
4 DE FEVEREIRO DE 2026
2ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, CAPITÃO TELHADA, GIL DINIZ BOLSONARO e DR. ELTON
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Critica o governo estadual por veto ao PL 731/24.
5 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - CAPITÃO TELHADA
Assume a Presidência.
8 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - PRESIDENTE CAPITÃO TELHADA
Cumprimenta a vereadora de Ubatuba, Professora Jocely, presente no plenário.
10 - PROFª CAMILA GODOI
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
GRANDE EXPEDIENTE
14 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
15 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Manifesta solidariedade a funcionários da Rede Alesp demitidos. Enfatiza necessidade de acerto de pagamentos em razão da demissão desses funcionários.
17 - GUILHERME CORTEZ
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Comenta o pronunciamento do deputado Guilherme Cortez, e reitera seu apoio aos funcionários da Rede Alesp demitidos.
19 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
20 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Cumprimenta os vereadores juniores da Câmara Municipal de Limeira, presentes nas galerias.
21 - DR. ELTON
Assume a Presidência.
22 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
23 - CONTE LOPES
Para comunicação, faz pronunciamento.
24 - PRESIDENTE DR. ELTON
Parabeniza o deputado Conte Lopes por seu pronunciamento. Saúda o Coronel Henguel Ricardo Pereira por sua condução ao cargo de secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
25 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
26 - CONTE LOPES
Para comunicação, faz pronunciamento.
27 - GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
28 - PRESIDENTE DR. ELTON
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 05/02, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h07min.
* * *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
*
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente. Com a palavra o deputado Paulo Fiorilo.
(Pausa.)
Com a palavra o deputado Dr. Jorge do
Carmo, que fará o uso regimental da tribuna.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT
- Sr. Presidente, deputado professor Carlos Giannazi, presidindo o Pequeno
Expediente desta quarta-feira, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, deputado Major
Mecca também aqui. Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público da TV Alesp, as
pessoas, os assessores, os policiais, as pessoas que nos assistem. Primeiro,
quero desejar muito boas-vindas a todos os deputados e todas as deputadas,
assim como aos funcionários desta Casa.
Reiniciando... Antes
de ontem reiniciamos aqui mais um ano legislativo. Esperamos em Deus que este
ano seja de bons debates aqui, aprovar bons projetos, porque ao final deste
ano, até outubro, certamente é o momento em que as pessoas vão avaliar o
trabalho de cada parlamentar, de cada deputado e cada deputada aqui. Mas isso é
um outro momento. Ainda é tempo de trabalhar, e bastante, até porque os nossos
mandatos irão ainda até o começo do ano que vem.
Mas, Sr.
Presidente, eu quero falar hoje sobre um programa que foi aprovado ontem no
Senado, e já havia sido aprovado antes de ontem na Câmara Federal, que é o
programa “Gás do Povo”. “Gás do Povo” é um programa do governo Lula.
E eu quero,
antes de falar desse programa, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, dizer que eu
sou um nordestino que saiu lá do interior de Alagoas, como eu já disse aqui
outrora, outras vezes.
E, até
completar meus 18 anos, deputado, deputadas e deputados, eu morei, nasci e
morei no interior de Alagoas, onde não tinha energia elétrica, quiçá botijão de
gás. E eu não sabia nem o que era isso. Até os meus 18 anos de idade, morei no
interior, um lugar onde não tinha muito menos luz para todos.
Então, eu fico
imaginando que hoje, 40 anos depois que eu cheguei aqui, e mais tempo do que eu
vivenciei isso lá, eu tenho certeza de que ainda tem milhões de pessoas,
brasileiros e brasileiras, que ainda dependem do botijão de gás e não têm
dinheiro para comprar. Ou sequer têm fogão. Muitas vezes, sendo obrigados a
cozinhar no fogão a lenha, sendo expostas, inclusive, a queimaduras, como nós
já vimos acontecer.
Então, fiquei
muito feliz em ver a sensibilidade política desse programa que atende as
pessoas que mais precisam, a população mais carente do nosso Brasil,
especialmente dos rincões. Porque quem mora em São Paulo, capital até, do
interior e da Grande São Paulo, não sabe, talvez nunca viveu isso. Só se veio
de lá, igual eu vim, e viveu. Mas hoje, dificilmente tem por aqui.
Mas eu tenho
certeza de que lá ainda, no interior deste Brasil afora, tem muita gente que
não consegue, que não consegue cozinhar no gás, com gás, com botijão de gás,
porque ou não tem o botijão de gás e não tem o fogão, ou não tem o dinheiro
para comprar. Por isso, esse programa “Gás do Povo”, ele veio para promover a
inclusão social.
E qual é o
público que pode ser beneficiado através desse programa? É a população de baixa
renda inscrita no CadÚnico. Ou seja, tem critérios, tem que ter critérios. E
poderão, essas pessoas receberão um botijão de gás de 13 quilos para não terem
que passar por essa humilhação, essa dificuldade que é cozinhar ainda no fogão
a lenha por falta de recurso.
Esse programa, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, vai atender, no
mínimo, 15 mil famílias neste Brasil. Quinze mil famílias que certamente vão
ser beneficiadas. Isso é um programa de inclusão social, como falei há pouco.
E quais são os
critérios? As famílias que recebem, no máximo, meio salário mínimo por pessoa,
ou seja, pessoas que realmente precisam, que muitas vezes não têm 60, 100 ou
110 reais para pagar um botijão de gás. Outras pessoas serão prioritárias,
outras famílias: as pessoas que sofrem desastres, as mulheres vítimas de
violência doméstica, as comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas.
Como vai
funcionar? As pessoas recebem um vale-gás e vão trocar nos postos credenciados.
Mais que isso, não pode ter farra do boi. Quem desobedecer, o comerciante que
vender ou que cometer alguma infração será punido, porque esse programa é para
atender a questão social. Qual é a punição? Pode ser de 5 a 50 mil reais, que
as pessoas poderão ser punidas, comerciantes - espero que isso não aconteça -,
se eventualmente infringir os critérios e as regras.
Mas, Sr. Deputado
e Sras. Deputada, pasmem, o que nos deixa bastante perplexos é que 29 deputados
e deputadas tiveram coragem de votar contra um programa dessa natureza. Certamente
são aqueles que torcem para o Brasil quanto pior, melhor para eles. E nós não.
O governo Lula
torce e trabalha diuturnamente para que o Brasil melhore cada vez mais e as
pessoas sejam incluídas. Por isso, essa é mais uma política de inclusão social
do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Jorge do Carmo. Dando sequência à lista de oradores inscritos no
Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Enio Tatto.
(Pausa.)
Com a palavra o deputado Reis, que fará
uso regimental da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar o presidente, deputado Carlos Giannazi,
também cumprimentar o deputado Suplicy, a deputada Paula, o deputado Major Mecca,
o deputado Capitão Telhada, o público presente, os integrantes da Polícia
Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica e
também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pelas
redes sociais através da Rede Alesp.
Presidente,
deputado Carlos Giannazi, quero deixar registrado neste Pequeno Expediente que,
no mês de janeiro, recebi várias reclamações. Eu vinha recebendo reclamações
desde novembro, dezembro, sobre a mudança do presídio da Polícia Civil para um
anexo lá em São Miguel Paulista, um anexo ao 22º Distrito Policial. As
reclamações tratavam-se das condições do prédio, um prédio com instalações
precárias.
Eu pedi uma
reunião com o secretário da Segurança. Fui recebido pelo secretário, Dr. Nico, e
passei para ele as várias reclamações que familiares dos internos, advogados
dos internos e advogadas tinham me trazido com relação a esse anexo.
E fui lá,
pessoalmente, fui lá fazer a vistoria no prédio. Realmente constatei as
condições precárias: estrutura de laje, camas de laje, de pedra, colchões
insuficientes, umidade, infiltração de água, realmente um prédio muito ruim. Levei
essas reclamações.
Depois estive
com o corregedor-geral, o Dr. João Batista Beolchi, corredor-geral da Polícia
Civil, que é o responsável pela administração do presídio. Fizemos uma nova
reunião. O Dr. Nico pediu que o delegado-geral me recebesse. Fomos lá com a
comissão de familiares, dos internos, advogados, e, ao que me parece, depois
dessa visita, dessas reuniões, a Polícia Civil vai dar uma atenção melhor, foi
o que me garantiu o secretário da Segurança Pública, para essa questão desse
presídio provisório da Polícia Civil lá em São Miguel Paulista.
Também,
presidente, quero deixar registrado que ontem estive no Tribunal de Justiça,
aliás, deixa eu pegar o nome do nosso desembargador, eu estive com o
desembargador Aliende Ribeiro, eu pedi uma audiência, ele me recebeu, para
tratar do concurso da Polícia Civil, o concurso de investigadores de polícia
que está suspenso por conta de uma possível fraude na prova oral.
E essas
questões judiciais, há uma ação popular que foi impetrada e que já foi votada
na 1ª Instância, mas houve um agravo e o Tribunal vai ter que se posicionar.
Isso está
atrasando a nomeação de cerca de 1.400 investigadores de Polícia para melhorar
a Segurança Pública, inclusive as delegacias que faltam funcionários, faltam
todos os funcionários, não é só investigador, faltam escrivães, delegados,
agentes, policiais.
E eu visitei
bastantes delegacias nesse recesso, inclusive estive lá em São José do Rio
Preto, Ribeirão Preto, Nova Granada, Onda Verde, constatando as condições das
instalações da polícia, tanto da Polícia Civil como da Polícia Militar,
instalações precárias e falta de pessoal.
Então eu fui lá
conversar com o desembargador, claro que nós não temos como influir no
processo, no julgamento, na decisão judicial, mas eu pedi ao mesmo, assim que
pudesse, para dar uma celeridade nesse caso para dar resposta para a nomeação
desses investigadores.
Ele foi
bastante solícito, falou que assim que tiver todos os documentos, porque tem os
recursos, as contrarrazões, quando tudo estiver lá ele vai colocar na mesa para
dar a resposta o mais rápido possível. Dependendo da decisão judicial, ou que
se faça uma nova prova oral, mas que esses investigadores possam ser nomeados o
quanto antes; ou que não faça, porque a gente não sabe qual vai ser a decisão
do desembargador.
Nós não sabemos
qual será a decisão, mas que essa decisão possa ser o quanto antes, para que as
providências sejam tomadas pela polícia. Se tiver que fazer nova prova, que se
faça, e se não tiver também, mas que nomeie o quanto antes esses
investigadores, porque a gente tem recebido reclamações e os funcionários, os
profissionais que estão nas delegacias reclamam da forte carga de serviço por
falta de funcionários.
Mesmo com esses
1.400 investigadores, ainda não vai resolver a questão da recomposição do
efetivo, porque só dos concursos do concurso anterior, mais de mil
profissionais, entre delegados, escrivãs, investigadores, já saíram da
instituição.
Então, parece
que é um enxugar gelo, mas a gente espera que a resposta aconteça o quanto
antes e os investigadores, os candidatos que estão aí esperando a nomeação, que
essa nomeação aconteça.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Reis.
Com a palavra, a deputada Paula da
Bancada Feminista. Enquanto V. Exa. se dirige à tribuna, eu gostaria aqui de
anunciar, infelizmente, que o governador Tarcísio de Freitas publicou hoje um
veto a um projeto de lei que nós aprovamos aqui na Assembleia Legislativa, aqui
neste Plenário, no final do ano passado, com o voto favorável praticamente de
todos os deputados e deputadas.
Eu me refiro aqui ao Projeto de lei nº
731, de 2024, que tem a ver com o Dia dos Professores, o projeto dos
professores, deputada Paula. O projeto que eu apresentei foi aprovado e o
governador simplesmente vetou o projeto do Dia dos Professores aqui no estado
de São Paulo.
Um absurdo como esse governo odeia os
professores, odeia o Magistério, e coloca em prática, em todos os níveis, uma
política de ódio, de intolerância, atacando os direitos e a dignidade do
Magistério de São Paulo, porque o projeto de lei também se estendia ao Magistério
dos municípios e ao Magistério das escolas particulares.
Simplesmente, o governador vetou o
projeto do Dia dos Professores, dia 15 de outubro, que seria uma espécie de
feriado para as escolas, como já existe em vários estados, em várias regiões do
Brasil. Mas aqui em São Paulo, não.
Depois eu vou voltar a esse tema, mas
nós vamos fazer a luta aqui na Assembleia Legislativa para derrubar esse
nefasto e perverso veto do governador Tarcísio contra os professores do estado
de São Paulo.
Com a palavra, a deputada Paula da
Bancada Feminista.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, presidente, deputado
Carlos Giannazi. Coloco aqui também o manifesto nosso em repúdio a esse veto. E
digo que, apesar do governador do estado de São Paulo, dia 15 de outubro
seguirá sendo o dia em que nós homenagearemos os educadores e educadoras deste
País.
Eu quero deixar
também um outro repúdio, que é ao fato de que os funcionários que trabalhavam
na Fundac aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo estão, depois
da ruptura do contrato, com os seus salários atrasados, não conseguem receber
as verbas rescisórias e têm nos procurado com indignação, diante desse fato.
Eu sei que
existe uma disputa judicial em torno do tema, eu sei que alguns - poucos -
funcionários foram incorporados pela nova empresa que hoje está à frente da
comunicação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Mas eu quero
manifestar a minha solidariedade e pedir que a Assembleia Legislativa, por
parte da sua Mesa Diretora, olhe para esses trabalhadores que estão com os seus
salários atrasados, com as suas verbas rescisórias atrasadas, porque nós não
podemos deixar que uma Assembleia Legislativa que tem tanto dinheiro, tem um
orçamento tão alto, mantenha funcionários sem pagamento. Acho que isso não é
condizente com a realidade nem do estado de São Paulo nem da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo.
Mas quero, Sr.
Presidente, manifestar a minha completa indignação com algo que aconteceu essa
semana. Infelizmente, a Polícia Civil do Estado de São Paulo concluiu que a
morte do menino Ryan, de quatro anos, que aconteceu no Morro de São Bento, no
dia cinco de novembro de 2024, foi uma morte em legítima defesa.
Eu li essa
notícia muito escandalizada. Eu fiquei me perguntando como é possível que um
menino de quatro anos seja assassinado enquanto brinca de bola na rua da sua
casa, em frente à sua casa, no morro em que vive, e que essa morte seja uma
morte em legítima defesa. Qual alegação será feita diante do assassinato de um
menino de quatro anos, no morro em que ele vive, na sua casa?
Não é possível
que nós não nos indignemos com uma notícia dessa. Não é possível que nós
compremos uma narrativa de que é possível a Polícia Militar do Estado de São
Paulo assassinar um menino de quatro anos e que a reposta para isso seja a
legítima defesa.
Eu acho um
escândalo que a morte do menino Ryan seja tratada dessa forma. A morte do seu
pai já havia sido constatada em uma das operações mais letais da história do
nosso estado, a Operação Escudo, e uma mãe que chorou a morte do seu marido
meses depois chora a morte do seu filho, um menino de quatro anos. E tem, como
resposta do estado, que essa morte supostamente aconteceu em legítima defesa.
O ex-secretário
de Segurança Pública do estado de São Paulo, Guilherme Derrite, deixou a
Segurança Pública do estado de São Paulo jogada às traças. Como se não bastasse
mulheres morrendo o tempo todo, os índices de feminicídio, de violência
doméstica e de estupro explodindo, nós temos também um índice de letalidade
policial que vitima uma criança de quatro anos e tem como resposta uma suposta
legítima defesa.
Eu deixo aqui a
minha indignação, eu deixo aqui o meu repúdio diante dessa execução. Mas eu
digo mais: é necessário que esta Casa Legislativa olhe com cuidado para a
necessidade de que perícias independentes existam no nosso estado.
O massacre do
Paraisópolis, que aconteceu numa das comunidades mais importantes, maiores da
cidade de São Paulo, levou agora - acabou de ser publicada essa decisão
judicial -, levará a júri popular 13 policiais acusados de assassinarem nove
pessoas.
Vocês sabem por
que isso aconteceu? Porque houve uma perícia independente, produzida por uma universidade,
a Unifesp, no CAAF, que garantiu que os familiares possam ter respostas diante
da execução de nove adolescentes, nove jovens, que estavam em um baile funk, o
“Baile da Dezessete”, na comunidade de Paraisópolis. Infelizmente, a família do
Ryan não terá o mesmo direito.
Com um laudo
desse, que nós, mais uma vez lutaremos para que haja outra resposta,
infelizmente a maior probabilidade é de que a mãe do Ryan, a Beatriz, não tenha
respostas diante do assassinato do seu filho de quatro anos.
Ou melhor, terá
uma resposta, a resposta de que seu filho de quatro anos foi assassinado em
legítima defesa. E aí eu pergunto, qual é a cor, qual é a cara, qual é a raça
de crianças que são assassinadas em legítima defesa no morro, na Baixada
Santista, no estado de São Paulo?
Obrigada, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputada Paula. Com a palavra o deputado Carlão Pignatari. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rafael
Saraiva. (Pausa.) Com a palavra o deputado Alex Madureira. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Dr. Elton. (Pausa.) Com a palavra a deputada Thainara Faria.
(Pausa.)
Com a palavra a deputada Márcia Lia.
(Pausa.) Com a palavra a deputada Leci Brandão. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rômulo
Fernandes. (Pausa.) Com a palavra a deputada Ediane Maria. (Pausa.)
Com a palavra agora o deputado Major
Mecca, que fará uso regimental da tribuna.
O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, os
deputados, as deputadas que estão nesta Casa Legislativa, a todos os
funcionários, aos nossos irmãos de farda, policiais militares que permitem que
nós estejamos aqui trabalhando e permitem que todo povo do estado de São Paulo possa
sair de dentro da sua casa para trabalhar.
Eis o discurso da esquerda, o culpado pela violência e
pelo drama que vive o povo nas favelas não é do traficante, é da Polícia
Militar. É a Polícia Militar que foi lá dentro levar a desordem, não é o
traficante, a quem eles passam a mão e defendem, porque é o que eles fazem de
melhor, defender bandido e fingir aqui que defende policial. Compre essa
narrativa quem quiser, mas o Brasil está vendo tudo que está acontecendo.
A Segurança Pública há de ser discutida com seriedade,
e é uma pauta extremamente importante para São Paulo e para todo o Brasil.
Quando nós falamos de Segurança Pública, eu chamo a atenção aos principais
protagonistas que arriscam as suas vidas defendendo a todos nós e as nossas
famílias. De nós que estamos aqui e de todos vocês que nos acompanham pelas
redes sociais, pela TV Alesp.
Eu quero que vocês testemunhem junto comigo aqui quem
são esses protagonistas que nos defendem, quem são esses homens e mulheres, o
quanto eles dispõem a sua vida e qual ambiente que eles vivem. Machado, por
gentileza.
Dois exemplos, um do cabo Santana, um policial da
ativa dentro de uma favela, e na sequência um policial veterano varrendo a
calçada da sua casa. Olhem quem são esses profissionais e como eles se expõem,
e aqui eles são sujeitos defendendo a população. Por favor.
* * *
- É exibido o vídeo.
* * *
Está aqui o exemplo vivo. Esse é um veterano, já
defendeu... Olha ele sendo executado varrendo a calçada na porta da sua casa. E
para a esquerda não são esses energúmenos, bandidos, vagabundos os culpados da
violência, são os policiais. Coloca a do policial de serviço tentando efetuar
uma prisão dentro de uma favela dentro do Paraisópolis.
É só esse
trecho que tem aí, Machado? Muito obrigado, viu? Porque tem as imagens do
policial tomando tiro à queima roupa no pescoço, que pelas mãos de Deus ele não
morreu.
Esse é o
ambiente que esses homens e essas mulheres vivem. Tenho informação, deputado
Suplicy, aqui, no Fórum da Barra Funda, um criminoso passar 17 vezes em um mês
e ser solto na audiência de custódia.
Os senhores
atentaram para este fenômeno? Um bandido preso pela Polícia Militar por 17
vezes no período de um mês, em todas essas prisões ele foi solto na audiência
de custódia.
Se isso não é
uma política pública federal levada a efeito pelo PT, pelo presidente Lula,
pelos seus ministros durante 20 anos deste País que esses esquerdistas governam
e nós só colhemos violência, aumento de criminalidade, assassinato e nós
testemunhamos isso todos os dias.
Quando eu falo
aqui desse cenário que esses homens e mulheres trabalham, estão recebendo,
muitas famílias recebendo uma bandeira dobrada do comandante-geral, do
secretário de Segurança sem reconhecimento devido que eles devem ter. Eu digo
isso aqui, porque sou um policial que combati o crime por 32 anos ao lado
desses homens aí.
Acredito muito
no governador Tarcísio de Freitas, afinal o trabalho de reconstrução que eu
trabalho para fazer, que o Capitão Telhada que está presidindo esta sessão
trabalha para fazer, é um trabalho extremamente intenso e árduo, mas
infelizmente não alcançou um patamar de dignidade que nós esperamos que seja
alcançado.
Quando eu
trouxe aqui o desrespeito que sofri e quando eu sofro um desrespeito não sou
eu, o meu CPF, é a farda que eu ostento, foi desrespeitada quando não foi
cumprido o que foi tratado em uma mesa de reuniões dentro do Palácio dos
Bandeirantes em respeito à sanção do Projeto de lei Complementar nº 135. Igual,
respeito nós esperamos não só no PLC 135, como nós esperamos em um reajuste
salarial que permita que o soldado da Polícia Militar...
Ouçam os
senhores, diante de três reajustes salariais, sabe quanto ganha um soldado da
PM? Cinco mil reais. Vai sustentar uma família com cinco mil reais. Sustenta
uma família, quero ver aqui, qualquer um que está aqui neste plenário, sustenta
a sua família com cinco mil reais.
Sabe como
sobrevive um policial, Capitão
Telhada, que ombreamos juntos no combate ao crime organizado? Dos 31 dias do
mês, o policial trabalha os 31, se for trinta, ele trabalha os trinta. Porque
no dia da folga, da recomposição física e psicológica, sabe onde ele está? Ele
está fazendo ou operação delegada, ou operação Dejem, ou fazendo bico. Porque
faz o bico, porque não tem vaga para todo mundo.
Estávamos
falando agora aqui no plenário, eu e o Capitão Telhada, a respeito do pagamento
do bônus, da bonificação por produtividade que todo ano é o mesmo imbróglio, é a mesma luta nossa
para que seja respeitada a data de pagamento.
Nós trabalhamos
e temos expectativa que em algum momento essa chave vire e esses homens que
arriscam a sua vida sejam reconhecidos, enaltecidos, porque é assim que
acontece no mundo inteiro. Eu conheço muitas polícias nos Estados Unidos, e
esses homens são tratados como heróis de guerra.
Eu, veterano da
Polícia Militar de São Paulo, entro em uma loja nos Estados Unidos, eu tenho o
desconto de qualquer coisa que eu comprar apresentando a minha funcional de
policial em São Paulo lá nos Estados Unidos porque eu sou um veterano. E sou
cumprimentado porque se construiu uma cultura de respeito ao policial.
Aqui, com essa
política de esquerda do PT, do PSOL, eles querem desconstruir a imagem de
heróis, de homens e mulheres que estão entregando a sua vida para defender a
vida do próximo. Quem faz isso? Já não basta a esquerda ter destruído a
família, destruído a Educação, ter destruído a Segurança Pública, a Saúde, e
quer destruir até a nossa dignidade.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Capitão Telhada.
* * *
O SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Para encerrar, deputado.
O SR. MAJOR MECCA - PL - Nós não permitiremos, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Muito
obrigado, excelentíssimo deputado Major Mecca. Dando continuidade na lista de
oradores do Pequeno Expediente, convido para fazer o uso da palavra o deputado
Teonilio Barba. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Luiz
Fernando Teixeira Ferreira. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Itamar
Borges. (Pausa.)
Com
a palavra, deputado Carlos Giannazi.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado
Telhada... Sr. Presidente, nesta semana nós tivemos o início do ano letivo na
rede estadual de ensino e foi um desastre, Sr. Presidente.
Além do processo perverso e cruel de atribuição de
aulas da rede estadual, com a demissão em massa de professores por conta da
farsa da avaliação de desempenho, do Farol Vermelho, Farol Amarelo, onde nós
tivemos milhares e milhares de professoras e professores fora da rede estadual
e proibidos de voltar à rede em um prazo aí de três anos, o que é um absurdo,
através da publicação de uma resolução, a Resolução nº 8, de 2026, nós estamos
lutando para que ela seja imediatamente revogada.
Além disso, Sr. Presidente, o início do ano letivo
está sendo um desastre na rede estadual, mostrando, revelando a falência da
política educacional da gestão Tarcísio/Feder. Primeiramente, nós tivemos o
escândalo da escola cívico-militar, onde monitores militares sem nenhum preparo
estavam ensinando os alunos o português errado, a gramática errada. Ontem eu
mostrei aqui militares que não sabem escrever. Essa é a escola cívico-militar
do Tarcísio para a população.
Depois nós tivemos, agora, o escândalo das apostilas
que o governo comprou através da Secretaria da Educação, gastando quase 29
milhões de reais em apostilas com erros gravíssimos como esse aqui que tem na
matéria, hoje, da “Folha de S. Paulo”, que, olha: “Governo de SP diz que gastou
29 milhões de reais em material didático com erro sobre a Segunda Guerra”.
Dinheiro desperdiçado ensinando os alunos de uma forma errada, conhecimentos
básicos de história que serão cobrados no vestibular, na Fuvest, para o aluno
acessar uma universidade pública. Parece que é de propósito.
O governador não quer que o nosso aluno ingresse na
universidade pública. Erro de português, erro de história, erros de geografia,
fora os outros erros de outras apostilas, que nós já denunciamos.
Mas, para coroar o desastre, a tragédia da educação do
estado de São Paulo, da política educacional falida da gestão Tarcísio/Feder,
agora nós estamos tendo rodízio de alunos porque não tem carteiras nas escolas.
Então a gente conhece rodízio de pizza, rodízio de carne, e agora o governador
Tarcísio de Freitas inventou o rodízio de alunos para sentar nas carteiras, que
praticamente não existem na rede estadual.
Matéria
ontem veiculada aqui pela grande imprensa, dando conta. Eu quero mostrar
rapidamente, só para ilustrar essa tragédia, a falência da política educacional
dessa gestão.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Então essa é a escola
do Tarcísio de Freitas, é a educação que ele oferece para o povo do estado de
São Paulo. E para completar, Sr. Presidente, para finalizar, ele ainda vetou,
no dia de hoje, publicou no Diário Oficial o veto ao projeto do Dia do
Professor, o dia 15 de outubro. Olha que absurdo! Isso só demonstra que esse
governo não tem nenhum compromisso com a Educação e muito menos com os
profissionais da Educação, Sr. Presidente. Então é sério, nós já estamos
tomando providências.
As escolas
estão abandonadas também na sua infraestrutura, porque o governo cortou o
orçamento da Educação, cortou 5% do orçamento, com a aprovação da base do
Governo aqui da Assembleia Legislativa, que mudou a Constituição Estadual e que
está retirando, por ano, 11 bilhões de reais da escola pública da rede
estadual.
Então, a base
do Governo tem responsabilidade sobre o que está acontecendo agora, como tem
responsabilidade porque aprovou a privatização da Sabesp, da água, está
faltando água na periferia, água suja, aumentou a tarifa. Então, a base do
Governo aqui aprova as maldades do governador, então ela tem que cobrar agora.
E o governo,
Sr. Presidente, para concluir, a Secretaria da Educação desde julho do ano
passado que não pagou o PDDE, que é aquele dinheiro estadual que vai direto
para as escolas, as escolas estão abandonadas. Só agora em janeiro que veio
algum recurso para as escolas, porque nós pressionamos bastante e denunciamos.
Mesmo assim,
não é suficiente. Então, nós vamos continuar, Sr. Presidente, acionando aqui o
Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de
Justiça, contra essa política que está destruindo a maior rede de ensino do
nosso País.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi. Antes de chamar o próximo orador, cumprimento e
desejo as boas-vindas à vereadora de Ubatuba, Jocely, juntamente com sua
equipe, visitando, hoje, a Assembleia Legislativa, acompanhada pela nossa
deputada Camila Godoi.
Seja muito bem-vinda, a Casa é da
senhora. (Palmas.) Seja bem-vinda, obrigado.
Obrigado, deputado Suplicy.
Dando continuidade à lista de oradores,
convido o deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do
Consumidor. (Pausa.)
Deputada Profª Camila Godoi, para fazer
uso da palavra no Pequeno Expediente.
A
SRA. PROFª CAMILA GODOI - PSB -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Quero cumprimentar aqui a todos os
servidores desta Casa, cumprimentar a Polícia Militar, cumprimentar os meus
colegas deputados e deputadas, fazer um cumprimento especial ao presidente
Capitão Telhada.
Também quero
cumprimentar a minha amiga, vereadora Jocely, de Ubatuba, juntamente com sua
equipe, assessores, e a assessoria presente. Quero dizer que é um privilégio
ter você nesta Casa e que estamos à disposição da cidade de Ubatuba.
Srs. e Sras.
Deputadas, população do estado de São Paulo que nos acompanha, esta semana
retomamos oficialmente os trabalhos legislativos desta Casa. O mês de janeiro
foi um mês de muito trabalho.
Estivemos
percorrendo as diversas cidades do nosso estado de São Paulo, conversando com
prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças políticas e principalmente
estando ao lado da população. Andamos por diferentes regiões e pudemos
constatar de perto que ainda há muito a ser feito. É justamente por isso que
reafirmo aqui à população paulista que pode contar com o mandato desta
deputada, um mandato presente, atuante e comprometido com quem mais precisa.
Senhores e
senhoras, eu não poderia passar por esta tribuna sem registrar que hoje, dia 4
de fevereiro, é uma data muito importante. Hoje é o Dia Mundial de Combate ao
Câncer. Se você está me ouvindo agora, provavelmente você conhece alguém que já
enfrentou essa batalha.
Eu vivi isso
dentro da minha família. O meu pai enfrentou o câncer. Eu sei na pele o quanto
é duro esperar por exames, por diagnósticos e por um tratamento. Isso causa
muita angústia, medo e sofrimento no paciente e também na família do paciente.
Uma das maiores
dores para quem enfrenta essa doença, além de enfrentar a doença, é também
enfrentar a espera. É a espera por exames, a espera por diagnóstico, a espera
por um tratamento. Tudo isso traz ainda mais sofrimento. Quando o assunto é
câncer, o tempo não espera. O tempo é vida.
Por isso, como
deputada estadual, tive a honra de apresentar e de ter aprovado o Projeto de
lei nº 1.307, de 2025, que busca garantir mais rapidez no acesso aos exames, ao
diagnóstico e ao tratamento oncológico, estabelecendo o prazo de, no máximo, 30
dias para iniciar esse tratamento.
É um avanço que
representa o respeito, ele representa dignidade e principalmente a esperança de
milhares de famílias paulistas e de pacientes que estão nessa fila de espera.
Eu acredito em uma saúde que acolhe, que cuida e, principalmente, que age no
tempo certo.
Então, a você
que enfrenta essa batalha ou que tem um familiar passando por esse momento tão
difícil, eu digo: você não está sozinho. Existe uma rede de pessoas lutando por
você e este mandato seguirá firme com seriedade e compromisso para salvar vidas
e levar mais esperança às famílias do estado de São Paulo.
Então, seguimos
firmes nessa luta do combate ao câncer, da prevenção e também de um diagnóstico
mais rápido para esses pacientes.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado,
Exma. Deputada Profª Camila Godoi. Dando continuidade na lista de oradores, convido
o deputado Marcos Damasio. (Pausa.). O deputado Danilo Campetti. (Pausa.) O
deputado Paulo Mansur para fazer uso da palavra no Pequeno Expediente.
O
SR. PAULO MANSUR - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente, cumprimentar você, todos que estão
assistindo à TV Alesp no canal aberto aqui da televisão, nosso YouTube. Eu vi
uma notícia hoje no X que me impressionou: “Impacto bilionário na Câmara”,
impacto bilionário.
Câmara aprova
mais vagas e cargos em ministérios. Proposta também autoriza a criação de
Instituto Federal Sertão Paraibano, que é reduto do Motta. Terá impacto de 4,16
bilhões no Orçamento.
São 16 mil
contratados pelo governo federal, 16 mil vagas. Numa crise que a gente está
vivendo no Brasil, com desvios de recurso público, mais de 320 bilhões de reais
que vão precisar ser colocados no INSS para pagar os aposentados, e aí vem esse
tapa na nossa cara.
Contratação de
16 mil cargos do governo federal, um investimento de quatro bilhões de reais.
Ele tem que incentivar o governo federal, as empresas a contratar, incentivar a
diminuição de impostos das empresas, para elas sim contratarem, não o governo
para fazer cabide de emprego. Porque é isso que o governo federal faz, ele está
focado nisso, em cabide de emprego.
Voltou a mandar
dinheiro para a Venezuela, Gil Diniz, para Cuba, para financiar a ditadura. A
gente deu sorte que o Donald Trump arrancou o Maduro daquele país, porque nós
estamos vivendo uma ditadura no Brasil. A gente está salvo aqui no estado de
São Paulo.
Hoje eu fui
numa entrega do governador Tarcísio, dez mil habitações. Ele prometeu na sua
campanha que vai entregar 200 mil habitações, já foram entregues 80 mil chaves
na mão das pessoas. No máximo um governo estadual entregou, em quatro anos, 25
mil habitações.
O governador
entregou 80 mil e vai entregar as 200 mil. Já tem 90 mil em obra. Então é isso
que a gente espera de um governo. E o pai dos pobres, que deveria entregar
habitação, que deveria realmente economizar o dinheiro público, não faz. Ele
que fala que veio da palafita, do Guarujá, o Lula, e quem está entregando, que
vai entregar, é o governador Tarcísio, casas nas palafitas de Santos.
Mas também tem
uma notícia grave. Jair Bolsonaro, estão querendo expulsar ele da Reserva das
Forças Armadas, perdendo a sua patente, perdendo o seu salário. Ele que
levantou o protagonismo do Brasil da área militar, investiu bilhões na Aeronáutica,
nas Forças Armadas, no Exército.
E agora a gente
tem essa notícia no pior momento da vida dele, onde ele se encontra preso
injustamente por um golpe que não existiu, o golpe da Disney. Então a gente tem
tudo isso no nosso País, essa inversão de valores.
A gente recebeu
a notícia também hoje de que não foram 28 vezes que o Oruam mexeu na tornozeleira
eletrônica. Foram mais de 60 vezes que ele violou a tornozeleira eletrônica.
Independente se é Oruam ou não, Jair Bolsonaro mexeu na tornozeleira dele uma
vez: ele já foi direto para a Polícia Federal.
Na Polícia
Federal, Moraes não estava satisfeito e o colocou na Papuda. Collor de Mello,
preso por corrupção, está em casa, com tornozeleira eletrônica. Jair Bolsonaro,
preso por uma narrativa de golpe. Narrativa de golpe.
Mesmo se esse
golpe estivesse escrito num papel, esse golpe existiu? Teve tanque de guerra na
rua? Não teve. Ele precisa ficar todos esses anos na cadeia? Essa é a inversão
de valores. A gente precisa, realmente, dos Estados Unidos para fazer alguma
coisa neste País, como foi feito na Venezuela.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Obrigado,
deputado Paulo Mansur. Dando continuidade ao Pequeno Expediente, chamo a
deputada Andréa Werner para fazer o uso da palavra. (Pausa.) Deputada Maria
Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.)
Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado
Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Letícia Aguiar. (Pausa.) Deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Deputada Monica Seixas. (Pausa.)
Deputado Eduardo Suplicy, para fazer
uso da palavra no tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, Capitão Telhada, eu queria
primeiramente cumprimentar a vereadora Jocely Ramos, de Ubatuba, que está hoje
visitando a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Srs. Deputados,
Sras. Deputadas, eu gostaria de informar a respeito da proposta que
apresentarei nesta semana, no Encontro Nacional do PT, PT 46 anos - Quando o
povo acredita, o Brasil acontece, que vai se realizar em Salvador na quinta, da
quinta até sábado, domingo. A proposta do Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social Sustentável, Conselhão, é a instituição de um benefício para crianças
e adolescentes universal e incondicional no valor de 637 reais por mês por
criança, atingindo-se todos os jovens de zero a 17 anos até 2028.
Esse valor
corresponde à linha de pobreza para países de renda média alta, como o Brasil,
segundo o Banco Mundial. Outro caminho seria a instituição de uma renda básica
universal para todos os brasileiros e brasileiras, ainda que com um valor mais
modesto para começar, por exemplo, 50 reais.
Em dezembro de
2025, o Conselhão renovou seu compromisso com a renda básica ao definir que um
dos pilares de um projeto de nação deve ser viabilizar uma estratégia de
implementação da renda básica de cidadania integrada ao sistema de proteção
social universal, promovendo dignidade, segurança de renda e liberdade de
escolha para todas as pessoas.
Nesse sentido,
vale mencionar o artigo do Valor Econômico na semana passada, porque a renda
básica é a evolução do “Bolsa Família” da professora Rosane Siqueira e de
Alexandre Manuel, que demonstra a indiscutível importância do “Bolsa Família” e
de seus méritos, como a unificação de programas sociais desordenados,
transformando-os na mais bem-sucedida política pública no Brasil.
Contudo, diante
de um novo contexto social, Siqueira e Manuel apontam distorções importantes e
a necessidade de ajustes. Uma delas é a focalização, que consiste na imposição
cada vez maior de condicionalidades e intensificação da revisão dos dados
cadastrais, o que gerou, por exemplo, o corte de mais de um milhão de famílias
do programa “Bolsa Família” no ano passado.
Além disso, os
autores asseveraram que fiscalização de tais condicionalidades se torna algo
extremamente invasivo e discricionário para a população beneficiária. A renda
básica universal e incondicional, e não é uma simples substituição do “Bolsa
Família”. É uma evolução necessária ao sucesso de uma política pública que
busca, para todas e todos, dignidade e liberdade.
O contexto
atual exige esse passo, e o Brasil tem todos os instrumentos para tanto. As
formas de financiamento da renda básica universal, o direito de toda pessoa,
não importa a origem, graça, sexo, idade, condição civil ou socioeconômica,
inclusive estrangeiros, aqueles residentes há cinco anos ou mais, estão sendo
profundamente discutidas no mundo e em nosso país e agora precisamos levar a
discussão da renda básica para todos os níveis de governo.
O Conselhão
aponta que algumas das opções viáveis para o financiamento da renda básica são
a revisão das isenções fiscais e a realocação de incentivos para políticas de
renda, o incremento da arrecadação por meio do combate à sonegação, a taxação
de grandes fortunas, a maior progressividade do imposto de renda, o
direcionamento de parte dos royalties resultantes da exploração de recursos
naturais, como petróleo, gás natural, ferro, manganês, lítio e tantos outros, e
o aproveitamento de recursos da reforma tributária.
Também a
criação de um fundo permanente do Brasil, alavancando parte das reservas
cambiais e a utilização de parte do crescimento da arrecadação futura de forma
gradual e responsável para ampliar o valor da renda básica ao longo do tempo.
Além disso, outras
propostas alternativas têm surgido, entre elas a do Prof. Walter Barreto, que
argumenta o estabelecimento de um tributo sobre movimentações financeiras
semelhante à antiga CPMF também, para encontrar o mecanismo intitulado Cap and
Share, proposto pela organização Equal Right, que combina a limitação legal da
extração de combustíveis fósseis com a venda de licenças pagas pelas empresas,
a distribuição de parte da receita com um dividendo universal da renda básica,
vinculando-a à justiça climática.
Ainda a do Prof.
Marcelo Estupinham, que propõe que municípios financiem a instalação de energia
solar com o apoio do BNDES, e utiliza economias geradas nas contas de luz
pública para custear a renda básica local.
Por fim, não
podia deixar de mencionar a importante proposta da renda básica energética
descrita no Projeto de lei federal nº 4.449, de 2023, atualmente apensado ao
Projeto nº 624, de 2023, que foi concebida pelo novo líder do PT na Câmara dos
Deputados, eleito ontem, Pedro Uczay, de Santa Catarina, a quem parabenizo pela
nova posição e pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo no Congresso
Nacional.
A renda básica
energética tem o objetivo de garantir o acesso à eletricidade para famílias em
situação de vulnerabilidade social, na faixa de consumo de até 220 quilowatts
por mês, por meio da instalação de centros geradores de energia elétrica
renovável, preferencialmente de energia solar, que garantam o abastecimento
energético das famílias beneficiárias do programa.
Essa ideia
comprova que não é só necessário, mas também é possível conectar justiça
climática com a mitigação da pobreza, um debate que cresce exponencialmente à
luz dos efeitos desiguais das mudanças climáticas sobre as famílias mais
periféricas e de menor renda que temos percebido nos últimos anos.
Tendo em conta
tantas formas de avançar no debate, principalmente a partir da proposta do
Conselhão e as tantas formas de financiamento que acabo de descrever, devemos
pensar em como implementar a renda básica de cidadania universal e
incondicional junto aos ministérios, aos governos estaduais e às prefeituras. O
próximo passo é tirar do papel essa proposta, cuja viabilidade é cada vez mais
clara, garantindo a todos os brasileiros a dignidade e a liberdade.
Deputado Gil,
para concluir, como disse o filósofo e economista político belga, Philippe Van
Parijs, considerado o maior pensador da renda básica no mundo, criador da Bien,
Rede Mundial da Renda Básica, Basic Income Earth Network, quando ele diz,
abrindo aspas: “Acredito que a renda básica universal se tornará inevitável,
assim como o voto universal ou o fim da escravidão, parecerá óbvia quando
acontecer. O importante é empurrar a história na direção certa, mesmo que não
sejamos nós a cruzar a linha de chegada”.
Sr. Presidente,
eu percebo que eu fui além da conta hoje, mas era importante eu poder falar
isso.
Muito obrigado.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz
Bolsonaro.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Eu que agradeço,
nobre deputado Eduardo Suplicy, nosso sempre senador, e V. Exa. sempre tem o
tempo regimental e o tempo necessário aqui para o uso da tribuna. Terminado
aqui o Pequeno Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Abrindo a
lista dos oradores no Grande Expediente, convido a fazer o uso da tribuna o nobre
deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) O nobre deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) A
nobre deputada Solange Freitas. (Pausa.) O nobre deputado Mauro Bragato.
(Pausa.) O nobre deputado Tomé Abduch. (Pausa.)
O nobre deputado Major Mecca. (Pausa.) A
nobre deputada Marina Helou. (Pausa.) O nobre deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) O
nobre deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) O nobre deputado Capitão Telhada,
por cessão de tempo do nobre deputado Delegado Olim, V. Exa. tem o tempo
regimental.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP
- Muito obrigado, Sr. Presidente, deputado Gil Diniz Bolsonaro. Senhoras e
senhores, uma excelente tarde a todos que nos acompanham aqui em plenário, na
Assembleia Legislativa, reiniciando essa semana os trabalhos legislativos, ou
melhor, iniciando o ano de 2026, nas primeiras sessões.
Muita coisa
aconteceu agora, durante o recesso, e, sem dúvida nenhuma, será um ano em que
veremos ainda a evolução de muitos acontecimentos em São Paulo e no Brasil, um
ano eleitoral, um ano importante para a nossa Nação, um ano importante para São
Paulo, e importante para a nossa bandeira, bandeira do meu mandato, que é a
bandeira da Segurança Pública.
Aproveito,
inclusive, para cumprimentar todos os funcionários civis, funcionários
militares aqui da Assembleia Legislativa, a galeria que nos acompanha, inclusive
com a presença de policiais militares do 49º Batalhão, que faz a região de
Pirituba, Perus e Pereira Barreto, aqui da capital.
Dizer que o
nosso mandato, e eu, pessoalmente, bem como minha equipe, continuamos
compromissados, comprometidos com a valorização das nossas forças policiais,
dos nossos homens e mulheres da Segurança Pública, verdadeiros heróis de carne
e osso, que no dia a dia se entregam à defesa do povo paulista.
Não há, hoje,
questão mais importante para o brasileiro do que a Segurança Pública. A
Segurança Pública ultrapassou, por pesquisa, inclusive, as pautas da Saúde e da
Educação na preocupação do cidadão de bem. Então, a nossa função, como
policiais, e aqui eu faço alusão a todos os agentes de Segurança Pública, todos
os policiais, desde os federais, estaduais, polícia civil, militar, técnico-científica
e penal, e as polícias municipais.
Todos nós
fazemos parte de um sistema que assegura a democracia no Brasil. E se o Brasil
ainda é uma democracia, é por causa da bravura desses homens e mulheres que
escolheram servir a Pátria, que escolheram defender o povo, colocando a própria
saúde e a própria vida em risco por um salário ainda ruim, por condições ainda
ruins, mas por ideal. E defendem todo dia o cidadão de bem.
E a gente
acompanha diariamente os acontecimentos e quanto heroísmo tem nessa brava
gente, nesses policiais. Então, reiterado o nosso compromisso, o nosso
comprometimento em buscar as pautas da Segurança Pública.
Até dentro
desse assunto, agora em janeiro, durante o recesso, tive a oportunidade de
estar reunido com o governador Tarcísio de Freitas. Gravamos um vídeo, fizemos
uma reunião de mais ou menos uma hora, conversamos muito sobre as diversas
demandas da Segurança Pública, sobre as necessidades a serem alcançadas em curto,
médio e longo prazo, e algumas demandas represadas, inclusive.
Eu reitero,
inclusive, o meu compromisso, a minha lealdade com o governo Tarcísio de
Freitas. Sou um deputado da base do Governo, confio nesse projeto, confio no
governador Tarcísio, inclusive, trabalho para que o seu projeto dê certo,
porque reconheço que São Paulo tem evoluído muito nas mais diversas áreas.
Na Segurança
Pública, iniciamos, sim, um processo de recomposição salarial, iniciamos na
Segurança Pública, desde 2023, um processo de retomada de valorização e
dignidade para o policial, e esse processo tem que continuar.
Nessa reunião
com o governador Tarcísio tive a oportunidade de falar de algumas demandas que
eu, pessoalmente, coletei andando pelo estado, pelos quarteis, pelas delegacias,
interagindo com os meus amigos, meus irmãos policiais militares no dia a dia,
familiares, porque sou neto, sou filho, sou cunhado, sou primo de policiais,
então a gente tem contato com a base diariamente.
Nessa conversa com o governador, inclusive
valorizando a lealdade a ele, porque se o parlamentar está eleito aqui, quem
nos assiste pela TV Alesp, pelo YouTube, o parlamentar que está eleito aqui
representa um segmento. Cada parlamentar aqui representa uma parcela da
população e faz parte da lealdade e da hombridade o parlamentar, que é da base
do Governo, levar ao governo o conhecimento dos anseios desse segmento que a
gente representa.
Então é cabível
e é esperado de mim, como policial militar, como deputado, como deputado de
direita, conservador, com a criação que eu tive, ser leal com aquele que eu
apoio. Conversei com o governador sobre essas demandas represadas da Segurança
Pública.
Também trago
aqui publicamente os pontos que a gente abordou, porque eu tenho certeza
absoluta de que esses pontos serão trabalhados um a um, para que a gente
consiga alcançar uma satisfação mínima para o nosso efetivo e dignidade e
respeito para os nossos policiais.
A primeira
questão que levei ao governador e levei, inclusive, à Secretaria de Segurança
Pública é de conhecimento geral, mas precisamos o quanto antes que o governo de
São Paulo pague os bônus de 2025. São bônus salariais bimestrais a que os
policiais militares, os policiais civis fazem jus conforme o alcance de metas,
e esses bônus estão represados.
Precisamos
urgentemente que a Polícia Militar e a Secretaria da Fazenda entrem em um
acordo e deem um panorama, uma expectativa de pagamento desses bônus. O
governador está ciente dessa demanda, levamos a ele.
Levamos também
a demanda que, inclusive, já foi falada pelo deputado Major Mecca aqui
anteriormente, nesta mesma data, hoje, sobre a entrega, um ato em que a gente
possa iniciar a entrega das cartas de crédito de um projeto que aprovamos aqui,
na Assembleia Legislativa.
Um projeto de
Habitação em que os policiais penais, civis, militares, técnico-científicos do estado
de São Paulo tenham acesso a uma carta de crédito diretamente da CDHU, numa
parceria, num convênio com a Secretaria de Habitação, mas de uma carta que pode
chegar a 300 mil reais, em juros baixíssimos ou, em alguns casos, a juros zero.
Mas nós
precisamos que esses policiais que já se inscreveram no programa, uma lei que
já está aprovada e sancionada, que ela seja colocada em prática e que os policiais,
a primeira leva, pelo menos, receba essa carta de crédito e o projeto seja
viabilizado.
Nós precisamos
trazer essa resposta a nosso efetivo. Falei com o governador acerca de
investimentos nas polícias, nas bases físicas, nos equipamentos - equipamento
de proteção individual e viaturas. Em todos os lugares onde andamos,
conversamos com os amigos comandantes de companhia, capitães; conversamos com
os delegados titulares de delegacias. A gente percebe que precisa muito de
investimento nas polícias, no equipamento individual, nas viaturas e nas bases.
Faz parte, também, da valorização e da dignidade da condição de trabalho.
Muito
importante: conversei com o governador Tarcísio, conversei com a Secretaria de
Segurança, e nesse ano de 2026 tem uma promessa represada, um compromisso de
campanha do governador, do secretário anterior, meu amigo, que fez uma
excelente gestão, secretário Guilherme Derrite. E esse compromisso continua de
pé, porque tem que ser, de fato, cumprido, que é acerca do reajuste salarial
para 2026.
Nós precisamos,
conversamos com o governador, já está sendo feito um trabalho para estudo de a
quanto consegue chegar esse reajuste. Mas é muito importante, e a bancada da
Segurança Pública não abre mão de que seja um reajuste real e, conforme o
próprio compromisso do governo, um reajuste de dois dígitos.
Eu tenho
certeza de que com esse estudo a gente consegue alcançar, consegue realocar
verba, consegue trabalhar o Orçamento do Estado, agindo por prioridade,
valorizando quem está entregando a vida no dia a dia, combatendo o crime.
Aliás, a Segurança Pública, esses policiais são os responsáveis pelos melhores
números da série histórica da Segurança Pública.
Nunca o estado
de São Paulo, pelo menos nos últimos 25 anos, teve um número tão baixo de
homicídios por 100 mil habitantes, nunca teve um número tão baixo de roubos, de
roubos de carga, de roubos de veículo, de latrocínio, de furtos. São os menores
números da série histórica.
Então, é justo
que esse projeto de recomposição salarial tenha continuidade, que começou lá em
23, passou por 24, 25. E agora, em 26, deixo clara a nossa posição de conversa
constante com o governo e com a Secretaria de Segurança, para que a gente
alcance um reajuste de dois dígitos, conforme compromisso do nosso governador.
Enfim, já foi o
meu tempo. Voltarei a falar aqui de novas novidades, inclusive para a Segurança
Pública, mas permanece o nosso posicionamento de brigar, enquanto tivermos voz,
enquanto tivermos condição, pelo cidadão de bem paulista, para que ele continue
seguro, que ele possa criar sua família em segurança e prosperar na sua vida no
dia a dia. E pela valorização do ser humano policial, que precisa de
reconhecimento, dignidade para criar a sua família também, e para cumprir com
as suas obrigações, os seus deveres.
Obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputado Capitão Telhada. Convido a fazer uso da tribuna o nobre deputado
Rafa Zimbaldi. (Pausa.) E, por permuta com o deputado Enio Tatto, convido a
fazer uso da tribuna o nobre deputado Eduardo Suplicy. Vossa Excelência tem o
tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente... (Manifestação nas galerias.) Sr.
Presidente, deputado Gil Diniz, no último dia 31 de janeiro, encerrou o
contrato da Assembleia Legislativa com a Fundac, fundação que administrou a TV
Alesp por mais de dez anos. Desde a última segunda-feira, a TV vem sendo
comandada pela EPTV, empresa filiada à TV Globo, que absorveu apenas 45 funcionários
da Fundac de um total de mais de 100 trabalhadores.
Não bastasse o
não aproveitamento de mais de 60 funcionários, 15 trabalhadores da Fundac ainda
não receberam o salário de dezembro, e todos os mais de 100 funcionários também
não vão receber o salário de janeiro por conta de uma tensão da justiça, que
bloqueou qualquer repasse da Alesp para a Fundac. Outro problema que os
funcionários da Fundac vão enfrentar é em relação ao recebimento da rescisão
contratual.
Pois então é
importante que a Presidência desta Casa, deputado André, possa ouvir bem estes
servidores que prestaram serviços por um bom tempo aqui na Alesp, e que possa,
com os demais deputados, procurar resolver e superar esse problema dos
trabalhadores. Inclusive, muitos dos quais estão aqui presentes para solicitar
à direção da Alesp que possa resolver esse problema.
Sr. Presidente
Gil Diniz, fui convidado para escrever uma resenha, uma introdução, um texto
sobre o que eu aprendi entre o tempo em que conheci, certa vez, o Mano Brown e
os Racionais, ali na zona sul de São Paulo, e o que está contido no livro “Mano
a Mano”, e assim gostaria de lhes contar.
“Livros nos
proporcionam conhecimento e emoção, e alguns deles mexem especialmente com a
nossa memória afetiva. Durante as férias, eu li o “Mano a Mano”, obra que reúne
20 entrevistas marcantes do Podcast “Mano a Mano”, comandado por Mano Brown e Semayat
Oliveira. Que leitura extraordinária e quantas boas lembranças do dia em que eu
descobri a força dos Racionais MC’s.
Foi em outubro
de 1994, durante um comício no Grajaú, na zona sul da cidade de São Paulo, que
percebi que algo estava mudando, pois no caminho vi cartazes que anunciavam:
“Hoje teremos os Racionais no comício”. Notei ao chegar que diferentemente de
outros eventos, esse já contava com cerca de 10 mil pessoas. Logo que fiz o meu
discurso, havendo outros oradores para falar, o povo começou a pedir: “Queremos
ouvir os Racionais!”
Naquele dia, ao
ver a multidão cantar cada verso com fervor, compreendi que para entender as
dores, as aspirações, os objetivos de lugares como o da favela da Godói e de
toda a região, era indispensável conhecer o rapper.
Desde então
passei a frequentar seus shows e acompanhar de perto essa expressão tão
legítima da nossa cultura. Essa jornada de aprendizado encontra hoje os espaços
privilegiados do podcast e do livro “Mano a Mano”. Mano Brown nos dá a
oportunidade de conhecer de perto os anseios do povo da periferia, bem como de
sua própria história.
A escolha dos
entrevistados nos proporciona diálogos com pessoas que nos ajudam a refletir
sobre como podemos evoluir. Em sua entrevista, o presidente Lula destaca a
seriedade do movimento hip-hop e diz: “Nunca ouvi alguém do hip-hop falar que
eu deveria fazer tal coisa para o movimento, mas todas as vezes que as causas
mais nobres estiveram em jogo vocês estavam presentes. É uma gratidão eterna
que o povo brasileiro precisa ter com vocês’.
Já o bate papo
com o médico oncologista e escritor, Dr. Drauzio Varella, nos ajuda a entender
como o sistema prisional e a saúde se entrelaçam no Brasil e um diagnóstico
cruel. O médico lembra como tudo começou: ‘Eu estava fazendo um vídeo sobre
Aids e quis mostrar que nas prisões o vírus estava se disseminando.
Fui entrevistar
pessoas, mostrar à enfermaria que era um pavor os clientes todos magérrimos
morrendo. Quando entrei na cadeia me bateu um interesse muito forte. É
importante ressaltar a atualidade do tema’.
Quando o Dr. Drauzio
chegou ao extinto presídio do Carandiru, em São Paulo, o Brasil contava com
cerca de 90 mil presos. Em 30 anos, esse número já ultrapassou os 830 mil,
segundo os dados de 2023/2024, com aumento expressivo da população carcerária
feminina devido ao tráfico de drogas e da população negra. Ao mesmo tempo o
livro também celebra a força de mulheres extraordinárias.
Minha querida
colega na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada Leci Brandão, símbolo
da resistência preta e LGBT+, reforça que cultura é vida; e também a saudosa
jornalista Glória Maria nos emociona ao contar como a sua família a educou para
ser uma mulher livre muito antes da luta por empoderamento. Esse legado de
liderança feminina foi, inclusive, exaltado pela ativista Angela Davis, que vê
no Brasil e na memória da vereadora Marielle Franco um exemplo para o mundo.
A cada
entrevista, como nas reflexões de Wagner Moura sobre o trabalho escravo; ou na
sensibilidade do casal de atores Taís Araújo e Lázaro Ramos sobre o afeto. Mano
Brown humaniza a história do Brasil, ele não apenas pergunta sobre a origens de
seus convidados, nos convida a pensar em iniciativas que transformam a
qualidade de vida do nosso povo. A partir dessas vozes, aprendemos que o amor e
a cultura são as ferramentas mais potentes para curar e reconstruir a nossa
Nação”.
Este é o artigo
que a revista “Brasil de Fato” está publicando hoje e que falarei também no
Encontro Nacional do PT, nos seus 46 anos, que se realizará quinta, sexta e
sábado ali em Salvador.
Então, um
abraço a todos.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Eduardo Suplicy. Faço coro aqui com os deputados, também, acho que a
deputada Paula falou sobre a questão dos funcionários aqui, dos ex-funcionários
da Fundac, que não receberam os seus vencimentos, não receberam
as suas verbas rescisórias, então contem com este deputado aqui, o salário
também não. O que é injusto, deputado Cortez, imagine você trabalhar o mês
inteiro e não ter ali o seu salário, não ter uma previsão.
Agora, com a rescisão desse contrato,
as coisas ficam ainda piores. A gente precisa, deputado Major Mecca, sentar
aqui com a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, com o presidente André do
Prado e pensar em uma alternativa, mas esses funcionários não podem continuar
sendo prejudicados como estão. Então contem aqui com este deputado no que for
possível.
Continuando a
lista de oradores inscritos, convido a fazer uso da tribuna o nobre deputado
Reis. Por sessão de tempo, convido o nobre deputado Guilherme Cortez, sessão
com a deputada Paula da Bancada Feminista.
Vossa
Excelência tem o tempo regimental.
O
SR. GUILHERME CORTEZ - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, meus colegas deputados, o
público que acompanha a gente através da galeria, da Rede Alesp, todos os
servidores desta Casa. Volto para esta tribuna pela primeira vez, neste nosso
último ano de trabalho desta Legislatura.
Mas não poderia
deixar de começar esta fala... Porque eu fui abordado logo na entrada deste
plenário pelos servidores que foram demitidos, que perderam o seu vínculo de
trabalho aqui com esta Casa, por conta da rescisão no contrato da Fundac.
Nossos
trabalhadores que até então prestavam serviço para a Rede Alesp e que, ao longo
desses três anos como deputado, eu pude testemunhar o cuidado, o zelo, a
qualidade do trabalho que eles cumpriram, sempre atendendo a todos os deputados
e cumprindo uma função fundamental para todo o estado de São Paulo de informar
para a população de São Paulo o que acontece dentro desta Casa, que muitas
vezes se quer empurrar para debaixo do tapete.
Não houve uma
única vez que os servidores da Rede Alesp não estivessem a postos, com
qualidade, com muito zelo, para informar à população do trabalho que é
realizado aqui.
Pois bem. Em
qualquer lugar do mundo, é uma vergonha que os trabalhadores não recebam o
salário pelo serviço que eles prestam. Em qualquer lugar do mundo, é uma
vergonha que quem sofre uma rescisão de contrato não receba as suas verbas
rescisórias.
Em qualquer
lugar do mundo, é uma vergonha que o ano termine e os trabalhadores não recebam
seu 13º salário, que é direito. Mas é uma vergonha ainda maior quando a gente
está falando da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo acontecendo tudo
isso. Não é uma pequena empresa, é o maior parlamento estadual do Brasil, com
um orçamento gigantesco, com uma estrutura burocrática gigantesca.
Se aqui dentro
não se é capaz de garantir direitos trabalhistas mínimos, básicos dos seus
servidores, o que os demais servidores do estado de São Paulo podem esperar? A
incerteza, o adoecimento.
Porque as
contas continuam chegando, o fim do ano passa e o salário atrasado, a incerteza
da contratação, o atraso da verba rescisória. São 75 servidores que prestavam
serviço aqui para esta Casa que, do dia para a noite, foram desligados, sem a
certeza de quando eles vão vir receber os seus direitos. Já acho uma injustiça
esse desligamento.
A gente sabe de
todos os problemas que houve com a empresa anterior. Agora, o mínimo que se
esperaria é um maior esforço para absorver esses servidores, porque eles não
têm culpa, deputado Gil Diniz, pelo que a administradora da empresa faz ou
deixa de fazer. Eles estavam lá - e nós somos testemunhas - prestando o seu
trabalho com o máximo de qualidade possível.
Agora, essa é a
cara da terceirização, deputado. Porque geralmente o que acontece é assim. A
terceirizada vai lá e faz um monte de coisa errada. A instituição originária é
obrigada a rescindir o contrato com a terceirizada, e a terceirizada vai lá e
dá o pé nos seus funcionários, que depois têm que entrar na justiça, têm que
passar anos brigando para receber as verbas.
A mesma coisa
aconteceu nas bilheterias da CPTM, em todo o lugar. Se terceiriza, é o que
acontece. A empresa vai lá, comete seus erros, e quem paga essa conta não são
os donos da empresa, não são os acionistas: são os seus servidores.
Então,
presidente, estou muito sensibilizado com isso. Eu acho que os 94 deputados que
estão aqui e que têm que ter gratidão pelo trabalho que esses servidores
fizeram... Assim como todos os servidores, assim como os policiais militares,
assim como a equipe da logística das comissões.
Esta Casa aqui
depende de um corpo gigantesco. São cinco mil servidores aqui para fazer este
parlamento funcionar. E funciona abaixo da média na nossa opinião, mas isso é
culpa dos deputados não servidores, porque o trabalho, a assistência, é
impecável.
Então quero,
junto com o senhor, solidarizar-me com esses trabalhadores. Uma parte deles
está aqui hoje.
Mas eu quero
fazer uma cobrança para o presidente André do Prado, para a Mesa Diretora, para
a direção da Assembleia Legislativa, que é quem tem o poder, porque se
dependesse de mim, e imagino que se dependesse do senhor, a gente procuraria
uma solução para resolver isso.
Agora, quem tem
o poder de fazer isso é a Presidência da Assembleia, é a Primeira-Secretaria, é
a Mesa Diretora, que gostaria de cobrar e me somar nesse apelo para que não
deixe os servidores na mão. Eu sei que a culpa é da Fundac.
Agora, é uma
mancha para a história da Assembleia Legislativa e é uma mácula para o serviço
público do estado de São Paulo se não tiver confiança que nem os servidores do
Poder Legislativo deste Estado vão ter garantia de que vão receber salário em
dia. Se tiverem rescisão do contrato, vão receber verba rescisória, vão receber
o seu décimo terceiro.
Então quero me
solidarizar com esses servidores e me somar nessa campanha e nesse apelo para
que a Justiça, que recentemente bloqueou a transferência de verbas que a Alesp
tinha se prontificado, para que a Presidência desta Casa, com todo o poder que
tem investido, possa buscar uma solução para esse problema.
É inadmissível
que 75 pessoas, que até ontem prestavam serviço para toda essa Casa, para todos
os deputados desta Casa, mas, sobretudo, para toda a população do estado de São
Paulo, ter o direito à informação sobre o que acontece aqui dentro, que esses
servidores sejam deixados na mão, que esses servidores não tenham garantia de
direitos trabalhistas básicos, como o seu salário, o seu 13º, a continuidade do
seu vínculo de emprego e as verbas rescisórias se essa continuidade não vier.
Então acho que
esse é um momento de vergonha, todos os deputados têm que se envergonhar de em
uma Casa como essa, em um orçamento como o que a gente tem aqui, a gente ter
servidores que a gente cruza no corredor todos os dias sem saber como pagar as
contas no final do mês.
Espero que isso
possa se resolver e todos nós, da bancada da oposição, da bancada do PSOL, nos
somamos e vamos procurar novamente a Mesa Diretora da Assembleia para buscar
uma solução para isso.
E também é um
motivo de vergonha para o estado de São Paulo, presidente... Começou esse ano o
capítulo das escolas cívico-militares. Foi um tema que a gente discutiu
assiduamente aqui e que a base do Governo fez um grande trabalho para tentar
convencer de que a escola cívico-militar era a solução para a Educação pública
do estado de São Paulo.
Começou ontem e
dentre os conteúdos... E a gente falava: “Não, respeitamos o trabalho dos
policiais militares”. Agora, quem tem formação para conduzir uma escola não é o
policial, é o professor, que nem se a gente começasse a colocar o professor
para cuidar da Segurança pública, algum problema ia dar.
Pois bem, o
resultado está aí. Primeiro dia das escolas cívico-militares, os professores
estão ensinando “descansar” com “ç”, “continência” escrevendo “continêcia”, sem
o “n”, e o material digital fala que a Segunda Guerra Mundial aconteceu na
década de 50.
Isso logo
depois de a gente ter o processo de atribuição de aula mais caótico do estado
de São Paulo. E parabéns, porque conseguiram superar o Rossieli, bateram
recorde do governo Doria e logo depois de a gente ter uma demissão em massa de
professores, sobretudo, categoria “O” aqui no estado de São Paulo.
É assim que
chega a Educação pública de São Paulo no último ano do governo Tarcísio, que
espero que ceda, queria que fosse candidato a presidente, viu? Porque daí a
gente matava dois coelhos em uma cajadada, resolvia esse problema, ele ia para
lá, saía desse estado que ele não conhece e não teve tempo de conhecer em
quatro anos, perdia lá em cima e o estado de São Paulo se livrava desse
acidente histórico.
Agora, parece
que nem isso ele conseguiu, apesar de ter passado o ano passado inteiro rodando
para tentar viabilizar a candidatura, vocês não deixaram, mas tudo bem. Agora o
povo de São Paulo tem que resolver esse problema, porque se o Tarcísio se
reelege, eu não sei o que sobra do estado de São Paulo, da Educação do estado
de São Paulo e um plano da Educação dura décadas, porque você vai sentir isso
na ponta daqui a dez, 15, 20 anos, as consequências dessa péssima gestão.
É professor
demitido em massa, agora tem um projeto aqui para arruinar ainda mais a
carreira dos professores, é tirar 11 bilhões de reais da rede estadual de
ensino, diminuir o investimento mínimo obrigatório na Educação para menos do
que o mínimo constitucional. Ao invés de investir no professor, pagar bem o
professor, escola cívico-militar ensinando português errado para os estudantes.
E não é de se
surpreender que o estado de São Paulo esteja piorando em todos os indicadores
de Educação. Essa é a cara do governo Tarcísio e Renato Feder, que conseguiram
em muito superar o Rossieli em colocar a Educação de São Paulo no atoleiro. Eu
espero que, neste ano, a gente seja capaz de interromper essa tragédia para que
sobre rede estadual em São Paulo para a gente reconstruir, porque mais quatro
anos desse governo a Educação de São Paulo não aguenta.
Obrigado,
presidente. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Guilherme Cortez.
Faço coro aqui a V. Exa. no que se
refere aos trabalhadores que estão injustamente nessa situação. Realmente é um
motivo... Acho que V. Exa. usou a palavra correta: é motivo de vergonha para
todos nós, parlamentares, que isso esteja acontecendo tão próximo a nós aqui.
Então, se bem próximo a nós uma
situação vergonhosa como essa está acontecendo, e já deve ter acontecido com os
funcionários da limpeza - sempre que alguma terceirizada acaba sendo desligada,
acaba acontecendo uma situação como essa -, a gente precisa resolver.
Então, vamos trabalhar para isso. Essa
vergonha que estamos passando precisa ter um desfecho, pelo menos, feliz,
digamos assim, aos funcionários. Que recebam o que lhes é de direito. Não
estamos pedindo absolutamente nada a mais do que isso.
Então, se nós, parlamentares, em um ano
tão decisivo como esse, como V. Exa. colocou aqui, não conseguimos resolver uma
situação como essa, de um grupo de funcionários que já trabalharam, que já
prestaram o serviço, como V. Exa. disse, nos auxiliando aqui no nosso dia a
dia, nos nossos afazeres, estão passando por isso, imagine só todo o resto.
Então, acho que essa situação deve servir de exemplo e que possamos resolvê-la
da melhor maneira possível para esses funcionários. (Palmas.) Obrigado.
Convido a fazer uso da tribuna o nobre
deputado Carlão Pignatari. (Pausa.) Deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Deputado
Rafael Saraiva. (Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado Dr. Elton.
(Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.)
Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado
Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputada
Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Deputado Luiz Fernando
Ferreira. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.)
Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado
Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado Jorge
Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputado
Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Danilo Campetti. (Pausa.) Deputado Paulo
Mansur. (Pausa.)
Deputada Andréa Werner. (Pausa.) Deputada
Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Deputado
Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Letícia Aguiar. (Pausa.) Deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Vitão do
Cachorrão. (Pausa.) Deputada Monica Seixas do Movimento Pretas. (Pausa.)
Deputado Enio Tatto, por permuta de
tempo com o deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputado Rodrigo Moraes.
(Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)
Deputado Capitão Telhada. Vossa
Excelência tem o tempo regimental.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP -
Muito obrigado, Sr. Presidente. Retornamos à tribuna para dar continuidade às
nossas colocações nesta tarde.
Na minha
primeira intervenção neste Grande Expediente, falei acerca do período de
recesso, falei também da reunião que tivemos com o governador do estado,
governador Tarcísio, e das demandas represadas da Segurança Pública.
Tivemos
oportunidade de conversar, de levar mais uma vez ao seu conhecimento as
demandas pela carta de crédito do Projeto de Habitação Segura, que estão pendentes
de acontecer e de serem viabilizadas, a demanda do pagamento do bônus de 2025
aos policiais que fazem jus a essa bonificação, a demanda por investimentos,
compras de viatura, equipamentos de proteção individual e reestruturação física
das instalações da Polícia Militar, da Polícia Civil e também acerca do
reajuste para 2026 esperado, que é compromisso do governador, que é compromisso
da Segurança Pública, um reajuste digno, adequado, nesse ano de 2026, de dois
dígitos.
Levamos tudo
isso ao governador, porque como conversava há pouco agora com o deputado Major
Mecca, a nossa obrigação como parlamentar eleito é justamente levar ao
conhecimento do governante, aquele que tem a capacidade de decisão, aquele que
tem a caneta na mão, que tem o time, levar os anseios do segmento que a gente
representa.
Então, creio
que isso faz parte da lealdade e justamente do apoio e do suporte que a gente
dá para o governo, que a gente acredita no governo e por isso nós somos base,
levamos os anseios e não tenho dúvida que toda a equipe nesse momento está
buscando meios de viabilizar um a um esses pontos que a gente teve a
oportunidade de levar e eu dou publicidade hoje a quem nos acompanha e ao nosso
eleitorado.
E aproveitando
também nessa reunião em janeiro que fiz com o governador, tive também a grata
satisfação de receber a notícia de sanção do nosso projeto, aprovação de um
projeto meu, de minha autoria. Apresentamos aqui na Alesp um projeto que tira o
desconto do imposto de renda das diárias extraordinárias da Polícia Penal.
Então, para quem não conhece do assunto, eu explico.
A Polícia
Militar e a Polícia Civil, quando o policial militar e o policial civil
trabalham na hora de folga e fazem a Dejem ou a Dejec, essa diária que ele
recebe é livre do desconto do imposto de renda, porque é uma diária de caráter
indenizatório, reconhecida por uma lei estadual de 2020.
Quando eu
assumi o mandato, conversando com os policiais penais, conversando com os
sindicatos representativos da classe, percebi que os policiais penais que
faziam também a mesma diária extraordinária no mesmo dia de folga e recebiam a
sua diária, chamada Dejep, eles acabavam tendo a incidência de imposto de
renda, ou seja, tinham um desconto de 27% em cima dessa diária.
Apresentei um
projeto onde incluí, nessa legislação de 2020, a Polícia Penal. Por quê? Porque
em 2020 a Polícia Penal não existia ainda. Eram os AEVPs, eram duas carreiras
da SAP, da Secretaria de Administração Penitenciária.
Não existia,
não estava regulamentada como está hoje a Polícia Penal. Então, em 2024,
regulamentamos a Polícia Penal, aprovamos aqui na Assembleia essa
regulamentação e agora, em 2026, apresentei um projeto e o governador Tarcísio
sancionou, trazendo essa justiça funcional dos policiais penais em relação aos
policiais civis e militares.
Ou seja,
através dessa sanção, e a lei foi publicada hoje, Lei nº 18.393, de 2026, a lei
que inclui a Polícia Penal justamente na isenção do Imposto de Renda para a
diária extraordinária, para as Dejeps.
É uma conquista
do nosso mandato comprometido com a Segurança Pública. Como eu sempre falo, nós
temos que valorizar aqueles que escolheram como profissão, que escolheram como
ofício servir ao cidadão.
Um policial
militar que escolhe ser policial militar, ser policial civil, ser policial
penal, ser policial municipal, guarda civil, ele escolhe uma carreira difícil
no Brasil, uma carreira que aqui no Brasil não tem sua adequada valorização.
Muitas vezes a
gente vê alguns amigos que vão para fora, para a Europa, que vão para os
Estados Unidos, falarem assim: “Bom, nos Estados Unidos a polícia é respeitada.
Não, lá o policial olhou feio, a pessoa já está cumprindo a determinação, já
está levantando a mão, já está parando o veículo e quando não acontece, a
pessoa é presa”.
Mas não é que a
polícia americana, seja ela qual for, de qualquer município, de qualquer
condado, não é melhor do que as polícias brasileiras, elas não são melhores do
que as polícias brasileiras. Simplesmente existe legislação em outros países
desenvolvidos que embasam a atuação do policial. Essa é a grande diferença.
Competência as
nossas polícias têm de sobra. Os nossos policiais são heróis, são guerreiros.
Quando um policial vem de outro país, o deputado Conte Lopes é testemunha, com
certeza já viu isso acontecer, vem um policial da Espanha, vem um policial da
Inglaterra, de Londres, da Scotland Yard, fazer, por exemplo, um curso aqui no
Brasil, eles vêm muitas vezes para dar instrução, eles vêm para ser professor
do curso, e no final, quando eles retornam, eles falam o seguinte, isso não
aconteceu nem uma, nem duas vezes, mas várias, eles falam o seguinte: “Eu não
tenho o que ensinar para a polícia de São Paulo, eu não tenho o que ensinar
para a polícia do Brasil, vocês aqui são heróis, são heróis de enfrentar um
crime organizado, armado, estruturado e rico, da maneira que é.”
São heróis de
adentrar uma área de comunidade, uma área de favela, para buscar um traficante,
para fazer cumprir a lei, para resgatar um cidadão no cativeiro com uma
pistola, há pouco tempo atrás, com um revólver na cinta.
Vocês são
heróis de, mesmo com baixos salários, enfrentarem o que enfrentam, trabalhar a
quantidade de horas e da maneira que trabalham. Isso, a gente ouve a carreira
toda de outros policiais que vêm de outros países, que às vezes, na nossa
ilusão, a gente gostaria de ser como aquela polícia daquele determinado país.
Não. Não. Nossa polícia aqui é muito valorosa.
E essa
dignidade, essa valorização, nós precisamos buscar. É fato. Ela não vem do dia
pra noite. Nós não mudamos um panorama em um ano, em dois anos, em um mandato.
É até cultural. A nossa legislação criada desde 88 com a nova construção
federal, que já não é mais nova, a Constituição Federal do Brasil, ela abriu
muita brecha e permitiu que o crime crescesse. Criou-se no Brasil um
estereótipo, uma ideia de que o criminoso é vítima.
E por muito
tempo, pessoas estudadas, intelectuais, capazes, pensavam dessa maneira. Mas
nós, policiais, conhecemos a realidade, nós sabemos que uma pessoa se torna
criminosa porque ela escolhe ser criminosa, é por opção, porque ela avalia o
custo-benefício do crime e ela decide que vale a pena. Vale a pena pelo ganho
que ela terá, vale a pena pelo baixo risco de ser preso ou de morrer na mão da
polícia. Então ele escolhe para o crime e escolhe reincidir.
Não é à toa que
a gente vê o delinquente ser preso diversas vezes. Se ele tivesse o mínimo de
caráter, se fosse um erro de percurso, a primeira vez que ele fosse preso, ele
sairia da cadeia e estaria regenerado, deixaria de ser criminoso. Mas não, ele
entende que vale a pena, a nossa legislação brasileira ainda permite isso e,
infelizmente, hoje o Brasil sangra com a impunidade.
E os nossos
policiais que trabalham nesse terreno, nessa realidade, que trabalham nesse
campo enfrentando o crime, que ainda persevera esse pensamento de que o
criminoso é um coitado, é um pobre coitado, que o criminoso é um produto
judiado e vítima de uma sociedade opressora, infelizmente esse pensamento ainda
é mantido na mente e no julgamento de muitos, muitos cidadãos comuns, boa parte
da imprensa, boa parte de juízes, de promotores, de advogados, de políticos,
que infelizmente ainda passam a mão na cabeça de criminoso.
Nós aqui não,
nós aqui como policiais e hoje deputados defendemos primeiramente o cidadão de
bem, aquele que trabalha, aquele que paga imposto, aquele que merece um estado
e um País digno e decente para criar sua família.
Em segundo
lugar, valorizamos a figura do policial, aquele que optou em ser um herói, um
verdadeiro herói da sociedade, que não é reconhecido, mas está lá. Faça chuva,
faça sol, está lá pronto para defender quem nunca viu na vida, quem não
conhece, mas ele está lá cumprindo o seu dever e o seu juramento de entregar a
própria vida se necessário for.
Então, para
encerrar, presidente: obrigado, Governador Tarcísio, pelo reconhecimento, pela
sensibilidade em sancionar o nosso projeto que traz a isenção do Imposto de
Renda para a Dejep. Conte com esta bancada de Segurança Pública em todas as
iniciativas de valorização das nossas forças. Estaremos com Vossa Excelência
sempre.
Obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Capitão Telhada. Já o convido aqui a presidir os trabalhos o nobre
deputado Dr. Elton. Cumprimento os 15 vereadores juniores aqui da Câmara
Municipal de Limeira, também os 14 estagiários, os coordenadores, a Jeane e o
Alexandre.
Sejam sempre bem-vindos aqui à Casa do
Povo Paulista, à nossa Assembleia Legislativa do Povo de São Paulo. Já os
convido, se quiserem passar no gabinete, no Gabinete nº 401, no quarto andar,
falar com os deputados aqui.
Deputado Conte Lopes aqui presente, uma
lenda da Segurança Pública no estado de São Paulo e uma lenda na política
paulista também, um livro vivo da história política do estado de São Paulo.
Então, sejam todos bem-vindos. Convido
aqui ao Dr. Elton assumindo os trabalhos.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Dr.
Elton.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - DR. ELTON - UNIÃO - Prosseguindo
com os trabalhos, com os oradores do Grande Expediente, eu convido o Dr.
Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputado Caio França.
(Pausa.) Deputado Gil Diniz. (Pausa.)
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigado,
presidente, cumprimento Vossa Excelência, os deputados presentes aqui no Grande
Expediente, cumprimentar o público aqui na galeria, cumprimentar os nossos
policiais militares, civis, os nossos assessores, quem nos assiste pela Rede
Alesp.
Fazer coro aqui
com deputado Capitão Telhada, o deputado Major Mecca, Capitão Conte Lopes,
sobre as questões da Segurança Pública. Hoje vi aqui, mais uma vez, deputados
do PSOL atacando as nossas polícias como se o problema no estado de São Paulo
fosse os nossos policiais. Pelo contrário, não são o problema, são a solução.
Então a gente
precisa defender aqui, veementemente, a nossa tropa desses ataques. Polícia
Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Científica, que faz um excelente
trabalho e que é, deputado Telhada, como V. Exa. disse aqui, modelo para outras
polícias, no Brasil e fora do Brasil.
Eu fico muito
triste quando vejo aqui parlamentares utilizando suas prerrogativas para atacar
os nossos policiais e silenciam quando é para falar sobre a defesa dos Direitos
Humanos destes policiais.
Gostam de fazer
muita politicagem eleitoral, tentando fazer aí essas manobras para jogar a
tropa contra nós, mas no dia a dia quem realmente defende esses profissionais
da Segurança Pública, esses servidores públicos, são justamente estes deputados
aqui, e dou um exemplo para os senhores.
O deputado
Guilherme Cortez acabou de vir aqui à tribuna, como outros deputados fizeram,
quase que fazer chacota de um erro de grafia que um policial cometeu no
primeiro dia de uma escola. Nossa, que absurdo, Capitão Telhada, que absurdo.
Veja a hipocrisia destes.
Quando nós
corrigimos alguém por um acaso, é preconceito linguístico da nossa parte. Somos
preconceituosos, não podemos oprimir este ou aquele. Um erro de grafia no
primeiro dia, deputado Conte Lopes, de um modelo que foi discutido, muito discutido
nesse plenário, o modelo cívico-militar.
E aqui todos
sabem das minhas posições, das minhas opiniões, mas aqui eu preciso dar
parabéns ao governador Tarcísio, que mandou este projeto aqui para a Assembleia.
Nós tínhamos outros projetos dos parlamentares, ele unificou este projeto,
mandou aqui, nós discutimos arduamente, deputado Conte Lopes, deputado Capitão
Telhada, deputado Dr. Elton.
Vencemos aqui a
discussão, aprovamos aqui este modelo, vencemos, deputado Conte Lopes, nos tribunais
de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, tentando barrar aí o modelo, ou pelo
menos protelar a sua implementação e, no início deste ano, 100 escolas começam
aí a funcionar.
Faço referência
aqui também ao trabalho do deputado Tenente Coimbra, à frente, liderando essa
iniciativa, com o apoio destes parlamentares aqui. O governador encampou esse
projeto, implementou 100, queremos que, até o final do ano, mais 100 escolas
venham a aderir o modelo cívico-militar.
E a crítica é,
deputado Conte Lopes, o policial errou a grafia no primeiro dia escolar, pelo
amor de Deus. E outra coisa, já foi esgotada aqui a discussão. Esses policiais
que estão nessas escolas são instrutores, eles não vão tomar o espaço dos
professores. Já foi dito aqui, discutido, debatido, mas eles insistem nessa
narrativa, que no fundo tem o cunho eleitoral. Este ano é um ano decisivo.
O deputado
Conte Lopes aqui ontem até alertava, este ano nós precisamos usar mais a razão
e um pouco menos o coração. Para este deputado aqui, Conte Lopes, é um pouco
mais difícil. Às vezes sou muito impulsivo, falo de pronto, só que todos sabem
o que esperar de mim. Falo o que tenho no coração, o que realmente penso,
ninguém vai se surpreender com uma ou outra opinião.
Deixo claras
aqui as minhas posições, como sempre deixei. O meu candidato, no momento
oportuno, obviamente, hoje pré-candidato, é Flávio Bolsonaro, como o presidente
Bolsonaro colocou. Aqui em São Paulo, o nosso candidato será Tarcísio Gomes de
Freitas. Está consolidado.
Ontem eu dizia
aqui da nossa expectativa para que o vice-governador, o próximo
vice-governador, seja da bancada do Partido Liberal. Seja, por exemplo, o
deputado André do Prado. Aí fazem os recortes e dizem: “Deputado Gil Diniz
lança opositor a Tarcísio de Freitas”. Não. Nós discutimos e discutiremos
alternativas aqui para o estado de São Paulo.
Mas retorno
aqui ao que a esquerda faz neste plenário desde ontem, presidente. A humilhação
pública de um servidor público, de um policial que cometeu, deputado Conte
Lopes, um crime, para eles, um erro de grafia. Esse policial, que provavelmente
já é um veterano, já cumpriu ali os seus anos na defesa do povo de São Paulo,
que agora se coloca mais uma vez à disposição para ajudar na formação desses
jovens, dessas crianças.
E, desde ontem,
aqui neste plenário, em outros plenários também, pela bancada de esquerda, nas
redes sociais, está sendo massacrado, está sendo humilhado por aqueles que
dizem defender o servidor público, por aqueles que nos acusam a todo momento de
oprimir este ou aquele grupo. São hipócritas. É isso que são. É isso que eram e
serão sempre. Não defendem o servidor público.
Pelo contrário,
esse exemplo da escola cívico-militar, salvo engano, em Caçapava, interior de
São Paulo, esse exemplo de humilhação pública, de um servidor público que está
trabalhando, é o grande exemplo, esta semana, da hipocrisia dos parlamentares
de esquerda, dos parlamentares de oposição ao governador Tarcísio, aqui no
estado de São Paulo.
Eles não perdem
a chance de humilhar um policial, um professor, um homossexual, um negro que
não concorde com as suas ideias, que não tenha a visão de mundo que eles têm.
Ou você é subserviente ao que eles pregam, ou você adere aí a PT, a PSOL, ou a
qualquer linha auxiliar de Lula e seus auxiliares, ou você vai ser eliminado do
espaço público, não importa se você tem uma vida abnegada ao serviço público,
se você já correu risco de morte por alguém que você não conheça ou se você
está dentro de uma sala de aula tentando minimamente ajudar essas crianças,
esses adolescentes que querem ser auxiliados na sua formação.
Nós seguimos
aqui, deputado Conte Lopes, ajudando o governador Tarcísio, aprovando bons
projetos e querendo, sim, a ampliação do modelo cívico-militar no estado de São
Paulo. Foi para isso que dei o meu nome nas eleições e fui eleito graças à
confiança do povo de São Paulo neste deputado.
Muito obrigado,
presidente.
O SR. PRESIDENTE - DR. ELTON - UNIÃO - Muito obrigado pela
fala, deputado Gil Diniz. Alguma comunicação, deputado Tenente?
O
SR. CONTE LOPES - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Eu
estava acompanhando as colocações do deputado Gil Diniz, também do Capitão Telhada.
Em 1990, quando o Maluf, na Prefeitura de São Paulo, o pessoal de Nova Iorque veio
aqui a São Paulo para acompanhar o trabalho. Era a tolerância zero em Nova
Iorque, e foi para o mundo inteiro.
E, realmente, eu acompanhei os
policiais da tolerância zero, os comandantes da época. Em alguns lugares a que
nós fomos, nós não tínhamos, naquela época, Sr. Presidente, sequer colete à
prova de bala. Usávamos revólveres 38. Acompanhei esses policiais ao 44º DP, em
Guaianazes.
Naquele dia, naquele momento, havia uma
fuga de presos no 44º DP. Lá no DP tinha um delegado, um investigador, um
escrivão e um carcereiro cuidando de 150 presos. E os presos haviam fugido. O
americano não conseguiu entender aquilo, né? Como é que tinham 150 presos em
uma delegacia de polícia em Guaianazes? Então, veja bem, muitas coisas mudaram
na polícia.
As pessoas às vezes cobram, xingam, mas
a gente está trabalhando, a polícia está trabalhando, os governadores estão
trabalhando. O próprio governador Tarcísio de Freitas está fazendo um bom
trabalho, pondo à frente da secretaria policiais, que é importante.
Como V. Exa., que é da área da Saúde.
Eu não posso discutir com V. Exa. coisa da Saúde. Até meu filho, que se formou
agora na USP de Ribeirão Preto, pode falar com o senhor, mas eu não. Então foi
importante que o governador tenha entendido isso, colocar o comando da polícia na
mão de policiais.
O coronel Henguel, que está assumindo
agora, tem direito de levar policiais, gente de confiança dele para a
secretaria, que é o óbvio, no mínimo, né? Então a gente quer cumprimentar o
governador e também o nosso time, que eu acho que o nosso time tem que jogar
junto.
Foi o que eu coloquei ontem, o deputado
Gil Diniz se referiu. Não podemos nós mesmos,
porque o outro lado é profissional, eles sabem trabalhar. Quando a gente vê e
fala que tem 94 milhões de “Bolsa Família”, os “Bolsa Família” votam em quem,
né?
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - DR. ELTON - UNIÃO - Obrigado pelos
apontamentos, deputado Conte Lopes, a sua experiência diante da Segurança
Pública é primorosa e você traz muita coisa para este Parlamento em relação a
esse tema.
Quero também saudar o coronel Henguel,
que, inclusive, assumiu nesta semana os trabalhos como secretário-executivo da
Segurança Pública do estado. Então ele tem muita experiência e creio que os
andamentos da Segurança vão tomar outros rumos também em muitas questões que
são importantes para a nossa população.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente.
O SR. PRESIDENTE - DR. ELTON - UNIÃO - É regimental.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, só para colocar
aqui a nossa posição. Vi que o Ministério Público Federal Militar está
solicitando que o Bolsonaro, deputado Conte Lopes, perca o seu posto de oficial
das Forças Armadas, e outros militares também. É mais uma das vergonhas que nós
estamos passando, deputado Dr. Elton, neste momento histórico.
Imagine só, um
general como o Braga Netto, um general como o general Heleno perder o seu posto
no oficialato por conta de um golpe que jamais aconteceu, por essa perseguição
política implacável e outros militares também.
Não é possível
que a cúpula das Forças Armadas Brasileiras não esteja atenta a isso, porque os
próximos serão eles. É inadmissível, deputado Conte Lopes, que um traidor da
pátria como Lamarca receba os seus proventos, a sua família recebe né...
Lamarca que roubou um quartel do Exército, ali no regime militar.
Combateu ali o
regime, e sua ideologia foi combatida também, naquele momento histórico. Ele
recebe, sua família recebe os proventos de general. Ele tem o posto, salvo
engano, deputado Conte Lopes, de coronel, e recebe como general.
E hoje estes
homens, que também serviram ao Brasil, homens íntegros, que são perseguidos
politicamente, tendo aí o seu nome jogado na lama, e nesse momento poderem
perder o seu posto no oficialato.
É uma vergonha
para cada militar neste país o que a política vem fazendo com esses que devem
defender a nossa soberania. Então, fica aqui o meu posicionamento e a minha
vergonha da cúpula das Forças Armadas, que silenciam e aceitam essa humilhação
pública neste momento, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Só
para esclarecer o que o deputado Gil Diniz falou: realmente, Carlos Lamarca
desertou do Exército brasileiro como capitão, levando armas, munição, matou o
tenente Mendes Júnior, que era colega nosso da Rota, do 1º Batalhão.
Foi morto e enterrado em cova rasa, a
golpe de coronhada de fuzil, que ele recebeu do Exército. A família do Mendes
Júnior, que era tenente, recebe o soldo de capitão. O matador, o assassino, foi
indultado e recebe o soldo de general, foi promovido de capitão a general.
Obrigado.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Presidente, se houver
aqui acordo entre os líderes, levantar a presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - DR. ELTON - UNIÃO - Havendo acordo
de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos,
convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem
Ordem do Dia.
A sessão está levantada.
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- Levanta-se a sessão às 16 horas e 07
minutos.
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