
2 DE JULHO DE 2026
91ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI e REIS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h. Cumprimenta professoras, poetas e artistas presentes no plenário. Enaltece a importância da leitura e da literatura.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Assume a Presidência.
4 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
6 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - REIS
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
8 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Endossa o pronunciamento do deputado Reis. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 03/07, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h29min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Delegado Olim.
(Pausa.) Deputado Ricardo Madalena. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Jorge
do Carmo, que fará uso regimental da tribuna.
Enquanto V. Exa. se aproxima da
tribuna, gostaria de registrar a honrosa presença aqui de um grupo de
professoras, poetas, escritoras, artistas, que estão visitando hoje a
Assembleia Legislativa e vão dar uma entrevista aqui, deputado Jorge do Carmo,
para a TV Alesp, para falar de um trabalho muito importante que elas têm
realizado, de incentivo à literatura.
Quero aqui destacar a presença da Maria
Bernadete, que tem aqui, uma grande escritora, tem produção literária; a
professora Renilda, que está lançando um novo livro aqui também e também a
professora Márcia Neves, que também tem produção literária.
Mas quero agradecer muito a presença de
vocês aqui na Alesp e parabenizar também esse importante trabalho de incentivo
à leitura, principalmente no estado de São Paulo, onde, infelizmente, as nossas
escolas, a Rede Estadual de Ensino, através dessa política educacional nefasta,
tem afastado os livros.
Os livros não podem mais ser utilizados
por conta das plataformas digitais, as salas de leitura foram extintas, praticamente,
da rede estadual, mas vocês estão fazendo um trabalho importante, vocês que são
educadoras da rede pública, professoras da rede pública, indo em praça pública,
incentivando, fazendo palestras, seminários, colóquios, encontros para
desenvolver a literatura.
Parabéns, é uma honra receber vocês
aqui na Assembleia Legislativa.
Com a palavra o deputado Dr. Jorge do
Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
Obrigado, presidente, deputado professor Carlos Giannazi, presidindo o Pequeno
Expediente nesta quinta-feira, quero cumprimentá-lo, cumprimentar os demais
deputados, as deputadas, os assessores, os policiais, público da TV Alesp.
Quero
aproveitar para cumprimentá-las, as professoras, para agradecer a vinda aqui na
nossa Casa, a Casa de Leis, e parabenizar. De fato, o professor Carlos Giannazi
tem toda razão. A gente precisa fortalecer cada vez mais a Educação, a Cultura,
o incentivo à leitura e vocês, certamente, fazem isso com maestria. Então,
sejam muito bem-vindas aqui a nossa Casa, que é a Assembleia Legislativa do
Estado de São Paulo.
Sr. Presidente,
quero nesta oportunidade dialogar com o público da TV Alesp, com os colegas
sobre uma pauta aqui que, a mim é muito cara, tenho certeza também que a
população daquele bairro tão distante, tão longe, de difícil de enxergar as
políticas públicas, que é a Cidade Tiradentes.
Eu sou morador
da cidade de São Paulo, em especial do bairro Cidade Tiradentes, que fica muito
distante do centro. Um bairro onde as pessoas não têm, não chegam as políticas
públicas de Transporte, de Saúde, de Educação, de regularização fundiária,
aquilo que a população paulista e paulistana precisa com necessidade. É
premente a política pública.
Hoje quero
falar sobre a mobilidade urbana e interurbana, ou a falta dela. Lá na Cidade
Tiradentes, bairro onde moro há 37 anos, sofro junto com a população de lá no
deslocamento de lá.
Hoje, estando
deputado, eu tenho as condições para vir, mas imagina o trabalhador comum,
aquele que sai da Cidade Tiradentes para se deslocar até o centro da capital
paulista, demora mais de uma hora, uma hora e meia no transporte público, por
quê? Porque falta a mobilidade da maneira adequada. Falta metrô.
E às vezes o
governador do estado de São Paulo... Muitas vezes, acham que a população que
mora lá na Cidade Tiradentes, eles são espécie de segunda categoria. Porque se
você vê no Jardins, se você vê no Morumbi, as regiões mais abastadas do ponto
de vista da política pública, toda a rede de metrô chega, e facilita a vida de
todas as pessoas que querem se deslocar de um lugar para o outro na cidade de
São Paulo.
Mas quem mora
lá na Cidade Tiradentes não tem trem, não tem... O monotrilho não tem ainda uma
previsão correta para chegar. Desde de... Há mais de dez anos está construindo
por partes o monotrilho, que é a Linha 15 - Prata, do Metrô.
E agora vai
chegar no Iguatemi, lá no Jardim Iguatemi, São Mateus. E tem expectativa de
chegar na Cidade Tiradentes. Expectativa dos moradores. Mas a gente não sabe
quando, porque não tem projeto pronto, quiçá recursos para fazer o monotrilho
chegar lá.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
Dito isso, Sr.
Presidente, a nossa luta... Sábado estive em uma reunião com diversas
lideranças políticas, comunitárias daquela região da Cidade Tiradentes. E a
pauta principal era: “Deputado, por que a gente não faz uma luta para que o
metrô chegue aqui até a Cidade Tiradentes? Por que a gente não faz uma luta
para que a Linha 3 - Vermelha, que hoje para lá na estação Corinthians-Itaquera,
chegue até a Cidade Tiradentes?”.
E nós já
fizemos essa luta antes, para que a Linha 2 - Verde saísse da Vila Prudente e
fosse para a Cidade Tiradentes. E o governador, à época, desviou o itinerário e
foi lá para Penha e também para Guarulhos. Não que Penha e Guarulhos não
precisem. Guarulhos precisa, até, porque não tem mesmo metrô fora de São Paulo.
E vai para lá. Espero que vá.
Mas ontem eu vi
também a inauguração de uma parte da Linha 6 - Laranja, que vai atender a uma
parte interessante da Brasilândia, ali na zona norte de São Paulo. Por que que
lá no fundão da zona leste as pessoas não merecem ter metrô? Então a nossa
luta, a luta dos moradores da Cidade Tiradentes, é através de abaixo-assinado,
através de cobrança do governador, através de encaminhamentos, reuniões.
Em todas as
reuniões nós vamos falar disso, porque se tiver vontade política, Sr.
Presidente, se tiver vontade política, acontece. Porque este é o Estado mais
rico da Federação. Então para levar o metrô para aquela população lá basta ter
vontade política.
Então eu quero
reafirmar o meu compromisso com a população da Cidade Tiradentes, de que nós
temos que fazer abaixo-assinados, fazer reuniões, reivindicar, cobrar do
governador para que aqueles moradores não sejam tratados como pessoas que só
têm direito ao transporte público que não tem qualidade. Saem de lá de ônibus
muito lotados, parecendo pessoas em sardinha, lata de sardinha, para que as
pessoas não sofram tanto para se deslocar.
Então, “Metrô,
já!” para a Cidade Tiradentes, porque a população de lá precisa. E eu que estou
deputado e morador daquela região quero fazer coro a essa luta junto com a
população para que a gente consiga, no tempo que é necessário. A gente sabe que
não é rápido, não é fácil, mas é preciso. Se tiver vontade política, acontece.
Então viva o
povo da Cidade Tiradentes!
Conte com este
deputado e com nosso mandato que é instrumento da luta.
Um abraço.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo para fazer uso da palavra deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Donato.
(Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Reis, deputado Dr. Jorge do
Carmo, telespectador da TV Assembleia, quero mais uma vez, Sr. Presidente,
registrar a rósea presença aqui das nossas três educadoras e escritoras: a
professora Renilda, a professora Maria Bernardete e a professora Márcia, que
estão desenvolvendo um trabalho importante no estado de São Paulo de incentivo
à leitura.
E é um trabalho
que elas realizam em praça pública, chamando a população, chamando crianças,
adolescentes e adultos para a leitura. Parabéns, mais uma vez, pelo trabalho de
vocês.
Sr. Presidente,
eu quero aqui dizer que hoje o meu mandato apresentou um PDL, um projeto de
decreto legislativo, para anular, para revogar exatamente essa resolução da
Secretaria da Educação, a Resolução SEDUC nº 70, que foi publicada ontem no
“Diário Oficial”.
É mais um
ataque ao Magistério e aos servidores da Educação, porque essa resolução
institui, Sr. Presidente, aqui, o sistema Servidor Presente, no âmbito da
Secretaria da Educação. O que é isso? É um ponto eletrônico. Olha só o absurdo.
Essa proposta
não combina com o processo educacional, por vários motivos. E um deles é que a
resolução é tão absurda, tão inconstitucional, que ela, por exemplo, joga a
responsabilidade para o professor marcar o seu ponto, digitar o seu ponto no
seu próprio celular, usando a sua própria internet, Sr. Presidente. É um
absurdo. Toda a resolução é absurda.
Ela tem que ser
revogada imediatamente, porque ela agride a dignidade dos servidores, dos
profissionais da Educação, em todos os níveis, com a desculpa de modernizar,
padronizar.
Com a desculpa do
fundamento da eficiência administrativa, ele ataca mais uma vez os
profissionais da Educação, criando mais uma plataforma digital. Esse é o
governo das plataformas digitais, já são mais de 30 plataformas.
O governo já
gastou quase um bilhão de reais com essas inúteis e perversas plataformas, que
estão prejudicando a aprendizagem dos nossos alunos e prejudicando também a
autonomia pedagógica dos professores e professoras.
Hoje, por conta
dessas plataformas, que estão enriquecendo as empresas de tecnologia, os
professores não conseguem mais dar uma aula criativa, o professor não consegue
mais utilizar um texto, um trecho de um documentário, ele não consegue mais
utilizar o livro, um livro de literatura, um livro didático.
Porque se ele
não atingir as metas, se ele não utilizar os conteúdos digitais que a
Secretaria disponibiliza, que são horríveis, e que muitos deles têm erros
gravíssimos, esse professor será mal avaliado e será prejudicado na atribuição
de aulas, ele pode ser até afastado da escola, seja ele professor efetivo, seja
ele professor da categoria “O”, contratado pela Lei 1.093.
O fato é que
essa resolução que foi publicada é mais uma afronta, cria mais uma plataforma
digital. E nós sabemos das limitações dessas plataformas, sobretudo porque a internet
não funciona nas escolas, toda hora cai a internet, os professores não
conseguem fazer o registro do ponto, não conseguem registrar as aulas que eles
deram através dessas plataformas.
Nós já
denunciamos exaustivamente o que vem acontecendo com essas plataformas, o
secretário da Educação sabe, mas como hoje a rede estadual de ensino está toda
voltada para enriquecer as empresas de tecnologia, é isso que está acontecendo.
O secretário
sabe muito bem que essas plataformas estão destruindo a rede estadual de
ensino, em todos os níveis. Ele sabe disso, mas o projeto hoje do governo
Tarcísio de Freitas é destruir a rede estadual de ensino, do ponto de vista
material, do ponto de vista pedagógico, porque ele pretende privatizar a rede
estadual.
Ele usa a mesma
lógica que ele usou nos hospitais e em outros equipamentos públicos. Vai
sucateando, degradando, destruindo para depois justificar o quê? A
privatização.
Tanto é, Sr.
Presidente deputado Reis, que ele já começou o leilão das escolas da rede
estadual na Bolsa de Valores de São Paulo. Ele já fez um leilão de 33 escolas e
já tinha anunciado também que faria a venda de mais 143 escolas da rede
estadual na mesma Bolsa de Valores de São Paulo; as escolas da Leste 5 e da
Centro-Oeste, cento e quarenta e três.
Então ele vai,
aos poucos, tentar privatizar a rede de ensino e a justificativa é essa, que a
rede está degradada, está sucateada. E foi sucateada e degradada por conta
desse projeto de destruição da rede estadual. Como já dizia o grande Darcy
Ribeiro, que “a crise da Educação não é uma crise, é um projeto”. E aqui em São
Paulo, essa frase, essa afirmação do Darcy Ribeiro se encaixa perfeitamente.
Então a crise
da Educação do estado de São Paulo não é uma crise, é um projeto da gestão
Tarcísio/Feder de privatizar a rede de ensino para transferir os recursos da
Educação, os mais de 30 bilhões de reais, para grupos econômicos terem lucro em
cima das nossas escolas públicas.
Então, Sr.
Presidente, nós estamos repudiando e vamos tomar outras medidas contra essa
Resolução nº 70, contra essa farsa do ponto eletrônico. Hoje eu já apresentei o
PDL para revogar a resolução, mas nós vamos acionar também a Justiça.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo para fazer uso da palavra o deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputado
Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Passo a Presidência para
o deputado Carlos Giannazi.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra
agora o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Reis, que fará
uso regimental da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
Cumprimentar o presidente, deputado Carlos Giannazi, também cumprimentar o
público presente, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da
Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica, também todos os profissionais da
Educação, todos os funcionários desta Casa e todos aqueles e aquelas que nos
acompanham pela Rede Alesp.
Presidente,
deputado Carlos Giannazi, é bom deixar bem registrado aqui que nós deveríamos
estar em recesso, mas não houve acordo para a aprovação da LDO. E não houve
acordo porque o governo, ele foi incapaz, não é? O governo Tarcísio de Freitas
é um governo incapaz.
É porque ele
está terminando o seu mandato, então a sua força política também, ela está se
decompondo. E quando a força política se decompõe, acontece isso. Ele não tem
capacidade e competência para articular sua base de apoio aqui nesta Casa para
votar a LDO. Ele não está conseguindo isso.
É a
demonstração de que é o fim do governo Tarcísio de Freitas. É a demonstração de
que o governo Tarcísio de Freitas está definhando, está morrendo, está
acabando. Ele não consegue articular a sua base de sustentação aqui nesta Casa
Legislativa, que são cerca de 68 deputados, mas todos insatisfeitos com o
governo de plantão. A gente vê aí nos corredores que a insatisfação é geral, da
sua própria base, com o governador que aí está.
Bom, a
insatisfação também não é só com a sua própria base. A gente tem visitado as
prefeituras e os prefeitos também estão muito, bastante insatisfeitos com a sua
gestão.
Não tem ninguém
satisfeito com a gestão do “Tarciságio”, do “Tarcinóquio”, do “Tarcidoria”, não
é? E a gente tem que vir aqui falar por que não teve o recesso e provavelmente não
vai ter o recesso: porque o governo não está tendo capacidade de articular os
seus 68 deputados para votar aqui nesta Casa a LDO.
Bom, é fácil
culpar a oposição, mas a oposição, o máximo que chega aqui são 26 votos. Então,
deixar bem registrado por que nós estamos aqui no mês que deveria ser o
recesso, nós estamos aqui participando desse processo aqui, dessa discussão, a
Assembleia aberta, funcionando, em que pese que tenham muitos deputados que
estão em recesso velado, porque nem aqui eles aparecem, não é? Mas a gente tem
que deixar registrado.
E deixar
registrada também a insatisfação dos servidores públicos da Assembleia, mais
uma vez, com o presidente desta Casa que resolveu se candidatar ao Senado. Nada
contra, mas ele é devedor dos funcionários desta Casa.
Até agora,
deputado Carlos Giannazi, a Mesa Diretora, composta pelo Sr. André do Prado, o
Sr. Barros Munhoz e o Sr. Maurici, até agora eles não mandaram para esta Casa,
não protocolaram aqui, o projeto de reajuste das perdas inflacionárias.
E perdas
inflacionárias não adianta vir com a história de eleição, não, porque perdas
inflacionárias podem ser aprovadas a qualquer momento. É que eles não estão
querendo aprovar, eles não querem conceder o direito. Então nós vamos bater
todo dia aqui, vamos falar: “A Mesa Diretora não está cumprindo o seu papel”.
Mas,
presidente, eu tenho alguns temas que preciso deixar registrado aqui também,
que é, mais uma vez, o reajuste dos pedágios. Os pedágios, o Tarcísio,
governador, rei dos pedágios, não sei se vocês sabem disso, ele é conhecido aí
fora como o rei dos pedágios.
O governador
que mais está implantando pedágios nas rodovias do estado de São Paulo, pedágio
esse que não para de subir de preço, são 4,72% que, na maioria, na maior parte
das concessionárias, será reajustado.
É interessante
a matéria, porque aqui fala que as tarifas dos pedágios das rodovias concedidas
no estado de São Paulo ficam mais caras a partir desta quarta-feira, a partir
do dia primeiro. A revisão anual foi homologada pela Artesp, e aí fala que eles
estão reajustando por conta do IPCA. Olha que coisa, que interessante: o IPCA.
E os professores? Não houve IPCA para os
professores. Tem IPCA para os pedágios, mas não tem reajuste, recomposição
inflacionária, para os funcionários públicos.
Para os
funcionários públicos, por muita pressão, teve aí os 10% para os policiais
militares e civis, os policiais penais ficaram fora. Não teve recomposição de
perdas inflacionárias para os demais servidores, mas para os pedágios tem,
percebe?
E aqui fala de
todos os pedágios, e o pedágio mais caro de São Paulo está aqui na Imigrantes.
As concessionárias que vão ser beneficiadas são: Autoban, Intervias, Rota das
Bandeiras, Rodovias das Colinas, Cart, Via Rondon, SP Vias, Rodovias do Tietê,
Ecovias dos Imigrantes, Ecovias do Leste Paulista, Rodoanel Oeste, SPMAR,
Rodovia dos Tamoios. Todas essas concessionárias terão o reajuste.
Nós vamos ter
ali na Via Anchieta e na Rodovia dos Imigrantes o pedágio mais caro do Brasil,
40 reais e 60 centavos. Quem vai para a Baixada Santista vai pagar R$ 40,60 na
Via Anchieta e na Rodovia dos Imigrantes. E na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega,
por enquanto, R$ 11,40; mas como tem a previsão de mais 11 pedágios Free Flow,
mais 11 pedágios que vão entrar, muito em breve esse valor vai ser maior do que
esses 11 reais e 40 centavos.
E na Rodovia
Cônego Domênico, R$ 19,20 também, que é a Rio-Santos, também essa rodovia vai
receber novos pedágios “Free Flow”. Muito em breve, os pórticos serão
instalados lá e a população vai pagar mais para ir para a Baixada Santista, e
vai pagar mais para passar por todas essas rodovias onde essas concessionárias
são responsáveis, essas concessionárias que eu falei aqui. Isso é mais um
presente do Sr. Tarciságio, o rei dos pedágios.
Mas também,
para terminar, Sr. Presidente, sei que V. Exa. está ansioso para atender as
pessoas em seu gabinete. Vossa Excelência é um dos mais votados, deve ter muita
gente o procurando. Eu quero até fazer um trabalho conjunto com Vossa
Excelência.
Eu tenho vários
companheiros, colegas da polícia penal, que te elogiam muito pelo seu trabalho,
vários profissionais da Educação que te elogiam muito pelo seu trabalho, e eu
quero andar junto com o deputado Carlos Giannazi, já falei isso para ele.
Estou falando
de público aqui. Mas quero registrar também que, na data de ontem eu protocolei
um projeto, Sr. Presidente, para instituir o Adicional de Risco de
Patrulhamento Motorizado aos policiais militares.
Não sei se V.
Exa. sabe, a Prefeitura de São Paulo paga um adicional para os policiais que
trabalham de motocicleta. Porque quem trabalha sobre duas rodas corre muito
mais risco do que quem trabalha sobre quatro rodas. É óbvio que fazer uma
perseguição de moto é muito perigoso, é muito perigoso.
Um grão de
areia ali fora do lugar, a moto derrapa, você vai para o chão, você corre todos
os riscos, todos os riscos. E o policiamento de moto é muito mais rápido, mais
eficaz, ele chega mais rápido nos seus destinos.
Então é justo,
isso foi uma demanda que foi me trazida pelos policiais militares, eu visitando
aí as companhias, eles trouxeram essa demanda e eu fui levantar. Realmente a
Prefeitura de São Paulo, ela paga um adicional para os GCMs, que trabalham
sobre duas rodas, trabalham com a motocicleta.
Então nós
estamos protocolando aqui, foi protocolado na data de ontem, também publicado
já no “Diário Oficial”, para que o governo que aí está, esse governo que não
faz muita coisa para o servidor, mas para dar ciência para ele, que é muito
importante que os policiais militares que trabalham com motos possam ter sim um
adicional, porque eles correm muito risco trabalhando de motocicleta. E a
Prefeitura reconhecer que ela já viu isso lá atrás, muito mais rápida do que o
Governo do Estado.
O Governo do
Estado é como se fosse uma tartaruga, um lerdo. Você fala, fala, ele está
olhando: “Como, não estou entendendo?”. Então para que o governo acate essa
ideia, o nosso projeto vai tramitar, para que pelo menos 20% do padrão seja
constituído de um adicional para os policiais que trabalham sobre duas rodas,
que trabalham com motocicleta, porque corre muito risco quem trabalha de moto,
quem tem que fazer perseguição de moto, é muito perigoso.
Então, assim
como a Prefeitura de São Paulo já tomou essa iniciativa, que o estado também
possa tomar e instituir no estado de São Paulo esse adicional, é o que eu quero
deixar registrado aqui desse projeto que nós protocolamos nesta Casa, Sr.
Presidente.
O
SR. REIS - PT - E como não houve povoamento, nós
estávamos aguardando que a Casa fosse povoada, não houve povoamento, eu vou
requerer de V. Exa. que seja levantada esta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Muito
obrigado, deputado Reis, parabéns pela iniciativa da apresentação desse
importante projeto de lei que V. Exa. apresentou, e também me associo ao que V.
Exa. disse, que o governo estadual...
Ainda hoje nós já estamos no dia dois
de julho e até agora nada de reajuste salarial, nada de reposição das perdas
inflacionárias para a ampla maioria dos servidores do estado de São Paulo, para
os servidores da ativa e também para os aposentados e pensionistas.
Ou seja, o governo ataca, ele afronta a
lei da data base salarial e afronta também o Art. 37 da Constituição Federal,
que obriga todos os entes federativos a darem, pelo menos, a reposição das
perdas inflacionárias. Aqui não aconteceu nem uma coisa e nem outra.
Só um pequeno setor que recebeu, que
foi a Segurança Pública, a Polícia Civil, a Polícia Militar, mas com uma
reposição muito aquém do que deveria ser, a Polícia Penal ficou de fora, a
Educação ficou de fora, a Saúde ficou de fora, todos os outros setores ficaram
de fora.
Então o governo está na contramão, eu
já acionei, viu, deputado Reis, tanto o Ministério Público como o Tribunal de
Contas. Inclusive estou indo para lá agora, tenho uma reunião às 15 horas no
Tribunal de Contas com os conselheiros.
Então estamos juntos nessa luta,
cobrando sempre o governador Tarcísio para que faça o reajuste dos salários de
todos os servidores do estado de São Paulo e aumente o vale-refeição, que é uma
vergonha, o vale-coxinha de 12 reais.
Havendo acordo de lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantado os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 14 horas e 29 minutos.
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