17 DE ABRIL DE 2026

18ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO AO 1º BATALHÃO DE CHOQUE TOBIAS DE AGUIAR – ROTA, E A PAULO ADRIANO LOPES LUCINDA TELHADA

        

Presidência: CAPITÃO TELHADA

        

RESUMO

        

1 - CAPITÃO TELHADA

Assume a Presidência e abre a sessão às 20h16min. Informa que a Presidência efetiva convocou a presente sessão solene para realizar a “Outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao 1º Batalhão de Choque ‘Tobias de Aguiar’, Rota, e a Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada”, por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Convida todos a, de pé, acompanhar a entrada do estandarte do centenário do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, e, em seguida, entoar o “Hino Nacional Brasileiro”. Nomeia as autoridades presentes. Dá conhecimento de mensagens de autoridades que não puderam comparecer a esta sessão. Anuncia a exibição de vídeo sobre o mandato do deputado Capitão Telhada.

        

3 - SARGENTO NANTES

Vereador da cidade de São Paulo, faz pronunciamento.

        

4 - ALEXANDRE VITORINO ROLDAN

Coronel PM e chefe da Assessoria Policial Militar da Alesp, faz pronunciamento.

        

5 - GIL DINIZ BOLSONARO

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

6 - DELEGADO OLIM

Deputado estadual, faz pronunciamento.

        

7 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeos com mensagens do deputado estadual Thiago Auricchio e do ex-deputado estadual Danilo Campetti.

        

8 - EDUARDO RODRIGUES SCHNEIDER

General de brigada e assessor de Relações Institucionais do Comando Militar do Sudeste, faz pronunciamento.

        

9 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Convida o público a ouvir, de pé, o “Hino da Polícia Militar do Estado de São Paulo”. Anuncia a exibição de vídeo sobre a história do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”. Convida os presentes a acompanharem, em posição de respeito, o toque de clarim em homenagem aos policiais da Rota que tombaram em serviço e ao atleta Oscar Schmidt, falecido em 17/04, e também aos veteranos do batalhão. Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, recebido pelo seu comandante, tenente-coronel PM Vergílio Corrêa Mariano. Convida o público a ouvir, de pé, o “Hino da Rota”.

        

10 - VERGÍLIO CORRÊA MARIANO

Tenente-coronel PM e comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, faz pronunciamento.

        

11 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Convida o público a acompanhar, de pé, a saída do estandarte do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”.

        

12 - PRESIDENTE CAPITÃO TELHADA

Agradece ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo pela participação nesta solenidade.

        

13 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo sobre a carreira de Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, ex-deputado federal e ex-comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”.

        

14 - IVANIA TELHADA

Esposa do homenageado, faz pronunciamento.

        

15 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, ex-deputado federal e ex-comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”.

        

16 - PAULO ADRIANO LOPES LUCINDA TELHADA

Ex-deputado federal e ex-comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, faz pronunciamento.

        

17 - PRESIDENTE CAPITÃO TELHADA

Destaca a justeza das homenagens prestadas nesta solenidade. Tece elogios ao governo estadual por sua relação com parlamentares oriundos das forças de Segurança. Enaltece o trabalho prestado pela Polícia Militar, em especial pelo 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, ao povo paulista. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 22h24min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Capitão Telhada.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta sessão solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada e ao 1º Batalhão de Polícia de Choque “Tobias de Aguiar”.

Anunciamos a formação da Mesa Diretora. O deputado estadual Capitão Telhada, proponente e presidente desta sessão solene; o sempre deputado, Coronel Telhada, homenageado de hoje; o comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, tenente-coronel PM Vergílio Corrêa Mariano; o assessor de Relações Institucionais do Comando Militar do Sudeste, general de Brigada Eduardo Rodrigues Schneider; o coronel PM Alexandre Roldan, chefe da Assessoria Policial Militar da Alesp. Por favor, agora o deputado estadual Gil Diniz; e o vereador da cidade de São Paulo, Sargento Nantes.

Com a palavra, o deputado Capitão Telhada, presidente desta sessão solene, para realizar a abertura oficial deste ato.

 

O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Uma excelente noite a todos os presentes. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos nos termos regimentais. Senhoras e senhores, esta sessão solene foi convocada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado André do Prado, atendendo à minha solicitação, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao Sr. Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, Coronel Telhada, e ao 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, Rota.

Dessa maneira, declaro aberto o evento e devolvo a palavra à mestre de cerimônias. Muito obrigado.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao deputado Capitão Telhada e convidamos a todos para que, em posição solene, possamos acompanhar a entrada do estandarte do centenário 1º Batalhão de Polícia de Choque “Tobias de Aguiar”, conduzido pelo subtenente PM Jerry da Rocha, praça mais antigo do batalhão.

Ainda em posição de respeito, convidamos para cantar o Hino Nacional Brasileiro, composição de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada, neste momento executado pela banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do 1º sargento PM Gesiel.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Nossos agradecimentos seguem ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo. E a todos: podem ficar à vontade para se sentar.

Registramos e agradecemos as presenças das seguintes personalidades: o General Peternelli, do Exército Brasileiro; o Coronel Danilo Antão, subprefeito da Lapa; o coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo; o tenente-coronel Helder, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano; o inspetor-superintendente Jairo Chabaribery Filho, comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Enviaram ainda mensagens de parabenização autoridades que, por incompatibilidade de agenda, não puderam estar presentes: o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas; os senadores da República Izalci Lucas, Carlos Viana e Jayme Campos; o Sr. Ricardo Nunes, prefeito da cidade de São Paulo; o desembargador Luís Antonio Johonsom di Salvo, presidente do Tribunal Regional Federal da Terceira Região.

Os secretários de Estado de São Paulo, Prof. Dr. Vahan Agopyan, da Ciência, Tecnologia e Inovação; o Dr. Marcos da Costa, secretário de Direitos da Pessoa com Deficiência; o Sr. Arthur Lima, Justiça e Cidadania; a Sra. Marilia Marton, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas; o Sr. Roberto Carneiro, Governo e Relações Institucionais; a Sra. Claudia Carletto, Secretária dos Esportes; a Dra. Natália Resende, Secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Mandaram mensagem ainda os prefeitos Rodrigo Andrade, de Araçariguama; Mário Pires de Oliveira Filho, de Ibiúna; Marcelo Vilares, de Bertioga; Rogério Santos, de Santos; Franklin Duarte de Lima, de Valinhos; e José Luiz Rodrigues, de Aparecida. Mandaram mensagem ainda o general de divisão Jorge Luiz Abreu do O’ de Almeida Filho, comandante da 2ª Região Militar; coronel PM Luiz Fernando Alves, comandante do Comando de Policiamento do Interior 1; e o vereador Mazinho, de Mauá.

Convidamos todos a assistir a um vídeo sobre o mandato do deputado Capitão Telhada.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Registramos ainda a presença do vereador de Pilar do Sul, Lurian Gabriel; do Sr. Osmar Rodrigues, vereador de Quadra; do Sr. Cristhian Rodrigues, secretário municipal de Segurança de Peruíbe; da Sra. Cecília Pinto, secretária municipal de Trabalho e Desenvolvimento Social de Quadra; do Sr. Ricardo Simões, presidente da Federação de Motoclube de São Paulo; da Sra. Daniele Agostini, presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado da Lapa; e ao Dr. Carlos Romagnoli, presidente da Sociedade Veteranos de 32 MMDC.

Agora convidamos a fazer uso da palavra o vereador da cidade de São Paulo, Sargento Nantes. (Palmas.)

 

O SR. SARGENTO NANTES - Boa noite a todos. Vou me eximir das nominatas, já foram feitas, mas queria primeiramente agradecer a Deus por nos proporcionar este momento entre amigos e famílias. E quando eu digo “amigos” e, muito mais, “família”, somos uma família. Para mim é muito fácil falar sobre essa homenagem, tanto para o Coronel Telhada, quanto para o Batalhão “Tobias de Aguiar”.

Vou contar uma história rápida, prometo ser breve. Mas eu sou um jovem que cresceu na Grande São Paulo. Era um jovem que cresceu na Grande São Paulo e tinha o sonho de ir para a Rota. E fui trabalhar em Campinas, fiz a escola de soldado lá, e durante um período, logo no início da minha carreira, eu fui baleado. E eu vi meu sonho de ir para a Rota ir embora naquele momento. Isso era por volta de 2005. Eu saí do hospital de cadeira de rodas, enfim, lutei, fiz fisioterapia.

Alguns anos depois, eis que a Rota ganha um novo comandante: o comandante que reavivou a Rota, que reavivou o espírito de Rota. Eu lembro que esse comandante começou a trazer bons policiais que haviam sido transferidos por conta de ocorrências, policiais que tinham sido penalizados de maneira injusta. Esse comandante era o Coronel Telhada.

A posição do “R” da Rota tinha sido mudada na viatura; ele retomou. O capote da Rota tinha sido mudado; ele retomou. O que ele estava trazendo não era só adesivo, não eram só viaturas novas, não eram só coisas simples, básicas, mas ele estava retomando o espírito do guerreiro de Rota naquele momento, e assim ele o fez.

Eu tive a oportunidade, um dia, de estar com um amigo meu, que foi motorista dele, o Adorno, nós estávamos, eu já havia me recuperado dos disparos que havia sofrido, e manifestei o meu interesse de ir para a Rota. Eu lembro que ele chamou o Coronel Telhada no Nextel na época, e o coronel pegou meus dados, e algumas semanas depois eu fui transferido para a Rota. O senhor não lembrava, mas é por isso que é muito fácil para mim falar de tudo isso.

E aí, nessa trajetória, Coronel Telhada, eu era um cabo vindo do interior, recém-chegado, e comecei a iniciar o meu aprendizado na Rota. E aí, numa oportunidade que eu digo que Deus me deu ao longo dos tempos, alguns anos depois eu tive a oportunidade de trabalhar na viatura do coronel, como cabo ainda, no banco de trás dele; e servi do lado desse homem que sempre inspirou a sua tropa, sempre trouxe o verdadeiro sentido do que é ser um policial de Rota.

Então eu falo que esta homenagem aqui, ela é muito feliz, de não ser só para o coronel, mas em conjunto com o Batalhão “Tobias de Aguiar”, porque o senhor sempre teve uma lealdade, uma integridade com todos os seus subordinados superiores, e isso a gente leva na vida.

O coronel, ele traz essa lealdade até os dias de hoje. Na política, eu costumo dizer que ele é um professor meu de polícia e um professor de política. E, na política, a gente enfrenta dias difíceis. E eu posso dizer, eu me atrevo a dizer, coronel, que hoje, se nós temos essa grande gama de políticos oriundos da instituição, quem deu esse pontapé, nós já tínhamos alguns políticos anteriormente, mas quem criou essa força motora foi o senhor, e eu devo isso ao senhor.

Então, não só por realizar meu sonho de ir para a Rota, mas, sim, de nos conduzir, nos dar direcionamento para estarmos onde estamos hoje, representando a cidade de São Paulo. Então era isso, a minha manifestação, de coração, que eu fico muito feliz de ter a oportunidade de estar aqui hoje falando.

Que Deus abençoe sempre o senhor, que Deus abençoe todas as pessoas aqui, que abençoe os guerreiros do Batalhão “Tobias de Aguiar”, os boinas-negras, e viva a Rota, viva o Coronel Telhada.

Deus abençoe.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ouviremos agora as palavras do coronel PM Roldan.

 

O SR. ALEXANDRE VITORINO ROLDAN - Se me permitir, deputado, eu vou ler as palavras aqui mesmo, não tenho direito de tribuna como os senhores, mas queria dizer primeiramente minha gratidão de poder participar deste momento, deputado, agradecer o convite do senhor, agradecer e exaltar todos os componentes da Mesa, sobretudo o nosso mestre, líder, uma grande referência na instituição, uma grande referência para gerações, sempre deputado, Coronel Telhada.

Parabéns pelo trabalho do senhor, é mais do que justa esta homenagem, e para mim é uma honra poder estar neste momento tão relevante. Também dizer da importância de estar ao lado do tenente-coronel Vergílio, comandante do 1º de Choque, comandante da Rota, uma história na instituição, uma história na Rota, e para a gente estar ao seu lado nesse momento igualmente é muito importante.

Também agradecer a presença do vereador Sargento Nantes, Delegado Olim, que está presente, general Schneider, deputado Gil Diniz, na pessoa do tenente-coronel Helder, agradecer a presença de todos os policiais e militares aqui presentes, do Dr. Leandro da Apcal, todos os policiais civis.

Mas minhas palavras breves são no sentido de dizer como é importante a gente exaltar quem realmente merece, quem realmente merece honra, quem realmente merece uma homenagem à altura desta que se faz nesta noite gloriosa. Dizer que nós estamos aqui hoje não só para exaltar uma unidade, sabendo que é daquelas principais mais relevantes da nossa instituição e não apenas exaltar um homem, mas estamos aqui para falar de valores, para falar de compromisso, para falar de liderança, para falar de respeito ao nosso estado e à nossa sociedade.

E eu acho que tudo isso se personifica na pessoa do Coronel Telhada, um líder verdadeiro que arrastou por meio de seus exemplos e liderança a exemplo, muitas gerações, gerações de oficiais, e eu me coloco nesse lugar, gerações de policiais, de guerreiros, como senhores integrantes desse ícone do estado de São Paulo, desse ícone do Brasil, que são as Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar”, o 1º Batalhão de Choque.

Então, Coronel Telhada, o senhor realmente une tudo aquilo que os nossos valores mais importantes de honra, de lealdade, de compromisso, de profissionalismo, o senhor personifica tudo isso em uma simbiose do que significa a Rota para os paulistas.

E eu falo como oficial, mas falo como cidadão, em todos os momentos mais críticos que a nossa sociedade, sociedade paulista, que o estado de São Paulo se encontrou e foram vários, estavam lá esses homens das Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar” para fazer a diferença, nos momentos mais críticos estavam vocês com a coragem que poucos têm, coragem que significa abrir mão de convívio familiar, enfrentar aquilo que não se sabe, enfrentar aquilo que é o relevante para proteger a nossa sociedade.

Então, para mim é uma grande honra poder estar nessa noite, participando desse momento, representando a nossa comandante-geral, representando o comando da instituição e dizer como vocês são importantes para a nossa sociedade.

Como essa simbiose de uma liderança como do comandante Telhada, do Coronel Telhada, e a força e a garra e o heroísmo e a bravura dos senhores fazem a diferença para tornar o nosso estado realmente um estado pujante, onde a sociedade se apoia nos vigilantes que estarão sempre dispostos a lutar em nome de cada um de nós.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, comandante. Parabéns, Rota. Passaremos agora a palavra ao deputado Gil Diniz Bolsonaro.

 

O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Boa noite a todos. Cumprimentar aqui o proponente da sessão solene, Capitão Telhada, filho do nosso homenageado Coronel Telhada, comandante Sargento Nantes, vereador da cidade de São Paulo, comandante-general Schneider, que muito nos honra com a sua presença, coronel Vergílio, comandante do 1º Batalhão de Choque, um amigo aí que nós fizemos nessa trajetória, seja muito bem-vindo, comandante.

Coronel Roldan, outro amigo que a política acabou nos dando aqui, Coronel Telhada, grande parceiro desta Assembleia Legislativa, um amigo que eu quero levar para o resto da vida, porque é um policial denodado, um policial que ajuda muito este Parlamento aqui, contribui todos os dias. O Delegado Olim, que está aqui presente, trouxe água de luz para o senhor, não o encontrei essa semana, mas está aqui no meu gabinete, é um parceiro.

E dois dos... Igualmente, a todos, como eu disse, policiais da Rota que estão aqui, policiais militares, civis, o Delegado Olim e o Coronel Telhada, quando eu cheguei aqui, foram os dois deputados que me receberam aqui com um olhar paterno, dizendo: “Menino, vá por aqui, irmão, não faça isso, faça aquilo”. O Coronel Telhada: “Garoto, calma, você chega achando que pode mudar toda a realidade, que pode mudar toda uma cultura”, e foram dois grandes professores.

Mas o Coronel Telhada, ele não sabe, talvez não saiba, mas ele foi marcando a minha trajetória nos últimos anos, antes mesmo da política. Era um carteiro na periferia de São Paulo, e eu me lembro que eu tive uma demanda, um problema com as professoras na escola dos meus filhos, e o gabinete que me acolheu, o gabinete que me recebeu, foi o gabinete de Vossa Excelência.

Inclusive, depois desse contato que tive, dessa demanda que me atenderam, sempre recebia ali um feliz aniversário do senhor. Sempre, era algo que me marcava muito. Poxa, mas, antes disso, o Coronel Telhada, quando fui soldado PM temporário, de 2009 a 2011, lembro que eu fiz o curso, aquele curso de dois meses, quase três meses, fiz o 1º de Choque - não é, Vergílio? E já respeitava muito a Polícia Militar, e tinha um sonho de ser soldado da Polícia Militar.

E Deus me permitiu que eu fosse temporário, mas quis o destino que, fazendo o curso na Rota, depois eu acabei por escolher a Escola de Sargentos, e que arrependimento foi saber que depois o Coronel Telhada foi comandar o 1º de Choque, acho que estava no M7 talvez, no 7º Batalhão, e foi para a Rota.

E ali foi uma escola também, no 1º Batalhão, na Escola de Sargentos. Lembro, coronel Vergílio, quando fui tentar cruzar o pátio sagrado do 1º Batalhão de Choque. “Volte aqui, temporário! Não cruze o pátio!” E lá vai a gente, pelo cantinho ali e tudo mais. “Entre no recinto, peça permissão”.

E são coisas, pequenos valores, que a gente leva até hoje. O amor pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que aprendi nas fileiras da Polícia Militar. Aprendi a admirar, deputado Olim, grandes homens públicos, como V. Exa., mas hoje, especificamente, falando do Coronel Telhada, porque a honra dele precede conhecê-lo pessoalmente. Olhe, é o Coronel Telhada, comandante da Rota. Como o sargento antes disse aqui, trouxe policiais que foram punidos, segurou a onda de muitos ali.

Quem não lembra quando o próprio secretário de Segurança Pública, atual deputado federal, Guilherme Derrite, sofreu toda aquela perseguição. O Capitão Telhada, o mesmo. E quis o destino, mais uma vez, que através dessas mãos generosas do Coronel Telhada, que já ajudou um cidadão simples, um carteiro de periferia como eu, que já ajudou muito policial ali na linha de frente... Quis o destino que a assessoria dele me levasse a conhecer o, então, tenente Derrite na Casa Verde, o Lincoln.

Anterior a isso, quando o Coronel Telhada recebeu o deputado Eduardo Bolsonaro, que não era deputado ainda, era um pré-candidato, em 2014, como não lembrar? O senhor estendendo mais uma vez essas mãos generosas e ajudando o Eduardo Bolsonaro, que foi eleito em 2014. O Lincoln nos ajudou. Farina nos ajudou. E muito. Como não lembrar o saudoso Manga? Que Deus o tenha.

Então, senhoras e senhores, eu sei que a história do Coronel Telhada se cruza, em dado momento, com a história da Rota, do 1º Batalhão de Choque. Eu fico muito feliz de ter ombreado essa trincheira da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo com o Coronel Telhada.

Se Deus me permitiu servir a Polícia Militar ao lado do Coronel Telhada, Deus me permitiu servir a população do nosso estado de São Paulo aqui neste plenário, e com ele aprendi muito. Então, fico muito feliz de pertencer, de participar dessa história, de contribuir com o meu trabalho, liderados aqui hoje com o Capitão Telhada, vice-líder de governo, diga-se de passagem.

A gente sabe que a Polícia Militar, a Polícia Civil, nós temos muitos desafios para vencer, desafios históricos. Mas, sem dúvida nenhuma, a gente vai honrar cada policial, cada família policial que nos confiou este voto aqui, que nos confiou este mandato.

Eu fico muito feliz, coronel Vergílio, que dentro da minha limitação, da minha pequena possibilidade, usei o “bichoforme” ali na Rota, trabalhei por dois anos na Polícia Militar, guardei o meu melhor e depois cheguei aqui, estou aqui na Assembleia Legislativa, hoje, com o Capitão Telhada, no último mandato, com o Coronel Telhada, e aprendendo a cada dia.

Para finalizar, vi que grandes homens precisam ser homenageados em vida. Obviamente, nós precisamos homenageá-los depois que eles partirem daqui. Mas essa homenagem, Coronel Telhada, o senhor merece todas as homenagens, pelo homem público denodado que o senhor é, pela causa pública que o senhor representa.

E por inspirar jovens da origem do sargento Nantes, da minha origem, como pernambucano, morador de periferia, que nunca encontrei as vias ilegais para crescer. Pelo contrário, inspirei, em V. Exa., em tudo que o senhor representa, que venceu como policial militar e como deputado nesta Casa Legislativa.

Eu sei que a sua história não terminou. Pelo contrário, o senhor serve muito bem aqui à nossa população, e vai continuar a servir ainda mais, porque o povo de São Paulo, nesse ano aqui, vai reconhecer a sua história, a sua trajetória, e tudo bem que um herói da Polícia Militar e um herói do serviço público do estado de São Paulo e do Brasil já fez, e ainda vai fazer, muito mais por nós.

Parabéns, Deus abençoe. Viva ao Coronel Telhada. Viva a Rota, Rondas Ostensivas “Tobias Aguiar”. Viva a nossa Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Deus abençoe a todos, muito obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ouviremos agora as palavras do deputado Delegado Olim.

 

O SR. DELEGADO OLIM - PP - Boa noite, que alegria estar aqui primeiro, não só pela essa festa maravilhosa, para o nosso sempre Coronel Telhada, meu amigo, meu irmão, e para a Rondas Ostensivas “Tobias Aguiar”. Eu não posso deixar aqui de fazer uma homenagem para os dois, vou falar depois, mas agora eu quero falar aqui para o nosso Capitão Telhada, Telhadinha, parceiro, amigo, estamos no mesmo partido.

O menino que começou a mostrar ali, a mãe estava babando ali, eu falei: “Pare, que eu vou dar um lenço”. Jovem, Capitão Telhada, deputado. E sabe que ele é, viu, Telhada? Deixe-me falar, Telhadão, ele é a menina dos olhos do governador, viu? Nós tivemos uma reunião lá no Palácio. Olhe, o governador ama o Telhadinha.

E eu percebi que tudo, eles tiveram uma conversa, nesse problema que teve nessa nossa... Da Polícia Civil, que nós fomos chamados lá, que teve essas mudanças aí, que todo mundo vai virar classe especial, futuramente só vai ter coronel, só vai ter classe especial, mas tudo bem, eu acho maravilhoso, fui relator, ele foi relator da Polícia Militar, mas é bom, o interesse é que todo mundo suba e todo mundo possa chegar no topo das carreiras, que é importantíssimo.

E eu vi o carinho que o governador tem pelo Telhadinha, e quando eu saí eu falei para ele, aí ele falou: “Às vezes eu venho aqui em reunião com ele.” Falei: “Ah, é? Você esconde ouro, mas está bem.” É muito bom, isso, sabe por quê? Porque é parceiro, quando a gente precisa pode chegar nele, e eu senti um respeito e um carinho do governador pelo Telhadinha.

Então, eu achei legal, e não tinha essa noção no dia que eu fui lá, que estava meio pesado o ambiente, mas no final ficou tudo bem, foi tudo aprovado, e eu acho que muitos policiais militares, policiais civis estão felizes pela atitude do governador, além dos dez por cento que ele deu de aumento, não o melhor para nós, mas pelo menos os únicos que ganharam aumento foram as forças policiais, mais ninguém recebeu um aumento.

Então é pouco, é pouco, mas pelo menos é alguma coisa que veio, e vamos brigar para ter mais, porque nós somos as melhores polícias do Brasil e do mundo, então nós temos que ter mais. O deputado Gil Diniz, parceiro, irmão, amigo, o cara que eu aprendi a respeitar aqui. Quer ter polêmica e tal Gil Diniz aqui, está tudo calminho para se aprovar alguma coisa, mas ele vem dar uma bomba no PT aqui, pronto, virou a Casa, nós vamos sair daqui só depois do Natal.

Esse é o Gil Diniz que eu conheço, e que não tem essa, não, ele é amigo dos amigos, e eu estou muito lisonjeado e honrado que ele me levou esse final de semana, eu fui... Aliás, estava muito, muitos... Tinha eu, ele, deputado, tinham uns quatro deputados, estava o governador, estava o prefeito de São Paulo, nos Arautos do Evangelho. Eu fiquei impressionado e apaixonado por aquele lugar, e vou voltar no domingo nas missas lá.

Então, eu quero agradecer, Gil, por você ter me convidado, eu nunca vou esquecer, como fui tratado, aliás, eles já estiveram várias vezes aqui, mas me conheciam da televisão, uns até me chamaram de Nico lá, mas faz parte. Todo lugar que eu vou é Nico e Olim, não sabe quem é quem, para mim é bom. E eu fiquei assim...

Eu nunca vi uma coisa tão linda como aquilo. Quem não conhece tem que ir lá, tem que conhecer os Arautos do Evangelho para vocês verem que igreja linda, o que que são os Arautos do Evangelho. Então, muito obrigado, irmão, por você ter me levado. Esse carinho eu não vou esquecer nunca, viu? É como você falou, não é? Garoto é o seu irmão, não é? Como ele te falou. Valeu.

Quero falar, quero cumprimentar aqui também o assessor de relações institucionais do Comando Militar, general de brigada Eduardo Rodrigues. Obrigado pela presença. Comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, tenente-coronel Vergílio Corrêa. Comandante, eu tenho a medalha “Tobias de Aguiar” no meu peito - que eu amo - e está na minha sala.

Se o senhor for lá, eu tenho a da Marinha, da Aeronáutica, só não tenho do Exército, hein, comandante? O Exército não me deu. A da Marinha, a da Aeronáutica, “Tobias de Aguiar”, Batalhão “Tobias de Aguiar”, Polícia Militar, Jorge Tibiriçá, da Polícia Civil, e também tenho... É, da Marinha, da Aeronáutica então, e a de vocês e do Bombeiro. Está bem alto por quê? Porque eu sempre amei a Rota.

E fui preso pela Rota quando eu era menor, mais de três vezes. Eu vi a Veraneio parada aí na porta... Em 1900 e - o Telhadinha não tinha nascido - 1977, aquelas Veraneios cinza. Eu andava sem carta e toda vez que eu subia o diabo da Rebouças... A Rota andava com tudo apagado, aquelas viaturas cinza com (Inaudível.).

Quando eu via, eu tinha passado por eles. Pronto. Eu falei: “Ih...”. Cheio de amigos dentro do carro. “Pronto, a Rota vem atrás da gente.” Aí começava. Aí chegava no Pacaembu, subiu e já parava. Aí vamos para o 4º DP, meu pai ia me buscar. Duas vezes. Mas fui. Olha, uma honra ter sido parado pela Rota.

Então eu falo que, se eu fosse policial militar, eu ia querer trabalhar na Rota, porque a Rota... Eu, quando vejo uma viatura da Rota, tenho respeito. Eu, que sou delegado, que sou deputado, já abro os vidros e cumprimento. Sabe por quê? Porque quem gosta da gente... Quem não gosta da gente é bandido. A população ama vocês. Não tem lugar em que vocês não entram. Então, eu sempre presto a minha continência para vocês.

Batalhão de Choque, Rota, vocês podem contar comigo para qualquer coisa aqui nesta Assembleia Legislativa. Eu tenho um amor pela Polícia Militar, a minha coirmã da Polícia Civil. E vocês... Eu vejo, assim, quando eu vejo uma viatura de vocês, viatura limpa, o jeito que vocês andam, não tem para ninguém, irmão. Desculpe, não tem para ninguém.

Fiquei nove anos no Garra. Nove anos eu trabalhei no Garra, fui piloto do Garra. A gente se encontrava em ocorrência, quem que eu encontrava, às vezes? Coronel Telhada. Nas quebradas. Telhada lembra Rota; Rota lembra Telhada - essa é a pura verdade. Coronel Telhada e Rota.

Mais orgulho que ele deve ter de saber que o filho dele também foi da Rota. Derrite foi da Rota. Mecca foi da Rota. Todos os grandes policiais aqui foram da Rota. Então eu não preciso falar mais nada, viu, comandante? Eu amo a Rota, amo a Polícia Militar e quero dizer para o senhor: pode contar comigo. Qualquer coisa que eu faço aqui, eu faço para nós dois. É coirmã. Polícia Militar e Polícia Civil é uma coisa só. Nós somos muito fortes, temos que estar unidos.

Acabou esse negócio de briga. Tivemos muita briga. Pô, quantas brigas tivemos na rua aí? Tive, participei de um monte com a Polícia Militar. Não levou a nada. Nós somos muito mais do que isso. Nós juntos não temos para ninguém, sabe por quê? Porque quem gosta da gente é nós e os nossos familiares.

Nós temos que ser unidos. Se tiver um problema com a Rota, tem que ir todo mundo lá. Se tiver um problema com a Polícia Civil, tem que ir todo mundo lá. É assim que eu fui acostumado na polícia - e é assim que tem que ser. Acabar com esse: “Ah, pô, vou ter que sair agora”. Vai ter que sair, não. Vamos vestir a camisa da polícia. Não é Polícia Civil, Polícia Penal, é polícia. Polícia é sangue. Não é profissão, é vocação.

Então, eu tenho orgulho, viu, comandante? Receba aqui o cumprimento do seu Batalhão “Tobias de Aguiar”. E a minha medalha está lá, porque eu lembro até... Quando eu recebi, o Telhada que me avisou: “Você vai ganhar da Rota”. Eu sempre tive o sonho de ganhar e acabei ganhando.

Então eu tenho que agradecer em público. Onde eu vou, eu falo sempre a mesma coisa, que eu tenho... Se eu fosse policial militar, eu queria trabalhar na Rota.

Quero cumprimentar aqui o chefe da Apmal, da Alesp, o coronel Roldan, parceiro, amigo, irmão, desta Casa, que veio para cá só para somar. E também cumprimentar a nossa Polícia Civil, a assessoria aqui, o Dr. Leandro, que está aqui; obrigado por estar aqui.

Quero cumprimentar a esposa do Coronel Telhada, Ivania; Telhadinha; os netos Laura, João Paulo, Cássio, José Pedro, que estão todos aqui presentes; a esposa do deputado estadual Capitão Telhada, a Débora Telhada; e a filha, a Juliana Telhada, representando, que acho que ela vai falar depois aqui, acredito eu, e o seu esposo, o capitão José Antônio, que trabalhou aqui nesta Casa com a gente.

O nosso vereador, sargento Nantes, que estivemos juntos em Lisboa. Paguei uma bacalhoada para você. Você come pouco, devia comer mais, viu, irmão? Estivemos juntos lá, foi muito bom. Tirou o dinheiro aqui...

 

O SR. SARGENTO NANTES - Eu consegui tirar do doutor... Tirar dinheiro do doutor foi um milagre.

 

O SR. DELEGADO OLIM - PP - Aí eu falei: “Não, eu vou pagar, irmão. Você é vereador, ganha menos do que eu. Deixa que eu pago”. E posso cumprimentar o guarda de trânsito Luizinho, que também está aí presente, parceiro e amigo, que vai em todas as solenidades - e na do Telhada ele teria que vir.

Falar do Coronel Telhada, o que é? Coronel Telhada, quando eu entrei para a política, eu fui em uma... Ele era vereador, eu me lembro bem, como se fosse hoje. Eu entrei, estava sentado como estava aí, o Telhada já era vereador.

Na hora de ele fazer o discurso - um secretário foi homenageado, recebeu lá a cidade de São Paulo - e ele falou: “Olim, você tem que vir para cá, ser político junto com a gente. Nós temos que ser mais fortes. Venha, vamos sair, tem que sair candidato. Venha para o lado de cá, que vai dar certo”. Ele já era vereador.

E não deu outra. No outro ano, eu saí em 2014, para deputado estadual, Telhadão também junto, viemos para cá e montamos um time. Ele não estava no meu partido, mas depois ele veio para o meu partido e, olhe, só somou. Esse é o Telhada.

E na época também que eu trabalhava no Denarc, as viaturas de Rota levavam todas as ocorrências e apreensões de drogas lá para o Denarc. Eu era divisionário. Eu nunca apreendi tanta droga na minha vida como essa Rota pegava droga. Era toda hora viatura de Rota lá. O Telhadinha também levou várias ocorrências e apreensões de drogas.

Eu falava para o meu pessoal: “Nós somos 400 aqui, precisa a Rota trazer mais droga do que a gente aqui?” Eu falei com ele: “Como, doutor, eles têm as informações?” “Eles têm as informações, como vocês também têm que ter.” Sabe o que era bom? Que a gente somava, e, no final, o Denarc subia na porcentagem de apreensão de droga. Isso é bom para São Paulo, para mostrar que a polícia de São Paulo é a melhor. Então a Rota colaborou muito com isso, Telhadinha.

E eu falar do Telhada aqui, além de ser parceiro e amigo, é um cara para qualquer hora, para você chegar... Família. Onde ele vai, ele põe a casa em ordem. Ele estava lá agora na subprefeitura da Lapa, e eu falando para o filho dele, para o Telhadinha: “Telhadinha, seu pai não vai aceitar a subprefeitura?” “Você conhece meu pai, ele...” Mande-o para lá, meu, para pôr a casa em ordem lá na Lapa. Pode ter certeza que você já deixou saudade, irmão. Você deixou saudade. Onde você passa, você deixa saudade, porque é o seu jeito de trabalhar, é o seu jeito de ser.

Então eu queria falar isso para você, como eu nunca tive nenhuma chance aqui, quando estivemos juntos aqui, eu líder do partido e você junto comigo, você era segundo vice-presidente ou terceiro vice-presidente... Lembra que você ficou aqui? Era que nem dois irmãos trabalhando.

Só teve um probleminha que depois teve que sair, porque ele bateu tanto no governo Doria, que aí não tinha condições de segurar mais. O cara falou: “Você tira ou sai você também”. Porque ele dava umas pauladas aqui e o pessoal: “Manda o Telhada ir mais devagar”. Eu falei: “Mas como é que eu vou mandar em um coronel? Eu não vou mandar em um coronel. Eu posso conversar com ele”.

Na verdade, na real, ele falava o quê? Para brigar pela Polícia Militar dele, pelo salário, por viaturas, para uniforme. Então o que eu vou falar? Eu tenho que bater palmas. Aliás, eu queria uma bela salva de palmas para o Coronel Telhada. (Palmas.)

Amigo, irmão, eu vou acabar aqui. Nós vamos estar juntos aí em mais uma batalha, em que, se Deus quiser, estaremos juntos. Eu quero ficar em São Paulo. Eu sei que você vai para Brasília, mas o seu filho vai ficar aqui conosco. E vamos brigar, brigar por um Brasil melhor. Eu tenho certeza de que, juntos, de novo, todos...

Porque os caras falam de ser candidato, mas é difícil ser candidato, viu? A cada quatro anos passar no voto não é fácil, não é fácil. A gente tem que passar no voto. A gente não entra colocado e fica o resto da vida até os 75 anos. Negativo. A Polícia Militar, quando você chega em um certo tempo, você tem que sair, se aposentar. A Polícia Civil até que chega um pouco mais, até os setenta e cinco. Mas aqui, não. Se você não tiver o voto, a população que vota em você, que gosta do seu trabalho, você não volta.

Então, eu tenho certeza de que estaremos juntos aí na próxima batalha, neste final de ano. Estaremos, em outubro, todos juntos aí. No dia... Que depois é em novembro, é um pouquinho antes de novembro que se entregam os nossos diplomas de quem for eleito e, se Deus quiser, eu quero ver os nossos amigos todos aqui que são candidatos.

Irmãos, Gil Diniz também lá brigando. Nossa, o que ele vai brigar em Brasília, meu Deus do céu, estou até vendo. Quero vê-lo junto com o Telhada lá. O Nantes vai ser candidato, vai ficar só de vereador, Nantes? Não vai vir para estadual? Federal também?

Então, olhe aqui, nós temos três federais fortíssimos para brigar por nós policiais, que nós temos que ter nome forte, nome forte, tem que votar na gente. Por isso tem que votar em polícia, pô, que a gente vai brigar por vocês. Aqui ninguém vem para fazer vantagem, não. Minha vida é a mesma. Olhe o meu imposto de renda, você vai chorar aí. Entendeu? Então é isso.

Eu quero aqui, então, deixar um abraço, Telhadinha, parabéns pela escolha de chamar seu pai, que eu falo Telhada e Rota, Rota, Telhada, pra mim é a mesma coisa. Quando eu vejo a Rota, eu lembro do Telhada, quando eu vejo o Telhada, eu lembro da Rota.

Parabéns pela iniciativa, seu pai merece, ele é orgulhoso de você, você é um menino do bem. Falei para o seu pai um dia que você é um rapaz que eu aprendi a respeitar. Você é novo, você tem idade, acho que até para ser meu filho. E você na sua postura, do seu jeito aqui dentro, educado de falar, que às vezes eu não sou educado, às vezes eu sou meio malcriado aqui, mas faz parte.

E no Conselho de Ética, eu sou presidente do Conselho de Ética, aí o Telhadinha caiu lá numa bobagem, que ele fez muito legal, que eu achei maravilhoso, eu não vou falar aqui o que é, senão o Lula vai mandar nos matar. E eu falei: “Fique tranquilo que eu vou absolvê-lo, isso não vai dar nada pra você”.

E todo mundo aí enchendo o saco, PT, PSOL, é isso aí. Nada, polícia tem que brigar por polícia. E o que ele fez não foi nada de mais, ele fez a coisa certa, não tem. O que que ele errou? E, olhe, eu quero bater palmas, eu só não vou falar o que é pra não ter problema.

Tchau gente, obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Assistiremos agora aos vídeos enviados pelo deputado Thiago Auricchio e o deputado Danilo Campetti.

 

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- São exibidos os vídeos.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ouviremos agora as palavras do assessor de relações institucionais do Comando Militar do Sudeste, general de brigada Eduardo Rodrigues Schneider. (Palmas.)

 

O SR. EDUARDO RODRIGUES SCHNEIDER - Capitão Telhada, proponente e dirigente dos trabalhos dessa noite, em nome de quem eu gostaria de cumprimentar todos os membros do Poder Legislativo aqui presentes, deputado Gil Diniz, deputado Olim, Sargento Nantes, vereador da cidade de São Paulo. Gostaria de cumprimentar também o general Peternelli, aqui presente, em nome de quem cumprimento todos os oficiais das Forças Armadas aqui presentes.

Gostaria de cumprimentar o coronel Roldan, assessor parlamentar dessa Casa, em nome do qual cumprimento todos os oficiais da Polícia Militar, todos os membros da Polícia Militar aqui presentes. Cumprimento, aproveito também, cumprimentar o comandante da Guarda Municipal, Jairo Chabaribery. 

Minhas senhoras, meus senhores, e especialmente eu gostaria de cumprimentar o nosso Coronel Telhada, um paulista raiz, merecedor das mais nobres tradições bandeirantes. Gostaria de cumprimentar, especialmente também, o nosso coronel Vergílio, que hoje personifica a sua unidade, o 1º Batalhão de Choque Rota.

Inicio minhas palavras, que serão breves, mas lembrando o personagem histórico que dá síntese a todo esse momento, que é o Brigadeiro “Tobias de Aguiar”. Presidente da província de São Paulo durante o Império, responsável pela criação da então Guarda Permanente, Guarda Municipal Permanente, que em 1891 viria a ser transformada na Força Pública do Estado de São Paulo, já na República, num quartel situado na Avenida Tiradentes, 440.

Quartel da Luz, sobre o qual o nosso homenageado de noite, que além de coronel veterano da Polícia Militar, é escritor e político, tem uma obra que fala daquele quartel em especial.

Gostaria de cumprimentar todos os policiais do estado de São Paulo presentes, irmãos de arma. Por quê? Vou citar pelo menos três episódios. No Império, ao lado do Exército Imperial, combateu a Revolução Farroupilha.

Posteriormente, na Segunda Guerra Mundial, que o nosso escritor, Coronel Telhada, também tem uma obra que retrata, brilhantemente, os voluntários da Força Pública de São Paulo, que vieram a constituir a Companhia de Polícia Militar da então 1ª Divisão Expedicionária do Exército, que foi aos campos da Itália a combater o nazifascismo.

Por isso, são nossos irmãos de arma, a quem nós homenageamos hoje, sintetizando aquilo, como o Delegado Olim, que me antecedeu, a síntese: Coronel Telhada, Rota. Porque os laços dos irmãos de arma se forjam na trincheira, no combate, e esses laços são indestrutíveis. Não preciso falar muito mais para os senhores compreenderem a profundidade dessas palavras.

E gostaria, para ser breve, de pedir uma salva de palmas ao nosso Coronel Telhada e à Rota. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras das autoridades e, neste momento, solicitamos àqueles cujas condições físicas permitam que, em pé, acompanhem a execução do hino da Polícia Militar.

 

O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Permita-me informar que, nas mesas, tinha um hinário, e os senhores e as senhoras que não conhecerem de cor a canção da PM, primeiro está errado. Mas, na página 12 mais um, tem o hino da PM. Captaram? Na página 12 mais um, tem o hino da PM para todos acompanharem o nosso corpo musical e entoarem juntos o Hino da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

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- É executado o Hino da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Podem se sentar. Registramos, ainda, a presença do Sr. Leandro Marafon, delegado de polícia assistente da Alesp; do Sr. Rui da Silva, presidente da Associação dos Veteranos da Polícia do Exército; do Sr. Gilberto Ritchie, presidente da Associação de Veteranos das Forças Armadas.

Ao Sr. César Rodrigues, chefe de investigadores do 7º Distrito Policial da Lapa. Registramos a presença do Sr. Fábio de Toledo, presidente do Conseg Butantã, e da Sra. Carla Banietti, diretora do Conseg Leopoldina.

Neste momento, assistiremos a um vídeo sobre a história do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Novamente, pedimos a todos que adotem posição de respeito e que possamos receber aqui à frente o Cabo PM Rogério Aparecido de Lima, da Banda de Clarins “Edmundo Wright”, do Regimento de Polícia Montada 9 de Julho.

Ele executará para nós o toque do silêncio, em homenagem aos militares da Polícia Militar do Estado de São Paulo que tombaram em serviço. E também ao atleta Oscar Schmidt, falecido na data de hoje.

 

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- É executado o toque de silêncio.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ouviremos agora o toque em homenagem aos veteranos da Rota.

 

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- É executado o toque em homenagem aos veteranos da Rota.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Podem, por favor, retornar aos seus assentos. Registramos, ainda, a presença do Sr. Leonardo Cedran, ancião da Igreja Congregação Cristã do Brasil - Vila Picinin. Estão presentes, aqui conosco, os familiares do Coronel Telhada, a Sra. Ivania Telhada, esposa; a Sra. Juliana Telhada, filha; a Srta. Laura Telhada, neta; e também neto, o Sr. Cássio Telhada; o Sr. João Paulo, neto; e o Sr. José Pedro, neto. Senhor, apesar de serem todos crianças. (Fala fora do microfone.)

Antes de darmos início à outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo aos homenageados da noite, gostaríamos de informar que os colares que serão entregues definitivamente estão enquadrados em molduras elaboradas com madeira advinda do antigo prédio da Rota, simbolizando a importância desta homenagem tanto à instituição quanto ao Coronel Telhada.

Nesta noite de elevado significado para esta Casa de Leis, reunimo-nos para reconhecer trajetórias que se destacam pelo compromisso inabalável com a Segurança, a ordem pública e o bem-estar da sociedade paulista.

São histórias construídas com coragem, disciplina e senso de missão, que transcendem o dever funcional e se consolidam como verdadeiro legado de serviço à coletividade. Cada atuação reflete a responsabilidade assumida na proteção da vida, na preservação da ordem e na defesa dos valores que sustentam o estado de São Paulo.

Os homenageados desta noite representam não apenas instituições e carreiras exemplares, mas simbolizam a dedicação diária de homens e mulheres que, com bravura e honra, contribuem para a construção de uma sociedade mais segura e justa.

É nesse espírito que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo presta sua homenagem com a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta honraria conferida por esta Casa, instituída no ano de 2015, destinada a reconhecer pessoas e instituições que tenham contribuído de forma relevante para o desenvolvimento social, cultural e econômico do estado, prestando-lhes, de maneira pública e solene, justa homenagem.

Para o ato de outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo, convidamos à frente a Guarda de Honra da Polícia Militar do Estado de São Paulo, juntamente com o tenente-coronel PM Vergílio, que neste ato representam o 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, Rota.

 

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- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Em posição de respeito, vamos acompanhar o Hino da Rota, executado pela Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Página 41 do Hinário Militar.

 

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- É executado o Hino da Rota.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Podem tomar seus assentos.

Agradecemos a participação da Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tanto abrilhantou esta homenagem. Neste momento, convidamos o tenente-coronel PM Vergílio, comandante do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, para falar em nome da instituição.

 

O SR. VERGÍLIO CORRÊA MARIANO - Senhoras e senhores, boa noite. Para mim é um prazer e uma honra estar aqui presente, hoje representando o Batalhão “Tobias de Aguiar” e, através da sua filha mais ilustre e atualmente mais conhecida, a Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar”, a Rota.

Eu gostaria de agradecer aos componentes da Mesa, ao Sr. Coronel Telhada. Mais do que um professor ao longo da nossa carreira, nos acolheu também, assim como o vereador Nantes. Tive a oportunidade de ser acolhido por ele 15 anos atrás, então como um jovem tenente, lá nos idos de 2010, e tanto nos ensinou na forma de postura, na forma de comandante.

Hoje tenho o prazer e a honra de ser o comandante da Rota e o sucessor e tão importante comandante que a unidade representa. Agradeço, muito obrigado pelos ensinamentos até hoje. Peço sempre os conselhos e os puxões de orelha quando necessário, comandante. Muito obrigado.

Agradeço ao deputado Capitão Telhada, também rotariano. Tivemos o prazer de servir juntos, como tenentes ainda. Hoje é até engraçado lembrar, 20 anos depois, 15 anos depois, parece que foi ontem, mas foi um período importante da nossa vida, da nossa carreira. Agradeço da mesma forma ao deputado Capitão Telhada.

Agradeço também ao sargento Nantes, vereador, amigo, parceiro de tantas empreitadas também junto à Rota, e que hoje trilha pelos caminhos do Legislativo municipal. Agradeço também ao coronel Antão, aqui presente, veterano de Rota, no qual também cumprimento todos os demais veteranos que tenho encontrado aqui e tenho visto.

Não vou nominá-los, mas sei que estão presentes e para mim é um prazer e uma honra tê-los aqui como referência ao longo da nossa história, sabendo que nós também um dia seremos. Os senhores foram um espelho para nós e espero ter a honra de nós também sermos para aquelas gerações que virão, para que possamos dar continuidade a esses mais de 55 anos de Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar”.

Muito obrigado.

Agradeço também ao coronel Roldan, chefe da Assessoria Policial Militar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, amigo de longa data e excelente profissional.

Também como referência ao Dr. Olim, da nossa coirmã Polícia Civil, da qual sempre tivemos um grande apoio durante toda a trajetória. Eu me lembro dessas madrugadas no Denarc, comandante. Testemunha da verdade, de fato. Estava até comentando com o Capitão Telhada aqui desses momentos e dessas toneladas, graças a Deus.

Agradeço ao amigo, deputado Gil Diniz, também, sem palavras, tantos anos já nos ajudando tanto nas empreitadas do nosso Batalhão. O general Schneider, muito obrigado também, comandante, pelas palavras, pela deferência e da lembrança, principalmente do nosso brigadeiro Tobias de Aguiar.

Agradeço também aqui a todos os demais integrantes das Forças Armadas, aos amigos e policiais civis. Comandante Jairo, muito obrigado pela parceria de sempre. Sabemos que a trincheira aproxima os irmãos. Às demais autoridades civis aqui presentes e a toda a sociedade civil aqui organizada.

Falar da Rota se torna fácil, mas até um preâmbulo disso... Lembro aqui do Batalhão “Tobias de Aguiar”, uma unidade que se funde com a história da sociedade paulista, com seus quase 140 anos de história, e que viveu basicamente todos os momentos da história moderna do estado de São Paulo, assim como esta importante Casa Legislativa.

Todas as revoluções de 1932, de 1924, e todo esse período da história onde o batalhão se fez presente, como bem lembrou nosso general. E a sucessão natural disso culminou no surgimento das Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar”. A Rota hoje tornou-se a ponta da lança no combate ao crime organizado no segmento ostensivo, representado pela Polícia Militar.

Ouvindo o toque feito pelo nosso nobre corneteiro, lembramos aqui dos nossos amigos que tombaram em combate ao longo de todos esses anos, na história recente, nos combates no litoral, e tantos outros que não tiveram a sua memória esquecida e que servem de motivação para que nós possamos, cada vez mais, representar as forças da legalidade do estado de São Paulo, e nos empenharmos em busca da Segurança Pública com excelência.

Eu agradeço a todos em nome, hoje, do comando da unidade, sucedendo o Coronel Telhada e todos os outros comandantes que nos antecederam. Muito obrigado a todos. Contem com a Polícia Militar, contem com a Rota.

Obrigado, boa noite. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, em ato solene, acompanharemos a saída do estandarte do 1º Batalhão de Choque “Tobias de Aguiar”, conduzido pelo subtenente PM Jerry da Rocha.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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 A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Podem se sentar. Agradecemos mais uma vez a presença da sessão de banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do 1º sargento PM Gesiel, e pedimos a todos que o saúdem com uma salva de palmas. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Permita-me quebrar o protocolo rapidamente. Agradecer a presença do subtenente Gesiel e de toda a banda musical do Corpo Musical nosso, da unidade mais antiga da Polícia Militar, sempre abrilhantando os nossos eventos, as solenidades da Polícia Militar.

Além de abrilhantar com música de qualidade, com canções militares, ainda executam o policiamento, as missões institucionais da Polícia Militar. Obrigado pela presença. Contem com o nosso apoio sempre. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Dando continuidade às nossas homenagens, assistiremos juntos a um vídeo sobre a carreira do Coronel Telhada.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convido agora a fazer o uso da palavra a Sra. Ivania Telhada, esposa do homenageado, que falará em nome dos familiares.

 

A SRA. IVANIA TELHADA - Boa noite. Confesso que fui pega de surpresa total, porque era para a Juliana falar, e ela pediu para mim. Então vamos lá. Bom, todo mundo já falou bastante do Coronel Telhada, não é? E eu, como esposa, vou falar um pouco do Paulo Telhada.

Paulo é um marido excelente, ele não é um pai, ele é um amigo dos meus filhos. A minha nora e o meu genro, acho que podem falar a mesma coisa. Eu acredito que eles não têm sogro, não é? Acho que eles têm mais um amigo. É o chefão, não é, José Antônio? E a Débora... Segundo o José Antônio ele é o preferido, mas tudo bem.

Então o Paulo em casa é diferente do que vocês veem na rua, essa figura forte, essa figura valente. Uma vez uma pessoa, acho que quando ele foi para vereador, era a primeira vez que foram em casa fazer uma entrevista, e a jornalista me falou uma coisa que eu nunca tinha parado para pensar, porque ele é uma pessoa muito simples em casa.

Então ele gosta de arroz, feijão, gosta de ovo, gosta de doce... Ele tem um paladar bem infantil, ele gosta de... (Manifestação das galerias.) Quando eu o convido para ir em restaurante... (Palmas.) É verdade, gente. Não é mentira, não, é verdade.

Quando eu o convido para ir em algum restaurante mais chique, que fico sabendo, “Paulo, vamos tal restaurante assim?”, “Já vai você me levar para comer essas comidas.” Então, mas esse é o Paulo que a gente conhece. E ele gosta de coleção, de carrinhos, de bonequinhos, é o passatempo dele. (Palmas.)

E a jornalista no final falou: “Olhe, o coronel é um homem tão forte na rua, ele tem que demonstrar tanta fortaleza, autoridade, comandante, tudo. Chega em casa, aflora o lado moleque dele, o lado criança.” Então ele se desprende, se desarma e relaxa. Então talvez por isso essa pessoa simples que ele é dentro de casa, mas por isso que ele é tão amado fora e dentro de casa, por ser do jeito que ele é.

Quanto à Rota, já que a homenagem é sobre a Rota, quando ele comandava a Rota, ele ficou bastante preocupado também, mas a gente sempre teve uma parceria muito grande, ele cuidava do trabalho e eu cuidava da casa e dos filhos. E assim a gente está há 40 anos juntos.

E quando ele chegava num batalhão, sempre falava: “Ai, me ajuda aí”, porque ele sempre comunica muita coisa em casa. Então assim, eu sempre fui muito presente, quem trabalhou com ele, quem serviu com ele sabe da minha presença, da presença dos filhos no quartel, dos sobrinhos, da família. Ele sempre fez muita questão de abrir as portas de todos os lugares que ele serviu, que ele comandou, para a população e para a família.

Então, quando ele foi para a Rota, talvez alguns dos hoje coronéis, na época talvez capitães, lembram, a gente fazia pelo menos uma vez por mês, cada dois meses, um encontro numa pizzaria, em algum lugar, mas ele fazia questão de que todos levassem esposa ou namorada ou noiva, falava: “Ninguém aparece sozinho, tem que trazer família.”.

Então isso, trazer a família para dentro do quartel, as esposas se conhecerem, as esposas conversarem, trocarem ideias, elas veem, porque, às vezes, o policial pega uma ocorrência, chega em casa tarde, o filho está com uma febre, a mulher fica brava, fica nervosa. O cara chega da rua também com a cabeça cheia, porque teve ocorrência. Então aquilo tudo acaba trazendo briga, mal-estar.

Então, quando a mulher vê que as outras também passam pelo mesmo problema, então ela aprende a coordenar um pouco melhor em casa para quando o marido chegar nervoso, bravo, cansado, ela também não levar todo o problema da casa para ele, ou levar aos poucos. Porque levar a gente sempre leva, mas leva a conta-gotas. Então, em todos os lugares que ele trabalhou, sempre foi assim.

 No 7º Batalhão, lembro que a primeira festa que teve tinha uma praça em frente, ele fazia toda a cerimônia na praça, depois uma senhora, eu estava na porta do quartel, ela passou, ela falou: “O que está acontecendo aí?” Eu falei: “É uma festa. A senhora não quer entrar, conhecer, não?” “Eu moro aqui do lado, mas nunca vi festa aqui. Eu nunca entrei aqui.”

Eu falei: “Então, a partir de hoje, a senhora vai ver o quartel aberto e pode entrar a hora que a senhora quiser. Vai ter sempre um policial aqui para recebê-la, para conversar”. E a mulher ficou encantada. Então esse é o Coronel Telhada.

Assim foi na sub Lapa também. Está aqui a Elzinha, está aqui a Dani, está todo mundo aí, viu? Como que ele abre as portas de onde ele chega. Então esse é o Coronel Telhada. Esse é o Paulo.

Na igreja também, tem muitos aqui que estão, vieram também pela igreja em homenagem. Então sabem também que esse é o lado Paulo, é o lado família, é o lado amigo, e por trás dessa autoridade toda que ele tem. Isso é o que eu tinha para falar.

Obrigado, Paulo, por tudo.

Amo você. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora à frente o Coronel Telhada para que seja condecorado com a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo.

 

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- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma calorosa salva de palmas ao Coronel Telhada. (Palmas.) Pedimos aos familiares e membros da Mesa que retornem aos seus lugares. Neste momento, ouviremos as palavras do homenageado, Coronel Telhada.

 

O SR. PAULO ADRIANO LOPES LUCINDA TELHADA - Pessoal, boa noite a todos.

 

TODOS - Boa noite.

 

O SR. PAULO ADRIANO LOPES LUCINDA TELHADA - Eu louvo a Deus pela vida e pela saúde de todos os presentes aqui. Só de a gente estar aqui já é uma dádiva, é um motivo de comemoração e de muita alegria.

Hoje o meu filho perguntou se eu já tinha feito algumas palavras, se já tinha escrito alguma coisa. Eu até pensei em escrever, mas eu não sei ler discurso. Eu não sei falar lendo. Para mim, eu tenho muita dificuldade com isso. Então eu vou falar o que for surgindo aí.

Em primeiro lugar, agradecer a Deus por estarmos aqui. Quero agradecer à minha família. Minha família, todos os presentes aqui, em nome da minha esposa, minha namorada, minha amiga há 47 anos.

Viemos lá da Freguesia do Ó - ela, da Brasilândia, e eu, da Freguesia. Quem diria, Ivania, que a gente se conheceu há 47 anos. Dê licença um pouquinho, deixe eu ver minha mulher aí, rapaz. Estou falando, estou falando olhando para você, você vai achar que é para você.

Quarenta e sete anos, eu conheci a Ivania. Nós namoramos. E a gente estava falando disso ontem. Quem diria que, hoje, metade dessa sala não estava viva quando a gente começou a namorar. E, 47 anos depois, estamos aqui: nosso filho, deputado, quatro netos, da Ju e dele, quatro netos maravilhosos.

Então, agradecer a Deus por isso, por você, tudo o que você tem feito por mim, na nossa vida. Você sabe que a nossa família depende muito e foi criada justamente por causa de você. Que você é o esteio da nossa família. Eu só faço a parte do trabalho, mas quem mantém a família é você. Então muito obrigado por tudo. Amo você e você sabe disso.

Agradecer aos meus filhos, Juliana e Rafael, a Débora, o José Antônio, meus netos, o Zé Pedro que está ali, que não para. Não é, Zé? O Zé Pedro, que é o mais novo. A Laura, cadê a Laurinha? Está ali. Está no colégio militar, 11 anos, motivo de orgulho para a nossa família. Já servindo a Pátria e estudando, já. Motivo de orgulho para a família.

O João Paulo, que está ali no meio também, meu molecão. O Cássio, que não veio porque ele ficou esperando o coelho lá no prédio, e ele preferiu o coelho do que o avô dele. Mas tudo bem. A gente entende. Criança é assim mesmo, não é? A minha tia que está aqui, o meu tio, meus cunhados, cunhadas, sobrinhos, sobrinhas, sobrinhos-netos, sobrinhas-netas, enfim, nossa família toda aqui.

E a nossa família, como a Ivania falou, a gente é muito unido. A gente faz tudo pela família, mesmo. Nós somos assim. Desde que a gente era criança, a gente é assim. Nossos pais nos ensinaram assim. E só isso é um motivo de grande alegria.

Saudar todos os irmãos policiais presentes aqui da Rota, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Guarda Civil Metropolitana, na figura do Jairo, meu amigo há mais de 30 anos.

Os irmãos e as irmãs da CCB, também, da Congregação Cristã no Brasil. Muitos disseram que viriam e vieram, estão aí conosco. A gente... Eu nunca neguei que sou cristão, que sou da Congregação. Desde que eu entrei na Polícia Militar, eu sempre tive uma carreira muito agitada, não é? Todo mundo sabe disso. Sempre fui muito... Com posturas muito rígidas na nossa conduta. Isso fez com que a gente se destacasse.

E eu nunca neguei a Deus nas minhas palavras, nunca neguei quem eu sou. Nunca tive vergonha de ser crente, mesmo quando a gente era criança e apanhava na escola. Porque hoje é bonito ser evangélico, mas, na nossa época de criança, a gente apanhava quando saía da escola. E, mesmo assim, nunca neguei o nome de Deus, e não faço isso jamais.

E a minha família está na Congregação desde 1929, quando o meu avô, Adriano Fernandes Morgato, batizou-se com 12 anos de idade. Desde então, a nossa família está na Congregação, e é um motivo de orgulho. Agradecer aos irmãos que estão aqui, não só da Congregação, de outras denominações; os irmãos cristãos, os que não são cristãos, mas que estão sempre nos acompanhando. Muito obrigado por tudo.

Agradecer aos amigos da Subprefeitura da Lapa. Amigos e amigas que estão aqui conosco, na figura do coronel Antão. Antão, meu amigo há 47 anos, hoje é subprefeito.

O que o Nantes falou aqui da Rota, do que a gente conseguiu manter - e eu deixo isso bem claro -, se não fosse o Antão e o Camilo no subcomando, não teria acontecido, principalmente pela figura do coronel Antão. Então, se a gente teve uma carreira profícua na Rota, também eu devo muito isso ao Antão. E ele sabe disso, porque eu já o agradeci pessoalmente. Estou fazendo em público agora.

Então, os irmãos policiais militares, policiais civis, guardas civis metropolitanos. Eu não sei se tem alguém da Polícia Técnico-Científica aqui, da Polícia Federal. Enfim, de todas as forças de segurança: muito obrigado pela presença e pelo apoio.

Os amigos da Lapa, do Mercado da Lapa, na figura da Dani, do Eduardo, da região, também, da Carla, da Claudine, enfim, de todos da região da Lapa, que estão sempre conosco: muito obrigado. Aos irmãos do Insanos Motoclube, também, nosso motoclube: obrigado. Estão sempre conosco nos eventos.

O pessoal do meu tempo de ginásio, na figura da Luzia, o pessoal do Genso, do Ginásio Estadual Nossa Senhora do Ó, nossa escola querida, não é, Luzia? A gente tem muitas saudades.

Os amigos de associações de veteranos, não só da Polícia Militar, das Forças Armadas, também, sempre conosco nos eventos. Estamos sempre trabalhando junto. Vereadores, vereadoras, secretários, secretárias aqui presentes, muito obrigado pela presença. Os amigos daqui da cidade de São Paulo, do interior também, o pessoal do Conseg, muito obrigado a todos.

Enfim, dizer da... A vida é uma coisa estranha, não é? Eu jamais pensei em ser político na minha vida, nunca. Tudo que eu fiz na Polícia Militar, eu fiz porque eu amava o meu serviço e me dedicava 100% à Polícia Militar.

Minha mulher falou agora há pouco. Se não fosse minha esposa, eu não sei como ficaria a minha família, porque a minha dedicação sempre foi total à Polícia Militar. A Ivania cuidava da casa, e nessa parceria a gente conseguiu chegar até aqui hoje.

E, quando eu me aposentei, eu fui instado a ingressar na política. Eu não queria. Fui praticamente obrigado e acabei ingressando. A Ivania não queria que eu ingressasse, tive que convencê-la primeiro. Porque eu também achava a política uma coisa terrível, não é, Olim? Coisa de bandido, não é, gente? Coisa de crime organizado. Gil Diniz, Nantes, Olim, que estão aqui conosco, todos nós pensávamos assim. E, infelizmente, em determinado momento, foi mesmo.

Mas a gente percebeu que política é coisa de gente séria, de gente honesta. E nós temos que ter cada vez mais gente séria e honesta no nosso meio, fazendo política. Porque a gente não pode aceitar, nós, que somos policiais, aceitarmos que política é coisa de bandido. E mesmo o cidadão, porque quando você aceita que um bandido está comandando você, você não pode reclamar.

Então nós temos que ter gente boa na política. Trabalhador de todos os níveis, pessoas corretas, pessoas que têm as suas ideias, mas que labutam pelo bem da família, pelo bem da sociedade, pelo bem da Pátria. Isso não são palavras jogadas ao vento, são palavras reais.

E nós aqui... Nós aqui fazemos questão de seguir isso à risca. Nós, eu e meu filho, o próprio Gil Diniz, o Olim, o Nantes, todos nós aqui hoje, na política, nós juramos um dia, se necessário, sacrificar a nossa vida em prol da sociedade.

Eu fui baleado duas vezes em serviço. Em 1990 e em 1995. Quantos caixões nós carregamos e fomos em funerais de irmãos policiais militares, policiais civis, guardas civis? Quantos? Inúmeros.

Está aqui o Luizinho, veterano, também, da Polícia Militar. E a gente traz isso para a política. Nossa seriedade nos procedimentos, na correção de atitudes. Nós fazemos uma política muito séria, uma política concreta, uma política de resultados. E é assim que tem que ser.

E vocês todos fazem parte desse nosso trabalho. Todos vocês, amigos, amigas, coronel Helder, general (Inaudível.), aqui... O Peternelli, aqui, por exemplo - o (Inaudível.) nunca trabalhou comigo. General Peternelli, aqui, que é deputado federal presente, general Schneider também.

São pessoas que estão sempre batalhando. Nós estamos trabalhando pelo bem da sociedade. E nesta Mesa aqui nós temos exemplos. Coronel Roldan, coronel Vergílio, coronel Schneider, Gil Diniz, Nantes, Olim e meu filho, o Capitão Telhada.

Quero dizer para você, filho, que eu tenho muito orgulho de você. E de você, Juliana. Cadê a Juliana? Está ali. De vocês dois. Vocês são os amores da minha vida. Vocês sabem disso. E, cada um nas suas funções, hoje, com as suas famílias, vocês me enchem de mais orgulho ainda. Eu te agradeço, filho, por esta homenagem.

Eu ouvi uma vez dizer que você nunca pode falar que merece uma homenagem porque você seria petulante. E você nunca pode falar que não merece porque você estaria desprezando quem está fazendo essa homenagem. Então, tudo o que a gente fez foi porque a gente gosta de fazer. A gente gosta de trabalhar, e não espera nunca uma homenagem.

Essa medalha, Olim, quando ela foi criada aqui, em 2015, eu jamais pensei que um dia eu ia recebê-la, de verdade. Então, hoje eu me sinto muito orgulhoso, filho, de estar recebendo esta medalha das suas mãos, do seu mandato. Em nome do Borro, agradeço a toda a... Ao seu grupo de assessores, colaboradores. Muito obrigado pela lembrança.

Enfim, pensei em muita coisa para dizer, mas o que eu quero dizer para vocês é: muito obrigado, muito obrigado de verdade. E, nos meus discursos, eu tenho sempre falado, não é o momento adequado, porque é mais uma solenidade, mas nós estamos passando por uma situação muito difícil no Brasil, principalmente nós, que somos policiais militares.

E nós, militares, sabemos que dificuldades estamos enfrentando no Brasil e temos que mudar essa triste realidade. E agora eu vou dizer, o que está acontecendo no Brasil não é culpa do presidente, não é. Tudo o que está acontecendo no Brasil é culpa do povo. Culpa do povo. Foi o povo que colocou essas pessoas lá. Gostem ou não gostem, foi o povo que fez isso.

Eu sempre falo e não vou deixar de falar: dia 30 de outubro de 2022, na última eleição para presidente, 37 milhões e 900 mil pessoas não votaram, 32 milhões e 200 simplesmente nem foram às urnas, os outros votaram em branco e votaram nulo. Deu um total de 37 milhões e 900 mil pessoas. A diferença de um presidente para o outro, do que ganhou para o que perdeu, foi de quase dois milhões.

Então vocês notem quantas pessoas deixaram de votar e quem foi o responsável por esse presidente ter ganho a eleição: o povo, porque o povo se omitiu. E pergunto mais: desses 37 milhões e 900 mil pessoas, quantos são de esquerda? Quantos são petistas?

Vamos falar 900 mil, que eu acho um absurdo, eu acho que jamais seria isso, muito menos. Eles podem falar o que quiserem, mas eles cumprem a missão, eles militam, eles batalham pelo que eles acham certo, enquanto nós ficamos brigando um com o outro. Vamos falar que 900 mil deixaram de votar? De jeito nenhum.

E os outros 37 milhões, aonde estavam? Sabe o que estão fazendo? Reclamando do governo hoje, reclamando dos deputados que nada fazem, só que na hora de ir lá apertar um botão, não vai.

Então eu tenho batido nessa tecla em todas as minhas falas. Eu peço: nos ajudem, este ano, a mudar o Brasil. O Brasil está na ponta do dedo de vocês. Nós jamais... Estão aqui o general Peternelli, o general Schneider, os irmãos e irmãs da Polícia Militar, Polícia Civil, nós da Guarda Civil, nós jamais queremos uma rebelião aqui no País. Nós não queremos isso.

Nós não queremos derramamento de sangue, porque nós derramamos o sangue, nós sabemos o que é derramar o sangue. Nós somos os primeiros a tomar tiro, e eu não quero que meus filhos, meus netos, passem por isso, e tenho certeza de que nenhum de vocês querem.

A solução é simples: basta, no dia 4 de outubro, comparecerem às urnas e votarem em quem vocês quiserem, em quem for o seu candidato. Pesquisem quem é a pessoa, vejam se vale a pena, vão lá e deem o seu voto, para depois cobrarem dessa pessoa também.

Mas nos ajudem, nos ajudem a fazer com que as pessoas compareçam e cumpram a sua obrigação. Nós temos condições de mudar o nosso País com muita tranquilidade e com muita calma.

Não acreditem nessas histórias que vocês veem na internet e na televisão, porque o socialismo é o mal do mundo, quem estuda história sabe que o comunismo e o socialismo são o mal do mundo.

Estava lendo a Segunda Guerra Mundial hoje, e os caras são canalhas ao extremo, e eles continuam na mesma linha, eles acusam os outros do que eles fazem, acusam os outros da sacanagem que eles fazem. Teria mil situações para contar aqui, a gente ficaria até as quatro da manhã.

Então, não acreditem que eles são bonzinhos, não acreditem que eles querem democracia, não acreditem que eles querem o melhor do Brasil, é mentira. Eles querem pura e simplesmente o poder e os bolsos cheios, só isso que eles querem. Tenham certeza disso. Repito: a mudança está na mão de vocês.

E eu estou vendo vários veteranos aqui, o (Inaudível.) e inúmeros outros irmãos aqui, veteranos da Polícia Militar e das Forças Armadas, e vocês que estão na ativa: vamos nos unir, pelo amor de Deus. Vamos parar com essa lenga-lenga, com essa dicotomia, com essa dissensão, com essa briga entre nós, entre veterano e ativa, oficiais e praças; vocês estão fazendo o jogo do bandido, vocês estão fazendo a separação.

É isso que eles querem, que nós nos separemos, porque nós somos fortes. Mas, se nós nos separarmos, a nossa força vai cair por terra. Então, meus irmãos de armas, meus irmãos cidadãos, irmãs cidadãs, nós temos tudo para ter um dos melhores países do mundo, basta nós querermos. É preciso sacrifício? Sim.

Lá em El Salvador, eles estão se sacrificando e estão botando o país em ordem. Na Argentina, estão se sacrificando e estão botando o país em ordem. Chegou a hora de nós fazermos isso no Brasil. Vamos mudar o Brasil.

Todos vocês, sem exceção, do último ali em cima até a Janaína que está encostada na parede aqui, todos têm responsabilidade nisso. Rafael, pegue o meu celular, por favor.

Para encerrar, eu vi muita gente falando muita coisa bonita de mim aqui. Eu vou te falar a verdade, eu não lembrava muita coisa que me falaram ali, nem lembrava, de verdade. Não é falsa modéstia, não. Porque, como eu disse a vocês, a gente faz as coisas porque a gente gosta do que faz.

Mas, só para trazer uma lembrança aqui, uma lembrança de que a gente nunca deve se envaidecer ou achar que é melhor do que ninguém, porque ninguém aqui é melhor do que ninguém. Todos nós vamos para o mesmo lugar, mais cedo ou mais tarde, todos nós iremos para o mesmo lugar. Então, o convencimento, o envaidecimento é um mal que a gente não deve ter com a gente.

E quando alguém for elogiar você, que venha de outra pessoa. Então eu agradeço a todos que falaram de mim aqui hoje, muito obrigado. Eu me sinto lisonjeado. Sempre procuro fazer a diferença porque eu tenho uma vida para viver aqui e quero viver bem, e deixar um bom cheiro da minha vida, um bom exemplo daqui.

E isso está escrito, para quem não sabe, em “Provérbios”, capítulo 27, versículos 1 e 2. Está escrito lá: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia”. E, no versículo 2, está escrito: “louve-te o estranho e não a tua boca; o estrangeiro e não os teus lábios”.

Então, se alguém for falar bem de você, que seja outra pessoa, porque se você faz a coisa certa, as pessoas perceberão. Quando você precisa falar que você é bom, que você é certo, que você é honesto, alguma coisa está errada.

Então, eu agradeço a todos que aqui, de uma maneira direta ou indireta, fizeram um elogio à minha pessoa e, principalmente, a todos vocês que, com suas presenças, prestigiaram este evento e me agraciaram com esta noite maravilhosa, porque a presença de vocês aqui é de suma importância.

Deus abençoe a todos, muito, muito obrigado a todos. Vamos mudar o Brasil, estejamos juntos nessa batalha.

Eu tenho quatro netos, e eu tenho certeza de que nós deixaremos um Brasil melhor para todos os meus netos e para todas as crianças.

Deus abençoe a todos, muito obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Lembramos a todos os presentes que as fotos desta solenidade estarão disponíveis. Todas as fotos estarão disponíveis no Flickr da Alesp e no Flickr Telhada. O acesso, se vocês desejarem, pode ser pelo QR Code aqui à frente.

Agradecemos ao Coronel Telhada por suas palavras, e convidamos o Capitão Telhada para proferir seu discurso e proceder ao encerramento desta sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Senhoras e senhores, boa noite. Está se aproximando aí de duas horas de sessão, uma hora e cinquenta, na verdade. Não quero me alongar, porém, político, falar pouco é difícil, não é, Olim?

Mas, pessoal, eu quero primeiramente já iniciar minhas palavras agradecendo a presença de cada um que deixou sua casa, deixou seu lar, seus afazeres, deixou de lado muitas obrigações. Uma sexta-feira à noite, que a gente sabe a loucura que é o trânsito de São Paulo, véspera de feriado prolongado, hoje. Nós temos aí o feriado de Tiradentes, terça-feira.

Quando nós decidimos fazer esta solenidade, a gente considerou isso. Então, a gente ver esse plenário repleto, a gente ver a presença de amigos, da família junto com a gente aqui, de autoridades, dos heróis policiais da Rota acompanhando essas duas homenagens, é, de fato, motivo de a gente agradecer.

E eu, como proponente desta sessão solene, em nome da Assembleia Legislativa, agradeço a cada um que deixou o seu lar, que veio do interior, vários amigos aqui do interior, de Mogi Mirim, de Quadra. Se eu começar a falar aqui, ferrou, também porque vou esquecer de Pilar do Sul, a Nicole, o Lurian e de Sorocaba, os amigos do Insanos Motoclube, os irmãos também dos motoclubes que nos acompanham aqui do... O Kenji. Enfim, muito obrigado à presença de todos.

Eu quero agradecer à Mesa Diretora, que nesta noite contribuiu com os nossos trabalhos. Primeiramente, começando ali do sargento Nantes. Muito obrigado pela presença, Nantes. Você, que é guerreiro, rotariano, vereador de São Paulo, o bigode mais famoso de São Paulo.

Obrigado, viu, por tudo que você fez como policial nas unidades que passou e tudo que faz hoje como político, lutando pela nossa instituição e pelos nossos policiais, porque atrás de cada farda, atrás de cada distintivo tem um homem e uma mulher, tem um ser humano, tem um familiar. E é uma honra trilhar essa jornada ao seu lado, lutando pela nossa instituição, pelos nossos policiais, por nossa São Paulo.

O deputado Gil Diniz, muito obrigado pela presença. Estávamos hoje aqui na Casa à tarde, pouquíssimos deputados, o Gil ficou, deixou de ir para casa, deixou de seguir viagem para acompanhar a solenidade aqui, muito obrigado. Muito obrigado pela parceria também nas lutas cotidianas aqui na Assembleia.

E estendo também esses cumprimentos e essa parceria ao meu amigo, deputado Delegado Olim. Muito obrigado pela presença, também estar conosco aqui, sair dos seus afazeres, a família aguardando em casa, mas fez questão de participar da homenagem à Rota e ao Coronel Telhada.

Obrigado por tudo e obrigado pelos ensinamentos também, viu? Tenho aprendido muito com você aqui, líder do Partido Progressistas, líder do nosso partido, e é uma honra ser seu amigo, poder dizer que sou seu amigo hoje e trilhar essa caminhada junto contigo, junto com o Gil Diniz. Também agradeço aos deputados que mandaram o vídeo: Thiago Auricchio, deputado Danilo Campetti.

Hoje, pessoal, a gente tem aqui na Assembleia uma verdadeira bancada de Segurança Pública. Nós temos uma bancada formada por policiais militares, policiais civis, policiais federais, membros das Forças Armadas que são deputados. E, hoje, a gente consegue levar as nossas necessidades, os nossos anseios adiante, coisa que o governador, antigamente, governadores passados nem recebiam os deputados policiais.

Quando estava o Conte Lopes aqui, que também é rotariano, por muitos anos sozinho na Casa, nem recebido era por um governador, mas essa história é diferente hoje. A gente tem a oportunidade de sentar na mesa - o Olim, o Gil já esteve conosco várias vezes - e levar os anseios ao governo, discutir, convencer, brigar. Nem tudo é no tempo que a gente quer, é na velocidade que a gente gostaria.

Não estamos satisfeitos com o que já alcançamos, precisamos de mais, precisamos de mais avanço, porém, hoje, nós temos um governo que nos respeita e que ouve os seus representantes. Então, obrigado pela parceria, os Srs. Deputados aqui presentes, e contem sempre comigo, viu?

General Schneider, muito obrigado pela presença também, leve um abraço ao general Carmona, estávamos juntos pela manhã. Muito obrigado pela parceria do Comando Militar do Sudeste, pela parceria do Exército Brasileiro. E quero dizer que aqui, na família Telhada, hoje temos uma representante no Exército Brasileiro. Levanta aí, filha. A Laura, minha filha, de 11 anos. (Palmas.)

A Laura é a aluna Telhada, nº 700 do Colégio Militar do Exército Brasileiro. Passou no concurso dificílimo e nos orgulha muito tê-la na família Garança, no Exército Brasileiro, parabéns. General, eu falei para ela vir fardada hoje. Aí ela falou assim: “Não, pai, eu não pedi autorização, vou tomar F.O. negativo”. Eu falei: “Poxa, filha, é uma solenidade, tal”. “Não, não vou, não.” Obrigado por vir, filha. Te amo. Pode sentar.

Coronel Roldan, muito obrigado por representar nossa Polícia Militar. Para quem não acompanhou, essa semana tivemos a mudança de comando da Polícia Militar, do coronel Coutinho e do coronel Erick para a coronel Glauce e coronel Kitsuwa. Coronel Glauce, primeira mulher comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma instituição quase bicentenária e, pela primeira vez, uma mulher alcança o posto de comandante-geral da Polícia Militar.

Só que, em razão justamente da passagem do serviço - a mudança, a transferência de comando foi na quarta-feira -, infelizmente, ela não pôde estar presente, mas me mandou o recado se desculpando e pediu para cumprimentar a todos e, inclusive, cumprimentar a Rota e cumprimentar o Coronel Telhada em nome da comandante-geral, da coronel Glauce. Obrigado, coronel Roldan, pela parceria aqui na Apmal, por tão bem representar a nossa instituição, viu?

Coronel Vergílio, meu amigo, fomos tenentes juntos na Rota. Hoje, um grande comandante da Polícia Militar. O Nantes falou aqui que, do Coronel Telhada, daquele embrião, daquela coluna vertebral dos idos de 2009, 2010, 2011, 2012, na Rota, daquele grupo, saíram os principais políticos policiais, hoje, que estão no cenário aqui no estado de São Paulo e no Brasil.

E muito se deve à liderança e ao exemplo do meu pai, do Coronel Telhada. Então isso é uma realidade, é uma constatação que a gente faz. Naquele alojamento, Vergílio, quantas vezes a gente falou assim: “A Rota tem que ter comandante que foi tenente aqui na base, que comandou pelotão, que administrou ocorrência, que patrulhou, que apresentou plantões de madrugada apresentando ocorrência, que trocou tiro, que colocou na reta”, quantas vezes nós falamos isso?

Desde então, desde a assunção do Coronel Telhada até hoje, já há 15 anos, a Rota é comandada por tenentes de Rota, por oficiais que foram tenentes de Rota, e isso é muito valioso, porque conhece a dificuldade que o policial passa no dia a dia, no asfalto, na pist,a para enfrentar o crime e defender o cidadão, conhece os desafios.

Então, parabéns pelo comando de V. Exa. à frente da unidade, e não deixe que matérias mal-intencionadas, muitas vezes querendo deturpar os dados... A última que saiu foi que a Rota, nos últimos três anos, impediu a queda de letalidade da Polícia Militar, não é?

Na verdade, o confronto é a escolha do criminoso, não é a escolha do policial, não é letalidade policial, é letalidade criminal. Quem sai de casa, pega um fuzil, pega uma pistola, resolve sequestrar, entrar em uma residência para fazer um roubo, pegar um carro caráter geral, roubar um celular, trombar a viatura e trocar tiro, quem escolhe isso é o criminoso.

E se ele atirar na polícia, se ele atirar na Rota, ele tem que receber chumbo de volta, porque o nosso policial tem que voltar para casa. Se tiver que chorar a mãe, que chore a mãe do criminoso. (Palmas.) Então, a gente sabe que, infelizmente, boa parte da mídia segue falsas narrativas e segue aquela guerra de informação que hoje está instalada no Brasil.

Então, parabéns, coronel Vergílio, e a todo o efetivo da Rota que está presente aqui. Muito obrigado pelo que os senhores fazem no dia a dia, enfrentando o crime organizado, enfrentando as facções criminosas, salvando o cidadão de bem. Os senhores são os verdadeiros heróis da sociedade paulista. (Palmas.)

Pai... Obrigado. Coronel Telhada, pai, obrigado pela presença. Eu sei que meu pai não gosta de ser homenageado, ele não gosta, ele gosta de homenagear. Meu pai, desde que eu me lembro, passou foto aí, eu na Rota pequenininho lá, do tamanho do Zé Pedro, mas desde que eu me lembro do meu pai na polícia, sempre homenageando, sempre enaltecendo bons exemplos. Então, eu sei que meu pai não gosta de ser homenageado, mas... E aí eu vou entrar no meu discurso aqui.

É uma honra sem comparação, uma honra ímpar eu ter a oportunidade hoje de, como deputado estadual, Gil, poder ter essa possibilidade de homenagear o Batalhão que um dia foi o meu sonho, o meu sonho, a minha aspiração maior profissional. Eu entrei na polícia para trabalhar na Rota, não foi para outra coisa. Eu entrei na polícia para aprender e para caçar bandido. E meu sonho sempre foi servir na Rota e consegui alcançar esse meu sonho.

Tanto que eu falo sempre, eu tenho a grata satisfação de dizer que eu sou realizado profissionalmente, porque eu trabalhei, eu caminhei ombro a ombro junto com heróis em vários batalhões da Polícia Militar, mas quem é de rua, quem gosta do patrulhamento tático sabe que a Rota é, sim, a seleção brasileira da Polícia Militar.

É lá que se encontram aqueles que estão desprendidos das questões pessoais. A gente gasta mais dinheiro, a gente gasta mais tempo fora de casa, longe da família, mas por ideal, por fazer aquilo que nós amamos.

Então, hoje, como deputado estadual, quando eu vi a possibilidade de homenagear a Rota, assim como, quando meu pai era vereador, entregou a Salva de Prata para a Rota, que deu até confronto no plenário, na ocasião, eu tive a oportunidade de homenagear o nosso Batalhão “Tobias de Aguiar”, um batalhão quase bicentenário e, junto, homenagear o meu pai que, como foi dito aqui, também serviu na Rota por seis anos como tenente, depois por mais quase três anos como comandante, como tenente-coronel, e lá encerrou os seus dias; foi seu último batalhão. Então, é essa a minha honra, viu?

Quero dizer que esses colares, hoje, são reconhecimentos do que mais importa na vida, que é a palavra “servir”. É exatamente essa característica, imbuída em cada herói, em cada policial que serve no BTA, no Batalhão “Tobias de Aguiar”, que serve na Rota.

A Rota, por sua vez, é uma unidade que serve o povo de bem de São Paulo todos os dias, que traz consigo uma história de mais de cem anos, uma história de combates, de vitórias, de frustrações, de dor, de sofrimento, de suor e sangue, mas sempre em prol de algo maior, em prol do Brasil, em prol da liberdade.

Nossa unidade, o Batalhão “Tobias de Aguiar”, é baluarte da defesa do cidadão de bem, é o terror do criminoso, e deixa legado a cada ano que passa, sendo orgulho e patrimônio do povo paulista.

Eu cresci, como algumas imagens mostraram aqui hoje, vendo, dentro de casa, um exemplo de um policial de Rota, um rotariano abnegado; testemunhei o compromisso dia após dia, eu e minha família: minha mãe, que está aqui, minha irmã, os familiares, meus primos, meus tios. Eu vi madrugadas silenciosas, despedidas rápidas, ausências pontuais, uma rotina marcada de responsabilidade.

Enquanto muitos descansavam, pai, você estava de pé cumprindo o dever. E nunca foi apenas uma profissão. Sempre foi missão. Como comandante, Coronel Telhada enfrentou diversos desafios. Tomou decisões difíceis, se indispôs para recuperar o moral da tropa. O Nantes bem colocou aqui. Reviveu símbolos, tradições, reviveu místicas que infelizmente tinham sido deixadas para trás no Batalhão “Tobias de Aguiar”.

O Coronel Telhada sempre protegeu seus comandados. Ficou presou por isso. Para quem não sabe, quando meu pai comandava a Rota, ficou preso porque ordenou, no velório de um policial, no funeral de um policial militar, o toque de silêncio, o toque de herói.

E segurou três dias de cadeia. Mesmo tendo ordem para não fazer, do CPChoque, foi lá e fez, porque ele sempre, o Coronel Telhada sempre caminhou na contramão do que era mais fácil, do que era confortável.

O Coronel Telhada sempre foi aquele que teve o seu jeito de ser, as suas manias, as suas coleções de carrinho, de boneco de chumbo. É verdade, minha mãe expôs aqui já. Meu pai sempre foi aquele que gostou de rock and roll, que gostou de caminhonete, que gostou de carro antigo, que gostou de motocicleta, que tem o seu jeitão, que é o “tio Paulo” na família, muitas vezes, mas que nunca abandonou seus princípios.

Mesmo quando ele precisou sangrar, quando ele precisou entregar a própria liberdade, não foram poucas as cadeias que tomou defendendo o pelotão, defendendo uma ocorrência, mas ele fez sem medo de errar, porque todo dia, à noite, deitava a cabeça no travesseiro e a consciência estava limpa.

Então, pai, essa homenagem não é apenas para o Coronel Telhada, policial militar; é para o homem, antes da patente, antes do posto, antes do cargo eletivo. Essa homenagem é para o pai, para o marido, para o filho da vó Heleusa, que apareceu aqui nas filmagens, do amigo e, simplesmente, para muitos, uma homenagem ao “tio Paulo”.

Eu quero dizer que você me ensinou princípios, me ensinou que caráter não se negocia, que responsabilidade não se terceiriza. E foi com você que aprendi que quem quiser ser o maior, seja aquele que sirva a todos. Servir não é obrigação, é escolha diária. Exige coragem, humildade e renúncia.

Hoje, ao entregar essas homenagens, não reconhecemos apenas histórias. Nós louvamos e enaltecemos vidas, vidas de heróis e trajetórias que construíram e que contribuíram de maneira ímpar ao legado do nosso 1º Batalhão de Choque, do Batalhão de Caçadores, da Rota, reconhecendo dias de entrega, de abnegação e de compromisso com o bem maior.

A você, pai, sua história inspira. Ficou claro aqui, não só pelas minhas palavras, mas pelos que me antecederam, que você é inspiração para aqueles que a gente às vezes nem imagina, que a gente nem conhece, mas você inspira, sua postura ensina e seu exemplo permanece.

Que essa honraria simbolize não apenas o reconhecimento institucional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, mas que nela esteja assinada a gratidão de todo o povo paulista, de todo o povo de bem de São Paulo, o respeito, a admiração de todos aqueles que conhecem a jornada, tanto do Coronel Telhada quanto do nosso BTA, do nosso Batalhão “Tobias de Aguiar”. Saiba, pai, que tenho muito orgulho de ser o seu filho.

Obrigado pela presença. Mais uma vez, quero agradecer a presença da minha família, da minha esposa, da Débora, não posso esquecer. Muito obrigado por caminhar junto também nessa difícil trajetória que é a política, espinhosa.

Obrigado a minha equipe, que muito ajudou para que esta noite fosse viabilizada; à equipe da Casa, do Cerimonial da Assembleia Legislativa, à TV Alesp, que transmitiu o nosso evento; a cada policial que está até para mais do horário de serviço para acompanhar o nosso evento; ao subtenente Jerry, que de maneira exemplar conduziu o estandarte. Foi meu sargento na 4ª Companhia de Rota.

Ao meu primo, tenente Cano, que hoje comanda pelotão, parabéns pelo comandamento; a cada policial aqui, em nome do cabo Vagner, que hoje está trabalhando junto ao Comando Aguiar.

Quero dizer que os senhores podem contar sempre com a gente. A Assembleia Legislativa está de portas abertas a cada policial, a cada familiar, a cada membro da sociedade civil organizada. Os senhores têm uma Assembleia e têm deputados aqui, não falo só por mim, que estão prontos para trabalhar e para fazer o que tem que ser feito, para fazer o certo.

Muito obrigado. Contem sempre com o deputado Telhadinha, Capitão Telhada. Deus abençoe o retorno aos seus lares provisórios, que tenham um excelente fim de semana e um excelente feriado e, desta maneira, cumprindo a formalidade da Casa, eu agradeço a Deus pela benção, pela oportunidade.

Está encerrada a presente sessão.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

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- Encerra-se a sessão às 22 horas e 24 minutos.

 

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