
28 DE MAIO DE 2026
69ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: REIS, EDUARDO SUPLICY e RUI ALVES
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - REIS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h03min.
2 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
4 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - RUI ALVES
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - REIS
Assume a Presidência. Parabeniza o deputado Rui Alves por projeto de sua autoria.
7 - RUI ALVES
Assume a Presidência. Cumprimenta os alunos do Senac Jabaquara, presentes nas galerias.
8 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - CONTE LOPES
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
11 - PRESIDENTE RUI ALVES
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 29/05, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h47min.
*
* *
ÍNTEGRA
*
* *
- Assume a Presidência e abre a sessão
o Sr. Reis.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Presente o número
regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o Expediente.
Dando início ao Pequeno Expediente,
chamo para fazer uso da palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado
Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Delegado Olim.
(Pausa.)
Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado
Donato. (Pausa.)
Deputada Ediane Maria. (Pausa.)
Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputada
Professora Bebel. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Rafael
Saraiva. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.)
Deputado Eduardo Matarazzo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Prezado presidente desta sessão da Assembleia Legislativa,
deputado Reis, Sras. Deputadas e Srs. Deputados,
celebro hoje a conquista histórica dos trabalhadores com a aprovação pela
Câmara dos Deputados da proposta emenda à Constituição que acaba com a escala
6x1 e estabelece a jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com
dois de descanso, sem redução de salários.
Quero
parabenizar o presidente Lula pelo seu empenho em acabar com a escala 6x1 e por
sua articulação para que a proposta fosse aprovada com baixíssima rejeição. É
urgente que agora o Senado siga esse caminho e aprove a fim da escala 6x1 o
mais rápido possível.
Destaco que as
pessoas mais prejudicadas com a existência da escala 6x1 são, em sua maioria,
mulheres pobres que se dividem em jornadas quádruplas: trabalhar fora, cuidar
de casa, cuidar dos filhos e, com o envelhecimento da população, cuidar das mães
e dos pais idosos.
Trata-se de uma
organização do tempo que, na prática, limita severamente a liberdade
individual. O pouco tempo reservado para o descanso restringe o convívio
familiar, o acesso à Cultura, à Educação e à qualidade de vida. É, portanto, um
tema que ultrapassa a esfera trabalhista e toca diretamente o projeto de nação
que queremos construir.
E o fim da
escala 6x1 dialoga também com a minha maior defesa, a implantação de uma renda
básica de cidadania. A renda básica universal e incondicional fortalece o poder
de dizer não e permite ao trabalhador não aceitar qualquer condição de trabalho
que lhe apareça para sobreviver.
Hoje muitos
aceitam jornadas exaustivas não por escolha, mas por necessidade. Com a RBC
abre-se a possibilidade de se buscar alternativas de trabalho mais dignas, mais
afeitas à vocação pessoal de cada pessoa.
Em segundo
lugar, a renda básica de cidadania dialoga diretamente com a ideia de
redistribuição não apenas da renda, mas também do tempo. Relembro que, em
grandes metrópoles, o tempo gasto com o deslocamento é altíssimo. Segundo o
censo do IBGE, cerca de 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas no
trajeto.
A renda básica
de cidadania pode representar uma verdadeira transformação na vida desses
cidadãos, não apenas aliviando a pobreza, mas também devolvendo às pessoas o
tempo, o tempo para viver, para descansar, para sonhar e ir atrás dos seus
sonhos.
Como bem
ressaltou o papa Francisco em “Vamos Sonhar Juntos”, em 2020, o caminho para um
futuro melhor é possível, e é necessário pensar em uma sociedade onde
trabalhemos menos horas, mas com mais dignidade e melhor distribuição das
oportunidades. O fim da escala 6x1 permitirá que mais pessoas tenham acesso ao
trabalho, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida de todos.
Portanto, o fim
da escala 6x1 faz parte de um projeto mais amplo da sociedade, no qual a
liberdade não é formal, mas real. E essa liberdade real exige condições
materiais mínimas, exatamente aquilo que a renda básica de cidadania se propõe
a garantir.
Não se trata
apenas de melhorar leis trabalhistas ou criar programas sociais. Trata-se de
redefinir o lugar do trabalho em nossas vidas e de afirmar com convicção que a
economia deve estar a serviço do ser humano.
Parabenizo mais
uma vez os deputados federais pela aprovação e faço apelo para que os senadores
aprovem o quanto antes essa importante proposta de emenda à Constituição.
Precisamos cuidar de nossa população.
Sr. Presidente
Reis, posso assumir a Presidência para que V. Exa....
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Eu estou muito
ansioso. Estou ansioso para que V. Exa. possa assumir, para que eu possa falar
também alguns minutos.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Eduardo
Suplicy.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem a palavra,
então, deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) André Bueno. (Pausa.) Mauro
Bragato. (Pausa.) Deputado Reis, pelo tempo regimental.
O
SR. REIS - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar o presidente, o deputado Suplicy; cumprimentar
o público presente; os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Penal, da
Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica.
Cumprimentar todos os funcionários desta Casa e, também, cumprimentar
todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.
Presidente, eu
quero também fazer coro com o discurso de V. Exa. sobre a votação ontem do fim
da escala 6x1, uma luta de muitos e muitos anos dos trabalhadores que ainda não
está finalizada, porque agora a PEC segue para o Senado, para que os Srs.
Senadores possam aprová-la.
Mas a sociedade
tem que continuar pressionando, tem que continuar em guarda, em alerta, porque
não foi fácil para aprovar na Câmara dos Deputados, só foi aprovado porque
houve pressão popular.
Houve pressão
popular e a mobilização feita pelo nosso presidente da República, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, que entrou em campo, entrou em campo e tivemos esse
resultado positivo, uma vitória do povo trabalhador, uma vitória do povo
brasileiro.
Mas a gente tem
que mostrar aqui, deputado Suplicy, que mesmo assim tiveram os contrários,
tiveram aqueles que votaram contra o direito dos trabalhadores. E tem que ficar
registrado, a população tem que saber quem realmente está ao lado dela.
Então, no
primeiro turno nós tivemos 472 votos a favor, mas tivemos 22 contra, e tivemos
18 deputados ausentes e uma obstrução.
Então, no
primeiro turno nós tivemos 11 deputados do PL, do partido do Valdemar Costa
Neto, do partido do deputado André do Prado, que preside esta Casa, do partido
dos bolsonaristas.
Onze deputados
votaram contra, são eles: Bibo Nunes, Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela
Reinehr, Júlia Zanatta, Mauricio Marcon, Nicoletti, Paulo Marinho Jr, Ricardo
Guidi, Rosangela Moro e Zé Trovão. Onze do PL que votaram contra.
O Partido Novo
também teve quatro deputados que se colocaram contra. Aliás, esse Partido Novo
é antifuncionário público, não sei se vocês sabem disso. Lá na Câmara Municipal
todo projeto que vinha em benefício dos funcionários públicos eles se colocavam
contra.
Então eles são
sempre contra os trabalhadores, sempre contra aqueles que carregam o estado nas
costas. Então, Adriana Ventura votou contra, Gilson Marques, Marcel van Hattem
e Ricardo Salles. No União Brasil e MDB, também tiveram dois votos contra. Do
União, foram o Fabio Schiochet
e o Fausto Pinato, que é de São Paulo.
E, do MDB,
Carlos Chiodini e Pezenti também votaram contra a PEC. No PSD, no PP e no
Missão, cada um teve um deputado contra: o Lucas Redecker, Sérgio Turra e o Kim
Katáguiri, ou Kataguiri, como queiram, do Partido Missão. Também votou contra a
PEC.
Todos os 65
deputados do PT estavam presentes e votaram a favor da PEC, está aqui na
matéria do “G1”. Houve uma obstrução, do deputado Luiz Lima, também do Novo.
E 18 deputados
ausentes, que não registraram presença, talvez para não se comprometer com os acordos
deles com a elite. Adolfo Viana, PSDB da Bahia; Afonso Motta, PDT do Rio Grande
do Sul; Alexandre Leite, União Brasil de São Paulo; Arnaldo Jardim, Cidadania
de São Paulo; Cobalchini, MDB de Santa Catarina; Dilceu Sperafico, PP do
Paraná; Geovania de Sá, Republicanos de Santa Catarina; Guilherme Derrite, PP
de São Paulo.
Daqui a pouco,
ele vai estar pedindo votos aí para o Senado, mas nem lá foi para votar. João
Carlos Bacelar, PL da Bahia; José Priante, MDB do Paraná; Luiz Phillippe de
Orléans e Bragança, PL de São Paulo; Newton Cardoso Júnior, MDB de Minas
Gerais; Padovani, PP do Paraná; Pedro Lupion, Republicanos do Paraná; Roberto
Monteiro Pai, PL do Rio de Janeiro; Sérgio Souza, MDB do Paraná; Tião Medeiros,
PP do Paraná; e Yandra Moura, União Brasil de Sergipe.
Então deixar
bem registrado aqui: no segundo turno, foram 461 votos favoráveis e 19
contrários. E aí aumentou o número de ausentes: foi para 33 o número de
ausentes. Então essa ausência foi calculada.
Nove deputados
do PL, no segundo turno, votaram contra: Bibo Nunes, Caroline de Toni, Daniel
Freitas, Daniela Reinehr, Júlia Zanatta, Mauricio Marcon, Nicoletti, Ricardo
Guidi e Rosangela Moro. De novo: a matéria traz que todos os 65 deputados do PT
estavam presentes e votaram a favor.
O Novo teve
novamente quatro votos contrários: Adriana Ventura, Gilson Marques, Marcel van
Hattem e Ricardo Salles. O MDB, novamente: dois votos contrários: Carlos
Chiodini e Pezenti. União Brasil, PSD, PP e Missão: um voto, cada um contrário.
Fabio Schiochet, União
Brasil; Lucas Redecker, PSD do Rio Grande do Sul; Sérgio Turra, PP do Rio
Grande do Sul; e Kim Kataguiri, do Missão. E 33 deputados ausentes.
Viu que
aumentou bem em relação ao primeiro turno. No primeiro turno, foram 18
deputados ausentes. No segundo turno, 33 deputados não registraram presença:
Adolfo Viana, PSDB da Bahia; Alexandre Leite, União Brasil de São Paulo;
Arnaldo Jardim, Cidadania de São Paulo; Átila Lins, PSD do Amazonas; Beto
Pereira, Republicanos do Mato Grosso; Célio Studart, PSD do Ceará; Cobalchini,
MDB de Santa Catarina; Diego Andrade, PSD de Minas Gerais; Dilceu Sperafico, PP
do Paraná; Eriberto Medeiros, PSB de Pernambuco.
Geovania de Sá,
Republicanos de Santa Catarina; Guilherme Derrite, PP de São Paulo; João Carlos
Bacelar, PL da Bahia; Jorge Araújo, PP da Bahia; Júlio Arcoverde, PP do Piauí;
Júlio Cesar, PSD do Piauí; Júlio César, PSD do Piauí; Luciano Vieira, PSDB do
Rio de Janeiro; Luiz Lima, Novo do Rio de Janeiro; Luiz Philippe de Orléans e
Bragança, PL de São Paulo; Marcos Pereira, Republicanos de São Paulo; Marcos
Pollon, PL de Mato Grosso; Misael Varella, PSD de Minas Gerais.
Newton Cardoso
Jr., MDB de Minas Gerais; Padovani, PP do Paraná; Paulo Marinho Junior, PL do
Maranhão; Pedro Lupion, Republicanos do Paraná; Roberto Monteiro Pai, PL do Rio
de Janeiro; Sérgio Souza, MDB do Paraná; Sidney Leite, PSD do Amazonas; Silvio
Antônio, PL do Maranhão; Tião Medeiros, PP do Paraná; Yandra Moura, União
Brasil de Sergipe; e Zé Trovão, PL de Santa Catarina.
Então para
deixar registrado aqui quem realmente votou a favor do povo, quem votou contra
o povo e quem se escondeu, se absteve de votar, não marcou presença, estão bem
registrados aqui.
E a gente deve
continuar em alerta, continuar vigiando, porque a própria Bíblia diz: “Vigiai e
orai - né? -, orai e vigiai”. Então, vigiando aqueles que realmente se colocam
contra a população, contra o povo.
E parabéns ao
povo brasileiro.
Viva o PT, e
viva o presidente Lula.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Reis. Tem agora a palavra o deputado Fábio Faria de Sá.
(Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.)
Deputado Luiz Fernando Ferreira. (Pausa.) Deputado Dr. Eduardo Nóbrega.
(Pausa.)
Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.)
Deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.)
Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Deputada
Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputada Paula
da Bancada Feminista. (Pausa.)
Deputado Agente Federal Danilo Balas.
(Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Dr. Elton. (Pausa.) Deputado
Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputado
Lucas Bove. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputado Rui Alves, tem a palavra pelo
tempo regimental.
O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS -
SEM REVISÃO DO ORADOR -
Boa tarde a todos. Boa tarde Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, boa
tarde a todos os meus amigos, Srs. Deputados, que estão aqui hoje no plenário.
Quero começar
esse pronunciamento com esse vídeo que nós preparamos para passar e para
mostrar uma situação que está acontecendo no nosso Brasil, principalmente entre
as famílias, que não pode acontecer. Se está no ponto pode soltar, por
gentileza.
* * *
- É exibido o
vídeo.
* * *
Sr. Presidente,
para o senhor entender a nossa indignação e a nossa revolta diante desse tipo
de acontecimento.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Reis.
* * *
O nome dessa
mulher era Letícia Alves, uma jovem de apenas 27 anos, deputado Eduardo
Suplicy, que devido a um relacionamento rompido, o seu companheiro não aceitou
esse rompimento e chegou às vias de fato tirando a vida dessa mulher. O
suspeito tem 52 anos, efetuou os disparos na frente dos dois filhos.
E isso é uma preocupação que nós temos que
trazer para conhecimento de todos no estado de São Paulo, o feminicídio que
cresce a cada dia que passa em todo o Brasil. É impossível não ficar indignado
com esse tipo de situação. Além da dor da perda, existe uma outra preocupação e
atenção: com quem vão ficar essas crianças?
E é por isso,
que, através de um projeto de lei, deputado Eduardo Suplicy, nós criamos uma
lei, de minha autoria, e esse projeto, deputado, institui o benefício de pensão
para os filhos dependentes, crianças e adolescentes órfãs em razão do crime de
feminicídio, cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a dois salários
mínimos, para que possa ser dado suporte para quem vai ficar com essas
crianças.
Porque muitas
das vezes, na maioria das vezes, quem acolhe essas crianças vítimas, frutos do
feminicídio, são os avós, outros familiares e muita das vezes, na maioria das vezes,
enfrentam dificuldades reais que o Estado tem que estar atendendo para tudo
isso.
Fico imaginando
a dor dessas crianças que já ficam marcadas pelo trauma de ver as mães sendo
assassinadas pelos pais e ainda mais, com o futuro cheio de incertezas. Porque
aquilo que era para ser algo normal foi interrompido pela violência e essa
violência tem que se acabar contra as mulheres.
Essa perda
brutal, foi uma perda brutal que envergonha a sociedade neste momento, deputado
Reis, que nós temos que nos organizar para dar condições para que essas
crianças não fiquem desamparadas e elas possam seguir o curso normal da vida de
qualquer outra criança.
Eu tenho um
lema: combater o feminicídio também é cuidar daqueles que ficam. E nós somos
responsáveis por aqueles que ficam, que são essas crianças.
Obrigado, que
Deus abençoe a todos.
O
SR. PRESIDENTE REIS - PT - Muito bom e parabéns
pelo projeto. Vamos torcer para a gente aprovar o quanto antes e o governador
sancioná-lo. Chamo para fazer uso da palavra o deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente deputado Reis, cumprimento o deputado
Rui Alves pela iniciativa do projeto de lei para procurar prevenir a violência
contra as mulheres.
Mas gostaria,
Sr. Presidente, de aqui analisar o que está ocorrendo com o Hipódromo do Brás.
Manifesto minha preocupação diante da iminência da demolição do imóvel,
conhecido como Presídio do Hipódromo, situado na Rua Hipódromo, 600, no bairro
do Brás, em São Paulo.
O espaço teve o
deferimento de alvará de demolição no âmbito do processo da Secretaria
Municipal de Urbanismo e Licenciamento publicado em 13 de maio de 2026.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Rui Alves.
* * *
O edifício é
identificado pelo Memorial da Resistência como um aparato repressivo, presídio
político relacionado ao período da ditadura militar no Brasil, sendo
reconhecido como espaço marcado por severas violações de direitos humanos
cometidas contra opositores políticos e outros seguimentos historicamente
marginalizados, como a população negra, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.
O imóvel era
propriedade até agosto de 2025, quando foi transferido ao Fundo de Investimento
Imobiliário do Estado de São Paulo, FIISP, que é a plataforma de alienação de
imóveis e patrimônio público do governo estadual.
O processo foi
realizado com suspeitas de irregularidades, incluindo possíveis indícios de
subvalorização patrimonial, já que o bem teria sido integralizado por 11,1
milhões de reais, apesar de avaliações de mercado apontarem valor de até 27,8
milhões de reais, além da falta de transparência em relação a titularidade
posterior do imóvel, informa nota publicada do Conselho Nacional de Direitos
Humanos.
De acordo com a
reportagem da agenda pública, a venda do terreno faz parte da política do
governo de dispensar áreas subutilizadas, fato que se faz evidente após uma
certa fala do governador Tarcísio de Freitas.
Abrindo aspas:
“Não dá para ficar apegando à área patrimônio. Isso é uma lógica meio
patrimonialista”, fecha aspas, para a entrevista do governador no “G1”, de
outubro passado, ao defender a venda de parte de uma fazenda histórica em
Campinas.
Atualmente,
esse alvará de demolição está sendo segurado pela liminar do tribunal de
justiça de São Paulo ocorrida na última terça-feira, que suspendeu a
autorização para demolição. A decisão ocorreu no âmbito da ação popular, movida
pelo mandato da vereadora Amanda Paschoal e diversos presos políticos.
A liminar
determina a notificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional - Iphan -, onde os vereadores Nabil Bonduki e Amanda Paschoal
ingressaram com um pedido de tombamento.
A decisão
assegura de forma provisória a proteção do edifício, mas é fundamental garantir
a abertura imediata dos processos de tombamento junto ao IPHAN e também ao
Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental
da cidade de São Paulo, para que o Presídio do Hipódromo permaneça preservado
até que haja uma definição definitiva sobre sua importância histórica para a
memória das vítimas da ditadura militar.
A possível
destruição do edifício configura uma ameaça significativa ao direito, à memória
e à verdade, assim como a preservação de vestígios materiais ligados à
repressão política ocorrida durante a ditadura militar brasileira, podendo
resultar em perdas irreparáveis ao patrimônio histórico e documental do país.
Apelo, pois, ao
Conpresp e ao Iphan, que acatem ao pedido de tombamento para que preservemos a
memória nacional.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - RUI ALVES - REPUBLICANOS - Quero
agradecer a presença da visita guiada aqui no plenário do JK, dos visitantes lá
do Senac Jabaquara São Paulo. É um prazer receber vocês aqui, essa juventude.
Obrigado.
Chamo agora para a tribuna o deputado
Reis.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, fazer uma saudação especial aos alunos
do Senac Jabaquara, sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado
de São Paulo. Eu quero nesse momento, Sr. Presidente, continuar uma fala minha,
que se deu nessa semana, sobre uma delegacia que está caindo aos pedaços e o
Ministério Público foi lá e interditou essa delegacia.
E agora eu
recebi outra denúncia, eu estou recebendo várias denúncias de delegacias sem
condições de serem delegacias, sem condições de atenderem o público, de
atenderem a população. E recebi, também, denúncias de que o delegado seccional
está querendo apurar quem vazou fotos para o Sindicato dos Investigadores de
Polícia sobre as precariedades desta delegacia.
Então o
delegado tem que ficar feliz, porque se estão denunciando é porque realmente o
governo não está cumprindo o seu papel no que se refere à estruturação dos
próprios da Segurança Pública.
O governo,
quando mandou o Orçamento para esse ano, cortou 400 milhões de reais em relação
ao Orçamento anterior para reformas de delegacias e batalhões de Polícia
Militar e Companhias de Polícia Militar e presídios.
Foram 400
milhões de corte no Orçamento e 600 milhões de corte no combate ao crime
organizado, a rubrica orçamentária para o combate ao crime organizado. Então,
nós fizemos emendas ao Orçamento para poder corrigir isso, mas o relator na
época não colocou o valor real que nós estávamos propondo. Ele aceitou como
subemenda, mas colocou lá um valor simbólico, de 15 milhões de reais, que não resolve
o problema.
Então as
delegacias estão todas caindo aos pedaços, todos os lugares que a gente vai têm
reclamações das condições insalubres para que os profissionais da Segurança
possam trabalham. E quando alguém denuncia, o chefe acha ruim. Não dá para
aceitar isso de forma alguma, não é?
A delegacia que
eu estou falando, Sr. Presidente, é uma delegacia que fica na cidade de Pongaí,
na região de Lins. Ela está praticamente a 430 km da Capital. O que diz aqui o
Sindicato dos Investigadores: “Parte interna da delegacia enfrenta problemas
alarmantes, trincas estruturais, manchas de infiltração, forros deteriorados e
condições que colocam em risco tanto os servidores quanto a população atendida
no local. O cenário encontrado em Pongaí não é caso isolado”.
Então o
sindicato está dizendo que tem visitado outras regiões - e eu também tenho
visitado, eu tenho visitado várias cidades no interior, na região de Araçatuba,
na região de São José do Rio Preto, na região de Votuporanga e a gente tem
constatado, sim, essas denúncias.
“A situação
crítica de delegacias espalhadas por todo o estado de São Paulo - e que vêm
repercutindo. As fiscalizações promovidas pelo sindicato têm revelado
estruturas físicas comprometidas, ambientes insalubres e falta de manutenção básica
em unidades policiais que deveriam oferecer segurança e condições adequadas ao
trabalho dos profissionais da Polícia Civil.
Além
dos problemas estruturais, as denúncias também envolvem o déficit de efetivo”,
isso aqui eu tenho falado muito. Hoje faltam cerca de 15 mil policiais civis
para cuidar da Polícia Judiciária, para cuidar da apuração criminal, da
investigação criminal.
Não só na
Polícia Civil tem esse déficit de 15 mil, como também na Polícia Militar. Pelo
número fixado de 93.802 policiais, hoje está faltando aí cerca, também, de 15
mil policias militares. Então faltam 15 mil policiais militares, faltam 15 mil
policiais civis e faltam 10 mil policiais penais. Esse é o retrato do descaso
da Segurança Pública do estado de São Paulo.
E, obviamente,
quando a gente vai vendo a estrutura, a gente vê os prédios caindo aos pedaços
e o desgoverno que deveria cuidar disso não está cuidando. O governo tem essa
responsabilidade de governar, não de ser governado. Lamentavelmente, o
plantonista que está aí, o imperador que está aí, Tarcísio de Freitas, não tem
feito a lição de casa, não tem sequer cuidado da manutenção das delegacias.
É fato que eu
fiz uma emenda para a delegacia do Campo Limpo, para o 37º Distrito Policial. A
autoridade policial de lá tinha me pedido a emenda porque o telhado estava
danificado, a delegacia com as paredes ruins, toda desestruturada. Pediu uma
emenda para fazer a reforma do telhado e pintar a delegacia. Isso em 2023, nós
fizemos. Até hoje o governo que aí está não teve a capacidade de liberar os
recursos e fazer os procedimentos licitatórios de contratação para reformar a
delegacia do Campo Limpo.
Se mesmo uma
delegacia em que nós colocamos emenda impositiva, que o governo teria a
obrigação de cumprir essa emenda impositiva e ele não cumpriu, imagine as
demais, a situação em que estão.
É por isso que
estou repercutindo essa denúncia que veio pelo Sindicato dos Investigadores de
Polícia de São Paulo. É um absurdo o que o Tarcísio de Freitas tem feito na
Segurança Pública.
E não é à toa
que o maior problema que temos hoje no estado de São Paulo - está na pesquisa
Quaest - é a Segurança Pública, ou seja, pode-se dizer que estamos vivendo a
“insegurança pública” patrocinada pelo incompetente, pelo governador de plantão
que aí está.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. REIS - PT - Havendo acordo de lideranças,
requeiro de V. Exa. o levantamento da presente sessão, em que pese ter acabado
de chegar aqui o deputado Conte Lopes.
O
SR. PRESIDENTE - RUI ALVES - REPUBLICANOS - Pela lista
suplementar, deputado Conte...
O
SR. REIS - PT - É Conte Lopes.
O
SR. PRESIDENTE - RUI ALVES - REPUBLICANOS - Conte Lopes.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, alunos que nos acompanham na
tribuna da Assembleia, estava acompanhando há pouco o belo trabalho, mais uma
vez, da Rota, Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, que prendeu dois líderes do
PCC lá em Ubatuba.
Deputado Reis,
os líderes do PCC presos eram encarregados de matar autoridades e cometer
grandes delitos. Os dois foram presos com bastante dinheiro em espécie,
dinheiro todo apreendido.
Então veja que
ainda existem pessoas decentes. A gente vê muita gente vendendo a alma para o
diabo, pegando dinheiro de tudo quanto é lado, rolo para tudo que é lado, mas a
Rota está trabalhando lá. A Rota, da Polícia Militar de São Paulo, cumprindo
com seu dever, prendendo bandidos perigosos.
Tanto é que a
polícia de São Paulo está trabalhando muito bem, tanto a Polícia Civil quanto a
Polícia Militar. Essa virtude o governador tem, o Tarcísio de Freitas, de ter a
coragem de colocar a polícia sob o comando de policiais. Está aí o secretário
Dr. Nico, o Dr. Artur como delegado-geral, a coronel Glauce agora comandando a
Polícia Militar. São pessoas da secretaria, eu nunca vi isso.
Desde que
entrei na polícia, em 67, como soldado, eu nunca vi a polícia ser comandada por
policiais. E quanto tempo faz, hein? Trabalhando todo esse tempo na Rota, na
Força Tática, trabalhei e nunca vi.
Hoje, sob o
comando do governador Tarcísio de Freitas, a Segurança Pública está na mão de
policiais e São Paulo é um dos estados onde há mais segurança, onde se combate
mais o crime. Então, está de parabéns a Polícia Civil, a Polícia Militar, por
estarem trabalhando e combatendo o crime, dando segurança para a população.
Essa é a grande verdade.
Existe crime?
Existe. Por exemplo, o feminicídio é um crime praticamente familiar. O marido
que mata a mulher. É difícil até de prevenir isso. É difícil prevenir. Agora,
deveria prevenir com punições severas, mas não existem.
A gente tem
exemplo - já falei mil vezes - até na Casa aqui, um deputado, colega nosso. A
Mércia Nakashima foi morta pelo advogado, ex-policial. Conseguimos prender o
cara com o apoio, inclusive do Dr. Olim na época.
Achei uma
menina dentro de uma represa, que ela recebeu um tiro na cabeça do namorado e
ele a jogou dentro do carro, dentro da represa. Dias para encontrar essa moça e
o cara dizia que não, que não era ele. Foi preso, foi condenado, mas já está de
terno e gravata passeando pelas ruas de São Paulo, inclusive processando o
deputado Marcio, que falou mal dele aqui da tribuna.
O assassino da
Mércia processa o deputado por estar defendendo ou acusando - acusando não -,
falando que ele matou a própria irmã dele. Então, infelizmente, é isso que a
gente vê, mas em contrapartida, a Rota está trabalhando, está combatendo o
crime, está protegendo a população.
Continua como
sempre, odiada pelos bandidos, mas amada pela população. Inclusive, os
policiais da Rota deveriam ter uma recompensa a mais por trabalhar nas tropas
de choque, porque os outros policiais acabam tendo, fazem delegada, fazem um
monte de operações e lá não conseguem fazer.
Então fica aí a
nossa sugestão ao comandante da Polícia Militar, ao secretário Nico, que se dê
uma colaboração a esses policiais, para o policial ficar lá, que está com 20% a
menos do efetivo. Ninguém quer ficar, né?
Porque, lógico,
o cara, queira ou não, vive de salário, apesar de prender bandido com dinheiro,
como se prendeu ontem, esta noite, com bastante dinheiro, e recolheu dinheiro,
ao contrário de muita gente que fica fazendo acordo para tudo quanto é lado aí.
É uma “acordaiada” para tudo quanto é lado.
Então, aqui em
São Paulo a polícia está trabalhando, está combatendo o crime. Então ficam aqui
os nossos cumprimentos aos policiais militares da Rota pela prisão desses dois
bandidos perigosos do PCC, e estavam também atuando aqui na Faria Lima junto
com a Federal, contra a corrupção, contra a bandalheira.
Essa é a nossa colocação, Sr. Presidente.
O
SR. CONTE LOPES - PL - Pela ordem, Sr.
Presidente. Havendo acordo de lideranças, solicito a V. Exa. o levantamento da
sessão.
O
SR. PRESIDENTE - RUI ALVES - REPUBLICANOS - Ok. Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência,
antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão
ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 47
minutos.
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