
14 DE MAIO DE 2026
60ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI e MAJOR MECCA
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h06min. Defende que profissionais da educação infantil de Paulínia sejam enquadrados na carreira do Magistério, em conformidade com a Lei 15.326/26.
2 - MAJOR MECCA
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Manifesta-se contra o Projeto de Lei Municipal 354/2026, aprovado ontem pela Câmara Municipal de São Paulo.
4 - CONTE LOPES
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - MAJOR MECCA
Assume a Presidência. Endossa o pronunciamento do deputado Conte Lopes.
6 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
7 - CARLOS GIANNAZI
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
8 - PRESIDENTE MAJOR MECCA
Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 15/05, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h38min.
* * *
ÍNTEGRA
* * *
- Assume a
Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
* * *
- Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL -
Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a
proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta presidência dispensa a
leitura Ata da sessão anterior e recebe o Expediente.
Com a palavra o
deputado Caio França. (Pausa.) Com a palavra a deputada Beth Sahão. (Pausa.) Com
a palavra a deputada Márcia Lia. (Pausa.) Com a palavra o deputado Dr. Jorge do
Carmo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra a deputada Paula da Bancada
Feminista. (Pausa.) Com a palavra o deputado Oseias de Madureira. (Pausa.) Com
a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra a deputada Delegada
Graciela. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rui Alves. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a palavra o deputado
Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Itamar Borges. (Pausa.) Com a
palavra o deputado Reis. (Pausa.)
Com a palavra a
deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Sebastião Santos.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Donato.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Paulo Mansur. (Pausa.)
Com a palavra a
deputada Thainara Faria. (Pausa.) Com a palavra o deputado Mauro Bragato.
(Pausa.) Com a palavra a deputada Ediane Maria. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Com a palavra a deputada Dani Alonso.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Rogério Santos. (Pausa.)
Com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá.
(Pausa.) Com a palavra a deputada Carla Morando. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Carlos Giannazi. Eu vou falar daqui mesmo, da tribuna.
Hoje,
primeiramente, aqui, manifestar o nosso total apoio à luta das educadoras de Educação
infantil do município de Paulínia, que lutam pelo enquadramento na carreira do Magistério.
São elas que estão atendendo os bebês, as crianças, na área da Educação
infantil.
São as
responsáveis pela primeiríssima infância das nossas crianças do município de
Paulínia, das famílias, e elas estão reivindicando o que já existe na
legislação aprovada recentemente, na Lei Federal nº 15.326, de 2026, da
deputada federal Luciene Cavalcante, que garante, que obriga todos os
municípios a fazerem o enquadramento na carreira do Magistério.
Elas são, de
fato, professoras, porque a LDB já fazia esse reconhecimento, o Plano Nacional
de Educação... Já havia uma ampla legislação, um amplo entendimento. No
entanto, a Prefeitura de Paulínia vinha resistindo para fazer esse
enquadramento, sobretudo após uma Adin que foi apresentada, dizendo, querendo
uma segurança jurídica, querendo uma lei, está aí a Lei Federal nº 15.326, que
tem que ser cumprida.
E as educadoras
de educação infantil, através da comissão, do movimento “Somos Todas
Professoras”, já fez várias gestões, já tentou várias negociações com a
prefeitura, e até agora não houve uma resposta, até agora não houve
apresentação da proposta do enquadramento dessas educadoras.
Porque a lei é muito clara, a lei diz
que, para que uma professora de educação infantil, seja ela uma pajem, uma
recreacionista, uma auxiliar de desenvolvimento infantil, não importa o nome do
cargo que ela exerce, mas desde o momento em que ela exerce a função docente,
desde o momento em que ela tenha entrado na carreira através do concurso
público de provas e títulos e desde o momento em que ela tem o curso do
Magistério ou de Pedagogia, ou seja, formação na área, ela tem que ser
enquadrada na carreira do Magistério porque ela é, de fato, professora, que
terá direito ao Piso Nacional do Magistério, terá direito à jornada do piso e
aposentadoria especial e as demais vantagens da carreira do Magistério, que têm
as professoras do ensino fundamental e do ensino médio.
Então é muito importante, eu faço aqui
um apelo à Prefeitura, para que receba a comissão, ouça a comissão e apresente
uma proposta de acordo com a Lei nº 15.326, fazendo o enquadramento de todas as
educadoras de educação infantil do município na carreira do Magistério.
Repito, como determina a Lei nº 15.326.
Porque investir na primeiríssima infância, investir na educação infantil
significa, na prática, em primeiro lugar, investir em quem cuida da
primeiríssima infância. E, em Paulínia, quem cuida da primeiríssima infância
são as educadoras de educação infantil que são todas professoras.
Quero dar continuidade, aqui, à lista
de oradores inscritos. Com a palavra, o deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Com
a palavra, o deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Com a palavra, a deputada
Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Thiago Auricchio.
(Pausa.) Com a palavra, o deputado Alex Madureira. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Major Mecca,
que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. MAJOR MECCA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, deputado Carlos Giannazi, que
preside esse Pequeno Expediente. Nossos irmãos policiais militares que aqui
estão, nossos irmãos policiais civis, a todos os funcionários que dão suporte à
nossa atividade parlamentar, nossa gratidão a todos vocês.
E eu gostaria,
nessa tarde, de pedir ao Governo do Estado de São Paulo, nesse momento de pedir
à Secretaria de Habitação, ao CDHU, pelo amor de Deus, tenham piedade dos
policiais do estado de São Paulo.
É incrível, em
todas as etapas do programa “Moradia Segura” aparece alguma questão, alguma
dificuldade que impede o policial militar, impede o policial civil, o policial
penal, o policial técnico-científico de concretizar seja sua inscrição, de
concretizar o envio de alguma documentação.
O sentimento
que nós temos é que o governo parece que está entregando algo com má vontade.
Não é possível que em todas as etapas haja algum problema. Desde o início do
programa, não basta todo o nosso trabalho, que nós estamos aqui para fazer isso
e a nossa parte nós fazemos, construímos o projeto de lei, articulamos,
conversamos com todos os deputados, bancadas, articulamos com o governo, com a
Procuradoria Geral do Estado, com todos os setores, Secretaria de Habitação,
CDHU e fomos caminhando, a lei foi sancionada.
Mas
se nós não acompanharmos pari passu, a coisa não sai. Parece que está
entregando algo de má vontade. Sabe aqueles integrantes do governo que insistem
em prejudicar o policial no estado de São Paulo? Eles permanecem firmes em tudo
o que podem prejudicar e atrapalhar a rotina do policial, esses malditos fazem.
Ou
é na inscrição que não dão publicidade e é a gente que tem de correr atrás. E
manda documento para o comando da PM, manda documento para o comando da Polícia
Civil, da Polícia Penal para que seja divulgado amplamente, como aconteceu na
última manifestação de interesse, que os policiais tinham que fazer para a
próxima etapa, que não houve publicidade adequada.
Pedimos
prorrogação do prazo, não houve. Tiveram policiais que perderam o tempo da
manifestação, porque não conseguiam fazer a manifestação de interesse em um
site que foi aberto lá, uma porcaria de site.
Tivemos
que montar um tutorial para acompanhar pari passu, deixar o gabinete... O
gabinete ficou um PABX atendendo um monte de polícia e as “belas adormecidas”
do Governo do Estado de São Paulo, da CDHU, da Secretaria de Habitação, não sei
mais de onde e aí vai todo mundo para casa dormir e dane-se o policial.
Vocês se lembram, algum de vocês tem memória
para se lembrar do cabo Fernando, da Rota, executado na porta da casa dele, a
tiros de fuzil? Vocês se lembram do Rafinha, o soldado Novais, do 4º Batalhão,
executado pelo vizinho na porta de casa? Vocês se lembram do sargento Gerson,
em São Vicente, morto na frente da casa dele varrendo a calçada? Vocês se
lembram desses heróis que foram mortos, executados por serem policiais
militares?
Não
devem se lembrar, mas eu venho aqui clarear a mente de vocês e pedir, tenham
piedade dos policiais no estado de São Paulo. Vocês pensam que estão fazendo
muito. Vocês não estão fazendo mais que a obrigação, ou melhor, nem a obrigação
de vocês, vocês estão fazendo. Acordem, a Segurança Pública é a prioridade do
povo do estado de São Paulo, que seja também a prioridade do governo. É
inadmissível tal tratamento aos nossos irmãos de farda, aos policiais do nosso
Estado.
O
povo clama, o povo de bem clama por vocês. Olhem os policiais, pois são eles
que estão morrendo nas ruas, não são vocês, autoridades, que andam com
escoltas, carro blindado. São eles, são eles, não são vocês. Tenham o mínimo de
piedade e sensibilidade, são seres humanos que arriscam a vida por nós.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Major Mecca. Só antes de dar continuidade à lista de oradores
inscritos, mas já chamando a deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Professora
Bebel. (Pausa.) Solange Freitas. (Pausa.) E deputado Conte Lopes, que fará uso
regimental da tribuna.
Enquanto V. Exa. se dirige à tribuna,
eu passo a palavra aqui para o deputado Major Mecca. Eu queria anunciar a todos
os deputados e deputadas, pessoas que estão acompanhando aqui a TV Alesp que,
ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um nefasto e perverso projeto
contra os servidores municipais, que, inclusive, estão em greve.
Um projeto de lei que ataca como nunca
a carreira do Magistério municipal, ataca os professores readaptados, ataca as
professoras de Educação infantil e toda a Educação infantil, colocando agora a
Educação infantil no processo, basicamente, de terceirização, de privatização.
Um projeto de lei que traz a falsa
reposição das perdas inflacionárias, onde os professores, os servidores em
geral terão apenas 2% de reajuste nesse ano e mais 1,48, alguma coisa assim, no
ano que vem; ele parcelou os 3,51% em duas parcelas. Uma agora maio, a outra em
maio do ano que vem. Só que as contas, os boletos dos professores, do
Magistério, dos profissionais da Educação não são parcelados.
Enfim, o projeto foi aprovado, porque o
governo controla a Câmara Municipal, apesar do voto contrário da oposição,
sobretudo do trabalho obstinado do vereador Celso Giannazi, que tentou
obstruir, que denunciou, que fez várias gestões dentro da Câmara Municipal para
que o projeto não fosse aprovado.
E agora o que eu queria destacar é que
ontem mesmo, à noite, o prefeito sancionou o Projeto de Lei nº 354, já está
publicado hoje no Diário Oficial a Lei nº 18.463/2026, do dia 13 de maio, ou
seja, o projeto foi aprovado ontem à noite e ontem à noite mesmo o prefeito
Ricardo Nunes já, ávido para atacar e colocar em prática sua política de ódio
contra os servidores municipais, sancionou a lei.
Eu termino dizendo que nós já estamos
entrando com uma Adin, o nosso coletivo “Educação em Primeiro Lugar”, a
deputada federal Luciene Cavalcante, o vereador Celso Giannazi, o nosso
mandato. Nós estamos protocolando, na data de hoje, provavelmente já, uma ação
direta de inconstitucionalidade contra essa famigerada Lei nº 18.463.
Muito obrigado.
Com a palavra o deputado Conte Lopes.
O
SR. CONTE LOPES - PL -
Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados. Estava acompanhando
atentamente as colocações do deputado Major Mecca. Em 77, quando casei, fui
morar na região da Vila Galvão, ali próximo à favela Mimosa e tinha umas três,
quatro favelas ali. Quando, Major Mecca, o pessoal soube que eu era da Rota,
acharam que, primeiro, deviam me expulsar de lá, não é? E eu, obviamente,
comecei, fui conhecido pelos vizinhos também.
Um dia, eu
estava chegando em casa, depois do serviço da Rota, o Sr. Domingos, que era o
vizinho, disse que tinha um bandido na casa dele. Eu fui lá e consegui pegar o
criminoso. E a partir daí, virou uma guerra para mim. Todos os dias, Major
Mecca, os caras ligavam para o Copom, que iam me matar, todo dia, todo dia. Um
terror total.
E, na verdade,
lá morreram uns 12, 14 bandidos. Inclusive, um coronel que trabalha com V. Exa.
é testemunha disso aí, porque tinha um time do Vasco da Gama lá da região, o
time todo acabou morrendo em tiroteio conosco. Inclusive, um bandido morreu,
Major Mecca, no dia de Natal, que ele foi me matar dentro de casa. É um tal de
Ledão.
* * *
-
Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.
*
* *
Ele comprou um
38, comprou uma passagem para a Bahia e foi esperar quando eu chegava em casa.
E na hora que ele estava chegando, eu também estava chegando, não é? Então,
acabou tendo um enfrentamento comigo lá e ele acabou caindo lá na porta da
minha casa, ficou lá, foi velado lá, que a família foi toda lá. E isso é uma
história que todo mundo sabe. Percival de Souza, jornal, fez a matéria sobre
isso, sobre os vizinhos do capitão Conte na época.
Coronel
Hermógenes, que era o comandante da Rota, o major Liomar, que é meu
subcomandante, falavam para mim Major Mecca: “Olha, muda de lá, pô, muda!”. Aí
eu dizia: “Como é que eu vou mudar, coronel? Do meu lado, mora o cabo Nelson.
Os civis todos que moram no local. Eu, tenente da Rota, vou fugir por causa de
bandido? Acabou.” Então, é uma situação que nós tivemos que enfrentar.
Então, parabéns
a V. Exa., que está lutando pela moradia dos policiais. Porque é a verdade, é
um terror total. Já vimos casos, até de policial de Rota, que estava ameaçado
de morrer e, na hora que foi mudar, foi morto. Encontram-no mudando, os
bandidos chegaram e mataram o cara. Então, realmente é um terror isso aí.
O crime está
aí, crescendo. Hoje todo mundo fala em crime, não é? Deveriam ter falado na
época em que me tiraram da Rota, quando a gente já falava. Se os senhores não
sabem - o Major Mecca, inclusive -, a Rota está com déficit de policiais,
porque em qualquer batalhão em que se vai, os caras têm Operação Delegada,
operação não sei o que lá, e recebem a mais.
Na Tropa de
Choque não tem, então ninguém quer trabalhar lá. Então, está com menos 200
policiais na Rota, que é a tropa de elite da Polícia Militar. Precisa chegar
isso também, valorizar, pelo menos pagar uma operação para os policiais, uma
vantagem por ser policial de elite. O cara é da tropa de elite, só que não
recebe nada e os outros recebem? O cara não fica.
Queira ou não,
como disse o Major Mecca, o cara tem que pagar dívida, não é? Por mais amor e
carinho, o cara tem que pagar dívida. Estou só dando exemplos do que a gente
passou, inclusive como tenente da Rota. E a ameaça de ligar para o Copom toda
noite, a ponto de dormir fora de casa, Major Mecca, dormir no mato. Os caras
iam atacar e eu ficava lá, dormindo no mato com dois ou três “polícias”. Então,
veja que situação a pessoa passa.
Agora,
infelizmente é isso, não se dá valor, não é fácil. Então, é importante sim que
se valorize o policial, que se dê condição para ele trabalhar. Está aí o crime
tomando conta no mundo inteiro. Até o presidente dos Estados Unidos está se
reunindo com o Lula para falar em crime. É brincadeira uma coisa dessas? E a
gente está falando isso há muito e muito tempo.
Desde a criação
do PCC, aqui em São Paulo, em 92, quando houve a invasão do Carandiru, que
estamos falando, e o pessoal: “Não, não existe, não existe”. E os caras estão
tomando conta. Matam quem querem, tem armas que nem a polícia tem. Então,
infelizmente é o que estamos vivendo.
Até no início
do nosso mandato aqui, dois ou três policiais, inclusive da Rota, foram mortos
lá no litoral. Saindo de casa para trabalhar, foram atacados por bandidos,
foram assassinados. Então, fica a nossa colocação e nosso apoio ao projeto do
Major Mecca para moradia segura para os policiais.
Obrigado, Sr.
Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito obrigado,
deputado Conte. Eu agradeço ao senhor, porque ao longo de todas as articulações
e conversas que tivemos que fazer, o senhor sempre me ajudou, orientou e sempre
esteve do nosso lado.
Para o senhor ter ideia, esse
testemunho que o senhor está dando, em que o senhor viveu todos esses
problemas, isso ocorreu na década de 70, década de 80, há 40 ou 50 anos atrás,
e até hoje o Governo do Estado não resolveu o problema da moradia dos policiais
que moram em áreas de alto risco e são executados na porta de casa, em frente a
sua família, seus filhos testemunhando tudo, e nós, infelizmente, temos que
conviver com o descaso de órgãos dentro do governo que parece que criam...
Parece, não, eles criam dificuldades,
criam burocracias para que o policial não tenha benefício, para que o policial
tenha o mínimo de direitos. É inacreditável. É revoltante. É revoltante uma
coisa dessas, um ser humano ser tratado como um número. A família do policial
abandonada.
Quando nós falamos aqui que a Polícia
Militar do Estado de São Paulo tem mais de sete mil policiais deficientes
físicos, tudo em razão da atividade. Policiais abandonados que vivem através da
ajuda de todos nós, de vaquinhas, e ninguém dá atenção, o governo não dá
atenção, é um número, deixa largado lá. É desumano o que testemunhamos.
E nós levamos ao conhecimento do
governo, através de diálogos, de conversas, fazemos a exposição sobre a verdade
do que vivem os policiais hoje. O senhor já esteve em inúmeras reuniões comigo,
viu as exposições que nós sempre fizemos, o senhor sempre esteve junto também,
corroborando o nosso discurso. O senhor já esteve presente até em conversas
mais acaloradas, em que nós não aceitamos o posicionamento do governo, mas
parece que é uma coisa.
Não respeitam os policiais, mas a coisa
vai mudar, com as bênçãos do senhor Jesus, porque tem muita gente boa
trabalhando por isso. Dando sequência à lista, deputado Marcos Damasio.
(Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputado André Bueno. (Pausa.) Deputada
Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputada Andréa Werner.
(Pausa.) Deputada Ana Perugini. (Pausa.)
Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado
Dr. Elton. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputada
Monica Seixas do Movimento Pretas. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. (Pausa.)
Na Lista Suplementar, Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos.
(Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
Tem V. Exa. o tempo regimental para uso
da tribuna.
O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr.
Presidente, deputado Major Mecca, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, de volta à
tribuna no dia de hoje, na verdade, estava na Presidência, agora, na tribuna,
eu queria aqui dizer que todos os professores do Brasil estão acompanhando, na
verdade, vão acompanhar amanhã, dia 15, sexta-feira, a votação, o julgamento do
Tema nº 1.218, um tema relacionado à questão do piso nacional do Magistério.
Então,
amanhã começa esse julgamento virtual no Supremo Tribunal Federal, que vai do
dia 15 até o dia 25. Esse tema trata da questão da incidência, dos reflexos do
reajuste do piso nacional do Magistério na carreira do Magistério, nas classes,
nos níveis, nas faixas, Sr. Presidente.
Enfim,
na progressão da carreira, de tal forma que haja um impacto, não só do ponto de
vista da manutenção do valor mínimo que tem que ser pago aos professores do País
das escolas públicas, mas também, sobretudo, do impacto na carreira, isso que
vai ser julgado a partir de amanhã.
É a retomada de
um julgamento que já tinha ocorrido, iniciado no ano passado, o ministro
Toffoli pediu vistas, e agora o julgamento volta a partir de amanhã. Nós
estamos acompanhando, Sr. Presidente, fazendo um apelo aos ministros do Supremo
Tribunal Federal, através de mensagens, através de gestões, para que eles votem
favoravelmente à nossa tese, que é a tese de que o reajuste do piso, que é
feito anualmente no mês de janeiro, que ele tenha repercussão em toda a
carreira.
E esse tema, eu
queria destacar, que ele só existe porque uma professora da rede estadual de
ensino, em 2020, entrou com uma ação aqui no Tribunal de Justiça, Sr.
Presidente, e depois, através de um recurso, ela ganhou a ação para que
houvesse essa lógica, essa incidência, essa repercussão na carreira.
Eu me refiro
aqui à professora Sofia Helena da Silveira, na época da Escola Estadual
Sebastião Almeida Oliveira, em Votuporanga. Ela trabalhava lá, em Votuporanga,
nessa escola, e ela entrou com essa ação. Repito, ela ganhou aqui o recurso no
TJ, e aí a PGE, o governo estadual na época, entrou com um recurso. Foi
recursando, Sr. Presidente, usando toda a sua máquina jurídica da PGE contra
essa professora.
E o recurso
chegou lá no Supremo Tribunal Federal, o recurso extraordinário, o que já é uma
covardia, uma PGE, um Estado inteiro usando a sua máquina contra uma
professora, que, na verdade, é contra todo o Magistério estadual. E, no
entanto, Sr. Presidente, o recurso chegou, virou tema, porque se ele for
aprovado, se houver o entendimento, na verdade, que há repercussão em toda a
carreira, isso vai beneficiar todo o Magistério nacional.
Mas o que me
chama também a atenção é que vários estados entraram com a “amicus curiae” contra
a professora, contra o Magistério. Eu me refiro aqui, além do estado de São
Paulo, que entrou com o recurso extraordinário também o Rio de Janeiro. O
estado do Rio de Janeiro entrou, o estado do Pará, o estado de Minas Gerais, o
estado do Piauí, o estado do Paraná, foram estados que entraram com amicus
curiae contra a professora Sofia Helena da Silva, para derrotar essa tese da
incidência, da repercussão do reajuste do piso na carreira do magistério, em
todas as faixas, em todos os níveis, em todas as classes.
É isso, Sr.
Presidente, que nós estamos reivindicando e que é o correto, é o entendimento
correto da Lei do Piso Nacional Salarial, que já foi julgado e reconhecido como
constitucional pelo próprio Supremo Tribunal Federal, lei aprovada em 2008 que,
infelizmente, não é respeitada por muitos estados e por muitos municípios; porque
existe esse truque, essa fraude de pagar o piso por meio de abono complementar,
transformando o piso, não em piso, mas em teto do magistério, o que é um
verdadeiro absurdo.
O estado de São
Paulo, inclusive esta gestão do governador Tarcísio de Freitas, com o seu
secretário empresário da educação, Renato Feder. Então, Sr. Presidente, é grave
essa situação. Eu estive lendo aqui os recursos da PGE. Então, a PGE entrou com
o recurso dizendo: “Olha, a professora Sofia Helena, em 2019”, o piso nacional
do magistério era de R$ 1.918,30, “a professora já ganhava acima do piso”.
Sr. Presidente,
ela ganhava 20 reais acima do piso. Ela ganhava R$ 1.938,75, uma diferença de
praticamente 20 reais. Então a PGE, usando toda a sua máquina, usando todos os
recursos do estado de São Paulo, movimentando a máquina administrativa porque a
professora ganhava 20 reais a mais, e ela queria, lógico, que o reajuste
tivesse repercussão na carreira, Sr. Presidente.
E a PGE
colocava que havia risco econômico, aquelas argumentações todas protocolares
que o estado utiliza para não investir nos servidores públicos do estado de São
Paulo, sobretudo no magistério.
Então, eu
quero, primeiramente, fazer novamente um apelo aos ministros do Supremo
Tribunal Federal para que façam, deem o seu voto nessa tese que eu citei aqui,
que haja a incidência, que é o que está na Lei nº 11.738, de 2008: que o
reajuste anual do piso tenha incidência em toda a carreira do magistério.
Repito, em todos os níveis, classes. É isso, Sr. Presidente, que nós estamos
reivindicando; quando eu digo “nós”, o magistério nacional. Então é isso.
E saudar mais
uma vez, homenagear aqui da tribuna da Assembleia Legislativa a professora, que
moveu contra ela e contra todo o magistério toda a máquina administrativa, não
só do estado de São Paulo, jurídica, mas de outros estados também, que estão se
movimentando para não ter esse entendimento, para não pagar corretamente o piso
nacional do magistrado, que é a professora Sofia Helena da Silveira.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - Sr. Presidente, havendo
acordo entre as lideranças, eu solicito o levantamento desta sessão.
O
SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Havendo
acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os
trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora
regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 14 horas e 38
minutos.
*
* *