
11 DE MARÇO DE 2026
22ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h05min. Tece comentários acerca da jornada de trabalho 6 x 1. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 12/03, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h11min.
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ÍNTEGRA
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- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Luiz Claudio Marcolino.
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Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.
Então, hoje, quero aproveitar,
inclusive aqui à Presidência do Pequeno Expediente, para trazer um tema
importante não só para o estado de São Paulo, mas para todo o Brasil. A Câmara
dos Deputados tem debatido, discutido ao longo dos últimos meses essa questão
do fim da escala 6x1.
Esse é um debate importante para todos
os trabalhadores, todas as trabalhadoras que, ao longo desses últimos anos, têm
aumentado a sua carga de trabalho, têm aumentado a quantidade de dias por
semana trabalhados e, principalmente, têm aumentado a carga de horário mensal a
partir da estruturação e da criação do banco de horas no nosso país.
Na última reforma trabalhista, em
novembro de 2017, que foi criada e desestruturada a organização do trabalho no
estado de São Paulo e em todo o Brasil, com a instituição do banco de horas
individual. Até então, o banco de horas teria que ser negociado entre o setor
empresarial e o movimento sindical.
A lei da reforma trabalhista de
novembro de 2017 cria a condição do banco de horas individual do PJ exclusivo.
Até então, uma empresa para contratar um trabalhador PJ deveria necessariamente
ter uma empresa que seria contratada para a execução do trabalho PJ.
Um caso, exemplo, uma empresa
metalúrgica, uma empresa química: se um banco quisesse contratar um analista de
sistema, teria que contratar a IBM, e a IBM prestaria serviço para essa
instituição. Agora, hoje você pode contratar diretamente um PJ exclusivo, mesmo
hoje em hospitais. Você pode contratar um médico por um mês, por dois meses,
por uma semana.
Então a reforma de novembro de 2017 vem
desestruturando a organização do mundo de trabalho, principalmente com o não
pagamento mais de hora extra. Então os trabalhadores trabalhavam, às vezes,
sábado, domingo, feriados e finais de semana e recebiam hora extra por aqueles
dias de trabalho.
E com a instituição do banco de horas,
este pagamento aos trabalhadores deixou de ser efetivado, ou, quando paga, paga
um percentual, alguma proporção, às vezes negociada entre o movimento sindical
e os patrões, o pessoal da classe patronal.
Mas essa estruturação, e agora com o
pleno emprego, com o aumento do número de empregos de porte de trabalho com a
carteira assinada, vai aparecendo muito mais demanda e necessidade de recompor
essa jornada, que não dá mais para ser essa jornada 6x1 como vem sendo
praticada.
Então a gente olha muitas vezes os
bares, os hotéis, os restaurantes, o shopping funcionando praticamente todos os
dias, a rede de supermercados. Então, com isso, o trabalhador acaba trabalhando
durante toda semana e acaba não tendo o seu dia de descanso. Mesmo quando ele
tem o seu dia de descanso, muitas vezes acaba trabalhando sem receber hora
extra por esse dia.
Então esse é um debate colocado e,
estando aqui hoje como deputado estadual cobrando a Câmara dos Deputados,
coloquem esse projeto o mais rápido possível para ser votado, para garantir
pelo menos um final de semana, um descanso ao trabalhador e à trabalhadora
merecido. Porque não dá mais para trabalhar, praticamente, direto sem ter nem o
mínimo de descanso.
Já tem alguns levantamentos que têm
demostrado o aumento do número de afastamentos no local de trabalho e hoje são,
praticamente, no estado de São Paulo, nós tivemos mais de 700 mil afastamentos
no ano passado. Já tem trabalhadores potencializando essa escala 6x1. São 470
mil afastamentos por saúde mental, um aumento de 68% quando se compara entre
2024 e 2023.
Queria trazer um pouco dessas
informações, trazer aqui um pouco esses elementos que têm relação à escala 6x1
que prejudica o trabalhador, prejudica a trabalhadora, prejudica também as
mulheres hoje no estado de São Paulo e em todo o Brasil, que acabam tendo uma
sobrecarga de trabalho.
Então esse debate tem que ser feito o
mais rápido possível na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, para garantir
que efetivamente você faça uma jornada de 4x3, uma jornada de 5x2. Mas tem que
ter um descanso merecido. É uma forma do trabalhador, da trabalhadora ter uma
relação melhor com a sua própria família, ter um processo de descanso
permanente. Com isso, nós não conseguimos enxergar mais hoje, com a escala 6x1.
Muitos trabalhadores já têm feito,
hoje, a partir do trabalho home office. É uma forma também de ter um
acompanhamento, uma gestão melhor do seu tempo de trabalho, mas, mesmo assim,
no home office, continua sendo, muitas vezes, a escala 6x1.
Então é necessário que a Câmara dos
Deputados, o Congresso Nacional, o Senado debatam o mais rápido possível o fim
da escala 6x1, que é uma forma de garantir a redução da jornada e garantir
melhor qualidade de vida para os trabalhadores e para as trabalhadoras no nosso
país.
Então esse é um debate premente, que
tem que ser feito o mais rápido possível na Câmara dos Deputados, no Senado
Federal, no Congresso Nacional, para que o trabalhador, a trabalhadora possa
efetivamente ter uma jornada de trabalho reduzida sem redução de salário,
garantindo qualidade de vida.
Sras. Deputadas, Srs. Deputados,
havendo acordo de lideranças, esta Presidência dá por levantado os trabalhos.
Convoco V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, hora regimental, sem Ordem
do Dia.
Está levantada a presente sessão.
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- Levanta-se a
sessão às 14 horas e 11 minutos.
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