
23 DE JUNHO DE 2026
25ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Presidência: GILMACI SANTOS
RESUMO
ORDEM DO DIA
1 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e abre a sessão às 17h18min. Coloca em discussão o PLC 06/2026, salvo emendas.
2 - PAULO FIORILO
Discute o PLC 06/2026, salvo emendas.
3 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Encerra a discussão e coloca em votação o PLC 06/2026, salvo emendas.
4 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Encaminha a votação ao PLC 06/2026, salvo emendas, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
5 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Coloca em votação e declara aprovado o PLC 06/2026, salvo emendas. Coloca em votação e declara rejeitadas, englobadamente, as emendas ao PLC 06/2026.
6 - DR. JORGE DO CARMO
Declara voto favorável às emendas da Federação PT/PCdoB/PV ao PLC 06/2026, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
7 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Registra a manifestação. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovado o PLC 08/2026, salvo emendas. Coloca em votação e declara rejeitadas, englobadamente, as emendas ao PLC 08/2026.
8 - DR. JORGE DO CARMO
Declara voto favorável às emendas da Federação PT/PCdoB/PV ao PLC 08/2026, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
9 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Registra a manifestação. Coloca em discussão o PL 593/2026, salvo emendas.
10 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Discute o PL 593/2026, salvo emendas.
11 - PROFESSORA BEBEL
Discute o PL 593/2026, salvo emendas.
12 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Encerra a discussão e coloca em votação o PL 593/2026, salvo emendas.
13 - DR. JORGE DO CARMO
Encaminha a votação ao PL 593/2026, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
14 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Coloca em votação e declara aprovado o PL 593/2026, salvo emendas. Coloca em votação e declara rejeitadas, englobadamente, as emendas ao PL 593/2026.
15 - DR. JORGE DO CARMO
Declara voto favorável às emendas da Federação PT/PCdoB/PV ao PL 593/2026, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
16 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Registra a manifestação. Encerra a sessão às 18h21min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Gilmaci Santos.
* * *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a
leitura da Ata da sessão anterior. Ordem do Dia.
Proposição em Regime de Urgência.
Discussão e votação do Projeto de Lei Complementar nº 6, de 2026, de autoria do
Tribunal de Contas do Estado. Em discussão. Para discutir a favor, o deputado
Paulo Fiorilo.
O
SR. PAULO FIORILO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas. Sr. Presidente,
eu, depois da discussão lá no Colégio de Líderes, quero dizer ao senhor, Sr.
Presidente, que eu sou favorável a esse projeto e vou aqui dizer o porquê.
Primeiro,
porque o Tribunal de Contas tem exercido um papel importante, em que pese ainda
é preciso avançar mais. Por que eu estou dizendo isso, Sr. Presidente? Nós
tivemos agora, recentemente, no último dia 17/06, a divulgação, a análise das
contas do governador Tarcísio referentes ao ano de 2025, e o
conselheiro-corregedor Marco Aurélio Bertaiolli gerou um parecer pela aprovação
favorável das contas do governador, com ressalvas.
Acho importante
destacar isso, porque o conselheiro indicou vários, mas vários problemas nas
contas do governador. O que eu disse aqui é que quem sabe um dia o tribunal avance
para reprovar as contas do governador. Mas eu preciso destacar aqui um dos
itens, que eu considero importantes, que o conselheiro apontou.
Aliás, cabe
também aqui uma observação, deputado Marcolino: na discussão ou na indicação da
vaga em que o conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli disputou, a bancada do
Partido dos Trabalhadores tinha uma outra posição.
E nós deixamos
claro ao conselheiro a importância de que, no exercício da sua função, ele
pudesse o fazer com a maior distinção, com a maior isenção possível. E aqui eu
faço, então, esse reparo para dizer que eu quero concordar com o conselheiro
nas observações que ele fez.
Ele tece aqui a
questão da renúncia fiscal e dívida ativa, que eu vou voltar a ela; a questão
do estado terceirizado; a questão da previdência e a Lei de Responsabilidade
Fiscal; a questão das emendas parlamentares; a questão da Saúde e da Educação;
e a questão da renúncia que cresce mais que a arrecadação.
É sobre isso
que eu quero falar, até porque eu sou favorável ao Projeto de Lei Complementar
nº 06, de 2026, porque nós precisamos reforçar o Tribunal de Contas para que
ele possa avançar nas análises. Mas sobre o que eu gostaria de tecer
comentários aqui em função dessa análise feita pelo conselheiro?
A análise do
Tribunal de Contas do Estado revelou que o volume de benefícios sobre impostos
superou os investimentos diretos feitos pelo Estado entre 2020 e 23. Para o
período de 2026 a 28, a previsão é que essas renúncias de receita cresçam 6,26%
ao ano, saltando de 83,05 bilhões para 93,77 bilhões - nós estamos falando de
um montante absurdo -, enquanto a arrecadação do governo deve avançar em um
ritmo menor, de 5,78% ao ano.
Foi detectada
ainda uma forte concentração desses benefícios: apenas 1% das empresas
cadastradas ficam com cerca de 80% de todos os benefícios concedidos, segundo
dados do próprio Tribunal de Contas do Estado.
Uma das
críticas apontadas pela auditoria do Tribunal de Contas do Estado foi a falta
de cruzamento de dados. A fiscalização descobriu que 3.301 empresas que
recebiam isenções ou reduções de ICMS estavam, ao mesmo tempo, inscritas como
devedoras do Cadastro informativo dos Créditos não Quitados, no Cadin. Entre
elas, 25 grandes devedoras acumulavam 3,9 bilhões em dívidas com o estado,
enquanto usufruíam de 12,2 bilhões em renúncias fiscais.
O conselheiro
Bertaiolli determinou o fim do sigilo para os casos de concessão de benefícios
fiscais a empresas, exigindo que o governo divulgue abertamente o CNPJ de todas
as beneficiadas.
Sr. Presidente,
essa decisão do conselheiro tem uma importância fulcral. Por quê? Nós estamos
debatendo aqui, já desde a Legislatura passada, a questão da transparência. E
nós somos obrigados agora, neste governo, a ouvir do secretário que ele não tem
como informar CNPJ, que ele só tem como informar setores; que avançou muito a
transparência na LDO, no Orçamento.
Pois bem, Sr.
Presidente - e aí eu já aproveito aqui para também tecer os meus comentários
sobre o outro projeto que diz respeito ao Tribunal de Contas. O Tribunal de
Justiça, através dos desembargadores, e eu faço questão aqui de mencioná-los...
O julgamento teve a participação dos excelentíssimos desembargadores Maurício
Fiorito, presidente sem voto, Paulo Barcellos Gatti e Ana Liarte, além do
relator Osvaldo Magalhães.
Do que trata a
decisão desses nobres desembargadores? De uma ação promovida por mim e pelo
deputado Barba, já na legislatura passada, em que os dois pediam a lista das
empresas que se beneficiam de tamanho volume de recursos desse Estado.
Recursos,
deputado Dr. Jorge, deputado Marcolino, deputada Paula, que uma parte deles
deveria ser devolvida para a Educação e para a Saúde, e que não é. Pior, porque
nós não sabemos qual o retorno o Estado tem de tamanho volume que é deixado de
cobrar. Vou usar essa expressão, que é a melhor. O Estado deixa de cobrar 80,3,
pode chegar a 99,7 bilhões.
Agora, o que
diz a sentença? É isso que interessa. Trata-se de uma ação ordinária proposta
por Paulo Roberto Fiorilo e Teonilio Monteiro da Costa, deputados estaduais, em
face do estado de São Paulo, objetivando a condenação do réu na obrigação de
fazer consistente no fornecimento de informações relativas às renúncias fiscais
de ICMS postuladas na petição inicial.
Especialmente:
a - estudo completo do impacto orçamentário financeiro dos benefícios fiscais;
b - motivação e interesse público na concessão de cada benefício; c - relação
das empresas beneficiadas pelas isenções; d - demonstrativo regionalizado dos
efeitos das renúncias; e - metodologia que justifique o direcionamento dos benefícios
a determinados contribuintes.
Pois bem, o
Estado perdeu na primeira instância, recorreu e agora perdeu na segunda
instância. Eu vou perguntar: governador, o senhor vai recorrer da terceira
instância? Eu tenho certeza disso. Agora, até quando o senhor vai omitir as
informações para os deputados e para esta Casa? Até quando o senhor vai
esconder esses dados, que são públicos?
Aliás, o
governo federal, o governo do Lula, que o senhor sempre procura esconder,
porque repassa dinheiro para o metrô, para o monotrilho, para o Trem
Intercidades, para o túnel de Guarujá e Santos, o governo do presidente Lula já
publicou a lista daqueles que são beneficiados pelas isenções fiscais. E o
senhor esconde, senta e esconde.
Aliás, o senhor
podia orientar o secretário da Fazenda, que vive enrolado na sua própria
secretaria com denúncias de corrupção, que quem sabe ele pudesse, pelo menos,
dar mais transparência. Quando não tem transparência, tem corrupção. Quando não
tem transparência, tem omissão. Aliás, é o que o senhor tem feito ao longo
desses anos, tem sido omisso e pouco transparente na questão das desonerações
fiscais.
Por isso, Sr.
Presidente, primeiro, dizer que esse projeto do Tribunal de Contas e também
depois do TJ tem uma importância enorme, porque reforça o trabalho,
principalmente daqueles que são técnicos, especialistas, que vão verificar qual
é a situação das contas, não só do governador, mas também das prefeituras.
Aliás, uma
outra iniciativa que a gente já teve aqui nesta Casa, quem sabe eu possa contar
também com o seu apoio, até pelo peso e a importância que o senhor tem, era de
que o Tribunal de Contas, junto com o Ministério Público, pudesse definir
critérios com relação a cargos de confiança das prefeituras, das câmaras
municipais, para que nem os prefeitos, nem os presidentes de Câmara fossem
surpreendidos em determinados momentos com decisões individuais, que acabam
impedindo o trabalho desses poderes.
E aí vamos ao
que interessa, que é a decisão do Tribunal de Justiça, já lido aqui.
Depreende-se, portanto, que a própria administração tributária estadual
reconheceu, ainda que a posteriori, a legitimidade da divulgação
individualizada das informações relativas aos beneficiários fiscais concedidos
a pessoas jurídicas, afastando expressamente as restrições anteriormente
suscitadas a título de sigilo fiscal.
Deputado Dr.
Jorge, esse governo, o governo passado, recorreu à expressão sigilo fiscal,
para não dizer quem são as empresas que recebem. E o Tribunal apontou empresas
que são devedoras, que usufruem de benefícios, quando deveriam ser punidas.
Revela-se, por
conseguinte, insubsistente à resistência oposta do presente feito à publicidade
de informações que a própria Fazenda Pública passou a disponibilizar ativamente
aos seus canais oficiais, com respaldo normativo expresso e chancela jurisdicional
dessa corte.
Logo,
incorporados os fundamentos supra, impõe-se o desprovimento do recurso, com a
manutenção integral da referida sentença, recorrida em todos os seus termos.
Pela fase recursal, nos termos do Art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários
advocatícios fixados na origem para seis mil reais. Ante o exposto, pelo seu
voto, nego provimento ao recurso, consoante especificado.”
Portanto, Sr.
Presidente, fica claro aqui que o Tribunal de Justiça - que teremos aqui mais
um projeto para ser votado e discutido, e que a bancada do PT também é
favorável - se mostra atento a uma tentativa do governo do estado, do
secretário da Fazenda, de omitir informações.
Desde o
primeiro dia, deputado Eduardo Matarazzo Suplicy, que completou agora 85 anos....
E eu quero aproveitar para dar os parabéns publicamente, dizer que eu
infelizmente não pude participar de sua festa, estava no interior, cumprindo
uma outra agenda e uma outra tarefa. E eu fecho aqui dizendo que o Tribunal de
Justiça continua atento a essas barbaridades de desvio do governo.
E eu dizia
aqui: desde o início, eu tive a oportunidade de conversar com o secretário
Kinoshita. E disse a ele, no começo do governo: “secretário, o senhor tem a
oportunidade de dar um passo importante, que o governo tucano - ou sei lá se
era tucano - do Doria não fez, que foi esconder os dados das desonerações
fiscais”.
O que fez o
secretário? “Vamos avançar, avançaremos”. Eu pedi, à época, deputado Jorge, até
para o corregedor, corregedor que agora virou membro do Tribunal de Contas. Eu
pedi e recorri, e, à época, o responsável pela Corregedoria dizendo: “não,
pede, que a gente vai dar”. Bom, eu estou pedindo.
Agora tem uma
decisão do Tribunal de Justiça. Eu espero, mas espero mesmo, que vocês não
recorram. Por quê? Vocês vão perder de novo. Vai demorar mais um ano, mais
dois, não tem problema. Nós vamos persistir, porque isso aqui é líquido e certo
- que vocês precisam divulgar a lista de CNPJ de quem é beneficiado.
Aliás, eu
queria dizer uma última coisa, deputado Luiz Claudio Marcolino: na legislatura
passada, deputado Dr. Jorge estava aqui, nós aprovamos... Nós não, né, o
governo, porque aqui é assim. O governo aprovou uma CPI que, à época, eles
achavam que ia ser boa, que era para discutir a questão de ICMS. Aí eles
perceberam que era um tiro no pé e resolveram esvaziar a CPI.
A CPI não teve
quórum, ela não permitia nem que a gente realizasse os convites. O que nós
fizemos? Uma CPI paralela. E a gente foi perceber que tem estados como o
Amazonas, que é um estado que dá transparência, coloca placas em frente às
empresas, tem no registro do produto “isenção fiscal”. Isso é uma lição de
transparência para esse governo. Faz o que o governador? Continua omitindo os
dados.
Agora, por fim
- em que pese o tema seja correlato, depois a gente vai poder discutir -, nós
estamos vivendo uma crise, que começou com o banco Master, agora para o
Digimais. E aí nós fizemos aqui... Nós não, de novo, o governo fez aqui uma
proposta de CPI, que era para discutir pirâmide, bitcoins.
Só que, assim:
a CPI, porque era pirâmide, tinha todas as prerrogativas para poder ouvir os
responsáveis pelo desvio de milhões e bilhões envolvendo o banco Master. E
pior: envolvendo o banco Master e envolvendo prefeituras do estado.
O que fez o
governo? Esvaziou. Deputado Luiz Claudio Marcolino era membro dessa CPI
importante. Aliás, o deputado Luiz Claudio Marcolino vem de um acúmulo
impressionante junto aos bancários, junto à sua categoria. Poderia ter ajudado
muito, mas preferiu, o governo, esvaziar a CPI.
Então eu quero
deixar aqui, primeiro, registrado isso: inadmissível a postura desse governo
com relação à desoneração, e também inadmissível a postura do governo de se
omitir, de se esconder, de tremer por conta da CPI que ia discutir as pirâmides
e, quem sabe, não poderia trazer luz a várias informações importantes, que
estão sendo agora investigadas pela Polícia Federal nas várias ações que estão
sendo feitas.
Começou com o
Master, Digimais, e vai continuar. Espero, Sr. Presidente, que isso acabe da
melhor forma possível, com aqueles culpados presos.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS
- Obrigado, deputado. Não havendo oradores inscritos está encerrada a
discussão.
Em votação o Projeto de lei Complementar
nº 6, de autoria... Em discussão.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Em votação o projeto, salvo emendas, com parecer favorável da reunião conjunta
das comissões...
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado Dr. Jorge.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Para indicar o
deputado Luiz Claudio Marcolino para encaminhar pela Federação PT / PCdoB / PV.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Tem o tempo regimental, deputado Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. Deputas e Srs.
Deputados, aqui o PLC nº 6, de 2026, que a nossa bancada, a Bancada do Partido
dos Trabalhadores vai votar favorável a este projeto que dispõe sobre a
extinção e criação de cargos no quadro do Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo.
Nós acabamos de
ouvir aqui o nobre deputado Paulo Fiorilo discorrendo justamente sobre a
posição do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, onde faz uma indicação da
aprovação das contas do governador do estado de São Paulo com ressalvas.
E com ressalvas
muito bem fundamentadas, tanto nas contas deste ano, como do ano passado, no
ano anterior, onde o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determina que o
Governo do Estado de São Paulo, o governador Tarcísio, tem que apresentar, de
forma transparente, quais são as empresas que recebem isenção tributária do
estado de São Paulo.
Nós estamos
falando de um orçamento de 400 bilhões de reais, que será o Orçamento de 2027,
de 80 bilhões de reais, que é a isenção tributária, que é a renúncia fiscal do
Governo do Estado de São Paulo para o exercício de 2027, como tem sido agora no
exercício de 2026.
Só que a maior
preocupação que tem, em relação a essa avalição do Tribunal de Contas do
Estado, em relação ao Governo do Estado de São Paulo, que esperamos que não
tenha dois pesos e duas medidas.
A gente tem
acompanhado a execução orçamentária de diversos municípios do estado de São
Paulo e o que a gente tem percebido na execução orçamentária, nobre deputado
Paulo Fiorilo, dos municípios, é que como o governo faz a isenção tributária
diferente da do governo federal, para o Governo do Estado de São Paulo, porque
no governo federal a isenção dialoga com a questão da folha de pagamento.
Então você faz
uma alteração, tem isenção tributária, isenção fiscal para as empresas, nós
sabemos quais as empresas hoje são beneficiadas, qual o CNPJ e qual é o
montante, mas impacta na folha de pagamento.
Quando olha
para o estado de São Paulo, nós temos hoje duas grandes arrecadações, o ICMS e
temos o IPVA. No caso do ICMS, da arrecadação do município, 25% volta para o
município e 75% fica nos cofres do Governo do Estado de São Paulo.
Em relação ao
IPVA, todo carro emplacado, todo carro emplacado no município, 50% fica para o
município e 50% fica para o cofre do tesouro do estado de São Paulo. E aí é que
cria o problema com os municípios.
A cota a parte
que o Estado deveria devolver para os municípios, tanto de ICMS quanto de IPVA,
acaba impactando de forma negativa, porque a hora que o governador Tarcísio
abre mão de 80 bilhões de orçamento do Estado, de orçamento do tesouro, esse
recurso, que deveria chegar aos municípios para a execução da Saúde, da
Educação, da Mobilidade, do investimento na Agricultura, esse recurso não chega.
E as
prefeituras não estão conseguindo fechar as suas contas, não fechou no ano de
2025, não vai fechar no ano de 2026. Então nós esperamos que agora, com esse
projeto aprovado, tenha o mesmo olhar que o Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo está tendo com o Governo do Estado de São Paulo, tenha também com os
municípios do estado de São Paulo.
Nós fizemos um
levantamento, inclusive, em diversos municípios o governo não tem repassado
recursos, não tem repassado recursos das transferências voluntárias e não tem
repassado os recursos das transferências constitucionais, como deveria.
Porque a
isenção tributária tem impactado negativamente nos 645 municípios do estado de
São Paulo, todos os municípios, todos os municípios. Porque as duas maiores
receitas justamente é o ICMS e é o IPVA.
Outro elemento
importante. Quando o Governo do Estado de São Paulo não garante a transparência
na execução da sua isenção tributária, o que acaba acontecendo muitas vezes? O
governador Tarcísio aprova setores. Então tem setores da economia que são
beneficiados com a isenção tributária, são beneficiados com a renúncia fiscal.
Vou dar dois
exemplos importantes para nós, que somos da grande São Paulo, ou mesmo do
estado de São Paulo. O setor de energia no estado de São Paulo é beneficiado
com a isenção tributária, com a renúncia fiscal.
E nós estamos
acompanhando tanto aqui o caso da Enel como o caso da Sabesp, que são duas
empresas que foram privatizadas nos governos anteriores. Inclusive, a Sabesp, o
governador Tarcísio privatizou uma empresa importante para o desenvolvimento do
estado de São Paulo. Essas duas empresas, por serem empresas de energia, têm
direito à isenção tributária, têm direito à renúncia fiscal.
Nós temos
empresas como empresas que... Pega lá, que tem levedura de cerveja. Nada contra
quem gosta de tomar uma cerveja, mas será que é importante para a população do
estado de São Paulo garantir isenção tributária e renúncia fiscal para empresas
que trabalham com levedura de cerveja?
A Sabesp e a
Enel, que têm essa renúncia fiscal, no último período têm tratado a população?
Por ser uma empresa de concessão pública, de serviços públicos, têm tratado bem
os seus consumidores? Têm aumentado ou diminuído o valor da conta de luz, da
conta de água?
Porque se essas
empresas estão sendo beneficiadas com renúncia fiscal, o mínimo era garantir
uma redução do valor da conta de luz, do valor da conta de água, aumentar a
quantidade de benefícios para a população de baixa renda no estado de São
Paulo. Mas o que a gente houve falar da Sabesp é que tem aumentado cada vez
mais o valor da conta de água da população do estado de São Paulo.
Então é disso
que nós estamos tratando. Quando falamos em renúncia fiscal, quando falamos em
isenção tributária, o governo está tirando dinheiro da Educação, dinheiro da
Saúde, dinheiro da mobilidade, dinheiro para o atendimento da população, hoje
altíssima no estado de São Paulo. Está tirando dinheiro de recursos para a
Cultura, para a Educação, para a população idosa e está garantindo dinheiro
para alguns setores da economia.
Quando eu falo
em setor da economia, não avalia se aquela empresa está indo bem ou não. Nós
não somos contrários que uma ou outra empresa possa ter isenção tributária,
possa ter renúncia fiscal. Empresa que, porventura, coloca ali como compromisso
garantir o emprego dos trabalhadores, reduzir o preço do produto para o
consumidor final, que é a população do estado de São Paulo. Mas não é isso o
que acontece.
Por isso que,
para a gente, votar esse projeto do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo,
para a nossa bancada, é um projeto importante. Votaremos favoravelmente, mas
queremos cobrar do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo a parte da
aprovação da criação de novos cargos, que tenha também um olhar para os
municípios do estado de São Paulo, tenham suas contas avaliadas pelo Tribunal
de Contas do Estado de São Paulo, levando em consideração que o Governo do
Estado de São Paulo está tirando 80 bilhões de reais dos cofres do Tesouro do
estado de São Paulo, e vai impactar negativamente nos municípios.
Porque as duas
maiores contas é o IPVA, é o ICMS que, quando o governador deixa de recolher
esse montante, faz isenção tributária, o dinheiro não chega na ponta dos
municípios, e tem muito município no estado de São Paulo que não está
conseguindo fechar sua conta.
Não fechou no
ano passado, não fechou no ano retrasado e não vai fechar este ano como
deveria, porque o governador do estado de São Paulo está devendo recurso para
os municípios.
Além de não
repassar o valor correto do IPVA e do ICMS, ainda, hoje, o município é obrigado
a pagar pela Operação Delegada, é obrigado a pagar quando vai ter uma base da
Polícia Militar, quando ele quer uma base do bombeiro.
Hoje, os
prefeitos estão sendo obrigados a garantir merenda escolar de qualidade para os
alunos da sua cidade, mesmo os governos não repassando nos convênios o valor
correto da alimentação para os alunos das escolas estaduais.
Os prefeitos
têm, hoje... Estão sendo obrigados a investir bastante recurso em relação ao
transtorno do espectro autista, e não tem repasso do governador do estado de
São Paulo para os municípios.
Os prefeitos
têm usado recurso para manter as UPAs, para manter o Samu no estado de São
Paulo, recurso importante. O governo federal tem mandado para as cidades, na
UPA, no Samu e o governo do estado de São Paulo não coloca um centavo.
Se o governador
não abrisse mão desses 80 bilhões de reais, no mínimo, deveria compensar os
municípios por essa perda de recurso, que é obrigação do estado e o município
tem utilizado e tem executado essas ações. Então eles estão com dificuldade de
fechar as contas e a responsabilidade é do governador do estado de São Paulo.
Então, com a
votação desse projeto, esperamos que o Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo também avalie corretamente, do mesmo jeito que aprovou as contas com
ressalva do governador do estado de São Paulo, leve em consideração que o
governo está usando 80 bilhões do Orçamento, tirando dinheiro, tirando recurso
dos municípios do estado de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado. Em votação o projeto, salvo emendas com parecer favorável
da reunião em conjunto de comissões. Em votação. As Sras. Deputadas e Srs.
Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. Aprovado o
projeto.
Em votação as emendas englobadamente,
com o parecer contrário da reunião conjunta das comissões. As Sras. Deputadas e
Srs. Deputados que forem contrários, permaneçam como se encontram. Rejeitadas as
emendas.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Declarar voto
favorável às emendas apresentadas pela Federação PT/PCdoB/PV.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado.
Está registrada a manifestação de Vossa Excelência. Discussão e votação do
Projeto de Lei Complementar nº 8, de 2026, de autoria do Tribunal de Justiça.
Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão.
Em votação o projeto, salvo emendas com
parecer favorável da reunião em conjunto de comissões. As Sras. Deputadas e
Srs. Deputados que forem favoráveis, permaneçam como se encontram. Aprovado o
projeto.
Em votação as emendas com o parecer
contrário da reunião conjunta das comissões. As Sras. Deputadas e Srs.
Deputados que forem contrários, permaneçam como se encontram. Rejeitadas as
emendas.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela
ordem deputado Dr. Jorge.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Declarar voto
favorável às emendas apresentadas pela Federação PT/PCdoB/PV.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado. Rejeitada as emendas.
Discussão e votação do Projeto de Lei
nº 593, de 2026, de autoria do Sr. Governador. Em discussão. Para discutir a
favor, deputado Luiz Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. e Sras. Deputadas, vamos estar
agora discutindo o Projeto de Lei, PL, nº 593, de 2026, que altera a Lei nº
18.439, de primeiro de abril de 2006, que autoriza o Poder Executivo a
contratar operações de créditos e a prestar contragarantias aos projetos que
especifica, e dá providências correlatas.
A gente tem
discutido nos últimos anos, deputado Jorge do Carmo, em relações a empréstimos
contraídos pelo governo do estado de São Paulo, com a execução de alguns
projetos importantes.
E a gente tem
percebido e comparado e é importante na hora desse debate comparar quatro anos
atrás, de 2018 até 2022, e agora 2022 até 2027, pegando em 2026, comparando
dois governos.
Nós tivemos
quatro anos do governador Bolsonaro governando o Brasil e quatro anos, agora,
vai fazer quatro anos do presidente Lula governando também o nosso País.
E a gente olha
para o estado de São Paulo, o estado mais rico da nação, é o estado que muitos
de nós temos orgulho de morar. Estado onde todos nós, que temos familiares que
vieram de outros estados para ajudar a estruturar o estado de São Paulo, sempre
tivemos orgulho de morar em um estado desenvolvido, em um estado que tenha
possibilidade de estruturação, de crescimento. Muitos familiares, muitos pais e
familiares construíram a sua vida no estado de São Paulo.
Só que o estado
de São Paulo, aquele estado industrial, aquele estado desenvolvido, aquele
estado que de fato era o orgulho de todos nós. Aos poucos a gente percebeu que
vem diminuindo o tamanho do estado, não o tamanho do estado do ponto de vista
de políticas públicas, de gestão pública e de empresas públicas, mas
diminuição, de fato, do estado do ponto de vista empresarial, do ponto de vista
estrutural.
E durante
quatro anos o estado de São Paulo parou de crescer. O estado de São Paulo parou
de ter investimento. E a gente vê que, durante esses quatro anos do presidente
Lula, três anos e meio, nós voltamos a falar em desenvolvimento. Nós estamos
vendo obras como o metrô retomando, obras como o monotrilho retomando. O
Rodoanel Trecho Norte, que é importante para o desenvolvimento da cidade, da
Grande São Paulo, do estado de São Paulo, retomando.
Investimentos
no Trem Intercidades, que cada governador que entrava apresentava um protótipo.
Às vezes tinha uma maquete lá em Santos, no Guarujá. Ou o mesmo Trem
Intercidades, que cada hora havia um governador colocando uma proposta de como
faria.
Mas agora a
gente percebe que, a partir da gestão do presidente Lula, ele se colocou à
disposição para ajudar o desenvolvimento do estado de São Paulo, autorizando
empréstimos para o governador do estado de São Paulo poder adquirir esses
recursos e, a partir daí, fazer o desenvolvimento do estado de São Paulo.
Mas o estado de
São Paulo poderia, a partir dos seus recursos próprios, também fazer ou aportar
recursos para fazer o seu desenvolvimento. Nós temos regiões metropolitanas
importantes no estado de São Paulo.
Nós temos nove
regiões metropolitanas e a gente não vê, por parte do governador do estado de
São Paulo, o governador Tarcísio, durante três anos e meio governando o estado
de São Paulo, não tem uma proposta sequer para o desenvolvimento da região
metropolitana.
Vamos pegar
aqui cinco regiões que hoje estão estruturadas: Região do Vale do Paraíba,
Região Metropolitana da Grande São Paulo, Região Metropolitana de Campinas,
Região Metropolitana da Baixada Santista e Região Metropolitana de Sorocaba.
Cinco regiões metropolitanas importantes no estado de São Paulo que foram
aprovadas nesta Assembleia, foram regulamentadas e hoje têm o seu funcionamento
na sua integralidade.
Mas a gente tem
quatro outras regiões: a de Rio Preto, Ribeirão Preto, a de Jundiaí e a de
Piracicaba. Quatro regiões metropolitanas que foram aprovadas aqui na
Assembleia Legislativa e até agora não foram regulamentadas.
Eu pergunto a
quem está nos acompanhando de casa pela TV Assembleia: qual foi o projeto
apresentado pelo governador Tarcísio para essas cinco regiões metropolitanas do
estado de São Paulo ao longo desses três anos e meio? Um único projeto.
A gente vai
perceber que boa parte, inclusive, do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano
foi desmontado. A EMTU, que é uma empresa que foi estruturada a partir das
regiões metropolitanas no estado de São Paulo, a EMTU não existe mais. Agora é
apenas a Artesp que faz o gerenciamento da antiga EMTU.
E a EMTU é um
símbolo. A gente tem ônibus, inclusive, da EMTU, que saem da cidade de
Campinas, passam por Sumaré, vão até Hortolândia. Nós temos ônibus aqui nas
cidades da Grande São Paulo que saem da cidade de Itapevi, passam por Barueri,
passam por Osasco, seguem em São Paulo.
Então a EMTU é
uma empresa importante, é um símbolo de uma região metropolitana em que o
governador Tarcísio poderia estar investindo e não o fez. Não o fez. E não é
por falta de recursos, porque o governo do presidente Lula tem encaminhado, a
partir do PAC Mobilidade, tem encaminhado e encaminhou isso para vários
municípios, várias regiões de outros estados no Brasil, e o governador Tarcísio
não mandou sequer um projeto para o PAC Mobilidade para fortalecer as regiões
metropolitanas do estado de São Paulo.
Então faço
questão de fazer um pouco essas referências, porque pela proposta agora
apresentada neste projeto de lei, está se propondo 970 milhões de reais para a
melhoria da sustentabilidade da dívida do estado de São Paulo, mais 4 bilhões
de reais para o Trecho Norte do Rodoanel, mais o valor de 949 mil reais para o
Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, e mais 157 milhões de apoio às Redes
Regionais de Atenção à Saúde do Estado de São Paulo - RRAS.
Mas eu quero
tratar aqui da questão do Rodoanel Trecho Norte. Olha o valor que o governador
está propondo esse empréstimo: quatro bilhões, 381 milhões de reais. Quando a
presidenta Dilma estava na Presidência do País - eu acompanhei muito o trecho
norte do Rodoanel -, a obra inteira do Rodoanel custaria seis bilhões de reais.
Quatro bilhões
do governo federal, recurso na época da então presidenta Dilma, e dois bilhões
para o governador do estado de São Paulo. Seis bilhões era a obra total do
trecho inteiro do Rodoanel trecho norte.
E nós estamos
vendo ao longo dos últimos anos que já ultrapassou 20 bilhões de reais. E o
governador pede agora mais quatro bilhões e 300 para concluir. Nós somos
favoráveis à conclusão da obra do Rodoanel, que é importante para o estado de
São Paulo, mas é importante que façamos uma avaliação. Desde 2012, 2014, o
Rodoanel já era para estar pronto, e tinha recurso.
Recurso do
DNIT, recurso do BNDES, recurso colocado para execução de uma obra tão
importante como é o Rodoanel trecho norte do estado de São Paulo. E agora o
governador solicita mais quatro bilhões e 300 para concluir a obra. Nós vamos
votar favoravelmente, mas nós não podemos deixar de fiscalizar, de acompanhar e
de cobrar a ineficiência do estado em fazer uma obra tão importante como essa.
E faço de novo
o diálogo com as regiões metropolitanas do estado de São Paulo, da região que
você mora, quem está nos acompanhando pela TV Assembleia, qual é a obra de
infraestrutura que está sendo feita para desenvolver o estado de São Paulo a
partir das regiões metropolitanas? Três anos e meio de governo e não tem uma
obra sequer.
Então isso
demonstra que não é um governador que tem uma preocupação com o
desenvolvimento, não tem com a Assistência Social, como não tem a preocupação
com o Atendimento ao Idoso.
Não tem uma
preocupação com o atendimento na área da Agricultura, não tem uma preocupação
na área do Meio Ambiente, não tem uma preocupação voltada para a Cultura do
nosso estado, para investimento em Cultura, e fala que é um bom gestor e fala
que investe em Infraestrutura.
Então os
recursos colocados para Infraestrutura, toda vez que nós aprovamos aqui na
Assembleia Legislativa, é recurso que vem do governo federal para o
investimento no estado de São Paulo.
Então, quero
concluir, Sr. Presidente, para demonstrar que hoje o atual governador do estado
de São Paulo não tem essa preocupação como falam de infraestrutura do nosso
estado.
Não preparou o
estado de São Paulo para o fim agora da guerra fiscal. Não preparou. Não
preparou o estado de São Paulo com investimento em Infraestrutura,
principalmente em relação à energia no estado de São Paulo.
Porque nós
temos muitas regiões do estado de São Paulo que, com o fim da guerra fiscal,
vão ter dificuldade de voltar a crescer, porque não houve investimento por
parte do Governo do Estado de São Paulo, investimento em energia, para fazer o
desenvolvimento do estado de São Paulo.
Vindo novas
empresas que saíram do estado de São Paulo, foram para divisa de Minas Gerais,
para divisa do Paraná, para divisa do Mato Grosso, para divisa do Rio de
Janeiro, porque não tinha investimento do Governo do Estado de São Paulo na
questão de energia.
E esse governo
em três anos e meio e não preparou o estado de São Paulo para o fim da guerra
fiscal. Então, nós vamos aprovar esse projeto, vamos encaminhar favoravelmente,
mas também deixar registrado que o governador Tarcísio passou três anos e meio
no estado de São Paulo, governando o estado de São Paulo, e não fez
investimento em Infraestrutura e também não investiu na área Social.
Abriu mão de 80
bilhões de Orçamento do estado de São Paulo com isenção tributária, também
prejudicando os municípios do nosso estado. Então, vamos votar favoravelmente,
mas vamos cobrar mais eficiência do Governo do Estado de São Paulo para
execução desse recurso que está sendo contraído agora do empréstimo externo que
aprovaremos daqui a pouco.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Continua em discussão. Para falar a favor, deputada Professora Bebel. Tem o
tempo regimental de até 15 minutos.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa noite, Sr. Presidente. Cumprimento a Mesa Diretora
de trabalhos, assessores à minha esquerda, à minha direita, Srs. Deputados e
Sras. Deputadas, enfim, todos que nos veem e assistem através da TV Alesp.
Bem, eu subo à
tribuna e digo que favoravelmente por conta de que se tem uma coisa que a gente
não tem problema é estabelecer a cooperação, a parceria, o regime de
colaboração, enfim, metodologia de gestão, seja desde casa até um município, um
estado e um país, e até fora do País.
E que eu
observo, veja, aqui a gente vai, na verdade, acertar o parágrafo único do Art.
1º, que trata do projeto mencionado no inciso III desse artigo, que se destina
à reestruturação e à recomposição do principal das dívidas.
Então, nós não
nos opomos. Mas isso não quer dizer que a gente também não tem uma avaliação,
deputado Marcolino, de que o governo tem sido correto no que diz respeito à
postura que tem tido o governo federal frente ao governo estadual.
Portanto,
estabelecer parceria, sim, está certo, mas ele quer fazer, na verdade, o
seguinte, o que está sendo feito lá em Piracicaba. Ele taca uma placona quando
sai tudo certinho e vai para a obra, vai pôr uma placa e bota lá só governo
estadual, concessionárias e o (Inaudível.) esconde o órgão financiador.
Isso, para mim,
desculpe, é muito ruim, porque nós estamos tratando de governos, nós não
estamos tratando de qualquer questiúncula, tem questões comprovadas no papel.
Está comprovado que as obras aconteceram, foram assinadas.
Então quando a
gente aqui sobe na tribuna, até conversava com o deputado Jorge do Carmo, e eu
vi até o projeto SuperAção aqui, nós já aprovamos, só tem o de 970 milhões, me
parece, que é de dólares, que pode ser e pode vir até do Brics.
Então o pessoal
ideologiza tudo, mas, gente, na hora da precisão do dinheiro, aí não tem
problema. Eu acho que não tem que ter problema mesmo. O problema é a falsa
ideologização quando, na verdade, está fazendo um benefício para a população
paulista. É disso que nós estamos falando.
E quando a gente pega um governo que... Não, a
gente não quer que faça propaganda para o presidente Lula, não quer que faça
propaganda para o governo federal, não é isso. Mas a gente quer que reconheça o
que é feito.
Lá na Eixo,
fazendo um paralelo, por exemplo, na Concessionária Eixo, foram aportados para
lá três bilhões de reais para isso, só na mão da Eixo, do BNDES, Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social.
Não bastasse
isso, também dinheiro do BNDES para o Parque Tecnológico Canavieiro, que é a
nova Embrapa da Cana. Isso é um espetáculo. É você, na verdade, pensar
desenvolvimento econômico para todo o estado de São Paulo a partir dos
municípios. É isso que se pensa.
Mas, o que não
está certo nessa questão? O que não está certo é colocar uma placa bem grande:
“Governo do Estado de São Paulo, Concessionária Eixo, Artesp”; e põe fora da
placa: “Banco Nacional de Desenvolvimento”, porque aquela placa vai
desaparecer. Entendeu?
Alguém,
sorrateiramente, vai tirar aquela placa de lá e aí você não tem marca nenhuma.
Eu tive que fazer um vídeo lá, correr, pedir para o presidente Aloizio
Mercadante fazer um vídeo para mim dizendo de onde saiu.
Será que é isso
que vamos ter que fazer o tempo todo? A gente vem aqui de boa-fé, vota, diz
“sim”, e depois ainda é negado aquilo que nós ajudamos, deputada Monica, a
aportar em recursos? É disso que estamos falando. Estamos falando de
honestidade política, não estamos falando de outra coisa. Não estou nem
discutindo os números aqui, até porque são números estratosféricos.
Não estamos
falando só de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social,
nós estamos falando de Brics também, porque quando você trata em dólares, trata
em outros, você tem também parceiros internacionais, que estão todos no Brics
hoje. Cuja presidenta é quem? Dilma Vana Rousseff, que a gente tem muito
orgulho de vê-la lá.
Não só porque é
a mulher e que passou pelo que ela passou, mas acho que estão tendo a
oportunidade de ver a capacidade política de articulação, de gestão dessa
ex-presidenta, que se tornou a presidenta do Brics. E que ela aumentou,
inclusive, o número de países, a gestão dela no Brics, aumentou o número de
países que hoje compõem o próprio Brics. Então, acredito que é diante dessa
questão que a gente se coloca.
Eu não me
coloco contra a empréstimo para o bem. Eu vi que, não sei se o deputado
Marcolino deve ter batido o olho e visto, mas o
"SuperAção” está na lista, e a gente é obrigado a ouvir de deputados aqui:
“Olha aqui, o único governo que teve um embate com a pobreza, e vocês votaram
contra o ‘SuperAção’”.
A concepção
dele não nos interessa, não é a que nós queremos. Mas o dinheiro vai vir de
onde mesmo? Isso está certo, já está votado, já está resolvido, mas precisa
tocar nesse assunto, porque de algum lugar o dinheiro vem.
Então, eu tenho
muito claro que a gente tem que ter um pouco mais de honestidade política, e o
governo Tarcísio, nesse quesito, ou os parceiros dele na cidade, pelo amor de
Deus, poxa vida. Nós estamos falando de estadismo. Eu não estou falando de
outra coisa, eu falo de estadismo, seja o estadista.
O que é um
estadista? É eu admitir que tal esfera governamental, portanto, do presidente
Lula, tem atribuições, e o governo do estado de São Paulo tem atribuições, e o
município tem atribuições, é disso que estamos falando.
Então, acredito
que esse PL 593, de 2026, agora, inclusive, veja bem, foi apresentado devido à
solicitação do próprio Tesouro Nacional. E eu acho que é isso, tem que fazer
tudo certinho para poder o dinheiro chegar. Agora, a gente tem que ver como é
que trata essa questão, e é uma adequação que está sendo feita.
Ninguém está
votando projeto disso, daquilo ou daquilo, nós estamos fazendo uma adequação
textual, legal, para que não tenha nenhuma trave, e não falte. Agora é
redimensionamento ou reestruturação das dívidas, deputado, no estado de São
Paulo.
Então, quer
dizer, tudo isso vem para cá. E o deputado Marcolino... Sabe o deputado
Marcolino problema? É que não está debatendo, no geral, está certo? A Reforma
Tributária, que foi aprovada. Então, fica no conta-gotas.
Como é que fica
o ICMS? Como é que vai ficar o IVA, que vai ser o Imposto de Valor Agregado,
que foi uma vitória? Agora, como é que fica? Por que não se abre todas as
câmaras temáticas que têm? Porque têm os aglomerados nos municípios, como V.
Exa. disse, assim como tem as regiões metropolitanas.
E eles têm as
câmaras, todas, temáticas. Por que não debate? Por que não eleva esse debate
para que a população entenda como é que vai ficar a vida dela, pós, até a
implantação da Reforma Tributária? É uma coisa... As universidades têm um
problema, elas falam assim: “E agora? Como é que fica o 9,57 que vem do ICMS?”
Na minha opinião, fica a mesma coisa, tem que ver como é que vai regulamentar
isso.
O que nós temos
que tomar cuidado é que isso não seja uma forma de mudar, talvez, algo que nós,
historicamente, sempre defendemos, que foi a aplicabilidade e o financiamento
através desse texto, dessa lei que destina 9,57 para o pleno funcionamento das
universidades que produzem ciência, tecnologia e inovação.
Então, nós
estamos no momento aí de votar esse PL. Eu tenho duas emendas apresentadas,
foram apresentadas a ele três emendas, duas minhas. E não incorpora emenda da
gente de jeito nenhum. Ainda tem que votar seco. Quer dizer, não tem um gesto.
Vamos fazer uma emenda que, sei lá, trabalha com maior transparência, que é o
teor da minha. Que trata o quê?
Eu estou
defendendo a minha, mas eu sei que a terceira emenda, a outra emenda deveria
ser boa. Estou dizendo o quê? Os recursos decorrentes de alívio financeiro
devem ser aplicados ou deverão ser aplicados, prioritariamente canalizados,
para investimentos nas áreas da Educação, Saúde, na valorização das carreiras
do funcionalismo estadual. Essa é uma das emendas que eu apresentei.
A segunda
emenda é o mecanismo de transparência, isso nós precisamos. Toda vez que a
gente tratar de dinheiro, de financiamento, de qualquer coisa, de qualquer
política pública que se disponha a fazer no estado, a gente precisa de
transparência. Por que não incorporam uma emenda dessa?
Qual é o
problema de ter transparência, deputado Jorge do Carmo, nosso líder da bancada
do Partido dos Trabalhadores? Essa estabelece o mecanismo de transparência para
que o governo estadual, no prazo de 60 dias, envie informações pormenorizada
dos contratos reestruturados, seus respectivos valores, encargos financeiros e
o demonstrativo do valor presente líquido positivo da operação.
Eu estou
querendo dizer o quê? Nós não estamos reestruturando? Agora a gente quer de
volta, num prazo de 60 dias, a prestação de contas. Não entendo o porquê que
nenhuma das emendas ou a outra emenda, que não fosse a minha, elas não são
incorporadas.
Então eu acho
que a gente está diante de um governador que, assim, dá amostras de que quer
diálogo, parceria, mas na prática não é bem assim. Então, a gente vai ter muita
fiscalização. Eu tenho dito isso, eu tenho fiscalizado muito tudo quanto é obra
financiada, obra que vem do governo federal, eu tenho fiscalizado.
Porque a gente
não pode deixar passar batido questões que são boas para a população, que a
população assim o requer, e quando o governo do federal... Por exemplo, hoje, o
presidente Lula estava entregando um aparelho de aceleração linear lá no
Hospital Santa Marcelina, em Itaquera.
Gente, o avanço
que vai ser isso para a pessoa que tem um câncer e que precisa fazer uma
radioterapia... Veja, se você tiver 20 sessões para fazer, com esse aparelho,
você só vai fazer cinco, deputado Barba. “Só fazer” é duro, porque o câncer é
duro, mas tudo bem. A tecnologia avançou, porque você não vai mais...
Como é que eu
falo? Precisa de 20... E dá um mal-estar. A pessoa não fica bem. E o mais
central é que esse aparelho tem um feixe de luzes que vai na célula
cancerígena, que está com câncer. Não vai na outra célula. Então não atinge as
células que não têm câncer.
Agora, não vai
ser aplaudido? Porque vai atender a população paulistana. Lá no interior, em
Piracicaba, recebemos esse aparelho. Já está fazendo um grande avanço, porque
vai acabar a fila, vai acabar tudo.
E isso tem que
ser reconhecido, e não é. Aí você tem que ficar disputando com o governo de
plantão. É muito ruim. Isso é feio, isso é falta de ser estadista e admitir que
todos têm que se unir em um nome de um bem comum. Qual? O bem-estar da
população paulistana e paulista.
Muito obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputada. Obrigado, deputada. Não havendo mais oradores, está encerrada a
discussão.
Em votação o projeto, salvo emendas com
parecer favorável da reunião conjunta das comissões.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado Dr. Jorge.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Para encaminhar pela
Federação PT/ PCdoB/PV.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
Boa tarde, Sr. Presidente, deputado Gilmaci Santos, Sras. Deputadas, Srs. Deputados,
público da TV Alesp, assessores aqui presentes, policiais.
Sr. Presidente,
os colegas que me antecederam aqui já mencionaram, de forma exaustiva, que hoje
nós estamos aqui votando, discutindo, e certamente vamos votar, o Projeto de
Lei nº 593, de 2026, que altera a Lei nº 18.439, de 1º de abril de 2026, que,
na verdade, é a lei, foi a lei que nós aprovamos aqui, um projeto de lei que
nós aprovamos, o nº 128, de 2026, que versa sobre operações de créditos, como
já foi aqui mencionado pelos colegas que me antecederam.
Na verdade, nós
vamos fazer uma adequação, como disse muito bem a deputada professora Bebel,
que me antecedeu. Nós vamos fazer uma adequação aqui no inciso, no Art. 1º,
inciso III do Art. 1º desta Lei nº 18.439, de 2026, que versa, como mencionei,
sobre a operação de crédito, que já foi aprovada aqui outrora por todos nós.
Um dos itens
que a gente tanto questionou aqui é que o governador fez um programa aqui
chamado “SuperAção” que era uma superação do seu mandato, do seu governo, que
queria zerar a pobreza do nosso estado e queria resolver, de uma vez por todas,
querendo, de certa forma, fazer um contraponto ou fazer um paralelo à questão
do projeto, do programa, projeto de estado, que na verdade não é nem de governo
mais, o “Bolsa Família”.
É interessante,
não é? Ele queria resolver o problema da superação, mas não tinha dinheiro, ou
seja, não previa recurso suficiente para acabar com a pobreza, que, na verdade,
a gente viu quais eram os critérios para utilizar esse recurso.
Então, nós discutimos
exaustivamente, apesar de a gente nunca ser contra qualquer tipo de redução da
desigualdade social, qualquer projeto que viesse aqui para reduzir, para
melhorar a vida do povo paulista. Mas foi aprovado aqui, e depois nós vimos que
não tinha recurso e nós tivemos que aprovar aqui um crédito, operação de
crédito aqui, um empréstimo na verdade.
Também
aprovamos aqui, bem lembrado pelos colegas, também a PPP do centro
administrativo, que é aquela lá que vai prever a construção da nova sede do
governo do estado ali na região de Campos Elíseos.
Também não
tinha recurso. Teve que aprovar aqui um montante aí, para a superação, de 82
milhões de dólares, e para essa questão do centro administrativo, 3,4 bilhões
ou 636 milhões de dólares.
E aí o item 3,
que foi a melhoria da sustentabilidade da dívida do estado de São Paulo, até o
valor de 970 milhões de dólares, o que corresponde a cinco bilhões e 179
milhões de reais, e agora nós estamos fazendo uma adequação, adequação a esse
artigo, esse inciso III, como foi mencionado.
Também, como eu
disse, foi aprovado aqui a questão do Rodoanel, recurso para o Rodoanel. Aquele
Rodoanel que a gente sabe que já faz vários aniversários, dez anos que
aconteceu já, que era para entregar e nunca se entrega, porque o dinheiro que
foi aprovado naquela época já nem se considera mais que é dez vezes mais,
digamos assim, deputada Professora Bebel. Então esse também - o projeto do
Rodoanel - foi outro recurso aprovado por nós.
Mas o que não
se fala, como disse também a deputada Professora Bebel, é de transparência. A
gente aprova recurso... E nós nunca nos negamos aqui, deputado Barba, de
aprovar operações de crédito para o estado, até porque nós queremos o
desenvolvimento do nosso estado.
Nós queremos
que o Rodoanel termine. Nós queremos que a superação, a pobreza acabe de forma
transparente. Nós queremos que a sede, já que é um desejo desse governo, que a
sede vá para lá, para aproximar da população. Nós queremos que tudo aconteça.
Porém, tudo que nós apresentamos aqui... Nós aprovamos também aqui,
complementar recurso para a Linha 2-Verde do Metrô, tudo isso foi aprovado
aqui.
O problema é
que a gente depois não sabe exatamente se foi gasto, quanto foi gasto, a forma
de prestar contas, porque cabe também ao Parlamento, essa é uma das
atribuições, fiscalizar o Poder Executivo, fiscalizar a execução do orçamento e
dos recursos que são, os empréstimos que são contraídos.
Mas o
governador não presta contas. A gente aprova, porque nós, além de generosos com
o nosso estado e com o povo do nosso estado, o povo paulista, temos
responsabilidade. Nós queremos o melhor para o nosso estado. Contudo, a gente
não vê essa questão da transparência.
Por falar em
emendas, a deputada também falou aqui, para que serve o Parlamento se não for
para a gente discutir e melhorar os projetos? Porque quando vem um projeto do
Governo do Estado não quer dizer que o Governo do Estado seja o dono da
verdade, saiba tudo e tudo o que vem de lá a gente tenha que simplesmente aqui
homologar.
Esta Casa não é
um carimbador de projetos do governador. Esta Casa tem deputadas e deputados
excelentes, competentíssimos, que podem propor melhorias, emendas, alterações,
sugestões para melhorar os projetos. Aliás, esse é também um dos objetivos do
Parlamento.
Mas negativo, o
governador trata esta Casa, pasmem, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, como se
fosse um puxadinho do Palácio dos Bandeirantes, e não é. Ruim é a gente saber
que muitos colegas, deputadas e deputados, acabam se prestando a isso, acabam
concordando com isso.
Sequer vêm aqui
à tribuna para dizer “esse projeto precisa melhorar, esse projeto é ruim”. Não
têm coragem. Isso é ruim para o Parlamento, o maior Parlamento da América
Latina. Nós nunca vamos ser contra qualquer empréstimo que seja para
desenvolver o nosso estado.
No entanto, é
preciso vir a esta tribuna dizer, questionar isso. Sr. Governador, o senhor foi eleito para governar
o estado, o senhor não foi eleito para presidir os deputados e as deputadas
daqui, nem para dizer o que o deputado e a deputada aqui têm que votar, têm que
decidir.
Quem decide
somos nós. Aliás, aqui, deputada, o veto aos nossos projetos não chega nem ao
governador. Eles já são vetados aqui mesmo. Então a base já diz, “esse projeto
não vai aprovar, esse projeto não vai nem a plenário”.
Então não dá
para ter essa relação. A relação tem que ser respeitosa. Se o governador
discordar, ele que vete o projeto da gente. Se o governador quiser mandar
qualquer projeto aqui, como mandou projetos horríveis - tirar recursos da
Educação, privatizar a Sabesp e outras tantas maldades que foram feitas aqui
com o povo paulista -, se alguém tiver coragem, como tiveram de colocar as suas
digitais, mas a gente quer dizer, a gente quer denunciar.
Esse é o papel
do parlamentar, esse é o papel da deputada e do deputado que foram eleitos pelo
povo, que têm compromisso com a sociedade, que quando você vai lá na sua base,
você tem que dizer para as pessoas: eu fui eleito para ser sua voz lá e eu não
vou trair a confiança que você me transmitiu. Portanto, quando chegar aqui na
tribuna, não vai votar contra os interesses daquelas pessoas, como a gente vê
muito aqui. É lamentável.
É por isso que
nós vamos votar favorável, porque é uma adequação do empréstimo que já foi
aprovado aqui e que nós já fizemos o nosso gesto. Mas é preciso, governador,
ter transparência, prestar contas para a sociedade, principalmente, e para
esses deputados e deputadas que foram eleitos pelo povo, com essa atribuição.
O papel do
deputado e da deputada aqui é apresentar projeto de lei, é aprovar o orçamento
e fiscalizar a execução dele e, sobretudo, principalmente, representar a
sociedade.
Então,
representar a sociedade, apresentar os projetos aqui e fiscalizar o Poder
Executivo é o nosso papel, é a nossa atribuição querer saber como vai ser gasto
o recurso que é aprovado aqui nesta Casa a nível de orçamento público e também
ao contrair empréstimo para melhorar, desenvolver o nosso estado.
Por isso, Sr.
Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados,
nós vamos votar, sim, favoráveis ao Projeto de lei nº 593, de 2026, com essas
ressalvas.
E lamentar que
as emendas que são apresentadas por deputadas e deputados, de nossa bancada e
de outras, simplesmente sejam rejeitadas. É como se falasse: “o que você fez, o
que você apresentou aqui não vale nada, não tem nenhum valor para o governador
nem para o estado”.
Mas não é
verdade, porque eu tenho muita responsabilidade e sei que os deputados e
deputadas aqui têm muita responsabilidade com seus eleitores e com o estado de
São Paulo, para querer acompanhar, fiscalizar e saber que nós vamos estar
sempre de olho naquilo que é feito de correto, aplaudir o que é correto, mas
denunciar aquilo que é errado, que nós não concordamos.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado.
Em votação o projeto salvo emendas, com
parecer favorável da reunião conjunta das comissões. As Sras. Deputadas e Srs.
Deputados que forem favoráveis permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado
o projeto.
Em votação as emendas, englobadamente,
com parecer contrário da reunião conjunta de comissões. As Sras. Deputadas e
Srs. Deputados que forem contrários permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Rejeitadas as emendas.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
Pela ordem, deputado Dr. Jorge.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Para declarar voto
favorável às emendas apresentadas pela Federação PT/PCdoB/PV.
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Registrada
a manifestação de Vossa Excelência.
Esgotado o objeto da presente sessão,
está encerrada a sessão. Muito obrigado a todos.
*
* *
- Encerra-se a sessão às 18 horas e 21
minutos.
* * *
-
São inseridas Declarações de Voto, não
lidas em plenário.
* * *
São Paulo, 23 de junho de 2026
Comunico
o meu voto contrário ao PLC 8/2026. Independentemente do mérito da matéria, o
fato é que a sua aprovação traz mais despesas ao erário. Em tempos de escassez
financeira, é necessário priorizar os gastos, preferindo-se áreas como saúde e
educação, sem as quais os paulistas ficariam desassistidos.
Atenciosamente,
Guto
Zacarias
Deputado
*
* *
São Paulo, 23 de junho de 2026
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Declaração de voto contrário ao Projeto
de Lei nº 593/2026
Excelentíssimo Senhor Presidente,
venho, nos termos regimentais, por meio deste instrumento, reiterar meu voto
CONTRÁRIO ao Projeto de Lei nº 593 de 2026, aprovado na 25 ª Sessão Extraordinária,
de 23/06/2026, tendo em vista que referido Projeto de Lei, de autoria do Senhor
Governador, trata da alteração a Lei nº 18.439, de 1º de abril de 2026, que
autoriza o Poder Executivo a contratar operações de crédito e a prestar
contragarantias aos projetos que especifica.
Assim, mantenho meu posicionamento
contrário à aprovação do projeto, requerendo que esta declaração seja apensada
publicamente ao respectivo processo legislativo.
Aproveito o ensejo para renovar meus
votos de estima e consideração.
Atenciosamente,
Gil Diniz Bolsonaro
Deputado
*
* *
São Paulo, 23 de junho de 2026
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA
LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Declaração de voto contrário ao Projeto de Lei
Complementar nº 06/2026
Excelentíssimo
Senhor Presidente, venho, nos termos regimentais, por meio deste instrumento, reiterar
meu voto CONTRÁRIO ao Projeto de Lei Complementar nº 06 de 2026, aprovado na 25
ª Sessão Extraordinária, de 23/06/2026, tendo em vista que referido Projeto de
Lei Complementar, de autoria do Tribunal de Contas do Estado, trata da extinção
e criação de cargos no Quadro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e
atualiza as disposições da Lei Complementar nº 1.272/2015.
Assim,
mantenho meu posicionamento contrário à aprovação do projeto, requerendo que
esta declaração seja apensada publicamente ao respectivo processo legislativo.
Aproveito
o ensejo para renovar meus votos de estima e consideração.
Atenciosamente,
Gil
Diniz Bolsonaro
Deputado
*
* *
São Paulo, 23 de junho de 2026
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Declaração de voto contrário ao Projeto
de Lei Complementar nº 08/2026
Excelentíssimo Senhor Presidente, venho, nos termos regimentais,
por meio deste instrumento, reiterar meu voto CONTRÁRIO ao Projeto de Lei
Complementar nº 08 de 2026, aprovado 25 ª Sessão
Extraordinária, de 23/06/2026, de autoria do Tribunal
de Justiça, que dispõe sobre a transformação de cargos de Juízes Substitutos em
Segundo Grau em cargos de Desembargadores no âmbito do Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo.
Assim, mantenho meu posicionamento contrário à aprovação do
projeto, requerendo que esta declaração seja apensada publicamente ao
respectivo processo legislativo.
Aproveito o ensejo para renovar meus votos de estima e
consideração.
Atenciosamente,
Gil Diniz Bolsonaro
Deputado
*
* *