenhamos essas informações bem
organizadas e enviadas.
Então, solicito à administração da
Alesp que providencie o envio do pronunciamento do deputado Reis para o
comandante da PM, conforme ele solicitou.
Com a palavra agora, o deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Dirceu Dalben. (Pausa.)
Eduardo Suplicy, em permuta com a deputada Leci Brandão. Se não houver a
possibilidade de outro deputado presidir a sessão, vou pedir então que eu possa
utilizar meu tempo regimental de dez minutos no Grande Expediente, pois hoje
preparei um texto sobre as transferências incondicionais de renda, uma
meta-análise bayesiana de avaliações aleatórias em países de baixa e média
renda.
Nesta tarde, gostaria de descrever
brevemente um importante estudo produzido pelo National Bureau of Economic
Research, Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos, o qual
tomei conhecimento esta semana e cujos resultados são muito animadores.
Este estudo, intitulado “Transferências
incondicionais de renda, uma meta-análise bayesiana de avaliações aleatórias em
países de baixa e média renda”, revisado em abril de 2026, constitui uma
investigação abrangente sobre os efeitos dos programas de transferência
incondicional de renda em contextos de vulnerabilidade econômica.
Para tanto, os pesquisadores empregaram
métodos de meta-análise bayesiana, agregando evidências provenientes de 115
estudos que abrangem 72 programas distintos de transferência de renda
implementados em 34 países de baixa e média renda. A análise concentrou-se no
impacto dessas transferências sobre 13 resultados primários, os quais
contemplam dimensões econômicas, sociais e de saúde das populações atendidas.
Os resultados revelaram efeitos médios
de tratamento robustos e positivos em dez dos 13 desfechos analisados. No
âmbito econômico e de subsistência, observou-se um aumento significativo no
consumo total de alimentos pelas famílias, bem como uma melhora nos índices de
segurança alimentar. Em relação à renda e trabalho, os impactos foram positivos
tanto na renda mensal quanto na participação da força de trabalho, contrariando
teorias que sugeriam efeitos de dependência ou desestímulo ao trabalho.
Ao contrário, as evidências indicam que
as transferências de renda encorajam a participação econômica. No que tange o
patrimônio, verificou-se um incremento tanto no estoque de ativos financeiros
das famílias, quanto no montante de ativos totais. Ademais, foram identificadas
melhorias no bem-estar psicológico subjetivo e nas taxas de matrícula escolar.
Na área de Saúde Infantil, embora os
impactos sobre o peso por idade e a desnutrição crônica tenham sido mostrados
positivos, eles não alcançaram significância estatística. Contudo, os efeitos
sobre a estatura por idade das crianças foram positivos. A pesquisa também se
dedicou a testar sete hipóteses principais acerca dos mecanismos de
funcionamento dos programas de transferência incondicional de renda.
Quanto à frequência das transferências,
confirmou-se que se beneficiários tendem a consumir mais quando os recursos são
recebidos em fluxos mensais, ao passo que transferências de forma única são
mais propensas a serem investidas. Em relação aos efeitos dinâmicos ao longo do
tempo, observou-se que em programas de fluxos contínuos, os efeitos sobre o
consumo tendem a aumentar com o passar do tempo, à medida que os recursos são
reinvestidos.
Já para as somas únicas, os efeitos
sobre o consumo dissipam-se modestamente após dois anos, embora o estoque de
ativos permaneça constante. Sobre a existência de armadilhas de pobreza, o
estudo identificou uma relação quase linear entre o tamanho da transferência e
o impacto, sem evidências claras delineares que caracterizariam tais
armadilhas, ainda que os autores ressalvem tratar-se de uma evidência frágil,
dado o nível de agregação dos dados.
No que concerne ao direcionamento por
gênero, as transferências focalizadas em mulheres resultaram em maior consumo e
renda em comparação com programas não direcionados, mas não apresentaram
diferenças significativas no acúmulo de ativos.
Quanto aos efeitos de enquadramento, os
programas que sugeriam que os recursos fossem destinados a crianças ou à
segurança alimentar geraram maior consumo total e de alimentos, mas não
alteraram os resultados de saúde infantil ou escolaridade.
No que tange ao feto de trabalho, as
transferências de renda promoveram um deslocamento do emprego assalariado para
o trabalho autônomo, especialmente em atividades não agrícolas, indicando que o
capital recebido possibilita investimentos em negócios próprios.
Por fim, em termos de heterogeneidade
de contexto, os efeitos mostram-se surpreendentemente similares,
independentemente da área ser rural ou urbana, assim como do nível de
prosperidade econômica, PIB per capita dos países analisados. As implicações
para políticas públicas são significativas. A análise afirma que as
transferências incondicionais de renda configuram uma ferramenta de política
robusta e eficaz em diversos contextos.
Elas aumentam o consumo, a segurança
alimentar, a renda e a participação na força de trabalho, contrariando a ideia
de desestímulo. Elevam o patrimônio financeiro total das famílias, melhoram o
bem-estar psicológico e as taxas de matrícula escolar, além de impactarem
positivamente a estatura por idade das crianças. Esses dados apenas corroboram
algo que já é claro para mim há décadas.
Devemos avançar na implementação da
renda básica de cidadania, que nada mais é do que um programa de transferência
de renda incondicional e universal. Com ela, garantimos que todas as pessoas,
independentemente de qualquer condição socioeconômica, possam ter estes efeitos
positivos em sua qualidade de vida e alavancaríamos a economia nacional.
É por isso que volto a relembrar meu
Projeto de lei nº 991, de 2025, protocolado junto com os deputados Marina Helou
e Guilherme Cortes, para instituir a política estadual de renda básica de
cidadania em São Paulo, em completa conformidade com a Lei nº 10.835, de 2004,
que já criou esse programa a nível nacional.
Espero que todos os novos dados
apresentados hoje possam contribuir para discutirmos amplamente essa proposta
prioritária para o meu mandato. Muito obrigado. Gostaria de informar que
continuam diversos estudiosos das transferências de renda, em especial dos
programas da renda básica de cidadania.
Inclusive, espero que possa vir da
parte dos que substituíram o ministro Fernando Haddad, no Ministério da
Fazenda, e das suas equipes, todos, que possam dar continuidade à análise das
diversas experiências de renda básica que temos tido e que possam continuar os
estudos visando à implementação, para valer, da Lei nº 10.835/2004 e também o
que está previsto na Lei nº 14.601/2023, ambas sancionadas pelo presidente Luís
Inácio Lula da Silva.
Nada mais havendo a tratar. Havendo
acordo das lideranças, suspendo os trabalhos até a sessão das, até as 16 horas
e 30 minutos. Muito obrigado.
*
* *
- Suspensa às 15 horas e 26 minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 37 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci
Santos.
*
* *
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Ordem do Dia.
*
* *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Rafa Zimbaldi, com número
regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35, do Regimento Interno, para a
construção de uma comissão de representação, com a finalidade de participar do
35º Congresso Fehosp, a realizar-se do dia 28 a 30 de abril no corrente ano, no
município de Campinas, sem ônus para esse setor.
Em votação. A Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam-se como se encontram. Aprovado o
requerimento.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados...
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente. Pode terminar.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do
Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária, a
realizar-se hoje dez minutos após o término da presente sessão, com a
finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:
*
* *
-
NR - A Ordem do Dia para a 16a Sessão Extraordinária foi publicada
no D.O. de 16/04/2026.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem deputado Gil Diniz.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Uma breve
comunicação, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Tem
V. Exa. o tempo.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, hoje nós recebemos a notícia que Alexandre de
Moraes mandou a sua banda da Polícia Federal investigar o senador Flávio
Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Mais uma vez, Alexandre de
Moraes tentando desequilibrar o jogo eleitoral no País. E mais uma vez,
utilizando o expediente da perseguição política, perseguindo um grupo político
que faz oposição a ele.
Lembro aqui,
mais uma vez, Alexandre, um ex-filiado ao PSDB no estado São Paulo, e,
presidente, mais uma vez, a denúncia contra um parlamentar do campo
conservador, do campo à direita, é que associaram à figura de Luiz Inácio,
presidente brasileiro, ao ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ambos são
amigos, isso é uma realidade, é um fato, mas Alexandre quer utilizar, mais uma
vez, da estrutura de Estado, da estrutura do Judiciário para fazer perseguição
política.
E eu vi aqui,
presidente, para finalizar, V. Exa. convocou a próxima sessão extraordinária:
PLC 28.
Nós
conseguimos, ontem, obstruir. Não foi votado. Eu peço mais uma vez aos
deputados que são contrários a esse projeto... Ontem o deputado Leo Siqueira
estava aqui no plenário e pediu verificação. Então, pedir aqui a presença dele
mais uma vez, do deputado Guto Zacarias, do partido Missão. Sei que ambos são
contrários a esse PLC.
Já que o
deputado Leo Siqueira, ontem, colocou nas redes sociais que ele sozinho
conseguiu derrubar essa votação, quiçá hoje, sozinho também, ele conseguirá
derrubar esse projeto, já que sozinho ele não conseguiu derrubar o 32, que foi
aprovado e que tratava da mesma matéria. Esperamos esses deputados aqui em
plenário para obstruir, juntamente com este deputado, essa votação.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem,
presidente. Uma comunicação, Sr. Presidente?
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pois não, deputado.
O
SR. PAULO FIORILO - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, antes de pedir o levantamento da sessão, se
houver acordo entre os líderes, eu ouvi atentamente o deputado Gil e fiquei com
uma dúvida, mas não quero nem que ele me responda.
Claro que não,
achei até que a questão do filho do presidente preso, o Flávio Bolsonaro,
tivesse sido por uma fake news que ele produziu sobre a fome. Achei justamente
que tivesse sido sobre isso. Não foi, mas talvez ele também tenha que responder
sobre isso: produzir fake news com imagens do governo do pai dele, em que as
pessoas pegavam ossos em um supermercado, e associar essa cena ao governo Lula.
Não é sobre
isso, eu achava que era, eu queria inclusive agradecer ao senhor por informar
que é por outro motivo. Aliás, uma outra fake news, de associação. É
interessante, porque parece que agora há um desequilíbrio.
Não sei por
quê. Está preocupado, não é, apesar de ter campanha antecipada? Tenho visto
vários adesivos, um carro em Miracatu... Miracatu é uma região que tem muitos
parentes do Bolsonaro, com adesivo fazendo campanha antecipada. É
impressionante.
Eu estou aqui
impressionado com esse tipo de postura que adota a candidatura do filho do
presidiário. Estou impressionado, mas nós vamos fazer o debate. Acho que o
senhor tem todo o direito de fazer a crítica ao ministro e tal, esse que quase
é morto por esses da extrema-direita, que queriam cassar o mandato dele no
golpe de 8 de janeiro.
A memória não
pode ser apagada. Aliás, a gente deveria fazer um memorial sobre 8 de janeiro,
porque tem alguns que se esquecem: “Não teve tentativa de golpe, foi tudo
invenção.” Não, nós precisamos dizer aqui: a extrema-direita tentou dar um
golpe neste país, ou a gente vai esquecer? Ou o senhor quer apagar? Não é
possível.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Então, eu queria, Sr.
Presidente, se houver acordo entre os líderes, pedir o levantamento da sessão.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, presidente.
Uma breve comunicação, presidente, antes de levantar esta Ordem do Dia.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pois não, deputado.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - PARA
COMUNICAÇÃO - Presidente, após essa pífia encenação do deputado Paulo Fiorilo
nos microfones de aparte do plenário, eu fico em dúvida de qual filho de
presidente presidiário ele está falando. Talvez o que assaltou os cofres dos
aposentados via INSS, o Lulinha.
Ele fala de
fome, presidente: fome é o que o nosso povo passa hoje, mas que o presidente
que ele ajudou a eleger, Luiz Inácio, o ex-presidiário, o “descondenado”, ele,
na Páscoa, comendo carne de paca. Não sei se V. Exa. viu a primeira-dama, a
“Esbanja”, a Janja, esbanjando carne de paca, líder Alex Madureira.
E ela diz: “É
uma carne de caça”. É proibido que se mate caçando esse animal silvestre que é
a paca. Então, enquanto Luiz Inácio e a “Esbanja” comem essas iguarias, talvez
cometendo crimes ambientais... Inclusive, este deputado a representou nos
órgãos de direito para que ela responda de onde veio essa carne de paca, esse
animal silvestre que eles estavam ali sorrindo, comemorando ali na Páscoa.
Mas,
presidente, eu fico surpreso com o deputado Paulo Fiorilo, porque já não
bastasse o PT aderir à base do Governo que está aqui em São Paulo, ele faz
aqui, ele tergiversa neste microfone para defender Alexandre de Moraes, que não
é um ex-filiado ao PT, é um ex-filiado ao PSDB, mas adesista que o Partido dos
Trabalhadores é não fico surpreso com essa união entre PT e PSDB, com essa
união de Luiz Inácio e Alexandre de Moraes, presidente.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Eu fui citado pelo deputado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Senhores...
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Não, Sr. Presidente,
eu fui citado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Eu
só posso falar? Calma, deputado.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Eu não estou nervoso.
É que eu fui citado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Deixe
eu falar, deputado. Calma, fique tranquilo.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Eu deixo. Eu não tenho
pressa. Eu tenho o tempo todo.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Está
bom. Senhores, eu acho que essa discussão é pertinente para os senhores, não
para os demais. Pelo menos eu acho que os demais não estão interessados na
disputa dos senhores e nós não estamos no foro adequado. Eu acho que nós temos
que levantar a sessão, porque nós temos uma sessão extraordinária convocada.
E essa discussão, os senhores podem
fazer em outro foro, porque nós vamos ficar aqui ouvindo os senhores discutirem
uma coisa que, para os demais, eu acredito que não interessa.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Então,
eu vou pedir... Ele falou duas vezes, o senhor vai falar a segunda vez e
encerramos essa conversa. Será assim.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Não, o senhor está...
Não, não. O senhor está agora...
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - O
senhor vai terminar a segunda e nós encerramos essa discussão. Combinado?
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Combinado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Perfeito.
Tem V. Exa. dois minutos.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - PARA
COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, eu acho que quem faz teatro aqui nesse microfone
de aparte é o deputado que me antecedeu. Aliás, faz teatro quando induz...
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Olhe a encenação, presidente.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Sr. Presidente, aí é difícil. Eu
ouvi calado no meu quadrado, agora o senhor se recolha ao seu. Eu ouvi calado e
espero que o senhor continue assim. Quem faz teatro aqui nesse microfone é o
deputado que me antecedeu, primeiro.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Está nervoso, presidente.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Sr. Presidente, recomponha o meu
tempo. Pelo amor de Deus, assim não dá.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Não consegue finalizar uma frase.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Se o senhor cancelar o microfone
do deputado Gil, ajuda. Bom, eu queria dizer o seguinte, quem tem pai preso é o
candidato que o senhor apoia, quem tem pai preso. Aliás, quem sabe o senhor
tenha o título de descondenado daqui a pouco.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pré-candidato.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Quando ele deixar de estar preso,
quando ele deixar, mas ele está preso em casa com... Aliás, impressionante,
porque era o cara imbrochável, imbatível, super-homem. Está arregando o tempo
todo. Aliás, tem gente do campo do senhor que tem dito que líder não faz isso,
é impressionante. Líder que se recolhe, líder que afugenta.
E aí, eu
preciso dizer ao senhor, quem está aliado ao PSDB é o PL, e não o PT. Aliás,
teve conversa do seu governador com a Aécio recentemente, pedindo apoio.
Deputado Gil, o senhor precisa ter cara de pau para vir falar aqui de PSDB
dessa forma como o senhor fala.
O senhor pode
criticar quem o senhor quiser. Agora, eu quero dizer ao senhor, o senhor
deveria se recolher ao seu quadrado, porque o senhor não percebe que o senhor
tem defendido aqui...
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - O PT é adesista, o PT é aliado de
Alexandre de Moraes.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Sr. Presidente, é só apertar o
botão, Sr. Presidente. Isso aqui não pode, o senhor está desrespeitando o
Regimento.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Defendendo o Alexandre de Moraes na Assembleia Legislativa.
O SR. PAULO FIORILO - PT - Eu queria dizer aqui que o
deputado Gil Diniz não tem moral, não tem moral para fazer crítica ao PT,
enquanto devia olhar o seu governador negociando com o PSDB. O senhor devia ter
vergonha de fazer esse discurso aqui.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Acho que o senhor quer que o
governador negocie com o PT.
O SR. PAULO FIORILO - PT - E eu queria dizer, Sr. Presidente,
que o senhor deveria...
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Havendo
acordo de lideranças, está levantada a sessão.
* * *
- Levanta-se
a sessão às 16 horas e 48 minutos, restando convocada a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de
hoje.
* * *