
16 DE DEZEMBRO DE 2025
185ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: SOLANGE FREITAS, REIS, VITÃO DO CACHORRÃO, DANILO CAMPETTI e GILMACI SANTOS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - SOLANGE FREITAS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Assume a Presidência.
4 - SOLANGE FREITAS
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - THAINARA FARIA
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - PRESIDENTE REIS
Cumprimenta João Bala, vereador de Águas de Santa Bárbara/SP; Timboré, vereador de Pereira Barreto/SP; Gilson Alves, do Instituto Propor; e Danilo do Petito, vereador de Nova Castilho/SP.
8 - CAPITÃO TELHADA
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - VITÃO DO CACHORRÃO
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - ANA PERUGINI
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - VITÃO DO CACHORRÃO
Assume a Presidência. Agradece aos estagiários da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelos trabalhos desempenhados.
12 - DANILO CAMPETTI
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
13 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO
Cumprimentas as assessorias policiais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelos trabalhos prestados.
14 - DANILO CAMPETTI
Assume a Presidência.
15 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
17 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - MAJOR MECCA
Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.
19 - PRESIDENTE DANILO CAMPETTI
Anota o pedido.
20 - EDUARDO SUPLICY
Para comunicação, faz pronunciamento.
21 - PRESIDENTE DANILO CAMPETTI
Defere o pedido do deputado Major Mecca e suspende a sessão às 15h40min.
ORDEM DO DIA
22 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h31min. Coloca em votação e declara aprovado requerimento, do deputado Carlos Giannazi, de criação de comissão de representação com a finalidade de acompanhar as sessões do Senado Federal em que será deliberado o PLP nº 21/2023, que trata do descongelamento de tempo de contribuição dos servidores públicos, no dia 16/12, em Brasília/DF. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, requerimentos de urgência ao PL 792/24, ao PL 1278/25, ao PL 489/19, ao PL 570/20, ao PL 430/23, ao PL 1307/25 e ao PL 56/25. Convoca a Comissão de Fiscalização e Controle para uma reunião extraordinária, hoje, às 16 horas e 45 minutos. Convoca reuniões conjuntas das Comissões: de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 16 horas e 45 minutos; de Defesa dos Direitos do Consumidor e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 16 horas e 45 minutos; de Constituição, Justiça e Redação, de Defesa dos Direitos das Mulheres e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 16 horas e 45 minutos; de Constituição, Justiça e Redação, de Saúde e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 16 horas e 45 minutos; e de Constituição, Justiça e Redação, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Finanças, Orçamento e Planejamento, hoje, às 16 horas e 45 minutos. Convoca a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento para uma reunião extraordinária, hoje, às 16 horas e 45 minutos.
23 - PAULO FIORILO
Solicita a suspensão da sessão por 30 minutos, por acordo de lideranças.
24 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido e suspende a sessão às 16h37min, reabrindo-a às 17h19min.
25 - DONATO
Solicita a suspensão da sessão por dez minutos, por acordo de lideranças.
26 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido e suspende a sessão às 17h19min, reabrindo-a às 17h28min. Convoca sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão.
27 - DONATO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
28 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 17/12, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 17 horas e 40 minutos. Levanta a sessão às 17h30min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
-
Assume a Presidência e abre a sessão a Sra. Solange Freitas.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Muito boa tarde
a todos. Presente o número
regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Vamos agora à lista de oradores do
Pequeno Expediente. Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Danilo Campetti.
(Pausa.) Conte Lopes. (Pausa.) Luiz Fernando Ferreira. (Pausa.) Profª Camila
Godoi. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson. (Pausa.) Marcelo Aguiar. (Pausa.) Gil
Diniz. (Pausa.) Fabiano Faria de Sá. (Pausa.) Carlos Giannazi. (Pausa.) André
Bueno. (Pausa.) Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Reis.
O senhor tem o tempo regimental de
cinco minutos.
O
SR. REIS - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar a deputada Solange Freitas, que preside os
trabalhos, o público presente, os funcionários desta Casa, os integrantes da
Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica e também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos
acompanhando pelas redes sociais, através da Rede Alesp.
Quero deixar
aqui, presidenta, as impressões que eu tenho tido ao visitar as delegacias de
polícia, os batalhões de polícia, as companhias de polícia e também visitar o
sistema prisional, onde estão lá os policiais penais.
E que eu estou
percebendo que o Tarcísio está perdendo a sua principal base, que fez campanha
para ele em 2022, que não foram nem cabos eleitorais, foram tenentes
eleitorais, sargentos eleitorais, coronéis eleitorais, capitães eleitorais,
delegados eleitorais, investigadores eleitorais, policiais penais eleitorais e
eles estão muito, eles estão bastante decepcionados, decepcionados com a gestão
do governador que aí está.
E estão também
decepcionados com a chamada bancada da Bala. Aliás, eles agora estão chamando a
bancada da Bala de bancada da Bala Juquinha. Onde você vai falar com eles, eles
mostram assim, demonstram para a gente que estão bastante insatisfeitos e toda
essa insatisfação vem crescendo por conta de que o governador falou muito,
prometeu muito, mas, até agora, não entregou o que prometeu.
Ele, em um
programa na Jovem Pan, falou que a Polícia de São Paulo ficaria entre as dez
mais bem pagas do País. E hoje, ela está aí nos últimos lugares, 24º lugar, em
relação a 27 estados, porque são 26 estados, contando com o Distrito Federal,
27 estados. Então, São Paulo é o estado mais rico da Federação, mas é o estado
que paga os piores salários para os seus policiais, principalmente os policiais
da base.
E o aumento
escalonado, que prejudicou bastante os terceiros-sargentos e os segundos-tenentes
e todo esse pessoal, todos esses profissionais da Segurança Pública, inclusive
os veteranos, os aposentados, foram cabos eleitorais do Tarcísio, fizeram
campanha para o Tarcísio. E eu posso atestar isso porque eu ia às delegacias
pedir voto e eles falavam “Não, aqui nós estamos fechados com o Tarcísio”. Eles
depositaram muita confiança no Tarcísio, mas a resposta não veio.
Eles falam que
o Tarcísio consegue ser pior do que o Doria, que o Tarcísio prometeu muito e
não está fazendo nada, e o Doria também prometeu muito e não fez nada. O Doria
prometeu que a polícia seria a mais bem paga do País, perdendo só para o
Distrito Federal e para a Polícia Federal.
Então há uma
insatisfação inclusive com os projetos que nós aprovamos aqui - e o governador
vetou esses projetos. Projetos para garantir a gratuidade no transporte, para
os policiais... Esse transporte intercidades foi vetado; o projeto que cria a
Funcional Digital foi vetado; o projeto que garante um programa de atenção às
policiais gestantes foi vetado. Então todos esses vetos que o Tarcísio colocou
nesses projetos deixaram eles muito insatisfeitos.
E tem o PLC
135, que virou uma novela porque até hoje o autógrafo não chegou na mão do
governador. O governador se quiser vetar, vete, mas ele tem que assumir. Quando
se veta um projeto, você pode ter o ônus. E quando você sanciona, você pode ter
o bônus.
Então muitos
policiais estavam esperando a sanção nesse PLC 135, e ele está aí há mais de
cinco meses hibernando na gaveta do presidente desta Casa, não sei por quê.
Isso também aumentou muito a insatisfação.
E a outra
questão é a “Moradia Segura”, que foi prometida, que teria carta de crédito
para os policiais, até 300 mil reais. Cerca de 40 mil policiais se inscreveram
buscando esse programa de moradia do Governo do Estado de São Paulo.
Aí criou lá
portarias, resoluções, portaria, “não está liberado porque precisa da portaria
intersecretarial, já tem a portaria, as resoluções, agora vai abrir as
inscrições”. Abriram as inscrições, 40 mil se inscreveram, e até hoje não se
liberou uma carta de crédito. Isso também está trazendo muita insatisfação.
Então eu quero
deixar registrado aqui que o governador Tarcísio de Freitas está perdendo a sua
principal base de apoio. Ele está perdendo aqueles que fizeram tudo para que
ele fosse eleito em São Paulo, e esperando respostas nas suas promessas, e que
essas promessas não se consolidaram.
Só praticamente
maus tratos. O que os policiais estão reclamando? Que eles estão sendo vítimas
de maus tratos, de falta de atenção, de falta de investimento, de falta de
estrutura para trabalhar.
Então eu deixo
registrado para que o governador... De repente, quem sabe? Ele ainda tem alguns
meses, ele possa se conscientizar e corrigir os seus erros, para dar resposta
para aquelas promessas que ele, no período eleitoral, colocou e trouxe toda
essa base para apoiá-lo.
Talvez ele ache
que não precise mais deles, por isso o descaso, mas ele tem que entender que
todas essas pessoas, todos esses policiais, que estão na rua, é o cartão de
visita do estado. Quando a população pergunta como está o governo, eles podem
falar que está bem e ser bom para o governo, e eles podem falar que está indo
muito mal e ser ruim para o governo.
Então a gente
não está falando de um, nós estamos falando de 80 e tantos mil policiais
militares, 20 e tantos mil policiais civis, 30 e tantos mil policiais penais e
como todos os servidores estão insatisfeitos com ele - também você tem a
Educação. Todo mundo falando mal do Tarcísio.
Então, se ele
pensa que esse índice... “Ah, não, que eu estou bem na pesquisa”. Isso é
sazonal, isso não quer dizer que o ano que vem, na eleição, estará desse jeito,
porque hoje tem muita gente falando mal do Tarcísio.
Muito obrigado,
Sra. Presidenta.
A
SRA. PRESIDENTE - SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Obrigada,
deputado Reis.
Continuando a lista de oradores do
Pequeno Expediente, deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputada Solange Freitas.
Alguém poderia assumir aqui?
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Reis.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Chamo a deputada
Solange Freitas para fazer uso da palavra neste Pequeno Expediente.
A
SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito boa tarde a todos mais uma vez. A Operação Verão,
na Baixada Santista, como acontece todos os anos, já começou nesta temporada.
Começou ontem com reforço no policiamento e vai até o dia 20 de fevereiro,
quando termina o Carnaval. Então serão 68 dias da Operação Verão, na Baixada
Santista.
Os prefeitos,
as prefeituras que pagam a conta do custeio dessa Operação Verão em relação aos
alojamentos para os policiais e também alimentação. Em uma reunião que teve no
Condesb, no dia 22 de outubro - o Condesb é o conselho dos prefeitos da Baixada
Santista -, eles disseram que estavam muito preocupados com os recursos que
teriam que disponibilizar para o custeio da Operação Verão. Então eu estava na
reunião e disse que iria indicar uma emenda para o Orçamento deste ano, para o
custeio dessa Operação Verão, para ajudar no custeio dessa Operação Verão.
Então eu
coloquei essa emenda de dez milhões e quero agradecer ao deputado Alex
Madureira, que acatou essa emenda no relatório que ele acabou de fazer. Daqui a
pouquinho vou estar lá na Comissão de Orçamento também para a gente aprovar
esse relatório. Então muito obrigada.
É um custeio
para ajudar as prefeituras, que têm uma conta muito alta. A Operação Verão, com
dez dias a mais do que no ano passado, o que é muito bom, é bom reforçar isso,
é superimportante a Operação Verão, mas o estado tem que dar uma ajuda também
para as prefeituras nesse caso.
Quando a gente
fala de temporada de verão, tanto na Baixada Santista quanto no Vale do
Ribeira, quanto no litoral norte, o número de turistas triplica. Mas não é só
questão de triplicar o número de pessoas nessas cidades dessas três regiões,
mas também a questão da Saúde: os custos da Saúde aumentam demais e os
municípios pagam uma conta muito alta.
Então tenho
conversado com o governador Tarcísio. Até oficializei esse pedido, mas tenho
conversado com ele, com a Secretaria de Saúde do estado também, para oferecer
recursos a mais, um aporte financeiro a mais na Saúde para essas cidades que
recebem milhares e milhares de turistas nessa temporada de verão.
A gente precisa
desse recurso, porque são muitas pessoas. Então aumenta o número de acidentes,
aumenta o número de pessoas usando as unidades de Saúde e os municípios acabam
pagando essa conta.
Então tenho
certeza de que o governador Tarcísio vai se sensibilizar com esse pedido. Ele
sabe que aumentam demais os gastos das prefeituras nas temporadas de verão e a
gente vai conseguir esse aporte financeiro a mais, que estou chamando de
Operação Verão na Saúde: recursos a mais para ajudar o município e para ajudar
a população também, tanto moradores quanto turistas, para que eles tenham o
atendimento adequado na Saúde, se precisarem usar, de agora até fevereiro, no
final do Carnaval.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo na lista de
oradores, chamo o deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputada Fabiana Bolsonaro.
(Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Reis, Sras. Deputadas, Srs. Deputados,
quero primeiramente hoje expressar a minha solidariedade ao trabalho tão
significativo que o padre Júlio Lancellotti vem desenvolvendo ao longo desses
últimos anos, desde quando D. Paulo Evaristo Arns o designou para estar
cuidando sobretudo da população mais carente, da população em situação de rua.
Mas em relação às notícias de hoje sobre o padre Júlio, eu gostaria de informar
que dialoguei com ele no início da tarde e que não houve, por enquanto,
afastamento dele da Paróquia São Miguel Arcanjo.
O cardeal
arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer, optando em preservá-lo, solicitou a
suspensão da transmissão online da missa e da exposição em redes sociais. O
trabalho do padre Júlio continua, bem como suas missas dominicais. Eu quero
aqui deixar registrado no plenário que sou testemunha do importante e
formidável trabalho diário que o padre Júlio desempenha junto com a população
em situação de rua por meio da Pastoral do Povo da Rua.
Aproveito para
parabenizá-lo por ter recebido, na noite de ontem, o segundo Prêmio Estadual de
Direitos Humanos do Condepe, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da
Pessoa Humana, que ocorreu no Salão Nobre da Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo.
Esse prêmio é
um reconhecimento do trabalho que o padre Júlio desenvolve. Quero dizer ainda
que, por minha indicação, ele recebeu o Prêmio de Menção Honrosa Pós-Doutor
Luiz Kohara, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, pela sua atuação
junto à população em situação de rua e a defesa incansável do direito à
moradia. Parabenizo a todos que diariamente lutam pela defesa dos direitos
humanos e o padre Júlio é um exemplo para todos nós.
Ontem, por
iniciativa do deputado professor Carlos Giannazi, tivemos uma audiência pública
a respeito do processo de municipalização do Caps Itapeva. Parabenizo o
deputado pela proposição desta audiência e também por seu aniversário,
comemorado ontem.
A audiência foi
formidável, com destaque à qualificação das pessoas que participaram. Meu
mandato esteve presente e se colocou à disposição para lutar junto com as
pessoas usuárias, familiares e trabalhadoras. Esse Caps, também denominado
professor Luís da Rocha Cerqueira, foi inaugurado em 1987 e incorporou ao seu
projeto terapêutico oficinas de trabalho protegidos de expressão artística, de
proteção da autoestima e de atuais, como o modelo de reabilitação profissional.
Desde março de
2007, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina gerencia a unidade
através de um convênio firmado com a Secretaria de Estado de Saúde do Governo
do Estado de São Paulo.
Reitero a
necessidade da continuidade do trabalho realizado há 38 anos no Caps Itapeva, o
primeiro Caps do Brasil que teve origem com o movimento de luta antimanicomial,
com perspectiva de servir de modelo para essa política que, na época, estava
sendo implementada.
A manutenção do
trabalho do Caps Itapeva, símbolo de conquista no âmbito da saúde mental
pública, é fundamental para que o acesso ao cuidado em saúde mental do centro e
da maior cidade do sul global exista e se mantenha fortalecido.
Seus
profissionais, familiares e usuários reforçam a importância desse trabalho que
se desdobra em resultados positivos no aspecto da saúde mental dos seus frequentadores.
E é preciso que o processo de municipalização do Caps Itapeva seja realizado
com transparência, que haja participação ativa dos usuários e trabalhadores do
serviço.
Os interesses
desses grupos devem ser preservados a fim de garantir a continuidade de um
trabalho fundamental para o cuidado em saúde mental, que qualquer mudança
garanta a atividade que vem sendo exercida atualmente, que essas atividades
permaneçam alinhadas aos pressupostos da luta antimanicomial, que seu local e
estrutura sejam mantidos, garantindo os projetos de geração de renda e economia
solidária, programa de especialização, advocacia, farmácia de alto custo,
serviço de alimentação, entre outras tantas as atividades que foram construídas
ao longo desses últimos anos.
A transferência
da gestão do Caps para o município pressupõe algumas mudanças que trarão
desafios de manutenção de uma estrutura complexa e multifacetada, como ocorre
atualmente. O território central não pode perder esse serviço.
Preocupa a
redução da verba pública recebida para manter o equipamento funcionando,
garantindo o quadro de funcionários e, consequentemente, do atendimento de
excelência prestado aos paulistas e a toda e qualquer pessoa que necessitar de
cuidados em saúde mental.
Faz-se urgente
que a Secretaria Estadual de Saúde apresente as informações pertinentes que
proporcionam a compreensão dessa mudança e que garantam que o trabalho será
continuado, aprimorado, assumindo o compromisso com a manutenção de qualidade
de serviço a todos os usuários, familiares e trabalhadores.
Solidarizo-me
com os mesmos, deixando o meu mandato à disposição para que possamos juntos
garantir a permanência do importante trabalho realizado pelo Caps Itapeva.
Muito obrigado,
caro deputado Reis.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista de
oradores, chamo o deputado Valdomiro Lopes para fazer uso da palavra. (Pausa.)
Entrando na Lista Suplementar, deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputada
Thainara Faria.
A
SRA. THAINARA FARIA - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Nobre presidente,
deputado Reis, Srs. Servidores, policiais, nobre deputado amigo, Vitão do
Cachorrão, muito boa tarde, estado de São Paulo. Estou meio nervosa, vou falar
a verdade para você. Não aguento mais o prefeito de Araraquara.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Isso,
população, agora direcional para Araraquara, foi falado, deputado Reis, em uma obra do Edinho Silva, do PT, paga pelo
governo Lula pela manhã, onde o inábil e, como dizia minha mãe - eu gosto dessa
expressão -, boca de sandália, boca aberta, boca de sacola do prefeito, coloca
que eu e a deputada Márcia Lia precisamos enviar mais recursos para a
Araraquara, que não pode esquecer.
Não sei se ele
só assina e não vê o que está assinando, mas este ano foram pagos 800 mil de
emendas que eu mandei, e agora vão ser pagos mais um milhão e 75 mil reais. Só
que é engraçado, presidente Reis. É que esse prefeito, a esposa dele, se vocês
puxarem no portal de Transparência da Alesp, está em um gabinete aqui da
Assembleia ganhando mais de 20 mil.
Não vou
mencionar, porque eu gosto muito da deputada que ela está no gabinete, isso é
um problema de quem contrata. Mas parece intencional tentar desconstruir a
imagem de quem realmente cuida, zela por Araraquara. Agora, eu acho, Sr.
Prefeito, se o senhor acha que poderia fazer melhor, dispute a eleição
novamente, tenha 91 mil votos, ganhe e vá fazer melhor.
Nós não temos
milhões e milhões em emendas não. Dos quase 13 milhões que nós tivemos, mais de
um foi para Araraquara, sendo que nós temos 645 municípios no estado. Como deputada,
já foram mais de dez milhões pagos para Araraquara, e como vereadora, eu fiz
muito mais que o senhor como prefeito, inclusive, que só fica chorando e não
sabe governar.
Agora, eu tenho
medo de mandar recursos para Araraquara, porque, até uma semana atrás, o senhor
estava divulgando nota de que não teria o dinheiro para pagar hora extra de
servidor. E os servidores não queriam mais trabalhar, porque nem isso o senhor
sabe fazer, não tem competência para fazer, que é gerir uma cidade.
Quis ser prefeito,
agora só sabe falar do Edinho? Só sabe falar de quem manda, quem não manda
recurso? Fica fácil dessa forma. E aí eu trouxe uma planilha aqui para mostrar
para vocês o tanto que nós ajudamos Araraquara, mas eu quero falar agora dos
segundos caluniosos. Parece que... Vocês sonham comigo? Esqueçam a Thainara um
pouquinho, gente. Passa o segundo vídeo, um pedaço, por favor. Esse eu vou
querer direito de resposta.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Pode tirar,
querido, por gentileza. É só para dizer que uma bancada de dois machos falando
sobre questão de mulheres não chamou ninguém para falar e eu vou pedir direito
de resposta sobre isso. Quando eu era vereadora, sempre apoiei a Patrulha Maria
da Penha. Agora mandamos viatura para a Guarda Municipal.
Inclusive,
mandei um carro para a Casa de Acolhimento, que o inábil do prefeito atual
perdeu o contrato. Não tem mais Casa de Acolhimento à Mulher em Araraquara por
conta da inabilidade deles.
Agora é fácil
ficar usando alguém de escudo, dizendo que as coisas não acontecem por conta de
uma deputada, sendo que a cidade tem um prefeito, tem secretários, tem
vereadores, e eu preciso cuidar de 645 municípios, inclusive, votar o Orçamento
hoje.
Então, só estou
utilizando esse espaço, e vou encerrar minha fala, Sr. Presidente, porque eu
vou gravar um outro vídeo lá no meu gabinete para responder a essas figuras.
Para dizer para vocês pararem de serem justos, porque a Justiça vai bater na
porta de vocês, eu quero direito de resposta, porque tudo que a gente vem fazendo
por Araraquara não vai ser desconstruído por quem finge que não tem informação
de tudo que a gente vem fazendo.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Eu quero, antes de
chamar o próximo orador, anunciar a presença do vereador João Balas, de Águas
de Santa Bárbara. Vossa Excelência pode levantar para que todos o conheçam.
Seja bem-vindo à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Também anunciar a presença de Timboré,
de Pereira Barreto. Seja bem-vindo à Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo. Também o Gilson, do Instituto Propor. Seja bem-vindo. E o vereador
Danilo, da cidade de Nova Castilho.
Seja bem-vindo à Assembleia Legislativa
do Estado de São Paulo.
Todos estão acompanhando o nosso
deputado estadual, Vitão do Cachorrão.
Seguindo a lista de oradores, chamo o
deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada.
O
SR. CAPITÃO TELHADA - PP
- Uma excelente tarde a todos que nos acompanham na galeria, todos os
parlamentares aqui presentes em plenário, ao Sr. Presidente, que dirige os
trabalhos, aos funcionários civis e militares da Assembleia, a toda a população
que nos acompanha também pela TV Alesp e pelas redes sociais oficiais aqui da
Assembleia Legislativa.
Eu gostaria de
trazer alguns assuntos nesses cinco minutos aqui de temas livres, no Pequeno
Expediente. O primeiro dos assuntos foi sobre o aniversário, na data de ontem,
15 de dezembro, da nossa instituição quase bicentenária da Polícia Militar do
Estado de São Paulo, completando 194 anos de existência.
Com muito
orgulho, eu e outros parlamentares hoje que ocupam cadeiras aqui, na Assembleia
Legislativa de São Paulo. Servimos nas fileiras da corporação, fizemos nossa
contribuição, deixamos o nosso tijolinho, ajudamos quem nós pudemos ajudar na
rua, na ponta da linha, no combate diário, combatemos o crime, estamos aqui
hoje continuando a combater, defendendo nossas instituições, defendendo nossas
polícias e, mais do que isso, os nossos policiais, no caso desse aniversário
específico dos policiais militares.
Então parabéns
à nossa querida Polícia Militar do Estado de São Paulo e a cada integrante, a
cada homem e mulher que faz parte, que fez parte e aqueles que virão no futuro
integrar justamente, ombro a ombro, a nossa milícia bandeirante.
Sejam muito
bem-vindos e saibam que é um trabalho digno, um trabalho que enaltece o ser
humano e é a instituição que mais defende os direitos humanos no Brasil.
Ninguém, absolutamente ninguém defende mais o cidadão, inclusive colocando em
jogo o que tem de mais valor, que é a própria vida, para defender o cidadão de
bem. Então parabéns à querida instituição, à querida Polícia Militar pelos 194
anos de existência.
Aproveito
também para parabenizar a minha turma de formandos, Aspirantes 2007, que
também, na data de ontem, completamos 18 anos de formados. Nós nos formamos em
15 de dezembro de 2007, 18 anos, então, de formatura e caminhando para 22 anos
de Polícia Militar. Parabéns à Turma Aspirantes 2007, à Turma Asas e Glórias de
São Paulo.
Aproveitando
também, presidente, eu gostaria de trazer um assunto, porque ontem estivemos em
Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, junto com o atual secretário de
Segurança Pública, o delegado de polícia Osvaldo Nico Gonçalves, junto com o
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, inaugurando mais uma Delegacia de
Defesa da Mulher, mais uma DDM, agora ali no bairro Indaiá, em Caraguatatuba,
junto com muitas mulheres representantes de toda a sociedade civil organizada
de Caraguá, junto com a delegada, doutora que vai dirigir os trabalhos, titular
daquela delegacia, diversas policiais civis, policiais militares, membros do
Conseg, vereadoras, todas marcando presença para inaugurar um belo prédio, uma
edificação de peso, ampla, com dignidade, com climatização, com mobiliário
novo, tudo para receber, recepcionar as demandas, as necessidades, as
ocorrências que, infelizmente, a gente sabe que acontecem.
Aí precisa de
um equipamento especializado e de efetivo capacitado para recepcionar as
mulheres que, eventualmente, sofrem essa violência no ambiente que deveria ser
o mais seguro, que é dentro de casa - e daqueles covardes que deveriam,
justamente, viver em harmonia com a mulher e acabam agredindo, acabam levando
sofrimento para essas mulheres que precisam ter uma polícia preparada para
recepcionar. Então foi um orgulho, uma honra participar de mais uma inauguração
de Delegacia da Mulher em Caraguatatuba.
Eu quero, nesse
tempo que me resta, parabenizar. Hoje nós tivemos a troca de comando aqui, do
Comando Militar do Sudeste, do Exército Brasileiro. O general Montenegro deixa
as atividades, passando o comando para o general Carmona. O general Carmona, do
Exército Brasileiro, é paulistano, assume hoje o CMSE para dar continuidade no
trabalho.
Inclusive, eu
tenho uma frente parlamentar aqui na Assembleia sobre a indústria bélica para
aprimoramento e para incentivo dos equipamentos e do parque industrial em São
Paulo de defesa nacional e tenho certeza de que, com a assunção do general
Carmona, nós daremos continuidade e daremos andamento aos trabalhos que a gente
vinha desenvolvendo com o general Montenegro.
E, para não
tomar bronca em casa, presidente, eu quero colocar uma foto aqui, falando até
do Exército Brasileiro, dessa garota que é uma das minhas razões de existir,
uma das maiores paixões da minha vida, que é a minha filha Laura, que, agora,
na última sexta-feira, com muito orgulho, eu tive a notícia oficialmente, a
convocação de que ela foi aprovada no concurso do Colégio Militar de São Paulo.
É um dos 14
colégios militares, que fazem parte do Exército brasileiro. Tinham mais de 500
crianças inscritas, Dr. Olim, tudo com dez anos de idade, na quinta série. E a
Laura foi uma das 27 aprovadas, alcançou o décimo segundo lugar, e em fevereiro
terá início o ano letivo, já na sexta série, no colégio militar.
Então, filha,
parabéns pela pessoa que você é, daqui a pouco adolescente, e eu tenho certeza,
pela mulher de honra e de valor que você será, seguindo os passos da sua mãe,
seguindo os passos da sua família, mas acima de tudo seguindo os passos dos
ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo e de Deus, porque você já é uma
menina, já é uma garota abençoada por Deus. Os seus caminhos, eu tenho certeza
de que serão abençoados, porque você tem um grande coração e fará muita
diferença na sociedade. Eu te amo e tenho muito orgulho, agradeço todo dia a
Deus por ter a oportunidade de ser seu pai. Parabéns por tudo. Obrigado,
presidente.
Obrigado, e
vamos aos trabalhos para encerrar este ano letivo, este ano de trabalho aqui na
Assembleia Legislativa. Vamos votar essa LOA hoje e dar condição para que nosso
estado continue aprimorando e defendendo o povo paulista.
Obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Seguindo a lista,
chamo o deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Danilo
Campetti. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputada Edna Macedo.
(Pausa.) Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.)
Deputado Vitão do Cachorrão.
O
SR. VITÃO DO CACHORRÃO - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, meu amigo e presidente
Reis, grande parceiro aí em exercício, que ajuda também muitos municípios e o
estado de São Paulo. Não posso deixar aqui de cumprimentar, Reis, a todos os
funcionários da Casa, a todo o pessoal aqui da imprensa, mas também o pessoal
que faz a limpeza aqui na Casa, nos banheiros. Eu quero cumprimentar a todos. E
cumprimentar esse povo maravilhoso que vem ao nosso gabinete e que busca
recursos para os municípios, lá na ponta.
Às vezes, está
faltando uma ambulância, às vezes está faltando um ônibus para levar as
crianças especiais, autistas, para a escola. Eles vêm buscar recursos aqui para
os seus municípios. Eu quero citar aqui o vereador João Bala, de Santa Bárbara,
o Timboré é um grande líder ali, ajudando toda a região ali de Auriflama, na
divisa do Mato Grosso.
Eu tive o privilégio
de ir lá e ajudar mais de oito municípios, através do Timboré, o Vilson, do Instituto
aqui, o Propor. Um grande amigo, parceiro, nosso irmão lá no gabinete também. E
o vereador Danilo, de Nova Castilho. Também está sempre lutando pela Saúde,
pedindo ambulância, pedindo recursos para comprar medicamentos. Agradeço a
presença de todos aqui.
Cinco minutos é
pouco, mas eu não posso deixar de falar: duas pontes, Capitão Telhada e também
nosso deputado Olim, de Guareí. Eles procuraram o vereador Percione, presidente
da Câmara, eu estive ontem com o Percione e liguei para o governador Tarcísio
de Freitas.
Ele não pôde
atender na hora, porque ele estava em reunião, mas me mandou uma mensagem de
que vai mandar o pessoal do estado e vai reconstruir essa ponte lá em Guareí.
Ela foi afetada severamente pela chuva, causou danos em mais de 20 residências.
Eu quero que rode o vídeo aí, rapidamente, fazendo um favor.
Uma das pontes
afetadas é a GRI 253, Domiciano de Souza, que conecta os bairros estratégicos
de Capela Velha, onde está localizado um grande complexo florestal.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Olha só: isso aí o povo está andando mais de
20 quilômetros agora, Capitão Telhada. Essa reforma tem que ser para ontem.
Moram centenas de trabalhadores, e empresas ligadas ao reflorestamento, a
madeiras, à resina, uma das principais atividades da cidade.
Então, além de
ligar, eu também encaminhei a mensagem para o governador; ele falou que está
mandando a Defesa Civil lá, através do vereador Percione, mas a gente não quer
só que mande. A Defesa Civil é muito importante, é a primeira que chega, e a
gente já quer que comece essas obras.
E olha só como
que são as coisas, a gente agradece a Deus que o trabalho está sendo
reconhecido através do Percione. A própria SAP, a Secretaria do Estado que é da
Polícia Penal, entrou em contato com a gente que está prejudicando os
trabalhadores do presídio, acho que mais de 300 funcionários, porque eles estão
andando por quilômetros por causa desta ponte também. Olha aqui, o pessoal da
SAP aqui fez um ofício para o Percione, me citaram neste ofício também.
E agora a gente
cobra aqui, Reis. Muitas coisas a gente não concorda, como até hoje eu não
concordo com o “Free Flow” e a gente assinou aqui, juntos, o PDL nº 6, que
derruba esse decreto de pedágio. Eu entrei aqui, rapaz do céu, e demorou muito
para eu chegar, Suplicy, vendendo cachorro quente e sendo filho de pedreiro e
não para falar “amém” no que eu não concordo.
Se for
prejudicar o povo, aumentar os pedágios, colocar mais pórticos para a pessoa
entrar no bairro, para a pessoa tomar um café, ou almoçar com a sua mãe e ter
que pagar pedágio, eu não concordo.
Eu assinei o
PDL junto com o Suplicy, com o Reis e com outros colegas também, e a gente só
tem 30 assinaturas e precisa de 48 para derrubar esse decreto e não ter
pedágios. Contamos aqui com outros deputados também para assinarem.
Só que hoje eu
quero agradecer ao governador. O que ele fez para a cidade de Registro, para o
Vale da Ribeira a nosso pedido através do Wagner, prefeito de Pariquera-Açu; o
vereador Itamar, que também é da região ali; o vereador Zé Antônio, de Juquiá -
o Itamar é de Registro -; o Eder, de Ilha Comprida; o líder comunitário Ednei,
de Iguape; a Lara, de Miracatu, e o IML. Iam tirar dali e ia para a Praia
Grande. Só para concluir. Imagina só, Reis, deixar aquela região do Vale sem o
IML.
O Wagner foi
comer um lanche comigo lá, que nem V. Exa. já passou lá também. E olha só,
Reis, eu fiz uma ligação para o governador e falei: “não permita que tirem esse
IML de lá, vai ser um caos”.
Por que é o
momento mais difícil quando você perde uma pessoa que você ama, às vezes uma
mãe ou um filho, todo tempo... Quem sabe disso é Deus, a hora que vai chegar a
nossa hora. Por isso que a gente tem que fazer coisas boas aqui e colocar a
nossa vida, independente de religião, na mão de Deus.
Iam tirar o IML
de lá, imagina o transtorno. Morre um parente, Deus o livre, filho, ou mãe e
você - Deus que me perdoe - ter que mandar lá para Praia Grande e ficar
esperando o corpo chegar, liberar. Então, através dessa ligação de ofício,
também que está protocolado, o governador manteve o IML. Agradecer ao prefeito
Wagner de Pariquera, ali na cidade de Registro.
Então isso é
uma vitória do nosso gabinete, vitória do povo, vitória daqueles que trabalham
e pagam impostos. Parabéns e obrigado, governador Tarcísio de Freitas, por
manter o IML na cidade de Registro.
Muito obrigado,
Reis.
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Chamo para fazer o uso
da palavra a deputada Ana Perugini.
A SRA. ANA PERUGINI - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Srs. Deputados, Sras.
Deputadas, querido sempre senador, nosso companheiro e deputado Eduardo
Suplicy, companheiro e parceiro na defesa das Serras dos Cocais em outros
projetos que nós temos aqui nesta Casa de grande envergadura.
Sr. Presidente,
senhores e senhoras que nos assistem, aqueles que são usuários do Sistema Único
de Saúde, mas principalmente aqueles que tem uma patologia que exige
investigação, dedicação e não aferição de lucro quando se trata de Saúde. Eu
estou chegando agora de uma manifestação, de uma paralisação dos funcionários
que trabalham no setor da saúde na Unicamp.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Vitão do Cachorrão.
* * *
Houve a decisão
da paralisação hoje, amanhã tem outro manifesto, porque a Unicamp, o seu
complexo de saúde que abrange sete grandes complexos... Inclusive a central que
trata de toda a Faculdade de Odontologia na cidade de Piracicaba também está
dentro desse processo de autarquização, que nos foi trazido nesta Casa para a
Comissão de Saúde recentemente e que foi objeto de um pedido de uma audiência
pública pelo deputado Barros Munhoz e que nós acordamos que fosse feito junto
com a Comissão de Saúde.
Ou seja, a
Comissão de Ciência e Tecnologia, junto com a Comissão de Saúde, para a escuta
dos motivos, da motivação e como se daria essa autarquização sobre argumentação
principal de que o Hospital Escola, o HC, e as outras unidades administradas
pela Unicamp, como o hemocentro; gastrocentro; a Fop na cidade de Piracicaba,
não recebem repasse do SUS Paulista, não recebe repasse SUS na atenção à Saúde.
Isso não é só
Unicamp, isso acontece com qualquer unidade hoje que trata da saúde, mas que é
um Hospital Escola. Quando é uma unidade que é do Estado, mas é vinculado à
Educação e não é vinculado à Saúde, que é um gargalo que nós temos que resolver
no Legislativo e, no caso aqui, nós temos que resolver junto ao Ministério,
porque é de grande Justiça, já que, inclusive, essas vagas são referendadas
pela Cross. É estranho isso, não? A policial militar me olha. Não é estranho?
Porque você
está sujeita a Cross, que é a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de
Saúde, mas você não recebe dos SUS. É um Hospital Escola, ali os alunos
aprendem, ali nós conseguimos olhar para o paciente, não como algo que tem que
ser resolvido rápido, porque tem mais gente esperando, mas que tem que ter
solução, de fato, para o problema que chegou até nós.
Mas o que me
traz aqui, para além da manifestação, é que nós tivemos nesta Casa a audiência
que foi acordada por nós, nós ouvimos o Dr. Severino, nós ouvimos o reitor, nós
ouvimos o vice-reitor, nós ouvimos todos que defendem a autarquização.
E nós tínhamos
e temos um requerimento para escuta também junto a este corpo administrativo,
mas também para ouvirmos os trabalhadores que estão dentro dessas unidades,
para que nós pudéssemos ouvir também aqueles que são professores, que são
contratados ali dentro, para ouvirmos os enfermeiros, os médicos, enfim,
aqueles que fazem parte deste corpo, porque eles não foram ouvidos nessa audiência.
E o que nós
acordamos? Nós acordamos que teríamos uma nova audiência para ouvirmos e não
seria possível que nós ouvíssemos todos juntos, porque o volume de pessoas
seria muito grande, a audiência para ouvir toda a direção da Unicamp demorou,
não foi uma audiência curta, mas nós ouvimos atentamente, acompanhamos e
anotamos tudo.
Agora, quando
era para ocorrer a audiência para ouvir os trabalhadores junto com a direção da
Unicamp, inclusive, na véspera, a tarde essa audiência foi cancelada pela
presidenta da Comissão de Saúde.
Tentei falar
com a presidenta da Comissão de Saúde, a deputada Bruna Furlan, por ligação
telefônica no mínimo três vezes e não tive retorno. E qual foi a justificativa?
Que por motivo de força maior foi cancelado e que estava acontecendo aquele dia
a reunião do Consu.
Não é verdade,
o que estava acontecendo ali era um encontro das faculdades, discutindo o que
estava acontecendo em relação a autarquização da Unicamp. A audiência, o Consu
extraordinário para decidir a autarquização, aconteceu no dia que deveria
acontecer a audiência aqui nesta Casa, para dar ouvidos aos trabalhadores, o
que eles pensam, o que poderia ser feito.
Quero colocar
aqui nesta tribuna - porque aprendi que o que não pode ser feito, não deve ser
dito e o que é feito deve ser dito - eu não estava convencida que a
autarquização seria um caminho que prejudicaria a Saúde, hoje estou convencida,
hoje estou convencida, dado processos, dado caminhar, porque o caminho é tão
importante quanto onde você quer chegar. Se você faz um atropelo durante o
caminhar, que chegada é essa que você prepara como êxito, se você não conseguiu
minimamente que todos pudessem chegar juntos?
O que aconteceu
é que foi interrompido, nós não tivemos a audiência, a reunião do Consu que
aconteceu no dia três, onde deveria acontecer nossa audiência aqui para
ouvirmos os trabalhadores, retirou de pauta, porque houve uma manifestação
majoritária ali dentro de que não estava devidamente esclarecido, com todos os
termos, o processo para que ele fosse votado ali dentro do conselho
universitário.
E ocorre que
foi chamado uma outra extraordinária do Consu para hoje de manhã e os
trabalhadores, naturalmente, porque não foram ouvidos, foram para a porta em um
movimento de greve, para que não houvesse a reunião do Consu.
Não aconteceu a
reunião do Consu. E foi chamada uma reunião virtual do Consu. Eu estava
chegando aqui e foi chamada uma reunião virtual, porque... Qual é a alegação? A
alegação é de que tem que haver autarquização. Caso o contrário, no ano que
vem, não se consegue votar o projeto da autarquização da Unicamp, dos sete
complexos e todos esses complexos de Saúde que atendem seis milhões de pessoas
hoje, e que o SUS paulista é necessário para a manutenção desse espaço. Porque,
desde que vem ocorrendo o governo Tarcísio de Freitas, a regra de pagamento
para a Unicamp mudou.
Mudou, e o que
está acontecendo? Nós tentamos conversar e nós dialogamos. Eu ia pedir que
muitos deputados desta Casa, muitos deputados desta Casa... E foi feito o
pagamento no ano passado. Só que a Unicamp está em uma dependência daquilo que
não está legalizado.
Mas o problema-chave nessa questão toda é que,
quando nós tratamos de saúde da USP, você não consegue ter a referência do que
é a saúde de um HC, do que é a saúde da Unicamp, hoje.
Quando se trata
de história de saúde da Unesp em Botucatu, você não consegue ter essa
referência. Porque algo que nós precisamos debater nesta Casa - e isso,
infelizmente, não pode ser neste ano - é o que faz a privatização, é o que faz
uma OS governando o sistema de Saúde, o que faz uma privatização no sistema de
energia - e São Paulo é testemunha disso. E o que vai acontecer, inclusive, com
o saneamento básico hoje, privatizado na mão da Sabesp.
Mas o fato é
que aquilo que é referência em saúde - não só para a região de Campinas, mas
para todo o nosso país, para todo o nosso país - está, hoje, correndo o risco -
e agora eu estou absolutamente convencida, pela forma como isso está
acontecendo - de ser privatizado ou de ser autarquizado. Entregue para o Estado
e o Estado naturalmente passa às OSs, como está previsto para acontecer a
partir do ano de 2030.
E nós sabemos
que, quando se trata...
O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - REPUBLICANOS - Vossa Excelência pode concluir?
A SRA. ANA PERUGINI - PT - Pois não? E nós sabemos que,
quando se trata de uma autarquização, esta Casa de Leis é que limita todo o
escopo daquilo que pode e daquilo que não pode, nenhuma vírgula a mais e
nenhuma vírgula a menos.
Então eu venho
aqui trazer a notícia do que está acontecendo na Unicamp. Dizer que, de forma
truculenta, os trabalhadores não foram ouvidos nesta Casa, como ficou acordado
em relação aos requerimentos que foram propostos, e que isso precisa acontecer.
Que não haja
ferimento de um processo equânime. Sugeri ao sindicato que entrasse com um
mandado de segurança, deputada Bebel, porque, em reunião extraordinária - uma,
inclusive, online -, para se aprovar rapidamente algo que deveria ser discutido
com os trabalhadores também - e não aconteceu -, merece ser objeto de um
mandado de segurança, para que haja suspensão por abuso de poder.
Eu tenho aqui
os dois requerimentos de audiência pública. Fiz o pedido por escrito, para que
houvesse uma manifestação do porquê da suspensão da audiência com os
trabalhadores, e espero que esta Casa e toda a Comissão de Saúde ajam com o
mínimo de responsabilidade, de justiça em relação àqueles que, de fato,
trouxeram nome à Unicamp, que é a maior referência hoje em Saúde e em Educação,
em todo o nosso estado, para todo o nosso Brasil.
Muito obrigada
pela tolerância.
O
SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputada. Parabéns pelo excelente trabalho. Deus abençoe V. Exa. e a
equipe também.
Falando em equipe, antes de chamar aqui
e seguir a lista, eu quero agradecer aqui na Casa, Campetti, a todos os
estagiários. Aqui está o Murilo, que é meu estagiário. Eles são muito
importantes para o nosso gabinete, não é, Professora Bebel? Os estagiários
fazem a diferença aqui.
Eu quero dizer que amo a equipe que
trabalha comigo, em nome da Gisele aqui, o Gilberto, em Sorocaba e na região.
Os estagiários também são importantíssimos. Então todos os estagiários de todos
os gabinetes, de deputados e deputadas, sintam-se cumprimentados nesta tarde.
Seguindo a lista dos oradores,
Professora Bebel tem o tempo regimental. Desculpa, Professora Bebel. Danilo
Campetti. Você me perdoa, Danilo? Deputado Danilo Campetti. Meu amigo, Danilo
Campetti, trabalhador, também, trabalhando em São José do Rio Preto e em todo o
estado de São Paulo. Encontrei o homem lá na divisa do Paraná. Parece que é um
veterano aqui na Casa. Tem nosso respeito.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, Sr. Presidente. Uma
honra estar sendo presidido por V. Exa., deputado Vitão do Cachorrão. Quero
cumprimentá-lo, agradecê-lo pela oportunidade.
Cumprimentar as
Srs. Deputadas, Srs. Deputados, cumprimentar os servidores da Casa, os
estagiários também, que tanto nos ajudam aqui nos trabalhos legislativos,
cumprimentar as assessorias, cumprimentar quem nos assiste pelas galerias, pela
Rede Alesp, um cumprimento especial aos meus irmãos policiais militares.
Capitão Dirceu
aqui presente, representando o coronel Roldan, que é o nosso responsável aqui
pela assessoria militar da Assembleia Legislativa, a Polícia Militar que ontem
completou 194 anos, nossa querida Polícia Militar do estado de São Paulo. Fica
o meu respeito, o meu abraço ao nosso comandante-geral, coronel Coutinho,
subcomandante, coronel Erick, e aos mais de 90 mil policiais militares que
todos os dias saem das suas casas para defender a nossa população.
Cidadãos,
servidores vocacionados que prestam um serviço fantástico à segurança aqui do
nosso estado de São Paulo. Então, capitão Dirceu, em seu nome, leve nosso
abraço, coronel Roldan, e fica aqui o registro a todos os valorosos policiais
militares do estado de São Paulo.
Nosso eterno
respeito e admiração. É na Polícia Militar que eu tive o privilégio de ter
muitos - eu chamo professores -, porque fui policial civil, hoje sou policial
federal, mas aprendi muito com os meus irmãos da Polícia Militar. Então, nosso
muito obrigado em nome de todo o povo paulista, à nossa querida Polícia
Militar, Sr. Presidente.
Polícia
Militar, que aqui no estado de São Paulo presta um excelente trabalho, mas
outra Polícia Militar, no estado de Minas Gerais, teve trabalho nesse fim de
semana, como não poderia deixar de ser. Por favor, Machado.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
É a imagem que
fica das manifestações da esquerda, que trouxe 13 mil pessoas aqui na Paulista,
13 mil, segundo o Observatório da USP. Está lá escrito: 13 mil pessoas na
Paulista, segundo o Observatório da própria USP. Então tem que conversar com a
USP, e manchou a nossa Avenida Paulista de Vermelho.
Que bom que
eram as manifestações que eu frequento desde 2013 e que deixavam a nossa
Avenida Paulista toda coberta das cores da nossa Pátria, o nosso verde e
amarelo, aquelas cores que nós honramos e que nós temos o privilégio de ter na
nossa bandeira nacional. Então nas manifestações da direita, quando centenas de
milhares de pessoas deixavam a Paulista, não tinha um papel no chão.
A Sra. Tábata,
que foi presa lá, foi solta à noite, ela pichou com uma tinta vermelha um
monumento público, e ela foi solta à noite. A Débora está presa, está presa por
ter escrito de batom. “Ah, mas deputado, ela foi só se manifestar”.
É o que eu
sempre digo aqui, senhoras e senhores que me acompanham, o duplo padrão. A
esquerda pode tudo, a esquerda se manifesta, a direita não pode; é golpe de
Estado. Aí vai acabar dando 16 anos de prisão, mas essa senhora aí saiu à noite
e está lá o monumento pichado até hoje, está lá esse monumento fechado. Então a
gente vai ficar aqui expondo sim as injustiças e esse duplo padrão que hoje
existe no que se refere à defesa da nossa democracia.
Aliás, aliás, Sr. Presidente, para
concluir, o tema das manifestações da esquerda eram “Congresso inimigo do
povo”. Ah, não tem deputado de esquerda no Congresso? Não tem deputado... Então
eles estão incluídos, são inimigos do povo também. Pois é, não é?
Por quê? Porque votaram o PL da
Dosimetria, porque votaram um PL que traz justiça, porque votaram um PL que
corrige a desproporcionalidade das penas. Como a Débora foi condenada a 16 anos
de cadeia por escrever com batom em uma estátua na frente do STF e essa senhora
saiu no mesmo dia, ela pichou um monumento e saiu no mesmo dia, à noite. Então
nós vamos continuar aqui mostrando esse duplo padrão no que se refere às
manifestações da direita e da esquerda.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE -
VITÃO DO CACHORRÃO - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado Danilo Campetti. Agradecer, também, à Polícia Militar, à Polícia Civil
aqui da Casa e dizer que eu estou fazendo uma moção de aplausos para vocês, que
ficam de pé aí, às vezes de madrugada, no frio ali fora - fez muito frio esse
ano.
Então,
estou fazendo uma moção de aplausos para os policiais aqui da Casa, tanto a
Civil como policial militar, Campetti. Serve para V. Exa. também, que foi
policial.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE -
VITÃO DO CACHORRÃO - REPUBLICANOS - Vamos para a
lista, Bebel, dos grandes oradores. Acabou o tempo dos pequenos oradores, a
gente já entrou na lista do Grande Expediente, desculpa. E o primeiro aqui do
Grande Expediente é o decano, o rei dos votos, Eduardo Suplicy, tem o tempo
regimental de dez minutos para o uso da palavra.
*
* *
-
Assume a Presidência o Sr. Danilo Campetti.
*
* *
O SR. EDUARDO
SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Cachorrão, deputada Ana
Perugini, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, mais uma vez, subo a esta tribuna
para denunciar a violência com que trabalhadores e trabalhadoras têm sido
tratados em nossa cidade.
Hoje, pela manhã, no bairro do
Brás, o que se viu foi uma verdadeira cena de guerra. Um grande contingente de
agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar foi mobilizado para
realizar apreensões de mercadorias de trabalhadores ambulantes.
As imagens mostram abordagens
violentas e humilhantes dirigidas a pessoas que estavam simplesmente tentando
trabalhar, conseguir uma sobrevivência com dignidade. Eu gostaria de pedir, Sr.
Presidente, que possa ser transmitida pela TV as cenas do que aconteceu hoje de
manhã no Brás.
* * *
- É exibido o vídeo.
* * *
Bem, o que essas imagens mostram
não são criminosos. O que vemos são homens e mulheres trabalhadores, muitos
imigrantes, chefes de família que acordam de madrugada e enfrentam sol, chuva e
insegurança para garantir o sustento de suas casas; pessoas que, diante da
falta de oportunidades formais, encontraram no comércio ambulante uma forma
honesta de sobreviver.
É preciso dizer
com toda clareza: trabalhador ambulante não é inimigo da cidade. Trabalhador
ambulante não é caso de polícia. É parte viva da economia popular, da cultura
urbana e da história das nossas cidades.
A Prefeitura de
São Paulo, ao optar pela repressão e pela violência, escolhe o pior caminho. Ao
invés de dialogar, organizar e regularizar, prefere impedir as pessoas de
trabalhar, produzindo mais exclusão, sofrimento e injustiça.
O comércio
ambulante gera renda, movimenta a economia local, atrai consumidores de todas
as cidades do Brasil inteiro e inclusive de outros países da América Latina.
Quem conhece o Brás sabe disso. Ao reprimir o comércio, a prefeitura destrói
meios de subsistência, abre mão de arrecadação, enfraquece a vitalidade
econômica da própria cidade.
Foi diante
desse cenário de violência recorrente e ausência de políticas públicas que
ontem protocolamos nesta Casa um projeto de lei muito importante, construído a
muitas mãos, com escuta ativa dos trabalhadores e trabalhadoras ambulantes e
assinado juntamente com os deputados Luiz Claudio Marcolino e Ediane Maria.
Trata-se do
Projeto de lei nº 1.382, de 2025, que institui o Pacto Estadual de Apoio ao
Comércio e à Prestação de Serviços Ambulantes no estado de São Paulo. Quero
explicar esse projeto com cuidado. Sabemos que a competência constitucional
para regulamentar o comércio ambulante é dos municípios. O estado não interfere
nessa autonomia, mas isso não significa omissão diante de tantas violências e
injustiças.
É nosso dever
estimular boas práticas, oferecendo apoio técnico, recursos e diretrizes
baseadas em Direitos Humanos. O projeto reconhece formalmente o comércio
ambulante como forma legítima de trabalho e sustento. Ainda hoje muitos
governos tratam essa atividade como problema urbano, quando ela deveria ser
vista como política de trabalho, renda e inclusão social.
O texto afirma
que ambulante não regularizado não é criminoso. A ausência de licença é
infração administrativa, passível de orientação ou multa, mas não pode jamais
justificar a violência, a humilhação ou repressão armada.
Por isso, o
projeto deixa claro que a fiscalização do comércio ambulante não deve ser feita
por forças da Segurança Pública. Polícia Militar e guardas municipais não
existem para fiscalizar posturas administrativas. Essa confusão transforma
trabalhadores em alvos e aprofunda a violência institucional.
Outro ponto
central é a apreensão de mercadorias. Ela não pode ser tratada como algo
natural. Quando o ambulante não está regularizado, isso revela mais a
incapacidade do poder público em oferecer caminhos reais de regularização do
que qualquer infração do trabalhador.
A mercadoria
apreendida é o capital de giro dessas pessoas, muitas vezes adquirida por
empréstimos ou consignação. A apreensão destrói o sustento imediato e aprofunda
desigualdades. Por isso, o projeto veda a apreensão de mercadorias ilícitas,
deixando claro que a simples ausência de licença não autoriza essa medida
extrema.
O projeto trata
ainda de algo essencial: a autorização de trabalho precisa ter um tempo
minimamente decente. Não é possível construir uma vida com licenças precárias e
temporárias.
Cito o programa
“Tô Legal”, da Prefeitura de São Paulo, que concede autorizações por no máximo
90 dias. Isso não é política pública, é instabilidade permanente. Ser ambulante
não é algo passageiro. Para a maioria, é profissão de vida, negócio de família.
Pesquisa do
Dieese mostra que 72% dos ambulantes não querem deixar de ser ambulantes. Eles
querem trabalhar com dignidade, previsibilidade e respeito. Por isso, o projeto
estabelece que municípios que aderirem ao pacto devem priorizar licenças
permanentes ou com duração adequada, garantindo segurança econômica,
respeitando os casos em que o próprio ambulante prefira autorizações
temporárias.
Outro eixo
fundamental é a participação social, pois não se constrói política pública de
cima para baixo. O texto estimula conselhos municipais e institui no âmbito
estadual o Conselho Estadual de Comércio e Serviços Ambulantes com composição
paritária entre governo e trabalhadores.
Propomos também
a criação de um sistema estadual de registro de violações de direitos ligado à
ouvidoria da Secretaria da Justiça e Cidadania para receber denúncias de
violência institucional e apreensões abusivas, garantindo sigilo, proteção aos
denunciantes e transparência.
O projeto prevê
apoio técnico aos municípios, capacitação de fiscais, gestores públicos,
incentivo a feiras populares, infraestrutura mínima nos locais de trabalho,
como banheiro, água potável, iluminação, acesso a microcrédito, inclusão
produtiva e valorização de boas práticas.
O impacto orçamentário
é extremamente reduzido. Mesmo no cenário máximo, o custo estimado representa
cerca de 0,05% do orçamento estadual. Além disso, o projeto se apoia em
estruturas já existentes, como a ouvidoria, o Qualifica São Paulo, o Via
Rápido, o Banco do Povo r a regularização amplia a arrecadação, tanto do estado
quanto dos municípios, e reduz gastos com repressão e conflitos urbanos.
Antes de
concluir, agradeço a todas e todos que contribuíram para esta proposta: Ana
Lídia Aguiar, Ananda Endo, Daniel Fabri, Mayra Vanucci, Luciana Itakawa, Thiago
Rangel e Tainá Góes, do Fórum dos Trabalhadores, do Fórum dos Ambulantes, do
Centro Gaspar Garcia, da Unicab, da Jaciara, do Sindicato dos Permissionários e
do Movimento de Trabalhadores Sem Direitos, além de toda a minha querida
equipe.
Finalizo
reafirmando minha convicção de que o estado de São Paulo não pode se omitir
diante da violência e da exclusão. Precisamos, sim, trocar a lógica da
repressão pela lógica do cuidado, da organização e do respeito ao trabalho e à
livre iniciativa econômica.
Convido as
deputadas e os deputados desta Casa a conhecerem este projeto e a se somarem
como coautores. Defender os trabalhadores ambulantes é defender o direito ao
trabalho, à dignidade e à cidade, é defender a justiça social.
Muito obrigado.
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS
- Muito obrigado, deputado Eduardo
Suplicy. Seguindo a lista de oradores, convido a deputada Professora Bebel, em
permuta com o deputado Teonilio Barba. Vossa Excelência tem a palavra pelo
tempo regimental de dez minutos.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde,
Sr. Presidente. Não vou chamar no diminutivo, porque institucionalmente V.
Exa., deputado Danilo Campetti, está na direção dos trabalhos, mas saiba que eu
nutro respeito por todos os deputados e deputadas desta Casa, qualquer que seja
a coloração partidária que tenha. Nós temos divergências políticas, por óbvio.
Eu não concordo
com as avaliações que V. Exa. fez dos dias de lutas, quase que consequente, que
nós temos feito na Avenida Paulista e que, por muito tempo, a gente não via
tanto vigor popular.
Estou falando
de povo, popular, daqueles que dizem o seguinte: “O Brasil não aceita mais
injustiça. O Brasil não aceita impunidade. O Brasil não aceita injustiça
social. O Brasil não aceita, jamais, que questões tenham dois pesos e duas
medidas”.
E digo por quê?
Digo porque eu não aplaudo, deputado Major Mecca, nenhum presidente que vá
preso. É ruim para a democracia. Mas o presidente Lula foi preso, o presidente
Collor foi preso e agora está preso o presidente Bolsonaro, o ex-presidente
Bolsonaro.
Pois bem, só
que eles cumpriram todo o rito. Eles não cumpriram, não tiveram... Pelo menos,
desses aí, o presidente Bolsonaro e o Collor de Mello cumpriram o rito total de
uma autodefesa. O presidente Lula foi preso sem o direito da livre e ampla
defesa. E depois foi constatado que não tinha provas sobre ele.
Então o povo
está vindo para a rua, sim. Alertou, alertou que, na hora do tarifaço, quem vai
lá brigar pelo povo é o presidente Lula. Na hora de defender até os
empresários, é o presidente Lula que vai lá. E isso não é pouca coisa, isso é
muita coisa.
Isso é você ter
um modelo de um presidente que é estadista, que olha para todas as classes
sociais e tem clareza das limitações da concepção que eu sonho e que ele sonha,
mas que ele sabe que, em sendo um país ainda de luta de classes, é o país que
ele consegue governar, da forma como ele está governando, brilhantemente.
Eu gostaria só
que colocasse aqui na tela acho que um dos feitos espetaculares que nós tivemos
nesse governo, que é a... Isso foi um sonho, deputado, senador Eduardo Suplicy,
um sonho dos nossos professores de ter a isenção do Imposto de Renda. Porque
10%, para quem ganha cinco mil reais, significa quinhentão, 500 reais a menos,
que, multiplicados por 12 meses, dão seis mil reais. Nós vamos ter o 14º
salário, uma gama enorme da minha categoria e outras categorias.
A classe
trabalhadora foi atendida nesse quesito, assim como já foi aprovada, por
exemplo, a lei que reduz a jornada 6x1, que, ao invés de ser 44, será 40 horas.
Então pediria... Pode pôr.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Muito obrigada.
Agradeço. Mas esse é o balanço que eu tenho do governo que eu defendo, do governo
que eu lutei, que todos nós lutamos para que fosse eleito. E entregar para o
povo, se não for a totalidade, entregar para o povo aquilo que lhe é de
direito. O direito de ter uma vida digna. Não pagar tantos impostos como está
pagando.
Veja, em Piracicaba,
o prefeito de Piracicaba aumentar o IPTU, sobremaneira chega quase a dobrar o
valor do IPTU da população, teve reação. O prefeito teve que recuar e vai ter
que fazer uma discussão com toda a sociedade de Piracicaba.
Estivemos lá,
de uma forma ou de outra, meu mandato, de tudo, para que nós possamos
minimamente lutar, desde aqui embaixo, para que o presidente Lula possa
combater a pobreza neste país e também nos municípios.
Eu costumo dizer, Piracicaba, quando eu estava
candidata a prefeita, eu dizia que tinha duas Piracicabas, uma visível e outra
invisível. A invisível é a que mais sofre. É aquela que é esquecida na
periferia e que os impostos passam a ser sentidos por eles, lá da periferia, de
uma forma muito dura. De que forma esse povo vai ter casa? Como vai ter
regularização fundiária? Como é que nós vamos garantir casa própria para todos?
Eu, na minha
campanha, visitei casas de papelão. Se chovesse, derretia sobre as pessoas.
Então eu acho que nós estamos no momento de dar as mãos. Eu acho que os
governantes todos têm que parar para pensar se é tirar cada vez mais do pobre
ou se, na verdade, buscar a justiça, através da justiça tributária e através da
distribuição, e distribuição de renda, enfim, de direitos para toda a população
carente.
E, para
terminar, eu quero discordar, deputado Danilo Campetti, com todo o respeito,
dizer: V. Exas. também não punham os milhões que falavam que punham. Agora,
quando a gente vai, são dez mil pessoas, jamais. Se tem uma pessoa que tem
olhar, que sabe, olha numa plateia e sabe quantos milhares tem aqui, sou
eu. Porque eu já subi lá naquele
caminhão com 500, com mil, com dez mil, com 20 mil, com 30 mil e com 100 mil
pessoas. Eu tenho noção.
Lotar quatro,
cinco quadras da Avenida Paulista, de longe, não dá só 16 mil pessoas. Então
vamos ter dignidade. “Quando sou eu, boto centenas de milhares. Quando é a
esquerda, é pouquinho”. Não, não foi pouquinho. Incomodou. E o Congresso, sim,
é inimigo. Parte do Congresso é, porque está votando políticas contra o povo.
Não pode. E nós temos que fazer esse debate. E aí não é passar a mão na cabeça
de ninguém.
Por último, não
menos importante. A nossa categoria, só para terminar mesmo, para não... Nossa
categoria está sofrendo muito. As mães atípicas, os estudantes atípicos, enfim,
as professoras. Também o fechamento do noturno para quem estuda Educação de
Jovens Adultos, que não tiveram a oportunidade de estudar em idade própria, e
também fechar o noturno para quem faz o ensino médio, isso é a maior injustiça
que nós estamos enfrentando aqui, no estado de São Paulo.
Não bastasse,
deputado, senador Eduardo de Suplicy, tem uma outra questão também - senador,
deputado, que primeiro é o mais especial: senador - não bastasse, estamos
fazendo uma tal de cisão. Você sabe o que é cisão? É fechar salas de aulas e
entuchar um monte de aluno em outras salas de aula e ter superlotação de salas
de aula.
Ora, há algo
com que eu concordo: há uma redução na taxa de natalidade, reduziu o número de
alunos. Mas não é por isso que nós vamos superlotar, porque a gente sempre
trabalhou nas escolas com número ideal de alunos, agora está na hora de colocar
esse ideal no real, no máximo 25 alunos por sala de aula, de 20 a 25, não 30,
35, 40, como sempre foi, e os professores tendo que lidar com adversidade.
Amanhã vamos
estar todos e todas lá na frente. O senhor está convidado, gostaria da sua
presença, quero a sua presença lá para falar, deputado, e também até quem não
concorda comigo, para ver o que eles falam, porque na hora em que vocês
ouvirem, vocês vão dar razão para eles.
Os professores
não aguentam mais. Nós vamos estar às 16 horas, amanhã, lá na Praça da
República. Eu conto com a presença de todos e todas que me assistiram nesta
sessão. É uma sessão de expediente, de Grande Expediente, aqui da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputada Professora Bebel. Seguindo a lista de oradores, convido o
deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.)
Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado
Rafa Zimbaldi. (Pausa.)
Deputado Edson Giriboni. (Pausa.)
Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado
Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar.
(Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)
Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputada Leci
Brandão. (Pausa.) Deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben.
(Pausa.) Deputado Dr. Elton. (Pausa.) Deputada Andréa Werner. (Pausa.) Deputado
Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputado Major Mecca.
Vossa Excelência tem a palavra pelo tempo regimental de 10 minutos.
O SR. MAJOR MECCA - PL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, deputado
Danilo Campetti, deputadas e deputados que se encontram nesta Casa Legislativa,
nossos irmãos de farda, policiais militares que defendem o nosso trabalho, que
nos protegem, que defendem e protegem o povo do estado de São Paulo, todos
vocês que estão na galeria e estão nos acompanhando pela TV Alesp.
Eu acredito que
não seja inédito, que não seja algo novo para ninguém que o Brasil está
entregue nas mãos de bandidos, entregue nas mãos do crime. Nós sabemos hoje que
se uma mãe de família sai de casa para ir ao supermercado, ela corre o risco de
ir ao estacionamento do supermercado, ser jogada dentro do porta-malas e ser
levada para um cativeiro para que possa fazer transferências bancárias.
É torturada,
submetida à violência, e a gente sabe que para o bandido não dá nada, porque a
legislação aqui busca punir os policiais, busca punir o cidadão de bem, mas o
bandido pode ficar à vontade.
E eu chamo a
atenção desta tribuna para que todos vocês acompanhem. Há poucos instantes foi
trazido aqui à tela deste plenário a ação de policiais militares ali na região
da 25 de Março ou no Brás. Meus irmãos, vocês estão de parabéns pela postura,
pela coragem, pelo heroísmo de manter-se firmes na manutenção da ordem e na
manutenção da paz.
Eu tenho uma
proximidade muito grande com os comerciantes da área central, bem como com os
moradores da área central. E nós sabemos o quanto esse povo sofre na mão dos
desordeiros, dos traficantes, dos baderneiros.
E nós estamos
trabalhando junto ao governo do Tarcísio de Freitas, junto à Secretaria de
Segurança Pública, o coronel Mello Araújo, na Prefeitura, para que nós possamos
revitalizar o centro da cidade, retirar das ruas aquele morador, aquela pessoa
que, através da miséria, hoje, mora numa calçada, mora num beco, e é um
trabalho intenso para retirar essa pessoa da miséria.
Mas, pelo que
nós fazemos a leitura nas Casas Legislativas, na verdade, o propósito do PT é o
contrário: eles querem, sim, enfraquecer a polícia e fortalecer o crime. Eu
estou dizendo aqui do Projeto de lei nº 1.318, que foi protocolado pelos
deputados do PT. Primeiro, partindo da inicial, que é a justificativa do
projeto de lei, é alicerçado na APDF nº 635, aquela APDF, Danilo Campetti,
aquele desastre que no Rio de Janeiro permitiu o avanço e domínio territorial
do crime organizado, eles querem aprovar projetos de lei aqui em São Paulo que
subtraem o poder de polícia e as ações policiais.
Eu cito o Art.
15 desse projeto de lei, Campetti, fala a seguinte coisa: “o servidor que tomar
parte em qualquer conduta dolosa de violação dos direitos humanos será passível
de demissão”. Ou seja, já parte do princípio de que o policial não respeita os
direitos humanos, de quem quer que seja, seja do cidadão, seja do criminoso.
Ou seja,
parte-se do princípio de que o responsável pela violência no estado de São
Paulo, no Brasil, são os policiais. Esse é o conceito marxista, esse é o
conceito que o PT, que o PSOL tem de todos nós policiais. E demonstram isso com
toda a sua gestão pública, é um presidente que a gente tem que ouvir que
diminuiu a desigualdade no Brasil. Ele viaja tanto que dá para ver que
realmente ele não tem tempo para constatar o que acontece nas ruas, seja no
estado de São Paulo, seja em qualquer unidade federativa.
Essa
glamourização absurda da favela, onde o pobre está dentro do esgoto, o pobre
está abandonado. E insistem em políticas assistencialistas, para dar esmola e
fazer a manutenção do poder. Falam, falam, falam, está aí: ficaram quanto, 20
anos no poder neste país?
Nunca fizeram
nada para alterar a situação da pobreza, da vulnerabilidade nas periferias. E a
gente fala aqui porque eu fui criado na periferia, eu sou filho de policial, e
não tem policial que saiu de bairro nobre; todos os policiais saíram da
periferia, e nós sabemos no que se transformou a periferia na gestão do PT e do
PSOL: espaços e territórios dominados pelo crime organizado.
Não é à toa que
nós testemunhamos essas tentativas de legislação para proteger o bandido, para
proteger o crime organizado, para proteger o tráfico de drogas, porque, nesse
projeto aqui, se classifica operação com duas viaturas, já trata-se de operação
policial que necessita de autorização do Ministério Público, da Corregedoria da
Polícia, da Ouvidoria, do Conselho Tutelar.
Ou seja, uma
burocratização que impede o combate ao crime. Ou seja, não entendem nada de
Segurança Pública, não fazem ideia do que significa policiamento preventivo,
ostensivo, policiamento repressivo. Não têm a mínima ideia. Iniciativas
extremamente desastrosas, e querem fazer discurso aqui que estão preocupados
com os policiais.
Preocupados
como? Como aquela iniciativa lá no Guarujá, no litoral paulista, quando os
policiais da Rota foram executados? Quando os veteranos foram executados na
porta de casa?
Quando a Rota e
os BAEPs deram início a uma operação e os deputados do PT e do PSOL, junto com
um ouvidor de polícia, foram lá no Guarujá junto com os familiares dos bandidos
que atiraram nos policiais fazer manifestação chamando policial militar de
assassino?
Só que hoje a
Polícia Militar tem representante nesta Casa Legislativa com condições
técnicas, com condições e conhecimento tático, 32 anos nas ruas prendendo
bandido, trocando tiro junto com a tropa, que não vai...
Eu não vou
permitir que essas narrativas sejam entregues como verdade ao povo de São Paulo
e ao povo do Brasil. Projetos de lei como esse... Não é só esse não, tem o nº
1.318, tem o nº 1.277, tem o nº 1.327, todos em desfavor da Polícia Militar,
das policias do estado de São Paulo.
Nós temos que
nos preocupar com o povo trabalhador, com o cidadão de bem. Nós nos preocupamos
com as injustiças neste país, sim, mas eles se preocupam com os bandidos.
Injustiça feita a trabalhadores, a mulheres, a mães de família, a avós que
estão no cárcere injustamente que responderam processos arbitrários e que, para
eles, têm que apodrecer na cadeia.
Um
representante da República que sofre perseguição política, eles não querem nem
saber. É uma política de Direitos Humanos de araque, que só serve para proteger
e defender bandido. A vítima dos bandidos e os policiais, para eles, que se
lasquem. Eles não estão nem aí.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado Major Mecca.
O SR. MAJOR MECCA - PL -
Presidente, havendo acordo de lideranças, solicito a V. Exa. a suspensão dos
trabalhos... O levantamento dos trabalhos... Suspensão até as 16 horas e 30
minutos, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - É
regimental o pedido de V. Exa., muito obrigado, deputado Major Mecca. Os
trabalhos estão suspensos até...
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
Permita-me, pela ordem, apenas para dizer que...
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Pela
ordem, deputado Eduardo Suplicy,
O SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
PARA COMUNICAÇÃO - Com todo o respeito ao Major Mecca, nós vamos continuar a
aprofundar esse debate sobre o qual nós falamos agora. Eu tenho o maior
respeito por todos que trabalham na Polícia Militar, mas há ocasiões em que há
abusos e precisamos prevenir de como minimizar esses problemas. Mas nós vamos
continuar o diálogo nesses próximos dias aqui, vamos debater.
Obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado Suplicy. Então, havendo acordo de lideranças, declaro os trabalhos
suspensos até as 15 horas e 30 minutos. Uma boa tarde.
*
* *
- Suspensa às 15 horas e 40 minutos, a sessão
é reaberta às 16 horas e 31 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Reaberta
a sessão. Ordem do Dia.
*
* *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há
sobre a mesa o requerimento do nobre deputado Carlos Giannazi, com o número
regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a
constituição de uma comissão de representação com a finalidade de acompanhar as
sessões do Senado Federal em que será deliberado o PLP nº 21, de 2023, que
trata do descongelamento de tempo de contribuição dos servidores públicos, a
realizar-se no dia 16 de dezembro do corrente ano, em Brasília, a ser custeado
via verba de gabinete.
Em votação. As Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 792, de 2024, de autoria do deputado André Bueno.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 1.278, de 2025, de autoria da deputada Dani
Alonso.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 489, de 2019, de autoria da deputada Delegada
Graciela.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 570, de 2020, de autoria do deputado Ricardo
Madalena.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 430, de 2023, de autoria da deputada Valéria
Bolsonaro.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 1.307, de 2025, de autoria das deputadas Profª
Camila Godoi e Letícia Aguiar.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Há sobre a mesa o Requerimento de
Urgência ao Projeto de lei nº 56, de 2025, de autoria dos deputados Dr. Eduardo
Nóbrega e Ricardo França.
Em discussão. Não havendo oradores
inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado.
Convocação. Sras. Deputadas e Srs.
Deputados, nos termos do Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art.
45, § 5º, ambos do Regimento Interno, convoco reunião extraordinária da
Comissão de Fiscalização e Controle a realizar-se hoje às 16 horas e 45
minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto
de decreto legislativo nº 46, de 2025, de autoria da Comissão de Finanças,
Orçamento e Planejamento.
Convocação. Sras. Deputadas e Srs.
Deputados, nos termos do disposto do Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado
com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco reunião conjunta das
comissões de Constituição e Justiça; e de Finanças, Orçamento e Planejamento a
realizar-se hoje às 16 horas e 45 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a
finalidade de apreciar os seguintes projetos: Projeto de lei nº 1.303, de 2025,
de autoria da Mesa; Projeto de lei nº 1.304, de 2025, de autoria da Mesa.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Defesa dos Direitos do Consumidor; e de Finanças,
Orçamento e Planejamento a realizar-se hoje às 16 horas e 45 minutos, no Salão
Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 792, de
autoria do nobre deputado André Bueno.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa dos
Direitos das Mulheres; e de Finanças, Orçamento e Planejamento a realizar-se
hoje às 16 horas e 45 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade
de apreciar o Projeto de lei nº 1.278, de 2025, de autoria da deputada Dani
Alonso.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Saúde; e de
Finanças, Orçamento e Planejamento a realizar-se hoje às 16 horas e 45 minutos,
no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei n°
1.307, de 2025, de autoria das deputadas Profª Camila Godoi e Letícia Aguiar.
Nos mesmos termos, convoco reunião
conjunta das comissões de Constituição e Justiça; de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável; e de Finanças, Orçamento e Planejamento a realizar-se
hoje às 16 horas e 45 minutos, no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade
de apreciar o Projeto de lei n° 56, de autoria dos deputados Dr. Eduardo
Nóbrega e Ricardo França.
Nos termos dos dispostos do Art. 18,
inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 45, § 5º, ambos do Regimento
Interno, convoco reunião extraordinária da Comissão de Finanças, Orçamento e
Planejamento a realizar-se hoje às 16 horas e 45 minutos, no Salão Nobre Campos
Machado, para apreciar o Projeto de lei n° 489, de 2019, de autoria da deputada
Delegada Graciela.
O
SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Havendo acordo entre os líderes, queria solicitar a suspensão dos
trabalhos por trinta minutos, sem antes, porém, afirmar aqui e informar também
ao senhor que o pessoal de Ribeirão Grande está aqui e eles trouxeram o rojão,
que vai ser apresentado aos deputados e que depois nós vamos votar para que a
cidade de Ribeirão Grande se transforme na capital do rojão.
Então queria já convidar todos os
deputados, se estiverem por aqui, para degustar essa iguaria de Ribeirão
Grande, está bem?
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Perfeito. Havendo acordo de lideranças, vamos suspender os nossos trabalhos,
então, por 30 minutos.
Estão suspensos os trabalhos.
*
* *
- Suspensa às 16 horas e 37 minutos, a
sessão é reaberta às 17 horas e 19 minutos, sob a
Presidência do Sr. Gilmaci Santos.
*
* *
O
SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente. Por
entendimento entre os líderes, solicito mais dez minutos de suspensão da
presente sessão.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É regimental o pedido de Vossa
Excelência. Vamos suspender por mais dez minutos a nossa sessão.
*
* *
- Suspensa às 17 horas e 19 minutos, a
sessão é reaberta às 17 horas e 28 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci
Santos.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Sras.
Deputadas e Srs. Deputados, nos termos do Art. 6, inciso I, do Regimento
Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária a realizar-se hoje,
dez minutos após o término da presente sessão, com a finalidade de ser
apreciada a seguinte Ordem do Dia.
*
* *
-
NR - A Ordem do Dia para a 61ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
17/12/2025.
*
* *
O SR. DONATO - PT -
Pela ordem, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado, líder Donato.
O SR. DONATO - PT -
Por acordo de lideranças, peço o levantamento da presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental o pedido de Vossa Excelência. Srs. Deputados e Sras. Deputadas,
havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje, lembrando-os ainda da sessão
extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente
sessão.
Está levantada a sessão.
*
* *
-
Levanta-se a sessão às 17 horas e 30 minutos.
*
* *