
5 DE FEVEREIRO DE 2026
3ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI e REIS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - REIS
Assume a Presidência.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
7 - PRESIDENTE REIS
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 06/02, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h32min.
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* *
ÍNTEGRA
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* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o Expediente.
Dando início na lista de oradores inscritos no
Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado
Atila Jacomussi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Capitão Telhada. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Dr. Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a palavra a deputada
Dani Alonso. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Marina Helou.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Caio França. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Com a palavra o deputado Conte Lopes.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Tenente Coimbra. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Ana Perugini. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Carla Morando.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Beth Sahão. (Pausa.) Com a palavra o deputado Valdomiro Lopes.
(Pausa.)
Com a palavra o deputado Edson
Giriboni. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Jorge
do Carmo. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Reis, que
usará a tribuna pelo tempo regimental.
O SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Deputado Carlos Giannazi, eu estou aqui com o livro dos
vetos, olha. Esse calhamaço de papel aqui é a relação dos vetos que o vetador
geral do Estado impôs aqui aos Srs. Deputadas e Sras. Deputadas. Mas em um
momento oportuno eu quero vir falar desses vetos, porque 30% dos vetos são da
Educação e Saúde Pública.
Então é um
governador que é gritantemente contra a Educação e contra a Saúde. E obviamente
contra a Segurança Pública também, porque eu quero repercutir aqui, presidente
deputado Carlos Giannazi, a denúncia que saiu aqui na “Pública”.
“Governo
Tarcísio reduziu em quase 64% o orçamento destinado a manutenção de instalações
do IML. Quando as ondas de calor atingem a cidade de Santos, no litoral
paulista, os moradores do bairro Estuário, na zona portuária, ligam os ventiladores,
abrem as janelas e espirram aromatizantes em suas casas para lidar com o forte
cheiro de putrefação vindo do Instituto Médico Legal da cidade de Santos.
Segundo o
Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, o Sinpcresp, o motivo
do cheiro forte é a falta de refrigeração adequada aos corpos que ficam
expostos nas salas de autópsia em temperatura ambiente, o que escancara os
problemas estruturais que a Polícia Técnico-Científica vive sob a gestão do
governador Tarcísio de Freitas - mãos de tesoura, porque ele corta todo o
orçamento.
O odor, segundo
peritos e moradores, é o sintoma mais visível de um problema maior.
Um levantamento
feito pela agência pública constatou a redução de quase 64% do orçamento
destinado ao programa de melhoria, manutenção e construção das instalações
físicas destinadas à Polícia Técnico-Científica, ano de 2023, o primeiro ano da
gestão do governo Tarcísio, o orçamento para instalações físicas aprovado pela
LOA foi de 23,9 milhões de reais. Para agora em 2026, no entanto, 8,7 milhões
de reais”.
Então, um corte
violento para o Instituto de Criminalística. De 23,9 para 8,7 milhões de reais.
“O investimento nas instalações físicas da Polícia Científica foi reduzido ano
a ano, caindo pela metade em 2024, com 12 milhões de reais investidos, para
seis milhões de reais em 2025, um leve aumento em 2026 para 8,7 milhões de
reais”. Então, já em 2025 foi muito pouco que se gastou na Polícia
Técnico-Científica.
“A Polícia
Técnico-Científica é a responsável pela produção de provas periciais para
investigações criminais e decisões da Justiça”. Então, quando o governador
corta os recursos da Polícia Técnico-Científica, ele atenta contra a política
de Segurança Pública e contra a investigação. Porque para a investigação é
muito importante o trabalho da Polícia Técnico-Científica.
“Ela realiza
perícias em locais de crimes e exames em vestígios como armas, drogas,
documentos e objetos. Também atua na área médico-legal, com necropsias e laudos
sobre lesões corporais, fundamentais para apurar mortes e violência. ‘Talvez o
governador não tenha o menor conhecimento, a menor noção do que é a Polícia
Científica, de qual é a sua importância para o Estado, qual é a sua importância
para elucidação dos crimes. Porque, se tivesse, jamais ele deixaria chegar a
esse ponto’, disse o Dr. Bruno Lazzari, que é o presidente do Sindicato dos
Peritos Criminais.
Parte dos
corpos que chegam ao IML de Santos ficam expostos à temperatura ambiente,
porque a maca que deveria colocá-los nas geladeiras mais altas está quebrada.
Sendo assim, alguns ficam sobre mesas espalhadas pelo IML...”. Eu já estive lá
nesse IML, presidente Carlos Giannazi, realmente a situação lá está terrível.
Estive lá com o Sinpolsan, o Sindicatos dos Policias Civis de Santos. “Até que
se libere espaços nas geladeiras”.
“Para um
familiar que já está sensibilizado com a situação da morte de um ente querido,
o impacto emocional deve ser muito grande. Afinal aquela situação torna-se uma
lembrança permanente.
A queima do
café torrado foi uma das tentativas da moradora Daniela Tavares, de 39 anos,
para espantar o cheiro podre que vem do IML, em frente à sua casa. Segundo ela,
no entanto, nada é forte o suficiente para aliviar a fetidez”. Então, imagina
aquelas pessoas que moram ali próximos do IML, que têm suas casas próximas
desse IML como elas estão sofrendo.
“Há dois meses,
a filha de Tavares brincava na porta de casa, quando o vento bateu e o fedor
fez com que a brincadeira acabasse. ‘Tinha até urubus sobrevoando o prédio do
IML naquele dia, de tão forte que o cheiro estava’, contou a moradora. O prédio
da Polícia Científica de Santos, que abriga o IML, foi inaugurado em 2023. A
nova sede do instituto foi recebida com protestos dos moradores do bairro
Estuário, que organizaram até mesmo um abaixo-assinado contra a construção.
‘Nós espalhamos
adesivos pelo bairro escrito: IML não!’, lembrou Tavares. ‘O prédio de Santos,
infelizmente, está muito longe da estrutura que entendemos ser a adequada’.
Diante da
denúncia feita pelos vizinhos do IML, Lazzari disse que o sindicato avalia os
riscos a que os servidores estão submetidos ao trabalhar nessas condições.
‘Corpos em decomposição possuem um cheiro muito desagradável. Trabalhar nessas
condições é insalubre. Os gases liberados por cadáveres em decomposição são
tóxicos e inflamáveis’, alertou.
Os problemas
nas instalações físicas, entretanto, se estendem às outras unidades da Polícia
Científica espalhadas pelo Estado. Além da precariedade dos edifícios, faltam
até mesmo materiais de higiene. Uma perita criminal que atua na Capital e
também pediu para manter sua identidade em sigilo, contou à “Pública” que as
viaturas utilizadas pela equipe ‘são raramente lavadas, porque não há orçamento
destinado a esse serviço’.
Os problemas
estruturais se repetem em Votuporanga - quer dizer, essa mesma denúncia que vem
do IML de Santos - também acontece em Votuporanga e Assis, no interior de São
Paulo, onde os prédios sofrem com infiltrações e viaturas antigas sem
circulação. Em dezembro de 2025, o sindicato denunciou que faltavam luvas para
manusear objetos apreendidos e precisava arcar com equipamentos de proteção
individuais que não eram fornecidos pelo Estado.
‘Eu tenho que
levar o meu material próprio porque não tem sabão para lavar uma louça e, às
vezes, falta papel higiênico’, disse a perita criminal que trabalha em São
Paulo. Em Assis, segundo o sindicato, três viaturas disponíveis para equipe de
peritos estão paradas por mau funcionamento”.
“Na unidade
Araçatuba...”, agora também está na denúncia que Araçatuba também tem esse
problema, “...também no interior de São Paulo, os materiais coletados durante
as perícias são deixados pelo chão porque não há local adequado para armazenar
os objetos apreendidos que serão posteriormente periciados, longe de
refrigeração e ambiente seguro”.
Então, deixar
registrada aqui essa denúncia, essa denúncia que é recorrente, não é de hoje.
Eu já estive, inclusive, nesse IML de Santos, constatando tudo o que está escrito
aqui.
Já questionamos
o governo, fizemos requerimentos de informações, fizemos indicações, cobramos o
governo, mas o Sr. Governador Tarcísio parece que se encontra em berço
esplêndido porque, segundo ele, ele tem 60% de apoio da população de São Paulo
e ele não está nem aí para essas questões da Segurança Pública; ele não está
nem aí com os problemas que os policiais sofrem no dia a dia, que os peritos
sofrem nessas unidades, com essas condições precárias e insalubres.
É um governo
que realmente é do desmonte. É do desmonte do Estado, do desmonte da política
pública, do desmonte da Segurança Pública, do desmonte para a resposta do
cidadão.
Nós vamos
continuar aqui, Sr. Presidente, cobrando, usando esta tribuna, para denunciar
esse governo incompetente e inoperante que chegou aqui no estado de São Paulo.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Reis.
Com a palavra o deputado Bruno
Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Major Mecca,
que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados
que estão nesta Casa Legislativa, os nossos irmãos de farda, que aqui estão
garantindo o nosso trabalho, garantindo a segurança do povo de São Paulo, a
todos os funcionários que nos dão suporte e a vocês que nos acompanham pela TV
Alesp, pelas redes sociais.
É muito
importante que vocês acompanhem o que essa Casa Legislativa está fazendo por
vocês, se está deixando a desejar ou não, até mesmo porque esse ano é um ano de
eleição, é o ano da verdade.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
Essa semana, na
terça-feira, eu estive na sede da Secretaria de Segurança Pública, fui fazer
uma visita ao coronel Henguel, que assumiu na segunda-feira como secretário
adjunto do delegado Nico, secretário de Segurança Pública.
Coronel Henguel
é um amigo de longa data, é um parceiro no combate ao crime, já tivemos
inclusive ocorrência juntos, e eu não poderia deixar de falar pessoalmente ao
Henguel as expectativas e os anseios dos policiais do estado de São Paulo,
principalmente dos nossos policiais militares, e alertá-lo que o objetivo, a
proposta do governador Tarcísio, a quem nós confiamos, é a reconstrução da
Segurança Pública.
Mas é
importante nós atentarmos que esse sentimento de reconstrução não está chegando
na ponta da linha. O tratamento de respeito e honra à nossa farda, ela não pode
ser colocada de lado.
E disse a ele
da minha insatisfação, do veto do Projeto de Lei Complementar nº 135, do
protocolo que fiz nesta Casa, solicitando a derrubada do veto nos moldes em que
foi tratado na reunião que tive dentro do Palácio dos Bandeirantes no mês de
dezembro, onde presidiu a reunião o então chefe da Casa Civil, Arthur Lima.
Estavam na
mesa, junto comigo: deputado André do Prado, presidente da Assembleia
Legislativa, a presidente da SPPREV, a procuradora-geral do Estado, o líder do
Governo nesta Casa, deputado Gilmaci Santos, o líder da bancada do PL, deputado
Alex Madureira.
Nós fizemos um
acordo na mesa de reunião, e eu não abro mão de que esse acordo seja respeitado
e o PLC 135 seja sancionado da forma como ficou acordado na mesa de reuniões.
Se não for possível a sanção, que o governador apresente nesta Casa um projeto
de lei complementar nos mesmos moldes do que foi acordado na mesa de reuniões,
porque respeito é o mínimo que nós esperamos por parte do governo.
Hoje eu
conversei novamente com o presidente, o deputado André do Prado, acerca dessa
batalha que eu travo nesta Casa aos meus irmãos de farda, a quem combati o
crime e ombreei por mais de 30 anos. Falei ao Henguel do pagamento do bônus por
produtividade, que mais um ano se passa e não é minimamente razoável todo ano
atrasar o pagamento do bônus aos policiais que trabalharam, que entregaram
segurança ao povo de São Paulo, que enfrentaram criminosos, trocaram tiro,
passaram madrugadas, horas dentro de um distrito policial, acompanhando um
flagrante. Não é razoável, não é justo. O pagamento do bônus em São Paulo
precisa ser feito na data correta.
Inclusive, eu
tenho um projeto de lei que determina isso e fui criticado por um jornal, um
jornal de esquerda, que disse que eu privilegio os policiais aqui nesta Casa.
Não é privilégio, pois homens que derramam seu sangue para defender a vida do
povo... Por maior que seja o salário ou os benefícios, nunca será privilégio.
Lembrei o
Henguel também, assim como o delegado Nico, secretário de Segurança Pública,
que nós temos um enorme respeito. Também o conheço de longa data. Atendemos
muitas ocorrências de extrema gravidade juntos, defendendo o povo de São Paulo.
O policial
espera um reajuste salarial digno e à altura do serviço que ele presta ao povo
paulista. Nós não podemos nos esquecer dos nossos policiais. Na primeira
reunião que nós tivemos dentro da Secretaria de Segurança Pública, quando
assumiu o secretário Derrite, que também é meu amigo, eu falei a seguinte coisa
a ele na mesa de reuniões.
Falei:
“Derrite, nós só perceberemos se o governo está sendo bom, se você será um bom
secretário, se lá no pátio da companhia, quando o patrulheiro estiver assumindo
o seu turno de serviço, um patrulheiro olhar para o outro, para o seu parceiro
de trabalho, e falar ‘As coisas estão melhores para mim e para a minha
família’. Aí sim as coisas melhoraram.
Quando o
policial civil dentro do plantão olhar para o seu irmão e falar ‘Olha, as
coisas estão melhores para mim e para a minha família’.”
No entanto,
hoje não é isso o que está acontecendo. Dentro das companhias de polícia, nas
delegacias de polícia há uma insatisfação muito grande, uma expectativa muito
grande em relação ao que o governo vem entregando a esses homens e essas
mulheres, que arriscam a sua vida e vêm se sacrificando imensamente. Já falei
aqui essa semana do cenário em que eles atuam, extremamente caótico.
Então cabe a
nós... Cabe a mim, policial, que eu repito, maior orgulho da minha vida é ter
envergado a farda da Polícia Militar. E eu não posso deixar de trazer o
sentimento de todos eles aqui, de seus familiares e, também, do povo de São
Paulo, porque o povo de São Paulo tem muito respeito aos seus policiais. Se nós
somos eleitos parlamentares com um número expressivo de votos é porque o povo
nos respeita, é porque o povo respeita a nossa farda e o governo também há de
respeitar.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo para fazer o uso da palavra o deputado Tomé Abduch. (Pausa.)
Deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Reis, Srs. Deputados, Sras.
Deputadas, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia. Sr.
Presidente, no final do ano passado, a Secretaria da Educação... Na verdade, a
gestão Tarcísio/Feder publicou uma resolução, a Resolução nº 163, de 2025, que foi
publicada no dia nove de dezembro de 2025.
Uma resolução
contra o Magistério estadual, reduzindo, Sr. Presidente, os salários de um
segmento importante do Magistério estadual, uma resolução inconstitucional, que
viola, que agride o direito trabalhista, reduzindo o salário de um professor -
isso é um absurdo, Sr. Presidente - pela mesma quantidade de horas que ele
trabalha. Eu me refiro aqui a um cargo que existia antes da Resolução nº 163,
que é o cargo de coordenador de gestão pedagógica por área de conhecimento.
Na resolução
publicada pela Secretaria da Educação, esse cargo foi alterado, houve uma
alteração do nome para professor articulador de área de conhecimento, que, na
verdade, exerce a mesma função.
Ou seja, o
governo utilizou um artifício, um truque, um cambalacho, Sr. Presidente, para
não pagar o salário desse professor, para não pagar a gratificação que ele
recebia. Deu um golpe nos coordenadores de gestão pedagógica, apenas mudando,
alterando o nome do cargo para reduzir na prática os salários desses
importantes professores e professoras, que coordenam as áreas de conhecimento.
Ele mudou o
nome de coordenador de gestão pedagógica para professor articulador de área de
conhecimento, é a mesma função, Sr. Presidente. Isso aqui é ilegal, é inconstitucional,
agride e viola, como eu disse, todos os direitos trabalhistas, porque não pode
haver redução salarial.
Então o governo
chega a esse nível para atacar o Magistério estadual, mas logo que foi
publicada essa resolução, no final do ano passado, eu apresentei um PDL, um
projeto de decreto legislativo, que é o PDL nº 47, de 2025, para revogar, para
anular essa famigerada Resolução nº 163. E nós também tomamos providências em
relação a acionar o Ministério Público, o Tribunal de Contas, para revogar, Sr.
Presidente, porque isso aqui é um atentado ao direito trabalhista.
E nós também
estamos já preparando aqui uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho,
porque, Sr. Presidente, não é possível que isso esteja acontecendo a essas
professoras e esses professores que estão exercendo esse cargo importante,
agora de professor articulador de área de conhecimento. Não podem ter redução
salarial, não podem ser vítimas de um truque, de um atentado criminoso, com
redução dos salários. Isso é uma afronta a todo o Magistério estadual.
Então, estamos
tomando providências em relação a esse ataque agora aos professores,
articuladores de área de conhecimento. Repito: eles trabalham e estão
trabalhando mais ainda do que trabalhavam antes. No entanto, o salário
diminuiu. Então, vamos continuar denunciando e cobrando a Secretaria da
Educação para que ela garanta a gratificação que já existia, que era pequena,
mas que já existia antes dessa famigerada Resolução nº 163.
Quero ainda,
Sr. Presidente, cobrar o governo estadual, a Secretaria da Fazenda. Nós
aprovamos aqui, V. Exa. sabe, em 2021, a Lei nº 1.361, que instituiu a
bonificação por resultados, o famoso “BR”, para amplos setores do funcionalismo
público estadual. O governador Tarcísio de Freitas está dando um calote jamais
visto aqui no estado de São Paulo, porque ele não pagou ainda a bonificação, o
“BR”, a bonificação por resultados de 2024, que era para ter sido paga no ano
passado.
Até agora nada.
Já publicou decreto, publicou resolução, mas o dinheiro não caiu na conta ainda
de nenhum servidor do estado de São Paulo, seja da Segurança Pública, seja da
Secretaria da Fazenda. Nenhuma categoria profissional recebeu o “BR” até agora.
O governo está
afrontando uma lei que foi aprovada aqui na Assembleia Legislativa, que o
próprio Poder Executivo encaminhou para a Alesp e que foi aprovada por todos os
parlamentares desta Casa.
Então, o Poder
Executivo está afrontando, desrespeitando, violando uma lei - está aqui a lei:
Lei nº 1.361, de 2021 - que ele mesmo encaminhou à Assembleia Legislativa
através de projeto de lei para que a Assembleia aprovasse. O projeto foi
aprovado, só que o governo não cumpre a legislação. É um absurdo.
Então, queremos
exigir mais uma vez aqui da tribuna da Assembleia Legislativa que o governador
Tarcísio de Freitas pague o “BR”, cumpra a Lei nº 1.361, de 2021, porque é lei,
Sr. Presidente. Não é possível que esse governo fique tão fora da lei. Não paga
a data-base salarial dos servidores no 1º de março, dá vários calotes,
desrespeitando toda a nossa legislação. Eu tenho denunciado isso
exaustivamente.
Por fim, Sr.
Presidente, antes de encerrar a minha participação no Pequeno Expediente, quero
repudiar veementemente essa resolução da Secretaria Municipal de Educação lá de
Santana de Parnaíba. Olha só, o município de Santana de Parnaíba, através de
sua Secretaria da Educação, publicou a Resolução nº 1, de 2026...
Com tanta coisa
para fazer lá em Santana de Parnaíba... As educadoras, as professoras, os
profissionais da Educação estão com salários arrochados, defasados. Tem várias
denúncias de assédio, de perseguição.
Eu tinha feito
já várias denúncias anteriores aqui, um tempo atrás, sobre perseguição às
professoras da educação infantil que tinham participado aqui de uma importante
audiência pública do movimento "Somos Todas Professoras”.
Aliás, foi
talvez o primeiro movimento organizado que lutou aqui na Assembleia
Legislativa, naquelas audiências públicas que nós realizamos, para que houvesse
uma vitória agora, importante, que é o enquadramento das educadoras de educação
infantil na carreira do Magistério. As educadoras de educação infantil
estiveram presentes, fizeram uma grande audiência pública que abriu caminho
para que outros municípios viessem até a Assembleia Legislativa e fizessem o
mesmo.
No entanto,
elas foram punidas, perseguidas, transferidas compulsoriamente para regiões
distantes de suas casas. Então, Santana de Parnaíba tem um histórico de
perseguir profissionais da Educação, de perseguir professoras.
Essa resolução,
Sr. Presidente, ela é um ataque às mulheres, sobretudo, na nossa opinião,
porque ela normatiza o código de vestimenta para os servidores e membros da
comunidade escolar da rede municipal de ensino de Santana de Parnaíba.
Aqui no Art. 3º
está assim: “Fica expressamente vedado o uso das seguintes vestimentas para
qualquer membro da comunidade escolar...”. Aí tem aqui, nesse Art. 3º, seis
incisos, Sr. Presidente, proibindo várias vestimentas para as mulheres,
sobretudo aqui para as professoras, na verdade, para as nossas profissionais da
Educação, que são maioria na Educação.
Coisas absurdas
aqui, Sr. Presidente, que não dá nem tempo de ler aqui pelo meu tempo, mas está
aqui, é só pegar essa Resolução nº 1. É um ataque às servidoras, aos servidores,
e mostra claramente que, me parece que a Secretaria da Educação não tem nada
para fazer de mais importante.
Deveria estar
valorizando os profissionais da Educação de Santana do Parnaíba com salários
dignos, investindo na formação, na vida funcional, pagando corretamente o piso
nacional do Magistério, enquadrando as educadoras de educação infantil na
carreira do Magistério, melhorando as condições de trabalho das professoras e
dos professores, dos profissionais da Educação de Santana do Parnaíba, colocando
fim ao assédio e às perseguições das nossas educadoras. É isso que a Secretaria
tem que fazer.
Agora, ficar
publicando uma resolução como essa: Código de Vestimenta. As professoras não
precisam disso. As professoras, sobretudo, precisam, lá em Santana do Parnaíba,
de garantia dos seus direitos, da dignidade e, sobretudo, de valorização
salarial, funcional e da melhoria das condições de trabalho.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - E, havendo acordo
entre as lideranças, eu solicito o levantamento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - É regimental o
requerimento de Vossa Excelência. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo
acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
Tenham todos uma excelente tarde.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 14 horas e 32
minutos.
*
* *