5 DE DEZEMBRO DE 2025

80ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO A CARLOS BOLSONARO E MARIO FRIAS

         

Presidência: PAULO MANSUR

         

RESUMO

         

1 - PAULO MANSUR

Assume a Presidência e abre a sessão às 19h27min.

         

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pela Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

         

3 - PRESIDENTE PAULO MANSUR

Informa que a Presidência efetiva convocara a presente solenidade para a "Outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Carlos Bolsonaro e Mario Frias", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos. Agradece a presença das autoridades.

         

4 - GIL DINIZ

Deputado estadual, faz pronunciamento.

         

5 - LUCAS BOVE

Deputado estadual, faz pronunciamento.

         

6 - MAJOR MECCA

Deputado estadual, faz pronunciamento.

         

7 - MARCOS POLLON

Deputado federal, faz pronunciamento.

         

8 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Faz leitura sobre o Colar de Honra ao Mérito. Lê histórico de Mario Frias, deputado federal homenageado.

         

9 - PRESIDENTE PAULO MANSUR

Agradece os presentes. Discorre sobre quando conheceu Mario Frias e de sua atuação no Ministério da Cultura, principalmente em relação à Lei Rouanet. Declara seu respeito e admiração pelo homenageado. Diz ter se tornado deputado estadual pelo apoio de Mario Frias. Esclarece que o mesmo fez muito pelo Brasil e pelo estado de São Paulo. Anuncia a exibição de vídeo em homenagem ao deputado federal. Considera a entrega deste Colar de Honra ao Mérito um momento incrível.

         

10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Mario Frias, deputado federal.

         

11 - MARIO FRIAS

Deputado federal homenageado, faz pronunciamento.

         

12 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Lê histórico de Carlos Bolsonaro, homenageado.

         

13 - PRESIDENTE PAULO MANSUR

Elogia a mãe de Carlos Bolsonaro, que disse ter contribuído para a construção do caráter do homenageado, juntamente com Jair Bolsonaro. Informa que Carlos entrou para a política com 17 anos, enfrentando o "caos" desde cedo. Elogia a atuação de Carlos nas redes sociais. Esclarece que foi desta forma, por meio de redes sociais, que a mensagem de Jair Bolsonaro se espalhou pelo Brasil e ele foi eleito presidente. Ressalta que Carlos tem papel fundamental no País, assim como todos os filhos de Jair Bolsonaro, que não pertencem a nenhum estado específico. Diz ser uma honra homenageá-lo com a entrega deste Colar. Anuncia a exibição de vídeo em homenagem a Carlos Bolsonaro. Agradece a Carlos por toda a sua atuação.

         

14 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro.

         

15 - CARLOS BOLSONARO

Vereador pelo Rio de Janeiro, faz pronunciamento.

         

16 - PRESIDENTE PAULO MANSUR

Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h19min.

         

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Paulo Mansur.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhoras, boa noite, sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta sessão solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos senhores Carlos Bolsonaro, vereador do município do Rio de Janeiro, e Mario Frias, deputado federal. (Palmas.) Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e também pelo canal da Alesp no YouTube.

Então convido agora, para que componha a Mesa Diretora, o deputado Paulo Mansur, proponente e presidente desta sessão solene. (Palmas.) Mario Frias, deputado federal e homenageado da noite. (Palmas.) Carlos Bolsonaro, vereador do município do Rio de Janeiro e também homenageado. (Palmas.) Deputado Gil Diniz. (Palmas.) Deputado Lucas Bove. (Pausa.)

Também quero registrar a presença aqui, muito mais do que especial, da mãe do vereador Carlos Bolsonaro, a dona Rogeria, que hoje está aqui com a gente. (Palmas.) Dona Rogeria, se quiser pode até subir também na mesa, não é, deputado? Deputado Paulo Mansur vai ficar aí embaixo. Deputado Major Mecca. (Palmas.) Deputado Marcos Pollon, por favor, pode subir. (Palmas.)

Agora convido a todos os presentes para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do maestro 1º Sargento Ivan Berger.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo pela execução do Hino Nacional Brasileiro. (Palmas.)

Registramos e agradecemos a presença das seguintes autoridades, personalidades e representantes de instituições: Gil Diniz, deputado estadual; Lucas Bove, também deputado estadual; Major Mecca, deputado estadual; dona Rogeria Bolsonaro, mãe do homenageado, Carlos Bolsonaro; Virgílio Carvalho, representando o secretário de Estado de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena; Roberto França, vereador de Votorantim; Elaine Nogueira, vereadora de Cunha; Eduardo Borgo, vereador de Bauru; Costa Junior, vereador da cidade de Limeira; Nina Braga, vereadora da cidade de São Bernardo do Campo; Tedeschi, vereador de São José do Rio Preto; Kleber Ribeiro, vereador da cidade de Guarulhos; Vitor Leonardo, vereador de Santo André; Takeo Ikeda, vereador de Atibaia; Thomaz Henrique, vereador de São José dos Campos; Renan Paes, vereador da cidade de Piracicaba; Sonaira Fernandes, vereadora de São Paulo; Osanam, vice-prefeito de Presidente Prudente; Douglas Garcia, para sempre deputado; Bruno Henrique, vereador de Caçapava; e Jairo Ribeiro Passos, vereador também da cidade de Valinhos.

Agora passo a palavra ao deputado Paulo Mansur, para que proceda à abertura desta sessão solene.

 

O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Iniciamos os nossos trabalhos, nos termos regimentais. Senhores, esta sessão solene foi convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do Prado, atendendo à minha solicitação, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo a duas personalidades políticas: Carlos Bolsonaro, vereador do município do Rio de Janeiro, e Mario Frias, deputado federal.

Quero agradecer a presença do deputado Gil Diniz; deputado Lucas Bove; do Pollon, deputado federal; Major Mecca, deputado estadual também aqui desta Casa; e agradecer a presença de todos os vereadores e prefeitos aqui presentes; da dona Rogeria; da minha esposa Francis, que está aí com o meu filhão Joaquim; e de todos os patriotas que tomaram a iniciativa de virem aqui dar um abraço no Carlos Bolsonaro neste momento tão difícil que ele passa, com o pai dele preso, e também com o nosso irmão Mario Frias, que tem toda essa caminhada. Nossa, que defende o Bolsonaro como ninguém! E espero que essa noite seja inesquecível, a gente preparou muita coisa para vocês. Tenho certeza de que vai ser muito legal. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos o deputado Paulo Mansur. Neste momento, vamos ouvir os deputados aqui presentes. Então, gostaria de chamar à palavra Gil Diniz.

 

O SR. GIL DINIZ - PL - Cumprimentar todos os presentes aqui, meu boa noite, cumprimentar o deputado Paulo Mansur, proponente desta honraria ao vereador Carlos Bolsonaro, futuro senador do estado de Santa Catarina, que é um amigo e irmão nosso. (Palmas.) Assim como o deputado Mario Frias, que também é um representante, não só um representante de São Paulo, mas um amigo que a vida nos deu.

Lembro, Mario, de você aqui na Assembleia Legislativa junto com o Bruno Jesus, com o Felipe Carmona, você dizendo a mim: “Gil, quero ajudar a mudar o Brasil. Eu sou um soldado do Bolsonaro”. E dizendo que o teu sonho, naquele momento, era contribuir sendo vereador do Rio de Janeiro. Mas, meu irmão, eu tenho certeza de que Deus tem muitos planos na tua vida, planos grandiosos que vão ser realizados.

Então parabéns aos dois que são homenageados hoje, aqui. Cumprimentar o Lucas Bove, deputado estadual, um grande amigo também, guerreiro nesta Assembleia. Deputado Major Mecca, defensor das nossas polícias, aqui, outro que sempre que pode vem aqui à tribuna e defende o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro.

Pollon, estivemos juntos, Mario, com Pollon, lá em Taiwan. Atravessamos o mundo para falar, Carlos, sobre o nosso presidente Bolsonaro e todas as conquistas que ele trouxe para o nosso povo brasileiro.

Eu fico muito feliz de ver esta Mesa e ver todas as autoridades aqui. Eu quero cumprimentar prefeitos, ex-prefeitos e vereadores, em nome da vereadora de São Paulo, Sonaira Fernandes, uma grande amiga. Junto com ela, Carlos, nós fomos assessores parlamentares do gabinete de Eduardo Bolsonaro, um exilado político que merece todo o nosso apoio e respeito neste momento. (Palmas.)

E eu digo que a bênção na tua família, Carlos, é tão grande, é tão grande, dona Rogeria, essa bênção, que transborda para nós, aqui. Para um simples carteiro de periferia, que viu essa história ser escrita e está aqui hoje homenageando, junto ao Paulo Mansur, grandes amigos.

Carlos, eu te agradeço por tudo o que você fez pelo Brasil, por cada um de nós, pela minha família, pelos meus filhos, pelos meus pais, por todos aqui que, de certa maneira, tiveram a amizade do presidente Bolsonaro, todos aqui que tiveram a imagem do presidente Bolsonaro em suas campanhas ou não, por todos esses que amam o presidente Bolsonaro e amam a liberdade que ele sempre pregou e continua pregando, mesmo neste momento difícil, Renan Paes, vereador em Piracicaba.

Então eu fico muito feliz, muito honrado, meu irmão, de te ver aqui. Eu tive a oportunidade de estar nas ruas do Rio de Janeiro em 2016, panfletando lado a lado contigo e tendo aulas de política aqui. E quando dizem aqui para mim: “Você é um vassalo do presidente Bolsonaro”, eu digo: isso não é uma crítica, dona Rogeria. Isso é um elogio.

Talvez desconheçam o termo, é até um termo histórico, a lealdade que os senhores tinham a esses homens que juravam lealdade, fidelidade, Mario. A lealdade que homens, grandes ou pequenos, tinham àqueles que, com as suas mãos generosas, os ajudaram. Eu fico muito feliz porque eu, sim, fui ajudado pelas mãos generosas do Carlos Bolsonaro, de todos os deputados aqui, do Mario Frias, da dona Rogeria que, em 2018, lá em Pirituba, Sol, conosco, ali, selava cartas, ia aos correios, atendia o telefone.

Imaginem, senhoras e senhores, a dona Rogeria Bolsonaro trabalhando diuturnamente em uma campanha para um carteiro de periferia se sair vitorioso. E hoje representar o povo do estado de São Paulo nesta tribuna. É uma alegria que não cabe no peito, mesmo neste momento difícil.

Então levemos a esperança que o presidente Bolsonaro sempre pregou, Caio Vianna, por mais difícil que seja ver esses presos políticos e, graças ao teu auxílio, nós temos visitado esses presos e essas presas nos presídios aqui em São Paulo. Nós sabemos que essa noite escura vai passar e grandes coisas... Nós temos ainda a nossa nação, graças a grandes homens como Mario Frias e Carlos Bolsonaro.

Muito obrigado e parabéns por esta honraria. Deus abençoe vocês. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Queria registrar, também, aqui, a presença do Tenente Nascimento, sempre deputado, e de Fernando Holiday, ex-vereador de São Paulo. E agora, com a palavra, deputado Lucas Bove.

 

O SR. LUCAS BOVE - PL - Boa noite. Boa noite. Primeiramente, para a tristeza da esquerda, eu queria dizer que vai ter Bolsonaro na urna em 2026, sim. (Palmas.) É Bolsonaro 2026, quer queiram, quer não. Porque podem tentar assassinar um homem, como estão tentando, podem tentar calar um homem, mas jamais vão calar tudo aquilo que ele plantou em cada um de nós.

A direita brasileira hoje só existe graças a Jair Messias Bolsonaro. E nós temos aqui a oportunidade, hoje, de homenagear duas grandes semeaduras que o presidente Bolsonaro plantou neste país e nos deu de presente. Uma delas, Carlos Bolsonaro, por óbvio, seu filho.

Uma pessoa que... Eu vou falar do Carlos daqui a pouco. E o Mario, da mesma forma, também, um guerreiro, um batalhador, revelado pelo presidente Bolsonaro, tirou o Mario lá da Globo e trouxe para o nosso time. Então o Mario é uma figura que, sem dúvida nenhuma, assim como todos nós, deve muito ao presidente Bolsonaro e honra essa confiança.

Eu queria só iniciar, antes, cumprimentando o deputado Paulo Mansur. Parabéns, Paulo. Não podia vir em um momento melhor, em um momento tão importante para o povo brasileiro.

E nós estarmos aqui na maior Casa de Leis, no maior Parlamento da América Latina após o Congresso Nacional, homenageando a família Bolsonaro, homenageando o secretário especial de Cultura da gestão Bolsonaro, que revolucionou e que deu voz àqueles que realmente produzem cultura no Brasil, é motivo de muito orgulho, Paulo, tenha certeza, para a grande maioria da população paulista. Então o senhor hoje, aqui, faz uma homenagem em nome da grande maioria do povo paulista. Meus parabéns.

Cumprimento, também, o meu amigo Gil Diniz, o meu amigo Major Mecca, Pollon, grande amigo. Eu não fui para Taiwan, mas nós fomos à posse do Milei juntos, junto com o nosso presidente Bolsonaro. Momentos muito especiais. Pollon é um grande defensor do nosso agro, também. Não vou citar todos os vereadores, temos muitos amigos aqui, hoje.

Mas então cumprimento a dona Rogeria Bolsonaro, que já foi vereadora, e que é, além de tudo, mãe desses três meninos de ouro, e criou-os muito bem. Parabéns, dona Rogeria. Em seu nome, cumprimento a todos os vereadores. Cumprimento aqui o Diego, chefe de gabinete do Mario Frias, em nome de quem cumprimento a todas as assessorias e a nossa brava Polícia Militar, que nos brindou aqui com a camerata, mas que também garante a nossa segurança.

Faltam duas pessoas aqui hoje. É dia de festa, é dia de alegria, mas vocês podem ver nos olhos do Carlos que talvez ele não esteja tão feliz quanto ele poderia estar. Basta olhar para o Carlos Bolsonaro e dizer, honestamente, se vocês acham que ele está bem, que ele está feliz, que ele está à vontade aqui hoje, que ele está realmente comemorando a maior honraria do maior colégio eleitoral do País.

Basta pensar se o vereador, que faz um excelente trabalho, ao contrário do que dizem, abriu as votações da Câmara através de lei, proibiu votações secretas, proibiu a venda do “kit gay”, a distribuição do “kit gay” no Rio de Janeiro, dentre tantas outras ações, ele está indo para o Senado para quê? Para ter foro privilegiado, vocês acham? Mais um que, como seu pai, está se colocando na linha de frente, dando a sua cara a tapa, de peito aberto, sem colete, sem nada, porque nós não temos condição nenhuma de nos proteger neste país hoje, pelo Brasil.

Ele podia ter ido embora, ele podia estar em outro lugar. Ele está aqui, mas tem duas cadeiras faltando. Eduardo Bolsonaro, um exilado político, que é proibido hoje de estar entre os seus eleitores, de estar entre as pessoas que o amam, entre a sua família. Quem não viu o vídeo do Jair Henrique falando que está com saudade do tio Carluxo, que está com saudade do vovô Jair? Quem não se emociona e não se toca com aquilo já morreu faz tempo.

É uma vergonha o que está acontecendo nesse país. E a outra cadeira vazia, sem sombra de dúvidas, é do único, o único líder da direita no Brasil, Jair Messias Bolsonaro. (Palmas.) Sem o presidente Bolsonaro aqui hoje, tal qual sem o presidente Bolsonaro ao nosso lado, nas campanhas, no dia a dia, ao telefone, nada tem a mesma graça, nada tem o mesmo significado, nada tem o mesmo valor.

Mansur, não estou tirando o brilho da sua festa hoje, não, é maravilhoso o que você está fazendo, mas falta, e a gente está sentindo falta dessas pessoas aqui. Da mesma forma que estamos sentindo falta desta galeria cheia, porque tem um monte de bolsonarista que estava querendo entrar, o Mansur tinha uma lista de convidados que estava sobrando, não tinha lugar aqui para colocar.

Ele estava organizando telões em outros plenários para as pessoas assistirem, mas a turma da democracia não quer que a gente, democraticamente, entregue aqui o Colar de Honra ao Mérito Legislativo para essas duas figuras tão importantes, quer queiram, quer não, concordem ou discordem no cenário político brasileiro.

O presidente Bolsonaro é um abençoado, por isso eu creio que essa luta ainda não acabou, que tudo isso pelo que ele está passando tem um motivo, tem uma razão, e ele em breve - mais em breve do que todos nós imaginamos, porque a gente põe o pé, Deus coloca o chão -, Jair Bolsonaro estará aqui conosco novamente. Então, meus amigos, vamos à luta, força.

Nós temos aqui dois exemplos de pessoas que estão sendo homenageadas hoje, não porque foi secretário, não porque é filho do presidente, é vereador, porque são, acima de tudo, seres humanos que se preocupam realmente com o Brasil. Essa Assembleia Legislativa, através do mandato do deputado Paulo Mansur, homenageia hoje dois brasileiros da melhor qualidade. Quem fala mal do Carluxo não tem noção nenhuma do que está falando.

Eu ia falar um palavrão aqui, acho que o presidente Bolsonaro me ouviu falando dele aqui de alguma forma e mandou uma energia, mas eu vou me controlar. Não tem uma ideia do que está falando. Falei para a dona Rogeria, se eu pudesse descrever o Carlos em uma palavra, eu o descreveria como uma pessoa doce. O Carlos é doce, é carinhoso, é humilde, é filho do homem mais poderoso que eu já conheci e é de uma humildade, de um trato ímpar.

Vocês precisavam ver como ele cumprimentou a moça do café aqui, que veio trazer o café para a gente. Só faltou ele levantar, dar um abraço nela. Tem muito deputado aqui que diz que é da turma do amor, que nem olha na cara dos servidores aqui, que passa reto.

O Mario, um guerreiro, um batalhador, um amigo, um conselheiro, perfil diferente do Carlos, são perfis diferentes, porque nós somos, sim, democráticos e temos gente, “pau para toda obra”, para tudo que a gente precisar. O Mario é um grande conselheiro, um cara que me falou coisas que eu não via e que ninguém estava vendo ainda e ele já estava enxergando lá na frente. Ele tem essa carinha, mas ele está com 52, Mario? Mais de 50... 54, meus amigos sopraram aqui.

Então, apesar da carinha de menino, é muito experiente, é muito conhecedor do tema sobre o qual ele trata e, principalmente, muito conhecedor, tal qual o Carlos Bolsonaro, daquilo que o Brasil precisa. O futuro é nosso, esses homens vão liderar a nossa Nação, sem dúvida nenhuma, e vão honrar o legado do presidente Bolsonaro, que, como eu disse, em breve estará ao nosso lado novamente.

Parabéns, Carlos Bolsonaro; parabéns, Mario Frias; parabéns, Paulo Mansur, pela homenagem. Viva Jair Bolsonaro, viva Carlos Bolsonaro, viva Mario Frias e viva o Brasil. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero registrar também aqui a presença do Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, e do Benê Lima, vereador da cidade de Campinas.

Eu passo a palavra agora para o deputado estadual Major Mecca.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - Boa noite a todos. Vamos ver se nós estamos em uma boa sinergia. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Nós precisaremos, os brasileiros de bem, de muita força, de muita força, de fé em Deus e de muita união para essa batalha que nós estamos atravessando.

Deputado Paulo Mansur, parabéns por ser o proponente dessa oportunidade. Oportunidade de nós agradecermos ao Carlos Bolsonaro e ao Mario Frias pelo trabalho e pela luta pelo povo brasileiro.

Todos nós, há 40, 50 anos, quando os comunistas assumiram este país, chamando de redemocratização, uniram bandidos, corruptos e assumiram este país. E a primeira medida adotada foi o aparelhamento de todos os órgãos e instituições desta nação, principalmente Educação, Saúde, Segurança. E hoje nós testemunhamos um país caótico, um país governado por corruptos, por bandidos e os cidadãos de bem à míngua.

Por volta de 2015, 2016, surgiu um homem chamado Jair Messias Bolsonaro, que se levantou e chamou atenção, pela sua atitude, pelas suas palavras, pelo seu posicionamento, de todos nós, cidadãos de bem, homens e mulheres tementes a Deus, que lutam e trabalham pelas suas famílias e que tínhamos como rotina acordar cedo, ir para o trabalho e, de forma, de maneira extremamente suada, ganhar o pão de cada dia.

E quando nos perguntavam, Carlos, sobre política, o que nós respondíamos? Política só tem bandido, não quero nem falar disso, quero distância. E assim, o Brasil seguiu por décadas, com todos nós - homens e mulheres de bem - afastados da política, porque assistíamos os bandidos tomarem conta e se apossar do nosso país, da nossa nação.

E Jair Bolsonaro nos acordou e nos conduziu para uma batalha. Nós sabíamos que não seria fácil, Mario Frias. Hoje, o líder desses homens e dessas mulheres tementes a Deus, que respeitam a vida, que têm caráter, que têm honra, dignidade e, através dos seus gestos e das suas atitudes, respeitam o próximo.

Nós iniciamos uma batalha e hoje, o nosso líder, o maior perseguido político deste país, encontra-se preso. Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e inúmeros outros, Carla Zambelli, encontram-se exilados, fora da sua terra e mesmo assim, lutando pelo povo brasileiro.

E cabe a todos nós, em todos os momentos e oportunidades que tivermos para estarmos reunidos, como estamos aqui agora, para homenagear Carlos Bolsonaro e Mario Frias pelos grandes soldados que são do povo de bem desta nação.

Nós precisamos estar unidos, seja qual for a oportunidade. Se aqui, Lucas, se aqui, Gil, conseguiram fazer lá fora com que patriotas não ingressassem nesse evento, as redes sociais, o celular de cada um aqui é uma ferramenta para mostrar que nós estamos unidos, que nós estamos juntos, que nós honramos homens que lutam pelo País, como Carlos Bolsonaro e Mario Frias, homenageados esta noite.

Que Cristo, nosso Senhor, ilumine o caminho de todos vocês, da sua família, Carlos Bolsonaro, da sua família, dona Rogeria, do nosso presidente Jair Bolsonaro, da sua família, Mario Frias. Que a luz do Senhor os proteja e os fortaleça. Que a luz de Cristo, nosso Senhor, nos fortaleça para a batalha que travaremos, que já estamos travando, mas será muito mais intensa em 2026.

Que Cristo, general dos generais, ilumine o nosso general Jair Messias Bolsonaro. Parabéns, que Deus os ilumine. Contem sempre com esses soldados que aqui estão para qualquer que for a batalha. E seja qual for a batalha, Cristo está conosco e nós seremos vencedores. Amém. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero registrar aqui também a presença de Lucas Amaral, vereador da cidade de Sete Barras. E agora convido para tomar a palavra o deputado federal Marcos Pollon.

 

O SR. MARCOS POLLON - Boa noite a todos. Com muita alegria, a gente se reúne entre amigos, então quero começar agradecendo ao Paulo Mansur, porque com essas agendas loucas que a gente tem é só assim para a gente poder se ver e encontrar pessoas que a gente ama tanto.

Muito obrigado - depois do Paulo Mansur, que trouxe essa oportunidade -, muito obrigado, dona Rogeria. A senhora não só trouxe para o mundo, mas a senhora educou homens que nós aprendemos a admirar, homens de coragem. São pouquíssimas pessoas vivas sobre essa Terra que eu me coloco à frente de um disparo de forma literal - eu sou difícil com questões figuradas, então eu costumo manifestar de forma literal.

São duas pessoas, um é seu filho Eduardo, que eu amo como irmão, e o outro é o Carlos. Eu admiro muito ambos por questões diferentes. O Eduardo é um dos sujeitos mais corajosos que eu conheci, e olha que eu sou conhecido na minha terra por ter mais coragem que juízo. E tem uma generosidade com os dele e com os que... uma paciência com os que não o são, que é raro, digno, exclusivo dos que se restaram homens em um mundo que só tem “marica” e mentiroso.

De outro lado, obrigado pelo Carlos também, que como foi falado aqui, cara, todo mundo acha que você é o pitbull do Bolsonaro e você é um dos caras mais gente boa que eu conheci, cara, você é puro coração, velho, você é puro coração. Você olha para dentro da gente, você vê a alma da gente, cara.

A gente, quando te dá um abraço, a gente sente a verdade nesse abraço, mas eu preciso agradecer a senhora, dona Rogeria, porque não é só o teu filho, não. A mãe que dá esses traços. A mãe que educa. E a senhora imprimiu nesses dois meninos - eu falo dos dois, que são os que tenho mais contato - traços de caráter que hoje em dia não se veem mais no que restou dos homens.

Então, muito obrigado pela oportunidade de a gente poder ter orgulho e seguir esses dois, porque homem, ele se agrupa em grupos... E quando falo “homem” é o homem, homem mesmo, porque ele gosta de seguir quem ele admira. Com seu filho Eduardo eu vou até o fim e volto, porque sei que ele pode estar só com o cabo da adaga, ele vai estar peleando do nosso lado. E com você também, cara, porque você é de verdade, igual a poucos que eu conheço.

Preciso cumprimentar também o Gil, que é da mesma madeira, o Bove, que está aqui, o Mecca, o Marião. O Mario, se fosse “blueseiro”, iria chamar Mario “Cachorro Louco” Frias, que tem fama de bravo e tal. É outro que é puro coração também. Esse cara... Te amo, viu, gordão, só que de um jeito hétero, tá? Eu me sinto muito honrado em ombrear com você e nem nos piores dias, nem nas maiores pressões, você nunca abriu um milímetro.

Você é outro cara também que se eu tivesse que chamar para ombrear comigo em uma boca quente... “Vamos cair em um lugar com pouca munição e cercado.” Você é um cara que eu levaria. A gente iria rir muito disso e se encontrar do outro lado. São poucos que a gente pode dizer que são assim, mas são esses poucos que mudam a história. Três homens de verdade mudam a história de uma nação. A gente tem um punhado. Está fácil. Obrigado, Mario, por ser esse cara que você é.

Queria registrar a presença dos vereadores, na pessoa da Tatiane Costa, porque vocês estão fazendo a base. Como o professor Olavo ensinou, nós temos que fazer a base, trabalho de formiguinha. Sonaira também. Vai demorar, mas o tempo vai passar de todo jeito, então vamos fazer ele passar trabalhando.

E agradecer ao Carlos. Cara, você é um dos caras mais humildes que tive a oportunidade de conhecer na minha vida. Você foi peça decisiva na salvação do Brasil. Você cunhou nos nossos corações a esperança em 2018. E você tinha tudo para bater na mesa e falar: “Não, eu vou ser isso, eu vou ser aquilo, eu vou ser aquilo outro.” Cara, você ficou lá na sua.

De todos os seus irmãos, o mais difícil de ter contato é você, porque você é muito reservado, você é um cara de boa demais e você nunca subiu no pedestal. Todas as vezes em que te encontrei, o mesmo cara, o cara de boa, um cara introspectivo, um cara humilde, sossegado. Mesmo quando estão te atacando, os cães que outrora lamberam a mão que os alimentou e vêm agora morder os nossos pés, você sequer fala “passa, vira-lata”. Você olha com generosidade.

Bicho, eu vou segurar, porque estou emocionado, mas a vontade era falar um baita de um palavrão. Eu queria ter metade da paciência que você tem, porque ver aqueles vermes, vira-latas, que lambiam os vãos dos dedos, implorando por uma foto, agora mordendo os pés e as mãos daqueles que os alimentaram, me dá nojo, porque gratidão, meu irmão, é dívida que não prescreve. (Palmas.)

Se eu entrei na política partidária, foi inspirado no trabalho do seu pai e do seu irmão, senão eu não entraria. O Frias sabe da história. Não entraria. Eu era um dos que acreditavam que política era coisa para vagabundo e para bandido. Dona Rogeria, o Bolsonaro me fez sonhar e acreditar que gente honesta pode fazer política e a porcaria que está hoje é porque os honestos se omitiram, mas nós não vamos nos omitir.

Nós vamos para cima, cara, e você é alguém que está apto a capitanear isso. Você e seus irmãos. O Eduardo é um cara que abriu mão de tudo pelo nosso país, assim como poucos têm coragem de ter esse grau de abnegação, e você é um cara que tem essa coragem. Você é um cara que tem essa coragem.

Meus amigos, eu vejo muita gente falando que a noite é escura, que está difícil, que está complicado. Gente, Bolsonaro vai sair dessa. Nós vamos sair por cima por uma questão muito simples: aqueles vira-latas que estão gritando lá fora são movidos por Satanás, são demoníacos, são servos do demônio. Nós servimos ao único que venceu a morte, morreu e ressuscitou, meu amigo.

E como eu falei para você aquele dia: a unção de Deus não prescreve. Em 1 João 2:27, ele fala que Deus não erra na unção. E vocês foram ungidos. E a nós o que resta? Lembrar de 1 Pedro, capítulo 3, versículo 15, que fala “estai sempre prontos para responder a qualquer um que lhes perguntar qual a razão da vossa fé”.

Pois eu creio no Deus do impossível. Eu creio no Deus que venceu a morte. Eu creio que pode entrar um dentro do outro dessa corja de comunista imundo. Eu não vou desistir do meu país. Vocês não vão desistir do nosso país, porque Deus só nos pede uma coisa: coragem. Coragem. E aqui sobra coragem. Vamos dar a volta por cima e pegar o que é nosso. O Brasil é nosso. Bolsonaro Livre. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras das autoridades.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Foi criado em 2015 e é concedido a pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico de nosso estado, como forma de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem.

Neste momento, daremos início à outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao deputado federal Mario Frias.

Mario Luiz Frias, nascido em 9 de outubro de 1971, em São Paulo, é ator, apresentador, diretor e político brasileiro. Ficou nacionalmente conhecido nos anos 2000 por protagonizar novelas juvenis, como “Malhação”, além de atuar diversas produções na TV, teatro e cinema.

Em 2020, foi nomeado secretário especial de Cultura do governo federal, função que ocupou até 2022, período marcado por forte atuação em pautas de conservadorismo cultural e defesa de políticas alinhadas ao governo Bolsonaro.

Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo, iniciando sua atuação parlamentar com foco em temas como Cultura, liberdade de expressão, Segurança Pública e políticas educacionais. Frias também é conhecido pela intensa presença em redes sociais e pelo seu posicionamento firme em debates políticos.

Antes de darmos continuidade, passo a palavra ao deputado Paulo Mansur, para uma saudação.

 

O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Boa noite a todos, hoje a Alesp está maravilhosa, só patriota, estou vendo vereadores aqui de diversas regiões. Nossa vereadora de São Paulo, Pavanato também.

A gente tem Benê Lima, nós temos Marcelo Cruz, de Praia Grande, tantas pessoas. A gente está aqui com Gil Diniz, meu parceiro, que a gente acabou de voltar agora de uma ida para ficar com o Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ficamos lá uma semana com ele.

Também quero cumprimentar a Rogeria, que é a precursora realmente desses três filhos maravilhosos que espelham a política em todos que estão aqui, que é o Flávio, o Carlos e o Eduardo. E primeiro eu vou começar com o Mario, falar do Mario Frias. A vontade minha é de entregar o colar de honra ao mérito para ele.

Eu comecei a minha história com ele, em 2022. A gente se conheceu através do Eduardo Bolsonaro, e a gente se identificou naquele primeiro momento, foi muito legal, as mesmas pautas, eu já conhecia ele através do Ministério da Cultura, que eu via muitas atitudes dele. A gente sabe que ele pegou o ministério com uma Lei Rouanet que distribuía milhões para artistas que ganham milhões, como Ivete Sangalo, Gilberto Gil, entre outros artistas que já são milionários.

E quando ele pegou o ministério, e foi uma escolha técnica do presidente Bolsonaro, porque o Mario Frias já vem da Cultura, Sonaira Fernandes, com esse ministério técnico vindo do Mario Frias, ele implementou a lei Rouanet para os artistas que estão começando, para os artistas que não têm palco, para os artistas que não aparecem nas mídias. Aí, sim, ele quis implementar a Lei Rouanet, não dar milhões para quem já recebe milhões. Então ele acabou com essa mamata do dinheiro público.

Só que eu falo que, dentre os ministérios, o mais atacado é o da Cultura, porque quando ele ataca um artista, esse artista também tem uma rede social forte, esse artista é ligado à mídia, e ele segurou firme. O Mario Frias segurou firme, e ele acabou se tornando um deputado federal pelo estado de São Paulo, com pedido não só do Jair Bolsonaro, não só do Carlos Bolsonaro, mas também do Eduardo Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, que foi o deputado federal mais votado da história do País, pediu o voto para o Mario Frias, e ele sabia que, nessa missão de pedir voto para outros deputados, ele faria uma bancada maior, que até hoje é importante para a gente votar contra esse desgoverno que só aumenta imposto.

E o Mario Frias tem a Cultura dentro do DNA dele. Ele acabou escrevendo uma música para o presidente Bolsonaro, porque ele fala que em momentos tristes ele gosta de escrever. Ou seja, é um artista, está dentro do DNA dele. Ele acabou virando um político, por opção do presidente Bolsonaro, que acabou escolhendo.

E não só isso, agora ele está produzindo um filme para o presidente Bolsonaro, que eu tenho certeza de que vai ser o maior sucesso, porque tudo que o Mario Frias coloca a mão vira sucesso. Ele tem o meu respeito, tem a minha admiração, e eu falo com todas as letras, se não fosse o Mario Frias, eu não estaria eleito deputado estadual. Então, eu quero te agradecer, Mario, porque se não fosse você cruzar o meu caminho, eu não estaria aqui legislando.

Então, eu fico feliz em poder dar esse Colar de Honra ao Mérito para uma pessoa que fez tanto pelo Brasil, tanto pelo estado de São Paulo, e que tem uma família maravilhosa, a Juliana, seus filhos. Pena que a Ju não está aqui. Ela caminhou com a gente os 60 dias de campanha, a Juliana, não deixava ele sozinho um minuto.

E eu caminhei junto, porque a gente andava muito junto, eu, a Juliana e o Mario. Então, virou um irmão. De um amigo, virou um irmão. Uma pessoa que a gente conversa. E antes de acabar esse meu discurso, eu quero pôr um vídeo de uma homenagem para o Mario Frias, que muitas pessoas que gostam de você, Mario, falaram nesse vídeo. Vamos colocar.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Mario, meu respeito, minha admiração por você, minha honra por você, meu irmão. Para mim, é um momento incrível eu poder te dar essa homenagem, o Colar de Honra ao Mérito, a maior honraria do estado de São Paulo, para um deputado hoje federal, mas que fez tanto pelo Brasil na área da Cultura, junto com o nosso presidente Bolsonaro.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora para vir à frente os membros da Mesa Diretora, juntamente com o homenageado para a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao deputado federal Mario Frias.

 

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- É entregue a homenagem.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu passo a palavra agora ao homenageado da noite, o deputado Mario Frias. (Palmas.)

 

O SR. MARIO FRIAS - Gente, boa noite. Sou o cara da “Malhação”, mas não fiz o teste do sofá, está bem? Essa é de uma outra geração. (Palmas.) Essa é a geração do Frias, não do Frota. A minha medalha está intacta. Sei que deveria ser um momento de felicidade, mas é bastante difícil que a gente esteja completamente feliz aqui.

Acho que a maioria que está aqui tem o mesmo sentimento que eu. É engraçado, porque eu fico me lembrando dos momentos, não é? Desde quando eu dei uma entrevista na televisão, durante a pandemia, e vários atores da minha querida classe batiam à vontade.

O único presidente que eu elegi com convicção na minha vida, não é? Nunca votei em nenhum partido de esquerda, não tenho essa doença. Mas de fato, o único voto convicto durante toda a minha vida, que é quase longa, não é? Só de profissão são 30 anos.

Então, tudo começou ali. O Flávio me ligou, falou: “Poxa, meu pai quer conhecer você”. Eu falei: “Oh, senador, quer me conhecer, que honra”. Porque eu, num debate na CNN, se não me engano, eu debati com um ator e eu falei ali abertamente as convicções que eu tinha sobre o presidente Bolsonaro e o orgulho que eu tinha pela primeira vez de ter um presidente como ele.

Foram muitos momentos divertidos, porque o presidente é absolutamente espontâneo e irreverente. Lembro-me em um jantar, acho que essa eu não posso contar, mas eu me lembro de uma outra. Essa acho que eu também não posso contar. Ele sempre fazia essa brincadeira: “Ficou 20 anos na Globo e não fez o teste do sofá?”. Ele afirmava para todo mundo que eu estava mentindo, não é? Uma vez no Itamaraty, outra vez no Oriente Médio, enfim.

Foram tantas as vezes que ele se divertia com essa piada que, de fato, mostra muito quem ele é, sabe? Lições muito importantes como eu não me importo com a eleição, eu me importo com o meu mandato, fazer o que eu tenho que fazer e o povo vai decidir se eu mereço ou não continuar no cargo que eu estou. Lições mais duras.

Como ter sido traído diversas vezes, acho que todo mundo aqui sabe. E muitas vezes eu sou cobrado, porque eu divido a direita. Sou bastante cobrado por dividir a direita, mas eu... Mas eu, de fato, estou cagando profundamente para tudo isso, porque não existia direita no Brasil. Não existia direita no Brasil.

Então, se existe uma direita hoje é porque a gente teve um homem corajoso, que falou sozinho durante muitos anos, e, mais do que tudo, sem discursos bonitos, polidos e afiados. Quer dizer, afiados, sim, mas... Fato que, nos exemplos, o presidente, por diversas vezes, teve que tomar decisões difíceis em relação à Cultura, principalmente, porque a gente estava muito exposto, a economia ali, a grana rola solta, e a gente sabe que está acontecendo novamente, infelizmente.

E a gente sempre conversava, como ele mesmo disse: “Papo reto. E aí, Frias, o que a gente vai fazer?” Eu falava: “Presidente, tem essa e essa aqui, o que o senhor quer?” “Eu quero a mais difícil”. E não era fácil, mas a liderança dele foi sempre inspiradora.

Falar sobre a família dele é bem fácil para mim, porque me identifico com os meninos, me identifico com a Rogeria, como me identifico com a minha mãezinha, que apareceu ali. A semente foi colocada de maneira muito assertiva e a criação dura, à base do chinelo, não é, Rogeria? Pode falar a verdade, que cantava, não é? Cantava, esses três. Enfim, essa também não posso contar, mas tudo bem.

Mas o exemplo que fica do presidente é isso, de um homem de falas simples, muitas vezes rude, muitas vezes mal interpretadas... Eu não ouvi barbaridade somente da esquerda, não. Ouvi de muita gente, muita gente que está aí pleiteando cargo, sonhando com cargo, falando muita bobagem. Gente que muda de lado, como quem muda de roupa, como quem troca de celular, muito ruim.

Mas o que fica é o exemplo, é o exemplo de um homem de caráter, que tem a admiração de quem trabalha com ele, que lidera pelo exemplo e que levou o nosso Brasil a ter uma chance, ainda uma chance, de se tornar um país que a gente tem orgulho. Não é bom. Não é bom vê-lo preso, não é bom para o Carluxo, não é bom para o Flávio, não é bom para o Duda, que está lá fora se sacrificando. E vi muita gente descendo do barco, mas o cachorrinho que mora em mim vai morder uma hora. Vamos esperar a ordem chegar.

Então vamos segurar firme, porque é o que ele faria, vamos manter o bom humor, não é, o cara da Malhação, mas não do teste do sofá. E, Carluxo, te agradeço - a gente não precisa falar muito para entender - muito. Paulinho, obrigada. Gil, Lucas, Pollon, Major, saúdo a todas as autoridades aqui, não é, somos todos autoridades. Eu costumo dizer que eu não sou deputado, eu estou deputado. Eu não sou ator, eu estou ator. Acima de tudo existe uma pessoa, uma família.

E o que o Jair Bolsonaro fez por mim foi dar voz a tudo aquilo em que eu acreditava que era certo, mas que eu fui convencido, durante muitos anos, que não era tão certo. Como eles gostam de relativizar o que é certo e o que é errado, não é? Pra que o meio termo passe a se tornar uma verdade, não é? Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Mas não pra nós, porque o discurso não é decorado, o discurso vem do coração, como vem de Jair Bolsonaro.

Então, Paulinho, muito obrigado por esta honraria. Significa muito mais pra mim do que você imagina. E hoje a gente tem uma notícia, sim, muito bacana, muito boa, que é a indicação, do presidente Bolsonaro, do Flávio Bolsonaro para concorrer a presidente do Brasil. (Palmas.) Essa notícia, sim, é muito importante. E o recadinho é o seguinte: união, sim. União, sim. Vamos pedir união, desde que seja em torno de Jair Bolsonaro. (Palmas.)

Obrigado.

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, deputado Mario Frias, pelas palavras.

Daremos agora início à outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao vereador Carlos Bolsonaro. (Palmas.) Carlos Bolsonaro, nascido em 7 de dezembro de 1982, é o segundo filho de Jair Bolsonaro. Foi eleito vereador no Rio aos 17 anos, tornando-se o mais jovem da história do Brasil.

Formado em Ciências Aeronáuticas, cumpre seu sétimo mandato, e foi o vereador mais votado de 2016. Ganhou destaque por comandar o marketing digital das campanhas do pai desde 2010, licenciando-se em 2018 para atuar integralmente na campanha presidencial. Defende pautas como redução da maioridade penal e o projeto “Escola Sem Partido”.

Passo a palavra agora para o deputado Paulo Mansur, para que proceda à sua saudação.

 

O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Olha, que honra poder falar do Carlos. Primeiro, cumprimentar a Rogeria, mãe dele, que está aqui, e que construiu, junto com Jair Bolsonaro, o caráter de Carlos, Eduardo e Flávio. O Carlos, ele... Falando em família, não é?

Eu, Carlos, comecei a trabalhar com 14 anos de idade, nas empresas da minha família. Meu avô começou com oito, meu pai com 12, e meu avô, quando veio para cá, para o Brasil, não tinha nada. Acabou sendo locutor de rádio, depois ele virou dono de rádio, e aí as nossas empresas expandiram.

Mas eu comecei a trabalhar cedo porque meu pai quis que eu trabalhasse cedo. E isso daí ele falava que fazia o caos. Ele falou: “Todo homem precisa ter um caos. O caos do trabalho, o caos da luta, o caos do caráter.” E você, Carlos, tem esse caos. Porque a sua mãe e seu pai colocaram você na política, deixaram você ir para a política com 17 anos de idade.

Então você começou a enfrentar, imagine só, com 17 anos de idade, uma responsabilidade muito maior do que você ir para uma empresa, como eu fui com meus 14 anos. Você enfrentou leões, enfrentou debates. Então, ao longo desse percurso, você teve diversos caos de se posicionar, de defender as suas pautas. E aí depois, seu pai, como deputado federal, acabou fazendo pilares junto com vocês, Eduardo, Carlos e Flávio, da política.

E, quando o Jair Bolsonaro começou a falar de Olavo de Carvalho, Enéas, que todo mundo achava que ele era um maluco, e começou a expressar isso e ganhar muitas pessoas, Carlos teve a inteligência de mexer nas redes sociais como ninguém. E, naquela época, não existia a internet do jeito que é hoje. Existia a democracia. Então, a mensagem chegava mais longe.

Bolsonaro ia para a televisão, falava, mas, quando ele estava na rede social, as outras pessoas falavam dele. A mensagem de Carlos, a mensagem do Bolsonaro. Muitas pessoas que estão aqui não começaram a seguir o Bolsonaro por causa da palavra do presidente Bolsonaro, mas seguiram o Bolsonaro porque outro político ou outra liderança acabou defendendo o Bolsonaro na rede social. E isso tudo começou a viralizar.

E Jair Bolsonaro falou na Paulista que, com uma prancha, “Com uma câmera de celular, Carlos Bolsonaro me elegeu presidente”. E Carlos Bolsonaro tem um papel fundamental no Brasil.

Por que a gente resolveu homenagear o Carlos Bolsonaro? Na realidade, o Mario Frias tem uma ligação muito, muito próxima com o Carlos. E a gente resolveu, conversando com o Mario, falamos: “Poxa, o Carlos vai para Santa Catarina para senador. Por que homenageá-lo em São Paulo?” Porque o Carlos é do Brasil.

O Carlos não é de Santa Catarina, não é de Goiânia. Ele é do Brasil inteiro, assim como todos os filhos do presidente Bolsonaro, que carregam esse nome, que são filhos dele. Ele resolveu sair em Santa Catarina, está em primeiro lugar nas pesquisas e vai vencer a eleição. (Palmas.) Foi um pedido do presidente Bolsonaro para o povo de Santa Catarina.

Esta demonstração, esta Medalha de Honra ao Mérito é para deixar claro que Carlos Bolsonaro não é só do Rio de Janeiro, ele é um patriota do Brasil. Ele que pegou um deputado do baixo clero, que era o presidente Bolsonaro, que ele era chamado na Câmara de deputado do baixo clero.

Sabe por quê? Porque a imprensa não dava voz para ele, porque ele não fazia negócio dentro da política. Então ele era do baixo clero, não tinha relação com o STF, não tinha relação... Não circulava com as lideranças. E aí ele pegou esse deputado do baixo clero e mostrou quem era Jair Bolsonaro. E o povo começou a amar Jair Bolsonaro.

Então nós todos que somos patriotas, que muitos vieram através da nossa rede social, através da nossa luta, através do bolsonarismo, que estão aqui hoje... Se não fosse o Carlos Bolsonaro, esse movimento não teria existido. (Palmas.) Então, Carlos, a nossa honra para você.

Todas as pessoas que estão aqui têm uma gratidão por você, tenho certeza, um carinho por você. Todos os vereadores, prefeitos, enfim, seguem o que você, os seus irmãos e o seu pai deixaram de pilares dentro da política.

A gente só está começando. A esquerda está há muito tempo aí, formou a esquerda de uma maneira estratégica no nosso país. Mas Jair Bolsonaro vai ser lembrado para o resto da vida no Brasil. Ele só chegou aonde chegou através de Carlos Bolsonaro.

A maior honra que eu tenho, Carlos, é poder... Porque eu amo o seu pai. Eu o amo. Eu amo o presidente Bolsonaro. Quando... Eu tinha um acordo com a minha mulher que, quando ele pisasse no estado de São Paulo, eu tinha que o seguir. Então, às vezes, a gente estava em um almoço de domingo, no restaurante, e aí eu falava: “Olha, o Bolsonaro chegou. Eu vou ter que sair”. E aí eu saía e ia buscá-lo no aeroporto. Então, a minha mulher, quero agradecê-la também pela paciência, o meu filho.

Mas é uma missão. É uma missão que, graças a Deus, eu fico honrado de estar perto dos filhos do presidente Bolsonaro, que eu tenho muita relação com o Eduardo também. Estive lá agora, fiquei uma semana com ele, com os filhos dele. Eu me sinto privilegiado de estar dentro do teu círculo, Carlos.

E antes de a gente continuar este discurso, tem uma mensagem aí para você no vídeo. Vamos ver.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Olha, que honra poder estar nesse momento aqui. Num momento difícil, num momento de dor, num momento em que seu irmão está exilado, e que vocês são perseguidos por tudo, tendo que o Flávio ser o candidato à Presidência, e que o Eduardo tinha uma vontade muito grande, se pudesse.

Então, são muitas barreiras para enfrentar, da família Bolsonaro. Mas, Carlos, é isso. Todo mundo te agradece aqui, por você realmente ter colocado Jair Messias Bolsonaro para esse Brasil, para a gente ter esses valores, e saiba que esse piano que vocês carregam, que a gente carrega junto com você, transformou a nossa vida. A gente está junto nessa guerra. Vamos com vocês até o fim, com lealdade. Vocês podem ter certeza disso.

Muito obrigado. Obrigado a todos. E agora vamos entregar essa honraria para o Carlos. (Palmas.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, então, para vir à frente, os membros da Mesa Diretora, juntamente com o homenageado, para a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao vereador Carlos Bolsonaro.

 

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- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

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A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Passo então, agora, a palavra ao segundo homenageado da noite, o vereador Carlos Bolsonaro.

 

O SR. CARLOS BOLSONARO - Presidente Paulo Mansur, Srs. Deputados, Srs. Vereadores, eu queria nominar um por um aqui, mas eu... Minha cabeça está meio perdida aqui. Mas eu contei ali, são cerca de 30 autoridades presentes aqui, fora amigos, simpatizantes, que resolveram tirar o seu final de dia para comparecer a esse momento tão importante - não para a minha vida, mas para uma mensagem que todos nós carregamos -, recebendo a Medalha da Assembleia Legislativa, a maior da América Latina. Quem sou eu? Jamais pensei chegar a esse ponto. Obrigado pelo presente, Paulo.

Eu não tenho muitas palavras para dizer, mas um desabafo que eu queria que os senhores entendessem. Sonaira, minha grande amiga, Pavanato, Holiday, Renan, essa minha cara de triste aqui, eu agradeço a vocês, porque é uma maneira de eu desabafar e ter a certeza de que hoje à noite eu vou dormir mais tranquilo. É um presente que eu não pediria uma coisa maior nesse momento.

Minha mãe, obrigado por tudo que você fez na sua vida: abriu mão de estudos, abriu mão de um futuro para criar três animais. Minha melhor amiga. O Mario, uma pessoa com que eu, nos últimos meses, tive uma aproximação muito maior do que eu sempre tive, porque era um ombro amigo que eu poderia desabafar.

Nos últimos dias, eu pude visitar meu pai uma vez na cadeia. Eu sei que ele está numa salinha de quatro metros quadrados, onde passa uma... Uma chave na porta para que ele não possa nem sair do corredor. Quanto à desumanidade que estão fazendo com ele e ao atropelo das leis, eu acho que não preciso entrar no detalhe, que os senhores conhecem isso de cor e salteado.

Comecei minha vida - não vou me alongar muito não, porque eu sei que os senhores estão cansados - comecei minha vida com política com 17 anos de idade. Confesso aos senhores que eu não sabia onde eu estava me metendo. Acho que um pouquinho diferente do Pavanato, que começou novão também, mas muito mais preparado do que eu.

Naquela época, a gente não tinha internet. São cerca de 20 anos atrás, 25 anos atrás. E muitas coisas ruins aconteceram para que outras coisas boas pudessem surtir efeito. Naquele momento, minha mãe era vereadora da cidade do Rio de Janeiro, e meu pai estava se separando da minha mãe, e ele precisava de um apoio, porque um suporte na cidade do Rio de Janeiro do quilate de um vereador é extremamente importante: são 20 funcionários, telefone, selos - naquela época que eram muito importantes -, um escritório aberto de nove da manhã até as seis da tarde. E eu me coloquei à disposição do meu pai naquele momento.

E eu quero falar isso porque a imprensa gosta muito de “maldar” esse momento, mas eu gostaria de transformar isso numa verdade e humanizar aquele fato. Porque, naquele momento, eu entrei em atrito com a minha mãe, fui morar com o meu pai, passei por diversas dificuldades - não com ele, jamais -, mas com outras pessoas, e fiquei sem falar com a minha mãe por alguns meses.

O Flávio tinha a possibilidade de vir candidato a vereador naquela época, mas ele não quis entrar em atrito com a minha mãe. Então, meu pai fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral, porque a Constituição fala que você tem que ter 18 anos de idade na data da posse, mas não diz... A Constituição Federal fala que você tem que ter 18 anos para ser candidato a vereador, mas não diz em que data que você tem que ter 18 anos.

Então, com a consulta no TSE - que eu tenho certeza de que, naquela época, se fosse hoje, seria um pouquinho diferente, né, Paulo? -, eu tinha que ter 18 anos na data da posse, foi 1º de janeiro de 2001, e eu fiz 18 anos dia 7 de dezembro de 2000. E se o Flávio tivesse vindo candidato, Mario, Major Mecca, Bove, meu amigo Gil, eu não poderia posteriormente galgar uma cadeira de deputado estadual, porque eu não teria idade.

Então, aquele “infortuito” de entrar em atrito com a minha mãe - ela sabe disso, eu também sei - garantiu que déssemos avanços que nem nós esperávamos que fossem ser alcançados. Tudo se encaixou de uma maneira perfeita. Eu estou falando dos anos 2000.

Alguns meses depois, para os senhores ficarem tranquilos, eu consegui trazer minha mãe de volta. Repito novamente, hoje ela é a minha melhor amiga. (Palmas.) O deputado federal Jair Bolsonaro, então, conseguiu eleger um garoto de 17 anos, inexperiente, imaturo, que não sabia onde estava se metendo, Holiday. Mas eu tinha um pai como ídolo.

E os senhores percebem que às vezes a inexperiência demonstra fatores valorosos, porque muitos passos foram dados sem querer, mas que representam exatamente o que todos nós procuramos aqui, a união familiar, o apreço a Jesus Cristo, porque nós sempre o procuramos em momentos difíceis - não devia ser assim, mas é mais fácil para o ser humano ser egoísta e agir dessa maneira. Mas a gente está aqui para aprender.

Estou no meu sétimo mandato de vereador na cidade do Rio de Janeiro, 25 anos de vida pública. Eu tive uma carreira escolar que, infelizmente, não foi do jeito que meus pais gostariam, nem eu. Não tive a oportunidade, Mario, de frequentar uma faculdade com a liberdade de conhecer meninas bonitas para que a gente pudesse viver aquele momento que é comum a todos nós. Tudo foi muito conturbado.

Dentro de todas essas dificuldades que eu acredito que os senhores todos passam por algo parecido aqui, a gente procura evoluir e procura tirar coisas boas de situações ruins. E eu não me arrependo em nenhum momento de ter perdido tudo o que eu perdi, não para chegar aonde eu cheguei, mas para ajudar a construir o que todos nós construímos. (Palmas.)

Eu não tinha que estar sendo condecorado aqui, não, com todo respeito ao presidente Paulo Mansur. É lógico que é uma brincadeira, mas é um fundo de verdade. Quem tinha que estar sendo condecorado aqui são todos os senhores. Eu sou apenas uma ferramenta, que antigamente ia para a rua, continuo indo, mas não tinha a internet. Era muito mais duro do que é hoje em dia. Era muito mais difícil.

Quando surgiu a internet, novamente eu não sabia onde eu estava me metendo, mas procurei fazer a coisa do jeito que eu achava que pudesse ser certo. Só via o meu pai na internet com a cara feia, e o Mario sabe mais do que ninguém que isso é tática de guerrilha, isso é tática de TV, você desumanizar um homem, você transformá-lo, você transformar o belo no feio, você criar discórdia, você desestruturar uma sociedade. Assim você controla um bando, satisfeitos pelas migalhas que o governo lhes oferece à custa dos impostos que ele paga.

E nós todos aqui somos empecilho para que isso aconteça. Eu sou apenas uma ferramenta nessa trajetória. A internet surgiu, os compromissos aumentaram na minha vida. Já caminhando para o final, presidente. As coisas foram acontecendo de um jeito espontâneo.

Os senhores sabem que, após a eleição presidencial do meu pai, tentaram entender como aquilo aconteceu. E aquilo só aconteceu por causa do sentimento de mudança dos senhores. Não foi por causa de mim. Mas eles queriam achar o culpado para que aquilo tivesse acontecido e me botaram na boca do canhão, Mario.

Ele é dono de uma estrutura, de uma organização criminosa, de um gabinete do ódio preparado, Sonaira, minha amiga. Apesar de a gente se falar pouco, eu gostaria de falar muito mais. Mas já me entregaram aqui, eu sou um cara moita para caramba. Sempre fui assim. E talvez isso tenha sido fundamental para a maneira com que eu amadureci. Não certa ou errada, mas cheguei até aqui desse jeito.

Então jamais tive uma organização criminosa ao meu lado, um gabinete do ódio para disparar informações falsas. E a gente sabe que isso é o modus operandi para perseguição e depois uma execução penal em cima de você para que te impossibilite evoluir.

O Paulão tem falado muito isso ultimamente e sempre carregou consigo. E eu tenho certeza de que o Paulão, ao longo de sua trajetória, amadureceu muito, como todos nós. Mas, Paulão, falando de um amigo para outro aqui: eu vejo em você um coração triste, cortado. Mas não fica assim não, meu amigo. A gente tem que crer. Deus tem planos para todos nós. E pela pessoa boa que você é, eu tenho certeza de que ele também tem para você. Acalme teu coração, garoto. A gente tem muito para percorrer ainda.

Caminhando para o meu finalmente, eu só queria agradecer novamente por essa condecoração. Pela terceira vez, repito, mas num outro contexto: jamais esperei receber algo nesse sentido. Extremamente honrado por ela. E eu tenho certeza de que, se for a vontade de Deus e a vontade dos senhores, novos caminhos serão percorridos, porque são 25 anos de vereador na cidade do Rio de Janeiro. Mas eu abri mão de muita coisa na minha vida para que eu pudesse ajudar a eleger prefeitos, vereadores, governadores e até um presidente. Jamais me preocupei comigo.

Eu sempre olhei para pessoas e falei: “esse cara aqui pode ser legal, vou divulgá-lo”. E isso é sincero, isso é de coração. Eu estava conversando aqui com o vereador Galvão, ele me pegou ali pelo pescoço e falou: “pô, obrigado pelo vídeo que você gravou para mim, que me ajudou a eleger vereador em Guarulhos”.

Eu confesso, eu olhei para a cara dele, falei: “pô...”. Confesso que eu fiquei meio sem graça, porque eu não lembrava. Mas as coisas sempre foram assim na minha vida. Nunca enriqueci com isso, apesar de achar que não teria problema nenhum se tivesse enriquecido. Mas sempre me doei por uma causa.

E recebi um pedido especial do meu pai: “meu filho, vá lá fora, traz uma energia boa para mim”. E eu tento fazer isso, desde quando ele estava preso dentro de casa. Os senhores tenham certeza de que essa energia boa amanhã vai acordar muito melhor, porque a noite cansa, e o dia começa, a gente fica melhor.

Vai ser levada a ele, porque eu vejo aqui centenas de pessoas emanando coisas boas para que eu possa levar até ele. Obrigado aos senhores por me colocarem como porta-voz do meu pai, de certa forma. E eu vim aqui também deixar um abraço gigantesco dele para todos os senhores. Porque a luta de ninguém acabou, ela só está começando.

Estou com os meus 42 anos, um pouco cansado. A Sonaira, o Renan, o Pavanato, o Holiday - eu não sei qual é a dele ainda, mas quem sabe volte aí -, o Galvão, a Nina são muito mais novos do que eu. Vocês têm uma missão dura pela frente, mas contem conosco para que continuemos levando a mensagem do que acreditamos ser o melhor para o futuro do nosso país.

Meu muito obrigado a todos vocês por esse presente que eu ganhei esta noite. Obrigado, presidente Paulo Mansur e a todos os presentes. (Palmas.) (Voz fora do microfone.)

 

A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos encerrar agora. Obrigada, viu, senhor, pelas suas palavras emocionadas? (Palmas.) Depois de ouvir a emoção de um dos visitantes aqui, quero agradecer também ao vereador Carlos Bolsonaro pelas palavras e vou passar ao deputado Paulo Mansur, para que proceda ao encerramento desta sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Bom, eu quero agradecer a todos que tornaram esse momento inesquecível, esse momento possível: cada servidor, cada autoridade presente e, sobretudo, cada cidadão que prestou esse momento. Declaro encerrada esta solenidade.

Muito obrigado a todos. (Palmas.)

 

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- Encerra-se a sessão às 21 horas e 19 minutos.

 

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