
27 DE MAIO DE 2026
68ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, EDNA MACEDO, MAJOR MECCA, REIS, EDUARDO SUPLICY e MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h05min.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - EDNA MACEDO
Assume a Presidência.
4 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
8 - PAULO FIORILO
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência. Cumprimenta os alunos e os professores do Colégio Augusto Ruschi, de Guarulhos, presentes nas galerias.
10 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - REIS
Assume a Presidência.
13 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
14 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
15 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
GRANDE EXPEDIENTE
16 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
17 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Assume a Presidência.
19 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
20 - CARLOS GIANNAZI
Pelo Art. 82, faz pronunciamento.
21 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
22 - PRESIDENTE MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 28/05, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 15h39min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos do Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Itamar Borges.
(Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Rômulo
Fernandes. (Pausa.) Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Ediane Maria. (Pausa.) Márcia
Lia. (Pausa.) Caio França. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Thiago Auricchio.
(Pausa.) Marina Helou. (Pausa.) Thainara Faria. (Pausa.) André Bueno. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Reis, que fará
uso regimental da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Mesmo eu ficando na lista em 14º lugar, mesmo assim sou
o primeiro, é isso? Queria ser o último, mas não tem jeito.
Cumprimentar o
deputado Carlos Giannazi, deputado Suplicy, deputada Edna Macedo. Cumprimentar
o público presente, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da
Polícia Penal, da Polícia Técnico-Cientifica e também cumprimentar todos
aqueles e aquelas que nos acompanham pela Rede Alesp.
Presidente,
deputado Carlos Giannazi, vamos falar um pouquinho. Tenho que falar depois
sobre o Vorcaro, mas antes quero falar sobre a Segurança Pública, os fatos que
vêm acontecendo em Pinheiros. Há muito que tenho dito aqui que nós teríamos um
grande apagão na Segurança Pública no estado de São Paulo.
Por que eu
disse isso? Por que teríamos esse grande apagão? Porque o imperador, o
governador Tarcísio de Freitas, não fez a sua lição de casa, não fez concursos
públicos para contratar mais policiais. Tanto no que se refere à Polícia
Militar, à Polícia Civil, à Polícia Penal, todas têm defasagem numérica de
profissionais de Segurança Pública.
Obviamente tem
que se fazer mais com menos, e essa conta não fecha. Mesmo com Dejem, com
Delegada, a resposta não está aparecendo. E o governador sabe os bairros que
mais têm acontecido crimes, delitos, roubos, furtos, porque as estatísticas não
mentem, não tem como negar aquilo que acontece no dia a dia.
Mesmo sabedor,
ele fica ali pagando de gatinho naquele Palácio do Governo, dormindo em berço
esplêndido e não toma atitudes. Porque se pressupõe que o governador, quando
toma conhecimento de um fato, chame os seus assessores, os seus secretários,
faça as determinações, mas não é o que se vê do governo aí.
Ele é muito preocupado
com a questão do seu candidato a presidente da República, que foi lá, que foi
pedir dinheiro outro dia para o Vorcaro para fazer um filme, o "Dark
Horse", mas não se preocupa com o que está acontecendo em São Paulo.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Edna Macedo.
* * *
Então, olha só,
quantos crimes aconteceram em Pinheiros no primeiro bimestre. O ranking dos
cinco bairros da Capital com o maior número de roubos e furtos de celulares:
Pinheiros, 2.303 casos, o equivalente a 39 casos por dia. Depois vem um bairro
que está do lado de Pinheiros, que é Perdizes, 1.880 casos.
Depois vem a
Sé, com 1.846 casos. Consolação, que também está próximo de Pinheiros, com
1.781 casos, e Campos Elísios, 1.656 casos. Isso no primeiro bimestre. Já no
ano passado, também o bairro de Pinheiros ocupou o primeiro lugar, não é?
Então isso...
Há muito que a gente vem falando e o governo, parece que não é com ele, porque
não acontece nada, não tem um plano de trabalho para reduzir isso. Olha, se ele
está vendo que aquela região, os delitos estão aumentando, que está versando em
primeiro lugar, eu tenho que ter um plano de trabalho para reduzir isso e isso,
a gente não vê essa atitude do governador de plantão.
E nós tivemos,
hoje, de madrugada, um jovem de 24 anos baleado com três tiros em assalto onde?
Pinheiros, zona Oeste de São Paulo. Então esse medo que a população tem. E
inclusive, a CBN estava noticiando que a rua Joaquim Antunes, em Pinheiros
também, já é considerada a “rua do medo”, as pessoas têm medo de circular na
rua Joaquim Antunes. Então, as pessoas estão mudando seus hábitos, estão
deixando de sair com alianças, estão mudando o roteiro, mudando o itinerário
por conta dos roubos, dos assaltos.
E o que diz a
pesquisa, a pesquisa da Quaest para esse ano, o maior problema de São Paulo?
Segurança Pública. O maior problema de São Paulo, que depois de quatro anos
praticamente - o governador que aí está, está no quarto ano de seu mandato -,
por todas as promessas que ele fez, ele não conseguiu mudar este cenário. Então
80% da população de São Paulo tem medo de morrer em assalto. E hoje a gente vê
esse jovem de 24 anos, lá em Pinheiros, sendo vítima de tentativa de homicídio.
Então é para
deixar registrado aqui, cobrar ao governador que ele acorde do seu pesado sono e
faça alguma coisa, deixe, pare de dormir, pare de dormir! Faça alguma coisa.
Não dá para a gente abrir os jornais e só ver acontecer roubos, furtos,
tentativa de homicídio, latrocínio. “Ah, não, porque está reduzindo a
criminalidade.” Reduz a criminalidade porque, muitas vezes, as pessoas nem
sequer registram as suas ocorrências.
Mas a pesquisa
não mente, a pesquisa está dizendo o maior problema de São Paulo: Segurança
Pública. O governo precisa recompor efetivo, precisa fazer concurso, contratar,
valorizar os policiais e estruturar as delegacias, como nós mostramos ontem, a
delegacia de Cravinhos, que até o Ministério Público foi lá e determinou seu
fechamento.
E hoje eu
recebi várias denúncias de delegacias no interior - inclusive até de Lins, que
eu vou passar em um outro momento aqui oportuno - de delegacias sucateadas,
destruídas. A grande marca desse governo, a grande marca desse governo, o
sucateamento da Segurança Pública.
Muito obrigado, Sra. Presidente.
A
SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS -
Dando continuidade à lista de oradores inscritos, com a palavra o deputado
Donato. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado
Rui Alves. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Maria Lucia
Amary. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli.
(Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.) Nobre deputado Eduardo Suplicy.
Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Prezada presidenta, deputada Edna Macedo, Srs.
Deputados e Sras. Deputadas, gostaria, em primeiro lugar, de aqui falar a
respeito do Memorial da América Latina, do Palacete Franco de Mello e a Casa de
Retortas.
Venho
manifestar preocupação com a inclusão da Fundação Memorial da América Latina,
do Palacete Franco de Mello e da Casa das Retortas no Programa Estadual de
Parcerias e Investimentos, o PPI SP, por meio da resolução SPI 062, de 14 de
maio de 2026.
A imprensa, em
especial a matéria publicada pela “Folha de S. Paulo”, trouxe informações
graves sobre o caso. Segundo noticiado, a própria direção do Memorial da
América Latina teria recebido a notícia com perplexidade, afirmando que não foi
previamente chamado ao diálogo sobre a inclusão da fundação nos estudos de
concessão.
Não estamos
falando de uma decisão meramente administrativa. Estamos falando de
equipamentos públicos de enorme relevância histórica, cultural, arquitetônica,
social e simbólica para São Paulo e para o Brasil. O Memorial da América Latina
não é apenas um espaço de eventos, é uma fundação pública.
Idealizada por
Darcy Ribeiro, inaugurada em 1989, com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer,
criada para ser um centro de integração cultural, científica, política e social
dos povos latino-americanos, ali se desenvolvem atividades culturais,
acadêmicas e educativas, exposições, seminários, publicações, ações de
pesquisa, biblioteca especializada, iniciativa voltada à aproximação entre o
Brasil e os países da América Latina.
Reduzir uma
instituição dessa natureza à condição de ativo a ser concedido ou explorado
economicamente é um equívoco grave. O mesmo vale para o Palacete Franco de
Mello, na Av. Paulista, bem de grande valor histórico e arquitetônico, e para a
Casa das Retortas, importante remanescente da arqueologia industrial paulista,
situado na região central da cidade.
São patrimônios
que carregam memória urbana, social e cultural e que devem ser preservados com
responsabilidade pública. É evidente que todos nós queremos equipamentos
culturais bem cuidados, vivos, acessíveis e com manutenção adequada. Mas isso
não pode ser feito sem transparência, sem estudos públicos, sem audiência, sem
consulta aos órgãos de patrimônio, sem escuta das instituições diretamente
envolvidas.
Por essa razão,
pedi coautoria do Projeto de decreto legislativo nº 16, de 2026, protocolado
pelo deputado Maurici. O PDL pede a sustação dos defeitos da resolução no SPI
62/26, justamente para impedir que a inclusão do Memorial da América Latina, do
Palacete Franco de Mello e da Casa das Retortas no PPI SP avance sem o devido
debate público, sem garantias de preservação e sem respeito à finalidade
cultural desses equipamentos.
Também
protocolei um requerimento de informações ao governo do estado, para que sejam
encaminhados a esta Assembleia todos os estudos, pareceres, atas, notas
técnicas, manifestações administrativas que embasaram essa decisão. Quero saber
se a Fundação Memorial da América Latina foi ouvida, se seu conselho curador
foi consultado, se a Secretaria da Cultura se manifestou formalmente, se o
Condephaat, o Iphan, o Conpresp ou outros órgãos de patrimônio foram acionados.
Quero saber
qual modelo de parceria está sendo estudado, se haverá cobrança de ingresso,
exploração comercial de espaço, interferências na programação cultural ou
alteração na governança da fundação. Este é o papel desta Casa: fiscalizar,
solicitar informações, garantir transparência, impedir que decisões sobre bens
públicos - e também a relevância - sejam tomadas sem participação social.
Faço, portanto,
um apelo ao governo do estado, que nenhum passo seja dado nesse processo antes
de amplo debate público, com escuta da Fundação Memorial da América Latina, dos
trabalhadores, pesquisadores e artistas, universidades, órgãos de patrimônio,
comunidades culturais e sociedade civil.
Cultura não
pode ser tratada apenas como oportunidade de negócio. Patrimônio público não é
ativo imobiliário comum. Memorial da América Latina, Palacete Franco de Mello e
Casa das Retortas pertencem à população paulista e à nossa memória coletiva.
Modernizar, preservar e ampliar o acesso são objetivos legítimos, mas isso deve
ser feito com responsabilidade, transparência, participação social, respeito e
finalidade pública da Cultura.
Muito obrigado,
Sra. Presidente, pela tolerância de um minuto a mais.
A
SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS -
Com a palavra, a nobre deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Nobre deputado Rafa
Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes.
(Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)
Deputada Andréa Werner. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado
Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidente, deputada Edna Macedo, Srs. Deputados,
Sras. Deputadas, telespectador da TV Assembleia, ontem o Magistério Nacional
teve uma importante vitória no Senado Federal, quando foi aprovada, enfim, a
Medida Provisória nº 1.334, de 2026, que trata do reajuste do piso nacional do
Magistério, que altera os critérios de reajuste, do aumento anual do piso
nacional do Magistério.
O presidente
Lula encaminhou, no início deste ano, essa medida provisória para corrigir
critérios que não serviam mais para o reajuste do piso. Todos se lembram, eu
falei aqui bastante sobre isso, que se não fosse essa alteração do presidente
Lula o reajuste seria apenas de 0,37%, seria um reajuste de apenas 18 reais,
que seria uma afronta ao Magistério Nacional, ao Magistério Público.
No entanto, a
medida provisória foi encaminhada, aprovada na Câmara Federal, e ontem, após
uma ampla mobilização, o Senado Federal a aprovou. Agora, a Medida Provisória
nº 1.334 segue para sanção do presidente da República, o presidente Lula.
Então, como
ficou agora? Ao invés de 0,37% de reajuste, foi para 5,4%, o reajuste do piso
nacional salarial, por 40 horas: hoje, com esse reajuste, é de 5.160,63 reais,
que é muito baixo, nós defendemos que seja o dobro desse valor, por 40 horas
semanais. Essa é a nossa luta histórica no Brasil, para que se dobre esse
valor, mas nem isso teria acontecido, não fosse essa medida provisória.
Então, temos aí
algumas conquistas: primeiro que os próximos reajustes serão feitos acima da
inflação e com ganho real. Esse é um avanço, um pequeno avanço nessa questão do
piso nacional salarial. Lembrando que muitos estados e municípios não cumprem
nem o valor do piso e nem a jornada do piso.
É o caso aqui
do estado de São Paulo. O estado mais rico da federação viola, afronta o valor
do piso, pagando o piso sem repercussão na carreira, sem a incidência em toda a
carreira e também pagando através de abono complementar, usando esse truque que
não é permitido pela lei. É um péssimo exemplo, o estado de São Paulo, o governo
Tarcísio, repito, que não paga corretamente o piso nacional do Magistério.
Ainda tem um
avanço nessa medida provisória que foi aprovada, que é a extensão do reajuste
do piso, do valor do piso, para os professores contratados. Esses também terão
direito ao piso. Está aqui na lei que foi alterada, a Lei nº 11.738, de 2008.
Ou seja, professor contratado também tem direito ao piso nacional do
Magistério.
E tem mais: a
medida provisória autoriza também que os governos possam utilizar as verbas do
Tesouro, dos 25%, dos 30%, dependendo da Lei Orgânica Municipal, do que ela
determinar, ou mesmo da Constituição Estadual, para que seja feito o pagamento
do Piso Nacional Salarial. Então, foi uma vitória importante, mas ainda muito
aquém de valorizar os profissionais da Educação, sobretudo o Magistério
nacional.
Mas nós vamos
continuar lutando para que o Plano Nacional de Educação seja cumprido e que
haja um investimento não de 5% do PIB em Educação, mas 10% do produto interno
bruto em educação pública, e, sobretudo, na valorização de todos os
profissionais da educação.
Então nós vamos
continuar a luta aqui em São Paulo para o cumprimento do pagamento correto do
Piso Nacional, do Magistério, sobretudo com a incidência, com a repercussão em
toda a carreira. Basta de gratificação, de abono complementar, para fazer a
complementação do pagamento correto do Piso Nacional do Magistério.
Quero
aproveitar para concluir, deputada, presidente, Edna Macedo, Sras. Deputadas,
Srs. Deputados, também para dizer que o Senado Federal agora tem que aprovar o
PL, o Projeto de lei nº 2.531, de 2021, que institui o piso nacional para os
profissionais da Educação não-docentes, os técnicos administrativos, aqui, no
caso de São Paulo, do estado de São Paulo, para o QAE, o QSE, para os agentes
de organização escolar.
O que diz esse
projeto de lei? Que os profissionais da Educação não-docentes terão acesso a um
piso nacional que vai representar 75% do valor do piso do Magistério. Só falta
o Senado, agora, pautar esse projeto, como fez com a medida provisória - essa
medida que citei - nº 1.334.
Então, estamos
também em luta, pressionando, convencendo os senadores e, sobretudo, o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que ele paute imediatamente esse
projeto de lei, que será imediatamente, tenho certeza, sancionado pelo
presidente da República, porque os agentes de organização escolar, os
profissionais da Educação não-docentes, são os responsáveis pelo funcionamento
das escolas, pela abertura das escolas, pelo pagamento dos profissionais da Educação.
Sem eles, a
escola não abre. Então, eles são fundamentais e são profissionais da Educação.
Então, vota já o PL 2.531/21 e viva os profissionais da Educação também
não-docentes.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - EDNA MACEDO - REPUBLICANOS -
Com a palavra o nobre deputado Major Mecca. Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. MAJOR MECCA - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sra. Presidente. Boa tarde a todos que nos
acompanham pela TV Alesp, aos nossos irmãos de farda que aqui estão fazendo com
que nós possamos desenvolver nossas atividades.
Nossos irmãos
policiais militares, policiais civis, por todo o estado de São Paulo. E a crise
da Segurança Pública mantém o povo do estado de São Paulo, mantém o povo
brasileiro refém. Nós, todos os dias, assistimos nas mídias, testemunhamos a
violência contra a mulher.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
Somente no
primeiro trimestre deste ano de 2026, aumentou em 41% o número de feminicídio.
Aumentou em 49% o número de mulheres agredidas por covardes. Eu quero mostrar a
todos vocês, na nossa rotina diária, o que acontece com esses crápulas, com
esses covardes.
Semana passada,
na quinta ou na sexta-feira, em uma das nossas rondas de fiscalização, prestei
um apoio a uma equipe de policiais militares do policiamento de trânsito, na
prisão de um indivíduo. E os senhores vão ver no desenrolar o que aconteceu.
Por gentileza, solte o vídeo do indivíduo preso na nossa viatura.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Esse indivíduo,
uma hora da tarde, uma mulher voltando do almoço para ir para o seu trabalho,
próximo ao Parque do Ibirapuera. Ele cismou de encostar na mulher, colocar as
mãos na parte íntima dela. Nós íamos passando, a mulher ficou desesperada,
chorando, pedindo socorro, nós desembarcamos e efetuamos a prisão desse
indivíduo.
Gostaria de
parabenizar aqui os policiais militares do policiamento de trânsito, o
primeiro-tenente Santana, o soldado Márcio, a soldado Furlan, a equipe da
Segunda DDM, da Delegacia de Defesa da Mulher, a delegada Dra. Daiane Junqueira
Brandão e toda a equipe, pois a polícia fez a sua parte.
Esse indivíduo
foi autuado em flagrante por importunação sexual. Mas vocês sabem o que
aconteceu com ele na audiência de custódia no dia seguinte? Foi colocado nas ruas,
foi solto.
E eu, como
policial, nessa entrevista, isso daí é só um trecho da entrevista que eu fiz
com esse canalha. Ele é nascido em Manaus. Anda por todo o País. O último
estado em que ele esteve antes de vir para São Paulo foi Florianópolis. Mora em
abrigos, em pensões.
Primeiro que
não foi a primeira vez que ele fez isso, tenham certeza. Agora eu pergunto à
Justiça, que soltou esse indivíduo na audiência de custódia. Mande um oficial
de Justiça localizar esse canalha hoje, vá localizá-lo, vá ver onde ele está.
Vocês nunca
mais localizarão esse cara, esse canalha, esse abusador, esse violentador.
Sabem o que vai acontecer? A Justiça, mais uma vez, permite que um agressor
como esse faça novas vítimas.
Ele não
conseguiu. Colocou a mão nas partes íntimas da mulher, apertou, mas ia passando
uma viatura da Polícia Militar. Nós estávamos passando pelo local, e ele foi
preso. E assim acontece todos os dias no estado de São Paulo e por todo o
Brasil. Leis brandas, ineficazes, que não colocam bandido dentro da cadeia. E
está aí o exemplo.
E assim é o dia
a dia de todos nós policiais, trabalhando, nos arriscando, muitas vezes
entregando a própria vida tentando prender um indivíduo que reage a tiros. Mas
a velha política de esvaziamento dos presídios. Ladrão é vítima da sociedade, e
vão todos para as ruas.
Está aí, mais
um canalha que eu tenho a infelicidade de prender e ver ser solto 24 horas
depois à sua autuação em flagrante por importunação sexual. Aí a gente vê a
hipocrisia, a hipocrisia de autoridades, de políticos, que dizem fazer alguma
coisa pelo povo. Não fazem nada.
Agora é ano de
eleição, todo mundo tem a solução dos problemas, mas a rotina do povo é essa
aí. Se vocês pudessem ver a situação que ficou a mulher, que nos acompanhou até
o Distrito Policial, para a lavratura dos autos, muito, muito triste de se
testemunhar, mas nós não deixaremos, presidente, de trabalhar e lutar para que
o estado de São Paulo tenha uma Segurança Pública forte, altiva e que,
minimamente, dê condições aos seus policiais de aplicar a lei.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Major Mecca.
Com a palavra a deputada Profª Camila
Godoi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Fernando Teixeira. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Alex Madureira. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rogério
Santos. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Marcos
Damasio. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Beth Sahão. (Pausa.) Com a palavra o deputado Teonilio
Barba. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Paulo Fiorilo,
que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. PAULO FIORILO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados,
público presente aqui, se eu não estiver enganado, deve ser de uma escola de
Guarulhos, perfeito? Só não vou lembrar aqui o nome da escola, mas, tudo bem,
não tem problema, não, que o presidente vai anunciar daqui a pouco.
Mas bem-vindos
aqui a esta Casa. É sempre importante receber estudantes, pessoas que querem
conhecer um pouco do Parlamento, entender como funciona e o papel dos deputados
e das deputadas.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.
*
* *
Saudar aqui as
assessorias. E eu queria aproveitar o Pequeno Expediente para fazer aqui um
relato que tem a ver com o funcionamento desta Casa. Para além dos debates, dos
projetos de lei que são apresentados pelos deputados, pelo governador, que se
discute, se vota aqui nesse plenário, a gente também tem um instrumento
importante que são as comissões parlamentares de inquérito, as CPIs, e a Casa
aprova uma lista ou coloca em prática uma lista que é apresentada no início dos
trabalhos.
Aí começa o
problema. Esta Casa tem um vício, que é a base do governo apresentar as CPIs
que ela quer que sejam aprovadas, aquelas que não atinjam o governo, que não
tragam problemas para o governo. A lógica é essa, tem sido essa ao longo dos
anos. E esse governo e esta Casa não mudou essa lógica.
Então, no
início dos trabalhos, formou-se uma fila virtual ou, melhor, formou-se uma fila
que ninguém sabia exatamente onde ia ser a inscrição, e essa fila possibilitou
que o governo apresentasse todas as CPIs. Todas, todas. O que significa que a
oposição que queria investigar os desvios de recurso no Melhor Caminho do DER,
que queria discutir a questão das desonerações do ICMS e do IPVA, essas CPIs
foram guardadas.
Elas não serão
instaladas nesta legislatura. Quem sabe, na próxima legislatura, a gente possa
mudar essa lógica. A lógica é fila, antes de começar os trabalhos, que ninguém
sabe onde vai estar o relógio para registrar, e aí o governo aprova as suas
CPIs.
Bom, ele fez da
mesma forma. Dessa vez ele aprovou uma CPI que deveria ter iniciado seus
trabalhos agora em fevereiro deste ano, que é a CPI das Pirâmides. Quem
inventou essa CPI não foi a oposição, foi a base governista, possivelmente
orientada pelo governo.
E nela, nessa
CPI das Pirâmides, eles não imaginavam que a gente teria o Banco Master. O
Banco Master, para quem nos acompanha pela Rede Alesp, para quem está aqui
presente e aquele banco, que deu uma tungada com seus fundos e o Banco Central
acabou com o Banco Master.
Mas, antes de
acabar com o Banco Master, os seus sócios, em especial o Vorcaro, promoveu
várias festas, envolveu vários parlamentares, estabeleceu relações que estão
sendo divulgadas pela imprensa, não sou eu aqui que estou trazendo novidade,
mas Ciro Nogueira, o filho do presidiário, que é candidato a presidente da
República...
É
pré-candidato, que pediu dinheiro para fazer um filminho sobre o pai dele.
Pouca coisa, dinheiro que seria gasto na produção do filme, aliás, mais caro do
que os filmes, como é que chama o filme? “Dark Horse”, o Cavalo Cinza, o Cavalo
Azarão, depende da livre tradução.
Pediu lá uma
graninha, 134 milhões, qualquer coisa assim, e o Vorcaro se comprometeu a dar o
dinheiro para fazer o filme. Aí, atrasou, o filho do presidiário ligou, falou:
“E aí, irmãozinho, como é que é? Vai sair o dinheiro ou não vai sair? Porque
está precisando pagar lá os caras”.
O dinheiro do
filme que foi produzido no Brasil foi parar nos Estados Unidos, está sendo
investigado para saber se não foi desviado, se alguém não comprou mansão, casa
com esse dinheiro. O deputado Reis está afirmando categoricamente que compraram.
Eu não sei,
estou aqui trazendo aquilo que será ou está sendo investigado. Mas o pior, essa
CPI, que devia funcionar aqui, ela ia investigar uma coisa importante. Várias
cidades desse estado, pelo menos no mínimo 37, tiveram recursos dos institutos
de previdência, ou seja, dos funcionários que contribuíram durante anos para
garantir a sua aposentadoria, investidos nos fundos do Banco Master.
Dá para
entender ou não? Então, institutos de previdência mandaram dinheiro para os
fundos do Banco Master. É esse mesmo que se comprometeu a dar 134 milhões, eu
já vou concluir, Sr. Presidente, para o filme do presidiário, que propôs pagar
mesada para senador, deputado, que está sendo investigado, não é?
É um escândalo.
Um escândalo. E aqui a base governista resolveu não dar quórum. Não deu quórum.
Nós estamos chegando ao final, deputado Suplicy, da CPI, e ela não continuará
se ela não tiver o seu prazo dilatado por 60 dias. E o último dia de
possibilidade é na segunda-feira.
Então, a gente
chamou mais uma reunião, sexta-feira, para saber se os deputados, da base do
governador Tarcísio, vão trabalhar ou não dando quórum, aprovando a dilação de
prazo por 60 dias, para que possamos aprovar requerimentos, para que possamos
ouvir as pessoas, para, pelo menos, dizer que a CPI funcionou.
É um escândalo.
Um escândalo. Infelizmente, e aí eu digo que é infelizmente, deputado Reis,
deputado Suplicy, coube a mim chamar a reunião, porque eu sou o mais experiente
da CPI. Coube a mim essa tarefa. E, como a gente conseguiu fazer uma reunião,
dar quórum, eleger o presidente, eu acabei assumindo a vice-presidência.
O problema é
que, com as mudanças partidárias, a CPI teve um mês, um mês e 40 dias
paralisada. Agora não consegue se reunir. Então, Sr. Presidente, deixo aqui a
minha indignação e espero que, na sexta-feira, a gente consiga ter quórum, o
que eu acho quase que improvável, deputado Reis. Quase que improvável. Mas nós
vamos fazer um esforço. Vamos fazer um esforço.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Antes de dar
continuidade à Lista Suplementar, desejar as boas-vindas aos alunos do Colégio
Augusto Ruschi, do município de Guarulhos. Sejam muito bem-vindos à Assembleia
Legislativa.
É muito importante essa aproximação da
política, estudar quem são aqueles que recebem um voto popular, o seu histórico
de prestação de serviços, o que já fizeram pela população, pois todo o poder
emana do povo. Está na Constituição Federal.
E esse poder que é exercido pelo povo é
através desses políticos eleitos, os deputados estaduais, federais, senadores,
governadores, presidentes. Então, o destino da Nação está sempre na mão de
todos vocês. Sejam muito bem-vindos e que Deus abençoe a caminhada de todos. Na
sequência, a lista de oradores, deputado Conte Lopes. (Pausa.)
Adentrando a Lista Suplementar,
deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado
Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputado André
Bueno. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.)
Deputado Reis. Tem V. Exa. cinco
minutos regimentais para o uso da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, Sr. Presidente.
Eu gostaria que
o deputado Paulo Fiorilo pudesse ter continuado aqui, porque eu quero continuar
esse assunto sobre o Vorcaro, e dizer para o público presente que a tradução do
mais experiente é que ele é o mais velho.
Então, para não
falar que ele era o mais velho daquela comissão, ele falou que era o mais
experiente - para que todos saibam traduzir realmente o significado desse termo
mais experiente. Mas ele trouxe esse assunto, e que já estava aqui na minha
pauta para poder falar a respeito, desse escândalo do Banco Master. É um
megaescândalo, é um escândalo bilionário. Segundo o que se sabe, é um desvio de
500 bilhões de reais. Não é milhão, é bilhão.
Eu fiquei muito
surpreso que apareceu no “G1” a matéria com o título “Daniel Vorcaro aceita
subir de 40 bi para 60 bi o valor a ser devolvido em eventual delação com a
PGR”.
Então ele está
em um processo de negociação de delação, para ter benefícios, e o que eu fiquei
surpreso é que, se ele vai devolver 60 bi, é porque ele está com esse dinheiro
em algum lugar. Então a polícia tem que seguir o caminho do dinheiro, porque se
ele aceita... Olha só a matéria: “aceita subir de 40 bi para 60 bi a devolução
de recursos em eventual delação”.
Ora, na
realidade, o que ele está querendo? Fazer um acordo para pegar lá uma pena
mínima, devolver parte do dinheiro que ele se locupletou ou que ele roubou,
propriamente dito, e depois viver em berço esplêndido com parte do dinheiro que
deve estar escondido em algum lugar, em algum paraíso fiscal.
Esse dinheiro
tem dinheiro público, muito dinheiro público - desses 500 bi que foram
subtraídos. Mas não é só dinheiro público, dinheiro de correntistas, porque, ao
que se sabe, deputado Suplicy, o fundo garantidor paga até 250 mil reais. Nós
temos denúncias...
Eu, inclusive,
estou protocolando também um pedido de CPI para apurar essas denúncias, porque
se sabe que há recursos no Banco Master da privatização, da venda da Sabesp, da
venda da Emae, e a gente precisa apurar - e se apura seguindo o caminho do
dinheiro, por onde esse dinheiro passou. Se ele quer devolver 60 bi, e o resto
do dinheiro? Porque nós estamos falando de um escândalo de 500 bilhões de
reais.
Nós temos que
apurar, sim, estados e municípios que depositaram dinheiro nesse Banco Master,
estados e municípios que depositaram dinheiro de fundos previdenciários,
dinheiro que pertence aos trabalhadores.
Nós temos aqui
uma cidade próxima, Cajamar, que depositou 87 milhões de fundo previdenciário
no Banco Master. Esse dinheiro está perdido. Esse dinheiro não é do prefeito, é
dinheiro dos trabalhadores.
Nós temos
denúncia de que o Estado do Rio de Janeiro, na gestão do Sr. Cláudio Castro,
depositou 973 milhões de reais no Banco Master. Então tem que ter uma CPI lá em
Brasília para apurar, mas tem que ter uma CPI aqui também, nesta Assembleia
Legislativa, para apurar, apurar o dinheiro das privatizações que foram parar
nesse banco, apurar o dinheiro dessas prefeituras que foram parar nesse banco.
Eu não sei o
que leva um prefeito de um partido de direita a depositar, a colocar o dinheiro
em um banco que não se sabe de onde surgiu - esse Banco Master. Qual a
segurança que você tem para colocar 87 milhões?
O caso de São
Roque, que colocou 93 milhões no Banco Master. E são prefeituras pobres, não
são prefeituras ricas. Então tem que ter sim uma CPI para apurar, investigar, e
os responsáveis têm que ir para a cadeia. Mesmo os atores locais responsáveis
por depositar esse dinheiro nesse Banco Master têm que ir para a cadeia.
E é fato que, a
cada dia que passa, as coisas vão aparecendo. Essa relação do Flávio Bolsonaro,
do PL, do Partido Liberal, essa relação dele com esse Vorcaro que até o seu
presidente, o Valdemar da Costa Neto, falou: não, ele foi na casa, mesmo
sabedor de que o Vorcaro estava lá com tornozeleira, que estava respondendo a
essa bucha, ele foi lá para pedir mais dinheiro, para pedir mais dinheiro
público, dinheiro de prefeituras, que foi depositado nesse banco. Prefeituras
aqui, ao nosso redor.
Então é muito
importante, sim, que a gente possa ter uma CPI, fiscalizar e apurar a verdade
real.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Dando sequência
à lista de oradores, deputado Eduardo Suplicy. Tem V. Exa. cinco minutos
regimentais para uso da tribuna.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente Major Mecca, caros
estudantes, professores do Colégio Augusto Rusch, de Guarulhos, sejam muito
bem-vindos.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, o que estamos vivendo em São
Paulo é muito grave. Os dados oficiais já não permitem mais que alguém finja
que não existe um problema estrutural de violência e falta de controle na
atuação policial. A reportagem publicada hoje na “Folha de S. Paulo” mostra que
a Polícia Militar abriu 310 procedimentos disciplinares em apenas seis meses
por uso inadequado de câmaras corporais.
Isso significa
uma média de 50 casos por mês envolvendo irregularidades justamente no
equipamento criado para garantir transparência, proteger a população e também
proteger o bom policial.
São casos de
câmaras desligadas, gravações interrompidas, falhas operacionais, situações em
que o instrumento de controle simplesmente deixa de cumprir sua função. As
câmaras corporais não são um detalhe burocrático.
Elas reduzem
mortes em operações policiais, ajudam a esclarecer abuso e também inocentam
agentes injustamente acusados. As câmeras corporais significam transparência,
responsabilidade e segurança pública baseada na legalidade.
A reportagem
ainda relembra a falha do uso das câmeras no caso do assassinato de Jeferson de
Souza Santos, que estava em situação de rua. Em 13 de junho de 2025, na região
central da cidade de São Paulo, Jeferson estava rendido, desarmado e foi
baleado com tiros de fuzil pelo tenente Alan Wallace de Santos Moreira,
conforme registro da ocorrência e posterior investigação.
No boletim de
ocorrência, o tenente informou que a câmara estava descarregada. Moreira estava
acompanhado por um soldado que tentou cobrir a lente de sua câmara durante os
disparos e de um terceiro PM que também estava com bateria descarregada.
Moreira e os
soldados estão presos e irão a júri popular. A versão dos agentes de que Souza
teria tentado tomar a arma do soldado foi desmentida pelas gravações do
soldado. Ainda fiquei abismado com a informação de que após quase um ano o
corpo de Jeferson ainda está no IML. Apurarei as informações do porquê disso.
Segundo
informações obtidas pela “Folha”, no segundo semestre de 2025, das 310
apurações, 296 classificadas como infrações de natureza média e 14 como graves,
61 já foram concluídas.
As punições
incluíram oito permanências disciplinares, quando o policial fica confinado ao
batalhão, 28 repreensões registradas no prontuário. Infelizmente, entretanto,
enquanto os dados revelam problemas no uso dessas câmeras, os casos de
violência policial continuam chocando o estado de São Paulo.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
Outra notícia
que hoje também a “Folha” trouxe: a condenação do governo do estado após um
policial militar jogar spray de pimenta no rosto de um idoso em outubro do ano
passado, em Heliópolis, comunidade aqui de São Paulo. A Justiça reconheceu o
abuso, determinou a indenização de dez mil reais à vítima.
E, para
finalizar, trago a informação de que a Justiça de São Paulo tornou réu o
policial militar Paulo Junior Soares de Carvalho, acusado de matar Ngange Mbaye,
ambulante senegalês, no Brás.
Na semana passada,
eu trouxe a notícia de que o procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo
rejeitou o arquivamento do caso e determinou o oferecimento de denúncia contra
o PM.
E hoje tivemos
essa primeira vitória, de que o Tribunal de Justiça aceitou a denúncia e tornou
o policial réu. Ngange Mbaye
era um refugiado senegalês, trabalhador, homem negro, imigrante, pai de
família, que buscava no Brasil condições dignas de sobrevivência por meio de
comércio ambulante.
Em 11 de abril
de 2025, no bairro do Brás, durante ação da chamada Operação Delegada, sua vida
foi interrompida por um disparo efetuado por policial militar enquanto tentava
proteger a sua mercadoria. Seguirei acompanhando o fechamento do caso.
Quem mais sofre
com a violência policial no Brasil tem cor, CEP, classe social: jovens negros,
trabalhadores, periféricos, ambulantes, pobres, vulneráveis. Defender Direitos
Humanos não é ser contra a polícia; ao contrário, defendemos uma polícia forte,
valorizada, treinada, equipada, respeitada, mas uma polícia que respeite a lei
e a vida.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
O bom policial
também é vítima quando a violência vira método, quando o abuso é tolerado e
quando a impunidade contamina instituições inteiras, por isso precisamos
ampliar e fortalecer o programa de câmeras corporais, garantir fiscalização
independente e investigação rigorosa, punição para abusos.
A população
paulista precisa de Segurança Pública com inteligência, transparência e
humanidade. Precisamos de policiais que defendam a população, e não de agentes
que espalhem medo entre aqueles que deveriam proteger.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos, com a palavra o deputado Capitão
Telhada, que fará uso regimental da tribuna pelo tempo remanescente do Pequeno
Expediente.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP -
Perfeito, presidente.
Eu vou ser
breve nesses dois minutos do Pequeno Expediente. Para falar o primeiro
assunto... Primeiramente, desejar uma boa tarde a todos os que nos acompanham:
parlamentares, galeria, alunos que nos acompanham, funcionários civis e
militares.
Presidente,
acabei de vir de uma comemoração muito representativa, que é justamente a
comemoração dos 78 anos de Independência do Estado de Israel, uma comemoração
que os judeus brasileiros realizam ali no Clube Hebraica, com a presença de
diversas autoridades, diversas lideranças do povo judeu.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
E uma
independência que ocorreu lá em 14 de maio de 1948 e que nos ensina muito a
respeito da democracia. Uma independência que foi galgada através de luta,
através do sangue de judeus que acabavam de sair de uma vitimização dentro do
Holocausto, do extermínio que os alemães nazistas proporcionaram àquele povo
cativo, que foi exterminado aos milhões durante a Segunda Guerra Mundial.
Em poucos anos,
com o auxílio e com a deliberação das Nações Unidas - e inclusive, diga-se de
passagem, através da Presidência de um brasileiro, que foi o diplomata Oswaldo
Aranha -, foi reconhecida e determinada, justamente, a criação do Estado de
Israel, que culminou na Declaração da Independência em 14 de maio de 1948, uma
independência que trouxe guerra por mais de um ano junto a cinco exércitos.
Em uma lição de
resiliência e superação, o povo judeu conquistou, sim, o seu Estado, que hoje
está lá e é berço da democracia, da diversidade, e justamente a única, aliás,
democracia plena do Oriente Médio. Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente
no ano passado em uma missão oficial, e tenho a oportunidade nos dias atuais de
ser o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da União Brasil e Israel e
suas Soberanias.
Então fica aqui
o meu reconhecimento, trazendo luz a esse importante tema, parabenizando o povo
guerreiro, o povo judeu, os promotores da paz, o centro do mundo, a terra
sagrada para diversas religiões, cristãos, judeus e muçulmanos que lutam pela
paz até os dias de hoje e encontram amparo e apoio aqui nesta Casa parlamentar,
diante da nossa frente de diversos parlamentares que apoiam essa causa.
Obrigado,
presidente.
Retorno a usar
as palavras no Grande Expediente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos.
Agora, encerrado o Pequeno Expediente, passemos
ao Grande Expediente.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem a palavra o
deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Deputada Matina Helou. (Pausa.) Deputada
Andréa Werner. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Dr. Eduardo
Nóbrega. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputada Letícia Aguiar.
(Pausa.)
Deputado Capitão Telhada, por cessão da
deputada Solange Freitas. Deputado Capitão Telhada tem a palavra pelo tempo
regimental.
O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado,
presidente.
Então
retorno a tribuna em tempo recorde, né? Trinta segundos, mas para cumprir o
regimento da Casa e fazer o uso da palavra neste Grande Expediente.
Após citar o
primeiro tema que eu gostaria de trazer justamente à tribuna nesta tarde, que é
a comemoração dos 78 anos da Independência do Estado de Israel, eu quero entrar
em um segundo tema que é, justamente, a atuação das nossas policias frente a um
mal que hoje tem atingido a nossa sociedade brasileira, tem atingido a
sociedade paulista, que é a questão da agressão às nossas mulheres - o
feminicídio - e essa cultura que, infelizmente, a gente se depara nos dias
atuais com casos e mais casos diariamente, semanalmente tomando os noticiários
do nosso cotidiano.
Mas dessa vez
foi diferente, presidente Eduardo Suplicy. Na data de ontem, foi dia 26 de
maio, na zona sul da Capital, zona sul de São Paulo, uma vítima, mais uma
vítima, uma mulher dentro do seu lar sendo agredida pelo companheiro, diga-se
de passagem, pelo covarde de seu companheiro. E ela teve apenas um recurso, o
recurso que a gente fala aqui que é a nossa instituição Polícia Militar, que é
a maior promotora dos Direitos Humanos.
Essa senhora,
não tendo mais alternativa diante daquele cárcere que vivia, aquela tortura que
vivia dentro do seu lar, rezou a Deus, a Jesus Cristo e ligou 190. Na ligação
do 190, presidente, uma atendente civil treinada pela Polícia Militar - porque
hoje o nosso Copom tem uma frente de trabalho, tem funcionários civis que
prestam serviço no atendimento do 190 -, uma funcionária civil que eu faço
questão de enaltecer e trazer aqui o seu nome, a atendente Suzi Cristina
Freitas atendeu àquele telefone 190.
E sabe o que a
vítima fazia? A vítima simulava pedir uma pizza. E aí quando a atendente
percebeu logo de que se tratava de um pedido de socorro, ela embarcou naquela
simulação para coletar as informações. “É pizza de queijo ou calabresa?” Aí a
vítima falava: “Não, é frango com catupiry. Anota o meu endereço”. A atendente
anotou o endereço daquela vítima que estava preste a sofrer novas agressões,
quiçá ser morta.
E falou: “Olhe,
o entregador - que seria a patrulha policial - está a caminho da sua casa”, e a
vítima falou: “Minha casa fica nos fundos, quando chegar, me telefona, para que
eu vá até o portão pegar o pedido”. E foi feito assim.
A atendente
Suzi passou aquela ocorrência para o despacho, o despachador de ocorrência, que
eu também faço questão de trazer aqui o seu nome. Porque muitos deputados vêm
aqui para falar mal da nossa polícia e para colocar os nossos policiais em maus
lençóis, querendo fazer, muitas vezes, inclusive, falsas acusações. Mas a gente
vem aqui para enaltecer os nossos heróis, os nossos guerreiros.
E aquela
informação que chegou até o despacho, para ser direcionada para a viatura lá na
ponta da linha, foi muito bem recepcionada e trabalhada pelo cabo Filipe Ramos.
Inclusive, recém-chegado no Copom, no 190, despachador recente, recém-formado.
Passou aquela
ocorrência para as viaturas do 37º Batalhão, área da 1ª Companhia do 37º. E às
22 horas a equipe de número 37º, deixa eu ver a viatura aqui, não estou
achando. Enfim, mas a equipe da 1ª Companhia do 37º, composta pela policial
soldado Priscila Garcia e pelo policial soldado Brendo Weiers, chegaram até o
endereço que foi informado pelo Copom.
O Copom ligou
para a vítima, conforme o combinado. Quando a vítima saiu, ela já saiu
transtornada, desesperada, chorando, agredida, machucada. O agressor já veio na
sua retaguarda, com capacete de motocicleta na mão, já com a jaqueta, tentando
se evadir. Foi abordado pelos nossos policiais militares, pela Garcia e pelo
Brendo, lá do 37º M. E pasmem, junto àquele facínora, junto àquele agressor foi
localizado um revólver calibre 38.
Ou seja, nós
podemos chegar à conclusão aqui, em uma análise superficial, que a Polícia
Militar do Estado de São Paulo, na noite de ontem, evitou mais uma morte de uma
mulher inocente. Evitou o feminicídio, atuando com técnica, atuando com
competência desde o início do recebimento da ocorrência ao tratamento daquela
informação, ao despacho para as viaturas e ao atendimento in loco, o
atendimento no local dos nossos policiais militares.
Uma mulher foi
salva, um agressor armado foi preso em flagrante e, graças a Deus, nós podemos
contar essa história hoje, que teve um desfecho feliz, teve um desfecho
satisfatório. É assim que a Segurança Pública de São Paulo tem trabalhado.
A gente percebe
que, hoje, pela primeira vez, uma mulher é comandante-geral da Polícia Militar
e a pauta principal da nossa instituição hoje é justamente essa: a prevenção e
o combate a essa causa covarde, a essas situações que acontecem no Brasil e em
São Paulo.
Que é
justamente a questão da agressão e do homicídio das nossas mulheres, que são
nossas mães, nossas irmãs, nossas esposas, nossas filhas futuramente, que estão
dentro de casa sofrendo as agressões mais cruéis que nós podemos imaginar, no
local que deveria ser o local sagrado, o seu local de maior segurança, que é o
seu lar.
Então deixo
aqui o meu reconhecimento, deputado estadual Telhadinha, Capitão Telhada, e me
permito deixar o reconhecimento da Assembleia Legislativa a esses policiais que
salvaram mais uma vida, que salvaram mais uma história e a história de uma
família, que evitaram um homicídio, evitaram o feminicídio, atuaram com
competência.
Estou
providenciando, presidente, pelo meu mandato, para que tramite aqui na Casa um
reconhecimento formal a esses policiais que trabalharam tão bem, uma moção de
aplausos para que eles sejam reconhecidos formalmente e oficialmente pela
Assembleia Legislativa.
Presidente, era
essa a pauta que eu gostaria de trazer nesta data e, lógico, utilizar como
gancho o cumprimento e a gratidão a todos os nossos policiais. Não é fácil a
vida de um policial no Brasil, em São Paulo ou em qualquer outro estado. Um
Brasil que ainda possui uma legislação fraca, uma legislação que só protege
criminosos, que traz benefícios que até Deus duvida.
Quando a gente
fala em outros lugares, quando a gente fala com algum amigo que, de repente,
reside em outros país, ou então quando a gente fala com um estrangeiro sobre as
nossas leis, de como o criminoso é tratado pela legislação brasileira.
Eles até
duvidam, acham que é mentira, acham que é piada. Como pode um criminoso ter
visita intima dentro do cárcere, condenado? E ter lá... A visita não é da
esposa. Não é da esposa. Visita até de profissionais, de garotas. Infelizmente,
isso é uma realidade. Tem que ser dita.
Como pode o
indivíduo ser preso e condenado diversas vezes, reiteradas vezes, duas, cinco,
dez, quinze, vinte ou mais condenações e estar nas ruas, solto, livre para
cometer novos crimes.
Como pode, mais
de 50% dos presos em flagrantes pelas policiais justamente serem presos hoje e
amanhã estarem soltos, simplesmente porque eles disseram que sofreram uma
agressão ou então tiveram alguma situação enquanto na delegacia, enquanto na
abordagem?
E a outra parte
nem sequer é ouvida, o policial militar, o policial civil, o delegado de
polícia, e só vem lá o procedimento para responder, confiando na palavra do
bandido? É só no Brasil que a gente vê essas coisas.
Então, eu tenho
certeza, eu sou otimista, eu confio e conheço o trabalho dos nossos policiais.
E mais: o trabalho dos nossos policiais, hoje, parlamentares, nos estados e em
Brasília. Eu tenho certeza que avançaremos nas mais diversas pautas, nas mais
diversas questões, trazendo a realidade, trazendo o tão esperado...
A tão esperada
justiça para o nosso povo, para o nosso cidadão de bem, que quer, sim, bandido
atrás da grade e quer sim uma lei que favoreça e privilegie o policial e o
cidadão trabalhador. É essa a nossa missão aqui em São Paulo e aonde quer que
Deus nos leve.
Presidente,
muito obrigado.
Encerro minhas
palavras por aqui.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos. Agora tem a palavra a deputada Beth Sahão. (Pausa.) Vitão do
Cachorrão. (Pausa.) Márcia Lia. (Pausa.) Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Valdomiro
Lopes. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.) Tenente Coimbra. (Pausa.)
André Bueno. (Pausa.) Capitão Telhada.
(Pausa.) Leci Brandão. (Pausa.) Ana Perugini. (Pausa.) Edson Giriboni. (Pausa.)
Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Dani Alonso. (Pausa.) Maurici. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Gil
Diniz Bolsonaro. (Pausa.)
Lucas Bove. (Pausa.) Bruno Zambelli.
(Pausa.) Sebastião Santos. (Pausa.) Ediane Maria. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Paula da Bancada
Feminista. (Pausa.) Itamar Borges. (Pausa.) Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Valéria
Bolsonaro. (Pausa.) Carla Morando. (Pausa.)
Donato. (Pausa.) Guilherme Cortez.
(Pausa.) Teonilio Barba. (Pausa.) Major Mecca. (Pausa.) Oseias de Madureira.
(Pausa.) Rui Alves. (Pausa.) Caio França. (Pausa.) Profª Camila Godoi. (Pausa.)
Paulo Mansur. (Pausa.) Thainara Faria. (Pausa.) Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Thiago Auricchio. (Pausa.) Alex de Madureira.
(Pausa.) Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Marcos Damásio.
(Pausa.) Dr. Elton. (Pausa.) Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Dirceu
Dalben. (Pausa.) Dra. Damaris Moura. (Pausa.) Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Rogério Santos. (Pausa.) Professora Bebel. (Pausa.) Luiz Fernando Ferreira.
(Pausa.) Delegada Graciela. (Pausa.) Rafael Saraiva. (Pausa.) Agente Federal
Danilo Balas. (Pausa.)
Monica Seixas do Movimento Pretas.
A
SRA. MONICAS SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa
tarde, presidente Eduardo Suplicy. É uma honra estar com o senhor nesta tarde.
Boa tarde a todos os servidores e a quem acompanha pela Assembleia Legislativa.
Bom, hoje deve
acontecer, às 18 horas, a última audiência pública do circuito de consulta pública
do programa “Universaliza”. Eu venho falando dele aqui na tribuna nos últimos
dias. “Universaliza” é um programa do Governo do Estado de São Paulo de leilão
das companhias municipais de Saneamento Básico. São 146 cidades que aderiram ao
programa e devem privatizar - a gente precisa dizer a verdade - as suas
companhias de saneamento básico até o final do ano.
É um programa
de corretagem, você vai assistindo à apresentação do governo do estado, o que está
em venda são os imóveis, os ativos e etc. A gente vai falando de privatização
de serviço de saneamento básico ao mesmo tempo que vai se agudizando a situação
da água no estado de São Paulo, porque a gente não pode ser negacionista.
A ciência está
aí, apresentando para a gente que o estado de São Paulo vai ter cada vez, e já
tem cada vez mais, dificuldade de abastecimento, é um estado que está secando.
E por isso -
água não nasce na Bolsa de Valores -, é preciso tomar iniciativas de prevenções
e política, para garantir que as pessoas tenham acesso a um bem intrinsicamente
ligado à dignidade humana - a gente precisa de água para tomar banho, a gente
precisa de água para cozinhar, a gente precisa de água para lavar louça, para
os serviços domésticos -, mas os negócios também precisam de água e a gente
está falando de padaria, de lava-jatos que não funcionam mais por falta da
água.
Então hoje, às
17, acontece a última audiência. A população tem aderido às audiências públicas
para dizer veementemente “não” às privatizações. Um exemplo disso foi a grande
mobilização que aconteceu em São Caetano do Sul e em São Carlos, em que a
população foi dizer “não” à privatização dos serviços municipais de água e
esgoto, mas me parece que o governo do estado de São Paulo não escuta.
E isso acontece
na mesma semana em que avança a investigação do Ministério Público sobre a
explosão que aconteceu no Jaraguá, durante uma obra da Sabesp. A Sabesp
privatizada demitiu milhares de técnicos, está trabalhando com terceirizações.
As
terceirizações trouxeram para o serviço precarização, porque você precisa de
muito conhecimento técnico para perfurar cidades em que a gente lida com
tubulação de esgoto, de gás, de energia elétrica, de internet e etc e tal.
Quando você
abre mão dos técnicos e tenta substituir, é o que a gente assistiu em
Mairiporã, aquele reservatório que rompeu e inclusive matou uma pessoa, é o que
a gente assiste em dezenas de obras paralisadas da Sabesp, falta de
conhecimento técnico e dificuldade de avançar com as obras.
Nesse sentido,
essa semana, a gente também tem o avançar da falta d’água no estado de São
Paulo. Suzano passou dias sem água. Esse final de semana, Suzano e Guarulhos,
quatro dias sem água, sem informação também do que está acontecendo. Só quem já
viveu isso sabe o drama que é.
A gente está
oficializando à Sabesp que precisa dar satisfação para a população que atende.
Qual é a dimensão da crise? Até quando vai durar o desabastecimento? Quem é que
está recebendo água e por quê? Quem é que vai ficar sem água e por quê?
Como é que a
gente vai fazer chegar água nos bairros altos, onde a água com baixa pressão
não sobe? Porque a população tem o direito de saber, se vai sair do trabalho
hoje e vai chegar em casa e vai conseguir tomar banho.
E isso é
resultado da privatização, que com a segurança de contratos gigantes, não tem
nem a obrigação de responder ao usuário, não tem nem a responsabilidade de
responder ao “consumidor”, como eles tratam. E não à toa, a Sabesp tomou o
lugar da Enel, lugar histórico da Enel, como empresa recordista de reclamação
no Procon.
E é com esse
exemplo de como as coisas dão errado que o estado quer vender outras 146
companhias de saneamento básico no estado de São Paulo, mesmo a secretária
Natalia sendo vaiada audiência após audiência, porque o povo está dizendo
“não”, “não” à privatização do Saneamento Básico.
E por falar em
privatização, eu quero me solidarizar aqui e dizer aos trabalhadores e aos
frequentadores, aos pesquisadores e trabalhadores do Memorial da América Latina
que nós estamos solidários e tentando tomar pé de informação sobre a
possibilidade de concessão do Memorial.
Fomos todos
pegos de surpresa, o Memorial, seu conselho gestor, a sua administração, a
população por notícias essa semana, que nos informaram que a “Secretaria de
Privatização do Estado de São Paulo” colocou o Memorial da América Latina como
ativos para concessão, tratando-o apenas como um aparelho cultural. O
governador Tarcísio, com a sua gana de vender tudo, desconhece profundamente as
propriedades e as responsabilidades do estado de São Paulo.
O Memorial da
América Latina não é só um prédio para ser explorado comercialmente e
culturalmente. O Memorial da América Latina é uma fundação de pesquisa, que há
duas décadas tem parceria com a Unesco, é cátedra da Unesco, que há duas
décadas abriga pesquisadores científicos e desenvolve pesquisas sobre a América
Latina, promove relações entre a América Latina, é um aparelho de pesquisa, de
ciência, útil e parceiro das universidades paulistas, a USP, a Unicamp e a
Unesp, essas mesmas atacadas e em greve neste momento. Vender o Memorial da
América Latina é desmontar esse circuito de Pesquisa e de conhecimento.
Vender os
aparelhos públicos do estado de São Paulo pode até significar que, em algum
momento, de princípio, entrem alguns caraminguás. A gente viu isso também, um
exemplo, na privatização da Sabesp. Falavam que iria arrecadar bilhões.
Um cálculo
básico diz que a Sabesp arrecadaria isso em seis anos, só que, depois do
primeiro ano em que recebeu o recurso da Sabesp e já gastou tudo, o Tribunal de
Contas aponta que não teria pagado as contas deste ano, se não tivesse
privatizado a Sabesp, de tanto que o Tarcísio abre mão de receber recursos
públicos. Só que daqui a pouco não tem mais nada. Um recurso que seria contínuo
não existe mais.
Então, o
governador do estado de São Paulo quer abrir mão de tudo e diminuir a
arrecadação do estado de São Paulo, mas também a sua capacidade de formulação
científica, técnica e política.
O Memorial da
América Latina é bem mais do que um prédio. O Memorial da América Latina é uma
fundação de pesquisa, é uma parceria Brasil-Unesco, é uma parceria entre os
países da América Latina para divulgar nossa memória e nossa cultura.
Então, nós
estamos também pedindo informações sobre isso e sobre quais outros ativos o
Governo do Estado de São Paulo quer vender, mas para você, população, no apagar
das luzes desse governo... Eu espero que seja mesmo o apagar das luzes, porque
todo mundo precisa tomar pé da situação.
O estado de São
Paulo vai ficando sem hospitais, vai ficando sem escola pública, porque até
escola pública está indo para leilão de privatização, o estado de São Paulo
está ficando sem saneamento básico, o estado de São Paulo está ficando sem
Pesquisa, sem Ciência.
As fundações de
pesquisa científica também já foram todas desmontadas. Vai ficando cada vez
mais difícil a gente ter perspectiva de desenvolvimento, tanto do ponto de
vista econômico, quanto do ponto de vista tecnológico e científico.
Desmontar esses
aparelhos significa desmontar o planejamento do futuro. Quando tudo for
privado, nós não teremos mais nada. Nós não teremos mais nada no estado de São
Paulo, e aí esse é um problema coletivo.
Eu vivo falando
o quanto o desmonte dos aparelhos de pesquisa vai impactar na Saúde. Hoje, o
estado de São Paulo não tem capacidade de reagir a novas epidemias. Até mesmo
as coisas simples que a gente enfrenta todo ano. Dengue.
Os institutos
que pesquisavam nesse sentido, que conseguiam projetar e criar políticas
públicas para todos os municípios para enfrentamento aos surtos, que são
periódicos, estão desmontados, sem trabalhador, sem investimento público, sem
organização social. A gente não tem planejamento para o futuro.
Por isso, toda
minha solidariedade aos trabalhadores, pesquisadores e usuários do Memorial da
América Latina. A gente viu outros ativos, como os parques, que foram vendidos
e acabaram tendo desvio de sua funcionalidade. Hoje são quase shopping centers
a céu aberto e as pessoas não têm mais acesso a lazer, a cultura, a
entretenimento.
A gente segue
na luta contra a gana das privatizações. Vamos acompanhar de perto tanto esse
processo do “Universaliza”, quanto o processo da venda dos imóveis e ativos
públicos do estado de São Paulo. Do “Universaliza” ainda está na nossa mão, e
aí quero lembrar a população: hoje, às 18 horas, online, você pode se inscrever
no site do Governo do Estado de São Paulo, do “UniversalizaSP”, e acompanhar
pelo canal do YouTube, é a última audiência do circuito e a gente precisa, mais
uma vez, estar lá para dizer: “Não vendam a pouca água que a gente tem. Não às
privatizações”.
Porque logo ali
na frente, o estado de São Paulo vai enfrentar uma crise gigantesca. Eu estou
dizendo para as pessoas, a ciência diz isso: vai faltar água. Vai faltar água,
esse é um dado concreto, científico. Vai faltar água.
Qual é o
problema de estar na mão da iniciativa privada? É que você vai pagar ar, você
vai ficar sem formação e sem socorro. O que o Estado deveria fazer diante de
uma previsão de seca recorde? Deveria planejar como vai dividir a pouca água
que tem entre negócios, hospitais, escolas e dignidade humana. Precisa pensar
em como vai tirar a água das regiões que são mais abastecidas para levar para
as regiões mais desabastecidas.
E isso a gente
faz na política. Não dá para a empresa privada praticar caridade uma com a
outra. Elas não vão fazer. O resultado da privatização é que nós vamos
enfrentar a seca sem informação, sem nenhum respaldo e pagando muito caro pelo
ar que corre na torneira.
Obrigada,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputada Monica Seixas do Movimento Pretas.
Tem agora a palavra a deputada Maria
Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy. Como estou presidindo, pergunto
se a deputada Monica Seixas do Movimento Pretas pode me substituir aqui. Eu
agradeço muito.
*
* *
- Assume a Presidência a Sra. Monica
Seixas.
*
* *
A
SRA. PRESIDENTE - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Assumo
esta Presidência. O próximo orador inscrito é o deputado Eduardo Suplicy, que a
gente aguarda enquanto se dirige à tribuna.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidenta, hoje, 27 de maio, celebra-se o Dia
Nacional da Mata Atlântica, o bioma predominante no estado de São Paulo, que é
considerado um dos “hotspots” da biodiversidade do planeta Terra, reunindo uma
imensa variedade de espécies animais e vegetais, muitas delas endêmicas.
Apesar da sua
enorme riqueza ecológica, a Mata Atlântica sofreu intensa devastação ao longo
da história, restando atualmente apenas uma pequena parcela de sua cobertura
original. Preservar e restaurar a Mata Atlântica e os povos que cuidam dela
significa proteger espécies únicas, equilibrar o clima, conservar os recursos
hídricos e garantir serviços ambientais essenciais para milhões de pessoas que
vivem em suas áreas de influência.
Gostaria de
ressaltar primeiramente que quem mantém a Mata Atlântica viva no estado de São
Paulo quer reconhecer a importância da região do Vale do Ribeira, que se
localiza entre São Paulo e Paraná, que abriga o maior remanescente contínuo
desse bioma, hoje reduzido a cerca de 10% de sua cobertura original.
É nesse
território que comunidades quilombolas protegem florestas nascentes, biodiversidade
e modos de vida que ajudam a regular o clima e a água. Mesmo diante de ameaças,
violações de direitos e maior vulnerabilidade aos eventos extremos, essas
comunidades seguem produzindo respostas concretas para a crise climática.
Também gostaria
de celebrar um fato publicado por um artigo publicado pela ONG SOS Mata
Atlântica, que mostra um avanço das políticas de preservação e restauração,
visto que a supressão total registrou queda de 28%, chegando a 40% em florestas
maduras. Dois dos principais sistemas de monitoramento da Mata Atlântica
apresentaram em 2025 os melhores resultados de suas respectivas séries
históricas.
O Atlas dos
Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, por exemplo, mostra que, em quatro
décadas de monitoramento, pela primeira vez, o desmatamento anual ficou abaixo
da marca de dez mil hectares.
O dado ganha
relevância em um momento particularmente emblemático. Em 2026, a Lei da Mata
Atlântica completa 20 anos, a primeira norma criada especificamente para
proteger um bioma no Brasil e considerada referência internacional na
conservação de florestas tropicais.
A queda nos
índices é resultado da combinação entre pressão social, engajamento da
sociedade civil, fortalecimento de políticas ambientais e intensificação das
ações de fiscalização.
Entre as
iniciativas que contribuíram para este cenário estão operações, como as
operações Mata Atlântica em Pé, a adoção de embargos remotos, a limitação de
acesso a crédito em áreas desmatadas ilegalmente e a consolidação da Lei da
Mata Atlântica como principal mecanismo de proteção da vegetação nativa do
bioma.
Assim, é de
vital importância seguirmos construindo políticas públicas para a preservação
deste bioma tão fundamental, razão pela qual sigo dedicando minha atuação à
criação e à manutenção da gestão pública de parques com a criação do Parque
Morro Grande, que está se consolidando pelo governo estadual e que foi dado
após eu protocolar o PL 666/25. Lutemos também pela finalidade pública e
ambiental dos parques privatizados, o Ibirapuera, o Villa-Lobos, o Trianon e o
Água Branca.
A Mata
Atlântica abriga cerca de 70% da população brasileira, sustenta mais de 80% do
PIB nacional. Protegê-la é garantir segurança hídrica, estabilidade climática,
produtividade agrícola para a maior parte do País.
Sra.
Presidente, agradeço muito a sua atenção de estar presidindo esta sessão.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL
- Obrigada, deputado.
Próximo orador na lista, deputado
Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Marcio
Nakashima.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Sra. Presidente, eu
iria pedir o levantamento da sessão, mas o deputado Giannazi vai pedir ainda
uma palavra pelo Art. 82.
A
SRA. PRESIDENTE - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL
- Pois não?
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem, Sra.
Presidente. Posso utilizar a tribuna pelo Art. 82 do Regimento Interno?
A
SRA. PRESIDENTE - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL
- É regimental. O senhor tem cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- PELO ART. 82 - Sra. Presidenta desta sessão, deputada Monica Seixas,
telespectador da TV Assembleia, de volta à tribuna no dia de hoje.
Quero comentar
e aproveitar para divulgar uma importante iniciativa o Ministério do Trabalho e
Emprego, do governo federal, que regularizou uma portaria, a Portaria nº 14, de
2019, do próprio ministério, que trata da Norma Regulamentadora nº 1, a famosa
NR 1, que tem a ver com a segurança no trabalho. Houve uma alteração desse
texto, uma atualização desse texto, que começou a valer a partir de ontem, dia
26 de maio de 2026.
Ela trata de
uma questão muito importante, a princípio, no primeiro momento, para todos os
trabalhadores regidos pela CLT, pelos celetistas, que trata da questão da saúde
mental, onde obriga as empresas e órgãos públicos também que têm contratos
celetistas a organizarem um programa de prevenção, de gestão de riscos
psicossociais no ambiente de trabalho, com ênfase agora na questão da saúde
mental dos trabalhadores e trabalhadoras.
Então esse é o
avanço dessa NR 1, que obriga todas as empresas, inclusive, repito, empresas
públicas também, porque todas elas terão que rever questões gravíssimas que
estão adoecendo os trabalhadores, como a exigência de metas excessivas,
jornadas extensas de trabalho, ausência de suporte, assédio moral/sexual, falta
de autonomia no trabalho, superlotação, falta de assistência médica e
psicológica e outros itens importantes que têm levado ao adoecimento de
trabalhadores e trabalhadoras.
Eu quero dizer que
nós, por analogia, e também por uma questão de isonomia, defendemos que essas
regras, essas exigências sejam também exigidas para os órgãos públicos, que
possam beneficiar também os servidores estatutários, porque eles também são
vítimas de todo esse processo, principalmente aqui no estado de São Paulo,
quando vemos a rede estadual de ensino, por exemplo, e outros setores do
funcionalismo público sofrendo com adoecimento, com síndrome do pânico, com
depressão e tantas outras doenças mentais, transtornos mentais por conta do
mundo do trabalho.
Principalmente
aqui na Educação, que nós acompanhamos mais de perto, a superlotação de salas,
a violência nas escolas, as plataformas digitais que estão estressando tanto os
professores como também os alunos, a famigerada farsa da avaliação de
desempenho, que já foi instalada aqui para punir, para criminalizar, para
assediar e para perseguir os profissionais da Educação do estado de São Paulo,
que agora o governo tenta legalizar através do Projeto de lei nº 1.316, que ele
tenta aprovar aqui na Assembleia Legislativa.
Todas essas
medidas punitivistas que existem, a demissão sistemática em massa de
professores, a falta de investimento na Educação, tudo isso gera um clima de
adoecimento na rede estadual para os profissionais da Educação.
Então nós
reivindicamos que essa Norma Regulamentatória nº 1, a Portaria nº 1.419, seja
também estendida a todos os setores do funcionalismo público do Brasil, e,
sobretudo, também aos estatutários, não só aos celetistas, porque, infelizmente,
recentemente, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, infelizmente, um
retrocesso, dizendo que os entes federativos podem também contratar servidores
públicos através da CLT, tentando minar o concurso público, a estabilidade.
Mas, nesse
sentido, essa será a nossa luta de agora em diante. O cumprimento também dos
princípios, das normas, das exigências da Norma Regulamentatória nº 1 para todo
o funcionalismo público do nosso país.
Muito obrigado,
deputada Monica Seixas.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Havendo acordo entre
as lideranças, eu solicito o levantamento desta sessão.
A
SRA. PRESIDENTE - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - Havendo
acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por encerrados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 15 horas e 39 minutos.
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