
16 DE MARÇO DE 2026
25ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: REIS, MAJOR MECCA e VALERIA BOLSONARO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - REIS
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h08min. Discorre sobre a vinda do secretário de Segurança Pública e autoridades policiais nesta Casa. Menciona perguntas e dúvidas que ficaram sem respostas das autoridades, como exemplo o bônus e a reestruturação das carreiras dos oficiais administrativos.
2 - VALERIA BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - VALERIA BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência.
5 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - VALERIA BOLSONARO
Assume a Presidência.
7 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - MAJOR MECCA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
9 - PRESIDENTE VALERIA BOLSONARO
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 17/03, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h50min.
*
* *
ÍNTEGRA
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* *
-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Reis.
* * *
-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - REIS - PT - Presente o número
regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Enquanto nós aguardamos aqui o
povoamento do Plenário, eu quero comentar sobre a vinda do secretário da
Segurança Pública, na quarta-feira passada, juntamente com o delegado-geral de
polícia, o comandante-geral de polícia, o comandante-geral da Polícia Militar,
o delegado-geral e também o secretário adjunto, o coronel Henguel.
Ficou a cargo do secretário adjunto a
resposta das perguntas que foram feitas. Foram feitas várias perguntas ao
secretário de Segurança Pública, e perguntas que ficaram sem resposta ou sem
respostas, por exemplo, sobre o bônus.
Sobre o bônus, várias vezes o próprio
presidente da Comissão de Segurança Pública perguntou sobre o bônus e não houve
resposta. O pagamento do bônus está bastante atrasado. Pagou-se o bônus de 2023
em 2024, mas o bônus de 2024 não foi pago, o bônus de 2025 não foi pago e os
policiais estão aguardando o pagamento desse bônus.
Então essas perguntas sobre o bônus não
foram respondidas. Também perguntei ao secretário sobre a reestruturação da
carreira dos oficiais administrativos e também não houveram respostas para essa
questão dos oficiais administrativos.
Bom, nós já estamos aqui com a presença
da deputada Valeria Bolsonaro, que vai fazer uso da palavra. Eu vou fazer a
chamada para que V. Exa. possa fazer uso da palavra e vou só tecer alguns
comentários sobre a vinda do secretário, sobre essas respostas que não
aconteceram. E depois, se V. Exa. puder assumir a Presidência, para que eu
possa fazer uso da palavra...
Bom, entrando na lista de oradores,
chamo para fazer uso da palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.)
Deputado Reis, que está na Presidência. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.)
Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputada Marina Helou. (Pausa.) Deputado
Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado André Bueno.
(Pausa.) Deputada Letícia Aguiar. (Pausa.) Deputado Luiz Fernando Teixeira
Ferreira. (Pausa.).
Entrando na Lista Suplementar, deputado
Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado
Sebastião Santos. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputada Valeria
Bolsonaro, tem V. Exa. o tempo regimental de cinco minutos.
A
SRA. VALERIA BOLSONARO - PL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Bom, boa tarde a todos. Boa tarde, presidente. Boa
tarde a todos. Eu venho a esta tribuna novamente falar sobre esse grande
problema que está sendo causado por uma usurpação de lugar de fala. E é muito
interessante, quando a gente fala isso, porque a esquerda sempre bate nessa
tecla. “Lugar de fala. Você tem lugar de fala. Você não tem lugar de fala”.
Na Comissão dos
Direitos da Mulher, hoje, uma mulher não tem lugar de fala. Então eu vou trazer
aqui algumas colocações de algumas mulheres que espontaneamente entraram em
contato comigo e falaram: “Deputada, eu posso expor a minha opinião?” E eu abri
esse canal para que elas pudessem colocar ali as suas opiniões.
Então nós vamos
ver aqui, assistir a um vídeo, no qual algumas mulheres vão colocar as suas
opiniões sobre essa situação de ter na frente da Comissão de Direitos da Mulher
uma pessoa que não é uma mulher.
* * *
- É exibido o
vídeo
* * *
- Assume a Presidência o Sr. Major
Mecca.
*
* *
A
SRA. VALERIA BOLSONARO - PL - Presidente, eu fiz
duas inscrições. Eu posso continuar?
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Pode sim,
deputada.
A
SRA. VALERIA BOLSONARO - PL
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada. Continuando então, como vocês viram, isso é
só uma gotinha no oceano. São poucas mulheres que pediram esse direito, esse
lugar de fala, como nós dizemos. E tem mais um abaixo-assinado que está
acontecendo, que tem mais de 334 mil mulheres que já assinaram, justamente
rechaçando essa situação esdrúxula dentro da Comissão da Mulher.
O que nós temos
aqui? Nós temos aqui mulheres de todas as profissões. Nós temos mães, donas de
casa, nós temos CEOs, nós temos empresárias, nós temos pessoas que são
faxineiras, pessoas que são professoras. Nós temos mulheres que trabalham em
todos os campos.
Nós temos
mulheres de todos os tipos de família. Temos mulheres casadas com homens, temos
mulheres casadas com mulheres. Temos mulheres que não são casadas, mas que
vivem com seus parceiros ou parceiras. Temos mulheres que não são casadas e que
não têm parceiros. Temos toda a diversidade de mulheres.
Temos,
inclusive, travestis, que aqui se colocaram como tal, e todas, todas, têm uma
coisa em comum: ninguém aceita que a pessoa que fala que nós mulheres somos
pessoas que gestam e que agora quer negar toda a ciência que durante a pandemia
falava-se aos quatro ventos, a mesma ciência que, durante a pandemia, falava
sobre vacina, fala sobre ser mulher. É a mesma, mas agora não vale.
O lugar de
fala... Quando a esquerda quer defender aborto, ela fala que quem não tem útero
não pode falar, não tem lugar de fala. Mas agora quem não tem útero pode
presidir a Comissão de Direitos da Mulher.
Então, assim, é
um absurdo. A gente já sabe, já conhece a hipocrisia da esquerda. A gente sabe
de tudo que acontece, de quão é conveniente para eles usarem a ciência ou
qualquer coisa que seja.
Mas aqui nós
vamos deixar sempre muito bem esclarecido que, na Comissão dos Direitos da
Mulher, nós não aceitaremos uma pessoa que não seja mulher. Até porque, no X, o
meio de rede social colocado, o antigo Twitter, essa mesma pessoa mostrou ali
todo o seu ódio, toda a sua raiva, mostrou ali toda a forma indelicada que ela
tem para tratar com as mulheres, chamando as mulheres que não concordam com ela
na Presidência de esgoto, falando que são imbecis e dizendo que elas podem
latir quanto elas quiserem.
Então é esse
tipo de gente que quer representar e acolher as nossas mulheres? É com esse
tipo de fala? É com esse tipo de ódio sendo destilado que ela quer acolher as
meninas e as mulheres? Ah, tenha paciência, sabe? Ninguém aqui está em dúvida
de qual é a real intenção de que você, Erika Hilton, quer assumir um lugar que
não é seu. Mais uma vez, a esquerda não
quer conquistar, quer usurpar aquilo que não lhe pertence.
Muito obrigada,
presidente.
E obrigada a
todas as mulheres que aqui se colocam contra esse absurdo.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Obrigado,
deputada Valéria Bolsonaro.
Dando sequência à Lista Suplementar do
Pequeno Expediente, deputado Reis. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o
uso da tribuna.
O
SR. REIS - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Cumprimentar o presidente, deputado Major Mecca, o
público presente, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da
Polícia Penal, da Polícia Técnico-científica, também cumprimentar os
funcionários desta Casa e todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando
pela Rede Alesp.
Presidente, eu
ia falar da Presidência, mas, já que o plenário foi povoado com a presença de
V. Exa., com a presença da deputada Valeria Bolsonaro, eu preferi vir aqui à
tribuna para deixar registrado sobre as perguntas que foram feitas. Vossa
Excelência mesmo estava presidindo a reunião da Comissão de Segurança Pública e
também teceu várias perguntas para o secretário de Segurança Pública, o Dr.
Nico, e o seu adjunto, o secretário adjunto, o coronel Hengel.
E a grande
expectativa que tem nos bastidores é sobre a questão salarial, o reajuste do
salário dos profissionais da Segurança Pública, o reajuste, a valorização. A
tão esperada valorização que têm esperado os policiais militares, têm também
esperado os policiais civis, têm esperado os policiais penais, têm esperado os
policiais técnicos-científicos. A questão da “Moradia Segura”.
Então foram
feitas perguntas sobre a estrutura, os coletes, a falta de coletes, a falta de
fardas, de coturno. Foram “n” perguntas que foram feitas e algumas ficaram sem
respostas. E uma delas é sobre o bônus. Eu, inclusive, estou fazendo o
requerimento de informação, porque, na minha página, na rede social, está lá
esse monte de perguntas, mais de 700 perguntas, deputado Major Mecca, sobre o
bônus.
Eu peguei toda
a gravação, assisti, mas o secretário falou de várias questões, mas não falou
quando vai pagar o bônus. Talvez V. Exa., que é base do Governo, tenha essa
informação e possa também, depois que eu sair, falar a respeito.
Mas o grande
questionamento é sobre a questão do reajuste salarial e sobre a questão do
bônus. O bônus de resultado, que não foi pago em 2024, não foi pago em 2025,
nós estamos em 2026, praticamente tem dois anos de bônus atrasados, porque o
bônus que foi pago em 2024 foi o referente a 2023. E eu recebi esses
questionamentos, resolvi fazer um requerimento por escrito, e também deixar
registrada a cobrança ao governo, porque hoje é dia 16.
Quando nós
falamos sobre a valorização dos servidores da Segurança Pública, obviamente, a
valorização pressupõe que o governo vai dar um reajuste bom. Inclusive, por
aquilo que nós já ouvimos aqui na tribuna, da base de sustentação do governo
Tarcísio de Freitas, é que tem que ser um reajuste de dois dígitos. Agora, hoje
é dia 16. Esse projeto tem que chegar aqui o quanto antes.
Aliás, a Mesa
Diretora também tem que protocolar o projeto de reajuste dos servidores desta
Casa o quanto antes. Porque fica aquela discussão, até o dia 4, até o próprio
Sindicato dos Delegados trouxe até o dia 6, mas tem que entender que esse
projeto tem que estar sancionado 180 dias antes do pleito. Sancionado.
Logo, um
projeto, ele quando entra aqui na Casa, ele segue o Regimento. Então, ele tem
prazo para emendas. Então, ele não chega... O governador não manda hoje e
amanhã já é aprovado. Mesmo com urgência, tem que abrir esse prazo para
emendas. Ele tem que passar no congresso de comissões. Então, tem todo um
procedimento para poder esse projeto ser aprovado. E ele tem que estar
sancionado a 180 dias do pleito.
Então, tem que
ter cuidado, porque nós temos a Semana Santa. Nós vamos ter feriados. Então, o
governo tem que acelerar isso. Eu ainda disse, não é só a questão de votar e
aprovar aqui. Tem que o governo sancionar lá e tem que estar publicada no
“Diário Oficial” essa sanção.
Então, o
próprio Sindicato dos Delegados de Polícia, eles enviaram ofício pedindo
urgência à apresentação da proposta de aumento salarial para todos os policiais
civis do estado de São Paulo. O documento é acompanhado de parecer técnico
elaborado pela assessoria jurídica do sindicato sobre os limites legais para a
concessão de reajuste salarial no ano eleitoral.
Então, tem que
ter muito cuidado com isso, porque o sindicato fez um parecer técnico colocando
a data limite como dia 6. Dia 6 é uma segunda-feira. Não tem “Diário Oficial”
na segunda-feira. Nós vamos ter o domingo; nós vamos ter o sábado; nós vamos
ter o feriado do dia 5 - dia 5 é domingo de Páscoa. Nós vamos ter a sexta-feira
da Paixão. Então, esse projeto tem que estar, pelo menos, ali sancionado no dia
2. No dia 2.
* * *
- Assume a
Presidência a Sra. Valeria Bolsonaro.
* * *
Então, o
sindicato também tem que se ater aqui ao parecer que eles realizaram, que não é
bem assim. A legislação proíbe, no parecer deles: “A legislação proíbe que
reajuste para servidores porque seja autorizado nos 180 dias anteriores ao
pleito”, aquilo que eu já falei. E aí, a eleição não está marcada para 6 de
outubro. Um erro do parecer deles. A eleição está marcada para o dia 4 de
outubro, que é o primeiro domingo de outubro. O dia da eleição, dia 4 de
outubro.
De acordo com a
presidência do Sindpesp, a Dra. Jacqueline Valadares, “A situação salarial da
categoria impacta na qualidade da segurança oferecida pela população. Os
policiais civis do estado de São Paulo encontram-se atualmente entre os mais
mal remunerados do País, ocupando as últimas posições no ranking salarial
nacional das polícias civis.”
Isso está no
documento, e é o que a gente fala todos os dias que vem aqui, todos os dias que
a gente usa esta tribuna para fazer a cobrança. E na própria reunião com o
secretário, nós cobramos a questão da exigência de curso superior do
investigador de polícia, do escrivão de polícia, que até hoje o salário
continua de nível médio. Então a gente quer, sim, que o governo faça essas
reparações, que ele cumpra as suas promessas de a Polícia de São Paulo ficar
entre as dez mais bem pagas do País.
E no quesito da
Lei Orgânica da Polícia Civil, porque eu levei ao secretário a reclamação dos
investigadores de polícia e dos escrivães de polícia, que os delegados estão
fazendo parte do grupo de trabalho. Agora os peritos estão fazendo parte do
grupo de trabalho. O delegado-geral, Dr. Artur Dian, falou que, por conta de
que as demais carreiras estão representadas pelo Resiste... E não é verdadeiro
isso.
Tanto é que a
base está questionando os sindicatos, tanto o Sindicato dos Investigadores como
o Sindicato dos Escrivães estão questionando, porque eles querem, sim, a
participação dos investigadores de polícia e dos escrivães de polícia no grupo
de trabalho que está elaborando a regulamentação da Lei Orgânica Nacional das
Polícias Civis aqui no estado de São Paulo. Mesmo que haja esse entendimento
por parte da Delegacia-geral de que o Resiste representa todos...
É verdade, tem
alguns sindicatos que foram lá fazer parte de um fórum. O Resiste é um fórum,
não é personalidade jurídica. Então não dá para ter esse entendimento de que
“porque está no Resiste está representado”. O fórum... É um fórum que reuniu
ali as associações de classe, os sindicatos, mas não tem personalidade
jurídica.
Então os
investigadores... Recebi do Sindicato dos Investigadores a reclamação.
Inclusive, no site deles, está publicado que eles não foram chamados para
ajudar a construir a regulamentação da Lei Orgânica das Polícias Civis, a
regulamentação da Lei nº 14.735.
Então, para
cobrar também do secretário de Segurança Pública, do delegado-geral, que eles
possam incluir no grupo de trabalho os investigadores, um representante lá dos
investigadores e um representante dos escrivães de polícia, aí tem os
papiloscopistas e assim por diante.
Então, Sra.
Presidenta, para deixar registrado aqui essas questões. E estamos no aguardo, o
quanto antes, de que o governo possa mandar o projeto de valorização, o tão
prometido projeto de valorização das forças, dos integrantes das forças de
segurança Pública do estado de São Paulo.
Muito obrigado.
A
SRA. PRESIDENTE - VALERIA BOLSONARO - PL - Dando
sequência à lista dos inscritos, deputado Major Mecca, por favor.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, demais deputados e deputadas que
se encontram na Assembleia Legislativa, os funcionários que nos dão suporte, os
nossos irmãos de farda, os policiais civis que aqui estão, dando manutenção e
permitindo que nós consigamos desenvolver a nossa atividade.
Reforço aqui,
como todo trabalhador no estado de São Paulo e do Brasil: se não fossem esses
homens de farda, que os senhores estão vendo na tela aqui ao lado, nenhum de
vocês teria saído de casa hoje pela manhã para trabalhar. Nenhum, seja o juiz,
seja o desembargador, seja o empresário, seja o motorista de ônibus.
Se não houver
um soldado como sentinela patrulhando as ruas do estado, ninguém sai de casa
pela manhã. Quando eu falo isso - e insisto em esclarecer qual é a missão e a
grandeza e nobreza dessa missão -, é porque eu conheço isso por constatação.
Deputada
Valeria Bolsonaro, que preside a sessão: em 2003, em 2006, em 2012, quando o
Primeiro Comando da Capital, uma facção terrorista, atacou o povo do estado de
São Paulo, todos se recolheram, todos se recolheram! Quem permaneceu nas ruas?
Esses homens e essas mulheres de farda.
Nós
permanecemos nas ruas, nós combatemos, nós trocamos tiros com terroristas e
devolvemos a ordem e a paz ao povo do estado de São Paulo. E esses homens e
essas mulheres precisam, sim, ser reconhecidos, precisam, sim, ser valorizados.
Para vocês que
me acompanham, semana passada, como eu faço sempre, eu percorro as ruas de São
Paulo, conversando com cidadãos de bem, trabalhadores, comerciantes e os nossos
irmãos de farda, os policiais civis. E é aterrorizante nós ouvirmos o povo do
estado de São Paulo dar os seus depoimentos do que estão atravessando.
Farmácias,
farmácias sendo roubadas às duas horas da tarde por criminosos armados,
funcionários sendo levados para o fundo do estabelecimento, feito uma
varredura, levado tudo. No final de semana agora, na Estrada do Campo Limpo,
vários criminosos roubaram uma farmácia. Houve troca de tiros com os policiais
militares. Um dos criminosos veio a óbito, enfrentou a polícia e teve a
resposta que buscou. O outro foi preso.
Daí nós
conversamos com os policiais e nós chegamos à conclusão de que a Segurança
Pública no Brasil, o sistema de Segurança Pública está falido. Falido, em
primeiro lugar, porque não há leis penais, processuais penais que sejam capazes
de coibir, de prevenir qualquer tipo de ação criminosa, porque o bandido age
impunemente. Não há leis que coloquem um criminoso dentro de uma cela. Não há.
E os deputados
federais, os senadores desse País dormem em berço esplêndido. Porque você não
vê uma legislação que endureça a aplicação da pena, que mude a legislação de
forma de que um bandido entre na cadeia e cumpra a pena em regime fechado
integralmente.
Eu conversei
com uma vítima de um sequestro no final de semana agora. Um caminhoneiro,
presidente, um caminhoneiro ficou na mão de bandidos por horas. Foi torturado,
até transferir todo o dinheiro que ele tinha em sua conta bancária. Esse
caminhoneiro, já de idade, ele tinha uma reserva na conta dele de 100 mil reais
para dar alicerce à sua família e aos seus filhos.
Torturaram por
horas até que ele, de forma fracionada, transferisse os 100 mil reais. Ele
chorava. Um homem, de idade de mais de 50 anos, chorava feito uma criança por
ter sido torturado, humilhado por criminosos. E os policiais testemunham e
falam para a gente: “Major, sabe o que vai acontecer? Este bandido, quando nós
pegarmos e levarmos à cadeia, depois de 30 dias está na rua novamente.”
Aí você pega o
policial militar, até complementando a fala do deputado que me antecedeu aqui,
na tribuna. Eu estou acompanhando toda a questão de valorização e
reconhecimento dos policiais no estado de São Paulo. O pagamento do bônus por
produtividade é uma expectativa imensa de todos os policiais.
Hoje, a
Secretaria da Fazenda tem um recurso separado lá na secretaria, dá 600 e poucos
milhões para o pagamento do bônus por produtividade. Nós já cobramos do
secretário, já tem uma pessoa da Secretaria de Segurança Pública incumbida de
acompanhar todo esse processo burocrático que atrapalha a vida do povo, do
cidadão de bem e dos policiais, a burocracia, para que ela seja superada, e o
bônus seja pago o mais breve possível.
Mas na Comissão
de Segurança Pública, semana passada, não foi dada a data. Porque eu também
perguntei sobre a data do pagamento. Não há a data definida. Eu cobro todos os
dias e nós queremos saber a data do pagamento. Porque o policial trabalhou, o
policial correu risco de vida e o policial precisa levar arroz, feijão, mistura
para a esposa e para os filhos.
Policiais que,
dos 31 dias do mês, trabalham os 31 dias. Um dia ele está na PM; no outro dia,
ou ele está fazendo Operação Delegada, ou está fazendo Dejem, ou está
escoltando um empresário, está na frente de um supermercado, num posto de
gasolina, porque se não complementar a renda, ele passa fome.
Na semana
passada, presidente, eu trouxe aqui para a tela do plenário da Assembleia
Legislativa, abri nesse telão aqui o holerite de um terceiro sargento, de 4.500
reais. Sabe quantos holerites mais eu recebi nas minhas redes, seja no
WhatsApp, seja na rede social, meu irmão de farda? Recebi para mais de 20
holerites, de policiais que estão recebendo 2.500 reais. É justo isso com
homens e mulheres que estão entregando a sua vida pelo povo de São Paulo? Não
é.
Porque essa
granada de um sistema de Segurança Público falido... E é daqui para pior,
porque, quando se tem o PT, a esquerda no comando do País, a política pública
deles é bem clara, esvaziamento dos presídios. Ladrão não é para ficar preso.
Ministro da Justiça que comemora, o então ministro da Justiça, Lewandowski,
comemorando que, no ano de 2025, mais de 60% dos presos no Brasil foram soltos
na audiência de custódia, 24 horas depois. Esqueçam.
Eu repito aqui,
eu fico curioso para saber o que o Lula explica ao governo norte-americano para
tentar convencer o governo norte-americano. “Não, as crianças do PCC e as do
Comando Vermelho não são terroristas, por favor, elas não são terroristas. Dá
vergonha de ter um chefe de Estado que se comporta dessa maneira, vergonha.
Ele ignora os
territórios, os milhares de territórios no Brasil dominados pelo crime, que é
incrível, é um fenômeno. Só quem consegue entrar lá são os políticos, é só o
pessoal da esquerda que consegue entrar lá. Se um cidadão, se o Waze te der o
caminho errado, você é executado dentro do carro, mas os políticos da esquerda,
do PT e do PSOL, entram livremente. É um fenômeno isso.
Então
brasileiros, povo do estado de São Paulo, a falência da Segurança Pública...
Essa granada explode no colo dos policiais, no colo desses homens e dessas
mulheres que até esse momento, dia 16 de março, hoje, não tiveram a promessa de
campanha que foi feita na última eleição cumprida, de terem um salário que
ocupasse o patamar entre as dez melhores polícias mais bem pagas do Brasil.
Não tiveram,
mal tiveram o pagamento do bônus por produtividade até o momento. E olha que o
bônus por produtividade já foi implementado desde 2014, mas todo ano atrasa.
Mas não atrasa um mês, dois meses, três meses, atrasa por mais de anos. É
inadmissível isso.
Nós temos um
projeto de lei complementar, eu tenho de minha autoria, o PLC nº 135, de homens
e mulheres que foram altamente prejudicados física e psicologicamente, de tudo
quanto é jeito foram prejudicados. Eu tinha a palavra do governador Tarcísio de
Freitas que esse meu projeto de lei complementar seria sancionado para que
diminuísse os 15 anos de averbação para dez anos de averbação.
Eu o fiz e
apresentei aqui neste plenário uma emenda de plenário, que é assim que se
classifica, e diminui para dez anos. E não tive... Não sou eu, são os policiais
militares que se arriscam todo dia, que estão doentes. Uma instituição que tem
um número elevadíssimo de suicídio e de policiais, homens e mulheres, com
depressão... São eles que estão sendo prejudicados.
As mulheres,
que todo mundo fala e defende a mulher, foram as maiores prejudicadas na última
reforma previdenciária que houve em Brasília, e o PLC 135 faz justiça
principalmente a elas. Elas foram ainda mais prejudicadas que os homens nas
injustiças praticadas em Brasília pela reforma previdenciária aos policiais
militares.
Porque policial
militar, soldado da PM, não é que nem soldado do Exército, da Aeronáutica, da
Marinha que passa o dia inteiro no quartel, tem rancho, passa o dia inteiro sem
fazer nada, aparando grama, pintando guia. Soldado da PM está na rua trocando
tiro. Família de policial, quantas... Eu até esqueci o número já, o número de
vezes que a esposa recebeu uma bandeira dobrada e a farda cheia de sangue.
Eles não
merecem essa omissão, seja do governo federal em termos de legislação... Você
não vê um deputado federal que tenha uma lei que ajude esses policiais.
E eu falo aqui
porque eu posso falar, eu tenho lei que ajuda o policial - policial militar,
policial civil, policial técnico-científico, policial penal. Vai ver a Lei nº
18.025, que institui o programa “Moradia Segura”: foram eu e a minha equipe de
gabinete que conseguimos e aprovamos aqui, e vocês em Brasília estão dormindo
em berço esplêndido.
O
SR. MAJOR MECCA - PL - Presidente, como é
regimental o acordo de líderes, eu solicito o levantamento dos presentes
trabalhos.
A
SRA. PRESIDENTE - VALERIA BOLSONARO - PL - Ok. Havendo
acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos,
convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a
mesma Ordem do Dia da última quarta-feira, com os aditamentos posteriores.
Está levantada a sessão.
* * *
- Levanta-se
a sessão às 14 horas e 50 minutos.
* * *