13 DE ABRIL DE 2026

42ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: EDUARDO SUPLICY, CARLOS GIANNAZI, CAPITÃO TELHADA e MAJOR MECCA

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - EDUARDO SUPLICY

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h05min.

        

2 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - CARLOS GIANNAZI

Assume a Presidência. Discorre sobre documento com denúncias sobre indeferimentos injustos e ilegais realizados pelo Departamento de Perícias Médicas. Pede providências imediatas do governador Tarcísio de Freitas e também a revisão das perícias para que ninguém seja prejudicado.

        

4 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - CAPITÃO TELHADA

Por inscrição, faz pronunciamento. Solicita um minuto de silêncio, em memória do policial morto, Matheus Almeida Rodrigues, de Sorocaba.

        

6 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI

Defere o pedido do deputado Capitão Telhada e solicita que seja feito um minuto de silêncio em memória do policial morto.

        

7 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

8 - CAPITÃO TELHADA

Assume a Presidência.

        

9 - CONTE LOPES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

10 - MAJOR MECCA

Assume a Presidência.

        

11 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

12 - CARLOS GIANNAZI

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

13 - PRESIDENTE MAJOR MECCA

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 14/04, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 15h02min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Eduardo Suplicy.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o Expediente.

Vamos passar à lista de oradores do Pequeno Expediente. Tem a palavra o Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Guilherme Cortez. (Pausa.) Caio França. (Pausa.) Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Leci Brandão. (Pausa.) Luiz Fernando Ferreira. (Pausa.)

Carlos Giannazi. Tem a palavra pelo tempo regimental.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, telespectador da TV Assembleia, no sábado eu estive presente em uma importante audiência pública, juntamente com a deputada federal do PSOL Luciene Cavalcante, autora da Lei 15.326, que trata do enquadramento das educadoras de Educação Infantil. Foi uma audiência pública realizada no município de Caraguatatuba, organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais, um sindicato importante, extremamente combativo, que defende os direitos e a dignidade dos servidores da cidade.

Estavam presentes também, Sr. Presidente, além das educadoras de Educação Infantil de Caraguatatuba, as educadoras de Ilhabela, de São Sebastião, de Ubatuba. A luta, Sr. Presidente, ali é a que nós estamos travando em todo o território nacional para que todas as educadoras de Educação Infantil sejam, de fato, enquadradas na carreira do Magistério.

Então eu quero aqui, primeiramente, fazer um apelo ao prefeito de Caraguatatuba, para que cumpra a Lei 15.326, de 2026, como eu disse, da deputada Luciene Cavalcante, que obriga a prefeitura a fazer o enquadramento das educadoras de Educação Infantil, independentemente da designação do cargo.

Porque a lei é muito clara, Sr. Presidente, a lei que alterou a LDB, que alterou também a Lei do Piso Nacional do Magistério, que faz três exigências para que uma professora, uma educadora de Educação Infantil seja enquadrada na carreira do Magistério.

A primeira delas é que ela tenha sido aprovada em concurso público; elas foram. Segunda, que elas tenham formação em Pedagogia ou no Magistério; também, elas têm formação. Terceiro, que elas exerçam a função docente. E função docente em creche é diferente de função docente no ensino fundamental e no ensino médio.

Tem a integralidade entre brincar, cuidar e educar. A lei é clara, dizendo também que todas as educadoras que estejam em contato com as crianças estão exercendo a função docente. E elas também cumprem essa exigência. Logo, todas elas devem ser enquadradas na carreira do Magistério, Sr. Presidente.

Então fica aqui o nosso apelo, a nossa exigência para que a lei seja cumprida em Caraguatatuba e em todas as cidades da região que estiveram presentes nessa audiência pública. E não há desculpas, Sr. Presidente.

O prefeito não pode falar que ele vai furar o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal, até porque a própria Lei de Responsabilidade Fiscal, no seu Art. 22, é clara: quando há exigência legal, pode extrapolar o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite, seja ele total, prudencial, de alerta.

Isso aí, Sr. Presidente, está na própria lei. Tem dinheiro do Fundeb e tem ainda, Sr. Presidente, a questão de que a Lei do Piso Nacional Salarial é muito clara no seu Art. 4º, a Lei 11.738, de 2008, afirma que quando a prefeitura de fato não tem condições econômicas, o município pode recorrer ao governo federal, solicitando a suplementação orçamentária.

Então não há outra interpretação possível dessa lei, Sr. Presidente. A lei está em vigor em todo o território nacional; alterou duas leis importantes: a LDB, que é a lei que organiza a Educação em todo o território nacional, a educação básica e o ensino superior; e também a lei do piso nacional salarial.

Então o prefeito tem que cumprir a lei, Sr. Presidente, porque senão a gente fica extremamente refém de uma denúncia de improbidade administrativa. E nós tomaremos providências para que todos os municípios possam e tenham que cumprir a legislação e fazer enquadramentos, fazendo justiça, fazendo uma reparação histórica com todas essas mulheres, Sr. Presidente, que são não só educadoras, agora são professoras de educação infantil e têm direito ao piso nacional, à jornada do piso e à aposentadoria especial.

Quero ainda, Sr. Presidente, aqui manifestar o nosso total apoio à greve, à luta dos servidores e das servidoras do município de São Carlos, que estão em luta pela reposição das perdas salariais, inflacionárias, pelo reajuste. Inclusive, hoje tem manifestação, Sr. Presidente, tem o vídeo aqui, queria colocar.

Pode colocar sem som, só para as pessoas verem, por favor.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Há uma grande manifestação hoje na cidade. O funcionalismo todo parado na cidade de São Carlos porque a prefeitura se nega a atender às reivindicações dos servidores e das servidoras que estão atendendo, lá na ponta, à população; reivindicações das professoras, do pessoal da Saúde, da Assistência Social, do transporte público, Sr. Presidente, as pessoas que estão realmente oferecendo serviços públicos para a população, colocando em prática o que determina a Constituição Federal, ou seja, os direitos básicos, elementares, da população; direitos fundamentais, como Educação, Saúde.

Esses servidores merecem todo o respeito e que todas as reivindicações sejam atendidas imediatamente, Sr. Presidente, em caráter de urgência. Então fica aqui o nosso apoio e a nossa solidariedade aos servidores e às servidoras e também a nossa exigência de que o prefeito acate as reivindicações e faça a valorização salarial, funcional e a melhoria das condições de trabalho de todos os servidores do município de São Carlos.

Muito obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus cumprimentos, deputado Carlos Giannazi, por sua insistente dedicação à defesa da Educação aqui no estado de São Paulo. Eu solicito a gentileza de V. Exa. poder presidir a sessão, para que eu possa também me pronunciar.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Carlos Giannazi.

 

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O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Enquanto o deputado Suplicy se dirige à tribuna, eu gostaria aqui de dizer que nós recebemos, deputado Suplicy, deputado Telhada, um importante documento, um abaixo-assinado que foi endereçado ao Ministério Público, também, de gravíssimas denúncias contra o Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, que é hoje considerado a casa dos horrores aqui em relação aos servidores, tanto dos que estão fazendo perícias médicas para entrada como para readaptação.

Mas essa é uma denúncia grave, Sr. Presidente, sobre vários indeferimentos injustos e ilegais de pessoas que realizaram o concurso de auditor de controle interno da Controladoria Geral do Estado de São Paulo.

Então tem aqui um documento bem consistente, com fortes indícios, Sr. Presidente, de que o Departamento de Perícias Médicas está cometendo várias irregularidades ao não reconhecer as pessoas que têm de fato deficiência física e que não estão sendo enquadradas aqui nos critérios desse importante concurso realizado pelo Estado, aqui pela fundação... Não é pela Fundação Getúlio Vargas, não.

Mas aqui tem, Sr. Presidente, um documento, como eu disse, que eu quero encaminhar ao governador Tarcísio de Freitas, pela Assembleia Legislativa. E pedir providências imediatas para que o Departamento de Perícias Médicas faça uma revisão dessas perícias desses servidores, que eu tenho aqui a lista de todos eles.

E que haja uma tomada de providências para que nenhum servidor seja prejudicado. Nenhuma pessoa que prestou esse concurso está dentro dessa categoria de pessoa com deficiência, como determina a nossa legislação.

Muito obrigado, deputado Suplicy.

Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Com a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Reis. (Pausa.) Com a palavra a deputada Solange Freitas. (Pausa.)

Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy, que fará o uso regimental da tribuna.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Carlos Giannazi, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, servidores da Casa, queridos paulistas brasileiros que escutam a TV Alesp.

Tivemos hoje, nesta Casa Legislativa, por minha iniciativa, a entrega do Colar de Honra ao Mérito ao Dr. Benedito Roberto Barbosa, o nosso Dito, assim conhecido. Símbolo da luta pela vida, pelos direitos humanos e, sobretudo, pelo direito à moradia digna e por um Brasil justo, solidário e fraterno.

A homenagem fez com que este plenário ficasse lotado, e contou com os familiares de Dito, diversos movimentos sociais, defensores públicos, acadêmicos e pessoas que tem um carinho pelo Dito.

Quero aqui reproduzir parte do meu discurso feito nesta Manhã. “Desde o início da sua história, Dito se mostrou vocacionado em ajudar o próximo e lutar pela superação das desigualdades em nosso país. Saiu do interior do estado para a capital, local de intensa desigualdade socioespacial, com coragem para enfrentar os diversos conflitos fundiários.

Iniciou a sua atuação militante atrelado à Pastoral da Moradia da Igreja Católica, que atua junto a famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas sem acesso à moradia digna, organizando comunidades, apoiando ocupações e dialogando com o poder público para garantir direitos inspirados pelos princípios da doutrina social da igreja e pela teologia da libertação.

Essa pastoral busca promover a consciência crítica, a participação popular e a luta por políticas habitacionais justas, reconhecendo a moradia como direito fundamental e condição indispensável para a dignidade humana.

Dito se casou com Marluce Araújo em 1987 - Marluce também estava presente, participou da cerimônia e deu a palavra, inclusive. Esse querido casal tem dois filhos, Felipe que nasceu em 1988, e Lucas em 1990, mas hoje os dois estavam com obrigações de trabalho pessoal.

Dito se formou em Direito, em 1996, um pouco mais tarde, em 2016, tornou-se mestre e agora, em 2026, no mês passado, tornou-se doutor. Nosso querido Dr. Benedito Roberto Barbosa foi um advogado que se envolveu na militância. Ele sempre foi um militante e pela militância tornou-se advogado. Um advogado extremamente comprometido, competente e dedicado às pessoas que necessitam de sua ajuda.

Embora Dito tenha abdicado da carreira de padre, de sacerdote, é nítido como sua história é marcada pela entrega de seu tempo às comunidades, entrega de sua disponibilidade aos que mais necessitam, entrega de seu conhecimento das leis a sua habilidade em mediar conflitos, de sua competência como educador popular, que dissemina ideias de modo bastante Freiriano, seguindo as lições de Paulo Freire.      Educa os indivíduos em comunidades estimulando a consciência crítica para que compreendam as estruturas da opressão e assim desenvolvam ferramentas para a transformação do mundo.

Dito é um velho companheiro das lutas urbanas, sempre nos encontramos em diversos seminários, reuniões, atos, reintegrações de posse, e posso afirmar que sua destreza para lidar e mediar com os conflitos e também articular movimentos muito me nutre e me inspira.

Dito, como um advogado que nasceu dentro do movimento de moradia, não foge do embate com a polícia, não abandona ninguém sem atendimento, oferecendo sempre sua ilustre presença aos que tanto necessitam neste mundo vivendo sob o sistema capitalista, que é uma máquina de moer gente, como diria o grande líder indígena Ailton Krenak, que transforma a vida em mercadoria, submete as pessoas e a natureza à lógica da exploração e do lucro, produzindo desigualdades profundas, destruindo territórios e rompendo os vínculos entre os seres humanos e a terra.

Dito ajuda a criar novos mundos contra hegemônicos, produzindo, em contraposição, uma máquina de fazer gente. Fazer gente que luta, fazer gente que transforma as estruturas e trabalha pela justiça social. Ao concedermos a mais alta honraria desta Casa Legislativa ao Dito, reafirmamos a importância desses líderes populares que transformam profundamente a sociedade e atuam pela construção de uma sociedade justa, igualitária, solidária e fraterna. Na oportunidade, o querido Dr. Benedito Roberto Barbosa, também expressou o seu apoio à implantação no Brasil da Renda Básica Universal e Incondicional.

Portanto, meus parabéns, querido Dito e a todos os movimentos que hoje apoiaram esta honraria tão merecida pelo Benedito Roberto Barbosa”.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando sequência à lista de oradores inscritos, com a palavra o deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Rui Alves. (Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Marcelo Aguiar. (Pausa.) Major Mecca. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.).

Na Lista Suplementar, com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Major Mecca. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Thiago Auricchio. (Pausa.)  Capitão Telhada, que fará uso regimental da tribuna.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Excelente tarde, Sr. Presidente e aos deputados que nos acompanham nesta tarde de segunda-feira, aos funcionários militares e civis da Assembleia Legislativa. Venho à tribuna nesta tarde conversar com todos aqueles que nos acompanham pela TV Alesp, pelo Youtube.

Infelizmente, trazer mais uma vez uma notícia triste, uma notícia que é uma realidade do policial em São Paulo e no Brasil, infelizmente. Mas a cada acontecimento, a cada ocorrência que vitimiza um policial militar, um policial civil, um guarda civil municipal, um policial federal, rodoviário federal... Cada notícia parece que é a primeira que a gente recebe, porque nos afeta da mesma maneira, sempre com a mesma intensidade e com a mesma tristeza.

Neste final de semana, na madrugada de sexta para sábado, madrugada do dia 11 de abril, durante uma ocorrência em Sorocaba... Eu mandei um vídeo, eu gostaria que deixasse o vídeo rolando aqui ao lado enquanto eu falo da ocorrência, por favor.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Durante uma ocorrência de roubo a um estabelecimento comercial, uma farmácia ali perto do Shopping Esplanada, em Sorocaba, quatro indivíduos extremamente agressivos adentraram essa farmácia, renderam... Esse é o outro vídeo. Esse é depois. É o outro vídeo.

Eles renderam funcionários e usuários, ali, clientes da farmácia, de maneira muito agressiva, com arma em punho, conduzindo à força, pelo pescoço, segurando as mulheres e os funcionários até a parte da geladeira, até a parte do fundo da farmácia, do estoque, obrigando eles a colocarem aquelas canetas emagrecedoras, aqueles produtos de aplicar para emagrecer que estão em alta, muita gente está consumindo e, infelizmente, acaba vindo junto o interesse criminoso de subtrair esses produtos e vender clandestinamente.

E quando eles começam a obrigar os funcionários a encher as caixas... Está lá, o vídeo, aqui do meu lado. Olha lá, eles estão no fundo da farmácia, começam a obrigar os funcionários a encher essas caixas azuis. Eles esvaziam de outros medicamentos, tudo para colocar essas canetas emagrecedoras.

Vocês veem que, lá no fundo, um deles está com uma funcionária feminina. Depois, chega outro conduzindo pelo pescoço, pelo cangote, uma situação constrangedora, sem dúvida nenhuma, traumática para qualquer pessoa que fica sob a mira de um revólver, de uma pistola, a pessoa que fica, ali, sob posse de um criminoso ou de criminosos dessa estirpe.

Bando de vagabundo, que não tem o que fazer e quer ganhar, fazer a boa em cima do brasileiro trabalhador, em cima das pessoas que pagam imposto, que produzem, que dedicam o seu suor, seu trabalho e vem um bandido vagabundo querer apontar a arma para a sua cara, querer bater, querer agredir.

Mais do que isso: nessa ocorrência, ao terminarem toda essa cena que vocês estão vendo - encheram lá quatro, cinco caixas de produtos -, ao saírem... Pode colocar o próximo vídeo, Wagner, por favor. O próximo vídeo, que pega a saída desses criminosos.

Ao saírem da farmácia, eles saem carregando as caixas, aqui no canto direito da tela, saem carregando as caixas até o veículo que já estava pronto para a fuga, onde tinha um quarto indivíduo esperando lá para conduzir, só que a Polícia Militar já tinha sido acionada.

Nesse momento em que eles estão manobrando o carro, aproximam e chegam à ocorrência duas viaturas da força tática do 55º I, batalhão responsável ali pelo policiamento em parte da cidade de Sorocaba e mais duas motocicletas da PM. As viaturas adentram, iniciam o procedimento de abordagem.

Os criminosos abrem a porta e iniciam uma troca de tiros. Eles atiram nos policiais, os policiais revidam. Um vem para esse lado, correndo pela frente do veículo. Aqui está sem som, mas durante o vídeo dá para ouvir vários e vários disparos. Dos quatro criminosos, três foram alvejados, foram baleados. Um fugiu da abordagem, porém foi preso mais tarde pelo BAEP de Sorocaba.

Infelizmente, durante esse entrevero, o policial... Pode colocar a foto dele, Wagner, por favor, a montagem de luto. O soldado Matheus Rodrigues infelizmente, em meio a esse tiroteio, acabou sendo alvejado na região da cabeça. Todo o caso, de onde saiu o tiro, está sendo investigado ainda pela Polícia Militar, pela Polícia Civil.

A questão de perícia está sendo realizada, mas, com muita tristeza, perdemos um garoto, um soldado da Polícia Militar de 28 anos de idade, ainda recruta, novo, de polícia.

A gente traz essa notícia aqui desejando aos familiares os nossos sentimentos, compadecendo e compartilhando desse sentimento de luto com cada familiar, com cada amigo, cada componente do pelotão que dividia as horas de patrulhamento ao lado do soldado Rodrigues, com os comandantes, os sargentos, os tenentes, os capitães, o comandante do batalhão, do CPI, porque a gente sabe que uma ocorrência dessas afeta muito o psicológico e afeta muito o dia a dia, o bem-estar do policial, que por muito tempo sente a ausência de um amigo.

E serve para a gente lembrar que os nossos policiais... É por isso que a gente briga todos os dias aqui na Assembleia, que a gente tem uma bancada de Segurança, é justamente por esses heróis, que a gente sempre enaltece como heróis, como guerreiros que prestam concurso público para ostentar um fardamento, para ostentar um distintivo, defendem o cidadão de bem no dia a dia, combatem o crime comum e o crime organizado e, infelizmente, ainda estamos aquém do que os nossos policiais merecem em São Paulo.

É por isso que a gente briga por valorização, por salário, por benefícios, por suporte jurídico, por retaguarda de carreira, de segurança de carreira, para deixar mais forte, cada vez mais forte, tanto individualmente o policial que está lá na estrutura, que precisa das suas garantias para exercer bem o seu serviço, a sua missão constitucional, mas também fortalecer cada vez mais as instituições, porque uma instituição forte, com credibilidade, consegue passar aos seus agentes, aos seus operacionais também essa segurança e esse suporte.

Então, para encerrar, presidente, eu gostaria de solicitar um minuto de silêncio à Assembleia Legislativa em alusão, em memória, do soldado Matheus Rodrigues, do 55º I.

 

O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Esta Presidência atende à solicitação de Vossa Excelência.

 

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- É feito um minuto de silêncio.

 

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O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, na Lista Suplementar, com a palavra o deputado Mecca, que fará uso regimental da tribuna.

 

 O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, deputado Capitão Telhada, que assumiu a Presidência desta sessão, todos que nos acompanham pela TV Alesp, nossos irmãos policiais militares que aqui estão, todos os funcionários que dão suporte a nossa atividade.

O senhor acabou de explanar aqui, Capitão Telhada, as características, as peculiaridades da atividade policial no estado de São Paulo. Nós acompanhamos todos os dias os eventos que acontecem decorrentes da entrega, do sacrifício desses policiais para combater o crime, para colocar o criminoso atrás das grades, por muitas vezes, considerando a ousadia desse criminoso que age num teatro de operações amplamente favorável a quem pratica o crime; ladrão no Brasil não vai para a cadeia.

Nós estávamos, o senhor estava presente na última reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários, e ficou explícita ali a preocupação do governo federal, a preocupação do Poder Judiciário em colocar ladrão nas ruas, em se criar e estabelecer uma política pública de esvaziamento dos presídios.

E, como eu costumo dizer aqui e cobrar desta tribuna, que essa granada explode no colo dos policiais. O soldado Rodrigues, essa hora integra o exército celestial do Senhor Jesus, e a família em luto, a família acabada, destruída, quando acontece uma situação dessa.

E nós já acompanhamos inúmeras, inúmeras, incontáveis situações de policiais mortos no cumprimento da sua missão, e é muito triste nós testemunharmos a condição e a situação da família.

Normalmente, a esposa, os filhos, os pais, o sentimento que a gente tem é que enterra o coração junto com aquele ente querido, porque nos acompanhamentos que nós fazemos posteriormente, apoiando esses familiares, parece que o brilho da vida se apaga para aquelas pessoas.

E é justamente no sentido de construir uma contrapartida a esses homens e mulheres que tanto sofrem, que nós apresentamos projetos de lei, projetos de lei complementar, buscamos fazer algo para que nós possamos reconstruir a dignidade desses homens e mulheres que no estado de São Paulo foi destruída.

A dignidade desses homens, dos policiais do estado de São Paulo foi destruída nas últimas décadas. Só se tem visão e olhar para proteger criminoso, para proteger bandido, e o policial à míngua, abandonado, jogado às traças.

Nós trazemos exemplos aqui diariamente, seja na tribuna da Assembleia Legislativa, seja nas redes sociais que nós temos, seja no Facebook, no Instagram, no Twitter. Nós estamos sempre usando canais de comunicação para chamar a atenção da situação que os policiais do estado de São Paulo atravessam.

Quando nós conseguimos um passo que seja, a diferença vocês não fazem a ideia que faz para um policial militar. Eu conversava, na semana passada, com um policial veterano, policial militar, de 86 anos, que vai receber uma carta de crédito para comprar a casa própria dele.

Com 86 anos, eu conversei com ele, ele chorou e falou para mim: “Major, eu hoje estou grato e estou sentindo paz no meu coração porque eu vou conseguir trazer para morar comigo a minha filha, o meu genro e o meu neto”.

Oitenta e seis anos de idade, 86 anos de idade, sabe o que é isso? Para um homem que passou por todos esses períodos de sofrimento que nós mostramos aqui. Uma guerra. Porque o povo brasileiro hoje é vítima de uma guerra imposta pelo crime organizado, imposta pelos bandidos, que matam por causa de um aparelho celular.

Mas o presidente da República diz que é só para o bandido tomar uma cerveja. O presidente da República diz que o traficante de drogas é vítima do viciado. O traficante é vítima. É nesse cenário que esses homens e essas mulheres estão guerreando.

E sabe por que nós trabalhamos por projetos de lei, como o PLC 135, e buscamos justiça? Porque não é aceitável que um soldado, vivendo dentro de uma guerra, não tenha um momento de descanso, não tenha o seu momento de poder retornar ao seio da sua família.

Não é razoável nós mantermos um soldado eternamente na guerra. Não é razoável o Estado, o governo fazer isso com um ser humano, não permitir que ele retorne da guerra para o seio da família dele.

É razoável eu, um parlamentar, que represento policiais, familiares de policiais, cidadãos de bem... Porque, quando nós cuidamos dos interesses de um policial, nós estamos cuidando da vida e da integridade física do cidadão de bem que sai todo dia de manhã da sua casa para trabalhar, para exercer para fazer suas atividades, porque se não forem esses soldados nas ruas, a população estaria perdida nas mãos do crime, como já é esse sentimento que ela tem.

É razoável eu receber como resposta da SPPrev... Eu vou ler só esse parágrafo das respostas absurdas que a presidente da SPPrev, da São Paulo Previdências, enviou ao meu gabinete, porque eu solicitei os dados, os números que a SPPrev está trabalhando, relativos ao PLC 135.

Por que eu fiz esse documento? Porque outrora, em junho do ano passado, quando nós aprovamos aqui neste plenário o PLC 135 - nós aprovamos em meados de junho -, já no final do mês de junho a SPPrev apresentou um trabalho feito por um instituto - que previa um impacto orçamentário absurdo, absurdo, totalmente ausente de critérios -, 15 dias após.

Só que nós provamos que nem a Polícia Militar tinha o número exato de policiais que teriam direito a ir para a reserva com a sanção do 135. Porque eles foram entregar ao governador um trabalho totalmente sem critério, um trabalho com dados inverídicos, que previa não sei quantos mil policiais, mais de dez mil, 20 mil, porque foi o retorno que o governador me deu.

Falou: “Mecca, estou desesperado, passaram para mim que 20 mil policiais vão reformar.” Eu falei: “Olhe, governador, quem passou esse número para o senhor é maldoso e está com o intuito de prejudicar os policiais militares em São Paulo, porque esse número não ultrapassa quatro mil.”

 A Polícia Militar fez o levantamento até o final do ano passado, sabem quantos policiais deram? Dois mil, setecentos e oitenta e cinco. Isso, porque esses 2.785 são resultado do acúmulo de policiais para quem seria feito justiça, de 2021 até 2025, é o acúmulo de quatro anos, 2.700, porque anualmente não chega a 800, 900 policiais. Todos, na sua grande maioria, cabos e primeiros-sargentos.

Aí eu peço o trabalho que está sendo feito, esses cálculos e os números pela SPPrev, porque é um direito que eu tenho - constitucional - de acompanhar esse trabalho, até mesmo porque é um trabalho que alicerça um Projeto de lei Complementar da minha autoria, o PLC nº 135.

A resposta: “Cumpre ainda registrar que as informações solicitadas possuem natureza preparatória, contendo dados técnicos e manifestações internas. Nessa condição, sua divulgação, neste momento, encontra óbice de natureza jurídica à luz do disposto no parágrafo 3º do Art. 7º da Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro de 2011” - que é a Lei de Acesso à Informação. É muita cara de pau.

Sra. Presidente da SPPrev, eu já falei para a senhora em reuniões, pessoalmente, que nós temos um amplo respeito pela senhora, por todos os órgãos públicos e funcionários públicos, mas o que a senhora está fazendo com os policiais militares do estado de São Paulo - e está fazendo conosco - é de um desrespeito sem precedentes. É de um desrespeito sem precedentes.

E o governador do estado está permitindo isso. O governador Tarcísio está permitindo. Porque o governador Tarcísio assumiu um compromisso comigo - e tem deputados aqui neste plenário que são testemunhas do assumido comigo, o compromisso, a palavra dada - que o PLC nº 135 seria sancionado, e não foi.

Isso é um tapa na cara dos policiais militares do estado de São Paulo, que estão morrendo por nós e pelas nossas famílias, fazendo tudo o que podem em um cenário extremo de um país que não tem lei, de um país que protege bandido. Os policiais se desdobrando e é isso que recebem de volta da SPPrev, da São Paulo Previdência.

Quanto descaso.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Capitão Telhada.

 

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O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado, Sr. Deputado Major Mecca. Chamando aqui... Dando continuidade à lista de oradores, convido o deputado Conte Lopes para fazer o uso da palavra no Pequeno Expediente.

 

O SR. CONTE LOPES - PL - Sr. Presidente Capitão Telhada, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, eu acompanhava aí a luta do Major Mecca em defesa dos policiais, que tem o nosso total apoio. Da mesma forma, acompanhava as colocações do Capitão Telhada sobre a morte de um policial em Sorocaba.

É importante colocar que, no entremeio, estão perguntando de onde veio a bala. Meu Deus do céu. Consta, no direito penal, até erro sobre a pessoa. Se você errar um tiro, interessa em quem você tentou acertar. Se você atirou no A e acertou no B, a intenção era acertar no bandido. Só estou falando isso porque fica cada um colocando determinadas coisas.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.

 

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Mas hoje nós estivemos lá no Copom, da Polícia Militar, onde nós, através das nossas emendas, fornecemos duas viaturas para as assistentes sociais e psicólogas apoiarem policiais, a família de policiais, como nesse caso desse policial, Matheus, que foi morto lá em Sorocaba. Então tem psicólogos, tem sociólogos que acompanham a família do policial, e eles estavam indo para esses locais de trem, de ônibus, de carro. E agora, graças à nossa emenda, eles vão ter duas viaturas.

Houve uma solenidade na qual foram entregues as chaves das viaturas, e eu participei. Queria agradecer, aqui da tribuna da Assembleia, ao coronel Carlos Marques, que é o comandante do Copom, ao coronel Pereira Lima, à subcomandante major Patrícia, a major Pane, que é filha do Pane, que foi meu colega de turma na Academia do Barro Branco. Então, a gente trabalhando em defesa dos policiais, né? Como eu disse lá, a gente tem aqui uma luta em defesa dos policiais. Não é fácil não.

Quando eu me elegi a primeira vez, em 86 - eu entrei na Polícia Militar em 67 como soldado -, primeira coisa que você fazia, nobre deputado Giannazi, na época da ditadura: você devolvia o seu título de eleitor. Cabo e soldado não votavam, não podia votar. Até o ladrão saia da cadeia e votava, o cabo e o soldado não votavam. Até o ladrão na cadeia votava, né?

Então foi uma luta para, em 88, dar direito ao voto do cabo e do soldado. Então a gente fala do nosso trabalho, que a gente tenta fazer. A luta é dura, né? Então a gente faz as nossas emendas. Passei pelo Batalhão da Rota também, em contato com o coronel Virgílio, o major Emanuel, emendas que mandamos lá para o Batalhão Tobias de Aguiar, um batalhão que servimos durante muitos anos. Chegamos lá como aspirantes, para a reconstrução do batalhão. Agora estão pintando, arrumando, porque o batalhão tem 140 anos e precisa de reformas.

Então nós estivemos lá também hoje, com o pai do Bruno, do Bruno Rota, que trabalhava comigo, o major Luiz Carlos, para acompanhar e também conversar com o coronel Virgílio, que está sempre aí nas ruas com as viaturas da Rota, combatendo o crime. E a gente fica é feliz que está remodelando o batalhão com as emendas nossas. Então é a luta nossa do dia a dia, ajudando os policiais. Infelizmente, é isso, a gente tem que colocar aqui que nós não conseguimos dar aumento.

Tem muita gente xingando a gente aí, mas nós não damos aumento, ué. Eu não posso legislar em cima de um orçamento, não adianta. Quem dá aumento é o Executivo. Quem dá aumento é o Executivo, o deputado faz lei, fiscaliza, mas nós não temos esse poder, né?

Então está na mão do governador, essa é a grande verdade de dar aumento. E de acordo com ele, ainda ele deu muito aumento, que deu 10%, que nem para o professor ele deu nada, né? Acho que o professor e da Saúde.

Então fica aí a nossa colocação, também trabalhando em defesa dos policiais. Nesse caso, de policiais que perdem a vida, em que assistentes sociais e psicólogas ou psicólogos iam procurar família e tinham que ir de carro, de trem, de metrô, e agora estão com duas viaturas que nós cedemos aí através das nossas emendas.

Era isso que a gente ia falar, Sr. Presidente.

Obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito obrigado, deputado Conte Lopes.

Dando sequência à Lista Suplementar, deputado Carlos Giannazi. Tem Vossa Excelência o tempo regimental para fazer o uso da tribuna.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Mecca, deputado Conte Lopes, Sr. Presidente, só retomando aqui a intervenção que eu fiz no início dessa sessão, em relação à gravíssima denúncia que nós recebemos de várias pessoas que realizaram o concurso de auditor de controle interno da Controladoria Geral do Estado de São Paulo, que inclusive estão protocolando um documento no Ministério Público.

Também tive acesso a esse documento, nós vamos tomar providências aqui pela Assembleia Legislativa. É um documento que mostra claramente várias irregularidades do Departamento de Perícias Médicas, que indeferiu, Sr. Presidente, o pedido aqui para que pessoas fossem enquadradas como pessoas com deficiência, por conta desse concurso público. O documento, Sr. Presidente, é muito preciso e levanta todos esses indícios. Eu vou ler uma parte aqui, para que as pessoas entendam a gravidade da situação.

Então, olha: “tal situação levanta indícios relevantes de eventual adoção de critérios excessivamente restritivos ou incompatíveis com a legislação vigente, especialmente no que se refere à proteção e inclusão de pessoas com deficiência, consagradas na Lei Brasileira de Inclusão, a Lei nº 13.146, de 2015, e na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, Decreto 9.949/2009. Há relatos envolvendo, por exemplo, candidatos com deficiência monocular, candidatos com surdez unilateral e candidatos com transtorno do espectro autista, sendo todos eles reprovados, Sr. Presidente, na perícia, mesmo munidos de laudos médicos expedidos por psiquiatras e neurologistas especializados na área.

Então, Sr. Presidente, isso é uma irregularidade. Nós temos que exigir que o Departamento de Perícias Médicas faça uma revisão sobre esses indeferimentos porque isso prejudica pessoas, Sr. Presidente, que prestaram esse concurso dentro dessa categoria de pessoas com deficiência e estão sendo excluídas, estão sendo prejudicadas.

Eu quero, Sr. Presidente, pedir para que cópias do meu pronunciamento, juntamente com esse documento, sejam encaminhadas para a Controladoria Geral do estado de São Paulo e também, Sr. Presidente, para o próprio Departamento de Perícias Médicas do estado de São Paulo, para que haja uma revisão imediata desse procedimento e dessas irregularidades do departamento de perícias médicas.

Quero ainda, Sr. Presidente, trazer de volta o tema da farra dos pedágios da gestão Tarcísio de Freitas, da gestão de extrema-direita do estado de São Paulo, da gestão bolso-tucana que, infelizmente, Sr. Presidente, está potencializando ainda mais a farra dos pedágios que foi criada no estado de São Paulo pelo PSDB, pelos tucanos.

Nós temos aqui duas notícias, duas denúncias gravíssimas, que dão conta do aumento dessa farra dos pedágios e dos seus efeitos perversos. A primeira é em relação à Rodovia Raposo Tavares, Sr. Presidente, que eu gostaria de mostrar a primeira denúncia dando conta de que as pessoas de Cotia e de São Roque estão tendo prejuízos astronômicos por conta da instalação de um pedágio “Free Flow” no quilômetro 48, isso aqui, Sr. Presidente, olha, não, é o outro, por favor, o outro, é, esse daqui.

Olha, “Pedágio ‘Free Flow’ da Raposo Tavares custa até mil reais por mês para moradores de Cotia e São Roque”, eu já tinha denunciado isso, eu fui pessoalmente lá, fiz um vídeo, acionamos o Ministério Público, o Tribunal de Contas para que providências sejam tomadas em relação a isso.

As pessoas de Cotia e de São Roque estão pagando para irem à escola, irem ao supermercado, irem ao médico, irem trabalhar, ali na própria região, Sr. Presidente, isso é uma afronta a toda a população da região que tem o seu custo de vida aumentado drasticamente.

Então as pessoas têm prejuízos de até mil reais por mês, mas, como se não bastasse isso, Sr. Presidente, daí o governador Tarcísio já percebendo o desgaste em relação aos pedágios que ele está instalando em todo o estado de São Paulo, está infestando o estado de São Paulo com a farra dos pedágios, agora essa nova modalidade, o “Free Flow” que é uma modalidade que assalta os bolsos da população sem que ela perceba. É uma forma sofisticada, Sr. Presidente, de cobrança de pedágio que a pessoa nem percebe na hora.

Então ele anunciou a instalação, no início, de mais de 100 praças com esse modelo de pedágio. E agora ele está anunciando, Sr. Presidente, um possível estelionato eleitoral. Como está percebendo o desgaste que tem até deputados da base do governo criticando, os prefeitos da base do governo criticando, o quê que ele fez? Ele recuou. Ele não vai deixar que esses pedágios sejam instalados antes da eleição.

Parece que ele fez um acordo e determinou que esses pedágios só comecem a ser, que entrem em funcionamento só no ano que vem, em janeiro do ano que vem, quando o contrato era em setembro. E, pior, então, quer dizer, para não ter prejuízo eleitoral, ele vai enganar a população. Nós temos o estelionato antecipado, Sr. Presidente, ele está sendo até honesto porque ele poderia fazer isso depois da eleição.

Não, ele está anunciando que fará a implantação dessas praças com pedágios após a eleição. Então ele está já anunciando que vai cometer o estelionato eleitoral no estado de São Paulo em relação aos pedágios.

Pior do que isso, Sr. Presidente, e aí já há denúncias, é que ele vai pagar o possível prejuízo dessas concessionárias, porque o contrato era para setembro. Então, de setembro até janeiro do ano que vem, as empresas em tese terão, entre aspas, na visão delas, prejuízo.

Então ele vai cobrir com dinheiro público, com dinheiro do povo de São Paulo, do orçamento de São Paulo, ele vai pagar as empresas para que elas tenham lucro em cima de um pedágio que elas não estão ainda cobrando, isso para satisfazer sua base eleitoral e não ter desgaste na eleição de outubro. Olhe só o absurdo, Sr. Presidente. Isso é um atentado contra a população do estado de São Paulo.

Nós vamos acionar novamente o Ministério Público e o Tribunal de Contas, porque está anunciado que vai cometer estelionato. “Depois, em janeiro, eu instalarei esses pedágios. Não vou instalar agora porque eu vou ter desgaste eleitoral, já pensou? Eu vou prejudicar os meus deputados, os prefeitos que me apoiam, eu vou perder votos.”

É isso o que ele está dizendo, Sr. Presidente. E ainda vai usar dinheiro público para indenizar as empresas, a CCR e outras. Olhe só o absurdo. Isso nós não vamos permitir. Tomaremos todas as providências contra essa farra incontrolável da gestão Tarcísio de Freitas, a farra dos pedágios.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Sr. Presidente, não havendo mais nenhum orador inscrito e havendo também acordo entre as lideranças, eu solicito o levantamento desta sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - É regimental o pedido de Vossa Excelência. Havendo acordo entre as lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia da última quarta-feira.

Está levantada a sessão.

 

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- Levanta-se a sessão às 15 horas e 2 minutos.

 

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