8 DE JUNHO DE 2026

74ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: FÁBIO FARIA DE SÁ

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - FÁBIO FARIA DE SÁ

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.

        

2 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - DRA. DAMARIS MOURA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

4 - CONTE LOPES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - CAPITÃO TELHADA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Anuncia a presença de membros da ONG Educação sem Fronteiras, de São Paulo.

        

7 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

8 - CAPITÃO TELHADA

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

9 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

10 - CAPITÃO TELHADA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

GRANDE EXPEDIENTE

11 - CAPITÃO TELHADA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

12 - CAPITÃO TELHADA

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

13 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 09/06, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 15h14min.

        

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Fábio Faria de Sá.

 

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- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o Expediente.

Srs. Deputados, dando sequência à nossa lista de oradores do Pequeno Expediente, com a palavra a deputada Delegada Graciela. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rui Alves. (Pausa.)

Com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado André Bueno. (Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.)

Deputado Reis. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy.

Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos, nobre deputado.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, subo hoje a esta tribuna para tratar de uma denúncia gravíssima envolvendo o Hospital do Servidor Público Estadual, vinculado ao Iamspe. Segundo reportagem publicada hoje pela “Folha de S. Paulo”, médicos e residentes denunciam jornadas de trabalho que podem chegar a até 90 horas semanais, muito acima do limite legal de 60 horas estabelecidos para os programas de residência médica.

Os relatos apontam ainda para situações de extrema exaustão, ausência de pausas adequadas para alimentação e descanso e uma rotina incompatível com as condições mínimas exigidas para uma formação profissional de qualidade.

É fundamental que os órgãos competentes apurem rigorosamente os fatos, ouçam os residentes, examinem as escalas de trabalho, verifiquem se há descumprimento da legislação e das normas que regem a residência médica. O descanso do profissional de Saúde não é um privilégio, é uma condição indispensável para a segurança dos pacientes. Nenhum médico, por mais competente e dedicado que seja, consegue exercer plenamente suas funções após jornadas exaustivas e sucessivas.

A ciência já demonstrou inúmeras vezes que a privação de sono aumenta o risco de erros, reduz a capacidade de atenção, compromete a tomada de decisões e afeta diretamente a qualidade de atendimento. Quando um residente trabalha além dos limites razoáveis, não está em risco apenas a sua saúde física e mental, está em risco também a qualidade da assistência prestada à população.

Por isso, defender condições dignas de trabalho para os médicos residentes é também defender o direito dos usuários do Iamspe a um atendimento seguro, humano e de qualidade. E é impossível discutir esse problema sem abordar uma questão estrutural: o processo contínuo de enfraquecimento do Iamspe.

Há anos, servidoras e servidores estaduais, usuários, entidades médicas, trabalhadores de Saúde denunciam a insuficiência de recursos destinados ao instituto. O Hospital do Servidor atende a uma população enorme, composta por servidores ativos, aposentados, seus dependentes; mas enfrenta dificuldades relacionadas à contratação de profissionais, à manutenção da estrutura, à ampliação da sua capacidade de atendimento.

O governo Tarcísio de Freitas precisa explicar por que um patrimônio histórico de Saúde pública paulista continua enfrentando problemas que apontam para a falta de investimento e insuficiência de pessoal. Quando faltam profissionais, quem está na ponta acaba sobrecarregado.

E a sobrecarga, mais cedo ou mais tarde, cobra seu preço. Portanto, além da investigação das denúncias, é necessário abrir um debate sério sobre o financiamento, a valorização dos profissionais e o fortalecimento do Iamspe.

Não podemos naturalizar jornadas incompatíveis com a legislação e com a dignidade humana, não podemos aceitar que profissionais em formação sejam submetidos a condições que coloquem em risco sua saúde e a segurança dos pacientes.

Faço, portanto, o apelo para que esta Assembleia acompanhe o caso de perto, cobre transparência do governo estadual, contribua para que toda denúncia seja rigorosamente apurada.

Defender o Iamspe é defender uma saúde pública de qualidade. E defender a investigação dessas denúncias é cumprir o nosso dever com a verdade, com os trabalhadores da Saúde e com a população do estado de São Paulo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, nobre deputado Eduardo Suplicy. Com a palavra, a deputada Dra. Damaris Moura. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos, deputada.

 

A SRA. DRA. DAMARIS MOURA - PSDB - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos, Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, servidores desta Casa, nobres policiais militares. Eu retorno a esta tribuna no dia de hoje, e retorno, além de parlamentar, como mãe, que sente de forma profunda a dor de uma perda.

Já se vão cinco anos desde que ela ocorreu, mas acordamos, queridos, nesta quinta-feira, dia de Corpus Christi, estupefatos. Eu gravei um vídeo sob a emoção da informação. Acordamos incrédulos, acordamos indignados. Faltam-me até palavras para traduzir o sentimento que fomos tomados na manhã de quinta-feira, depois de um julgamento que se encerrou na madrugada daquele dia, que durou onze dias no Rio de Janeiro.

Eu me refiro ao caso Henry Borel. Uma criança de quatro anos de idade que foi morta da forma mais vil, da forma mais cruel. Há notícia da perícia técnica de que foram mais de 20 golpes contra uma criança tão pequena, tão frágil. É o inacreditável.

É o inacreditável, a gente custa a acreditar. Mas, queridos, este é o cenário e é o retrato de como este País está tratando a infância. Este é o retrato de um aparente abandono, e, neste caso, nós tivemos um evidente abandono judicial.

E eu fiquei analisando, como advogada que sou, as circunstâncias daquele julgamento, Sr. Presidente, o conselho de sentença, ou jurados, desclassificaram um crime que, a meu ver, sem dúvida nenhuma, foi doloso, desclassificaram para um crime culposo.

E mesmo este crime culposo, uma tortura por omissão culposa. A pena, deputado Conte Lopes, ao final das contas, um ano e quatro meses, para Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel.

O companheiro dela foi condenado, deputado Eduardo Suplicy, e a mãe da criança, Monique Medeiros, após uma decisão absolutamente questionável. Aliás o Ministério Público do Rio de Janeiro já recorreu desta decisão porque, na avaliação do Ministério Público, houve até uma troca de quesitos a serem respondidos pelo conselho de sentença, que pode ter induzido a erro o próprio conselho de sentença. Induzidos a erro, induzidos a acreditar que a pergunta se referia a um crime culposo, e não a um crime doloso. Essa confusão eu espero que seja resolvida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a partir do recurso que foi então impetrado pelo promotor de Justiça.

Mas, queridos, essa dor, essa tristeza que eu sigo carregando a respeito de uma criança que foi morta dessa forma representa quase 300 mil denúncias, Sr. Presidente, feitas ao disque 100, que é o serviço do Ministério dos Direitos Humanos que capta a denúncia de violências, maus-tratos, abusos, exploração, promovidos contra nossas crianças e adolescentes.

Nós já temos, até esse momento, neste ano, quase 300 mil denúncias. E nós sabemos que talvez seja o mais subnotificado dos crimes, as violências promovidas contra nossas crianças e adolescentes. E o silêncio, Sr. Presidente, para concluir, e o silêncio, ele é promovido dentro das casas, o lugar onde essas crianças deveriam estar mais seguras.

Pensando nisso passei o domingo, ontem, refletindo o que mais posso fazer. Sou autora da Lei 17.337, de 2021, que cria o primeiro programa escolar no estado de São Paulo de combate ao abuso sexual e violência doméstica contra crianças e adolescentes. Esta lei prevê a criação de um curso, que foi criado, foi disponibilizado na plataforma de formação de professores do estado de São Paulo e milhares de professores já foram capacitados para estarem aptos a identificar sinais que as crianças emitem, e elas emitem sinais quando são vítimas de abuso e de violência.

Bem como para que estes professores estejam aptos a tratar do tema em sala de aula de forma adequada, conforme a faixa etária, ajudando crianças na autoproteção, na valorização do seu próprio corpo. Precisamos ensinar as nossas crianças a se autoprotegerem, deputado Eduardo Suplicy.

Mas ontem, perplexa como estou com o final desse julgamento, porque naquela madrugada a juíza concedeu perdão judicial à Monique Medeiros, a mãe que sabia, a mãe que viu as lesões no corpo daquela criança, a mãe que silenciou diante dos evidentes e claros sinais de que aquela criança era torturada. Mas ela recebeu o perdão judicial, sob ainda um argumento - a meu ver, inaceitável - de que ela, a mãe Monique Medeiros, é quem estaria sofrendo misoginia.

Mas, afinal, aquele julgamento era para proteger quem? Quem sabia que a criança era torturada e nada fez? Ou para ainda conservar a memória dessa criança através de um julgamento justo?

Pensando nisso, e eu encerro aqui, Sr. Presidente, no dia de ontem, me debrucei para pensar em uma política pública adicional, mas que trouxesse a possiblidade de nós trabalharmos de forma integrada: Segurança Pública, Educação, Saúde e Assistência Social e que nós tenhamos no estado de São Paulo um protocolo, porque nós não temos um protocolo. Quando uma criança, na escola, emite um sinal e um professor bem instruído identifica este sinal, qual é o protocolo?

 Então trago aqui comigo, já está protocolada, a lei estadual Henry Borel. Ela estabelece diretrizes para uma política estadual integrada, denominada Henry Borel nenhum sinal ignorado, de prevenção, de identificação, de enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes no âmbito do estado de São Paulo e dá outras providências.

Eu encerro, Sr. Presidente, dizendo que este projeto de lei, já protocolado, em minhas mãos, no dia de hoje, porque essa resposta precisa ser rápida, precisa ser breve, precisa ser garantidora, trata especialmente, Sr. Presidente, de uma política integrada.

Agora precisamos de todas as mãos, de todos os braços do Estado conjuntamente para prevenir, para identificar, para assistir e para combater abuso e violência doméstica contra as nossas crianças e adolescentes.

Eu agradeço, Sr. Presidente, pelo tempo e convido todos, povo de São Paulo que nos assiste agora: cuidemos das nossas crianças, saibamos onde estão, com quem estão falando, como estão sendo tratadas.

Nós precisamos saber aonde as nossas crianças estão, para que a infância neste país mereça o lugar onde deve estar, porque estamos falando das novas gerações e daqueles que não são o futuro, mas são o presente desta nação.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, Dra. Damaris Moura, pelo projeto de lei, excelente PL protocolado hoje, em causa das nossas crianças e adolescentes.

Com a palavra o deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Leci Brandão. (Pausa.)  Major Mecca. (Pausa.) Marcelo Aguiar. (Pausa.) Guilherme Cortez. (Pausa.) Ana Perugini. (Pausa.) Luiz Fernando Teixeira Ferreira. (Pausa.) Nobre deputado capitão Conte Lopes.

Vossa Excelência tem o tempo regimental de cinco minutos.

 

O SR. CONTE LOPES - PL - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público que nos acompanha na Tv Assembleia, faço minhas as palavras da Dra. Damaris a respeito do que aconteceu no Rio de Janeiro.

Alguns membros do Poder Judiciário estão tomando algumas decisões totalmente políticas. A juíza dá um perdão judicial, ela. A mãe quem participa da morte do filho faz um discurso de gênero e toma atitude... É muito assim, a gente vê muito disso aí. Até, às vezes, o Supremo soltando os maiores traficantes do mundo, como o André do Rap.

Chega um pedido de “habeas corpus” no domingo, no sábado... A polícia ficou 10 anos para pegar o cara. Quando pega o cara, no sábado o advogado entra, tem um ministro do Supremo que decide sozinho liberar o André do Rap, manda embora. Na segunda-feira, quando ele fica sabendo que o André do Rap é o André do Rap, ele manda para nós, da polícia: “Prenda-se. Vai achar o cara”. Estamos procurando até hoje.

Mas, Sr. Presidente, hoje nós fomos no Pacaembu, acompanhando o governador Tarcísio de Freitas. O deputado Capitão Telhada também estava lá, o secretário Nico, o prefeito Ricardo Nunes, o secretário executivo, coronel Henguel, onde foi ser a formatura de 1.014 homens e mulheres da Polícia Militar, que vão para as ruas dar segurança para a população.

Então, mais uma vez, o governador estava presente e, realmente, a grande vitória, virtude do governador Tarcísio de Freitas, desde que eu entrei na polícia em 67 como soldado, foi colocar polícia nas mãos de policiais. Simplesmente, ele fez isso; colocou na cúpula da polícia policiais para comandar a polícia. E a polícia de São Paulo é a melhor do Brasil.

E pelos resultados, pelos resultados o lugar que tem menos crime é o estado de São Paulo. E está diminuindo ainda a criminalidade pela ação da polícia. Porque os secretários não se assustam com as ocorrências. Pelo contrário. É evidente que o bandido não se acaba.

Até por que falou a Dra. Damaris aí: prende e solta. É um enxuga gelo. A polícia prende o cara que matou alguém, uma moça, um rapaz, um latrocínio, para na primeira saída temporária o cara sair. Ninguém sabe nem quem assina a saída temporária. Vai todo mundo embora. E volta a polícia a ficar caçando os bandidos, os mesmos bandidos de sempre, não é?

Mas, de toda forma, a gente queria cumprimentar o governador, o secretário de segurança, ambos, coronel Henguel e o Dr. Nico, pelo trabalho que a polícia está fazendo, inclusive apresentando homens para dar segurança para a população. Homens e mulheres que vão para as ruas dar segurança para o povo de São Paulo.

Então a virtude do governador em colocar a cúpula da polícia nas mãos de policiais, o que eu nunca vi. Já vi general do exército, coronel do exército, vi juiz, vi promotor, cara que não entende nada de Segurança Pública. Ele nem sabe onde fica a Rota. “O que é a Rota?”, o cara não sabe. “Mas de que Rota que você é? A grande ou a pequena?”, os caras sempre fazem essas perguntas, meio assim para a gente, não é?

Até um grande jurista da época do Covas, José Afonso da Silva, mandou para nós da polícia: “O que que é o elemento suspeito?”. Oras. Elemento suspeito o policial sabe o que é. É quando a gente suspeita de alguma coisa.

Nós já pegamos e até trocamos tiros com quatro bandidos, que morreram, que estavam com uma mulher que estava sendo levada para um matagal para ser estuprada, e o noivo dela estava dentro do carro. Inclusive, filho de delegado de polícia. Lá em Eldorado, em Diadema.

Então o policial sabe o que é uma pessoa suspeita. É lógico. Como o bandido também sabe, quando ele olha para o policial e vê. É uma questão de prática que se vive nas ruas. Mas quem não é do ramo não entende. O cara fica quatro anos na secretaria e não sabe nada.

Às vezes, baixa a determinação... Baixou um promotor, aí, proibindo a polícia de socorrer. Quer dizer, se você vai e é baleado... No meu tempo você pegava o cidadão, a mulher, colocava na viatura e levava para o pronto-socorro. O mínimo que você poderia fazer é isso aí. E salvava muita gente.

Agora não. Para não ficar em dúvida a ação da polícia, o cara fica esperando lá, não pode socorrer, você não pode... E quanto tempo demora para chegar uma ambulância? Uma viatura do Corpo de Bombeiros, principalmente se for uma quebrada de São Paulo, periferia de São Paulo, que às vezes até a ambulância tem medo de entrar. Mas fica aí então os nossos cumprimentos aos 1.014 homens e mulheres que estão agora patrulhando nas ruas de São Paulo.

Obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Conte Lopes. Com a palavra o deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Com a palavra o deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Com a palavra o deputado Atila Jacomussi. (Pausa.)

Com a palavra a deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Elton. (Pausa.) Com a palavra o deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Com a palavra o deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) E com a palavra a doutora Paula da Bancada Feminista. (Pausa.)

Na Lista Suplementar do Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra o deputado Caio França. (Pausa.) E com a palavra o nobre deputado Capitão Telhada.

Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado, presidente. Excelente tarde a todos os presentes. Primeiramente, na galeria, aos brasileiros aqui, que nos acompanham, todos os parlamentares aqui na Casa, aos funcionários militares e funcionários civis. Uma excelente semana, começando, não é? Após o feriado prolongado aí, de muito trabalho, diga-se de passagem, mas estamos começando mais uma semana.

Presidente, primeiro assunto que foi trazido à tona. Eu nem ia falar desse assunto, mas foi muito bem lembrado pela deputada Damaris e também pelo deputado Conte Lopes, a lenda da Rota, da Polícia Militar, que é esse assunto sobre o perdão judicial, lá no Rio de Janeiro, de uma juíza a uma mãe, condenada inicialmente por homicídio doloso, depois desqualificado para homicídio culposo, e agora sendo concedido a ela o perdão judicial, sendo citado na decisão questões de gênero, não é?

E como a gente vê que são dois pesos e duas medidas, como que, infelizmente, as narrativas da esquerda adentram as instituições e trazem como resultados esses absurdos, que a gente vai assistindo no dia a dia. Lá, no Rio de Janeiro, uma mãe, que por omissão, ação omissão, mas permitiu que o seu filho fosse assassinado é absolvida, recebe o perdão judicial.

E aqui, em São Paulo, presidente, na cidade de Jales, um juiz condena um casal, condena um pai e uma mãe, por prisão, à prisão de 50 dias presos, porque praticavam o “homeschooling”, ou seja, instruíam os seus filhos, educavam os seus filhos dentro da própria casa, o que, inclusive, já foi considerado que não é inconstitucional pelo STF, não é inconstitucional, o STF já decidiu isso, existe lei tramitando no Congresso Nacional.

E esse juiz prendeu um casal por abandono intelectual. Detalhe, na própria defesa desse casal foi colocado que as duas filhas leram, somente no último ano de 2025, a mais velha, 3.000 páginas, ou melhor, 6.000 páginas de livros, e a mais nova, 2.500 páginas de livros. São centenas de livros, apenas no ano de 2025.

Crianças que aprendiam, inclusive, nesse homeschooling latim, que aprendiam piano, que aprendiam canto, que foi comprovado com laudos e mais laudos que não tinham nada em relação a atraso comparando com o ensino público. Pelo contrário, estavam muito adiantados.

E foram condenados esses pais em Jales, por um juiz totalmente partidário. Inclusive, na rede social dele, depois ele tentou apagar, mas a internet não perdoa, e foi verificado lá totalmente o posicionamento dele a favor do governo PT, a favor do governo Lula. Quero deixar registrado, presidente, que o meu mandato, a equipe do Capitão Telhada já providenciou uma moção de repúdio da Assembleia Legislativa a esse juiz por essa condenação, que envergonha todo brasileiro de bem.

O juiz... Deixa eu pegar o nome aqui. Poxa vida, perdi aqui, depois eu pego, infelizmente... Ah, juiz Júnior da Luz Miranda, juiz Júnior da Luz Miranda, que não representa todo o Poder Judiciário.

Quando a gente faz a crítica, a gente critica a atuação individual, porque eu sou policial e não concordo com as críticas que são feitas a toda uma classe. Quando um policial erra, tem que ser criticada a ação daquele policial.

Mesma coisa com esse juiz. A moção de repúdio foi feita em desfavor dessa autoridade e eu espero que em breve tramite para a gente se posicionar nesse assunto gravíssimo. Presidente, eu quero trazer aqui um assunto também já comentado pelo deputado Conte Lopes, que foi a formatura de novos soldados da Polícia Militar.

Participamos hoje dessa formatura, novos 1.014 policiais militares, que a partir de amanhã serão distribuídos no território todo do nosso estado. Estarão aí em breve nas viaturas, nas ruas do nosso estado, Capital, Grande São Paulo, interior, fazendo a segurança do cidadão de bem, fazendo o combate ao crime, o crime comum, o crime organizado e colaborando para a nossa Segurança Pública.

Então, parabéns ao Governo de São Paulo, à Secretaria de Segurança Pública, ao Comando da Polícia Militar, por mais essa formatura hoje, lá no estádio do Pacaembu, as famílias acompanhando, vibrando junto com os seus filhos, maridos, filhas, esposas, irmãos, porque a missão não é fácil.

Ser policial no Brasil não é fácil, é um sacerdócio, é uma entrega, é um serviço diariamente. É um treinamento, é um desprendimento diário das nossas próprias necessidades para realizar justamente essa doação à sociedade, essa doação ao cidadão de bem. Doação por quê?

Porque a gente doa o nosso tempo com a família, a gente doa a nossa saúde, a gente doa o nosso suor e a gente doa muitas vezes, infelizmente, a nossa vida. O juramento que aqueles policiais militares hoje fizeram diante da bandeira nacional, diante das autoridades e diante das suas famílias é um juramento que a gente carrega para a vida toda. Eu, com 23 anos de serviço público, carrego o juramento que eu fiz lá em 9 de fevereiro de 2004.

O deputado Conte Lopes carrega o juramento que ele fez lá em 1967, quando ingressou nas fileiras da Polícia Militar. Então, parabéns, heróis policiais. Muito obrigado por escolherem ser policial no Brasil, um País difícil de a gente praticar o que é correto, que parece que a legislação só defende bandido, só defende criminoso, mas os senhores e senhoras escolheram serem policiais.

Muito nos honram. Para encerrar, presidente, e permitir que outro deputado faça uso da palavra, eu gostaria de passar um videozinho de 50 segundos que ilustra a formatura de hoje lá no Pacaembu. Por gentileza.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Então é isso, você vê a vibração desses novos soldados, um ano juntos de escola. O deputado Reis também foi policial militar, é policial civil. Um ano junto de escola, vibração, emoção. Ao mesmo tempo que é uma despedida, a emoção da despedida dos amigos, dos bancos escolares, mas é a emoção também da conquista.

O que cada um ali não passou, não encarou nas suas vidas? A dificuldade, cada um tem uma história. O primeiro colocado, para vocês terem uma ideia, veio de Minas Gerais; o segundo colocado é aqui de São Paulo; o terceiro colocado do Paraná. Então a polícia é paulista, mas o efetivo a gente sabe que vem dos mais diversos estados da nossa Federação.

Então que Deus abençoe a cada policial, a cada homem, a cada mulher; 30% dessa turma é constituída de mulheres. Então que Deus abençoe muito a vida de vocês. E como eu sempre falo nos meus discursos, nas minhas palestras junto aos nossos policiais, lembrem-se que o maior patrimônio da vida de vocês é justamente a sua vida e é justamente a vida da sua família.

Não perca jamais esse convívio. Retorne para casa todos os dias vivo, íntegro, com a liberdade garantida e com a missão cumprida e os senhores serão abençoados por Deus, serão felizes na escolha que fizeram.

Obrigado, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, deputado Capitão Telhada, parabéns à nossa querida Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Com a palavra o nobre deputado Reis. Enquanto V. Exa. se encaminha para a tribuna, fazer aqui o anúncio da presença dos membros da ONG Educação Sem Fronteiras, aqui de São Paulo. Sejam todos bem-vindos

O nobre deputado Reis tem até cinco minutos para fazer uso da palavra.

Pode se exceder um pouquinho também, deputado, não há problema.

 

O SR. REIS - PT - Muito obrigado. Eu só vou falar 15 minutos.

Bom, cumprimentar o público presente, o presidente, deputado Fábio Faria de Sá, o deputado Capitão Telhada, o deputado Zambelli, que acaba de chegar, deputado Suplicy, os funcionários desta Casa, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica, também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.

Presidente, eu quero deixar registrado neste Pequeno Expediente o meu repúdio, a minha condenação ao governo Tarcísio de Freitas, por meio do seu líder de governo, o deputado Gilmaci, por fatos acontecidos na semana passada, fatos esses que têm que ser condenados, não podem ser de forma alguma aceitos.

A gente sabe que para se iniciar uma reunião da comissão tem que ter o quórum, mas quando não tem quórum, pode ser, sim, instalada uma reunião de trabalho. E isso já aconteceu em várias reuniões de secretários que foram convocados, que foram convidados para prestar esclarecimentos, para fazer o balanço da sua pasta. Muitas vezes não tinha quórum e foi feita reunião de trabalho. Isso é normal, é comum.

E a gente sabe do problema da Sabesp em São Paulo. A gente sabe, a gente abre os jornais e só tem reclamações da Sabesp. Saneamento privatizado em São Paulo: 37% da conta vira lucro.

Diretores ganham 708 mil reais, 47% dos trabalhadores demitidos, falta de água, queixas recordes e acidentes. Após a privatização da Sabesp, em julho de 2024, o lucro líquido médio anual saltou de 3,4 bi para 9,2 bi; de cada dez reais pagos nas tarifas, 3,71 viram lucros dos acionistas. A participação das despesas com o pessoal no valor adicionado caiu de 25% para 13,5%, enquanto os diretores recebem 708 mil reais por mês, aumento de 626 por cento.

Os trabalhadores tiveram reajuste de 5,5% em 2024 e 4,4% em 2026. Do quadro de 12.300 funcionários, 5.800, 47% foram demitidos. Os resultados trágicos são evidentes: cratera na marginal do Tietê, idosa morta em Mauá por tubulação desgovernada, reservatório colapsado em Mariporã, uma morte, dezenas de imóveis inundados, explosão de gás no Jaguaré, dois mortos, dez casas destruídas, 200 desabrigados, falta de água permanente sobre o eufemismo de gestão de demanda noturna; reclamações cresceram 70% em um ano. Sabesp lidera o ranking do Procon de São Paulo com 6.879 queixas, 70% não atendidas.

A empresa criada para levar saúde e qualidade de vida tornou-se uma máquina lucrativa e mortal. Aí essa comissão, presidida pela deputada Ana Carolina Serra, que é do PSDB, do partido de sustentação do governador Tarcísio de Freitas, aprova a vinda do presidente da Sabesp para dar explicações, para explicar o porquê desse caos na Sabesp.

E o governador Tarcísio de Freitas faz uma manobra. Manobra o seu líder de governo. Está na revista “Fórum”, e impede o diretor da Sabesp de se explicar em comissão na Alesp.

“Alvo de um pedido de investigação que liga o esquema de privatizações de estatais do estado ao escândalo do Banco Master, o governador Tarcísio Gomes de Freitas manobrou para esvaziar a reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais, nesta quarta-feira passada, em impedir questionamento ao presidente da empresa estatizada, Carlos Augusto Leone Piani, que foi retirado da sala pelo deputado Gilmaci Santos, líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.”

Então, essa forma como se deu essa retirada, essa agressão à deputada Ana Carolina Serra, e a todos nós, deputados. Eu estava aqui no plenário, não fui lá, mas eu me senti agredido, e eu acho que todos os deputados se sentiram agredidos pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, através do seu líder.

E está aqui no “Metrópolis”. “A deputada estadual Ana Carolina Serra acusou o líder do governo, Tarcísio de Freitas, na Assembleia Legislativa de São Paulo, de violência de gênero, após o parlamentar interromper uma sessão de comissão e retirar o presidente da Sabesp, Carlos Piani, do plenário, onde ele prestaria esclarecimento aos deputados.”

Qual o problema de o presidente da Sabesp vir aqui se explicar? É função nossa fiscalizar. Ah, não deu Quórum? Instaura-se uma reunião de trabalho. Ele pode ficar lá, a não ser que ele não quisesse, mas ele poderia ter ficado e ter, sim, respondido, Srs. Deputados, os questionamentos com relação a esse péssimo serviço que está sendo entregue para a população de São Paulo.

A função da Assembleia é fiscalizar. Agora, o Carlos Piani é empregado do Tarcísio de Freitas? Ele é funcionário do deputado Gilmaci, para ele tirar ele da sala? Tem que explicar isso aí.

O Tarcísio de Freitas é sócio da Sabesp? Por isso que ele não quer que o seu presidente venha dar explicação sobre esse caos que virou a Sabesp em São Paulo? Eu acho que todos os deputados têm que vir aqui questionar isso aí. Não é possível que se aceite um negócio desse. Não é possível. Eu não estou entendendo o que está acontecendo.

Ou então, realmente, eles têm relações empresariais com essa empresa e está protegendo ela desse péssimo serviço que está sendo entregue para a sociedade, que está sendo entregue para a população de São Paulo. “O caso aconteceu na última quarta-feira, dia três de junho. Piane havia sido convocado para participar da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais e dar explicação sobre falhas na prestação do serviço da companhia. Ao notar que não havia quórum suficiente para abrir a sessão, Ana Carolina, que preside a comissão, propôs aos presentes que ouvissem o presidente da Sabesp informalmente...”

Isso é normal. Qual o problema de ouvir informalmente? “Algo que, segundo os deputados, acontece com frequência na Casa. Segundo o relato da deputada, neste momento, o Gilmaci passou a gritar com ela, desrespeitando-a, e a afirmar que Piani não poderia conversar com os parlamentares presentes, exigindo a sua saída do local.

‘Quando foi proferir a decisão, o Gilmaci se destemperou e começou a gritar, não deixava eu falar, falando que o presidente da Sabesp deveria sair dali. Eu falei para ele que eu era presidente, que quem deve falar com o convidado sou eu. Para mim, a atitude do governo fere os princípios democráticos’, disse Ana Carolina Serra ao Metrópoles.

A parlamentar também foi às redes sociais para repudiar o episódio. ‘Nunca pensei que viveria na pele aquilo que eu mais repudio. Ontem, fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher. Não vou tolerar que um outro deputado se ache no direito de levantar a voz para mim.

Um deputado, quando se viu pressionado e que sua estratégia não tinha dado certo, apelou para a gritaria e desrespeito’, disse Ana Carolina Serra. Ainda segundo a deputada, não foi a primeira vez que ela se sentiu intimidada por deputados da base do governo, da qual ela faz parte.

Sem mencionar o nome do colega, a parlamentar disse que, tempos atrás, recebeu uma ligação de um par gritando e esbravejando pelo fato dela ter pautado um pedido anterior de convocação do presidente da Sabesp. O diretor estadual do PSDB, presidido pelo ex-prefeito Santo André e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Serra, marido de Ana Carolina, também emitiu nota para repudiar o comportamento de Gilmaci.

Ao interromper reiteradamente os trabalhos conduzidos pela presidente da comissão, elevar o tom de voz de maneira desrespeitosa e adotar postura incompatível com a liturgia do cargo parlamentar, Gilmaci ultrapassou todos os limites do debate democrático e do respeito institucional que devem nortear a convivência entre os representantes eleitos pela população paulista.

A violência política de gênero se manifesta justamente quando mulheres são constrangidas, desqualificadas ou desrespeitadas no exercício de suas funções públicas”, afirmou o partido.

Aí vem a nota da liderança do Republicanos, dizendo que... Gilmaci se justificou, dizendo que a saída de Carlos Piani do plenário foi uma medida estritamente técnica, motivada pela ausência de quórum. Sim, não tem quórum, mas pode fazer reunião de trabalho. E ele pode ficar se ele quiser.

Não tem que nenhum deputado tirar a pessoa de lá da sala. “Refutamos veemente qualquer insinuação de violência política de gênero, por parte do deputado Gilmaci Santos, líder do Governo na Alesp.

Sua atuação foi pautada, exclusivamente, na observância do Regimento Interno da Assembleia, não havendo qualquer desrespeito ou tentativa de obstrução aos trabalhos ativos, mas sem zelo pela formalidade e pela seriedade do debate.

Ana Carolina Serra afirmou que já conversou com o presidente da Alesp, André do Prado, sobre o assunto e informou que pretende pedir um desagravo público por parte de Gilmaci”. Também em nota enviada ao “Metrópoles”, o PSDB Nacional e o PSDB Mulher Nacional manifestaram total solidariedade à deputada estadual Ana Carolina.

“Diante do episódio ocorrido, afirma que a deputada foi constrangida e desrespeitada, tendo a sua autoridade prerrogativas regimentais desconsideradas. Esse tipo de comportamento configura violência política de gênero e é absolutamente inaceitável em qualquer contexto democrático”.

Ainda conforme o texto, “A política precisa ser um espaço de respeito, civilidade e igualdade. É inadmissível que, em pleno século XXI, mulheres eleitas ainda sejam submetidas a intimidações, constrangimentos ou atitudes que busquem enfraquecer sua atuação e legitimidade parlamentar.

O PSDB Nacional e o PSDB Mulher Nacional reforçam que a liberdade e a segurança do mandato devem ser garantidas a todas as mulheres e repudiamos qualquer tentativa de intimidação ou desrespeito institucional”, completou o texto.

Então eu fiz questão de vir aqui, Sr. Presidente, falar aqui nesse Pequeno Expediente, deixar registrado registrar a minha solidariedade à deputada Ana Carolina Serra pela forma como ela foi tratada, como se deu esse fato.

Dizer que o presidente da Sabesp tem que vir, sim, se explicar para os Srs. Deputados, tem que explicar esse caos que hoje está a Sabesp no estado de São Paulo e repudiar o comportamento do governador do estado de São Paulo através do seu líder do Governo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, nobre deputado Reis. Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Pela ordem, presidente, uma comunicação?

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem, é regimental. Até dois minutos, deputado Capitão Telhada.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - PARA COMUNICAÇÃO - Perfeito. Enquanto o deputado Suplicy se dirige à tribuna, aproveitar o momento oportuno, presidente. Me sinto na obrigação até de levar conhecimento da população que nos assiste uma informação fazendo frente às colocações do deputado que falou à tribuna agora, o deputado Reis, em relação aos trabalhos no estado de São Paulo de saneamento básico que envolve a empresa Sabesp.

Não vou entrar na questão do que aconteceu aqui na comissão, até porque eu não presenciei, mas eu estou semanalmente junto com a secretária Natália Rezende, em entregas e inaugurações que envolvem o saneamento básico e há poucos dias, questão de dez dias atrás, eu estive na cidade de São Paulo, no bairro Perus, Zona Oeste, extremo da Zona Oeste.

Eu moro na Lapa, trabalhei em Perus, na Polícia Militar e a quem nos assiste aqui, imaginem só, o bairro de Perus, um bairro populoso, o deputado conhece, deputado Fábio, 400 mil pessoas moram em Perus. Até o ano de 2024, pasmem, zero por cento do esgoto de Perus era tratado. Absolutamente nada. Zero por cento de tratamento de esgoto, até o ano de 2024.

E a empresa Sabesp, agora na gestão Tarciso de Freitas, secretária Natália, captou esse problema, enfrentou um desafio enorme, enorme e agora, inauguramos juntos a primeira estação de tratamento de esgoto de Perus, junto com três piscinões, para, de tabela, acabar com a enchente e, de zero por cento, em dois anos, para 100% do esgoto tratado.

Hoje, 400 mil pessoas, cidadãos de bem, têm esgoto tratado em razão de um trabalho árduo da empresa Sabesp. Então, se a gente acompanhar diariamente os trabalhos do nosso governo, nós veremos que está tendo muita entrega, sim. E, rapidamente, algumas informações.

Hoje, dez bilhões de litros a mais são tratados e acabam desaguando no Rio Tietê de maneira limpa, dez bilhões de litros a mais de esgoto. A mancha do Tietê diminuiu 34 quilômetros.

Franco da Rocha, presidente, que tratava zero, zero por cento de esgoto - aliás, várias gestões do PT - agora trata 55% por causa do trabalho da Sabesp. Guarulhos - aliás, várias gestões do PT - que tratava dois por cento de esgoto, agora trata 47% e, até o final deste ano, vai chegar a 78% de tratamento de esgoto.

Então, são algumas informações de que eu me lembrei de cabeça, anotei para falar, para dizer ao cidadão de bem para confiar no trabalho que a gente aprovou aqui na Assembleia, inclusive, e está sendo feito em São Paulo e está sendo sério.

Obrigado, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, Capitão Telhada. Com a palavra o nobre deputado Eduardo Suplicy.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, Fábio Faria de Sá, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, durante a Semana de Orgulho LGBTQIAPN+, fui convidado a participar do Seminário Nacional sobre a Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua, entre os dias 2 e 3 de junho, para debater como garantir trabalho, respeito e acolhimento para essa população. Foi realizada pelo Fundo Positivo, com o apoio do Casarão Brasil e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Nesse encontro, foram discutidas na prática como o racismo, a LGBTfobia e a aporofobia, que é o preconceito contra quem é pobre, fecham as portas para o mercado de trabalho. A falta de documentos, os desafios na escola e a perda de laços familiares são enormes barreiras que exigem ações concretas do Estado e da sociedade.

Ao final do seminário, foi construída uma carta de recomendação do seminário. Esse documento visa transformar as discussões em compromissos reais e em políticas públicas para o nosso país.

Foram definidas dez propostas e recomendações, dentre elas: garantir a ampliação de programas de empregabilidade e qualificação profissional e inclusão produtiva para a população LGBTQIA+, especialmente pessoas trans, por meio de parcerias com o Sistema S e incentivos à contratação em instituições públicas e privadas; fortalecer a articulação intersetorial entre assistência social, Educação, Saúde, Trabalho, Direitos Humanos, garantindo a participação e a contratação de pessoas com experiência de vida em situação de vulnerabilidade, bem como a transparência e fiscalização dos recursos destinados às políticas e organizações voltadas à população LGBTQIA+.

Os participantes do Seminário Nacional reafirmaram ainda o compromisso de fortalecer a articulação entre poder público e sociedade civil, movimentos sociais, sistema de justiça, setor privado, academia, para transformar essas recomendações em ações concretas, assegurando que pessoas LGBTQIA+ em situação de rua sejam reconhecidas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção, implementação e monitoramento de políticas públicas que lhes dizem respeito.

Nenhuma democracia será plena enquanto pessoas forem excluídas de direito ao trabalho, à renda, à moradia e à dignidade em razão de sua identidade de gênero, orientação sexual, raça ou condição social.

A população LGBTQIA+ em situação de rua resiste diariamente a múltiplas formas de violência, mas também produz conhecimento, constrói situações e reivindica seu lugar como sujeito de direitos. É extremamente importante que haja políticas públicas de empregabilidade com foco em pessoas LGBTQIA+ em situação de rua.

E, antes de finalizar, informo que estive ontem, 7 de junho, na Parada LGBTQIA+, em São Paulo, que é considerada a maior parada LGBT do mundo. A Parada, que ocorreu na Avenida Paulista, teve como tema “A rua convoca, a urna confirma”.

Destaco que a parada é um dos maiores símbolos de resistência da indignação, da recusa em aceitar que essas vidas são tratadas como menos dignas, menos humanas e menos merecedoras de direitos.

Existir e resistir com liberdade e cidadania nunca foi uma garantia. A parada não nasceu para ser apenas uma celebração, nasceu da resistência e da coragem de quem enfrentou a violência, a perseguição, a criminalização e a tentativa de eliminar a existência da diversidade.

Fiquei feliz e contente de poder participar, mais uma vez, neste ano, de importante ato de resistência.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, nobre deputado Eduardo Suplicy.

Com a palavra, a deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.) O deputado Conte Lopes. (Pausa.) E o deputado Capitão Telhada. Vossa Excelência tem até as 15 horas, no Pequeno Expediente.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Muito obrigado, presidente. Retornamos à tribuna. Tenho restantes aí quatro minutinhos. Eu quero começar, presidente... Vou colocar um vídeo, vou pedir para colocar um vídeo sobre um evento em que estivemos no feriado agora, no dia 5... Hoje é 8, não é? Sete, seis...

No dia 4, dia 4 de junho, estivemos em Águas de Lindoia, no maior encontro de carros antigos, de autos antigos do Brasil - diga-se de passagem, presidente, o maior encontro de autos antigos da América Latina.

Antes de eu falar dessas agendas, eu quero começar com um vídeo aqui para os amigos acompanharem, por gentileza.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Um evento que acontece em Águas de Lindoia todos os anos. Ele acaba reunindo ali nesses quatro dias, da quinta-feira do feriado até o domingo, 500 mil pessoas, meio milhão de pessoas, realizado pelo EBAA, que não é empresa, é a instituição, é a associação responsável justamente pelos autos antigos. Foi o 11º realizado pelo EBAA, mas já são 29 anos de encontro de carros antigos em Águas de Lindoia.

Eu quero deixar aqui os meus parabéns, os meus cumprimentos ao prefeito de Águas de Lindoia, Geraldo Mantovani, o famoso Geraldinho, à sua equipe da Cultura, do Turismo, às suas secretarias, a todo o seu staff que juntou as mãos, juntou esforços para realizar esse evento gigantesco.

Na verdade, o Circuito das Águas acaba parando. Ele é um evento que reflete em todo o Circuito das Águas. Para na questão de trânsito, mas é o que eu chamo da crise do sucesso.

É tão famoso e tem tanto sucesso que leva uma crise, mas é uma crise boa, porque os restaurantes ficam cheios, os hotéis ficam cheios, os serviços todos são estimulados e a economia gira. É uma excelente oportunidade para o cidadão de bem - que trabalha - ganhar dinheiro, empreender, e o resultado está lá.

Vocês viram aí algumas fotografias. A gente vai andando no meio do povo. Então pessoas de bem, famílias, homens, mulheres que vêm lá da região - lógico, a região Mogiana, a região Bragantina, a região de Campinas, do próprio Circuito das Águas, mas vêm também de todo o Brasil.

A gente encontra lá amigos do Nordeste, de outros países - do Uruguai, do Paraguai. Enfim, um evento que é um prazer, que dá prazer para a gente, que dá uma honra de participar e estimular. E, lógico, uma cidade que a gente está trabalhando.

A Guarda Civil, presidente, lá de Águas de Lindoia, eu tive a honra de ser o padrinho da Guarda, participei da formação, conseguimos um convênio com outro município, município de Guarulhos, que formou a Guarda de Águas de Lindoia. Conseguimos emendas para aquisição de veículo, aquisição de uniforme, aquisição de armamento, e hoje a Guarda Civil é uma realidade.

A cidade monitorada, o pessoal todo com um padrão assim, de excelência na prestação do serviço, e é extremamente honroso para mim, para o meu mandato, para toda a minha equipe caminhar junto com Águas de Lindoia.

Parabéns a todos os envolvidos nesse grande evento.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Só para a gente encerrar o Pequeno Expediente e declarar aberto o Grande Expediente, Vossa Excelência é o primeiro inscrito, com permuta com o deputado Rafa Zimbaldi. Vossa Excelência tem mais dez minutos para falar no Grande Expediente, nobre deputado Capitão Telhada.

 

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- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

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O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Perfeito, muito obrigado, meu amigo, presidente e deputado estadual Fábio Faria de Sá. Além da agenda em Águas de Lindoia, estivemos também rodando todo o Circuito das Águas na semana passada.

Eu gostaria de falar aqui de cada cidade que a gente passou, agradecer a recepção, agradecer o carinho com que fomos recebidos, eu, minha equipe, todos chegamos em cada cidade.

Primeiro, presidente, que o Circuito das Águas já é uma região que a gente vai fazer agenda e parece que, em vez de ficar cansado, é o contrário, a gente se reenergiza. Por quê? Ali são todas as instâncias, hidromineral, o ar é diferente, a natureza é pujante.

Então, é uma região que eu frequento desde moleque, desde pequeno, dá prazer, dá prazer da gente hoje na política contribuir com o Circuito das Águas, com a região Mogiana.

Então, eu quero parabenizar e agradecer a recepção, parabenizar pelo trabalho a cada parceiro, começando lá pela cidade de Jaguariúna, que a gente teve junto com o prefeito Davi Neto, com a vereadora Geruza Reis. Estivemos lá no Centro TEA, aliás, um dos maiores centros municipais que eu já vi de atenção ao espectro autista.

Maravilhoso o trabalho que eles fazem lá. Tive a oportunidade de parabenizar a cada profissional que está frente ao tratamento, ao atendimento, à atenção dos autistas e de seus familiares. Então, Davi, Geruza, parabéns pelo trabalho, muito obrigado pela parceria.

De Jaguariúna estivemos também em Holambra, conheci a Cooperativa das Flores. Não tinha noção da questão rica que é o agro, essa modalidade do agronegócio, que é a modalidade que envolve a plantação de flores, a distribuição em relação aos produtores que trazem para a cooperativa, para a Velog.

E justamente dessa cooperativa é distribuído para os clientes, é feito um leilão. Eu não sabia. O senhor sabia, presidente, que todas as flores são vendidas através de leilão? Parece a bolsa de valores. Eu não sabia disso.

Por isso que é importante a gente estar perto, na ponta da linha, para entender o funcionamento de segmentos que a gente não domina. Eu sou só um policial, eu sou da Segurança Pública.

Então, foi muito legal conhecer como funciona a cooperativa. Todos os dias lá tem leilões, mas os leilões principais acontecem de segunda e de quarta-feira. Eu estive com a diretora de marketing lá, verificando os trabalhos. É algo para se orgulhar.

O Brasil é o terceiro maior produtor de flores do mundo, do planeta Terra. Só fica atrás da Holanda e de um outro país que eu não me recordo qual é. Mas assim, a gente hoje está, nós estamos já exportando conhecimento, exportando técnica, exportando tecnologia em relação a essa plantação de flores, ao tratamento, ao combate às bactérias, aos males, aos vírus que atingem essas plantações. Então, parabéns aos produtores rurais de Holambra. Muito obrigado pelo serviço que vocês fazem aí diante dessa potência, que é o negócio de flores no Brasil.

Estivemos em Mogi Mirim. Agradeço muito a parceria e recepção do Sargento Coran, vereador lá de Mogi Mirim. Muito obrigado por tudo. Obrigado pela parceria. A gente tem feito grande trabalho, também pela Defesa Civil de Mogi Mirim, pela Guarda Civil Municipal, pela infraestrutura.

Estamos lá trabalhando no bairro Santa Rita, também Chácara das Uvas, e também a todos os parceiros de Mogi Mirim que nos acompanham, que são incentivadores do nosso trabalho. Muito obrigado por tudo. É uma honra caminhar ao lado dos senhores.

De Mogi Mirim, estivemos em Amparo. Estivemos lá conhecendo o Rodrigo, que é dono de uma das maiores redes de supermercado de todo o Circuito das Águas e, além disso, é diretor do Lar dos Velhos, então, instituição que a gente conheceu o presidente também, e vamos ajudar a cada vez mais crescer, atender e ampliar os serviços do Lar dos Velhos.

E é esse o nome mesmo, tá? Não é que eu estou usando palavras para ofender ninguém, não. O nome da instituição...

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - A pessoa idosa, né?

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PL - É porque fala, eu mesmo falei: “Poxa, está escrito errado aqui.” Não, não é Lar dos Idosos, não. É Lar dos Velhos. É uma instituição que, inclusive, tem mais de 100 anos, mais de 100 anos lá em Amparo. E muito bacana também conhecer o trabalho lindo que eles fazem no cuidado ao idoso, à melhor idade.

Na semana passada também, presidente, tivemos a oportunidade de estar em Lindoia, com o prefeito Luciano, com os vereadores, o Dio, o Tatá, o Dr. Artur. E é uma cidade também que é coladinha a Águas de Lindoia. Lindoia e Águas de Lindoia são duas cidades bem próximas.

E também é uma honra contribuir. Entregamos lá recursos para a Saúde, para o custeio para Saúde de Lindoia, ajudando o cidadão de bem. Estivemos com o meu amigo, policial militar veterano da Polícia Rodoviária, hoje empreendedor lá da cidade, o Nunciarone, com a sua esposa também.

Então obrigado, meus amigos de Lindoia, pela recepção. Aliás, obrigado pelo almoço, que levaram a gente a um restaurante maravilhoso lá na cidade. Em Socorro, tivemos a oportunidade, também, de passar na Santa Casa de Socorro, e é muito legal porque a Santa Casa de Socorro...

No meu primeiro ano de mandato, aqui eles falaram assim “Pô, o pessoal vem para o Circuito das Águas andar de moto, vai muita moto ‘speed’, aquelas motos de velocidade, acaba tendo acidente e a Santa Casa de Socorro não consegue atender trauma, não consegue atender ortopedia porque não tem um equipamento que é chamado arco cirúrgico. E somente com esse equipamento é possível realizar cirurgias ortopédicas.”

E aí, na época, o reitor da Santa Casa, o reitor, não, o provedor da Santa Casa, o Zambotto, me trouxe essa demanda, junto com alguns parceiros de Socorro. É uma cidade que eu tenho muito carinho, porque meu avô morou por 40 anos, inclusive faleceu lá em Socorro.

Então eu falei “Pô, vamos ajudar.” Coloquei uma emenda, presidente, de 750 mil reais.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É, é um custo alto o arco cirúrgico.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PL - Muito caro, muito caro. É equipamento de ponta, muita tecnologia. Coloquei um recurso de 750 mil reais, através dessa parceria com o governador Tarcísio de Freitas, e hoje é uma realidade.

E não só compraram o arco cirúrgico, mas compraram também uma maca cirúrgica, compraram equipamentos de... Como é que chama quando a mulher está grávida, que faz...

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Ultrassom...

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PL - Equipamentos de ultrassom móveis, que a pessoa não precisa ir até a sala, o equipamento de ultrassom vem no centro cirúrgico e realiza ali a ultrassonografia. Adquiriram 18 camas para trocar diversos leitos, né, camas que ficam lá, que estão à disposição dos pacientes que hoje são internados na Santa Casa de Socorro.

Um berço, climatizado, poltronas. Então, assim, com 750 mil reais, o pessoal fez chover. Adquiriu...

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Verdade...

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PL - Adquiriu uma série de equipamentos e hoje a Santa Casa de Socorro, junto com a Santa Casa de Bragança Paulista, estão aptas a realizar a cirurgia ortopédica, seja na bacia, seja nas pernas.

E detalhe, né? Ah, mas isso aí, o que é que isso influencia? O que é que influencia que a Santa Casa de Socorro conseguia captar de recursos do SUS, que era 150 mil reais por mês, através de cirurgia? Hoje, por causa desse equipamento, por causa desse arco cirúrgico, consegue captar 800 mil reais por mês em cirurgias.

Então os 750 mil que a gente colocou lá de emenda, em um mês já, entre aspas, já se pagou para a própria Santa Casa, e esse recurso mensalmente está adentrando, servindo justamente para ampliar serviços, ampliar a contratação de equipe médica, ampliar investimento, ampliar reformas.

Enfim, é um trabalho que nos dá orgulho. Obrigado ao prefeito Maurício, de Socorro, pela parceria e a todos os amigos que estiveram conosco, ao secretário Bruno lá, à frente da Guarda Civil Municipal, é uma honra caminhar ao lado dos senhores. O município de Pinhalzinho, estivemos lá também, com o tenente Jesuel, verificando as obras de uma estrada, né?

A Estrada dos Coqueiros, que está sendo pavimentada, uma estrada que atinge milhares de famílias que residem ali na região, que vai justamente encurtar o tempo que o cidadão que mora ali na Estrada dos Coqueiros precisava fazer toda a volta, inclusive pegar a rodovia, demorava 20 minutos para chegar na cidade de Pinhalzinho, hoje vai fazer em sete minutos, porque justamente essa estrada pavimentada agora levará diretamente ao centro de Pinhalzinho.

Então obrigado, Jesuel, obrigado a todos os amigos de Pinhalzinho pela parceria. São vocês que trazem essas demandas para a gente trabalhar.

Estive lá no município de Pedra Bela, junto com o prefeito, junto com a minha amiga secretária, hoje policial militar reformada e hoje secretária também, estabelecendo uma parceria. Obrigado pela recepção de todos em Pedra Bela.

Os amigos de Vargem. Vargem é o extremo de São Paulo, quase chegando em Minas Gerais, lá pela Fernão Dias, do ladinho de Extrema. E a gente está trabalhando também de uma maneira muito bacana em Vargem, junto com o prefeito Léo, junto com o presidente da Câmara, vereador Dioginnys Ferrini. Obrigado pela parceria.

Estive lá, presidente, numa cavalgada, a 17ª Cavalgada de Vargem. Também população em peso, principalmente da área rural de Vargem. E lá não chama cavalgada, chama cavalhada. Eu até falei, piada sem graça, eu falei, “pô, isso aqui é cavalgada com Telhada, virou cavalhada”. Enfim, é a 17ª Cavalhada lá de Vargem. Obrigado pelo convite. Parabéns a todos que organizaram esse grandioso evento.

Para encerrar, presidente, de Águas de Lindoia, eu já falei, eu estive também nesse feriado, todas essas agendas aí foram vários dias na semana passada, inclusive aproveitei o feriado para viajar e para encontrar os amigos e realizar essas agendas.

Estive em Porangaba, 98 anos da cidade de Porangaba. Porangaba já não é no Circuito das Águas, é aqui na região da Castelo Branco, pertinho de Cesário Lange, pertinho de Quadra, pertinho de Torre de Pedra.

Estive lá com o meu amigo Emerson Mota e visitamos o nosso prefeito Cal, de Porangaba, junto com os grandes parceiros, que a gente também está fazendo um trabalho histórico. A gente conseguiu levar para lá, presidente, mais de R$ 2,7 milhões em recursos, em políticas públicas, que têm feito a diferença na cidade de Porangaba.

Essa comemoração dos 98 anos foi muito bacana, porque a gente estava ao lado do cidadão de bem. Apesar do frio, estava muito frio, mas a gente estava lá com toda a sociedade organizada de Porangaba.

Então eu quero deixar meu abraço aqui ao meu amigo, prefeito Cal, ao vereador Eduardo Bertin, ao vereador Carlinhos Xavier, aos meus amigos, parceiros, o Bruno Gauchinho, o João Teodoro, todos estivemos juntos.

Pessoal, contem sempre com o trabalho aqui do deputado Telhadinha, o Capitão Telhada, com o trabalho de toda a minha equipe, do meu pai, do Coronel Telhada. A gente está sempre à disposição para ajudá-los no que der e vier.

Em breve, eu tenho certeza, amanhã, inclusive, presidente, tem evento no Palácio, evento que vai envolver anúncios da Saúde, de recurso para os municípios, da Saúde.

Na quarta-feira teremos evento da Defesa Civil, lançando a Operação São Paulo Contra o Fogo, também fazendo anúncios, fazendo entregas de equipamentos, de viaturas. Porangaba vai estar com a gente nesses dois eventos. Eu tenho certeza que tem muita boa coisa para acontecer pela frente.

Para encerrar, presidente, obrigado a todos os amigos. Além da pauta da Segurança Pública, lógico, que é a minha pauta principal, que é a pauta que eu exerci minha vida toda, a gente tem trabalhado muito pelas cidades. Então, com muito orgulho, hoje, eu caminho nas cidades, tenho parceiros, tenho justamente pessoas que estão me acompanhando nesses três anos e meio de mandato.

E a gente já tem resultado, política de resultado, política de entrega, que eu acho que é isso que a população deseja e quer ver dos políticos eleitos, um trabalho sério e eficiente, que consiga entregar, saia somente do discurso, mas vá para a ponta da linha e consegue realizar trabalho, juntando forças do governo de São Paulo, juntando forças dos governos municipais, junto com a Assembleia, e fazendo acontecer.

Então muito obrigado pela recepção. Esta semana tem mais. Estaremos rodando junto com o governador lá na região de Araraquara e São Carlos, na quarta e na quinta-feira.

Presidente, muito obrigado, encerro por aqui minhas palavras, uma excelente semana a todos.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, Capitão Telhada.

 

O SR. CAPITÃO TELHADA - PP - Aproveitando, presidente, acredito que tem acordo entre as lideranças, solicito o levantamento da presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Ah, sim. É regimental. Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo entre as lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia da última quarta-feira.

Está levantada a sessão.

 

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- Levanta-se a sessão às 15 horas e 14 minutos.

 

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