30 DE JUNHO DE 2026

89ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: CARLOS GIANNAZI, SOLANGE FREITAS, EDUARDO SUPLICY, PROFESSORA BEBEL e THIAGO AURICCHIO

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - CARLOS GIANNAZI

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h02min.

        

2 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI

Dá as boas-vindas ao servidor Orlando Machado, que retornou após licença médica.

        

4 - SOLANGE FREITAS

Assume a Presidência.

        

5 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - EDUARDO SUPLICY

Assume a Presidência.

        

7 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

8 - PROFESSORA BEBEL

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

9 - EDIANE MARIA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

10 - PROFESSORA BEBEL

Assume a Presidência. Endossa o pronunciamento da deputada Ediane Maria.

        

11 - GIL DINIZ BOLSONARO

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

12 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Endossa o pronunciamento do deputado Gil Diniz Bolsonaro.

        

13 - SOLANGE FREITAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

14 - GIL DINIZ BOLSONARO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

15 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

16 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Endossa o pronunciamento do deputado Eduardo Suplicy.

        

GRANDE EXPEDIENTE

17 - SOLANGE FREITAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

18 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

19 - BETH SAHÃO

Solicita a suspensão da sessão até as 16 horas e 30 minutos, por acordo de lideranças.

        

20 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Anota o pedido.

        

21 - REIS

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

22 - PRESIDENTE PROFESSORA BEBEL

Defere o pedido da deputada Beth Sahão e suspende a sessão às 15h20min.

        

ORDEM DO DIA

23 - THIAGO AURICCHIO

Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h39min. Coloca em votação e declara aprovado o requerimento de constituição de comissão de representação, da deputada Ana Perugini, com a finalidade de participar do Encontro nacional de parlamentares municipais e estaduais do Brasil: Mais Mulheres, Mais Direitos, nos dias 29, 30/06 e 01/07, em Brasília.

        

24 - DR. JORGE DO CARMO

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

25 - PRESIDENTE THIAGO AURICCHIO

Defere o pedido. Informa a continuidade do primeiro período desta Sessão Legislativa, tendo em vista não ter sido apreciado até o momento o PL 407/26, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 01/07, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h41min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior, e recebe expediente.

Dando início à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente. Com a palavra, a deputada Leci Brandão. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Caio França. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Donato. (Pausa.)  Com a palavra, o deputado Eduardo Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi. Primeiro quero dar uma boa notícia, porque eu acabo de encontrar o Sr. Machado, que alguns ficou alguns meses com um certo problema de saúde, que ele estava explicando, mas felizmente ele está melhor e vai poder continuar a colaborar conosco. Então seja muito bem-vindo de volta aqui à Alesp.

 

O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Seja bem-vindo, Machado, uma alegria enorme te receber aqui novamente, um abraço.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Eu quero compartilhar com todas e todos que, na semana passada, protocolei o Projeto de lei nº 641, de 2026, que institui o “Programa de Apoio a Pedestres e Ciclistas nas Rodovias Estaduais de São Paulo”. A proposta do projeto é garantir um suporte básico a quem caminha ou pedale nos acostamentos de nossas rodovias.

A ideia inicial desse projeto veio do professor José Justo, da Unesp, de Assis. O professor Justo procurou o meu gabinete no ano passado, propondo um projeto de lei para dar condições mínimas aos andarilhos e trecheiros. Justo estuda o tema de andarilhos e trecheiros há décadas e há tempos vê que há uma ausência de políticas públicas para esse segmento da população.

Ao longo de um ano, o professor e a minha equipe fizeram diversas reuniões, pesquisas e diálogos com coletivos. Refletimos que seria essencial um programa de apoio para todas as pessoas que caminham a pé nas rodovias e não só andarilhos e trecheiros, como, por exemplo, os peregrinos e os romeiros que, pela fé ou motivação espiritual, caminham centenas de quilômetros por vários dias.

Refletindo um pouco mais, percebemos que os ciclistas também necessitam desse suporte. Se prestarmos atenção quando estamos viajando, é possível perceber muitos ciclistas que pedalam por esporte ou lazer, mas não só isso, há também ciclistas que pedalam da cidade em que moram para uma cidade vizinha em que trabalham.

Finalmente, chegamos à conclusão de que o projeto de lei deveria incorporar todos os pedestres e ciclistas de nossas rodovias, independentemente de motivo, se por fé, trabalho, esporte, lazer ou opção. Com isso, pude, enfim, protocolar o projeto de lei.

Quero agradecer ao professor José Justo pela importantíssima contribuição nessa proposta e pela relevante pesquisa que ele desenvolve há décadas. Amanhã, Justo virá ao meu gabinete para dialogarmos sobre o tema.

Afinal, por que esse projeto é importante? A relevância reside no fato de que, embora o transporte rodoviário seja central para a economia e a sociedade brasileira, uma parcela significativa de seus usuários permanece invisível às políticas públicas: os pedestres e os ciclistas que utilizam os acostamentos. Trago alguns pontos cruciais para a urgência da aprovação desse projeto de lei.

 

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- Assume a Presidência a Sra. Solange Freitas.

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Vulnerabilidade extrema: grupos, como moradores da zona rural, romeiros, peregrinos, especialmente andarilhos e trecheiros, enfrentam exclusão sociopolítica, insegurança, falta de infraestrutura, de apoio, precariedade no acesso a itens básicos, como água, alimentação e abrigo.

Lacuna de dados: esses cidadãos não são contabilizados em recenseamentos oficiais, o que impede a gestão eficiente de serviços públicos voltados a eles.

Segurança viária: a legislação atual foca majoritariamente em veículos automotores, deixando pedestres e ciclistas expostos a riscos elevados, sem a devida orientação ou proteção.

Dever do Estado: o projeto não visa incentivar a vulnerabilidade, mas sim cumprir o dever estatal de assegurar proteção mínima, dignidade e respeito a todas as formas de existência que compartilham o espaço rodoviário.

E quais os principais pontos da proposta? O programa estabelece uma rede de apoio coordenada pela Artesp e pelo governo estadual, envolvendo concessionárias, Polícia Rodoviária, municípios e estabelecimentos comerciais.

Os eixos centrais são: 1º - garantia de direitos básicos - acesso gratuito à água potável e instalações sanitárias, incluindo banho no Serviço de Atendimento ao Usuário, SAU, das concessionárias e em postos de combustíveis; direito de utilização de espaços públicos nos entornos das rodovias, para descanso e pernoite; proibição expressa de remoção ou deslocamento forçado de pessoas que transitam a pé ou de bicicleta; segurança, assistência e gestão - distribuição gratuita de coletes, refletores e orientações de segurança para uso dos acostamentos; auxílio em situações de emergência, como fadiga extrema, intempéries ou de quebra de bicicleta, garantindo um transporte até um local seguro ou cidade próxima; realização de campanhas de sensibilização para motoristas sobre o respeito aos pedestres e ciclistas; realização de contagens periódicas de pedestres e ciclistas para identificar os trechos de maior circulação e subsidiar as políticas de apoio.

Sugiro aos deputados e deputadas que leiam o Projeto de lei nº 641, de 2026 e, caso queiram, solicite a coautoria. E faço o apelo para que, em breve, possamos aprová-lo nesta Casa Legislativa para que, enfim, tenhamos uma legislação que proteja os pedestres e ciclistas que transitam em nossas rodovias.

Muito obrigado, Sra. Presidenta.

 

A SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito obrigada, deputado Suplicy.

Continuando a lista de oradores, deputado Reis. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi, V. Exa. tem o tempo regimental de cinco minutos.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. deputada Solange Freitas, deputado Suplicy, deputada Ediane, deputada Bebel.

Na semana passada, eu estive em uma reunião importante em Santana de Parnaíba com as educadoras de educação infantil, que há muitos anos estão em luta pelo enquadramento na carreira do Magistério, pelo cumprimento agora da Lei nº 15.326, de 2026. A Lei da deputada federal Professora Luciene Cavalcante, aqui de São Paulo.

A lei foi aprovada no Congresso Nacional, na Câmara Federal, no Senado Federal e, depois, sancionada pelo presidente Lula. É uma lei que obriga todos os municípios do Brasil a fazerem o enquadramento de todas as educadoras de educação infantil na carreira do Magistério, porque elas são professoras, elas são docentes. Tanto é que o nome do movimento é Somos Todas Professoras.

E, nessa reunião, Sra. Presidente, eu fiquei chocado com o que eu ouvi. Primeiro que a lei é muito clara, ela exige o enquadramento para aquelas professoras que tenham já o Magistério ou a Pedagogia, ou que tenham também ingressado na rede municipal através do concurso público e que tenham a função docente, o contato direto com as crianças das creches. Então, não há outra interpretação que não seja o enquadramento.

Agora, é estranho que a Prefeitura, que o prefeito da cidade, abriu concurso para contratar mais ADIs. Ao invés de contratar professoras, a fazerem o enquadramento dessas educadoras, fazendo essa reparação histórica, e depois, sim, abrir um concurso para professoras de educação infantil, ele faz o contrário. Ele afronta a Lei nº 15.326 e abre concurso para ADIs, para Auxiliares de Desenvolvimento Infantil.

Isso não pode mais. A lei é muito clara, a lei que alterou a LDB, da deputada Luciene Cavalcante, a lei que alterou também a Lei do Piso Nacional do Magistério. Então, já começa a gravidade da situação.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.

 

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Em segundo lugar, eu me lembro de que, em 2019, nós fizemos uma audiência pública aqui. No dia 5 de dezembro de 2019, nós organizamos, deputada Ediane, uma importante audiência pública aqui com essas educadoras de educação infantil de Santana de Parnaíba.

Foi a primeira, aliás, organizada aqui na Assembleia Legislativa, que deu depois bases, que, na verdade, detonou um processo para a organização de outras audiências aqui na Alesp, pelo nosso mandato, com outros municípios, que culminou com o movimento Somos Todas Professoras, e depois com a Lei nº 15.326.

E essas professoras, na época, foram perseguidas pelo atual prefeito, que voltou agora. O prefeito abriu sindicância, transferiu essas servidoras que participaram, que fizeram uso da palavra aqui dentro da Assembleia Legislativa.

Elas foram punidas, foram transferidas das suas creches, das suas unidades escolares de trabalho para regiões distantes. Então, foi uma retaliação, uma afronta à liberdade de expressão, uma afronta da Prefeitura à livre manifestação no espaço público que é a Assembleia Legislativa. Mas, não contente com isso, agora, após uma reunião das educadoras de Educação infantil, de uma comissão representativa, com representantes, com secretários da prefeitura...

Houve uma reunião, e o resultado dessa reunião foi posteriormente publicado, houve transparência; logicamente, toda reunião pública tem que ter transparência. As educadoras fizeram a postagem na página do movimento Somos Todas Professoras, dizendo do resultado daquela reunião. E, no entanto, agora elas estão sofrendo uma sindicância, foi aberta aqui a Sindicância nº 005, de 2026.

É um absurdo que, numa prefeitura aqui da Grande São Paulo, nós tenhamos assédio, perseguição política em cima de educadoras de Educação infantil que estão lutando por um direito constitucional - o enquadramento na carreira do Magistério, Sr. Presidente, deputado Suplicy.

A Prefeitura age, o prefeito da cidade, sua gestão age com covardia contra mulheres, contra as pessoas que cuidam da primeiríssima infância da cidade de Santana de Paranaíba. Lá, Santa de Parnaíba, lutar por direitos é crime.

É isso que está acontecendo: professoras de Educação infantil, que cuidam das crianças, dos bebês, são perseguidas, porque não podem exercer o livre exercício de opinião, de manifestação; elas não podem se organizar, que são perseguidas. Não podem lutar pelo enquadramento na carreira do Magistério.

Então, Sr. Presidente, nós já estamos tomando providências em relação a isso, até porque eu quero dizer que tem muitas prefeituras já fazendo enquadramento das educadoras de Educação infantil, respeitando a Lei nº 15.326.

Jaguariúna, Poá, Presidente Prudente, Fortaleza, Diamantina, Eldorado - fora as outras cidades de outros estados, como Cuiabá, que já fez agora o enquadramento, em cima da lei. Fortaleza acabou de aprovar, também na Câmara Municipal, o projeto de lei da própria prefeitura.

Mas infelizmente, aqui em Santana de Parnaíba, as educadoras que lutam pelo cumprimento da lei federal estão sendo perseguidas, de uma forma covarde, cruel e perversa, pela atual gestão.

 Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Deputado Carlos Giannazi. Tem a palavra agora o deputado Rafael Saraiva. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.)

Pela Lista Suplementar agora, deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino está presente.

Tem a palavra pelo tempo regimental.

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, nobre deputado que preside, Eduardo Suplicy, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp.

Sr. Presidente, hoje venho trazer novamente aqui a denúncia contra a Fundação Itaú Saúde, do Banco Itaú, não só daqui do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil. Nós estamos há um ano na luta em defesa dos aposentados e aposentadas do Itaú no estado de São Paulo.

Trouxe aqui algumas imagens: há um ano, a gente entrou nessa luta junto com os aposentados, porque o Banco Itaú aumentou de forma abusiva o valor dos pagamentos do plano de saúde. Quando os trabalhadores estão na ativa, tem um valor que eles acabam pagando; quando se aposentam, assumem o plano de forma integral, mas o Itaú aumentou de forma significativa esse valor, inclusive fazendo uma fraude na prestação desse convênio, que antigamente era feita pela Fundação Itaú Saúde.

O Banco Itaú adquire a Porto Seguro e, adquirindo a Porto Seguro, acaba passando todas as vidas da Itaú Saúde para a Porto Seguro, aumentando de forma significativa os valores que esses trabalhadores aposentados pagavam desde então.

E aí nós fizemos aqui a primeira audiência pública foi no dia 23 de junho de 2025, foi a primeira audiência pública aqui na Assembleia Legislativa, que tem algumas imagens também.

A foto aqui da Neiva, presidenta do sindicato, aqui de toda coordenação da Associação de Aposentados do Banco Itaú. Tivemos aqui essa atividade. Pode voltar só mais uma? Aqui são as atividades aqui em plenário, na Assembleia Legislativa, uma audiência muito representativa onde os aposentados trouxeram para a gente as suas demandas.

Na sequência, nós tivemos também, no dia 18 de agosto de 2025, uma audiência pública na cidade de Brasília, uma audiência ali na Câmara dos Deputados, cobrando justamente, como é uma demanda do Brasil, não é só do estado de São Paulo, fizemos essa audiência pública em Brasília e aí estivemos juntos com a delegação legislativa do consumidor da Assembleia.

Na sequência, foi feito aqui um ato dos aposentados na Avenida Paulista: “Itaú 100 Anos, Aposentados Sem Planos”, esse é o slogan que os aposentados têm trazido e tiraram como referência nessa campanha, que está no estado de São Paulo como um todo.

Itaú, cuide de seus aposentados e plano de saúde com valores não abusivos. Porque hoje o valor é abusivo, que está sendo cobrado, e muitos trabalhadores, inclusive já com algumas doenças preexistentes, não podem sequer mudar de plano, porque não seriam, inclusive, aceitos em outros planos de saúde no estado de São Paulo.

 Pode passar. Aqui nós tivemos - pode deixar nesta aqui - uma reunião com o Procon São Paulo, tivemos uma reunião com o Ministério Público de São Paulo, com o Ministério Público de Minas Gerais, porque o Itaú não respeita os seus trabalhadores aqui no estado de São Paulo.

Porque a Fundação Itaú Saúde, a maioria dos seus trabalhadores, a direção da Fundação Itaú Saúde, os seus diretores estão no estado de São Paulo, o atendimento, o funcionamento, só que o Itaú foi e abriu a Fundação Itaú Saúde em Minas Gerais. Por esse motivo, nós tivemos que ir até Minas Gerais conversar com o Ministério Público de Minas Gerais para tentar resolver esse problema dos aposentados do Banco Itaú.

Então nós tivemos aqui no Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público de São Paulo e também nós já fomos até a ANS, conversar com Wadih Damous, mostrando que o Itaú está fazendo uma fraude, uma fraude na gestão de convênio médico no estado de São Paulo e em todo o País.

Aqui nós tivemos mais uma reunião também com o procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Dr. Paulo Sérgio de Oliveira, tivemos uma reunião com a coordenação dos Aposentados, a Comissão de Aposentados do Banco Itaú, justamente tirando e dialogando as estratégias necessárias para que o banco volte atrás nessa ação, que a gente fala, não é só (Inaudível.).

Nós conseguimos mostrar para o Ministério Público de Minas Gerais, conseguimos mostrar na ANS que o Itaú tem cometido uma fraude na gestão de convênio médico para os seus trabalhadores e para os seus aposentados.

Então, depois de um ano dessas movimentações, estamos agora já no período próximo de uma solução e gostaria, Sr. Presidente, que essa minha fala aqui em plenário seja encaminhada ao presidente do Banco Itaú, ao presidente da Fundação Itaú Saúde, ao presidente da ANS, Wadih Damous, e que seja encaminhada também ao Ministério público de São Paulo, ao Ministério Público de Minas Gerais.

Porque nós não podemos compactuar com uma fraude que o Itaú está fazendo, inclusive colocando em risco a vida de milhares de trabalhadores aposentados, porque uma vez não tendo mais plano de saúde, tem muitos trabalhadores, inclusive, que vieram a óbito, porque não conseguem continuar o tratamento, são obrigados a sair do convênio médico.

Então o Itaú não respeita os seus aposentados, o Itaú não respeita os seus trabalhadores. Tivemos que ir aos órgãos competentes da Justiça para que seja feita essa reparação.

Esperamos que o Itaú repare sem ter necessariamente essa conclusão final dos órgãos, senão vai ser uma ação muito ruim para um banco do porte do Itaú, que lucra tanto com os aposentados, pessoas que contribuíram muito ao longo dos seus últimos anos para que essa empresa seja o que é hoje, e o Banco Itaú simplesmente vira as costas aos aposentados no momento que mais precisam.

Então, quero que sejam encaminhadas, Sr. Presidente, as solicitações que eu fiz, aos presidentes dessas instituições e esperamos uma solução mais breve possível, antes, inclusive, de uma solução pela ANS ou pelo Ministério Público, porque uma negociação sempre é melhor do que o resultado de uma decisão judicial. Espero que o banco devolva o mais rápido possível.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Cumprimento o deputado Marcolino.

Tem a palavra agora, deputado Enio Tatto. (Pausa.)

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Pois não?

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Só queria que fosse encaminhada essa solicitação que eu fiz ao presidente do Banco Itaú, ao presidente da ANS, ao Ministério Público de Minas Gerais, ao Ministério Público de São Paulo e também ao presidente da Fundação Itaú Saúde.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Serão providenciadas as respectivas... Os envios dos respectivos documentos às autoridades mencionadas.

Enio Tatto. (Pausa.) Tem a palavra, deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.)

Professora Bebel, tem a palavra pelo tempo regimental.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, nosso sempre deputado e nobre senador Eduardo Suplicy, nosso sempre senador.

Cumprimento os assessores que compõem a Mesa Diretora de trabalhos, assessores à minha esquerda, à minha direita, enfim, deputados e deputadas presentes aqui e todos os que nos acompanham através da TV Alesp. Sempre muito bom estar repercutindo o que os parlamentares fazem na sua pauta no estado de São Paulo.

Eu tive uma fortíssima audiência pública na cidade de Santa Bárbara d’Oeste, porque, veja, a gente teve aqui uma luta, aqui. Aliás, uma audiência pública para tratar da Tarifa Zero.

Foi um debate muito forte, porque tratar da Tarifa Zero não é simplesmente deixar para que os municípios se virem, para que os estados se virem. Não, tem que ser uma política de Estado, de inclusão. E mais que isso, estabelecer que o direito de ir e vir é constitucional. Como tal, nós temos que lutar.

A gente entende que houve um grande avanço na Constituição de 88 quando pôs que os 65... As pessoas que têm 65+ têm o direito ao transporte gratuito coletivo. A gente não tem... A gente tem acordo com isso, mas nós entendemos que os estudantes do ensino médio têm que ter o direito ao passe livre.

Por que eu estou destacando os estudantes do ensino médio? Porque os estudantes do ensino médio - diferentemente dos da educação infantil, do primeiro ciclo do ensino fundamental, do segundo ciclo - têm a previsão de ter o transporte quando a escola está longe de suas casas. A educação infantil, a mesma coisa. Mas não tem para quem estuda no ensino médio, nas Etecs, enfim.

Então nós temos que fazer essa luta, e nós estamos precisando de mais de um milhão de assinaturas, para que a gente consiga, deputada Ediane, com que os estudantes dessa etapa da educação básica tenham o passe livre e, ao mesmo tempo, possam estudar, e não tenham problema de evasão.

Se tem uma coisa que a gente tem que entender é que a gente só vai chegar à igualdade se a gente admitir que na ponta, no início, na ponta de início, a gente tem diferenças. E há diferenças.

Então é necessário que o Estado brasileiro... Eu não digo de uma esfera só, estou dizendo do Estado brasileiro, estou falando do município, do Estado e da União, que se unam em torno de uma questão.

Que é o quê? Ter um fundo nacional da mobilidade social. Eu acho que isso... Da mobilidade urbana. Esse fundo nacional tem que aportar em recursos, sim, dos pedágios, de multa de pedágio, das multas que são oriundas, para, enfim, compor esse fundo nacional, porque eu vir aqui e falar “Olha, tem que ter o passe livre para todos”, mas não apontar de onde vem o dinheiro é muito complicado.

Então a gente está pedindo apoio. Olha, entra no QR code, assina e dá o apoio aí, para a gente empurrar lá em cima para sair o passe livre. Estou falando lá em cima, Gil, não estou brigando com ninguém aqui embaixo, eu estou falando com todo mundo.

Então, quer dizer, isso vai ser muito bom para a “estudantada” e a gente... Acho que é um trabalho coletivo de todo mundo, não é da Professora Bebel. São os estudantes que se mobilizaram e trouxeram essa pauta em uma câmara de vereadores, com cerca de 300 trabalhadores e trabalhadoras lá presentes, e apoiando essa luta dos estudantes do ensino médio.

Mas eu quero rapidamente falar dos professores do estado de São Paulo e com relação ao concurso público. Nós estamos lutando veementemente, primeiro, pela prorrogação e pela chamada. Aí, muitos falam assim: “Ah, mas entra logo com essa ação”. Para você prorrogar, você tem que ter primeiro o prejuízo e, lamentavelmente, é isso. Quem é advogado sabe disso. “Ah, mas não volta, deputado”, não, claro que volta.

Se tem 140 mil aprovados no concurso e nós temos 120 mil professores contratados de forma precária, por que não acatar pelo menos a mediação que faz o Ministério Público de... Como é que eu diria? De efetivar 44 mil.

E aí você tem 13 mil, que dá quase 50 mil, pelo menos cai pela metade esses 120 mil que estão aí contratados precariamente, sem nenhum direito e sai sem... Depois que o contrato rompe, acaba em dezembro, sai sem lenço e sem documento.

Não, nós queremos a dignidade dos professores do estado de São Paulo e a dignidade passa por reconhecer esse concurso público e fazer com que os professores sejam efetivados, para que a gente garanta os direitos deles e para que a gente garanta a chamada, a dita, a requerida, tanto por nós como pela sociedade, a qualidade de ensino, que vai impulsionar este estado e este País.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

Agradeço aqui e, enfim, esse é o recado que eu tinha para dar.

Muito obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Cumprimento deputada Bebel. E com a palavra agora deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.)

Deputada Ediane Maria tem a palavra pelo tempo regimental.

 

A SRA. EDIANE MARIA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sr. Presidente. Boa tarde aqui todos os funcionários dessa Casa, quero saudar também os parlamentares aqui presente. Bom, gente, olha, subir neste Plenário aqui vai dando uma fadiga, eu acho, vai dando um enjoo, porque, assim, professora Bebel, a gente está de saco cheio.

Dia sete... vamos lá, gente, sete de maio - janeiro, fevereiro, março, abril, maio -, foi aprovado o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. Depois de quanto tempo de luta? Depois de dois anos de luta, de mobilização, de organização da classe trabalhadora, daquele pedreiro, do jovem que está lá trabalhando no Burger King, no McDonald’s, no shopping, está ali no comércio trabalhando sem ter vida além do trabalho.

Essa pessoa entendeu, lá em 2024, de saco cheio, a partir do Rick Azevedo, um balconista de farmácia, um nordestino que foi para o Rio de Janeiro, lutando na esperança de mudar de vida, chega lá e viu que não ia ter vida além do trabalho trabalhando na escala 6x1, uma escala que explora, que mata, que, sabe, dá desesperança para o povo.

Aí, finalmente, depois de dois anos, de constrangimento, onde a sociedade colocou o Congresso Nacional como inimigo do povo, passou. Precisou o presidente Lula ir lá, pegar pelas unhas, pegar pelo chifre e falar: “Olha, deputados, já que vocês não querem passar a PEC da deputada Erika Hilton, então vou colocar aqui um projeto em regime de urgência do Congresso Nacional, que eram 45 dias para o projeto ser pautado em plenário.

Colocaram mil coisas: comissão especial, o “tralalê”, o “tralalá”, tudo. Deputado que nunca trabalhou na vida, que não sabe o que é uma escala 6x1, não sabe o que é uma carteira assinada, estava lá falando sobre a vida do trabalhador e definindo se você ia ter folga ou se você não ia ter folga.

Passou, Sr. Deputados. E todo mundo que está em casa agora, passou sabem quanto tempo? Quase dois meses. Sabe o que o Davi Alcolumbre aproveitou neste mês de junho? Festa junina, festa dos nordestinos, uma festa tradicional para dançar forró, piseiro, ir para Parintins, para a Amazônia conhecer o boi-bumbá, conhecer tudo.

Sabe o que ele não fez? O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não pegou os seus senadores, inclusive o Romário... Romário, você é da época. Romário, em que eu tinha um carinho, uma admiração, mas depois que você virou senador, acabou. Acabou. Você está dançando lá na Copa, fazendo dancinha, passinho. Pelo amor de Deus, sendo misógino inclusive com jornalista.

Ou seja, gente, ao invés de os senadores estarem focados na única conquista... A única conquista, em mais de 40 anos, da classe trabalhadora foi o fim da escala 6x1. Ponto. Eles pegaram, olharam: “Ah tá, tem essa vitória aqui que é da classe trabalhadora? É do balconista? Ah, da diarista, é isso? Ah, da empregada doméstica? Não, não vamos passar, não. Agora eu vou sentar em cima aqui da escala 6x1, não vou pautar”. É isso que eles estão pensando neste momento.

Eles querem que a gente esqueça e querem que, inclusive, chegue logo o dia 4 de julho para que não passe nada, para que o Senado não paute, porque logo mais, assim como eles usaram o tempo todo falando que a escala 6x1 era uma política eleitoreira... Foi isso que eles usaram para não garantir que você tivesse descanso, foi isso que eles usaram e estão lá fazendo barganha política a partir da luta e da única conquista da classe trabalhadora.

Ou seja, qual é o trabalho que Davi Alcolumbre tem com seus senadores? Sabe qual é a única coisa que tem que fazer? É pegar a PEC. Sabe, a 6x1? É só pegar e pautar no plenário do Senado e passar. Somente isso. Mas nem isso, que é muito pouco para quem ganha muito, nem isso eles querem fazer.

Ou seja, não vai ser de dancinha, Davi Alcolumbre, que o povo... O povo está olhando você dançando. Inclusive, sabe o que é doido? Porque ninguém sabia, a classe trabalhadora não sabia para que servia o Congresso Nacional, não sabia para que servia esta Casa aqui. Ninguém sabia. Hoje o trabalhador olha sabe para onde? Até para o Senado, e fala: "Ou vocês votam o fim da escala 6x1, ou é tchau! Ou é tchau! Vocês ficam oito anos aí dentro desse túmulo, mas vocês precisam ser retirados e colocar trabalhadores."

 

* * *

 

- Assume a Presidência a Sra. Professora Bebel.

 

* * *

 

Então, depois de toda essa mobilização, agora, hoje, novamente, às 18 horas, nós teremos um ato convocado pelos movimentos sociais para que novamente o povo vá para a rua, os movimentos sociais, para dizer: “Davi Alcolumbre, senadores, acordem. Acordem, se levantem do seu sono profundo. Romário, volte lá dos Estados Unidos, volte, volte, venha trabalhar. Nós queremos que passe, antes do dia 4 de julho, o fim da escala 6x1.”

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Parabéns, deputada Ediane Maria. Eu assumo agora a Presidência aqui dos trabalhos e devo dizer que V. Exa., ao fazer essa convocação de público, também reafirmamos aqui a importância da nossa participação lá no ato da Avenida Paulista, às 18 horas, pelo fim da escala 6x1, porque é uma luta não só de toda a classe trabalhadora, mas uma pauta de gênero, porque nos atende muito, porque nós mulheres temos mais do que a jornada de trabalho fora de casa, mas também dentro de casa.

Parabéns, deputada.

Imediatamente passo então a chamar os próximos oradores. Deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.) Deputada Solange Freitas. (Pausa.)

 

O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, presidente.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Tem V. Exa. dois minutos.

 

O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, presidente, é uma comunicação. Presidente, só para cumprimentar... Eu sei que já foi dito hoje aqui neste plenário, mas cumprimentar o Machado, que está aqui hoje conosco, assessor desta Casa Legislativa há mais de três décadas, presidente.

O Machado, para quem não sabe, estava hospitalizado, passou três meses hospitalizado. Desses três meses, a maior parte, mais de 80 dias, na UTI; dois dias, Solange, em coma, traqueostomia.

O Machado estar aqui hoje é um milagre, mas assim, é a presença real da providência divina atuando na vida dele, na vida dos seus familiares e na nossa vida aqui, que temos a honra de dividir este plenário com ele.

Eu fui assessor parlamentar, tive esse privilégio, e sei que a assessoria é o coração do mandato, e os nossos assessores técnicos aqui na Assembleia também são o coração deste Parlamento. Mas dizer da alegria de vê-lo aqui conosco bem, caminhando, sorrindo, fazendo aí agora a sua fisioterapia e logo mais vai estar plenamente conosco aqui de volta aos trabalhos.

Então dizer a ele aqui dessa alegria, sobretudo pela vida dele e sobretudo pela amizade que ele e os outros assessores aqui têm por cada um de nós, deputados, por todo o cuidado que eles têm conosco, mas agradecer hoje a Deus pela vida do Machado, por essa força, por essa vontade de viver.

E dizer a ele que ele nos inspira a sermos melhores, a trabalhar cada dia mais pelo povo de São Paulo e enxergamos nele esse exemplo de luta pela vida. E estar com ele aqui hoje é uma alegria enorme para todos nós, deputados.

Presidente, muito obrigado.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu agradeço, deputado Gil Diniz. Também reforço o que V. Exa. falou, até já o cumprimentei, e também a minha alegria de vê-lo aí sempre muito atento, muito atencioso com todos os deputados e deputadas, independente da ideologia. É isso que é importante.

Um grande funcionário e merece, sim, a nossa toda... Não só solidariedade, mas o nosso carinho e a nossa atenção. Muito obrigada, companheiro Machado - eu posso falar assim.

Bom, então, passando a palavra agora para a nossa querida deputada estadual Solange Freitas. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR -Obrigada, Sra. Presidente. E também fico muito feliz que o Machado esteja de volta, que se recuperou, que está aqui trabalhando pela gente. Muito obrigada por toda a sua dedicação que você tem com a gente. Agora voltando, seja bem-vindo de volta, e a gente está aqui também para ajudá-lo no que for preciso. Muito bom.

E a gente está falando de Saúde, né? Então a Saúde tem que ser prioridade, seja ela pelo SUS, ou particular, ou pelos planos de saúde. Agora, tem plano de saúde que deveria ter vergonha na cara. Negar atendimento de urgência para bebezinhos por causa da carência, além de colocar a vida dessas crianças em risco, eles estão contra a lei.

Os planos de saúde têm carência? Têm sim, mas quando é caso de urgência ou emergência, não podem negar atendimento. Estão negando. Isso aconteceu com dois casos na semana passada.

O primeiro, uma criancinha de pouco mais de um mês de vida precisando de UTI, o plano de saúde Unimed negou o atendimento. A criança foi para a fila do SUS, para o Cross, e também não tinha vaga, que é outra luta nossa. Tinha outros três bebezinhos na rede de saúde de Santos também esperando pelo SUS uma vaga de UTI.

Bom, só depois de muita luta, nós conseguimos com que a Unimed mudasse a decisão e enquanto isso, enquanto ela não mudou de ideia, a criancinha, o bebezinho, ficou na UPA Central de Santos por dias precisando de UTI. Graças a Deus, essa criancinha já teve atendimento e já está em casa, mas poderia ter sido outro o resultado desse caso, mas não foi. Conseguimos, a Unimed voltou atrás e deu esse atendimento.

Aí depois, dois dias depois, outro caso envolveu plano de saúde Ana Costa. Um bebezinho de cinco meses precisando de internação, o plano negou o atendimento também por causa da carência. E nesse caso, a família teve que apelar para a Justiça e aí conseguiu uma liminar. Aí o Ana Costa foi obrigado a fazer o atendimento e internar essa criança que estava precisando de uma vaga de internação.

O juiz de São Vicente, Fernando Diniz, aplicou a Súmula 103 do Tribunal de Justiça de São Paulo, que diz que é abusiva a negativa de cobertura em atendimento de urgência e emergência por causa da carência. E ainda citou a Súmula 597 do Superior Tribunal de Justiça, que vai no mesmo sentido. Ou seja, os planos de saúde não podem negar atendimento em casos de urgência por causa da carência.

Esses foram casos que eu fiquei sabendo porque as famílias me procuraram, me pediram ajuda. Mas quantas famílias estão sofrendo isso todos os dias? Pagam plano de saúde, pagam caro para não ter o seu direito garantido.

Tem plano de saúde, por exemplo, que está aplicando um reajuste de quase 40% ao ano, que é um abuso também, e ainda tenta ludibriar as famílias negando atendimento, indo contra a lei. Nós temos que buscar alternativas para punir os planos de saúde que estão enganando as pessoas ou então fazer algo para que eles não enganem as pessoas. E aí eu vou sugerir essa discussão na Comissão de Saúde aqui da Alesp.

Enquanto isso, nós também estamos lutando para ter mais vagas no SUS, mais vagas de UTI, mais vagas de internação. Nós conseguimos recentemente ampliar as vagas de UTI em dois hospitais de Santos, outros hospitais na Baixada foram inaugurados.

Mas a luta continua, porque precisamos ampliar. E os planos de saúde precisam fazer a parte deles também, porque quando eles não atendem, quando têm obrigação, eles também fazem com que essas crianças, essas pessoas vão para o SUS, superlotando ainda mais o SUS e fazendo com que outras pessoas ainda fiquem na fila por mais tempo.

Muito obrigada.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Muito obrigada, deputada Solange Freitas.

Imediatamente sigo a leitura chamando o deputado Gil Diniz, se já está presente. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais.

 

O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente.

Assomo à tribuna na tarde de hoje. Faz tempo que não venho ao plenário cumprimentar mais uma vez, como disse, o Machado e, em nome dele, todos os assessores, nossos policiais militares e civis, público na galeria, quem nos assiste pela Rede Alesp.

Presidente, hoje estamos numa reta final aqui deste semestre. Logo mais começa a campanha eleitoral de fato, mas provavelmente hoje nós votaremos aqui a LDO. A minha dúvida, presidente, eu sei que V. Exa. faz parte, deputado e sempre senador Eduardo Suplicy, faz parte da bancada dos trabalhadores, é se o PT vai aderir novamente à base do governo e vai votar conosco hoje, dando mais essa vitória ao governador Tarcísio.

Eu espero que pelo menos o bom debate seja feito. Nós estamos acompanhando nessa reta final de pré-candidaturas o índice de aprovação do governador Tarcísio e os adversários que ele tem.

No campo da esquerda, nós temos Fernando Haddad, que não consegue crescer, que tem um teto no estado de São Paulo. Por mais que a esquerda neste parlamento, que está bem representada com mais de 20 deputados neste plenário, uma bancada robusta de oposição, não conseguem fazer oposição de fato, real, ao governador do estado de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas...

Eu dizia agora há pouco: no último mandato, o PSL, partido de que eu fazia parte - hoje estou no PL, Partido Liberal -, o PSL fazia, uma ala do PSL - eu estava lá, fazia oposição ao João Doria, ao PSDB.

E o Partido dos Trabalhadores se engajou também na oposição. Resultado: João Doria, um pária na política paulista e nacional, não foi candidato a absolutamente nada. O PSDB, que tinha uma hegemonia no estado de São Paulo, praticamente se esfacelou.

O então governador Rodrigo Garcia, que estava no PSDB, não conseguiu a sua eleição. E o governador Tarcísio Gomes de Freitas foi eleito mesmo trabalhando contra toda essa máquina. Como eu disse, um partido que tinha hegemonia no estado de São Paulo.

E hoje, presidente, nós temos... Como eu disse, a bancada do Partido dos Trabalhadores é muito maior nesta legislatura do que no mandato passado. A bancada do PSOL, outros partidos menores, como o PSB, como a Rede, o PCdoB, e Tarcísio continua a crescer e, se realmente essas pesquisas estiverem corretas, vai ser no primeiro turno, até porque no campo da esquerda só ficou o Fernando Haddad, e Haddad tem feito um péssimo trabalho.

Fez um péssimo trabalho à frente do seu ministério e não goza de prestígio aqui na Capital, considerado por muitos, eu ousaria dizer aqui que pela maioria, um dos piores prefeitos que a sociedade já viu, ou o pior prefeito que a sociedade já viu.

Para piorar a situação do campo opositor, trouxeram Tebet e trouxeram Marina para disputar o Senado. Por quê? Porque não querem associar a imagem do PT a essas duas, já que, tradicionalmente, Tebet, em seu estado, era ligada ao agronegócio, Marina é da parte Norte do país, mas lá ela jamais conseguiria uma eleição.

Então, não que me preocupe em si, porque eu sou da base do governador. Vou, no momento oportuno, pedir voto a ele, como fiz em seu primeiro mandato. Antes mesmo de muitos aqui que aderiram ao governo no decorrer do seu mandato, ou no decorrer do segundo turno de 2022, eu aderi àquela candidatura quando tudo era mato, quando nós precisávamos empurrar o caminhão na subida, como diz no dito comum.

Mas vamos ver hoje aqui se essa vitória, como todas as outras ao governo do estado, for tão fácil, for tão simples, e amanhã essa Casa Legislativa entrar em recesso, é porque coisas maiores estão acontecendo e essa candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas está consolidada e sairá vitoriosa ainda no primeiro turno mesmo, o Partido dos Trabalhadores tendo seu candidato aí, Fernando Haddad.

Muito obrigado, presidente.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu agradeço o deputado Gil Diniz Bolsonaro. Chamo imediatamente o deputado Eduardo Suplicy, o nosso sempre senador e também deputado Eduardo Suplicy.

Tem V. Exa. cinco minutos regimentais. Senador, tem V. Exa. o tempo.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Querida Professora Bebel, quero registrar meu integral apoio à carta aberta da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, contra a proposta da redução da maioridade penal. Trata-se de um manifesto que reafirma princípios constitucionais, democráticos e humanitários fundamentais, crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e devem ser protegidos pelo Estado e pela sociedade.

A redução da maioridade penal não enfrenta as causas da criminalidade, não aumenta a segurança da população, apenas amplia um sistema prisional já reconhecidamente incapaz de ressocializar.

O caminho para uma sociedade mais segura passa pelo investimento em Educação, inclusão social, fortalecimento das famílias, oportunidades para a juventude, pelo cumprimento efetivo das medidas socioeducativas já previstas em lei, e passa também pela implementação incondicional da renda básica de cidadania.

A Pastoral do Menor nos lembra que desistir da juventude é desistir do futuro do Brasil. Em vez de responder à violência com mais encarceramento, precisamos responder com mais direitos, mais proteção, mais justiça social.

É com esse espírito que faço questão de registrar nos Anais desta Casa e de dar conhecimento a todos os parlamentares, na íntegra, da carta aberta da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que passo a ler.

“Carta aberta.

Manifesto da Pastoral do Menor de Arquidiocese de São Paulo.

Em defesa da vida, da dignidade e dos direitos de crianças e adolescentes.

À sociedade brasileira, aos parlamentares, às autoridades públicas, ao povo de Deus.

A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, fiel à sua missão de defesa incondicional da vida e da dignidade de crianças e adolescentes, vem a público manifestar profunda indignação e veemente oposição à decisão da Comissão de Constituição e Justiça que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Tal proposta não representa avanço. Ao contrário, constitui um grave retrocesso jurídico, social, histórico e civilizatório. Viola gravemente a Constituição Federal, que é clara ao estabelecer em seu Art. 228, que penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da legislação especial.

A tentativa de redução da maioridade penal fere um dos pilares da ordem constitucional, afrontando cláusulas pétreas que asseguram a proteção integral da infância e da juventude. Trata-se, portanto, de uma medida inconstitucional que desrespeita o pacto democrático firmado pela sociedade brasileira.

Afronta o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069, de 1990), que consagra a de proteção integral, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos em condição peculiar de desenvolvimento.

Reduzir a maioridade penal significa negar esse princípio fundamental, substituir a lógica da proteção pela punição, ignorar que o próprio ECA já prevê medidas socioeducativas, as responsabilizadoras adequadas a essa faixa etária.

O descumprimento de importantes tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, que estabelece a prioridade absoluta da proteção à infância, é um agravante. A redução da maioridade penal representa a quebra de compromissos internacionais, enfraquecendo a imagem do País, violando as normas de direitos humanos amplamente reconhecidas.

Assim, estamos vivendo um retrocesso histórico e social. A história demonstra que sociedades que optam por criminalizar a juventude ao invés de protegê-la, aprofundam desigualdades e perpetuam ciclos de violência.

A proposta atinge, sobretudo, adolescentes em situação de vulnerabilidade social, os mesmos que já enfrentam a ausência de políticas públicas, exclusão educacional, pobreza e falta de oportunidades.

Reduzir a maioridade penal é incompatível com uma sociedade que se diz comprometida com o bem comum. A redução não resolve a violência. Ao contrário, expande o sistema prisional, que já se mostra falido, superlotado, incapaz de promover ressocialização. Tal medida fere a ética cristã. À luz do Evangelho, somos chamados a cuidar, proteger e promover a vida, especialmente dos mais frágeis.

Violamos os princípios cristãos quando colocamos desejos, egoísmo, ideologias e interesses humanos acima dos mandamentos divinos. A redução da maioridade penal contraria frontalmente os valores cristãos de misericórdia, justiça e promoção da dignidade humana. Jesus Cristo nos ensina: “Deixai vir a mim as crianças”, não para puni-las, mas para acolhê-las.

A Pastoral do Menor reafirma que a proteção e a oportunidade são o caminho para enfrentar a violência que passa por investimentos em educação de qualidade, fortalecimento de políticas públicas para a juventude, apoio às famílias com políticas públicas de vidas, ampliação de oportunidade de inclusão social e cumprimento efetivo das medidas socioeducativas já previstas. Punir mais cedo não é solução.

Diante destas, conclamamos os parlamentares a rejeitarem qualquer proposta de redução da maioridade penal. A sociedade a não se deixar levar por respostas simplistas para problemas complexos, e as instituições a fortalecerem a cultura de proteção integral.

Não podemos aceitar que o Brasil acolha o caminho do encarceramento precoce em vez da esperança. Reduzir a maioridade penal é desistir da juventude, e desistir da juventude é desistir do futuro.

São Paulo, 2026.

Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, a serviço da vida das crianças e adolescentes, com a ciência e apoio do Vicariato Episcopal da Caridade Social da Arquidiocese de São Paulo.

Avenida Higienópolis, 890, São Paulo, Cep 01238-000, telefone 11 3660-3700”.

Assim, Sra. Presidenta, agradeço a atenção.

Muito obrigado.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Eu agradeço, meu sempre deputado e meu sempre senador Eduardo Suplicy. Por certo, essa é uma pauta que nos toca, é uma pauta que inclui a criança, o jovem carente, que não é mexendo na maioridade penal que resolvemos os problemas das desigualdades. Então, com certeza, é uma luta de toda a sociedade. E eu, então, passo agora, nós terminamos o Pequeno Expediente e vamos para o Grande Expediente.

 

* * *

 

- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

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A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Passando, então, a chamar imediatamente os próximos oradores da lista de oradores. Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)

Deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Deputada Solange Freitas. Tem Vossa Excelência dez minutos regimentais, neste Grande Expediente.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sra. Presidente. Eu falei de Saúde, agora eu vou falar de um outro assunto, na verdade, fazer um alerta sobre cruzeiros marítimos.

Quem olha de longe pode achar que o mercado de cruzeiros se resume a férias e lazer, mas nós que vivemos e defendemos a Baixada Santista, todo o nosso litoral e o estado de São Paulo, nós sabemos que cada navio que atraca representa uma movimentação muito importante na nossa economia.

A recém-encerrada temporada de cruzeiros trouxe um dado indigesto que não podemos mascarar, pois temos que ficar de olho nesse dado. Nós sofremos uma queda de 20% no número de passageiros no Porto de Santos. Enquanto a temporada anterior registrou recordes expressivos, neste último ciclo, nós amargamos uma redução na oferta de leitos e de navios na nossa costa, e isso é muito preocupante.

Embora o Porto de Santos ainda tenha movimentado um montante expressivo de R$ 1,2 bilhão, o setor projeta um impacto negativo em nível nacional decorrente dessa retração. Deixar de crescer nessa indústria significa, na prática, prejuízo para os estados, e o maior prejudicado, sem dúvida alguma, é o estado de São Paulo.

Nós não podemos aceitar passivamente que as empresas de turismo marítimo, que são as armadoras, comecem a preterir a nossa costa ou diminuir a presença aqui por questões puramente ligadas a custos imediatistas ou a falta de incentivos. Destinos históricos e consagrados, como Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Maceió, precisam ser tratados como destinos prioritários.

Então, vamos aos fatos que ninguém pode contestar. Onde é que o turista que faz cruzeiro gasta o seu dinheiro? Ele gasta no táxi, no motorista de aplicativo, nos restaurantes, nas lojas de souvenir, na rede hoteleira, que, aliás, costuma registrar ocupações massivas durante a temporada de cruzeiros marítimos.

Segundo dados da FGV e da Clia Brasil, o gasto médio de um turista nas cidades de embarque e desembarque chega a quase mil reais por pessoa. Aí multiplique tudo isso pelos milhares de passageiros que deixaram de embarcar.

Esse dinheiro sumiu do comércio, deixou de virar comissão para o garçom, o faturamento para o lojista e o imposto para os cofres públicos municipais e estaduais. Isso tudo acabou sumindo por causa dessa queda no número de passageiros, por causa da queda do número de leitos e de navios na nossa costa.

O que torna essa perda ainda mais incompreensível é que o estado de São Paulo possui infraestrutura para receber esses viajantes. Nós temos os aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Viracopos funcionando como os principais portões de entrada do país. O turista desembarca do avião e encontra as rodovias para descer a serra rumo ao maior terminal de passageiros da América Latina, que é o Concais, em Santos.

Então São Paulo dá infraestrutura, dá o público consumidor, dá o hub logístico, e o que está recebendo em troca? Uma retração, por falta de uma política nacional coordenada que barateie os custos portuários e dê segurança jurídica ao setor. O turismo de cruzeiros gera mais de 84 mil empregos no país.

Quando essa engrenagem desacelera, o reflexo é imediato na ponta. É o jovem que perde a chance do primeiro emprego, é a van de turismo que fica parada na garagem, é o restaurante que precisa demitir.

Nós precisamos de união, de fato, entre o Governo do Estado, a autoridade portuária, o governo federal e o trade turístico para resolver esses gargalos de custos, que estão sufocando a competitividade dos nossos portos brasileiros.

E o Porto de Santos, gente, é gigante, o turismo de São Paulo é gigante, e nós vamos lutar para que os nossos destinos continuem no topo, gerando riqueza e empregos que a nossa população tanto precisa e tanto merece.

Muito obrigada, Sra. Presidente.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Obrigada, deputada Solange Freitas. Passo então a ler o nome dos próximos oradores, deputados e deputadas. Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Ricardo Madalena. (Pausa.) Deputado Oseias de Madureira. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Reis.

Têm V. Exa. o tempo regimental de dez minutos.

 

O SR. REIS - PT - Cumprimentar o público presente, cumprimentar também a deputada Professora Bebel, que preside os trabalhos, cumprimentar os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica e também cumprimentar todos os funcionários desta Casa e todos aqueles e aquelas que nos acompanham pela Rede Alesp.

Sra. Presidente, eu vou trazer um tema talvez um pouco do passado, não muito distante, mas que ainda é muito criticado e muito cobrado por parte dos policiais, policiais civis, militares, técnico-científicos, penais, e tudo tem a ver com aquele reajuste escalonado que o governador Tarcísio de Freitas concedeu aos servidores da Segurança Pública, com exceção da Polícia Penal, é claro, no ano de 2023.

Esse reajuste escalonado prejudicou bastante os funcionários públicos mais antigos da Segurança Pública. Aqueles que estavam ali, no caso da Polícia Civil, na classe especial, na primeira classe, foram prejudicados. E também, na Polícia Militar, os terceiros-sargentos e os segundos-tenentes.

Eu trouxe até uma fala, à época, do governador, para que as pessoas relembrem o que aconteceu. O governador, quando foi anunciar esse reajuste, veio aqui à Assembleia Legislativa, esteve aqui no Salão Nobre, e todos os líderes estavam lá, todos os líderes da base do Governo, os líderes do partido Republicanos, Partido Liberal, MDB, PSDB.

Todas as lideranças estavam lá, e também a oposição estava lá para ver o que o governador iria falar. Mas eu fiz um recorte da fala dele, quero deixar registrado aqui neste Grande Expediente, para que todos lembrem como se deu esse reajuste escalonado. Vou pedir à nossa assessoria técnica.

Dar as boas-vindas ao Machado, que se recuperou e já está aqui entre nós, graças a Deus. Fez muita falta, porque é um companheiro de velha data, e a gente sempre sentiu sua falta aqui, Machado.

Então seja bem-vindo, e estamos muito felizes com o seu retorno. Nós vamos passar aqui esse pequeno vídeo, de um minuto e uns segundos, um minuto e 30 segundos, mais ou menos: o governador falando sobre esse reajuste escalonado.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Quero dizer que a presença do deputado André do Prado não é campanha para ele, não. Já tem gente pensando aí que está fazendo campanha para o Senado; não é campanha, é que no dia era ele que estava presidindo a Mesa. Ele é o presidente da Casa. E aí ele aparece nesse vídeo.

Aliás, os funcionários públicos da Assembleia Legislativa estão muito chateados com ele, viu, deputada Professora Bebel, porque ele não deu o reajuste das perdas inflacionárias para os servidores da Assembleia Legislativa.

As perdas inflacionárias do ano anterior, até agora a Mesa Diretora, que tem que apresentar um projeto para deliberar sobre isso, não o fez. Então todos os funcionários públicos, pelo que eu converso com eles aqui na Assembleia, estão muito chateados com o presidente desta Casa. Deixar registrado também.

Mas olha só o que o governador fala, ele diz o seguinte: “olha, o aumento do coronel foi menor do que do soldado”. É uma vergonha o governador falar da forma como ele falou, porque se a gente pegar um coronel, o coronel ganhava R$ 6.759,38 de padrão.

Com o aumento diferenciado, ele teve um reajuste de dois mil e 912 reais. É verdade, ele teve 26% e o soldado teve 32%, mas os 26% dele, que são menores do que os do soldado, deram um ganho para ele de R$ 2.912,00 e para o soldado deu um ganho de 976 reais. Porque você pega o padrão do soldado, era 1.544,80, aí ele teve 488 reais e 46 centavos de reajuste no padrão, quando você joga o RTP isso dobra, é 100%, foi cerca de 976 reais e 92 centavos.

Mas em relação ao coronel, praticamente o coronel teve três vezes mais o reajuste que o soldado teve. Então essa justificativa dele não convence: “olhe, eu dei um reajuste menor e estou dando um reajuste maior para melhorar a entrada da Polícia Militar.”

Mas o salário da entrada é tão baixo que não teve impacto, não tem impacto. E aí quando a gente vai para o primeiro-tenente - que teve um reajuste diferenciado também o primeiro-tenente - em relação ao segundo-tenente foi para 4.812 reais, hoje a diferença, 4.812 é a diferença, é o que ganha a mais em relação ao segundo-tenente.

Eu fiz as continhas aqui do segundo-tenente. O segundo-tenente ganhava 3.788 de padrão, e aí, com o reajuste, foi para 4.307. O primeiro-tenente ganhava 4.926, foi para 6.348.

Então, realmente, teve uma diferença muito gritante entre o primeiro-tenente e o segundo-tenente e essa diferença se dá porque a maioria dos aposentados da Polícia Militar estão no posto de segundo-tenente ou de terceiro-sargento.

Então quando ele fala que deu um aumento diferenciado, e aí ele deu um aumento forte para quem entrou, menor do que ele deu para o coronel, para o capitão, para o major, só que o salário do oficialato já é, não vamos dizer que é um salário em relação a outros estados, ainda não está lá, mas em relação a base, muito superior, muito superior.

E para fazer essa justificativa que ele fala: “não, mas eu dei um aumento maior para o soldado”, mas não significou realmente uma melhoria na qualidade do trabalho, na qualidade salarial do policial, do soldado, do cabo, do sargento.

E aí ele fala, “não, dei um aumento maior para o subtenente, que é para estimular o sargento a passar para subtenente”. Mas subtenente tem vagas, não são todos os sargentos que vão conseguir passar para subtenente. Nós até apresentamos um projeto aqui para ter carreira única para os praças, para as praças, como queiram.

Fizemos emendas, quando veio o projeto do governo nós fizemos emendas para isso, mas as emendas não foram aceitas e também o nosso projeto, obviamente, que o governo não aceita, porque eles não deixam nem ser aprovado aqui, que é a carreira única para os policiais militares. Tem carreira única para os oficiais, que tivesse então carreira única para as praças.

 Mas quando ele fala dessa justificativa: “não, porque eu dei um aumento maior para o subtenente, maior do que para o sargento”, não se justifica também, porque nem todos os sargentos serão subtenentes, nem todos os cabos e soldados serão sargentos, não é?

Então para deixar registrado aqui este vídeo, quando ele fez o anuncio desse reajuste, que, realmente, a insatisfação é muito forte na base da polícia por conta desse reajuste escalonado, e mesmo depois com 5%, depois com os 10%, ele não consegue reverter essa insatisfação, porque isso começou errado lá atrás.

Ele não consegue dar resposta para o sargento, para o terceiro-sargento, ele não consegue dar resposta para os veteranos, ele não consegue dar resposta para os segundos-tenentes.

E a justificativa do governador não tem cabimento, não dá para aceitar essa justificativa, porque a hora que você vê, nominalmente, quanto representou de reajuste no salário de um soldado e quanto representou no salário do capitão, do major e do coronel, a diferença é gritante.

Então tem que deixar registrado aqui para que todos tomem conhecimento, porque ainda tem gente que se engana com isso. Então nós vamos resgatar a história para mostrar a verdadeira face do governador, das promessas que ele fez e não cumpriu.

Muito obrigado, Sra. Presidenta.

 

A SRA. BETH SAHÃO - PT - Pela ordem, Sra. Presidenta. Havendo acordo de lideranças peço a suspensão dos nossos trabalhos até as 16 horas e 30 minutos.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Estão suspensos os trabalhos até as 16 horas e 30 minutos.

 

O SR. REIS - PT - Eu gostaria de pedir um levantamento.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Cabe?

 

O SR. REIS - PT - Sim, mas em levantamento não se vota mais nada. Nós estamos em obstrução. Bom, vocês querem suspender.

 

A SRA. PRESIDENTE - PROFESSORA BEBEL - PT - Bom, acatado aqui então o encerramento da presente questão. Obrigada, Sr. Deputado e Sra. Deputada. Suspensão até as 16 horas e 30 minutos. Suspensão dos presentes trabalhos até as 16 horas e 30 minutos.

Muito obrigada.

 

* * *

 

- Suspensa às 15 horas e 20 minutos, a sessão é reaberta às 16 horas e 39 minutos, sob a Presidência do Sr. Thiago Auricchio.

 

* * *

 

- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

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O SR. PRESIDENTE - THIAGO AURICCHIO - PL - Há sobre a mesa requerimento nº 2.694, de 2026, da nobre deputada Ana Perugini, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar do “Encontro Nacional de Parlamentares Municipais e Estaduais do Brasil - Mais Mulheres, Mais Direitos”, a realizar-se nos dias 29 e 30 de junho e no dia 1º de junho do corrente ano, em Brasília, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Havendo acordo de lideranças, peço para V. Exa. levantar a presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - THIAGO AURICCHIO - PL - Sras. Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do Art. 9º, § 4º da Constituição do Estado, e tendo em vista a não apreciação do Projeto de lei nº 407, de 2026, que dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2027, esta Presidência informa a continuidade da sessão legislativa.

Assim, havendo acordo de lideranças, antes de dar por levantados os trabalhos, convoco V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje.

Está levantada a presente sessão.

Muito obrigado.

 

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- Levanta-se a sessão às 16 horas e 41 minutos.

 

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