27 DE ABRIL DE 2026

20ª SESSÃO SOLENE PARA HOMENAGEM AO 8º ANIVERSÁRIO DA CAPELANIA UFP - UNIVERSAL NAS FORÇAS POLICIAIS

        

Presidência: EDNA MACEDO

        

RESUMO

        

1 - EDNA MACEDO

Assume a Presidência e abre a sessão às 20h02min.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Faz leitura sobre a Capelania UFP. Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pela Banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

        

3 - PRESIDENTE EDNA MACEDO

Informa que a Presidência efetiva convocou a presente solenidade para a "Homenagem ao 8º aniversário da Capelania UFP - Universal nas Forças Policiais", por solicitação desta deputada, na direção dos trabalhos. Demonstra sua honra e alegria em presidir esta solenidade. Afirma que a iniciativa da Capelania UFP tem um papel fundamental no acolhimento, apoio e valorização daqueles que defendem a sociedade. Discorre sobre o nascimento desta instituição. Ressalta a importância e o respeito que este trabalho merece, por levar orientação, acolhimento, fortalecimento familiar, apoio espiritual e palavras de esperança para todo o Brasil. Esclarece que quem cuida da população também merece ser cuidado. Destaca o trabalho realizado pelos voluntários. Diz que esta solenidade é uma forma de agradecer e demonstrar o reconhecimento e a gratidão pela Capelania UFP. 

        

4 - MARCELLO STREIFINGER

Secretário de Estado de Administração Penitenciária de São Paulo, faz pronunciamento.

        

5 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a exibição de vídeo sobre o trabalho realizado pela Capelania UFP; e a entrega de placa especial, para o pastor Roni, em reconhecimento ao trabalho realizado nestes oito anos pela instituição homenageada.

        

6 - CORONEL MELO

Representante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, faz pronunciamento.

        

7 - RONI NEGREIROS

Major PM, pastor, capelão e representante da instituição homenageada, faz pronunciamento.

        

8 - PRESIDENTE EDNA MACEDO

Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h07min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Edna Macedo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e pelo canal da Alesp no YouTube.

Esta sessão solene tem a finalidade de homenagear a Capelania UFP, Universal nas Forças Policiais, pelo seu oitavo aniversário. Há oito anos, em 27 de abril de 2018, foi fundada a Capelania Universal nas Forças Policiais, UFP, com o propósito de oferecer apoio espiritual, social e de valorização humana a homens e mulheres que diariamente arriscam suas vidas em prol da sociedade.

No Brasil, a Capelania UFP é coordenada por Roni Negreiros, que atua como capelão, pastor e major. Atuante na instituição, conta com milhares de voluntários que prestam assistência aos membros das Forças Armadas, das Forças de Segurança Pública e das instituições de Justiça, ajudando-os a enfrentar desafios por meio de ensinamentos da Bíblia Sagrada, palestras, atendimentos pastorais e outras iniciativas de grande relevância.

Convidamos para compor a Mesa Diretora a deputada estadual proponente da presente sessão solene. Deputada, por favor. Convidamos também major PM Roni Negreiros, pastor e capelão responsável pela Capelania UFP do Brasil. Convidamos também o Dr. Marcello Streifinger, secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. Por favor, secretário.

Convidamos a todos para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do maestro 1º sargento PM Gesiel.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, Banda. Pedimos agora, por gentileza, podem se sentar. Para compor a Mesa, nós chamamos agora o inspetor-superintendente Conradim.

Representando o comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, inspetor superintendente Jairo Filho. (Palmas.) Major da PM Callegari, do Comando de Policiamento Rodoviário, por gentileza. (Palmas.) Major PM Galhardo, comandante interino do 13º Batalhão. (Palmas.)

Major Afonso, voluntário no Grupo UFP. (Palmas.) Tenente-coronel da PM Bortolassi, comandante do 31º BPM. (Palmas.) Coronel Roldan, chefe da Assessoria Policial Militar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. (Palmas.)

Podem se sentar, por gentileza. Agradecemos ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo pela execução do Hino Nacional Brasileiro. Muito obrigada.

Com a palavra, a deputada Edna Macedo para proceder à abertura oficial desta sessão.

 

A SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS - Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos, nos termos regimentais. Senhoras e senhores, esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do Prado, atendendo à minha solicitação, com a finalidade de homenagear a Capelania UFP, Universal nas Forças Policiais, pelo seu oitavo aniversário.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Passo a palavra à deputada, para o discurso de abertura.

 

A SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS - Senhoras e senhores, autoridades presentes, representantes das forças de segurança, voluntários, familiares e convidados. É com grande honra e profunda alegria que realizamos esta sessão solene em homenagem ao oitavo aniversário da Capelania UFP, Universal nas Forças Policiais.

Hoje celebramos uma iniciativa que ao longo desses anos tem desempenhado um papel fundamental de acolhimento, apoio e valorização daqueles que diariamente dedicam suas vidas à proteção da sociedade. Criada em 27 de abril de 2018, a UFP nasceu com a missão de oferecer assistência espiritual, social e emocional aos profissionais das forças de segurança e aos seus familiares.

Sabemos que policiais, bombeiros, agentes penitenciários, integrantes das Forças Armadas e tantos outros profissionais convivem diariamente com situações de extrema pressão, risco e desgaste emocional. Muitas vezes, esses homens e mulheres carregam sobre si não apenas os próprios desafios, mas também as dores, os medos e as dificuldades de toda a sociedade.

Por isso, o trabalho desenvolvido pela UFP merece o nosso respeito e reconhecimento. Ao longo desses oito anos, a Capelania UFP tem levado orientação, acolhimento, fortalecimento familiar, apoio espiritual e palavras de esperança a milhares de pessoas em todo o Brasil. Por meio de visitas, palestras, aconselhamento e ações de valorização humana, a UFP tem mostrado que aqueles que cuidam da população também precisam ser cuidados.

Também quero destacar o importante trabalho dos voluntários que dedicam tempo, esforço e amor ao próximo para estar ao lado desses profissionais e de suas famílias.

Esta homenagem é, acima de tudo, uma forma de agradecer. Agradecer a cada voluntário, a cada líder, a cada familiar e, especialmente, a cada profissional da Segurança Pública que, com coragem e dedicação, cumpre diariamente o seu dever.

Que esta sessão solene simbolize o nosso reconhecimento, o nosso respeito e a nossa gratidão. Parabéns à Capelania UFP pelos seus oito anos de existência. Que esse trabalho continue crescendo, alcançando vidas, fortalecendo famílias e levando esperança a todos aqueles que tanto fazem pela nossa sociedade.

Muito obrigada. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, deputada, pelas palavras. Neste momento, ouviremos os membros da Mesa. Dr. Marcello Streifinger, secretário de Estado de Administração Penitenciária de São Paulo, por favor, com a palavra.

 

O SR. MARCELLO STREIFINGER - Exma. Sra. Deputada Edna Macedo, que convoca este momento de homenagem, juntamente com o nosso deputado André do Prado, Exmo. Sr. Major Roni Negreiros, líder da Capelania da Universal nas Forças Policiais, policiais militares, civis, penais, científicos, na pessoa de quem eu saúdo todos os que trabalham em forças policiais, senhoras e senhores.

Falar agora depois da deputada Edna Macedo fica difícil, porque ela fez um resumo fiel à realidade policial vivida não só em São Paulo, mas no Brasil. E eu venho, na verdade, como policial militar e, hoje, secretário da Administração Penitenciária, em contato direto com a Polícia Penal, dar um duplo testemunho da força da Capelania da Universal junto às forças policiais.

Ser policial não é fácil, especialmente na situação social, política e econômica vivida pelo Brasil. Ser o fiel da balança onde há crise é difícil. Ser o mantenedor da paz onde as partes querem a guerra é difícil. Voltar para casa e se reconstruir depois de um dia pesado - ou de uma noite mais pesada ainda - é difícil.

Como conseguir o equilíbrio? Como conseguir a estabilidade para voltar no dia seguinte? Só tem dois caminhos: a família e Deus. Na verdade, é um só, porque a família é de Deus.

Dessa forma, muitas vezes o policial, pela correria do dia a dia, pelas inúmeras atribuições, acaba se distanciando um pouco da igreja e das pessoas que falam de Deus, sem perceber que isso só o torna mais doente socialmente, porque o afasta do equilíbrio. Daí surgem anjos da guarda - e eu falo anjos da guarda como católico apostólico romano que sou -, e destaco com muita alegria e com muita serenidade o trabalho da Capelania da Universal.

Então surgem anjos da guarda que vêm trazer a mensagem de Deus até a pessoa. Todos nós já ouvimos que, se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Se o policial não procura essa estabilidade, a estabilidade o procura e o encontra, seja de dia, na revista, seja de noite, seja no final da madrugada, no turno que vai se iniciar pela manhã.

É esse trabalho que vem fazendo diferença na vida de muita gente. Um trabalho cujos resultados quase sempre são silenciosos, mas são muito importantes, porque se refletem, primeiro, na vida daquele policial, na pessoa daquele policial; segundo, na família dele; e, terceiro, na sociedade.

E qual é o resultado? O resultado é não espanar, é não adoecer, é não se entregar. Esse resultado, quando alcançado, ou seja, quando nada disso acontece, para quem está de fora, vê simplesmente o silêncio. A pessoa continua firme na família, continua estável, continua fazendo um bom trabalho.

Então, é curioso até para a gente, que agora está cuidando do sistema prisional - eu, momentaneamente, e os senhores, permanentemente. O nosso trabalho só é percebido quando ele não é percebido.

Olha a ironia do destino e a contraditoriedade: quando ninguém ouve falar do sistema prisional, é porque está indo tudo bem. Porque quando a gente ouve, infelizmente, a imprensa sensacionalista só quer dar destaque às confusões que acontecem, eventualmente, no sistema.

Nunca se dá destaque ao trabalho de ressocialização, trabalho de reconstrução daquela pessoa que está presa. E nisso também a Universal é imbatível, através da “Universal nos Presídios”. Sou testemunha do trabalho que o pastor Cláudio desenvolve, não só em São Paulo, mas no Brasil, trazendo milhares de vagas de cursos profissionalizantes para presos todos os anos. Somos beneficiários diretos disso.

E qual o custo disso para o Estado? Nada, absolutamente nada. Vem trazer um curso profissionalizante, vem trazer uma palavra de força, uma palavra de consolo, uma palavra de reconstrução, e isso acontece diariamente. E aí, nesse processo, nesse trabalho de ressocialização, o pastor Roni volta os olhos para os policiais penais e fala: “Poxa vida, por que a gente não desenvolve esse trabalho com eles também?” E esse trabalho vem trazendo muitos resultados.

E eu falei, o resultado se mostra pela ausência de problemas, e por alguns mais corajosos que chegam até ele, chegam até mim, chegam até outras pessoas e dizem: “Poxa, eles vieram trazer a mensagem e isso mudou a minha vida. Eu estava desacorçoado, eu estava sem saber o que fazer e eu retomei a minha paz de espírito, eu me encontrei”. E alguns até: “Eu me encontrei com Deus”. Não no sentido real - real, que eu digo, físico -, no sentido espiritual, e aí a estabilidade é alcançada.

Então, parabéns. Primeiro, pela iniciativa. É difícil sair do zero, é difícil começar, e o senhor viu uma polícia se desenhando antes mesmo que a lei chegasse até nós, e já começou a trabalhar com o pessoal nosso. Permita-me dizer, o pessoal nosso, já que momentaneamente estou junto com os senhores e, como eu disse, testemunha já do trabalho que era e é feito com os policiais militares, agora vejo o trabalho feito com os policiais penais.

E, olhe, para quem está aqui, pode parecer que não, mas o policial militar, ele está na rua com a população e, de vez em quando, ele flagra ou é chamado para uma ocorrência e lá ele se encontra com aquela pessoa que se desvirtuou, que se perdeu no caminho. Se ela cometeu algum crime e tiver em flagrância, ele é preso, ele vai passar com aquela pessoa quatro, cinco, seis horas no flagrante.

Fica na Polícia Civil, no dia seguinte passa pela audiência de custódia, ou até no mesmo dia, e aí ele vai ficar ali com aquela pessoa, o policial civil, cerca de 24 horas com aquela pessoa. E o policial penal? Vai ficar um dia, dois, cinco, dez, 365, 730, 1460, ou seja, um, dois, três, quatro, cinco, dez, 15, 20 anos. Olha o peso de conviver diariamente com uma pessoa nessas condições.

Muitos abraçam a chance que a “Universal nos Presídios” dá, e se entregam a uma nova profissão, se entregam a uma nova atividade, se entregam à religião, mas muitos não, muitos não querem, muitos são profissionais do crime, e demoram, ou até não se deixam convencer de que há um caminho melhor.

E essas pessoas são pesadas, são densas e tensas, criando um ambiente no sistema prisional complicado. E é nesse ambiente que vive o policial penal, todo o turno de serviço aguentando aquela pressão ambiente. Imagina como essa pessoa vai para casa? E, às vezes, chega em casa e também tem problemas em casa. Quem de nós está livre? Com o filho, com a esposa, com os pais. Ninguém está livre.

Então, esse policial penal, chego a pensar que, muitas vezes, é o que tem uma pressão maior, em vista de tudo o que passa, cotidianamente, por estar permanentemente junto de centenas ou até milhares de pessoas presas.

Aí que a palavra, aí que o anjo da guarda, aí que a iniciativa se torna ainda mais importante. Então, eu disse primeiro, obrigado pela iniciativa, pela coragem de inovar, obrigado pelo apoio, obrigado pela luz, obrigado por ser mensageiro, obrigado por resgatar aquele ser humano que, sob pressão, tinha até a chance de se perder, mas que, com recondução ao caminho de Deus, ao caminho do bem, ele se reencontra e segue firme, garantindo que a sociedade possa dormir tranquila.

Esse é o trabalho da Capelania junto à Polícia Penal.

Muito obrigado.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, secretário, pelas palavras. Neste momento, assistiremos a um vídeo que fala sobre o trabalho da Capelania UFP - Universal nas Forças Policiais.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Lindo trabalho. Neste momento, eu chamo o coronel Melo, representante da PM do estado de São Paulo, e agradecemos a presença. Por favor.

Convidamos para vir à frente os membros da Mesa Diretora, juntamente com o pastor Roni, para a entrega de uma placa especial em reconhecimento ao trabalho realizado ao longo desses oito anos. Por favor.

 

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- É entregue a homenagem.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para fazer o uso da palavra o coronel Melo, representante da polícia do estado. Por gentileza.

 

O SR. CORONEL MELO - Boa noite a todos. Cumprimento nossa deputada Edna Macedo, em nome de quem cumprimento a todas as autoridades do Poder Legislativo local, os integrantes desta Casa, que nos recebem com tanto carinho. Cumprimento o coronel Marcello Streifinger, secretário da Administração Penitenciária, em nome de quem cumprimento a todas as autoridades do Poder Executivo paulista e Poderes municipais.

Cumprimento o pastor Roni, nosso anfitrião, pessoa que temos em mais alta estima, que lidera uma equipe de voluntários e pastores que, nesses oito anos, têm nos ajudado. Cumprimento o irmão de farda e de turma, de 35 anos de labuta juntos, coronel Roldan, em nome de quem cumprimento a todos os integrantes das Forças de Segurança aqui presentes.

Aqui temos Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Polícia Penal, representantes da Guarda Municipal. Todos os que, dia a dia, se dedicam à segurança da sociedade.

Pastor Roni, é muito fácil falar da UFP, é muito prazeroso. A identidade de valores entre as forças de segurança e a igreja cristã, principalmente na Capelania UFP, na defesa da dignidade da pessoa humana, na defesa da paz, na defesa da ordem, faz com que essa união seja mais do que frutífera; com que ela seja, a partir do momento em que nós a conhecemos, quase necessária.

Faz falta quando não temos um representante, com sua palavra de acolhimento, indo até os mais distantes estabelecimentos policiais. Por várias vezes, nós conversamos, e eu pedi, tanto ao pastor Roni diretamente, como ao pastor Thiago, na área do M1, ao pastor Luciano, do ABC, a presença de um voluntário na madrugada da noite, em companhias distantes, para levar uma palavra que, como foi dito aqui, não é uma questão de religião, mas é uma palavra de acolhimento, uma palavra de reconhecimento, uma palavra que faz com que aquele integrante da força de segurança se sinta visto como um ser humano e que precisa de apoio para exercer a sua tão difícil função de proteção da sociedade.

Então, aproveito a oportunidade para, em nome de nossos irmãos de farda aqui, agradecer todo o empenho, toda a dedicação que cada um dos voluntários que, sob a liderança do Senhor, vão nos quartéis, nas delegacias, nas sedes de forças policiais mais distantes, nos horários mais difíceis.

Não importa se é feriado ou se é domingo, eles levam essa palavra de acalento que faz com que o policial perceba que ele é visto, é reconhecido e é um filho amado de Deus.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, coronel, pelas palavras. Chamamos agora para fazer o uso da palavra o major PM Roni Negreiros, pastor e capelão responsável pela Capelania UFP do Brasil.

 

O SR. RONI NEGREIROS - Boa noite a todos. Vou me arriscar sem falar nada anotado, são muitos anos saindo tudo desta cabeça. Primeiro, quero agradecer a iniciativa, porque foi dela, da nossa querida e amada deputada Edna Macedo, por este evento. Em vosso nome eu mando um abraço para o presidente desta Casa, o maior Parlamento do Brasil e da América Latina, sobremaneira o senhor, coronel Roldan...

Um abraço ao presidente desta Casa, fico muito grato de estar neste plenário. Quero agradecer a presença do secretário de Estado, coronel da Polícia Militar de São Paulo da reserva e amigo, coronel Marcello Streifinger. Muito obrigado pela vossa presença e pela deferência sempre.

Eu quero fazer alguns agradecimentos, que são muito oportunos e muito importantes para mim e para a atividade de capelania. Primeiro, eu quero cumprimentar a Mesa, coronel Roldan, que é o assessor policial e chefe da assessoria policial desta Casa.

Quero cumprimentar o comandante interino do 13º Batalhão, que é a área do Templo de Salomão, major Castro Galhardo, vossa presença, e com a sua família aqui, fico muito grato. Amigo e capelão UFP, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, obreiro da nossa igreja, comandante do 31º Batalhão, tenente-coronel Bortolassi, muito obrigado.

Quero agradecer imensamente à Guarda Municipal aqui na pessoa do inspetor Marcello, representando o comandante-geral, sobremaneira que o major representa aqui o coronel Hugo do Policiamento Rodoviário. Coronel Hugo, que tem sido um parceiro que abre as portas todos os dias daquela casa muito grande, em todas as unidades policiais rodoviárias do estado a gente tem o trabalho de capelania.

Quero cumprimentar o nosso capelão, que está ali sentado, também major da Polícia Militar, Afonso. E quero agradecer imensamente a presença do coronel Melo, bem como as suas palavras, coronel Melo. Muito obrigado.

Representando aqui a Polícia Militar como oficial mais antigo, e representou aqui a nossa comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Glauce. Também uma parceira e amiga que abre as portas para que possamos fazer o trabalho junto com todos os coronéis da Polícia Militar, toda a sua oficialidade, todas as suas praças.

Quero fazer alguns agradecimentos especiais que estão aqui na plateia. Em primeiro lugar, eu quero agradecer a primeira capelã, desde o início... A primeira mulher a ingressar na capelania voluntária, e não poderia ser diferente, é a minha esposa, que está aqui, Eliana Negreiros. Eu sei que não é comum na igreja, mas eu gostaria de saudá-la com uma salva de palmas, se possível. (Palmas.)

Não só pela pessoa, mas pelas ações dela. A pessoa que pode fazer uma apostila, senhores e senhoras, e escrever a quantidade de xícaras de café que precisava para servir dez policiais. Foi ela que iniciou isso, quantos bolos, quantos quilos de bolo?

Quanto salgado eu precisava para chegar numa unidade policial com uma xícara de café numa mão e uma bíblia na outra? E pedir licença e pedir para entrar, coronel Roldan e coronel Melo, mais antigo. Foi assim que nós iniciamos o trabalho.

Mas eu também quero cumprimentar, de forma muito especial, um amigo que também ombreia junto conosco todos os dias também no segmento de capelania, coronel da reserva da Polícia Militar, que está ali sentado, coronel Joel.

Muito obrigado pela sua presença, muito obrigado pelo exemplo de capelania que o senhor presidiu e preside, por muito tempo, os capelães intitulados e chamados PMs de Cristo. Uma salva de palmas bem forte para os nossos irmãos PMs de Cristo. (Palmas.) Muito obrigado.

Também quero cumprimentar a Dra. Greice, nossa vizinha no Templo de Salomão. Ela, mulher titular, delegada titular do 81º DP, representando aqui a Polícia Civil, não só o Dr. Severo, o seu seccional, mas também o nosso delegado-geral, que é extraordinário. Um abraço para ele. Ele é uma pessoa muito solícita e abre as portas para a gente.

E, em seu nome, eu quero mandar um abraço para todas as delegadas mulheres que, neste ano, Dia Internacional da Mulher, no mês passado, mês de março, fizemos um grande evento alusivo ao Dia das Mulheres e prestigiaram. Muito obrigado pela sua presença.

E, por último, e não menos importante, eu quero destacar, antes até de agradecer a presença dos pastores, das esposas que estão aqui, muito obrigado. Mas eu quero nominar as duas primeiras pessoas, depois da minha esposa e depois do pastor Elias, que está aqui, já vou falar dele também.

As duas pessoas que primeiro nós convocamos para esse desafio e de imediato elas aceitaram, duas mulheres: Silvana Angélica de Freitas, que está aqui sentada juntamente com a dona Rita que está ali, as duas primeiras levitas do Templo de Salomão, que aceitaram o desafio de ombrear conosco. Uma salva de palmas para elas também. (Palmas.) Muito obrigado.

Porque elas permanecem até hoje. Permanecem até hoje. Vira e mexe elas mandam uma fotinha, cinco horas da manhã, no frio, orando lá pelos policiais e levando uma garrafa de café, coronel, é maravilhoso isso, é uma benção.

Está presente aqui também nessa plateia o pastor Elias. O pastor Elias ultimamente não está mais no nosso quadro de pastores capelães, mas, juntamente comigo, o pastor Elias e o pastor Rames, que é o responsável da capelania no Rio de Janeiro atualmente, e o bispo Enio, que anteriormente estava no Rio.

Foram os três primeiros bispos e pastores que iniciaram o trabalho comigo. Uma salva de palmas também para eles, apesar de dois estarem ausentes. (Palmas.) Muito obrigado, pastor Elias.

Senhores e senhoras, falar um pouquinho primeiro da Igreja. A Igreja Universal nasceu em 1977, em 31 de julho, aniversário da nossa Igreja, fundada pelo bispo Edir Macedo, um grande líder que nos ensina todos os dias o caminho da salvação. Todos os dias o bispo manda uma mensagem para nós falando como chegar no céu. Essa é a única mensagem que o bispo Macedo ensina aos pastores para que possamos passar para o povo.

Eu sei que falar da Igreja seria uma trajetória muito grande, mas a Igreja Universal, só para pontuar, está em 151 nações. São 151 nações do mundo que as ações da Igreja Universal estão.

Coronel e secretário Marcello Streifinger, o senhor falou do outro, de um dos projetos também de capelania da Universal, a capelania dos presídios. Ela, junto com a capelania UFP, é um dos 15 projetos sociais da Igreja Universal. São 15 grandes projetos da igreja atuando em frentes dos demais diversos segmentos sociais.

Eu estava vendo ali os dados agora da comunicação da Igreja. Mais de 300 milhões, mais de 300 milhões de pessoas assistidas pela Igreja no mundo. Mais de 300 milhões, comandante, de pessoas assistidas no mundo.

Alguns dados da Capelania UFP: a Capelania tem oito anos, está fazendo hoje, mas as ações de capelania da Igreja iniciaram no dia 9 de setembro de 2004. Agora em setembro faz 22 anos que ingressei no quadro de oficiais capelães fazendo atividade de capelania, lógico, porque é a atividade própria deste quadro, é o exercício de atividade de capelania.

Nesses 22 anos, nós temos procurado atender as demandas de todos os segmentos de Defesa, Segurança e Justiça. Os dados vocês acompanharam nos vídeos, mais de 300 mil Bíblias distribuídas, mais de 40 mil eventos de cafés valorativos.

Outros dados a gente não colocou, cessão dos espaços da igreja para os comandantes fazerem os seus eventos; e alguns dados mais sensíveis também não colocamos: a quantidade de atendimentos pastorais, a quantidade de policiais e militares das forças armadas e outros segmentos.

Porque a Capelania atua nos órgãos de Justiça, desde o Judiciário, o Ministério Público, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, a Aeronáutica, a Polícia Federal, atua na Polícia Rodoviária Federal, nas duas polícias penais, federal e estadual, nas 27 polícias militares do Brasil, nos 27 corpos de bombeiros, nas 27 polícias civis e nas centenas das guardas municipais.

A Capelania UFP já alcançou o trabalho nos últimos anos na Argentina. A Capelania UFP está na Argentina, está em Portugal, está nos Estados Unidos, está no México, está na África do Sul, está em Angola, está em Moçambique, em Botsuana e outros países da África, Capelania UFP.

Nesses oito anos chegamos a esse segmento. Depois já de 14 anos de atividade como oficial capelão, a Igreja Universal... Não foi o pastor Roni. A Igreja Universal instituiu a Capelania UFP em 27 de abril de 2018. Iniciamos, eu e a minha esposa e algumas outras pessoas, as quais eu já nominei aqui.

E nós tivemos o seguinte pensamento: o policial é um ser humano. Ele é pai, é mãe, é filho. Ele não é um robô. Ele não veio de Marte. Principalmente as forças de segurança pública, senhores e senhoras, lidam com os conflitos sociais, todos eles. Os conflitos sociais... Quando acaba o diálogo dentro de um lar, ou na rua, ou em qualquer lugar, chama-se as polícias.

Então, não seria, não seria... Seria impossível, aliás, as polícias ou os policiais não contraírem doenças. Porque são as doenças da sociedade, como a depressão, a ansiedade, o estresse e outros males que a gente não gostaria de assistir. O policial também fica doente; doente da alma, doente do coração, fica doente no seu casamento. O policial vê os seus filhos doentes nas drogas, no crime, porque eles estão aí, no mundo, como qualquer ser humano.

Então a Igreja, ela tem um papel social e um papel espiritual. Com foco no papel social, a Capelania UFP exerce as suas atividades junto com os demais projetos da Igreja, atendendo as demandas das pessoas. No seu papel espiritual, é uma ordem divina. Como diz lá no livro de Timóteo: orar pelas autoridades. Como diz no livro de Salmos: orar pelos que governam, orar pelos reis, para que eles pratiquem justiça.

Isso é um papel espiritual da igreja. E, dentro do papel social, a igreja existe para cuidar de pessoas. E, como eu disse, policiais são pessoas. Então a Igreja instituiu essa Capelania com esta finalidade. Lá no início, pensamos o seguinte: vamos levar espiritualidade, o alimento da fé, sem a placa da Igreja e sem impactar, sem ferir a liberdade religiosa, que tem garantia constitucional.

E temos feito isso. Todos os dias nós levantamos a cabeça, todos os dias nós levantamos o rosto e perguntamos para o autor da vida e autor da fé o que devemos fazer para servir melhor o policial, para alcançar o policial. Nós não fazemos por vontade própria. Fazemos pedindo a direção de Deus.

Desde o início, eu compreendi que algumas demandas eram uma máxima: suprir as carências, suprir a espiritualidade, suprir onde um comandante quer reunir a sua tropa, seja ele de uma companhia, de um batalhão, ou de um pelotão, ou de um grande comando.

Muitas vezes, em uma área mais periférica, ele tinha que reunir no sol ou na chuva, para dar uma medalha para o seu herói policial - não é, coronel Melo e coronel Roldan? Porque ele não tinha um espaço físico.

E nós falamos: os sete mil templos da Igreja precisam virar auditórios de eventos, não da igreja, mas de eventos das polícias. Porque, quando o evento é das polícias e só usa o nosso espaço, a lei assegura isso aos comandantes. Torna-se um auditório, como de uma universidade, como de um colégio.

Fomos criticados por isso, sim. Mas nós não paramos. Porque eu tenho a mais absoluta certeza de que a lei do País nos assegura isso, tanto para nós, como igreja, como para os comandantes, todos os momentos de reflexões, que são ministrados à luz da palavra, com proibição de levar convite da Igreja para dentro de um órgão público.

Nós cumprimos a lei, levamos só a fé, a fé na cabeça, a fé racional, para o nosso policial, para encorajá-lo a enfrentar, não só as suas próprias lutas, como as lutas da sociedade. E a palavra que nós levamos para esse policial, essa palavra de fé, através de momentos de reflexão, é colocada, primeiro, a liberdade religiosa, a participação, ela é ofertada de maneira a pessoa assistir ou não assistir. Respeitamos as pessoas.

Então, tudo o que fizemos até aqui está fundamentado na Bíblia, na palavra de Deus e também nas leis que regem a nossa nação, as leis que nos governam, todos os dias nós fazemos isso, e nós vamos continuar fazendo.

Aqui, em público, neste parlamento, ainda há pouco, a repórter me perguntou o que esse evento representava. E eu disse: representa um pouco da capilaridade e da credibilidade das nossas ações.

Capilaridade, porque estamos não só no Brasil, mas também em outras nações, estamos em todas as forças de defesa e de segurança, capilaridade. Mas também, eu me sinto grato e agradeço a Deus, que foi quem nos proporcionou isto, naturalmente. O mérito não é da Igreja e tampouco de homens, o mérito é do nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso guia, o mérito é Dele, que até aqui tem nos conduzido.

O Espírito Santo que conduz a nossa cabeça, que conduz o nosso racional todos os dias, então o mérito é do nosso Deus, o autor da vida, aquele que, lá no primeiro versículo da Bíblia, criou os céus e criou a Terra.

E, nesta Terra, Ele colocou as pessoas. E essas pessoas, por desobediência, começaram a descumprir as leis, e, por descumprirem as leis, por não observarem a lei de Deus, que é amar a Deus e amar o seu próximo, está isso na oração do Pai Nosso, perdoar o seu ofensor, perdoar o seu próximo, por essa lacuna foi necessário ter polícia.

Para guardar a sociedade, para guardar a nossa vida, para guardar a lei, para fazer cumprir a lei, Ministério Público, Judiciário, mas essas pessoas que compõem estes órgãos, elas precisam da assistência de Deus, e quem faz a assistência de Deus são os representantes da igreja.

A Igreja Universal saiu das paredes físicas dos seus templos e foi atrás dessas pessoas, pessoas sofridas. É muito difícil, senhores e senhoras, e eu não consigo contabilizar, esse dado eu não anotei, e não vou anotar, a quantidade de velórios de policiais que eu já fiz. E já fiz um esta semana, sábado passado, de policiais.

Inclusive, muitos morreram em combate, morreram lutando, morreram salvando vidas. Esse é o papel também da capelania, acolher a família do policial na hora que ele perde a vida.

Passa uma semana, os amigos ficam para trás, esse papel é da igreja, esse papel é da capelania, assistir a família, que está chorando, que perdeu o seu ente querido; é de assistir o policial, que põe a sua farda, e vai para a rua trabalhar, mas ele acabara de enterrar o seu filho, que em muitas das vezes perdeu a vida.

Então esse papel, ele é da igreja, ali nós colocamos dados de entrega de Bíblias, momentos de reflexão, cafés, mas eu quero tocar neste ponto, é o ponto central da nossa atividade, é levar uma palavra para o coração, para a alma, para o centro da vontade humana, das nossas queridas autoridades, quer seja o posto, graduação, cargo, função. Elas precisam do assistencialismo espiritual, para a alma, para o coração, para minimizar os impactos dos problemas internos das instituições.

Eu tenho a mais absoluta certeza de que melhora, como o coronel Melo acabou de falar, como o secretário acabou de falar, melhora as ações desse público. É uma melhoria dos recursos humanos desse público, porque quando a alma está alimentada com a palavra, com a espiritualidade, naturalmente essas pessoas têm mais domínio próprio, têm mais razão, mais equilíbrio para gerir não só as suas ações de trabalho - que é muito difícil o trabalho de segurança do País -, mas também vencer as suas lutas internas, lutas essas que, muitas vezes, estão dentro de casa.

Senhores e senhoras, o feminicídio também alcança o público de segurança, a violência doméstica, o uso de drogas pelos nossos jovens também alcança o filho de autoridades.

Então, nós temos que ser sensíveis a estas questões e ajudar essas pessoas. Não é levar uma placa de uma igreja e nem tampouco uma religião, é levar assistência, assistência espiritual, muitas vezes, assistência social, porque, muitas vezes, a autoridade perde a vida.

E, enquanto o Estado ajusta o seu próprio salário, que vai para a viúva, alguns dias ou uma semana, a família precisa comer. Então, quando a Igreja, com o seu papel social, como obrigação social, leva comida, leva uma cesta de alimento para essas autoridades, a Igreja está cumprindo um dever.

Está cumprindo o mandamento de Deus de amor ao próximo, de servidão, que é a nossa máxima, servir. Quando perguntaram para Deus qual que era a maior lei e ele respondeu: “A maior lei é a servidão”. Ele disse: “A maior lei é o amor”. E o amor é servir, o amor é se doar, o amor é se sacrificar. Perguntado a segunda vez: “E o segundo maior mandamento da lei?” “Também é amor, também é a servidão.”

Então, a igreja tem feito esse papel de servir o nosso policial, de servir os nossos militares das Forças Armadas, servir os integrantes dos órgãos de Justiça do nosso País. Esse é o nosso papel, essa é a nossa intenção. Este evento está acontecendo essa semana na maioria dos parlamentos estaduais do Brasil e em muitos parlamentos municipais.

Eu quero agradecer a todas as pessoas que têm sido participativas, tanto as autoridades como os parlamentos que reconheceram este momento. É momento de agradecer as ações da Igreja. Estão aqui nos agradecendo.

Eu também sou grato por estar sendo agradecido, por estar sendo reconhecido, mas eu gostaria que este louvor, que este agradecimento, que este reconhecimento não fosse para o Roni Negreiros, fosse, primeiro, para o Deus da Bíblia, para o Deus que criou os céus e a Terra, para o nosso Senhor Jesus que morreu por nós na cruz.

Que esse agradecimento - aí, sim, depois - para a instituição religiosa que tem dado todo o suporte. Senhores e senhoras, a instituição religiosa Igreja Universal nos dá todo o suporte de logística, todo o suporte econômico, financeiro, para que possamos fazer o custeio das atividades, dos dados aos quais os senhores e senhoras acabaram de assistir. Também sou grato à Igreja, sou grato a Deus por Deus ter permitido que eu pudesse fazer esse trabalho por um tempo e continuar fazendo.

Tudo aquilo que nós temos visto de experiência no dia a dia, de imediato nós escrevemos, colocamos nos nossos manuais, colocamos nos nossos cursos de capacitação de capelania e transmitimos de imediato a todos os capelães do Brasil.

Gravamos e deixamos disponível nas plataformas de curso da Igreja, para que os nossos sucessores no futuro possam compreender não só a história, não só as lutas, não só as dificuldades, mas também ter dados, os dados para que possam continuar fazendo.

Mas eu quero aqui em público dizer que aqueles que acompanham ou que nos acompanham, que quiserem dar as mãos para nós e fazer um ato de servir ao próximo, você é bem-vindo também na Capelania UFP. Pode se apresentar que será muito bem-vindo em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Nós aceitamos recursos humanos, aceitamos ajuda das pessoas, porque a nossa intenção não é carregar uma placa, a nossa intenção é servir ao próximo.

Eu não consigo contabilizar a quantidade dos atendimentos pastorais de esposas, de policiais que nos procuram e pedem ajuda porque estão com depressão. Eu não consigo contabilizar a quantidade de autoridades policiais que nos procuram que estão com depressão, que estão com ansiedade.

Por isso, as palestras, que são um formato que tem sido muito aceito de atividade de capelania, as palestras no campo da saúde emocional, para que possam minimizar esses problemas das doenças emocionais das nossas autoridades.

Temos sido implacáveis nessas ações, todos os dias. Cada dia é um lugar deste País. A minha casa e da minha esposa é um veículo; um colchão, é quando dá. Eu quero dar esse testemunho, mas quando eu vejo uma família de um policial dizendo: “Pastor, o nosso casamento foi restabelecido, a ordem na minha casa, o diálogo, a compreensão, o amor foi restabelecido”.

A repórter também me perguntou, qual que é a máxima. A máxima é o testemunho, como falamos no linguajar interno da Igreja, o testemunho de mudança, de transformação de vida, de restauração de um lar, de uma família, pelo poder da fé.

Recebeu uma palavra e conseguiu perdoar, conseguiu voltar a amar dentro de casa, porque quem consegue amar dentro do seu lar, também consegue amar o seu próximo na rua. Essa é a nossa missão, trazer essa compreensão a este público de autoridades.

Senhoras e senhores, se eu fosse ficar aqui falando, eu confesso que vocês iam começar a sair, porque iriam se cansar fisicamente, mas eu agradeço a presença de todos e sou muito grato a Deus. E vamos continuar fazendo isto: servindo às pessoas, cumprindo a lei, cumprindo a lei de Deus e cumprindo a lei dos homens.

Muitíssimo obrigado e que Deus abençoe a todos.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, major Roni, pelas palavras. Parabéns a todo o grupo, a cada integrante pelo lindo trabalho que vocês realizam. E neste momento eu passo a palavra à deputada Edna Macedo para suas considerações finais e para proceder com o encerramento desta homenagem.

 

A SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS - Quero agradecer, em primeiro lugar, ao coronel Dr. Marcello Streifinger, secretário de Estado de Administração Penitenciária do estado São Paulo, muito obrigado pela sua presença. Agradecer ao coronel Melo, representando a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Agradeço também ao coronel PM Roldan.

Agradeço também ao tenente-coronel PM Bortolassi, comandante do 31º Batalhão; coronel Joel Rocha, muito obrigada pela presença; Major PM Callegari, do Comando de Policiamento Rodoviário.

Agradeço também ao major PM Galhardo, comandante interino do 13º Batalhão; major Afonso, voluntário no grupo UFP; inspetor de Divisão Marcelo Brito, representando a Academia de Formação da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo; comendador Hector Silva, presidente da Granville Group; Dra. Simone Galhardo, advogada; inspetor-superintendente Conradim, representando o comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Inspetor-superintendente Jairo Chabaribery; delegada Dra. Greice Gandolphi, representando o delegado Dr. José Severo, da 5ª Seccional de Polícia Civil; pastor Gibson Tadeu, do Bloco ABC Paulista; pastor Sidney Silva, coordenador regional de Lauzane Paulista; pastor Carlos Alberto, coordenador Regional de Santo Amaro; pastor Gilcélio Gomes, coordenador regional de Osasco.

Pastor Luiz Fernando, da Regional de Guarulhos; pastor Michael, coordenador regional da zona leste; pastor Oséias Teixeira, coordenador regional da zona sul; pastor Gilmar Souza, coordenador regional de Itaquera; Ricardo Fernandes, coordenador regional de Taipas; Bruno Nunes, coordenador regional de Serraria, Diadema; Alberto Andrade, coordenador regional de São Bernardo do Campo; e a todos os voluntários e a todos os senhores e senhoras o nosso muito obrigado pela presença.

Esgotado o objeto da presente sessão, eu agradeço às autoridades, à minha equipe, aos funcionários do Serviço de Som, da Fotografia, do Cerimonial, da Secretaria Geral Parlamentar, da Imprensa da Casa, da TV Alesp e das Assessorias Policiais Militar e Civil, bem como a todos que, com as suas presenças, colaboraram para o pleno êxito desta sessão solene.

Muito obrigada.

Que Deus os abençoe abundantemente. (Palmas.)

Declaro encerrada.

 

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- Encerra-se a sessão às 21 horas e 7 minutos.

 

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