6 DE MAIO DE 2026

55ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: FÁBIO FARIA DE SÁ

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - FÁBIO FARIA DE SÁ

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.

        

2 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Cumprimenta os alunos da Avenues - The World School, presentes nas galerias.

        

4 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - RÔMULO FERNANDES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

7 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

8 - REIS

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

9 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 07/05, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h37min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Fábio Faria de Sá.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.

Dia 6 de maio de 2026, lista de oradores do Pequeno Expediente: com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.)

Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.)

Deputada Andréa Werner. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy, V. Exa. tem o tempo regimental de até cinco minutos, nosso sempre senador, hoje, deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Fábio Faria de Sá, primeiro gostaria de cumprimentá-lo pela maneira assídua com que tem comparecido aqui na Assembleia Legislativa, nas nossas sessões ordinárias. Acho que é um estímulo aos nossos colegas para que também compareçam, porque há tantos assuntos para tratarmos a cada dia.

Eu gostaria de comentar uma tragédia da política de Segurança Pública do atual governador. Tenho assomado a esta tribuna inúmeras vezes para falar da grave situação de política de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas em nosso estado, mas não posso deixar de fazê-lo mais uma vez.

De acordo com a matéria publicada pelo “Brasil de Fato” em 4 de maio último, policiais em serviço mataram 142 pessoas apenas nos três primeiros meses deste ano no estado de São Paulo. Repito, 142 vidas perdidas em um intervalo de apenas três meses.

Como já falei inúmeras vezes aqui, trata-se de um padrão do governo Tarcísio de Freitas que revela uma política de Segurança Pública que tem falhado em seu objetivo central, que é o de proteger a vida e dignidade humana.

A mesma reportagem evidencia que estamos diante de um cenário de escalada de violência estatal que não pode ser ignorada. O uso da força pelo Estado deve ser sempre pautado pela legalidade, pela proporcionalidade, pelo respeito aos Direitos Humanos. Quando esses limites são ultrapassados, o que se tem não é segurança, é a barbárie institucionalizada.

E é importante destacar que essa preocupação vem sendo expressa também por inúmeros especialistas. Em entrevista ao “Brasil de Fato”, publicada ontem, 5 de maio, o sociólogo e ex-ouvidor da polícia, Benedito Domingos Mariano, afirmou que a gestão atual é responsável por uma das piores crises na Segurança Pública no estado de São Paulo. Segundo ele, há um enfraquecimento dos mecanismos de controle, uma lógica de incentivo ao confronto e uma ausência de diretrizes claras que priorizem a preservação da vida.

Políticas baseadas no confronto e na lógica do inimigo tendem a produzir mais violência e não mais segurança. A experiência nacional e internacional demonstra que Segurança Pública eficaz se faz com inteligência, prevenção, valorização dos profissionais e respeito aos direitos fundamentais. Também chama a atenção o contexto institucional em que esses fatos ocorrem.

Reportagem do “G1”, publicada no dia 17 de abril, revelou que o então comandante da Polícia Militar, coronel Coutinho, foi citado em investigação envolvendo atuação de policiais em esquemas de segurança privada com ligação com o crime organizado.

Chama a atenção o fato de que, para substituir o coronel Coutinho, o governador tenha nomeado uma mulher, a coronel Glauce Anselmo Cavalli, para o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A presença de mulheres em campos de comando é um avanço importante e deve ser muito valorizada.

Sabemos que a diversidade nos passos de poder contribui para mudanças de cultura institucional e para novas formas de liderança, porém não podemos esquecer o contexto desta nomeação e desejamos que ela possa ir além de uma escolha de palanque. Os feminicídios continuam crescendo. Nenhuma medida efetiva foi ainda adotada pelo governo do estado.

Não basta a nomeação louvável de uma mulher para o comando da PM. As Delegacias de Defesa da Mulher continuam sem a estrutura que precisam ter. As políticas de mulheres continuam desinvestidas de recursos. As mortes decorrentes de intervenção policial precisam cessar. Cada morte pela Polícia representa uma vida interrompida, uma família devastada, uma comunidade marcada pela dor.

Não podemos tratar desses números alarmantes e graves com indiferença. A Assembleia Legislativa de São Paulo tem o dever de fiscalizar, de debater, de propor caminhos para que o Estado cumpra sua função essencial, garantir segurança com respeito à vida e à dignidade humana.

Finalizo reafirmando que precisamos de coragem política para enfrentar esse debate e de compromisso verdadeiro com uma Segurança Pública que valorize seus profissionais homens e mulheres, que fortaleça os instrumentos de controle interno e externos, que invista em inteligência policial e que prepare o efetivo para uma atuação circunscrita aos princípios de legalidade democrática, com foco na proteção da vida e na garantia de direitos a todos e a todas, indistintamente.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Eduardo Suplicy. Agradeço o elogio que o senhor fez. Dizer que V. Exa. é um exemplo e referência para todos nós aqui.

Antes de dar sequência à nossa lista de oradores, quero anunciar aqui a visita guiada da escola... The World School... Avenues? Sejam todos bem-vindos à Casa do povo, presente aqui no nosso Plenário JK, conhecendo um pouquinho dos nossos trabalhos.

Com a palavra o deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira. (Pausa.) Com a palavra a deputada Carla Morando. (Pausa.) Com a palavra a deputada Solange Freitas. (Pausa.) Com a palavra o deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.)

Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.)

Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputado Lucas Bove. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.)

Na Lista Suplementar, com a palavra a deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.)

E com a palavra o nobre deputado Reis. V. Exa. tem um tempo regimental de até cinco minutos.

Para os nossos alunos que estão aqui no Plenário: está presente o deputado Eduardo Suplicy, o deputado Reis, que vai subir à tribuna e o deputado Rômulo Fernandes, que está aqui no Plenário também.

 

O SR. REIS - PT - Cumprimentar o presidente, o deputado Fábio Faria de Sá, cumprimentar o deputado Suplicy, o deputado Rômulo Fernandes, o público presente, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica e também da Polícia Penal. Cumprimentar todos os funcionários desta Casa e também todos aqueles e aquelas que estão em suas residências, em seus afazeres, e nos acompanham, Sr. Presidente, pela Rede Alesp.

Sr. Presidente, eu quero registrar aqui a cobrança que fiz ontem na Extraordinária, onde estava sendo discutido o Projeto nº 1.316, um projeto nocivo à Educação, prejudicial aos professores, aos educadores, prejudicial às escolas e que eu pedi que a base do governo pudesse não votar de forma alguma esse projeto.

Ou que, se caso fosse colocado a votos, que eles votassem contra, para que nós pudéssemos derrotar essa ideia do privatizador, do destruidor da Educação, do destruidor dos serviços públicos, que é o Sr. Governador Tarcísio de Freitas, que, desde que chegou aqui em São Paulo, precariza, sucateia, destrói os serviços públicos e, principalmente, a Educação.

É o inimigo número um da Educação. Fiz essa fala ontem e pedi à base do governo que aqui estava, porque a base do governo é cerca de 68 deputados e deputadas. Obviamente eles são a maioria nesta Casa.

Que eles fizessem um gesto aos policiais militares, que eles convencessem, que pudessem convencer o presidente desta Casa, o deputado André do Prado, que agora está viajando muito aos Estados Unidos para pedir a bênção lá do Eduardo Bolsonaro para ser candidato a senador por São Paulo. Mas que, já que ele quer ser candidato a senador e precisa de votos... E ele perderá muitos votos se nós não derrubarmos o veto do PLC 135.

Então eu pedi que a base do governo que eles pudessem convencer o candidato ao Senado agora, deputado André do Prado, e presidente desta Assembleia Legislativa para que paute a derrubada do veto do Projeto de lei Complementar nº 135, que autoriza que os policiais militares possam trazer, do seu tempo de contribuição, fora da instituição, dez anos para poder se aposentar.

Isso aí foi prometido para eles, foi prometido. E o projeto foi aprovado. Todos nós votamos a favor desse projeto. Só que, quando chegou na mesa do vetador-geral do estado, esse projeto foi vetado.

Ele ficou seis meses hibernando aqui na gaveta do presidente desta Casa, porque foi aprovado em junho do ano passado, e só em dezembro é que esse projeto, o autógrafo desse projeto foi encaminhado para o Sr. Governador, que viajou para os Estados Unidos, deixando o seu vice, e, naquele prazo de sanção, o seu vice vetou o Projeto de lei Complementar nº 135, que traria esse benefício para os policiais militares.

Então eu quero deixar registrado, porque eu estive visitando vários batalhões de Polícia Militar do Estado de São Paulo, e, em todos os batalhões, a grande cobrança é a derrubada do veto do PLC 135.

Nós temos outros projetos, Sr. Presidente, que precisam ser derrubados. Vetos também, porque o Sr. Governador já vetou cerca de 300 projetos dos Srs. Deputados e das Sras. Deputadas. Projetos importantes para a Saúde, para a Educação, para a mobilidade, para o Meio Ambiente. Todos esses projetos para o autismo, para o Alzheimer, receberam veto do governador de São Paulo.

Então a gratuidade no transporte também para os policiais intercidades, para que eles não fiquem pedindo carona nas rodovias, para que eles não fiquem aguardando o ônibus ali na rodoviária, que só pode levar até dois policiais.

Para que nós também possamos derrubar o veto do Projeto de lei Complementar, o Projeto nº 1.712, que institui a gratuidade para os policiais do estado de São Paulo, não só os policiais militares, mas os civis, os técnico-científicos e também os policiais penais. Para que nós possamos derrubar o veto, para que essa política possa, sim, ser efetivada e garantir a segurança dos nossos policiais no transporte intercidades.

Então esse registro que eu deixo aqui da insatisfação dos policiais com o Sr. Governador, da insatisfação dos profissionais da Educação, dos professores, dos educadores com o governador, da insatisfação de todo o funcionalismo público de São Paulo com o governador que aí está, que implantou em São Paulo uma política predatória e de sucateamento dos serviços públicos...

Então que nós possamos, sim, convencer a base do governo, que é a Maioria - 68 votos que eles têm -, para que possamos derrubar o veto desses dois projetos, o veto do PLC 135 e o veto do PL 1712.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Reis.

Com a palavra, o nobre deputado Rômulo Fernandes. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

O SR. RÔMULO FERNANDES - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, os deputados que nos acompanham, os trabalhadores aqui da Casa, principalmente os alunos que estão prestigiando e conhecendo esta Casa de Leis, a Assembleia Legislativa.

Hoje eu vim falar sobre esse desgoverno chamado Tarcísio. Não bastasse ele querer vender o Estado, acabando com a Educação, vendendo a Sabesp, querendo vender a CPTM, ontem ele anunciou um projeto de asfaltamento, de recapeamento para as várias regiões do estado de São Paulo.

Para os alunos que estão nos ouvindo e para as pessoas que estão nos ouvindo aqui, eu estou falando de uma região chamada Grande ABC, para todos que estão nos ouvindo. Grande ABC compõe... São sete cidades: a cidade de Mauá, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires. É uma região chamada Grande ABC, com quase três milhões de habitantes, com um PIB de quase 119 bilhões.

E esse governador, o governador Tarcísio, o desgoverno, anunciou aproximadamente 200 milhões de um programa de recapeamento. E vejam vocês, das sete cidades que foram anunciadas, e nessas sete cidades foram 70 milhões neste programa, a única cidade que não teve esse programa e esse investimento foi a cidade onde eu moro, a cidade de Mauá, que coincidentemente é administrada pelo prefeito Marcelo Oliveira, que é do PT.

Sr. Governador, eu queria fazer um apelo para o senhor. O senhor, que não sabia nem onde votava, conheça Mauá. A população de Mauá é igual e tem os mesmos direitos do que as outras seis cidades. Tenha a sensibilidade política de não tratar Mauá como uma cidade que não mereça. Mauá votou no senhor também, boa parte da população, e o senhor está fazendo esse gesto de irresponsabilidade com a cidade.

A cidade tem quase 500 mil habitantes e o senhor nem olhou para ela. Além de não ajudar o Hospital Nardini - porque a gente mora lá e a gente sabe que o senhor não está repassando -, cumprindo com as suas obrigações com relação aos repasses estaduais, agora esse gesto de irresponsabilidade, governador. De todas as cidades, das sete cidades, coincidentemente o senhor, no ano eleitoral, não está mandando dinheiro para a cidade de Mauá.

Eu quero fazer um apelo ao senhor. Tenha sensibilidade política. Não carregue bandeira partidária, não carregue bandeira eleitoral neste momento. Se o senhor se diz republicano, cumpra com as suas obrigações, como o governo Lula tem feito em todas as cidades, inclusive a cidade de São Paulo e várias cidades aqui do ABC, que são administradas por outros partidos.

Tenha essa grandeza, governador. Por isso eu quero fazer esse apelo e esse meu repúdio da irresponsabilidade que esse governador está fazendo com a minha querida cidade de Mauá.

Forte abraço a todos.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado deputado Rômulo Fernandes.

Com a palavra novamente o deputado Eduardo Suplicy, V. Exa. tem um tempo regimental de até cinco minutos.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente Fabio Faria de Sá. Agora eu gostaria de trazer aqui uma boa notícia, pois relativa ao concurso no Parque do Rio Bixiga.

Eu gostaria de manifestar minha imensa alegria a respeito das recentes notícias sobre a histórica luta pela construção do Parque do Rio Bixiga, cujo movimento pela sua criação possui mais de 40 anos e foi uma batalha de vida do meu célebre e eterno amigo José Celso Martinez Corrêa, um dos maiores dramaturgos da história do teatro brasileiro.

Anteontem foi divulgado o resultado do concurso arquitetônico do Parque do Rio Bixiga, em uma belíssima celebração com cantos e danças comandada pela brilhante Companhia de Teatro Uzyna Uzona.

A cerimônia foi realizada oficialmente pela Prefeitura de São Paulo e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB, que laureou uma incrível proposta desenvolvida pelo escritório Democratic Architects, que integra a qualidade arquitetônica a modernas soluções, baseadas na natureza, com a renaturalização do Rio Bixiga, incorporando o conceito de cidade-esponja, com a criação de infraestruturas para a absorção de água da chuva e para a contenção de enchentes tão recorrentes na região.

Esta proposta de renaturalização é um feito inédito no contexto central de São Paulo e um grande avanço no enfrentamento da crise climática dentro da cidade como um todo. Destaco também que as bases de concursos que determinavam a abertura do Rio Bixiga também nasceram de uma proposta inovadora e pioneira, construída a partir de um processo participativo com a população do bairro e apoiadores do parque.

A criação do parque foi algo que me dediquei com muito afinco quando propus na Câmara Municipal o Projeto de lei nº 877, de 2021, que foi aprovado em primeira votação com a atuação da brilhante vereadora e coautora Luna Zarattini. Também um grupo de trabalho intersecretarial, criado pela Portaria SGM nº 270, para avaliar as dificuldades que envolviam a criação do parque e encontrar ferramentas para a sua criação.

Também estive ao lado do Teatro Oficina e apoiadores do parque sempre provocando reuniões e participando de eventos junto ao meu querido amigo José Celso, em diálogo direto com o proprietário do terreno, o Silvio Santos.

O Parque do Rio Bixiga configura-se como um equipamento de fundamental importância para a cidade de São Paulo, em especial para o histórico bairro do Bixiga da Bela Vista, região árida com a menor quantidade de área verde por habitante do município.

Hoje podemos, finalmente, celebrar a realização deste sonho, a transformação de um estacionamento permeável de dez mil metros quadrados, em um parque permeável que abrigará muitas árvores e diversas formas de vida.

É urgente abrirmos espaço para criação de áreas permeáveis em grandes centros para evitarmos possíveis tragédias relacionadas às enchentes e alagamentos. Que possamos seguir lutando e trabalhando para a criação dessas áreas na cidade.

Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, gostaria de concluir aqui com um apelo, desejando ótima sorte, muito sucesso na viagem que o presidente Lula está realizando hoje, indo para os Estados Unidos, para ali encontrar-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que infelizmente tem levado o seu país, a maior potência econômica do mundo, a realizar guerras, como as que estão acontecendo hoje.

Aqui desejo ao presidente Lula muito sucesso, que ele possa transmitir ao presidente Donald Trump que melhor será se ele estiver escutando aqueles grandes líderes da paz da história da humanidade, como Martin Luther King Jr, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Madre Teresa Cristina e tantas outras pessoas que sempre souberam mostrar que melhor será o caminho da não violência, o caminho do diálogo e não o das armas para se persuadir pessoas e nações a tomarem decisões.

Então aqui desejo ao presidente Lula que tenha muito êxito no seu diálogo com o presidente Donald Trump e que ele seja mais sensível aos exemplos daqueles que tão bem se conduziram para que houvesse paz no mundo, como Martin Luther King Jr.

Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Eduardo Suplicy.

Com a palavra o deputado Reis. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

O SR. REIS - PT - Sr. Presidente, deixar lembrado aqui, no Pequeno Expediente, que hoje, dia 6 de maio, é o último dia para quem não tirou o título de eleitor tirar. Então, para aqueles que possam ter esquecido, lembrando que hoje, dia 6 de maio, é o último dia para tirar o título de eleitor, tão importante para fazer as mudanças que precisam ser feitas no dia 4 de outubro do corrente ano.

Mas também, Sr. Presidente, eu quero deixar registrado aqui um projeto que eu estou protocolando na data de hoje, que trata sobre o fardamento dos policiais militares. São muito comuns as reclamações que nós estamos recebendo por falta de fardas, de blusas de frio, de coturnos, de coletes para os policiais militares. São várias reclamações, que vêm de várias partes do estado.

A gente pede informação para o governo e o governo manda aquela resposta fantasiada, floreada. Ele fala: “Já compramos não sei quantos equipamentos, quantas peças de farda, compramos blusas, compramos...”, mas na ponta o que a gente vê é a reclamação de que não tem, que não tem o fardamento, que os policias estão usando o dinheiro do seu salário para poder comprar farda, para poder comprar até coletes.

Então nós estamos apresentando um projeto, vamos tramitá-lo aqui nesta Casa, para tirar essa lógica de o governo ficar fazendo licitação, gastando, perdendo tempo, armazenando e, muitas vezes, quando o policial vai lá retirar a farda, nem serve para ele. Então a gente está fazendo uma seguinte proposta:

“Fique criado, no âmbito do Estado de São Paulo, o programa estadual de aquisição de fardamento da Polícia Militar denominado ‘Farda Nova São Paulo’, destinado a viabilizar aquisição periódica de peças de fardamento pelos policiais militares na ativa, mediante crédito específico de natureza indenizatória.

Art. 2º - O programa de que trata esta lei tem os seguintes objetivos: I - assegurar condições adequadas de apresentação pessoal e padronização do efetivo da Polícia Militar; II - garantir maior eficiência na reposição de fardamento, considerando o desgaste natural decorrente da atividade operacional; III - conferir autonomia ao policial militar para aquisição de peças necessárias ao exercício de suas funções; IV - fortalecer o controle e a rastreabilidade na comercialização de fardamento.

Art. 3º - O programa será operacionalizado por meio da concessão de crédito anual de natureza indenizatória, disponibilizado em cartão magnético eletrônico ou outro meio tecnológico equivalente de uso pessoal e intransferível.”

Ou seja, você pega o cartão, coloca o crédito e o policial pode, nas empresas credenciadas, adquirir o seu fardamento.

“§1º - O crédito que trata o caput será destinado exclusivamente em aquisição de peças de fardamento e não poderá ser convertido em pecúnia, uma vez que não se incorpora à remuneração do policial militar, não constituindo base de cálculo para quaisquer vantagens adicionais ou benefícios.”

Ou seja, é uma ferramenta para agilizar a aquisição do fardamento para o policial militar. Assim como nós fizemos na Prefeitura de São Paulo com relação aos uniformes escolares. Hoje, a prefeitura não fica mais comprando toneladas de uniformes.

As empresas credenciadas têm os uniformes disponibilizados, a prefeitura coloca lá o cartão magnético com o direito à aquisição daquele uniforme, e a pessoa, o pai do aluno, a mãe do aluno vai direto em empresas como, por exemplo, a Kalunga. Vai lá e, com aquele cartão, ela retira o uniforme.

Não tem esse gasto para a prefeitura, como é o caso da Polícia Militar, que tem toda essa dificuldade de compra, de aquisição, de licitação, de armazenamento. Então a gente precisa reduzir isso aí, para dar uma agilidade nesse processo.

“§2º - O valor do crédito, sua periodicidade e eventuais critérios diferenciados serão definidos pelo Poder Executivo, observada a disponibilidade orçamentária.

Art. 4º - A utilização do crédito será restrita a estabelecimentos comerciais previamente credenciados...” - ou seja, esse estabelecimento tem que estar credenciado pelo Poder Executivo - “...que atendam às exigências técnicas estabelecidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

§1º - O credenciamento observará aos seguintes critérios: Conformidade com os padrões de qualidade e especificações técnicas do fardamento; regularidade fiscal e cadastral; capacidade operacional e logística; e mecanismo de controle e rastreabilidade das peças comercializadas.

§2º - Os estabelecimentos credenciados ficam obrigados a exigir identificação funcional válida do Policial Militar no momento da aquisição.

Artigo 5º - O Poder Executivo poderá instituir sistema eletrônico de controle das aquisições realizadas no âmbito do programa, com vista à fiscalização, transparência e segurança institucional.

Artigo 6º - O programa instituído por esta lei não substitui nem afasta o dever do Estado de fornecer regularmente o fardamento aos policiais militares nos termos da legislação vigente. As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Esta lei será devidamente regulamentada pelo Poder Executivo. Ela entra em vigor na data de sua publicação.”

Então nós estamos protocolando esse projeto para mostrar para o governo que é possível ter mais eficiência na aquisição dos uniformes. Ou seja, você credencia as empresas e você coloca o crédito, o equivalente àquilo que custa o fardamento, que custa o coturno, que custa a blusa de frio.

E o policial vai direto naquela loja credenciada e com aquele cartão ele vai retirar, ele não vai ficar esperando o governo. “Ah, porque nós tivemos problemas licitatórios, atrasou a entrega” e o policial aí tendo que gastar dinheiro do seu bolso para poder adquirir o fardamento.

Nós fizemos isso na prefeitura e deu muito certo com os uniformes escolares e eu acredito que esse projeto, sendo aprovado, também para os policiais, dará muito certo, porque vai tirar essa demora, toda essa logística, que hoje o estado dispõe para adquirir uniformes.

É tão simples, é uma coisa tão simples. Ele, com o crédito naquele cartão, equivalente ao valor do uniforme, vai direto lá na empresa credenciada, já experimenta, já vê se é o tamanho dele, já vê se está tudo certinho e não vai ficar nessa demanda, esperando chegar uniforme, comprando do seu bolso.

Então a gente quer eficiência na administração pública. Aliás, eficiência é um dos princípios constitucionais da administração pública e que a gente observa que esse governo de plantão que aí está não tem.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, nobre deputado Reis.

 

O SR. REIS - PT - Sr. Presidente, havendo acordo de lideranças, eu quero requerer de V. Exa. que esta sessão seja levantada.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Havendo acordo de lideranças, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, essa Presidência, antes de dar por levantado os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, dia 7 de maio de 2026, à hora regimental, sem Ordem do Dia.

Está levantada a sessão.

 

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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 37 minutos.

 

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