
23 DE FEVEREIRO DE 2026
11ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, REIS e EDUARDO SUPLICY
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Discorre sobre a luta pelos direitos dos servidores da Segurança Pública. Cita que haverá uma ampla mobilização.
4 - REIS
Assume a Presidência.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
7 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
10 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
12 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - EDUARDO SUPLICY
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
14 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 24/02, à hora regimental, com Ordem do Dia, para a qual faz aditamento. Levanta a sessão às 14h51min.
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ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Com a palavra, o deputado Delegado
Olim. (Pausa.) Com a palavra, o deputado André Bueno. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Donato. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Enio Tatto.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Teonilio Barba.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Major Mecca. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Reis, que
fará uso regimental da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar o presidente, deputado Carlos Giannazi, os
funcionários aqui, os assessores, os funcionários desta Casa. Tive agora a
notícia do Machado, que está internado. A gente tem que orar pelo Machado, viu,
deputado Carlos Giannazi, que é um companheiro aqui da primeira hora, sempre
nos ajuda no dia a dia.
Mas a gente
torce pelo pronto restabelecimento do nosso colega de trabalho Machado.
Cumprimentar os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica e também da Polícia Militar, público presente e todos
aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.
Presidente,
deputado Carlos Giannazi, amanhã vai ter a manifestação dos policiais, V. Exa.
está convidado para estar presente. A gente espera que não aconteça o que
aconteceu na manifestação passada, quando o “Dr. Resiste” não permitiu que os
classistas, os integrantes da classe policial, das associações, dos sindicatos
pudessem falar.
Os
parlamentares também tiveram a sua palavra cerceada por um acordo que ele tinha
feito lá com o governo, para sair numa fotografia no Palácio do Governo, então
a gente espera que isso não aconteça amanhã.
Ao que me
parece, são outras associações e sindicatos que estão à frente dessa grande
manifestação, para a qual estão sendo convidados todos os policiais: policiais civis,
penais, técnico-científicos, os veteranos da Polícia Militar; também a
sociedade civil, os familiares dos policiais.
Porque essa é
uma luta de todos nós, é uma luta de toda a sociedade de São Paulo contra o
descaso do governador Tarcísio de Freitas. E esse realmente é o senhor do
descaso.
Semana passada,
teve até uma reportagem, deputado Carlos Giannazi, sobre as emendas
parlamentares, porque os policiais, os comandantes da Polícia Militar, da
Polícia Civil, estiveram aqui na Assembleia procurando os deputados para poder
resolver as demandas que o governador não resolve. Interessante que na matéria
diz que ele ficou surpreso. Surpreso com a incompetência dele, né, porque se
fosse uma pessoa competente, estaria sabendo isso bem antes.
E ele ficou surpreso
por conta de que houve essa caminhada dentro da Assembleia, gabinete a
gabinete, pedindo recursos para resolver problemas da Polícia Civil, problemas
da Polícia Militar, problemas de viatura, falta de viaturas, coletes. Vários
policiais revezam os coletes, porque não têm coletes para poder trabalhar. Nós
já denunciamos aqui várias vezes essas questões. Eu até fiz duas emendas, num
primeiro momento; depois fiz outras emendas.
Fiz uma emenda
para comprar uma viatura para o IIRGD, que até hoje não foi paga, não foi
comprada, porque é interessante: nós fizemos emendas para as prefeituras, fundo
a fundo, o governo pagou rapidinho.
Agora, quando
se trata da própria casa dele, em que ele não resolve os problemas - não sei se
é o caso de V. Exa. também, que deve ter destinado emendas para os policiais,
para as polícias, né -, ele não paga. Então, a emenda para comprar viatura para
o IIRGD até hoje não foi resolvida. Para comprar lá o kit APH para a Polícia
Militar, que eu fiz essa emenda, que me foi pedida: até hoje não foi pago, não
foi resolvido. Para comprar viaturas para o 37° DP, não foi resolvido. Para
arrumar o telhado lá do 37º DP, até hoje não foi resolvido.
Então quando
você faz emendas para o próprio governo para resolver a incompetência dele, ele
não paga, para fora ele paga. Às vezes eles vêm me procurar e pedir emenda e eu
falo: “gente, é melhor não fazer porque o governo não está cumprindo com a sua
palavra, o governo não está cumprindo com os acordos que foram feitos”.
Então eu até
acho que ele cumpre para as prefeituras, porque ele tem que dar resposta
naquela verba constitucional para a Saúde, aquele índice de 15% que ele tem que
cumprir, e ele acaba pagando. Mas para resolver os problemas da Segurança
Pública, tem muitas emendas aí que não foram pagas e muitas reclamações. Então
ele não resolve de forma administrativa, de forma competente, essas demandas.
Quando os
comandantes e os delegados vieram aqui procurar a Assembleia para pedir as
emendas, ele se demonstra surpreso. O que está na matéria, o governador ficou
surpreso, ele não sabia de nada disso. Ora, se ele garantisse o funcionamento
das delegacias, dos batalhões, das companhias, garantisse as viaturas, o
fardamento, os coturnos, os coletes, até papel muitas vezes os policiais tem
que trazer de casa porque não tem papel nas delegacias para fazer as
ocorrências.
Se o governo
tivesse feito isso, feito a sua lição de casa, eu acho que ninguém viria aqui à
Assembleia pedir para os deputados emendas. Como o governo não faz a sua lição
de casa, não houve outros recursos a não ser fazer a via crucis aqui na
Assembleia pedindo de deputado a deputado.
Então nós temos
que repercutir, deputado Carlos Giannazi, porque o que me parece na reportagem
é que teve até tom de ameaças, de perseguição por conta desse desgoverno que
está aí.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Reis. Chamo Vossa Excelência para continuar conduzindo essa sessão.
Registrando que nós estaremos presentes amanhã, às 10 horas, no Masp, na
Avenida Paulista, apoiando a luta em defesa dos direitos e da dignidade dos servidores
da Segurança Pública, que foram enganados pelo governo Tarcísio de Freitas.
Continuam com salários arrochados,
defasados e há uma ampla mobilização, e essa mobilização tem que ter o apoio de
todos os deputados da Assembleia Legislativa.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Reis.
*
* *
O SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo
a lista de oradores, chamo para fazer o uso da palavra o deputado Guilherme
Cortez. (Pausa.) A deputada Leci Brandão. (Pausa.) O deputado Fábio Faria de
Sá. (Pausa.) O deputado Bruno Zambelli. (Pausa.)
Entrando na Lista Suplementar, chamo o
deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi, tem V. Exa. o
tempo regimental de cinco minutos.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Reis, Srs. Deputados, Sras.
Deputadas, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia. Sr.
Presidente, é inacreditável como o governo estadual, como esta gestão Tarcísio/Feder
não se cansa de atacar os profissionais da educação.
O governador
encaminhou, no final do ano passado, um projeto de lei aqui para a Assembleia
Legislativa, o PL nº 1.316, de 2025, que ele chama de reforma administrativa da
Educação, que na prática significa mais um projeto para atacar o Magistério
Estadual. É disso que se trata esse projeto de lei que ele chama de reforma,
Sr. Presidente.
Ele vai mexer
com aproximadamente oito leis, entre elas o Estatuto do Magistério Estadual e o
Estatuto do Funcionalismo Público, retirando direitos, atacando direitos e a
dignidade do Magistério estadual.
Esse projeto é
um absurdo, ele chega a ressuscitar ataques feitos na gestão anterior, na
gestão Doria, através do seu secretário Rossieli, que já foi tarde, mas não
sabíamos que viria um pior, que é esse empresário Renato Feder.
Então por
exemplo, Sr. Presidente, sobre a questão da... Ele converte a falta aula em
falta dia. Se um professor tiver quatro faltas-aula em um mês... Por exemplo,
um dia que ele tem cinco aulas, ele precisou sair na última aula porque estava
doente, porque teve algum problema - isso pode acontecer com qualquer
trabalhador -, se ele tiver cinco faltas-aula, como essa que eu citei, quatro
durante o mês, ele perde quatro dias. Ele não perde só as aulas, ele perde
quatro dias.
Ou seja, nesse
dia que ele deu quatro aulas, ele teria que dar mais uma, ele vai perder as
quatro também. Na verdade, isso é ilegal, é inconstitucional, é uma afronta ao
direito trabalhista.
Ele legaliza o
que ele já vinha fazendo em relação à avaliação de desempenho implantando agora
através de lei, não mais por resolução, uma avaliação, Sr. Presidente,
punitivista que criminaliza o Magistério estadual.
E essa
avaliação de desempenho vai influenciar, vai ter impacto na evolução da
carreira, na permanência do professor ou não na escola, na remoção, na
atribuição de aulas. Essa avaliação punitivista, que criminaliza, que vai
satanizar o professor, jogando para o Magistério a culpa da crise da Educação,
vai prejudicar, por exemplo, a atribuição de aulas, como aconteceu agora, Sr.
Presidente.
E tem outros
ataques aqui, como o professor, por exemplo, que faltar vai ter desconto no
ALE. Isso é um absurdo. Tem também aqui em relação ao recesso, tem o fim
automático daquele recesso, por exemplo, do final do ano, que ficará a critério
agora do secretário de plantão. São vários ataques aqui, Sr. Presidente.
Eles vão impor
as regras que já colocavam para os professores das escolas PEI, agora para todo
o Magistério, para as escolas regulares. São vários ataques. Isso aqui não é
uma reforma, é um ataque, é uma destruição do Magistério estadual, Sr.
Presidente. Por isso que nós estamos em luta aqui para derrotar, para que esse
projeto seja retirado imediatamente aqui da Assembleia Legislativa.
O governo já
reduziu o Orçamento da Educação, esse governo já impôs uma demissão em massa,
mais de 40 mil professores foram demitidos agora no início do ano letivo, o
governo Tarcísio fechou milhares de salas e turnos no estado de São Paulo, impedindo,
inclusive, que alunos trabalhadores possam estudar no período noturno.
Fora a
imposição do assédio, da perseguição, do adoecimento que está permeando toda a
rede estadual do ensino. Por isso que a nossa luta, Sr. Presidente, é contra
esse malfadado, esse perverso projeto.
Espero que a
base do Governo, que os deputados e as deputadas que já votaram aqui contra o
povo, votaram a privatização da água, da Sabesp... A base do Governo aqui votou
a favor da redução do Orçamento da Educação. Que essa base do Governo, que
esses parlamentares, Sr. Presidente, não sejam cúmplices de mais um ataque à
escola pública e, sobretudo, ao Magistério estadual.
Então nós
pedimos e exigimos a imediata retirada desse perverso e nefasto PL de reforma
do Magistério, Sr. Presidente. Não tem reforma nenhuma. Nós temos que reformar
é esse governo, temos que reformar a Secretaria da Educação, esse secretário da
Educação, ele tem que ser reformado, afastado imediatamente, juntamente com o
governador do estado de São Paulo.
Nós precisamos
reformar as escolas da rede estadual, que estão abandonadas, Sr. Presidente,
escolas de latas, escolas sem quadras, escolas sem papel higiênico, porque o
governo não envia recursos para as escolas e ainda cortou 5% do Orçamento, que
representa, aproximadamente, 11 bilhões de reais.
Então o governo
tem que reformar as escolas. Cadê a FDE que não está reformando as escolas da
rede estadual? E vamos reformar este governo, Sr. Presidente, porque esse
projeto não traz reforma alguma, é um projeto que ataca o Magistério estadual,
isso nós não vamos permitir.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - REIS - PT -
Muito bem, chamo para fazer uso da palavra o deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Reis, acabo de vir da
Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde
assisti e estive presente em um dia tão importante para a história do Direito
brasileiro, porque ali foi inaugurado o novo edifício da Faculdade de Direito:
professor Dalmo de Abreu Dallari, o jurista dos Direitos Humanos.
Com o professor
Dalmo, eu aprendi que o Direito é o melhor caminho para se obter justiça social
e se conquistar a paz sem violência, o que nos ensinou, tanto os que estavam
ali, tanto professores como estudantes. No momento em que a faculdade se
prepara para festejar os 200 anos de ensino jurídico no Brasil, é tão
importante reforçarmos o verdadeiro sentido do Direito na garantia da justiça
social.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
Dalmo Dallari
teve uma atuação ativa durante a ditadura militar, em defesa de presos e
desaparecidos políticos. Enquanto isso, professores da São Francisco, como
Alfredo Buzaid e Gama e Silva, ocupavam o ministério, legitimando a tortura e
as atrocidades cometidas contra a Constituição Brasileira, como consequência do
golpe militar de 1964.
O professor
Dalmo Dallari foi o jurista dos Direitos Humanos, dos direitos dos indígenas,
das crianças, das mulheres, do povo da rua, dos trabalhadores, dos
desaparecidos, dos professores e de quem mais precisou ter garantido os seus
direitos básicos.
Por isso que
houve uma manifestação tão linda hoje, na manhã, lá no Largo São Francisco, na
inauguração deste novo edifício Dalmo de Abreu Dallari, um exemplo para todos
nós brasileiros, em especial para os estudantes, para os idealistas, para os
defensores do Direito, para aqueles que acreditam que a Justiça é o caminho da
paz.
Viva Dalmo
Dallari e seus ideais de justiça, agora eternizados em um prédio no centro
desta dura cidade de São Paulo. Dalmo Dallari presente.
Quero aqui
também trazer novamente ao plenário um assunto das escolas cívico-militares.
Felizmente, na semana retrasada, a Justiça de São Paulo atendeu a um pedido,
via ação civil pública do Ministério Público e da Defensoria Pública, e
suspendeu liminarmente as diretrizes que determinam o comportamento dos alunos
nas escolas cívico-militares do governo Tarcísio de Freitas no estado.
Segundo a
decisão da juíza Paula Narimatu de Almeida, da 13ª Vara da Fazenda Pública da
Capital, o
documento com as regras, batizado de “Programa Escola Cívico-Militar do Estado
de São Paulo”, foi elaborado pela Secretaria Estadual da Educação, Seduc-SP,
sem consulta a especialistas e à comunidade escolar, contrariando a legislação
vigente no estado e no País.
O trecho da decisão informa: “O Comitê Estadual
de Educação de São Paulo, através da Deliberação CEE nº 125, de 2014, e do
Parecer CEE nº 67, de 1998, estabelece que compete privativamente ao Conselho
de Escola a elaboração do regimento escolar, sendo esta uma prerrogativa
indelegável da comunidade escolar.
O que se verifica
na elaboração de normas que impactam diretamente o ambiente escolar é a
ausência, ao menos em um olhar sumário, de consulta a especialistas, como
pedagogos, psicólogos educacionais e técnicos em desenvolvimento infantil, em
contradição à Constituição Federal e à Lei de Diretrizes Básicas da Educação.
Ainda na
decisão, a juíza Paula Narimatu afirma que as normas definidas pela Seduc-SP
para o funcionamento dessas escolas são particularmente graves e têm o
potencial discriminatório dessas normas contra alunos que integram grupos
minoritários, ao prever corte único de cabelo entre os alunos.
Expressões
culturais afro-brasileiras, como penteados tradicionais, tranças específicas ou
cortes característicos da cultura podem ser indiretamente proibidos pela
exigência de “cores naturais” e “tonalidades discretas”, bem como pela vedação
de "adereços do estilo terêrê, entre outros".
“A Lei nº
14.553, de 2023 - Estatuto da Igualdade Racial -, e a Constituição Federal, no
Art. 215, protegem as manifestações culturais afro-brasileiras, tornando essas
restrições potencialmente inconstitucionais.
As normas sobre
cabelos e aparência podem impactar desproporcionalmente estudantes LGBTQIA+,
cujas expressões de identidade de gênero podem não se conformar aos padrões
binários estabelecidos no regimento”, escreveu a juíza ao conceder a liminar
pedida pela DPE e pelo Ministério Público. “Isso evidentemente viola o
princípio constitucional da não-discriminação”, declarou.
A juíza deu o
prazo de 48 horas para a pasta dirigida pelo secretário Renato Feder suspender
a aplicação dessas restrições, sob pena de pagamento de multa de 10 mil reais
por dia.
Ainda na
decisão da semana retrasada, a Justiça também determinou que os policiais
militares contratados pela gestão Tarcísio como monitores nas escolas não podem
extrapolar suas funções e dar aulas nessas escolas.
"A
competência deles se restringe à orientação em segurança escolar; promoção de
respeito e cultura de paz; projetos extracurriculares e acionamento da PM
quando necessário. Havendo extrapolação das competências legalmente
estabelecidas através de ato administrativo interno, configura-se ilegalidade,
ferindo a premissa insculpida no Art. 37 da Constituição Federal",
escreveu a juíza.
Pois parabenizo
a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Justiça pela importante decisão.
Seguirei acompanhando o caso em defesa das alunas e alunos do nosso estado.
Muito obrigado,
Sr. Presidente, deputado Carlos Giannazi, que tanto tem também acompanhado os
passos nem sempre mais civilizados da Secretaria da Educação do estado.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Eduardo Suplicy. Com a palavra, o deputado Reis.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente, retorno aqui à tribuna para falar e cobrar
do governador Tarcísio de Freitas o reajuste dos servidores públicos. Estamos
chegando já em março - 1º de março é a data-base - e nos vários equipamentos do
estado que tenho visitado - equipamentos de Educação, de Segurança Pública,
batalhões, companhias, delegacias, escolas - a grande pergunta é sobre o
reajuste.
Este ano é um
ano eleitoral. O governador vai ter que se antecipar, porque tem um período em
que ele não pode aprovar reajuste, por conta da lei eleitoral. A data-base é 1º
de março. Então, praticamente estamos chegando a março, porque, segundo o que
todo mundo fala, no Brasil, o ano começa quando acaba o Carnaval.
Então, acabou o
Carnaval, quem tinha que desfilar desfilou, é hora de o governo trabalhar, não
é? O governo e esta Casa aqui também, não é? Está na hora desta Casa dar
resultado, não é? Porque os deputados aí foram eleitos para darem resultado
para a sociedade.
Então o ano já
começou, estou avisando a todos os deputados, deputadas, Governo do Estado de
São Paulo, que o ano já começou. E começa com essa discussão do reajuste
salarial dos servidores.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
Porque a
data-base é 1º de março. E este ano, ao que me parece, o governador de São
Paulo não vai poder usar o modelo Sylvia Design, primeiro pagamento só para
agosto. Ele vai ter que mandar o projeto no tempo certo, mandar o projeto de
reajuste no tempo certo.
Essa é uma
grande cobrança. A outra grande cobrança é a regulamentação da Lei Orgânica da
Polícia Civil, porque até agora o governador está quietinho. Ele até desmontou
a sua Casa Civil. O secretário que lá estava, o secretário Arthur Lima, foi
para a Secretaria da Justiça.
O coronel
Fraide, que estava responsável pelo texto da lei de regulamentação da Lei
Orgânica da Polícia Civil, acompanhou também o secretário Arthur Lima na
Secretaria de Justiça e a Polícia Civil de São Paulo, os policiais civis estão
sem resposta.
Não se
apresentou nada, prometeu que ia ter uma minuta e essa minuta até hoje não
apareceu. Não se sabe o que pretende o governador Tarcísio com relação a esse
tema. E é a grande pergunta que se tem ao governador, o grande questionamento e
a cobrança da resposta.
Também estou
recebendo reclamações, presidente, deputado Suplicy, dos policiais civis que
estão sendo tolhidos no transporte intercidades. Porque, por um acordo do
governo com as empresas privadas, elas podem levar até dois policiais.
Mas vários
colegas da Polícia Civil têm me trazido a denúncia de que agora não está mais
valendo esse acordo para os policiais civis, somente para os policiais
militares. E que, segundo eles, foi uma orientação do governador Tarcísio de
Freitas.
Então, nós
vamos apurar isso aí, vamos fazer um requerimento de informação para que o
governo realmente dê a cara a tapa, para que ele fale se realmente essa foi a
orientação do governo para essas empresas que levam por cortesia. Porque nós
tínhamos feito um projeto para dar resposta para essa questão.
Nós fizemos um
projeto para que a empresa emitisse o boleto, para que ela abatesse no seu ICMS
e garantisse o transporte de todos os policiais. Não são só os policiais
militares, não. Os policiais militares, os policiais civis, os policiais
técnico-científicos e os policiais penais. O governador vetou esse projeto com
a desculpa bastante esfarrapada.
Mas, agora, a
informação que está chegando ao meu gabinete é que, mesmo esse acordo tácito
das empresas com o governador, agora não vale mais para os policiais civis, e
que segue uma orientação do governador Tarcísio de Freitas. Então, para não
fazer ilações, acusações infundadas, nós vamos pedir por escrito isso.
Vamos fazer um
requerimento para que o governo fale realmente que ele tomou essa atitude, que
ele tomou essa atitude contra os policiais civis de São Paulo. Aliás, ele tem
tomado várias atitudes contra os policiais civis.
Se essa também
é mais uma que está chegando, essas informações, nós vamos certificar que é
mais uma maldade que ele comete contra os policiais civis. Então, nós vamos
continuar cobrando. Cobrando que o governador mande o projeto de reajuste o
quanto antes e que ele entenda que a data-base dos servidores públicos é 1º de
março.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - No Pequeno
Expediente, tem a palavra agora o deputado Carlos Giannazi, pelo tempo
regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, de volta à
tribuna no dia de hoje, quero, a partir da tribuna da Assembleia Legislativa,
repudiar veementemente essa nota técnica dessa Confederação Nacional dos
Municípios, que é uma entidade privada que faz uma análise técnica totalmente
equivocada sobre uma lei muito importante, que foi sancionada recentemente pelo
presidente da República, eu me refiro aqui à Lei nº 15.326, de 2026, fruto do
projeto de lei da deputada federal Luciene Cavalcante e do Movimento Somos
Todas Professoras, que reconhece todas as trabalhadoras e educadoras de
educação infantil como docentes, ou seja, exigindo que todas elas sejam
enquadradas na carreira do magistério, porque elas são, de fato, professoras,
elas, de fato, exercem a carreira docente, como a lei determina.
Exercem a
carreira docente, foram aprovadas em concurso público e elas têm ou terão uma
formação, ou no curso do magistério, aquele em nível médio, ou em curso
superior, como Pedagogia. A lei é muito clara, Sr. Presidente.
No entanto,
essa nota técnica dessa confederação induz os prefeitos ao erro. Por exemplo,
em um dos trechos ela tenta criar uma dúvida que não existe para nós, porque a
lei é muito clara.
Quando ela diz
aqui no quinto item: “Dúvidas na interpretação e na implantação da Lei nº
15.326. Em primeiro lugar, a Lei nº 15.326, de 2026, não se aplica a outros
profissionais em atuação na educação e infantil, como auxiliares, monitores,
cuidadores, atendentes, agentes de apoio ou cargos assemelhados.
Sr. Presidente,
então teria sentido a lei, a partir do momento em que as pessoas que estão
nesses cargos estão exercendo a função docente, e aqui eu quero deixar claro
que a lei é muito clara também em relação ao que significa função docente. A
legislação não divide o cuidar e o educar.
A lei reconhece
o princípio da integralidade entre cuidar e educar. Então, essas monitoras, a
quem a nota está colocando em dúvida, monitoras, auxiliares e etc. são, sim,
elas exercem a carreira docente, porque a função delas é cuidar e educar, não
existe essa separação. Então, a lei é muito clara, e foi por isso que a lei foi
aprovada, para reforçar o que já está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional.
Este documento,
primeiro que não tem validade alguma, isto não é lei, essa é uma entidade
privada, não pertence a nenhum poder, a nenhuma instituição pública. Ela, em
geral, tem se colocado contra os profissionais, as professoras de educação
infantil. Exatamente, Sr. Presidente, em 2023, eu já acionei o Ministério
Público Federal contra essa entidade privada. Tem aqui até a matéria, saiu na
Mônica Bergamo. Não essa, a outra, por favor. Isso.
Aqui: “Deputado
aciona o Ministério Público Federal contra a entidade que criticou o novo piso
dos professores”. Eles estavam induzindo os prefeitos ao erro, dizendo que não
era para dar o reajuste do piso nacional do magistério. Isso em 2023 já tinha
denunciado.
E agora temos
que denunciar de novo, não só esse fato dessa nota técnica, mas porque eles
estão organizando um ato com prefeitos em Brasília nos próximos dias, para
sabotar, para boicotar o reajuste do piso nacional do magistério, da medida
provisória, essa medida provisória que foi protocolada agora pelo presidente Lula para aumentar o reajuste do piso
nacional, para mudar o critério do reajuste do piso nacional do magistério.
A medida, eu
falo aqui da Medida Provisória nº 1.334, que o Lula, que o presidente da
República protocolou agora no Congresso Nacional. Senão, o reajuste seria de
0,37%, Sr. Presidente, apenas.
Então, o governo federal, o presidente da
República encaminhou a medida provisória para mudar, para aumentar esse
reajuste para o magistério público do Brasil. No entanto, essa confederação
está lá organizando os prefeitos para sabotar, para impedir, para pressionar o
Congresso a não votar na medida provisória.
A nota ainda
fala da questão de recursos financeiros. Eu quero lembrar que o novo Fundeb,
que foi aprovado em 2020, através de uma ampla mobilização, Sr. Presidente, ele
aumentou os recursos, os repasses do fundo, até 2026. Em 2026, o repasse vai
chegar a 23%, isso na prática significa que haverá um aumento da transferência
do Fundeb para estados e municípios.
Então, acho que
não vai faltar dinheiro, não, Sr. Presidente, até porque há uma previsão para
este ano, 2026, de 370 bilhões de reais no Fundeb. Então não vai faltar
dinheiro para fazer o enquadramento de todas as educadoras, todas as
trabalhadoras de educação infantil.
Então a lei tem
que ser respeitada, Sr. Presidente. Essa lei foi uma conquista histórica das
educadoras de educação infantil de todo o Brasil e da deputada federal Luciene
Cavalcante, aqui de São Paulo, professora, supervisora de ensino, que é do
nosso coletivo “Educação em Primeiro Lugar”, que participou dessa luta há
muitos anos, bem antes de ser deputada federal, inclusive participou aqui das
primeiras audiências públicas na Assembleia Legislativa, que culminou com a
organização desse grande movimento nacional.
Esse movimento
nasceu aqui na Assembleia Legislativa, em 2018, 2019, com as audiências, com a
organização que nós fizemos. A deputada Luciene Cavalcante participou de várias
delas.
Então, Sr.
Presidente, nós não vamos aceitar que essa entidade privada fique induzindo
novamente os prefeitos ao erro. É lei, todos os prefeitos do Brasil são
obrigados a fazer o enquadramento das trabalhadoras de educação infantil, como
determina a legislação.
Quero, ainda,
Sr. Presidente, antes de terminar a minha intervenção no dia de hoje, aqui na
tribuna da Assembleia Legislativa, dizer que nós estamos indignados com o
governo do Tarcísio de Freitas, com essa gestão Tarcísio-Feder, porque são
tantos os ataques, mas ele tinha publicado uma resolução no ano passado.
Refiro-me aqui
à Resolução nº 162, 2025, que reduziu os módulos das escolas da rede estadual.
E, ao reduzir os módulos, reduziu o número de servidores, de vice-diretores, de
coordenadores e de agentes escolares, agentes de organização escolar, ele mexeu
no QAE, das escolas da rede estadual de ensino.
Então, eu
apresentei, logo que ele publicou essa resolução, já no final do ano passado,
eu apresentei um PDL para revogar essa Resolução nº 162, mas, no entanto, Sr.
Presidente, essa resolução, ela diz no seu Art. 4º, que tem que ser nomeado,
designado um gerente de organização escolar por escola, independentemente dessa
redução. Só que isso não aconteceu até agora.
Nem isso, Sr.
Presidente, nós somos contra a resolução como um todo. Agora, nem o que está na
resolução, que é péssima, que é contra as escolas e contra os servidores, nem
isso o governo está respeitando. Ele alega aqui que tem que atualizar ainda um
Decreto de 2020, o Decreto nº 65.348, de 2020, que trata da quantidade mínima
de alunos.
Ou seja, a
resolução é tão ruim, mas tão ruim que nem ele mesmo está respeitando, Sr.
Presidente. Se ele colocasse em prática, pelo menos iria liberar mais vagas,
porque, a partir do momento em que um agente de organização vira gerente de
organização escolar, libera uma vaga.
O que acontece
é que, com essa Resolução nº 162, nós temos vários agentes de organização
escolar que foram transferidos das suas escolas para regiões distantes, para
outras cidades, inclusive, que estão sendo prejudicados, alguns pedindo
exoneração de cargo, porque têm que ir para a escola mais próxima que tem vaga
e, às vezes, é distante.
Eles têm que
viajar 100 quilômetros todos os dias. Mas, então, eu queria deixar mais essa
denúncia aqui, Sr. Presidente, e pedir providências, primeiro, pela revogação
imediata dessa Resolução nº 162, que, como eu disse, reduz, que cria mais
desemprego na rede estadual de ensino.
Então nós
estamos tomando providências também sobre essa gravíssima denúncia, Sr.
Presidente, que nem isso o governo está respeitando, nem a resolução perversa
que ele mesmo criou, quando poderia nomear, pelo menos designar os gerentes de
organização escolar, mas nem isso ele fez. Então nós vamos tomar providências
aqui pela Assembleia Legislativa.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Carlos Giannazi. Pergunto à V. Exa. se pode presidir
ainda para que eu possa fazer mais uma exposição, por favor?
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy, que fará o uso da tribuna pelo tempo regimental.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi, que tem sido um
comportamento de superatenção para com os destinos do Brasil e, sobretudo, do
povo brasileiro e, no que diz respeito à maior igualdade como um objetivo
fundamental de realização de justiça.
Eu quero assinalar
que, hoje, “O Estado de S. Paulo”, o jornal “Estadão”, assim conhecido,
divulgou um editorial, publicou um editorial sobre a proposta de Haddad sobre a
renda básica. Nessa opinião do “Estadão”, o ministro defende a unificação de
benefícios, que daria mais racionalidade em gastos sociais acelerados desde a
pandemia.
“A ideia é boa,
mas não há razão para acreditar que Lula a adotará, pois, quero aqui afirmar,
eu acho que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está no caminho correto”,
diz o editorial, “acredita que o País esteja pronto para fazer um redesenho dos
programas sociais”.
E considera, ao
participar de um evento do BTG Pactual, Fernando Haddad propôs unificar os
vários tipos de benefícios que já existem e substituí-los por programas de
renda básica. Seria, segundo ele, uma alternativa mais racional.
“Algo assim
dito por um ministro petista em um ambiente formado por profissionais do
mercado financeiro, a meses da disputa presidencial, tem enorme significado, já
que Haddad não esconde de ninguém a ambição de colaborar com a campanha do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ora, quero aqui
fazer uma ponderação, que Fernando Haddad vem estudando, debatendo, dialogando
a respeito do conceito da renda básica já há muito tempo. Desde quando eu apresentei
um primeiro projeto para garantir renda mínima através de um imposto de renda
negativo, em 2001, ele esteve dialogando comigo a respeito.
Prossegue o
editorial. “Há que se reconhecer que a ideia é boa. Eu já li, vou mais adiante.
É verdade que a distância entre a concepção e a execução de uma política
pública é oceânica. Basta lembrar que o ‘Fome Zero’ e o ‘Bolsa Família’ tinham
o mesmo objetivo, mas o primeiro fracassou e o segundo se tornou referência
internacional. Enquanto a Renda Básica de Cidadania, proposta do ex-senador
Eduardo Suplicy, do PT de São Paulo, virou lei em 2004, sem nunca sair do
papel”.
Eu quero
salientar que a Lei nº 10.835, de 2004, foi aprovada por todos os partidos.
Primeiro no Senado Federal, depois na Câmara dos Deputados. E foi sancionada
pelo presidente em 8 de janeiro de 2004. Portanto, há 22 anos. Mas foi objeto
de decisão do Supremo Tribunal Federal, que, durante o governo Jair Bolsonaro,
decidiu que o governo Bolsonaro precisaria implementar a Lei nº 10.835, de
2004.
Já o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2023, sancionou, depois do Congresso
Nacional ter aprovado a Lei nº 14.601, que extinguiu o “Auxílio Brasil”, criado
pelo presidente Jair Bolsonaro e reinstituiu o programa “Bolsa Família”,
afirmando que se trata de um passo na direção da implementação da Renda Básica
de Cidadania, universal e incondicional.
Então está o
governo Luiz Inácio Lula da Silva no caminho de implementar a Renda Básica
Universal. Eu quero aqui transmitir que, há cerca de dois meses, quando o
presidente Lula anunciou uma nova forma de financiamento de projetos da “Minha
Casa, Minha Vida”, naquela cerimônia, ao se aproximar de mim, me disse:
“Eduardo, está chegando a hora da Renda Básica Universal”.
Então quero
dizer que me coloco à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do
ministro Fernando Haddad, do ministro Wellington Dias, responsável pelo
programa de transferência de renda, pela ministra Simone Tebet, do
Planejamento, que está cuidando também de como será a implantação gradual da
Renda Básica Universal.
Então, diante
deste editorial do “Estado de S. Paulo”, quero transmitir meu otimismo de que
tenho a convicção de que, sim, o presidente Lula poderá, até outubro, definir
melhor como será a implementação da Renda Básica Universal, de Cidadania no
Brasil, de maneira incondicional, conforme tanto a Lei 10.835, de 2004, como a
Lei 16.401, de 2023, levando em conta também as experiências bem-sucedidas,
desde aquela que se iniciou no Alasca, no início dos anos 80, mas também em
quase todos os continentes continuam as experiências locais de renda básica
universal, que servem de exemplo tanto para o Brasil como para outros países do
mundo.
Então meus
parabéns ao nosso ministro da Fazenda Fernando Haddad, possível candidato a
governador no estado de São Paulo, que certamente continuará colaborando para a
erradicação da pobreza e em meios de prover maior dignidade e liberdade real
para todos os brasileiros e brasileiras.
Muito obrigado,
presidente Carlos Giannazi.
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Havendo acordo entre as lideranças,
peço o levantamento da sessão.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Muito obrigado,
deputado Eduardo Suplicy.
Esta Presidência, cumprindo
determinação constitucional, adita à Ordem do Dia o Projeto de lei 1.287, de
2025.
Havendo acordo entre as lideranças,
antes de dar por levantados os trabalhos os trabalhos, convoco V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de 11
de fevereiro e o aditamento ora anunciado.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 51
minutos.
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