
7 DE ABRIL DE 2026
39ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: FÁBIO FARIA DE SÁ, GIL DINIZ BOLSONARO, ANDRÉ BUENO e DR. JORGE DO CARMO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - FÁBIO FARIA DE SÁ
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
4 - PAULA DA BANCADA FEMINISTA
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - DR. ELTON
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Cumprimenta alunos e professores da Etec Heliópolis - Arquiteto Ruy Ohtake, presentes nas galerias.
7 - LETÍCIA AGUIAR
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - MAURICI
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Apresenta os deputados que estão no plenário aos alunos da Etec Heliópolis, presentes nas galerias.
10 - LETÍCIA AGUIAR
Para comunicação, faz pronunciamento.
11 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Parabeniza o prefeito Jordão Antônio Vidotto pela condução dos trabalhos no município de Óleo.
12 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - PRESIDENTE FÁBIO FARIA DE SÁ
Reitera cumprimentos aos alunos da Etec Heliópolis nas galerias e aos deputados presentes no plenário.
14 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
15 - PROFESSORA BEBEL
Por inscrição, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
16 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
17 - DR. JORGE DO CARMO
Por inscrição, faz pronunciamento.
18 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento (aparteado pelo deputado Rui Alves).
19 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
20 - ANDRÉ BUENO
Por inscrição, faz pronunciamento.
21 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Agradece ao deputado André Bueno pelo pronunciamento e expressa condolências pelo passamento do Pastor Sílvio Otávio.
22 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Para comunicação, faz pronunciamento.
23 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Cumprimenta o vereador Rômulo Rafael Dias Floriano, da cidade de Itapirapuã Paulista, presente no plenário.
24 - PAULO MANSUR
Para comunicação, faz pronunciamento.
25 - PRESIDENTE GIL DINIZ BOLSONARO
Endossa o pronunciamento do deputado Paulo Mansur.
26 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
27 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
28 - ANDRÉ BUENO
Assume a Presidência.
COMUNICAÇÕES DE LÍDERES
29 - GIL DINIZ BOLSONARO
Pelo art. 82, faz pronunciamento.
30 - GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.
31 - PRESIDENTE ANDRÉ BUENO
Defere o pedido e suspende a sessão às 16h10min.
ORDEM DO DIA
32 - DR. JORGE DO CARMO
Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h32min. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Marcelo Aguiar, com a finalidade de realizar visita oficial à República Helênica (Grécia) e à República da Turquia, entre os dias 13 e 24 /04; e Teonilio Barba, com a finalidade de participação no 4º Congresso Nacional da CNTTL e reuniões institucionais junto aos Ministérios do Trabalho e da Saúde, entre os dias 07 e 09/04, em Brasília/DF. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 08/04, à hora regimental, com Ordem do Dia. Levanta a sessão, por acordo de lideranças, às 16h34min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a Presidência e abre
a sessão o Sr. Fábio Faria de Sá.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO
EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Presente o número regimental
de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior
e recebe o expediente.
Dando
sequência à nossa lista de oradores inscritos no Pequeno
Expediente do
dia 7 de abril de 2026, com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado
Rui Alves. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi, V. Exa.
tem o tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, deputado Vitão do Cachorrão, público aqui
presente, telespectador da TV Assembleia, eu quero primeiramente manifestar o meu total apoio aos servidores e às
servidoras do município de Diadema, que estão em luta contra uma proposta, uma
famigerada proposta de reforma da Previdência, uma reforma que vai destruir a
Previdência dos seus servidores, que vai refletir de forma mais sagaz ainda a
reforma feita pelo Bolsonaro em 2019, da perversa Emenda nº 103, que nós tanto
denunciamos.
Então está em curso já, em Diadema, na Câmara Municipal,
o projeto para reformar a Previdência do município. Tem vários pontos, Sr. Presidente, que vão prejudicar os servidores, entre eles o aumento da idade mínima
para aposentadoria e regras duríssimas de transição, mais duras do que as que o
Bolsonaro impôs ao povo brasileiro. Olha só a gravidade da situação.
E mais: taxação, confisco de aposentadorias e pensões,
Sr. Presidente, que nós tanto estamos lutando para que seja banida do Brasil, tanto é
que nós banimos a taxação, o confisco aqui em São Paulo, aprovando um projeto na Assembleia
Legislativa, acabando com o confisco,
com o roubo, com o assalto das aposentadorias e pensões impostas pela gestão
Doria/Rodrigo Garcia.
Estamos em luta para derrubar também o confisco aqui em São
Paulo, o SampaPrev, com o PDL do vereador Celso Giannazi, e
nós estamos sobretudo acompanhando e fazendo gestões junto ao Supremo Tribunal
Federal para que haja o julgamento imediato, a volta do julgamento das Adins
que também versam sobre o mesmo tema - o fim das taxações, do confisco das
aposentadorias -, tanto é que nós estivemos recentemente com o ministro Fachin
para que ele coloque em julgamento, porque já temos seis votos.
O prefeito tem que saber disso, o prefeito de Diadema,
que já há seis votos de ministros contra o confisco, contra essa taxação que a
prefeitura quer impor aos seus servidores. Lembrando ainda à Prefeitura de
Diadema que há um parecer da PGR,
da Procuradoria-Geral da República, parecer que foi pedido pelo Supremo
Tribunal Federal, e o parecer diz que é inconstitucional taxar aposentados e
pensões que ganham abaixo do teto do INSS.
Está lá na lei,
está lá no parecer do procurador-geral, Sr. Presidente, da República, que, na
época ainda, era o Aras, aliado do Bolsonaro, olha só. Então, é um absurdo o
que Diadema está fazendo com os seus servidores, tentando aprovar a toque de
caixa uma reforma contra os seus trabalhadores, impedindo, dificultando ainda
mais o acesso à aposentadoria, e maltratando, atacando de forma perversa os
aposentados e pensionistas.
Então, todo o
nosso apoio à luta dos servidores de Diadema. Quero ainda, Sr. Presidente,
aqui, manifestar também o nosso total repúdio à privataria aqui Bolsotucana. O
governador Tarcísio de Freitas anunciou que vai fazer um leilão, agora, de
parques públicos estaduais, parques urbanos serão leiloados. Até os parques,
Tarcísio!
O governo
publicou agora o edital para privatizar seis parques aqui em São Paulo. São os
seguintes parques: Parque da Juventude, Dom Paulo Evaristo Arns, Parque
Estadual do Belém Manoel Pitta, Parque Ecológico do Tietê, Parque Vila Jacuí,
Parque Maria Cristina Abreu e Parque Itaim Biacica.
São esses
parques que serão privatizados, entregues a empresas para terem lucro, para
ganharem dinheiro, para transformarem o lazer, o acesso ao meio ambiente, o
acesso à convivência, ao esporte, em lucro, em mercadoria, em ativo financeiro.
É só isso que o governador sabe fazer. Leilões, privatizações, terceirizações,
dilapidação do patrimônio público estadual.
Essa é a grande
marca do governo Tarcísio de Freitas, a venda do estado de São Paulo, até
porque ele não tem compromisso nenhum. A hora que ele sair, ele vai deixar um
rastro de destruição no nosso Estado, e sem patrimônios públicos, porque todos
estarão entregues para os grandes grupos econômicos terem lucro em cima de
serviços essenciais e também de direitos fundamentais, Sr. Presidente, do
direito ao acesso a um parque público.
Todo mundo sabe
o que acontece quando um parque é privatizado, ele é descaracterizado. Os
preços aumentam dentro do parque, e tem alguns que até cobram taxa para que a
pessoa possa acessar. Áreas são vendidas lá dentro.
Aqui,
recentemente, só para concluir, Sr. Presidente, do Parque Villa-Lobos,
recentemente saiu uma matéria dizendo que tinha uma área reservada que qualquer
pessoa poderia - qualquer pessoa, entre aspas - fazer a solicitação, a reserva,
para fazer um piquenique, uma festinha, no final de semana, e pagaria 16 mil
reais.
Eles vão
privatizando os espaços públicos. Aqui mesmo, ao lado, no Parque do Ibirapuera,
nós temos uma área fechada para shows que custa 500 reais, 600 reais, 700
reais, 800 reais, quando, na verdade, há algum tempo atrás, os shows eram
gratuitos no Ibirapuera, Sr. Presidente.
Nós já
assistimos a vários shows aqui na Praça da Paz, em outros espaços. Até o João
Gilberto já se apresentou aí, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia,
Rita Lee. Grandes artistas se apresentaram gratuitamente.
Agora tem que
pagar, e pagar muito caro. Então, Sr. Presidente, nós estamos tomando
providências aqui, porque o leilão foi anunciado para o dia 7 de julho de 2026.
Nós estamos tomando medidas jurídicas para inviabilizar esse leilão, essa
dilapidação de parques urbanos da cidade de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi. Dando sequência à nossa lista de oradores inscritos
no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Itamar Borges. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Donato
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcelo Aguiar.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Major Mecca. (Pausa.)
Dando sequência na nossa Lista
Suplementar de inscritos, com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra a deputada
Ediane Maria. (Pausa.) Com a palavra a deputada Thainara Faria. (Pausa.)
Com a palavra a deputada Márcia Lia.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Com a palavra a
deputada Professora Bebel. (Pausa.) Com a palavra a deputada Paula da Bancada
Feminista. (Pausa.) Com a palavra o deputado Mauro Bragato. (Pausa.)
Com a palavra o nobre deputado Reis.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de até cinco minutos.
O
SR. REIS - PT -
Cumprimentar o presidente, deputado Fábio Faria de Sá, o público presente.
Cumprimentar o deputado Carlos Giannazi, os funcionários desta Casa, os
integrantes da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar, da Polícia
Técnico-Científica e também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão em
suas residências e nos acompanham pela Rede Alesp.
Presidente, eu
quero deixar registrado aqui neste Pequeno Expediente um apelo ao governador de
São Paulo, para que ele atenda os policiais penais e também os professores, os
profissionais da Educação, os profissionais da Saúde. É fato que, por conta dos
180 dias antes do pleito, dia 4 de outubro, quando teremos eleições, praticamente
eleições gerais, eleições onde vamos eleger deputado federal, deputado
estadual, dois senadores, governador, presidente da República, a lei restringe
o reajuste acima da inflação para os servidores públicos, mas não impede o
governador de, pelo menos, garantir a recomposição inflacionária.
Então deixar
registrado aqui que os professores, os profissionais da Educação devem
continuar em sua luta, os profissionais da Saúde e a Polícia Penal, buscando
que, pelo menos, haja a recomposição inflacionária para todos os servidores que
o governador Tarcísio deixou de fora, quando deu 10% para a Polícia Militar, a
Polícia Civil e a Polícia Técnico-Científica.
Então falar
para o governador que os funcionários públicos estão muito chateados com ele.
Todos, inclusive os policiais, porque eles esperavam que ficariam entre os dez
mais bem pagos do País, que era promessa, foi aquilo com que o governador se
comprometeu. Então todos estão chateados, não estão satisfeitos com o
tratamento que foi dado para eles.
E tem que
entender que o funcionário público é o cartão de visita do Estado. Quando o
cidadão vai procurar um serviço, a primeira pessoa que ele conversa no Estado é
o funcionário público que ali está, é o professor que está dando aula, que fala
com os pais dos alunos, que conversa com os alunos, é o policial que atende a
ocorrência no dia a dia, que conversa com o cidadão.
Então ter essas
pessoas falando mal não é bom para ele. Eu já falei isso aqui, não é bom para o
governador. Eu até estava observando na rede social do Governo de São Paulo, e
ele colocou lá que o reajuste, que o projeto dos policiais foi sancionado, e são
800 comentários que tem lá, todos contra o governo. Claro que o governo põe lá
a sua I.A. para poder responder.
“Sou policial,
e em outubro é ‘13’ nas urnas.” “Quem odeia a Polícia é a direita.” “Até o João
Doria foi melhor para a polícia do que esse governador.” Isso está na página do
governador. Eu fico vendo os deputados aqui que estão seguindo o Tarcísio, que
se filiaram ao partido dele, que vão apoiá-lo. Como será? Porque eles esperam
votos. Como será eles defenderem o governo com esse clima?
Porque você
entra na página do governo e só tem gente falando mal do governo. Não tem
ninguém falando bem. Vão morrer todos abraçadinhos. Outro dia eu recebi um
áudio de um sargento falando que ele tem que voltar para o Rio de Janeiro, de
onde ele não deveria ter saído. Então esse é o sentimento que se tem no
funcionalismo público e esse sentimento vai se irradiando na sociedade.
Tanto é que as
pesquisas mostraram ele ali com 49%, mas, até outro dia, ele tinha mais de 60%,
ou seja, ele está tendo, nesse processo eleitoral, o mesmo que aconteceu com
Doria.
Doria começou
lá em cima e foi derretendo, derretendo, derretendo, derretendo até virar água.
E é o que vai acontecer com o Sr. Tarcísio de Freitas, principalmente por conta
desse tratamento que ele deu para os policiais e esse tratamento que ele está
dando para todos os servidores públicos do estado de São Paulo.
E quero deixar
registrado também, Sr. Presidente, para terminar a minha fala, a cobrança à
Mesa Diretora também, que a Mesa Diretora deixou passar o prazo, para não dar
um reajuste acima da inflação para os servidores da Assembleia Legislativa.
Eles não protocolaram nenhum projeto nesse sentido.
Então para que
a Mesa Diretora, já que ela deixou passar o prazo, que ela protocole o quanto
antes a recomposição inflacionária, pelo menos a recomposição inflacionária
para os servidores da Assembleia. Pelo menos a recomposição inflacionária. Não
dá para passar batido. E que o Governo do Estado de São Paulo faça o mesmo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Reis.
Dando sequência à nossa Lista
Suplementar, com a palavra a deputada Paula da Bancada Feminista. Vossa Excelência
tem um tempo regimental de até cinco minutos.
A
SRA. PAULA DA BANCADA FEMINISTA - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigada, Sr. Presidente. Bom,
hoje eu quero falar sobre hipocrisia. Queria pedir para a Técnica passar o
vídeo, por favor.
* * *
- É exibido o vídeo.
* * *
Este é um áudio,
atribuído ao deputado do MBL, Guto Zacarias. Áudio que... No começo, quando eu
divulguei a existência do processo, ele foi às minhas redes, disse que eu era
mentirosa, que esperava que eu revise esse posicionamento. E depois, quando o
áudio vazou na imprensa, ele teve que ir a público e dizer que, na verdade, o
áudio era verdadeiro.
Este áudio é
atribuído ao deputado Guto Zacarias, quando, em uma conversa com a sua ex-namorada,
mãe de sua filha, ele a coagiu e a induziu a abortar a filha dos dois. Filha
que existe, filha que é nascida, mas filha que, infelizmente, passou, desde sua
gestação, por essa situação.
E eu quero
falar sobre hipocrisia, presidente, porque esse áudio, para mim, é muito
exemplificativo do que é um tipo de gente que enche a boca para defender uma
verdade, para atacar outras pessoas, quando, na sua vida privada, não pratica
nada nem parecido com o que diz, só para ganhar voto.
O seu voto, o
voto do eleitor, o voto do eleitor de uma pessoa que se diz conservadora, que
se diz defender a família e, vejam só, não defende nem a sua própria. E eu falo
sobre hipocrisia porque eu sou uma deputada feminista. Mais de uma vez eu já
subi a essa tribuna a defender não só o aborto legal, mas defender também
mulheres que todos os dias são vítimas do aborto inseguro.
E deputados do
MBL, como o deputado Guto Zacarias, vem aqui dizer que nós feministas somos
pessoas que queremos assassinar crianças dentro de útero, que queremos acabar
com vidas, que queremos acabar com famílias. Mas vejam só, o deputado
reconhece, diferentemente do que diz em plenário, diferentemente do que diz nos
podcasts, diferentemente do que diz em canais do YouTube.
O deputado
reconhece que o problema do aborto no Brasil não é o seu método, que o problema
do aborto no Brasil é a sua criminalização. Porque, enquanto mulheres ricas vão
a clínicas, que parece que o deputado conhece muito bem, no Jardins, mulheres
pobres, que dependem do SUS e, consequentemente, da legalização e da
regulamentação do aborto no Brasil, não têm o mesmo direito e acabam morrendo.
Quase todos os
dias no nosso país, já que no Brasil uma mulher a cada dois dias é vítima do
aborto inseguro, e essa é uma das maiores causas de mortalidade materna, não só
no Brasil, mas em todo o mundo.
Eu não tenho
nenhum problema em dizer que eu sou a favor da legalização do aborto, mas eu
sou a favor quando mulheres querem praticá-lo, e não quando elas são coagidas a
praticar um aborto, como a gente pode ver nesse caso.
O que o
deputado Guto Zacarias é? É hipócrita. Inclusive, deveria mudar o seu nome de
Guto Zacarias para Guto Hipocrisia, porque vem aqui, sobe no plenário, fala,
enche a boca para ganhar voto, mas não sustenta o seu posicionamento. O
deputado foi às minhas redes sociais dizendo que eu estava expondo a filha
dele. Guto, quem expõe a sua filha é você, que expôs não só a sua filha, mas a
mãe da sua filha.
Eu tenho uma criança
de idade parecida com a sua. Inclusive, politicamente, todas as pessoas sabem
que eu tenho uma filha. Isso faz parte da minha vida, isso faz parte do meu
cotidiano, isso faz parte da minha forma de fazer política como mãe, que
defende a vida das crianças todos os dias. Agora você, Guto, expôs a sua filha
e expôs a mãe da sua filha.
E eu digo isso,
presidente, porque tem algo muito importante nessa história. Eu representei o
deputado Guto no Conselho de Ética. O deputado Guto, é importante que todos saibam,
isso está público, na imprensa, é réu pela Lei Maria da Penha, por ameaça,
depois de uma denúncia que foi feita na polícia, um boletim de ocorrência
formulado pela mãe da sua filha, sua ex-namorada, que tornou o deputado Guto
réu.
Réu não só pela
denúncia dela, que ele está enchendo a boca também para dizer que ela voltou
atrás, foi às redes sociais e disse que se arrependia. O deputado Guto é réu
porque o Ministério Público do Estado de São Paulo entendeu que existiam
indícios de autoria e de materialidade suficientes, inclusive esse áudio e
depoimentos de testemunha, inclusive depoimentos da própria jovem na delegacia
por mais de uma vez, dizendo que o deputado Guto a coagiu a abortar e que ela
teve essa criança, apesar dele, apesar da vontade dele.
Mas vejam só, e
já estou encerrando, presidente, tem algo que é importantíssimo nessa história,
que é a Lei Maria da Penha. A Lei Maria da Penha é uma vitória do movimento
feminista no Brasil e uma das suas grandes vitórias é que ela entende que as
ações penais provenientes dos crimes que são determinados pela Lei Maria da
Penha são ações penais públicas e incondicionadas.
O que significa
isso? Significa que um crime, pela Lei Maria da Penha, no caso, pelo que o
deputado Guto Zacarias é processado, é réu, ele se processa independentemente
da vontade da vítima, sabe por quê? Justamente para que vítimas da Lei Maria da
Penha não sejam coagidas a mudar de opinião no curso do processo, como
provavelmente essa jovem foi.
Então eu
expresso aqui, acima de tudo, a minha solidariedade a essa jovem que está indo às
redes sociais dizer que mudou de opinião, que na verdade foi mal induzida, mal
indicada por um advogado. Sabe por quê? Porque agora o Guto Zacarias está
fazendo com que ela, além de sua filha, que já foi altamente exposta, seja
também exposta e seja punida, porque falsa comunicação de crime é crime.
E se de fato
essa denúncia não for verdadeira, essa jovem responderá por falsa comunicação
de crime. Mas se o deputado Guto a está coagindo a mudar de versão, ele será
ainda mais responsabilizado não só nesta Casa, como judicialmente, e eu espero
que nas eleições os seus eleitores entendam o tamanho da hipocrisia que o
deputado Guto Hipocrisias versa todos os dias, não só nesta tribuna, mas também
nas suas redes sociais.
Obrigada,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigada,
deputada Paula, Dra. Paula.
Com a palavra o nobre deputado Dr.
Elton. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até cinco minutos.
O SR. DR. ELTON - UNIÃO - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Presidente,
eu agradeço a oportunidade desta Casa de trazer uma fala que, aliás, é muito
curta. Quando eu falo desses cinco minutos a que eu tenho direito de falar aqui
neste plenário durante o Pequeno Expediente, eu quero também falar sobre a
questão do tempo, o tempo que é extremamente importante para a localização
daqueles que estão desaparecidos.
Nós ficamos
sabendo ontem, infelizmente, de uma criança que, na cidade de Marília, acabou
se perdendo, uma criança portadora do Transtorno do Espectro Autista. Aí um
grande movimento, inclusive apoiado pelo prefeito Vinicius Camarinha, aconteceu
ali com a Polícia Militar, a Defesa Civil e tantas pessoas voluntárias na
procura dessa criança.
Um menino de
aproximadamente 12 ou 13 anos saiu ali, debaixo da guarda dos pais, e acabou se
perdendo. Em virtude da situação de chuvas que aconteceu ali em virtude da
situação de chuvas que aconteceu ali, após muito se procurar, eu acho que por
volta das duas horas da manhã o corpo dessa criança foi encontrado.
E aí eu remeto
ao que aconteceu, também, no ano passado em São José dos Campos, um caso
bastante semelhante, de uma criança que, no período das dez da manhã, acabou
saindo pelo portão da casa, no momento em que a mãe estava até no banheiro. E
aí, depois disso, onde estava a criança?
A gente
procurou, fez uma força-tarefa, eu fui para as redes sociais, voluntários,
motoboys, familiares ali da região - todos se mobilizaram na procura. Mas
aquela iniciativa teve um tempo para iniciar, e lá por volta das quatro horas
da tarde uma chuva torrencial também aconteceu. E aquele menino, estando ali
perto do córrego, foi levado e acabou morrendo afogado.
Em virtude
desse quadro, no ano passado eu protocolei um projeto de lei, que é o nº 248,
de 2025, que cria o Alerta TEA-SP, um projeto que usa o Sistema Cell Broadcast,
que é o mesmo utilizado para avisar sobre catástrofes ambientais.
Dessa forma,
mais rápido que pelas redes sociais, a gente conseguiria rapidamente mobilizar
a procura dessas crianças; nesse caso, crianças com quadro de TEA e que eram
não-verbais e, por causa disso, não tinham como se proteger, não tinham a menor
noção de onde estavam adentrando.
Então, em
virtude disso, eu venho aos parlamentares, aos colegas desta Casa e também à
Presidência, para que esse projeto de lei se torne realidade, para que a gente
não veja situações como essas. Hoje a cidade de Marília está em luto, mas o
projeto está pronto para ser pautado.
E sem custo
para o Governo do Estado, porque a tecnologia que é utilizada, que é o Cell
Broadcast, já está sendo utilizada para as catástrofes ambientais. Então, dessa
forma, um projeto que poderia aumentar as chances, porque quando eu falo sobre
a busca de pessoas desaparecidas, existe sempre aquela tendência de esperar por
24 horas. Isso não pode acontecer para aquele que é vulnerável.
Então, desta
forma, eu peço ao Governo do Estado e também aos colegas parlamentares o apoio
para que este projeto possa sair e ser aprovado, para que a gente possa dar
maior segurança, tranquilidade aos pais e dar total apoio para uma situação
como essa.
Vão aqui os
meus sentimentos à família pela sua perda, e também a toda a cidade de Marília,
que está passando pela mesma situação que anteriormente nós, ali em São José,
estivemos acompanhando durante muito tempo. Deus abençoe a todos.
Obrigado pela
oportunidade.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Dr. Elton. Dando sequência à nossa Lista Suplementar, com a palavra a
deputada Letícia Aguiar. Mas, enquanto a deputada se dirige à tribuna, queria
fazer um anúncio aqui dos alunos e professores da Etec Heliópolis, sejam
bem-vindos. Fica lá na Estrada das Lágrimas, no Ipiranga, é isso?
Sejam todos bem-vindos aí, conhecer um
pouquinho do nosso trabalho.
Vão ouvir agora a nossa deputada
Letícia Aguiar.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL -
Obrigada, Sr. Presidente, cumprimento a todos. Oi, pessoal da Etec de
Heliópolis. Que legal, sejam muito bem-vindos. Eu estive agora há pouco na
Etec, na cidade de Caçapava, comemorando o jubileu de brilhante - 75 anos da
Etec Machado de Assis, de Caçapava.
Nós estivemos
lá para celebrar esse momento, para auxiliar também a Etec, os professores, que
também esperam e aguardam muito pelo plano de carreira, e a gente tem apoiado
muito isso, viu, professora. Contem comigo. E, claro, a importância da gente
valorizar a educação profissionalizante.
As Etecs fazem
um trabalho incrível, primoroso, na formação, na capacitação dos jovens para o
mercado de trabalho, para que possam realizar os sonhos de vocês, para que
vocês possam empreender na carreira de vocês. E isso passa por um ensino
técnico profissionalizante de qualidade. Vocês têm uma oportunidade preciosa;
valorizem isso.
Vocês estão
dentro de uma unidade de ensino de qualidade, com professores incríveis,
capacitados, que querem deixar o legado de lecionar e fazer isso da melhor
forma para vocês, alunos. Abracem essa oportunidade, aproveitem, estudem,
aprendam bastante, para que vocês sejam profissionais incríveis para o mundo.
Que Deus
abençoe a nossa Etec de Heliópolis. Sejam sempre bem-vindos aqui, adorei saber
que vocês estão aqui hoje. Professora, um beijo para você.
Olha, gente, eu
também venho a esta tribuna hoje para falar... Quando a gente fala de educação,
quando a gente fala de sociedade, a gente tem que falar de inclusão. A inclusão
não é um favor, ela é um direito, e nós temos que falar sobre isso aqui. Nós
estamos no mês de abril, um mês de conscientização sobre a inclusão do autismo,
das pessoas com neurodivergência.
Quanto mais a
gente falar sobre isso, mais a gente vai incluir esse assunto na sociedade,
porque não é apenas incluir as pessoas com autismo nas escolas, no mercado de
trabalho e na sociedade em geral, nós temos que falar do tema para que o tema
seja natural, seja tratado de maneira natural, porque nós precisamos olhar para
isso com seriedade, encarar isso com seriedade.
Nós temos
muitos projetos a favor da inclusão do autismo... Ontem, em São José dos
Campos, nós tivemos uma celebração muito importante. Nós reconhecemos a Sara,
que instituiu o Gaia, Grupo de Apoio ao Indivíduo Autista, em São José dos
Campos, que hoje é uma referência no atendimento em São José e no Vale do
Paraíba.
A gente quer
multiplicar isso, a gente quer que o Centro TEA Paulista vá para as regiões
administrativas. Já fizemos esse pedido ao governador Tarcísio, para que a
região do Vale do Paraíba seja uma região que receba o Centro TEA.
Nós também
somos idealizadores da Casa do Autista. Parabéns ao vereador Senna, por indicar
esse projeto em São José dos Campos, que já tem o meu apoio, inclusive na
destinação de um milhão de reais de recursos.
Nós precisamos
formar e capacitar os nossos professores, os nossos auxiliares de sala de aula
para que eles também tenham formação adequada, para que eles saibam lidar com
os neurodivergentes, porque a gente não pode simplesmente cobrar o professor e
não dar estrutura para ele. Nós precisamos formar, qualificar e dar condições
para que ele possa também atender esses alunos com neurodivergência, a gente
precisa olhar para isso também.
Portanto, o mês
de inclusão é um mês importante, a gente precisa falar do assunto, a gente
precisa propor políticas públicas efetivas, nós precisamos tirar muitas coisas
do papel nesse sentido também.
E é por isso
que nós temos que utilizar sempre a tribuna, porque um deputado, uma deputada
foi eleita para ser voz, e quando a gente é eleito para ser voz, a gente é
eleito para ecoar a voz das pessoas daqueles que nós representamos.
Portanto, todas
às vezes que nós estamos aqui na tribuna não são apenas opiniões, narrativas e
expressões, nós estamos ecoando também vários setores da sociedade que precisam
ser vistos, precisam ser olhados, precisam ser enxergados pelo Poder Público. E
a nossa missão é propor proposituras importantes, inteligentes e eficientes,
mas também cobrar aqui que a gente possa fazer essas atribuições, e que o
Orçamento do Estado seja aplicado de maneira correta aonde a gente mais
precisa.
Que bom que
Deus me deu a oportunidade como mulher e como cristã de ser deputada desse
imenso estado de São Paulo, de poder ajudar tantas e tantas causas
maravilhosas, de poder representar pessoas e de poder, acima de tudo, fazer o
meu trabalho como missão de vida, como propósito.
Que cada aluno
aqui, que cada aluna que esteja aqui... E eu quero falar de forma especial para
as meninas, brilhem muito, acreditem em vocês, capacitem-se, voem alto, sonhem
alto, porque sonhar alto dá o mesmo trabalho que sonhar baixo, sonhar pequeno,
então vamos sonhar alto, acreditar no nosso potencial.
E aos meninos
que estão aqui, cuidem das suas amigas, das suas namoradas, das suas
professoras, das suas mães, das suas avós, das suas irmãs, porque a gente
conhece a nobreza de um homem, a gente conhece o caráter de um homem pela
maneira como ele trata as mulheres com as quais ele convive. Então parabéns a
todos vocês, alunos, estudantes da Etec. Estamos juntos.
E a vocês que
nos acompanham também aqui na Assembleia Legislativa, obrigada pela
oportunidade de trabalhar em conjunto pela educação, pela inclusão e pela vida
das pessoas.
Que Deus
abençoe.
Obrigada.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputada Letícia Aguiar. Próximo inscrito é o deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Próximo orador inscrito é o deputado Maurici, V. Exa. tem o tempo
regimental de até cinco minutos.
O SR. MAURICI - PT - Sr. Presidente, Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, meninos e meninas que nos agraciam com a presença de
vocês. Hoje, 7 de abril, é o dia internacional de reflexão sobre o genocídio que
ocorreu em Ruanda, em 1994. Ruanda, é um pequeno, mas importante país do centro
da África.
Compreender
essa história é importante para que esse trágico episódio não se repita em Ruanda,
ou em qualquer outro país do mundo, porque tragédias como essa não começam com
armas, começam com discursos, começam com palavras de ódio, começam com a
desumanização do outro, da outra pessoa.
Para entender o
massacre é preciso voltar no tempo. Ruanda foi colônia, primeiro da Alemanha,
depois da Bélgica e foi nesse período que diferenças sociais foram manipuladas,
aprofundadas e transformadas em divisão.
Ao longo de
décadas, o que era uma diversidade virou um conflito, o que era convivência
virou desconfiança, o que era atenção virou ódio organizado. Em abril, de 1994,
o então presidente em exercício morreu em um desastre aéreo, o ódio acumulado
virou uma ação violenta.
Milícias, com o
apoio do governo, atacaram de forma sistemática um grupo social. Por mensagens
no rádio, a população foi estimulada a participar do justiçamento e se armou
como pôde, inclusive, usando facões, pedras e pedaços de madeiras. Em 100 dias,
quase um milhão de pessoas foram assassinadas de forma brutal.
Infelizmente,
problemas similares aos que serviram de justificativa ao genocídio em Ruanda
ainda persistem. Há relatos, por exemplo, da existência de campos de refugiados
das etnias perseguidas na República Democrática do Congo e em Uganda. Ruanda
ficou devastada pelo massacre e foi das cinzas do genocídio que eles iniciaram
uma reconstrução que hoje inspira o mundo a superar desafios que na maioria dos
países ainda patinam.
No fim do ano
passado, tive a oportunidade de conhecer Ruanda e o que vi me impressionou
muito. Ruanda é hoje uma potência econômica no continente africano e aponta
caminhos interessantes em sua rota de desenvolvimento.
Eles não
escondem o passado, ele é debatido de forma aberta, com a compreensão de que é
necessário revisitá-lo para que tragédias, como o genocídio, nunca mais se
repitam. É uma lição importante a ser aprendida, assim como o perigo que
representa a disseminação dos discursos de ódio.
Obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Maurici. Próximo orador inscrito, nobre deputado Carlos Giannazi. Aos
alunos da Etec, está presente aqui no plenário a nossa deputada Letícia Aguiar;
o deputado Carlos Giannazi; o deputado Maurici, que acabou de falar, e eu,
deputado Fábio Faria de Sá. Sejam bem-vindos.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Sr. Presidente, uma
comunicação.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É Regimental.
Até dois minutos, deputada.
A
SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO -
Obrigada, Sr. Presidente. Quero hoje enviar uma mensagem especial para o
município de Óleo, que completa na data de hoje, dia sete de abril, 108 anos de
existência. É uma cidade pequenina, mas muito acolhedora, que acolheu também o
meu trabalho, meu mandato.
Já enviamos recursos para lá, em torno
de 400 mil reais para a Saúde, para a Educação. É uma maneira de a gente firmar
compromisso na cidade, ajudando a cidade a se desenvolver em várias áreas.
Quero mandar um abraço a todos os nossos
apoiadores, em nome do Fábio Aguilar, da sua esposa. Mandar um abraço também
para o prefeito Jordão e dizer que nós estamos aqui aliados ao município de Óleo.
Que Deus abençoe a cidade, feliz aniversário.
Obrigada, Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Parabéns, Óleo,
ao prefeito Jordão, que faz, acho que é o décimo mandato como prefeito em Óleo.
Obrigado, deputada Letícia Aguiar. Com a palavra o deputado Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, Sras.
Deputadas, Srs. Deputados, alunos e professores da Etec, quero aqui retomar
denúncias que tenho feito em relação à venda de escolas estaduais, aos leilões
na bolsa de valores que tiveram início aqui em São Paulo em 2024 com o Renato
Feder, com a gestão, a famigerada gestão Tarcísio - Feder, que começou a vender
escolas estaduais, transformando escolas estaduais em ativos financeiros.
Então, já houve
um leilão aqui em 2024 de 33 escolas, a gestão Tarcísio - Feder anunciou à
época que faria o leilão de mais 143 escolas. Isso ainda não se consolidou, até
porque nós estamos em luta, nós acionamos a Justiça, tomamos várias
providências em relação a isso.
Mas, São Paulo
está fazendo escola, Sr. Presidente, porque o estado do Paraná acabou de fazer
um leilão de 40 escolas nos mesmos moldes do governo estadual. E quem ganhou lá
o leilão, Sr. Presidente, foi uma empresa, uma tal de CS Infra, que não tem
nenhuma experiencia com escola pública, que trata de questões relacionadas ao
saneamento básico, às rodovias, aos terminais portuários.
E essa empresa
pertence a um grande grupo, o grupo Simpar, que tem várias outras empresas,
entre elas a Movida, entre elas um banco, o Banco BBC Digital. Então foi essa
empresa que ganhou a licitação no leilão, na Bolsa de Valores aqui em São
Paulo, para construir e administrar 40 escolas estaduais no estado do Paraná.
Mas o Paraná não está só.
Eu denunciei
também já o que aconteceu em Minas Gerais. O governo, a gestão Zema leiloou lá
95 escolas e quem ganhou a licitação foi um banco, BTG Pactual, Sr. Presidente.
Por que um banco tem interesse em administrar escolas públicas? O banco está
preocupado com lucro, o banco não tem nenhuma preocupação com Educação.
E mais ainda,
também no dia 26 de junho, houve um leilão aqui em São Paulo, na famosa B3, Sr.
Presidente, de escolas do Rio Grande do Sul. Olha só, 98 escolas foram também
leiloadas no Rio Grande do Sul no mesmo diapasão. Então Rio Grande do Sul,
Paraná, São Paulo, Minas Gerais, governos de extrema-direita.
Os governos
bolsonaristas, Sr. Presidente, estão vendendo escolas, estão fazendo leilão de
escolas na Bolsa de Valores, transformando a Educação em mercadoria,
transformando a educação Pública, financiada com dinheiro público, em ativo
financeiro.
Isso é um
absurdo, Sr. Presidente. Está se espalhando pelo Brasil, mas, sobretudo, com os
governos de extrema-direita, os governos protofascistas, que estão vendendo,
atacando o patrimônio público. E por isso que é importante uma grande mobilização
do povo brasileiro contra esse desmonte da Educação.
Quero ainda,
Sr. Presidente, aproveitando aqui que estou na tribuna, no Pequeno Expediente,
para manifestar o nosso total apoio à luta das educadoras de educação infantil
do município de Taguaí, que estão lutando para serem enquadradas na carreira do
Magistério, porque elas são professoras de fato.
Elas se
enquadram perfeitamente na Lei nº 15.326, de 2026, da deputada federal Luciene
Cavalcante, lei que foi já aprovada, logicamente, na Câmara Federal, no Senado
Federal e sancionada pelo presidente da República, recentemente, em janeiro,
pelo presidente Lula.
E já há vários
municípios fazendo enquadramento das suas educadoras de educação infantil. Os
municípios sérios, os municípios que estão defendendo de fato a primeiríssima
infância estão na defesa das educadoras de educação infantil.
E a cidade, a
prefeitura soltou um comunicado aqui, estou com ele em mão. Eu fiquei perplexo
aqui com esse comunicado, que não reflete a realidade da lei. O comunicado
oficial aqui da prefeitura, dizendo que segue aqui as orientações de um parecer
da Undime, que é a União dos Dirigentes Municipais da Educação, depois de um
escritório de advocacia e também da legislação vigente.
Então a
legislação vigente é essa, a 15.326, que obriga o município a fazer o
enquadramento. A Undime não vale, a Undime é contra, é contra os professores,
Sr. Presidente, a Undime faz militância contra, está soltando pareceres para
que não haja o enquadramento.
Eu quero aqui
rapidamente explicar para a prefeitura, para o prefeito que ele está enganado e
mal assessorado, Sr. Presidente, porque o que diz a lei? Estou aqui com a Lei
nº 15.326, Sr. Presidente. Diz o seguinte, para o enquadramento das educadoras
de Educação Infantil, que trabalham nas creches, o §2º, do Art. 2º diz o
seguinte: “Por profissionais do Magistério público, da educação básica,
entende-se aqueles que desempenham as atividades de docência”.
E depois
continuando: “Reconhecendo o princípio da integralidade entre cuidar, brincar e
educar, independentemente da designação do cargo ou da função que ocupam em
suas diversas etapas e modalidades”.
Depois,
continuando ainda aqui, Sr. Presidente: “São considerados professores de educação
infantil, devendo ser enquadrados na carreira do Magistério independentemente
da designação do cargo que ocupam, os que exercem a função docente e atuam
diretamente com as crianças educandas”.
Então está
aqui, é muito claro, porque essas educadoras atuam diretamente com as crianças.
Então elas exercem, sim, a função docente, que é o que essa nota aqui está
rejeitando, dizendo que essas educadoras não têm função docente. Tem, sim,
porque estão diretamente com as crianças, e não existe separação entre educar,
cuidar e brincar. Está na lei.
Então isso é muito
claro. A prefeitura tem que cumprir a lei, sob pena de ser processada por
improbidade administrativa. A lei está em pleno vigor, ela não é
inconstitucional, tanto é que ninguém entrou com Adin contra ela, porque sabem
que ela é constitucional.
As educadoras
de educação infantil de Taguaí se enquadram perfeitamente. Vamos acompanhar
todo esse procedimento e já faço um apelo para que a prefeitura reveja essa
errática e equivocada decisão de deixar de fora as educadoras de educação
infantil da Lei nº 15.326.
Por fim, Sr.
Presidente, quero só manifestar aqui nosso total apoio à luta dos servidores e
servidoras de Embu-Guaçu, que novamente vão ficar com seus pagamentos
atrasados. Vários segmentos não vão receber os seus salários na data correta.
Isso é grave, Sr. Presidente.
Já há uma
constância desse tipo de comportamento da prefeitura e nós já temos disposição
de acionar o Ministério Público e o Tribunal de Contas para que haja uma
investigação em torno do que vem acontecendo lá no município de Embu-Guaçu.
A gente já vem
acompanhando essa crise e apoiando a luta dos servidores e servidoras do sindicato
para que haja a regularização do pagamento. E amanhã haverá manifestação,
porque os servidores não aguentam mais essa inconstância, essa insegurança nos
seus pagamentos.
Então todo o
nosso apoio à luta e que a prefeitura regularize imediatamente a situação
desses servidores.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Carlos Giannazi.
Para os nossos alunos da Etec: também
presente aqui a Professora Bebel e o nosso deputado Eduardo Suplicy, que tem a
palavra agora na tribuna com tempo regimental de até cinco minutos. Aqui ao meu
lado o deputado Dr. Eduardo Nóbrega, e acabou de sair aqui o deputado Caio
França.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Prezado presidente Fábio Faria de Sá, primeiro gostaria
de aqui registrar hoje o progresso do programa “Pé-de-Meia”, por parte do
Ministério da Educação e do governo do presidente Lula.
É com muita
alegria que expresso a todos e a todas os dados exitosos sobre a dinâmica
positiva da educação pública brasileira causada pela instituição do programa
“Pé-de-Meia”, não só pelo seu caráter inclusivo, mas principalmente pela
preocupação governamental com a equidade educacional.
O “Pé-de-Meia”
é um programa do governo federal que oferece incentivo financeiro a estudantes
do ensino médio da rede pública inscritos no Cadastro Único, com o objetivo de
reduzir a evasão escolar e estimular a permanência e a conclusão dos estudos.
Ele funciona
como uma espécie de poupança, com pagamentos vinculados à matrícula, à
frequência escolar, à aprovação em cada ano e à participação no Enem, buscando
ampliar oportunidades e reduzir desigualdades entre os jovens. Essa política
pública, instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez dois anos
com números significativos.
O índice de
abandono escolar despencou para 43 por cento. Os números de reprovação escolar
caíram 33%, e o atraso escolar, isto é, distorção e idade-série, alcançou o
índice de 27,5% de queda.
O trabalho
árduo do ministro da Educação, Camilo Santana, foi enorme nesses dois anos,
pois 54% do total de alunos matriculados no ensino médio do Brasil foram
inseridos nessa política pública educacional, ou seja, 5,6 milhões de jovens
foram beneficiados desde o início do “Pé-de-Meia”.
E o que eu acho
mais significativo, nobres colegas deputados e deputadas, é a preocupação com a
equidade educacional do governo do presidente Lula, pois as quatro unidades da Federação,
com os piores números referentes ao Índice de Desenvolvimento Humano, EDH, como
Alagoas, Maranhão, Pará e Piauí, representam uma inclusão total de alunos da
ordem de 65,78%, 76,68% e 73,11% e 70,56%, respectivamente.
Sem contar a
maravilha que é a inclusão social quando destacamos o recorde de raça e gênero,
pois 51,5% das meninas que vivem em famílias com renda até três salários
mínimos por pessoa, 72,9% de pretos e pardos, e 56.920 estudantes indígenas, em
todo o Brasil, estão na política pública desde o início do programa “Pé-de-Meia”.
Esses números,
por si só, nobres deputados e deputadas, representam uma evolução da educação
pública brasileira ao custo de apenas 18,6 bilhões em investimento do Tesouro
Nacional.
E mais, entre
2024 e 2025, houve um aumento da ordem de 15% nas inscrições de alunos vindos
de escola pública no Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, de 63,8% para 73,4
por cento. Considero essa política pública uma revolução na educação do Brasil,
pois, além da transferência de renda necessária para o sustento dos alunos e
suas famílias, o “Pé-de-Meia” contribui para a inclusão do ensino superior
brasileiro e isso, na minha opinião, é um grande diferencial do “Pé-de-Meia”.
Ou seja, não é
só um trabalho no sentido de diminuição da evasão escolar e na mitigação da
pobreza das famílias, mas uma política pública com foco no crescimento pessoal
e profissional dos alunos, uma vez que o acesso ao ensino superior é uma
condição de melhoria das condições de vida. E é por isso, caros colegas
deputados e caras colegas deputadas, e, sobretudo, a deputada Bebel, que é uma
estudiosa de tudo o que acontece com a educação no Brasil...
E, por isso,
subo à tribuna no dia de hoje para exaltar essa política pública instituída
pelo governo federal de caráter inclusivo e, acima de tudo, como diria o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita para cuidar da população
brasileira.
Muito obrigado,
presidente Fábio Faria de Sá.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Eu que agradeço
pela sua aula, nobre deputado Eduardo Suplicy. Dando sequência à nossa Lista Suplementar
do Pequeno Expediente, com a palavra a Professora Bebel. Vossa Excelência tem o
tempo regimental de até cinco minutos para a gente encerrar o nosso Pequeno
Expediente.
Presente também aqui o nosso líder do
PT, Dr. Jorge do Carmo. Estamos recebendo a visita dos alunos e professores da
Etec de Heliópolis. Dr. Elton também está aqui com a gente.
A
SRA. PROFESSORA BEBEL - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, Fábio Faria de Sá. Cumprimento a
Mesa Diretora de trabalhos, assessores à minha esquerda, à minha direita, Sras.
Deputadas e Srs. Deputados presentes, público presente da Etec de Heliópolis.
Alunos, podem
bater palmas, não tem problema. (Manifestação nas galerias.) Alunos e
professores que aqui estão, tanto eu quanto o nobre senador e deputado Suplicy,
nós adoramos Heliópolis.
Nós gostamos
muito de vocês, porque vocês fazem a diferença lá naquele bairro educador, e
por isso é importante vocês estarem nesta Casa, vendo como é que os deputados
podem ajudar muito Heliópolis, sobretudo esses bairros que têm feito um
trabalho muito intenso na Educação pública de qualidade.
Eu subo a esta
tribuna para falar de uma coisa que é triste para nós, professores e
professoras. Por quê? Quando a gente fala que vai ter greve nos dias nove e dez,
a gente sabe perfeitamente que o aluno, não é que vai perder, mas vai deixar de
ter aula naqueles dias. Mas costumo dizer que temos que ceder, às vezes, um
dia, dois, para poder, primeiro, melhorar a qualidade da Educação.
Estamos muito
descontentes com a Educação no estado de São Paulo. E também, por quê? Porque
entrou nesta Casa um PL que, na verdade, é uma afronta aos direitos dos
professores. Os professores não estão indo para as ruas nos dias nove e dez à
toa.
Eles estão indo
porque estão sendo injustiçados. Eles têm um PL que, apesar de o governador,
aliás, o secretário de Educação, acenar com mudanças, eu quero que elas venham
para cá. Não adianta falar em mudança e não alterar o projeto que está aí, que
é um ataque frontal, deputado Jorge do Carmo, aos direitos dos profissionais da
Educação.
Então, a nossa
luta é intensa. Quando lutamos, lutamos por vocês. Lutamos pela qualidade da
Educação, porque sabemos que o filho do trabalhador e da trabalhadora precisa
de uma escola pública de qualidade, porque serão os estudantes jovens que vão
tocar esse país, esse município, o estado e o país.
Vocês são o
futuro do país. Por serem o futuro do país, temos que fortalecer a Educação
pública de qualidade, os professores muito bem remunerados e também vocês em
condições de ensino e aprendizagem. É verdade que as Etecs têm esse padrão de
qualidade.
Tenho
reconhecimento disso. Gostaria que esse mesmo padrão fosse para as escolas
públicas, que não são Etecs, não são Fatecs. Vocês não. Vocês têm um padrão de
qualidade e estão de parabéns. Mas sei que o governo quer desmontar as Etecs,
quer jogar para as escolas estaduais, que já não estão dando conta, por conta
da falta de condições de trabalho, de dar um ensino de qualidade.
Então, recai
todo o fracasso sobre quem? Sobre os professores. Por isso, dia nove e dia dez,
vamos estar na Avenida Paulista, primeiro em uma grande assembleia com os
professores e depois com todos os movimentos sociais que lá estiverem e vão
estar, para fortalecer uma luta em defesa da valorização dos profissionais da
Educação, e qualidade da Educação. Essa é a nossa bandeira. Lutar também pela
aplicação do descongelamento do tempo de serviço.
Hoje eu tive
uma reunião na Secretaria de Educação, disseram que vão fazer um documento para
poder acertar isso, assim como cobramos o pagamento do dinheiro, a parte
retroativa também.
E a gente quer,
imediatamente, a reabertura das classes no noturno. É injusto. Os alunos são
alunos trabalhadores. Eles precisam muito de que tenha um noturno, porque
transformou em tempo integral no diurno, e esses meninos não têm condições.
O deputado
Suplicy falou do “Pé-de-Meia”, mas o estado de São Paulo não aderiu totalmente,
deputado Suplicy. Os alunos que acessaram, eles acessaram e tiveram sucesso.
Por exemplo, o “Pé-de-Meia” já deu resultado. Os alunos não evadiram, mas,
lamentavelmente, o governo Tarcísio não abraça essa causa. Eles criam outras
coisas, que são muito aquém do que o governo federal entrega.
E, para
terminar mesmo, dizer que o CPOP, que é a Rede de Cursinhos Populares, é uma
realidade hoje no estado de São Paulo. O ministro Camilo anunciou, na última
terça-feira, dia 31, que vai ampliar para mais estudantes. Aliás, ele vai
incorporar todos os cursinhos que estiverem dentro dos critérios estabelecidos
para que sejam aprovados. Então, é isso.
Muito obrigada,
Sr. Presidente.
Passei muito do
tempo, mas agradeço a oportunidade.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - É sempre um
prazer ouvi-la, deputada professora Bebel. Encerrado o nosso Pequeno Expediente,
vamos dar sequência na nossa lista de oradores inscritos no Grande Expediente,
no dia 7 de abril de 2026.
* * *
- Passa-se
ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Com a palavra,
o deputado Tomé Abduch. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Delegado Olim. (Pausa.)
Com a palavra, vou pular o Dr. Elton, falou que não vai falar. Com a palavra, o
deputado Gil Diniz Bolsonaro. Vossa Excelência tem o tempo regimental de até 10
minutos. Só 10 minutos, viu, deputado. E se for ler tudo isso, vamos se
inscrever novamente aqui.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente. Cumprimento Vossa Excelência e
os deputados presentes aqui agora no Grande Expediente. Cumprimento nossos
assessores, policiais militares e civis, público aqui na galeria, e que nos
assiste pela Rede Alesp.
Deputada Bebel,
estes são os e-mails que este deputado recebeu, mais de mil e-mails que este
deputado recebeu, para a cassação do deputado Guto Zacarias. Talvez todos viram
aqui o que a deputada Paula colocou, ou estão acompanhando nas redes sociais. O
caso Guto Zacarias, MBL, a posição pública do movimento, pelo menos se dizem, e
o deputado também, contra o aborto, mas o deputado pressionava aí a sua
ex-namorada a abortar.
Respeito o Guto
Zacarias enquanto pessoa, mas jamais esperava uma atitude como essa deste
deputado. É decepcionante ver um homem, um parlamentar, principalmente desta Casa
Legislativa, defender aí a indução do aborto, principalmente de uma jovem, sua
ex-namorada, que me parece que queria ter o filho e assim o fez, apesar da
vontade do deputado.
Então está aqui,
mais de mil e-mails, e continuam chegando estes e-mails aqui, e não é só de
campanha feita aí nas redes sociais, tem eleitor comum aqui, inclusive
eleitores de Guto, que estão decepcionados. Então deixo registrada aqui a minha
indignação com a postura do deputado.
Fui presidente
da Frente Parlamentar Pró-Vida, participo como membro efetivo da Frente
Parlamentar Pró-Vida neste mandato, sob a coordenação do deputado Rogério
Santos, e isso é uma, não só uma bandeira de campanha, uma bandeira de mandato,
deputado Eduardo Suplicy, mas é uma bandeira de vida.
Eu digo aqui
aos meus eleitores, não acreditem no que eu falo, acreditem no que eu faço,
porque nós podemos falar qualquer coisa, e político, para ganhar voto, pode
falar qualquer coisa, mas acreditem nas atitudes de um político.
E, como eu
disse aqui, foi decepcionante ouvir, deputado Telhada, o que este deputado fez
e falou naquele momento. Então a minha postura aqui, eu deixo registrada
publicamente, é de oposição ferrenha ao aborto. Se esse tema chegar aqui ao
plenário, o meu voto é pela cassação do deputado. Que fique registrado isso, a
minha indignação contra todos aqueles que defendem o aborto em São Paulo e no
Brasil.
Mas eu não
posso aceitar também, deputado Jorge do Carmo, a hipocrisia da deputada Paula da
Bancada Feminista, que veio aqui a esta tribuna dar lição de moral. Não tem
moral para criticar quem agiu como Guto Zacarias agiu. E eu digo isso por quê?
Porque a
deputada Paula conseguiu, através de liminar, deputado Capitão Telhada, liberar
o aborto no estado de São Paulo por meses, meses, via stealthing - ela alegava
que é uma violência sexual.
Dentro de uma
relação consentida entre um homem e uma mulher, se a mulher alegar que o seu
companheiro retirou o preservativo sem o consentimento dela, que isso fosse
entendido como uma violência sexual e que a mulher pudesse abortar.
Pois bem,
senhoras e senhores, depois que a deputada conseguiu a liberação, via liminar,
do stealthing - uma juíza militante deu a liminar a ela -, os casos de aborto
no estado de São Paulo aumentaram, deputado Eduardo Nóbrega. Repito aqui, o
assassinato de bebês no útero das suas mães aumentou através da iniciativa da
deputada Paula da Bancada Feminista e de outras deputadas, que, nesse tempo,
liberaram o aborto aqui.
Então, se Guto
Zacarias foi hipócrita, a deputada Paula é hipócrita também, porque veio a esta
tribuna manchar aqui o Parlamento, defendendo o aborto de crianças inocentes. E
fala com o nariz empinado, com uma postura arrogante, como se matar criança,
cometer esse genocídio silencioso aqui em São Paulo, merecesse alguma postura
de respeito. Não merece.
Deste deputado
aqui jamais vai receber, principalmente ela que é mãe, ela disse aqui, eu sou
pai também, sou pai de dois meninos, dois adolescentes: Natan, que tem 17 anos,
e Davi, que vai fazer 15 anos. Eu tive os dois filhos, eu era muito mais novo
que o deputado Guto Zacarias inclusive, eu era carteiro na periferia de São
Paulo e morava numa favela, sou filho de diarista, e jamais pensaria em abortar
uma criança.
Graças a Deus,
a minha mãe jamais pensaria com essa mente criminosa dessas abortistas. Eu falo
isso, senhoras e senhores, porque eu já disse aqui nesta tribuna e eu repito a
vocês: no ano de 1985, a minha mãe engravidou, teve a sua filha.
Com três meses
em seus braços, já que na cidade de Serra Talhada, sertão pernambucano, onde eu
nasci, ela não teve o atendimento adequado, a minha irmã morreu nos braços da
minha mãe. Sabe o que algumas amigas... Nos braços, literalmente.
A minha irmã
faleceu nos braços da minha mãe. E, quando ela engravidou de mim, o que diziam
a ela pessoas com a mentalidade da Paula era: “aborte, não tenha esse filho,
porque, inclusive, você não sabe cuidar de uma criança, você é muito pobre,
você e seu marido são pobres, vocês já perderam um filho”. E é isso que
mulheres como a Paula e outras deputadas aqui, e outras criminosas nesse estado
e nesse país, dizem a essas mulheres pobres.
Pois bem, Dona
Nena venceu. Eu estou aqui, neste Parlamento, para falar a vocês, mulheres, a
jovens que, inclusive, fazem parte desse movimento abortista que é o MBL: não
cometam esse crime, desestimulem quem quer fazer um aborto. Aborto é
assassinato, aborto é genocídio.
E nós não
podemos tolerar isso. Subir a essa tribuna para falar com naturalidade que é a
favor do aborto, do aborto legal. Tomem vergonha na cara de vocês. Não há
aborto legal no Brasil. Em alguns casos - contra a minha vontade, inclusive -,
mulheres que decidem pelo aborto não são punidas. Mas isso é a exceção, isso
não é a regra.
Deputados e
deputadas como a Paula da Bancada Feminista querem liberar o aborto; muitos já
defendem o aborto até os nove meses de gestação. Em alguns países - pesquisem
aí -, já defendem o aborto pós-parto. Pós-parto - o que é? Um homicídio. Então,
senhoras e senhores, não há relativização deste deputado quanto à defesa da
vida.
Se a deputada
acusa Guto Zacarias, ela também é hipócrita, ela também tem as suas mãos sujas
de sangue, ela também estimula mulheres pobres a abortar, principalmente
quando, se depender dela, uma mulher chega ao serviço público e tem a
facilidade, na hora, de abortar o seu filho.
Atenção,
jovens: vão ter relação sexual? Tenham uma relação com o seu parceiro... A
Igreja diz para nós termos relação dentro do casamento, dentro do matrimônio,
com um vínculo real, afetivo, emocional, religioso.
Sabiamente, deputado
Rui, a Igreja nos pede, nos exige isso, justamente para que essas relações
voláteis não desemboquem no assassinato de vidas inocentes. Então, jovens,
tenham o compromisso com os seus parceiros de vida e com o fruto dessa relação
sexual, que são vidas. Não ao aborto. Não a esses parlamentares hipócritas, que
promovem a cultura de morte neste Parlamento, no estado de São Paulo e no
Brasil.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Gil Diniz. Só para registrar, o deputado falou por cessão, em permuta
com a deputada Valeria Bolsonaro. Próximo inscrito é o deputado Thiago
Auricchio. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Dr. Jorge do Carmo, por cessão do
deputado Luiz Claudio Marcolino.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de até dez minutos, Dr. Jorge do Carmo.
O
SR. DR. JORGE DO CARMO - PT -
Sr. Presidente, deputado Fábio Faria de Sá, presidindo o Grande Expediente
nesta terça-feira, Sras. Deputadas, Sr. Deputados, público da TV Alesp,
policiais aqui presentes, assessores. Sr. Presidente, eu sou morador da Cidade
Tiradentes, periferia da cidade de São Paulo. Moro lá desde 1989. Então dá 37
anos.
Já vi de tudo,
já vi muita violência, já vi muitos crimes acontecerem, infelizmente. A gente
tem visto na televisão, infelizmente às vezes presenciado algumas situações que
são constrangedoras. Hoje eu quero prestar aqui a minha solidariedade aos
familiares da Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, que foi brutalmente
assassinada na última sexta-feira, salvo melhor juízo. Ela foi assassinada,
infelizmente, por uma ação da Polícia Militar que... Lá na Edmundo Audran, e
estava com o seu companheiro, Luciano dos Santos.
Pelo que a
gente viu nas imagens, uma viatura passou de forma rápida, houve uma discussão
e em seguida um disparo. Depois constatou-se que a policial Yasmin Cursino
Ferreira efetuou o disparo, o que fatalmente... Depois de ficar muito tempo
agonizando, infelizmente foi o que se acompanhou: ela veio a falecer e não
chegou a ser socorrida a tempo, infelizmente.
O que eu quero
dizer é que nada justifica, Sr. Presidente, uma morte dessa natureza, nada
justifica alguém morrer em uma abordagem policial. E o caso não pode ser
tratado como um fato isolado, porque muitos fatos isolados então acontecem e a
gente vai naturalizar? Lógico que não, nós não vamos naturalizar.
A periferia, e
eu falo com conhecimento de causa, porque vivencio isso lá, está cansada desse
tipo de ação, infelizmente, e nós precisamos dar um basta. Nós precisamos dar
um basta. E este deputado... Não dá para simplesmente normalizar ações como
essa, deputados e deputadas.
Então eu
encaminho um ofício ao delegado geral para formalizar e cobrar todas as
apurações rigorosas, apurações... Investigações de forma isenta, de forma séria
para analisar as câmeras corporais, analisar e exigir os laudos, toda a técnica
possível para que a gente tenha uma apuração, um procedimento, e bem como
responsabilizar quem é culpado por isso.
Isso não é uma
coisa por acaso, policiais - estão aqui policiais presentes - obedecem a
comandos, não agem de ofício, não agem por conta própria, certamente há uma
política de adotar esses tipos de providências que são da pior espécie
possível, infelizmente.
Então a minha
solidariedade aos familiares. Foram cinco filhos que ficaram órfãos e o esposo
viúvo. E a sociedade lá do nosso bairro, da Cidade Tiradentes, da comunidade,
da periferia da zona leste, da periferia da cidade de São Paulo, infelizmente
está de luto por uma situação trágica, lamentável, como essa que aconteceu lá
na Cidade Tiradentes.
Então queria
dizer que o nosso mandato não vai, simplesmente, naturalizar. E penso que
nenhum deputado ou deputada aqui vai naturalizar situações como essa, porque
amanhã acontece outra, mais outra, mais outra, e parece ser normal acontecer
situações como essa.
Então eu quero
lamentar, eu quero repudiar e dizer que é preciso que o delegado adote todas as
providências, todas as investigações, delegado geral, e que responsabilize quem
de fato ordenou esse tipo de ação. Por isso eu quero, de certa forma, dizer:
minha solidariedade a toda a família, a toda a população por atos lamentáveis
como esse, Sr. Presidente.
Quero
aproveitar e dar as boas-vindas de volta aqui ao deputado Dr. Elton... Rui
Alves. Dr. Rui Alves que veio... Estava lá na Secretaria de Turismo em São
Paulo e agora voltou para o seu posto aqui, certamente para disputar a eleição,
é importante. Seja muito bem-vindo de volta.
Sentimos a sua
ausência aqui, viu? É evidente que aquele que lhe substituiu aqui fez um
trabalho muito bem feito aqui, foi muito parceiro nosso e sentimos também a
ausência dele aqui. Então queria desejar um bom retorno ao deputado Rui Alves
aqui no nosso parlamento.
Muito obrigado.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Dr. Jorge do Carmo.
Com a palavra o deputado Caio França.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Gil Diniz Bolsonaro, com cessão da deputada Delegada Graciela. Vossa
Excelência tem o tempo regimental de até dez minutos.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Volto aqui, presidente, a esta
tribuna para colocar dois assuntos também de extrema importância desses dias.
Vi ontem uma
foto do nosso senador da República, Flávio Bolsonaro, com a deputada Simone
Marquetto - registrando aqui, deputada católica Simone Marquetto - fico muito
feliz dessa aproximação, porque conheço o Flávio, conheço a Simone Marquetto e
dou o testemunho aqui do trabalho dela à frente da Prefeitura de Itapetininga,
o trabalho parlamentar dessa deputada.
Ficaria muito
feliz, nobre presidente, se a deputada federal Simone Marquetto - repito aqui,
católica, apostólica, romana - fosse escolhida para ser vice-presidente da
República na chapa de Flávio Bolsonaro.
Simone que
trouxe aqui a este parlamento, à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,
foi até o norte de Portugal e trouxe a primeira cruz que nós usamos em nosso
país naquela primeira santa missa, quando os portugueses chegaram até aqui. Ela
trouxe essa relíquia do cristianismo a este parlamento e aquilo foi muito
simbólico para nós católicos.
A Simone
Marquetto é amiga da irmã Kelly Patrícia, fundadora do Instituto Hesed, é amiga
de frei Gilson, tem capilaridade dentro dos movimentos católicos pelo Brasil.
Acho que essa união seria verdadeiramente vitoriosa dos cristãos neste país.
Evangélicos e
católicos enfrentando esse outro campo, que seria o campo da defesa de Cristo,
da defesa da vida, da defesa da fé, da verdade contra esses outros aqui que
promovem diuturnamente a cultura da morte no nosso país, o aborto, a liberação
das drogas, a liberação daquilo tudo que não presta no nosso país.
E os cristãos,
deputado e pastor André Bueno, precisam se unir neste momento, deputado Rui
Alves - V. Exa. também que tem essa atuação fortemente cristã aqui no estado de
São Paulo.
Então fico aqui
feliz de ver essa aliança sendo construída. Gostaria muito que a deputada Simone
Marquetto tivesse o seu nome aí chancelado neste momento.
O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - Um aparte, Sr. Deputado?
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Vossa Excelência tem o aparte.
O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - COM ASSENTIMENTO DO ORADOR -
Parabenizar V. Exa. em respeito desse comentário, porque na pasta da Secretaria
de Turismo da cidade de São Paulo um dos produtos mais relevantes era o turismo
religioso.
A gente teve a
oportunidade de conversar com a deputada em vários momentos e a atuação dela
sempre foi relevante para o segmento católico. Acho isso de extrema
importância, porque nós temos tantos santuários aqui em São Paulo como também
no interior de São Paulo, e nada melhor do que valorizar aquilo que busca o
entendimento de toda a sociedade.
Parabéns pela
sua lembrança da nossa deputada federal.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Muito obrigado, deputado Rui.
Inclusive, ali
em São Miguel Arcanjo estão construindo o que será um dos maiores monumentos em
homenagem a São Miguel. Sei que a nobre deputada Simone Marquetto tem se
esforçado muito para viabilizar esse empreendimento, como eu disse aqui. A
união dos cristãos, a união de evangélicos e católicos, neste momento, é
fundamental.
Sei que o
Estado é laico, vamos dizer aqui, só que nós professamos a nossa fé em Jesus
Cristo. Acabamos de passar pelo período pascal, acabamos de viver a semana
santa. Na igreja, nós tivemos aí o Tríduo Pascal, no dia da quinta-feira, a
ceia do Senhor, a Sexta-Feira Santa da Paixão, o sábado da vigília pascal, a
ressureição do nosso Jesus Cristo. Nós aqui somos testemunhas da ressureição de
nosso Senhor.
Então nós
professamos essa fé, é nisso que nós acreditamos e isso que nos trouxe até
aqui, e nós não podemos, deputado André Bueno, trair este compromisso de vida,
que nos trouxe até aqui. Então, por mais que os nossos inimigos queiram nos
atacar, nos prender, nos eliminar, ainda assim nós precisamos ser testemunhas
da ressureição de nosso Jesus Cristo.
Papa João Paulo
II dizia que nós vivemos um momento de crise, mas que nós precisamos pregar a
verdade, falar a verdade, ainda que nós voltemos a ser doze. Não importa o
tamanho deste grupo. E olha que nós somos maioria neste país, católicos e
evangélicos, maioria neste país. E assim, esse povo merece ser representado.
Presidente,
como outro tema, eu gostaria de trazer aqui a visita que fiz a Filipe Martins,
ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República -
ele assessorou o presidente Jair Messias Bolsonaro em seu mandato, a visita que
fiz no sábado, na Cadeia Pública de Ponta Grossa. Filipe foi condenado. Ainda
não tem trânsito em julgado, mas está condenado a cerca de 21 anos de prisão.
Qual crime que
ele cometeu? Ser bolsonarista, ser aluno do professor Olavo de Carvalho, ser
uma das mentes mais brilhantes que nós temos neste país, ser um intelectual da
mais alta qualidade em detrimento de alguns juízes rasteiros que nós temos
neste país. Alexandre de Moraes e seus cúmplices o condenaram a 21 anos de prisão.
Eu solicitei,
deputado Fábio Faria de Sá, a visita a Filipe Martins através de seus
advogados, e Alexandre liberou. Na semana passada, deputado André Bueno: “Eu
autorizo”. Oito da manhã, no sábado, uma emenda de um feriado nacional,
Sexta-feira Santa, o sábado, domingo da ressureição, sabendo aqui do nosso
compromisso, inclusive familiar e religioso, ele liberou, no sábado, oito da
manhã, porque ele acreditava que este deputado não iria. E que Filipe ficaria
frustrado por ter tido um amigo autorizado a visitá-lo, nesse momento terrível
de perseguição, mas estive lá com ele.
E por aquelas
três horas, pude testemunhar a força, inclusive do Evangelho, deputado André
Bueno. Os livros, as leituras que Filipe tem testemunham o que nós falamos
aqui, o que nós vivemos nas nossas vidas, que vocês pregam nas vossas igrejas.
Ele não se dobra, ele não se curva à tirania.
Filipe, nessa
Páscoa, não recebeu a visita da sua filha. Filipe, desde que foi transferido
para essa cadeia, não fala com sua filha. Filipe está em uma cela - se é que
aquilo nós podemos chamar de cela - de 1,80 metro por um metro e meio, menos de
quatro metros quadrados, senhoras e senhores.
Um cão que
estivesse naquelas condições já teria sido resgatado pelos movimentos que dizem
proteger esses animais e com razão, porque nenhum animal merece estar naquelas
condições - que eu vi, não foi que me contaram - que ele está. Uma cadeia
superlotada, uma cadeia transitória, deputado Conte Lopes.
Veja, ele está
preso preventivamente, porém já tem a condenação. Ainda não foi trânsito em
julgado, mas já há a condenação. Ele deveria estar em um presídio... Na
verdade, deveria estar em casa com a família, porque ele não cometeu crime
algum! Mas ele não deveria estar naquela cadeia de trânsito, uma cadeia superlotada
para cerca de 500 presos. Há quase mil presos lá.
Filipe está,
praticamente, no RDD, no Regime Disciplinar Diferenciado. Ele passa seus dias,
deputado Rui, sozinho, isolado, ninguém interage com ele. Quase não sai daquele
cubículo de menos de quatro metros quadrados.
E o que segura
ali a sua psique, a sua vida é justamente a força do Evangelho, é saber que,
aqui fora, amigos o esperam, os seus familiares, sua esposa, sua filha, seus
pais. O Filipe é aqui de Sorocaba. Tive a oportunidade de dar um abraço na sua
esposa, nos seus pais, naquele sábado.
Ele não se
dobra a essa tirania. Tentaram tirar dele uma delação premiada. Acharam que ele
iria entregar todo mundo, inventar história, e ele, se referindo a Sócrates,
disse, no depoimento: “Eu prefiro sofrer a injustiça do que cometer a injustiça
contra alguém”. E ele sofre isso na pele, neste momento.
Para finalizar,
presidente, Filipe Martins é um herói e está enfrentando isso de cabeça
erguida. Eu nunca vi nada igual, nada parecido. Por esse testemunho de vida que
ele me deu neste sábado, na cadeia, naquele cubículo, nós vamos trabalhar
firmemente para que pelo menos a lei penal seja cumprida.
O departamento
penitenciário já enviou a Alexandre de Moraes: “Nós não temos condições de
garantir a integridade física desse preso nesse cárcere”. Isso é documento
público do Governo do Estado do Paraná, da diretoria de assuntos penais do
Paraná. O que Alexandre de Moraes disse? “Não importa, quem manda sou eu, ele
que fique nesse presídio.”
Se naquela
cadeia tiver uma rebelião - os presos sabem porque ele está preso, que ele é um
aliado do presidente Bolsonaro -, com dois chutes naquela porta eles invadem
aquilo que eles chamam de cela. A integridade física desse homem, desse pai de
família, ainda que Alexandre de Moraes tente animalizá-lo, está em risco.
Então, eu faço
esse alerta, mais uma vez, aos pares aqui neste Parlamento, ao povo de São
Paulo, ao povo brasileiro, das ilegalidades que Alexandre comete nos presídios
de São Paulo e nos presídios ao redor de todo o Brasil, por todo o Brasil.
O verdadeiro
criminoso se chama Alexandre de Moraes, mas eu faço esse compromisso com todos
os presos políticos, com o presidente Bolsonaro e com Filipe Martins, que
visitei nesse sábado de aleluia, véspera da ressurreição de Nosso Senhor Jesus
Cristo: ofereçamos essa dor também em honra à dor que Nosso Senhor Jesus Cristo
sofreu na cruz por todos nós. Amanhã, Filipe, será um outro dia e, ao final,
nós venceremos, porque a verdade sempre prevalece, sempre vence.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado,
deputado Gil Diniz.
Dando sequência à lista de oradores do
Grande Expediente, com a palavra o deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputada
Professora Bebel. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Rogério
Santos. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputada Solange Freitas.
(Pausa.) Deputado Dirceu Dalben. (Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.) Deputada
Beth Sahão. (Pausa.)
Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada
Letícia Aguiar. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)
Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada. (Pausa.)
Deputado Carlão Pignatari. (Pausa.) Deputado Oseias de Madureira. (Pausa.)
Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputada
Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.) Deputado Dr. Eduardo
Nóbrega. (Pausa.) Deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira. (Pausa.) Deputado
Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.) Deputado Enio
Tatto. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputada
Ediane Maria. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado André Bueno.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de até dez minutos.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz Bolsonaro.
* * *
O
SR. ANDRÉ BUENO - MDB -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Quero aqui agradecer a todos os funcionários da Casa
pelo apoio de sempre, pela prestação de serviços, de uma forma muito especial,
à força da Casa também, que Deus possa abençoar a cada um, a todos os meus
companheiros deputados.
Neste momento também
agradecer ao nosso presidente Gil Diniz pelas palavras, pelas menções que são
muito importantes, da nossa fé, da nossa crença, aquilo que nós acreditamos e
por aquilo que nós estamos aqui também. Saudar também nosso deputado Conte
Lopes, que está conosco, nobre deputado Suplicy, que Deus abençoe a todos aqui.
Senhoras e
senhores, hoje estamos aqui, mais uma vez, para trazer alguns temas importantes
para a Casa. Nós passamos, agora, um momento muito especial, passamos por um
período de feriado, o feriado da Páscoa, que traz uma menção muito mais
importante do que a menção comercial, do que qualquer menção que se pode
envolver com presentes dessa data festiva.
Nossa ideia é
falar de algo muito mais profundo, falar da morte e ressurreição do nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo, falar sobre a importância de levar esta
mensagem de amor, essa mensagem que a cristandade passa de poder ter o
compromisso e a responsabilidade de cuidar de pessoas.
E cuidar de
pessoas é olhar para os órfãos, olhar para as viúvas, olhar para aqueles que
mais precisam da nossa atenção, do nosso cuidado, e num momento como esse,
entender que algumas pessoas precisam realizar trabalhos que sejam mais
conscientes.
Vemos a dor de
ter uma família dissipada por uma pessoa envolvida com álcool, esta dor da
Sofia, a dor que invade todos os nossos corações para esse tempo que nos
preocupa, quando, muitas vezes, um momento de alegria, um momento de
irresponsabilidade se transforma em uma fatalidade para a família. É mais do
que uma fatalidade, porque foi feito de forma pensada, e saber das
consequências que isso poderia trazer.
Hoje nós
sofremos muito, estamos em luto por conta dessa casa, por conta dessa família,
por tudo o que aconteceu. A dor dessa casa é a dor de todos. É a dor do pai, da
mãe, da família que foi destruída. É a dor que não tem remédio, que não tem
justificativa. É a dor que nós temos hoje de ver mais uma família brasileira,
mais crianças que estavam ali como as crianças devem estar - correndo,
brincando, com o aconchego da família -, e hoje a família é destruída.
Quando nós
olhamos para isso, nós vemos a necessidade da conscientização. Esta Casa tem se
preocupado muito com as crianças, tem se preocupado em cuidar do bem-estar, em
proteger contra o bullying, em proteger contra tantas situações, e cabe a nós
também, deputados, pensar no rigor das leis, principalmente no que envolve
agora as bebidas alcoólicas, as nossas leis, que possamos criar um código mais
sério, mais eficaz para que estes homens irresponsáveis não destruam mais
casas, não destruam mais famílias, e cabe a nós termos uma atitude clara quanto
a isso.
Então nós
sentimos, Sr. Presidente, a dor da família que foi perdida agora. Enquanto
muitos estão comemorando, tem famílias tristes, famílias chorando e, para nós,
é uma dor muito grande.
Quero deixar
aqui também registrado o passamento, neste final de semana, do nosso pastor
Silvio Otávio, um homem de Deus que, na nossa igreja, construiu um trabalho, um
legado, uma família pastoral, uma família sacerdotal, uma família que cuidou
tão bem de tantas pessoas ali na cidade de Cajamar, na cidade de Caieiras, no
bairro de Perus, e que foi agora recolhido para as mansões celestiais.
Nós deixamos
aqui o registro deste homem de Deus, com uma história ilibada, que fez um
trabalho maravilhoso junto à sociedade, junto à igreja. E nós precisamos deixar
esta menção tão importante para este, que foi um herói, esses dos nossos heróis
que cuidam das pessoas, desses dos nossos heróis que vão até as comunidades
mais difíceis, que vão nos territórios mais hostis, que enfrentam o crime, que
enfrentam a perseguição para cuidar de famílias, para cuidar de vidas, para
levar uma assistência de amor.
Não um
assistencialismo sem fim, mas uma assistência de amor que muda a vida e que
traz, para aqueles que estão ouvindo aquela palavra, um acalento, um consolo,
que traz realmente a presença, que muitas vezes nós do Estado não conseguimos
alcançar tão distante, mas existe uma presença da comunidade, uma presença da
igreja, que vai até o território mais hostil, nas franjas das cidades, nas
franjas da nossa grande Capital também, cuidando, abraçando e zelando daqueles
que mais precisam.
Então deixo
aqui, de uma forma muito especial, nosso agradecimento pela vida, pela história
do nosso pastor, que parte para o Senhor, mas deixa filhos, deixa família, deixa
netos, todos muito felizes com a história construída pelo pastor Silvio, que
fez um trabalho maravilhoso de amor, de acalento, nobre deputado Paulo Mansur,
este homem de Deus, que andou nas periferias de São Paulo, que abraçou pessoas,
que cuidou de pessoas, e até o último momento da vida dele ele fez este ato
que, para nós, foi tão sublime de poder acolher as pessoas.
Relato aqui,
com muito amor, com muito sentimento, esse cuidado deste homem que, de uma
forma ímpar, cuidou da sociedade. Quero aqui agradecer a toda a família que
esteve junto nesse último momento, que esteve apoiando, que demonstrou amor de
uma forma sublime para aquele que nos serviu de uma forma e com um propósito
tão lindo, e quero agradecer também ao Ministério por se fazer presente, por
acolher, e através desses homens que são heróis, que são exemplos do cuidado.
Muitas vezes
passam de forma a não ter o nome divulgado, passam pelo anonimato, mas podem
ter certeza que todo o trabalho, todo o gesto, toda a luta foi construída com
muita perseverança.
Então, quero
deixar aqui, Sr. Presidente, o nosso registro, para que possam ser lembrados, possam
ter um nome, tendo registrado nos Anais da história, daqueles que lutaram, que
perseveraram, e dizer, como o Paulo disse, aqueles que combateram o bom
combate, aqueles que terminaram a carreira, mas guardaram a fé.
Muito obrigado,
Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Muito obrigado,
nobre deputado André Bueno. Obrigado pelas palavras. Faço coro aqui a V. Exa., e
minhas condolências ao senhor e toda a sua igreja.
Com a palavra, o nobre deputado Luiz
Claudio Marcolino.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - PARA
COMUNICAÇÃO - Então, só para
registrar a presença, Sr. Presidente,
hoje está com a gente aqui o vereador Romulo, da cidade de Itapirapuã Paulista.
Hoje é um defensor da assistência social, é um trabalho forte também na cidade
do Vale do Ribeira, também trabalha com a parte da agricultura familiar, tem um
trabalho desenvolvido também na área da habitação para agricultores da região.
Então, eu queria parabenizar e
agradecer a presença aqui do vereador Romulo, acompanhado do Joab Camargo, que
é um senador da Câmara Municipal. É muito importante ter a presença do vereador
aqui na nossa Assembleia Legislativa.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Obrigado por estar presente na
Assembleia.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado. Seja bem-vindo, vereador Rômulo, Joab também. Sempre uma honra
recebê-los aqui na Casa do povo paulista. Sejam muito bem-vindos, estão muito
bem acompanhados pelo deputado Marcolino.
O
SR. PAULO MANSUR - PL - Uma breve comunicação,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Vossa
Excelência tem a palavra, deputado Paulo Mansur.
O
SR. PAULO MANSUR - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Fico feliz em
vê-lo na Presidência. E nós, que acabamos, eu e você, Gil Diniz, sendo eleitos
pelo Eduardo Bolsonaro aqui no estado de São Paulo, deputado federal, esse,
sim, mais votado da história do país, mais de um milhão e 800 mil votos, que
teve a humildade na última eleição de pedir voto para outros deputados federais
do estado de São Paulo, como Mário Frias.
Ele não
pensando no número de votos dele, que ele poderia bater mais de dois milhões de
votos, mas o Eduardo Bolsonaro o fez dividir a bancada para ter mais deputados
federais. Isso poucos fazem. E ele teve a coragem, Gil Diniz... Porque o nome
dele está sendo comentado muito nas redes sociais hoje, e ele teve a coragem de
ir para fora do país para buscar ajuda de Donald Trump, que é, sim, um
conservador, para o Brasil.
E ele,
mostrando as demandas que vêm acontecendo, teve a Lei Magnitsky aplicada em
Alexandre de Moraes. E quantas coisas o Eduardo Bolsonaro construiu fora do
país. Mas nós aqui, e eu olhando para tudo isso que ele vem fazendo, muita
gente fala que o Eduardo critica o Tarcísio, o Eduardo critica a Michelle às
vezes, bate boca com o Nikolas, mas se não fosse o Eduardo Bolsonaro, a gente
teria hoje o candidato à presidência da República, o Tarcísio.
Porque as
pesquisas estavam levando para isso, mas o Eduardo peitou e falou, não, eu sou
candidato. E aí ele começou a falar que ele queria ser candidato, colocando o
nome dele como o nome Bolsonaro, substituto do pai. Acabou não dando certo, e
ele fez de tudo para o Flávio Bolsonaro ser o candidato à Presidência. E a
estratégia dele deu certo, Gil Diniz. Ele conseguiu.
E olha só
quanto o Flávio Bolsonaro está avançando para a Presidência da República. E
quando ele discute com o Nikolas Ferreira, é porque sim, tem um ponto
fundamental, o Nikolas não vem falando do Flávio na rede social. E a gente
gosta do Nikolas, o brasileiro gosta do Nikolas, mas a gente quer que o Nikolas
fale do Flávio.
Então todo o
enfrentamento do Eduardo Bolsonaro que ele coloca tem um fundamento. Eduardo é
um poliglota, um cara inteligente. Ele sabe o que ele está fazendo. E tudo o
que ele faz, acaba mexendo no tabuleiro da política e incomodando muita gente.
Mas faz, sim, a gente avançar.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Muito
obrigado, deputado Paulo Mansur. Faço coro também com as vossas palavras,
assino embaixo de cada uma delas. Prosseguindo, aqui, a lista de oradores
inscritos no Grande Expediente. Convido a fazer uso da tribuna o nobre deputado
Marcelo Aguiar. (Pausa.) A nobre deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.)
A nobre deputada Dani Alonso. (Pausa.) O
nobre deputado Vitão do Cachorrão. (Pausa.) O nobre deputado Carlos Giannazi. (Pausa.)
O nobre deputado Luiz Claudio Marcolino, por cessão de tempo com a deputada Leci
Brandão.
Vossa Excelência tem o tempo regimental
de 10 minutos, deputado.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, senhoras e senhores deputados,
funcionários e funcionárias da Alesp, população que nos acompanha pela TV
Assembleia.
Hoje é dia 7 de
abril, comemorado pela Organização Mundial de Saúde “O Dia da Saúde”. Então,
celebrando o 7 de abril, o tema inicialmente divulgado foi a “Ação Global pela
Cobertura Universal em Saúde”. Possivelmente modificado para “Juntos pela
Saúde, Apoie a Ciência”.
Reconhecemos e
valorizamos a ciência, defendemos sua autonomia e lutamos para seu
financiamento adequado. Porém, insistimos no tema inicialmente proposto pela
OMS, Organização Mundial de Saúde, e questionamos, em um contexto global de
conflitos e guerras, a quem interessa mitigar o debate sobre a questão da Saúde.
No Brasil, o
Sistema Único de Saúde, o SUS, tem como princípios fundamentais a
universalidade, a equidade e a integralidade. Assim, desde a sua fundação,
nosso Sistema Único de Saúde busca cobertura universal de saúde, sem distinção
de territórios, populações. Apesar dos avanços na celebração de 40 anos, da 8ª
Conferência, ainda temos muito a conquistar.
Com racismo,
machismo e desigualdade, não há universalidade. Com tanta terceirização, não há
universalidade. A cidade e o estado de São Paulo são provas que a terceirização
falhou. Além de não melhorar o acesso aos serviços de saúde, ainda piorou o
atendimento. Filas, superlotação, faltas de vagas e baixa qualidade de
assistência. Além das notícias de fraudes, continuam fazendo parte do
cotidiano.
Com a alta
rotatividade de trabalhadores nas OSs, não há educação permanente em saúde, com
prejuízos inegáveis às dimensões de vinculação e formação profissional. Hoje, o
prefeito Ricardo Nunes e o secretário de Saúde, Samarco, contratam organizações
sociais de saúde, OSs, que têm reputação ruim e não monitoram as suas
atividades de forma correta, pois são contados números de atendimentos sem se
importar se a saúde da população está melhorando.
Ao mesmo tempo
que pagam milhões para as OSs, dão calote em outras empresas, deixando a
municipalidade descoberta. Isso não é diferente também em relação ao Governo do
Estado de São Paulo. Sem financiamento adequado, não há universalidade.
O SUS forte e
soberano precisa de financiamento para todas as suas ações, incluindo a promoção,
a prevenção e a assistência em saúde, com unidades bem estruturadas e força de
trabalho motivada, e respeitada em seus direitos.
Sem isso, não é
possível enfrentar as desigualdades pelo território e implementar as políticas
e os programas de forma efetiva. São Paulo tem um papel relevante também na
formação de recursos humanos de saúde, no desenvolvimento científico e
tecnológico, e no complexo econômico e industrial da saúde.
Neste setor, o
fechamento da Furp pelo governo estadual, e o sucateamento dos laboratórios
municipais configuram perdas para a população e para o conjunto do Sistema de Saúde.
Sem controle social, não há universalidade. O controle social fiscaliza,
acompanha e monitora as políticas públicas de Saúde, bem como a aplicação dos
recursos.
A atuação dos
conselhos é fundamental para a democracia na luta por transparência das ações e
dos gastos de gestores de unidades, de secretários de Saúde, do prefeito e
mesmo do governador. Há anos, os governos estadual e municipal de São Paulo vêm
tentando minar os espaços de participação social, mas os usuários e
trabalhadores do SUS resistem nessa luta.
Por um Sistema
de Saúde verdadeiramente universal, equânime e integral pela democracia e pela
soberania nacional, reivindicamos concursos públicos para a Saúde, na ampliação
do financiamento do SUS, municipal e estadual e controle social efetivo.
Então este é um
texto organizado e estruturado, carta aberta em defesa do SUS, ação global pela
cobertura universal em Saúde, que é assinado por diversas entidades no Brasil.
Aqui no estado
de São Paulo, foi assinada pelo SindSaúde, foi assinado pelo Sindsep, Sindicato
dos Municipais de São Paulo, foi assinado pelo Sindicato dos Enfermeiros do
Estado de São Paulo e também assinado aqui pelo nosso mandato, deputado Luiz
Claudio Marcolino.
Então essa
carta hoje, pelo Dia Mundial da Saúde, uma carta aberta discutindo a
integralidade e a importância da universalidade do SUS na nossa cidade, no
nosso estado e no nosso país.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Luiz Claudio Marcolino.
Continuando a lista de oradores
inscritos no Grande Expediente, chamo para fazer uso da tribuna o nobre
deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) O nobre deputado Fábio
Faria de Sá. (Pausa.) O nobre deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) O nobre
deputado Conte Lopes. (Pausa.) A nobre deputada Andréa Werner. (Pausa.) O nobre
deputado Alex Madureira. (Pausa.)
O nobre deputado Eduardo Suplicy, por
permuta com o nobre deputado Paulo Fiorilo. Vossa Excelência tem o tempo
regimental de dez minutos, nobre deputado Eduardo Suplicy, por permuta com
Paulo Fiorilo.
Vossa Excelência tem o tempo
regimental.
O SR. EDUARDO SUPLICY
- PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado, presidente Gil
Diniz Bolsonaro, primeiro gostaria de falar uma palavra sobre o incinerador de
lixo em Perus, pois houve um episódio grave ocorrido na última semana na região
de Perus, zona norte de São Paulo.
Ali foi
realizada uma audiência pública no auditório do Centro Educacional Unificado -
CEU - de Perus para tratar sobre a instalação de uma usina de incineração de
lixo que a gestão do prefeito Ricardo Nunes almeja implantar em algumas regiões
da cidade. O que deveria ser um espaço democrático de escuta e participação
popular, sobretudo com as pessoas do bairro, que seriam diretamente afetadas
com a implementação da usina, converteu-se em um cenário de confusão, vaias,
interrupções e denúncias extremamente preocupantes.
Segundo
reportagens dos portais “G1” e “Metrópoles”, há indícios de que pessoas de fora
da comunidade teriam sido levadas ao local, inclusive com relatos de pagamento
para ocupar espaço e impedir que moradores legítimos pudessem se manifestar.
Vejo esta
denúncia com extrema gravidade e uma afronta à democracia participativa.
Estamos falando de um território periférico que já sofreu com a implementação
de grandes empreendimentos poluidores, como a fábrica de cimento Portland e o
antigo Aterro Bandeirantes, desativado há 19 anos. A população do bairro deve
ser a primeira a ser escutada diante de uma intervenção da magnitude de um incinerador
de lixo.
Moradores e
ativistas relatam que foram impedidos de entrar na audiência por falta de
espaço, enquanto outros, sem vínculo com o bairro, ocupavam as cadeiras e os
microfones. Um participante anônimo declarou ao portal “Metrópoles” que recebeu
190 reais para o serviço, além de 20 reais adicionais de alimentação; também
afirmou que soube do “trabalho” - entre aspas - por meio dos grupos de
WhatsApp, onde a vaga foi divulgada como figuração em uma audiência pública. Os
contratados não sabiam detalhes sobre o que seria discutido no evento.
Por essas
suspeitas, gostaria de me manifestar favorável à ação dos vereadores Nabil
Bonduki, do PT, e Amanda Paschoal, do PSOL, que defenderam uma investigação
sobre o caso. A vereadora enviou uma representação ao Ministério Público sobre
o tema, em que diz que a prática observada na audiência configura manipulação
da participação popular.
É urgente,
pois, que a gestão Ricardo Nunes siga as diretrizes do Plano Municipal de
Resíduos Sólidos de São Paulo, que, por sua vez, enfatiza a importância da
coleta seletiva e logística reversa, incentiva a inclusão de catadores e busca
reduzir o envio de resíduos para aterros. A incineração aparece de forma
secundária e associada ao tratamento de rejeitos, aquilo que não pode ser
reciclado.
Também gostaria
de aqui falar a respeito dos recursos para as comunidades terapêuticas em São
Paulo, presidente Gil Diniz. Cumprimento as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados
presentes e relato nesta tribuna, com a serenidade que o momento exige, os
dados divulgados hoje pelo jornal “Metrópoles”, a partir do levantamento
realizado pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial.
O Governo do
Estado de São Paulo destinou 95% do orçamento de 98 milhões da política sobre
as drogas para o tratamento de pessoas em comunidades terapêuticas. E que ainda
houve um aumento, no orçamento, de 85% no gasto deste ano em comparação ao
anterior.
O governo
anunciou a implementação de 13 complexos de casas terapêuticas, durante a
gestão Tarcísio. Cada complexo é composto por quatro casas, totalizando 52
unidades de acolhimento, com a promessa de mais dois complexos em breve. As
unidades já implementadas acolheram aproximadamente mil pacientes.
Segundo o
diretor executivo da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, Fransérgio
Goulart, “As comunidades terapêuticas funcionam como manicômios da atualidade,
figurados por organizações privadas que são fortalecidas por um projeto
evangélico neopentescotal e que vão na contramão da saúde pública”.
Esse desequilíbrio
orçamentário representa um desmonte no Sistema Único de Saúde, uma vez que o
investimento nos Centros de Atenção Psicossocial, focados na redução de danos,
é baixo em relação ao investido em modalidades de internação.
O relatório de
inspeção nacional em comunidades terapêuticas, produzido pelo Ministério
Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho, identificou práticas
contrárias à legislação vigente: imposição de práticas religiosas, pessoas
internadas contra a vontade, isolamento como forma de punição, restrição à
liberdade de locomoção, com unidades localizadas em áreas rurais remotas,
dificultando o contato com familiares e a reinserção social, além de denúncias
de contenção física e química.
Em 2024,
aprovamos nesta Assembleia, por unanimidade, o Projeto de lei nº 1.473, de
2023, de minha autoria, sem qualquer manifestação contrária, que propôs a
criação de um disque denúncia para maus-tratos e irregularidades associadas a
essas comunidades.
O projeto foi
integralmente vetado pelo governador Tarcísio de Freitas. O levantamento da
Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e as constatações do Ministério
Público justificam e reforçam a necessidade de um canal de atendimento e
denúncia para esse tipo de violação, visto que esses equipamentos prestam um
serviço essencial de saúde, sem estarem configurados na rede de atenção
psicossocial, recebendo vultosos recursos públicos, para cometer tais
violações.
É muito grave o
que vem ocorrendo. Precisamos de transparência, participação social, canais
oficiais do governo que busquem acolher as denúncias dos usuários dos serviços,
prestar contas à sociedade e fortalecer abordagens que não envolvam asilamento,
trabalho forçado, imposição religiosa, violência ou qualquer outra prática que
viole os direitos humanos. As denúncias não são raras. Práticas análogas à
tortura, de violação de direitos e negligência são comuns.
Como
parlamentares, temos a necessidade e o compromisso com a população paulista de
interromper esse processo nocivo, ineficaz e dispendioso. Sr. Presidente Gil
Diniz, muito obrigado pela atenção.
Agradeço.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Eu que
agradeço, nobre deputado e sempre senador da República, Eduardo Suplicy.
Convido aqui a assumir os trabalhos o nobre deputado André Bueno.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. André Bueno.
* * *
- Passa-se a
COMUNICAÇÕES
DE LÍDERES
* * *
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Pela ordem, presidente, deputado André Bueno.
O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ BUENO - MDB -
É regimental o pedido de Vossa Excelência.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Quero pedir para falar
pelo Art. 82, como vice-líder da bancada do Partido Liberal, usar o tempo
regimental pelo Art. 82.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ BUENO - MDB - É regimental,
o deputado tem cinco minutos.
O SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - PELO ART. 82 - Obrigado, nobre deputado André Bueno.
Faço mais uma vez o uso
regimental aqui da tribuna fazendo coro ao deputado Paulo Mansur, que falou
sobre a importância do trabalho que o deputado Eduardo Bolsonaro vem fazendo lá
dos Estados Unidos, já que está exilado também por conta de Alexandre de
Moraes.
Se Eduardo voltar ao
Brasil, com toda certeza, terá o seu passaporte apreendido e será preso por
Alexandre de Moraes, que neste momento acelera um processo lá no STF para
condenar Eduardo Bolsonaro. Lembrando, foi... Perdeu o seu mandato, já não tem
foro por prerrogativa, mas Alexandre sempre abraça o que quer ali no STF.
E por que eu digo isso,
presidente? Eduardo seria, naturalmente, nosso candidato à Presidência da
República e não pode estar aqui conosco para a disputa esta eleição. Eu espero
que consigamos alguma manobra regimental, que os advogados se reúnam e Eduardo
possa, sim, ser o candidato, mas, se não for, ele vai escolher quem o
representará na chapa do PL.
Eduardo, que sempre foi
muito generoso com todos aqueles que o cercavam, ajudou a eleger alguns
deputados neste Parlamento, na Câmara Municipal de São Paulo e por várias
outras assembleias pelo Brasil, por várias câmaras municipais pelo Brasil. E
por outras assembleias legislativas ele ajudou a fortalecer esse movimento de
direita, esse movimento conservador, esse movimento bolsonarista que é
nacional.
Agora tem a reclamação
de muitos aí de que ele está fazendo ruído, trabalhando contra esse ou contra
aquele. Não é verdade. Eduardo tem trabalhado firmemente pela pré-candidatura
do seu irmão Flávio Bolsonaro. Se nós hoje temos uma candidatura bem
posicionada, bem articulada, uma candidatura que representa, realmente, o seu
pai, Jair Messias Bolsonaro, que está preso com uma prisão domiciliar
provisória...
Nunca vi isso na minha
vida, mas Alexandre inovou outra vez. E alguns aqui nas redes sociais...
Obviamente tem a liberdade de falarem o que querem, mas eu não posso deixar de
registrar um comentário como esse.
O jornalista Rodrigo
Constantino publicou aqui, há cerca de uma hora, o seguinte: “Um passarinho me
contou que Gil Diniz, o carteiro, tem reclamado por aí pois teme ser escanteado
junto a Mario Frias em troca da indicação do Valdemar para o Senado, e que
Eduardo concordaria em troca de mais influência no PL. Esse parece ser o
destino daqueles que não têm nada...” E ele continua aqui.
Constantino, te
responder aqui do meu trabalho,
você sabe que o carteiro, o Carteiro Reaça, como um dia você me conheceu, é
deputado e quando você coloca aqui “Gil Diniz, o carteiro”, não é para
homenagear este deputado ou para enaltecer a minha profissão que muito me
orgulha, Constantino, é para tentar me rebaixar. Canalha que você é, cretino
que você é, um jornalismo porco que você faz, tenta rebaixar um carteiro que,
você querendo ou não, agora é deputado.
Mas te respondo
aqui nesta tribuna, o meu local de ofício, do meu trabalho, que você
provavelmente não acompanha, as discussões neste plenário, a minha defesa da
vida aqui agora há pouco... A defesa de Filipe Martins, o sorocabano que você
tanto ofende e tanto ofendeu, esqueceu? Graças ao jornalismo porco que você
faz, Filipe está preso também e outros milhares estão presos também. As suas
digitais estão nisso tudo.
Você não
acompanha a discussão, as leis que este deputado ajudou a aprovar ou que ajudou
a derrubar, te falo aqui, por exemplo, a Lei da Liberdade Religiosa, em que nós
tornamos o serviço religioso essencial.
Quando aquele
teu amigo - ou ex-amigo, já que você não tem muitos amigos -, João Doria,
proibiu os cultos, as missas aqui no estado de São Paulo, nós tornamos
essenciais, já que só abriam serviços essenciais. Nós aprovamos esta lei neste
plenário. João Doria vetou e nós derrubamos o veto. Uma derrubada de veto
histórica para o nosso povo de São Paulo.
Poderia te
colocar aqui vários outros exemplos de leis aprovadas, de destinações para, por
exemplo, Constantino, o combate ao câncer no estado de São Paulo, um câncer que
você enfrentou e venceu.
O nosso
investimento no Hospital Amaral Carvalho, junto ao Eduardo; o nosso
investimento, investimento de Eduardo Bolsonaro, no Hospital de Base. Ele levou
um acelerador linear para lá para combater o câncer no estado de São Paulo. A
articulação dele, um equipamento milionário que ele levou lá para salvar vidas.
O nosso
investimento no Hospital de Amor, de Barretos, o nosso investimento no GACC, em
São José dos Campos, na Casa Hope aqui em São Paulo, para salvar crianças,
adolescentes, homens e mulheres que estão neste momento enfrentando aquilo que
você enfrentou e venceu.
Então, “seu
canalha”, não fale o que você não sabe, porque o nosso trabalho aqui, as nossas
decisões daqui deste parlamento salvam vidas, ao contrário do teu trabalho que
ajudou a botar na cadeia homens e mulheres. Talvez você se arrependa e agora
tente fazer o contrário.
Para finalizar,
Sr. Presidente, só deixar registrado aqui o meu compromisso com Eduardo
Bolsonaro, se ele me ligar agora e falar: “Gil, renuncia o teu mandato”, eu
renuncio.
Não é por ser
subjugado por ele, por ser um bajulador, como você vende todos os dias, é por
ser um amigo de Eduardo, por ter lealdade a este amigo, por ter compromisso com
um grupo político que trouxe um carteiro, aquele que você menospreza, para a
maior Assembleia Legislativa da América Latina; por saber o meu local no grupo,
por saber que, na estrutura, na hierarquia, há soldados, há tenentes, coronéis,
generais.
Eu sei o meu
lugar, me orgulho deste lugar e eu trabalho por este grupo político. Mas
especialmente por um amigo que estendeu as mãos a mim e à minha família. Isso
não é um motivo de vergonha, isso é um motivo de orgulho. Mas como só
interesseiros te cercam, te rodeiam, eu sei que esse sentimento de lealdade,
esse sentimento de gratidão que carrego comigo, você jamais vai ter, seu
pelego, seu vendido, seu canalha.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Se houver acordo aqui,
suspender os trabalhos até as 16 horas e 30 minutos.
O
SR. PRESIDENTE - ANDRÉ BUENO - MDB - É regimental o
pedido de Vossa Excelência. Os trabalhos estão suspensos, com retorno às 16
horas e 30 minutos.
* * *
- Suspensa às 16 horas e dez minutos, a
sessão é reaberta às 16 horas e 32 minutos, sob a
Presidência do Sr. Dr. Jorge do Carmo.
* * *
O
SR. PRESIDENTE - DR. JORGE DO CARMO - PT - Reaberta a
sessão. Ordem do Dia.
* * *
- Passa-se à
ORDEM DO DIA
* * *
O
SR. PRESIDENTE - DR. JORGE DO CARMO - PT - Há sobre a
mesa requerimento do nobre deputado Marcelo Aguiar, com número regimental de
assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de
uma comissão de representação, com a finalidade de participar de visita oficial
à República Helênica-Grécia e à República da Turquia, a realizar-se no período
de 13 a 24 de abril do corrente ano, sem ônus para esse Poder.
Em votação. As Sras. Deputadas e os
Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Há sobre a mesa requerimento do nobre
deputado Teonilio Barba, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art.
35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação,
com a finalidade de participar do IV Congresso Nacional da CNTTL, bem como de
reuniões institucionais, juntos aos Ministérios do Trabalho, da Saúde e da
Saúde, a realizar-se nos próximos dias sete, oito e nove de abril do corrente
ano, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.
Em votação. Os Srs. Deputados e as
Sras. Deputadas que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.)
Aprovado o requerimento.
Senhoras deputadas e senhores
deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por
levantado os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à
hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje.
Está levantada a sessão.
* * *
- Levanta-se a sessão às 16 horas e 34 minutos.
* * *