
31 DE MARÇO DE 2026
13ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Presidência: ANDRÉ DO PRADO
Secretaria: MARCELO AGUIAR e THIAGO AURICCHIO
RESUMO
ORDEM DO DIA
1 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Abre a sessão às 16h43min. Coloca em discussão o PL 226/26.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita verificação de presença.
3 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Defere o pedido. Determina que seja feita a chamada de verificação de presença, que interrompe quando observado quórum.
4 - PAULO FIORILO
Discute o PL 226/26.
5 - FÁBIO FARIA DE SÁ
Para comunicação, faz pronunciamento.
6 - DONATO
Para comunicação, faz pronunciamento.
7 - FÁBIO FARIA DE SÁ
Para comunicação, faz pronunciamento.
8 - REIS
Discute o PL 226/26.
9 - MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS
Discute o PL 226/26.
10 - MAJOR MECCA
Discute o PL 226/26.
11 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Discute o PL 226/26.
12 - DANILO CAMPETTI
Discute o PL 226/26 (aparteado pelo deputado Marcelo Aguiar).
13 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Encerra a discussão do PL 226/26. Coloca em votação o requerimento de método de votação ao PL 226/26.
14 - CAIO FRANÇA
Para comunicação, faz pronunciamento.
15 - DR. JORGE DO CARMO
Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 226/26, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
16 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Convoca uma segunda sessão extraordinária a ser realizada hoje, dez minutos após o término da primeira sessão extraordinária.
17 - BETH SAHÃO
Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 226/26, em nome da Minoria.
18 - PROFESSORA BEBEL
Para comunicação, faz pronunciamento.
19 - CARLOS GIANNAZI
Encaminha a votação do requerimento de método de votação ao PL 226/26, em nome da Federação PSOL REDE.
20 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Coloca em votação e declara aprovado o requerimento de método de votação ao PL 226/26.
21 - DR. JORGE DO CARMO
Solicita verificação de votação.
22 - ALTAIR MORAES
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Republicanos.
23 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PSOL REDE.
24 - DR. JORGE DO CARMO
Declara obstrução ao processo de votação, em nome da Federação PT/PCdoB/PV.
25 - ROGÉRIO NOGUEIRA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSD.
26 - CLARICE GANEM
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do Podemos.
27 - MILTON LEITE FILHO
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do União.
28 - ANDRÉA WERNER
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PSB.
29 - ITAMAR BORGES
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do MDB.
30 - ALEX MADUREIRA
Declara obstrução ao processo de votação, em nome do PL.
31 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Dá conhecimento do resultado da verificação de votação, que confirma a aprovação do requerimento de método de votação ao PL 226/26. Lembra segunda sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 19 horas e 25 minutos. Encerra a sessão às 19h15min.
*
* *
ÍNTEGRA
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* *
-
Abre a sessão o Sr. André do Prado.
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* *
O SR. PRESIDENTE -
ANDRÉ DO PRADO - PL - Presente o número
regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão
anterior.
Ordem
do Dia.
* * *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Discussão e
votação do Projeto de lei nº 226, de 2026, de autoria do Sr. Governador.
Em
discussão. Para discutir a favor, com a palavra o deputado Paulo Fiorilo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
Pela ordem, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem, deputado Dr. Jorge do
Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
Sr. Presidente, acho muito importante esse projeto que trata do reajuste dos
policiais. Nós vamos discutir um projeto importante aqui, esperamos também
votá-lo, mas vejo, Sr. Presidente, que o
plenário está com poucos deputados e deputadas. Por isso, peço verificação de
presença, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE -
ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o pedido
de V. Exa., deputado Dr. Jorge do Carmo. Solicito
então que o deputado Marcelo Aguiar, que já está presente à Mesa, juntamente
com o deputado Thiago Auricchio que possam ajudar a fazer a verificação de
presença.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Esperar o nosso 2º secretário chegar à
mesa, deputado Thiago Auricchio, para me auxiliar nos trabalhos, para começar a
verificação de presença. Dezesseis e quarenta e quatro e quarenta e cinco
segundos.
*
* *
-
Verificação de presença.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Constatado
quórum regimental. Quero agradecer... A deputada Dani Alonso está aqui.
Deputada Dani Alonso, só adentrar o plenário. Está aqui, olha, é que ela está
conversando com o coronel Roldan ali.
Constatado quórum regimental, agradeço
ao deputado Marcelo Aguiar juntamente com o deputado Thiago Auricchio, pela
verificação de presença e devolvo a palavra, então, ao deputado Paulo Fiorilo
para discutir a favor.
O SR. PAULO FIORILO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, público que nos acompanha de forma presencial,
aqueles que nos acompanham pela TV Alesp e também as assessorias, nós estamos
chegando ao final do prazo que o governador tem para poder conceder benefícios.
Ele resolveu na
24º hora, na 25º hora mandar um projeto para poder tentar mitigar - acho que
essa é a melhor expressão -, meu líder deputado Dr. Jorge, o desgaste com a
Polícia Militar, com a Polícia Civil. E eu não posso falar com a Polícia Penal,
e vou dizer o porquê.
O governador,
ao enviar esse projeto, primeiro desconsiderou a Polícia Penal com um argumento
muito frágil, com o argumento de que a Polícia Penal teve uma reestruturação,
e, portanto, eles já tiveram os reajustes necessários - Polícia Penal, que está
à míngua. Aliás, não só a Polícia Penal, como estão à míngua a Polícia Militar
e a Polícia Civil.
Nós vamos ter a
oportunidade de debater o outro projeto de reestruturação, mas eu queria falar
desse que tenta mitigar o desgaste com o governador e as tropas de Segurança da
Polícia Militar, Polícia Civil.
O governador,
então candidato, prometeu mundos e fundos. Na realidade, não entregou nem mundo
e nem fundos. A Polícia Militar e a Polícia Civil... Esta Casa tem a
possibilidade, inclusive, de poder dialogar com os policiais, tanto os policiais
de alta patente como os policiais que estão começando a carreira - soldado,
cabo - para saber exatamente qual é a situação deles.
Espero, mas
espero mesmo, que os deputados que não são ligados à Segurança Pública, que não
são ligados a bancada da Segurança possam dialogar com os policiais da Casa
para perguntar para eles o que acham da política salarial do governador, que
disse que pagaria um dos melhores salários no estado de São Paulo para os
policiais, que poderia ficar entre os dez dos estados brasileiros. Pura
demagogia. De novo, pura demagogia.
E pior, o
governo sabe que para aprovar esse projeto precisa ter 48 deputados da base
aqui, 48. Eu espero, sinceramente, que o governo tenha os 48. Será um teste
para saber quem é que está apoiando o governo, mas mais do que isso, quem é que
está preocupado com os policiais militares, os policiais civis, aqueles que
terão reajuste.
Sabe por quê?
Porque semana passada eu tive que ouvir aqui de deputados da base que o PT
ajuda o governo a aprovar projetos, que o PT é um partido aliado. Aliados são
os deputados que recebem emendas para além daqueles que a oposição recebe,
aliados são aqueles que estão tendo as suas emendas pagas. Esses são os da
base.
Aliás, eu acho
que esses estão felizes, deputado Conte Lopes, porque as suas emendas
impositivas, involuntárias estão sendo pagas em dia. Só pode ser isso. Porque
os deputados estarem aqui apoiando... Ou porque o líder deve estar prometendo
também mundos e fundos. Por enquanto, nem mundo e nem fundo. Nem sei se para
vocês está resolvido, porque eu não sou da base. Mas eu tive que ouvir aqui
deputado tripudiar.
Então eu quero
ver aqui a base que vai votar o projeto para aumentar o salário dos policiais.
Os 48 deputados. E quero dizer mais. A Bancada do PT é favorável, mas a Bancada
do PT quer ver a base votar. Por quê? Porque é fácil fazer discurso, é fácil
vir aqui tripudiar. Eu quero ver tripudiar hoje.
Aliás, eu não
estou vendo todos os deputados que tripudiaram na semana passada. Será que eles
estão ainda aqui no Brasil ou estão fora do Brasil? Era importante que eles
estivessem aqui.
Ou eles estão
licenciados para participar de reuniões fora das quatro linhas? É disso que nós
estamos falando. Então o jogo vai ser jogado aqui, neste plenário. E o jogo tem
situação e tem oposição. É disso que nós estamos falando. Nós não estamos
falando de outra coisa. Bom, o que faz o governador?
Conversando com
o deputado Reis, que é um deputado ligado a Segurança Pública - tem participado
dos debates, tem participado das manifestações, tem o reconhecimento da
categoria, porque tem sido aqui um defensor das polícias Militar, Civil, Penal,
Técnico-Científica -, sabe que a proposta do governador não resolve a promessa
que ele fez.
Sabe por quê?
Esse dado não é meu, é do deputado Reis. Depois teremos aqui a oportunidade de
ouvir o autor do dado. Um soldado com reajuste de 10% vai ficar em 20ª posição
nos estados brasileiros.
Deputado
Campetti, que é ligado à Polícia Federal, que, aliás, se despede hoje desta
Casa, o senhor, que é da Polícia Federal, que sabe quanto é o salário de um
policial federal em início de carreira, deveria ter aqui a capacidade de fazer
a crítica pública, de dizer: “Governador, o senhor prometeu”.
Não quero tomar
o lugar do senhor aqui, deputado Barros, até porque eu não tenho capacidade,
história e conteúdo. Mais do que isso, não estou do lado de lá, estou do lado
de cá.
Estou entre
aqueles que, de fato, estão preocupados com os policiais. Estou entre aqueles
que defenderam o aumento para a Polícia Penal, que fizeram emendas e que o
relator não acatou. Não acatou. E eu já disse aqui qual foi o argumento. O
argumento foi: “Eles já tiveram os seus aumentos”.
Eu queria
propor aqui que os deputados pudessem encontrar um policial penal na estrada e
perguntar para ele a situação de salário que ele tem. Eu queria quem pudesse
encontrar um policial penal e perguntar se ele pode almoçar com o
“vale-coxinha” que ele recebe.
Quem viaja,
deputado Mauro Bragato, que viaja 650 quilômetros para chegar em Presidente
Prudente, deputados que viajam menos, mas não deixam de viajar, quantas vezes
não encontraram policiais penais pelas estradas? Eu tive a oportunidade,
deputado Bragato, de encontrar um. Aliás, dois, na viagem que fiz na sua
região, com a permissão do senhor.
Não pude ir à
Pedrinhas Paulista para apreciar o espetáculo do Consulado Italiano e não fui à
Assis, mas sei que foi um espetáculo de qualidade, e sei que o senhor estava lá
em Assis, bem acompanhado do Paulo Esper. Em Pedrinhas, também. Agora, ninguém
pergunta.
Aliás, poderia
perguntar para os policias desta Casa se o “vale-coxinha” está bom, se deu para
pagar a comida, se comprou o que deveria. Nós não podemos aqui querer esconder
o sol com a peneira, mas o governador quer. Está preocupado.
Deve estar preocupado
porque os índices de pesquisas que começam a surgir começam a balançar a
empáfia, começam a balançar o salto-alto. Luís XV vai acabar. Empáfia é melhor
terminar logo. Por quê? Porque a população está enxergando o que está
acontecendo com este estado.
Entregar a
Sabesp. Eu já falei aqui e vou repetir: os deputados que votaram a privatização
da Sabesp vão ter que se explicar. E daqui a pouco, deputado Barba, daqui a 188
dias, nas suas bases.
Eu quero ver
como o deputado vai enfrentar o debate do aumento da água, da péssima
qualidade. Podiam achar que é só na Capital, não é? Eu estive em uma cidade que
o deputado Bragato conhece: Álvares Machado. Lá também falta água e é a Sabesp
privatizada.
Então queria
deixar esse recado aqui para os deputados. Nós temos uma oportunidade única e
ímpar, de fato, de valorizar não só os policiais militares, civis, os penais e
a Polícia Científica, mas poderíamos ter, sim, a capacidade de melhorar o
salário dos funcionários públicos deste estado.
O governador
vem com as balelas de propor salário mínimo de mais do que o mínimo nacional,
enquanto paga um salário irrisório para os servidores da Educação, da Saúde.
Aliás, trata os servidores da pior forma possível, e a resposta dos servidores,
daqueles que não tiveram as suas promessas realizadas, também será uma resposta
dura. E daqui a pouco: 188 dias.
Como as
pesquisas começam a mostrar, não há eleição ganha antes de as urnas serem
abertas. Não há governo que passe incólume sem ser avaliado depois de quatro
anos. Os deputados que estão aqui há mais tempo sabem disso, sabem do que estou
falando, das dificuldades e das agruras que este estado está sofrendo.
Quem quiser
viajar, tem obra do governador. Pedágio, pedágio, pedágio. Resolveram chamar de
Free Flow, mas vou continuar chamando de pedágio. Em várias estradas deste
estado, a gente já tem os pedágios instalados e preparados para tomar o seu
dinheiro. Tomar o seu dinheiro! O governador, que falou que não iria aumentar
impostos, que não iria mexer na economia, bom, vejam o que está fazendo. É esse
governador que vai ser testado daqui a pouco.
Bom, nós somos
favoráveis ao aumento, porque não vamos aqui deixar os policiais sem o
reajuste. Agora, a base precisa mostrar a que veio e hoje é a oportunidade que
a base tem para poder mostrar que está coesa, que quer de fato ajudar os
policiais, mesmo deixando de fora uma categoria importante: dos policiais
penais. Mesmo deixando de fora. E quero dizer a vocês que não concordo com o
argumento apresentado de que eles já foram beneficiados, até porque é uma
categoria que tem sofrido muito.
Foi apresentado
aqui um estudo de impacto orçamentário-financeiro que aponta que o reajuste
terá um custo estimado de 1,2 bilhão em 2026, 1,75 bilhão por ano em 2027 e
2028. Mensalmente, o impacto estimado é de 131,6 milhões, se somadas as
carreiras da Polícia Civil e Militar e contemplando os servidores ativos e
inativos, em total que soma mais de 198 mil profissionais.
Por que o
governo não ampliou o impacto e possibilitou que a Polícia Penal também tivesse
o reajuste? Essa é a pergunta que os policiais penais farão aos deputados nos
próximos dias, nos próximos meses, nos encontros que os senhores terão nas
estradas e nos postos de gasolina.
Esse com
certeza será um dos temas, mas tem outros que eu já disse aqui, que os senhores
e as senhoras enfrentarão no processo eleitoral: a privatização da Sabesp, o
aumento da água, a questão da Segurança Pública. O problema da Segurança
Pública não é só na cidade de São Paulo, é no estado. Todo mundo sente, aqui ou
em cidades distantes.
Esse é o
governador Tarcísio. Boa conversa, mas sem prática, sem absolutamente nenhuma
prática coerente com aquilo que divulgou, com aquilo que defendeu, com aquilo
que escreveu no processo eleitoral. Mas ninguém fica impune. Ninguém ficará
impune.
Portanto, a
bancada do PT continuará coerente em aprovar, em votar o projeto de aumento,
mas, para isso, na minha humilde opinião, é preciso que a base compareça aqui
com seus 48 votos, para que a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Técnico-Científica
possam de fato saber quem é que estava aqui votando a favor dessa categoria.
Categoria, e eu
vou terminar, Sr. Presidente, que sofre não só com os salários, mas sofre com a
infraestrutura. A gente já teve aqui denúncias, falta de equipamento, coletes.
Mas pior do que isso, eu convido os deputados ligados à Segurança Pública para
fazer algumas visitas principalmente em refeitório ou em alojamento.
E eu, quando
falo isso, deputado Conte, possivelmente na sua cabeça, na sua memória, devem
aparecer vários casos de situações tristes, graves, mas que ninguém toma
providência. Então é preciso parar com a hipocrisia de achar que um projeto
como esse vai resolver o desgaste e a cobrança que está sendo feita pelos
trabalhadores, pelos policiais ou mesmo pela sociedade.
Aqui o preço
vai ser muito alto, como vai ser o preço alto da Sabesp, como vai ser o preço
alto da Emae, como vai ser o preço alto na Saúde, na Educação. Eu tive a
oportunidade aqui no Grande Expediente de trazer uma situação do Hospital Geral
do Heliópolis, de que tem paciente trocando a bolsa que ele usa, porque as
pessoas, porque o sistema hospitalar não tem feito a sua tarefa, não tem
cumprido o seu papel. É triste, é lamentável, mas a resposta chegará em breve.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Pela ordem, Sr.
Presidente. Fazer uma breve comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Fábio Faria de Sá. Antes, porém, já quero convidar a deputada Monica
Seixas para discutir a favor. Tem dois minutos Vossa Excelência. Desculpe,
deputada Monica. Eu tenho o deputado Reis inscrito, me perdoe.
Então, para discutir contra, o deputado
Reis.
Com a palavra o deputado Fábio Faria de
Sá.
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - PARA COMUNICAÇÃO - Agradecer a V. Exa., que esteve
presente hoje lá no meu bairro inaugurando uma obra depois de 12 anos. Eu, como
morador, V. Exa. me deu a palavra lá na inauguração. Agradeci ao governador
como morador, não como deputado.
A minha sorte de ser deputado na
inauguração de um projeto que era para a Copa de 2014. Passou Copa de 2018,
Copa de 2022 e agora, na Copa, que nem é no Brasil, é no Catar, inaugurou essa
linha tão esperada que vai mudar a nossa região. Eu falei lá no nosso discurso
que era um elefante branco, e é um motivo de muito orgulho a gente ver
concluindo.
E quem vai usar é a sociedade, é quem
mais precisa, que acorda cedo para sair para trabalhar. E o governador também
anunciou a fase dois, assinou. É um motivo de muito orgulho para a gente. Vamos
lutar pela nossa fase três, para chegar até o querido Jabaquara, onde, em 1974,
foi a primeira linha de estação, primeira estação do Metrô inaugurada na Linha
Azul.
Obrigado, Sr. Presidente.
De coração, agradecer ao governador por
esse feito na nossa região.
O
SR. DONATO - PT - Pela ordem, presidente. Também
para uma breve comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Donato. Tem dois minutos Vossa Excelência.
O
SR. DONATO - PT - PARA COMUNICAÇÃO – Então,
dialogando com o deputado Faria de Sá, da Linha 17-Ouro foi inaugurada um
pequeno pedaço, menos da metade hoje. Se fala que era uma linha prevista para a
Copa, mas a linha prevista para a Copa saía lá da Linha 4 do Metrô, lá da estação
Morumbi, passava pelo Morumbi, passava pelo Paraisópolis, cruzava a Marginal,
tinha um ramal para Congonhas e um ramal até o Jabaquara. Portanto, integrava a
Linha 4, a Linha 5 e até a Linha 1 no Jabaquara.
Então não é verdade que foi resolvido o
problema da Linha 17-Ouro. Ela foi inaugurada inacabada, oito de dezoito
estações apenas. E a principal comunidade que daria um caráter social para essa
linha ser atendida, que é Paraisópolis, ignorada, ignorada, excluída.
Então o governador está batendo muito o
bumbo por inaugurar essa obra, mas ele não está inaugurando uma obra completa.
É verdade que ela ficou parada há muito tempo, que teve problemas, mas é óbvio
que é tarefa do governador tocar o que está parado. Todos os governadores
pegaram alguma coisa parada de outros e tocaram.
Mas dizer que ele está inaugurando a
Linha da Copa não é verdade. Por que era a Linha da Copa? Porque, no início, a
Copa ia ser no Morumbi, só depois que se estabeleceu que iria ser lá no
Itaquerão.
Portanto, não foi inaugurada a Linha da
Copa. Foi inaugurada um pequeno pedaço. Aliás, um pedaço que liga, o deputado
Reis conhece bem, liga ali a Berrini com o Aeroporto de Congonhas. É uma linha
de luxo, não é uma linha que atende à grande massa da população, até porque
exclui o Paraisópolis.
É isso, presidente. Muito obrigado.
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Só um minutinho.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Tem dois
minutos V. Exa. de novo, deputado.
O
SR. FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - PARA COMUNICAÇÃO -
O que ele falou é verdade. A obra é “da Copa” porque a Copa seria em 2014. Mas
hoje o governador anunciou até Paraisópolis, e falei aqui que a gente vai
brigar até o Jabaquara.
Mas esse trecho vai acabar com o
elefante branco, que era um motivo de vergonha, deputado Donato, como morador.
A gente via aquilo ali abandonado. Faixas da Roberto Marinho fechadas havia dez
anos, causando trânsito. Então hoje teve essa liberação, e, como morador, a
sensação é de felicidade.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a
palavra o deputado Reis.
O
SR. REIS - PT
- Muito obrigado, presidente, deputado André do Prado.
Cumprimentar o
público presente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, os integrantes da Polícia
Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica e
também saudar todos aqueles e aquelas que estão em suas residências e nos
acompanham pela Rede Alesp.
Eu me inscrevi
contra porque eu vou votar a favor, mas eu sou contra só dez por cento. Nós
queríamos mais. Aliás, desde o primeiro dia deste ano, assim que abriu a
primeira sessão aqui na Assembleia Legislativa, o meu discurso foi nessa linha
de cobrar o governador e alertá-lo para as datas, para o calendário eleitoral
de 2026.
Todos sabem que
qualquer reajuste que venha acima da inflação tem que ser dado até 180 dias
antes do pleito. E fiz a cobrança praticamente quase todas as sessões. Eu
assomei a esta tribuna para cobrar do governador a sua promessa. Por isso que
com 10% não é possível cumprir a promessa do governador.
Eu sou daqueles
que gostam de ver o cara cumprindo a promessa, a palavra dada. A palavra dada
tem que ser realmente cumprida, o fio do bigode. O homem tem que cumprir aquilo
que fala. Se ele falou, tem que fazer. Lamentavelmente, o governador se
acovardou. O governador não cumpriu a sua palavra, que era colocar a polícia de
São Paulo entre as dez mais bem-pagas do Brasil.
Tem gente aí
batendo bumbo, contente, “Ah, 10%”, mas não é o que a gente sente na tropa,
naqueles que carregam o piano, naqueles que trabalham de verdade. A cúpula parece
estar satisfeita, a cúpula das polícias parece ter o seu problema resolvido,
mas não é o que acontece com o investigador, com o escrivão, com o agente
policial, com o papiloscopista, com o auxiliar de papiloscopista, com o agente
de telecomunicações, com o soldado, o cabo, o terceiro-sargento, o
segundo-sargento, o primeiro-sargento, o subtenente. Esses estão jogados ao
relento, esses foram abandonados pelo governo de plantão e os seus seguidores.
O governo
poderia, sim, ter cumprido a sua promessa, poderia ter feito um reajuste
beneficiando a base da polícia, mas não o fez, além de ter deixado a Polícia
Penal fora dos dez por cento. Não dá para ser a favor disso, não dá para ser a
favor de ter deixado a Polícia Penal do lado de fora, porque a Polícia Penal
está sendo injustiçada desde o aumento escalonado.
Ele esqueceu.
Quando ele fala que fez a regulamentação da polícia penal depois de muita
pressão que nós fizemos aqui, de muita cobrança, ele fez aquela regulamentação
transformando os vencimentos em subsídios, mas não sequer recompõe o reajuste
escalonado que foi dado para a Polícia Civil, para a Polícia Militar e para a
Polícia Técnico-Científica.
É verdade que,
naquele reajuste escalonado, os segundos-tenentes e os terceiros-sargentos
foram prejudicados, duramente prejudicados. Por isso que tem alguns da cúpula
que estão tranquilos, porque o reajuste para eles foi bem superior.
Se você pegar
reajuste que vai de 26% a 34% para os oficiais, eles estão satisfeitos com mais
5% e agora com mais dez por cento. Se você pegar um coronel que teve, um
capitão que teve 32% mais 5%, 37, mais 10%, 47% de reajuste.
“Ah, mas o
soldado teve também 32%, o soldado de segunda classe.” É, mas o salário era tão
baixo que isso representou uma ninharia no salário dele. Foi para R$ 1.000,00,
R$ 2.000,00, de R$ 1.500,00 para R$ 2.000,00 o salário lá do soldado. Então, o
que é isso, qual é o significado de R$ 500,00 de reajuste?
Então, não dá
para chegar e falar: “não, porque eu já fiz a regulamentação da Polícia Penal e
eles tiveram reajuste razoável”. Não é verdadeiro isso, não é verdadeiro, o
governador errou em não ter dado os 10% também para os policiais penais e, por
isso que não dá para concordar, porque a Polícia Penal, ela sofre tanto quanto
os policiais militares, os policiais civis, quando estão lá nos presídios,
muitas vezes faltando efetivo.
Nós temos a
falta de recomposição de efetivo da Polícia Penal. O governo, até agora, desde
quando ele chegou, não conseguiu fazer nenhum concurso para a Polícia Penal,
ele não conseguiu fazer. Então, nós temos, muitas vezes, presídios com poucos
funcionários para cuidar lá de mil, dois mil presos. Então, o governo deveria
ter, sim, reconhecido os policiais penais e concedido os 10% para eles também.
E sem contar os
demais servidores públicos, professores, diretores de escola, os profissionais
da Educação estão de fora, os profissionais da Saúde, os demais servidores das
carreiras administrativas, porque, ao que me parece, na reunião que nós tivemos
para discutir sobre as emendas, o governo, através da sua Casa Civil,
posicionou-se, dizendo que só a Polícia teria reajuste.
Então, não dá
para aceitar isso no ano eleitoral, deixar os demais servidores de fora, deixar
os professores, os educadores de fora, que já ganham um salário de miséria,
colocar esse 1.316 como um bode na sala.
E aí fica todo
mundo: “1.316”. Mas e o reajuste? E a valorização dos professores? E a
valorização dos profissionais da Saúde? Dos administrativos? Porque é outra
injustiça que esse governo faz com aqueles que trabalham na área
administrativa, os oficiais administrativos, os técnicos.
Vamos pegar um
salário de um oficial administrativo, R$ 702,00 eles não terão os 10%, R$
702,00 aí o governo dá um abono para chegar a um salário mínimo regional.
Quando se vai fazer o cálculo lá dos quinquênios, da sexta-parte, é em cima dos
702 reais.
Aliás, eles
tiveram um alívio com o que o presidente Lula fez isentando do imposto de renda
quem ganha até cinco mil reais. Muitos deles, eu visitando as delegacias, eles
me mostraram o holerite: “olha deputado, o meu salário aumentou por conta da
isenção do imposto de renda”. Porque antes do Tarcísio entrar eles ganhavam 3
mil e 700 reais.
Muitos
mostraram o holerite, somando quinquênio, sexta-parte, insalubridade, o padrão,
o abono. Bruto R$ 3.700,00, aí o Tarcísio tirou a insalubridade do grau máximo
para o grau mínimo, já tirou R$ 500,00 do bolso deles, caiu para 3 mil e 200
reais. Aí agora ele está tirando o grau mínimo, tem vários oficiais
administrativos que estão perdendo o grau mínimo, já caiu para R$ 3.000,00,
porque é R$ 196,00 o grau mínimo.
E agora, com a
isenção do imposto de renda, aumentou R$ 300,00 no salário deles. Então o
governo prometeu, veio aqui e fez discurso, seus secretários fizeram discurso
aqui, o Derrite veio e prometeu: “não, nós vamos regulamentar, vamos estruturar
a carreira dos oficiais administrativos”. Mas até hoje nenhum projeto a
respeito, nenhum projeto a respeito. “Ah, nós vamos fazer a regulamentação da
Polícia Civil”.
Um governo
incompetente, um governo covarde, não conseguiu apresentar um projeto nesta
Casa de regulamentação da Polícia Civil. Vários estados estão regulamentando a
sua Polícia Civil, mas o Governo de São Paulo, ele está no reboque de estados
muito mais frágeis do que o estado de São Paulo. E não é à toa que as pesquisas
estão mostrando que é possível sim derrotá-lo.
Não é à toa que
as pesquisas estão mostrando que o Tarcísio não é imbatível. Não é imbatível,
ele pode sim ser derrotado. E por conta de toda essa incompetência, essa
covardia com os servidores públicos, essa venda do Estado, essas privatizações
do Estado, essa grande quantidade de pedágios de Free Flow, esse escândalo lá
na Fazenda vai, sim, acabar com o seu capital político, porque isso na campanha
vai aflorar.
O governo
Tarcísio é um governo que está cheio de pontas soltas, está cheio de pontas
soltas. E eu tenho dito, ele não é invencível, ele não é imbatível. É possível,
sim, derrotar a incompetência que se instalou aqui neste estado. E que ele
possa voltar de onde veio, de onde nunca deveria ter saído, que é o Rio de
Janeiro.
Eu levantei
aqui o valor do salário de um delegado de polícia que a esquerda negociou, e, a
partir de maio de 2026 agora, vai ser o salário de um delegado de polícia
federal: R$ 41.350,00 para a classe especial, R$ 35.377,00 para a primeira
classe, R$ 30.869,00 para a segunda classe e R$ 27.831,00 para a terceira
classe. Salários de fazer inveja.
E o salário do
escrivão, do agente federal, do papiloscopista: classe especial, R$ 25.250,00;
primeira classe, 19.617,00; segunda classe, 16.761,00; terceira classe, 14.710
reais. Aí, quando eu pego aqui, eu peguei, eu pedi aqui o salário dos delegados
de terceira classe em São Paulo: R$ 17.368,87, o que coloca São Paulo na 21ª
colocação. Ou seja, para chegar ao décimo lugar está muito longe.
O décimo lugar,
nós estamos falando de Goiás, um estado que é administrado pelo Caiado, que
paga para os seus delegados de iniciais, delegado iniciante, R$ 23.334, e o
primeiro lugar, o Mato Grosso, R$ 30.961,87 é o salário de um delegado do Mato
Grosso. Então isso aqui mostra como São Paulo, o estado mais rico da Federação,
não consegue pagar um salário digno para os seus policiais.
E eu vou para o
soldado. O soldado de primeira classe fica no 20º lugar. Então olhem, os
delegados estão em 21º lugar e o soldado em 20º lugar. E obviamente que o
melhor salário é o do Distrito Federal, R$ 11.032,00, e o segundo lugar vem
para Goiás, R$ 8.613,00.
Então, se um
estado que nem Goiás pode pagar um salário desse, São Paulo, o estado mais rico
da Federação, não pode pagar um salário idêntico ao do Distrito Federal para os
seus policiais? Arrecada muito mais do que o Distrito Federal.
É a pergunta
que a gente tem que fazer o tempo todo. Eu fiz uma análise de como o salário
dos praças está sucateado. Para vocês terem uma ideia, um soldado de primeira
classe, com esse reajuste, vai chegar, bruto, a R$ 5.757,89, e, na carreira de
subtenente, de subtenente PM, quem mais vai ter um salário melhor, o
subtenente, o topo da carreira dos praças, 8.885,93 reais.
Se a gente
pegar a diferença do subtenente, porque eu estou falando que esses são os
praças, são aqueles que trabalham na rua, que atendem ocorrências, que passam o
tempo todo fazendo rondas, são os mais desvalorizados. Porque você pega aqui a
diferença de um subtenente para o soldado, nós temos, de um para o outro, uma
diferença de 3.128 reais.
E aí, quando eu
pego para o cargo de primeiro tenente, que aí já são os oficiais, do quadro de
oficiais, um primeiro tenente, o salário dele foi para 15 mil, 451 reais e 13
centavos.
Eu estou
colocando o salário aqui sem quinquênio, sem sexta-parte. Eu estou somando aqui
o padrão, mais o RTP, mais a insalubridade. Claro que, para quem, dependendo do
tempo de casa, isso aumenta um pouquinho. Dependendo... “Ah, eu tenho um
quinquênio, tenho dois quinquênios, tenho três quinquênios, tenho sexta-parte”,
isso pode aumentar um pouco.
Mas para dizer
que a diferença de um primeiro tenente para um soldado - do soldado de primeira
classe, que agora vai ser soldado - é praticamente dez mil reais. Dez mil reais
a diferença.
Então, como que
aqueles que carregam o piano, aqueles que são sacrificados no dia a dia, estão
desvalorizados. A gente precisava que o governo, pelo menos, cumprisse a sua
palavra, pelo menos colocasse esses que realmente carregam a polícia nas costas
na décima colocação.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Para discutir
contra, então, agora, a deputada Monica Seixas. (Vozes fora do microfone.) A
favor, deputada. (Vozes fora do microfone.) Justamente.
A
SRA. MONICA SEIXAS DO MOVIMENTO PRETAS - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - É que não
é comum esse lugar para mim. E olha que hoje eu vou votar a favor mesmo, mas
não significa que esse seja o projeto dos nossos sonhos.
A data-base e o
reajuste legítimo pela inflação anual são direitos que a gente defende para
todos os servidores e serviços públicos. Quem dera a gente pudesse alcançar
isso com as demais categorias.
Hoje pela manhã
mesmo, estava na USP, onde servidores do administrativo e terceirizados, que
ganham uma miséria etc., estavam em mobilização, apontando possível greve,
porque a precarização geral dos servidores públicos chega à universidade. Além
da falta de reajuste comparável com a inflação, o governo Tarcísio está
oferecendo, através da sua Reitoria, um bônus aos docentes.
Sabe esse golpe
que a gente já conhece em todas as carreiras dos servidores públicos? Para
manter os de cima, paga por fora, não consta para fins trabalhistas, não é
salário, divide a categoria, porque cria castas que ganham supersalários,
enquanto todos os demais subordinados vivem na miséria. Aconteceu em todas as
carreiras. Os professores estão aí lutando há anos por reajuste digno, salário
digno etc.
E o governador
Tarcísio, o mesmo desprezo que demonstra aos demais servidores públicos, também
tem com os policiais. Olha que contradição: a gente que está aqui defendendo
serviços e servidores públicos, que nunca foi da dita bancada da bala, está
aqui brigando pela justa evolução, plano de carreira e evolução salarial para
os servidores públicos da segurança pública - que é pouco e que deixou muita
gente de fora.
A gente ficou
triste de ver que foram esquecidos, quer dizer, deixados de fora. Porque eu acho, gente, que o próximo capítulo
dessa história, em caso de reeleição do governador Tarcísio, é terceirizar,
privatizar as penitenciárias do Estado. Não tem servidor que dê conta mais das
penitenciárias. Não há previsão de contratação, nem salários atrativos. Vai
acontecer o que já aconteceu com os trabalhadores da Fundação Casa, que também
está aqui.
E faço um
alerta aos policiais penais e a todo trabalhador da segurança pública: vocês
sabem o que significa a concessão de presídios, não é? O crime organizado vai
jogar o preço lá embaixo - porque o interesse deles não é ganhar dinheiro, é outro
nas penitenciárias - e vai vencer tudo quanto é licitação e pronto, entregou-se
às concessionárias, para o crime organizado atuar como quiser. Então, cuidado,
porque não valorizar o policial penal é um recado do próximo governo Tarcísio,
que está se apontando aí, e vai ser um problemão para a segurança pública do
Estado inteiro.
Mas, entrando
na matéria, é um projeto simples, que propõe um fajuto aumento de 10% linear
para todos os cargos da carreira do policial penal, para médico legista, perito
criminal, escrivão de polícia, investigador, fotógrafo, perito criminal, agente
de telecomunicações, policial, sei lá... Polícia
Civil, Polícia Científica como um todo -esquecendo os cargos que eu citei.
Sou a favor de melhor nada, melhor
alguma coisa do que nada? Sou a favor. É o projeto que a gente propunha? Não é,
mas vale lembrar que o governador apresentou esse projeto no apagar das luzes.
Os policiais mesmo, os que podem, os civis, os penais, os que podem se
manifestar, estavam pelos corredores dizendo que temos pressa, porque é isso ou
nada.
Por quê? Porque, a partir de abril, o
governador não pode mais reajustar salário de servidores públicos, é a última
janela. Ele acha que a gente é despachante, coloca um projeto aqui sem dar para
a gente a mínima possibilidade de melhorar por causa do prazo, e a gente é
obrigada a trabalhar na miséria do possível.
Na sequência, não dá nem para a gente
comemorar o reajuste, porque vem a reestruturação da carreira. Eu estava, há
alguns dias, conversando com tudo quanto é policial militar que encontrava pela
frente, para tentar entender como é o dia a dia e o gargalo da profissão.
E, logo ali na frente, depois dos 10%
de aumento, ele manda um projeto de reestruturação da carreira que limita a
progressão. Olha que presente falso! Vai ganhar 10% agora, mas vai ficar
paralisado, congelado, sem possibilidade de progressão de carreira no próximo
período.
Isso por quê? Porque no projeto que a
gente vai votar a seguir, o 227, não aumenta o número de vagas, ou seja, vai
manter o batalhão assim, cria o que já tem, estruturas muito bem definidas de
progressão de carreira para os oficiais, mas aumenta a subjetividade e diminui
as vagas disponíveis para a progressão de carreira para os praças.
Por que eu falo que aumenta a
subjetividade? Porque, quando o caráter para a progressão de carreira é
ilibação moral, depende da moral de quem avalia o que isso significa. Por
exemplo, acho que é por isso que a gente tem só três coronéis no estado de São
Paulo, porque uma mulher, para passar na validação moral de tantos homens, não
vai evoluir de carreira nunca.
Também a gente se depara com o triste
fato de como é construída a Polícia Militar. Além de o governador limitar os
praças em sua evolução de carreira, além de jogar a progressão de carreira no
campo da subjetividade, que vai aumentar a politização - para você avançar,
você vai ter que agradar fulano, beltrano etc. e tal, porque senão não evolui
na carreira -, aumenta as desigualdades entre oficiais e praças. E eu confesso
que eu não conhecia o tamanho dessas desigualdades. Eu não conhecia.
Para você que me acompanha em casa, vou
citar um exemplo. O último salário do cargo mais alto dos praças, que é o
subtenente... Vocês me corrijam, se eu estiver errada, mas é o salário mais
alto que tem aqui na planilha do governador, é de 7.363 reais, o mais alto dos
praças. Agora, sabe quanto começa ganhando um aspirante oficial da PM, que é
aquele que acabou de sair da escola dos oficiais, está começando a carreira?
Oito mil e seiscentos e sessenta e seis.
O cargo mais alto dos oficiais é de 22
mil. O cargo mais alto dos praças é de sete. Um aluno dos oficiais, um aluno
oficial começa ganhando mais que um soldado da PM. A evolução de carreira dos
oficiais é garantida de forma linear. Provavelmente, todos os oficiais que
quiserem, persistirem, vão se tornar tenente-coronel. Podem chegar.
Agora, os cabos e soldados não
chegarão. Não chegarão. Ainda que sejam bons, dedicados, trabalhadores, passem,
estudem, tenham moral ilibada, etc. e tal, não chegarão a sargento. Jamais,
porque o governador limita essas vagas. Desse jeito, justifica-se o
tamanho da baixa entre os praças. Desse jeito, justifica-se o tamanho do
suicídio entre os praças. A gente nem fala aqui da saúde mental do policial,
uma verdadeira epidemia, mostrada pelo Mapa da Segurança Pública no Brasil.
A gente tem
policiais... E gente, o praça é esse que está na viatura, tá? É esse que está
fazendo ronda, que está nas favelas e periferias. É esse que puxa o gatilho,
sabe, e que depois vai para o tribunal. Ele está tremendo, com uma arma na mão,
com uma arma na cintura, ganhando quatro contos por mês, assistindo a toda e
qualquer tipo de barbárie sendo ameaçada.
E o governador
Tarcísio está dizendo a ele que ele só tem a chance de uma evolução de carreira
para ganhar nem o que ganha o inicial do oficial... Desculpa a expressão, mas
se ele for muito legal com os seus superiores. [Expressão suprimida.]. Mas, como quem vai pautar a evolução de
carreira é superior, tem que ficar quietinho diante de mandos e desmandos.
Então eu
entendo quando o Reis passa por mim aqui falando: “mas você é a favor dos dez
por cento?”. Ainda que sejam a miséria do possível, os 10% não vão resolver
nada.
Não vão
resolver nada na vida do policial militar, porque o governador Tarcísio está
dizendo: “vou te dar 10%, mas os praças vão ficar limitados na sua evolução de
carreira, congelados nos próximos anos”, aumentando a diferença entre os praças
e os oficiais, criando racha nas carreiras. Já existe um monte de racha.
A gente precisava
urgentemente de uma reestruturação da Segurança Pública que levasse a uma
polícia de entrada única, colaborativa, com uma inteligência unificada, em que
a gente fosse capaz de combater o crime organizado, da rua às penitenciárias.
Enquanto isso, o governo vai trabalhando nas divisões, nos rachas, na
precarização, o que faz com que os policiais cada vez mais estejam distantes
uns dos outros, em situação de disputa.
Portanto, eu
acho que a gente vai votar “sim” a esse projeto, mas eu quero me desculpar aos
trabalhadores da Polícia Penal. Não nos deram sequer a oportunidade de
incluí-los, pela falta de prazo. Quero me desculpar com a cidadã e o cidadão
que esperava da gente que entregasse uma Segurança Pública melhor. Segurança
Pública melhor tem gente que trabalha, que merece ser remunerada, que merece
ser bem formada, que merece ser atendida na sua humanidade.
Ah, esqueci de
um treco aqui, porque está tudo ligado, né. No final de fevereiro, o governador
Tarcísio baixou um decreto extinguindo 67 mil cargos de servidores públicos,
que ele diz que estão vagos, mas vocês que estão no serviço público sabem que
não tem nada vago; está faltando concurso para contratar pessoal.
Nesses 67 mil
servidores públicos extintos, eu notei que tem um número muito grande de
militares da Saúde, que atendem no Hospital Militar, como dentistas, por
exemplo.
Então, sabe,
vai destruindo a coisa por baixo, num nível, uma desfaçatez gigante de ter
entregado batalhão com teto caindo, delegacia sem papel higiênico, uma coisa horrorosa;
abrindo prédio de DDM sem delegado para atender, uma coisa horrorosa na
Segurança Pública. Para chegar, no apagar das luzes, e querer dizer que deu 10%
de reajuste.
Nesse sentido,
é difícil a situação de um Parlamento que se rebaixa a despachante. Nesse
sentido, é difícil. A quem vocês confiaram as categorias, a quem vocês
confiaram os votos como representação aqui no Parlamento, me pergunto se estão
representando, se estão travando as lutas. E, nessa situação, é difícil
imaginar até onde pode ir o governador Tarcísio em um próximo mandato.
E eu vou dizer,
vai começar pelas penitenciárias, porque os policiais penais não estarem aqui
significa muito de qual é o plano para os trabalhadores e para a insegurança
pública do estado de São Paulo, porque não cuidar dos trabalhadores da
Segurança, do administrativo em sua totalidade e etc., significa que a gente
não vai impor resistência nenhuma.
E eu não estou
falando nem ao ladrão de galinha da rua, eu estou falando do crime organizado
que já está em todas as estruturas do estado. Então o policial que ainda hoje
quer comemorar os 10% de reajuste, é a miséria do possível.
E não se
iludam, o governador prometeu a valorização e vai encerrando o seu mandato
entregando uma das piores fases de destruição das policiais e de emparelhamento
delas.
Porque o
caráter subjetivo de avaliação da carreira dos praças significa que os praças
vão ter que se submeter ainda mais às vontades dos seus comandantes,
secretários e políticos no geral, se quiserem alçar uma das poucas vagas
disponíveis entre os mais altos níveis salariais, que não chegam nem ao valor
inicial de um oficial que sai da Academia.
Obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputada Monica Seixas.
Para discutir contrário, com a palavra
o deputado Major Mecca.
O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente,
deputadas e deputados que se encontram nesta Casa. Nós estamos aqui para falar
em nome dos policiais do estado de São Paulo, que foram quem nos elegeram.
São policiais
que, assim como eu, que combati o crime por 32 anos, acreditaram nas promessas
que foram feitas no início do governo. Eu acreditei e, por todos que eu falo
aqui, também acreditaram, porque todos nós votamos e acreditamos nas promessas
que o governador Tarcísio fez.
Eu venho aqui
falar com toda franqueza do mundo e venho aqui para falar a verdade, porque é
bíblico. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Eu quero mostrar
para os senhores aqui o holerite de um terceiro sargento com cinco quinquênios,
sexta parte, com mais de 30 anos de serviço.
Por gentileza,
coloque na tela. Esse policial ganha quatro mil, hoje recebe 4.690 depois de 30
anos de serviço, depois dos inúmeros reajustes que o governador está fazendo, a
situação do soldado é essa. Esse daí é o holerite de um terceiro sargento,
4.690 líquidos - muito obrigado à Técnica.
Aí eu pergunto
para os senhores, vocês acreditam que 10% de reajuste vai melhorar as condições
desse sargento veterano que tem três filhos para criar? Esse policial, eu fui
até a casa desse policial. E isso eu falei para o governador pessoalmente.
Falei para ele pessoalmente, isso.
Na sala desse
policial militar, tinha um sofá de três lugares. Em dois lugares dava para se
sentar. O terceiro era um buraco. Não tinha como se sentar. Era um buraco. Sabe
por quê? Consequência das dificuldades financeiras que atravessam os policiais
no estado de São Paulo.
É nossa
obrigação trabalhar pela reconstrução da dignidade desses homens e mulheres. É
nossa obrigação. É a nossa obrigação. E, posso falar para os senhores? Foi o
holerite que eu consegui com o menor número de consignados. A maioria está
altamente endividada. E quem não fica endividado, ganhando cinco mil reais por
mês para sobreviver no estado de São Paulo, o estado com o maior custo de vida
do Brasil? Essa é a realidade de todos eles.
Então quando
eu, no congresso de comissões, me posicionei de forma a apresentar uma emenda
para que, minimamente, o reajuste fosse de 14,3%, é no sentido de que: se vai
atribuir 10%, que sejam realmente 10 por cento. Subtrai, pelo menos, a inflação
acumulada dos últimos dois anos, subtraída ainda dos 5 por cento. Totalmente
risório. Que gerou uma insatisfação generalizada em todos os policiais do
estado de São Paulo.
Que seja, pelo
menos, 14,3% e dê, verdadeiramente, 10 por cento. Porque 10% é só fazer conta.
Não são 10 por cento. De 10, cai para 5 por cento. Isso, eu estou me norteando
pela inflação que é feita, aí, pelo IPCA, IBGE. Porque a gente sabe que o
policial que sai da casa dele e vai ao supermercado fazer uma despesa, a
inflação não é de cinco por cento. Não é. Vai comprar arroz, feijão, óleo,
farinha, batata, carne. Você vai ver que a inflação não é de 5 por cento.
Aí nós fazemos
uma análise simples. A segurança pública, hoje, é a principal pauta do País. A
segurança pública é a principal pauta do estado de São Paulo. O povo está
aterrorizado nas mãos do crime.
Os policiais se
desdobrando, trabalhando, dos 31 dias do mês, os 31 dias, tirando turnos de 16
horas por dia, isso se não pegar um flagrante. Porque o Olim sabe disso. Quando
um flagrante vai ser confeccionado em uma delegacia, são pelo menos de 8 a 10
horas, isso quando não se acumula meia dúzia de viaturas da polícia militar no
pátio da delegacia e o policial, para apresentar o flagrante, leva 24 horas.
Dorme 15 minutos para assumir outro turno de serviço.
E a Segurança
Pública sendo a principal pauta, os protagonistas da Segurança Pública, que são
os homens e mulheres que protegem a nossa família, que permitem que nós
estejamos aqui...
Sabe por que cada
deputado está sentado aqui trabalhando com toda a tranquilidade, curtindo o seu
Instagram no celular, conversando com não sei quem, sabe por quê? Porque tem
esses PMs aqui como sentinelas, porque eu vivi, muitos aqui, todos aqui viveram
quando o PCC atacou o estado de São Paulo em 2003, em 2006 e em 2012. Somente
nós permanecemos nas ruas. Somente nós. E fomos nós que restabelecemos a ordem
neste estado. Fomos nós, policiais militares.
Aí vem me falar
que está fazendo muito em dar 10% no último ano de governo, sendo que havia a
promessa de reconstrução dos nossos salários com reajustes salariais nos quatro
anos de governo?
Assumir
compromisso, como assumiu comigo. Eu sou um deputado com 225 mil votos:
224.464. Represento os policiais e os cidadãos de bem que depositaram sua
confiança em mim. Me dá a palavra de que vai sancionar um projeto meu, e o
compromisso assumido não foi só na minha frente, não. Tem deputados aqui que
estavam presentes e são testemunhas.
E não respeitar
esses policiais que depositaram o seu voto e confiaram em mim para a
articulação de reconstrução da polícia? É muito desrespeito. É muito
desrespeito. Eu não consigo assimilar tamanho desrespeito. Não consigo. E todos
os deputados aqui sabem disso, porque converso muito com eles. O desrespeito
aos policiais foi imenso. Imenso, muito grande.
E vou falar,
hein? Quem derrama o sangue, quem derrama o seu suor, quem derrama suas
lágrimas para defender o povo de São Paulo somos nós. Somos nós, policiais,
trocando tiros nas ruas, entregando bandeira dobrada nas mãos de uma esposa,
nas mãos de um marido que esperava o seu ente querido retornar para casa e
concluir o seu turno de serviço. E não foi assim que aconteceu. Não foi assim
que aconteceu.
Se alguém aqui
citar que homens e mulheres com tamanha responsabilidade não merecem um pouco
mais de respeito e atenção, eu não sei mais quem precisa. Eu não sei mais quem
precisa. Não sei.
Tem policiais
aqui, que estão ali naquela galeria, que são veteranos, que me ensinaram a
trabalhar. Tem um veterano ali que veio trabalhar comigo recentemente. Faz duas
semanas que está aqui, o Elinho. Está ali na galeria, do lado do Boca de Lata.
Fui estagiário deles na Rota. Aprendi a trabalhar com eles.
Sabe por que o
Elinho está aqui hoje, com 72 anos de idade, trabalhando aqui? Porque ele
atravessa dificuldades financeiras para cuidar da família. Com 72 anos de
idade, está aqui, trabalhando com a gente, puxando hora, assumindo turno às
oito, às sete horas da manhã com a gente, fechando o turno de serviço às 23
horas, às zero horas. E está aqui para sustentar a sua família. Sabe por quê?
Como ele me falou: “Chefe, estou com dificuldade de comprar o almoço da minha
família”.
E aí? Nós não
temos responsabilidade sobre isso? Nós não temos? É única e exclusivamente “O
governo mandou o projeto pra cá”; “Pode apresentar emendas?” No papel pode, mas
aprova o quê? Não aprova nada. Porque eu repito aqui nesta tribuna, o que
consta na Constituição: “independência dos poderes; é uma convivência
harmônica”. É nada, é nada.
O governador é
que manda em tudo. Aqui nesta Casa passa o projeto que ele quer. Se ele não
quiser também, o projeto não passa, não vem nem a plenário. E assim é que
funciona a política no estado de São Paulo.
É dessa forma
que funciona e nós não podemos concordar com isso. Sabe por que nós não podemos
concordar com isso? Porque tem homens e mulheres que trabalham, dedicam a sua
vida e estão passando dificuldades, estão passando fome, estão passando fome,
estão passando dificuldade, sim.
E não adianta,
meus irmãos, não adianta, chegar para o governador e falar: “Governador, está
tudo uma mara... Nossa, os policiais, nossa, eles estão muito contentes, estão
satisfeitos.” Eu não tenho dúvida de que hoje a bronca comigo sabe por que é?
“Não, porque o Major Mecca é chato, para ele nada nunca está bom”; “Nossa, o
Major Mecca...” “Ei, meu Deus do céu, chegou o Major Mecca de novo.” Porque eu
não vou até o Palácio, o meu objetivo não é tomar café, não é almoçar com um
talher de prata que pesa 15 quilos, um garfo, 15 quilos uma faca.
O meu objetivo
é construir leis que melhorem a vida dos policiais de São Paulo. E quando eu
digo melhorar a vida dos policiais, é policial militar, policial civil,
policial penal, policial técnico-científico. Porque são todos policiais, por
que não tratá-los com igualdade? É o mínimo que podemos fazer, que o governo
pode fazer em termos de justiça.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputado Major Mecca. Para discutir a favor, com a palavra o deputado Luiz
Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sra. Presidente, Srs. Deputados, foi importante falar
agora depois do Major Mecca, porque até agora, além do Reis, que é da nossa
bancada, da Segurança Pública, da Polícia Civil, nós não tínhamos ouvido
ninguém ainda da base do governador Tarcísio, da Polícia Militar, sobre esse
projeto.
Acho que de
quatro, pelo menos três oradores que falaram aqui, deputado Barba, falaram da
promessa que o governador Tarcísio fez aos policiais e ao estado de São Paulo,
promessa essa que ele não cumpriu. Eu queria trazer aqui, para refrescar a
memória aqui de todos os deputados e quem nos acompanha em casa, hoje São Paulo
paga um dos piores salários do País, tanto para os policiais civis, militares,
hoje os policiais penais.
Eu queria
mostrar aqui as diretrizes do programa de governo do Tarcísio para a gestão
2023-2026. Aqui ele coloca Segurança Pública, Justiça e Cidadania, faz tudo
aqui um arrazoado, por que ele teria que valorizar a força policial.
Pegar ali o
parágrafo, o que ele diz? “Valorização da Força Policial. Vamos proteger quem
nos protege, com valorização da Força Policial. Aumento do efetivo das
polícias, apoio jurídico à ação policial, revisão do regime de trabalho,
carreira e recuperação da imagem e rever a política das câmeras corporais.”
Essa era a
proposta que está no programa de governo do Tarcísio. Aqui são as diretrizes.
Aqui não foi a base do PT que escreveu, aqui é o próprio governador Tarcísio
que colocou isso como proposta em propaganda para conversar com a população do
estado de São Paulo, mas principalmente para os servidores da Segurança
Pública.
Mas eu queria
colocar um vídeo que demonstra um pouco do que foi que o Tarcísio falou durante
a campanha eleitoral. Por favor, o vídeo.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Então, com a
palavra o governador Tarcísio. Não precisa falar mais nada. Está aqui a frase,
ou foi o estelionato eleitoral que o governador Tarcísio fez durante a sua
campanha. Ele fez isso dialogando com toda a força de segurança pública. A
gente tinha outro vídeo, deputada Beth, que traria mais alguns detalhes ainda.
Ele falou:
“Não, eu fui, eu servi lá no Haiti, lá que eu entendi a importância das forças
da segurança pública”. Então ele se apresentou para a população como uma pessoa
que ia resolver o problema dos servidores da segurança pública no estado de São
Paulo: não o fez.
E teve
oportunidades. Nós estamos chegando agora no final do quarto ano de mandato.
Até o primeiro ano, ele tem o direito a errar. No segundo tem que corrigir, no
terceiro não tem mais direito, e no quarto ano, de errar em dialogar com os
servidores públicos do estado de São Paulo. E ele fala que a polícia, a
segurança pública do estado de São Paulo estaria entre as dez melhores; não
estamos nem falando que ele tinha que ser a melhor, ele falava que ia estar
entre as dez melhores, e não está.
Aí nós
trouxemos algumas informações, fazendo a comparação da polícia militar com
alguns estados. A gente pega o soldado, no Distrito Federal, 8.500; Goiás,
6.300; Santa Catarina, 5.300; Rio Grande do Sul, 5.300; São Paulo, cinco mil
reais.
Já estamos
atualizando, o próprio major Mecca colocou que hoje é quatro mil e pouco, vai
chegar a cinco mil. O sargento, enquanto o Distrito Federal paga 14 mil e 500 reais,
São Paulo será 6 mil e 800 reais. Se você pegar o tenente, quando compara aqui
com o Distrito Federal, 20 mil reais, São Paulo 6 mil e 700 reais.
Então eu trouxe
esses dados aqui, mas trouxemos outros. Pode passar para a próxima. Aqui é com
a Polícia Civil. Então essas são as informações, os dados em relação à Polícia
Militar. Agora, em relação à Polícia Civil. Pega lá, Mato Grosso.
Mato Grosso, o
investigador, 9 mil e 200 reais. São Paulo, 5 mil e 880 reais. Rio de Janeiro,
8 mil e 500 reais. Amazonas, 9 mil e 600 reais. Distrito Federal, 9 mil e 300
reais. Goiás, 7 mil e 200 reais. E aqui vai. Aí olha para o escrivão. Mato
Grosso, 9 mil e 200 reais. Rio de Janeiro, 8 mil e 500 reais. Amazonas, 9 mil e
600 reais. E aí vai descendo, São Paulo, 5 mil e 880 reais. O delegado, que é o
delegado de entrada, porque aqui depende do estado, tem alguns complementos.
Mas delegado,
entrada. Mato Grosso, 30 mil e 962 reais. Rio de Janeiro, 26 mil e 982 reais.
Aí vai descendo. Distrito Federal, Goiás, Paraná, 21 mil reais. São Paulo, 15
mil e 38 reais. São Paulo fica no 24º do ranking, do estado de São Paulo. E a
promessa do governador é de que ficaria entre os dez estados que melhor
pagariam o servidor público do estado de São Paulo.
Isso vale para
a Polícia Militar, para a Polícia Civil e para a Polícia Penal. Vamos pegar
aqui uma outra comparação. Vamos pegar aqui um comandante geral da Polícia
Militar. Salário inicial, 22 mil reais. Coronel da PM, 18 mil reais. Tenente
coronel, 16 mil reais. Estamos falando aqui, deputado Barba.
Aqui é o topo
da carreira da Polícia Militar. O topo da carreira. Pode ter aqui uma
adequação, vai aumentar um pouco mais, um pouco menos aqui os salários
colocados, de acordo com os (Inaudível.) que eles têm. Mas olha quanto ganha um
delegado do Mato Grosso. Um delegado do Mato Grosso ganha mais do que o
comandante-geral da Polícia Militar.
Um delegado do
Rio de Janeiro ganha mais do que um coronel, mais do que um comandante-geral,
mais do que um tenente-coronel da Polícia Militar. Se a gente olhar o delegado
do Amazonas, ganha mais do que o comandante-geral da Polícia Militar, mais do
que o coronel da Polícia Militar, mais do que o tenente-coronel da Polícia
Militar, o delegado de Polícia desses estados.
Então estamos
trazendo aqui algumas informações. Vai para o Rio de Janeiro, 26 mil reais.
Amazonas, 24 mil reais. Então, demonstra que o governo do estado de São Paulo,
o governador Tarcísio, não valoriza e não vai valorizar os servidores da
Polícia Militar, da Civil e, hoje, da Polícia Penal no estado de São Paulo.
E essas
comparações que aqui eu trago para mostrar para os deputados estaduais, para os
deputados estaduais, e mostrar para o conjunto da população do estado de São
Paulo que o governador Tarcísio cometeu crime de estelionato eleitoral na
eleição de 22, mentiu para os deputados e as deputadas da base de Segurança
Pública do Estado de São Paulo. Porque mandou um projeto no primeiro ano de
governo. Nós até avaliamos. “Não, aqui é um governo que está preocupado, de
fato, em valorizar a Segurança Pública”.
Não o fez,
porque mandou um projeto de cinco bilhões para esta Casa, não dialogou com os
servidores da Segurança Pública, não dialogou com as representações, não
dialogou com os deputados da base de Segurança Pública e, quando nós
apresentamos diversas emendas para corrigir o projeto que o governador passou
aqui para esta Casa, não aceitou nenhuma das emendas que os deputados estaduais
solicitaram para fazer melhoria no projeto.
Então deixou
insatisfeitos os tenentes, deixou insatisfeitos os sargentos e, agora, manda um
outro projeto praticamente no final do seu governo, no apagar das luzes, que
manda ali uma correção de 10%, mas desestrutura a carreira da Polícia Militar,
da Polícia Civil, não inclui a Polícia Penal como não incluiu o projeto de
2023, deixando a Polícia Penal à margem do debate da Segurança Pública. É esse
o governador Tarcísio, é esse o governador que prometeu que a Polícia Militar
seria a melhor bem paga do Brasil, estaria entre as melhores, não o fez.
E não é por
falta de dinheiro, não é por falta de dinheiro. Nós levantamos aqui o processo
de arrecadação do estado. O estado de São Paulo tem um potencial de arrecadação
de 1.400.000.000.000 de reais, enquanto o segundo estado, que é o do Rio de
Janeiro, 543 bilhões, um terço do que o estado de São Paulo arrecada comparado
ao Rio de Janeiro. Depois vem Minas Gerais, 300 bilhões de reais é o potencial
de arrecadação de tributos no estado de Minas Gerais.
E São Paulo
está abaixo do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Distrito Federal. Olhe o
Distrito Federal, a base de arrecadação, 248 bilhões; Rio Grande do Sul, 229
bilhões de reais; Santa Catarina, 166 bilhões de reais, enquanto o estado de
São Paulo arrecada 1.420.000.000.000. Então o problema no estado de São Paulo
não é problema de caixa, não é problema de dinheiro.
O governador
Tarcísio, que hoje é governador e era candidato, falou que teria dinheiro em
caixa, esse não seria o problema. E não é. Dinheiro em caixa tem. Se quisesse
valorizar o servidor da Segurança Pública, poderia fazê-lo. Não o fez. Não o
fez na Segurança Pública, não o fez com os servidores da Saúde, não o fez com
os servidores da Educação. Os servidores da Saúde e da Educação recebem ainda
12 reais, 12 reais de vale-refeição por dia para se alimentar.
Então, o
governador Tarcísio não valorizou os servidores da Saúde, não valorizou os
servidores da Educação e não valorizou os servidores da Segurança Pública, que
alegou, na sua campanha eleitoral, que ia deixar entre os melhores do Brasil. E
tinha dinheiro em caixa. Eu acabei de mostrar um vídeo aqui, não é um vídeo que
a oposição comenta e faz uma alusão ao governador, é a fala do próprio
governador. Era o compromisso do governador.
Então ele fez
um crime eleitoral. Não cumpriu aquilo que fez e está deixando a Polícia
Militar, a Polícia Civil e a Polícia Penal insatisfeitas. Dois projetos
encaminhados. Foram feitas várias emendas. O próprio deputado Major Mecca fez
emendas que não foram acatadas. A bancada do PT, do PSOL fez várias emendas para
incluir a Polícia Penal, para melhorar a questão da carreira.
E a carreira
não (Inaudível.), e manda uma carreira que vai deixar servidores da Segurança
Pública de fora. Não vai ter condição de ter o direito de ter promoção. E vai
acontecer, como Major Mecca acabou comentando: vai chegar na aposentadoria e
vai ter que voltar a trabalhar. Vai ter que fazer Operação Delegada, vai ter
que fazer bico em escola, vai ter que ir agora para a escola cívico-militar.
Acho que essa é
a estratégia do governador Tarcísio. Não valoriza quem está na ativa, não
valoriza o servidor da Segurança Pública, depois vai criando operações estado
afora, para que os veteranos da Polícia Militar possam ter um complemento de
renda, que a aposentadoria não vai dar conta. Porque muitos servidores da
Segurança Pública não vão conseguir se aposentar, não vão ter o direito de se
aposentar.
Do mesmo jeito
que ele está tratando o pessoal da Saúde - e da Educação da mesma forma - está
tratando a Segurança Pública. Então fez crime eleitoral, fez estelionato
eleitoral. Então por isso que é um projeto, por mais que tenha os 10% de
reajuste para parcela dos servidores, não traz esse mesmo direito para a Saúde,
para a Educação. Então o governador Tarcísio não tem feito um bem para a
Segurança Pública do nosso estado.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputado Luiz Claudio Marcolino.
Para discutir a favor, deputado -
último orador - Danilo Campetti.
O
SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa noite, Sr. Presidente, deputado
André do Prado. Cumprimentar V. Exa., cumprimentar as Sras. Deputadas, os Srs.
Deputados, cumprimentar as assessorias, os servidores da Casa, aqueles que nos
acompanham nas galerias, os amigos que nos acompanham pela Rede Alesp,
cumprimentar os meus irmãos, policiais militares, policiais civis, policiais
penais.
Senhoras e
senhores, Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, vale ressaltar aqui,
no que se refere à questão das polícias Militar, Civil, da superintendência da
Polícia Técnico-Científica, o esforço que o governador Tarcísio vem fazendo
desde o começo da sua gestão para que essas carreiras fossem, continuem sendo
valorizadas, carreiras que foram esquecidas por décadas.
Eu digo isso porque
fui policial civil de 1999 até 2007, fui investigador de polícia e senti na
pele como os policiais eram tratados naquela época. Senti na pele o descaso,
senti na pele o abandono dos governos com relação aos policiais naquele tempo.
Passei, por
exemplo, em 2006, quando houve os piores e mais trágicos ataques da organização
criminosa aqui em São Paulo, do PCC, que vitimaram familiares de policiais,
policiais, agentes de segurança e que levaram o caos, que trouxeram o caos ao
nosso estado de São Paulo.
Eu estava na
rua, até a gente entender, quando do início, Capitão Telhada, dos ataques, até
a gente entender o que estava acontecendo, foram mais de 24 horas dentro de uma
viatura. E eu estava lá, sentindo na pele, com os meus irmãos, todo esse ataque
que as organizações criminosas perpetraram aqui em São Paulo contra a
população.
Também quero
contar uma passagem, comandante Conte Lopes, que em um dos meus plantões, eu
sempre fui da área operacional da Polícia Civil. Trabalhei no combate a
entorpecentes por quatro anos e os outros quatro anos, na ronda, no Garra, na
rua, combatendo assaltantes, combatendo aqueles que roubam à mão armada.
Nós tínhamos
escalas variadas, mas que giravam em torno de 12 horas. Houve um dia em que eu
entrei duas horas da tarde e ali havia uma interação muito frutífera com os
policiais militares. Policiais civis da ronda e policiais militares que
chegavam nas ocorrências numa ajuda mútua, se protegendo, cooperando, ajudando,
em prol da sociedade.
Eu lembro que
eu encontrei um sargento que iria sair do trabalho algo em torno de 20 horas -
18 horas, 20 horas, eu não me recordo. E eu iria sair às duas horas da manhã.
Feito isso, quando foram duas horas da manhã, eu deixei a minha ronda, o meu
trabalho, o meu plantão e passei num posto.
E aquele
sargento estava fazendo bico naquele posto, naquele momento, já pela segunda
vez, deputado Conte Lopes. Já era o segundo dia que ele estava emendando bico.
Isso era algo em torno de duas, duas e meia da manhã, e ele iria ficar até seis
horas da manhã. E era uma época em que havia muito roubo em postos de
combustíveis.
Eu lembro,
Capitão Telhada, que nesse dia eu olhei para esse meu amigo e ele estava com os
olhos vermelhos, cansado, com sono, mas tendo que enfrentar ali, à noite, o
perigo para poder levar sustento para a sua casa.
E aí eu, uma
decisão própria, não disse a ele, mas falei: “Eu vou ficar aqui conversando
contigo”. E fiquei até seis horas da manhã com aquele parceiro meu, até ele
sair do bico, porque ele não estava dando conta de ficar aquela noite sem
dormir. Se ele dormisse, ele estaria vulnerável ali se houvesse um roubo
naquele posto.
Esse é só um
exemplo para que a gente possa entender os projetos que foram encaminhados aqui
para esta Casa. Foram quatro projetos. Aqui nós estamos discutindo o do
reajuste. Mas foram projetos de valorização das carreiras da Polícia Militar,
um projeto de valorização das carreiras da Polícia Civil e o projeto da Dejec,
que é a Diária Especial sobre Jornada Extraordinária de Trabalho, que eu fui o
relator e foi aprovado na semana passada.
Esse exemplo
enfatiza a necessidade da constituição da Dejec, da extensão da Dejec, que foi
agora para as polícias, para a Polícia Técnico-Científica. Por quê? Porque ele,
pelo menos, diante da realidade imposta, regulamenta o exercício desse trabalho
extra.
Obviamente que
não é o adequado. Obviamente que o policial deve ter o seu período de descanso.
Mas se ele consegue associar o seu trabalho com rendimento extra dentro da
regulamentação institucional é muito melhor para ele. Nós não podíamos deixar
esses policiais fazendo bico e ficarem vulneráveis, como esse caso que vi desse
amigo sargento que não tinha condições de ficar em pé e que estava indo para o
sacrifício para poder defender o pão da sua casa.
E é nesse
propósito que eu, desde o primeiro momento... E “desde o primeiro momento” é
antes de estar aqui nesta Casa, porque fui assessor do então ministro Tarcísio
lá em Brasília. Desde sempre nós falávamos dos problemas das polícias de São
Paulo, porque eu sou oriundo da polícia.
Hoje eu sou
policial federal, mas fui oriundo da Polícia Civil e era o assunto que nós
tínhamos, que nós tratávamos ainda no Ministério da Infraestrutura, mesmo antes
de o então ministro Tarcísio pensar em vir ao Governo do Estado de São Paulo.
Depois que essa
hipótese surgiu, os assuntos, o parâmetro, o contexto que eu passava para ele
se consolidou. E foi nesse propósito que o governador, desde o primeiro
momento, trabalhou na valorização das polícias.
Lembrem-se, nós
estamos falando de 10% linear agora para as três polícias. Lembrem-se de que o
governador Tarcísio assumiu o governo já pagando 20% do que o governo anterior
tinha entregue para a polícia, para as polícias aqui em São Paulo. Então, se
nós fizermos todas as contas, com esse aumento, com esse aumento de 10%, o
governador Tarcísio chega a 55%, o percentual que ele pagou às polícias.
Mas aí vem a
pergunta: é o suficiente? É lógico que não. É lógico que não. Nem o governador
Tarcísio, nem nós aqui da bancada de Segurança, da base, entendemos que está
tudo bom, que está tudo certo, mas é aquilo que é o possível para o momento.
São 10%, são dois dígitos que são entregues para prestigiar as polícias civis,
militares, superintendentes da Polícia Técnico-Científica, em que pese não haja
aumento, reposição da inflação para os outros cargos.
Então olhe a
valorização, olhe a atenção que o governador Tarcísio e o governo do estado
como um todo entrega para as polícias. E não são só os 10%, é um plano de
valorização das carreiras. Eu vou citar, por exemplo, da Polícia Civil. Há
policiais que ficam 40 anos na carreira e não conseguem chegar à classe
especial. E hoje isso mudou.
Com 18 anos o
policial ingressa na Polícia Civil. Com 18 anos ele vai chegar à classe
especial, independentemente se há ou não vaga. Mesma coisa com relação à
Polícia Militar. Acabou o soldado de segunda classe, 10.600 homens subirão para
a primeira classe, soldado de primeira classe. Em três anos, 16 mil soldados
passarão à patente de cabo. Isso também tem uma repercussão. Isso também entra
na valorização desses policiais.
Então, Sr.
Presidente, só para deixar registrado aqui que nós estivemos com o governador
Tarcísio (Inaudível.) anúncio. Nós, da bancada da Segurança Pública aqui,
estivemos lá com o governador Tarcísio, foi nos apresentado e, dentro das
possibilidades, nós temos que valorizar o esforço que o Governo de São Paulo
tem feito para os nossos irmãos policiais civis, militares e da
superintendência Técnico-Científica.
E fica aqui que
nós permanecemos à disposição. Permanecemos à disposição para defender esses
policiais, para defender a valorização dos policiais, para defender a atuação
dos policiais, inclusive dos nossos irmãos policiais penais.
A Polícia Penal
foi criada, a Polícia Penal teve uma lei orgânica, a Polícia Penal foi
reestruturada, hoje recebe via subsídios, e nós continuaremos aqui também
lutando pelos policiais penais, também dando atenção a esses policiais. O
governo do estado também olha por eles.
Por fim, Sr.
Presidente, eu gostaria de, nos quatro últimos minutos, agradecer aqui a todos
os deputados e deputadas pela convivência por esse um ano e dez meses que eu
estive aqui. Amanhã, deputado Rui Alves, pelo qual eu tenho a maior gratidão,
retorna aos trabalhos.
Então quero
agradecer ao deputado Rui Alves por ter assumido o desafio de estar à frente da
Secretaria Municipal de Turismo aqui da cidade de São Paulo. Quero agradecer ao
prefeito Ricardo Nunes. Quero agradecer imensamente a todos os líderes aqui, o
que eu faço na pessoa do líder do meu partido, Altair Moraes. Quero agradecer
ao nosso líder do Governo, deputado Gilmaci Santos, pelo amparo, pelo apoio de
sempre.
Agradecer, Sr.
Presidente, a V. Exa., deputado André do Prado, por ser o norte nosso aqui,
pelas orientações, pelo esforço na composição, pelo esforço na pacificação da
Casa. E agradecer a todas as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados pela
oportunidade de debate, o debate que engrandece, o antagonismo das posições,
que nos faz estudar, que nos faz contrapor os argumentos aqui.
Isso é muito
frutífero para esta Casa, que representa mais de 45 milhões de brasileiros que
vivem aqui em São Paulo. Agradecer imensamente também ao deputado Barros, nosso
professor aqui, pelo apoio quando a gente precisou.
Por fim,
agradecer imensamente ao governador Tarcísio, que é um amigo que tenho como
irmão, que não me deixou como soldado ferido, que me deu oportunidades, que é
meu professor desde o Ministério da Infraestrutura e a quem eu tenho uma
gratidão eterna.
Agradecer ao
Tarcísio e a toda a sua família: à Cristiane, nossa primeira-dama, ao Matheus,
à Letícia.
Obrigado.
Só fica aqui o
meu agradecimento.
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - Deputado Danilo Campetti, o
senhor me dá um aparte?
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Claro, claro
O SR. MARCELO AGUIAR - PL - COM ASSENTIMENTO DO ORADOR - Quero
apenas parabenizar o senhor pela belíssima carreira política que o senhor vem
escrevendo ao longo desses anos, a passagem aqui pela Casa. São José do Rio
Preto, tenho certeza, se orgulha muito pelo belíssimo deputado estadual, porque
o senhor defendeu vossa cidade, o estado, toda a região.
Vem construindo
uma carreira política belíssima, tenho certeza de que a região de São José do
Rio Preto vai saber reconhecer o seu trabalho ao longo desses próximos meses,
nas urnas, reconhecendo o seu trabalho, sem dúvida nenhuma, pelas inúmeras
emendas que o senhor tem enviado para aquela região, o trabalho que o senhor
tem realizado - São José do Rio Preto e toda a região, todas as entidades a que
o senhor enviou emendas parlamentares -, o trabalho incansável que o senhor
fez, defendendo o governo Tarcísio também, a Polícia Federal, a Polícia
Militar, a Polícia Civil.
Parabéns pela
construção e parabéns pelo trabalho. Nesses próximos meses, eu sei que o senhor
estará na trincheira, trabalhando, defendendo o seu mandato. O senhor realmente
engrandece esta Casa e todos os deputados estaduais aqui.
Parabéns, Deus
abençoe.
O SR. DANILO CAMPETTI - REPUBLICANOS - Obrigado, deputado Marcelo Aguiar.
Fico muito
feliz. E quero agradecer pela parceria, pela amizade, pelo acolhimento aqui do
senhor, pelas palavras, e de todos os deputados. Sr. Presidente, por fim,
agradecer à minha família, que suportou minhas ausências, enquanto a gente
esteve aqui e que suportará agora nesse período eleitoral, em que nós estaremos
rodando a região. E para terminar, agradecer aos mais de 52.393 eleitores que
me confiaram o seu voto e que me trouxeram aqui.
Muito obrigado
a todos. Sr. Presidente, era só.
Desejo sucesso,
Sras. Deputadas e Srs. Deputados.
Que Deus
abençoe a todos.
Um grande
abraço.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Não havendo
mais oradores inscritos, está encerrada a discussão.
O
SR. CAIO FRANÇA - PSB - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para uma comunicação. É possível, presidente?
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Um minutinho
só, deputado Caio. Muito obrigado.
Não havendo mais oradores inscritos,
está encerrada a discussão. Há sobre a mesa requerimento de método de votação.
Em votação o requerimento de método de votação.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Para encaminhar pela
Federação PT/PCdoB/PV.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o
pedido de Vossa Excelência. Deputado Caio tem dois minutos para comunicação.
O
SR. CAIO FRANÇA - PSB -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, quero aproveitar esse momento aqui de discussão
desse aumento para as polícias. Eu não vou usar o encaminhamento como forma,
mas quero usar daqui para lamentar muito que esse projeto não acatou nenhuma
das várias emendas que foram apresentadas - por este parlamentar, pela nossa
bancada e por outras bancadas mais. Emendas essas que traziam mais clareza para
a Polícia Técnico-Científica, para a Polícia Civil e, principalmente, para os
policiais penais, que ficaram de fora desse texto.
Um verdadeiro
absurdo. Nós, que aprovamos aqui no ano passado, salvo engano, uma lei criando
a Polícia Penal, nesse momento criamos esse hiato e não os incluímos num texto
que trata de todas as polícias.
Então eu quero
lamentar. Eu vou votar a favor, obviamente, porque não vou abrir mão de votar
um ganho importante para as polícias, mas quero lamentar muito a infeliz
decisão de não trazer para cá a Polícia Penal. E eu quero falar em nome de um
grande parceiro, que é presidente de um sindicato respeitado na Polícia Penal,
que é Fábio Jabá, que tem sido perseguido ao longo desses últimos anos pela sua
conduta.
Só que as
pessoas não entenderam até o momento que o sindicato está lá para representar
os funcionários, os trabalhadores, e não para fazer aquilo que o governador e
que o secretário quer. Então, Fábio Jabá, quero aqui mais uma vez reiterar o
meu respeito ao seu trabalho, a sua luta, e dizer que nós não vamos descansar
aqui.
A Polícia
Penal, nesse momento, não está sendo acatada, não está sendo agraciada com esse
aumento, mas muito em breve nós daremos as respostas, não só do ponto de vista
de mobilização, mas principalmente nas urnas daqueles que não reconhecem do
ponto de vista prático a Polícia Penal aqui no estado de São Paulo.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Com a palavra o
deputado Dr. Jorge do Carmo, para encaminhar.
O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente. Boa
noite já, deputadas e deputados. Cumprimentar os policiais aqui, cumprimentar
os assessores, público que está na galeria hoje, público da TV Alesp também.
Sr. Presidente,
hoje nós estamos discutindo, agora encaminhando, o Projeto nº 226, de 2026, que
versa sobre o aumento para os policiais civis, militares, policiais científicos
e deixa de fora, como já foi mencionado, inclusive, agora pelo deputado que me
antecedeu aqui na comunicação, deputado Caio França, policiais penais, deixa de
fora professores, deixa de fora servidores da Saúde, deixa de fora diversos outros
servidores que, por sua vez, merecem ter tido um reajuste para maior que dez
por cento.
E como foi
falado também pelos colegas que me antecederam, nós vamos votar a favor, porque
é melhor dez do que nada, é melhor dez do que zero. Mas os policiais militares,
por tudo o que foi falado aqui, pelas falas do deputado Major Mecca, inclusive,
que faz a defesa aqui e que agora está, lamentavelmente, passando por uma
situação bastante difícil, que é um governo que ele ajudou a eleger, os
policiais que ajudou a eleger ele, e que agora ele tem que votar contra.
Pelo menos é
isso que encaminhou aqui, porque os policiais entendem que ele tem que defender
um aumento maior, e o governador que disse para o deputado Major Mecca que
palavra de homem não se volta atrás. Deputado, palavra de homem não se volta
atrás.
Veja bem,
deputado Luiz Claudio Marcolino, um deputado que eu tenho muita saudade dele é
o saudoso Campos Machado. Todas as vezes que ele vinha aqui eu ficava
assistindo para aprender com a experiência dele, a luta dele e a oratório dele.
E ele dizia aqui nesta tribuna, senador Suplicy: “Palavra dada é flecha
lançada”. Quando você lança a palavra não tem como voltar mais atrás.
Então o
governador não cumpre palavra, a palavra dele não é uma flecha lançada, porque
ela volta, ela se arrepende, ela não cumpre. Ela promete, mas não cumpre. E
isso é lamentável, porque um governador que se elegeu dizendo que a Polícia
Militar, a Segurança Pública, era uma das suas principais metas, sua principal
bandeira de luta, e que iria fazer com que os policiais chegassem entre os dez
melhores pagos no Brasil.
Deputado
Marcolino apresentou aqui o rank, acima de vigésimo. De 27 estados, contando
com o Distrito Federal, está em 21, 24, e por aí vai. Queria que pudesse
colocar uma... Com o devido respeito pelos policiais, olha o salário.
Parece aquele
do Chico Anysio, aquele que fala assim: “O salário, olha”. Por quê? Porque são
as pessoas que tem que ficar na rua, que tem que muitas vezes fazer operação
delegada, que tem que muitas vezes fazer bicos para poder complementar o
salário.
E também foi
apresentado aqui o salário do policial, não é nem 4.690, porque é tudo isso com
aquelas gratificações e demais penduricalhos, que a gente pode chamar assim,
para poder chegar, porque o salário base é mesmo 2.700 e alguma coisa.
Então é
lamentável que a gente tenha que votar... Que tenhamos que votar “sim”, mas a
gente tinha que fazer essa discussão aqui, e precisa ser feita, porque senão o
governador, posando de que era o homem da Segurança, que iria garantir que o
policial aqui iria se orgulhar de ter votado nele... A gente está vendo o que
está acontecendo. E isso significa, não é à toa, deputado Rômulo, o que as
pesquisas estão mostrando.
As pesquisas
estão mostrando que ele não é imbatível e que a palavra não é flecha lançada,
porque ela volta atrás. Tanto é que na pesquisa a gente está vendo que o nosso
pré-candidato Fernando Haddad está ali, na cola. E nós estamos ainda muito
distantes da eleição. Tem muita lenha para queimar ainda, é fato.
Então queria
que as pessoas soubessem que, na nossa bancada, nós discutimos exaustivamente
esse projeto. Mas nós vamos votar “sim”, porque nós não somos incoerentes.
Jamais iríamos
votar contra um aumento que beneficia, de alguma maneira. Mas os professores...
Por exemplo, a deputada Bebel não está aqui, deputado Carlos Giannazi também
não está aqui. Mas os professores que sabem exatamente o quanto estão sofrendo
com o arrocho, a falta de respeito, a perseguição.
Eu tenho uma
filha que é professora. Ela fala exatamente da perseguição que a direção faz
para cumprir meta. Só que não faz nenhum gesto com o secretário para que o
secretário conceda aumento, que eles precisam. Para mim, professor deveria ser
o ofício mais bem pago do Brasil. Porque não existe advogado... Eu sou
advogado. Não existe advogado bom, se não tiver bons professores. Não existem
engenheiros bons, não existem policiais bons, se não tiver bons professores.
Mas não é isso
o que o governador pensa. Não é assim que ele age e não é assim que ele está
encaminhando, encerrando o seu último ano de mandato com essa pecha, de que o
governador, que tinha compromisso, que disse, conforme o vídeo que foi
apresentado aqui pelo deputado Marcolino, demonstrou que realmente não tem
compromisso nenhum com a Segurança Pública, nem com os policiais militares, nem
com os policiais civis, muito menos com os policiais penais, que sequer estão
nessa lista, sob o argumento de que não são da Segurança Pública, que são da
SAP, que são da Secretaria de Administração Penitenciária.
Não importa se
são da SAP, se são da Saúde ou se são da Polícia Militar. Não importa. O que
importa é que é servidor público. O que importa é que cada um policial, cada um
professor, cada um servidor da Saúde merece respeito. Merecia respeito, mas não
merece do governador do estado de São Paulo. E é por isso que tem esse salário,
infelizmente, medíocre. Problemas centrais. Passa para o outro, para a próxima.
Problemas
centrais. Vejam bem. Governo propõe aumento de 10%. O que acontece na prática?
Quem ganha mais, recebe mais. Olha a lógica. E quem ganha menos, logicamente,
recebe menos, por conta da forma como está sendo apresentado esse projeto. Qual
seria a lógica? Vamos lá, ao impacto, primeiro, à próxima lâmina.
O impacto: 1,2
bilhões em 2026, 1,75 em 2027. Ou seja, correspondente apenas 0,6 por cento.
Vamos para a terceira página. À outra, à outra, à outra. À próxima, à próxima,
por favor.
Qual seria uma
proposta, penso, razoável? Seria 9% para aqueles que ganham mais, 11% para aquele
intermediário e 13% para a base, para não ficar naquela lógica irracional de
que quem ganha menos recebe menos, e quem ganha mais tem que ter mais.
Por isso que
nós apresentamos emendas para esse projeto, mas não foram acatadas. Como
sempre, não são acatadas. Aqui os projetos vêm em um afogadilho, com uma
urgência constitucional, porque tem que ser agora. Não tem audiência pública,
não discute com a categoria, decepciona os deputados, que têm seus projetos
vetados. Porque tanto defendeu a Segurança Pública, mas, na hora do “vamos
ver”, tem esse tipo de comportamento do governador.
Então essa
forma de governar é que o estado de São Paulo não quer mais. E está mostrando
isso, deputado Barba. Está demonstrando isso. O nosso pré-candidato já está se
aproximando e nós vamos mudar essa história.
Porque não dá
para a pessoa, o governador vir de lá do Rio de Janeiro, demonstrar, dizer aqui
que é o cara que vai resolver os problemas do estado de São Paulo. É mais
pedágio, é privatização da Sabesp, são obras intermináveis, e a gente votando
aqui mais investimento e mais investimento.
Então essa
lógica precisa ser mudada. Essa administração do estado de São Paulo precisa
mudar. É por isso que nós vamos votar, sim, a favor, para os policiais, vamos
votar a favor, mas entendemos que vocês merecem mais. Nós entendemos que vocês
merecem mais, porque a maioria de vocês com certeza votou nesse
governador. Com certeza acreditaram e
confiaram e olha a decepção que estão tendo.
Olha a decepção
que estão tendo aqui e nós temos aqui que defender vocês sempre, porque é
importante ter aumento, mas deveria ter sido respeitado mais, deveria ter
respeitado o apoio e a confiança de vocês, e isso foi o que o governador não
fez e não está fazendo com vocês, muitos menos com as outras categorias que
sequer isso estão tendo.
Então vamos
votar a favor, mas deixo aqui o protesto, deputada Beth. Deixo aqui o protesto,
porque não podemos concordar com esse tipo de postura do governador Tarcísio de
Freitas.
A
SRA. BETH SAHÃO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para encaminhar em nome da Minoria.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental o
pedido de Vossa Excelência.
Enquanto V. Exa. se encaminha para o
púlpito, gostaria de fazer uma convocação às Sras. Deputadas e aos Srs.
Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convocando
V. Exas. para uma segunda sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos
após o término da primeira sessão extraordinária, com a finalidade de ser
apreciada a seguinte Ordem do Dia:
*
* *
-
NR - A Ordem do Dia para a 14ª Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
01/04/2026.
*
* *
Com a palavra, a deputada Beth Sahão.
A
SRA. BETH SAHÃO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputadas e deputados desta Casa,
público da galeria, telespectadores que acompanham a Rede Alesp, eu ouvi
atentamente as colocações dos nossos deputados da bancada do PT que me
antecederam e queria dizer que as provas aqui apresentadas são contundentes.
A fala do
governador Tarcísio durante o período eleitoral é algo que não deixa dúvidas
sobre a má-fé utilizada naquele momento e depois não praticada. Nós já estamos
com o mandato dele com três anos e três meses, exatamente três meses,
completando hoje, e o que nós vimos foi o não cumprimento das promessas de
campanha.
Uma falta de
compromisso com os servidores públicos, uma falta de compromisso com as
próprias polícias, que ele dizia que seriam valorizadas, que os reajustes
salariais seriam adotados e que a polícia passaria a ficar entre as dez
melhores do estado. Nossa, que maravilha se fosse assim.
No entanto, o
deputado Marcolino apresentou muito bem isso: a Polícia Militar do Estado de
São Paulo ainda é classificada como a vigésima quarta. Um estado que é o mais
rico do país, o estado economicamente mais bem posicionado e que não consegue
valorizar as suas polícias, seja a Polícia Civil, seja a Polícia Militar.
Eu quero dizer
mais: nesses dias todos, muitos de vocês devem ter sido procurados, como eu
também, seja aqui na Assembleia, seja nas nossas andanças, nos nossos trabalhos
nos municípios, nos lugares por onde passamos, e o que a gente recebeu foi uma
queixa generalizada, uma insatisfação, um descontentamento da categoria, e não
só da Polícia Civil, que costumeiramente já tem mais facilidade de
associativismo, de ser sindicalizada, de poder se mobilizar. É também da
Polícia Militar, que está bastante descontente com esse reajuste de dez por
cento.
É claro que,
hoje, aqui já foram apontados os defeitos, os problemas desses projetos, sejam
daqueles que nós aprovamos na terça-feira passada, sejam dos que estão sendo
apreciados e serão votados hoje. Todos eles têm muitos problemas, seja o plano
de carreira, tão muito bem apresentado pelo deputado Reis, em que os praças e
cabos serão muito prejudicados, não terão oportunidades de ascensão, muitas
vezes, na carreira.
É muito fácil
dizer que tem dez mil vagas que vão ser preenchidas, que vão isso, que vão
aquilo. Eu quero saber o seguinte: cadê os concursos públicos? A gente sabe que
há uma defasagem de policiais militares pelo interior do estado. Há cidades que
tem dois policiais. Se um descansa, o outro não pode descansar. Se um entra de
férias, fica um policial na cidade.
Quer dizer,
isso significa que o governo Tarcísio vem desvalorizando essa categoria. E mais
do que isso, a gente corre o risco de ter essas funções da Polícia Militar
transferidas para as guardas municipais. Há uma grande desconfiança da própria
categoria, e isso eu ouvi nesses dias, de que há uma grande desconfiança, que
essas tarefas da Polícia Militar serão cada vez mais esvaziadas para poderem
ser deslocadas para as guardas municipais.
Agora, eu quero
dizer uma coisa, as guardas municipais têm o seu papel, que é completamente
diferente do papel da Polícia Militar. A Polícia Militar é talhada, é formada,
frequenta academia para poder iniciar o seu processo e para poder ascender na
carreira de policiais, algo que não tem sido possível, algo que é muito difícil
de acontecer.
E a gente sabe
que, muitas vezes, os poucos oficiais, nas patentes mais altas, acabam
recebendo um reajuste salarial que coloca os seus salários muito acima das
categorias inferiores, como praças, como cabos, os próprios sargentos, primeiro
sargento, segundo sargento, terceiro sargento, etc.
Então, é
lamentável que a gente tenha que votar num projeto que, no nosso entendimento e
da própria categoria, está absolutamente incompleto, como também dos policiais
civis. É uma outra categoria que também está descontente.
Eu recebi, na
semana passada, escrivães de polícia, eu recebi a Associação dos Delegados de
Polícia no meu gabinete, e todos eles expressaram essa insatisfação. Isso sem
dizer da Polícia Penal, como disse agora há pouco o deputado Caio França da
Polícia Penal, que não foi contemplada em nada. “Ah, mas é outra secretaria.”
Não importa que seja outra secretaria.
Eles também são
policiais e estão dentro dos presídios e correm um risco imenso no exercício
das suas funções. E, no entanto, eles, mais uma vez, estão sendo abandonados,
estão sendo esquecidos, como já aconteceu aqui anteriormente. Nós fizemos essa
cobrança e isso não aconteceu.
E, mais uma
vez, os policiais penais ficaram de fora. Muitos de vocês devem ter recebido
hoje no gabinete uma carta aberta à população paulista dizendo sobre o abismo
no sistema prisional do estado de São Paulo. Quer dizer, é um governo que fala,
mas não cumpre, que promete, mas não exerce as suas promessas, não torna essas
promessas concretizadas.
Isso para não
dizer das Delegacias de Defesa da Mulher. Quando ele fala aqui, e aqui nessas
entrevistas, quando ele era candidato, que as Delegacias de Defesa da Mulher
iriam funcionar 24 horas, que mentira. Isso é uma pura mentira.
Hoje você não
tem 144 delegacias no estado de São Paulo, não tem nem 10% que funcionam 24
horas. Enquanto isso, este estado é o campeão de feminicídio. Enquanto isso, as
mulheres estão sendo mortas apenas pelo fato de serem mulheres.
Enquanto isso,
o número de estupros aumenta de uma forma assustadora aqui no estado de São
Paulo, porque os equipamentos de segurança que deveriam estar abertos 24 horas,
inclusive sábados, domingos e feriados, ficam fechados. Em muitas cidades, as
delegacias são esvaziadas, são sucateadas. Às vezes, a delegada tem que estar
na Delegacia da Mulher, sair correndo para fazer plantão em outras delegacias
em cidades da região.
E isso tem sido
uma prática comum, muito comum, aliás. As investigadoras se aposentam, às
vezes, não tem uma investigadora para colocar, não tem uma escrivã para
colocar, não tem um motorista para colocar no lugar.
E há quantos
anos a gente vem pedindo aqui a colocação de profissionais especializados, como
psicólogos, assistentes sociais nas Delegacias de Defesa da Mulher para acolher
as mulheres vítimas da violência, para acolher as mulheres no pior momento das
suas vidas, que é quando elas estão agredidas e não têm para onde ir?
E, às vezes,
chegam em uma Delegacia de Defesa da Mulher e não conseguem nem ser atendidas,
não é porque não tem pessoal. Não é falta de vontade dos servidores, é porque
simplesmente não tem, porque ele não abre também concurso público para poder
trazer para dentro dessas delegacias, desse serviço tão importante, esse
acolhimento que é tão necessário para as mulheres que sofrem qualquer tipo de
violência.
Então, esse
governador não merece o nosso respeito, sabe por quê? Porque ele não nos
respeita, porque se ele fizesse isso, estaria destinando recursos importantes
para poder fazer o enfrentamento e o combate à violência contra a mulher. E
isso ele não faz. A Secretaria de Políticas para as Mulheres no estado de São
Paulo não tem orçamento suficiente para poder implementar essas políticas
públicas, que, aliás, não existem.
Nós não temos
políticas públicas aqui voltadas para fazer o combate, o enfrentamento à violência
contra a mulher. O presidente Lula sancionou uma lei para colocar as Delegacias
de Defesa da Mulher 24 horas. Sabe o que o governo do estado falou? “Nós não
temos dinheiro.”
Não é verdade.
Existem, sim, recursos. Apenas é preciso priorizar para onde vão esses
recursos. É preciso priorizar qual será o destino dos recursos públicos. E os
recursos públicos precisam ser destinados para cuidar da vida da população,
especialmente dos setores mais vulneráveis. E, neste momento, as mulheres são
extremamente vulnerabilizadas, porque elas estão mais expostas, porque elas
estão mais ameaçadas, e elas não conseguem definitivamente ter a proteção do
Estado.
Então, Sr.
Presidente, eu quero dizer que a nossa bancada vai votar a favor, porque nós
somos responsáveis, porque nós não vamos deixar num ano atípico, num ano
eleitoral, os policiais civis e militares sem o reajuste merecido. Mas fica
aqui esse registro importante da nossa insatisfação também, seja com o
reajuste, seja com o plano de carreira, seja com o fato de muitas outras
categorias não estarem recebendo esse mesmo tratamento.
Obrigada, Sr.
Presidente, e paro por aqui.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputada Beth Sahão.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para encaminhar pela liderança do PSOL.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental
o pedido de Vossa Excelência.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Até que ele assome à tribuna, posso?
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Deputada
Professora Bebel, tem dois minutos V. Exa. para uma comunicação.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT
- PARA COMUNICAÇÃO - Muito obrigada, Sr. Presidente.
Bem, quero
dizer que eu estava acompanhando, enfim, um grande evento sobre as cotas
raciais no Anhembi, assim como a rede de cursinhos populares, mais de 15 mil
estudantes presentes lá, também cotistas, prounistas.
Foi um grande
evento, o que demonstra que uma política de inclusão pressupõe admitir que
temos diferenças. Isso é que vai levar à igualdade, senão, se passarmos por
cima e colocarmos na tábula rasa, deputado Giannazi, a gente não vai avançar.
Então eu saí
assim, muito fortalecida. Eu acho que a Ediane ainda não chegou, mas deve estar
chegando. Eu acredito que é uma forma de a gente dar oportunidade para as
crianças, para os jovens que não podem, que não têm condições de pagar escola,
pagar cursinho, enfim, ter a justeza de ter as cotas e também a rede de
cursinhos populares. Então foi um grande dia hoje.
E por último, e
não menos importante, não sobrou tempo para eu falar na minha bancada, mas
quero aqui registrar que eu vou concordar, sim, com os 10% para os policiais,
mas que eu não acho justo que os professores tenham zero de reajuste, que
tenham só bonificação, que tenham só abono complementar e o piso não seja
cumprido no estado de São Paulo.
Isso eu não
acho justo. Poderia, ao invés desses 950 milhões que serão destinados a bônus,
transformar em salário para os professores; a gente já estaria muito feliz.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Obrigado,
deputada Professora Bebel.
Tem a palavra o deputado Carlos
Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado André do Prado, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, público presente, servidores da Polícia Penal,
logicamente que nós, da bancada do PSOL, vamos votar favoravelmente ao Projeto
de lei nº 226, de 2026, mas entendendo que esses 10% estão muito aquém de
atender às necessidades mínimas de reparação salarial, porque os servidores da
Segurança Pública há muitos anos estão com os salários arrochados e defasados.
Um dos piores
salários do Brasil é o salário dos servidores da Segurança Pública do nosso
estado. Isso continua, mesmo com os dez por cento. Quero aqui destacar, Sr.
Presidente, que, mesmo sendo pouco, o governador Tarcísio de Freitas deu um
golpe, deu um passa-moleque novamente na Polícia Penal, nos servidores da
Polícia Penal e em todos os servidores da SAP.
Fez isso
anteriormente, dizendo, todos se lembram aqui, no último reajuste do ano
passado, que ainda não havia regulamentação da Polícia Penal, por isso eles não
teriam o direito, eles não eram ainda policiais penais, embora nós já
tivéssemos aprovado aqui a PEC da Polícia Penal, em 2022.
Agora já houve
a regulamentação e a Constituição Federal é muito clara no Art. 144, onde ela
inclui na Segurança Pública os servidores da Polícia Penal. Então, não tem
desculpa, não tem justificativa cabível para não incluir os servidores da
Polícia Penal.
Todos eles, Sr.
Presidente, os que foram transformados em policiais penais e os também que não
foram, como, por exemplo, os motoristas. Então eu até apresentei a emenda, a
Emenda nº 1, que foi apresentada, publicada em “Diário Oficial”, a emenda que
inclui todos os servidores da Polícia Penal nesse reajuste, no PL 226.
E ainda há
tempo, Sr. Presidente, porque nós vamos votar o projeto e depois as emendas,
então quero aqui, já na minha primeira intervenção, pedir o apoio dos 94
deputados e deputadas para que a Emenda nº 1 seja aprovada, após aprovação do
projeto, na hora das emendas.
Daí nós vamos
saber quem que defende de fato a Polícia Penal, porque nós vamos votar a favor,
eu tenho certeza, a bancada do PSOL, do PCdoB, do PT, vai votar a favor da
Emenda nº 1, que inclui, repito, todos os servidores da SAP no reajuste dos dez
por cento.
Quero também
ainda, Sr. Presidente, deputado André do Prato, Sras. Deputadas e Srs.
Deputados, dizer que é grave essa situação do governador não respeitar a
data-base dos servidores. Nós temos uma data-base, uma lei estadual aprovada
aqui no plenário, em 2006.
Eu me refiro
aqui à Lei nº 12.391/06, que estabelece o dia primeiro de março como a
data-base de todos os servidores do estado de São Paulo, que obriga o estado a,
no mínimo, fazer a reposição das perdas inflacionárias, como já determina
também a Constituição Federal, no seu Art. 37, que diz que todos os entes
federativos, municípios, estados e a União devem fazer reposição anual, repito,
das perdas inflacionárias, não fala nem de reajuste, de aumento salarial.
E o governador
está desrespeitando tanto a Lei do Piso Estadual, a Lei nº 12.391, como o Art.
37 da Constituição Federal. Então, eu já, desde março agora, da primeira
quinzena de março, Sr. Presidente, como o governador não apresentou nenhum
índice para o conjunto dos servidores, eu já entrei com duas representações por
descumprimento da legislação, uma no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
e uma outra no Ministério Público, porque o governador está cometendo
improbidade administrativa a não respeitar a Lei do Piso, a lei estadual e o
Art. 37 da Constituição Federal.
Lembrando
ainda, Sr. Presidente, que o
estado de São Paulo tem o maior Orçamento da sua história, são mais de 382
bilhões de reais. Então, não faltam recursos. E nós acompanhamos aqui a
execução orçamentária, até porque nós votamos o Orçamento e nós acompanhamos
também com a ótica, com a lente da Lei de Responsabilidade Fiscal, porque nós
somos críticos dessa lei, porque ela é uma lei contra os servidores públicos, é
uma lei para canalizar recursos públicos para pagamento de juros da dívida
pública brasileira, para enriquecer os especuladores da dívida, os banqueiros,
é disso que se trata a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mas, enfim, o
governo usa muito a Lei de Responsabilidade Fiscal, o ajuste fiscal, para dizer
que não tem recursos para pagar um reajuste dos servidores. Olha, nós
acompanhamos aqui, no ano passado, no último quadrimestre do ano passado, 2025,
o governo só investiu 41%, basicamente, na folha de pagamento de todos os
servidores públicos.
O regime, o
limite aqui da Lei de Responsabilidade Fiscal é de 49%, o governo não poderia
passar de 49 por cento. Mas a Lei de Responsabilidade tem também o limite
prudencial, que é de 46,55, e o limite de alerta, que é um pouco menor, de
44,10 por cento.
Ou seja, o
governador Tarcísio de Freitas está muito distante de atingir o limite
prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal nessa área do investimento nos
servidores do estado de São Paulo, e também distante do limite de alerta, que é
de 44,10 por cento.
Quero dizer que
tem dinheiro para pagar, para dar um reajuste muito maior de 10%, para incluir
todos os servidores da Segurança Pública, inclusive os servidores da SAP, e dar
reajuste para todos os servidores, sobretudo para os profissionais da Educação,
que estão sendo penalizados, porque ele não deu nem o reajuste do piso nacional
do Magistério, deu agora através de decreto, com abono complementar, que é
ilegal.
A Lei nº
11.738, lei federal que estabelece a lei do piso, tem que dar com repercussão
em toda a carreira do Magistério. Então o governo dá um golpe no Magistério,
não dá data-base para o Magistério, e, com isso, ele prejudica não só os
servidores da ativa, os profissionais da Educação da ativa, mas prejudica
também os aposentados e pensionistas, que ficam sem esses reajustes. Então um
governo que continua prejudicando aposentados e pensionistas no nosso estado.
Então eu queria
colocar isso, essa contradição, e dizer ainda que o governo diz que não tem
recursos para os servidores, para dar a reposição das perdas inflacionárias,
que ninguém está falando nem de reajuste aqui, mas ele tem dinheiro para dar 80
bilhões de reais por ano em isenções fiscais para os grandes grupos econômicos,
muitos deles sonegadores da dívida estadual, estão já na dívida ativa.
É só entrar,
qualquer pessoa pode entrar no site da PGE, da Procuradoria-Geral do Estado, e
ver os grandes devedores, tem empresas que devem três bilhões, quatro bilhões,
dois bilhões de reais para os cofres estaduais, e tem muitas delas que são
isentas, têm abatimento aqui nas isenções fiscais, sobretudo no ICMS.
Nós estamos
acompanhando agora os escândalos da Secretaria da Fazenda, do governo Tarcísio.
Ninguém fala que esses casos de corrupção da Secretaria da Fazenda são da
gestão do governo Tarcísio. Toda hora tem uma denúncia de corrupção envolvendo
várias empresas. Todo mundo acompanhou o caso da Ultrafarma. E isso vem
acontecendo nessa gestão.
Então é
dinheiro da corrupção que poderia estar sendo utilizado para pagar, pelo menos,
as perdas inflacionárias dos servidores do estado de São Paulo, que estão
atendendo a população lá na ponta, nas escolas públicas, nos hospitais do SUS,
na Segurança Pública, nas penitenciárias, Sr. Presidente, na Assistência
Social.
Então nós vamos
votar a favor do projeto, logicamente, jamais votaríamos contra qualquer tipo
de projeto para os servidores, mas pedindo o apoio dos 94 deputados e deputadas
à Emenda nº 1, que é a emenda que inclui os servidores da Polícia Penal, todos,
inclusive os motoristas, no reajuste de dez por cento.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Em votação,
requerimento de método de votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que
forem favoráveis ao requerimento, permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento de método de votação.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Dr. Jorge.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Para requerer
verificação de votação.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - É regimental
o pedido de Vossa Excelência. Faremos, então, uma verificação de votação.
Sras. Deputadas e Srs. Deputados, vamos
proceder, então, à verificação de votação pelo sistema eletrônico. A partir
deste momento, estamos fazendo soar o sinal intermitente por quatro minutos,
para que as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que não se encontram em
plenário tomem conhecimento da votação que se realizará.
O
SR. ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Pela ordem,
presidente. Colocar o Republicanos em obstrução, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Altair Moraes. É regimental o pedido de V. Exa., Republicanos em
obstrução.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - Pela ordem,
presidente. Colocar a bancada da Federação PSOL REDE em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputada Dra. Paula. PSOL REDE em obstrução.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Colocar a Federação PT/PCdoB/PV em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Dr. Jorge do Carmo. Federação PT/PCdoB/PV em obstrução.
O
SR. ROGÉRIO NOGUEIRA - PSD - Pela ordem,
presidente. Colocar o PSD em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Rogério Nogueira. PSD em obstrução.
A
SRA. CLARICE GANEM - PODE - Pela ordem. Colocar o
Podemos em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputada Clarice Ganem. Podemos em obstrução, deputada.
A
SRA. CLARICE GANEM - PODE - Obrigada.
O
SR. MILTON LEITE FILHO - UNIÃO - Pela ordem,
presidente. União Brasil em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Milton Leite Filho. União Brasil em obstrução, deputado.
A
SRA. ANDRÉA WERNER - PSB - Pela ordem,
presidente. Para colocar o PSB em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputada Andréa Werner. PSB em obstrução.
Tendo transcorridos os quatro minutos,
o sistema eletrônico, então, ficará aberto para que as Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados votem “sim”, “não” ou registrem “abstenção” nos terminais
dispostos em suas mesas.
O
SR. ITAMAR BORGES - MDB - Pela ordem, Sr.
Presidente. Colocar o MDB em obstrução, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Pela ordem,
deputado Itamar Borges. MDB em obstrução.
Não havendo mais deputados interessados
em fazer os seus votos pelo sistema eletrônico, abriremos então os microfones
de aparte para que as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que não conseguiram
fazer o seu voto pelo sistema eletrônico possam fazê-lo pelos microfones de
aparte.
O
SR. ALEX MADUREIRA - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Para colocar o PL em obstrução.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - PL em
obstrução, deputado Alex.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Pela ordem, Sr.
Presidente. Apesar de nós estarmos com zero de reajuste, eu vou votar “sim”,
porque é justo para as polícias, e seria justo que nós também tivéssemos
reajuste.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Deputada
Professora Bebel vota “sim”.
O
SR. ALTAIR MORAES - REPUBLICANOS - Pela ordem,
presidente. Com muito prazer, eu voto pelo aumento dos policiais em São Paulo,
dez por cento. Parabéns ao nosso governador. Eu voto “sim”.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Deputado Altair
Moraes vota “sim”.
Lembrando as Sras. Deputadas e os Srs.
Deputados que estamos votando, por enquanto, o método de votação. Na segunda
sessão extraordinária é que nós vamos entrar na votação do projeto, daqui dez
minutos, assim que finalizar esta sessão.
*
* *
- Verificação de votação pelo sistema
eletrônico.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Não havendo
mais deputados interessados em consignar o seu voto, pergunto aos Srs.
Deputados ou às Sras. Deputadas se gostariam de alterar os seus votos. (Pausa.)
Não havendo deputados interessados em alterar o voto, passaremos à proclamação
do resultado: votaram “sim”, 68 deputados, mais este presidente, quórum de 69
votos, que aprova o método de votação.
Esgotado o objeto da presente sessão,
antes de encerrar a sessão, lembramos os Srs. Deputados e Sras. Deputadas que
daqui a dez minutos teremos a segunda sessão extraordinária. Voltaremos com as
pautas e as convocações. Daqui a dez minutos.
Está encerrada a sessão.
*
* *
- Encerra-se a sessão às 19 horas e 15
minutos.
*
* *