
6 DE FEVEREIRO DE 2026
4ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: MAJOR MECCA e CARLOS GIANNAZI
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h03min.
2 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
4 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência.
6 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
8 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - MAJOR MECCA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
10 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Convoca os Srs.
Deputados para a sessão ordinária do dia 09/02, à hora regimental, sem Ordem do
Dia. Levanta a sessão às 14h47min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr.
Major Mecca.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Uma boa tarde a todos. Dia
seis de fevereiro de 2026. Abertura da sessão ordinária. Presente o número de
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos nossos
trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e
recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores do Pequeno
Expediente, chamamos o deputado estadual Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Sebastião
Santos. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Enio Tatto.
(Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputada Profª Camila Godoi.
(Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur. (Pausa.)
Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia
Amary. (Pausa.)
Deputado
Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Rogério
Santos. (Pausa.) Deputado Danilo Campetti. (Pausa.) Deputado Luiz Fernando
Ferreira. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar.
(Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.)
Deputado Rafael Saraiva. (Pausa.)
Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputado
Donato. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.)
Deputada Marina Helou. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado
Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi, tem V. Exa.
cinco minutos regimentais.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Mecca, Srs. Deputados, Sras.
Deputadas, telespectador da TV Assembleia. Sr. Presidente, olhe, tem uma
notícia que é importante, um anúncio aqui, alvissareiro, sobre a publicação de
uma portaria, Portaria nº 5, agora de 3 de fevereiro de 2026, feita pelo
Conselho Nacional de Justiça, que criou um grupo, instituiu o grupo de trabalho
encarregado da discussão sobre a criação de fundo rescisório para os serviços
notariais e de registro.
O que significa
isso, Sr. Presidente? Significa que o Conselho Nacional de Justiça criou uma
comissão, um grupo de estudos, para apresentar uma proposta em 90 dias, para a
criação de um fundo de reserva para os trabalhadores, para pagar direitos
trabalhistas dos trabalhadores e trabalhadoras dos cartórios extrajudiciais.
Esse é um tema
que eu tenho debatido bastante aqui na Assembleia Legislativa, e, na Câmara
Federal, a deputada Luciene Cavalcante, que é aqui de São Paulo, que inclusive
apresentou um projeto de lei para resolver essa gravíssima situação. O projeto
de lei dela é o Projeto de lei nº 1030, de 2024.
E eu apresentei
um outro, aqui na Assembleia Legislativa, que é o Projeto de lei nº 477, de
2024, que versa sobre esse tema, que cria esse fundo também de reserva para
resolver essa questão, repito, que é uma afronta aos direitos trabalhistas dos
cartorários extrajudiciais.
Nós fizemos, já
organizamos audiências públicas aqui na Assembleia Legislativa, também na
Câmara Federal, com os cartorários, com os trabalhadores, com as entidades que
estão defendendo, de fato, os direitos trabalhistas desses cartorários e
cartorárias.
E nós tínhamos
avançado aqui bastante, Sr. Presidente, através desse movimento organizado.
audiências públicas, nós fomos, tivemos audiências no Tribunal de Justiça, na Corregedoria
do Tribunal de Justiça. O antigo Corregedor, que hoje assume a presidência do
TJ, foi solícito, inclusive ele apresentou um provimento importante, criando
esse fundo de reserva aqui em São Paulo, que foi interceptado em seguida pelo
próprio Conselho Nacional de Justiça.
Mas, por conta
dessa movimentação toda que nós estamos fazendo aqui em São Paulo, na
Assembleia Legislativa, e junto à deputada Luciene Cavalcante, em Brasília, e
com a mobilização da categoria, sobretudo, de São Paulo, só agora - eu digo que
com muito atraso - o Conselho Nacional de Justiça institui esse grupo, para que
seja criada uma proposta para resolver essa gravíssima situação.
Porque como que
pode, Sr. Presidente, em pleno século XXI, 2026, uma categoria profissional importante,
que trabalha em cartórios extrajudiciais, que são concessões do Poder Público,
que são supervisionados, fiscalizados e autorizados pelos tribunais de justiça,
são esses trabalhadores privados dos direitos trabalhistas básicos, isso é de
uma incoerência sem precedentes.
E essa questão
não foi resolvida até agora, Sr. Presidente. O fato é que os grandes cartórios,
os maiores cartórios, faturam milhões de reais por ano, e não garantem, quando
tem a mudança do titular do cartório, ou por morte, ou por abandono, enfim, não
importa o motivo, quando abre um novo concurso e vem um novo titular, o
trabalhador do cartório fica a ver navios, ele não recebe nenhum direito
trabalhista, ele fica num limbo jurídico.
Por isso que
essa questão tem que ser resolvida imediatamente. Então, as propostas já foram
lançadas, os instrumentos estão dados, projeto de lei que eu apresentei aqui na
Assembleia Legislativa, o projeto de lei da deputada Luciene Cavalcante, em
Brasília, e agora nós temos essa Portaria nº 5, que eu citei, e foi criada essa
comissão.
O Art. 4º diz
que o grupo de trabalho poderá convidar especialistas na matéria para
participar de suas reuniões. Nós vamos querer participar dessas reuniões.
Sobretudo, quando eu digo nós, os cartorários, os trabalhadores dos cartórios
vão ter que participar para dar os seus depoimentos sobre a gravidade da
situação e como eles sofrem nesse mundo do trabalho extremamente precarizado na
questão dos direitos trabalhistas.
E também pedir
para que a pessoa que vai coordenar os trabalhos, que é a desembargadora
auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, a Agamenilde Dias Vieira Dantas,
que ela possa receber a comissão aqui de São Paulo e as entidades
representativas dos trabalhadores dos cartórios, porque não dá para ficar só
recebendo, Sr. Presidente, entidades dos donos dos cartórios.
Tem que receber
quem está lá na ponta, trabalhando todos os dias e dando lucro para os donos
dos cartórios. Esses trabalhadores não podem ficar sem os seus direitos
trabalhistas.
Então, nós
vamos acompanhar o funcionamento desse grupo de trabalho, instituído pela
Portaria nº 5 do Conselho Nacional de Justiça, e continuar a nossa luta aqui em
São Paulo e em Brasília para acelerar esse processo, de tal forma que a gente
não permita, Sr. Presidente...
Agora mesmo
abriu o concurso para mais de 200 cartórios - e já teve o concurso. Os novos
titulares estão assumindo e demitindo em massa. Nós temos, neste momento,
demissão em massa de centenas e centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos
cartórios, sobretudo aqui no estado de São Paulo.
São mais de
dois mil trabalhadores que serão demitidos, praticamente, só aqui em São Paulo,
com as suas respectivas famílias, sem nenhum direito trabalhista. Então era
isso, Sr. Presidente. Vamos continuar lutando aqui em defesa dos direitos e da
dignidade dos cartorários extrajudiciais do estado de São Paulo.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputado Carlos Giannazi. Dando sequência à lista de oradores,
deputado Major Mecca. Eu solicito ao deputado Carlos Giannazi que assuma a
Presidência para que eu possa fazer uso da tribuna.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
* * *
O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL -
Dando sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a
palavra o deputado Major Mecca, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, às deputadas e aos deputados que
desenvolvem sua atividade nesta Casa Legislativa, aos nossos irmãos de farda, os
policiais militares, que garantem a nossa atividade e o trabalho de todo o povo
do estado de São Paulo e de todo o Brasil, a todos os funcionários que nos dão
suporte.
Presidente,
essa semana foi uma semana intensa, primeira semana legislativa do ano de 2026,
e ela foi bastante árdua em termos de articulações, pois as demandas dos
policiais do estado de São Paulo, da pasta da Segurança Pública, pelo bem do
povo do estado de São Paulo, foram bastante intensas.
Hoje eu estive,
mais uma vez, na Secretaria de Segurança Pública para cumprimentar o delegado
Nico, Secretário de Segurança Pública, que é nosso amigo, um grande policial,
em quem nós acreditamos, confiamos e apoiamos; o coronel Henguel, que assumiu
essa semana, na segunda-feira, como secretário-adjunto da Segurança Pública.
Eu fiz uma
observação a ambos, no seguinte sentido, a todos vocês que nos acompanham. A
minha formação como policial, como defensor da vida, como defensor do povo do
estado de São Paulo... Nós sempre tivemos uma premissa. Nós estamos juntos no
combate ao mal, e juntos iremos até o final. Do início ao fim, nós estaremos
juntos. Não importa o resultado da ocorrência. Nós estaremos sempre juntos.
E essa postura
eu exijo do Governo do Estado de São Paulo comigo. Porque eu estive junto com o
governo desde o primeiro dia de trabalho, no início do governo até o presente
momento. Na verdade, desde a campanha até o presente momento. Por que eu fiz
essa observação aos secretários?
Repito aqui,
meus amigos e grandes homens que sempre serviram ao povo de São Paulo, o fiz
porque em algum momento a postura do estado em relação aos policiais terá que
mudar. Porque não pode o estado, o Governo do Estado ser o maior algoz dos
homens e mulheres que defendem o povo de São Paulo. Não pode.
Quando eu, debaixo
de intenso trabalho, aprovei a Lei 18.025, que criou o programa “Moradia
Segura”, é porque nós buscamos dignidade aos nossos irmãos policiais que moram
dentro de favelas, pelos péssimos salários que recebem. É porque nós precisamos
dar um ponto final na situação de policial ser assassinado na porta da sua
casa, diante da sua família, única e exclusivamente pelo fato de ser um
policial.
Há um ano e
meio dessa lei aprovada, o governo não entregou nenhuma carta de crédito a
nenhum policial militar, a nenhum policial civil, a nenhum policial penal, a
nenhum policial técnico-científico que seja.
E deixo muito
claro aqui nessa tribuna, não aceitarei como desculpa do secretário de
Habitação que não há orçamento. Porque nós aprovamos aqui nesse plenário mais de
2 bilhões para Habitação, onde aprovei também como emenda, a Lei Orçamentária
Anual, uma emenda de 45 milhões.
A Lei nº 18.025
prevê que 4% do recurso destinado às moradias de interesse social serão
destinadas em forma de carta de crédito aos policiais. Os recursos destinados
para moradias de interesse social são de 680 milhões, 4% dá por volta de 30
milhões, 30 milhões acrescidos de 45 milhões da minha emenda, dá 75 milhões,
para que os policiais em 2026 recebam em forma de carta de crédito, para pagar em
até 30 anos, com 0% de juros.
E cobro o
estado no seguinte sentido: as interpretações e as gestões, em algum momento
têm que ser em favor dos policiais, e não como sempre foi nos últimos 50 anos
em São Paulo, sempre em desfavor dos policiais. Nós temos que botar um ponto
final nisso. Policial é prioridade, pois no Brasil e no estado de São Paulo, a
principal pauta é a Segurança Pública, e o povo se preocupa com os homens e as
mulheres que estão arriscando a sua vida, fazendo das tripas coração para defender
a população. Não pode.
Não pode o
governo continuar sendo o maior algoz dos policiais no estado de São Paulo.
É
por isso que é inaceitável apresentar nesta Casa agora, no início do ano,
qualquer reajuste salarial que não seja minimamente de dois dígitos. Se for
preciso raspar o tacho e tirar de algum lugar, que seja retirado, pois o Estado
nunca fez isso em benefício dos policiais no estado de São Paulo.
Eu vou dizer a
todos vocês, diante da TV e nas redes sociais, teve uma das minhas falas na
reunião que eu tive em dezembro dentro do Palácio dos Bandeirantes, tratando do
Projeto de lei Complementar 135. Uma das falas que eu fiz para a
procuradora-geral do Estado é que, aqui neste Estado, todas as interpretações
de legislação sempre foram em desfavor dos policiais, inclusive interpretações
sempre em benefício de bandidos.
Mas para o
policial a interpretação é sempre que não é possível, que é inconstitucional,
que não pode, e o policial segue sofrendo com seus familiares e vivendo na
miséria. A resposta que ela me deu foi que, humanitariamente, ela não tinha
como rebater a minha fala, que eu estava certo.
Ou seja, todas
as autoridades deste Estado sabem do grau de sofrimento dos nossos policiais.
Todas as autoridades sabem, do governador do estado Tarcísio de Freitas, até o
mais simples e humilde funcionário do governo sabem do sacrifício que todos
fazem. E nós precisamos, nós conclamamos a atenção do Governo do Estado aos
nossos policiais.
Por que eu faço
esta fala aqui? Eu faço esta fala aqui porque a minha voz reflete o sentimento
desses homens e dessas mulheres no estado de São Paulo. Eu ando nas ruas todos
os dias e digo a vocês, até os civis com quem nós conversamos todos os dias
estão sentindo também a dor dos policiais.
Vai ao Centro
da cidade, onde houve uma política pública de sucesso, do governador Tarcísio,
do Felicio Ramuth, do Derrite, de toda a equipe de trabalho da Secretaria de
Segurança Pública. Houve uma retomada do Centro, melhorou muito, acabou-se com
a Cracolândia.
Eu tenho a
minha frente parlamentar pela revitalização do Centro, do estado e de todos os
bairros circunvizinhos, então eu tenho contato e converso com eles sempre. Eles
são muito gratos ao governo pelo que vem sendo feito lá, tendo como braço
armado e braço executor da política pública os policiais que estão
insatisfeitos.
Sabe o que os
civis me falam? Isso eu ouvi da comunidade, de um morador do Centro. “Poxa,
major, eu fiquei sabendo, nós acompanhamos a batalha do senhor pelo PLC 135,
tentando ajudar os policiais que estão sofrendo tanto. E o governador fez
aquilo com o senhor, vetou o seu projeto. Nossa, que triste foi aquilo.” Um
civil me falou isso em uma das ruas do Centro da Capital.
E eu venho aqui
sempre subir nesta tribuna para falar a verdade, porque é bíblico. “Conhecereis
a verdade e a verdade vos libertará”. E eu quero ver quem que fala para mim que
eu estou mentindo.
Nós não
desistiremos da batalha pelos heróis da Polícia Militar, pelos heróis da
Polícia Civil, pelos heróis da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica.
Porque, eu repito aqui, em algum momento neste país a cultura será de
valorização dos policiais, e não da demonização da imagem dos policiais, que
tanto se arriscam e se sacrificam pelo povo do nosso Estado.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Mecca. Com a palavra, o deputado Conte Lopes. (Pausa.) Com a palavra,
a deputada Ana Perugini. (Pausa.)
Com a palavra, agora na Lista
Suplementar, o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Passo a palavra para o
deputado Mecca continuar aqui presidindo esta sessão.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Major
Mecca.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Reassumindo a
condução do Pequeno Expediente, chamo à tribuna, para uso da palavra, o
deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Major Mecca. De volta à tribuna no
dia de hoje, eu quero aqui, Sr. Presidente, comentar uma matéria que acabou de
sair agora, na “Folha de S. Paulo”, na “Uol”, dando conta de que a Secretaria
da Educação, a gestão Tarcísio Freitas está... Tarcísio/Feder, na verdade, o
empresário Feder.
Que essa
desastrosa e perversa gestão está transformando a rede estadual de ensino num
laboratório, num grande experimento, usando as nossas crianças e os nossos
adolescentes como laboratório.
Está aqui a
matéria, chocante, Sr. Presidente: “Gestão Tarcísio inicia experimento que
divide alunos por rendimento escolar”. É um absurdo, vai dividir os alunos,
numa avaliação que será feita nos últimos anos - no sexto ano e no nono ano.
Sr. Presidente,
isso já foi testado, essa experiência já ocorreu muitos anos atrás, nas décadas
de 80 e de 90. E essa experiência se revelou um verdadeiro fracasso, tanto é
que ela foi abandonada pelos sistemas educacionais do Brasil. E agora a gestão
Tarcísio/Feder está ressuscitando um experimento, um laboratório fracassado,
que não tem nenhum resultado positivo do ponto de vista da aprendizagem dos
nossos alunos. Isso é muito grave, nós vamos tomar providências aqui pela
Assembleia Legislativa, porque a rede estadual não pode ser um laboratório de
experimentos, como ele já vem fazendo há um bom tempo, esse governo.
Escola
cívico-militar, que é só para inglês ver, na verdade, porque nós vimos o que
aconteceu agora no início do ano letivo nessas escolas cívico-militares, onde
até erros gravíssimos de português foram cometidos por esses militares, que não
têm pedagogia, não têm formação, muitos deles não têm curso superior, não
fizeram curso de licenciatura, e estão lá ensinando os nossos alunos. Vão dar
aula de ética... Na verdade, vão praticar o que o governo quer, que é a
doutrinação ideológica.
Então, é um
governo que usa a escola: privatização, leilão de escola pública na bolsa de
valores, como já aconteceu no ano passado, e nós denunciamos. O governo
leiloou, entregou 33 escolas estaduais na bolsa de valores de São Paulo. E
anunciou que fará o mesmo com mais 143 escolas da rede estadual. E outros
laboratórios, outras experiências que estavam sendo feitas, que nós denunciamos
aqui, Sr. Presidente. Então, é grave essa situação.
E tem mais:
segundo a matéria, a avaliação desse projeto - já que já se mostrou fracassado,
não tem que avaliar nada, porque ele já é um projeto que não funciona - será
feita pelo Parceiros da Educação e por um grupo de Harvard, olha só.
Ou seja, não
tem nada a ver com o Brasil e nem com a escola pública esse grupo Parceiros da
Educação, Sr. Presidente, que representa muito mais os interesses das empresas
privadas, dessas instituições que têm uma visão neoliberal da Educação, do que
compromisso com a escola pública de qualidade, a escola que forma os alunos
críticos, através de uma formação que leve ao pleno exercício da cidadania
crítica e ativa para que os nossos alunos possam conhecer, de fato, as
verdadeiras causas das desigualdades sociais e econômicas e agir sobre essas
causas, combatendo essas causas, que não tem a ver nenhum pouco com esse modelo
de educação, como a educação libertadora,
libertária, crítica, ao contrário, é uma educação que vai legitimar a
dominação, a apropriação do trabalho humano pelo grande capital.
Então, Sr.
Presidente, nós vamos tomar providências em relação a esse experimento, a rede
estadual não pode ser um experimento. Fora o que está acontecendo, agora nesse
momento, com os professores, demissões em massa de professores na rede
estadual, fechamento de salas e de turnos.
Nós estamos
vivendo um dos piores momentos da rede estadual de ensino, redução do orçamento
da educação, início das aulas com falta de carteiras e mesas em várias escolas
da rede estadual, como nós já denunciamos ontem aqui - inclusive com matérias
da grande imprensa -, materiais comprados por valores milionários pela
Secretaria da Educação com gravíssimos erros em várias áreas. Nós mostramos
aqui um de geografia onde o material dizia que a Segunda Guerra Mundial
aconteceu em 1950, Sr. Presidente.
Então essa é a
educação do Tarcísio de Freitas e do seu empresário da Educação, o Renato
Feder. Ele gastou quase 29 milhões de reais em um material com erros, ensinando
os nossos alunos informações erradas, conteúdos totalmente errados e graves, e
conteúdos que serão cobrados depois no Enem, todos esses conteúdos são cobrados
no Enem.
O nosso aluno
da escola pública já vai fragilizado para tentar ingressar em uma universidade
pública, parece-me que isso não é incompetência do governo, é um projeto mesmo
de manter os nossos alunos, as nossas crianças e adolescentes sem formações
básicas, sem uma formação minimamente básica para enfrentar, de fato, o mundo
do trabalho, para ingressar em uma universidade pública e, sobretudo, para não
ter senso crítico, para não entender a realidade de uma forma crítica.
Por isso que
eles vão sucateando, degradando e destruindo a maior rede de ensino da América
Latina, que é a rede estadual de ensino com mais de 5 mil escolas, com mais de
3.500.000 alunos e com mais de 200 mil profissionais da educação. Então este
governo tem um projeto e o projeto é destruir em todos os níveis a rede
estadual de ensino. Era isso, Sr. Presidente, mas nós vamos tomar providências,
como eu disse.
E para
finalizar, Sr. Presidente, eu não poderia deixar aqui de manifestar o meu total
repúdio ao que nós estamos vendo. O presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, publicou nas suas redes sociais, Sr. Presidente, algo abjeto, que nós
temos que repudiar - o mundo inteiro está repudiando -, que é uma foto aqui,
quero mostrar no telão... Que é essa foto aí - olha, Sr. Presidente - da
família Obama representada por macacos, mostrando o que representa a extrema
direita.
A extrema
direita quer... Talvez o líder o mundial da extrema direita, cultuado aqui no
Brasil pela extrema direita brasileira, proto-nazifascista, sobretudo pelos
bolsonaristas. Olha só, esse é o Trump, ele publicou nas suas redes sociais,
mostrando ao mundo que ele é de fato racista. Ele não tem mais vergonha de
esconder o seu racismo. É muito grave, o mundo inteiro está repudiando, Sr.
Presidente, essa postagem atacando o povo negro, não só dos Estados Unidos, do
mundo inteiro.
É grave fazer
isso com um ex-presidente ou com qualquer pessoa. Mas está atacando aqui o
ex-presidente dos Estados Unidos e a sua esposa, a Michelle Obama. Talvez isso
seja para encobrir o seu envolvimento nesse caso gravíssimo, essas denúncias
gravíssimas de pedofilia, Sr. Presidente, que se alastram também pelo mundo
todo envolvendo a extrema direita, Trump e até o Bolsonaro é citado nos
documentos.
Ele é citado
várias vezes, ou seja, em conversas sobretudo com esse Epstein, que é o
articulador de todo esse movimento, amigão do peito, amigão camarada do Trump
nos anos 90. E ele citava o Bolsonaro apoiando o Bolsonaro aqui no Brasil do
ponto de vista eleitoral.
Então essa é a
extrema direita cultuada aqui pelos brasileiros bolsonaristas. É o racismo, Sr.
Presidente, é misoginia, racismo, é preconceito, é discriminação, essa é a
filosofia da extrema direita.
Era isso, Sr.
Presidente.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Não havendo mais
oradores inscritos, e havendo também acordo entre as lideranças, solicito o
levantamento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Deputado
Giannazi, só vou dar continuidade à Lista Suplementar porque eu vou fazer o uso
da palavra. Solicitaria a V. Exa. que continuasse na condução dos trabalhos.
Dando sequência na Lista Suplementar, com a palavra o deputado Major Mecca.
Deputado Giannazi dará prosseguimento à condução.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
* * *
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Retorno na data de hoje a esta tribuna e inicio a minha
fala dizendo que eu vi a esquerda chamar a direita de fascista, é uma piada
pronta, não é?
Deputados do PT
e do PSOL que sobem descaradamente aqui nesta tribuna chamam policiais
militares de assassinos, de racistas, demonizam a nossa imagem, matérias pagas
na grande mídia querendo apontar os policiais como criminosos responsáveis pela
violência. Como diz, é uma piada pronta ouvir a esquerda chamar a direita, a
extrema direita de fascista. Ao menos não enxergam o que acontece no Brasil
hoje.
Acredito que
para que eu possa me expressar e falar o que vou falar agora, eu ainda tenha a
proteção do Art. 53 da Constituição Federal, que me atribui como deputado falar
quaisquer palavras que sejam e não ser responsabilizado, nem criminalmente e
nem civilmente.
Nesta semana nós acompanhamos as notícias das
medidas do Superior Tribunal Militar que vai julgar o presidente Jair
Bolsonaro, general Heleno, general Braga Netto se são dignos da patente que
eles ostentam. O povo brasileiro sabe. Todo povo brasileiro sabe e está
acompanhando, o presidente Jair Bolsonaro foi condenado e está preso por ter
enfrentado o sistema, por ter enfrentado o que é chamado hoje de
“establishment”.
A esquerda assumiu
este País logo após o final do regime militar e desde então eles trabalharam,
há de se reconhecer, com extrema maestria no aparelhamento de todos os órgãos,
setores, principalmente a Educação.
Eu cresci e fui
educado, na época no primário, no ginásio, no colegial, na época do regime
militar e eu mostrei aqui na tela desta Casa Legislativa como era uma sala de
aula que eu frequentei, inclusive com foto minha, mostrei aqui. Era uma escola
estadual comum, mas como funcionava a escola estadual.
Entre em uma
escola estadual hoje. Remete-se a um presídio, tamanha insegurança, professor
com medo de apanhar na sala de aula, totalmente desrespeitado, sem regra
alguma. E foi aparelhado à Educação, porque a Educação sempre foi o principal
vetor a ser destruído por conta da manutenção do poder. É necessário se formar
um analfabeto funcional que não tenha discernimento, não tem interpretação para
ler um texto e saber o que está escrito, não ser manipulado.
Então
começou-se... E o mais forte foi em cima da Educação. Fala para um pai de
família na periferia, quando ele manda um filho para a escola. Não tem
professor. Não tem mais professor.
Desde então, há
40 anos que as escolas foram destruídas. Pega um jovem hoje, quando vai fazer
uma entrevista de trabalho, conversa com um empresário, com um comerciante. Não
sabe fazer uma conta simples. Isso foi proposital. O incômodo da esquerda é que
o povo de bem, o povo trabalhador, o povo cristão, que valoriza a família,
cansou-se disso.
A Segurança
Pública... Eu fui policial por 31 anos; 31 anos de perseguição. Eu fui
transferido 18 vezes no governo do PSDB. Aí a gente olha hoje, o Lula
presidente e o Alckmin, vice-presidente.
Vocês acham que
isso acontece por acaso? Lógico que não é. Isso é algo chamado “o Teatro das
Tesouras”. Eles assumem um cenário. “Ó, você desse lado finge esse papel, eu
finjo esse outro papel aqui e nós fingimos que existe democracia no Brasil.”
Não existe democracia no Brasil. Não existe.
Jair Bolsonaro
tentou enfrentar esse sistema, está condenado a 28 anos em um presídio. E todos
nós já sabemos: vai perder patente, vai perder salário, vai perder tudo. Até
mesmo porque eu testemunho isso no estado de São Paulo há 30 anos. Um policial
enfrenta o crime aqui, troca tiro com um bandido, além de ser transferido para
muito longe ele é mandado embora, antes mesmo de ser julgado e absolvido.
Quando ele é julgado e absolvido, o Estado já mandou embora da instituição.
Sabe por quê?
Porque o estado não quer uma polícia forte, não quer um policial motivado, combatendo
o crime e defendendo a população. Ele quer um cenário, um ambiente onde o
bandido, onde o crime possa trabalhar com tranquilidade. Ou vocês acham que o
crime organizado cresceu a largos passos por acaso? Eles tiveram quem os
auxiliasse, quem os ajudasse nesse crescimento. Infelizmente, foi o Estado.
Quero que falem
que eu estou mentindo, porque eu estava de serviço nos ataques do PCC de 2003,
de 2006 e de 2012, onde 166 policiais foram executados em São Paulo pelo crime
organizado. Sabe o que aconteceu com os nossos policiais que fizemos cessar a
agressão dos crimes contra a polícia e o povo de São Paulo? Fomos transferidos
e perseguidos.
Então,
presidente Jair Bolsonaro, a família Bolsonaro, o senhor Jesus, Deus, nosso
senhor, entregou uma missão nas suas mãos e nas mãos do povo de bem, nas nossas
mãos, porque toda autoridade é designada por Deus. Se eu estou aqui, é pela
vontade dele. E eu tenho uma responsabilidade em relação à cadeira que eu
ocupo. O senhor não está sozinho. General Braga Netto, general Heleno, todos os
generais que estão presos não estão sozinhos. O povo do Brasil está com os
senhores.
O Exército
brasileiro não está com os senhores. O exército não está. O exército faz
totalmente o contrário do que nós, militares, do que nós, policiais, aprendemos
na caserna: a defender a vida e a honra daqueles que estão ao nosso lado. O
exército não fez isso e vai permitir que seja arrancada dos senhores a patente,
que eu tenho certeza, no coração de vocês vai ser a maior desonra.
E eu repito, espero
que eu possa falar isso na tribuna de uma Casa Legislativa, porque nós não
vivemos na democracia, não vivemos. Democracia é para a esquerda, que cria
narrativa, mente, chega nas eleições, oferece prosperidade, um monte de coisa e
entrega só miséria.
E tem quem
compre, viu? Porque não pensem os senhores que ficar explorando... “Olha, agora
no Congresso, vai ter o vale-gás, toma o vale-gás” e toma vale-gás para ter
voto do povo nas urnas, nas eleições e assim são com todas as medidas de
políticas assistencialistas da esquerda, para conduzir o povo, colocar o povo
na miséria enquanto a economia do País está um caos, acabada, quase 10 trilhões
de dívida pública, as empresas públicas todas falidas! Falidas!
Vê se o governo
quer cortar na pele, cortar gastos, quer diminuir o número de ministérios? Não!
Porque precisa de vagas de emprego, precisa de cargo para os companheiros, para
que chegue na eleição, os companheiros saiam na rua capitando voto. “Olha, vai
ter emprego, hein? Tem que fazer manutenção do emprego, nós estamos empregados
lá.” E sabe por que as estatais quebram? Porque assumem o emprego e não
trabalham, porque se trabalhassem, não estava esse caos que está tudo quanto
empresa pública.
Mas Deus está
conosco e nós não desistiremos. Nós nascemos foi para a batalha, foi para a
guerra e é nesse ambiente que nós nos sentimos bem e confortáveis. Deus é o
nosso comandante e nós não desistiremos.
Muito obrigado.
O
SR. MAJOR MECCA - PL - Presidente, solicito
a V. Exa., conforme os líderes, solicitar o levantamento do presente trabalho.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Havendo acordo
de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos,
convoca V. Exas. para a sessão ordinária de segunda-feira, à hora regimental,
sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a
sessão às 14 horas e 47 minutos.
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