
3 DE FEVEREIRO DE 2026
1ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, MAJOR MECCA, GIL DINIZ BOLSONARO e DANILO CAMPETTI
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h. Manifesta solidariedade a funcionários demitidos da TV Alesp. Enfatiza necessidade de acerto de pagamentos em razão da demissão dessas pessoas.
2 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - LETÍCIA AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
4 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência. Agradece apoio da deputada Letícia Aguiar em prol da derrubada do veto do PLC 135/23.
5 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - PRESIDENTE MAJOR MECCA
Salienta a valorização da Segurança Pública como pauta essencial no estado.
7 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - PRESIDENTE MAJOR MECCA
Manifesta apoio à indicação de Flavio Bolsonaro por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano.
10 - LETÍCIA AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
11 - MARINA HELOU
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
14 - LETÍCIA AGUIAR
Por inscrição, faz pronunciamento.
15 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
17 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - DANILO CAMPETTI
Assume a Presidência.
19 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
20 - TENENTE COIMBRA
Por inscrição, faz pronunciamento.
21 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
22 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
23 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
24 - DANILO CAMPETTI
Por inscrição, faz pronunciamento.
25 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
26 - CONTE LOPES
Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.
27 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Defere o pedido e suspende a sessão às 16h01min.
ORDEM DO DIA
28 - DANILO CAMPETTI
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h33min. Coloca em votação e declara aprovado requerimento, dos deputados Altair Moraes e Gilmaci Santos, de criação de comissão de representação com a finalidade de representar a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no "The United Freedom Forum", nos dias 02 a 08/02, na Itália.
29 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
30 - GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
31 - PRESIDENTE DANILO CAMPETTI
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 04/02, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 16h36min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Com a palavra, o deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a
palavra, o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Rafa
Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Major Mecca, que fará uso
regimental da tribuna.
Enquanto V. Exa. se dirige à tribuna,
eu queria aqui manifestar mais uma vez nosso apoio e nossa solidariedade a
todos os funcionários da TV Alesp que infelizmente foram demitidos e não
receberam ainda as verbas rescisórias.
E sobretudo manifestar o nosso total
repúdio, repudiar veementemente, a Fundac, deputado Mecca, que não está
pagando, está dando calote nos funcionários da TV Alesp, que prestaram - alguns
vão continuar ainda, mas uma boa parte não - serviços importantes aqui para o
Parlamento Paulista. E estão sendo, hoje, prejudicados, vítimas de um
verdadeiro calote dessa fundação que de fundação não tem nada, é uma empresa
que dá golpes e calotes nos seus funcionários.
Com a palavra, o deputado Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, boa tarde a todos os que nos
acompanham pela TV Alesp, pelas redes sociais, aos nossos irmãos policiais
militares, que garantem o nosso serviço aqui, a todos os funcionários da Assembleia
Legislativa. Um feliz ano a todos.
E iniciamos os
nossos trabalhos trazendo aqui à tribuna desta Casa Legislativa o nosso
primeiro ato no ano de 2026. Hoje nós protocolamos o nosso pedido de derrubada
do veto ao PLC 135, que foi promovido pelo Governo do Estado de São Paulo agora
no mês de janeiro. E eu protocolo esse pedido de veto considerando o respeito
que é necessário a todos nós policiais do estado de São Paulo e,
principalmente, às tratativas e aos acordos que são firmados em reuniões.
Digo isso
porque, no mês de dezembro de 2025, eu tive uma reunião no Palácio dos
Bandeirantes, da qual participaram o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur
Lima; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado André do Prado; o
deputado Gilmaci Santos, líder do Governo; a presidente da SPPrev; a
procuradora-geral do Estado; e o deputado Alex Madureira, líder do PL.
Ao longo dessa
reunião, houve a exposição do governo em relação à hipótese de veto total do
projeto. Eu rebati toda a argumentação do governo, apontando a
constitucionalidade, baseado na Constituição Federal, na Lei Geral de
Previdência dos Militares do Brasil e nas leis específicas que permitem ao
estado tratar das peculiaridades dos seus policiais em âmbito estadual.
Rebati os
impactos orçamentários, e tudo isso eu fiz apresentando argumentos justos e
estudados. Até mesmo porque a SPPRev mostrou um trabalho totalmente desconexo
com a verdade. Cito um exemplo aqui: mostrou um impacto orçamentário anual de
um bilhão - eu falei “bi” - por ano, algo que é incompatível com o estado, em
levantamento feito pela diretoria de pessoal da Polícia Militar, que apontou
que, com a sanção do PLC 135, 2.876 policiais militares teriam o direito a
pedir a sua passagem para a reserva.
Não tem
fundamento algum: se 2.876 policiais passarem imediatamente para a inatividade
remunerada, é impossível chegar a um bi por ano. Não faz sentido isso, e o que
foi tratado em mesa de reunião, onde todos esses representantes estavam
presentes, não foi o veto da forma como foi publicado no Diário Oficial, foi
firmado que o § 3º, que é o coração do projeto, seria preservado.
O meu veto, o meu
pedido de derrubada do veto é para que, minimamente eu como parlamentar que
apoia o governo, nesta tribuna e neste plenário, seja respeitado nos acordos
que são feitos dentro do Palácio dos Bandeirantes.
Inclusive,
nesse mesmo dia todos os meus policiais, que são os meus assessores,
acompanharam o diálogo que tive com o governador Tarcísio de Freitas em relação
ao Projeto de lei Complementar nº 135. Reforço aqui que o meu pedido de
derrubada do veto é porque o acordo que foi feito em mesa de reunião dentro do
Palácio dos Bandeirantes não foi respeitado.
Eu acredito,
sim, que o governador Tarcísio de Freitas possa adotar medidas para respeitar a
nossa dignidade - e quando eu falo “a nossa” é a minha e de todos os policiais
do estado de São Paulo -, porque quando eu aprovei aqui uma lei, que hoje é a
Lei nº 18.025, que estabelece o programa “Moradia Segura”, e isso faz um ano e
meio e até o presente momento não foi entregue uma carta de crédito.
Eu tenho que
ser muito franco como sou com os meus policiais, que eu fui policial militar da
ativa por 32 anos, e nunca um parlamentar, seja estadual ou federal, entregou
lei alguma que beneficiasse nós policiais. Nunca. E eu neste mandato consegui,
sim, uma lei que cria um programa de moradia.
No entanto, não
é cabível que nós criemos uma lei e faça um ano e meio e o governo ainda não
entregou uma carta de crédito sequer a nenhum policial militar, a nenhum
policial civil, a nenhum policial penal, a nenhum policial técnico-científico.
E faço essa
cobrança incansavelmente ao governo, porque em dezembro conversando com o
governador Tarcísio de Freitas, ele me falou que cartas de créditos seriam
entregues em janeiro, janeiro acabou e passou para fevereiro. E nós precisamos
que o governo minimamente respeite a nossa dignidade.
Assim como em
todas as conversas que tive em reuniões desde o primeiro ano de governo, quando
eu me coloquei em reunião contrário àqueles percentuais desajustados e
indiferentes aos policiais, e falei ao governador: “O senhor está
disponibilizando uma fatia considerável do Orçamento e está apresentando um
reajuste que não tem nexo. Vai causar insatisfação entre os policiais do estado
de São Paulo”. E foi o que aconteceu.
E digo ao
governador Tarcísio de Freitas, a quem eu apoio, a quem eu defenderei aqui na
tribuna, porque eu sou um aliado dele há três anos, e cobro agora no último ano
de governo o cumprimento das promessas que foram feitas e, principalmente, a
concretização de políticas de governo que reconstruam a dignidade dos policiais
no estado de São Paulo.
O reajuste
salarial é uma das medidas que precisa ser estabelecida e firmada no início
deste ano pelo governador do estado para os policiais do estado de São Paulo.
Nós continuaremos as nossas cobranças, o nosso trabalho é árduo, é intenso.
No entanto,
nesse meu tempo, neste meu segundo mandato como deputado, eu optei pela
estratégia de cobrar frente a frente o governo pessoalmente e, por conta disso,
é importante lembrar aqui que eu consegui uma lei de moradia, consegui
derrubar, partindo de um projeto de decreto legislativo, todas as alterações
que a corregedoria da Polícia Militar fez na I-40.
Porque hoje era
para ter sido triplicado o número de conselhos de disciplina e conselhos de
justificação na Polícia, e não foi por conta das nossas articulações e do nosso
trabalho.
Muito obrigado,
presidente. E eu conto com o apoio e o trabalho dos parlamentares desta Casa
para que nós possamos firmar essa tentativa de derrubada do veto que foi feito
ao PLC nº 135.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Mecca.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Uma comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem,
deputada Letícia Aguiar.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Só
para reforçar o meu apoio ao PLC nº 135, de autoria do deputado Major Mecca.
Eu sei o trabalho que foi este projeto,
deputado, eu estive ao seu lado, estou ao seu lado, é importantíssimo o PLC nº
135 ter sido aprovado e sancionado. Eu estou ao lado, também, dessa derrubada
de veto. Nós vamos construir isso juntos aqui no Plenário da Assembleia
Legislativa.
Então, para reforçar o meu apoio à
nossa Polícia Militar, a importância do PLC nº 135, que votei favorável e estou
também favorável para que a gente possa construir a derrubada do veto, já que
acompanhei, e ombreei ao seu lado também, este trabalho aqui no Parlamento e
também junto ao Palácio do Governo.
Conte comigo.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Major
Mecca.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputada Letícia Guiar, que sempre esteve conosco e nos apoiou e
ajudou muito. Muito obrigado, deputada.
Dando continuidade à lista de oradores
inscritos, deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.)
Deputado Reis, tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da palavra.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Major Mecca, saudar também os
deputados e as deputadas aqui no Plenário, o público presente, os integrantes
da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia
Técnico-Científica e também todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando
pela Rede Alesp.
Quero desejar
um bom retorno a todos os colegas, que 2026 seja um ano de bastantes resultados
e que a gente possa corrigir as distorções que aconteceram, inclusive com os
vetos.
Não é só o 135
que a gente tem que derrubar o veto, mas tem outros projetos bons, inclusive
para a Segurança Pública e que eu, inclusive, pedi ao presidente desta Casa, o
deputado André do Prado, e notifiquei líder a líder dos partidos políticos para
que nós pudéssemos nos reunir para derrubar os vetos dos projetos que têm
importância para a Segurança Pública - como gesto desta Casa, principalmente
dos partidos de direita, que tiveram a grande quantidade de votos dos
policiais.
Então a gente
espera, deputado Major Mecca, que esse veto que o governo impôs ao seu projeto
e a outros projetos da Segurança Pública seja derrubado e seja restabelecido o
direito dos nossos policiais. Porque, principalmente nesse 135, eu que andei em
várias companhias, vários batalhões, vi a esperança que eles tinham com a
sanção desse projeto.
O governador
foi lá para os Estados Unidos, deixou o seu vice aqui, mas o veto não é do
governador ou do vice, o veto é do governo, não importa se foi a digital do
vice ou do titular, foi o governo Tarcísio que impôs o veto e nós temos que
derrubá-lo.
Esse mês de
janeiro eu viajei para várias cidades de São Paulo, visitei várias delegacias,
vários batalhões, principalmente no interior de São Paulo, e pude ver a
insatisfação que tem a categoria policial com o governo que aí está, a
insatisfação por conta dos baixos salários, da falta de efetivo, em vários
lugares você tem uma viatura para cobrir duas cidades, um delegado cobrindo
duas, três cidades.
Então, a gente
precisa que o governo recomponha o efetivo, que o governo mande o quanto antes
o projeto para garantir a valorização dos policiais e também que mande o
projeto da Lei Orgânica, a tão prometida regulamentação da Lei Orgânica da
Polícia Civil.
Inclusive, tive
uma reunião com o secretário da Segurança Pública, o Dr. Nico, passei para ele
as várias questões, inclusive dos assédios que têm dentro da Polícia Militar.
Inclusive, a denúncia que recebi aqui, dentro da Assembleia Legislativa, que já
passei para a Mesa Diretora, espero que a Mesa Diretora dê uma resposta. Eu
falei para o Dr. Nico que seria muito importante que nós pudéssemos ter um
código de combate ao assédio moral nas instituições policiais.
Aliás, tem que
ter um código de combate ao assédio em todo o governo, em todos os órgãos de
governo, mas principalmente nos que se referem às instituições policiais. A
gente espera o quanto antes que a Assembleia Legislativa se posicione, que a
direção, a Mesa Diretora se posicione com relação às denúncias que foram
apresentadas.
A gente vai cobrar esse ano a valorização
salarial; vamos cobrar a reestruturação da Polícia Civil, da Polícia Militar; a
reestruturação dos oficiais administrativos, que é uma promessa também que vem
desde o começo do governo e até agora não foi atendida.
Nesse mês de janeiro, recebi vários
comunicados, vários WhatsApps de oficiais administrativos reclamando das
condições deles, do salário indigno, salário de 702 reais, a questão da
insalubridade, que precisa ser reajustada. Se o governo estivesse seguindo as
regras de reajustes como tinha antes na insalubridade, nós teríamos hoje uma
insalubridade mais de 1.200 reais e ela está congelada em cerca de 785 reais.
Então a gente precisa cobrar do governo que a insalubridade seja descongelada.
E também com o
Descongela, que foi aprovado em Brasília e sancionado pelo presidente Lula, que
o Governo de São Paulo possa pagar o período dos 583 dias que foram congelados,
porque teve até um projeto na época do deputado Derrite que descongelou para a
Segurança Pública e descongelou para a Saúde, mas não foi pago, começou a valer
a partir da sanção daquele projeto.
Agora, com o
novo Descongela, há sim a possibilidade de que o Governo de São Paulo possa
pagar esses 583 dias de quinquênio, de sexta-parte que ficou congelado. Cobrar
também o reajuste do vale-refeição, o chamado “vale-coxinha”, que continua 12
reais desde quando esse governo chegou aqui e, mesmo sabedor, até hoje não
tomou nenhuma atitude.
Então, Sr.
Presidente, quero dizer para V. Exa. que nós vamos, sim, fazer coro com V. Exa.
no que se refere à derrubada do veto do projeto de V. Exa. nº 135, também o nº
1.712, que garantia a gratuidade para os policiais no deslocamento intercidades,
é um projeto muito importante, e outros projetos como a identificação digital,
a identidade do policial digital que foi congelada, o programa de atendimento
às policiais gestantes, que foi também vetado.
Então, nós
queremos, sim, junto com V. Exa. e com os deputados que têm apreço pela
Segurança Pública, sentar, se reunir com o presidente desta Casa e pedir que
esses projetos sejam pautados para que seus vetos sejam derrubados.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - É importante
nós citarmos aqui que a Segurança Pública é a pauta principal no estado de São
Paulo e no Brasil. Há de se ter uma atenção especial com os policias que são os
homens e mulheres que arriscam a sua vida diuturnamente combatendo o crime sem
nenhum suporte legal, em termos de legislação e não é justo não terem,
inclusive, o suporte adequado do Governo do Estado para arriscar as suas vidas.
Dando continuidade à lista de oradores,
deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Deputado
Carlos Giannazi, tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da palavra.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Mecca, Srs. Deputados e Sras.
Deputadas, público aqui presente, telespectador da TV Assembleia, de volta aqui
à tribuna, nessa volta aos nossos trabalhos na Assembleia Legislativa.
Eu quero
tratar, Sr. Presidente, aqui, de dois assuntos relacionados à Educação. O
primeiro deles é o que vem acontecendo na rede estadual neste início de ano.
Uma política desastrosa implantada no estado de São Paulo pela gestão
Tarcísio/Feder está patrocinando, Sr. Presidente, a maior demissão em massa de
professoras e professores da rede estadual de ensino.
Nesse processo
tumultuado, cruel e perverso de atribuição de aulas, nós estamos assistindo,
Sr. Presidente, a um verdadeiro vale de lágrimas do Magistério estadual, porque
o Magistério nunca foi tão atacado como agora. Como eu disse, milhares de
profissionais da Educação estão sem aulas por conta de avaliações punitivistas
que tentam criminalizar as professoras e professores.
Agora mesmo, no
início, agora, de janeiro, o governo publicou uma resolução, a Resolução nº 8,
de 2026, que, se permanecer, nós vamos ter professores demitidos impedidos de
retornar à rede durante três anos. Ou seja, se nós tínhamos a “duzentena” e nós
conseguimos reduzir para “quarentena”, que já é grave - nós somos contra a
interrupção dos contratos dos professores categoria “O” -, agora piorou muito a
situação.
O governo criou
agora uma “duzentena” de três anos, impedindo que os professores possam voltar
à rede estadual de ensino. Isso é, não tem precedentes o nível de crueldade, de
maldade, de perversidade do governo estadual em relação aos professores.
Eu apresentei,
Sr. Presidente, está aqui, o PDL nº 1. O primeiro PDL publicado e apresentado
no ano de 2026, aqui na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, é o
nosso. É o PDL nº 1 que revoga, exatamente, os efeitos dessa Resolução nº 8, de
2026, que promove demissão em massa de professores e impede que esses
professores possam voltar à rede estadual durante três anos.
Além, Sr.
Presidente, também, de haver um duro ataque às crianças e adolescentes com
deficiência, porque esse modelo de atribuição de aulas vem prejudicando e
impedindo que as professoras possam continuar com o vínculo com o aluno com
deficiência da rede estadual. É um ataque à educação especial que nós
denunciamos.
Nós, então,
tomamos várias providências: Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal
de Justiça e agora o nosso PDL. Eu peço apoio a todos os deputados, deputadas,
para que nós possamos aprovar imediatamente o PDL Projeto de Decreto
Legislativo nº 1, de 2026, para pôr fim a essa trágica e criminosa política da
gestão Tarcísio/Feder contra a Educação.
E ao mesmo
tempo, Sr. Presidente, a gente vê, enquanto tem demissão em massa, o governo
contrata militares aposentados para a famigerada farsa da escola cívico-militar
no estado de São Paulo. As aulas tiveram início agora, e nós tivemos aqui o
exemplo que todo mundo está acompanhando aí pela televisão, pelas mídias
sociais, que eu quero mostrar aqui, Sr. Presidente, mostrando a contradição.
Demissão em
massa de professores e contratação de militares aposentados ganhando mais do
que os professores, ganhando mais que o piso nacional, e cometendo erros
gravíssimos de português, de gramática, ensinando errado os nossos alunos.
Eu quero
mostrar um vídeo aqui, Sr. Presidente, da grande imprensa dando conta disso.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Então, Sr.
Presidente, só para finalizar, essa é a escola cívico-militar do Tarcísio de
Freitas. Está implantando aqui na marra, cem escolas, porque a Procuradoria
Geral da República já soltou um parecer a pedido do Supremo Tribunal Federal,
dizendo que é ilegal, é inconstitucional pagar militares com o dinheiro da
Educação. Está a decisão da Procuradoria Geral da República.
Nós temos uma
ação no Supremo Tribunal Federal, aqui do nosso coletivo Educação em Primeiro
Lugar - deputada federal Luciene Cavalcante, do vereador Celso Giannazi e do
nosso mandato aqui -, ainda para ser julgada no Supremo Tribunal Federal, que
ajudou... Porque essa escola cívico-militar deveria ter sido implantada há mais
de um ano.
Nós conseguimos
impedir essa tragédia aqui para o estado de São Paulo durante um ano depois com
uma outra representação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que
segurou mais ainda e só agora que ele conseguiu implantar esse desastre de
escola cívico-militar no estado de São Paulo. Enquanto isso, centenas, milhares
de professoras e professores demitidos da rede estadual de ensino, sobretudo,
também, professores da área da educação especial.
Mas uma palavra
ao Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, que foram
acionados, e agora, também, à Assembleia Legislativa de São Paulo, que pode
votar contra essa maldade votando no nosso PDL nº 1, de 2026.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputado Carlos Giannazi. Dando sequência à lista de oradores do
Pequeno Expediente, deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada.
(Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do
Consumidor. (Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli.
(Pausa.)
Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.)
Deputada Solange Freitas. (Pausa.) Deputado Mauro Bragatto. (Pausa.) Deputado
Tomé Abduch. (Pausa.) Deputado Gil Diniz. Deputado Gil Diniz Bolsonaro. Tem V.
Exa. cinco minutos regimentais para uso da tribuna.
Tenha um ótimo 2026, deputado Gil Diniz
Bolsonaro.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente, cumprimento V. Exa., cumprimentar
aqui o deputado Capitão Telhada. Hoje estivemos presentes no início das aulas
no colégio militar de São Paulo. Vossa Excelência que agora tem uma filha, a
Laura, parabéns à Laura, parabéns a toda a família por essa conquista, fico
muito feliz.
Agora, com V.
Exa. pertencendo aí à família Garança, à família dos colégios militares pelo
Brasil. É uma honra ter um filho lá matriculado também e hoje fiquei muito
feliz com a vossa presença, presença do seu pai, o sempre deputado Coronel
Telhada. Cumprimentar os nobres deputados presentes aqui no Pequeno Expediente,
cumprimentar os nossos assessores, policiais militares e civis.
Já adiantando,
Major Mecca, ano passado fizeram, principalmente alguns deputados do PT aqui,
um desafio, não é? Disseram que quando o Lula foi preso, eles colocaram no seu
nome parlamentar o nome de Luiz Inácio, não é? Colocaram “Lula” ali e que
nenhum bolsonarista tinha feito o mesmo. Eu disse que não havia problema nenhum
de colocar o meu nome parlamentar o nome do presidente Bolsonaro.
Então, coloco
no meu nome parlamentar aqui, não como uma maneira politiqueira de fazer aqui
um uso indevido do nome do presidente Bolsonaro, mas marcando posição aqui,
sim: nós defendemos o presidente Bolsonaro e sua família, não importa se com o
nome ou não. Não é isso que diz se somos ou não bolsonaristas, mas fiz questão
de fazer o registro aceitando o desafio que me foi colocado.
Presidente, vou
voltar aqui à tribuna nesta tarde, mas a primeira manifestação que faço aqui é
em defesa de Flávio Bolsonaro e de seu nome, colocado a disputar, neste ano, a
Presidência da República pelo Partido Liberal.
Senhoras e
senhores, há cerca de dois meses o presidente Bolsonaro indicou o seu filho
Flávio Bolsonaro. Nós aqui, aliados de primeira hora, deputado Major Mecca, já
nos colocamos à disposição, já repercutimos o nome de Flávio Bolsonaro,
seguindo a liderança do presidente.
E vai aqui um
aviso a alguns oportunistas que foram eleitos lá atrás, surfando na onda de
Bolsonaro. Quando eram pequenininhos, se arrastavam, eram bolsonaristas de
corpo e alma. Alguns chegavam a dizer que eram mais Bolsonaro do que os
próprios filhos do presidente Bolsonaro, e hoje se escondem, não falam nada, não
dão apoio público à indicação do presidente Bolsonaro.
Está todo mundo
vendo, seus covardes. Digam aí que vocês só querem os votos dos bolsonaristas e
não apoiam realmente o presidente Bolsonaro. Vocês estão em silêncio já há dois
meses. São canalhas.
Tem político no
PL que em 2022 não declarou voto ao Bolsonaro no primeiro turno, que foi muito
bem eleito agora em 2024 e provavelmente vai ter uma boa votação em 2026, que
está fingindo demência. Mas fique tranquilo: a eleição está chegando e o
eleitor vai saber reconhecer esses travestis políticos que fingem ser
bolsonaristas, mas, na verdade, não o são.
Para finalizar,
presidente Major Mecca, eu ouvi algumas manifestações do nosso governador
Tarcísio Gomes de Freitas dizendo: “Ah, é muito bom uma candidatura de Ronaldo
Caiado, de Ratinho Junior, é muito bom uma outra candidatura à direita para
disputar; no segundo turno estaremos todos juntos”.
A pergunta é:
essa mesma lógica vale para o Governo de São Paulo? Porque se vale para o
Governo de São Paulo, vale a pena o Partido Liberal ter um candidato também,
porque ajuda a chapa de estadual, ajuda a chapa de federal. O Partido Liberal é
o maior partido no estado de São Paulo e o maior partido no Brasil.
Então, se vale
essa lógica de que no segundo turno estaremos juntos na eleição federal, tudo
bem. Estaremos juntos também no segundo turno na eleição estadual. Ou, se não
vale para São Paulo, não vale também para a eleição nacional.
Então, tomara
que corrijam alguns rumos em 2026, porque o Partido Liberal merece respeito e
merece os espaços dados pelo povo de São Paulo, pelo povo brasileiro que
reconheceu em nós, deputados do Partido Liberal, os seus representantes no
estado de São Paulo. Então, respeitem o Partido Liberal e os seus eleitores.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputado Gil Diniz. Nós todos desejamos que o Flávio Bolsonaro tenha
a proteção de Deus, seja iluminado, porque a batalha hoje no Brasil é
extremamente intensa. Foi instalada uma ditadura neste país e nós precisamos
vencê-la.
Dando sequência à lista de oradores,
deputada Marina Helou. Deputado Enio Tatto. (Pausa.)
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Presidente, uma
comunicação antes da parlamentar na tribuna?
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - A deputada
Marina está se dirigindo. A senhora tem uma comunicação enquanto isso.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Rapidamente, só para agregar à fala do
deputado Gil Diniz, a importância de quem de fato está no PL, de quem de fato é
Bolsonaro, que sempre esteve ao lado do Bolsonaro, como é também o meu caso.
Eu tenho honra de fazer isso,
inclusive, porque é um princípio nosso - lealdade, gratidão, moral e fé. Então,
nós temos trabalhado e temos que trabalhar ao lado da indicação de Jair Bolsonaro,
que é Flávio Bolsonaro.
Inclusive, em São José dos Campos, que
é a minha cidade, o vereador Sena propôs uma homenagem, uma honraria para que
Flávio Bolsonaro receba em São José dos Campos o título de cidadão pela
importância do trabalho que ele faz para o Brasil e também para a nossa São
José dos Campos. E assim, a gente fortalece, sim, o nosso trabalho e o combate
à esquerda e a retirada da esquerda do poder.
Obrigada, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Justa
homenagem, estamos juntos nessa batalha. Deputada Marina Helou, tem V. Exa.
cinco minutos regimentais.
A
SRA. MARINA HELOU - REDE -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, presidente. É um prazer voltar para esta
Casa. Cumprimento a todos aqui que estão trabalhando para que a gente possa
representar a população do nosso estado, todas as deputadas e deputados
presentes. Esta Casa voltou esta semana do recesso parlamentar, mas no mandato
a gente trabalhou bastante durante esse período.
Não foi um
período de férias, foi um período de muita atuação junto aos nossos
territórios, junto às nossas cidades aqui no estado, junto às demandas da
população e muito atentos a tudo o que está acontecendo no Brasil.
Isso é verdade
que a gente já entrou em um ano eleitoral em que a gente tem um ano
importantíssimo. A gente vai votar para seis cargos: deputado estadual,
federal, dois senadores - o mesmo cargo, mas duas pessoas -, Governo do Estado
e presidente da República.
A gente vê que
as discussões aqui neste plenário já tomaram muito esse tom político, esse tom
que vai discutir o ano inteiro estas eleições tão importantes para o nosso
País.
Mas a verdade é
que a vida das pessoas continua lá fora e a gente precisa continuar trabalhando
todos os dias para que os nossos temas, as nossas pautas e a vida das pessoas
não se percam nessa briga política e que a gente possa ter no horizonte a
certeza que o nosso papel é pensar e construir soluções que melhorem a vida das
pessoas e que protejam a nossa população, que protejam as nossas crianças e
adolescentes.
Eu quero
começar falando sobre esse tema aqui, que é um tema que foi muito grande agora,
que gerou grande comoção na internet, grande comoção no Brasil, que foi o
assassinato do cachorro Orelha, que foi realmente completamente desumano.
A gente viu o
que aconteceu, a gente viu aqueles adolescentes sendo absolutamente violentos.
Precisam ser responsabilizados, precisam responder por isso, mas o que está por
trás é um problema muito mais grave.
É um problema
que coloca diversos animais em situação de violência todos os dias, que coloca
diversas crianças e adolescentes expostos à violência todos os dias. O que está
acontecendo nas redes sociais e nas conexões na internet com plataformas como o
Discord, como o Roblox, são redes criminosas que buscam crianças e
adolescentes, expõem eles à violência e, por meio de desafios de exposição,
dessensibilizam eles na violência e fazem com que eles repliquem atitudes como
essa, que gravem atitudes como essa.
Convido e já
convidei aqui mais de uma vez todos os colegas deputados e deputadas a
visitarem o Noad, que é o Núcleo de Observatório do Ambiente Digital da Polícia
Civil aqui do Governo do Estado, que tem uma delegada excelente que vem fazendo
um trabalho hercúleo de combater esses crimes contra crianças e adolescentes na
internet.
E, quando você
vai visitá-la, ela vai explicar a dinâmica desses grupos, como funciona, desde
células internacionais, a busca por crianças e adolescentes em joguinhos
inocentes, até que, de repente, eles estão envolvidos em grandes cadeias, em
lives grandes, obrigados para continuarem a participar, a perpetuarem a
violência.
É uma
quantidade de vídeos, é uma quantidade de filmes horrorosos. É para poucas
pessoas que têm estômago para assistir, mas a violência que o Brasil inteiro
assistiu contra o cachorro Orelha tem acontecido todos os dias.
É contra
cachorros, é contra gatos, é contra as próprias crianças e adolescentes, que se
automutilam para participarem desses grupos, que se automutilam em lives
transmitidas para centenas de pessoas, vendo crianças e adolescentes se
machucarem, sangrarem, publicamente.
A gente
proteger as crianças e adolescentes é, sim, responsabilizar essas plataformas -
Discord, Roblox - para que se responsabilizem pelo que está acontecendo lá
dentro, para que a gente tenha os criminosos identificados, presos e banidos da
internet, para que a gente tenha pedófilos fora do contato com as nossas
crianças e adolescentes, para que a gente tenha a certeza de que rede social é
um ambiente perigoso para o desenvolvimento saudável de crianças e
adolescentes, não é à toa que a Austrália e a França já proibiram as redes
sociais para menores de 15 anos. E para que a gente leve cada vez mais
informação, atenção e suporte para que os pais saibam o que está acontecendo:
não é livre de perigo a sua criança estar sozinha na internet.
Além disso, eu
queria falar que muito do que nós fizemos nesse tempo de recesso foi em relação
ao meio ambiente. Viemos denunciando o problema grave de água do estado de São
Paulo, nós tivemos diversas reuniões nesse tema. A segurança hídrica é um tema
fundamental para a dignidade humana. Ter garantia de água é um direito básico
de todo mundo, e nós vemos cidades inteiras passando por grandes períodos de
seca.
Nós vemos o que
já acontece aqui na cidade de São Paulo e o que está acontecendo, que vai
continuar acontecendo, porque nós estamos vivendo uma das maiores crises
hídricas da nossa história.
A mudança
climática é real e a gente precisa se planejar para isso. Precisa de
transparência com a população e precisa ter a certeza de que não dá para
esconder o problema embaixo do tapete.
Obrigada,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito
obrigado, deputada Marina Helou.
Dando sequência à lista de oradores. Na
Lista Suplementar, deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputada Paula da Bancada
Feminista. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Márcia Lia.
(Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputada Ediane Maria.
(Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Paulo
Mansur.
Tem V. Exa. cinco minutos regimentais
para o uso da palavra.
O
SR. PAULO MANSUR - PL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar V. Exa., presidente Major Mecca, Gil
Diniz, deputados e deputadas. É uma honra voltar a este plenário e quantos
escândalos, quantos escândalos com o PT no governo, no poder.
Agora o INSS,
um rombo de mais de 300 bilhões de reais, e em vez de o PT ir atrás de quem
roubou o dinheiro para recuperar esses bilhões de reais para os brasileiros,
para os aposentados que trabalham nesse Brasil, eles querem fazer uma outra
reforma, aumentar os impostos para a gente pagar de novo, para eles arrecadarem
bilhões e pagarem os aposentados. Ou seja, o brasileiro vai ter que pagar duas
vezes para aposentar os aposentados deste País.
Mas é escândalo
atrás de escândalo. Viagens milionárias. O Lula não gosta de ficar em hotel de
mil, quinhentos, dois mil reais, que nem o Bolsonaro ficava. Ele gosta de ficar
em hotel que é milhões de reais. E ele vai com comitiva de vinte, trinta
deputados do PT. É aquele combo de sanguessuga do dinheiro público indo viajar
com o nosso dinheiro para não fazer nada.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Gil Diniz Bolsonaro.
* * *
Os
financiamentos para Cuba, Venezuela, países ditadores, que saíam do BNDES antes
do governo Bolsonaro, quando o governo do PT estava no poder, voltou. Estamos
voltando a financiar. E vale recordar que o Maduro quis pagar com charuto, saiu
uma notícia dessas, com charuto cubano as dívidas para o Brasil. E financiamos
lá metrô em Caracas e várias outras coisas com o dinheiro dos nossos impostos.
Agora, é má
gestão, são escândalos em ONGs e, principalmente, com as estatais neste País.
Nós temos agora, fechando 2025. Agora a gente já está iniciando 26 com um rombo
de cinco bilhões de reais nos Correios.
O presidente
Bolsonaro entregou o superávit de dois bilhões de reais. Que conta é essa?
Sabem como é que é essa conta? É empregar mais do que precisa, é cabine de
emprego, e isso o PT é mestre. É mestre.
E todas as
prefeituras que o PT administra, a prefeitura sai no negativo, sai devendo,
pede empréstimo em cima de empréstimo. Porque quando o homem está lá no Poder
Público, ele pode fazer empréstimo, pode canetar. E isso, o PT é mestre.
Mas eles têm,
realmente, o Judiciário com eles, onde os protegem, as narrativas do governo.
Sorte que a gente tem um equilíbrio no Tribunal de Justiça, com juízes que
foram colocados lá ao longo desses 30 anos de governo, pelo menos, que se
diziam direita. Mas a gente está vendo que direita a gente só teve agora aqui
com o Tarcísio, que foi indicado pelo Bolsonaro, que está tentando e melhorando
o nosso estado de São Paulo.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Paulo Mansur. Convido à tribuna o nobre deputado Sebastião Santos.
(Pausa.) Nobre deputada Letícia Aguiar. Vossa Excelência tem o tempo regimental
de cinco minutos, deputada Letícia.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Presidente,
obrigada. Presidente, acho que o senhor deve ter visto um padre de Aparecida
que utilizou do momento de homilia para criticar a caminhada do Nikolas em
favor da liberdade, e nas palavras dele, ele disse que era uma caminhada da
morte, e que nós defendíamos o uso de armas.
Pois bem, eu
estive nesta caminhada, e eu trago aqui comigo as armas que me acompanharam.
Aqui, a bandeira do nosso Brasil, da nossa nação, que carrego com muita honra e
com muito orgulho. E aqui, presidente, trago a outra arma que carreguei comigo
durante toda essa jornada, o terço que representa a minha fé.
Eu subo a esta
tribuna hoje com um coração cheio de emoção, mas eu não subo essa tribuna hoje
somente por palavras, porque eu trago também passos. Passos dados ao lado de
milhões de brasileiros que estavam nesta caminhada por um valor que não se
negocia, a nossa liberdade.
Caminhamos
juntos, eu, o deputado Nikolas Ferreira, o vereador Senna, de São José dos
Campos. Tantos e tantos cidadãos comuns, mães, pais, jovens, idosos, famílias,
com algo em comum, o sentimento que o Brasil não pode calar a sua própria voz.
Eu estive lá,
eu participei, e foi um sentimento único de nostalgia, que me recordou Jair
Bolsonaro, que foi silenciado. Mas esse ato da caminhada não foi um ato
político qualquer, foi um recado claro do povo brasileiro. Nós não iremos
aceitar nos calarem, não iremos aceitar que tenhamos medo de falar, de nos
posicionar, de opinar, de discordar.
Nós estamos
sedentos de uma democracia plena e soberana para o seu povo, porque quando a
liberdade de expressão é atacada, quando a Justiça é injusta, é a democracia
que adoece. Quando tentam silenciar, calar um representante eleito, quando
perseguem um representante eleito pelo seu povo, não é apenas o parlamentar que
está sendo calado, silenciado. Quem está sendo silenciado é o eleitor, é o
cidadão, é você.
E mesmo que
você discorde do que eu estou falando aqui, que você discorde de Bolsonaro, de
Nikolas Ferreira, que você discorde dessa deputada aqui, quando a gente fala de
liberdade, a gente fala que todos têm a liberdade, de que deputados que pensam
contrariamente ao que eu estou pensando, ao que eu tenho como ideologia, também
possam abertamente se posicionar sem ser perseguidos. É a liberdade e a
soberania de uma nação.
Portanto, deixo
aqui registrado o meu respeito, o meu reconhecimento ao deputado Nikolas
Ferreira, pela iniciativa e pela coragem de continuar o legado de Jair
Bolsonaro e pela sua conduta firme e de fé. Falam do Nikolas como um garoto.
Para mim, ele é um homem com H maiúsculo de honra. E para mim foi uma grande
honra estar lá e presenciar de perto, novamente, o despertar de uma nação.
Acorda, Brasil!
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputada Letícia Aguiar. Convido a fazer uso da tribuna o nobre deputado
Eduardo Suplicy. Tem V. Exa. o tempo regimental de cinco minutos.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Gil Diniz, Sras. Deputadas,
Srs. Deputados, trago a esta Casa uma grande notícia para o Brasil: a
regulamentação da cannabis para fins terapêuticos e científicos finalmente saiu
do papel.
Na última
semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, deu passos
históricos com a publicação de quatro resoluções que começam a redesenhar o
panorama nacional do uso da cannabis para fins terapêuticos. Essas medidas,
frutos de anos de luta de pacientes, familiares, cientistas e ativistas,
merecem nosso reconhecimento e nossa análise crítica.
Aproveito para
parabenizar publicamente o diretor Tiago Campos, que conduziu esse processo com
seriedade, responsabilidade e competência. Eu estive nessa reunião em Brasília
e pude testemunhar essa importante vitória. Digo a vocês o que mudou. Primeiro,
a Agência excetua a proibição de cannabis para fins científicos e terapêuticos.
Segundo,
estabelece uma norma para o cultivo para a indústria farmacêutica. Empresas,
sob rigoroso controle, poderão cultivar cannabis para produzir medicamentos à
base de canabidiol com baixíssimo teor de THC. Terceiro, fortalece a pesquisa
científica.
Pesquisadores e
associações terão permissão para cultivar e produzir insumos, inclusive com
alto teor de THC, para fins de pesquisa. Isso fortalece a ciência brasileira e
abre portas para descobertas importantes.
Quarto, e este
é um ponto fundamental, criou-se um arranjo regulatório experimental para
associações de pacientes. Durante cinco anos, associações sem fins lucrativos,
constituídas há pelo menos dois anos, poderão participar de um ambiente de
teste chamado de “sandbox regulatório”.
Pela primeira
vez, o Estado não apenas deixa de criminalizar essas entidades, mas as reconhece
formalmente como atores sociais essenciais na construção de políticas públicas
de saúde. É a vitória da coragem de mães, pais e pacientes que, na ausência do
Estado, assumiram a responsabilidade pela vida de seus filhos, produzindo
artesanalmente o óleo que garante sua sobrevivência e dignidade.
Essas mudanças
significam a saída de um limbo regulatório que perpetuava a insegurança
jurídica, a repressão policial a cultivadores solidários e a interrupção de
tratamentos. A mudança de postura da Anvisa é, acima de tudo, uma resposta à
demanda organizada e compassiva da sociedade civil. Existem ainda pontos de
atenção para guiar nosso acompanhamento desta política.
O limite de
0,3% de THC para o cultivo industrial farmacêutico é considerado insuficiente
por especialistas. E a regulação ainda ignora outras aplicações de interesses
industriais da Cannabis, de baixo risco, alto potencial econômico e ambiental,
como o emprego das fibras e sementes.
Celebremos os
avanços, que são fruto da luta popular. Apoiamos as associações de pacientes
neste novo momento, mas permanecemos vigilantes e propositivos. O caminho é
longo, mas hoje estamos, sem dúvida, trilhando um caminho orientado pela
ciência, saúde e compaixão.
Quero aqui
cumprimentar os ministros do governo do presidente Lula, o próprio presidente,
que atuou de uma maneira muito correta neste caso, e também os ministros
Alexandre Padilha, da Saúde, Guilherme Boulos, da Secretaria da Presidência, a
ministra de Política sobre as Mulheres e todos os outros ministros que
colaboraram. Também Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputado. Convido para fazer uso da tribuna o nobre deputado Luiz Claudio
Marcolino, pelo tempo remanescente.
O senhor prefere abrir mão desse tempo
e já entrar no Grande? Deputado, é que nós vamos ter que rolar a lista. Talvez,
se o senhor pedir uma comunicação ao final. Com a palavra o nobre deputado Luiz
Claudio Marcolino.
O SR. LUIZ CLAUDIO
MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados,
Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp, retomando aqui os
trabalhos na Alesp, durante o período de recesso eu apresentei uma denúncia à
população do estado de São Paulo, e quero fazê-la publicamente hoje, aqui no
retorno do recesso. O que vou denunciar aqui é algo grave, inaceitável e
profundamente vergonhoso para o estado de São Paulo.
Nós organizamos
no nosso mandato, fizemos um cruzamento das empresas que hoje estão na lista
suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e fizemos uma comparação em
relação a um dado apresentado pelo próprio Governo do Estado de São Paulo, em
relação às empresas que receberam ou crédito tributário, ou créditos
outorgados.
Nós fizemos
também esse cruzamento entre o que o governo publicou de créditos outorgados, a
lista suja do Ministério do Trabalho, e nós detectamos que hoje tem empresas
que recebem benefício do Governo do Estado de São Paulo, que são empresas que
estão vinculadas hoje à lista suja do Ministério do Trabalho.
No mínimo, ou o
governo está sendo omisso, ou o governo está compactuando de forma indireta com
essas empresas que violam o direito à dignidade humana. É importante que essa
informação... Como nós chegamos a essas empresas? Pegamos o relatório de
créditos outorgados, de 2024, que é produzido pelo próprio Governo do Estado de
São Paulo, e cruzamos com a lista suja do Ministério do Trabalho.
Aí nós
levantamos, tem uma empresa aqui, na Capital paulista, que recebeu, e ela está
na lista suja do Ministério do Trabalho desde 2020. Nós estamos falando de,
pelo menos, alguns anos nessa lista suja do Ministério do Trabalho, que são
empresas que têm hoje, no estado de São Paulo, trabalho escravo ou análogo à
escravidão.
Então o Governo
do Estado de São Paulo tem garantido ou crédito outorgado ou o benefício fiscal
a empresas que têm o seu nome na lista suja do Ministério do Trabalho no dia de
hoje, empresas que têm ou trabalho escravo ou trabalho análogo à escravidão.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Deputado
Marcolino, só para encerrar aqui o Pequeno Expediente e já abrir o Grande
Expediente, convidando V. Exa. a continuar na tribuna.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de dez minutos.
* * *
-
Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Então, dando sequência: nós fizemos esse levantamento,
já apresentamos à sociedade essa denúncia e, ao mesmo tempo, já apresentamos,
aqui no estado de São Paulo, um projeto de lei, a Lei nº 13.074, de 2025, que
veda o acesso a isenções, subsídios, anistias, remissões e créditos outorgados
enquanto a empresa constar na lista suja do trabalho escravo.
Combater o
trabalho escravo não é apenas uma obrigação legal; é um compromisso moral,
ético e civilizatório. São Paulo não pode, nem deve, ser associado a uma das
páginas mais vergonhosas da história brasileira, que foi a escravidão no nosso
país.
Hoje temos
trabalhadores sendo escravizados, ou análogo à escravidão, e o governador
Tarcísio tem garantido créditos outorgados, subsídios, garantindo que essas
empresas tenham benefícios fiscais.
O governo até
faz aqui uma alusão, faz uma resposta aos veículos de comunicação, falando que
não, que não é bem assim. E nós temos cobrado, desde 2023, que o Governo do
Estado de São Paulo, o governador Tarcísio, a partir, inclusive, de uma própria
determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, apresente quais são
as empresas que hoje são beneficiadas com os créditos fiscais no estado de São
Paulo.
O governador
Tarcísio apresenta só o setor, mas não apresenta quais são as empresas. Então,
se nós fizemos um cruzamento com o dado oficial do Governo do Estado de São
Paulo e já detectamos duas empresas no estado de São Paulo que receberam
créditos outorgados, imagine no momento em que a gente tenha acesso às
informações das empresas que estão sendo beneficiadas, aqui no estado de São
Paulo, com benefício fiscal.
Então, quando
nós cobramos transparência, cobramos que o governador apresente quais são as
empresas beneficiadas, é uma forma de fazer esse cruzamento e de não garantir
esse dinheiro público que, hoje, a partir dos nossos impostos, está
beneficiando empresas que têm trabalho escravo, que têm trabalho análogo à
escravidão.
O governador
Tarcísio não pode compactuar com o que está acontecendo no seu estado. E ele
não pode, ou como ele disse: “agora eu vou levantar e vou cancelar o registro
dessas duas empresas”. Está correto, tem que cancelar.
Mas assume que
o governo está cometendo um erro, está cometendo um equívoco, que o governo, no
mínimo, não tem feito uma análise, um acompanhamento a partir de um dado
público sobre as empresas que hoje recebem benefício público do estado de São
Paulo, dos setores econômicos.
No mínimo, o
governo deveria olhar essas empresas que estão nessa lista suja do Ministério
do Trabalho, por trabalho análogo à escravidão, por trabalho escravo. É uma
lista pública, são informações públicas, informações transparentes do
Ministério do Trabalho.
Então, essa
informação, por ser pública, a própria Secretaria da Fazenda teria obrigação,
ao conceder um benefício fiscal, um crédito outorgado, de no mínimo fazer uma
análise da empresa que está sendo beneficiada. Isso já acontece com os bancos:
os bancos são proibidos, por lei, de liberar crédito a empresas que têm trabalho
escravo ou análogo à escravidão.
Então no
mínimo, governador Tarcísio, dialoga com a Secretaria da Fazenda, o mínimo que
tem que acompanhar. Mas o que nós queremos de fato é a transparência das
empresas que têm benefício fiscal no estado de São Paulo, a sociedade tem que
saber quem está sendo beneficiado.
Com uma
informação pública do Governo do Estado de São Paulo, conseguimos levantar duas
empresas que se utilizam de trabalho escravo, que se utilizam de trabalho
análogo à escravidão, que o Governo do Estado de São Paulo tem dado benefício
fiscal a essas empresas.
Então,
esperamos agora, com essa denúncia pública que eu já fiz aos jornais, na grande
imprensa, com essa denúncia agora aqui na Assembleia Legislativa, que o
governador Tarcísio tome providências, não só em relação em punir essas duas
empresas e suspender esse crédito que está sendo feito por essas duas empresas,
mas garantir...
Como é uma
orientação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mas apresentar quais
são as empresas beneficiadas por isenção tributária no estado de São Paulo que
nós, como deputados estaduais, faremos o nosso papel.
Levantar se
essa empresa é digna de receber apoio ou recurso público e se alistar
corretamente pagando os seus impostos, se utilizando corretamente... Tem as
suas obrigações tributárias, suas obrigações fiscais, suas obrigações
trabalhistas e aí ela pode receber benefício fiscal.
Agora um dado
simples, duas empresas com trabalho escravo, análogo à escravidão, o Governo do
Estado de São Paulo e o governador Tarcísio garantem isenções, crédito
outorgado e benefícios fiscais a empresas que hoje estão tendo trabalho escravo
e trabalho análogo à escravidão no estado de São Paulo, o estado mais rico do
nosso País.
Então eu quero
deixar aqui essa nossa denúncia, e eu estou fazendo o meu papel como deputado
estadual. Se fosse transparente as empresas que recebem benefício fiscal, com
certeza pegaríamos muito mais empresas que hoje tem esse desvio de conduta,
junto aos trabalhadores do estado de São Paulo.
De novo, uma
projeção pública que o Governo do Estado apresentou com dados do Ministério do
Trabalho, que (Inaudível.) formação pública, fizemos um cruzamento e
apresentamos empresas beneficiadas pelo Governo do Estado de São Paulo que tem
trabalho análogo à escravidão, ou trabalho escravo. Então esse é o nosso papel
como deputado estadual, e vamos continuar fazendo o nosso trabalho durante todo
o mandato.
Queria
aproveitar a oportunidade também, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs.
Deputados, este mês é o primeiro mês em que os trabalhadores que ganham até
5.000 reais, ou que ganham até 7.350 reais, estão isentos de pagar imposto de
renda.
Isso é muito
importante porque é mais dinheiro no bolso do trabalhador, é mais recurso para
que o trabalhador possa fazer os seus afazeres mensais, melhorar o seu consumo,
fazer uma poupança.
Então o
trabalhador agora tem um valor mensal, que era descontado do imposto de renda,
e deixa de ter esse desconto a partir do holerite do mês de janeiro. Então essa
é a conquista de mais de cinco milhões de trabalhadores no nosso país que
pagavam imposto de renda, e deixam de pagar imposto de renda agora no mês de
janeiro. Então é uma conquista dos trabalhadores, das trabalhadoras e uma
reivindicação antiga das centrais de sindicais.
O governo do
presidente Lula entendeu que essa era uma reivindicação justa, uma
reivindicação importante. Inclusive, fruto da sua campanha a presidente em
2022, e agora essa promessa de campanha passa a ser uma realidade a partir de
janeiro de 2026. Então parabéns, presidente Lula, parabéns às centrais
sindicais que apresentaram essa demanda ainda no período eleitoral que
antecedeu 2022.
Essa promessa
de campanha do presidente Lula é uma realidade hoje para milhares de
trabalhadores do nosso país que pagavam imposto de renda. Quem ganhava até
5.000 reais pagava imposto de renda e agora deixa de pagar, e para quem ganha
até 7.350 reais, vai ter uma redução no valor que pagava até o final do mês de
2025.
Então parabéns
ao presidente Lula, parabéns aos trabalhadores e trabalhadoras que passam a ter
mais um direito, que foi uma promessa de campanha de 2022 e que agora é uma
realidade para os trabalhadores e para as trabalhadoras.
Para finalizar
aqui o meu pronunciamento no dia de hoje, a gente vem acompanhando no estado de
São Paulo, desde o ano passado, a questão do Orçamento. Fizemos isso em 2024,
fizemos isso em 2023, fizemos em 2025 e percebemos que o governo do estado de
São Paulo, o governador Tarcísio, reduz recursos do Orçamento em algumas áreas
sensíveis no estado de São Paulo.
Reduziu
recursos de combate ao crime organizado no estado de São Paulo. Está lá, nós
fizemos esse alerta no Orçamento, na votação da LOA do ano passado, e mesmo
assim o governador manteve a redução dos recursos para o combate ao crime
organizado.
E nós vimos os
dados que saíram no dia de ontem e no dia de hoje na grande imprensa, o estado
de São Paulo, mas principalmente a capital de São Paulo - a cidade de São Paulo
-, a Grande São Paulo é a região com maior número de feminicídio. E vem
aumentando esse número nos anos anteriores, e aumentou ainda mais no ano de
2025 e no começo de 2026.
O governador
Tarcísio reduziu o recurso de combate também... O recurso que estava disponível
no orçamento do ano passado reduz para o combate ao feminicídio, políticas
públicas voltadas às mulheres no estado de São Paulo.
Então, é
importante que tragamos essas duas reflexões, porque agora, no dia quatro, no
dia de amanhã, o Governo Federal vai lançar uma plataforma de combate ao
feminicídio, de combate à violência às mulheres do nosso País. E o governador
Tarcísio não aderiu ao pacto, não aderiu ao pacto de combate ao feminicídio no
nosso País.
Então, enquanto
os outros estados do Brasil já aderiram a esse pacto, o governo Tarcísio não
aderiu ao pacto de combate à violência contra a mulher no nosso País e aqui no
estado de São Paulo. Então, quero trazer essas informações.
Amanhã vamos
continuar fazendo esse debate em relação ao pacto que o governador Tarcísio não
aderiu e reafirmar, não repassou o recurso, não aumentou o recurso para o
combate ao crime organizado no estado de São Paulo e retirou recurso da
Secretaria da Mulher para fazer o combate ao feminicídio.
Muito obrigado,
Sr. Presidente. Estamos retomando os trabalhos no legislativo de 2026, mas
quero reafirmar aqui a denúncia pública que apresentei em relação ao trabalho
escravo, ao trabalho análogo à escravidão que o governador Tarcísio está
compactuando e garantindo isenção tributária que é outorgado a essas empresas.
Muito Obrigado,
Sr. Presidente.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Danilo
Campetti.
*
* *
O
SR PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Obrigado, deputado Luiz Claudio Marcolino. Seguindo a listo de oradores,
convido o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Convido o deputado Eduardo Suplicy
em cessão de tempo do deputado Paulo Fiorilo.
Vossa Excelência tem a palavra pelo
tempo regimental de dez minutos.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Prezado deputado Danilo Campetti, presidente desta
sessão, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, gostaria hoje de tratar do assunto já
observado hoje pelo deputado Carlos Giannazi sobre as escolas cívico-militares.
É um assunto que... É a questão das escolas cívico-militares.
Como professor
acompanho com apreensão a militarização no ensino em 100 escolas da rede
paulista. Ao todo, 208 policiais militares aposentados passaram a atuar como
monitores das unidades participantes, que atendem 53 mil alunos, cerca de 1,5%
de todos os matriculados.
Segundo
informações que apareceram na mídia, a implantação do modelo cívico-militar
começou com a exigência de filas impecáveis, regras para cabelo, erros graves
de português e avaliação do comportamento dos alunos a partir de um sistema de pontos.
Em Caçapava, a
TV local registrou erros de português escritos no quadro por policiais. O
flagrante de policiais despreparados para a docência expõe a fragilidade desse
modelo, um sistema que foca na punição disciplinar, mas negligencia o ensino. O episódio gerou reação do Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp.
Em nota, a
entidade afirmou que repudia a implantação de escolas cívico-militares em São
Paulo e classificou o modelo como inconstitucional e autoritário. O sindicato
também criticou o uso de recursos da Educação e a contratação de militares
aposentados, além de afirmar que a medida foi adotada na região sem consulta à
comunidade escolar.
Segundo
informações da Folha de São Paulo a implementação das escolas cívico-militares
vai ter um custo adicional de 17 milhões de reais ao ano para as unidades
selecionadas para os pagamentos dos militares aposentados. Eles vão receber uma
diária de 301,70 reais, cerca de seis mil por mês caso cumpram a carga máxima de
40 horas semanais. Este valor será somado ao que já recebem de aposentadoria.
A maioria dos
selecionados pelo programa são praças, ou seja, militares de menor patente para
os quais não é exigido que tenham ensino superior. Assim, o valor que esses policiais
vão receber apenas de complemento é 8% maior do que os 5.565 reais definidos
como piso salarial dos professores da rede estadual que precisam ter formação
de nível superior adequada para atuar em sala de aula. São Paulo merece
educação de verdade, não um quartel disfarçado de sala de aula.
Gostaria,
também, de fazer uma menção ao desempenho do nosso querido ministro da fazenda
Fernando Haddad, uma vez que os resultados de crescimento de economia, de nível
de emprego, de melhoria da distribuição da renda, de combate à pobreza tem sido
divulgados de uma maneira que merece o registro muito positivo, como mostra
hoje o artigo de Pedro Fernando Nery denominado “Haddad foi o nosso melhor
ministro da Fazenda?”. Então, assim escreve Pedro Fernando Nery:
“Martin
Ravallion dizia que a economia é essencialmente o estudo da pobreza. Poderíamos
extrapolar para concluir que a política econômica é essencialmente à política
de combate à pobreza. Nessa lógica, o ministro da Fazenda que sai, Fernando
Haddad, é nosso melhor ministro da Fazenda em décadas. Ravallion foi influente
na consolidação das linhas de pobreza do Banco Mundial. Vamos usá-las para
comparar o desempenho de diferentes ministros. No período que coincide com
Haddad no ministério, a taxa de pobreza terá caído 30% e a taxa de extrema
pobreza vai cair 50 por cento.
São nossos
melhores números desde os anos 80, início da série. Aqui consideramos a média
anual de redução da pobreza, já que neste exercício estamos comparando
ministros que ficaram por durações diferentes no cargo. Especificamente para a
extrema pobreza, o período Haddad teve desempenho duas vezes melhor que o do
segundo colocado: o período Palocci. Depois deles, o melhor ministro foi
Guedes.
As limitações
da provocação são óbvias. O desempenho de um ministro depende muito da herança
deixada a ele e da conjuntura internacional. Mas um olhar benevolente daria
mérito a Haddad por conseguir colocar dentro de alguma regra fiscal o aumento
das transferências de renda, e tomando espaço de outras despesas.
O governo Lula
III manteve duas estruturas que permitiram maior espaço para gastos com os mais
pobres nos últimos anos: primeiro, a reforma da Previdência; segundo, a reforma
administrativa invisível. Falo da compressão do gasto com funcionalismo, que em
2024 chegou ao mínimo de 3,1% do PIB e em 2025 ficou em 3,2 por cento. Fizemos
uma revolução antirracista no orçamento público: a taxa de extrema pobreza
entre negros já alcançou a taxa que existia entre brancos antes da pandemia.
O período
Haddad entregou a reforma tributária do Bernard Appy e a isenção do imposto de
renda. O governo foi pragmático em pautas que eram sensíveis à esquerda: o
acordo com a União Europeia, a reforma trabalhista dos apps - com livre
negociação e sem vínculo CLT -, o novo licenciamento ambiental, as
privatizações em infra, o pé de meia, limites para o salário mínimo. Foram
mantidas a reforma trabalhista do Temer e a autonomia do Banco Central.
Há, claro, os
juros altos e a necessidade de novo arcabouço fiscal em 2027, herança que vai
afetar o desempenho de seu sucessor em análises como essa. Não é um detalhe. Os
ganhos do período Haddad são sustentáveis? Ou os juros vão logo machucar o
mercado de trabalho? Haverá espaço no fiscal para preservar o Bolsa Família? O
gasto cresceu: nosso desafio será conservar a parte que está dando certo.” E
essa é a conclusão do professor de Economia do IDP, autor do livro “Extremos -
Um Mapa para Entender as Desigualdades no Brasil”.
E com respeito
a este tema, eu quero muito assinalar que ainda nesta próxima quinta-feira,
quando o presidente Lula vai presidir um ato em Salvador sobre a política
econômica, a definição da política econômica...
E disso eu vou
tratar no dia de amanhã, pois há boas notícias sobre como agora e no próximo
mandato haverá o esforço para passarmos do programa “Bolsa Família” para,
gradualmente, atingirmos a renda básica universal e incondicional. E eu estou
muito otimista que isto poderá vir a acontecer de fato.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Muito obrigado, deputado Eduardo Suplicy. Seguindo a lista de oradores, convido
o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Convido o deputado Gil Diniz Bolsonaro, em
permuta com o deputado Major Mecca.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Presidente, eu vou
dividir o meu tempo com o Tenente Coimbra. Ele vai falar na primeira parte do
discurso e eu falo na segunda parte.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Tudo bem. Então, tem a palavra o deputado Tenente Coimbra.
O
SR. TENENTE COIMBRA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos, boa tarde, presidente, boa tarde,
deputados da Casa. Agradecer ao deputado Gil, deputado Mecca, por ter sido
solícito e ceder o tempo para a gente.
E aproveitando
o gancho do deputado Suplicy, que nos antecedeu, para falar do programa das
escolas cívico-militares, que finalmente foi implementado no estado de São
Paulo, uma luta minha particular de seis anos e o deputado Gil acompanhou.
Nós aprovamos
na outra legislatura, inclusive, um projeto nessa Casa, aprovamos o projeto
também em 2024 e, infelizmente, com a descontinuidade do programa no governo
federal, começamos o programa aqui no Governo do Estado e começamos de forma já
impactante. Cem escolas cívico-militares, 53 mil alunos, que serão beneficiados
por um programa que aumenta 20% de nota no Ideb, um programa que diminui a
evasão escolar em 50%, aumenta em 70% a quantidade de alunos estudando no ano
correto, aumenta em 80% a percepção de segurança dentro de sala de aula e quem
ganha com isso é a comunidade escolar.
Eu brinco,
deputado Suplicy, deputado Gil, que não existe no Brasil um programa mais
democrático que a escola cívico-militar, porque, você imagina, para um programa
para ser implementado, ele, primeiro, precisa do “ok” do diretor, o diretor
precisa solicitar o programa.
Depois, é feita
uma audiência pública para explicar o programa para a comunidade escolar.
Depois, uma consulta pública, onde todos da comunidade escolar - professores,
diretores, pais, alunos - têm direito ao voto. E o programa só em implementado
se 50% da comunidade escolar votar e desses 50%, obviamente, tivermos a maioria
de “sim”.
E foi isso que
aconteceu no estado de São Paulo, uma média de aprovação de 80% dentre as
escolas participantes. Isso demonstra alta demanda, isso demonstra que os
professores, aqueles que não são reféns da Apeoesp, estão pedindo socorro,
porque eles estão sendo ameaçados dentro de sala de aula, direta e
indiretamente. Locais, infelizmente, dentro do ambiente escolar que têm
agressões, locais que às vezes têm tráfico de entorpecentes e a escola
cívico-militar vem ajudar nesse sentido.
Os militares
que lá estão não serão professores, os militares que lá estão não estarão na
direção, mas ajudarão a trazer de volta uma cultura de disciplina, uma cultura
de civismo, que infelizmente perdemos há muito tempo, não só no estado de São
Paulo. Infelizmente, perdemos ao longo do Brasil.
A nossa meta
para 2026, em conversa com o governador, em conversa com a Secretaria, é de
ampliar o programa. Começamos em 100, deputado Conte Lopes. A meta é mais 100
este ano, para chegarmos no início do ano de 2027 com 200 escolas
cívico-militares.
A Apeoesp pode
judicializar de novo no TJ, ela pode judicializar de novo no Supremo, pode
judicializar no Tribunal de Contas, na ONU, na Nasa, nos Galácticos. A gente
vai vencer todos e aqui a gente vai resgatar a Educação do estado de São Paulo.
Muito obrigado,
Gil, por ceder o tempo.
Vou retomar,
senão vou tomar todo o seu tempo aqui.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Muito obrigado, deputado Tenente Coimbra. Segue a palavra agora com o deputado
Gil Diniz.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente. Faço coro aqui com o Tenente Coimbra.
O modelo cívico-militar é um modelo de excelência e nós queremos aperfeiçoá-lo
aqui em São Paulo. É óbvio que, no início da implementação desse programa, nós
teremos algumas dificuldades, mas, sem dúvida nenhuma, como V. Exa. disse, é um
modelo que as famílias querem, as famílias pedem. Os professores, os diretores
solicitam e consultam a comunidade escolar.
Então, parabéns
ao deputado Tenente Coimbra, parabéns a todos os deputados que consignaram a
sua assinatura no projeto original. Eu fui um dos coautores desse projeto. O governador
mandou o projeto da escola cívico-militar a este plenário. Nós, deputados da
base, votamos favoravelmente e agora queremos ampliar o programa aqui em São
Paulo e, obviamente, aperfeiçoá-lo.
Podem recorrer,
como fizeram; judicializaram, fizeram todas as manobras possíveis para a não
implementação. Então, que fique claro aqui ao povo de São Paulo, à família
paulista: os deputados do PT não queriam a escola cívico-militar em São Paulo.
Nos estados
onde o PT governa tem escola cívico-militar, mas aqui, em São Paulo, esse
modelo, que eles dizem que é inconstitucional, no Maranhão, no Piauí, na Bahia
existe, mas aqui eles não querem, de modo algum, que você tenha um filho
matriculado em uma escola cívico-militar.
Presidente,
subi aqui a esta tribuna para dar meu testemunho do trabalho do deputado Major
Mecca, de vários deputados aqui, do deputado Conte Lopes também, dos deputados
que representam a Segurança Pública, do deputado Capitão Telhada e de V. Exa.,
presidente.
E falar desse
meu testemunho desse trabalho abnegado do deputado Major Mecca, que desde o
início do primeiro mandato luta pela causa da Segurança Pública, dos servidores
públicos que doam suas vidas pelas nossas famílias aqui em São Paulo.
Presidente, o
PLC 135 foi vetado. Nós tínhamos um compromisso de que o coração do projeto
seria sancionado, de que teríamos alguns vetos pontuais que não feririam de
morte o projeto, e este acordo não foi cumprido, infelizmente. Nós vamos
trabalhar aqui para derrubar esse veto. Sabemos da dificuldade que é derrubar
um veto aqui. Precisamos que o presidente da Assembleia o paute aqui neste
plenário, mas não tenho dúvida de que, sendo pautado, nós o derrubaremos. É uma
questão de justiça com os servidores públicos.
Eu fico triste,
porque eu vejo o trabalho desses que representam essa categoria e cito aqui,
mais uma vez, o deputado Major Mecca, porque nós, na ponta, somos cobrados
pelos nossos eleitores. Os policiais lá fora - militares, civis,
técnico-científicos, policiais penais - criam uma expectativa, eles têm uma
expectativa.
Não é por falta
de trabalho nosso aqui. Nós trabalhamos dia e noite e nós continuaremos a
trabalhar pela causa da Segurança Pública, que será um dos principais assuntos
na eleição nacional e na eleição estadual que se aproxima. Nós vamos, aqui
desta tribuna, continuar cobrando do governo uma valorização dos nossos
policiais.
Nós esperamos
aqui que a data-base seja cumprida este ano. Por respeito aos nossos policiais,
nós esperamos aqui um reajuste de fato, um aumento de fato, aos nossos
policiais. Lembrando, ano passado, nós tivemos 5% de reajuste. No outro ano,
não tivemos absolutamente nada e o salário dos nossos policiais está defasado.
E
principalmente pensando aí na lógica dos outros estados e as promessas que
foram feitas em campanha, que os nossos policiais estariam aí entre os dez mais
bem pagos do Brasil. Nós estamos aquém de cumprir essa promessa e a gente
precisa continuar trabalhando, defendendo a nossa tropa e, obviamente,
mobilizando aqui os nossos esforços para que o governador se comprometa com
este reajuste salarial.
A gente precisa
investir, justamente, no principal capital que nós temos na nossa força de
segurança, que é o capital humano. Nós fizemos aqui a lição de casa, esta
Assembleia, principalmente, a base governista, nunca se furtou aqui a discutir,
por exemplo, discutir e votar, deputado Carlos Giannazi, contra, obviamente, as
bancadas de esquerda aqui neste Parlamento, a privatização da Sabesp. Nós
enxugamos o estado, nós cortamos cargos aqui.
Tudo que o governo
mandou para que nós pudéssemos enxugar a máquina do Estado, nós fizemos. Então,
nós ajudamos a fazer essa economia e nós queremos que o servidor público lá na
ponta... Eu cito aqui os policiais, mas não só os policiais, os professores
também, por que não?
Então, nós
esperamos, sim, neste ano, que nós temos uma eleição nacional que se avizinha,
uma eleição que será extremamente disputada, corpo a corpo, voto a voto, nós
precisamos nos debruçar sobre esse tema que será um dos principais, ou o
principal tema, que é a segurança pública.
Mas esse tema
passa, a priori, pela valorização dos nossos policiais. Foi uma promessa de
campanha, foi uma promessa que este e outros deputados fizeram aí aos seus
eleitores e é o compromisso que nós temos com eles aqui, cobrar a quem de
direito, que é o Governo do Estado de São Paulo.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS -
Muito obrigado, deputado Gil Diniz. Seguindo a lista de oradores, convido o
deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputado Reis.
(Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.)
Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Desculpe,
deputado Carlos Giannazi, V. Exa. tem a palavra pelo tempo regimental de dez
minutos.
Com a palavra o deputado Carlos
Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público
aqui presente, telespectador da TV Assembleia, de volta à tribuna no dia de
hoje, agora já no Grande Expediente. Sr. Presidente, eu gostaria de convidar
todas as pessoas, entidades do funcionalismo público estadual, as entidades
municipais, os parlamentares interessados, para participar de uma importante
audiência pública que nós vamos realizar na sexta-feira agora, no próximo dia
6, às 15 horas, no Plenário José Bonifácio.
É uma audiência
pública para cobrar, para pressionar o governador Tarcísio de Freitas a cumprir
a lei federal, a Lei Complementar federal nº 226, de 2026, fruto de uma ampla
mobilização dos servidores públicos do Brasil, sobretudo aqui de São Paulo.
Porque essa
luta surgiu em São Paulo, surgiu aqui na Assembleia Legislativa de São Paulo, e
foi liderada e teve como protagonista a deputada federal Luciene Cavalcante,
que conseguiu aprovar o projeto do Descongela, através do seu PLP, do texto do
seu PLP 21, que foi o texto aprovado pela Câmara Federal, pelo Senado Federal,
e depois o projeto foi sancionado pelo presidente Lula, descongelando a
evolução funcional.
Quinquênios,
anuênios, triênios, sexta parte e licença-prêmio de milhares de servidoras e
servidores do Brasil, por conta da famigerada Lei Complementar nº 173, de 2020,
a lei do Bolsonaro, que prejudicou os servidores públicos do Brasil.
Mas depois de
uma ampla mobilização, nós conseguimos que o projeto do descongelamento daquele
período da pandemia fosse liberado para a incorporação, sobretudo aqui em São
Paulo, dos quinquênios, para todos os servidores e servidoras, e ao mesmo tempo
o projeto da deputada Luciene Cavalcante, porque esse descongelamento é
automático, porque o projeto, que é o texto dela, revogou o artigo que impunha
o congelamento para os municípios e estados. Então desaparece.
O
descongelamento é automático. O governador tem que, queira ou não, e ele não
quer, porque ele já fez uma sabotagem aqui em São Paulo, quando nós
conseguimos, há dois anos, que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
publicasse um parecer dando o entendimento de que tanto os municípios quanto o
estado poderiam, sim, já descongelar, como fez Santa Catarina com o Tribunal de
Contas de lá, como fez o Tribunal de Contas também do Paraná, de Pernambuco, de
alguns estados, e do próprio Rio de Janeiro, do Tribunal de Contas Municipal do
Rio de Janeiro.
Então, alguns
estados, por meio dos seus tribunais de contas, conseguiram liberar para
parcelas do funcionalismo o congelamento. Eles descongelaram sem que houvesse
aprovação de uma lei no Congresso Nacional. Fizemos o mesmo aqui e conseguimos.
Mas o parecer
durou apenas uma semana, porque o governador Tarcísio de Freitas, com a sua
política de ódio contra os servidores, entrou no Supremo Tribunal Federal e
inviabilizou, e cassou o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo,
algo raro de acontecer, porque o Tribunal de Contas, no final das contas,
sempre fecha com o governo estadual, até porque os seus conselheiros são todos
nomeados, indicados, por ele, pelo Palácio dos Bandeireiros.
Enfim, mas teve
esse caso inédito aqui em São Paulo: o governador, na sua militância contra os
servidores públicos do estado de São Paulo, simplesmente cassou o parecer,
entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal e derrubou o parecer do
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
Mas agora não
tem mais jeito, governador Tarcísio de Freitas: tem que descongelar. A lei
federal acabou com o artigo que congelava, então não tem mais como manter esse
congelamento, esse arrocho, essa injustiça contra milhares de servidoras e
servidores do estado de São Paulo.
Lembrando,
senhoras e deputadas, que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo já
soltou uma nota, um comunicado, dizendo que vai descongelar, que reconhece a
lei, vai fazer isso para os seus servidores.
O Ministério
Público Estadual já soltou um comunicado dizendo que está preparando já o
descongelamento. O próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo também já
soltou um comunicado afirmando que vai descongelar. A Defensoria Pública do
Estado de São Paulo também já soltou um comunicado, após a sanção da Lei nº
226, de 2026, fruto do texto do PLP da deputada federal Luciene Cavalcante.
A USP agora, a
Reitoria soltou um comunicado, também a reitoria da USP, dizendo que reconhecer
a lei, vai descongelar para os seus servidores. Tem municípios fazendo isso, já
descongelando. E agora, lá em Diadema, a prefeitura já assinou o decreto
descongelando.
Então, em
várias regiões do País, já há o descongelamento por conta dessa lei aprovada no
Congresso Nacional e sancionada, logicamente, pelo presidente da República,
pelo presidente Lula. Agora só falta o governador de São Paulo.
O governador
está fazendo o corpo mole para descongelar para os seus servidores, para
milhares de servidores que foram prejudicados durante a pandemia, e se ele não
fizer o descongelamento, nós vamos representá-lo no Ministério Público, no
Tribunal de Contas, porque ele estará cometendo crime de responsabilidade. Ele
não está seguindo a legislação.
Porque muitos
servidores já estão pedindo para incorporar o seu quinquênio, e estão recebendo
uma resposta vaga. A Secretaria disse que ainda não recebeu as orientações, mas
isso não pode acontecer. Então, como acontece também com a Prefeitura de São
Paulo, o discípulo do Tarcísio e do Bolsonaro, o prefeito Ricardo Nunes,
também, até agora, nada. Se finge de morto, não autorizou ainda o
descongelamento.
Então, nós
vamos realizar essa audiência pública para pressionar tanto o governador
Tarcísio de Freitas, como também o prefeito Ricardo Nunes e outros prefeitos
que estão inventando histórias, construindo falsos argumentos para não cumprir
a legislação, e serão punidos pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas,
porque o prefeito que não respeitar a lei, que não aplicar a lei, será
representado por nós, pelo nosso coletivo Educação em primeiro lugar, pela
deputada federal Luciene Cavalcante, pelo nosso mandato aqui, e pelo mandato do
vereador aqui da Capital, Celso Giannazi.
Então, todos
estão convidados para essa audiência pública, e peço aos deputados da base do
governo para que façam gestões junto ao governador, para que ele cumpra a lei,
faça o descongelamento da evolução funcional.
Lembrando que o
descongelamento, então, ele é automático, não há necessidade de aprovação de
projeto de lei aqui na Assembleia Legislativa. Ele é feito automaticamente,
como foi feito para os servidores da Segurança Pública e da Saúde naquele
projeto do Derrite. Em 2022, a Alesp não aprovou nenhum projeto de lei aqui, e
o descongelamento foi feito automático.
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz Bolsonaro.
* * *
Então, essa é
uma parte do projeto. A segunda parte do projeto, o segundo ponto do projeto, é
o pagamento retroativo. Aí, sim, esse aí é mais complicado, nós entendemos,
depende de condições orçamentárias, e como o governo federal não pode impor aos
municípios e estados que paguem, então, ficou autorizativo nesse aspecto, da
devolução do retroativo.
Daí vai
depender, talvez, provavelmente, a aprovação de projeto aqui na Alesp. Mas o governo tem dinheiro para fazer esse
pagamento do retroativo, que ele deve, está devendo já para os aposentados, tem
que pagar o confisco de dois anos, o dinheiro roubado dos aposentados e
pensionistas, daquele confisco do Doria e do Rodrigo Garcia, e tem que pagar
também o retroativo. Daí nós vamos fazer essa luta em seguida.
Primeiro
descongela, que aí não tem custo para o estado, e agora o pagamento do
retroativo, do que ficou para trás, nós vamos pressionar o governador também
para que ele pague, até porque nós temos um Orçamento, Sras. Deputadas e Srs.
Deputados, de mais de 380 bilhões de reais.
Dinheiro é o
que não falta aqui no caixa do governo estadual, para pagar o retroativo, tanto
do descongelamento, como também dos aposentados e pensionistas, repito, que
foram confiscados, roubados e assaltados aqui no estado de São Paulo durante
dois anos.
Era isso, Sr. Presidente.
Então, vitória
importante do funcionalismo, das entidades representativas. Faço aqui uma
homenagem, sobretudo, às entidades de São Paulo, que participaram ativamente,
foram a Brasília, participaram das audiências públicas promovidas pela deputada
federal Luciene Cavalcante, as que nós promovemos aqui também, que estiveram
presentes na aprovação do projeto, na Câmara Federal e no Senado Federal,
fizeram várias movimentações. Então, São Paulo puxou essa luta, juntamente com
a nossa deputada professora, deputada federal Luciene Cavalcante.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi. Com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra o deputado Capitão Telhada.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Danilo Campetti, por sessão de tempo com o
deputado Sebastião Santos.
Vossa Excelência tem o tempo
regimental.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR -
Boa tarde a todos. Muito obrigado, Sr.
Presidente. Tenho a honra de cumprimentar o deputado Gil Diniz
Bolsonaro, cumprimentar as Sras. Deputadas e Srs. Deputados, agradecer pela
oportunidade, pelo ano que passou, um ano de muito trabalho, que Deus nos
abençoou.
Que Deus
abençoe esta Casa, que Deus abençoe os servidores, aos quais eu cumprimento
também, servidores da Casa, aos meus irmãos, policiais militares, civis, às
assessorias, senhoras e senhores que nos acompanham pela rede Alesp.
Sr. Presidente,
temos um ano muito importante, um ano de decisões, que irá encaminhar os rumos
do nosso país, então devemos ter muita serenidade, devemos ter muita
responsabilidade para mostrar o cenário atual e para que a gente possa
orientar, dizer àqueles que nós representamos, das nossas propostas, das
propostas que defendemos, sempre com coerência e, como eu disse, sempre com
muita responsabilidade.
Dito isso, Sr.
Presidente, eu gostaria de fazer uma pequena contribuição ao que foi dito por
V. Exa. e pelo deputado Tenente Coimbra com relação à escola cívico-militar,
que é uma pauta que eu apoio, que é uma pauta defendida pelo Governo do Estado,
pelo governador Tarcísio, porque tem índices que comprovam sua efetividade.
Mais de 20% de
aproveitamento, não ocorre ali nenhum tipo - isso comprovado - de ilícito nos
arredores, os alunos são mais dedicados, os alunos são acompanhados, tem a
parte docente, que é totalmente livre para trazer as diretrizes do estado, e
tem a parte de monitoria feita pelos policiais, que ao meu ver é algo
extraordinário.
E eu digo isso
por experiência própria, Sr. Presidente, porque meu filho estuda num colégio
cívico-militar particular, porque ainda não existe um colégio cívico-militar lá
na cidade aonde eu moro, São José do Rio Preto, para que a população tenha essa
oportunidade.
É um projeto
que deu certo, é um projeto que, com certeza, vai render muitos frutos para a
nossa Educação no estado de São Paulo. Então fica aqui o meu apoio e o meu
testemunho, como pai, de que é um projeto que realmente traz frutos.
Dito isso, Sr.
Presidente, nós vivemos tempos nebulosos na gestão do governo federal. Eu
poderia falar, por exemplo, da dívida pública, que chega a dez trilhões de
reais. Maior dívida que já alcançou nesse governo, que o Sr. Luiz Inácio diz que
gasto é vida, que tem que gastar, tem que gastar.
Hoje nós temos
94 milhões de brasileiros que recebem algum auxílio do governo federal,
deputado Conte Lopes. Desses 94 milhões de brasileiros, 50 milhões recebem o
“Bolsa Família”. Nós estamos transformando o nosso país, nós estamos expandindo
o tamanho do Estado a um tamanho que ele não suporta. Isso, obviamente, tem um
objetivo eminentemente eleitoral este ano. Usam o assistencialismo como
instrumento político.
Foram gastos,
só em 2025, 78,7 bilhões de reais. As estatais estão quebradas. O maior recorde
agora, em 2025, 5,7 bilhões das estatais, fora o Correio, que teve o prejuízo
de seis bilhões. E o recorde é sobre o ano anterior.
Então, é
absurdo atrás de absurdo, o ano anterior também, do governo do Sr. Lula da
Silva. Eles gastam sem nenhum tipo de limites, sem nenhuma responsabilidade
fiscal, sem nenhuma responsabilidade administrativa.
Mas eu poderia
falar de tudo isso, mas eu vou falar de um outro assunto, que é o aparelhamento
de instituições. Hoje eu venho falar do IBGE. Eles celebram aqui como o menor
desemprego da série histórica, cinco ponto alguma coisa milhões de brasileiros,
apenas, estão desempregados.
Mas vamos ver
como é que funciona o IBGE? O IBGE hoje é comandado pelo Sr. Marcio Pochmann,
já declarado militante de esquerda, que está comandando um órgão técnico.
Machado,
coloque a matéria do que esse senhor é capaz de fazer com quem não segue a
diretriz ideológica dele, por favor.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Hoje é IBGE. Aí
falou sobre os números do PIB, mas vamos falar sobre desemprego, que eles
celebram aqui como o menor desemprego da série histórica. Vamos colocar a
verdade dos fatos? Então vamos lá.
Quem tem idade
e tem condições de trabalhar, mas opta por não trabalhar, “não, eu não vou
trabalhar porque talvez eu more com meu pai, não quero trabalhar”, não entra
nesse cômputo. Quem tem idade e condições de trabalhar, mas recebe o
seguro-desemprego e fala “eu não quero deixar de receber o seguro-desemprego”,
também não entra nesse cômputo.
Lembra dos 94
milhões de brasileiros que recebem o auxílio do governo? Pois bem, pouco mais
de 50 milhões recebem seguro-desemprego. Dezoito milhões de brasileiros recebem
o seguro-desemprego, mas optam por não trabalhar.
Então vocês
estão entendendo como essa estatística é furada? Além disso, se você tem uma
MEI e trabalha uma hora por semana, você também não entra no cômputo. Como você
aparelha um órgão eminentemente técnico? Um órgão técnico, você aparelha
ideologicamente esse órgão, você persegue seguidores, você impõe uma doutrina
militante que está acabando, está apodrecendo o órgão.
Como acreditar
em um órgão importantíssimo, Sr. Presidente? Porque os investimentos que são
feitos no país, sejam pela iniciativa privada, sejam pelo próprio governo,
passam pelos dados estatísticos desse órgão, e a metodologia está toda
contaminada por esse órgão.
O Brasil que,
em 2027, não vai ter um real para investimento público no nosso país. O Lula, o
PT, está destruindo o nosso País. Não há margem para investimento. A relação
dívida/PIB do nosso país está em 78,7 por cento. Oitenta por cento já se
considera como um Estado que é passível de calote. Como a gente vai viver com
essa realidade? É por isso que o Brasil não suporta mais um governo nesses
moldes.
É por isso, Sr.
Presidente, que voltamos hoje no ano legislativo e temos que pensar, sim,
deputado Conte Lopes, em eleição, temos que pensar, sim, em eleger um
presidente de direita e de acordo com o que definiram o nosso eterno presidente
Jair Messias Bolsonaro e o governador Tarcísio, nosso apoio vai, sim, para o
senador Flávio Bolsonaro, que é o melhor nome para que o Brasil volte a ter
responsabilidade fiscal, responsabilidade administrativa e responsabilidade
tributária. Porque, senão, o nosso Brasil vai à falência.
Então,
obrigado, Sr. Presidente.
Que Deus
abençoe os nossos trabalhos neste ano.
Que Deus
abençoe o nosso estado de São Paulo.
Que Deus
abençoe o nosso Brasil.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Muito obrigado,
nobre deputado Danilo Campetti. Convido para fazer uso da tribuna Jorge Wilson
Xerife do Consumidor. O nobre deputado Conte Lopes, pelo tempo remanescente
aqui no Grande Expediente.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público que nos acompanha na
Assembleia, a gente está na política há algum tempo, né. E já dizia Paulo
Maluf: quem manda é quem tem a caneta. E não adianta a gente achar que no
emocional a gente vai ganhar a eleição; tem que ser mais racional, né. Essa é a
grande verdade. Vejo vários deputados criticando Tarcísio de Freitas - do PT,
do PSOL. E em todos os sentidos.
Nós somos
favoráveis, sim, também ao policial militar, civil, aos agentes penais ou
polícia penal, que todos ganhem bem. Somos favoráveis também ao PLC 135. Então,
nós somos favoráveis à polícia. Agora, aqui entre nós, Tarcísio de Freitas tem
mais de 60% de aprovação aqui em São Paulo, apesar do PT e do PSOL.
Então, é um
grande governador. E o PT e o PSOL têm até medo de que ele saia candidato à
Presidência da República. Porque ele tem estrutura, ele não está caindo do céu.
Você falar que é governador de São Paulo com 60%, 70% de aprovação é uma coisa.
E nós cometemos
erros de amadores. Por exemplo, eu estava na sala de Bolsonaro, aonde poucas
vezes eu fui, se foi uma, quando o Bolsonaro lançou Tarcísio de Freitas ao
Governo do Estado de São Paulo. Estava eu, Frederico d’Avila e o Coronel
Telhada. Alguns foram contra, outros foram a favor.
Bom, no fim
Tarcísio de Freitas foi lançado governador de São Paulo. Todos que estavam ali
eram do PL. Aí eu estou sentado aqui no plenário, quando algum deputado me
falou que Tarcísio de Freitas estaria saindo candidato a governador pelo
Republicanos.
Eu não entendi
mais nada. Quer dizer, a gente vê o Pelé na mão e dá para os outros? E depois
reclama? Parece o time do Santos, né. Dá a molecada boa, fazendo gol, pra todo
mundo, e fica contratando aquelas porcarias lá. É a mesma coisa. Quer dizer,
quem mandou Tarcísio ir para o Republicanos? Nós, do PL? Foi, né, é lógico,
alguém foi, alguém deslumbrou isso aí. Então, gente, política não é para
amador, é para profissional.
Aqui uma
reunião do PL, com a presença do presidente Bolsonaro. Quando me deram a
oportunidade de falar - fui até chamado de dinossauro -, eu falei: “se nós
somos o maior partido da América Latina, somos o maior partido do Brasil, nós
temos que ter um candidato a prefeito na maior cidade do Brasil, que é o
terceiro orçamento; perde para o Brasil, perde para São Paulo. E o terceiro é a
cidade de São Paulo”. Fui vereador na cidade de São Paulo. Quando perdi a
eleição aqui, fui vereador lá. Já ganhei dez eleições, mas perdi também. Não:
resolveram lançar um vice.
Nada contra o
vice, meu amigo, né. Mas o vice apita o quê? Assina o que um vice? Qual é a
função de um vice? Não era a época de ter lançado um candidato, hoje nós temos
uma força em São Paulo. Então, são umas coisas que a gente não consegue
entender.
Eu vim até a
tribuna porque eu quero cumprimentar o governador Tarcísio de Freitas. Entrei
na polícia em 67, como soldado. E foi o primeiro governador que colocou a
polícia sendo comandada por policiais. E ele levou para a Secretaria agora,
secretário-adjunto, um grande coronel da Polícia Militar, que é o coronel
Henguel, que eu conheci como tenente, numa época, até, em que havia muitos
sequestros aqui em São Paulo.
E eu, como
deputado, pedi até apoio do Henguel, que foi onde foi criado junto com sargento
Everaldo, o Grade, um grupo que trabalhava contra os sequestradores. Prenderam
muitos sequestradores, um dos casos a “Veja” até está levantando agora aí, onde
morreram 12 PCC’s no Castelinho, que os policiais levantaram o assalto que eles
iam fazer e pegaram com a mão na botija.
Então os meus
cumprimentos, mais uma vez, ao governador ao colocar a polícia sendo comandada
por policiais. Não está sendo comandada por general do Exército, por coronel do
Exército, por promotores, nem por juízes e nem por advogados, por policiais.
E realmente o
coronel Henguel é uma grande solicitação, é um grande nome para estar à frente
juntamente com o Dr. Nico, que também é um homem experiente na Segurança
Pública. Então parabéns ao governador, e vamos continuar a nossa luta esperando
vencer um pouco mais em todos os aspectos. Mais razão e menos coração.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O SR. CONTE LOPES - PL - Pela
ordem, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem,
deputado Conte Lopes.
O SR. CONTE LOPES - PL -
Havendo acordo entre as lideranças, solicitar a suspensão dos trabalhos até às
16 horas e 30 minutos.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - É regimental.
Os trabalhos estão suspensos aqui até às 16 horas e 30 minutos. Muito obrigado,
deputado Conte Lopes.
*
* *
-
Suspensa às 16 horas e 1 minuto, a sessão é reaberta às 16
horas e 33 minutos, sob a Presidência do Sr. Danilo Campetti.
* * *
-
Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS
- Reaberta a nossa sessão ordinária. Ordem do Dia.
Há sobre a mesa requerimento dos nobres
deputados Altair Moraes e Gilmaci Santos com número regimental de assinaturas,
nos termos do Art. 35 do Regimento Interno para a constituição de uma comissão
de representação com a finalidade de participar do The United Freedom Forum, a
realizar-se no período de 2 a 8 de fevereiro do corrente ano na Itália, sem
ônus para este poder.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Antes de pedir o
levantamento dos trabalhos fazer uma breve comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS
- Tem V. Exa. o tempo regimental.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL
- PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, só para repudiar a Escola de Samba Acadêmicos
de Niterói, que, em seu, entre aspas, samba-enredo está louvando Luiz Inácio
Lula da Silva, só que regado a dinheiro, um milhão de reais, salvo engano, dado
pela, não sei se é a Embratur, algum órgão federal, um milhão de reais para que
o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói seja não só um louvor a Luiz Inácio, um
descondenado, mas uma campanha antecipada, presidente, e uma campanha a um
candidato, e nesse samba-enredo eles atacam o presidente Bolsonaro,
explicitamente.
Então, é
campanha extemporânea para um candidato e campanha negativa para uma pessoa que
está presa hoje. Nós sabemos da perseguição implacável de Alexandre de Moraes e
seus cúmplices do STF ao presidente Bolsonaro. Tudo regado a dinheiro público.
Entrei como uma
representação do Ministério Público do Rio de Janeiro, porque vislumbro ali um
crime eleitoral, improbidade administrativa. Eles dizem que é cultura aquilo.
Então, que façam cultura e não proselitismo político regado com o dinheiro
público para financiar o Partido dos Trabalhadores em Niterói, no Rio de
Janeiro e no Brasil.
É uma vergonha
o que o Partido dos Trabalhadores, o que Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo
com o Brasil neste momento, presidente. Nós não podemos nos calar. E fiz, sim,
essa representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra a Acadêmicos
de Niterói, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Se houver acordo
aqui entre os líderes, levantar a presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - É
regimental o pedido de Vossa Excelência.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados,
havendo acordo de lideranças esta presidência, antes de dar para o levantado os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje.
Uma boa tarde a todos.
Que Deus abençoe.
Está levantada a presente sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 16 horas e 36 minutos.
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