
16 DE ABRIL DE 2026
45ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI e REIS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Assume a Presidência.
4 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
6 - PRESIDENTE REIS
Defere o pedido. Tece comentários acerca de ocorrência em delegacia de polícia. Defende o aumento do efetivo de policiais no estado. Faz aditamento à Ordem do Dia. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 17/04, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h25min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a
Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO
EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o número regimental de Sras.
Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos
trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e
recebe o expediente.
Dando início à
lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra a deputada
Márcia Lia. (Pausa.) Com a palavra a deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra o deputado
Delegado Olim. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra o deputado Agente Federal
Danilo Balas. (Pausa.) Com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado
Sebastião Santos. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Reis, que fará uso regimental da tribuna.
O SR. REIS - PT - Saudar o
presidente, deputado Carlos Giannazi, também o público presente, os
funcionários desta Casa, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar,
da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica e também saudar todos aqueles e
aquelas que estão nos acompanhando através da Rede Alesp.
Sr. Presidente, ontem, na CCJ, foram
apreciados vários projetos dos deputados e das deputadas desta Casa de Leis, e
teve um projeto que eu apresentei que também ontem recebeu parecer favorável da
Comissão de Constituição e Justiça.
É muito importante quando recebe um
parecer na CCJ, porque ela está, essa comissão entendeu que o projeto é
constitucional e pode prosseguir nesta Casa. E, na realidade - esse projeto -,
eu o protocolei bem antes da reestruturação do projeto do governo sobre a
Polícia Militar, da reestruturação dos quadros da Polícia Militar. Porque o
projeto do governo veio muito ruim para os praças, bom para os oficiais.
E aquilo que eu falei aqui na tribuna,
que cerca de 90 tenentes-coronéis iam pedir aposentadoria, está acontecendo. É
só observar o “Diário Oficial” que muitos deles pediram, sim, aposentadoria.
E o projeto, esse projeto do governo,
trouxe ali que o aspirante a oficial vai passar direto para primeiro-tenente,
vai pular o posto de segundo-tenente. Só que os praças... Vão ter as promoções,
o soldado que tem até cinco anos vai passar para cabo, então vai ficar ali a
grande quantidade fixada do número de cabos e soldados, cerca de 73 mil.
Só que, para passar para sargento, ele tem que prestar concurso ou ir por antiguidade, que demora muito. E, muitas vezes, Sr. Presidente, eles não querem ir por antiguidade, quando é ofertado a eles a possibilidade de fazer o curso, para ir a terceiro-sargento por antiguidade, por conta de que eles têm ali a complementação salarial com a lei delegada. Eles fazem a delegada para a prefeitura, cerca de 480 reais cada plantão que eles fazem para a prefeitura. E a Dejem.
Então isso daí
tem complementado o salário deles, e obviamente se eles forem fazer o curso
para sargento, eles vão perder essa complementação. Como o salário de São Paulo
é muito baixo - São Paulo paga um dos piores salários para os seus policiais,
praticamente hoje está na faixa do 21º pior salário do Brasil -, eles preferem
não fazer o curso para sargento.
Agora, se
tivéssemos a promoção automática no caso dos oficiais, que só quando vão para
oficiais superiores que eles têm que fazer o curso de oficial superior... Mas
se nós tivéssemos essa aprovação também, esse programa de promoção para os
praças, seria muito benéfico para eles.
E não
aconteceria o que está acontecendo hoje, um êxodo, uma debandada: muitos
policiais estão indo embora por conta dos salários, por conta do tratamento interno,
da violência interna que os oficiais muitas vezes impõem aos praças, uma
violência, um assédio moral.
Até aqui nesta
Casa, V. Exa. tem conhecimento de que nós já tivemos denúncias de assédio moral
praticado por superiores contra os subordinados. E aí o membro da polícia, o
integrante, fala: “por que eu vou ficar aqui passando por essas privações, se
muitas vezes o mercado aí fora oferece condições melhores?”. E aí ele vai
pedindo exoneração, acaba indo embora.
Então a
ideia... Inclusive, eu vou indicar ao nosso pré-candidato, o Fernando Haddad,
vou passar isso para ele, porque seria muito importante que no seu programa de
governo, na sua proposta, na sua pré-proposta de governo, nós tivéssemos, sim,
a carreira única para os praças da Polícia Militar.
Os oficiais já
têm carreira única. Mas os praças não têm. Eu vou indicar a ele, para que, no
programa de governo dele, ele coloque como propostas que nós possamos ter no
estado de São Paulo, Sr. Presidente, a carreira única para os praças.
Quem entrar na
condição de aluno soldado, lá na Academia do Barro Vermelho, ali em Pirituba,
vai poder chegar a segundo-tenente na aposentadoria. Subtenente na ativa e
segundo-tenente na aposentadoria, na inatividade, porque isso é uma forma,
também, de combater o êxodo que está tendo na Polícia Militar.
Uma forma de
fazer com que as pessoas que prestam concurso, que vão lá, fazem o curso de
formação, depois são declarados soldados, que eles tenham em mente que poderão
chegar, na carreira dos praças, ao último posto, que é subtenente, e na
inatividade ir a segundo-tenente.
Lamentavelmente,
o governador de São Paulo prometeu tanto e não fez praticamente nada. Prometeu
que a polícia de São Paulo ficaria entre as dez mais bem pagas, não cumpriu; e
prometeu, sim, quadro de acesso, quadro de carreira. O quadro de carreira veio
muito bom para os oficiais, mas ruim para os praças. Então, que nós da esquerda
possamos, deputado Carlos Giannazi, dar essa resposta aos praças.
Além da questão
da valorização, que nós tenhamos, sim, um plano de carreira onde, à medida que
o aluno-soldado ingressa lá na academia, na escola de formação, possa chegar ao
seu último posto, a subtenente, sem ter que passar por concursos internos,
assim como é o caso dos oficiais, e na inatividade chegar a segundo-tenente.
Esse é o teor
do projeto que passou ontem, o Projeto de lei Complementar nº 57, de 2025, que
passou na CCJ. E essa ideia a gente quer, sim, levar ao nosso pré-candidato ao
Governo do Estado de São Paulo, para que ele faça o melhor para os nossos
policiais.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Reis. Chamo V. Exa. para continuar presidindo esta sessão. Com a
palavra, a deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.)
Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputada
Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputada
Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.)
Passo agora a palavra para o deputado
Reis continuar presidindo aqui a sessão.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Reis.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo para fazer uso da palavra o deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Reis, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, telespectador da TV Assembleia, eu quero aqui fazer um agradecimento
público, não só em meu nome, mas, sobretudo, em nome de todos os servidores e
servidoras do Tribunal de Justiça, pela aprovação ontem, aqui na Assembleia
Legislativa, do Projeto de lei Complementar nº 28, de 2025, que estabeleceu o
adicional de qualificação.
Projeto
importante, que foi fruto, foi uma conquista da categoria, conquista de uma
greve realizada em meados do ano passado. Não foi nenhum presente, foi uma
conquista dos trabalhadores, dos servidores e servidoras do Tribunal de Justiça
e das suas entidades representativas, mas que, só agora, foi aprovado aqui na
Assembleia Legislativa.
Teve mudança da
Presidência do TJ, enfim, e, ontem, o projeto foi aprovado. Então, quero
agradecer todos os líderes partidários, todos os deputados que contribuíram com
essa aprovação.
Agradecer o
líder do Governo, Gilmaci Santos, e, sobretudo, Sr. Presidente, o presidente da
Assembleia Legislativa, o deputado André do Prado, que deu uma grande
contribuição para que o projeto fosse pautado nos dois dias, tanto na terça
como na quarta-feira.
E o projeto
teve êxito, foi aprovado. Lógico que esse agradecimento não é estendido à
liderança do Novo, que foi contra, que obstruiu a votação, e também a um
deputado do PL, que votou contra o projeto.
Por mais que
nós tivéssemos aqui esclarecido que não se tratava de um benefício para a elite
do funcionalismo, como tentaram colocar aqui no debate, no plenário, mesmo
assim esses parlamentares se colocaram em processo de obstrução.
Enfim, mas o
projeto foi aprovado e ele significa valorização para os servidores e
servidoras do Tribunal de Justiça, que estão com seus salários arrochados,
defasados há muitos anos. Nós temos, inclusive, aqui, Sr. Presidente, o PLC
30/13 ainda, que reconhece, onde o TJ reconhece uma dívida de mais de dez por
cento de reajuste salarial.
Não é nem
reajuste, é de reposição das perdas do passado, e que eu já consegui até
aprovação de um requerimento de urgência desse projeto. Ele está em
requerimento de urgência desde 2013, só que a Alesp não vota esse projeto,
porque o TJ não tem acordo.
Enfim, mas
agora, Sr. Presidente, que nós aprovamos esse projeto importante do adicional
de qualificação, repito, fruto da greve, da luta dos próprios servidores, com a
ajuda aqui do presidente André do Prado. Agora, a nossa luta, Sr. Presidente, é
pela implantação do nível superior para os escreventes técnicos do Tribunal de
Justiça. Isso é uma luta importante.
Inclusive, eu
fiz essa indagação ao presidente do TJ, tanto na última reunião que eu tive com
ele, como também no Colégio de Líderes, ainda aqui na terça-feira. Então é uma
luta importante que todos os anos eu apresento emendas à LDO, à LO, para já
reservar recursos para a implantação dessa reivindicação, que é a implantação
do nível superior, como nós já fizemos com os oficiais de Justiça, aprovando
aqui na Assembleia Legislativa um projeto com esse teor.
E também eu já apresentei
um projeto aqui autorizativo, que já foi aprovado em todas as comissões,
inclusive está em regime de... Já pode ser votado, está pronto para votação,
que institui o nível superior para o Tribunal de Justiça.
Logicamente que
depende da autorização do Tribunal de Justiça, que pode aceitar esse como
autorizativo ou encaminhar um projeto de lei, o que seria até melhor. A gente
abre mão do nosso aqui, que o nosso é autorizativo.
Mas essa é uma
luta que nós estamos travando junto com as entidades representativas e também,
Sr. Presidente, junto com os próprios servidores, servidoras ou com os
escreventes técnicos do Tribunal de Justiça, ou seja, o nível superior já. Essa é uma luta que nós vamos continuar
travando junto com o Tribunal de Justiça e junto aqui à Assembleia Legislativa.
Por fim, Sr.
Presidente, eu gostaria ainda de aqui fazer um apelo à Secretaria da Educação
para que prorrogue o concurso, o último concurso que houve para professores da
rede estadual de ensino.
O concurso foi
realizado em 2023, porém só foi homologado no dia 19 de julho de 2024. Então
ele vence agora, Sr. Presidente, no mês de julho deste ano. Nós estamos a
poucos meses do vencimento, mas ele pode ser prorrogado, a legislação determina
e garante que o concurso pode ser prorrogado por mais dois anos.
E nós queremos
aqui fazer esse apelo e essa exigência à Secretaria de Educação, Sr.
Presidente, porque nós temos milhares de pessoas aprovadas, pessoas que já
estão na rede, professores categoria “O”... Milhares deles que estão lecionando
na rede, que foram aprovados nesse concurso e devem ser efetivados, Sr.
Presidente. Porém o governo e a Seduc só chamaram 15 mil, e só 13 mil, no
máximo, assumiram.
Então, Sr.
Presidente, tem que chamar todo mundo. Tem mais de 100 mil vagas disponíveis,
porque hoje mais da metade da rede estadual de ensino está precarizada, e está
sendo contratada pela Lei nº 1.093. Está tendo uma diminuição drástica de
professores efetivos, e isso tem que ser mudado, não se pode precarizar o
Magistério dessa maneira.
Então, Sr.
Presidente... Inclusive, nós já levamos essa demanda, essa denúncia ao
Ministério Público Estadual, juntamente com várias outras entidades que levaram
também, e o Ministério Público entrou com uma ação civil pública para obrigar a
Secretaria da Educação a fazer a chamada dos aprovados. No entanto, até agora
nada, Sr. Presidente. Só 15 mil foram chamados, aproximadamente 13 mil tomaram
posse, e os professores continuam precarizados.
Então a nossa
exigência, primeiro, é que o governo e que a secretaria façam chamada imediata
de todos os aprovados e classificados nesse concurso, Sr. Presidente. Repito,
nós temos vagas para todos em todas as áreas.
E segundo é que
haja prorrogação imediata, Sr. Presidente, nós temos que prorrogar esse
concurso. Não tem sentido o governo ficar contratando, precarizando e demitindo
40 mil professores categoria “O”. Isso é um absurdo quando ele pode efetivar e
dar estabilidade para os nossos professores trabalharem com mais segurança, com
mais previsibilidade.
Então nós
vamos, Sr. Presidente, continuar aqui insistindo pela prorrogação do concurso
até 2028, e pela chamada imediata de todos os aprovados. Vamos acionar novamente
o Tribunal de Contas e o Ministério Público para que providências sejam
tomadas.
O Tribunal de
Contas de Santa Catarina, Sr. Presidente, está nessa linha, pressionando o
município... Tenho até uma notícia, do próprio Tribunal de Contas, em que ele está
pressionando uma prefeitura do interior de Santa Catarina para que haja a
abertura de concurso público para que se ponha fim a essa precarização, que é
inadmissível, porque isso prejudica no fundo os próprios alunos que ficam sem
os seus professores.
O professor
fica com uma instabilidade, ele é uma vítima da quarentena, dessas resoluções
autoritárias, dessas demissões em massa dos professores, aí os professores não
conseguem criar vínculos com a comunidade escolar e com os alunos. Isso
prejudica o projeto pedagógico e a aprendizagem dos nossos alunos.
Então,
prorrogação já do concurso, que vence agora em julho, e chamada imediata de
todos os classificados e aprovados.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Havendo acordo entre as
lideranças, eu solicito o levantamento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - É regimental o pedido
de V. Exa.. Mas antes de levantar a sessão eu queria fazer um registro aqui que
aconteceu no 54º Distrito Policial da cidade de Tiradentes, conforme um boletim
de ocorrência que foi registrado lá, do Boletim de Ocorrência de nº FV-34-1º de
2026, as 4 horas e 45 da manhã.
Há muito que eu tenho dito que o fato
do sucateamento, do governo ter promovido o sucateamento da Segurança Pública e
principalmente das delegacias de polícia, do fechamento de delegacias,
delegacias que fecham à noite, aos sábados, aos domingos, aos feriados e
delegacias que muitas vezes têm apenas um funcionário para atender o povo.
Você chega lá às quatro horas da manhã,
tem um funcionário lá de plantão para atender o povo e esse funcionário está
sempre correndo risco, a sua segurança está sempre em risco.
Não é à toa, de tanto nós alertarmos e
o governo não toma nenhuma providência, o governo faz de conta que não é com
ele. Nós temos dito isso, que as delegacias precisam ter as suas equipes
trabalhando, funcionando, porque quando você tem uma equipe completa, um está
dando segurança para o outro.
Agora imaginem vocês, um policial
sozinho em um plantão e chega alguém querendo agredi-lo, querendo matá-lo, o
que pode acontecer? Então nós tivemos um resultado morte, graças a Deus não foi
um policial que morreu, mas uma pessoa que invadiu a delegacia.
Mas que isso poderia ter sido evitado,
se nós tivéssemos realmente uma equipe de plantão trabalhando, um segurança
para o outro. Se tivéssemos equipamentos adequados, porque muitas vezes o
policial acaba usando a sua arma, quando poderia usar uma taser, uma descarga
elétrica para imobilizar o indivíduo e evitar o resultado morte. Mas isso, é
claro, depende da política do governo.
Então, aqui o boletim de ocorrência
narra que, no 54º DP, o policial se encontrava em irregular escala de serviço,
juntamente com o seu colega, sendo este último ausente, porque saiu para
comprar alimentos. Porque se você fica a noite inteira na delegacia, num
determinado horário tem que buscar um lanche, alguma coisa, porque o Estado não
oferece, mas ele tem que ficar lá 12 horas de plantão.
Quando um indivíduo inesperadamente
adentra a delegacia, um desconhecido ingressou no recinto policial após romper
violentamente o vidro da porta. A porta estava fechada, mesmo assim ele quebrou
o vidro para entrar no interior da delegacia.
Esse indivíduo portava um objeto,
segurando de maneira ostensiva, falando palavras, proferindo palavras que iria
matar o agente. Acabou que eles entraram em luta corporal, esse tentou
imobilizá-lo, mas a arma caiu no chão. O agressor tentou pegar a arma, não
conseguindo, mas ele acabou escorregando e batendo a cabeça na quina do balcão
da delegacia, daquele balcão de atendimento e vindo a óbito.
Então, para deixar registrado aqui,
isso nós temos denunciado, falado o tempo todo que o governo precisa recompor o
efetivo, precisa recompor as equipes nas delegacias para dar um atendimento
adequado à população e ao mesmo tempo garantir a própria segurança dos
policiais.
Porque se nós tivéssemos ali uma equipe
trabalhando, ocupando ali os espaços, um indivíduo desses, com certeza, não
faria isso, porque ele seria imobilizado antes de quebrar essa vidraça do
portal da delegacia e acabar sendo vítima também desse processo, desse sistema
governamental e vindo a óbito, e colocando em risco a integridade física do
policial que está ali trabalhando a noite inteira para dar atendimento à
população e acaba tendo que entrar em uma ocorrência dessa.
Então, é continuar cobrando do governo,
que ele faça o seu papel, que ele recomponha o efetivo, que ele contrate novos
policiais, que o concurso de investigador, agora que a homologação foi
cancelada, que ele refaça essa homologação, que a Justiça determinou que a
prova oral seja feita apenas para aqueles candidatos que passaram pelo
professor que usava perguntas do Concurseiro Pro. Então os demais estão prontos
para irem à escola de formação, para a Academia de Polícia.
Então o quanto antes o governo possa
fazer essa prova oral para esses candidatos que vão ter que refazer e possa
homologar esse concurso e já dar início ao curso de formação, curso técnico de
formação, para que esses investigadores possam ir para as delegacias reforçar o
time e não permitir que aconteçam fatos como esse. Por falta de segurança na
própria delegacia, nós temos aí um resultado morte, que poderia sim ter sido
evitado se o governo fizesse, cumprisse o seu papel.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, esta
Presidência, cumprindo determinação constitucional, adita à Ordem do Dia o
Projeto de lei Complementar nº 34, de 2025, vetado, e os seguintes projetos de
lei vetados: PL 489 e PL 1193/19, PL 416 e PL 570, de 2020, PL 430, PL 677, PL
818, PL 1191 e PL 1666, de 2023, o Projeto nº 21, PL 385, PL 656 e PL 871, de
2024, e o Projeto nº 196, PL 391 e PL 1169, de 2025.
Havendo acordo
de lideranças, antes de dar por levantados os trabalhos, convoco V. Exas. para
a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem a Ordem do Dia.
Está levantada
a sessão.
Tenham todos e
todas uma excelente tarde.
* * *
- Levanta-se a
sessão às 14 horas e 25 minutos.
* * *