
9 DE DEZEMBRO DE 2025
180ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: EDUARDO SUPLICY, PAULO MANSUR, GUILHERME CORTEZ e GILMACI SANTOS
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h10min. Convoca as Comissões de Constituição, Justiça e Redação, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, para uma reunião conjunta a ser realizada hoje, às 15 horas e 30 minutos, em primeira convocação, e às 15 horas e 46 minutos, em segunda convocação.
2 - DR. JORGE DO CARMO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - PAULO MANSUR
Assume a Presidência.
5 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - DELEGADA RAQUEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - ANDRÉA WERNER
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência. Parabeniza a deputada Andréa Werner pelo seu pronunciamento.
9 - PAULO MANSUR
Por inscrição, faz pronunciamento.
10 - GUILHERME CORTEZ
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
12 - GUILHERME CORTEZ
Assume a Presidência.
GRANDE EXPEDIENTE
13 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
14 - PRESIDENTE GUILHERME CORTEZ
Cumprimenta o Parlamento Jovem da Câmara Municipal de Salto de Pirapora/SP, presente nas galerias.
15 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
16 - PRESIDENTE GUILHERME CORTEZ
Cumprimenta professora Priscila Cintra, liderança na luta em defesa da educação especial, Samuel Gomide, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca/SP, e Josy, de Itaquaquecetuba/SP, presentes no plenário. Expõe a posição contrária à Resolução nº 129 da Seduc.
17 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
19 - REIS
Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.
20 - PRESIDENTE GUILHERME CORTEZ
Defere o pedido e suspende a sessão às 15h49min.
ORDEM DO DIA
21 - GILMACI SANTOS
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h30min. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, dez minutos após o término da presente sessão. Coloca em votação e declara aprovado requerimento, do deputado Luiz Fernando, de criação de comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões com ministros de Estado para tratar de investimentos para o estado de São Paulo, nos dias 09 e 10/12, em Brasília/DF. Anuncia a presença, no plenário, do conselheiro Carlos Cezar, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
22 - PAULO FIORILO
Para comunicação, faz pronunciamento.
23 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Exalta a competência do conselheiro Carlos Cezar no desempenho de suas funções. Coloca em votação e declara aprovado requerimento, do deputado Carlos Giannazi, de criação de comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões no Senado Federal sobre a votação de projetos que tratam do descongelamento de tempo de contribuição dos servidores públicos, nos dias 09 e 10/12, em Brasília/DF. Encerra a discussão, coloca em votação e declara aprovados, separadamente, requerimentos de urgência ao PL 21/24, ao PL 812/24, ao PL 1490/23, ao PL 1407/23, ao PL 534/20, ao PL 1257/19, ao PL 276/25, ao PL 1004/25, ao PL 867/24, ao PLC 34/25 e ao PL 735/24.
24 - THAINARA FARIA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
25 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 10/12, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 48 minutos. Levanta a sessão às 16h38min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a
Presidência e abre a sessão o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT -
Abertura da sessão ordinária. Presente o número regimental de Sras. Deputadas e
Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta
Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.
Sras. Deputadas
e Srs. Deputados, nos termos do disposto no Art. 18, inciso III, alínea “d”,
combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco a reunião conjunta
das comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e
Planejamento a realizar-se hoje às 15 horas e 30 minutos e, em segunda
convocação, às 15 horas e 46 minutos no Salão Nobre Campos Machado, com a
finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 1.314, de 2025, de autoria do Sr.
Governador.
Passamos agora
ao Pequeno Expediente. Eis a lista de oradores. Em primeiro lugar, está
inscrito o deputado Dr. Jorge do Carmo. Tem a palavra pelo tempo regimental,
por favor.
O SR. DR. JORGE DO
CARMO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Eduardo Suplicy, presidindo o
Pequeno Expediente desta terça-feira, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, público
da TV Alesp, assessores, pessoas que nos assistem, hoje quero falar, Sr.
Presidente, de mobilidade urbana e também mobilidade interurbana.
Muito
se fala sobre a política pública Tarifa Zero, que está ganhando cada vez mais
corpo na discussão, cada vez mais adeptos pelo Brasil. Inclusive, devo
registrar isso aqui, porque penso que o presidente Lula já está querendo se
convencer e, por isso, determinou que a equipe técnica, a equipe econômica, realize
um estudo de viabilidade.
Isso,
devo também reconhecer a pedido do entusiasta nessa questão da tarifa zero, que
é o deputado federal Jilmar Tatto, que, inclusive, recentemente lançou um
livro, que estou lendo o livro e estou bastante entusiasmado também com essa
política pública.
Mesmo
porque, quando falamos de direito de ir e vir, que está previsto na nossa
Constituição, começamos a pensar que é garantido o direito de ir e vir. E você
pode ir na escola, na creche, na UBS, você pode ir em qualquer lugar. E quando
você não tem dinheiro para pagar a passagem, o transporte público, como é que
está garantido?
O
SUS, que é o Sistema Único de Saúde, garante que você vá na UBS ou no hospital
e, por lá, você não precisa pagar, porque tem um sistema que paga, um sistema
aprovado no Brasil. Aliás, é o melhor sistema de Saúde do mundo, que garante
esse direito para o povo brasileiro.
Mas
o transporte público não é, porque, quando você precisa ir até o médico, por
exemplo, ou ir até a UBS, ou ir até o trabalho, se você não tiver dinheiro para
pagar o transporte público, você está com o seu direito de ir e vir, com a sua
garantia constitucional comprometida.
E
aí é por isso que é importante pensarmos nessa política. Assim como ter o SUS,
que é o Sistema Único de Saúde, por que não criar o SUM, que é o Sistema Único
de Mobilidade, para garantir que os trabalhadores, as trabalhadoras, o jovem, o
idoso, as pessoas que ainda não têm esse direito, que é garantido por lei,
possam ter esse direito para ir e vir de forma livre, sem ter que pagar?
Afinal, aqui em São Paulo, e acredito que em
muitas cidades do Brasil, quando você paga pelo subsídio, que é dinheiro do
nosso Orçamento, é dinheiro do orçamento público, é dinheiro dos nossos
impostos, você já está pagando pelo transporte público.
A
dizer que, quando você paga a tarifa, você está pagando duas vezes pelo mesmo
serviço.
Então
essa discussão, essa política pública está ganhando corpo no nosso país, no
nosso estado. Por exemplo, aqui em São Paulo nós já temos ao menos 42
municípios com essa gratuidade, aqui na capital nós já temos no final de
semana, no domingo.
Por
que não implementar isso aí, por que não viabilizar? No Brasil nós temos ao
menos 138 municípios e cidades grandes, Caucaia é uma delas no Ceará, outra
aqui é São Caetano em São Paulo e outras tantas cidades que poderão ser
implementadas.
Agora
eu quero trazer uma novidade que é: no Brasil também já tem uma capital - que é
a capital do Piauí, Teresina - que já tem o transporte público sobre trilhos, o
metrô, tarifa zero, que já foi implantado desde o início deste ano. E lá já se
identificou que cresceu... Aumentou de cinco mil usuários ao dia para sete mil,
ou seja, é mais acesso, é mais oportunidade para as pessoas irem no comércio.
Fomenta
o comércio, garante o direito para ir no lazer, para ir no teatro, para ir
fazer uma consulta médica, para levar a criança na escola, enfim, para todos os
direitos que estão muitas vezes obstados, porque o direito de ir e vir não está
garantido quando não se tem recurso para isso.
Por
isso eu quero dizer que quero louvar o governo do estado do Piauí, que
determinou que o metrô lá na capital, Teresina, já é... E é o transporte sobre
trilho. Então porque não implementarmos aqui também em São Paulo na CPTM, na
Via Mobilidade, na “via amarela”, no Metrô de São Paulo, no monotrilho para que
as pessoas possam ter, de fato, garantido o seu direito de ir e vir?
É
isso, Sr. Presidente. Quero dizer que salve o melhor juízo o ex-prefeito de
Bogotá, Enrique Peñalosa, falou uma frase que eu quero abrir aspas e dizer:
“Uma cidade desenvolvida não é aquela em que os pobres andam de carro, mas sim
aquela em que os ricos andam de transporte público”. Fecha aspas. Por que eu
penso isso? Porque se o transporte público tem qualidade a gente não vai ver os
trânsitos, sabe, imensuráveis que a gente vê aí, que a gente enfrenta todos os
dias.
O
espaço público é ocupado mais por carros do que por transporte coletivo, mais
para o carro do que para o ônibus, mais para o carro do que para o metrô,
porque as pessoas em razão do transporte público não ser aquele de qualidade, e
não ser tarifa zero também, preferem ir de carro, ocupando assim boa parte do
nosso viário e comprometendo o direito social de ir e vir que está previsto na
nossa constituição.
Por
isso eu tenho um projeto que prevê, que está tramitando nesta Casa, gratuidade
já nos dias das eleições, mas eu penso que a gratuidade tem que ser todos os
dias no transporte sobre trilhos, transporte sobre pneus, porque é um direito
do cidadão brasileiro que já paga tanto imposto neste país.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus
cumprimentos, deputado Dr. Jorge do Carmo. Tem agora a palavra o deputado
Rogério Santos. (Pausa.) Deputado Reis, tem a palavra pelo tempo regimental.
O SR. REIS - PT - Cumprimentar o presidente
deputado Suplicy, deputado Dr. Professor Jorge do Carmo, a deputada, doutora,
delegada de polícia e defensora das mulheres, Dra. Raquel.
O público presente, o deputado, também, Major
Mecca e o deputado Paulo Mansur, estava tentando lembrar do nome, faz tempo que
eu não o vejo aqui. Também o público presente, os integrantes da Polícia Civil,
da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-científica, e também
cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede
Alesp.
Presidente deputado Suplicy, publicou no dia 5,
no “Diário Oficial”, uma portaria da Artesp, Agência Reguladora de Serviços
Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo, publicou uma
autorização para
reajuste nos valores das linhas operadas pelo Consórcio Unileste devido aos
pedágios “Free Flow”.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. Paulo Mansur.
* * *
Desde o início,
quando começou, quando o governador Tarcísio começou com essa palhaçada de “Free
Flow”, dizendo que vai pôr “Free Flow” em tudo, são “Free Flow” em várias
rotas, até fiz um panfletinho aqui falando do “Tarciságio”, que é uma mistura
de Tarcísio com pedágio. Até o secretário dele veio aqui outro dia e ficou
bravo, o secretário da Secretaria de Parcerias, porque falei para ele que essa
quantidade de pedágios iria encarecer a vida do povo de São Paulo, e ele falou
que tinha pesquisa aqui que provava que onde tem pedágio barateia o custo do
transporte.
Esse discurso
dele contraria essa decisão da Artesp, porque a Artesp está dizendo que as
linhas de ônibus aqui... Vou dar o número das linhas: Linha 200, Terminal
Rodoviário; Linha 201; 411; 526. A Linha 200 S01 vai aumentar 28 centavos por
passageiro. Então cada vez que o passageiro passar ali na catraca vai pagar 28
centavos a mais. A 201, 23 centavos; a 411, 15 centavos; e a 526, 12 centavos,
tudo isso lá em Mogi das Cruzes.
Então isso vai
encarecer a vida das pessoas. Quer dizer, toda vez que a pessoa pegar esse
ônibus vai pagar um pouco mais, porque a Artesp autorizou o reajuste da tarifa
desses ônibus por conta dos pedágios “Free Flow” que estão instalados lá.
Aí ele falou
que ia baratear, então nós fizemos audiências públicas, fizemos audiência
pública aqui na Assembleia, fizemos audiência em Americana, em Santa Bárbara
d’Oeste, em Serra Negra, em Alumínio, em Sorocaba, fizemos várias audiências
para debater os pedágios “Free Flow” e para mostrar que essa modelagem de
pedágio vai mexer muito no bolso das pessoas. Prepare os seus bolsos, prepare,
porque vai mexer e muito.
Já começou a
mexer não só com o pagamento de quem usa o transporte individual, mas para quem
também usa o transporte coletivo. Ou seja, mesmo as pessoas que não têm carro e
usam o ônibus vão pagar um pouco mais caro, vão pagar um pouco mais caro. Toda
vez que tomar esse ônibus - está aqui a tabelinha -, dependendo da linha, 28
centavos a mais ela vai pagar.
Então nós somos
muito assertivos em denunciar essa lógica do governador de querer colocar
pedágio “Free Flow” em tudo o que ele vê. Logo, logo vai inventar pedágio “Free
Flow” aqui também na Capital. Não está distante isso, pela quantidade de
pedágios que está espalhando pela cidade.
Nós tínhamos
denunciado aqui que a pretensão dele era colocar 118 novos pedágios na Rota
Sorocabana; Lote Nova Raposo; Circuito das Águas; Rota Mogiana; Lote
Paranapanema; Lote Litoral Paulista; e até no Túnel Santos-Guarujá, que nem
existe o túnel, mas já tem a previsão de quando for terminado o túnel de ter um
pedágio “Free Flow” lá.
Em alguns
lugares ele recuou, mas tem um contrato com essas empresas, então esse recuo é
temporário, porque não houve nenhuma alteração nesse contrato. E esse contrato
é um contrato patrocinado.
Ou seja, o
Estado sempre vai ter que garantir o lucro dessas empresas e o povo, conforme
nós já havíamos afirmado aqui, vai pagar para sair de casa e vai pagar para
voltar para casa. E está tão comprovado isso com essa decisão da Artesp, que
publicou no dia 5 do corrente mês, 5 de dezembro agora, de reajustar, de autorizar
as linhas de ônibus a reajustarem as suas tarifas por conta dos pedágios “Free
Flow”.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL -
Seguindo a lista do Pequeno Expediente, deputado Luiz Claudio Marcolino.
(Pausa.) Delegado Olim. (Pausa.) Paulo Fiorilo. (Pausa.) Fábio Faria de Sá.
(Pausa.) Dr. Elton. (Pausa.) Carlos Giannazi. (Pausa.) Lucas Bove. (Pausa.)
Alex Madureira. (Pausa.)
Deputado
Eduardo Suplicy, V. Exa. tem o tempo regimental de cinco minutos para falar nos
microfones do púlpito da Alesp.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT - SEM REVISÃO DO
ORADOR - Caro presidente, deputado Paulo Mansur, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, quero registrar nesta sessão um importante encontro que realizamos
hoje pela manhã na quinta e última reunião da Frente Parlamentar da Cannabis
Medicinal e do Cânhamo Industrial de 2025, da qual o deputado Caio França é
coordenador e eu sou o vice-coordenador.
Foi
uma ocasião de grande significado, marcada por balanços, aprendizados e pelo
reconhecimento do quanto essa agenda tem avançado no Brasil. Ao longo deste
ano, acompanhamos decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal
de Justiça, resoluções da Anvisa e debates no Legislativo e no Executivo que
continuam a repercutir na sociedade.
Esses
movimentos mostram que a reforma de política de drogas é urgente. Precisamos
regulamentar a produção, ampliar o acesso para fins de saúde, pesquisa e
garantir que nenhum paciente fique para trás, especialmente no Sistema Único de
Saúde paulista.
No
evento desta manhã, pude destacar e agradecer o trabalho das associações de
pacientes e familiares, das universidades públicas e dos movimentos sociais que
enfrentam diariamente os anos da proibição e que têm sido fundamentais para
promover informação, cuidado e coragem na defesa da Saúde. Também celebramos o
amadurecimento da frente parlamentar. Este ano, realizamos audiências, debates,
moções e, sobretudo, lançamos o 3º edital de emendas parlamentares voltado a
projetos sérios e transformadores.
Ao
todo, destinamos um milhão e 250 mil reais em emendas parlamentares, sendo R$
500.000,00 de minha autoria, R$ 750.000,00 do deputado Caio França. Recebemos
48 propostas de organizações da sociedade civil, universidades, prefeituras e
instituições estaduais, das quais oito foram selecionadas.
São
elas: associação PsicoCannabis, em parceria com o Centro de Convivência É de
Lei, de São Paulo, beneficiada com 200 mil reais; Incor, do Instituto do
Coração, da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, contemplado com R$
334.126,00; Prefeitura Municipal de Pereira Barreto, com R$ 100.000,00;
Prefeitura Municipal de Peruíbe, também com R$ 100.000,00; Projeto Turma do
Bem, de São Paulo, com R$ 100.000,00; Universidade Federal de São Carlos, para
o programa de pós-graduação em Conservação e Sustentabilidade, do campus Lagoa
do Sino, em Buri, com R$ 164.474,52; a Unesp de Botucatu, Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia, com R$ 148.700,00; e a Unesp de Ilha Solteira,
Faculdade de Engenharia, com R$ 102.700,00.
Esses
projetos demonstram a diversidade e a força do movimento pela cannabis
medicinal e pelo cânhamo industrial em nosso estado e refletem o compromisso
desta frente com iniciativas sérias e responsáveis e de impacto social. Eu
quero muito agradecer ao deputado Caio França por mais um ano de trabalho
conjunto, às equipes envolvidas e ao cívico que nos acolheu nessa única reunião
de ano.
Aproveitei, também,
para compartilhar uma dimensão pessoal. O cuidado integral que tenho recebido
no tratamento de Parkinson demonstra como a qualidade de vida potencializa os
benefícios terapêuticos da Cannabis e do THC. Minha vivência reforça meu
compromisso ético com essa causa, que não é apenas científica, mas
profundamente humana.
Encerramos o encontro
com esperança e determinação para 2026. Teremos novos desafios no cenário
político, mas nosso objetivo permanece: ampliar a informação; garantir acesso
seguro aos tratamentos; e avançar para uma mudança de mentalidade, que coloque
a saúde e a ciência no centro das decisões.
Registro aqui o
sucesso da reunião desta manhã. Renovamos nosso compromisso de seguir
trabalhando até que todas as pessoas que necessitam tenham garantido o seu
direito à saúde.
Muito obrigado e muito
obrigado, querido deputado Caio França, por ter me convidado para ser o
vice-coordenador dessa tão bem-sucedida Frente Parlamentar em Defesa da
Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial.
Muito obrigado, Sr.
Presidente Paulo Mansur.
O SR.
PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL - Obrigado,
Eduardo Suplicy. Vamos seguindo a lista de oradores do Pequeno Expediente.
Deputado Danilo Campetti. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputado Bruno
Zambelli. (Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputada Thainara Faria.
(Pausa.)
Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes.
(Pausa.) Deputado Maurici. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor.
(Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.)
Deputada Beth Sahão. (Pausa.)
Deputada... Então vai, deputada. Deputada Professora Bebel.
(Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputada Delegada
Raquel. Vossa Excelência tem pelo tempo regimental de cinco minutos para falar
no microfone aqui do plenário e, também, eu quero te cumprimentar pela sua
chegada aqui na Assembleia, que eu ainda não havia cumprimentado Vossa
Excelência.
A
SRA. DELEGADA RAQUEL - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, presidente, deputado Paulo Mansur, nobres
deputados aqui presentes. Hoje a minha pauta é sobre a hipocrisia, vamos falar
sobre a hipocrisia. A sociedade, volta e meia, se depara com o ápice da
violência, com a barbárie humana, com atos medievais e se choca e exige
providências dos poderes públicos, do sistema de Justiça, da Justiça, da
polícia, mas o que ocorre? Essa hipocrisia que perambula no inconsciente
coletivo - ela é latente, é viva - e essa hipocrisia faz uma deturpação de
valores ou até mesmo uma alteração de conceitos.
Vamos falar das minhas
recentes leis protocoladas hoje. Nós estamos falando das leis que regulamentam
a lei federal do bullying, o bullying, que pode ser um bullying no contexto
social, não só acadêmico, escolar, familiar. O bullying é a evolução de atos
sistêmicos normalizados pela sociedade. Ele é a normalização de atos de
covardia, é a normalização de escolher um para alvo de saco de pancadas.
Mas quantas vezes eu
escutei que é algo chamado como frescura nos dias atuais? Que, na minha época,
os atos eram classificados como brincadeira, mas, vem cá, essa brincadeira de
suportabilidade do insuportável ou do que não pode ser permitido cabe a você. A
sociedade não pode normalizar atos de violência, de crime, de evolução de
violência como naturais. Nós estamos falando em uma sociedade democrática, nós
estamos falando em uma sociedade em que a convivência deve ser pacífica e assim
nós, policiais, buscamos cumprir nosso dever na convivência pacífica entre as
diferenças.
E
não tem como terminar minha fala, presidente, deputados, para falar da evolução
da violência contra a mulher, que é a mesma hipocrisia. É a hipocrisia de a
sociedade se deparar com mulheres amputadas, com mulheres mortas, e falar:
“Vamos fazer algo. Onde estão as leis? Onde está a polícia? Onde está a
Justiça?”
Mas
e a sociedade, onde está? Conivente, quieta, silente, em atos silenciosos que
são alarmantes, que são graves, dessa evolução do crime. E aqui eu faço um
correlato dos crimes que anunciam que serão crimes cruéis, fatais, que serão
irreversíveis. Esses crimes são anunciados, mas a sociedade acredita ser banal,
acredita não ser o seu problema.
Enquanto
estivermos banalizando e vivendo a hipocrisia na realidade, a violência não irá
parar, por melhor que seja a polícia, por melhores que sejam as políticas de
Segurança Pública, o sistema de justiça criminal, as leis, se a sociedade não
fizer uma releitura de que aquele que cumpre a lei não é um mané e aquele que
pratica o crime não é um malandro, e não fizermos esse heroísmo à malandragem,
nós não iremos conseguir andar.
Muito
obrigada, meus pares, deputados, a quem está nos assistindo e aos presentes.
O SR. PRESIDENTE - PAULO MANSUR - PL -
Seguindo a lista de oradores do Pequeno Expediente, deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Deputada Andréa Werner. Vossa Excelência tem o tempo
regimental de cinco minutos para falar no microfone aqui do plenário da
Assembleia Legislativa.
A SRA. ANDRÉA WERNER -
PSB - SEM REVISÃO DO
ORADOR - Boa tarde a todos e todas, meus colegas, funcionários da Casa.
Faz
um tempo que não venho aqui e tenho um “apanhadão” de assuntos que é tranquilo
de fazer, porque a gente deve votar o Orçamento do Governo do Estado para 2026.
O Orçamento é enviado pelo governador para que a gente aprove aqui nesta Casa,
e tem algumas coisas que me preocuparam um bocado discutindo com a minha equipe
e eu queria falar a respeito delas.
Primeiro,
foi a redução de 60% na verba de combate a enchentes, sendo que nos últimos
anos, principalmente no verão, a gente vê desastres sucessivos com as chuvas,
não só com relação à queda de barreiras, a pessoas que ficam desalojadas, a
mortes. A gente precisava de fato era de mais dedicação do Executivo nesse
sentido.
Ontem
mesmo eu recebi aquele alerta da Defesa Civil que faz um barulhão no celular e
que assusta todo mundo, e eu já não estava mais na Capital, mas fiquei sabendo
que teve muita destruição, que aqui no nosso redor, no Parque do Ibirapuera,
caíram muitas árvores; aqui na Alesp caíram umas partes também, que minha
equipe me mandou fotos. Então, isso é uma coisa frequente, a gente não pode
pensar em diminuir a verba para isso.
Outra
coisa que me chocou bastante, principalmente neste momento - e a Delegada
Raquel, que veio antes, estava falando disso -, é a redução de 54% na verba da
Secretaria da Mulher. Essa verba tem sido historicamente reduzida. Os deputados
mandam emendas para aumentar esse valor, mas a gente tem visto o governo contingenciar
esse valor que é enviado para lá na forma de emendas. Então, não está
utilizando esse valor.
Eu
não sei vocês, mas eu não aguento mais, eu não aguento mais ligar a televisão e
ver notícia de mulher que foi morta. Eu não aguento mais saber de que forma a
mulher foi morta dessa vez. Todo dia é uma novidade nesse sentido. Eu não
aguento mais ligar a televisão.
A
gente precisa de políticas sérias com relação a isso e a gente não pode
simplesmente jogar no colo do governo federal falando: “Ah, mas isso é sobre
direito penal, que é legislado em Brasília”. Não é só sobre aumentar penas.
Quando
você condena um homem - e ele tem que ser condenado mesmo, preso, e que fique
na cadeia por muito tempo por matar uma mulher -, a mulher já morreu. A gente
também tem que ter políticas para prevenir os feminicídios e tem muito que pode
ser feito nesse sentido, mas a gente precisa de dinheiro também.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
Eu
sou a deputada, e eu ouvi isso de uma pessoa da base do Governo, eu sou a
deputada que mais aprovou projetos de lei aqui na Casa nesses três anos de
mandato. Eu estou indo aí para o último ano de mandato e eu sei que se o
governador sancionou os projetos de lei é porque ele viu que eram importantes,
porque a minha causa é a da pessoa com deficiência.
Mas
eu fiquei muito triste de ter que ouvir em alguns momentos que eu teria que
tirar projetos meus da lista da votação porque eles criavam um custo. Um desses
projetos é um projeto essencial, que é o que traz a obrigatoriedade de ter
trocadores em prédios como shoppings, prédios públicos, para crianças,
adolescentes e adultos.
Porque
existem crianças, adolescentes e adultos com deficiência que usam fraldas, e as
cuidadoras, que geralmente são as mães, quando vão a um shopping ou a um
restaurante, têm que trocar essas pessoas no chão do banheiro, porque só existe
trocador para bebês. E esse projeto foi um dos que eu tive que tirar da lista
de votação porque disseram que criava custo.
Melhorar
a vida das pessoas cria custo, e aqui a gente tem que voltar a falar de
prioridades, que é o que a gente tem visto nesse Orçamento. O meu projeto,
então, que cria uma renda para os cuidadores, que são cuidadores exclusivos de
pessoas com deficiência, eu tenho certeza que não vai passar, porque esse,
realmente, cria um custo que é muito necessário. Mas, nesse sentido, eu vejo
que ele não vai progredir aqui na Casa. O nosso estado dá bilhões de renúncias
fiscais.
Uma
matéria recente mostrou que está dando renúncias fiscais até para empresas que
devem mais de 200 milhões para o Estado. A verba proposta para formação
profissional e emprego apoiado de pessoas com deficiência também foi
insuficiente nesse Orçamento que foi enviado. A mesma coisa para atendimento a
crianças e adultos autistas que continuam nas filas, sem diagnóstico, sem
tratamento, sem nada.
São
Paulo não pode continuar virando as costas para quem mais precisa, para a
população mais vulnerável. E aí fica o questionamento, qual que é a prioridade
dos gastos nesse Orçamento que foi mandado? Para onde que está indo o dinheiro,
além das renúncias fiscais que eu já falei?
Um ano atrás privatizaram a Sabesp, eu fui
contra, desde o início me posicionei contra. O governador, inclusive, deu
entrevistas falando que a tarifa ia cair e o que a gente viu agora? A Sabesp
acabou de anunciar que a tarifa vai subir 6,11% em janeiro.
A
gente avisou, a gente falou que empresa privada quer lucro, que é isso que
aconteceria com um bem tão essencial quanto a água. Essa privatização beneficiou
a quem, no final das contas? Não tem dinheiro para o serviço público, para as
pessoas com deficiência, mas os acionistas, pelo jeito, estão bem felizes. O
dado que mais me chocou desse Orçamento foi, para a Saúde da Gestante, o
governo propôs dez reais no Orçamento.
Dez
reais, é o que está lá naquela linha, para atender gestantes do estado inteiro.
A gente apresentou uma emenda de cinco milhões, mas eu não acredito que a
emenda vai ser aprovada, porque é muito difícil a gente conseguir aprovar
emendas aqui para o Orçamento. E aí, finalizando, presidente, é importante
lembrar que 72% dos deputados desta Casa são homens.
Nós,
mulheres, ainda somos franca minoria aqui. A gente precisa de homens aliados
nessa luta da defesa dos vulneráveis, da proteção das mulheres, porque,
infelizmente, parece que isso ainda não é prioridade para esta Casa e, muitas
vezes, também para o nosso Executivo.
Ano
que vem é ano de eleição, eu espero ver mais mulheres nesta Casa e mais homens
que também compreendam essa questão das pessoas que são mais vulneráveis,
porque, às vezes, eu sinto que quem nunca precisou não vive essa causa, não
entende a urgência.
Por
fim, Orçamento público não é planilha e a gente não pode colocar as pessoas
vulneráveis como se fossem linhas vermelhas nessa planilha. Então, a gente vai,
sim, seguir lutando para que São Paulo não abandone os mais vulneráveis.
Muito
obrigada.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT -
Meus cumprimentos, deputada Andréa Werner, pelo seu pronunciamento. Agora tem a
palavra o deputado Paulo Mansur, pelo tempo regimental.
O SR. PAULO MANSUR -
PL - SEM REVISÃO DO
ORADOR - Cumprimentar o senador, o presidente aqui dirigindo hoje a Alesp.
Cumprimentar todos que estão nos assistindo na TV Alesp em casa. E falar que
esta semana a gente teve uma notícia, há quatro dias atrás, do senador Flávio
Bolsonaro falando que o pai dele indicou ele para ser o presidente da República
no lugar do seu nome, Jair Bolsonaro.
Ele,
de dentro de uma prisão da Polícia Federal, dá um aviso, e esse aviso não é por
vídeo. É só um recado para o País, só que esse recado tomou uma proporção tão
grande que em quatro dias o nome do senador Flávio Bolsonaro já empatou com o
do Lula nas pesquisas.
Ou
seja, um homem que está com a máquina pública, podendo administrar o País de
uma maneira séria, só aumenta o imposto do brasileiro. E esse é um sinal de que
o brasileiro quer mudança.
Então,
quando o presidente Bolsonaro vai lá e indica o filho dele, ele já deixa um
gelo no centrão. Ele deu uma cartada do “zap” na cara do centrão e falou “Olha,
não coloquem outro nome.
Eu
quero... Se não for eu, vai o meu filho, para ter um nome Bolsonaro nas urnas,
para a gente ter uma continuidade de um governo que deu certo nesse Brasil”. E
a população brasileira respondeu e respondeu bem. Respondeu tão bem que em
Brasília hoje já estão querendo votar a anistia, só que a anistia da
dosimetria.
Hoje
já teve o julgamento do Filipe Martins. As coisas começaram a acontecer depois
que o Flávio Bolsonaro colocou o nome dele. O centrão começou a se movimentar e
Felipe Martins, a defesa dele, deixou muito claro que a minuta de golpe foi
escrita, colocada e enviada pelo telefone do Mauro Cid, ou seja, o próprio
denunciador do golpe que escreveu a minuta de golpe.
É
isso que temos? Como que se dá um golpe no Brasil sem armamento? Como que se dá
um golpe no Brasil sem a Polícia Militar, sem a Polícia Civil, sem a Marinha,
sem o Exército?
Ou
seja, é uma narrativa que os próprios deputados teriam que ter: a coragem de
votar a anistia ampla, geral e irrestrita para tirar esses presos do 8 de
janeiro que estão lá até hoje, sofrendo por uma narrativa de um golpe que ficou
muito longe de acontecer.
Então
é colocada a anistia da dosimetria, e que o Paulo da Força, o Paulinho da
Força, vem com aquela cara de pau dele, aquele político dos “entranhos” da
política, que é ligado ao PT, ao centro, a todos, querendo empurrar de qualquer
maneira a dosimetria em cima do povo brasileiro.
Esse
Paulinho da Força nunca mais vai se eleger neste país, é um covarde. E o Hugo
Motta tem a prerrogativa de colocar anistia ampla, geral e irrestrita, e não
coloca. Isso é um verdadeiro absurdo que estamos vivendo neste país. Mas temos
fé que se não conseguirmos a anistia ampla, geral e irrestrita, Flávio
Bolsonaro será o nosso presidente. E assim seja. E se ele for, com certeza,
este Brasil vai mudar.
Muito
obrigado, presidente.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Tem
a palavra o deputado Guilherme Cortez, pelo tempo regimental.
O SR. GUILHERME CORTEZ
- PSOL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Muito boa tarde,
Sr. Presidente, meus colegas
deputados, o público presente que nos assiste da galeria, inclusive minha amiga
Priscila, representando muito bem as professoras e as famílias de Franca e do
estado de São Paulo, que estão lutando pela educação especial, Sr. Presidente, que tem sido tão
atacada por esse desgoverno, que, como eu vou falar daqui nesta tribuna, tem
desmontado a Educação no nosso estado.
É
um prazer tê-las aqui e que estão fazendo um trabalho muito importante de
dialogar com os mandatos dos deputados para que a gente possa combater esse
desmonte que a gente está vendo na educação especial.
Está
na hora de a gente ver se os deputados que, na hora da campanha, dizem que
defendem os alunos autistas, com neurodivergência, com necessidades especiais,
com deficiência, se vão estar ao lado das famílias dos professores neste
momento.
Mas,
presidente, depois da fala do Paulo Mansur, eu não posso deixar de dizer aqui
como a vida tem coisas engraçadas. O governador Tarcísio passou o ano inteiro
rodando pelo Brasil para construir a sua candidatura para presidente. Ele
esqueceu que governava São Paulo.
Ficou
mais tempo em Brasília patrocinando os projetos pessoais dele, defendendo
bandido, anistia, condenado, do que governando o estado de São Paulo. Talvez
por isso a gente tenha visto o nosso estado chegar à situação alarmante a que
chegou: a Educação do estado de São Paulo, os serviços públicos, os casos de
violência contra a mulher e o crime organizado se infiltrando no estado
inteiro.
Pois
bem, Tarcísio já estava com tudo montado, com o palanque, com o partido, com o
centrão, com a Faria Lima ao lado dele. Tomou um passa-moleque do Bolsonaro,
foi passado para trás pelo Bolsonaro, que, de dentro da cadeia onde está cumprindo
pena, escolheu o próprio filho para seguir o legado de derrotas deles próprios.
E o Tarcísio ficou chupando o dedo, ficou para trás nesse processo.
Não
vai conseguir ser candidato a presidente. Nós vamos ter que derrotá-lo aqui,
com ele tentando ser candidato a governador, porque isso é uma questão de
sobrevivência para o estado de São Paulo. O estado de São Paulo não aguenta
mais quatro anos desse desgoverno. Eu queria que ele fosse candidato a
presidente mesmo, porque já nos livrava desse problema, e daí a gente derrotava
ele na eleição presidencial.
Mas,
se vai ser o Flávio Bolsonaro, não tem problema, porque, ao contrário do que o
deputado falou, o Flávio Bolsonaro hoje está 15 pontos atrás nas pesquisas, não
vai chegar nem perto. Estou achando que o Lula vai ser reeleito no primeiro
turno pelo jeito que essa turma está.
Nós
precisamos, Sr. Presidente, deter esse governador, porque o estado de São Paulo
não resiste a mais quatro anos desse governo. Eu queria falar, aproveitando a
presença das minhas amigas que estão lutando pela educação especial, sobre a
realidade da Educação no estado de São Paulo.
Dez
anos atrás, presidente, o governador do estado propôs uma política que chamava
de “reorganização da rede estadual de ensino”. Naquela época, eu estava no
último ano do ensino médio. Uma política muito ruim, que ia fechar escolas, ia
fechar turmas, ia mudar um aluno de escola para uma escola diferente daquela
com a qual ele estava acostumado, onde o irmão dele estudava.
Pois
bem, nós, alunos secundaristas, ocupamos duzentas escolas no estado de São Paulo,
lá em 2015, derrubamos o secretário da Educação e barramos essa política
nefasta, que não era a reorganização, era uma bagunça que o governo estava
fazendo na rede estadual de ensino.
Qual
não foi a surpresa quando, dez anos depois, esse governo que está obstinado a
destruir o que sobrou do ensino público em São Paulo... Está apresentando a
reorganização dois ponto zero, para dividir, desmembrar escolas que tenham mais
de 1.200 alunos, para que as escolas - embora isso não tenha comprovação
fática, científica, nenhuma de que isso afeta a qualidade de ensino - sejam
todas de ciclo único - ou o ensino médio, ou os anos iniciais, ou os anos
finais -, e, obviamente, sem consulta à comunidade escolar, aos professores,
aos pais, que agora, se essa política for para frente, vão ter que mudar seu
filho de escola; aos alunos muito menos.
E
o recado que eu queria dar para o governador é que ele deveria aprender com o
que os estudantes de São Paulo fizeram lá em 2015. Se ele quiser ir adiante com
esse processo, os estudantes vão derrotar mais uma reorganização, porque você
não pode conceber, presidente, mudar o aluno da sua escola sem comprovação
nenhuma da necessidade disso, causar um pandemônio na rede estadual de ensino
só porque o governo quer inflar de maneira artificial os índices de qualidade
de ensino, porque daí você divide as turmas.
Daí
o governo pode ir lá no ano que vem, na eleição, e falar que a qualidade de
ensino está melhorando. Porque os indicadores da qualidade de ensino de São
Paulo, todos, apontam que a educação pública do nosso estado está piorando.
E
não é para menos com um governo que tirou 11 bilhões de reais da rede estadual
de ensino, um governo que está empurrando as plataformas goela abaixo dos
professores e dos alunos, um governo que está desmontando a educação especial,
que sequer com a educação especial esse governo e esse secretário têm a
sensibilidade, têm a consideração e têm o respeito por esses estudantes, pelos
professores e pelas suas famílias.
Um
governo que mandou para esta Casa um novo projeto de lei para terminar o
serviço e acabar com a carreira do Magistério, para que, a partir de agora, os
nossos professores possam ser removidos compulsoriamente, sem critérios claros.
Inclusive,
uma notícia ontem de que, a partir de agora, em mais uma inovação terrível
desse governo, agora os professores podem ser rejeitados na atribuição aula por
conta do seu perfil. Que perfil é esse? Qual vai ser o critério que vai ser
utilizado pela Seduc para rejeitar os professores?
Esse
é o governo da destruição. O coveiro da educação pública do estado de São
Paulo. E a gente não pode permitir que isso aconteça. Se o Tarcísio, que não é
de São Paulo, que certamente não estava aqui em 2015 e não sabe, e nem o seu
secretário que vem lá do Paraná, nós o informamos que, se eles quiserem mexer
com a rede estadual de ensino, eles vão enfrentar mais uma onda de ocupações e
eles vão ser derrotados mais uma vez pelos professores, pela comunidade, pelas
famílias e, sobretudo, pelo movimento estudantil.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT -
Meus cumprimentos ao deputado Guilherme Cortez. Tenho a palavra agora ao
deputado Luiz Claudio Marcolino, pelo tempo remanescente do Pequeno Expediente.
O SR. LUIZ CLAUDIO
MARCOLINO - PT - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras.
Deputadas, quero aproveitar também e saudar aqui as mães atípicas que têm feito
um debate aqui na Assembleia no dia de hoje em relação à educação inclusiva.
Então,
parabéns pela luta. Já estivemos dialogando na cidade de Franca. Já estamos
acompanhando também a atividade que foi na Paulista. Então, pode contar com o
nosso mandato, que é essa luta de todos nós, pode contar sempre com o nosso
mandato.
Mas,
Sr. Presidente, queria trazer aqui hoje uma denúncia do Hospital Santa Rita do
Passa Quatro. Trazer aqui, pode colocar, Machado, aqui, as irregularidades.
Hoje, faltam medicamentos e materiais de trabalho, risco para pacientes e
trabalhadores e assédio moral.
Aqui,
essa unidade, que é o Hospital Estadual Santa Rita do Passa Quatro, ele
trabalha hoje com pacientes com dependência química. E esse hospital, ele é
gerenciado pela OS, Associação e Fraternidade São Francisco de Assis, na
Providência de Deus. Então, quero trazer aqui algumas das denúncias que os
servidores lá da cidade nos trazem.
Primeiro,
hoje, a situação desse hospital, ele compromete a qualidade da assistência, a
segurança dos pacientes e das condições de trabalho. Então, aqui são alguns dos
relatos encaminhados via SindSaúde-SP, que apontam problemas graves nessa
unidade de cuidados prolongados de Santa Rita do Passa Quatro.
Então,
tem aqui a UCP, tanto a ala “a” e “b”, são unidades de cuidados prolongados,
paliativo e tratamento intensivo, a unidade de internação de dependente químico
e o atendimento a pacientes neurodivergentes com mais agressividades.
Atualmente, a gestão é feita aqui pela Associação Fraternidade São Francisco de
Assis.
E
aqui nós estamos mostrando um pouco dos lençóis recortados para serem usados na
limpeza e higiene dos pacientes por falta de lençóis umedecidos. É isso mesmo
que vocês estão ouvindo. Os lençóis são recortados para serem usados na limpeza
e higiene dos pacientes por falta de lençóis umedecidos.
O
outro ponto é em relação à precariedade dos recursos e insumos. Então, tem ali
na lateral remédios que faltam na farmácia. Então, tem aqui um, dois, três,
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove remédios que são necessários para o
atendimento dos pacientes desse hospital, esses nove medicamentos estão
faltando nessa unidade do estado de São Paulo.
E
eu fiz questão de perguntar ao sindicato e aos servidores dessa unidade se
antes da OS administrar essa gestão se faltava medicamento. E eles foram
unânimes, dizendo que nunca faltou medicamento nessa unidade, depois se
transformou em uma OS, os medicamentos passaram a faltar.
Um
outro problema que temos lá é a questão da dificuldade da reposição regular, do
impacto na segurança dos pacientes e na qualidade do cuidado. Também tem
impacto em relação à profissão, tarefas repetitivas sobrecargas, acidentes por
importância dos materiais, ambiente de trabalho inseguro e pressão adicional
favorecem também as falhas operacionais.
Ali
do lado tem um vestiário do hospital. Pode passar a próxima. Aqui eu trouxe,
eles trouxeram alguns elementos, mostrando o impacto da assistência. Então,
aqui é um Guincho Jack, que é para transportar pacientes com obesidade e está a
meses quebrado. Enfermagem precisa transportar e manusear os pacientes de forma
braçal.
É
importante deixar registrado que hoje boa parte dos servidores da Saúde são
funcionários que fizeram concurso há muito tempo. Há muito tempo que não tem
concurso para essa unidade. Então, já são pessoas com a média idade, então isso
acaba dificultando também o processo de trabalho braçal dessa unidade.
Então,
aqui estão alguns outros problemas, problemas de alimentação, higiene,
movimentação de pacientes, medicação, uso de tecnologias, que hoje não tem sido
feito, e pacientes, a maioria idosos, vulneráveis, ficam expostos a riscos
graves. Pode passar. O próximo. O próximo.
Aqui,
o risco aos trabalhadores e pacientes. Então, mostra aqui também trabalhadores
que já tiveram risco de queda. Aqui é uma cama, hoje, cama alta, com grade
quebrada, e ainda utilizada no hospital. Aqui nós temos quedas e lesões dos
pacientes, erros de medicação, úlceras de pressão avançadas, e é importante
deixar frisado também, que você tinha - pode passar o próximo, Machado, para
terminar.
Nós
tínhamos nesse hospital 400 trabalhadores, 400 trabalhadores que eram
utilizados para fazer o serviço de tempos ininterruptos. Hoje caiu para 120, e,
com isso muitos se afastaram, tiveram aposentadoria, foram transferidos, teve
demissões a pedido, e não houve reposição.
Então,
trouxe aqui essa denúncia, queria que fosse encaminhado ao secretário de Saúde
do estado de São Paulo, porque nós não podemos aceitar um hospital como esse,
que é uma estrutura importante do estado de São Paulo para pessoas com tratamento
prolongado, neurodivergentes, com a questão grave, dependente químico.
É
um hospital que poderia ser uma referência para o estado de São Paulo, mas,
depois que virou uma OS, esse hospital, que até tinha um bom atendimento, ele
virou um hospital precário, com falta, inclusive, de medicamentos cotidianos.
Então, queria que fosse encaminhado, Sr. Presidente, ao governador do estado de
São Paulo e ao secretário de Saúde, para que sejam tomadas devidas
providências.
Muito
obrigado.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Guilherme Cortez.
* * *
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL
- Muito obrigado, nobre deputado Marcolino, será encaminhado nos termos
regimentais. Encerrando agora o Pequeno Expediente e dando início ao Grande
Expediente.
* * *
- Passa-se ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL
- Eu tenho o prazer de chamar o meu querido colega deputado, Eduardo Suplicy,
por permuta com a deputada Márcia Lia, para utilizar a tribuna pelo tempo de
dez minutos. Seja bem-vindo mais uma vez, deputado Suplicy.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT - SEM REVISÃO
DO ORADOR - Caro presidente, deputado Guilherme Cortez, primeiro, gostaria de
afirmar que fiquei feliz de vê-lo ontem em solidariedade às mulheres naquele
ato de protesto contra a violência para as mulheres brasileiras e as que vivem
no Brasil.
Mas
gostaria aqui de, hoje, registrar alguns resultados do programa “Bolsa
Família”, refletindo ainda sobre a renda básica de cidadania. Queridas e
queridos colegas, nesta semana, novos dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística mostraram os menores níveis de pobreza e de extrema
pobreza na história, em 2024.
Nesse
sentido, gostaria de compartilhar os resultados de outro estudo que está muito
relacionado a esse tema. Trata-se da pesquisa Filhos do Bolsa Família, uma
análise da última década, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a qual
apresenta números sobre o que ocorreu com a chamada segunda geração do Bolsa
Família, as crianças e os jovens de famílias que eram beneficiados em 2014, e
que foram acompanhados pelos pesquisadores ao longo de dez anos, com situação
analisada em outubro de 2025.
Os
resultados são muito positivos e revelam um quadro expressivo de mobilidade
socioeconômica e ampliação de autonomia das famílias. O dado que mais foi
destacado nas reportagens e pelo governo é a alta taxa de saída do programa:
60,68% dos beneficiários de 2014 já não estavam no Bolsa Família em 2025.
Essa
mobilidade é ainda mais acentuada entre os jovens que eram adolescentes em
2014. Entre aqueles de 11 a 14 anos à época, 68,8% deixaram o programa ao longo
do período, enquanto que na faixa de 15 a 17 anos, a taxa de saída alcançou
71,25 por cento.
Essa
saída não ocorre de forma isolada, vem acompanhada de uma diminuição igualmente
significativa da permanência no cadastro único e de um aumento da inserção no
mercado de trabalho formal, indicando maior capacidade de sustento próprio e
melhores condições socioeconômicas.
O
estudo mostra que os resultados positivos e a probabilidade de saída do
programa são fortemente influenciados pelo contexto individual, familiar e
domiciliar. O tipo de ocupação da pessoa de referência desponta como um dos
fatores mais determinantes quando essa pessoa possuía carteira de trabalho.
Assinada
em 2014, a taxa de saída atingiu 79,4 por cento. A escolaridade dos pais também
se revelou relevante, já que famílias com maior nível educacional apresentaram
taxas de saída mais elevadas, sugerindo expectativas de mobilidade ascendente
nas gerações seguintes.
Além
disso, moradias localizadas em regiões mais urbanizadas e com oportunidades
econômicas mais dinâmicas estão associadas a maior desligamento do programa
“Bolsa Família”, enquanto áreas marcadas por maior vulnerabilidade, pobreza e
condições domiciliares precárias mantêm o programa como peça essencial da
proteção social.
A
pesquisa também examinou diferenças regionais, características urbanas e
rurais, setor de atividade da pessoa de referência e marcadores sociais como
gênero, raça e cor, aprofundando a compreensão de como desigualdades
estruturais se refletem na permanência ou saída do programa.
Esses
achados têm sido divulgados como indicativo de que o “Bolsa Família” tem
contribuído decisivamente para a ampliação da autonomia dos beneficiários e de
que o programa cumpre sua função de servir como plataforma para o acesso a
melhores oportunidades, produzindo efeitos positivos intergeracionais,
contribuindo para trajetórias de vida mais estáveis e promissoras.
É
claro que o aumento da taxa de renda dos beneficiários é um resultado muito
positivo do programa e estou verdadeiramente feliz com essa pesquisa. Gostaria
ainda assim de trazer ao debate algumas novas perspectivas de análise.
Primeiro,
devemos relembrar que a faixa de renda per capita familiar para permanência no
programa, atualmente, é de apenas R$ 218,00 mensais, o que é um valor muito
aquém da linha de pobreza definida pelo Banco Mundial para países de renda
média alta, como o Brasil, fixado em 637 reais.
Isto
é, devemos encarar os dados de saída do “Bolsa Família” com cuidado porque
muitas das famílias nessa situação podem estar ainda enfrentando a
vulnerabilidade econômica ou a pobreza, mesmo com renda per capita familiar
superior a 218 reais.
Por
outro lado, esses dados também nos permitem questionar se a garantia de renda
oferecida pelo “Bolsa Família” para essa parcela da população em situação de
extrema pobreza teve resultados tão positivos, promovendo a sua mobilidade
social ascendente, se os resultados não seriam ainda melhores se esse grupo
continuasse com a garantia de renda, mesmo após a superação da linha de 218
reais. Mais do que isso, não poderíamos também estender esses resultados para
toda a população?
É
por isso que acredito tanto na renda básica de cidadania, universal e
incondicional. Se todas as pessoas do Brasil tivessem uma garantia de renda,
isso permitiria que todos pudessem experimentar os efeitos positivos do crescimento
econômico apontado pela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.
Além
disso, se a garantia de renda fosse incondicional, os efeitos seriam
potencializados, na medida em que perdurariam mesmo após a superação do limite
de renda atual do “Bolsa Família”, permitindo que a mobilidade social fosse
ainda mais significativa.
Mas
essas são apenas algumas das vantagens da renda básica de cidadania. Gostaria
de destacar, também, que esse programa permitiria que superássemos a armadilha
da pobreza ou o fenômeno da dependência, que é muito comum no “Bolsa Família”.
Esse fenômeno ocorre quando uma pessoa precisa decidir se aceita ou não uma
oportunidade de trabalho, mas, se aceitar e aumentar a sua renda, o governo
então corta os seus benefícios. Isso cria uma situação em que trabalhar
deixaria o cidadão em pior situação.
Então,
compreensivelmente, as pessoas desistem ou recusam empregos, caindo numa
situação em que não há estímulo para o ingresso no mercado de trabalho formal.
Se todos começarem já a partir de uma faixa de renda garantida, então sempre
haverá o estímulo ao trabalho, pois trabalhar sempre levaria a uma condição
econômica mais vantajosa.
Por
fim, não poderia deixar de mencionar a mais importante vantagem da renda
básica, que se dá pela perspectiva de dignidade e de liberdade real da pessoa
humana, como nos ensina Amartya Sen. “Para o vencedor do prêmio Nobel de
economia, a renda básica garantiria a todas as pessoas o mínimo de dignidade e
liberdade, pois permitiria que as pessoas tivessem maior autonomia no mercado
de trabalho, dizendo não à oportunidade de trabalho que coloque sua saúde e
vida em risco, ou então dedicar-se mais tempo aos estudos ou aos
empreendedorismos, por exemplo”.
Por
fim, faço questão de relembrar às senhoras e aos senhores que tramita aqui na
Assembleia Legislativa o PL 991, de 2025, que visa à criação do Programa
Estadual da Renda Básica de Cidadania, de minha autoria junto com a deputada
Marina Helou e o deputado Guilherme Cortez, que nos permitirá todas essas
vantagens que menciono em nosso estado, servindo de exemplo para todo o Brasil.
Ao
mesmo tempo em que os resultados do estudo evidenciam o enorme potencial
transformador da garantia de renda, capaz de promover mobilidade social,
ampliar liberdades e gerar impactos intergeracionais duradouros, eles também
reforçam que ainda há um longo caminho a percorrer para assegurar que essa
segurança econômica seja universal e permanente de forma efetiva.
O
sucesso observado entre os filhos do “Bolsa Família” demonstram que políticas
de transferência de renda não produzem dependência, mas sim expansão da
capacidade e oportunidade de autonomia. Por isso, reafirmo a urgência de
avançarmos rumo a um modelo mais robusto, justo e moderno de proteção social: a
renda básica de cidadania universal e incondicional.
Com
ela, poderemos não apenas consolidar os avanços já conquistados, mas também
oferecer a todas e todos os paulistas - e daí brasileiros e de onde vierem,
independentemente de sua origem ou condição - as bases materiais para que
desenvolvam seus projetos de vida com liberdade, dignidade e confiança.
Sr.
Presidente, Guilherme Cortez, muito obrigado pela tolerância.
Saúdo
os estudantes e todos os que estão presentes aqui na Assembleia Legislativa.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL -
Muito obrigado, deputado Eduardo Suplicy. Seguindo na lista de oradores do
Grande Expediente, eu chamo o deputado Reis, por permuta com o nobre deputado
Luiz Claudio Marcolino, para utilizar a tribuna pelo tempo regimental.
Enquanto o deputado
Reis se dirige à tribuna, eu quero registrar e agradecer a presença dos jovens
do Parlamento Jovem da Câmara Municipal de Salto de Pirapora, que estão nos
visitando aqui hoje.
É sempre um
prazer quando esta Casa pode receber a juventude interessada e engajada pela
política para iluminar esse ambiente aqui. Sejam todos muito bem-vindos, é um
prazer recebê-los.
Nobre deputado
Reis, tem a palavra.
O SR. REIS - PT – Presidente, deputado Guilherme
Cortez, eu fiz questão de voltar aqui, agora no Grande Expediente, para falar
sobre a questão salarial dos policiais. O governador esses dias estava em um
palanque e falou que não tem que se falar em valorização dos policiais, porque
os policiais já tiveram cerca de 45,2% em média de reajuste.
Assim,
pode se dizer que ele quis usar de má fé, porque ele pegou lá o reajuste do
governo anterior, do João Agripino Doria, e colocou na somatória do reajuste
que ele deu no primeiro ano, um reajuste escalonado. Um reajuste escalonado que
agradou alguns.
Até
estava vendo a tabela e alguns foram agraciados, né? Vamos pegar aqui, por
exemplo, o comandante geral da Polícia Militar teve 24,45%, mais 5% que teve
esse ano, isso vai para cerca de 30% de reajuste, né? O major - major se deu
muito bem - 26,01% no primeiro ano da gestão do Tarcísio, do governador
Tarcísio, com mais 5%, nós estamos falando de cerca de trinta e um porcento.
O
capitão também se deu bem, 28,79% no primeiro ano, mais 5% esse ano, nós
estamos falando de cerca de 33% ou 34 por cento. O primeiro tenente se deu
muito bem, o primeiro tenente teve 28,87% de reajuste no primeiro ano da gestão
do Sr. Tarcísio, com mais 5%, nós estamos falando de 33% ou 34%, tem uns
quebrados aí.
Quem
se deu mal? O segundo tenente, o segundo tenente teve 13,71% de reajuste. O
aspirante oficial também se deu mal, teve 15,24% de aumento, o terceiro
sargento se deu muito mal, 15,18% de reajuste, o cabo 20,57%, mais os 5%, dá os
25%, mas eu quero mostrar nessa tabelinha que está bem distante, Sr.
Presidente, do que ele falou, que ele fala de um reajuste de 45,2%, em média.
Então
ele fala que é desde 2022, mas em 2022 o Tarcísio não era governador, ele
assumiu no dia 1º de janeiro de 2023, então ele tem que contar os reajustes que
ele deu de 2023 para cá. Então ele deu um reajuste escalonado que agradou
alguns do oficialato, então a alta cúpula da Polícia Militar foi bastante
beneficiada, mas a base da Polícia Militar foi muito maltratada.
E
mesmo quando ele pega o salário do soldado... O soldado está aqui, de segunda
classe, 31,62% no primeiro ano, mas o salário do soldado era tão baixo, que o
padrão do soldado era cerca de R$ 1.500,00, R$ 1.500,00 de padrão com mais
cerca de 30%, foi para 2 mil reais.
Ainda
é um salário muito baixo para o policial, para o soldado. O soldado não tem
quinquênios, porque se o soldado de segunda classe tivesse dez quinquênios tem
mais 40%, mas ele não tem quinquênios, é o primeiro cargo de entrada da Polícia
Militar.
Então
esses 31,62% em cima de nada é nada. É claro, quando eu pego o salário do
coronel, isso aí vai lá em cima. Tem um exemplo que eu fiz do primeiro tenente,
que foi o que teve o maior reajuste, ele tinha em 2022 um salário de R$
4.926,00, com os 28,87% e mais o 5% deste ano, o salário foi para 6.666 reais;
quando eu coloco mais 100% do RTP, isso foi para mais de 13 mil reais.
Agora,
quando pego o salário do soldado e jogo essa porcentagem que ele deu, que é
praticamente 31%, é quase que a mesma porcentagem do 1º tenente, e jogo o RTP,
vai para quatro mil reais. Ou seja, o salário do 1º tenente, praticamente,
ficou três vezes maior, aliás, mais de três vezes maior do que o salário do
soldado de segunda classe. Então não dá para o governador, nas suas entrevistas,
falar uma bobagem dessa.
A
polícia tem que continuar brigando por reajustes, brigando por melhorias
salariais, porque esse reajuste escalonado trouxe benefícios para algumas
carreiras. Tem carreiras, por exemplo, coronel, tenente-coronel, que estão devolvendo
dinheiro, porque bate no teto e ninguém pode ganhar mais que o governador, aí
devolve parte do seu salário. Mas a maioria da base, tanto da Polícia Civil
como da Polícia Penal, como da Polícia Técnico-científica, da Polícia Militar,
está muito prejudicada.
Para
o governador falar que a polícia de São Paulo ficaria entre as dez mais bem
pagas do Brasil, ele precisa, praticamente, dobrar esse salário do soldado.
Precisa dobrar. O soldado precisa ganhar, pelo menos, líquido, sete a oito mil
reais para ele cumprir a promessa de campanha dele, para ele cumprir a
promessa.
Então
os policiais estão muito chateados, e estou atestando isso, deputado Suplicy,
nas visitas que estou fazendo às companhias, às delegacias: todos estão
reclamando desse tratamento que o governador está dando para eles, além de
falta de estrutura para trabalhar.
Além
de falta de estrutura, nós estamos vendo um apagão na Segurança Pública por
conta da forma como o governador governa o estado, não dando atenção para as
questões de políticas públicas, não fazendo os investimentos que precisam ser
feitos na Segurança Pública.
Então
nós temos um apagão, nós temos um número de roubos e furtos de veículos lá em
cima, roubos de celulares lá em cima, roubos a transeuntes lá em cima aqui na capital
de São Paulo. E quando vai para a Grande São Paulo, isso vai mostrando que é o
mesmo tratamento, são as mesmas condições.
Então
os policiais estão chateados. A Polícia Civil está chateada, porque o salário
também da Polícia Civil foi escalonado. Então nós tivemos aí, por exemplo, na
tabelinha, porque peguei a tabelinha, nós tivemos aqui: um escrivão de classe
especial 16,78%; com mais os 5% deste ano, nós estamos falando de cerca de 21%,
22 por cento. Está bem distante dos 45,2% que o governador falou.
Bom,
se ele quiser corrigir essa distorção, acho que talvez os policiais vão ficar
mais contentes, vão falar: “Olha, governador, já que você falou que é 45,2%,
então devolva o que você está devendo para a gente”, porque na realidade os
policiais agora são credores do governador.
O
governador é devedor, porque fez promessas e não comprimiu as suas promessas, e
o ano que vem é o último ano da gestão dele. Porque aqui em São Paulo é
interessante, no Brasil é interessante, os bandidos mandam de dentro das cadeias.
Você tem o Marcola, do Primeiro Comando da Capital, mandando, dando ordens de
dentro da cadeia, e agora você tem o Bolsonaro, também preso, dando ordens de
dentro da cadeia. Virou moda isso daí.
Então
o Bolsonaro já determinou que quem vai ser candidato vai ser um de seus filhos,
para presidente da República. Então isso tirou a vez do Tarcísio, que estava
todo empolgado, estava todo serelepe pensando que seria o candidato a
presidente da República, porque o condenado, o prisioneiro que manda de dentro
da cadeia determinou que vai ser o Flávio Bolsonaro o candidato a presidente.
Então
isso quer dizer que o Tarcísio vai ficar mais alguns meses, porque se ele fosse
candidato a presidente, teria que renunciar agora em março. Aliás, São Paulo
ficaria muito contente com a sua renúncia. Como ele vai ter que terminar o
mandato, então a gente espera que ele cumpra as suas promessas.
Que
ele possa cumprir as suas promessas e garantir pelo menos aquilo que ele falou
na entrevista. Se é 45,2, que ele pague a diferença. Porque, por exemplo, para
o investigador de polícia de classe especial, 16,78 mais 5% dá 21,78. Para
chegar a 45, faltam mais de 24%, 23, 24 por cento.
Então
que ele dê esse reajuste. O investigador de polícia de 1ª classe teve 17,17% de
reajuste. Também está muito distante daquilo que ele falou na televisão. E não
dá para dizer que a gente tem que deixar isso de lado.
Nós
vamos ter que cobrar todos os dias, cobrar todos os dias até que ele possa
cumprir aquilo que ele falou, até que ele possa honrar a sua palavra. Esse sim
vai ser o nosso papel. Nós vamos continuar a cobrança.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL -
Muito obrigado, deputado Reis.
Seguindo a
lista de oradores do Grande Expediente, chamo o deputado Delegado Olim.
(Pausa.) Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.)
Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.)
Deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada.
(Pausa.) Deputado Alex Madureira. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.)
Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.)
Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.)
Deputado Atila
Jacomussi. (Pausa.) Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputado Dirceu Dalben.
(Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Danilo Campetti. (Pausa.)
Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Deputado
Guilherme Cortez. Pulo a minha fala. Deputada Ediane Maria. (Pausa.)
Finalmente, nobre deputado Conte Lopes, por utilizar a tribuna por tempo
regimental.
E, se me
permite uma gentileza, deputado, eu queria agora da tribuna de honra registrar
a presença da professora Priscila Cintra, acompanhada de Samuel Gomide,
presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca. E a Priscila é uma
grande liderança da luta em defesa da educação especial. Acompanhados, também,
da Josi, de Itaquaquecetuba.
Estão hoje
nesta Casa dialogando com os deputados sobre a Resolução nº 129, da Seduc, que
é uma resolução ao nosso ver muito negativa, porque ela retira o professor
auxiliar de dentro da sala de aula, com capacitação, prejudicando os nossos
alunos com neurodivergência.
É um movimento
que tem ganhado o estado de São Paulo inteiro. Tiveram várias manifestações, e
hoje nós estamos aqui dialogando com os deputados. Sejam muito bem-vindas e
recebam todo o nosso apoio, espero que de todos os demais deputados para essa
luta pelas nossas crianças. Muito obrigado pela presença de vocês por esse
movimento.
Imediatamente,
deputado Conte Lopes, para utilizar a tribuna por dez minutos.
O SR. CONTE LOPES - PL
- Sr.
Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, povo que acompanha aqui na
Assembleia. Sras. Professoras, obrigado pela visita.
Eu
acompanhava as colocações de deputados do PSOL e depois do PT sobre Tarcísio de
Freitas. Oras, Tarcísio de Freitas está fazendo um excelente governo aqui no
estado de São Paulo. Tem quase 70% de aprovação.
E
realmente é um homem inteligente, é um homem competente. Foi ministro da
Infraestrutura do governo Bolsonaro. Aparece bem nas pesquisas até para
presidente da República, e no governo de São Paulo está atuando muito bem.
Talvez
as críticas da própria esquerda sejam apenas colocações de José Dirceu quando
fazia 80 anos lá em Brasília, no seu aniversário. “Vamos nos preocupar”, dizia
Zé Dirceu, que foi deputado comigo aqui em 86. “Vamos nos preocupar com o
Tarcísio de Freitas. Ele é o nosso problema”. José Dirceu é o guru da esquerda.
Zé Dirceu é o guru da esquerda, e ele já dizia isso.
Então
essas críticas constantes do PSOL e do PT a Tarcísio de Freitas, que
praticamente... A gente sabe que a eleição se ganha no dia, não é? Mas sem a
menor dúvida. A gente é bem antigo nisso. Ninguém ganha a eleição antes. Mas é
um homem que é bem cotado para ser reeleito governador de São Paulo. Atuou
muito bem na área da Segurança Pública. E com coisas simples, deputado Reis. O
que qualquer um deveria fazer no lugar dele.
Como
se coloca médico na Secretaria da Saúde, engenheiros na do Transporte, ele
colocou policiais na frente da polícia. Só isso. O ovo de Colombo que Tarcísio
fez na Segurança Pública foi esse: foi colocar policiais para comandar a
Segurança Pública. Porque sempre foram comandar as coisas generais do Exército,
que não entendem nada de polícia, ou promotores públicos, que não entendem nada
de polícia, ou juízes, ou juízes ou juristas, que também não entendem nada de polícia.
A
única coisa que ele fez foi colocar a polícia sendo comandada por policiais. A
priori, pelo capitão Derrite e, agora, pelo doutor Nico, que é um homem
experiente na Segurança Pública também, é um homem que não se assusta com o que
acontece na Segurança Pública.
É diferente de pessoas
que nunca foram da Segurança Pública e querem participar de ocorrência, não dá
para participar de ocorrência. Tem acertos e tem erros na Segurança Pública.
Quando o policial acerta, ele é elogiado. Ora, se ele erra, e erros grandes,
ele é punido e não vai ter jeito nunca de mudar isso.
Na minha opinião, a
Segurança Pública não é de esquerda nem de direita, a Segurança Pública é da
população. Eu vou falar até para o deputado Reis todo dia aqui, eu sou
favorável à polícia única no estado de São Paulo, porque sou policial desde 67,
hein? Quase 60 anos e a gente sabe como é, acaba havendo uma dicotomia. O
cidadão vai na delegacia, o pessoal da delegacia manda ele ligar 190, ele liga
190, mandam ele ir para a delegacia.
Então na hora que nós
tivermos a polícia de São Paulo, a polícia do Rio de Janeiro, cada um vai
entender a Segurança Pública do seu estado e eu falo isso porque trabalhei na
Rota muito tempo, trabalhei no policiamento muito tempo, eu sei como que é, fui
da época até do... quando Erasmo Dias era secretário, que saiu a viatura da
Rota e uma do Garra ao mesmo tempo, deputado Reis, para os policiamentos.
A gente saía um
oficial da Rota - eu, por exemplo - com um delegado do Garra para coordenar o
policiamento em todos os sentidos. Havia o Maciope, que era o delegado de
classe especial, e um coronel para ajudar no atendimento das ocorrências. Então
acho que essa integração seria importante para combater o crime organizado,
porque enquanto o crime for organizado e nós formos desorganizados, é difícil,
é muito difícil.
Cria-se leis, hoje a
imprensa toda fala dos feminicídios. Ah, meu Deus do céu, eu falo de
feminicídio desde que eu estava na polícia, desde que eu estava na polícia. E
mudou alguma coisa? Com a Lei Maria da Penha, mudou alguma coisa? Ora, enquanto
o cara que mata mulher não for para cadeia e ficar na cadeia, não adianta. Não
adianta!
A lei sem força é
palavra vã, não adianta ficar inventando lei. “A partir de agora, vai ter pena
de morte”, vai um cara lá e muda tudo, não adianta nada, não adianta nada. Nós
temos nesta Casa aqui o maior problema de feminicídio, nós vivemos aqui com um
colega nosso.
O Marcio Nakashima, eu
era deputado aqui nesta Casa ainda, deputado Reis, quando o Marcio Nakashima
foi no meu gabinete. “Deputado, minha irmã sumiu, a Mércia sumiu. Ela foi
almoçar na casa do meu pai e da minha mãe com o namorado e, depois, ela não
chegou mais na casa dela” e pedimos apoio até para o doutor Nico, o doutor
Olim, que era delegado de homicídios.
O que foi de
dificuldade para achar essa moça. E foi, conseguimos achar, dentro de uma
represa. O tal de Mizael, que era cabo da Polícia Militar e advogado aquela
época - até acho que era sócio dela, não sei - ele levou a menina, atirou na
menina e jogou o carro dentro d’água com a menina dentro, a Mércia.
Uma dificuldade
desgraçada para encontrar a menina, é lógico, já estava morta, não é? E o
Mizael ia na televisão todo dia, dizia que ele era inocente, que ele não devia
nada. Foi comprovado que foi ele que matou, chamou até segurança de uma empresa
que ele tinha para empurrar o carro para dentro d’água, foi tudo comprovado.
Eu pergunto ao Brasil:
Onde é que está o Mizael? Está de gravata e terno, advogando. Ficou preso no
Romão Gomes um tempo, depois foi para a cadeia dos famosos, que a Globo filma
lá todo dia agora, não é? Quem namora com quem, quem sai com quem, não é?
Agora, a Globo... Para lá tem isso aí, todo mundo famoso lá. Quem é bonito,
quem é feio, está lá.
Ele foi para lá, só
que hoje ele está de terno e gravata advogando. E por incrível que pareça, Sr.
Presidente e deputado Reis, ele está processando o deputado Marcio Nakashima,
que está aqui o nome dele aí, do PDT, porque criticou a morte... o cara que
matou a irmã dele.
O Brasil é ou não é
uma piada? Quer pior feminicídio do que isso? O cara já está na rua. O cara já
está na rua, está à vontade, está, sei lá, advogando, e ainda processando o
irmão da vítima.
Então,
é difícil, desse jeito, combater o crime. Ficam inventando lei, é PEC disso,
PEC... Agora vão ficar 500 anos na cadeia. O cara não fica nem um mês. O cara
não fica um mês.
O
maior traficante do mundo, chamado André do Rap, foi solto pelo Supremo
Tribunal Federal. Aí perguntam: “Como é que um cara que é o maior traficante do
mundo, em um sábado à tarde, alguém entra no Supremo Tribunal Federal com
habeas corpus para que ele saia da cadeia e o Supremo dá?”
E
depois, na segunda-feira, quando ficaram sabendo que era o André do Rap, o juiz
manda, o ministro: “Prenda-se”. Só que a polícia estava há dez anos atrás do
cara. Dez anos para pegar o cara. E só põe na rua assim.
Então,
no meu modo de ver, enquanto realmente não se tratar a Segurança Pública como
se deve, que não é que é esquerda, que é contra a direita, não é nada disso, a
Segurança Pública tem que servir ao povo. A polícia tem que servir ao povo.
Eu
sei que o deputado Reis e o nosso presidente têm uma certa bronca da Polícia
Militar, porque em 70... Eu entrei na Força Pública em 67, Reis. Eu entrei na
Força Pública. Em 70, na ditadura militar, no regime militar, fizeram a Força
Pública virar Polícia Militar.
A
partir daí um monte de gente acha que nós, da Polícia Militar, fizemos a
revolução. Nós não fizemos revolução nenhuma. Nós sempre ficamos em São Paulo
combatendo o crime e protegendo a população, que é a função da polícia. Eu
espero que realmente continue assim.
E
volto a elogiar o governador, que nesse aspecto ele está agindo muito bem. A
cracolândia foi devolvida à sociedade. A polícia está combatendo o crime. O Dr.
Nico está no lugar do Derrite e está fazendo o mesmo trabalho, porque a polícia
está trabalhando. Então, a gente fica feliz com isso: mais segurança para o
povo de São Paulo.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL -
Muito obrigado, nobre deputado Conte Lopes. Seguindo na lista, chamo o deputado
Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputada Paula da
Bancada Feminista. (Pausa.) Deputada Marina Helou. (Pausa.) Deputado Marcelo
Aguiar. (Pausa.) Deputado Reis, mais uma vez, por cessão da nobre deputada Ana
Perugini. Tem dez minutos para voltar à tribuna.
O SR. REIS - PT - Presidente, só para dizer para o
deputado Conte Lopes que nem eu nem V. Exa. temos bronca da Polícia Militar,
não. Só para contestá-lo. Agora, nós temos que falar a verdade. Dizer que São
Paulo vive uma maravilha na Segurança Pública, isso é uma afirmação equivocada.
Basta
sair às ruas e perguntar para o povo que está sendo vítima no dia a dia, vítima
de roubos, furtos. As pessoas estão arrancando aliança do dedo das vítimas com
a boca, nos dentes. São as ocorrências que tem no dia a dia.
Dizer
que esse governo acabou com a cracolândia também não é verdadeiro. Ele criou
143 novas cracolândias. Transformou uma cracolândia em 143. O próprio governo
afirma que hoje, em São Paulo, tem cerca de 143 “cenas” de uso de drogas. Ele
chama as cracolândias de “cenas”. Então, dizer que acabou, é equivocado vir
aqui falar isso. Então, temos que contestá-lo. Não é verdadeiro. São Paulo não
vive uma maravilha na Segurança Pública.
Depois,
o governo inclusive, agora, o secretário que assumiu, o Dr. Nico, ele tem que
cumprir também as promessas dele, porque o Dr. Nico, eu tenho uma gravação em
um podcast, por exemplo, ele falando de mandar um projeto para reestruturar a
carreira dos oficiais administrativos. Até hoje isso não aconteceu.
Ele
não era o secretário, ele era o adjunto. Talvez o adjunto não tenha muita força
para mandar o projeto, para convencer o governador a mandar um projeto para
esta Casa. Aí ele não conseguiu, nesses três anos à frente da Secretaria de
Segurança Pública, mas agora ele é o secretário, agora ele é o dono ali da
pasta.
Então
a gente espera que o Dr. Nico, o secretário de Segurança Pública de São Paulo,
cumpra também a sua promessa, que mande o projeto para a Assembleia aqui para a
gente aprovar, ou se ele não tem poder de mandar, convença o governador a
mandar.
Ele
tem que persuadir. Ele persuadiu lá o presidente da Associação dos Delegados
para não levar avante a manifestação lá, para não deixar ninguém subir na
carruagem lá da Adpesp para fazer discurso político, para que os representantes
classistas não subissem lá para fazer discurso político e para que os
parlamentares também não subissem lá na carruagem da Adpesp, em frente à
Secretaria de Segurança Pública, para fazer discurso político.
Então
ele foi persuasivo, ele convenceu o presidente da Associação dos Delegados a
ficar sozinho lá em cima do caminhão falando. Então agora ele convence o
governador a mandar o projeto de reestruturação da carreira dos oficiais
administrativos, que não estão só na Polícia Civil, estão também na Polícia
Militar, na Polícia Técnico-Científica, na Polícia Penal, estão também lá no
Palácio do Governo.
Aliás,
os funcionários do Palácio do Governo estão muito chateados com o governador.
Eu tenho conversado com vários deles, e ele também tirou gratificações, tirou
uma série de benefícios que os funcionários do Palácio do Governo tinham.
O
Tarcísio foi lá - ele já é conhecido como “Tarcísio Mãos de Tesoura” - e cortou
vários benefícios daqueles funcionários que estão lá no Palácio, na sua casa,
morando ali junto com ele, cuidando ali dele, pageando, pageando o governador.
Então
a gente espera que o Dr. Nico, agora Secretário de Segurança Pública, convença
o governador a mandar um projeto para esta Casa para reestruturar a carreira
dos oficiais administrativos.
Também
quero deixar registrada aqui a preocupação que os policiais civis estão tendo
com essa reestruturação, com essa promessa da reestruturação, através da
regulamentação da Lei Orgânica Nacional, da Lei nº 14.735, porque o governo, no
encontro que ele teve lá com as entidades, afirmou que vai impor, é uma
imposição do governo o subsídio.
E
obviamente isso aconteceu com a Polícia Penal, e o entendimento que para a
Polícia Penal o resultado foi devastador, e o presidente do Sindicato dos
Peritos Criminais emitiu até uma nota. Ele diz que servidores com mais de 20
anos de Polícia Penal ficaram estagnados, sem perspectiva de crescimento. Os
futuros aumentos são absorvidos pela VPS até ela zerar completamente.
O
governo anuncia reajustes com percentuais que não chegam efetivamente ao bolso
do servidor, criando aumentos ilusórios. Então ele cria lá um subsídio, e se a
pessoa ganha um pouquinho mais do subsídio, ele cria lá esse VPS.
E
aí obviamente que enquanto não atingir no valor o salário, o servidor passa a
não ter reajuste. Há servidores em final de carreira que não receberam aumento
nominal por anos, muitos acumularam o VPS que está sendo consumido a cada
reajuste concedido.
Profissionais
experientes em termos reais estão ganhando menos que novatos que ingressaram
recentemente na carreira. A mecânica da transição, como a valorização, se
transforma em armadilha.
O
processo de transição para o subsídio, como visto no caso da Polícia Penal,
segue uma lógica aparentemente simples, mas com consequências profundas. Porque
a partir do momento que impor o subsídio, não vai ter mais quinquênio, não vai
ter mais sexta-parte, e aí vai enquadrar o salário em uma faixa salarial.
Se
caso você cria lá a classe, terceira classe, letra “a”, letra “b”, letra “c”,
letra “d”, e se caso o seu salário superar - o seu salário está com quinquênio,
com sexta-parte - você acaba não tendo mais reajuste até o seu salário se
equiparar com o salário de quem teve reajuste.
Então,
isso se chama criação da vantagem pessoal do subsídio. O ponto crítico reside
no cerne do problema. O que acontece com o perito criminal em final de
carreira, com décadas de serviços múltiplos, quinquênios, sexta parte, talvez
gratificação de chefia incorporadas, cuja remuneração total ultrapassa o teto
da categoria mais alta dentro da sua classe?
Para
não haver uma redução salarial nominal, o que é vedado pela Constituição,
porque a pessoa não pode ter redução do salário, o governo chama “vantagem
pessoal” o que passar do valor do subsídio.
A
vantagem pessoal funciona como um complemento para que o servidor não perca
dinheiro no momento da transição. Ao invés de subir de classe, ele é enquadrado
na última categoria, recebendo o valor máximo daquela classe, e a diferença que
excede esse teto é paga como VPS.
À
primeira vista, parece uma solução justa. Na prática, é o início de uma
estagnação programada. A VPS não é um direito permanente. Ela é uma verba
temporária, destinada a ser corroída ou absorvida por todos os futuros
reajustes concedidos. A nova lei orgânica pode trazer o mesmo modelo para essa
categoria, ou para a nossa categoria.
Os
sinais são claros. Há um discurso de modernização e simplificação. Promessas de
valorização sem detalhes técnicos e pressão para aprovação rápida, sem debate
amplo com a categoria. Precisamos de mobilização imediata contra qualquer
modelo que prejudique direitos adquiridos.
Transparência
total sobre os critérios de enquadramento, garantias constitucionais e
irredutibilidade salarial, irredutibilidade salarial real e análise técnica
independente de qualquer proposta apresentada.
A
experiência da Polícia Penal é o nosso alerta. Ou seja, a experiência do
subsídio nivelado por baixo, que foi dado para a Polícia Penal, não é o melhor
modelo. Então, esta é a preocupação que o sindicato dos peritos está trazendo e
deixamos registrada aqui para reflexão, que, ao que me parece, essa discussão
de subsídio tem que ser mais profunda. Não pode o governo bater o pé lá, ele
vai lá, bate o pé e fala: “é isso, é isso e acabou”.
Agora,
se a categoria não se mobilizar para também buscar um canal de negociação, vai
ficar muito difícil. Porque se o Dr. Nico vai lá, convence o delegado, o
presidente da Adpesp, para não deixar os representantes classistas falarem, não
deixar os parlamentares falarem, eles vão impor o que querem.
Aí
não adianta ficar reclamando depois. Ou se mobiliza e vai para cima, porque
daquela reunião que teve no Largo São Francisco, poderia surgir ali um
movimento para ir até o Palácio do Governo, como fizemos no passado, mas acabou
morrendo ali.
Então,
se vier um subsídio nivelado por baixo, realmente vai ser um malefício para a
categoria policial civil. Vai ser um malefício. Se vier um subsídio nivelado
por cima, como temos lá em Brasília, nos territórios, como temos na Polícia
Federal, ok.
Mas
se vier um subsídio nivelado por baixo e aí o governo criar mecanismo para
garantir que os policiais não tenham mais reajuste, até compensar quem tem
gratificações incorporadas, assim por diante, vai ser muito maléfico para a
categoria policial civil, e os policiais civis têm que ficar alertas, e não
entrar na conversa de certo dirigente sindical ou de dirigente de associação,
porque eles vão lá, sentam com o governador, tiram uma fotinha com o
governador, aí eles acham que estão todos “tasse”, “Tá-se achando”.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL - Muito
obrigado, nobre deputado Reis. Pergunto se há acordo para levantar os
trabalhos.
O SR. REIS - PT - Para suspender?
Sr. Presidente, requeiro a
suspensão dos trabalhos até às 16 horas e 30 minutos. Eu ia falar mais, ia
falar mais uns dez minutos.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL - Tem
o direito, pelo Art. 82.
O SR. REIS - PT - Mas o Caio
pediu para suspender. Então eu requeiro a suspensão até às 16 horas e 30
minutos.
O SR. PRESIDENTE - GUILHERME CORTEZ - PSOL - Tudo
bem. Havendo acordo entre as lideranças, está suspensa até às 16 horas e 30
minutos.
Muito obrigado,
deputado Reis.
*
* *
- Suspensa às 15 horas e 49 minutos, a sessão
é reaberta às 16 horas e 30 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.
* * *
O SR.
PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É reaberta a
sessão. Ordem do Dia.
* * *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, nos
termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma
sessão extraordinária, a realizar-se hoje, 10 minutos após o término da
presente sessão, com a finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:
* * *
- NR - A Ordem
do Dia para a 58a Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de
10/12/2025.
* * *
O SR.
PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há sobre a mesa
requerimento do nobre deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira, com número
regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35, do Regimento Interno, para a
constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar
de reuniões com ministros de estado para tratar de investimento para o estado
de São Paulo, a realizar-se nos dias nove e dez de dezembro do corrente ano, em
Brasília, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que
estiverem de acordo permaneçam como se encontram. Aprovado.
Estamos aqui recebendo o nobre conselheiro Carlos Cezar, que
acho que ele quer votar hoje também. Vai votar, deputado conselheiro? Prazer em
receber V. Exa., você é sempre bem-vindo nessa Casa, que é sua, conselheiro.
O SR. PAULO
FIORILO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR.
PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem,
deputado.
O SR. PAULO
FIORILO - PT – PARA COMUNICAÇÃO - Não, só pela
oportunidade para dar um depoimento aqui. Logo em seguida à aprovação do
conselheiro, eu estive no Tribunal para fiscalizar o horário de chegada dos
conselheiros e eu tive a grata surpresa de encontrar o Carlos Cezar,
ex-deputado, agora conselheiro, às nove da manhã, entrando no elevador do
Tribunal de Contas.
Então eu queria aqui fazer esse registro, até porque esse é
um exemplo para que os nossos auxiliares possam corresponder àquilo que nós
temos interesse. E eu tenho certeza que o então deputado, agora conselheiro
Carlos Cezar, vai cumprir aquilo que discutiu, debateu aqui, diferente de
alguns outros conselheiros, que me deixa muito triste, porque parece que não
sabem que são auxiliares desse Poder. Esse é um debate que nós vamos fazer com
profundidade o ano que vem.
O SR.
PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado,
deputado. Tenho certeza que o conselheiro Carlos Cezar está chegando lá para
mudar essa história. Realmente, eu tenho certeza disso, que competência,
qualidade e vontade eu sei que não lhe falta.
O SR. PAULO
FIORILO - PT - É, até porque não podemos propor
impeachment, não é?
O SR.
PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há
controvérsia. Vamos deixar para lá esse debate. Há sobre a mesa requerimento do
nobre deputado Carlos Giannazi, com número regimental de assinaturas, nos
termos do Art. 35, do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de
representação, com a finalidade de participar das reuniões do Senado Federal
sobre a votação do projeto que trata do descongelamento de tempo de
contribuição dos servidores públicos, a realizar-se nos dias nove e dez de
dezembro do corrente ano, em Brasília, a ser custeado via verba de gabinete
parlamentar.
Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que
estiverem de acordo permaneçam como se encontram. Aprovado.
Há sobre a mesa requerimento de urgência ao Projeto de lei
nº 21/2024, de autoria do deputado Léo Oliveira, da deputada Carla Morando.
Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada
a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que estiverem
de acordo permaneçam como se encontram. Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa o requerimento de urgência ao Projeto de lei
nº 812/2024, de autoria do deputado Bruno Zambelli.
Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada
a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que estiverem
de acordo permaneçam como se encontram. Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento de urgência ao Projeto de lei
nº 1.490/2023, de autoria das deputadas Marina Helou, Paula da Bancada
Feminista, Beth Sahão, Ediane Maria, Ana Carolina Serra, Andréa Werner, Monica
Seixas do Movimento Pretas, Thainara Faria, Ana Perugini, Professora Bebel,
Profª Camila Godoi, Leci Brandão e Maria Lúcia Amary.
Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está encerrada
a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que estiverem
de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 1.407, de 2023, de autoria da
deputada Ana Perugini. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 534, de 2020, de autoria da
deputada Beth Sahão. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 1.257, de 2019, de autoria do
deputado Emídio de Souza. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 276, de 2025, de autoria do
deputado Dr. Jorge do Carmo. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 1.004, de 2025, de autoria do
deputado Eduardo Suplicy. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 867, de 2024, de autoria dos
deputados Teonilio Barba e Fábio Faria de Sá. Em discussão. Não havendo
oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e
as Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram.
(Pausa.) Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei Complementar nº 34, de 2025, de
autoria dos deputados Delegado Olim e Capitão Telhada. Em discussão. Não
havendo oradores inscritos, está encerrada a discussão. Em votação. Os Srs.
Deputados e as Sras. Deputadas que estiverem de acordo, permaneçam como se
encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa
requerimento de urgência ao Projeto de lei nº 735, de 2024, de autoria do
deputado Danilo Campetti. Em discussão. Não havendo oradores inscritos, está
encerrada a discussão. Em votação. Os Srs. Deputados e as Sras. Deputadas que
estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o
requerimento.
A SRA. THAINARA FARIA - PT -
Pela ordem, presidente. Para pedir o levantamento da sessão, após a leitura do
último requerimento.
O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS -
É regimental, deputada.
Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência,
antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão
ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje,
lembrando-os ainda da sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos
após o término da presente sessão.
Está levantada
a sessão.
* * *
- Levanta-se a
sessão às 16 horas e 38 minutos.
* * *