
14 DE ABRIL DE 2026
43ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: SOLANGE FREITAS, RUI ALVES, MAJOR MECCA, GIL DINIZ BOLSONARO, ANA PERUGINI, TEONILIO BARBA, GILMACI SANTOS, ANDRÉ DO PRADO e ALEX MADUREIRA
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - SOLANGE FREITAS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h. Cumprimenta alunos e professores do Centro Universitário Anhanguera, presentes nas galerias.
2 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE SOLANGE FREITAS
Parabeniza o deputado Carlos Giannazi. Apoia e solidariza-se com os professores de Registro e os servidores de Praia Grande.
4 - VITÃO DO CACHORRÃO
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - VITÃO DO CACHORRÃO
Para comunicação, faz pronunciamento.
6 - LETÍCIA AGUIAR
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - RUI ALVES
Assume a Presidência.
8 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência.
10 - RUI ALVES
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - LETÍCIA AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
12 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento
15 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
GRANDE EXPEDIENTE
16 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
17 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita comportamento regimental ao público presente nas galerias.
19 - TEONILIO BARBA
Por inscrição, faz pronunciamento.
20 - ANA PERUGINI
Assume a Presidência.
21 - TEONILIO BARBA
Assume a Presidência.
22 - ANA PERUGINI
Por inscrição, faz pronunciamento.
23 - ANA PERUGINI
Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.
24 - PRESIDENTE TEONILIO BARBA
Defere o pedido e suspende a sessão às 15h48min.
ORDEM DO DIA
25 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h30min. Coloca em discussão requerimento de urgência ao PLC 28/25.
26 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
27 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o requerimento de urgência ao PLC 28/25.
28 - LEONARDO SIQUEIRA
Solicita verificação de votação.
29 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Determina que seja feito o processo de verificação de votação pelo sistema eletrônico. Anuncia a presença em plenário da primeira-dama de Araçariguama.
30 - ANDRÉA WERNER
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSB.
31 - DR. JORGE DO CARMO
Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
32 - CARLOS GIANNAZI
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSOL.
33 - ALTAIR MORAES
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Republicanos.
34 - ALEX MADUREIRA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PL.
35 - MILTON LEITE FILHO
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do União.
36 - ROGÉRIO NOGUEIRA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSD.
37 - RICARDO FRANÇA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Podemos.
38 - DELEGADO OLIM
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PP.
39 - BRUNA FURLAN
Para comunicação, faz pronunciamento.
40 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Dá boas-vindas ao deputado estadual de Roraima, Dr. Cláudio Cirurgião, presente em plenário. Registra as manifestações. Anuncia o resultado da verificação de votação, que não alcança quórum para deliberação, restando adiada a votação. Suspende a sessão às 16h48min, por conveniência da ordem.
41 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h49min. Coloca em votação e declara aprovado requerimento para constituição de comissão de representação do deputado Ricardo Madalena, com a finalidade de agenda institucional para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, a realizar-se entre os dias 22 a 24/04, em municípios do interior do estado.
42 - PROFª CAMILA GODOI
Para comunicação, faz pronunciamento.
43 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Dá as boas-vindas a policiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo presentes em plenário. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, requerimentos para constituição de comissão de representação dos deputados Eduardo Suplicy, com a finalidade de participar de diversas agendas no estado do Rio Grande do Sul, a realizarem-se de 16 a 21/04; Sebastião Santos, com a finalidade de acompanhar a Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo, a realizar-se no período de 04 a 10/05, nos municípios de São José do Rio Preto, Bálsamo, Três Fronteiras, Franca, Ribeirão Preto e Araraquara; Luiz Fernando, com a finalidade de participar de reunião com a diretoria da Transpetro para tratar de investimentos para a região do ABC e todo o estado de São Paulo, em 14/04, no Rio de Janeiro-RJ; Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar de reuniões com prefeitos e entidades da sociedade civil para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, nos dias 22 e 23/04, na cidade de Orlândia e região; Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow 2026), a realizar-se de 27 a 30/04, em Ribeirão Preto-SP; Lucas Bove, com a finalidade de participar do evento “Cana Summit”, nos dias 15 e 16/04, em Ribeirão Preto-SP; Ana Perugini, com a finalidade de participar da audiência pública “Dia do Rio Piracicaba”, no dia 15/04, em Piracicaba-SP; e Leonardo Siqueira, com a finalidade de participar de agendas institucionais e visitas técnicas nas cidades de Beijing e Shanzhou, na República Popular da China, no período de 18 a 24/05.
44 - PROFESSORA BEBEL
Para comunicação, faz pronunciamento.
45 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
46 - CARLOS GIANNAZI
Para comunicação, faz pronunciamento.
47 - PROFESSORA BEBEL
Para comunicação, faz pronunciamento.
48 - GILMACI SANTOS
Para comunicação, faz pronunciamento.
49 - DR. JORGE DO CARMO
Para comunicação, faz pronunciamento.
50 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Coloca em discussão requerimento de urgência ao PLC 32/25.
51 - GIL DINIZ BOLSONARO
Discute o requerimento de urgência ao PLC 32/25.
52 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Solicita comportamento regimental ao público presente nas galerias.
53 - MAURICI
Para comunicação, faz pronunciamento.
54 - PROFESSORA BEBEL
Discute o requerimento de urgência ao PLC 32/25.
55 - ALEX MADUREIRA
Assume a Presidência.
56 - MAJOR MECCA
Discute o requerimento de urgência ao PLC 32/25.
57 - PRESIDENTE ALEX MADUREIRA
Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o requerimento de urgência ao PLC 32/25.
58 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita a suspensão da sessão por 20 minutos, por acordo de lideranças.
59 - PRESIDENTE ALEX MADUREIRA
Defere o pedido. Convoca reuniões extraordinárias das comissões de Constituição, Justiça e Redação, de Atividades Econômicas e de Finanças, Orçamento e Planejamento; e das comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Planejamento, a serem realizadas hoje, às 17 horas e 50 minutos. Suspende a sessão às 17h49min.
60 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Assume a Presidência e reabre a sessão às 18h02min. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, dez minutos após o término da presente sessão.
61 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
62 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 15/04, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 18 horas e 13 minutos. Levanta a sessão às 18h03min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Solange Freitas.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Uma boa tarde
a todos. Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob
a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.
E, antes de começar a lista dos
oradores, eu quero registrar aqui a presença dos alunos e professores do Centro
Universitário Anhanguera, da cidade de Leme. Muito obrigada pela visita de
vocês. É um prazer recebê-los aqui no nosso plenário JK. Muito obrigada. Palmas
para vocês. (Palmas.)
Agora sim vamos começar com a nossa
lista dos oradores do Pequeno Expediente. Deputado Luiz Claudio Marcolino.
(Pausa.) Jorge do Carmo. (Pausa.) Bruno Zambelli. (Pausa.) Itamar Borges.
(Pausa.) Caio França. (Pausa.) Rodrigo Moraes. (Pausa.) Donato. (Pausa.)
Eduardo Suplicy. (Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Reis.
(Pausa.) Major Mecca. (Pausa.) Capitão Telhada. (Pausa.) Guilherme Cortez. (Pausa.)
Carlos Giannazi, o senhor tem o tempo
de cinco minutos.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Deputada, presidente desta sessão, deputada
Solange Freitas, alunos e professores aqui presentes, telespectador da TV
Assembleia, eu gostaria de manifestar, aqui da tribuna da Assembleia
Legislativa de São Paulo, o Parlamento Paulista, o nosso total apoio à greve
das professoras e dos professores do município de Registro, que estão em luta
pelo pagamento do piso nacional do Magistério, pelo cumprimento correto da Lei
Federal nº 11.738, de 2008, que, além de estabelecer o piso nacional do
Magistério, também estabelece a jornada do piso.
Essa é uma das
principais lutas do Magistério municipal, de professoras e de professores que
estão atendendo os alunos na cidade de Registro, nas escolas do ensino
fundamental e da educação infantil, nas creches, na pré-escola.
Então é muito
importante que o prefeito da cidade, que já foi, inclusive, deputado estadual
aqui, presidente da Assembleia Legislativa, o prefeito Samuel Moreira, tome as
providências e faça a valorização, cumpra a lei do piso nacional salarial, que
é obrigatória por lei. E isso lá não está acontecendo.
Já houve uma
greve de pelo menos 12 dias, de todo o funcionalismo público, por conta do
reajuste salarial, porque os salários dos servidores do município de Registro estão
defasados e arrochados há muitos anos, perdendo cada vez mais o poder de
compra.
Houve uma greve
de 12 dias do conjunto do funcionalismo, e agora tem uma greve específica da
Educação, dos profissionais da Educação. Nós temos aqui a foto, o vídeo da manifestação,
que, inclusive, começou exatamente hoje. Pode colocar para mim o vídeo, fazendo
favor?
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Hoje, pela
manhã, as educadoras de Registro fizeram essa manifestação na porta da
prefeitura, exigindo o reajuste salarial e o cumprimento do piso nacional do
Magistério. Então nós aqui apelamos ao prefeito Samuel Moreira, para que faça o
atendimento dessas reivindicações, que são justas, democráticas e amparadas
pela lei federal do piso nacional do Magistério.
Quero também
manifestar o nosso total apoio a uma outra greve que tem início na data de
hoje, do município de Praia Grande, que entrou em greve na data de hoje. Os
servidores públicos não estão sendo atendidos nas suas reivindicações básicas
salariais e no cartão de alimentação. E ontem, em uma importante assembleia, em
uma importante reunião, foi estabelecida a greve da categoria.
Então está
aqui: “Servidores públicos de Praia Grande acabam de entrar em greve”.
Exatamente no dia de hoje que eles entram em greve, a greve já iniciou hoje. E
eu fiquei aqui surpreso. Estava conversando com o presidente do sindicato, o
Adriano, e ele me disse que mal começou a greve e o prefeito já conseguiu uma
liminar na Justiça, já acionou o Tribunal de Justiça contra a greve.
Além dos
trabalhadores dos serviços públicos estarem com os salários defasados, eles não
podem nem fazer greve, né? O TJ deu aqui uma liminar dizendo que os servidores
só podem fazer greve com 30% do funcionalismo, 70% tem que estar trabalhando.
Está aqui, eu tive acesso a essa liminar.
Infelizmente
essa tem sido uma prática de muitos prefeitos e governadores para tentar
impedir a livre manifestação e o direito de greve, que é um direito consagrado
na Constituição Federal. O direito de greve é uma conquista histórica da classe
trabalhadora.
Também fiquei
ainda mais perplexo com a resposta da prefeitura às reivindicações dos
servidores e das servidoras de Praia Grande, utilizando o argumento de que,
para cumprir a lei do descongelamento, da Lei Complementar nº 226, de 2026, lei
da deputada federal Luciene Cavalcante, que descongelou a evolução funcional
para todos os servidores do Brasil do tempo da pandemia, por conta da lei
complementar... Aquela famigerada lei do Bolsonaro que prejudicou todos os
servidores do Brasil, congelando a evolução funcional de todos eles.
Ela aprovou o
projeto, descongelando, e a prefeitura tem que descongelar também como todas
estão fazendo. E a outra lei da deputada Luciene Cavalcante, também usa a Lei
nº 15.326, que faz o enquadramento na carreira do Magistério de todas as
educadoras de educação infantil.
Então ele está
usando esse argumento, que não tem sustentação alguma, para não dar o reajuste
salarial para o conjunto dos servidores. Isso aqui é um absurdo, isso é ilegal,
essa argumentação não tem nenhum tipo de sustentação técnica, jurídica e nem
política.
Então, nesse
sentido, nós aqui reafirmamos o nosso apoio e a nossa solidariedade à luta dos
servidores e das servidoras de Praia Grande.
Muito obrigado,
Sra. Presidente.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Parabéns,
deputado Giannazi, por essa luta, por ser a voz deles. O meu total apoio e
solidariedade também aos professores de Registro e aos servidores de Praia
Grande.
Continuando a lista de oradores então,
deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Rui
Alves. (Pausa.)
Agora a Lista Suplementar de oradores
de hoje, deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino.
(Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.)
Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputado
Vitão do Cachorrão. Deputado, o senhor tem o tempo complementar de cinco
minutos.
O SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Cumprimentar aqui todos da Casa,
pessoal do plenário, da Casa do povo. Cumprimentar o pessoal que trabalha aqui
na limpeza, não podemos esquecer deles, deputada Solange Freitas. Ficou muito
bem aí de presidente, viu, Solange? Cumprimentar o pessoal aqui dos partidos, cumprimentar
também os auxiliares que trabalham no nosso gabinete, que são muito
importantes.
Quero falar de
um projeto bacana que eu estou levando sabe aonde, Letícia Aguiar, deputada? Na
escola em que estudei na periferia de Sorocaba e do estado de São Paulo, que é
“Visão para Todos”. Olha só que bacana. Junto com uma parceria com o Instituto
Suel, que é referência em Oftalmologia.
Eles estão
levando toda a estrutura com médicos profissionais, e fazendo o exame e dando
óculos para as crianças. Só que, antes disso, tem uma matéria da Record. Se o
pessoal puder passar um pedaço ali dessa matéria, sobre a importância dos
óculos para aquelas crianças que não têm condições...
Onde eu
estudei, no Humberto de Campos e no Padilha, principalmente no Humberto de
Campos, as crianças, a única, a primeira e a segunda refeição era na escola. Eu
vim da periferia, muitos pais foram presos. Eles não tinham condições nem de
comer praticamente na casa, não têm condições até hoje. Por isso que eu
agradeço aqui os professores, os diretores e os nossos mestres. E eu voltei,
agora deputado, de uma escola da periferia, fazendo esse projeto “Visão para
Todos” com o Instituto Suel.
Tem imagem da
matéria da Record?
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Até aí está joia.
Agora eu vou
mostrar as imagens das crianças fazendo o exame com profissionais e depois,
após 15 dias, a gente vai mostrar aqui a entrega dos óculos. Olha só. Aí é a
primeira parte do exame. A segunda, onde tiram foto praticamente de dentro do
olho, após aplicar o colírio. E depois, a foto onde eu estudei com as crianças.
O pessoal que está fazendo os exames lá. Tem os médicos também aí. Médicos
especializados nas escolas, já vendo o grau. Tem a parte também que eles
escolhem os modelos. Olha só.
É por isso que
a gente entrou na política. É por isso que eu quero agradecer a Deus. Eu não
tenho nada contra e respeito todo mundo aqui. Muitos ficam brigando aqui,
debatendo por causa de Lula, por causa de Bolsonaro, por causa de “partido
vermelho” ou “partido azul”.
Eu não estou
aqui para isso. Estou aqui para atender Itararé. Estou aqui para atender Ilha
Solteira, que é uma cidade que é divisa do Mato Grosso. Estou aqui para atender
Aparecida do Norte, para atender o estado de São Paulo e levar um aparelho de
raio-x, levar uma ambulância lá na Ilha Comprida - onde não tem -, levar um
aparelho de raio-x onde a pessoa não precisa entrar na vaga Cross.
A gente está
aqui para atender a ponta, os municípios que precisam. Muitos... A gente perde
tempo aqui, às vezes, brigando pelo que está acontecendo lá em Brasília e não
estamos vendo aqui o estado de São Paulo. E eu fui eleito pelo povo.
Com muito
orgulho, trabalhei de servente de pedreiro, vendedor de hot dog, de
cachorro-quente, até hoje, por isso o Vitão do Cachorrão, e vou continuar
lutando pelo povo. E agradeço aqui essa oportunidade de não esquecer de onde eu
vim.
Só vou falar
mais uma coisa aqui rapidinho, Letícia. Também, Letícia Aguiar, Solange
Freitas, sobre o Free Flow. “Ah, mas você não é da base do governo?”, eu sou,
mas eu não concordo com o Free Flow. Em Sorocaba, na região Sorocabana, na rota
Sorocabana, tem muitos pórticos que estão instalados e não estão cobrando.
E após a
eleição, a gente ouviu falar que é a mesma coisa, isso aí é para enganar o
povo. Vai cobrar o Free Flow. Mas tem uma maneira de a gente derrubar esse
decreto e não ter pedágio no estado de São Paulo, esses novos pedágios de Free
Flow, é assinando o PDL 6. A gente precisa de 48 deputados assinando. E eu
assinei. Assim derruba o decreto do governador e não pode ter pedágio aí no
interior e no estado de São Paulo.
Chega de
pedágio, sou contra o Free Flow e pode ver, eu assinei o PDL 6. Então peça para
o seu deputado assinar também o PDL 6, que isso aí é um absurdo com o
trabalhador.
Muito obrigado.
Deus abençoe os
trabalhos aqui dos deputados.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito
obrigada, deputado Vitão do Cachorrão.
Continuando a lista de oradores, a
deputada Letícia Aguiar tem o tempo regimental de cinco minutos.
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE – Por comunicação,
senhora. Acabei de sair da tribuna. Por comunicação.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Pode fazer.
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - PARA
COMUNICAÇÃO - Quero mandar um abraço para o Marquinho Feliciano, que é meu
amigo, porque o assessor do deputado Feliciano - federal - está lá no gabinete,
trazendo as demandas, tomando um café. E o Feliciano tem... Também mando um
abraço para o Feliciano. Na minha opinião, poderia ser até um candidato a senador.
Na última eleição... Respeito a todos
aqui, mas colocaram um senador que foi para a lua. Depois que ele foi para a
lua, voltou para a lua e não voltou. Não ajudou o município de Sorocaba o
senador, que é o Marcos Pontes, não apareceu mais na minha cidade que tem um
milhão de habitantes. Acho que ele voltou para a lua de novo. Então o pessoal
tem que saber escolher o senador.
É isso.
Um abraço.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Obrigada.
Deputada Letícia Aguiar?
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL -
Obrigada, Sra. Presidente.
Cumprimento V.
Exa., cumprimento todos que estão aqui hoje nas galerias nos acompanhando,
sejam sempre bem-vindos aqui, que a gente possa, talvez, externar para vocês um
pouco como é o trabalho de um parlamentar, como funciona uma Casa Legislativa.
Tenho muita honra de, como mulher, poder ser deputada, poder representar o
estado de São Paulo, poder representar mulheres e homens de bem, pessoas que
querem um estado de São Paulo melhor e, consequentemente, um Brasil melhor também.
Eu falo sempre,
não adianta apenas a gente deixar um Brasil melhor para os nossos filhos, nós
precisamos de filhos melhores para o Brasil. Isso passa sim pelos nossos
posicionamentos, pelas nossas convicções, pelas pessoas que nos representam,
isso passa pelos nossos atos de civismo, isso passa pelas escolhas dos nossos
representantes. Então é importante que a gente também observe a consciência que
temos que ter de exercer nossa cidadania.
O que me
preocupa, inclusive, é que quantas e quantas pessoas estão deixando de
participar da política. E quando falo de participar da política, não estou
falando só de participar no sentido “tenho que ser candidato”, se colocar à
disposição como um candidato, como uma candidata, seja a vereador, a prefeito,
a deputado, a senadores. Eu digo de participar da política, de entender o
cenário político e participar na votação, na eleição.
Vejam os
números que nos assustam, a diferença na eleição anterior, entre Lula e
Bolsonaro, foi apenas de um milhão de votos, a diferença entre um e outro.
Quase 38 milhões de pessoas deixaram de votar ou não votaram, ou se abstiveram,
ou anularam o voto. Então, vejam, isso decide um país, isso decide o futuro de
um país, de uma nação.
Então a gente
tem que se preocupar, acho que é um papel de cada um de nós, todos nós
influenciamos outras pessoas. Que possamos também conscientizar outras
pessoas a participarem do processo eleitoral, no sentido de escolher quem nos
representa, de olhar, observar e acompanhar não apenas as redes sociais, mas
quem é essa pessoa que nos representa, quem são os parlamentares.
Eles, de fato,
estão me representando no sentido das minhas convicções? Porque
representatividade é isso, não é? É a pessoa que externa aquilo que eu
acredito, é aquilo que a pessoa, de fato, representa, aquilo que eu ensino para
os meus filhos em casa, dos meus princípios, dos valores dos quais eu acredito
como princípio de vida. Isso também tem que ser representado aqui dentro do
parlamento, das Casas Legislativas.
Então,
aproveitando que temos aqui universitários, alunos, pessoas que são influentes
e influenciam outras pessoas, que a gente possa influenciar as pessoas a
participarem da política, entenderem a importância da política e entender a
importância que precisamos de ter uma geração de pessoas mais conscientes,
pessoas que amem verdadeiramente o nosso país e que queiram e entendam que a
mudança também se faz através de uma ferramenta importante, que é a política.
Mas essa ferramenta, estando nas mãos de pessoas erradas, o estrago é muito
grande e vai afetar a vida de todo mundo.
Eu falo e
abordo esse tema porque, de fato, é uma preocupação que trago. Por onde passo,
as minhas atribuições como parlamentar são muitas, tenho que fiscalizar o
Orçamento do Estado, para ver se esse orçamento está sendo aplicado
corretamente nas áreas prioritárias.
Tenho também
que conhecer os municípios, as necessidades de cada município, as culturas
locais, de que maneira eu, como parlamentar, posso fazer com que ações
governamentais cheguem para aquele município e ajudem bons projetos sociais,
ajudem a Saúde, o dia a dia das pessoas, a infraestrutura, o desenvolvimento
das cidades.
Isso faz parte
da atribuição de um parlamentar, de um deputado. Eu me esforço para fazer isso.
Hoje trabalho, para vocês terem uma ideia, em média, com 250 cidades. No estado
de São Paulo, tem 645 cidades.
Então em 250
cidades eu já visitei, eu já estive presente, eu já pisei o meu pé lá, eu já
conheci, já ajudei no sentido de enviar recursos do Orçamento do Estado para
essas cidades. Então é a importância de termos parlamentares eficientes,
trabalhadores.
Não apenas que
nos representem nas convicções - o que é importante, eu acho que isso a gente
não pode abrir mão. Porque parlamentar e político em cima do muro, a gente já
tem que ficar ligeiro, esperto. Porque a gente precisa de gente com convicção
daquilo que acredita.
Mas nós também
precisamos de pessoas que trabalhem, que sejam eficientes, que tragam resultado
para as pessoas. Porque uma Casa Legislativa como essa custa caro para a
população. O Senado federal custa caro. Um Congresso Nacional custa caro. Uma
Casa Legislativa custa caro.
Mas que, pelo
menos, a gente tenha parlamentares políticos que sejam trabalhadores, que
ajudem de fato as cidades e que representam aquilo que nós acreditamos. É esse
trabalho que eu entendo ser importante ser realizado.
Quero, aqui,
também, aproveitando que estou falando das cidades e hoje é um dia importante,
14 de abril, acho que todo mundo gosta de café. Hoje é o dia mundial do café. E
a importância que tem o café para o estado de São Paulo.
Só no estado de
São Paulo, o café produz 10 bilhões de reais de economia. Quando a gente fala
produz, produz na colheita, no plantio, produz na produção do café, da
indústria do café, do que é exportado mundo afora.
O café é
patrimônio brasileiro, é nossa cultura, é nossa tradição. Nos traz memórias
afetivas superimportantes. É no café que a gente também traz o desenvolvimento
econômico para tantas e tantas cidades.
E como não nos
lembrar da cidade de Gália, que tem um café maravilhoso? E hoje, 14 de abril,
Dia Mundial do Café, também é aniversário da cidade de Gália. Parabéns. São 98
anos de uma cidade importante lá do interior paulista, no qual eu já estive
presente, já ajudei.
Um abraço lá para
o Netão, para o prefeito, para o vice-prefeito. São pessoas, assim, que fazem
parte do nosso trabalho e me ajudam a construir um bom trabalho pelo interior
do estado de São Paulo. E a cada produtor de café, cada cafeicultor, a cada
agricultor, produtor rural: meu respeito a cada um dos senhores.
Eu nunca vi o
agro fazer greve. Eu nunca vi o agro parar. E ainda bem que não fazem isso,
porque são eles quem sustentam esse país, que fazem esse país acontecer, que
movimentam a economia, que geram tanto trabalho, emprego, renda.
A gente
valoriza muito cada agricultor, cada pecuarista, cada produtor rural que faz o
Brasil acontecer. Vocês são essenciais não apenas para as nossas tradições, mas
são essenciais para o trabalho e o desenvolvimento do nosso Brasil.
Muito obrigada,
Sra. Presidente.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito
obrigada, deputada Letícia Aguiar. Próxima oradora sou eu. Não sei se algum
deputado pode assumir aqui a Presidência, para eu poder descer e fazer a fala.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Rui Alves.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - RUI ALVES - REPUBLICANOS - Boa tarde a
todos. Passo a palavra agora, pelo tempo regimental, à deputada Solange
Freitas.
A
SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sr. Presidente. Mais uma vez, boa tarde
a todos.
O Tribunal de
Justiça do estado negou o pedido de criação de uma vara de violência doméstica
em São Vicente. O pedido que eu fiz foi indeferido. Recebi a resposta por
e-mail esses dias.
Eu faço questão
de dizer aqui o seguinte: olha, eu respeito as decisões institucionais, mas
respeitar não significa se calar. Porque o próprio Tribunal de Justiça
reconhece pontos que são gravíssimos nesse caso. Reconhece que a violência
doméstica não é uma demanda comum, que tem uma natureza complexa, sensível e
diferenciada.
Reconhece,
também, que existe uma tendência de crescimento constante desses casos de
violência doméstica, e mais: demonstra preocupação com a sequência da estrutura
atual, ou seja, o problema existe, a demanda está aumentando, os casos são mais
complexos e, mesmo assim, a resposta foi “não, não vamos criar uma vara de
violência doméstica em São Vicente”. Essa foi a resposta do Tribunal de Justiça
de São Paulo.
E aqui está a
contradição que precisa ser dita com toda clareza: o sistema reconhece a
gravidade, reconhece que a demanda cresce, reconhece que essa não é uma área
comum da Justiça, mas decide não agir, porque ainda não atingiu um número. Um
número!
E aí eu
pergunto a vocês: desde quando a dor de uma mulher precisa bater meta para ser
prioridade? Desde quando o estado espera a violência aumentar para só então
ampliar a proteção? E cada medida protetiva que demora, cada atendimento que se
perde na sobrecarga do sistema? Tudo isso pode custar uma vida.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Major Mecca.
* * *
Não estou aqui
fazendo discurso contra as instituições, não é esse o caso, mas estou aqui
fazendo um apelo por uma evolução, por uma resposta afirmativa diante de um
pedido de vara de violência doméstica em São Vicente. O próprio parecer do
Tribunal de Justiça mostra que o caminho já está sendo enxergado; o que falta é
a coragem para dar o próximo passo, e não negar uma solicitação por causa de
números.
Eu quero deixar
muito claro para o Tribunal de Justiça e para todos: não vou desistir. Não vou
desistir de cobrar, não vou desistir de dialogar com o tribunal, não vou
desistir de buscar alternativas, seja uma vara, um anexo, uma estrutura
especializada, mas tem que ter algo da Justiça especializada em violência
doméstica na cidade de São Vicente. Aliás, deveria ter em todas as cidades do
estado de São Paulo.
Olha só: eu
recebi essa resposta negativa do Tribunal de Justiça em um dia em que mais uma
mulher sofreu uma tentativa de feminicídio em São Vicente, uma mulher que foi
agredida de forma violenta pelo ex-companheiro na frente de um dos filhos,
porque esse homem simplesmente não aceita o fim do relacionamento.
Ela já tinha
recebido várias ameaças e nunca fez boletim de ocorrência, ou seja, ela não
está nessa estatística do Tribunal de Justiça. E aí o tribunal pode dizer: “Se
ela tivesse feito o B.O., avançavam as investigações, avançava um processo e
ela estaria nessa estatística.”
Mas por que
essa mulher nunca fez um boletim de ocorrência? Porque esse homem ameaçava essa
mulher, que se ela fizesse um boletim contra ele, matava a família, matava ela
e os filhos. Então, ela não estava nessa estatística porque era constantemente
agredida e ameaçada por esse homem. Esse homem chutou a barriga dela, deu socos
no rosto e, quando ela caiu, ele pegou uma pedra e deu na cabeça dela.
E aqui vale dar
os parabéns, tanto para a Polícia Militar, quanto para as equipes da DDM, da
Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente. Os policiais militares, além de
atenderem a ocorrência, foram eles que socorreram essa mulher, e a Delegacia de
Defesa da Mulher prendeu o agressor, que já estava foragido.
Agora a
pergunta que fica: será que a Justiça vai manter esse homem preso? Vai manter
esse homem preso até quando? Porque se ele sair da cadeia, ele pode voltar para
matar essa mulher. Então, a gente espera uma resposta mais eficiente da
Justiça. Para mim, isso nunca será aceitável.
Então eu peço,
Sr. Presidente, que esta minha fala seja encaminhada ao Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputada Solange. Solicito que as notas taquigráficas da fala da
deputada Solange Freitas sejam encaminhadas à Presidência do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo.
Na sequência, na Lista Suplementar do
Pequeno Expediente, deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson
Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Rui Alves.
Tem V. Exa. cinco minutos regimentais
para uso da tribuna.
O
SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Boa tarde a todos que compõem a
plateia hoje aqui na Assembleia Legislativa. Boa tarde ao Sr. Presidente da
sessão neste momento, Major Mecca. Boa tarde a todos os deputados que estão aqui.
Boa tarde a toda a equipe técnica que apoia para que isso aconteça no dia de
hoje e uma boa tarde especial para todos que nos acompanham pela TV Alesp.
A minha fala de
hoje tem uma importância muito relevante porque eu tenho uma preocupação e essa
preocupação é significativa e cada vez mais escancarada diante dos nossos olhos
a partir do momento que a gente passa a ver isso acontecer e isso trafegar no
meio das mídias digitais e na boca de muitas pessoas; é a família.
Nós temos
ouvido nos quatro cantos deste país, nós temos ouvido no mundo inteiro uma
corrente que diz que a família acabou, que a família é coisa do passado,
deputado Eduardo Suplicy, que a família é uma coisa muitas das vezes antiga,
que a cada dia que passa está se acabando e isso chama a minha atenção, Major
Mecca.
Porque existem
pessoas e existe uma corrente forte de pessoas que estão dando vazão a esse
tipo de pensamento e nós, como parlamentares, como homens e mulheres de bem,
temos que estar atentos a tudo isso, temos que estar atentos a tudo isso e
temos que valorizar aquilo que preserva valores primordiais, que são os valores
familiares.
Nós tivemos
oportunidade no mês de abril de observar, Major Mecca, um movimento que foi
feito a nível nacional e a nível internacional. Esse movimento mobilizou 2.811
municípios no Brasil todo, 26 estados, contando com o Distrito Federal, 150
países, Major Mecca, 150 países em vários idiomas, totalizando a participação
de mais ou menos 2,9 milhões de pessoas, mostrando o contrário dessa corrente de
pensamento que diz que a família acabou.
O contrário que
dizem por aí que a família é coisa do passado, que o padrão de família,
deputada Letícia, se extinguiu, se acabou. E esse movimento aqui no estado de
São Paulo, aqui na cidade de São Paulo, foi significativo porque mobilizou dois
lugares icônicos dentro da cidade, o estádio de futebol Neo Química Arena e o
estádio de futebol Pacaembu, aonde se reuniram 301 mil pessoas no feriado de
sexta-feira, na Semana Santa, deputado Eduardo Suplicy, com um único objetivo:
valorização da família.
Independente do
credo religioso, um evento aberto para todos, um evento de significativa
relevância, porque trata daquilo que nós temos de mais valor: a família. E é
por causa desse clamor que anuncio hoje, através desta Casa, que protocolei o
Projeto de lei nº 311, deputado Eduardo Suplicy, que institui na Sexta-feira
Santa o Dia da Família ao Pé da Cruz.
Eu falo isso
com muita relevância e com muita tranquilidade, Major Mecca, porque esta Casa
de Leis, um dos maiores princípios que ela traz junto com ela é a família,
deputado Gil Diniz, são valores que o senhor defende, são valores que a Letícia
Aguiar defende, deputado Eduardo Suplicy defende.
Todos que estão
aqui, nós defendemos e vamos brigar para que isso, para que essa corrente de
desvalorização da família de uma vez por todas se acabe. E eu conto com o apoio
da sociedade para que, de fato, a gente mostre no dia a dia que essa corrente
silenciosa, deputado Gil Diniz... Mas que nos bastidores tenta minar aquilo que
nós temos de maior valor, que é a família.
Protocolei esse
Projeto de lei nº 311, que institui esse Dia da Família ao Pé da Cruz, porque,
nesse movimento que aconteceu na semana, na sexta-feira da Semana Santa, nós
movimentamos, deputado Major Mecca, 72 milhões de pessoas no Brasil e no mundo
inteiro.
Não aceitamos
isso, a família não acabou, a família é o bem mais precioso que nós temos, e
nós vamos defender isso aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Obrigado a
todos e que Deus abençoe.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Amém,
deputado. Tem o nosso apoio no seu projeto de lei.
Dando sequência à Lista Suplementar de
oradores no Pequeno Expediente, deputado Eduardo Suplicy.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Pela ordem, Sr. Presidente. Para uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - É regimental.
Tem uma comunicação, deputada Letícia Aguiar.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Obrigada, Sr. Presidente.
Quero
cumprimentar aqui alguns visitantes que estão hoje trabalhando aqui ao meu lado
na Assembleia Legislativa. Quero cumprimentar o nosso secretário de Agricultura
de Pindamonhangaba, uma cidade muito especial do nosso interior do estado, do
Vale do Paraíba, Mauro Muassab Júnior. Por favor, fique de pé, Mauro.
Parabéns pelo
seu trabalho pela Agricultura, pelos produtores rurais de Pinda, por todas as
cooperativas que nós trabalhamos em conjunto. É uma satisfação recebê-lo aqui
e, muito em breve, estaremos novamente em Pindamonhangaba, reforçando os nossos
laços, trabalhando em prol do agro de Pindamonhangaba e de toda a região do
Vale do Paraíba. Seja sempre muito bem-vindo. Obrigada pela sua presença.
E quero também,
presidente, cumprimentar o meu prefeito de Cachoeira Paulista, Breno Anaya, que
também está aqui conosco hoje. Por favor, Breno, é uma satisfação recebê-lo, um
jovem prefeito que tem enfrentado muitos desafios para governar, mas está
fazendo tudo com muita lisura, com transparência, trabalhando, se esforçando
para fazer o melhor por Cachoeira Paulista, cidade de fé, uma cidade que tem a
canção nova na cidade e a importância de ser feito um trabalho não apenas pelo
turismo religioso, mas por diversas áreas.
Ele que tem
encontrado esses desafios, porque também vem de uma gestão anterior que, de
fato, arrebentou a cidade e conduziu esse trabalho. Precisa ter muita fé em
Deus, propósito, trabalho árduo e boas pessoas ao seu lado. Conte com o meu
apoio como deputada para que possa auxiliar, ajudar o município a se
desenvolver e, ao final dessa primeira gestão, a gente veja bons resultados
acontecendo.
Parabéns, que
Deus te abençoe, prefeito Breno Anaya, de Cachoeira Paulista.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Sejam muito
bem-vindos, prefeito, secretário.
Tem a palavra o deputado Eduardo
Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Major Mecca,
deputada Letícia Aguiar, deputado Gil Diniz e Rui Alves, a bancada do Partido
dos Trabalhadores acaba de ter, nesta manhã, uma reunião de aproximadamente
duas horas e meia, três horas, com o nosso ex-ministro, ex-prefeito de São
Paulo, ex-ministro da Educação, ex-ministro da Fazenda e que agora está sendo
escolhido pelo Partido do Trabalhadores para ser o nosso candidato a
governador.
Nesta ocasião,
eu aproveitei para transmitir a ele algo que avalio como muito importante, tema
de artigo que a “Folha de S. Paulo” publicou hoje. Fiquei muito contente com a
publicação pela “Folha de S. Paulo”, a aceitação desse artigo que passo a ler.
“A renda básica
e a dignidade das mulheres. Em um país onde a dependência financeira ainda
aprisiona tantas mulheres brasileiras à violência, modelo se torna um
instrumento de autonomia e segurança.
A renda básica
de cidadania é o meio mais eficiente para garantir dignidade às mulheres. Além
de importante instrumento de combate à pobreza, assegura autonomia com
liberdade financeira. Em um país marcado pelo aumento assustador do
feminicídio, a discussão deixou de ser apenas social e passou a ser também uma
questão de proteção à vida. A renda básica permitirá a milhares de mulheres
saírem da situação de violência.
Em 2025, foram
registrados no Brasil o assassinato de 1.568 mulheres, quatro por dia. Desde 2024,
cerca de 51,7% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. O feminicídio
é, quase sempre, o desfecho extremo de um ciclo de violências que se constrói
aos poucos, no medo, na humilhação, no controle, na dependência e no
isolamento.
Desde a infância,
a falta de acesso a uma infraestrutura de higiene agrava a situação de
vulnerabilidade social do sexo feminino. A pobreza menstrual, a falta de
absorventes para uso durante a menstruação, atinge milhões de meninas desde os
10 anos de idade, impactando diretamente sua saúde e dignidade, gerando estigma
e exclusão social, provocando evasão escolar. O problema está parcialmente
resolvido apenas para as mulheres inscritas no Cadastro Único no programa
“Dignidade Menstrual”.
O Mapa Nacional da Violência de Gênero de 2025
mostrou que 34% das mulheres vítimas de violência declararam não conseguir se
sustentar com o próprio dinheiro, e 66% têm a renda familiar de até dois
salários mínimos. Para 61% das mulheres, a dependência financeira impede a
denúncia de agressões. A mais importante vantagem da renda básica está
justamente em elevar o grau de liberdade real das pessoas.
Em 2019,
visitei a primeira experiência de renda básica no Quênia, na África, com
resultados altamente positivos para as mulheres. A partir de 2017, todas as
pessoas com mais de 18 anos, de vilas rurais extremamente pobres, passaram a
receber 22 dólares e 50 centavos mensais.
Uma quantia
modesta, mas relevante num país dos mais pobres do mundo. Pesquisa da
Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, registrou uma queda de 51% na
violência doméstica e de 66% na violência sexual em domicílios onde as mulheres
passaram a receber a transferência de renda junto com seus maridos.
Ouvi,
acompanhado da minha companheira Mônica Dallari, dos beneficiários que, quando
a renda chega de forma regular e assegurada, diminuem-se a angústia e os
conflitos agravados pela fome. Houve o aumento da paz entre os casais e a maior
participação das mulheres nas decisões do lar, além de crescente empreendedorismo
feminino e do ganho de independência.
A renda básica
não é apenas uma política de combate à pobreza. Trata-se do direito de todas as
pessoas, não importa sua origem, raça, sexo e idade, ou condição civil e
social, de participar da riqueza comum da nação.
Oferece algo
que, para milhões de mulheres, é decisivo: uma base segura para poder fazer
escolhas, como sair de uma relação violenta, garantir proteção a seus filhos e
reorganizar as suas vidas. Considero a renda básica de cidadania uma iniciativa
fundamental para assegurar às mulheres aquilo que lhes é devido: autonomia,
segurança, dignidade e liberdade.
Gostaria de
informar a todos os nossos visitantes aqui que estão nos assistindo que, se
desejarem conhecer melhor a respeito da lei, já é lei no Brasil, diz que a
renda básica universal e incondicional será instituída por etapas, a critério
do Poder Executivo, começando pelos mais necessitados, até que se torne uma
renda básica igual para toda a população brasileira, todas as pessoas, não
importa sua origem, raça, sexo, idade, condição civil, mesmo socioeconômica, de
maneira a assegurar a todos, inclusive para os estrangeiros há cinco anos ou
mais aqui no Brasil, o direito a essa renda básica.
A ninguém será
negada, até para os mais ricos, sim, só que estes irão colaborar para que eles
próprios e todos os demais venham a receber. Dessa forma, eliminamos
inteiramente qualquer burocracia envolvida em se ter que saber quanto cada um
ganha no mercado formal ou informal, eliminamos qualquer estigma ou sentimento
de vergonha da pessoa por precisar dizer “eu só recebo tanto por isso, preciso
tal complemento”. É do ponto de vista da dignidade, da liberdade do ser humano
que teremos a maior vantagem.
Para aquela mãe
que, às vezes, não tendo alternativa para dar de comer em casa, resolve se
prostituir no Parque da Luz, ou para aquele jovem que vocês conhecem tão bem,
personagem do hip-hop do meu amigo Mano Brown, do “Homem na Estrada”, que
recomeça a sua vida, a sua dignidade, a sua liberdade, a sua dignidade que foi perdida,
subtraída.
Quer mostrar a
si mesmo que realmente mudou, que se recuperou. Quer viver em paz e dizer “Ah,
o crime nunca mais”. O dia que houver para si e cada membro da sua família,
para aquela mãe, para este jovem, eles vão poder dizer “Ah, agora graças à
renda básica para mim, cada membro da minha família, suficiente para atender às
necessidades vitais, eu posso aguardar um tempo, dizer ‘não’ a essa única
oportunidade que vai ferir minha dignidade e ameaçar minha saúde; eu agora vou
aguardar um tempo, quem sabe fazer um curso aqui na minha cidade até que surja
uma oportunidade mais de acordo com a minha vocação”.
É nesse
sentido, pois, que a renda básica vai elevar o grau de dignidade e liberdade
para todas as pessoas. Se quiserem conhecer melhor, posso lhes dar o livreto
ali no meu gabinete, o gabinete do andar M, de Maria, números seis e sete.
Serão bem-vindos e podem obter o livreto.
Muito obrigado,
Sr. Presidente, Major Mecca.
O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputado. Dando sequência à Lista Suplementar, deputado Gil Diniz
Bolsonaro. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da tribuna.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente, cumprimento V. Exa., deputado Major Mecca.
Cumprimento aqui o deputado, sempre senador, Eduardo Suplicy, cumprimento os
nossos assessores policiais militares e civis desta Casa, público aqui na
galeria e quem nos assiste pela Rede Alesp.
Presidente,
subo aqui a esta tribuna nesta tarde para celebrar mais uma vez a ordenação de
31 diáconos, no último sábado, e de 26 sacerdotes dos Arautos do Evangelho, Sr.
Presidente. Essa ordem religiosa nascida aqui em São Paulo, nascida dentro do
coração do monsenhor João Clá, que teve por mestre Dr. Plinio Corrêa de
Oliveira.
Deputado Major
Mecca, estive lá no sábado, estive também no domingo. Uma cerimônia repleta de
autoridades, como o governador do estado de São Paulo, o governador Tarcísio; o
presidente desta Casa, representando todos os deputados, deputado André do
Prado; o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes; vários outros
deputados - Thiago Auricchio, Lucas Bove, Delegado Olim.
E a minha
alegria, presidente, de ver essa obra florescendo cada dia mais é um sopro de
vitalidade dentro da Igreja Católica - Igreja Católica tão agredida nos últimos
tempos. E nós vemos aqui, ao lado da cidade de São Paulo, deputada Bebel, na
Serra da Cantareira, dezenas, centenas de jovens professando a fé em Nosso
Senhor Jesus Cristo; centenas de famílias, Major Mecca, comungando ali dessa fé
que nos sustenta até aqui.
Então fico
muito feliz de estar ao lado desses homens, dessas mulheres dos Arautos do
Evangelho. E fico muito feliz que eles acolheram este deputado, a minha
família. E, como mudaram a minha vida, mudaram a vida de outras milhares
também.
Fui ontem nas
primeiras missas de alguns sacerdotes. Fui hoje, também, estar presente ali,
dar meu abraço, pedir a bênção desses neo-sacerdotes, conquistar, deputado
Major Mecca, as minhas indulgências plenárias e oferecer àqueles amigos,
àqueles familiares que mais necessitam.
Então, mais uma
vez, parabéns ao padre Pedro Morazzani, padre Santiago Morazzani. Parabéns a
todos os sacerdotes ordenados no domingo pelo cardeal Raymundo Damasceno, na
figura do padre Javier, um espanhol que tem, presidente, cinco irmãos, vários
deles dentro dessa ordem.
Ontem, quando
nós celebrávamos a sua primeira santa missa, logo após, celebramos ali o
aniversário da sua mãe, da sua madre. E ela dizia que não havia presente maior
neste mundo para ela receber do que a ordenação do seu filho, padre Javier.
Cumprimento
aqui todos os diáconos, na pessoa do diácono Giordano. E vida longa aos Arautos
do Evangelho. Não tenho dúvida de que essa obra, já consolidada aqui no estado
de São Paulo e em todo o Brasil, já se espalhou pelo mundo e vai se espalhar
ainda mais, porque o sonho de monsenhor João Clá será realizado. Juntos com
eles, nós vamos, sim, construir uma nova civilização, uma civilização erguida,
presidente, nas colunas da filosofia do Evangelho de Nosso Senhor.
Parabéns, vida
longa aos Arautos do Evangelho, viva a Santa Igreja Católica.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputado Gil Diniz Bolsonaro.
Dando sequência à Lista Suplementar,
deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputada Professora Bebel, tem V. Exa. cinco
minutos regimentais para uso da tribuna.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz
Bolsonaro.
*
* *
A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente,
agora, Gil Diniz Bolsonaro. Boa tarde aos assessores a minha esquerda e a minha
direita, aos Srs. Deputados e Sras. Deputadas presentes aqui neste plenário.
Cumprimento também a todos que nos ouvem e assistem através da TV Alesp.
E cumprimentar
esse público aguerrido que esteve lá na Avenida Paulista sexta-feira. Aliás,
com dois dias de paralisação exatamente para reverter... Aliás, nós tivemos
terça na Secretaria da Educação, e nós revertemos o artigo... A Resolução nº 4,
que colocava o farol vermelho e o farol amarelo para os professores.
Portanto, se os
professores Categoria “O” podem pegar aulas hoje, não foi por conta de um
deputado, ou de um grupinho de professores, foi graças à luta de vocês,
profissionais da Educação, que quando a gente chama vai para a rua. E depois
todo mundo quer ser o dono da história, não, todo mundo é, mas não venha dizer
que é coletivo “A” ou “B”, é o coletivo que se propõe a ir para a rua e
aglutinar pessoas para a luta.
Eu não aceito
mais esse tipo de ego, sabe? Eu aceito o seguinte, ou a gente tem uma luta
coletiva, uma luta que a gente de fato convença os outros a virem lutar, ou a
gente então vai dessa luta algo assim... Então é fácil, basta um ser deputado
aqui, falar e pronto, resolveu.
Porque então
não seguraram a Lei nº 1.093, que era da Categoria “O”? Porque não reverteu
tantas coisas que desgraçou a vida dos professora quando nós não tínhamos
mandato aqui na Casa? Por quê? Essa é uma pergunta que eu quero fazer. Então não,
não vim aqui para brigar com ninguém, estou querendo dizer o seguinte: vamos
usar o nós, o ego não ajuda nada, só fortalece o governo. Acho isso.
A outra questão
que eu quero chamar a atenção, é para... A gente também esteve na reunião com a
Secretaria, e a gente alterou muitos pontos da Resolução nº 1.316. Eu gostaria
de antes de apresentar aqui, antes até de vocês saírem, apresentar para vocês,
para um pouco a gente criar uma corrente, mandar para todas as subsedes, e ver
como é que isso se desvelou.
Está aqui o
texto, inclusive, eu vou pedir para pôr muito rapidamente, lá eu vou atentar
para algumas alterações que tiver, mas não são poucas as alterações, tiveram
alterações substanciais. A das faltas, que ela parou de ter a falta... Pode
subir, Machado. Olha lá. A das faltas, que agora... Pode ir, pode subir. Então,
olha lá, duas faltas quando... Então, olha, aqui é quando estão permitidas as
faltas.
Então podem ter
duas faltas-aulas quando atribuída de duas a nove aulas, três faltas-aulas
quando atribuídas de dez a 18, quatro faltas-aulas quando atribuídas de 19 a 22
aulas, seis faltas-aulas quando atribuídas 26 a 32, ou sete falta-aulas quando
atribuídas de 33 a 36 aulas.
É importante
esse embaixo que garante... Pode subir, Machado. Aqui é o que é importante, o
conjunto de faltas pode constituir um bloco indivisível, ou seja, junta as
aulas para poder descontar um dia a falta-aula, mas também a gente vai poder
fazer a reposição das faltas, né?
Então isso não
é o que queríamos, mas está menos ruim do que seria. É triste falar: “eu estou
mitigando”, mas não tem problema, é o governo que está aí, não é um governo da
minha concepção, é o que foi possível até aqui.
Agora contra a
avaliação do professor de ensino médio, e também... Aliás, fundamental 1 e 2 e
ensino médio, a gente tirou o caráter punitivo. Pode subir, Machado, pode
deixar aqui.
Olha, o § 2º...
Então vê lá. Nós tiramos o parágrafo punitivo: “Eles serão submetidos à
avaliação de desempenho para aferição de desempenho de competências...” - tal e
tal -, e vamos para um caráter formativo. “O PEB I, o PEB II, professores de
educação básica, fundamental, que não atingirem grau satisfatório na avaliação
de desempenho deverão participar de programas de formação continuada e receber
apoio pedagógico, ambos oferecidos pela Seduc.”
Essa foi a
alteração que eu considero a cereja do bolo, que sai de um caráter punitivo e
vai para um caráter formativo. Também, nós nunca fomos contra a avalição, a
gente defendeu sempre que fosse diagnóstica e formativa. Acho que é bom
refletir um pouco sobre isso que estou falando, também estou pedindo já o
parecer do nosso jurídico para a gente poder dar mais segurança para vocês. Mas,
diante do que estava e está, considero que a luta de vocês já tem vitória.
Muito obrigada
e um beijo. (Palmas.)
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputada Professora Bebel.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Entrando aqui
na lista de oradores inscritos no Grande Expediente, convido a fazer uso da
tribuna o nobre deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Rui Alves. (Pausa.) Bruno
Zambelli. (Pausa.) Carla Morando. (Pausa.)
Este deputado, Gil Diniz Bolsonaro,
abre mão de seu tempo, e convido a fazer uso da tribuna o nosso sempre senador
e deputado estadual, Eduardo Suplicy, por permuta com o deputado Paulo Fiorilo.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de dez minutos, deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, Sr. Presidente, deputado Gil Diniz
Bolsonaro.
Queria informar
aos nossos visitantes que pedi ao meu gabinete para trazer um número de
livretos suficientes sobre a Renda Básica de Cidadania. Está chegando aqui em
dois minutos. Se quiserem esperar, eu lhes darei em mãos, após a minha fala
aqui.
Mas, primeiro,
gostaria aqui de informar que, na semana retrasada, o Ministério da Educação
lançou o MEC Livros, uma iniciativa voltada à ampliação do acesso do público a
obras literárias em formato digital. Quero compartilhar a notícia da semana
passada, da “Agência Gov”, que informou que, em apenas uma semana, a biblioteca
digital já alcançou 291,6 mil usuários em todo o País e conta com mais de 122
mil empréstimos em obras ativas. Que formidável. Dentro do aplicativo estão
disponíveis quase oito mil livros nacionais e internacionais que podem ser
alugados gratuitamente.
Nesta primeira
semana, o livro mais lido foi “A Cabeça do Santo”, da jornalista e escritora
brasileira Socorro Acioli. A obra foi desenvolvida em uma oficina de Gabriel
García Márquez, colombiano que venceu o Nobel de Literatura, em 1982, e conta a
história de um jovem que descobre possuir o dom de ouvir as preces de mulheres
para Santo Antônio. Além dessa, completam as cinco obras mais lidas, “Sem
Despedidas” e “A Vegetariana”, ambos de Han Kang, “Noites Brancas”, de Fiódor
Dostoiévski, “Crime e Castigo”, também de Fiódor Dostoiévski.
Dentre os estados, São Paulo é o que conta com
mais leitores ativos, mais livros lidos, totalizando 10.045 e 5.366,
respectivamente; São Paulo é seguido por Minas Gerais, 4.518 leitores e 2.382
livros; Rio de Janeiro, 4.485 leitores, 2.434 livros; Ceará, 3.259 leitores,
1.887 livros; Bahia, 3.171 leitores e 1.783 livros.
Para ter acesso
às obras, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login
com a conta do gov.br. Na primeira página, já aparece uma lista de livros
disponíveis, organizados por categorias como: Em alta, Best-seller, Autores
clássicos brasileiros, entre outras.
A devolução
ocorre ao final do prazo de 14 dias, quando o usuário pode optar pela renovação
do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. Está em andamento
a implementação de melhorias que permitirão a devolução a qualquer tempo, além
da possibilidade de habilitar essa função a partir de 90% da leitura,
ampliando-se a autonomia do usuário na gestão dos empréstimos.
Segundo o
governo federal, a plataforma MEC Livros foi criada para democratizar o acesso
à leitura; oferecer livros que contribuam para a aprendizagem e a formação de
estudantes; de fundir o patrimônio literário e incentivar o hábito da leitura;
modernizar o ensino e promover a integração de novas tecnologias na Educação.
Para ampliar o
acervo, o MEC firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e está em
tratativas com instituições como a Academia Brasileira de Letras, a Edições
Câmara, o Instituto Mojo e a Companhia Editora de Pernambuco - Cepe.
A biblioteca virtual
foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária,
cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas à
experiência do usuário, como integração com o gov.br, personalização de leitura
e modificações automatizadas.
A plataforma
também tem foco na acessibilidade, com opções de ajuste de fontes e contraste,
suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela. Quero
parabenizar o governo federal por essa importante iniciativa.
Além disso, Sr.
Presidente deputado Gil Diniz, gostaria de informar que o governo federal fez
com o governo do México um acordo pelo qual o México vai poder implementar um
modelo parecido com o SUS a partir de 2027.
A
agenciabrasil.ebc.com.br informa, hoje, que, em janeiro de 2027... Aliás,
informou no dia 10 de abril. Em janeiro de 2027, a população mexicana começará
a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde, o SUS.
A primeira
fase, de cadastramento dos usuários com mais de 85 anos de idade e um
acompanhante ou cuidador, terá início na próxima segunda-feira, 13, e término
em 30 de abril.
Um dos
mecanismos prioritários do Serviço Universal de Saúde para o governo é a
unificação de bases de dados dos pacientes das diferentes redes, o que permite a
visualização de prontuários já cadastrados, evitando que os profissionais de
Saúde os tratem sem nenhuma informação. A ideia é disponibilizar um aplicativo
digital que centralize, inclusive, resultados de exames laboratoriais.
O serviço
receberá investimentos que garantam remessas de medicamentos e amplo
funcionamento de unidades de atendimento e salas de cirurgia. O governo tem
como foco áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos,
doenças de cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves de
nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos.
Em 2028, o
governo dará ênfase ao intercâmbio de serviços como o abastecimento de
remédios, consultas com médicos especialistas e atenção primária para pacientes
com doenças crônico-degenerativas, caso de Alzheimer, osteoartrite e artrite
reumatoide.
O primeiro
momento: para o primeiro grupo de usuários, o documento de identificação
atrelado ao sistema será entregue seis semanas depois do registro. Com emissões
a cargo da Secretaria do Bem-Estar, o documento substituirá os expedidos
pelas instituições que atuam na área de Saúde, como o Instituto Seguridade
Social Mexicana, IMSS, o Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos
Trabalhadores do Estado e o Petróleos Mexicanos. Estas são organizações de
seguridade social que contam com verbas do governo, dos empreendedores e
demais, dos funcionários, e estrutura e equipe próprias.
Já
os trabalhadores autônomos, sem carteira assinada, desempregados e pessoas
fora do mercado de trabalho dependem da Secretaria da Saúde, de
Serviços Estaduais de Saúde e do Programa de Oportunidades. Há ainda a parcela
contemplada por planos de saúde privados.
O
credenciamento será feito, neste momento, em 24 dos 31 estados, número que deve
ser ampliado. Ao todo, as equipes percorrerão 47 municípios, incluindo as 16
demarcações territoriais que compõem a Cidade do México. A expectativa
é atingir duas milhões de pessoas em 2.059 unidades.
O governo mexicano informou a disponibilidade de dois mil centros
médicos, que considera o suficiente para vencer as demandas das capitais
da primeira fase de implantação e de outras localidades.
Parabéns ao governo brasileiro por ter feito esse entendimento com o
governo mexicano.
Eu quero, presidente Gil Diniz Bolsonaro, cumprimentar todos os
professores que estão aqui e manifestar a minha solidariedade a vocês.
(Manifestação nas galerias.) As pessoas que trabalham comigo, o Nilson, já
estão distribuindo aí os livretos. Estão mesmo? Já entregou a todos? Então, se
tiverem qualquer questionamento, se quiserem que eu vá um dia fazer uma
palestra sobre o tema nas suas instituições, podem me convidar.
Um grande abraço, felicidades.
Muito obrigado, presidente, deputado Gil Diniz. (Manifestação nas
galerias.).
O SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO
- PL - Obrigado,
nobre deputado Eduardo Suplicy.
Seguindo aqui
a lista de oradores inscritos no Grande Expediente, convido a fazer uso da
tribuna o nobre deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo.
(Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino.
(Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Deputado Reis. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur, por cessão de tempo do deputado
Alex Madureira.
Vossa
Excelência, deputado Paulo Mansur, tem o tempo regimental de dez minutos.
O SR. PAULO MANSUR -
PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar meu amigo Gil Diniz Bolsonaro, que
está na Presidência; Suplicy, também aqui presente, e o pessoal que está na
galeria.
Bom, saiu uma pesquisa que 70% dos brasileiros, 70% desaprovam e não
confiam na instituição que é a instituição que tem mais poder no Brasil, que é
o STF. Setenta por cento dos brasileiros! Essa instituição tem um poder muito
grande, um poder de tirar um político de uma eleição, o poder de mudar um
processo.
Agora saiu uma notícia de que Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Moraes e Gonet
foram indiciados, protocolando o indiciamento da CPI do Crime Organizado. Por
quê? Pela prática de lobby. Está escrito em 221 páginas. Pela prática de lobby.
Dentro desse indiciamento, a CPI do Crime Organizado coloca que Toffoli tinha assumido a
relatoria de um processo no qual ele mesmo era sócio, que é o caso do Daniel
Vorcaro. Alexandre de Moraes tinha a esposa dele com um contrato de 130 milhões
de reais, e também ele tinha ligação com Daniel Vorcaro em mensagens. Isso daí
está tudo dentro desse relatório.
Ou seja, é esse
Brasil que a gente quer? É esse Brasil que a gente quer? Não é esse Brasil que
a gente quer. INSS, roubo em cima dos aposentados, dos aposentados. É isso que
a gente quer para o nosso Brasil? Nós não podemos aceitar que a gente hoje
tenha 40 ministérios.
Foram entregues
22 ministérios, tem 40 ministérios. Olhe a cabine de emprego. As estatais que
davam lucro de 1 bilhão de reais, a exemplo dos Correios, hoje têm um prejuízo
de 4 bilhões de reais, ou seja, um déficit de 4 bilhões de reais.
É por isso que
hoje o nosso dinheiro não está valendo mais nada. A pessoa que hoje ganha um
salário mínimo não consegue ter o poder de compra no supermercado. É isso que
nós vivemos, Barba, a situação está complicada e as pessoas estão reclamando
cada dia mais pela falta de poder aquisitivo que nós temos em relação aos
recursos.
E também sai a
pesquisa eleitoral, colocando Flávio Bolsonaro com 48 por cento. Quando ele
colocou o nome dele para candidato, ele estava com 32% e o Lula estava na
frente. Aí depois foi para 38%, aí depois foi para 40 por cento. Agora ele está
com 48% e isso tem um porquê: vivemos um caos no Brasil.
Esse é o caos
que vivemos, porque o Lula está no poder e por que ele não está na frente do
filho de Jair Bolsonaro? Tiraram o Jair Bolsonaro da disputa e Flávio Bolsonaro
entrou na disputa e o filho dele está na frente de Luiz Inácio Lula da Silva.
O SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Só um minutinho, deputado Paulo
Mansur. Vou pedir aqui para a galeria se manter em silêncio enquanto o orador
na tribuna regimentalmente usa a sua palavra.
Todos aqui são
bem-vindos. Salvo engano aqui, disseram que V. Exas. eram professores ou são
professores. Então se não conseguem ouvir uma fala regimental, onde o deputado
não desrespeita ninguém aqui de V. Sas. neste momento e V.S.ª gritam,
atrapalham as palavras do orador na tribuna... Desculpe, o respeito aqui tem
que ser das duas partes.
Então vou pedir
aqui que V. Sas. fiquem em silêncio para que o orador termine. Depois o
deputado Teonilio Barba vai usar a palavra, V.S.ª podem aplaudi-lo se assim
quiserem, mas só para manter aqui a ordem neste plenário. Não vi nenhuma
ofensa, nenhum desrespeito da parte do deputado Paulo Mansur com ninguém aqui
presente nesta galeria neste momento.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Obrigado, deputado Gil Diniz. E é
por isso que existe a democracia. Daqui a pouco vai subir o Barba aqui, que é
um petista e eu tenho certeza que ele vai atacar o bolsonarismo e todo mundo
vai ficar em silêncio.
Então,
realmente, eu tenho o meu direito de fala e nós temos hoje no Brasil, como a
gente vê, o deputado Gil Diniz tem ido aos presídios visitar os presos
políticos. Então nós não só não temos o desgoverno no Brasil, mas como a gente
tem a narrativa de golpe que prenderam mais de 2.000 pessoas e agora a gente
ainda tem 179 presos e muitos presos que estão sendo caçados fora do País, na
Argentina. Só na Argentina, Alexandre de Moraes está perseguindo 40 pessoas,
querendo prender elas.
E essas pessoas
são pessoas como vocês que estão na galeria, que foram em uma manifestação e
foram pegadas para pato. Por quê? Como é que você vai dar um golpe sem arma?
Não foi achado nem um “três oitão”, nem uma pedra, nem uma pedra, nem um
estilingue tinha.
Como é que você
vai dar um golpe no Parlamento? Vocês vão invadir aqui, vão dar um golpe aqui
sem nada, sem arma, sem nada? Então aí fica difícil. Então essa narrativa de
golpe que Alexandre de Moraes colocou, e Gil Diniz tem ido até nos presídios
visitar essas pessoas, é triste, Gil Diniz, triste, triste, triste. A gente vê
que elas continuam presas, né? Continuam presas. As câmeras. Das 200 câmeras,
desapareceram 195 câmeras. Ninguém sabe onde estão as imagens, Barba, ninguém
sabe. Cadê as imagens do 8 de janeiro? As imagens que a gente conseguiu
pegar...
É demonstrado
que tinha gente infiltrada do MST para fazer a quebradeira. Porque, se você for
na Avenida Paulista em uma manifestação, se vocês forem, vocês não vão ver um
papel de chão na rua porque a direita não tem animal, não tem animal na direita,
não tem os caras que batem em pessoa, que invadem lugar, que jogam papel no
chão. O lado do bolsonarismo é um lado que respeita as pessoas. Coisa que a
gente não vê, infelizmente, com o pessoal da esquerda neste Brasil.
Então, por
exemplo, se você tivesse aí bolsonaristas na plateia e tivesse o Barba aqui
falando, todo mundo ia estar escutando. E aí, quando eu viesse falar, sabe o
que eles iam fazer? Aplaudir. É isso que ia acontecer.
Mas,
infelizmente, Gil Diniz, eu quero usar o meu tempo real, porque é o que a gente
tem neste Brasil. E a gente vê um preso político, que é Jair Bolsonaro, um
preso político que não pode sair candidato, que tem as suas redes sociais
travadas. Ele não pode mexer na sua rede social.
Ele tem o seu
filho exilado político, que não está no Brasil. Ou seja, a perseguição em cima
da família Bolsonaro é extrema, é extrema a perseguição. E fazendo um
desgoverno, deixando o Brasil em déficit, quebrando o nosso país, a nossa
economia está dificultada, totalmente dificultária.
A gente tem não
só os Correios, mas todas as estatais dando déficit, todas as estatais. O Lula
não conseguiu colocar uma estatal dando lucro. Nenhuma dá lucro, todas dão
prejuízo. O presidente Bolsonaro entregou o porto dando 800 milhões de lucro. A
gente tem dois bilhões por ano de prejuízo. E esse dinheiro é de vocês, é de
vocês.
Só para vocês
terem uma ideia, porque eu ainda tenho um minuto para falar, o Estado de São
Paulo arrecada um trilhão por ano em imposto e a gente é obrigado a repassar
650 milhões para a União, para a área federal, e fica dentro do Estado de São
Paulo 35%, que é 350 milhões por ano.
E quando nós
pedimos algo para o governo federal, na realidade, quando pedimos, é um
dinheiro que é nosso. Então quando eles investem pelo BNDES, quando eles
investem o governo federal dentro do estado de São Paulo, é do próprio imposto
que é nosso que vai para eles, certo? Então, por exemplo, Túnel Santos-Guarujá,
trem intercidades. O governo federal prometeu que iria colocar dinheiro,
injetar dinheiro. Deu para trás. Deu para trás. Você está mentindo. Você está
mentindo, deu para trás. Olha, a proposta foi... Põe aí no “Estadão”.
E o “Estadão” é
esquerdista. A “Folha de S. Paulo” é esquerdista. Foram cinco bilhões. A
empresa vai pôr um bilhão, o governo federal põe dois bilhões e o governo
estadual coloca dois bilhões. O governo federal deu para trás e não vai
colocar.
Muito obrigado,
Gil Diniz.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputado Paulo Mansur. Seguindo os oradores inscritos aqui no Grande
Expediente, convido a fazer uso da tribuna a nobre deputada Ediane Maria.
(Pausa.) A nobre deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) O nobre deputado Atila
Jacomussi. (Pausa.) O nobre deputado Teonilio Barba. Vossa Excelência...
Teonilio Barba, por cessão do tempo da nobre deputada Thainara Faria.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de dez minutos.
O
SR. TEONILIO BARBA - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente Gil Diniz Bolsonaro, senhoras e
senhores, os trabalhadores aqui da Casa, o público que nos acompanha aqui na
Assembleia, sejam sempre bem-vindos. Vocês que são um povo de luta, que estão
em uma luta contra a reforma da Educação que o Tarcísio quer fazer no estado de
São Paulo, e a perseguição a professores.
Então, sejam
todos bem-vindos aqui. Agradeço à deputada Thainara pela troca, por fazer a
cessão do tempo dela, que ela estava inscrita, para que eu pudesse usar a
tribuna neste momento.
Sr. Presidente,
primeiro eu venho aqui para falar, homenagear e parabenizar a CNTTL. Quem é a
CNTTL? A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Transporte e Logística, que
realizou, na semana passada, seu quarto congresso, lá na sede da Contag, em
Brasília, e elegeu uma direção para um mandato de mais quatro anos - que é o
meu amigo Paulinho, lá de Sorocaba.
Então, a CNTTL
é responsável... Representa todos os trabalhadores que trabalham no Brasil no
transporte aéreo, terrestre e marítimo. Foi um congresso que tinha 310
delegados e delegadas do Brasil inteiro, para discutir os rumos da categoria,
que é o povo que é responsável pelo transporte no Brasil, que tem um modal de
transporte sobre rodas muito forte, sobre rodas. Eles são responsáveis por 80%
do transporte no Brasil que existe sobre rodas.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Ana Perugini.
* * *
Então, esse
povo... Eu estive lá, eu passei lá um dia para acompanhar o congresso, a
abertura. Lá, eles discutiram vários temas, inclusive o tema da tarifa zero,
que eles defendem que tem que ser implantada nas maiores cidades no Brasil, e quiçá,
quem sabe um dia, no Brasil inteiro, porque a tarifa zero é uma proposta para
atender a todo mundo que trabalha, independentemente de classe social ou não,
para que a gente possa usar o transporte coletivo, reduzindo, assim, as
emissões de gás carbônico na atmosfera.
Também quero
aproveitar para parabenizar meus companheiros lá do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, que está realizando eleições hoje e amanhã. As eleições, Sra.
Presidenta Ana Perugini... Uma eleição dos metalúrgicos do ABC é em dois turnos.
No primeiro turno, elegem-se trabalhadores nas fábricas, e no segundo turno,
toda a categoria vota para eleger a direção do sindicato.
Nós estamos
organizados lá em 44 fábricas e vamos eleger 117 dirigentes sindicais que terão
a obrigação de defender a organização dos trabalhadores a partir do local de
trabalho.
Eu, que
pertenci 30 anos àquela categoria, tenho muita honra e muito orgulho daquela
categoria. Então, as eleições são hoje e amanhã, a apuração é na quinta-feira.
Quero parabenizar o Moisés Selerges, que é o atual presidente, e parabenizar o
Wellington e toda a sua direção, que será o próximo presidente desse sindicato.
Dito isso, Sra.
Presidenta, eu quero responder um pouco aqui ao deputado Paulo Mansur. Ele
falou aqui do salário mínimo. O governo Bolsonaro foi quatro anos presidente
deste país e não deu um centavo de reajuste no salário mínimo. Não deu um
centavo, não deu meio por cento, não repôs a inflação para fazer a correção do
salário mínimo.
E o presidente
Lula já criou uma política de reajuste do salário mínimo, que tem a reposição
da inflação do ano interior e, no mínimo, 0,5% se a economia estiver em crise,
e se a economia estiver indo bem pode chegar a até 2,5%, que é o crescimento
econômico conforme está colocado no arcabouço fiscal.
O presidente
Lula encaminhou para o Congresso Nacional, juntamente com aquele que é o melhor
ministro da Fazenda que este país já teve, que é o Fernando Haddad, uma
proposta de reforma tributária e um novo sistema tributário brasileiro, que
trará segurança jurídica para este país e acabará com o arcabouço contábil que
tem hoje qualquer setor empresarial produtivo, seja da indústria, do comércio,
do serviço, do setor financeiro.
Quando você
monta uma empresa, você tem que montar uma estrutura para prestar conta do
atual sistema financeiro, que tinha até 31 de dezembro de 2025. Só no Conselho
Nacional de Justiça, no CNJ, hoje tem 26,6 milhões de processos questionando
algum tipo de imposto neste País.
Você tem 5.570
municípios, então você tinha 5.570 ISS, que vai de zero a cinco por cento. Você
tem 27 estados, tem 27 ICMS. Você tinha mais o PIS, o COFINS e o IPI, que são
os impostos federais, então, para se emitir uma nota, quem trabalha no setor
produtivo neste país tem que contratar dois, três escritórios de contabilidade.
O presidente
Lula retomou o programa “Minha Casa Minha Vida”, que ficou abandonado durante
os quatro anos do governo federal do inominável, que está lá preso, que está lá
com a tornozeleira eletrônica.
Portanto, não é
verdade que não tem imagens, tem imagens daqueles caras quebrando o Congresso
Nacional, o Senado, a Câmara do Deputados, o Palácio da Presidência e o prédio
do STF. Então nós temos uma disputa posta neste país, que vai estar em curso
agora, neste ano eleitoral, de ver quem é que realmente vai ganhar as eleições
neste país.
O presidente
Lula, antes de sentar na cadeira, aprovou uma PEC da transição para honrar os
seus compromissos de campanha, que teve, que o Congresso que encerrou a
legislatura em 31 de janeiro de 2023 autorizou que ele pudesse gastar 173
bilhões a mais.
Para que eram
os 173 bilhões a mais? Para fazer a correção da tabela do imposto de renda para
quem ganha até cinco mil reais e depois para reduzir o imposto de renda para
quem ganha de 5.001 real até 7.350 reais. Para retomar o “Farmácia Popular”,
que estava abandonado neste país.
Para retomar o
programa da saúde da mulher, que estava abandonado neste país. Para retomar o
programa “Minha Casa Minha Vida”, que estava abandonado neste país, cujo
programa lá do inominável era o programa “Casa Verde e Amarela”, que a gente
não viu nem a cor da tinta até hoje. Portanto, trata-se de uma disputa que nós
vamos travar aqui este ano.
O presidente
Lula teve que fazer a correção do programa da merenda escolar. Vocês, que são
professores, sabem quanto o país gastava. Era 28 centavos com cada aluno na
escola pública deste país. Então é com esses caras que nós vamos disputar. É
com esses caras que nós vamos enfrentar a disputa política.
O presidente
Lula recolocou o Brasil novamente do tamanho que ele merece diante de toda a
comunidade internacional. Nós temos hoje um país que tem 95% de capacidade de
produção de energia limpa, através da hidrelétrica, através da eólica, através
da solar, através do gás natural, através do biometano, através do etanol, que
nós temos um período de transição para chegar ao carro elétrico em um mínimo de
30 anos.
Então nós vamos
enfrentar esse debate neste ano eleitoral e vamos enfrentar, aqui no estado de
São Paulo, o Tarcísio de Freitas, cujos grandes feitos no estado de São Paulo
foram: a privatização da Sabesp, que atendia a 375 cidades, e agora tentar
impor, com a Urae, a obrigação de os outros 70 municípios fazerem adesão à
privatização; cujo grande feito na Educação foi retirar 5% da Educação, do
Orçamento, para dizer que manda para a Saúde; a criação dos Free Flows, que são
os pedágios que estão criando um monte de multa para o povo do estado de São
Paulo; e a escola cívico-militar, que vocês da Apeoesp conhecem muito bem.
Então são esses
caras que nós vamos enfrentar, e estamos apresentando aquele que vai enfrentar
o Tarcísio no estado de São Paulo, que é o melhor ministro da Fazenda que este
país já teve, que é o meu querido amigo, professor Fernando Haddad.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - ANA PERUGINI - PT - Deputado Barba,
eu peço que ocupe a Presidência para que eu possa fazer o uso da palavra.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Teonilio
Barba.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - Seguindo aqui
a nossa ordem do Grande Expediente, convido, para fazer uso da tribuna no seu
tempo regimental de dez minutos, a deputada Ana Perugini.
A
SRA. ANA PERUGINI - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Barba, senhores e senhoras,
funcionários que estão em serviço na Casa, aqueles que estão no nosso plenário,
este ano, para além de ano da Copa, nós temos um ano de eleições, e nós vamos
precisar tomar muito cuidado com as fake news, que já estão rondando - procurar saber, cada um, quando chega
qualquer informação, sondar as informações.
Certa feita,
deputado Barba, eu ouvi uma crítica muito forte em relação às taxas de juros no
nosso país. E sem dúvida, uma taxa de juros que, hoje, beira em torno de 12%,
12,5% é alta. Mas quando nós tivemos o presidente Lula pela primeira vez na
Presidência deste país, a taxa era de 25 por cento.
Há muito o que
se fazer ainda num país que teve, pela primeira vez, recentemente, a ocupação
de um espaço tão importante por um representante da grande maioria. E, como
republicano, se coloca e é um presidente que é de todo o povo do nosso país.
Para além de
tudo isso, é importante que as nossas estatais tenham lucro. É importante. Mas
é importante que todos os municípios tenham a condição de buscar projetos em
Brasília e ser socorridos não só pelo BNDES, mas pela Federação. E em qualquer
levantamento que nós possamos fazer em relação aos investimentos dos
municípios, nós sabemos que tem mais investimento nos municípios pelo governo
federal do que pelo governo estadual.
Mas o que me
traz aqui à tribuna hoje é primeiro agradecer a vinda de duas pessoas muito
importantes de uma cidade pequeninha ali da região metropolitana, a cidade de
Conchal, que são a irmã Cláudia, responsável pelo Hospital e Maternidade Madre
Vanini, e a enfermeira Graziela.
Elas vieram
aqui para que nós possamos conversar, mas principalmente para que nós possamos
falar do grande trabalho que foi feito pelos profissionais de Saúde durante o
período da pandemia.
E ainda aqui,
com o procurador especial das Mulheres, trazer um breve relato do que foi e o
porquê, inclusive, de hoje, na Campanha da Fraternidade, a nossa oração
principal ser que o Nosso Senhor cuide das mulheres vítimas de violência e que
o feminicídio seja varrido da nossa história.
Mas o mês de
março, para nós que somos mulheres ativistas do direito das mulheres, é um mês
bastante corrido, a ponto de nós só podermos passar por aqui correndo.
E neste mês de
março, já no dia 4, nós estivemos em uma roda de conversa organizada pelo
Coletivo de Mulheres da Unicamp e representantes do Sindicato dos Trabalhadores
da Universidade para debatermos a violência política de gênero, e é importância
das mulheres em todos os espaços de poder.
Já no dia 5,
bem cedo, nós estivemos com as guardas civis municipais da região de Campinas -
pegando a cidade de Campinas, Monte Mor, Hortolândia, Nova Odessa, Piracicaba e
Sumaré - tratando os desafios das mulheres nas guardas municipais e a
importância da patrulha Maria da Penha para, de fato, nós não chegarmos ao
feminicídio, garantindo que as medidas protetivas ocorram na vida daquelas que
procuraram a atenção devida.
Ainda no dia 5,
nós participamos de um movimento, do movimento “Eles Por Elas”, criado por um
vereador, uma iniciativa, inclusive, que antecedeu o pacto nacional “Brasil
Contra o Feminicídio”. Isso no dia 5, já no dia 7 nós participamos...
Eu não sei se é
de conhecimento de todos, mas nós temos uma brigada exclusivamente feminina
aqui, ali na Serra dos Cocais, e nós participamos do primeiro encontro regional
de brigadistas florestais formado por mulheres.
Nós fomos
homenageados naquele período, naquele momento, e ali havia a cidade de
Valinhos, Vinhedo, Itatiba e Louveira. Nós fomos homenageados por conta do
projeto que nós temos - onde, inclusive, o nosso querido Suplicy é signatário
também - para que a Serra dos Cocais, manancial de águas e de uma vegetação e,
inclusive, de um bioma só encontrado ali, como um local absolutamente
protegido.
No dia 8 nós
participamos... Inauguramos o dia 8, Dia Internacional de Combate à Violência
contra as Mulheres, em uma praça ali na cidade de Americana. Foi um dia de
muita manifestação, mas logo em seguida nós fomos para a cidade de Cosmópolis,
onde nós participamos de um encontro de mulheres dirigentes e tratamos de
assuntos com relatos a nossa direção. E esse foi o dia internacional.
No dia 10 nós
participamos de um encontro com servidoras que trabalham na limpeza urbana,
para tratarmos de violência doméstica. No dia 11 nós estivemos aqui na Alesp
fazendo um encontro, a pedido do Coletivo de Mulheres aqui da capital, de
letramento de gênero. E aqui eu quero agradecer a participação da procuradora
de justiça criminal do Ministério Público do Estado, Dra. Nathalie Kiste
Malveiro, e também da promotora de justiça Vanessa Therezina Souza Almeida.
E falar de
letramento de gênero foi uma forma encontrada de trazermos aqueles que muitas
vezes cometem crimes e não são denunciados, mas que desconhecem a natureza
daquilo que estão praticando. Então a pedido dessas mulheres nós fizemos esse
encontro aqui.
Já no dia 12,
nós promovemos um encontro de empreendedoras com a participação do Sebrae, e no
mesmo dia nós fomos, também, para a cidade de Cabrália Paulista, para tratarmos
das mulheres ainda na terceira idade que lutam e passam a conhecer os seus
direitos. No dia 18, acompanhamos a ministra das mulheres, Márcia Lopes, em
atividades em Piracicaba, Hortolândia, Campinas e no acampamento Marielle Vive,
na cidade de Campinas.
Depois - vou
saltar o dia 20 -, no dia 21, nós estivemos em São José dos Campos em um
encontro de mulheres bem diferenciado, que aconteceu logo à noite, na cidade de
Hortolândia.
Nesse primeiro
momento em São José, nós falamos com mulheres de uma sociedade diferente, mas
que tratava sobre uma vida de propósito entre mulheres. À noite, nós
participamos de um encontro na Igreja Evangélica do Ministério Restauração.
Eu estou
falando com detalhes sobre esses encontros, porque no dia 27 nós tivemos que
fazer uma opção entre um encontro ou outro, mas nós fizemos uma boa opção, que
foi um encontro na USP. Aí eu quero dar parabéns ao diretório acadêmico, a
Faculdade de Direito da USP, onde aconteceu a 2ª Conferência de Lideranças
Políticas do Nexo.
E aí nós
tivemos a participação da secretaria nacional contra a violência doméstica, ou
da violência contra as mulheres, a Estela Bezerra. Também a ouvidora-geral da
defensoria pública, Dra. Camila Marques, e a ouvidora do Tribunal de Contas do
Estado, Dra. Amélia Saad.
E no dia 31, à
noite, nós fechamos esse... Esses foram só os eventos relacionados à violência
contra a mulher, aquilo que nós precisamos banir da nossa sociedade. Nós
estivemos com um grupo de estudantes bastante grande, em uma sala bem apertada
pelo número de estudantes, e o que me chamou atenção foi o número de perguntas
logo depois do encontro para que se soubesse o que pode acontecer ou não em
determinadas circunstâncias.
Nós sabemos que
temos ainda na Lei de Diretrizes Básicas da Educação a determinação de que a
Lei Maria da Penha seja ensinada nas escolas. Há uma determinação para que,
pelo menos, por uma semana, durante o ano, aconteça um letramento, uma
discussão para que nós saibamos desde o primeiro momento em nossas vidas o que
é violência doméstica. Mas, de fato, isso não vem acontecendo. Então é preciso
fazer com que a Lei de Diretrizes Básicas da Educação aconteça.
Ontem nós
fizemos a denúncia sobre isso, veio a acontecer, e o mais importante, há um
pacto nacional federativo que teve um outro lançamento ainda na semana passada
aqui no estado de São Paulo, chamando o Poder Judiciário, todos os entes do
Poder Judiciário, chamando o Poder Executivo e chamando o Legislativo para que
nós possamos enfrentar a violência contra as mulheres.
Para além de um
ano eleitoral, nós sabemos que nós, mulheres, chegamos a ser seis milhões a
mais de eleitoras neste país, mas a nossa representatividade fica aquém da
nossa participação na sociedade.
Quando, muitas
vezes, dizem que nós estamos ocupando cargos de liderança, muitas vezes é
servindo, de fato, a quem determina aquilo que deve ser feito. E o exemplo
muito claro sobre isso, e hoje vi o querido Suplicy falando da segurança
menstrual, é que até pouco tempo o absorvente era o produto mais tributado que
nós tínhamos no nosso país, enquanto que um comprimido azulzinho tinha isenção
de tributação.
Então nós
precisamos saber que espaço de poder organiza a sociedade e a sociedade precisa
ser organizada para 100% dessa sociedade, não pode ser para um grupo e não para
o outro.
E que, para
além da empatia, para além da compaixão, que deveria ser um requisito essencial
para ocupar qualquer posto de liderança, nós precisamos olhar a sociedade,
analisar a sociedade e servir com essa sociedade neste momento. Isto não
ocorreu em governos passados e eu espero que, independentemente de esquerda ou
direita, jamais o fascismo retorne a administrar o nosso país, como ocorreu no
passado.
Sr. Presidente,
muito obrigada. Tinha que prestar conta daquilo que nós fizemos e dizer que é
um mês de muito trabalho, mas é um mês necessário, porque as mulheres precisam
ter, de fato, a igualdade tratada no dia a dia, não pode mais ser apenas um
direito abstrato consignado na Constituição.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - Obrigado,
deputada Ana Perugini.
A
SRA. ANA PERUGINI - PT - Sr. Presidente, peço
a suspensão dos trabalhos.
O
SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - É regimental o
pedido da senhora. Havendo acordo entre as lideranças, os trabalhos estão
suspensos até as 16 horas e 30 minutos.
*
* *
- Suspensa às 15 horas e 48 minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 30 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci
Santos.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Reaberta a sessão.
Ordem do Dia.
* * *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Há sobre a mesa requerimento de urgência do Projeto de lei Complementar nº 28,
de 2025, de autoria do Tribunal de Justiça.
Em discussão.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Não quero usar meu tempo de discussão, Sr. Presidente, mas 30
segundos, por gentileza, aqui nos microfones de aparte mesmo.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pois não?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Só deixar aqui consignado o meu voto contrário ao
requerimento de urgência e também, em um momento oportuno, o voto contrário ao
método. Nunca vi, Sr. Presidente, tantos projetos com penduricalhos ao MP, à
Defensoria, ao Tribunal de Justiça.
Isso vem me
incomodando por que, Sr. Presidente? Porque todas as vezes que nós falamos
sobre algum benefício aos nossos funcionários aqui da Assembleia Legislativa,
de alguma maneira, a pensarmos em fortalecer este Parlamento, nós somos
duramente criticados.
Então chamo
atenção aqui dos deputados, porque entendo que nós devemos fortalecer o TJ, o
Ministério Público, porém não há recíproca. Sempre nós temos algum deputado
pendurado no Ministério Público, no Tribunal de Justiça, que acabam ficando
constrangidos aqui de votar contra o mérito desse projeto, presidente. Então
deixo consignado que este deputado, até o final de sua legislatura, vai votar
contrário a todas as proposituras que sejam algum penduricalho.
Neste caso
aqui, estava verificando e o senhor me corrija, por gentileza: os funcionários
do TJ, TJM? Não verifiquei aqui, me parece que vão receber um bônus de 10%,
15%, 7%, olhe, um se tiver a graduação, outro se tiver a pós-graduação, outro
se tiver o mestrado, doutorado.
Tudo bem, a
gente precisa sim prestigiar os funcionários, porém todas as vezes que nós
falamos do fortalecimento dos funcionários do Parlamento do estado de São Paulo
parece que nós somos criminosos e não somos.
Então, ou vale
para todos os Poderes, todas as instituições, ou não vale para ninguém. Não é
possível que mais uma vez a casta do Tribunal de Justiça, e depois virá para o
MP, depois virá para a Defensoria, seja beneficiada dessa maneira, com uma
facilidade absoluta, presidente.
Então voto
contrário ao requerimento de urgência e voto contrário no momento oportuno ao
mérito também, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado.
Deputado Leo Siqueira?
Em discussão. Não havendo mais oradores
inscritos, está encerrada a discussão.
O
SR. LEONARDO SIQUEIRA - NOVO - Pela ordem, Sr.
Presidente. Pedir verificação de votação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Deixa eu dar o comando de votação.
Em votação. As Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
O
SR. LEONARDO SIQUEIRA - NOVO - Pela ordem, Sr.
Presidente. Pedir verificação de votação.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental o pedido de Vossa Excelência.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, vamos
proceder à verificação de votação pelo sistema eletrônico.
A partir deste momento, estamos fazendo
soar o sinal intermitente por quatro minutos para que as Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados que não se encontram em plenário tomem conhecimento da votação
que se realizará.
Em tempo ainda, queria aqui anunciar e
agradecer a presença da Sra. Mirelle Trevisan, que é a primeira dama da cidade
de Araçariguama. Mirelle, seja bem-vinda. Leve o nosso abraço ao nosso prefeito
Rodrigo, tá bom? Um abraço em você.
A
SRA. ANDRÉA WERNER - PSB - Pela ordem,
presidente. Para colocar o PSB em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
PSB em obstrução.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Colocar a Federação PT/PCdoB/PV em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental o pedido de Vossa Excelência. PT, PV e PCdoB em obstrução.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para colocar em obstrução a bancada do PSOL.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
PSOL em obstrução.
O
SR. ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Pela ordem,
presidente. Colocar o Republicanos em obstrução, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Republicanos em obstrução.
O
SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para colocar o PL em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
PL em obstrução.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Questão de ordem sobre
a votação, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Ok. Só um minuto, Sr. Deputado.
Transcorridos os quatro minutos...
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Era sobre isso,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Tendo transcorrido os quatro minutos, o sistema eletrônico ficará aberto para
que os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas votem “sim”, “não” ou registrem
abstenção nos terminais dispostos em suas mesas.
A questão de ordem era essa, deputado?
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Era essa, presidente:
qual o tempo que nós teríamos para iniciarmos a votação nos terminais
eletrônicos.
Obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Ok, obrigado.
O
SR. MILTON LEITE FILHO - UNIÃO - Pela ordem,
presidente. União em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
União em obstrução.
O
SR. ROGÉRIO NOGUEIRA - PSD - Presidente, pela
ordem.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado Rogério Nogueira. Ou somente Nogueira?
O
SR. ROGÉRIO NOGUEIRA - PSD - Só Nogueira. PSD em
obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - PSD
em obstrução.
O
SR. RICARDO FRANÇA - PODE - Pela ordem,
presidente. Para colocar o Podemos em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
O Podemos pode ficar em obstrução.
O
SR. DELEGADO OLIM - PP - Pela ordem,
presidente. Progressistas em obstrução e voto “sim”.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Não abrimos os microfones ainda, deputado. Estamos no eletrônico ainda.
Progressistas em obstrução.
Neste momento, estamos abrindo os
microfones de aparte para que os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que não
conseguiram registrar o seu voto no sistema eletrônico possam fazê-lo agora nos
microfones de aparte.
A
SRA. BRUNA FURLAN - REPUBLICANOS - Presidente,
quero registrar meu voto “sim” e cumprimentar o deputado Cláudio Cirurgião. Ele
é presidente da Comissão de Saúde de Roraima e está visitando o nosso
Parlamento. O deputado Gilmaci é líder do Governo e tenho certeza de que fica
feliz com sua presença.
Obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado. Deputada Bruna Furlan vota “sim”.
Eu agradeço, parabéns, obrigado pela
presença, deputado. Seja bem-vindo a este Parlamento. A Casa também é sua. É um
prazer recebê-lo.
*
* *
- Verificação de votação pelo sistema
eletrônico.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Não
havendo quem queira registrar o voto, pergunto aos Srs. Deputadas e às Sras.
Deputadas se alguém deseja mudar o seu voto. (Pausa.)
Não havendo quem queira mudar, vamos
passar o quórum desta votação: votaram “sim” 41 Srs. Deputados; um “não”; este
deputado na Presidência, total de 43 votos. Votos insuficientes para aprovar o
requerimento.
Neste momento vamos suspender por um
minuto por conveniência da ordem.
*
* *
- Suspensa às 16 horas e 48 minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 49 minutos, sob a Presidência do Sr. André do
Prado.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Reaberta a
sessão.
Há sobre a mesa requerimento do nobre
deputado Ricardo Madalena, com número regimental de assinaturas, nos termos do
Art. 35, do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de
representação com a finalidade institucional de tratar de assuntos relevantes
na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, a
realizar-se nos dias 22 a 24 de abril do corrente ano, em munícipios do
interior do estado, sem ônus para este Poder.
Em votação. As Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
A
SRA. PROFª CAMILA GODOI - UNIÃO - Questão de
ordem.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Questão de
ordem da deputada Camila Godoi.
A
SRA. PROFª CAMILA GODOI - UNIÃO - PARA
COMUNICAÇÃO - Presidente, eu
gostaria de fazer uma comunicação, está aqui conosco o tenente Ramos e também o
cabo da Silva, o cabo Castanheira, da Polícia Militar, e eu quero aproveitar e
parabenizá-los pelo excelente trabalho no Águia da Polícia Militar. E hoje eles
estão aqui representando toda a Polícia Militar, em especial o Águia, que faz
um excelente trabalho no estado de São Paulo.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado, sejam
todos bem-vindos. Obrigado pelo trabalho que V. Exas. desenvolvem pelo nosso
estado de São Paulo.
Há sobre a mesa requerimento do nobre
deputado Eduardo Suplicy, com número regimental de assinaturas, nos termos do
Art. 35º do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação com a finalidade de participar de diversas agendas do estado do
Rio Grande do Sul, a realizarem-se nos dias 16 a 21 de abril do corrente ano, a
ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento do nobre
deputado Sebastião Santos, com número regimental de assinaturas, nos termos do
Art. 35º do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação com a finalidade de acompanhar a Volta Ciclística Internacional
do Estado de São
Paulo, a realizar-se nos períodos de 4 a 10 de maio do corrente
ano, nos municípios São José do Rio Preto, Bálsamo, Três Fronteiras, Franca,
Ribeirão Preto e Araraquara, sem ônus para este Poder.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento do nobre
deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira, com número regimental de assinaturas,
nos termos do Art. 35º do Regimento Interno, para a constituição de uma
comissão de representação com a finalidade de participar de reunião com a
diretoria da Transpetro, para tratar de investimentos para a região do ABC e
todo o estado de São Paulo, a realizar-se no dia 14 de abril do corrente ano,
na cidade do Rio de Janeiro, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento da nobre
deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do
Art. 35º do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação com a finalidade de participar de reuniões com prefeitos e
entidades da sociedade civil, para tratar de assuntos relevantes na formulação
de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, a realizarem-se nos dias
22 e 23 de abril do corrente ano, na cidade de Orlândia e região, a ser
custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há também um outro requerimento da
nobre deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos
termos do Art. 35º do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação com a finalidade de participar da Feira Internacional de
Tecnologia Agrícola em Ação, Agrishow 2026, a realizar-se de 27 a 30 de abril
do corrente, no município de Ribeirão Preto, a ser custeada via verba de
gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a Mesa também requerimento do
nobre deputado Lucas Bove, com número regimental de assinaturas, nos termos do
Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação, com a finalidade de participar do evento “Cana Summit”, a
realizar-se nos dias 15 e 16 de abril do corrente ano, no município de Ribeirão
Preto, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há também sobre a mesa requerimento da
nobre deputada Ana Perugini, com número regimental de assinaturas, nos termos
do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação, com a finalidade de participar de audiência pública, “Dia do Rio
Piracicaba”, a realizar-se no dia 15 de abril do corrente, no município de
Piracicaba, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a Mesa também requerimento do
nobre deputado Leonardo Siqueira, com número regimental de assinaturas, nos
termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação, com a finalidade de participar de agendas institucionais e
visitas técnicas nas cidades de Beijing e Shanzhou, na República Popular
da China, no período de 18 a 24 de maio do corrente, sem ônus para este Poder.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputada Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - O senhor está
esquecendo o meu nome, presidente? Acho que eu não...
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Jamais,
Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, eu quero dar um informe. A gente conseguiu
agora, há poucos minutos, um juiz mandou o Estado ajustar os salários que são
menores que o valor do piso de 2025 para o atual valor do piso. É uma liminar,
mas o que demonstra é que a luta vai para tudo quanto é lado. Você faz a luta
aqui, você faz a luta jurídica, você faz a luta na rua.
Ao mesmo tempo,
dizer que, na última sexta-feira, nós contamos com a presença de mais de 8 mil
professores na Paulista, exatamente porque a gente quer fazer um debate muito
profundo em torno do PL nº 1316. Pedimos a retirada, mas sinto que não vão
retirar, e a gente, então, na verdade, está trabalhando para tirar os pontos
que atrapalham a vida dos professores: tem a ver com as faltas e tem a ver com
a avaliação punitiva.
Então, os
professores que aqui estão não estão aqui à toa. Eles estão dizendo o quê? Eles
estão dizendo que nós vamos levar essa luta, porque não dá para nos punir o
tempo todo como a gente tem sido punido através de avaliação de desempenho.
(Manifestação nas galerias.)
E, para ser
precisa, quem precisa de avaliação de desempenho é o Sr. Governador Tarcísio,
com todo o respeito. Mas se eu preciso ser avaliada, se os professores precisam
ser avaliados, também ele precisa ser avaliado. As eleições estão aí para
avaliá-lo.
Então eu digo
isso com tranquilidade para dizer que nós vamos estar até o último momento.
Enquanto não mudarem as linhas desse PL, nós vamos estar aqui. (Manifestação
nas galerias.)
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputada Professora Bebel.
Pela ordem, deputado Gil Diniz.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Uma breve
comunicação, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Gil Diniz.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, volto aqui a este microfone fazendo apelo aos
deputados que entendam do que se tratam esses dois projetos. A urgência do
primeiro, do 28, não foi aprovada. Eu espero que a do segundo, do 32, também
não seja, presidente.
Para que os
deputados saibam que, em aprovando esses PLCs, estarão aumentando o percentual
deste benefício: adicional de qualificação dos funcionários. Para quem tem
doutorado, 20% nesse reajuste; 15% para mestrado; 10% para especialização; e
7,5% para graduação.
Presidente, eu
lembro aqui que, até este momento, professores não tiveram reajuste, policiais
penais não tiveram reajuste, e eu vejo aqui a esquerda organizada, votando em
benefício, em penduricalho, para a elite do funcionalismo, enquanto fingem que
defendem essa categoria que está aqui - e não defendem.
Esses que vão
se beneficiar, se esse PLC for aprovado, vão se beneficiar pela bancada do PT e
pela bancada do PSOL. Não tem quem faça lobby para eles neste Parlamento. Por
isso que, todas as vezes que chega um penduricalho para essa categoria, é
aprovado com larga margem aqui. Aí eles dizem que defendem todos os
funcionários.
Olha, eles
sabem quem terá o reajuste e quem não terá, porque não tem criança neste
Parlamento. Então, eu peço aqui para que, ao menos, a bancada de esquerda se
reúna e fale aqui, sinceramente, quem terá reajuste este ano e quem não terá,
porque até aqui, presidente, só a elite do funcionalismo...
E eu chamo aqui
os deputados que dizem que não votam penduricalho, que não votam esse tipo de
benefício, que nos ajudem a derrubar também esse requerimento de urgência,
porque não tem urgência uma matéria como essa, presidente, que é aumentar um
benefício que esses funcionários, que, repito, estão na elite do funcionalismo
público, já recebem. Nós estamos reajustando um benefício que eles já têm, com
a ajuda do PT e do PSOL, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Pela ordem.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Depois...
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem,
presidente. Pela ordem.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
PARA COMUNICAÇÃO - Para uma comunicação, Sr. Presidente. Eu quero, na verdade,
aqui esclarecer ao deputado Gil Diniz que esse projeto, esse PLC 28, de 2025, é
uma conquista dos servidores do Tribunal de Justiça, dos escreventes, dos
oficiais de Justiça, dos auxiliares, porque é uma conquista histórica, que foi
negociada numa greve do ano passado. E V. Exa. está enganado, porque não se
trata da elite do funcionalismo público, escrevente do TJ não é elite do
funcionalismo público, deputado Gil Diniz. (Palmas.)
Oficial de
Justiça do TJ não é elite do funcionalismo público. Esse adicional de
qualificação não será estendido aos juízes, aos desembargadores e à
magistratura, é para a base, para os 40 mil servidores do Tribunal de Justiça.
Então acho que V. Exa. deveria repensar essa afirmação.
E nós
continuamos aqui, sim, defendendo o reajuste salarial para todos os servidores,
sobretudo para os servidores da Educação. Tanto é que eu acionei já o
Ministério Público estadual e o Tribunal de Contas contra o governador
Tarcísio, que não cumpriu a data-base dos servidores e não cumpriu também
corretamente o piso nacional do Magistério. Ele não está pagando, ele está
pagando com abono complementar, e isso é ilegal.
Então faço aqui
um apelo para que V. Exa. repense essa afirmação que fez aqui, agredindo 40 mil
servidores que carregam a Justiça do estado de São Paulo nas costas e que estão
com os seus salários também arrochados e defasados. Então faço um apelo para
que a Assembleia Legislativa possa votar na data de hoje o PLC 28, de 2025,
fruto da mobilização e da greve do ano passado de todos os servidores do
Tribunal de Justiça.
Muito obrigado,
Sr. Presidente. (Palmas.)
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Também uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputada Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Eu não vou na mesma
perspectiva que disse o deputado Giannazi, até porque eu quero chamar o
deputado Gil à razão. E, para chamá-lo à razão, eu gostaria que o senhor se
indignasse, deputado, quando uma categoria tem zero e a outra tem reajuste. O
senhor não se indignou com nada disso.
O senhor veio
aqui, falou, falou, mas para combater um projeto que é justo, que é esse aí dos
escreventes. O senhor está fazendo isso. Mas o senhor não veio aqui ao
microfone dizer “Olha, policiais tiveram tanto, e professores não tiveram
nada”. O senhor não veio aqui falar isso. (Palmas.) Então não estou sendo
desonesta.
Então o senhor
faça o seguinte, quando o senhor quiser defender o funcionalismo, defenda de
fato, não uma parte dele, defenda o todo, que é o que eu faço. Por isso não faz
sentido para nós lutar contra, defender contrário aos escreventes. Não faz. Por
quê? Porque eles também são parte do funcionalismo público e, se são parte do
funcionalismo público, faz jus nós aprovarmos esse requerimento de urgência.
E não é elite
de PSOL e de PT, não. Aqui é uma Casa que pensa e pensa da forma como tem que
ser pensado, pensado de acordo com aquilo que é a necessidade do funcionalismo.
Eu digo que, se
tem uma categoria que pode - e eu sou dessa categoria, eu não sou de fora dela,
eu sou de dentro, eu dirijo o maior sindicato da América Latina, agora
afastada, e eu posso dizer com conhecimento de causa -, se tem uma categoria
que tem estado na rua, que tem lutado, aliás, sexta-feira, com mais de oito mil
professores lá na Paulista, tem sido a nossa dos professores. (Palmas.)
E a gente tem
feito uma luta intensa, tão somente, deputado Gilmaci, para tentar. Pedimos a
retirada, não retira. Então pelo menos tirar o que há de mau num projeto que
pode desgraçar a vida dos profissionais da Educação.
Muito obrigada,
Sr. Presidente. (Palmas.)
O SR. GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem, presidente. Sr. Presidente, para uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Dois minutos,
Vossa Excelência.
O SR. GILMACI SANTOS -
REPUBLICANOS - PARA COMUNICAÇÃO -Sr. Presidente, esse projeto, um
PLC que chegou do Tribunal de Justiça, o presidente do Tribunal esteve hoje com
V. Exa., todos os líderes, no Colégio de Líderes, explicando o projeto. Tiveram
até algumas dúvidas, tirou algumas dúvidas da própria bancada do PT, o deputado
Dr. Jorge do Carmo, que questionou; a deputada Beth Sahão. O deputado Giannazi
também esteve presente no Colégio de Líderes, apresentou suas dúvidas, que
foram sanadas ali.
E é um projeto
de lei que não tem custo para o Estado e nem para o Tribunal. É recurso
próprio, mas que não vai sair do orçamento que nós aprovamos aqui para o
Tribunal. É um dinheiro que vai sair de um fundo que nós aprovamos aqui também,
presidente. Aprovamos esse fundo.
Então esse dinheiro
não sai nem do Orçamento do Estado, dos cofres do Estado, nem lá do orçamento
do próprio Tribunal de Justiça, porque tem um dinheiro num fundo, e esse
dinheiro será usado para pagar esses benefícios desses funcionários, desses
colaboradores do Tribunal de Justiça, que o projeto, por si só, apresenta.
Então eu acho
que está tendo aqui algum equívoco. Talvez o deputado Leo não tenha entendido,
mesmo porque ele não participou do Colégio de Líderes para ouvir o presidente
do Tribunal; em nenhum momento veio conversar comigo ou com qualquer líder aqui
no plenário para entender melhor o projeto e pedir a verificação.
Eu espero que
ele possa estar ouvindo, conversar melhor com o presidente e com a gente para
entender melhor o projeto, para que a gente possa aprovar esse projeto, senão
ainda hoje, amanhã, presidente.
De repente,
voltar à pauta amanhã - é uma sugestão que eu faço a V. Exa. e aos líderes aqui
em plenário, para que a gente possa aprovar esse projeto, mesmo porque, como eu
disse e volto a afirmar: não há custos do Orçamento, não há custo para o Estado
nem para o Tribunal do orçamento que nós aprovamos. É pago através de um fundo,
em que o dinheiro já está lá, o que precisa ser usado.
É isso, Sr.
Presidente.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Para reiterar o
que a Professora Bebel também falou aqui. Nós participamos do Colégio de Líderes,
conversamos muito sobre esse projeto, o presidente do Tribunal explicou. O
deputado Gilmaci acabou de mencionar, de relatar aqui o que foi tratado lá.
Eu só queria
dialogar com o deputado Gil: nós aqui nunca vamos votar penduricalhos,
deputado. Nós votamos aqui quando o governador mandou um projeto pífio de 10%
para os policiais, que V. Exa. deveria se indignar com o seu governador, que
mandou essa - desculpa a expressão - migalha. Os policiais merecem muito mais.
Mas V. Exa. não se indignou aqui.
Então o que
falou aqui o deputado Gilmaci: não se trata de penduricalhos, se trata de um
direito, de uma conquista, como falou também o deputado Carlos Giannazi, e é
por isso, por essas razões. Nós nunca votamos contra aumento para nenhum
servidor. E o seu governador deveria ter tido esse zelo, esse cuidado, e não
ter deixado essa categoria dos professores do jeito como deixou, sem aumento.
(Manifestação nas galerias.)
Então V. Exa.
deveria ter esse respeito. Então nós votamos “sim”, nós vamos votar “sim”,
porque nós temos consciência daquilo que nós votamos aqui, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Há sobre a mesa
o requerimento de urgência ao Projeto de lei Complementar nº 32, de 2025, de
autoria do Tribunal de Justiça. Em discussão. Não havendo oradores... Aliás, me
desculpa, está inscrito o deputado Gil Diniz, para discutir contra.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente.
Já peço
desculpas aqui a quem me aguarda no gabinete para uma reunião. Atrasa essa
reunião, mas é por um bom motivo.
Presidente, não
é verdade que este deputado não se indignou com o reajuste, ou a falta de
reajuste, para outras categorias do funcionalismo público do estado de São
Paulo. Isso não é verdade, e a gente precisa chamar pelo nome: isso é uma
tremenda de uma mentira.
Um deputado que
vem ao microfone deste plenário e diz que este deputado aqui não defendeu o
reajuste maior para policiais militares e civis, para policiais penais, para
professores, deputado Rui, aqui no estado de São Paulo, é um mentiroso. Um
mentiroso.
Eu sou um
deputado da base do governador, voto com o governador. Mas sou muito crítico a
ele, em vários momentos, e ele sabe disso. Os deputados aqui sabem disso.
Agora, os
deputados do Partido dos Trabalhadores deveriam colocar, senhoras e senhores, a
mão na consciência, porque, deputado Conte Lopes, os funcionários desta Casa
estão num momento do ano em que eles lutam por reajuste salarial. Eles estão...
O sindicato desta Casa está trabalhando para uma campanha, deputado Paulo
Mansur, de reajuste salarial.
E vejam, o
deputado do Partido dos Trabalhadores, que é secretário nesta Casa, deputado
Maurici, ainda não sentou à mesa para negociar com eles. Isso não é o deputado
Gil Diniz que está inventando, é só falar com os sindicatos desta Casa, fale
com o diretor do SindAlesp.
E aqui eu faço
elogio ao deputado Teonilio Barba, porque em toda campanha salarial...
(Manifestação das galerias.)
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Por favor, silêncio. Tem um orador
na tribuna.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO -
PL - Presidente,
eu tento respeitar os convidados aqui neste parlamento, a galeria aqui, mas a
pelegada não aguenta, né? A pelegada se coça para ter que vaiar. (Manifestação
das galerias.) Vocês defendem os algozes de vocês, é isso que vocês defendem.
Eu vejo aqui
uma massa de manobra, porque eu estou dizendo que um sindicato está trabalhando
neste momento pela valorização dos seus funcionários, e não é atendido por um
deputado do Partido dos Trabalhadores. E vocês vaiam quem traz aqui a
informação para vocês e não o deputado que diz representar os trabalhadores e
não os escuta.
É
impressionante a crise de identidade que a pelegada tem, mas a gente sabe que
muitas vezes a vaia, vindo de quem vem, acaba se tornando aplauso. Então eu
repito aqui, se algum deputado vem a este microfone e diz que eu não
reivindiquei reajuste salarial para os professores?
Presidente,
faço apelo aqui ao governador. Governador, os professores merecem um reajuste
digno, os policiais penais merecem um reajuste digno, os nossos policiais
merecem um reajuste digno. E este deputado aqui tem a honra, a certeza, a
convicção de sempre ter defendido isso, eu que vim do funcionalismo público,
deputado Mauro Bragato.
Então não me
curvo aqui a pelegos de galeria, ou pelegos de partido, porque não defendem
verdadeiramente os trabalhadores, defendem, sim, senhoras e senhores, a elite,
sim, dos funcionários públicos do estado de São Paulo.
Eu chamo a
atenção aqui... Vejam só vocês, nós estamos discutindo um requerimento de
urgência para a aprovação, para o aumento no reajuste deste benefício de uma
categoria, enquanto outras categorias no estado de São Paulo receberam sequer
um reajuste. Então é isso que eu chamo a atenção dos deputados que dizem
defender os funcionários públicos aqui em São Paulo.
Eles não
defendem, é um jogo de cartas marcadas e muitas vezes acaba sendo um teatro,
porque eles sabem, deputada Marta, que estes outros funcionários públicos que
tem acesso a deputados, que tem um lobby, um bom lobby, que tem, por exemplo,
presidentes de instituições como o Tribunal de Justiça, ou TJM, e veem aqui,
explicam, falam e ao final do dia conseguem a aprovação das suas demandas
enquanto o chão da fábrica aqui, aqueles funcionários que menos recebem no
estado de São Paulo, não tem sequer o reajuste devido. É isso que chama a
atenção, esse jogo de cartas marcadas onde somente um grupo recebe o benefício
e outro grupo, inclusive vocês, não recebe.
Então, senhoras
e senhores, este deputado aqui sobe a esta tribuna e diz, olhando no olho,
enquanto alguns dizem: “olha, você está arrumando problema, hein? Você vai
votar contra o Tribunal de Justiça?” Não devo nada para ninguém, não devo nada
para juiz nenhum, para desembargador nenhum, para promotor nenhum. A nossa
relação aqui deve ser republicana.
Agora, Sras.
Deputadas e Srs. Deputados, quando qualquer benefício é aprovado nesta Casa
para os nossos funcionários, quando chega ao tribunal rapidamente é derrubado.
Muitas vezes,
deputado Rui, já foi derrubado. Eles têm uma presteza para colocar os deputados
da Assembleia Legislativa em um embaraço gigantesco com a sociedade, mas quando
é para um benefício da categoria deles, aí é uma agilidade, é como nunca se vê.
Obra desses deputados que dizem defender os funcionários públicos do estado de
São Paulo, e não defendem.
Então dizem
aqui... Vão repetir aqui que este deputado está errado, que este deputado
respeita o deputado Gilmaci, porém esse recurso de algum lugar vem. Se tem
dinheiro sobrando, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, para dar benefícios a
funcionários, então também deve ter dinheiro sobrando para diminuir o valor das
taxas judiciárias no estado de São Paulo, para dar acesso à população mais
pobre ao Judiciário no nosso estado, deputado Paulo Mansur.
Então é isso
que eu digo aqui agora, e cobrando também os deputados que sempre vão às redes
sociais e batem no peito e dizem: “Fui o único deputado que votou contra o
reajuste A, reajuste B” e que neste momento aqui fogem do plenário, não estão
no plenário, sequer vão registrar voto, talvez depois um voto por escrito.
Deputados do
Missão, deputados do partido Novo, venham aqui, ajudem na discussão, ajudem a
obstruir esse projeto, porque nós estamos chegando no último ano de mandato,
quase no último semestre e tudo que eles queriam que fosse aprovado para suas
instituições foram aprovados. Só não foi aprovado, sequer enviado para esta
Casa, projetos que beneficiassem o chão da fábrica do funcionalismo no estado
de São Paulo.
Então, sim, em
algum momento este projeto pode ter urgência, em algum momento este projeto
pode voltar a discussão aqui e esses funcionários podem ser beneficiados.
Agora, neste
momento que policiais penais sequer receberam um mínimo reajuste, que professores
não receberam reajustes, que policiais militares e civis receberam 10%, mas
poderiam, no meu modo de entender, ter recebido mais, é um tapa na cara desses
funcionários.
E falo aqui
para vocês, o dinheiro não nasce na árvore, não nasce na grama, de algum lugar
vem. Então repito aqui, deputado Lucas Bove, se há dinheiro sobrando neste
fundo, utilizemos para democratizar a Justiça no estado de São Paulo, reduzindo
aqui as taxas judiciárias no nosso estado.
Agora, vou
continuar cobrando que os deputados que batem no peito, que vêm aqui na rede
social dizendo que votam contrariamente a qualquer tipo de reajuste, que se
apresentem aqui hoje e façam o que deve ser feito. Da minha parte já cansei
aqui de registrar voto contrário. Podem acompanhar aí as minhas votações.
No final, está
aprovado à elite, sim, do funcionalismo, que se beneficia enquanto o chão da
fábrica, a verdadeira peãozada aqui em São Paulo... Não a pelegada que gosta de
aplaudir o PT e vaiar aqueles que estão defendendo contra esses aqui ou pelo
menos a favor desses aqui, neste momento a gente defende.
Repito,
senhoras e senhores, a vaia, dependendo de quem vem, é elogio, e este deputado
aqui não tem medo, não tem vergonha de estar sempre do lado certo da discussão.
Então peço aqui que não aprovem este requerimento de urgência. Por quê? Porque
este aumento no reajuste, que já existe, não tem nada de urgente neste momento
aqui em São Paulo, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos, com a palavra a deputada Professora
Bebel, para discutir a favor.
O
SR. MAURICI - PT - Uma comunicação, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem dois
minutos V. Exa., deputado Maurici.
O
SR. MAURICI - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Só queria
dizer o seguinte, tenho me reunido com a direção do sindicato dos trabalhadores
e das trabalhadoras da Assembleia a todo momento que eles pedem. Acho que nunca
ninguém fez tanta reunião com eles quanto eu faço. Discuti todos os temas com
eles.
O deputado Gil Diniz, se não me engano,
acabou de dizer que não tem vergonha, não tem medo e não tem vergonha. Acho que
ele tem razão, de fato, alguma dessas coisas falta a ele.
Está desafiado, a hora que quiser,
fazer reunião com a direção do sindicato dos servidores aqui da Assembleia. A
hora que o senhor quiser. Talvez o senhor não esteja tão bem informado, porque
está andando muito no Texas para falar como o Eduardo Bolsonaro, cumprindo
coisas que não são da sua alçada cumprir, e quando não tem o que falar, fica se
comportando como um papagaio, como está fazendo agora.
Desculpe, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra,
deputada Professora Bebel.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, Sr. Presidente.
Eu subo a esta
tribuna porque eu quis ver o que há de tanto... Como é que eu falo? De elite
neste funcionalismo público, deputado Gil, eu quero entender o que tem de elite
aqui. O que tem, na verdade, e me chamou atenção, é um enquadramento da
valorização dos funcionários públicos.
Passo a
apresentar, por exemplo, quem tiver curso de doutor terá 20% de reajuste, está
errado isso? Eu passei por um doutorado, beleza, e eu tenho o direito a 20% de
reajuste no meu salário. Onde está o erro? Onde está a elite? Vocês estudaram.
Então é uma
questão de levar em conta, deputado Gil Diniz, agora vou me dirigir de forma
muito respeitosa, já que V. Exa. entendeu que... Nos chamou de pelegos, um
monte de coisa. Se tem uma coisa que não combina comigo é pelego. Porque eu
acho que isso não combina com o meu estilo, não tem a ver comigo.
Mas eu quero
debater de boa com o senhor. Porque quando a gente fala em valorizar, a gente
não está falando em uma valorização só de percentual, de reajuste anual. Se
fala em uma valorização de carreira. E é isso o que está colocado aqui.
Em seguida,
esse é para quem tem doutorado: 15% em se tratando de título de mestre. É
injusto isso aqui? Está injusto? Não. Dez por cento em se tratando de
certificado de especialização; 7,5% em se tratando de diploma de graduação em
curso superior.
Então eu não
vejo nada de elite aqui. O que eu estou vendo é um projeto de valorização de um
funcionalismo público, que é o Tribunal da Justiça Militar do Estado de São
Paulo, que quer promover essa valorização, e essa valorização passa por aqui.
É isso,
deputado. Onde está a elite? Quem é que faz o serviço lá na ponta? O senhor? O
governador? Ou é o funcionalismo público? Porque tudo o que acontece em termos
de serviço público se deve ao funcionalismo público. Então como é que eu vou
falar, ficar dividindo em classes sociais o funcionalismo público?
Por óbvio, tem
aqueles que estão no mais alto escalão e outros que são meio, mediação. No caso
dos professores, no caso dos funcionários da saúde, mas que atinge uma ponta
muito intensa de usuários, naquela ponta.
Então quando eu
chamo o senhor para o diálogo, não é para convencê-lo. É para pôr as palavras
no seu devido lugar. E quando eu falo isso, eu não falo só para ficar
tripudiando e nem ficar arrancando aplauso por isso. Não é por isso.
Mas gostaria
que o senhor entendesse que misturar alho com bugalho não é bom, porque
acredito verdadeiramente que todos estão aqui... Nós da bancada de oposição,
aqui não tem pessoas... A gente não é obrigado a pensar igual ao senhor. Para o
senhor, somos oposição.
Eu não sei o
que o senhor é hoje, porque uma hora o senhor está a favor do governador
Tarcísio, outra hora contra. Eu quero definir. Eu quero uma definição.
Independentemente de quem? Então, mas eu não vou responder, não. E eu não estou
dando o seu tempo. A não ser que...
De qualquer
forma, o senhor é parte do governo independente. De quem? De nós, não é? Só.
Não é isso? Eu costumo dizer: “Independente de quem? De nós”. Então não tem
independência.
O senhor tem
lado. O senhor é o lado do governo e ponto, basta. Assuma. É isso. E nós temos
um lado que é oposição, mesmo. “Mas vocês votam a favor”. Votamos. Quando...
Não há problemas, deputado Gil, em votar, quando o projeto é bom. Eu não tenho
problema nenhum.
Nós temos um PL
aqui na Casa, que é o 1316. Só para diálogo com quem é desse PL. A gente tentou
tirar. O melhor seria a retirada do PL. Não tirou o PL. O que é que eu tenho
que... O que nós temos que fazer, gente?
Nós temos que,
no mínimo, buscar a melhora desse PL. Ou a gente vai permitir que com uma
falta, duas faltas, três faltas, vocês percam o dia todo? A gente tem que
evitar que isso aconteça. Ou que a avaliação seja punitiva e ela não assuma um
caráter diagnóstico e, ao mesmo tempo, de forma que seja formativa, também.
Nós temos que
ver o que vamos fazer. Ou vamos permitir que o secretário da Educação diga
quando os funcionários de escolas, os supervisores, os diretores vão ter seu
recesso?
Por óbvio, nós
temos que... Estamos aqui para fazer mudanças. A gente já trabalhou aqui nesta
tribuna fazendo mudanças. Eu nunca me esqueço do confisco dos aposentados e
pensionistas. Se isso não foi uma construção desta Casa... E foi da Casa, não é
de ninguém, foi da Casa, por uma articulação, sim, de um mandato que se articulava.
Modestamente, o
meu mandato se articula. É um mandato que procura conversar com todos. Agora,
tem os que querem conversar e os que não querem conversar. Por óbvio, tem que
ser isso. Eu busco apoio de todos.
Pessoal, nós
estamos em um momento muito difícil, eu acho, para nós, funcionários públicos,
mas também o governo não está no seu melhor momento. E não estou falando de
eleições. Estou falando do nosso local de fala.
Nós que somos
de sindicatos, vocês que são de associações, enfim, nós andamos no fio da
navalha. O que é andar no fio da navalha? Você não sabe se sai inteiro ou sai
cortado. Não é assim, companheiro Barba, você que é sindicalista? Você também,
Marcolino. A gente pode sair inteiro ou sair cortado. É andar no fio da
navalha.
Por isso que a
gente, o tempo todo, está aqui na tribuna, colocando e explicando, porque a
gente não quer só "Fla-Flu”. A gente quer deixar claro por que é que a
gente está aqui, vocês estão aqui. Queremos deixar claro por que somos contra.
Nós queremos deixar claro por que vamos para as ruas, porque só assim também
nós temos oportunidade de ver aprovadas posições favoráveis a nós. Só assim.
Então eu assumo
dizendo o seguinte: nós, da bancada do Partido dos Trabalhadores, somos
favoráveis à aprovação do PLC 32, de 2025. Porque eles são elite? Não, porque
eles têm direito à valorização.
É isso. Por
essa razão. Não é porque são elite, têm direito à valorização. “Ah, mas o
Magistério não conseguiu.” Mas a gente segue lutando e dizendo o quê? “Nós
temos direito a ser valorizados. Nós queremos valorização.” E vamos bater o
tempo todo nessa tecla.
Eu dizia: nós
estamos no fio da navalha, mas o governo também está. A depender da forma que o
pêndulo for para o lado dele, que ele esticar tanto a corda, também pode sair
cortado. Não somos só nós que podemos sair cortados. Então é importante que a
gente entenda muito bem, quando a gente (Inaudível.) para esta Casa, a gente
sabe que tem gente de direita, de esquerda, mas ninguém come ninguém aqui, no
sentido de ser bicho-papão. Todo mundo se respeita. O que a gente tem são
ideias adversas.
Eu quero que
vocês saiam com esse sentimento, não com o sentimento de “risca-faca”, porque o
Gil Diniz é de outro... Não. Se o Gil tiver uma propositura favorável, eu vou
votar favorável. Eu não tenho problema com isso, desde que atenda à sociedade
paulista. Se for contra a sociedade paulista, eu, por certo, não votarei.
Então eu tenho
muita clareza do meu papel nesta Casa, como a bancada do Partido dos
Trabalhadores, assim como as bancadas de oposição têm clareza do seu papel. Seu
papel é fiscalizar. Nosso papel é explicar para a sociedade por que os PLs são
bons ou não são bons.
No meu
entender, esse PL 32 é bom, tem que ser votado, mas o nosso ainda não está bom
e não pode ser votado ainda, a menos que tenha uma mudança, uma emenda de
plenário para alterar um PL que entrou na urgência.
Ainda bem,
quero até agradecer o presidente da Casa, que não ainda colocou, jogando mesmo
com o peso da negociação que ele sabe que é muito forte na nossa posição,
sobretudo nós que somos da Apeoesp. Qualquer negociação? Não, a que for do
interesse da nossa categoria.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Alex Madureira.
* * *
Assim como
vocês que estão aí, a que for do interesse de vocês. É isso que a gente luta
veementemente. Então, eu sigo dizendo o seguinte, eu acho que a gente está
quase que num final de legislatura, não é isso? É isso, um pouco.
Daqui um mês,
está todo mundo batendo cabeça nos interiores, cada um tentando, enfim, se
viabilizar, e corretamente, está certo, todos pré-candidatos à recondução ou
porque vai ser federal, mas uma coisa nós não podemos perder entre nós.
Não estou
dizendo que eu fui desrespeitada, pelo amor de Deus. É só um reforço. O tempo
todo que subirmos nessa tribuna, exigir que minimamente nós respeitemos e
sejamos respeitados, seja situação ou oposição.
A gente não tem
o direito de nominar ninguém. Eu não tenho o direito de nominar ninguém de
pelego nem de não sei o quê. Eu já cometi erros crassos aqui. Hoje não mais,
porque também o tempo matura. Matura porque a gente também fica madura, mais
maduro, madura, e matura pela experiência desta Casa.
Quem vier, quem
está nesta Casa, sabe que é importantíssimo... Esta Casa é importante porque
tem pluralidade. Ela é proporcional. É uma pluralidade de partidos que estão
aqui.
É só olhar no
telão e por isso a gente procura fazer um debate bem atenuante, bem cuidadoso,
sem perder o respeito de um para o outro, os outros. Eu quero agradecer o
público que está aqui presente.
Eu acho que é
importante a presença nossa até que o PL entre. No dia 28, a nossa Assembleia
será aqui na frente da Assembleia, aqui no Colégio Militar da Assembleia
Legislativa, porque a gente vai ter que, na verdade, mostrar nossa força, a
mesma força que a gente mostrou agora no último dia 9, dia 10 de abril, lá na
Avenida Paulista, e ainda tivemos forças para descer até a Praça da República.
Parabéns,
pessoal.
E aí todos
favoráveis aqui ao PL 32/25.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - ALEX MADUREIRA - PL - Com a palavra
para discutir contra, o deputado Major Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente. Uma boa tarde a todos que
acompanham os nossos trabalhos, a todos que estão aqui na galeria acompanhando
as discussões.
Antes, é
importante a gente frisar aqui o nosso respeito pelos funcionários do Tribunal
de Justiça, do Tribunal de Justiça Militar. E essa oportunidade de nós
participarmos dessa discussão é com o intuito de chamar a atenção da
Presidência da Assembleia Legislativa, do deputado André do Prado, dos líderes
de bancada de todos os deputados
aqui, que quando nós falamos de urgência, nós falamos da necessidade de se agir
rapidamente diante de situações que não podem esperar.
E por que não
pode esperar? Porque elas podem trazer prejuízos muito grandes ao ser humano,
aos profissionais, a quem presta serviço para a população, a quem está
arriscando a sua vida. Nós não somos contra o projeto, o percentual a ser
acrescido a quem tem nível superior, a quem tem pós-graduação, a quem tem
doutorado, e creio que isso deva ser estendido a todas as categorias.
Eu fui policial
militar por 32 anos, trabalhando na linha de frente, combatendo o crime,
arriscando a vida, enterrando policiais, como nós enterramos o soldado Rodrigues
essa semana em Sorocaba, em um roubo à farmácia.
E a questão da
urgência, eu gostaria de chamar a atenção aqui que nós temos aqui nesta Casa os
policiais militares do estado de São Paulo que foram injustiçados quando do
veto do Projeto de lei Complementar nº 135, que revê a previdência dos
policiais que perderam na reforma previdenciária de 2021 o tempo de
contribuição que eles pagaram, deputado Barba, eles pagaram, eles
contribuíram...
E policial
militar que faltava quatro dias para aposentar passou a ter quase oito anos
para puxar de serviço. Isso é de uma injustiça muito grande, e é quando eu
quero chamar a atenção da palavra urgência. Urgência!
Eu protocolei,
assim do retorno que nós tivemos agora em janeiro, eu protocolei o pedido de
derrubada do veto que o governador Tarcísio de Freitas promoveu no Projeto de
lei Complementar nº 135, veto esse promovido logo após uma reunião no mês de
dezembro dentro do Palácio dos Bandeirantes, onde encontrava-se comigo nessa
reunião o presidente da Assembleia Legislativa, o líder do Governo - o deputado
Gilmaci -, Alex de Madureira - líder do PL.
Todos eles
presentes na reunião, dando apoio e suporte aos policiais militares do estado
de São Paulo, considerando a tamanha injustiça que foi praticada.
E eu peço a
todos os senhores, aos deputados, às deputadas, aos líderes, ao presidente da
Assembleia Legislativa, que já conversei com ele a respeito, porque eu peço
urgência em relação à derrubada do veto do Projeto de lei Complementar nº 135.
Muito obrigado,
deputado Barba, deputado Jorge do Carmo, professora Bebel, deputado Conte,
deputado Alex Madureira, que é o líder do PL, que já falou para mim que eu
tenho o apoio da bancada do PL, o deputado Tiago Auricchio.
Nós não somos
contra os projetos de lei que valorizam trabalhadores que prestam serviços à
população. Eu não sou contra. Mas é importante nós frisarmos aqui, da tribuna
desta Casa de Leis, o que deve ser urgente e considerado também, porque esse
estado precisa parar de tratar a policial como terceira, quarta, quinta
categoria, porque isso é injustiça.
Uma mãe, uma
esposa, um marido, um pai receber uma bandeira dobrada e uma farda cheia de
sangue de um jovem de 30 anos de idade, que saiu de casa para trabalhar e não
retornou, não é uma coisa qualquer. Não é. E o governo, o Estado, tem a
obrigação moral de dar suporte, de dar alicerce a esses homens e a essas
mulheres, bem como aos seus familiares.
Na semana
passada - para que vocês tenham ideia do equívoco de avaliação do que é
urgência para os órgãos do estado aqui em São Paulo -, semana passada, eu
chamei a atenção, aqui desta tribuna, da SPPrev, através da sua presidente e
dos demais profissionais que lá trabalham e desenvolvem sua atividade.
Infelizmente, a
única ação nobre e louvável que a SPPrev teve foi de pagar imediatamente a
pensão da soldado que foi morta por um tenente coronel que está atrás das
grades - e vai ser condenado e pagar pelo que fez, pela covardia que praticou.
Sabe por que a SPPrev pagou a pensão imediatamente? Por conta do clamor
público.
Não é por
respeito à policial militar assassinada, não, porque nós apoiamos policiais,
que o policial morreu e a família está esperando há dois anos o pagamento, seja
de indenização, seja do salário para as crianças, para a esposa que ficou
viúva, e por aí vai.
Qual é o
conceito de urgência para essas pessoas? Nós temos que chamar a atenção deles
aqui. Qual é o senso de urgência para os senhores? Para São Paulo Previdência,
para a Procuradoria Geral do Estado?
A Procuradoria
Geral do Estado é muito hábil para defender os próprios interesses. Quando há
interesse de qualquer categoria dentro do estado, eles dão todo o suporte -
seja justo, seja injusto - para que o governador vete qualquer que seja o
projeto em benefício de quem quer que seja.
Porque é o que
acontece em São Paulo hoje: esta Casa não tem autonomia para nada. Passa aqui o
que o governador determina. Se ele não determinar, não passa, não vai ser
aprovado, não vai ser sancionado.
E isso, vocês
me desculpem, mas não é democrático, isso não é respeito à Constituição. Ou não
há independência de Poderes? Que independência de Poder é essa que a Casa
Legislativa não manda em coisa nenhuma?
Aprova um
projeto aqui, o que vocês acham que vai acontecer amanhã? Pergunta para qualquer
deputado - quero ver falar o contrário - se o projeto, por melhor que seja, não
vai ser vetado. Mas que independência dos Poderes é essa? É um só que manda em
tudo? E a injustiça vai tomando proporção?
Na polícia, pelo menos hoje, o policial
militar virou um número, Dr. Jorge do Carmo. “Oh, o soldado morreu. Coloca o
nome dele na sala de musculação e está tudo certo. Forma outro.” Isso é
desumano. Isso é desrespeito à dignidade das pessoas.
Então, eu
gostaria de registrar aqui a nossa indignação em relação ao tratamento que o
governador vem dispensando, seja aos policiais militares, sejam todos os
funcionários públicos do estado de São Paulo, porque eu sou funcionário
público, sou filho de funcionário público.
Meu pai
ingressou na força pública em 1961, nos criou com o salário parco que sempre
teve na polícia. Mas, quando a honra, quando a dignidade dos homens e das
mulheres que integram esse corpo de servidores começa a ser atacada, vilipendiada,
nós não podemos aceitar.
Então fica
registrado aqui, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Eu não sou contra, apesar de
me inscrever contra, eu não sou contra o projeto de lei. Mas eu não posso
deixar de expressar o sentimento dos policiais do estado de São Paulo hoje em
relação a esse governo, sentimento de frustração.
Por que a
frustração é alta? Porque a expectativa foi alta. Trinta anos, mais de trinta
anos de abandono. Policial passando fome. Policial passando necessidade.
Eu não sei
dizer mais de quantas vaquinhas eu já participei para comprar remédio, para
comprar fralda, para comprar cesta básica, para pagar aluguel de policial que
está para ser despejado. Já perdi a conta. Perdi a conta já.
E nós não
conseguimos fazer com que essa chave vire no estado de São Paulo. Não é
possível. Não é possível que isso continuará neste Estado. Não é justo. O
projeto tem o nosso apoio. Votaremos a favor, mas a nossa indignação permanece
pelo que vem sendo feito com os policiais no estado de São Paulo. (Palmas.)
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - ALEX MADUREIRA - PL - Não havendo
oradores inscritos, está encerrada a discussão.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Havendo acordo entre as lideranças, peço a suspensão da presente
sessão por 20 minutos.
O
SR. PRESIDENTE - ALEX MADUREIRA - PL - Antes, porém,
convocação. Sras. Deputadas, Srs. Deputados, nos termos do disposto no Art. 18,
inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno,
convoco uma reunião conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação;
Atividades Econômicas; e Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se
hoje, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de
lei 272, de 2026, de autoria do Sr. Governador. Esse congresso de comissões vai
se realizar às 17 horas e 50 minutos.
Mais uma convocação. Sras. Deputadas,
Srs. Deputados, nos termos do disposto no Art. 18, inciso III, alínea “d”,
combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco para uma reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; e de Finanças,
Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, às 17 horas e 50 minutos, no
Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei
Complementar nº 32, de 2025, de autoria do Tribunal de Justiça.
Havendo acordo entre as lideranças,
está suspensa a sessão.
*
* *
- Suspensa às 17 horas e 49 minutos, a
sessão é reaberta às 18 horas e dois minutos, sob a Presidência do Sr. André do
Prado.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Reaberta a
sessão. Sras. Deputadas, Srs. Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do
Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária, a
realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão, com a
finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:
* * *
-
NR - A Ordem do Dia para a 15ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
15/04/2026.
* * *
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Havendo acordo entre as lideranças, solicito o levantamento desta
sessão.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o
pedido de Vossa Excelência.
Havendo acordo entre as lideranças, a
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de
hoje.
Lembrando-os ainda da sessão
extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente
sessão.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 18 horas e
três minutos.
*
* *