
24 DE FEVEREIRO DE 2026
12ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: GILMACI SANTOS, CARLOS GIANNAZI, EDUARDO SUPLICY, PROFESSORA BEBEL, PAULO MANSUR, CAPITÃO TELHADA e OSEIAS DE MADUREIRA
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h03min. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos após o término da presente sessão.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
6 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
8 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - PROFESSORA BEBEL
Assume a Presidência.
11 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
13 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PAULO MANSUR
Assume a Presidência.
GRANDE EXPEDIENTE
15 - PROFESSORA BEBEL
Para comunicação, faz pronunciamento.
16 - BARROS MUNHOZ
Por inscrição, faz pronunciamento (aparteado pelo deputado Eduardo Suplicy).
17 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - CAPITÃO TELHADA
Assume a Presidência.
19 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
20 - DANILO CAMPETTI
Por inscrição, faz pronunciamento.
21 - OSEIAS DE MADUREIRA
Assume a Presidência.
22 - MARINA HELOU
Por inscrição, faz pronunciamento.
23 - CONTE LOPES
Para comunicação, faz pronunciamento.
24 - CONTE LOPES
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
25 - PRESIDENTE OSEIAS DE MADUREIRA
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 25/02, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos. Levanta a sessão às 16h03min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Gilmaci Santos.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Presente
o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de
Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata
da sessão anterior e recebe o expediente.
Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, antes de
entrarmos aqui no Pequeno Expediente, convocação. Sras. Deputadas, Srs. Deputados, nos termos do Art.
100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão
extraordinária, a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos
após o término da presente sessão, em cumprimento ao interstício mínimo
previsto no § 3º do Art. 100, do Regimento Interno, com a finalidade de ser
apreciada a seguinte Ordem do Dia:
*
* *
- NR - A Ordem do Dia para a 04a Sessão
Extraordinária foi publicada no D.O. de 25/02/2026.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Passamos
agora a convidar os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas para fazer uso da
palavra no Pequeno Expediente.
Chamamos o deputado Dr. Jorge do Carmo.
(Pausa.) Convidamos o deputado Reis. Vossa Excelência já está na tribuna, tem o
tempo regimental.
O
SR. REIS - PT -
Cumprimentar o deputado Gilmaci Santos, depois de muito tempo que não o vejo.
Graças a Deus, o Carnaval acabou, e já está aqui presidindo a sessão. Seja
bem-vindo, deputado Gilmaci. Cumprimentar o público presente, os funcionários
desta Casa, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia
Penal, da Polícia Técnico-Científica. Também cumprimentar a todos aqueles e
aquelas que estão nos acompanhando pelas redes sociais, através da TV Alesp.
Eu quero deixar
registrada uma movimentação que eu venho acompanhando na internet, que é a
grande quantidade de posts no Instagram, no Facebook de negatividade do
governador de São Paulo.
As redes
sociais estão empesteadas de matérias ruins contra o governador. Isso aí é um
derretimento, porque no primeiro ano de governo o povo vai acreditando, no
segundo ano e no terceiro ano não vai vendo nada acontecer e essas notícias
ruins estão infestando as redes sociais contra o governador de São Paulo.
Então aqui a
“Carta Capital” traz: “A investigação contra o vice de Tarcísio por lavagem de
dinheiro na Europa. De acordo com o jornal ‘O Globo’ e o site ‘Metrópoles’,
Felício Ramuth e a esposa tiveram uma conta com quase US$ 1,5 milhão de dólares
bloqueada em Andorra”. Então o vice-governador de São Paulo, o vice-governador
do Tarcísio de Freitas está aí com o seu nome exposto. Ele foi exposto por
conta de lavagem de dinheiro lá em Andorra.
Está tendo uma
briguinha entre eles, está tendo um falatório entre o vice-governador, o presidente
do PSD, o Sr. Gilberto Kassab, e também o presidente desta Casa, o Dr. André do
Prado, em uma disputa pelo vice na chapa do Tarcísio para 2026. A coisa lá não
está fácil para eles.
“Tarcísio deixa
entrevista - aqui no ‘O Globo’ - sem responder questionamento sobre vice
investigado no exterior por suspeita de lavagem de dinheiro”. Então ele começou
a questionar o governo que aí está, o governo federal, fez uma série de
questionamentos, mas o repórter perguntou: “Mas e o seu vice? E a lavagem de dinheiro
de 1,5 milhão de dólares?” Aí o Tarcísio abandonou a entrevista.
“Com gritos de
‘fora Tarcísio’ - também está no jornal ‘O Globo’ -, sindicatos de policiais
civis e penais protestam por falta de aumento”. Mas estavam também os veteranos
lá. Eu acabei de sair lá da Paulista, estive lá hoje, e teve o ato.
Todos os
representantes dos policiais falaram, eles saíram em passeata em direção a
Secretaria da Segurança Pública para protestar por conta das promessas do
governador, promessas essas não cumpridas. Falou, falou, mas não está fazendo,
não está entregando aquilo que foi prometido. Então teve, sim, o ato e isso
está nas redes sociais.
“Escolas
cívico-militares - na ‘Folha de São Paulo’ essa - começam a funcionar em SP sem
entrega de uniforme para os alunos”. Mas não é só essa a questão, né? Teve os
oficiais, da Polícia Militar, aposentados dando aulas e que não conseguiram
escrever com a grafia correta, colocaram descansar com “ç” e continência sem o
“n”. Eles foram alertados que estava errado, foram lá e corrigiram.
Mas para
demonstrar que lugar de policiais é para fazer policiamento e o professor para
dar aula. Você não coloca o professor para fazer policiamento e não coloca o
policial para dar aula, isso é uma equação que não dá um resultado concreto.
O governador criou
esse modelo para arrumar um bico para os oficiais que já se aposentaram. Um
coronel ganha 30 mil reais por mês de aposentadoria e vai ganhar mais 12 mil
para ser monitor nessa escola cívico-militar. Também é uma notícia ruim para o
governador.
Agora tem:
“BolsoMaster: Tarcísio de Freitas - está na ‘Revista Fórum” - é alvo de
convocação na CPMI do INSS por elo com escândalo do Master”. Então existe um
escândalo do Banco Master, que está aí dando o que falar - inclusive há
informações de que recursos da venda da EMAE acabou indo parar nesse Banco
Master -, e as notícias não são boas para o governador.
“Rede estadual
de São Paulo deixa cerca de 40 mil professores sem aulas”. Também há essa
denúncia da precarização na Educação.
Como o tempo
aqui é muito curto para a gente continuar esse debate... Mas eu quero trazer
outros noticiários negativos para a imagem do governador de São Paulo, que vai
provocando o derretimento da sua imagem e isso terá, com certeza, reflexo no
processo eleitoral de 2026.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado.
Com a palavra, o deputado Rafa
Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi, tem, V. Exa., o tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Gilmaci Santos, telespectador
da TV Assembleia, público aqui presente.
Sr. Presidente,
é engraçado como a Secretaria da Educação teima em prejudicar os professores da
rede estadual de ensino, impondo aos professores, ao Magistério, uma verdadeira
tortura, quase que semanalmente, sempre com alguma medida que criminaliza, que
penaliza o Magistério Estadual.
Eu me refiro
aqui a uma denúncia que nós sempre recebemos e agora estamos recebendo mais
ainda, em relação à inscrição para um curso chamado “Multiplica”, que foi
criado pela Secretaria da Educação, onde os professores são obrigados a fazer a
inscrição nesse curso online e esse curso pontua. Através da pontuação, o
professor pode permanecer ou não na escola, tem a questão da atribuição de
aulas, que tem a ver com essa pontuação, que é pontuada também pelo Curso
Multiplica.
O fato, Srs.
Deputados e Sras. Deputadas, é que primeiro, é muito difícil fazer a inscrição
nesse curso, pela internet. Milhares de professoras e professores reclamam o
tempo todo que não conseguem acessar, não conseguem consolidar a inscrição, há
uma dificuldade, talvez técnica do próprio sistema, ou é proposital, ou é
deliberado esse processo, essa dificuldade, talvez seja até provocada, eu não
sei, porque nós recebemos centenas, talvez milhares de reclamações, isso não é
de hoje.
Segundo, que
quem consegue acessar tem que fazer esse curso fora do seu horário de trabalho,
fora da sua hora-atividade, quando, na verdade, o professor tinha que estar
fazendo isso na hora-atividade, fora da sala de aula, logicamente, porque ele,
pelo piso nacional do Magistério, tem direito a fazer uma parte da sua jornada
fora da sala de aula.
É onde ele
investe na sua formação, na pesquisa, nas leituras, nos cursos, onde ele
prepara as suas avaliações, as leituras, onde ele corrige as avaliações - para
isso que serve a jornada do piso. E ele tem essa jornada aqui em São Paulo,
justamente para investir, para fazer esse trabalho.
No entanto, ele
não consegue fazer a inscrição para fazer o curso, para realizar o curso
exatamente nesse período, e ele é penalizado, porque a partir do momento que
ele não consegue acessar o curso, que é obrigatório para ele poder pontuar. A
partir do momento que ele não consegue fazer isso dentro da sua jornada de
trabalho, jornada fora da sala de aula, ele é prejudicado, ele não ganha hora
extra para fazer isso fora, em um outro dia, à noite, em um sábado ou em um
domingo.
Então, nós
queremos exigir que a Secretaria da Educação, que impõe essas regras de
pontuação, nessa famosa avaliação, famigerada avaliação de desempenho, que o
governo quer tentar agora legalizar de vez, através do Projeto de Lei nº 1.316,
da famigerada e nefasta, dita Reforma Administrativa da Educação, que ele
pretende votar nos próximos dias. Inclusive, amanhã haverá audiência pública
aqui.
Ele intensifica
essa criminalização dos professores através de uma avaliação punitivista, que
joga a culpa da crise da Educação no Magistério Estadual. Só que ele dificulta,
como eu disse aqui, o acesso a um curso básico, que o professor é obrigado a
fazer, que é esse Curso Multiplique.
Na verdade, é
um curso muito criticado pelos professores e professoras, que afirmam que é um
curso que não enriquece, é um curso que tem conteúdos, inclusive, duvidosos
para a formação, para o aprimoramento pedagógico e didático do Magistério
estadual.
Então, nesse
sentido, nós queremos exigir que a secretaria tome providências, ou ela oferece
esse curso para todo o Magistério estadual, rompendo as barreiras, levantando
as barreiras, sobretudo, que dificultam o acesso, ou ela retira esse curso como
pontuação, Sr. Presidente, porque é um absurdo o que está acontecendo hoje.
Nós tivemos aí
40 mil professores que ficaram fora do processo de atribuição de aulas, não
conseguiram aulas agora no começo do ano, ficaram com o famoso farol vermelho.
E se o professor
não faz o curso “Multiplica”, ele vai ficar com o farol vermelho e vai ser
demitido. Professor categoria “O” vai ficar fora da Rede Estadual de Ensino.
Então nós exigimos que a Secretaria da Educação, que a Seduc tome providências
imediatas para resolver essa gravíssima situação.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado.
Com a palavra o deputado Thiago
Auricchio. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Valeria Bolsonaro. (Pausa.)
Dirceu Dalben. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Marcelo Aguiar. (Pausa.) Bruno
Zambelli. (Pausa.) Donato. (Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Capitão Telhada.
(Pausa.) Danilo Campetti. (Pausa.) Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Gilmaci Santos, o jornal “O
Estado de S. Paulo” publica hoje no site o artigo denominado: “Haddad tem
razão. É a hora da Renda Básica de Cidadania”. Gostaria de ler esse artigo meu
publicado no “Estadão” de hoje, 24 de fevereiro.
“A esperança é
uma palavra que nunca saiu do meu vocabulário, e muito menos do meu sonho de
ver implantada, no Brasil, a Renda Básica de Cidadania, universal e
incondicional. Há 35 anos insisto na abordagem deste tema, que, hoje, se mostra
mais atual do que nunca.
As recentes
declarações do ministro Fernando Haddad renovaram esse entusiasmo,
especialmente quando ele afirmou, no encontro em comemoração aos 46 anos do PT,
em 6 de fevereiro, e novamente num encontro com executivos financeiros nesse
mesmo mês, que o cenário atual permite uma nova arquitetura para os gastos de
natureza assistencial. E acrescentou: ‘Todo mundo defende a renda básica,
porque ela parece mais racional, à luz das inúmeras demandas sociais que
existem’.
Para o titular
da Fazenda, a excessiva complexidade do sistema de proteção social brasileiro
abre uma janela de oportunidade para avançarmos rumo a um modelo mais simples e
efetivo. Trata-se da implementação da Renda Básica de Cidadania, medida que já
é lei desde 2004, quando o presidente Lula sancionou a Lei nº 10.835, e que
agora volta a ser objeto de estudo técnico pelo governo federal.
Como defendo há
décadas, a Renda Básica de Cidadania é a solução definitiva para nossos
impasses socioeconômicos, pois permite que o Estado deixe de investir volumes
colossais em sistemas burocráticos que exigem atualização constante, como o
Cadastro Único.
Além da
eficiência administrativa, a proposta elimina o peso da fiscalização de
condicionalidades e da focalização por faixa de renda. Esses processos, muitas
vezes, submetem o cidadão a uma exposição invasiva de sua rotina e de sua
dinâmica familiar para comprovar sua necessidade.
Importante
salientar que, em 2023, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Lula
promulgou a Lei nº 14.601, que extingue o ‘Auxílio Brasil’ e reinstitui o
‘Bolsa Família’, qualificando-o como uma etapa do processo gradual e
progressivo de implementação da universalização da Renda Básica de Cidadania,
na forma estabelecida no parágrafo único do Art. 6º da Constituição e no caput
e § 1º do Art. 1º da Lei nº 10.835, de 2004, de 8 de janeiro de 2004.
Felizmente, o
amadurecimento desse debate permite, hoje, reanalisar as propostas elaboradas
pelo Grupo de Trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
Sustentável - Conselhão. No final do ano passado, o órgão reafirmou seu
compromisso com o tema ao definir que a segurança de renda e a liberdade de
escolha devem ser pilares centrais de um projeto de nação.
Entre os
caminhos viáveis, destaca-se a instituição de um benefício universal para
crianças e adolescentes de zero a 17 anos, no valor de R$ 637,00 mensais até
2028, ou ainda a criação de uma Renda Básica Universal para todos os
brasileiros, mesmo que com um valor inicial mais modesto.
É fundamental
ressaltar que a renda básica não é uma simples substituição do “Bolsa Família”,
mas sim a evolução necessária de uma política pública que busca a dignidade
real. O Brasil possui os instrumentos para esse passo e precisamos agora levar
essa discussão a todos os níveis de governo, integrando ministérios, estados e
prefeituras.
Como bem
resumiu meu grande amigo Philippe Van Parijs, o maior pensador sobre o tema no
mundo, criador da Rede Mundial da Renda Básica - Bien, Basic Income Earth
Network -, a Renda Básica de Cidadania se tornará inevitável.
Assim como o
voto universal ou o fim da escravidão, ela parecerá óbvia para as futuras
gerações assim que for concretizada. No dia em que o presidente Lula sancionou
a Lei nº 10.835, de 2004, o professor Celso Furtado, um de nossos maiores
economistas, que lecionava na Universidade de Sorbonne, enviou a seguinte
mensagem ao presidente, lida na cerimônia, que reproduzo aqui...”
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
Abrindo aspas
para Celso Furtado: “Neste momento em que V. Exa. sanciona a Lei da Renda
Básica de Cidadania, quero expressar-lhe minha convicção de que essa medida
coloca o nosso país na vanguarda daqueles que lutam pela construção de uma
sociedade mais solidária.
Com frequência,
o Brasil foi referido como um dos últimos países a abolir o trabalho escravo.
Agora, com este ato que é fruto do civismo e da ampla visão social do então
senador Eduardo Matarazzo Suplicy, o Brasil será referido como o primeiro que
institui um sistema de solidariedade tão abrangente e, ademais, aprovado pelos
representantes de seu povo”.
Assim, Sr.
Presidente, agora, deputado Carlos Giannazi, fico muito feliz de poder aqui
registrar esse avanço na direção da Renda Básica Universal.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
Com a palavra o deputado Itamar Borges.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio
Marcolino, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados,
Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp.
Sr. Presidente,
hoje quero trazer aqui uma denúncia em relação ao nosso Rio Tietê, como
representante da frente parlamentar em defesa da pesca artesanal e aquicultura
no estado de São Paulo e também acompanhando a Frente Parlamentar em Defesa do
Rio Tietê, dos vereadores do estado de São Paulo.
A gente tem
feito algumas atividades no estado de São Paulo. Mas hoje eu recebi, pela
manhã, o Cesarr Digoiais, que é vereador da cidade de Adolfo, trazendo aqui uma
denúncia, denúncia essa que já foi encaminhada aos órgãos do estado de São
Paulo - até agora não temos nenhuma resposta. Eu queria passar aqui um vídeo,
Machado, mostrando um pouco dessa denúncia em relação ao Rio Tietê.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Aqui mostrando
um pouco das águas do Rio Tietê. Coloração verde. Esse é o Rio Tietê na cidade
de Adolfo, região próxima a São José do Rio Preto, por onde margeia o Rio
Tietê. Aqui são os peixes também mortos às margens do rio. Então, demonstrando
total descaso do Governo do Estado de São Paulo. Pode passar a próxima,
Machado. Porque nós tínhamos feito... Pode passar a próxima. Aqui.
Nós tínhamos já
encaminhado essa denúncia - estamos em 2026, denunciei o ano passado.
Encaminhamos à Cetesb, fizemos uma reunião com o Gaema, tivemos uma reunião da
frente parlamentar federal também, dialogando com os vereadores da região junto
com o deputado federal Nilto Tatto, apresentando os problemas que o Rio Tietê
tem, porque, quando a gente olha... Aqui a questão... Pode voltar?
Aqui nós temos,
primeiro, a denúncia na Cetesb, a denúncia no Gaema, tivemos uma reunião com a
Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a qual criou um grupo de fiscalização,
mas o rio continua cada vez mais verde, tem aumentado a cada ano.
Essa coloração,
que nós estamos vendo nesse vídeo que foi passado na cidade de Adolfo e outras
cidades também do Rio Tietê, são tanto as cianobactérias como também as
macrófitas, que acabam gerando.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
E não é só a
questão da mudança da cor da água, tem a questão do mau cheiro, isso impacta o
meio ambiente, isso impacta o turismo local, isso impacta também na parte
econômica - porque mexe com os pescadores, com as pescadoras, que acabam
deixando de desenvolver o seu trabalho -, impacta na economia local, impacta no
turismo, mas impacta também na arrecadação do Governo do Estado de São Paulo.
Então o
governador tem diminuído a receita do Governo do Estado de São Paulo, porque
hora que você não trata o Rio Tietê como deveria, isso acaba mexendo na
economia local e, com isso, diminui também a arrecadação do Governo do Estado
de São Paulo.
Então estamos
trazendo aqui as denúncias. Pode passar a próxima. Aqui é o trabalho que nós
fizemos pela frente parlamentar. Tivemos aí junto também com duas audiências
com os vereadores. São duas frentes hoje em defesa do Rio Tietê dos vereadores
das cidades da região.
E apresentamos
um Projeto de lei nº 955, de 2025, para combater a eutrofização do Rio Tietê e
de todos os corpos hídricos do estado de São Paulo. É o Projeto de lei que nós
apresentamos, nº 955, de 2025. E, também, esse projeto prevê a criação de
barreiras, para evitar que contaminantes do cultivo agrícola alcancem a água
dos rios e defina outras medidas de uso do solo para proteger os rios
paulistas.
Como eu coloquei,
nós já levamos essa denúncia ao Gaema, já levamos essa denúncia à Cetesb, já
tivemos uma reunião com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, fizemos isso em
2024, fizemos em 2025 e estamos em 2026. E o que a gente percebe é que o
Governo do Estado de São Paulo está pouco preocupado com a limpeza do Rio
Tietê.
E, com isso, os
rios estão morrendo no interior do estado de São Paulo, como já morreu aqui na
cidade de São Paulo e na Grande São Paulo. Isso nós não podemos deixar. É a
morte de peixes, é a questão do Meio Ambiente, é o impacto no turismo, mas
também é o impacto econômico na cidade, quando muitos trabalhadores, pescadores
e pescadoras, deixam seu ganha-pão porque o Governo do Estado de São Paulo não
está preocupado com o Rio Tietê em nosso estado. Muito obrigado, Sr.
Presidente.
Queria também,
Sr. Presidente, solicitar que fosse encaminhada esta minha fala, cobrando
respostas rápidas da Cetesb, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e que
esta minha fala fosse encaminhada também aos Gaemas, principalmente de
Piracicaba e da região, que acabam acompanhando também essas cidades da região.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Será feito o
devido encaminhamento, conforme o deputado Luiz Claudio Marcolino solicitou.
Tem a palavra agora o Major Mecca.
(Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputada Professora Bebel, pelo
tempo regimental.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde. Cumprimento o presidente, senador e também
deputado estadual, nosso querido Eduardo Suplicy, é uma satisfação tê-lo aqui
conosco. Cumprimento a Mesa Diretora de trabalhos, os assessores a minha
esquerda, a minha direita e, enfim, o público que nos assiste através da Rede
Alesp.
Eu até
comentava aqui com o deputado Giannazi: toda vez, desde o momento em que entrei
aqui na Assembleia Legislativa, a gente não tem feito outra coisa, senão, por
óbvio, lutar por outras pautas, mas lutar sobretudo pela garantia dos direitos
dos servidores públicos e pelos profissionais da Educação.
A Educação é o
alvo central, tem sido o alvo central de todos esses governos que passaram, mas
agora eu acho que a gente foi para o fundo do poço. Amanhã vamos ter uma
audiência pública. Eu quero aproveitar este momento para convidar a todos e a
todas para que venham até a Assembleia.
Venham fazer
esse debate junto conosco, para que a gente possa minimamente demover os
deputados da Casa de votarem esse PL 1.316/25, de autoria do Sr. Governador
Tarcísio de Freitas, que é um ataque frontal aos direitos dos professores e
professoras, enfim, acho que de toda comunidade escolar. Não acho, são de toda
comunidade escolar.
O interessante
é que, vejam, eles querem revogar oito PLCs. O que é um PLC? É um projeto de
lei complementar que tem voto qualificado, então tem que ter 48 votos. Enfim,
tem que ter essa garantia. Querem pegar um PL para revogar, que não precisa de
quórum qualificado. É uma maioria absoluta, sem nenhuma qualificação.
Isso para nós é
muito difícil, porque afronta o Estatuto do Magistério, afronta o Estatuto do
Funcionalismo Público, afronta todas as outras legislações infraconstitucionais
que organizam o trabalho dos profissionais da Educação nas escolas. E a questão
central é a avaliação de desempenho.
A gente quer
lamentar, por quê? Porque a gente entende que o governador, ele sequer sabe se
vai ficar, mas quer deixar uma desgraça para os professores. Vai voltar a
falta-aula. Se faltar um dia, nem tanto, mas se você faltar duas aulas, você
vai perder o dia todo depois da segunda falta.
E depois de
cinco faltas, então você tem mais ainda punição e uma avaliação punitiva. Esse
é o central, retira de nós, legisladores, a possibilidade de influenciar nos
critérios de avaliação.
E, ao fazer
isso, remete tudo para a figura do Sr. Secretário da Educação, que tem uma
intenção clara e definida de independente de concurso público, ou seja, se eu
sou da categoria “F” ou efetiva, eu poderei ser removida ex officio. Simples
assim.
E, no caso dos
professores temporários, estes serão sumariamente demitidos. Então, quer dizer,
é algo inaceitável, posto que, veja, se nós estamos falando do professor da
categoria “O”, nós estamos dizendo que tem professores contratados de forma
precária.
Há um banco de
aprovados em concurso, ainda que com aquelas provas de videoaulas, tem um banco
para que esses profissionais pudessem assumir a efetividade, e não vão poder
assumir. Então, quer dizer, porque eles não vão cumprir o concurso público,
lamentavelmente. Não querem fazer outro concurso público, o que gerará gasto
para o erário público.
Então, é
lamentável, a gente vai pedir para os deputados votarem contra. No limite, a
gente vai para a rua, porque não tem outra saída para nós. É muito ataque sobre
a nossa categoria.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, prezada deputada Bebel. Agora, tem a palavra ainda na Lista de
Suplementar, Sebastião Santos. (Pausa.) Marina Helou. (Pausa.) Capitão Telhada.
(Pausa.) Danilo Campetti. (Pausa.) Caio França. (Pausa.) Valdomiro Lopes.
(Pausa.) Deputado Carlos Giannazi, tem a palavra pelo tempo regimental.
O SR. CARLOS GIANNAZI
- PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, Sras. Deputadas,
Srs. Deputados, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia, ontem
nós realizamos uma importante audiência pública aqui na Assembleia Legislativa,
aqui ao lado, no plenário Franco Montoro, com centenas de trabalhadores do
transporte público aqui da região metropolitana.
Me
refiro aqui aos motoristas que operavam as linhas em micro-ônibus para a região
de Arujá, Guarulhos e outros municípios da Grande São Paulo, que tiveram seus
contratos sumariamente rompidos pelo governo estadual. Isso fruto ainda, Sr.
Presidente, daquela nefasta reforma administrativa do governo Doria, que
extinguiu a EMTU, aquela empresa de transporte municipal.
E
as atribuições da EMTU foram transferidas para a Artesp. E nós sabemos que a
Artesp está sempre do lado das concessionárias, das empresas, dos grandes
grupos econômicos, e nunca em defesa da população. Ela que autoriza os
aumentos, os reajustes dos pedágios, por exemplo.
E aconteceu que
nós tivemos centenas de trabalhadores que viviam do seu micro-ônibus, fazendo
um transporte de qualidade para essas cidades, saindo aqui da cidade de São
Paulo, como, por exemplo, da Estação Armênia, e eles foram sumariamente
desligados, Sr. Presidente. Uma tragédia não só para esses trabalhadores, mas
para a população usuária desse serviço.
Eu quero
mostrar, até para ilustrar a minha fala e a gravidade da situação, Sr.
Presidente, aqui dois vídeos: o primeiro é uma matéria da própria Rede Globo,
dando conta dessa situação que eu quero colocar agora.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Professora Bebel.
* * *
Então é uma
contradição enorme. Só para concluir, deputada Professora Bebel, que preside
esta sessão. É grave a situação: de um lado, dezenas de micro-ônibus parados,
de trabalhadores sem poder trabalhar e sustentar as suas respectivas famílias,
e do outro a população sendo penalizada por uma interpretação extremamente
equivocada de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Então, porque nós
sabemos que, como eu disse, a Artesp e a própria secretaria talvez queiram
privilegiar as grandes empresas de ônibus, e não os pequenos.
Então é um
absurdo, a população de um lado sendo prejudicada. Nós tivemos a presença e
depoimentos de alunos da Unifesp lá de Guarulhos, do bairro Pimentas, que estão
sendo prejudicados também por essa nefasta decisão do governo estadual.
Então faço aqui
um apelo ao governador Tarcísio de Freitas para que reveja essa decisão e
refaça imediatamente os contratos com esses quase cem trabalhadores, porque
isso vai beneficiar toda a população da região metropolitana e também os próprios
motoristas donos desses micro-ônibus, que investiram recursos, que pagam
prestação até hoje e não podem, do dia para a noite, ser vítimas de um
estelionato, de um calote, como esse que estão sofrendo.
Queria, só para
finalizar, colocar o último vídeo, de uma filha de um desses motoristas, que
fez um apelo dramático aqui na nossa audiência pública.
* * *
- É exibido o vídeo.
* * *
Obrigado. Faço,
então, para concluir, deputada Professora Bebel, presidenta desta sessão, peço
que cópias do meu pronunciamento, juntamente com a matéria que foi apresentada
aqui, que as cópias sejam encaminhadas ao governador Tarcísio de Freitas, para
que ele tome conhecimento dessa gravíssima situação e faça a recontratação
imediata de todos esses trabalhadores.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Agora, com a
palavra, o nobre deputado, senador Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, querida deputada, presidente Bebel.
* * *
- Assume a Presidência o Sr.
Carlos Giannazi.
* * *
Bom, e agora,
presidente Carlos Giannazi, eu gostaria, primeiro, de falar daquilo que está
acontecendo em Ubatuba, porque quero manifestar nesta tarde, além de minha
total solidariedade a todo o povo do município de Ubatuba, litoral norte de São
Paulo, também a minha preocupação com as questões urbanísticas, que estão por
trás do atual estado de emergência que vem ocorrendo desde o final de 2025, e
persiste neste começo de 2026, deixando a cidade em estado de emergência,
causando impactos severos que vão desde a perda de vidas humanas até prejuízos
significativos na infraestrutura e na economia local.
Embora o
governo estadual tenha decretado que se montasse um gabinete especial, para
gerir este momento de máxima crise, é preciso entender que esses alagamentos
são fruto de problemas estruturais que atingem o município, e que se agravam
diante da intensificação dos efeitos da crise climática que o mundo atravessa.
É comum neste
caso, não apenas no litoral de São Paulo, mas em todo o Brasil, que se atribua
a culpa única e exclusivamente ao volume de chuvas. De fato, os volumes de
chuva registrados no litoral paulista são extremamente elevados, sendo que
dados mostram que em apenas três dias, entre 21 e 23 de fevereiro de 2026,
algumas cidades acumularam precipitações que já representam cerca de 150% da
média esperada para todo o mês de fevereiro.
Só no município
de Ubatuba registrou-se mais de 200 milímetros e já é caracterizado como evento
extremo. O Índice de Progresso Social considera que Ubatuba é a cidade mais
vulnerável às mudanças climáticas em todo o estado. A prefeitura levou esse
estudo em consideração e algumas iniciativas foram empreendidas desde então.
Entretanto, os problemas urbanos nas cidades brasileiras são históricos e
estruturais, o que significa que não cabem medidas paliativas.
A
infraestrutura deficiente, com esgotamento sanitário, que atende apenas parte
das residências, a má gestão do turismo em massa, que gera uma carga adicional
de resíduos que não são devidamente tratados, a expansão urbana irregular e
desordenada, com ocupações de áreas próximas a nós e praias, a falta de
fiscalização, prejuízos urbanos causados pela falta de pavimentação adequada,
entre tantos outros problemas de planejamento urbano que perduram ao longo
desses anos, exigem mais do que soluções rápidas para situações de emergência,
necessita de ação política urbana pensada com responsabilidade e
comprometimento para erradicar os lastros históricos da má gestão urbana e
construir um melhor ambiente para as futuras gerações, tendo em vista que a
crise climática deixa claro que não há mais tempo hábil para experimentações e
negligências, sob pena de ver esses eventos extremos, com graves danos à
população, sobretudo das camadas mais vulneráveis, se tornarem cada vez mais
trágicos.
Quero aqui me
colocar à disposição da prefeita de Ubatuba para estar verificando como
resolver os problemas que estão decorrendo dessas fortes chuvas que agora estão
atingindo o município de Ubatuba.
Gostaria também
de aqui assinalar uma referência ao julgamento daqueles que assassinaram
Marielle Franco. Venho a esta tribuna para falar de um momento histórico
profundamente marcante para o Brasil, o início do julgamento pelo Supremo
Tribunal Federal do assassinato covarde da vereadora Marielle Franco e de seu
motorista Anderson Gomes, um crime que chocou nossa sociedade, feriu nossa
democracia e expôs a brutalidade que ainda persiste contra vozes que lutam por
direitos e justiça.
Marielle Franco
não era apenas uma militante ‘ou parlamentar, representava a mudança radical do
Brasil. Mulher negra, bissexual, defensor incansável dos direitos humanos,
Marielle foi eleita para ser a voz dos que historicamente foram silenciados,
das mulheres, das pessoas negras, das comunidades pobres, da população
LGBTQIA+, dos moradores das favelas e das periferias. Sua trajetória política
era marcada pela coragem de enfrentar violência policial, milícias e estruturas
de poder que negam dignidade ao nosso povo.
Na noite de 14
de março de 2018, Marielle e Anderson foram assassinados a tiros no Centro do
Rio de Janeiro. Um crime preparado, calculado e politicamente motivado. Até
hoje, ao recordar aqueles disparos, sabemos que não foi apenas um ataque contra
duas vidas, mas um ataque contra os ideais democráticos que ela representava.
Por oito anos,
a busca por justiça passou por muitas reviravoltas, com prisões dos executores,
relatos, delações e apelos da sociedade civil para que os mandantes fossem
levados à Justiça. Só agora, finalmente, no início do julgamento dos réus
apontados como mandantes e planejadores do crime, a nação assiste ao combate
direto à impunidade.
Não podemos
perder de vista a gravidade do que está em jogo. Esse julgamento não é apenas
sobre responder legalmente ao município, é um teste à solidez das nossas
instituições democráticas, ao compromisso do Estado brasileiro com a proteção
de suas lideranças sociais e ao sinal que mandamos para toda a sociedade. Se
outros ativistas e defensores dos direitos humanos perceberem que suas vidas
não têm proteção frente à violência política, que mensagem estamos a enviar?
Marielle era
uma representante do povo, eleita para atuar dentro das regras da democracia,
denunciando injustiças, trabalhando para transformá-las. O fato de ter sido
morta por essas mesmas forças que ela denunciava é um alerta grave sobre a
persistência de violências estruturais, racismo, machismo, elitismo,
milicianismo, e sobre a necessidade inexorável de fortalecermos a democracia
para que nenhuma voz legítima seja calada pelo medo ou pela bala.
Ao saudar o
início desse julgamento, não posso deixar de lembrar que justiça plena
significa responsabilizar integramente todos os envolvidos, mandantes e
executores, com total transparência e rigor, e que a democracia que defendemos
deve proteger o direito de todo cidadão e cidadã de lutar por um Brasil mais
justo, sem medo de sofrer represálias.
Marielle nos
ensinou que a democracia não é um resultado garantido, é uma conquista diária.
Defender a democracia é defender o direito de discordar, de lutar por direitos,
de cobrar do estado o respeito aos direitos humanos e igualdade de
oportunidades.
É também
assegurar que nossas instituições funcionem com independência, com coragem, com
o compromisso com o povo brasileiro. Portanto, reafirmo minha solidariedade à
família de Marielle e de Anderson, e a todos aqueles que há anos clamam por
justiça.
Que esse
julgamento sirva para que jamais políticos, ativistas ou qualquer cidadão que
lute por um Brasil melhor sejam silenciados pela violência. Que a memória de
Marielle Franco se converta em inspiração permanente na construção de um país
em que a vida de todas e todos seja respeitada e protegida.
Portanto, viva
Marielle Franco. O seu desempenho, o seu exemplo é uma notável marca para todos
nós, brasileiras e brasileiros. Parabéns, Marielle Franco. Que a sua memória
seja sempre muito bem lembrada.
Um grande
abraço.
E um beijão a
todas as pessoas queridas da sua família e de amizade.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Muito
obrigado, deputado Eduardo Suplicy. Com a palavra, o deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Professora Bebel, pelo tempo
remanescente do Pequeno Expediente.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Bem, agora na Mesa nós temos o nobre deputado Carlos
Giannazi presidindo os trabalhos desta sessão. E também recumprimento a Mesa
Diretora de trabalhos, os assessores à minha esquerda, à minha direita.
Enfim, a todos
os que nos ouvem e assistem através da Rede Alesp. Tem aqui o nobre deputado
Eduardo Suplicy e também o nobre deputado Barros Munhoz. Uma grande satisfação
ter essas duas celebridades aqui.
Mas eu tenho
que falar da nossa pauta. Eu estive, hoje, na Secretaria da Educação do Estado,
debatendo os temas que estão pegando. Primeiro, a questão referente ao piso
salarial profissional nacional - o reajuste de 4% que teve, que acabou subindo
o piso para mais de cinco mil reais.
E até agora só
se fala em dar uma bonificação para chegar até o piso. Então, de novo reafirma
a política, ou vai contra a política de piso como ponto de partida, e trata
como teto. Essa é uma luta incondicional nossa: nós queremos que o piso tenha a
sua real fórmula de aplicabilidade, não pode ser desta forma.
Nós temos uma
ação ganha no TJ de São Paulo, pela aplicação correta da jornada do piso
salarial profissional nacional, que é constitucional. Se tinha um problema, em
2020 foi resolvido: o Supremo Tribunal Federal, na maioria, considerou que a
jornada do piso salarial profissional nacional aplicada aos profissionais da
Educação é legítima.
Por que é
legítima? Porque, se hoje um professor entra 32 vezes nas salas de aula, ele
tem somente oito fora - quatro para TPC e quatro para outras atividades,
atividades extraclasse.
O que acaba
acontecendo? A jornada do piso vai nos permitir entrar 26 vezes nas salas de
aula - portanto, em vez de 32, 26 -, e 14 fora, o que vai nos dar a
possibilidade de preparar aulas, enfim, assistir a vídeos, tudo o que ilustra,
para a gente poder dar uma aula melhor.
Então, isso
também colocamos na mesa de negociação com o secretário da Educação.
É importante...
Veja, contextualizando com o fim da escala 6X1, a justeza para nós seria essa,
aplicar corretamente o piso salarial profissional nacional. Quer dizer, um
momento em que se debate relações de trabalho, jornada e o porquê a jornada
estafante não dá condições para que um profissional venha fazer aquilo que ele
realmente gostaria de fazer.
Nós já tivemos
isso aqui no estado de São Paulo - em Águas de São Pedro eu fui agraciada com a
possibilidade de estar na escola padrão e a gente teve essa jornada. Nós vimos
melhorias na qualidade de ensino e isso é importante, isso pode ser aferido,
isso não é inventado da cabeça da gente, né?
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Paulo Mansur.
* * *
Ontem eu
peguei... Domingo saiu na “Folha de São Paulo” que, olha, o mundo trabalha mais
que os trabalhadores no Brasil. Mas eles não estão dizendo, deputada Marina
Helou, que no mundo é considerado como parte integrante da jornada o momento em
que eu saio da minha casa até chegar no meu posto de trabalho. Ele é computado
na minha jornada.
E também não
vamos falar em salário, porque no mundo também, em outros países, se ganha
mais, né? Aqui a gente está lutando para no mínimo ter um ponto de partida, que
é o piso salarial profissional nacional.
Por fim eu
teria mais pontos para tratar, mas eu sei que terei outros momentos, e agradeço
aqui a oportunidade. Agora na tribuna está o novo presidente, o deputado...
Paulo... Ah, o Paulo Mansur, desculpe. É que a gente não está se vendo desde o
carnaval, né, Paulo? Deputado Paulo Mansur, é uma satisfação vê-lo aí... Pela
divergência que temos, mas V. Exa. neste momento é o presidente desta sessão.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Prazer,
Professora Bebel. Encerrando o Pequeno Expediente, a gente agora vai entrar no
Grande Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Dando
a palavra ao Tomé Abduch com permuta... Ah, é só do Barros. Deputada Paula da Bancada Feminsita. (Pausa.) Deputado Barros
Munhoz, com permuta com a deputada Leci Brandão. Vossa Senhoria tem dez minutos
pelo tempo regimental. Mas antes...
A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
Pela ordem, Sr. Presidente. Gostaria de fazer uma informação... Uma
comunicação, desculpe.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Professora
Bebel, a senhora tem... Vossa Excelência tem dois minutos para se comunicar.
A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Esse é um
vídeozinho meu sobre o que está acontecendo em Peruíbe, que é aquele
alagamento, e que as famílias estão sendo desalojadas como sempre acontece com
os eventos climáticos. As escolas da rede municipal fecharam e permitiram que a
população de lá pudessem ser alojadas lá.
Então eu
gostaria que fosse registrada o meu pedido, não sei se cabe na comunicação, que
a Secretaria do Estado da Educação também abrisse... Aliás, permitisse que as
pessoas que não tiverem para onde ir pudessem ir para as escolas, que é o único
local que pode dar conta de atender essa questão, porque não é culpa daqueles
que estão retirados de suas casas.
Mas, sobretudo,
é um evento climático que a gente tem acompanhado no mundo, no estado de São
Paulo e no Brasil. Por óbvio, a Defesa Civil está agindo, mas ainda é
insuficiente o local onde as pessoas devam ficar. É uma questão de direitos
humanos, é uma questão de a gente entender que nós estamos aqui em casa, não
fomos atingidos, mas eles foram atingidos.
Então fica aí o
meu registro para que a população de Peruíbe... Ajudem essas pessoas com doação
de solidariedade. Nós, como sindicatos, também vamos ajudar, mas, sobretudo,
que o Governo do Estado de São Paulo, na figura do secretário da Educação, abra
as escolas para poder atender as pessoas que foram desassistidas.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Muito
obrigado, deputada. Fica registrado o seu pedido aqui na Presidência.
Agora, com a palavra, o deputado Barros
Munhoz, que tem, pelo tempo regimental, dez minutos para se comunicar aqui no
microfone da Assembleia Legislativa.
O
SR. BARROS MUNHOZ - PSDB -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente Paulo Mansur, nos honrando hoje com a
Presidência, colegas de Assembleia, senhores e senhoras que nos acompanham pela
TV Assembleia, ontem eu assisti no “Roda Vida”... No “Viva Vida”, “Roda Vida”?
(Fala fora do microfone.) “Roda Viva”.
Obrigado,
Suplicy. A Dra. Tatiana abordando um assunto que está na pauta do Brasil
inteiro hoje. Só se comenta isso, não é? A questão da polilaminina e a solução,
os problemas.
E se falou
muito, muito, muito. Ela, em uma atuação, ao meu ver, muito, muito eficiente,
convincente, esclarecedora, oportuna, abordou um assunto extremamente
importante e falou muito do Laboratório Cristália. Eu, como todo mundo sabe,
sou de Itapira, sou caipira, caipira de Itapira. Tenho grande orgulho disso e
tenho grande orgulho de Itapira sediar o Laboratório Cristália, que foi tão
abordado ontem na execução do trabalho que foi muito bem feito pela nossa TV
Cultura.
Mas por que é
que tenho muito orgulho de ser de Itapira? Quero dizer, bem claro, porque, além
de tudo que Itapira tem de positivo e que merece elogios de todas as demais
cidades do estado e do País, tem o Laboratório Cristália lá sediado.
Começou há mais
de 50 anos com quatro jovens, criadores de benefícios, um deles o Dr. Ogari de
Castro Pacheco. Eles compraram um laboratório e começaram a trabalhar esse
laboratório. O Dr. Ogari, antes de mais nada, é preciso que se diga, um médico
fantástico, brilhante, extraordinário, se formou lutando muito.
O pai dele era
um professor de educação física. Eles eram de uma pequena cidade do interior, e
ele veio para São Paulo e ficou muito amigo do Dr. Jovino, que era um também
lutador e esforçado estudante de Medicina da Paulista... Da Paulista, não,
melhor dizendo, de São Paulo.
Então o Dr.
Pacheco ficou muito amigo do Dr. Jovino e foi para Itapira e lá acabaram...
Eles não, o Dr. Jovino, não, só o Dr. Pacheco é que entrou, juntamente com mais
três itapirenses, para a constituição dessa coisa que precisava a cidade ter.
Então começou assim e de repente foi crescendo.
Começou uma
maquininha de fazer “plec, plec, plec” para fazer os remedinhos, pequenininhos,
e disso foi crescendo, foi crescendo, foi transformado em um laboratório,
Laboratório Cristália.
Cristália era o
nome de um hospital antigo que tinha entre Itapira e Lindoia e cresceu, foi
crescendo, foi crescendo e foi crescendo e se transformou em uma gigantesca
indústria farmacêutica do nosso país.
Gostaria de
dizer rapidamente o seguinte: a história começou em 1969, quando um grupo de
médicos, liderado pelo cirurgião do aparelho digestivo, Ogari de Castro
Pacheco, abriu a Clínica de Repouso Itapira, ou Clínica Cristália, fundada em
1972. O laboratório foi criado para suprir necessidades dos pacientes, e
rapidamente começou a comercializar o excedente.
Foi justamente
no seguimento da psiquiatria que o Cristália realizou as suas primeiras
inovações. Em 76, ao produzir o haloperidol, um poderoso antipsicótico, tirou
das mãos de uma multinacional o monopólio do produto, reduzindo o seu preço e
permitindo distribuição ao sistema público.
Hoje é líder em
anestésicos e narcoanalgésicos, sendo responsável pelo abastecimento de 95% dos
hospitais brasileiros. É também o maior produtor de anestésicos da América
Latina. Laboratório Cristália, que orgulho. Sua sede está localizada em
Itapira. Eu fico emocionado, muito emocionado.
Atualmente,
conta com cerca de 6.500 colaboradores em dez unidades próprias localizadas em
cinco cidades brasileiras e uma argentina. Com mais de 300 registros no
exterior, exporta medicamentos e tecnologia para mais de 30 países da América
Latina, África e Oriente Médio.
É uma das mais
importantes indústrias farmacêuticas do Brasil. Ocupa o primeiro lugar no
ranking brasileiro das empresas do seguimento hospitalar. Conta com faturamento
anual de quatro bilhões de reais e gera, por ano, cerca de 1,4 bilhão de ICMS
para o estado de São Paulo.
Com a missão de
garantir o acesso da população brasileira a medicamentos de qualidade, o
Cristália teve atuação fundamental em momentos críticos da saúde pública nos
anos 2000. Foi o primeiro laboratório a produzir os medicamentos do coquetel
para tratamento de HIV/Aids para distribuição por meio do Sistema Único de
Saúde, o SUS.
Covid-19: teve
atuação fundamental, o Laboratório Cristália. Foi o responsável pelos sedativos
propofol e fentanil, utilizados em todo o Brasil no kit intubação, que impediu
que o Brasil tivesse o dobro dos 700 mil óbitos ocorridos no período da
pandemia. Em voz comum: salvou a vida de mais de 700 mil brasileiros, Dr. Ogari
de Castro Pacheco e seus companheiros do Laboratório Cristália de Itapira.
Garantiu, assim, o Cristália, o abastecimento de 24 dos 30 medicamentos utilizados
na intubação de pacientes.
Ogari de Castro
Pacheco, fundador do Laboratório Cristália, desde 2019 é suplente do senador
Eduardo Gomes, lá em Tocantins. Muitas pessoas podem me procurar: “Mas quem é
esse fenômeno chamado Dr. Ogari? O que ele quer, agora, fazendo essa
intervenção e combatendo essa doença medular?” Ele quer fazer o bem. Ele me
chama de Totonho. Lá em Itapira, eu não sou o Barros Munhoz. Lá eu sou o
Totonho. Eu fico muito feliz em ser chamado assim por ele, porque há uma
afinidade entre nós.
Ele me diz
claramente: “Eu não tenho mais nenhuma ambição de crescer com o Cristália, de
ganhar mais dinheiro. Mas eu tenho comigo a vontade de fazer mais pela saúde
dos brasileiros.” E não pensem os senhores que só está, o Laboratório
Cristália, auxiliando a nossa Dra. Tatiana, e já fazendo coisas que pareciam
milagres se tornarem realidades na questão do combate às doenças medulares. Tem
mais para fazer também. Tem a emulsão lipídica para uso intravenoso. São
nanopartículas para resgate de pacientes em overdose.
Esse pessoal
que ficava na Cracolândia - e, graças a Deus, não fica mais -, mas que fica
enchendo com problemas que são de conhecimento mais do que desejado.
O Dr. Pacheco
está cuidando disso também, daqui a pouquinho vai Dra. Tatiana ou alguém mais
cuidar desse tipo de assunto também.
É isso que ele
está fazendo hoje no continuar da sua vida tão fantástica pela indústria
farmacêutica do nosso país. Vacina antidrogas, alternativa para auxiliar na
reabilitação de dependentes químicos, tratamento de pacientes com lesão
medular, isso é o que está sendo feito agora.
Então falei
demais, agradeço.
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Permite um aparte?
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - Pois não, deputado Suplicy?
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - COM ASSENTIMENTO DO ORADOR - Caro
deputado Barros Munhoz, eu quero cumprimentá-lo, porque hoje V. Exa. trouxe
aqui uma informação muito relevante a respeito da sua cidade, cidade da qual
foi prefeito e soube perceber quais seriam as melhores formas de melhorar a
qualidade de vida de Itapira, que eu conheci, tive lá um amigo, assim, muito
próximo, que foi colega aqui na Assembleia Legislativa...
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - João Baptista Breda!
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - João Baptista Breda, que é um
médico que também se dedicou a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - Um dos sócios de Ogari de Castro
Pacheco na fundação do Laboratório Cristália, João Baptista Breda, seu amigo!
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Meu amigo.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - Seu grande amigo, deputado.
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Então eu quero agradecer, porque
hoje V. Exa. trouxe aqui a história de um Laboratório Cristália que conseguiu
trazer a melhoria da qualidade de vida e da saúde da população de São Paulo e do
Brasil de forma muito importante.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - Perfeito.
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Então eu quero cumprimentá-lo por
tão bem hoje exercer a sua função como representante do povo aqui, como
deputado estadual pela cidade de Itapira, mas muito honrando a nossa, a esta
Assembleia Legislativa de São Paulo.
Parabéns.
O SR. BARROS MUNHOZ - PSDB - Muito obrigado, Suplicy.
E além do João
Baptista Breda, juntamente com o Dr. Ogari Pacheco, nós tínhamos também o Dr.
Paulo Fernandes e tínhamos também o Dr. João Stevanato. Eram os quatro que
comandavam a criação desse fenômeno, desse fenômeno que se tornou hoje e
enfrenta as grandes empresas multinacionais, empresar farmacêuticas.
E graças a
Deus, esta Casa o homenageou e deu a ele a comenda do mérito de São Paulo, o
mérito da nossa Assembleia Legislativa. Nós temos o orgulho de termos o Dr.
Pacheco como nosso companheiro de batalhas.
Então acho que
falei demais, mas gostaria de dizer que eu achava necessário. Eu ficava vendo
ontem lá na televisão: “Mas o Cristália, o Crisatália, o Cristália, o
Cristália...”.
O que será que
quer o Cristália? O Cristália quer fazer o bem para o Brasil, quer curar
pessoas, que curar gente e quer fazer tudo isso investindo dinheiro próprio
para a saúde do povo brasileiro.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Barros Munhoz
sempre trazendo uma palavra forte aqui na Assembleia Legislativa.
Seguindo a lista de oradores do Grande
Expediente, deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
(Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Sebastião
Santos. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Enio Tatto.
(Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada, V.S.ª tem o
tempo regimental de dez minutos para falar no Grande Expediente.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Uma
excelente tarde, presidente da sessão, deputado Paulo Mansur, todos os
parlamentares, deputados estaduais que nos acompanham aqui em plenário, aqueles
que estão na Casa em comissões, à galeria, aos funcionários da Assembleia
Legislativa, militares e civis, uma excelente tarde.
Eu gostaria de
utilizar esse tempo do Grande Expediente, presidente, para trazer luz, para dar
visibilidade e também para colocar todo o meu apoio e minha solidariedade à
situação que acontece agora no município de Peruíbe.
Na verdade,
depois do Carnaval, desde quinta-feira passada, a cidade de Peruíbe foi
atingida por muita, muita chuva. Para vocês terem uma ideia, quem nos
acompanha, no mês de fevereiro do ano passado, choveu 180 milímetros em
Peruíbe. Somente nesses quatro dias, fazendo uma comparação, choveu 500
milímetros. Não há cidade no Brasil que aguente tamanho volume de água, de
chuvas.
Infelizmente,
surgem aqueles problemas de cheias dos rios, que acabam atingindo os bairros,
principalmente os bairros que são formados nas margens desses rios, desses
riachos, e também acontecem os deslizamentos. Então, a gente está acompanhando
com muita preocupação o trabalho da Prefeitura de Peruíbe.
Eu coloco minha
solidariedade aqui. Já falei com o prefeito Felipe Bernardo, conversei com o
secretário de Segurança e de Defesa Civil, Cristhian Rodrigues, disponibilizei
nossa equipe, disponibilizei inclusive minha frente parlamentar aqui na
Assembleia, que é a Frente Parlamentar pelo Aprimoramento dos Trabalhos da
Defesa Civil.
Posso dizer
aqui em público que estou relativamente contente em saber que a resposta que
está sendo dada à calamidade, ao desastre natural, que é a forte chuva, que a
prefeitura tem que se precaver, tem que criar uma prevenção, porém, ela surge
muitas vezes sem a própria previsão dos equipamentos tecnológicos do homem.
Então, as
autoridades têm que correr para prestar uma resposta adequada ao cidadão que
está ali naquela condição, muitas vezes com água dentro de sua casa, na sua
cama, nos seus móveis, nos seus eletrodomésticos; a vida sua e de sua família
correndo risco.
Eu gostaria de
colocar aqui algumas imagens que podem elucidar um pouco mais a condição que
Peruíbe enfrenta hoje, uma situação onde diversos bairros... Vou falar aqui: o
bairro Maria Amélia, o bairro Nepomuceno, o bairro Veneza e o bairro Escola
Agrícola, todos com pessoas desabrigadas. São 366 pessoas desabrigadas, só que
a prefeitura, desde as primeiras horas, conseguiu se mobilizar.
Essas fotos
aqui mostram muito bem não só a Defesa Civil Municipal, mas o Corpo de
Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, o policiamento local, a Guarda Civil
Municipal, voluntários, o povo se voluntariando com embarcações, com remo, com
bote, como esse senhor que está aparecendo, um voluntário colocando
literalmente a mão na massa, o brasileiro se solidarizando com aquele que
precisa e ajudando ao próximo.
Então, graças a
essa rápida atuação, essa rápida resposta de todo o grupo municipal e estadual,
sob coordenação da Defesa Civil do Estado, foram criados três abrigos e esses
366 desabrigados, agora, desde os primeiros dias, têm um teto, têm alimentação,
têm condição de um banho, têm condição de estarem alojados adequadamente e
dignamente até que retorne a possibilidade de voltarem aos seus lares.
Então, mais uma
vez, para encerrar esse assunto, deixo o meu reconhecimento e o nosso apoio
aqui. Inclusive, acredito que falo até por todos os parlamentares da
Assembleia, que acabam, de alguma maneira, ficando mexidos com esse tipo de
situação, de reconhecer e parabenizar o trabalho do prefeito Felipe Bernardo,
do coronel Araújo Monteiro, da Defesa Civil do Estado, que tem sido uma
gigante.
Inclusive, no
ano passado, no Rio Preto, que é justamente esse rio, principalmente, que enche
em Peruíbe, que vem de Itanhaém e acaba entrando lá pela área de montanha de
Peruíbe, esse Rio Preto recebeu obras de desassoreamento da Defesa Civil, que
ajudaram a combater enchentes, porém, ainda não foram suficientes para evitar,
diante de tanta chuva, diante de tanta água.
E também isso
reforça, senhores e senhoras, aos parlamentares e a todos que nos acompanham e
nos assistem pelo interior de São Paulo, quanto que é importante a gente,
enquanto parlamentares, ajudarmos as Defesas Civis Municipais, indicando
recurso para a aquisição de viatura, para a aquisição de equipamento, indicando
recurso para capacitação desses agentes, porque, quando acontece a crise,
quando tem a ocorrência, todo mundo foge, todo mundo se afasta do perigo e da
crise.
E esses agentes
públicos da Defesa Civil, da Guarda, os policiais, são aqueles que vão ao
encontro do perigo, se colocam em condição até de risco, entram na água, ficam
madrugada adentro, em local ainda com forte chuva, com deslizamento de terra,
procurando ali dar uma resposta e salvaguardar o cidadão de bem, que precisa de
um alívio, precisa de um socorro.
Então, como
parlamentar, eu sempre estimulo muito, faço a minha lição de casa, quando a
gente tem oportunidade de indicar recurso, de emendas, coloco boa parte das
minhas emendas para Defesas Civis Municipais.
E aproveito o
espaço para solicitar e sugerir aos demais parlamentares, cada um na sua base
de trabalho, na sua região, mas a ajudarem a Defesa Civil Municipal, porque são
pessoas dignas, trabalhadoras e que, nesse momento aí, são aqueles que colocam
a mão na massa para ajudar o cidadão de bem.
Nos minutos que
me restam, presidente, eu quero dizer que, como parlamentar, policial militar,
hoje deputado estadual, tenho acompanhado, tenho trabalhado constantemente
sobre a questão da Segurança Pública, tanto com foco no cidadão de bem, aquele
cidadão que precisa do trabalho policial, precisa de uma instituição forte, bem
equipada, bem treinada, atuante, com efetivo.
E também tenho
trabalhado muito para a questão do ambiente interno, para a questão do público
interno, das polícias, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia
Técnico-Científica, agentes da Fundação Casa e Guardas Civis Municipais.
Digo isso
porque tenho acompanhado toda a movimentação que tem acontecido. Eu inclusive
fiz diversas reuniões pessoalmente, não só com outros parlamentares policiais -
aqui está o deputado Conte Lopes, o deputado Major Mecca. Temos nos reunido e
conversado muito.
Reuni com a
Secretaria de Segurança Pública há poucos dias, tanto com o secretário Dr.
Nico, quanto com o secretário-executivo, coronel Henguel. Falamos a respeito
das demandas represadas que ainda permanecem para a Segurança Pública aqui em
São Paulo.
Tive a
oportunidade de conversar inclusive com o governador Tarcísio agora,
quinta-feira, estivemos em agendas lá no município de Itapecerica da Serra, o
dia todo em agendas junto com a Sabesp. Tive a oportunidade de abordar o
assunto, e o recado que eu quero trazer aqui é o seguinte a todos, a esse
público interno, a todos os policiais: vamos confiar, pessoal.
Eu tenho
trabalhado junto ao governo Tarcísio nesses últimos três anos, tenho sido base,
assim como toda bancada de Segurança Pública, temos dado base ao governo de São
Paulo para que fossem colocadas e fossem viabilizadas diversas iniciativas,
inclusive iniciativas dentro da Segurança Pública.
Foi o reajuste
lá em 2023, muito significativo, foi um reajuste em 2025 que foi para todo o
funcionalismo público. Teve outras providências como Habitação Segura, que a
gente aprovou e o governador sancionou e tem agora as cartas de crédito para
saírem.
No começo de
janeiro agora a gente aprovou o fim do desconto de imposto de renda para os
policiais penais que realizam a Dejep, projeto de minha autoria. Então são
diversos projetos que são encaminhados aos poucos para melhorar a qualidade de
vida, a condição de trabalho, a dignidade, e que buscam a valorização real do
efetivo policial.
Então, nós
temos aí um ano pela frente, um ano de campanha, um ano eleitoral. Claro que
tem prazos legais eleitorais para as coisas acontecerem, mas pelo que eu estou
conversando, pelo que eu estou tratando, um trabalho sério, um trabalho de
resultado, não um trabalho de ficar jogando para a galera, só ficar fazendo
politicagem.
A gente aqui
trabalha de uma maneira séria, de reunir com quem tem a capacidade de decisão,
que é a Secretaria de Segurança, reunir com quem tem a caneta na mão, que é o
governador, levar a real necessidade de o policial ir buscar um resultado,
buscar uma solução.
A gente tem que
alcançar, eu não tenho dúvida e tenho certeza de que todos os policiais podem
aguardar, porque será dada continuidade. Eu tenho esse feedback da Secretaria
de Segurança e do governador.
Será, sim, dada
continuidade ao projeto de valorização, tanto liberação das cartas de crédito
quanto reajuste para os policiais militares, que nós já cobramos aqui, já
trouxemos na tribuna, continuamos de maneira veemente toda a bancada da
Segurança, cobrando do governo esse compromisso, que foi feito pelo próprio
governo.
Tenho certeza
de que sairá o pagamento do bônus. E outras demandas mais que estão sendo
preparadas, que eu tenho informação. Está sendo preparado um pacote para se
apresentar para a Segurança Pública dentro em breve.
Tenho certeza
absoluta de que o projeto de valorização, fomentado pelos deputados estaduais
que verdadeiramente lutam pela Segurança Pública sem politicagem, sem mentira,
mas lutam de verdade, pelos homens que estão se arriscando, pelas mulheres que
estão lá colocando sua vida em risco na rua...
Tenho certeza
de que o governo dará essa resposta e o gesto será no sentido de ter
continuidade à valorização, que não acaba agora em 2026. Vem 2027, vem 2028,
vem 2029, a gente tem que sempre buscar aumentos reais, valorizações reais para
o nosso efetivo.
Obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Deputado
Telhada, se puder assumir aqui a Presidência... Obrigado.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Capitão
Telhada.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Assumindo a
Presidência da sessão, dando continuidade à lista de oradores do Grande
Expediente, convido a deputada Prof.ª Camila Godoi para fazer uso da palavra.
(Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) E com a palavra no Grande Expediente
o deputado Paulo Mansur, tempo regimental de dez minutos.
O
SR. PAULO MANSUR - PL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos, boa tarde ao presidente Telhada.
Falam que acabou o bolsonarismo, saiu uma matéria “O bolsonarismo acabou”, mas
o PL foi o partido que mais ganhou em rede social em 2025, mais seguidores do
que todos os partidos do Brasil. E quando o presidente Bolsonaro migrou para o
PSL em 2018, o PSL tinha cinco deputados federais e passou a ter 52 deputados
federais.
Em 2022, o PL
passou a ter 99 deputados federais e 14 senadores, com a força do bolsonarismo.
E isso não vai acabar. Isso vai se multiplicar, isso vai melhorar. Com a vinda
do Flávio, com a experiência que ele tem, com todos os processos que
aconteceram, com a perda, em 2022, do seu pai, que foi um aprendizado, absoluta
certeza de que a gente vai aumentar a bancada de deputados federais, estaduais
e senadores no nosso Brasil.
Por quê? Porque
estamos vivendo um desgoverno. O presidente Bolsonaro, quando estava na
Presidência, ele abaixou em 700 itens impostos no Brasil. E a gente recebeu uma
notícia hoje na “Folha de S. Paulo” de que o governo Lula aumentou em 1.200
itens em impostos no Brasil.
Hoje a gente
tem 60 mil pessoas negativadas no Brasil, recorde de pessoas negativadas.
Sessenta milhões! Boa, 60 milhões, 60 mil, não, 60 milhões. Então é isso que
temos deste desgoverno. Saiu uma notícia ontem, também, que o Lula gastou 1
bilhão e 400 milhões de reais no seu cartão corporativo da Presidência da
República.
Eu quero saber
dos petistas aqui, eu quero que vocês peguem esse microfone e falem, que conta
é essa? Que conta é essa? Um bilhão e 400 milhões de reais nesses três anos de
governo do Lula, no cartão presidencial.
O presidente
Bolsonaro, ele gastou 27 milhões de reais em quatro anos, no cartão
presidencial. E ele foi atacado pela grande mídia. Só que o Lula é tão cara de
pau, que ele colocou 100 anos de sigilo. Nem eu, nem você, Conte Lopes, nem os
nossos filhos vão ver o estrago que o Lula fez nesse País. Então esse é o
desgoverno do Lula. Isso facilita,
facilita a vitória de Flávio Bolsonaro.
Pelo que a
gente vê, o crescimento do Flávio, e tudo o que aconteceu agora no Carnaval,
que foi uma vergonha nacional, uma vergonha mundial, porque o mundo vê o
Carnaval, fica de olho aqui no Brasil, e investimos dinheiro público num ano
eleitoral para uma escola de samba, exaltar o presidente da República e
escrachar o presidente Bolsonaro, com dinheiro público.
Só que o Lula,
ele é tão malandro, ele é tão malandro que eu acho que ele pediu para rebaixar
a escola de samba para não dar ruim para ele, para não dar ruim para ele no
TSE. Porque é tanta maracutaia, é tanto jogo político, é tanto interesse que
eles compram, o PT, que ele deve ter jogado essa: olha, rebaixa a escola de
samba para todo mundo começar a tirar sarro da escola de samba, que rebaixou, e
tirar o foco do Lula, tira o foco dele, porque o cara desceu na avenida.
Ele foi tão
cara de pau, Lula, que ele desceu na avenida, foi lá abraçar ainda a escola de
samba que ganhou dinheiro público, com o dinheiro dos nossos impostos, para
homenagear ele num ano eleitoral, num ano eleitoral. E aí a gente vê todos os
ministros do STF caladinho, tudo caladinho. Só a Carmen Lúcia, a Carmen Lúcia
deu um recadinho, deu um recado, mas não vai acontecer.
Agora, quando o
presidente Bolsonaro reúne autoridades de outros países para conversar, ele não
pode ser candidato. No 7 de setembro, onde milhares de pessoas foram para a
frente do Palácio do Planalto, que tinha milhões de brasileiros lá de verde e
amarelo, colocam como ele não pode ser mais candidato, porque milhões de
pessoas foram lá, na frente do Planalto, em ano eleitoral. Aí ele se torna
inelegível.
Agora, o Lula
pode tudo. Não, o Lula pode tudo. Ele pode ser exaltado no Carnaval, ele pode
tudo. Inclusive, maus investimentos ele tem feito no nosso País. Saiu a notícia
da Tatiana também, que é uma médica, que descobriu como paraplégicos podem
voltar a andar, e o Governo Federal não investiu nela, ela teve que tirar o
dinheiro do próprio bolso para pagar as pesquisas.
É uma vergonha
esse País no comando do Lula, é uma vergonha. Estamos passando vergonha
mundialmente. Espero que Flávio Bolsonaro assuma a Presidência em 2026, para a
gente colocar em ordem o Brasil, que a gente volte a abaixar os impostos, que o
PIB volte a acelerar no nosso Brasil, que a gente tenha 23, 22 ministérios, em
vez de 39 ministérios, que a gente tenha um presidente que respeite o dinheiro
público, ficando em hotel que eu e você, que é brasileiro, fica, que custa 400,
300, 500, 1000 reais, que era no que o presidente Bolsonaro ficava, não em
hotel de 150 mil reais a diária em que o Lula tem que ficar.
Eu não sei se
ele usa uma cueca melhor ou se ele precisa estar num vaso sanitário de ouro,
porque o Lula paga 100 mil reais para ficar uma diária no hotel. Com o dinheiro
dos nossos impostos, porque se é o dinheiro dele, se é o dinheiro do bolso
dele, ele não coloca, mas como é o dinheiro nosso, ele investe dessa maneira.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CAPITÃO TELHADA - PP - Muito
obrigado, deputado Paulo Mansur. Dando continuidade à lista de oradores, chamo
para fazer uso da palavra o deputado Jorge Wilson. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Gil Diniz
Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez.
(Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.)
Deputado Danilo Campetti, para fazer
uso da palavra pelo tempo regimental de 10 minutos.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, Sr. Presidente.
Desejar uma boa tarde a todos, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, aqueles que nos acompanham pela Rede Alesp, servidores da
Casa, assessorias, meus irmãos policiais militares, policiais civis, policiais
penais.
Senhoras e
senhores, primeiro, Sr. Presidente, deputado Capitão Telhada, meu amigo, é uma
honra ser aqui presidido por Vossa Excelência. Primeiro eu gostaria de fazer um
pedido, uma solicitação, independentemente das crenças de cada um, da religião,
mas nós temos um amigo hoje, que é o Machado, que é um servidor da Casa. Ele
está internado no hospital, está entubado com uma fibrose pulmonar, então eu
peço a todos as orações.
Quero desejar
aqui, viu, Wagner, sei que é o parceiro dele, que sempre está aí no audiovisual
para a gente, o pronto restabelecimento, que Deus abençoe muito a recuperação.
Com certeza em breve teremos ele de volta aqui. Dizer, colocar à disposição da
família todo o nosso gabinete, acredito toda a Assembleia. Estamos orando aqui
para que o nosso amigo Machado retorne o mais breve possível.
Sr. Presidente,
eu volto aqui à tribuna, em primeiro lugar, para nós denunciarmos o escárnio, a
coisa mais abjeta que aconteceu no último Carnaval no Rio de Janeiro. Uma
escola de samba, Sr. Presidente, aos moldes da Coreia do Norte, aos moldes de
Venezuela, aos moldes de Cuba, enalteceu a figura do atual presidente, com
dinheiro público. Mas a resposta veio a cavalo, a escola Acadêmicos de Niterói
mal acabou de subir e já foi rebaixada.
O escárnio,
porque não bastasse a questão da propaganda política partidária antecipada - e
eu vou entrar nesse ponto depois - se dispôs a atacar a população brasileira, a
atacar as famílias, a atacar o agronegócio, a atacar uma parcela da população,
a maior parcela da população que é conservadora no nosso país. Um verdadeiro
absurdo.
Existe um
ditado, Sr. Presidente, que diz, eu nunca diria isso, mas dizem que puxam o
saco para não puxar carroça. Mas ali, além de puxar aquelas carroças, que eram
aqueles carros alegóricos de péssima qualidade, puxaram o saco, e não rendeu
nada. Uma coisa totalmente sem nexo, um absurdo homenagear, no ano de eleição,
um candidato a presidente da República.
Mas, como eu
disse, a resposta vem a cavalo: a escola foi rebaixada. Inclusive, se
considerarmos a atual gestão do IBGE - pode colocar aí, Wagner -, o Sr.
Marcinho Pokemon, o Márcio Pochmann, e a Sra. Dilma resolvem o problema, né. Na
concepção deles, a escola não foi rebaixada; é só virar a classificação de
cabeça para baixo, que ela fica como primeira. É, foi o que fizeram com o mapa
do mundo tempos atrás.
Aliás, IBGE
sobre o qual eu, dias atrás, fiz uma manifestação aqui, elencando os absurdos
que estão acontecendo lá. Se os servidores não apresentam o número que esse
senhor quer, ele simplesmente exonera. É o aparelhamento das instituições do
nosso Estado, um Estado patrimonialista; as instituições estão sendo capturadas
para servir aos interesses pessoais daqueles que governam.
Mas eu quero
entrar no cerne da questão, que é a propaganda político-partidária. E o foco
está nisso daí: “a propaganda antecipada, ah porque foi propaganda antecipada”.
Tudo bem, está totalmente estabelecida e configurada a propaganda antecipada.
Mas não apenas
isso, porque percebam, observem: a estratégia de se colocar o foco na
propaganda política antecipada tem como consequência apenas uma multa de 25 mil
reais. A coisa é mais além: assim, um abuso de poder econômico; assim, um abuso
de poder político. Nós não podemos fechar os olhos para isso, porque nesses
dois casos a inelegibilidade é por oito anos.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Oseias de Madureira.
* * *
Há quem diga
que ele até quer, que o Sr. Lula da Silva, deputado Conte Lopes, até quer, para
ter uma saída honrosa. Porque aí não precisaria perder para o senador Flávio
Bolsonaro, que já, inclusive, o passou nas pesquisas e, com certeza, é um
player muito competitivo. E nós vamos trabalhar aqui para que ele tenha êxito.
Mas a gente não pode mudar o foco, a gente não pode ficar só em propaganda
antecipada.
Um governo que
se apropriou do Brasil para elevar os gastos, um governo que elevou a dívida
pública para dez trilhões. Nós pagamos um trilhão de reais por ano, apenas em
serviços da dívida, juros. Só de juros, Sr. Presidente, vai um trilhão. Para um
governo que teve uma das maiores arrecadações, agora quase três trilhões, só em
2025.
Um governo que
gasta 1.7 bilhão em diárias e passagens, e que não traz investimento nenhum
para o País. Um governo que mantém, na base do assistencialismo, 95 milhões de
brasileiros; desses, 50 milhões só no “Bolsa Família”.
Hoje, em três
estados do País, já tem mais gente no “Bolsa Família” do que com carteira
assinada. Aonde nós vamos chegar? Aonde esse absurdo vai parar? Esse absurdo
vai parar que em 2027 nós não teremos um real para investimento neste país.
Todo o nosso
orçamento será consumido com a dívida, com pagamento dessa máquina gigantesca
que os nossos impostos suportam, que os cinco meses que o senhor e a senhora
que estão assistindo aqui, os cinco meses que vocês trabalham, é só para pagar
imposto. Dos 12 meses do ano, cinco meses são só para pagar imposto.
Aonde nós vamos
parar? Um governo que a cada 37 dias aumentou ou criou novo imposto. Isso tem
matéria de 2025. Mas eu estou convicto, Sr. Presidente, de que essa tragédia
acaba em 2027. Foram quatro anos difíceis de passarem, mas em 2027 isso terá um
fim. Esse fim, esse rebaixamento do Sr. Lula da Silva vai ser dado nas urnas em
outubro.
Essa é a nossa
convicção, porque senão o País, assim como as mais de oito milhões de empresas
que estão indo à falência, o País em 2027 vai à falência. É o que eu tinha a
dizer, Sr. Presidente, fiquem todos com Deus.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Muito obrigado,
nobre deputado Danilo Campetti.
Próximo orador inscrito, deputado Luiz
Fernando Ferreira. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado Itamar
Borges. (Pausa.) Deputado Rafael Saraiva. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Querida deputada Marina Helou,
tem a palavra pelo tempo regimental remanescente do Grande Expediente.
A SRA. MARINA HELOU - REDE - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, presidente. É um
prazer poder estar aqui falando com todos. Cumprimento os servidores da Casa,
deputadas e deputados, e todos que nos acompanham pela TV Alesp.
Eu quero
começar a minha fala parabenizando e congratulando o Comitê de Ética desta
Casa, que hoje arquivou um pedido completamente absurdo contra a deputada
Monica e a deputada Paula da bancada ativista, ambas do PSOL, que tiveram que
se defender de uma causação absolutamente machista.
A Comissão de
Ética hoje arquivou esses casos, colocando realmente um ponto final nessa
perseguição machista de duas deputadas combativas que fazem um trabalho
importante nesta Casa. Deixo aqui os meus parabéns a todos os deputados e
deputadas que compõem a Comissão de Ética e entenderam o absurdo dessa denúncia
e arquivaram esse pedido.
Dizer também
que a Andréa e a Débora da Fundato Bauru estiveram hoje aqui na Assembleia
junto com a gente, e fazem um trabalho lindo de família acolhedora. Eu sou
membro do Observatório da Orfandade e tenho certeza de que o público mais
negligenciado, que o público mais invisibilizado, que o público mais vulnerável
do nosso estado são as crianças em situação de orfandade, são as crianças que precisam
passar por um processo de acolhimento.
A gente precisa
trabalhar muito para avançar as políticas públicas de suporte a essas famílias
e essas crianças. O programa “Família Acolhedora” é um programa muito lindo que
cria a possibilidade de cuidado individualizado para essas crianças, e a
Fundato faz esse trabalho hoje com 30 crianças na cidade de Bauru.
A gente
acompanha diversos trabalhos do nosso estado em relação ao cuidado com as
crianças, e eu quero deixar o meu parabéns para a Andréa, para a Débora, para
toda a equipe da Fundato e para todas as equipes de trabalho de família
acolhedora no estado, na certeza de que a gente precisa colocar as crianças
como a nossa prioridade absoluta, que as crianças em situação de orfandade, as
crianças em situação de acolhimento têm que ser a nossa prioridade.
Continuo
trazendo um ponto que já foi falado hoje na tribuna, presidente, que é em
relação às fortes chuvas no litoral. Novamente subo nesta tribuna para deixar
toda a minha solidariedade à população que mora no litoral, por estarem vivendo
as fortes chuvas, que sofrem... E neste momento, sofrem mais no Litoral Sul, na
cidade de Peruíbe e Mongaguá, e no Litoral Norte, na cidade de Ubatuba, de novo
deslocando pessoas das suas casas.
Reitero, sim,
como foi dito nesta tribuna, a celebração do trabalho da Defesa Civil que deu o
alerta antecipado, que estava presente, que conseguiu colocar de pé um plano de
acolhimento a essas famílias. A Defesa Civil vem fazendo um trabalho muito bom
e importante no estado de São Paulo e precisa continuar em conjunto com os
municípios.
Mas não dá mais
para a gente continuar negando as consequências do aquecimento global. Não dá
mais para a gente continuar negando a crise climática que a gente vive. Não dá
mais para achar que isso são chuvas que aconteceram esse ano. É uma realidade o
que a gente está vivendo. A crise climática e o aquecimento global são reais, e
essas chuvas vão continuar acontecendo com cada vez mais impacto.
Então as
cidades precisam urgentemente aprovar e desenhar os seus planos de adaptação às
mudanças climáticas, que são uma realidade, para que isso não aconteça mais,
para que essas pessoas não percam suas casas, não sejam pegas de surpresa, não
morem em áreas de risco, não fiquem sem saber o que fazer em um momento de
emergência.
E mais do que
isso, meus caros deputados que aqui estão, que subiram aqui para se solidarizar
com Peruíbe, com outras cidades, que parabenizam a Defesa Civil, precisam se
comprometer neste momento em combater as mudanças climáticas para que isso não
aconteça mais.
A gente não
pode mais, que nem a gente já fez nesta Assembleia, aprovar um projeto de lei
que dá isenção para carros, mas não dá isenção para carros elétricos. A
transição energética é uma prioridade se a gente quer combater as mudanças
climáticas. A gente precisa pautar, de fato, o aquecimento global.
A gente precisa
pautar, de fato, políticas públicas de transição energética como uma
prioridade. E entender que as mudanças climáticas já são uma realidade e a
adaptação climática precisa acontecer como política pública, precisa ter plano
nas cidades, precisa garantir que as pessoas que mais precisam sejam
priorizadas.
Quando os
desastres climáticos acontecem, a gente precisa cuidar das pessoas. E prevenir
é a melhor forma de colocar as pessoas e as suas vidas no centro de uma
política pública responsável.
Ainda nesse
tema, e trazendo um pouco mais do que a gente vem colocando aqui no estado de
São Paulo, queria falar de um tema muito triste, que mais uma vez me faz subir
nesta tribuna, que é a onda de feminicídios.
Aqui, deputado
Conte, que sabe que a Segurança Pública é um problema grave no Brasil como um
todo e aqui no estado de São Paulo também, a gente sabe que o feminicídio é uma
das piores frentes.
De todos os
crimes que a gente conseguiu reduzir, que a gente conseguiu ter um plano, o
feminicídio só cresce no Brasil, e no estado de São Paulo não é diferente. Os
números são alarmantes e a gente não teve nenhuma resposta concreta de um
projeto para reduzir o feminicídio no estado de São Paulo nos últimos anos. E é
por isso que a gente tem um aumento tão grave desse crime.
Mas esse é um
problema que precisa ir além, a gente precisa pensar em soluções que impeçam o
que aconteceu, infelizmente, com a jovem Vitória. Quero trazer esse caso que
aconteceu - vou pegar aqui a cidade para não falar o nome da cidade errado -, a
cidade de Itapecerica da Serra, o assassinato da Vitória Pedroso. A Vitória
tinha apenas 20 anos.
Em janeiro, ela
já tinha protocolado um boletim de ocorrência e falado que estava em situação
de ameaça pelo seu ex-companheiro, que estava sendo agredida pelo seu
ex-companheiro. Ela conseguiu uma medida protetiva que falava que tinha que
estar afastada desse companheiro, porque estava sendo ameaçada.
Nosso sistema não
garante uma proteção, por mais que ela tenha uma medida protetiva, foi
assassinada em sua casa recentemente. Ela perdeu a sua vida e já tinha avisado
que estava sendo ameaçada.
Nós precisamos
tratar homens agressores como criminosos, ameaças têm que ser crimes, eles têm
que ser impedidos de ter a sua liberdade colocada como prioridade versus a vida
dessa mulher.
A vida da
mulher tem que valer mais, a vida da pessoa que está avisando, que está
sofrendo ameaças, que está denunciando que está em risco de vida precisa ser
priorizada e a gente não pode mais ser conivente com assassinatos como este,
com essa onda de feminicídio, com a violência contra a mulher.
E aqui eu nem
preciso dizer o absurdo que é um juiz dar a possibilidade de um homem de 32
anos estar casado com uma menina de 12 anos. Isso é absolutamente escancarar o
descaso com a vida das mulheres e com a vida das meninas, colocando-as como
objetos sexuais possíveis para todos os homens e pedófilos deste país.
É um absurdo o
que aconteceu e a gente precisa garantir que, não, crianças de 12 anos não
consensuam. Não existe casamento com menores de 14 anos, não existe relação
consensual de maiores com menores de 14 anos. São crianças, são meninas que têm
que ter a sua vida protegida.
Esse caso é só
mais um dos absurdos que a gente precisa garantir que o Judiciário não continue
cometendo, que entenda que existe Constituição Federal, que coloca as nossas
crianças como prioridade absoluta e que já existem inúmeras decisões que
mostram que isso é absolutamente ilegal e tem que ser combatido.
Terminando aqui
a minha fala. Ainda tenho 28 segundos. Eu não quero deixar de falar sobre dois
pontos bem rápidos. Um sobre a importância da instalação da CPI do Banco Máster
para o Congresso Nacional. Não dá mais para o Congresso Nacional continuar de
costas para a população brasileira, indo ao contrário dos interesses do público
e se protegendo e protegendo políticos corruptos que estão enrolados nesse
caso. A gente está aqui fazendo o nosso ponto, porque é importante a gente
investigar todos até o final.
E celebrar as
mulheres da Ciência. Ontem, presidente, a gente teve primeiro um “Roda Viva”,
que é um programa de entrevistas, com a cientista Tatiana Sampaio, que veio
fazendo uma revolução na ciência no Brasil, para celebrar as mulheres na
ciência e celebrar que a gente tenha cada vez mais “Tatianas Sampaios”
inspirando as meninas por aí.
Obrigada,
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Muito
obrigado, nobre deputada. Eu declaro encerrado por tempo regimental o Grande
Expediente.
O
SR. CONTE LOPES - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - O nobre
deputado tem o tempo regimental de dois minutos. A palavra está com o senhor.
Por favor, fique à vontade.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Eu, acompanhando as
colocações da nobre deputada, queria colocar o seguinte: o problema é que não
há punição do Brasil. Essa é a grande verdade. A deputada Marina Helou não
colocava. Não existe punição. Nós precisamos ter o quê? Aquele que mata
mulheres sabe que vai matar. A pena de morte para ele, prisão perpétua. Porque
se não houver nada disso, é só conversa mole. O cara fica um ano na cadeia,
dois, e vai embora.
Nós temos exemplo dentro desta Casa,
Sr. Presidente, do nosso amigo Nakashima. A Mércia Nakashima, irmã do Márcio
Nakashima. Ele veio me procurar na Assembleia quando a irmã dele sumiu. Estava
acompanhado de um advogado que era ex-PM, que era namorado dela. E sumiu. Foi
almoçar na casa dos pais e não conseguiu voltar para casa.
Foi uma dificuldade para encontrar
aquela menina. O policial e advogado ia para a televisão dizendo que não tinha
nada daquilo, que ele era inocente. Era uma maravilha, não devia nada para
ninguém, o tal de Mizael.
Conclusão: nós trabalhamos, e muito,
até junto com o apoio do Delegado Olim, para encontrar o cadáver da menina
dentro de uma represa. Ela foi baleada e jogada dentro da represa, com carro e
tudo. E foi apurado e foi comprovado. Sabe onde está Mizael? Está de gravata,
advogando. E além do mais: processando criminalmente o Márcio Nakashima,
deputado, porque falou dele aqui desta tribuna. Então o Brasil é uma piada. É
uma brincadeira. Não se pune ninguém. Só se fala naquela hora e depois acabou.
É um exemplo que a própria deputada
Marina Helou falou, do desembargador que parece estar sendo acusado também de
estupro. Absolve um cara que está tendo relação sexual com uma menina de 12
anos, que está na lei que não pode.
Então, enquanto não houver pena de
morte... Se não quiser pena de morte, pelo menos prisão perpétua, para o cara
sentir o peso da lei. Agora, falar que a medida é que ele não pode ver a
mulher, ele vai e mata a mulher, e não acontece nada. Ou fica um ano, dois,
preso, e vai para a rua.
Obrigado, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Belíssimas
palavras, nobre deputado.
O
SR. CONTE LOPES - PL - Agradeço. Só para
solicitar o levantamento da sessão até 16 horas e 30 minutos. O levantamento da
sessão, por gentileza.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PSD - Havendo o
acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje. Lembrando-os, ainda, da sessão
extraordinária a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 16 horas e 03
minutos.
*
* *