
5 DE DEZEMBRO DE 2025
80ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO A CARLOS BOLSONARO E MARIO FRIAS
Presidência: PAULO MANSUR
RESUMO
1 - PAULO MANSUR
Assume a Presidência e abre a sessão às 19h27min.
2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a composição da Mesa. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pela Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
3 - PRESIDENTE PAULO MANSUR
Informa que a Presidência efetiva convocara a presente solenidade para a "Outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Carlos Bolsonaro e Mario Frias", por solicitação deste deputado, na direção dos trabalhos. Agradece a presença das autoridades.
4 - GIL DINIZ
Deputado estadual, faz pronunciamento.
5 - LUCAS BOVE
Deputado estadual, faz pronunciamento.
6 - MAJOR MECCA
Deputado estadual, faz pronunciamento.
7 - MARCOS POLLON
Deputado federal, faz pronunciamento.
8 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Faz leitura sobre o Colar de Honra ao Mérito. Lê histórico de Mario Frias, deputado federal homenageado.
9 - PRESIDENTE PAULO MANSUR
Agradece os presentes. Discorre sobre quando conheceu Mario Frias e de sua atuação no Ministério da Cultura, principalmente em relação à Lei Rouanet. Declara seu respeito e admiração pelo homenageado. Diz ter se tornado deputado estadual pelo apoio de Mario Frias. Esclarece que o mesmo fez muito pelo Brasil e pelo estado de São Paulo. Anuncia a exibição de vídeo em homenagem ao deputado federal. Considera a entrega deste Colar de Honra ao Mérito um momento incrível.
10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Mario Frias, deputado federal.
11 - MARIO FRIAS
Deputado federal homenageado, faz pronunciamento.
12 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Lê histórico de Carlos Bolsonaro, homenageado.
13 - PRESIDENTE PAULO MANSUR
Elogia a mãe de Carlos Bolsonaro, que disse ter contribuído para a construção do caráter do homenageado, juntamente com Jair Bolsonaro. Informa que Carlos entrou para a política com 17 anos, enfrentando o "caos" desde cedo. Elogia a atuação de Carlos nas redes sociais. Esclarece que foi desta forma, por meio de redes sociais, que a mensagem de Jair Bolsonaro se espalhou pelo Brasil e ele foi eleito presidente. Ressalta que Carlos tem papel fundamental no País, assim como todos os filhos de Jair Bolsonaro, que não pertencem a nenhum estado específico. Diz ser uma honra homenageá-lo com a entrega deste Colar. Anuncia a exibição de vídeo em homenagem a Carlos Bolsonaro. Agradece a Carlos por toda a sua atuação.
14 - MESTRE DE CERIMÔNIAS
Anuncia a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro.
15 - CARLOS BOLSONARO
Vereador pelo Rio de Janeiro, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE PAULO MANSUR
Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 21h19min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Paulo Mansur.
*
* *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhoras,
boa noite, sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo. Esta sessão solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao
Mérito Legislativo do Estado de São Paulo aos senhores Carlos Bolsonaro,
vereador do município do Rio de Janeiro, e Mario Frias, deputado federal.
(Palmas.) Comunicamos aos presentes que esta sessão solene está sendo
transmitida ao vivo pela TV Alesp e também pelo canal da Alesp no YouTube.
Então convido agora, para que componha
a Mesa Diretora, o deputado Paulo Mansur, proponente e presidente desta sessão
solene. (Palmas.) Mario Frias, deputado federal e homenageado da noite.
(Palmas.) Carlos Bolsonaro, vereador do município do Rio de Janeiro e também
homenageado. (Palmas.) Deputado Gil Diniz. (Palmas.) Deputado Lucas Bove.
(Pausa.)
Também quero registrar a presença aqui,
muito mais do que especial, da mãe do vereador Carlos Bolsonaro, a dona Rogeria,
que hoje está aqui com a gente. (Palmas.) Dona Rogeria, se quiser pode até
subir também na mesa, não é, deputado? Deputado Paulo Mansur vai ficar aí
embaixo. Deputado Major Mecca. (Palmas.) Deputado Marcos Pollon, por favor,
pode subir. (Palmas.)
Agora convido a todos os presentes
para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado
pela Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a
regência do maestro 1º Sargento Ivan Berger.
*
* *
- É executado
o Hino Nacional Brasileiro.
*
* *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à
Camerata do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo pela
execução do Hino Nacional Brasileiro. (Palmas.)
Registramos e agradecemos a presença
das seguintes autoridades, personalidades e representantes de instituições: Gil
Diniz, deputado estadual; Lucas Bove, também deputado estadual; Major Mecca,
deputado estadual; dona Rogeria Bolsonaro, mãe do homenageado, Carlos
Bolsonaro; Virgílio Carvalho, representando o secretário de Estado de Turismo e
Viagens, Roberto de Lucena; Roberto França, vereador de Votorantim; Elaine
Nogueira, vereadora de Cunha; Eduardo Borgo, vereador de Bauru; Costa Junior,
vereador da cidade de Limeira; Nina Braga, vereadora da cidade de São Bernardo
do Campo; Tedeschi, vereador de São José do Rio Preto; Kleber Ribeiro, vereador
da cidade de Guarulhos; Vitor Leonardo, vereador de Santo André; Takeo Ikeda,
vereador de Atibaia; Thomaz Henrique, vereador de São José dos Campos; Renan
Paes, vereador da cidade de Piracicaba; Sonaira Fernandes, vereadora de São Paulo;
Osanam, vice-prefeito de Presidente Prudente; Douglas Garcia, para sempre
deputado; Bruno Henrique, vereador de Caçapava; e Jairo Ribeiro Passos,
vereador também da cidade de Valinhos.
Agora passo a palavra ao deputado Paulo
Mansur, para que proceda à abertura desta sessão solene.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Iniciamos os
nossos trabalhos, nos termos regimentais. Senhores, esta sessão solene foi
convocada pelo presidente desta Casa de Leis, deputado André do Prado,
atendendo à minha solicitação, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao
Mérito Legislativo a duas personalidades políticas: Carlos Bolsonaro, vereador
do município do Rio de Janeiro, e Mario Frias, deputado federal.
Quero agradecer a presença do deputado
Gil Diniz; deputado Lucas Bove; do Pollon, deputado federal; Major Mecca,
deputado estadual também aqui desta Casa; e agradecer a presença de todos os
vereadores e prefeitos aqui presentes; da dona Rogeria; da minha esposa
Francis, que está aí com o meu filhão Joaquim; e de todos os patriotas que
tomaram a iniciativa de virem aqui dar um abraço no Carlos Bolsonaro neste
momento tão difícil que ele passa, com o pai dele preso, e também com o nosso
irmão Mario Frias, que tem toda essa caminhada. Nossa, que defende o Bolsonaro
como ninguém! E espero que essa noite seja inesquecível, a gente preparou muita
coisa para vocês. Tenho certeza de que vai ser muito legal. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos o
deputado Paulo Mansur. Neste momento, vamos ouvir os deputados aqui presentes.
Então, gostaria de chamar à palavra Gil Diniz.
O
SR. GIL DINIZ - PL - Cumprimentar todos os
presentes aqui, meu boa noite, cumprimentar o deputado Paulo Mansur, proponente
desta honraria ao vereador Carlos Bolsonaro, futuro senador do estado de Santa
Catarina, que é um amigo e irmão nosso. (Palmas.) Assim como o deputado Mario
Frias, que também é um representante, não só um representante de São Paulo, mas
um amigo que a vida nos deu.
Lembro, Mario, de você aqui na
Assembleia Legislativa junto com o Bruno Jesus, com o Felipe Carmona, você
dizendo a mim: “Gil, quero ajudar a mudar o Brasil. Eu sou um soldado do
Bolsonaro”. E dizendo que o teu sonho, naquele momento, era contribuir sendo
vereador do Rio de Janeiro. Mas, meu irmão, eu tenho certeza de que Deus tem
muitos planos na tua vida, planos grandiosos que vão ser realizados.
Então parabéns aos dois que são
homenageados hoje, aqui. Cumprimentar o Lucas Bove, deputado estadual, um
grande amigo também, guerreiro nesta Assembleia. Deputado Major Mecca, defensor
das nossas polícias, aqui, outro que sempre que pode vem aqui à tribuna e
defende o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro.
Pollon, estivemos juntos, Mario, com Pollon,
lá em Taiwan. Atravessamos o mundo para falar, Carlos, sobre o nosso presidente
Bolsonaro e todas as conquistas que ele trouxe para o nosso povo brasileiro.
Eu fico muito feliz de ver esta Mesa e
ver todas as autoridades aqui. Eu quero cumprimentar prefeitos, ex-prefeitos e
vereadores, em nome da vereadora de São Paulo, Sonaira Fernandes, uma grande
amiga. Junto com ela, Carlos, nós fomos assessores parlamentares do gabinete de
Eduardo Bolsonaro, um exilado político que merece todo o nosso apoio e respeito
neste momento. (Palmas.)
E eu digo que a bênção na tua família,
Carlos, é tão grande, é tão grande, dona Rogeria, essa bênção, que transborda
para nós, aqui. Para um simples carteiro de periferia, que viu essa história
ser escrita e está aqui hoje homenageando, junto ao Paulo Mansur, grandes
amigos.
Carlos, eu te agradeço por tudo o que
você fez pelo Brasil, por cada um de nós, pela minha família, pelos meus
filhos, pelos meus pais, por todos aqui que, de certa maneira, tiveram a
amizade do presidente Bolsonaro, todos aqui que tiveram a imagem do presidente
Bolsonaro em suas campanhas ou não, por todos esses que amam o presidente
Bolsonaro e amam a liberdade que ele sempre pregou e continua pregando, mesmo
neste momento difícil, Renan Paes, vereador em Piracicaba.
Então eu fico muito feliz, muito
honrado, meu irmão, de te ver aqui. Eu tive a oportunidade de estar nas ruas do
Rio de Janeiro em 2016, panfletando lado a lado contigo e tendo aulas de
política aqui. E quando dizem aqui para mim: “Você é um vassalo do presidente
Bolsonaro”, eu digo: isso não é uma crítica, dona Rogeria. Isso é um elogio.
Talvez desconheçam o termo, é até um
termo histórico, a lealdade que os senhores tinham a esses homens que juravam
lealdade, fidelidade, Mario. A lealdade que homens, grandes ou pequenos, tinham
àqueles que, com as suas mãos generosas, os ajudaram. Eu fico muito feliz
porque eu, sim, fui ajudado pelas mãos generosas do Carlos Bolsonaro, de todos
os deputados aqui, do Mario Frias, da dona Rogeria que, em 2018, lá em
Pirituba, Sol, conosco, ali, selava cartas, ia aos correios, atendia o
telefone.
Imaginem, senhoras e senhores, a dona Rogeria
Bolsonaro trabalhando diuturnamente em uma campanha para um carteiro de
periferia se sair vitorioso. E hoje representar o povo do estado de São Paulo
nesta tribuna. É uma alegria que não cabe no peito, mesmo neste momento
difícil.
Então levemos a esperança que o
presidente Bolsonaro sempre pregou, Caio Vianna, por mais difícil que seja ver
esses presos políticos e, graças ao teu auxílio, nós temos visitado esses
presos e essas presas nos presídios aqui em São Paulo. Nós sabemos que essa
noite escura vai passar e grandes coisas... Nós temos ainda a nossa nação,
graças a grandes homens como Mario Frias e Carlos Bolsonaro.
Muito obrigado e parabéns por esta
honraria. Deus abençoe vocês. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Queria registrar,
também, aqui, a presença do Tenente Nascimento, sempre deputado, e de Fernando
Holiday, ex-vereador de São Paulo. E agora, com a palavra, deputado Lucas Bove.
O
SR. LUCAS BOVE - PL - Boa noite. Boa noite.
Primeiramente, para a tristeza da esquerda, eu queria dizer que vai ter
Bolsonaro na urna em 2026, sim. (Palmas.) É Bolsonaro 2026, quer queiram, quer
não. Porque podem tentar assassinar um homem, como estão tentando, podem tentar
calar um homem, mas jamais vão calar tudo aquilo que ele plantou em cada um de
nós.
A direita brasileira hoje só existe
graças a Jair Messias Bolsonaro. E nós temos aqui a oportunidade, hoje, de
homenagear duas grandes semeaduras que o presidente Bolsonaro plantou neste
país e nos deu de presente. Uma delas, Carlos Bolsonaro, por óbvio, seu filho.
Uma pessoa que... Eu vou falar do
Carlos daqui a pouco. E o Mario, da mesma forma, também, um guerreiro, um
batalhador, revelado pelo presidente Bolsonaro, tirou o Mario lá da Globo e
trouxe para o nosso time. Então o Mario é uma figura que, sem dúvida nenhuma,
assim como todos nós, deve muito ao presidente Bolsonaro e honra essa
confiança.
Eu queria só iniciar, antes,
cumprimentando o deputado Paulo Mansur. Parabéns, Paulo. Não podia vir em um
momento melhor, em um momento tão importante para o povo brasileiro.
E nós estarmos aqui na maior Casa de
Leis, no maior Parlamento da América Latina após o Congresso Nacional,
homenageando a família Bolsonaro, homenageando o secretário especial de Cultura
da gestão Bolsonaro, que revolucionou e que deu voz àqueles que realmente
produzem cultura no Brasil, é motivo de muito orgulho, Paulo, tenha certeza,
para a grande maioria da população paulista. Então o senhor hoje, aqui, faz uma
homenagem em nome da grande maioria do povo paulista. Meus parabéns.
Cumprimento, também, o meu amigo Gil
Diniz, o meu amigo Major Mecca, Pollon, grande amigo. Eu não fui para Taiwan,
mas nós fomos à posse do Milei juntos, junto com o nosso presidente Bolsonaro.
Momentos muito especiais. Pollon é um grande defensor do nosso agro, também.
Não vou citar todos os vereadores, temos muitos amigos aqui, hoje.
Mas então cumprimento a dona Rogeria
Bolsonaro, que já foi vereadora, e que é, além de tudo, mãe desses três meninos
de ouro, e criou-os muito bem. Parabéns, dona Rogeria. Em seu nome, cumprimento
a todos os vereadores. Cumprimento aqui o Diego, chefe de gabinete do Mario
Frias, em nome de quem cumprimento a todas as assessorias e a nossa brava
Polícia Militar, que nos brindou aqui com a camerata, mas que também garante a
nossa segurança.
Faltam duas pessoas aqui hoje. É dia de
festa, é dia de alegria, mas vocês podem ver nos olhos do Carlos que talvez ele
não esteja tão feliz quanto ele poderia estar. Basta olhar para o Carlos
Bolsonaro e dizer, honestamente, se vocês acham que ele está bem, que ele está
feliz, que ele está à vontade aqui hoje, que ele está realmente comemorando a
maior honraria do maior colégio eleitoral do País.
Basta pensar se o vereador, que faz um
excelente trabalho, ao contrário do que dizem, abriu as votações da Câmara
através de lei, proibiu votações secretas, proibiu a venda do “kit gay”, a
distribuição do “kit gay” no Rio de Janeiro, dentre tantas outras ações, ele
está indo para o Senado para quê? Para ter foro privilegiado, vocês acham? Mais
um que, como seu pai, está se colocando na linha de frente, dando a sua cara a
tapa, de peito aberto, sem colete, sem nada, porque nós não temos condição
nenhuma de nos proteger neste país hoje, pelo Brasil.
Ele podia ter ido embora, ele podia
estar em outro lugar. Ele está aqui, mas tem duas cadeiras faltando. Eduardo
Bolsonaro, um exilado político, que é proibido hoje de estar entre os seus
eleitores, de estar entre as pessoas que o amam, entre a sua família. Quem não
viu o vídeo do Jair Henrique falando que está com saudade do tio Carluxo, que
está com saudade do vovô Jair? Quem não se emociona e não se toca com aquilo já
morreu faz tempo.
É uma vergonha o que está acontecendo
nesse país. E a outra cadeira vazia, sem sombra de dúvidas, é do único, o único
líder da direita no Brasil, Jair Messias Bolsonaro. (Palmas.) Sem o presidente
Bolsonaro aqui hoje, tal qual sem o presidente Bolsonaro ao nosso lado, nas
campanhas, no dia a dia, ao telefone, nada tem a mesma graça, nada tem o mesmo
significado, nada tem o mesmo valor.
Mansur, não estou tirando o brilho da
sua festa hoje, não, é maravilhoso o que você está fazendo, mas falta, e a
gente está sentindo falta dessas pessoas aqui. Da mesma forma que estamos
sentindo falta desta galeria cheia, porque tem um monte de bolsonarista que
estava querendo entrar, o Mansur tinha uma lista de convidados que estava
sobrando, não tinha lugar aqui para colocar.
Ele estava organizando telões em outros
plenários para as pessoas assistirem, mas a turma da democracia não quer que a
gente, democraticamente, entregue aqui o Colar de Honra ao Mérito Legislativo
para essas duas figuras tão importantes, quer queiram, quer não, concordem ou
discordem no cenário político brasileiro.
O presidente Bolsonaro é um abençoado,
por isso eu creio que essa luta ainda não acabou, que tudo isso pelo que ele
está passando tem um motivo, tem uma razão, e ele em breve - mais em breve do
que todos nós imaginamos, porque a gente põe o pé, Deus coloca o chão -, Jair
Bolsonaro estará aqui conosco novamente. Então, meus amigos, vamos à luta,
força.
Nós temos aqui dois exemplos de pessoas
que estão sendo homenageadas hoje, não porque foi secretário, não porque é
filho do presidente, é vereador, porque são, acima de tudo, seres humanos que
se preocupam realmente com o Brasil. Essa Assembleia Legislativa, através do
mandato do deputado Paulo Mansur, homenageia hoje dois brasileiros da melhor
qualidade. Quem fala mal do Carluxo não tem noção nenhuma do que está falando.
Eu ia falar um palavrão aqui, acho que
o presidente Bolsonaro me ouviu falando dele aqui de alguma forma e mandou uma
energia, mas eu vou me controlar. Não tem uma ideia do que está falando. Falei
para a dona Rogeria, se eu pudesse descrever o Carlos em uma palavra, eu o descreveria
como uma pessoa doce. O Carlos é doce, é carinhoso, é humilde, é filho do homem
mais poderoso que eu já conheci e é de uma humildade, de um trato ímpar.
Vocês precisavam ver como ele
cumprimentou a moça do café aqui, que veio trazer o café para a gente. Só
faltou ele levantar, dar um abraço nela. Tem muito deputado aqui que diz que é
da turma do amor, que nem olha na cara dos servidores aqui, que passa reto.
O Mario, um guerreiro, um batalhador,
um amigo, um conselheiro, perfil diferente do Carlos, são perfis diferentes,
porque nós somos, sim, democráticos e temos gente, “pau para toda obra”, para
tudo que a gente precisar. O Mario é um grande conselheiro, um cara que me
falou coisas que eu não via e que ninguém estava vendo ainda e ele já estava
enxergando lá na frente. Ele tem essa carinha, mas ele está com 52, Mario? Mais
de 50... 54, meus amigos sopraram aqui.
Então, apesar da carinha de menino, é
muito experiente, é muito conhecedor do tema sobre o qual ele trata e,
principalmente, muito conhecedor, tal qual o Carlos Bolsonaro, daquilo que o
Brasil precisa. O futuro é nosso, esses homens vão liderar a nossa Nação, sem
dúvida nenhuma, e vão honrar o legado do presidente Bolsonaro, que, como eu
disse, em breve estará ao nosso lado novamente.
Parabéns, Carlos Bolsonaro; parabéns, Mario
Frias; parabéns, Paulo Mansur, pela homenagem. Viva Jair Bolsonaro, viva Carlos
Bolsonaro, viva Mario Frias e viva o Brasil. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero registrar
também aqui a presença do Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, e do Benê
Lima, vereador da cidade de Campinas.
Eu passo a palavra agora para o
deputado estadual Major Mecca.
O
SR. MAJOR MECCA - PL - Boa noite a todos.
Vamos ver se nós estamos em uma boa sinergia. Brasil acima de tudo, Deus acima
de todos. Nós precisaremos, os brasileiros de bem, de muita força, de muita
força, de fé em Deus e de muita união para essa batalha que nós estamos
atravessando.
Deputado Paulo Mansur, parabéns por ser
o proponente dessa oportunidade. Oportunidade de nós agradecermos ao Carlos
Bolsonaro e ao Mario Frias pelo trabalho e pela luta pelo povo brasileiro.
Todos nós, há 40, 50 anos, quando os
comunistas assumiram este país, chamando de redemocratização, uniram bandidos,
corruptos e assumiram este país. E a primeira medida adotada foi o
aparelhamento de todos os órgãos e instituições desta nação, principalmente
Educação, Saúde, Segurança. E hoje nós testemunhamos um país caótico,
um país governado por corruptos, por bandidos e os cidadãos de bem à míngua.
Por volta de
2015, 2016, surgiu um homem chamado Jair Messias Bolsonaro, que se levantou e
chamou atenção, pela sua atitude, pelas suas palavras, pelo seu posicionamento,
de todos nós, cidadãos de bem, homens e mulheres tementes a Deus, que lutam e
trabalham pelas suas famílias e que tínhamos como rotina acordar cedo, ir para
o trabalho e, de forma, de maneira extremamente suada, ganhar o pão de cada
dia.
E quando nos
perguntavam, Carlos, sobre política, o que nós respondíamos? Política só tem
bandido, não quero nem falar disso, quero distância. E assim, o Brasil seguiu
por décadas, com todos nós - homens e mulheres de bem - afastados da política,
porque assistíamos os bandidos tomarem conta e se apossar do nosso país, da
nossa nação.
E Jair
Bolsonaro nos acordou e nos conduziu para uma batalha. Nós sabíamos que não
seria fácil, Mario Frias. Hoje, o líder desses homens e dessas mulheres
tementes a Deus, que respeitam a vida, que têm caráter, que têm honra,
dignidade e, através dos seus gestos e das suas atitudes, respeitam o próximo.
Nós iniciamos
uma batalha e hoje, o nosso líder, o maior perseguido político deste país,
encontra-se preso. Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e
inúmeros outros, Carla Zambelli, encontram-se exilados, fora da sua terra e
mesmo assim, lutando pelo povo brasileiro.
E cabe a todos
nós, em todos os momentos e oportunidades que tivermos para estarmos reunidos,
como estamos aqui agora, para homenagear Carlos Bolsonaro e Mario Frias pelos
grandes soldados que são do povo de bem desta nação.
Nós precisamos
estar unidos, seja qual for a oportunidade. Se aqui, Lucas, se aqui, Gil,
conseguiram fazer lá fora com que patriotas não ingressassem nesse evento, as
redes sociais, o celular de cada um aqui é uma ferramenta para mostrar que nós
estamos unidos, que nós estamos juntos, que nós honramos homens que lutam pelo
País, como Carlos Bolsonaro e Mario Frias, homenageados esta noite.
Que Cristo,
nosso Senhor, ilumine o caminho de todos vocês, da sua família, Carlos
Bolsonaro, da sua família, dona Rogeria, do nosso presidente Jair Bolsonaro, da
sua família, Mario Frias. Que a luz do Senhor os proteja e os fortaleça. Que a
luz de Cristo, nosso Senhor, nos fortaleça para a batalha que travaremos, que
já estamos travando, mas será muito mais intensa em 2026.
Que Cristo,
general dos generais, ilumine o nosso general Jair Messias Bolsonaro. Parabéns,
que Deus os ilumine. Contem sempre com esses soldados que aqui estão para
qualquer que for a batalha. E seja qual for a batalha, Cristo está conosco e
nós seremos vencedores. Amém. (Palmas.)
A SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Quero registrar
aqui também a presença de Lucas Amaral, vereador da cidade de Sete Barras. E
agora convido para tomar a palavra o deputado federal Marcos Pollon.
O SR. MARCOS POLLON - Boa noite a
todos. Com muita alegria, a gente se reúne entre amigos, então quero começar
agradecendo ao Paulo Mansur, porque com essas agendas loucas que a gente tem é
só assim para a gente poder se ver e encontrar pessoas que a gente ama tanto.
Muito obrigado
- depois do Paulo Mansur, que trouxe essa oportunidade -, muito obrigado, dona Rogeria.
A senhora não só trouxe para o mundo, mas a senhora educou homens que nós
aprendemos a admirar, homens de coragem. São pouquíssimas pessoas vivas sobre
essa Terra que eu me coloco à frente de um disparo de forma literal - eu sou
difícil com questões figuradas, então eu costumo manifestar de forma literal.
São duas
pessoas, um é seu filho Eduardo, que eu amo como irmão, e o outro é o Carlos.
Eu admiro muito ambos por questões diferentes. O Eduardo é um dos sujeitos mais
corajosos que eu conheci, e olha que eu sou conhecido na minha terra por ter
mais coragem que juízo. E tem uma generosidade com os dele e com os que... uma
paciência com os que não o são, que é raro, digno, exclusivo dos que se
restaram homens em um mundo que só tem “marica” e mentiroso.
De outro lado,
obrigado pelo Carlos também, que como foi falado aqui, cara, todo mundo acha
que você é o pitbull do Bolsonaro e você é um dos caras mais gente boa que eu
conheci, cara, você é puro coração, velho, você é puro coração. Você olha para
dentro da gente, você vê a alma da gente, cara.
A gente, quando te dá um abraço, a
gente sente a verdade nesse abraço, mas eu preciso agradecer a senhora, dona Rogeria,
porque não é só o teu filho, não. A mãe que dá esses traços. A mãe que educa. E
a senhora imprimiu nesses dois meninos - eu falo dos dois, que são os que tenho
mais contato - traços de caráter que hoje em dia não se veem mais no que restou
dos homens.
Então, muito obrigado pela oportunidade
de a gente poder ter orgulho e seguir esses dois, porque homem, ele se agrupa
em grupos... E quando falo “homem” é o homem, homem mesmo, porque ele gosta de
seguir quem ele admira. Com seu filho Eduardo eu vou até o fim e volto, porque
sei que ele pode estar só com o cabo da adaga, ele vai estar peleando do nosso
lado. E com você também, cara, porque você é de verdade, igual a poucos que eu
conheço.
Preciso cumprimentar também o Gil, que
é da mesma madeira, o Bove, que está aqui, o Mecca, o Marião. O Mario, se fosse
“blueseiro”, iria chamar Mario “Cachorro Louco” Frias, que tem fama de bravo e
tal. É outro que é puro coração também. Esse cara... Te amo, viu, gordão, só
que de um jeito hétero, tá? Eu me sinto muito honrado em ombrear com você e nem
nos piores dias, nem nas maiores pressões, você nunca abriu um milímetro.
Você é outro cara também que se eu
tivesse que chamar para ombrear comigo em uma boca quente... “Vamos cair em um
lugar com pouca munição e cercado.” Você é um cara que eu levaria. A gente iria
rir muito disso e se encontrar do outro lado. São poucos que a gente pode dizer
que são assim, mas são esses poucos que mudam a história. Três homens de
verdade mudam a história de uma nação. A gente tem um punhado. Está fácil.
Obrigado, Mario, por ser esse cara que você é.
Queria registrar a presença dos
vereadores, na pessoa da Tatiane Costa, porque vocês estão fazendo a base. Como
o professor Olavo ensinou, nós temos que fazer a base, trabalho de formiguinha.
Sonaira também. Vai demorar, mas o tempo vai passar de todo jeito, então vamos
fazer ele passar trabalhando.
E agradecer ao Carlos. Cara, você é um
dos caras mais humildes que tive a oportunidade de conhecer na minha vida. Você
foi peça decisiva na salvação do Brasil. Você cunhou nos nossos corações a
esperança em 2018. E você tinha tudo para bater na mesa e falar: “Não, eu vou
ser isso, eu vou ser aquilo, eu vou ser aquilo outro.” Cara, você ficou lá na
sua.
De todos os seus irmãos, o mais difícil
de ter contato é você, porque você é muito reservado, você é um cara de boa
demais e você nunca subiu no pedestal. Todas as vezes em que te encontrei, o
mesmo cara, o cara de boa, um cara introspectivo, um cara humilde, sossegado.
Mesmo quando estão te atacando, os cães que outrora lamberam a mão que os
alimentou e vêm agora morder os nossos pés, você sequer fala “passa,
vira-lata”. Você olha com generosidade.
Bicho, eu vou segurar, porque estou
emocionado, mas a vontade era falar um baita de um palavrão. Eu queria ter
metade da paciência que você tem, porque ver aqueles vermes, vira-latas, que
lambiam os vãos dos dedos, implorando por uma foto, agora mordendo os pés e as
mãos daqueles que os alimentaram, me dá nojo, porque gratidão, meu irmão, é
dívida que não prescreve. (Palmas.)
Se eu entrei na política partidária,
foi inspirado no trabalho do seu pai e do seu irmão, senão eu não entraria. O
Frias sabe da história. Não entraria. Eu era um dos que acreditavam que
política era coisa para vagabundo e para bandido. Dona Rogeria, o Bolsonaro me
fez sonhar e acreditar que gente honesta pode fazer política e a porcaria que
está hoje é porque os honestos se omitiram, mas nós não vamos nos omitir.
Nós vamos para cima, cara, e você é
alguém que está apto a capitanear isso. Você e seus irmãos. O Eduardo é um cara
que abriu mão de tudo pelo nosso país, assim como poucos têm coragem de ter
esse grau de abnegação, e você é um cara que tem essa coragem. Você é um cara
que tem essa coragem.
Meus amigos, eu vejo muita gente
falando que a noite é escura, que está difícil, que está complicado. Gente,
Bolsonaro vai sair dessa. Nós vamos sair por cima por uma questão muito
simples: aqueles vira-latas que estão gritando lá fora são movidos por Satanás,
são demoníacos, são servos do demônio. Nós servimos ao único que venceu a
morte, morreu e ressuscitou, meu amigo.
E como eu falei para você aquele dia: a
unção de Deus não prescreve. Em 1 João 2:27, ele fala que Deus não erra na
unção. E vocês foram ungidos. E a nós o que resta? Lembrar de 1 Pedro, capítulo
3, versículo 15, que fala “estai sempre prontos para responder a qualquer um
que lhes perguntar qual a razão da vossa fé”.
Pois eu creio no Deus do impossível. Eu
creio no Deus que venceu a morte. Eu creio que pode entrar um dentro do outro
dessa corja de comunista imundo. Eu não vou desistir do meu país. Vocês não vão
desistir do nosso país, porque Deus só nos pede uma coisa: coragem. Coragem. E
aqui sobra coragem. Vamos dar a volta por cima e pegar o que é nosso. O Brasil
é nosso. Bolsonaro Livre. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as
palavras das autoridades.
O Colar de Honra ao Mérito Legislativo
é a mais alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo. Foi criado em 2015 e é concedido a pessoas naturais ou jurídicas,
brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a
contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico de nosso estado,
como forma de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem.
Neste momento, daremos início à outorga
do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao deputado federal Mario Frias.
Mario Luiz Frias, nascido em 9 de
outubro de 1971, em São Paulo, é ator, apresentador, diretor e político
brasileiro. Ficou nacionalmente conhecido nos anos 2000 por protagonizar
novelas juvenis, como “Malhação”, além de atuar diversas produções na TV,
teatro e cinema.
Em 2020, foi nomeado secretário
especial de Cultura do governo federal, função que ocupou até 2022, período
marcado por forte atuação em pautas de conservadorismo cultural e defesa de
políticas alinhadas ao governo Bolsonaro.
Em 2022, foi eleito deputado federal
por São Paulo, iniciando sua atuação parlamentar com foco em temas como Cultura,
liberdade de expressão, Segurança Pública e políticas educacionais. Frias
também é conhecido pela intensa presença em redes sociais e pelo seu
posicionamento firme em debates políticos.
Antes de darmos continuidade, passo a
palavra ao deputado Paulo Mansur, para uma saudação.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Boa noite a
todos, hoje a Alesp está maravilhosa, só patriota, estou vendo vereadores aqui
de diversas regiões. Nossa vereadora de São Paulo, Pavanato também.
A gente tem Benê Lima, nós temos
Marcelo Cruz, de Praia Grande, tantas pessoas. A gente está aqui com Gil Diniz,
meu parceiro, que a gente acabou de voltar agora de uma ida para ficar com o
Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ficamos lá uma semana com ele.
Também quero cumprimentar a Rogeria,
que é a precursora realmente desses três filhos maravilhosos que espelham a
política em todos que estão aqui, que é o Flávio, o Carlos e o Eduardo. E
primeiro eu vou começar com o Mario, falar do Mario Frias. A vontade minha é de
entregar o colar de honra ao mérito para ele.
Eu comecei a minha história com ele, em
2022. A gente se conheceu através do Eduardo Bolsonaro, e a gente se
identificou naquele primeiro momento, foi muito legal, as mesmas pautas, eu já
conhecia ele através do Ministério da Cultura, que eu via muitas atitudes dele.
A gente sabe que ele pegou o ministério com uma Lei Rouanet que distribuía
milhões para artistas que ganham milhões, como Ivete Sangalo, Gilberto Gil,
entre outros artistas que já são milionários.
E quando ele pegou o ministério, e foi
uma escolha técnica do presidente Bolsonaro, porque o Mario Frias já vem da
Cultura, Sonaira Fernandes, com esse ministério técnico vindo do Mario Frias,
ele implementou a lei Rouanet para os artistas que estão começando, para os
artistas que não têm palco, para os artistas que não aparecem nas mídias. Aí,
sim, ele quis implementar a Lei Rouanet, não dar milhões para quem já recebe
milhões. Então ele acabou com essa mamata do dinheiro público.
Só que eu falo que, dentre os
ministérios, o mais atacado é o da Cultura, porque quando ele ataca um artista,
esse artista também tem uma rede social forte, esse artista é ligado à mídia, e
ele segurou firme. O Mario Frias segurou firme, e ele acabou se tornando um
deputado federal pelo estado de São Paulo, com pedido não só do Jair Bolsonaro,
não só do Carlos Bolsonaro, mas também do Eduardo Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro, que foi o deputado
federal mais votado da história do País, pediu o voto para o Mario Frias, e ele
sabia que, nessa missão de pedir voto para outros deputados, ele faria uma
bancada maior, que até hoje é importante para a gente votar contra esse
desgoverno que só aumenta imposto.
E o Mario Frias tem a Cultura dentro do
DNA dele. Ele acabou escrevendo uma música para o presidente Bolsonaro, porque
ele fala que em momentos tristes ele gosta de escrever. Ou seja, é um artista,
está dentro do DNA dele. Ele acabou virando um político, por opção do presidente
Bolsonaro, que acabou escolhendo.
E não só isso, agora ele está
produzindo um filme para o presidente Bolsonaro, que eu tenho certeza de que
vai ser o maior sucesso, porque tudo que o Mario Frias coloca a mão vira
sucesso. Ele tem o meu respeito, tem a minha admiração, e eu falo com todas as
letras, se não fosse o Mario Frias, eu não estaria eleito deputado estadual.
Então, eu quero te agradecer, Mario, porque se não fosse você cruzar o meu
caminho, eu não estaria aqui legislando.
Então, eu fico feliz em poder dar esse
Colar de Honra ao Mérito para uma pessoa que fez tanto pelo Brasil, tanto pelo
estado de São Paulo, e que tem uma família maravilhosa, a Juliana, seus filhos.
Pena que a Ju não está aqui. Ela caminhou com a gente os 60 dias de campanha, a
Juliana, não deixava ele sozinho um minuto.
E eu caminhei junto, porque a gente
andava muito junto, eu, a Juliana e o Mario. Então, virou um irmão. De um
amigo, virou um irmão. Uma pessoa que a gente conversa. E antes de acabar esse
meu discurso, eu quero pôr um vídeo de uma homenagem para o Mario Frias, que
muitas pessoas que gostam de você, Mario, falaram nesse vídeo. Vamos colocar.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Mario, meu
respeito, minha admiração por você, minha honra por você, meu irmão. Para mim,
é um momento incrível eu poder te dar essa homenagem, o Colar de Honra ao
Mérito, a maior honraria do estado de São Paulo, para um deputado hoje federal,
mas que fez tanto pelo Brasil na área da Cultura, junto com o nosso presidente
Bolsonaro.
Muito obrigado. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora
para vir à frente os membros da Mesa Diretora, juntamente com o homenageado
para a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo
ao deputado federal Mario Frias.
*
* *
- É entregue a homenagem.
*
* *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu passo a palavra
agora ao homenageado da noite, o deputado Mario Frias. (Palmas.)
O
SR. MARIO FRIAS - Gente, boa noite. Sou o cara da
“Malhação”, mas não fiz o teste do sofá, está bem? Essa é de uma outra geração.
(Palmas.) Essa é a geração do Frias, não do Frota. A minha medalha está
intacta. Sei que deveria ser um momento de felicidade, mas é bastante difícil
que a gente esteja completamente feliz aqui.
Acho que a maioria que está aqui tem o
mesmo sentimento que eu. É engraçado, porque eu fico me lembrando dos momentos,
não é? Desde quando eu dei uma entrevista na televisão, durante a pandemia, e
vários atores da minha querida classe batiam à vontade.
O único presidente que eu elegi com convicção
na minha vida, não é? Nunca votei em nenhum partido de esquerda, não tenho essa
doença. Mas de fato, o único voto convicto durante toda a minha vida, que é
quase longa, não é? Só de profissão são 30 anos.
Então, tudo começou ali. O Flávio me
ligou, falou: “Poxa, meu pai quer conhecer você”. Eu falei: “Oh, senador, quer
me conhecer, que honra”. Porque eu, num debate na CNN, se não me engano, eu
debati com um ator e eu falei ali abertamente as convicções que eu tinha sobre
o presidente Bolsonaro e o orgulho que eu tinha pela primeira vez de ter um
presidente como ele.
Foram muitos momentos divertidos,
porque o presidente é absolutamente espontâneo e irreverente. Lembro-me em um
jantar, acho que essa eu não posso contar, mas eu me lembro de uma outra. Essa
acho que eu também não posso contar. Ele sempre fazia essa brincadeira: “Ficou
20 anos na Globo e não fez o teste do sofá?”. Ele afirmava para todo mundo que
eu estava mentindo, não é? Uma vez no Itamaraty, outra vez no Oriente Médio,
enfim.
Foram tantas as vezes que ele se
divertia com essa piada que, de fato, mostra muito quem ele é, sabe? Lições
muito importantes como eu não me importo com a eleição, eu me importo com o meu
mandato, fazer o que eu tenho que fazer e o povo vai decidir se eu mereço ou
não continuar no cargo que eu estou. Lições mais duras.
Como ter sido traído diversas vezes,
acho que todo mundo aqui sabe. E muitas vezes eu sou cobrado, porque eu divido
a direita. Sou bastante cobrado por dividir a direita, mas eu... Mas eu, de
fato, estou cagando profundamente para tudo isso, porque não existia direita no
Brasil. Não existia direita no Brasil.
Então, se existe uma direita hoje é
porque a gente teve um homem corajoso, que falou sozinho durante muitos anos,
e, mais do que tudo, sem discursos bonitos, polidos e afiados. Quer dizer,
afiados, sim, mas... Fato que, nos exemplos, o presidente, por diversas vezes,
teve que tomar decisões difíceis em relação à Cultura, principalmente, porque a
gente estava muito exposto, a economia ali, a grana rola solta, e a gente sabe
que está acontecendo novamente, infelizmente.
E a gente sempre conversava, como ele
mesmo disse: “Papo reto. E aí, Frias, o que a gente vai fazer?” Eu falava:
“Presidente, tem essa e essa aqui, o que o senhor quer?” “Eu quero a mais
difícil”. E não era fácil, mas a liderança dele foi sempre inspiradora.
Falar sobre a família dele é bem fácil
para mim, porque me identifico com os meninos, me identifico com a Rogeria,
como me identifico com a minha mãezinha, que apareceu ali. A semente foi
colocada de maneira muito assertiva e a criação dura, à base do chinelo, não é,
Rogeria? Pode falar a verdade, que cantava, não é? Cantava, esses três. Enfim,
essa também não posso contar, mas tudo bem.
Mas o exemplo que fica do presidente é
isso, de um homem de falas simples, muitas vezes rude, muitas vezes mal
interpretadas... Eu não ouvi barbaridade somente da esquerda, não. Ouvi de
muita gente, muita gente que está aí pleiteando cargo, sonhando com cargo,
falando muita bobagem. Gente que muda de lado, como quem muda de roupa, como
quem troca de celular, muito ruim.
Mas o que fica é o exemplo, é o exemplo
de um homem de caráter, que tem a admiração de quem trabalha com ele, que
lidera pelo exemplo e que levou o nosso Brasil a ter uma chance, ainda uma
chance, de se tornar um país que a gente tem orgulho. Não é bom. Não é bom
vê-lo preso, não é bom para o Carluxo, não é bom para o Flávio, não é bom para
o Duda, que está lá fora se sacrificando. E vi muita gente descendo do barco,
mas o cachorrinho que mora em mim vai morder uma hora. Vamos esperar a ordem
chegar.
Então vamos segurar firme, porque é o
que ele faria, vamos manter o bom humor, não é, o cara da Malhação, mas não do
teste do sofá. E, Carluxo, te agradeço - a gente não precisa falar muito para
entender - muito. Paulinho, obrigada. Gil, Lucas, Pollon, Major, saúdo a todas
as autoridades aqui, não é, somos todos autoridades. Eu costumo dizer que eu
não sou deputado, eu estou deputado. Eu não sou ator, eu estou ator. Acima de
tudo existe uma pessoa, uma família.
E o que o Jair Bolsonaro fez por mim
foi dar voz a tudo aquilo em que eu acreditava que era certo, mas que eu fui
convencido, durante muitos anos, que não era tão certo. Como eles gostam de
relativizar o que é certo e o que é errado, não é? Pra que o meio termo passe a
se tornar uma verdade, não é? Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade.
Mas não pra nós, porque o discurso não é decorado, o discurso vem do coração,
como vem de Jair Bolsonaro.
Então, Paulinho, muito obrigado por
esta honraria. Significa muito mais pra mim do que você imagina. E hoje a gente
tem uma notícia, sim, muito bacana, muito boa, que é a indicação, do presidente
Bolsonaro, do Flávio Bolsonaro para concorrer a presidente do Brasil. (Palmas.)
Essa notícia, sim, é muito importante. E o recadinho é o seguinte: união, sim.
União, sim. Vamos pedir união, desde que seja em torno de Jair Bolsonaro.
(Palmas.)
Obrigado.
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigada, deputado Mario
Frias, pelas palavras.
Daremos agora início à outorga do Colar
de Honra ao Mérito Legislativo ao vereador Carlos Bolsonaro. (Palmas.) Carlos
Bolsonaro, nascido em 7 de dezembro de 1982, é o segundo filho de Jair
Bolsonaro. Foi eleito vereador no Rio aos 17 anos, tornando-se o mais jovem da história
do Brasil.
Formado em Ciências Aeronáuticas,
cumpre seu sétimo mandato, e foi o vereador mais votado de 2016. Ganhou
destaque por comandar o marketing digital das campanhas do pai desde 2010,
licenciando-se em 2018 para atuar integralmente na campanha presidencial.
Defende pautas como redução da maioridade penal e o projeto “Escola Sem
Partido”.
Passo a palavra agora para o deputado
Paulo Mansur, para que proceda à sua saudação.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Olha, que
honra poder falar do Carlos. Primeiro, cumprimentar a Rogeria, mãe dele, que
está aqui, e que construiu, junto com Jair Bolsonaro, o caráter de Carlos,
Eduardo e Flávio. O Carlos, ele... Falando em família, não é?
Eu, Carlos, comecei a trabalhar com 14
anos de idade, nas empresas da minha família. Meu avô começou com oito, meu pai
com 12, e meu avô, quando veio para cá, para o Brasil, não tinha nada. Acabou
sendo locutor de rádio, depois ele virou dono de rádio, e aí as nossas empresas
expandiram.
Mas eu comecei a trabalhar cedo porque
meu pai quis que eu trabalhasse cedo. E isso daí ele falava que fazia o caos.
Ele falou: “Todo homem precisa ter um caos. O caos do trabalho, o caos da luta,
o caos do caráter.” E você, Carlos, tem esse caos. Porque a sua mãe e seu pai
colocaram você na política, deixaram você ir para a política com 17 anos de
idade.
Então você começou a enfrentar, imagine
só, com 17 anos de idade, uma responsabilidade muito maior do que você ir para
uma empresa, como eu fui com meus 14 anos. Você enfrentou leões, enfrentou
debates. Então, ao longo desse percurso, você teve diversos caos de se
posicionar, de defender as suas pautas. E aí depois, seu pai, como deputado
federal, acabou fazendo pilares junto com vocês, Eduardo, Carlos e Flávio, da
política.
E, quando o Jair Bolsonaro começou a
falar de Olavo de Carvalho, Enéas, que todo mundo achava que ele era um maluco,
e começou a expressar isso e ganhar muitas pessoas, Carlos teve a inteligência
de mexer nas redes sociais como ninguém. E, naquela época, não existia a
internet do jeito que é hoje. Existia a democracia. Então, a mensagem chegava
mais longe.
Bolsonaro ia para a televisão, falava,
mas, quando ele estava na rede social, as outras pessoas falavam dele. A
mensagem de Carlos, a mensagem do Bolsonaro. Muitas pessoas que estão aqui não
começaram a seguir o Bolsonaro por causa da palavra do presidente Bolsonaro,
mas seguiram o Bolsonaro porque outro político ou outra liderança acabou
defendendo o Bolsonaro na rede social. E isso tudo começou a viralizar.
E Jair Bolsonaro falou na Paulista que,
com uma prancha, “Com uma câmera de celular, Carlos Bolsonaro me elegeu
presidente”. E Carlos Bolsonaro tem um papel fundamental no Brasil.
Por que a gente resolveu homenagear o
Carlos Bolsonaro? Na realidade, o Mario Frias tem uma ligação muito, muito
próxima com o Carlos. E a gente resolveu, conversando com o Mario, falamos:
“Poxa, o Carlos vai para Santa Catarina para senador. Por que homenageá-lo em
São Paulo?” Porque o Carlos é do Brasil.
O Carlos não é de Santa Catarina, não é
de Goiânia. Ele é do Brasil inteiro, assim como todos os filhos do presidente
Bolsonaro, que carregam esse nome, que são filhos dele. Ele resolveu sair em
Santa Catarina, está em primeiro lugar nas pesquisas e vai vencer a eleição.
(Palmas.) Foi um pedido do presidente Bolsonaro para o povo de Santa Catarina.
Esta demonstração, esta Medalha de
Honra ao Mérito é para deixar claro que Carlos Bolsonaro não é só do Rio de
Janeiro, ele é um patriota do Brasil. Ele que pegou um deputado do baixo clero,
que era o presidente Bolsonaro, que ele era chamado na Câmara de deputado do
baixo clero.
Sabe por quê? Porque a imprensa não
dava voz para ele, porque ele não fazia negócio dentro da política. Então ele
era do baixo clero, não tinha relação com o STF, não tinha relação... Não
circulava com as lideranças. E aí ele pegou esse deputado do baixo clero e
mostrou quem era Jair Bolsonaro. E o povo começou a amar Jair Bolsonaro.
Então nós todos que somos patriotas,
que muitos vieram através da nossa rede social, através da nossa luta, através
do bolsonarismo, que estão aqui hoje... Se não fosse o Carlos Bolsonaro, esse
movimento não teria existido. (Palmas.) Então, Carlos, a nossa honra para você.
Todas as pessoas que estão aqui têm uma
gratidão por você, tenho certeza, um carinho por você. Todos os vereadores,
prefeitos, enfim, seguem o que você, os seus irmãos e o seu pai deixaram de
pilares dentro da política.
A gente só está começando. A esquerda
está há muito tempo aí, formou a esquerda de uma maneira estratégica no nosso país.
Mas Jair Bolsonaro vai ser lembrado para o resto da vida no Brasil. Ele só
chegou aonde chegou através de Carlos Bolsonaro.
A maior honra que eu tenho, Carlos, é
poder... Porque eu amo o seu pai. Eu o amo. Eu amo o presidente Bolsonaro.
Quando... Eu tinha um acordo com a minha mulher que, quando ele pisasse no
estado de São Paulo, eu tinha que o seguir. Então, às vezes, a gente estava em
um almoço de domingo, no restaurante, e aí eu falava: “Olha, o Bolsonaro
chegou. Eu vou ter que sair”. E aí eu saía e ia buscá-lo no aeroporto. Então, a
minha mulher, quero agradecê-la também pela paciência, o meu filho.
Mas é uma missão. É uma missão que,
graças a Deus, eu fico honrado de estar perto dos filhos do presidente
Bolsonaro, que eu tenho muita relação com o Eduardo também. Estive lá agora,
fiquei uma semana com ele, com os filhos dele. Eu me sinto privilegiado de
estar dentro do teu círculo, Carlos.
E antes de a gente continuar este
discurso, tem uma mensagem aí para você no vídeo. Vamos ver.
*
* *
- É exibido o vídeo.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Olha, que
honra poder estar nesse momento aqui. Num momento difícil, num momento de dor,
num momento em que seu irmão está exilado, e que vocês são perseguidos por
tudo, tendo que o Flávio ser o candidato à Presidência, e que o Eduardo tinha
uma vontade muito grande, se pudesse.
Então, são muitas barreiras para
enfrentar, da família Bolsonaro. Mas, Carlos, é isso. Todo mundo te agradece
aqui, por você realmente ter colocado Jair Messias Bolsonaro para esse Brasil,
para a gente ter esses valores, e saiba que esse piano que vocês carregam, que
a gente carrega junto com você, transformou a nossa vida. A gente está junto
nessa guerra. Vamos com vocês até o fim, com lealdade. Vocês podem ter certeza
disso.
Muito obrigado. Obrigado a todos. E
agora vamos entregar essa honraria para o Carlos. (Palmas.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, então,
para vir à frente, os membros da Mesa Diretora, juntamente com o homenageado,
para a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo
ao vereador Carlos Bolsonaro.
* * *
- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito
Legislativo do Estado de São Paulo.
* * *
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Passo então, agora, a
palavra ao segundo homenageado da noite, o vereador Carlos Bolsonaro.
O
SR. CARLOS BOLSONARO - Presidente Paulo
Mansur, Srs. Deputados, Srs. Vereadores, eu queria nominar um por um aqui, mas
eu... Minha cabeça está meio perdida aqui. Mas eu contei ali, são cerca de 30
autoridades presentes aqui, fora amigos, simpatizantes, que resolveram tirar o
seu final de dia para comparecer a esse momento tão importante - não para a
minha vida, mas para uma mensagem que todos nós carregamos -, recebendo a
Medalha da Assembleia Legislativa, a maior da América Latina. Quem sou eu?
Jamais pensei chegar a esse ponto. Obrigado pelo presente, Paulo.
Eu não tenho muitas palavras para
dizer, mas um desabafo que eu queria que os senhores entendessem. Sonaira,
minha grande amiga, Pavanato, Holiday, Renan, essa minha cara de triste aqui,
eu agradeço a vocês, porque é uma maneira de eu desabafar e ter a certeza de
que hoje à noite eu vou dormir mais tranquilo. É um presente que eu não pediria
uma coisa maior nesse momento.
Minha mãe, obrigado por tudo que você
fez na sua vida: abriu mão de estudos, abriu mão de um futuro para criar três
animais. Minha melhor amiga. O Mario, uma pessoa com que eu, nos últimos meses,
tive uma aproximação muito maior do que eu sempre tive, porque era um ombro
amigo que eu poderia desabafar.
Nos últimos dias, eu pude visitar meu
pai uma vez na cadeia. Eu sei que ele está numa salinha de quatro metros
quadrados, onde passa uma... Uma chave na porta para que ele não possa nem sair
do corredor. Quanto à desumanidade que estão fazendo com ele e ao atropelo das
leis, eu acho que não preciso entrar no detalhe, que os senhores conhecem isso
de cor e salteado.
Comecei minha vida - não vou me alongar
muito não, porque eu sei que os senhores estão cansados - comecei minha vida
com política com 17 anos de idade. Confesso aos senhores que eu não sabia onde
eu estava me metendo. Acho que um pouquinho diferente do Pavanato, que começou
novão também, mas muito mais preparado do que eu.
Naquela época, a gente não tinha
internet. São cerca de 20 anos atrás, 25 anos atrás. E muitas coisas ruins
aconteceram para que outras coisas boas pudessem surtir efeito. Naquele
momento, minha mãe era vereadora da cidade do Rio de Janeiro, e meu pai estava
se separando da minha mãe, e ele precisava de um apoio, porque um suporte na cidade
do Rio de Janeiro do quilate de um vereador é extremamente importante: são 20
funcionários, telefone, selos - naquela época que eram muito importantes -, um
escritório aberto de nove da manhã até as seis da tarde. E eu me coloquei à
disposição do meu pai naquele momento.
E eu quero falar isso porque a imprensa
gosta muito de “maldar” esse momento, mas eu gostaria de transformar isso numa
verdade e humanizar aquele fato. Porque, naquele momento, eu entrei em atrito
com a minha mãe, fui morar com o meu pai, passei por diversas dificuldades -
não com ele, jamais -, mas com outras pessoas, e fiquei sem falar com a minha
mãe por alguns meses.
O Flávio tinha a possibilidade de vir
candidato a vereador naquela época, mas ele não quis entrar em atrito com a minha
mãe. Então, meu pai fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral, porque a
Constituição fala que você tem que ter 18 anos de idade na data da posse, mas
não diz... A Constituição Federal fala que você tem que ter 18 anos para ser
candidato a vereador, mas não diz em que data que você tem que ter 18 anos.
Então, com a consulta no TSE - que eu
tenho certeza de que, naquela época, se fosse hoje, seria um pouquinho
diferente, né, Paulo? -, eu tinha que ter 18 anos na data da posse, foi 1º de
janeiro de 2001, e eu fiz 18 anos dia 7 de dezembro de 2000. E se o Flávio
tivesse vindo candidato, Mario, Major Mecca, Bove, meu amigo Gil, eu não
poderia posteriormente galgar uma cadeira de deputado estadual, porque eu não
teria idade.
Então, aquele “infortuito” de entrar em
atrito com a minha mãe - ela sabe disso, eu também sei - garantiu que déssemos
avanços que nem nós esperávamos que fossem ser alcançados. Tudo se encaixou de
uma maneira perfeita. Eu estou falando dos anos 2000.
Alguns meses depois, para os senhores
ficarem tranquilos, eu consegui trazer minha mãe de volta. Repito novamente,
hoje ela é a minha melhor amiga. (Palmas.) O deputado federal Jair Bolsonaro,
então, conseguiu eleger um garoto de 17 anos, inexperiente, imaturo, que não
sabia onde estava se metendo, Holiday. Mas eu tinha um pai como ídolo.
E os senhores percebem que às vezes a
inexperiência demonstra fatores valorosos, porque muitos passos foram dados sem
querer, mas que representam exatamente o que todos nós procuramos aqui, a união
familiar, o apreço a Jesus Cristo, porque nós sempre o procuramos em momentos
difíceis - não devia ser assim, mas é mais fácil para o ser humano ser egoísta
e agir dessa maneira. Mas a gente está aqui para aprender.
Estou no meu sétimo mandato de vereador
na cidade do Rio de Janeiro, 25 anos de vida pública. Eu tive uma carreira
escolar que, infelizmente, não foi do jeito que meus pais gostariam, nem eu.
Não tive a oportunidade, Mario, de frequentar uma faculdade com a liberdade de
conhecer meninas bonitas para que a gente pudesse viver aquele momento que é
comum a todos nós. Tudo foi muito conturbado.
Dentro de todas essas dificuldades que
eu acredito que os senhores todos passam por algo parecido aqui, a gente
procura evoluir e procura tirar coisas boas de situações ruins. E eu não me
arrependo em nenhum momento de ter perdido tudo o que eu perdi, não para chegar
aonde eu cheguei, mas para ajudar a construir o que todos nós construímos.
(Palmas.)
Eu não tinha que estar sendo
condecorado aqui, não, com todo respeito ao presidente Paulo Mansur. É lógico
que é uma brincadeira, mas é um fundo de verdade. Quem tinha que estar sendo
condecorado aqui são todos os senhores. Eu sou apenas uma ferramenta, que
antigamente ia para a rua, continuo indo, mas não tinha a internet. Era muito
mais duro do que é hoje em dia. Era muito mais difícil.
Quando surgiu a internet, novamente eu
não sabia onde eu estava me metendo, mas procurei fazer a coisa do jeito que eu
achava que pudesse ser certo. Só via o meu pai na internet com a cara feia, e o
Mario sabe mais do que ninguém que isso é tática de guerrilha, isso é tática de
TV, você desumanizar um homem, você transformá-lo, você transformar o belo no
feio, você criar discórdia, você desestruturar uma sociedade. Assim você
controla um bando, satisfeitos pelas migalhas que o governo lhes oferece à
custa dos impostos que ele paga.
E nós todos aqui somos empecilho para
que isso aconteça. Eu sou apenas uma ferramenta nessa trajetória. A internet
surgiu, os compromissos aumentaram na minha vida. Já caminhando para o final,
presidente. As coisas foram acontecendo de um jeito espontâneo.
Os senhores sabem que, após a eleição
presidencial do meu pai, tentaram entender como aquilo aconteceu. E aquilo só
aconteceu por causa do sentimento de mudança dos senhores. Não foi por causa de
mim. Mas eles queriam achar o culpado para que aquilo tivesse acontecido e me
botaram na boca do canhão, Mario.
Ele é dono de uma estrutura, de uma
organização criminosa, de um gabinete do ódio preparado, Sonaira, minha amiga.
Apesar de a gente se falar pouco, eu gostaria de falar muito mais. Mas já me
entregaram aqui, eu sou um cara moita para caramba. Sempre fui assim. E talvez
isso tenha sido fundamental para a maneira com que eu amadureci. Não certa ou
errada, mas cheguei até aqui desse jeito.
Então jamais tive uma organização
criminosa ao meu lado, um gabinete do ódio para disparar informações falsas. E
a gente sabe que isso é o modus operandi para perseguição e depois uma execução
penal em cima de você para que te impossibilite evoluir.
O Paulão tem falado muito isso
ultimamente e sempre carregou consigo. E eu tenho certeza de que o Paulão, ao
longo de sua trajetória, amadureceu muito, como todos nós. Mas, Paulão, falando
de um amigo para outro aqui: eu vejo em você um coração triste, cortado. Mas
não fica assim não, meu amigo. A gente tem que crer. Deus tem planos para todos
nós. E pela pessoa boa que você é, eu tenho certeza de que ele também tem para
você. Acalme teu coração, garoto. A gente tem muito para percorrer ainda.
Caminhando para o meu finalmente, eu só
queria agradecer novamente por essa condecoração. Pela terceira vez, repito,
mas num outro contexto: jamais esperei receber algo nesse sentido. Extremamente
honrado por ela. E eu tenho certeza de que, se for a vontade de Deus e a
vontade dos senhores, novos caminhos serão percorridos, porque são 25 anos de
vereador na cidade do Rio de Janeiro. Mas eu abri mão de muita coisa na minha
vida para que eu pudesse ajudar a eleger prefeitos, vereadores, governadores e
até um presidente. Jamais me preocupei comigo.
Eu sempre olhei para pessoas e falei:
“esse cara aqui pode ser legal, vou divulgá-lo”. E isso é sincero, isso é de
coração. Eu estava conversando aqui com o vereador Galvão, ele me pegou ali
pelo pescoço e falou: “pô, obrigado pelo vídeo que você gravou para mim, que me
ajudou a eleger vereador em Guarulhos”.
Eu confesso, eu olhei para a cara dele,
falei: “pô...”. Confesso que eu fiquei meio sem graça, porque eu não lembrava.
Mas as coisas sempre foram assim na minha vida. Nunca enriqueci com isso,
apesar de achar que não teria problema nenhum se tivesse enriquecido. Mas
sempre me doei por uma causa.
E recebi um pedido especial do meu pai:
“meu filho, vá lá fora, traz uma energia boa para mim”. E eu tento fazer isso,
desde quando ele estava preso dentro de casa. Os senhores tenham certeza de que
essa energia boa amanhã vai acordar muito melhor, porque a noite cansa, e o dia
começa, a gente fica melhor.
Vai ser levada a ele, porque eu vejo
aqui centenas de pessoas emanando coisas boas para que eu possa levar até ele.
Obrigado aos senhores por me colocarem como porta-voz do meu pai, de certa
forma. E eu vim aqui também deixar um abraço gigantesco dele para todos os
senhores. Porque a luta de ninguém acabou, ela só está começando.
Estou com os meus 42 anos, um pouco
cansado. A Sonaira, o Renan, o Pavanato, o Holiday - eu não sei qual é a dele
ainda, mas quem sabe volte aí -, o Galvão, a Nina são muito mais novos do que
eu. Vocês têm uma missão dura pela frente, mas contem conosco para que
continuemos levando a mensagem do que acreditamos ser o melhor para o futuro do
nosso país.
Meu muito obrigado a todos vocês por
esse presente que eu ganhei esta noite. Obrigado, presidente Paulo Mansur e a
todos os presentes. (Palmas.) (Voz fora do microfone.)
A
SRA. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos encerrar agora.
Obrigada, viu, senhor, pelas suas palavras emocionadas? (Palmas.) Depois de
ouvir a emoção de um dos visitantes aqui, quero agradecer também ao vereador
Carlos Bolsonaro pelas palavras e vou passar ao deputado Paulo Mansur, para que
proceda ao encerramento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Bom, eu quero
agradecer a todos que tornaram esse momento inesquecível, esse momento
possível: cada servidor, cada autoridade presente e, sobretudo, cada cidadão
que prestou esse momento. Declaro encerrada esta solenidade.
Muito obrigado a todos. (Palmas.)
*
* *
- Encerra-se a sessão às 21 horas e 19
minutos.
*
* *