5 DE MAIO DE 2026

54ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: FÁBIO FARIA DE SÁ, LUIZ CLAUDIO MARCOLINO, MAJOR MECCA, EDUARDO SUPLICY, TEONILIO BARBA e GILMACI SANTOS

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - FÁBIO FARIA DE SÁ

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h. Convoca sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 30 minutos, ou dez minutos após o término da presente sessão.

        

2 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

4 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Assume a Presidência.

        

5 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - SOLANGE FREITAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

7 - MAJOR MECCA

Assume a Presidência. Endossa o pronunciamento da deputada Solange Freitas. Cumprimenta os alunos da Universidade Estácio de Sá, presentes nas galerias.

        

8 - EDUARDO SUPLICY

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

9 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

10 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

11 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

12 - SOLANGE FREITAS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

13 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

GRANDE EXPEDIENTE

14 - TEONILIO BARBA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

15 - EDUARDO SUPLICY

Assume a Presidência.

        

16 - PROFESSORA BEBEL

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

17 - TEONILIO BARBA

Assume a Presidência.

        

18 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

19 - EDUARDO SUPLICY

Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.

        

20 - PRESIDENTE TEONILIO BARBA

Defere o pedido e suspende a sessão às 15h30min.

        

ORDEM DO DIA

21 - GILMACI SANTOS

Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h32min. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Ediane Maria, com a finalidade de receber uma homenagem da Câmara Municipal de Jundiaí, bem como participar de eventos na cidade, nos dias 05 e 06/05; Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar de reuniões no Congresso Nacional, nos dias 05 e 06/05, em Brasília/DF; Carla Morando, com a finalidade de representar a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no "Encontro de Líderes Apas" (Associação Paulista de Supermercados), a ser realizado entre os dias 28/05 a 04/06, em Portugal; e Lucas Bove, com a finalidade de participar do evento "BioSummit", a ser realizado nos dias 06 e 07/05, em Campinas/SP.

        

22 - PAULO FIORILO

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

23 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Responde ao deputado Paulo Fiorilo sobre o requerimento de criação de comissão de representação do deputado Lucas Bove. Informa que o evento em questão se insere na área de Agricultura. Aconselha o deputado a confirmar maiores informações com o líder de seu partido. Coloca em votação e declara aprovado o requerimento de criação de comissão de representação da deputada Delegada Graciela, com a finalidade de participar de uma série de eventos do Governo do Estado, a serem realizados nos dias 06 e 07/05, em Ribeirão Preto/SP e Jaboticabal/SP.

        

24 - MAURICI

Para questão de ordem, faz pronunciamento.

        

25 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Acolhe a questão de ordem do deputado Maurici, para respondê-la oportunamente. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Carlos Giannazi, com a finalidade de participar de reuniões e eventos de servidores da Educação estadual e municipal, a serem realizados nos dias 04 e 05/05, na região de Presidente Prudente/SP; e Luiz Fernando, com a finalidade de participar de reunião com a Superintendência da Caixa Econômica Federal e de reuniões com ministros do governo federal, nos dias 12 e 13/05, em Brasília/DF.

        

26 - DR. JORGE DO CARMO

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

27 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 06/05, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 53 minutos. Levanta a sessão às 16h43min.

        

* * *

 

ÍNTEGRA

 

* * *

 

- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Fábio Faria de Sá.

 

* * *

 

- Passa-se ao

 

PEQUENO EXPEDIENTE

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.

Antes de dar início na lista dos oradores inscritos no Pequeno Expediente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, nos termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária, a realizar-se hoje, às 16 horas e 30 minutos ou dez minutos após o término da presente sessão, em cumprimento ao interstício mínimo previsto no § 3º, do Art. 100, do Regimento Interno, com a finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:

 

* * *

 

- NR - A Ordem do Dia para a 18a Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de 06/05/2026.

 

* * *

 

Nosso primeiro inscrito, deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)

E com a palavra o nobre deputado Luiz Claudio Marcolino.

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, nobre deputado Fábio Faria de Sá, deputado Suplicy, senhores funcionários, senhores funcionários da Assembleia.

Sr. Presidente, hoje eu trago aqui uma reclamação e uma grita dos servidores públicos do estado de São Paulo do Iamspe, mas ao mesmo tempo quero demonstrar que hoje, para quem nos acompanha, principalmente o servidor público do estado de São Paulo, como o governador Tarcísio está trabalhando para acabar com o Iamspe no estado de São Paulo.

A gente tem rodado bastante o estado de São Paulo e a gente tem percebido muitas reclamações dos servidores públicos do estado de São Paulo, principalmente servidores aposentados, que usam muito o Iamspe, que o Iamspe vem sendo desmontado ao longo dos últimos anos, mas principalmente agora na gestão do Tarcísio.

Eu quero apresentar para vocês, se puder colocar aqui a... O fim do Iamspe, demissões incentivadas pelo governador Tarcísio. Quando você quer desmontar uma estrutura - seja da Saúde, da Educação, no caso do Iamspe agora -, você vai aos poucos criando mecanismo de desmonte da relação entre esses servidores e a quem eles atendem.

No ano passado a gente trabalhou muito aqui a questão do Gedansp, para garantir que os servidores do estado de São Paulo pudessem ter o Gedansp aprovado no ano passado, em uma negociação que foi feita entre a Casa Civil, a Secretaria da Saúde, Gestão Digital, Casa Civil. E mesmo assim, concluiu o ano passado e o governador não garantiu Gedansp aos servidores do Iamspe.

E agora, no mês de março - pode passar a próxima - o governador apresenta aqui o decreto, o decreto que já era um decreto anterior, de 2020, e faz um agora, o nº 70.450, de março de 2026, um decreto que permite pedidos de demissão voluntária.

Mas na verdade, o governador Tarcísio já vem preparando o desmonte do Iamspe quando não repassa o valor da contrapartida que os servidores hoje pagam. Tirou hoje o Iamspe da Saúde e colocou para a Gestão Digital.

E eu queria mostrar para vocês aqui, que depois está o decreto na sua íntegra, mas pode passar aqui a próxima. Aqui, são as quantidades de servidores que estavam aptos: 900 estariam aptos, em tese, a pedir demissão. Foram registrados 576 pedidos agora, no começo deste semestre. E desses 576 pedidos, 151 são médicos do Iamspe.

O governador Tarcísio está demitindo 151 médicos do Iamspe. Nós estamos falando de médicos que trabalham ali há 15, 20, 30 anos, no Iamspe, que já têm uma tecnologia, já têm um conhecimento da área e são especialistas. E agora, simplesmente, estão sendo demitidos do Iamspe por um interesse direto do governador Tarcísio de desmontar, hoje, um dos principais convênios que os servidores públicos têm no estado de São Paulo.

E o outro item também, de pedidos de demissão, é: o oficial administrativo, 92; auxiliar civil geral, mais setenta e três. O Iamspe já tinha uma carência da área administrativa, da área de suporte, agora vai piorar ainda mais o atendimento aos servidores no Iamspe. Pode passar.

Aqui, eu trouxe alguns dados de alguns serviços que serão ameaçados com o fim do Iamspe aqui no estado de São Paulo. Estamos falando de serviços de cardiologia, de infectologia, clínica médica e a questão da pediatria.

Nós estamos falando desses 500 profissionais que acabaram pedindo demissão, primeiro, por um desmonte que já vinha sendo feito pelo governador do estado de São Paulo, não tinha valorização profissional, não tinha investimento na gestão do trabalho do servidor do Iamspe. E, agora, está tirando mais 500 profissionais da gestão do Iamspe.

Aí o governo ignora reivindicações de servidores por concursos públicos, benefícios congelados, mantém congelados e amplia a terceirização, precarizando ainda mais o serviço. Pode passar.

Temos uma carta aberta que o Centro de Saúde divulgou aqui na região: “O atendimento que você conhece está em risco, e a culpa é de Tarcísio de Freitas, dos Republicanos. Isso significa mais demora para consultas e exames; risco de fechamento de especialidades, como cardiologia e infectologia, e clínica médica; sobrecarga dos profissionais que vão permanecer; queda da qualidade do atendimento; prejuízo à formação de novos médicos por falta de preceptores; aumento da terceirização e piora os serviços que são oferecidos.

A instituição de Saúde está exigindo a abertura imediata de concursos públicos, valorização salarial e melhores condições de trabalho, fim da precarização e da terceirização desenfreada, respeito aos trabalhadores e aos usuários, aumento do Gdamspe e auxílio alimentação, que está em 12 reais desde 2018”. Pode passar.

Então é o governador Tarcísio, acabando com o convênio médico dos servidores, hoje, do estado de São Paulo, e são todos os servidores que hoje usam o Iamspe. Agora, com esse decreto, o governador Tarcísio coloca em risco o convênio médico dos servidores do estado de São Paulo.

Então é um absurdo. Mais um ataque do governador Tarcísio aos servidores públicos do estado de São Paulo. Isso nós não podemos aceitar.

 

O SR. PRESIDENTE - FÁBIO FARIA DE SÁ - PODE - Obrigado, deputado Luiz Claudio Marcolino. Com a palavra o deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Eduardo Suplicy. Vossa Excelência tem um tempo regimental de até cinco minutos, deputado.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, Fábio Faria de Sá, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, hoje estamos pensando no Dia do Trabalhador, no fim da escala 6x1.

Na última sexta-feira, 1º de maio, tivemos o Dia do Trabalhador. A data celebra a luta histórica por direitos trabalhistas originados em 1886, 140 anos atrás, com greves por jornadas de oito horas em Chicago.

Neste ano, aqui em São Paulo, tivemos o ato pelo fim da escala 6x1, e por outros direitos, na Praça Roosevelt. Foi um lindo ato que demonstrou a força das trabalhadoras e trabalhadores.

Relembre que temos um projeto de lei do presidente Lula e uma PEC da deputada Erika Hilton que propõe o fim da escala 6x1. É urgente que a escala 6x1 deixe de existir.

A escala 6x1, caracterizada por seis dias de trabalho com apenas um dia de descanso na semana, ainda estrutura a vida de milhões de brasileiros. Trata-se de uma organização do tempo que, na prática, limita severamente a liberdade individual. O pouco tempo reservado para o descanso restringe o convívio familiar, o acesso à cultura, à Educação e à qualidade de vida. É, portanto, um tema que ultrapassa a esfera trabalhista e toca diretamente no projeto de nação que queremos construir.

Destaco que as pessoas mais prejudicadas com a existência da escala 6x1 são em sua maioria mulheres pobres que se dividem em jornadas quádruplas: trabalhar fora, cuidar de casa, cuidar dos filhos e, com o envelhecimento da população, cuidar de mães e pais idosos.

Além da jornada quádrupla, não podemos esquecer que, em grandes metrópoles, o tempo gasto com deslocamento é altíssimo. Segundo o Censo do IBGE, cerca de 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas no trânsito. É humanamente impossível dar conta de tudo. A realidade é que, mesmo em escala 5x2, essas mulheres seguirão sobrecarregadas, mas já terão pelo menos uma melhora.

O fim da jornada 6x1 também trará outros benefícios, como a melhora na saúde mental, tempo para dormir melhor, se exercitar e cuidar da saúde, mais tempo com a família e vida social, aumento da produtividade, redução de faltas e da rotatividade e, por fim, alinhamento com tendências globais.

 

* * *

 

- Assume a Presidência o Sr. Luiz Claudio Marcolino.

 

* * *

 

O fim da escala 6x1 dialoga também com minha maior defesa, a da implantação de uma Renda Básica de Cidadania. Uma garantia incondicional de uma renda permite ao trabalhador não aceitar qualquer condição de trabalho que lhe apareça pela frente. Para sobreviver, hoje, muitos aceitam jornadas exaustivas, como a 6x1, não por escolha, mas por necessidade. Com a Renda Básica de Cidadania, abre-se a possibilidade de se buscar alternativas de trabalho mais dignas, mais afeitas à vocação pessoal de cada um.

Como bem ressaltou o papa Francisco em seu livro “Vamos Sonhar Juntos”, “no caminho para um futuro melhor, é provável e necessário pensar em uma sociedade onde trabalhemos menos horas, mas com mais dignidade e melhor distribuição das oportunidades”.

A redução da jornada, incluindo o fim da escala 6x1, pode permitir que mais pessoas tenham acesso ao trabalho, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida de todos.

Portanto, o fim da escala 6x1 faz parte de um projeto mais amplo da sociedade no qual a liberdade não é apenas formal, mas real. Essa liberdade real exige condições materiais mínimas, exatamente aquilo que a Renda Básica de Cidadania se propõe a garantir.

Se quisermos construir um Brasil mais justo, devemos ter a coragem de avançar nessas duas frentes. Não se trata apenas de melhorar leis trabalhistas ou de criar programas sociais. Trata-se de redefinir o lugar do trabalho em nossas vidas e de afirmar, com convicção, que a economia deve estar a serviço do ser humano, e não o contrário.

Prezado presidente, deputado Marcolino, consulto V. Exa. se poderia... Não sei se vai haver tempo para mais algum tema de pronunciamento, mas tenho mais dois temas aqui.

 

O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Ainda será possível, deputado Suplicy. Tem alguns deputados para falar ainda no Pequeno Expediente, mas V. Exa. já está inscrito novamente.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Estou inscrito, não é? Muito bem.

 

O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Dando sequência aos oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Donato. (Pausa.). Deputado Luiz Fernando. (Pausa.) Deputado Major Mecca. Tem V. Exa. o tempo regimental de cinco minutos.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados que se encontram nesta Casa, os nossos irmãos de farda, policiais militares que estão presentes aqui garantindo as nossas atividades, assim como garantem o trabalho de todo o povo do estado de São Paulo, em todo o nosso estado.

Presidente, nós acompanhamos no estado de São Paulo, e todos os brasileiros totalmente estarrecidos, revoltados com o estupro de duas crianças, uma criança de sete anos e uma criança de dez anos de idade.

Será que alguém é capaz de imaginar por que é muito importante, principalmente para as autoridades deste país, ter o mínimo de empatia e se colocar no lugar dos pais, dos cidadãos de bem? As autoridades e os políticos deste país se coloquem no lugar do pai e da mãe dessas crianças de sete e dez anos que foram estupradas.

Será que vocês são capazes de imaginar o sofrimento eterno, o sofrimento perpétuo para essas duas crianças e para os seus familiares? Eu digo isso a todos vocês que escutam esta minha fala na tribuna desta Casa Legislativa, porque com certeza os políticos deste país não estão nem aí para o povo. E eu falo isso para vocês porque eu fui policial militar.

Na verdade, eu sou policial militar, mas eu servi nas ruas combatendo o crime por 32 anos, 32 anos nas ruas. Não foi dentro de um gabinete no ar-condicionado, não. Foi nas ruas, embarcado numa viatura, trocando tiro com bandido, prendendo ladrão, passando madrugada em distrito policial, prendendo assassino, estuprador, canalhas de todas as espécies e, ao longo desses 30 anos, assistindo a esses facínoras serem presos pela polícia e sendo soltos logo após.

Vocês sabem por que isso acontece? Porque no Brasil é desenvolvida uma política de esvaziamento dos presídios. No Brasil, é desenvolvida uma política, principalmente pelos partidos de esquerda, pelo PT, pelo Sr. Presidente aí, o Luiz Inácio Lula da Silva, que em suas falas diz: “O ladrão rouba um celular é só para tomar uma cerveja”, e está matando pai e mãe de família, falando que o traficante é vítima do viciado.

Ele veta o fim, ele é contra o fim da saída temporária, da saidinha, a famosa saidinha. Ele é contra, ele é contra isso.

Então, o povo fica à mercê da bandidagem. As nossas crianças, olhem só, duas crianças, uma de sete anos e outra criança de dez anos, que com a conversa de empinar pipa foram arrastadas por quatro adolescentes e um maior de idade. É o adolescente. “Olha, são os anjos que não pode tocar neles, eles não sabem o que fazem. Nossa, diminuição da maioridade penal. Nossa, que absurdo.”

Estão aí matando, roubando, estuprando, acabando com famílias, o povo sofrendo e os políticos assistindo como se nada estivesse acontecendo, como se o Brasil estivesse mil maravilhas. Ainda mais agora, ano de eleição, pelo amor de Deus, agora aparecem os estudiosos que têm a solução para tudo.

E nós, que estamos nas ruas, sabemos que, dia após dia, o sofrimento e as dificuldades do povo são cada dia maiores. A violência é cada dia maior. A ousadia dos criminosos é cada dia pior. É mãe de família que morre por causa de um celular, é a mãe de família que vai no supermercado, é sequestrada, jogada dentro de um porta-malas; e agora esse absurdo: duas crianças estupradas.

Ou a legislação muda neste País e o Congresso Nacional aprova leis para que bandido permaneça preso na cadeia, para que crimes como estupro, crimes como latrocínio, haja prisão perpétua para o ladrão apodrecer na cadeia, ou nós continuaremos testemunhando a nossa sociedade ser disseminada nas mãos de facínoras, bandidos que não valem nada.

 

O SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - Dando sequência aos oradores do Pequeno Expediente, tem a palavra a nobre deputada Marina Helou. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.)

Deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.) 

Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputada Solange Freitas.

Tem V. Exa. a palavra pelo tempo regimental de cinco minutos no Pequeno Expediente.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente, boa tarde a todos. Dia das Mães chegando no domingo, um dia de muita alegria para muitas famílias, para todos nós. Para mim, também é uma felicidade imensa, tenho meu filho Bruno, minha netinha Olívia.

É um dia também de muita reflexão, de tristeza também, porque perdi a minha mãe aos 17 anos, é uma dor imensa que a gente não sabe mensurar, é um sofrimento muito difícil. E nesse domingo também, muitos filhos não vão ter as mães porque elas foram assassinadas por homens que deveriam defendê-las.

Os números de feminicídio continuam subindo. Nos três primeiros meses deste ano, no estado de São Paulo, teve um aumento de 41% nos casos de feminicídio em relação ao mesmo período do ano passado: 86 mulheres assassinadas. São pais que perderam suas filhas e são filhos que ficaram sem a mãe, e essa dor é imensa.

 

* * *

 

- Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.

 

* * *

 

Enquanto outros dados na Segurança Pública do estado diminuem, os relacionados às mulheres aumentam. Agressões às mulheres também cresceram, cresceram 47 por cento entre 2022 e 2026. Estupro de vulnerável também aumentou.

Além de tudo isso, o que o Poder Público faz para ajudar as famílias dessas mulheres vítimas de feminicídio? E vou mais além, o que o Poder Público faz para ajudar as mulheres vítimas de tentativa de feminicídio? Porque as mulheres são mortas, muitas são mortas, com esses números que vão aumentando, e muitas mulheres são atacadas e sobrevivem, mas sobrevivem e sofrem demais com a dor psicológica e a dor física.

O que o Poder Público está fazendo para ajudar essas mulheres? E não falo só do estado de São Paulo, não, em qualquer lugar do País. O que a gente faz para ajudar essas famílias e as mulheres que sobreviveram com sequelas à dor da tentativa de feminicídio? E eu tenho conversado com essas mulheres, eu tenho feito essa escuta, conversado com essas famílias.

Muitas mulheres que sofreram recentemente tentativas de feminicídio estão em cadeira de rodas, outras com diversos tipos de sequelas, muitas com os problemas emocionais e físicos que vão ficar para o resto da vida. E o que nós estamos fazendo para ajudar essas mulheres?

Eu vou citar aqui um caso como exemplo: 29 de dezembro do ano passado, em Cubatão. Kathleen, uma mulher de 28 anos, foi queimada pelo ex-companheiro. Ele ateou fogo pelas costas dela. Ele jogou álcool, ateou fogo. E quando ele foi preso, ele ainda contou uma história fantasiosa para a polícia. A Kathleen, naquele momento desesperada, com o corpo em chamas, correu para o chuveiro e depois foi levada para o hospital.

Mais de quatro meses se passaram e a Kathleen ainda está em um hospital de queimados, com dor 24 horas por dia, fazendo cirurgias de enxerto e, todos os dias, aquelas imagens de desespero e a dor do fogo queimando o corpo assombram essa mulher que tem três filhos. A mais nova, que tem menos de dois anos de idade, também é filha desse monstro. E ela não vê a filha de dois anos há quatro meses, porque, pela idade, ela não pode ser levada para o hospital.

Eu vou encerrar aqui a minha fala, mas com um vídeo da Kathleen. Porque eu conversei com ela recentemente. Ela desabafou. E aí, no final da conversa, eu perguntei: “Você quer gravar algo?” E ela fez um desabafo. Vamos ouvir.

 

* * *

 

- É exibido o vídeo.

 

* * *

 

Essa é a Kathleen, moradora de Cubatão, de 28 anos, que sofreu uma tentativa de feminicídio. E o que nós, no Dia das Mães, vamos dizer para os filhos dessa e de outras mulheres que ainda sofrem com as sequelas de violência doméstica, de tentativa de feminicídio? E o que nós vamos dizer para as mães, para os pais das mulheres que sofreram esse feminicídio? O que nós estamos fazendo?

Muito obrigada.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Permita-me um aparte breve.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - Claro.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Deputado, deputado, eu vou fazer a chamada da lista, aí o senhor pode fazer uma comunicação. Eu abro uma comunicação para o senhor, só para iniciar a chamar o próximo. Aí eu abro uma comunicação para o senhor, só para dar a celeridade para os deputados.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Na hora de falar, eu vou cumprimentar a deputada Solange Freitas pelo que ela trouxe aqui.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Está ok. Parabéns, deputada Solange, tem o nosso apoio.

Dando sequência à Lista Suplementar, o deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputado Reis, tem V. Exa. o tempo regimental.

Deputado Suplicy, se quiser fazer uma comunicação, o microfone está à disposição de Vossa Excelência.

Antes de o orador iniciar sua fala, só anunciar a presença dos alunos da Universidade Estácio de Sá. Sejam muito bem-vindos à Assembleia Legislativa. Parabéns pela iniciativa de conhecer o trabalho legislativo.

Deputado Eduardo Suplicy, tem o tempo da comunicação.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Quero transmitir à deputada Solange Freitas, que trouxe aqui um depoimento muito importante dessa senhora, acho que Solange Freitas, salvo engano, que sofreu violência de seu companheiro. E é muito importante que nós venhamos a tomar as providências para prevenir situações como essas.

E acho que, dentre outras medidas, a própria modificação da jornada 6x1 vai ajudar, assim como também a proposição da renda básica universal para todas as pessoas.

Obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Muito obrigado, deputado.

Tem a palavra o deputado Reis.

 

O SR. REIS - PT - Muito obrigado, presidente, deputado Major Mecca.

Cumprimentar o deputado Suplicy, o deputado Luiz Claudio Marcolino. Cumprimentar o público presente, os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica, da Polícia Penal, todos os funcionários desta Casa. E cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.

Srs. Deputados, público presente, eu quero falar um pouco sobre a questão da pesquisa, a pesquisa Quaest. Ela traz uma análise das candidaturas, das pré-candidaturas a governador do estado de São Paulo. Ela perguntou qual é o maior problema do estado de São Paulo.

Qual é o maior problema? Nós já tivemos períodos anteriores em que o maior problema era o desemprego, que o maior problema é a Saúde, era a Saúde, que o maior problema era a Educação.

Mas a pesquisa traz que o maior problema é a Segurança Pública, o maior problema de São Paulo, a violência, o medo. O povo está com muito medo, medo de sair às ruas. Isso mostra a incompetência da extrema-direita em governar, porque a extrema-direita rosna, grita, fala, mas, na hora de fazer, é muito incompetente.

Vamos pegar o Congresso Nacional, lá tem 400 deputados de direita e de extrema-direita, a esquerda chega a 113. Ué, todas essas questões, “Ah, eu quero prisão perpétua”, vá lá e mude a Constituição - em que pese que será declarada inconstitucional pelo Supremo, mas vá lá e mostre a sua força. Não basta falar, não é ficar falando, vá lá e faça, porque senão não adianta, senão a gente fica fazendo narrativas, a gente fica ali vivendo de narrativas.

Se a extrema-direita tem mais de 300 votos - e tem, chega a 400 votos, e isso foi demonstrado nas últimas votações -, então a extrema-direita tem força para mudar, sim, a Constituição. Ela derrubou a dosimetria. Com essa derrubada da dosimetria, muitos vagabundos vão sair em liberdade, tudo causado pela extrema-direita. Então não é ficar falando, falando, vá lá e faça.

Aqui nesta Casa o PT tem, junto com o PCdoB, 18 deputados e deputadas. O PSOL tem cinco, somos vinte e três. E o PSB tem dois que votam com a gente, e dois que votam com o outro lado. O resto é tudo a base da direita, do centro e da extrema-direita. Eles não conseguem, eles não derrubam o veto do PLC 135. Eles são o governo, eles são aqueles que mandam, porque na hora de votar eles passam o trator, mas, para ajudar o povo, eles não fazem nada.

Falam muito, mas não fazem nada. Falam demais, mas você não vê resultados. E assim é o governo da extrema-direita, é o governo do Sr. Tarcísio de Freitas. Falou muito, arrumou “Operação Escudo”, “Operação Verão”, Operação não sei de onde, operação daqui, operação dali, e a população está aí dizendo que o maior problema é a Segurança Pública.

Ou seja, ao final do seu último ano de governo, não se tem os resultados da sua política de Segurança Pública. O que se vê é a incompetência pura. E esse assunto vai aflorar no debate eleitoral e está aparecendo nas pesquisas.

O que o governo deixou de fazer para que nós chegássemos nessas condições? Não valorizou os policiais, não garantiu que a Polícia de São Paulo ficasse entre as dez mais bem pagas do País, vetou vários projetos bons para os policiais, não estruturou a polícia, não recompôs o efetivo, faltam policiais em todos os segmentos, faltam 10 mil policiais penais, 15 mil policiais militares, 15 mil policiais civis. Tudo fruto da incompetência da extrema-direita, são incompetentes. Além de destruir uma boa parte dos projetos que são aprovados aqui nesta Casa, em benefício dos policiais.

Aí ficam fazendo narrativas, mas a verdade nua e crua é que a extrema-direita, capitaneada pelo seu Tarcísio de Freitas, pelos seus deputados, pelos seus seguidores, pela maioria que tem no Congresso Nacional, são incompetentes.

Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Dando sequência à Lista Suplementar, deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. Tem Vossa Excelência o tempo regimental para o uso da palavra.

 

O SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, aproveitar o momento, queria saudar a presença dos alunos da Estácio de Sá, que hoje fazem a visita aqui à Assembleia Legislativa.

Eu queria também fazer coro, Sr. Presidente, à fala do nobre deputado Eduardo Suplicy, em relação à escala 6x1, fim da escala 6x1, que foi pauta do 1º de maio em todo o Brasil. Aqui no estado de São Paulo, em diversas regiões, região de Osasco, São Bernardo do Campo, estivemos também na cidade de Ferraz de Vasconcelos, agora, neste último domingo, e a pauta é o fim da escala 6x1, sem redução de salário e com a redução da jornada.

Por que é importante tratar um tema como esse, que é um tema, um debate nacional? O estado de São Paulo tem 14 milhões e 900 mil trabalhadores com carteira de trabalho assinada, 14 milhões e 900 mil de trabalhadores com carteira de trabalho assinada. Muitos desses são trabalhadores de bares, hotéis e restaurantes, trabalhadores do comércio, trabalhadores da indústria, trabalhadores do sistema financeiro.

Então nós temos hoje muitos trabalhadores que fazem uma jornada de 44 horas semanais. Então, um debate que está colocado é reduzir a jornada para 40 horas semanais, ou 36 horas semanais, dois projetos, que estão lá em Brasília, sem a redução de salário.

Por que é importante esse debate sem a redução de salário, que nós já ouvimos alguns empresários colocando: “ah, eu sou contra, vai aumentar o desemprego, vai aumentar o custo do produto”. Isso é tudo balela, porque hoje algumas categorias importantes no nosso estado já fazem 40 horas semanais.

Os metalúrgicos trabalham de segunda a sexta, o pessoal da indústria química trabalha de segunda a sexta, os bancários, a jornada dos bancários é de segunda a sexta-feira, alguns 30 horas semanais, alguns 40 horas semanais. Então muitos trabalhadores no estado de São Paulo já fazem 40 horas semanais.

Então esse discurso de que vai impactar a economia paulista é mentira de parte do setor empresarial que tenta colocar medo na população, falando que vai ter desemprego, que vai aumentar o custo do produto.

Nós temos hoje uma série de trabalhadores que, de fato - a exigência hoje -, trabalha no fim de semana, trabalha à noite, o pessoal que trabalha em shopping centers, pessoal que trabalha em fast-food, pessoal que trabalha no Comércio. Esse pessoal trabalha 44, às vezes 48 horas, e nós temos alguns ou muitos trabalhadores que trabalham 12x36.

Nós temos um problema muito sério hoje, que é fruto da reforma trabalhista de novembro de 2017, ainda do ex-presidente Temer, que aprovou uma reforma trabalhista que criou o PJ exclusivo, que acabou, que criou o “part-time”, que acabou, que criou, na verdade, o banco de horas individual.

Hoje o trabalhador e a trabalhadora não recebem mais hora extra pelo trabalho que fazem, esse trabalho que tem que ser feito, no qual é necessária a revogação da reforma trabalhista de novembro de 2017, que tirou o direito dos trabalhadores, que tirou o direito das trabalhadoras.

Então, essa pauta colocada da jornada 5x2. Porque hoje muitos trabalhadores que fazem hora extra trabalham sábado, domingo, feriado, à noite não recebem mais hora extra como recebiam anteriormente.

Isso, em tese, o empresário falava que era um custo para ele a hora extra, hoje faz banco de horas, e cada hora extra feita, cada hora a mais feita do trabalho do trabalhador e da trabalhadora deveria ser compensado 2.2 porque tem impacto das férias, do 13º, do Fundo de Garantia, do descanso semanal remunerado.

Então, para cada hora feita a mais de trabalho, deveria ser compensado 2.2, mas o empresário compensa hora por hora, quando compensa. Então um problema grave e sério que tem hoje no mercado de trabalho, quem é carteira de trabalho assinada, pessoal de CLT, é o não pagamento da hora extra, em virtude do banco de horas, porque esse, de fato, precariza o trabalho, hoje, em todas as áreas.

E nós vivemos e já vimos aqui no estado de São Paulo algum tempo atrás, as farmácias faziam rodízio. Posto de gasolina fazia rodízio. O Comércio fechava aos sábados, praticamente ao meio-dia, os mercados. Então hoje nós queremos discutir uma nova sociedade, mas onde o trabalhador tenha direito a um descanso, pelo menos duas vezes por semana.

O direito ao descanso, o direito à sua família, o direito a ter um descanso para, inclusive, melhorar a produtividade do setor empresarial, porque já foi provado que, quando tem redução de jornada sem redução de salário e quando você tem uma jornada mais flexível, a produtividade do trabalhador é muito maior.

Então o 1º de maio, deputado Suplicy, foi pautado pela questão da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, com o fim da escala 6x1, mas também a igualdade de salários entre homens e mulheres e a defesa dos servidores públicos não só do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil.

Então eu quero deixar registrado, Sr. Presidente, essa pauta do debate da escala 5x2 que vai ajudar e muito a reorganização do mundo do trabalho dos trabalhadores do estado de São Paulo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Dando sequência à Lista Suplementar, deputado Eduardo Suplicy, tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da tribuna.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR – Caro Major Mecca, presidente desta sessão, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, venho aqui fazer uma reflexão sobre a “Cidadania PopRua” e o Censo Nacional PopRua do IBGE.

Na última quinta-feira, dia 30, meu mandato marcou presença no lançamento do jornal do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua e do programa “Cidadania PopRua” ocorrido no teatro do Sesc de Santo Amaro. A “Cidadania PopRua” é uma iniciativa do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania voltada à promoção da dignidade e cidadania da população em situação de rua.

São equipamentos que oferecem atendimento por equipe especializada multidisciplinar com acolhimento humanizado e acesso a direitos, além de serviços como higiene pessoal, guarda de pertences, lavanderia e cuidados pessoais. Serão instaladas sete unidades do “Cidadania PopRua” em São Paulo, nas regiões de Santo Amaro, Cidade Tiradentes, Santana, Cambuci, Vila Leopoldina, Brás e Sé.

No total, serão 47 unidades em 21 unidades federativas, como Brasília, Belo Horizonte e Belém. A proposta é atuar como uma ponte entre a população em situação de rua e os serviços públicos, promovendo cuidado, proteção e construção de vínculos.

Após o evento, os participantes foram conhecer uma das unidades da “Cidadania PopRua”, chamada Chapelaria Social Irmãs Regina e Ivete, uma parceria do Ministério do Desenvolvimento e Cidadania com a associação Rede Rua.

Relembro que as irmãs Regina e Ivete, falecidas há poucos anos, dedicaram as suas vidas à Organização do Auxílio Fraterno, OAF, que desenvolve um importantíssimo trabalho com a população de rua de nossa cidade. Portanto, o nome dado ao novo equipamento é uma justa homenagem a quem fez diferença na vida de tantas pessoas.

Além do lançamento do “Cidadania PopRua”, no evento, foi anunciado o primeiro Censo Nacional da População de Situação de Rua, uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, em parceira com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania. Pela primeira vez, o País contará com o levantamento estatístico exclusivo sobre esse segmento, com metodologia própria construída em diálogo com a sociedade civil.

O coordenador-geral do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda, em sua fala, ressaltou que são anos de discussão para a construção de como... Anderson ainda relembrou de quando fomos ao IBGE em julho de 2019, justamente para pedir que a população em situação de rua seja contada.

Inédita na história do País, a iniciativa produzirá estatísticas oficiais sobre as pessoas que vivem em situação de rua no Brasil, essenciais para a inauguração de políticas públicas mais eficientes e direcionadas. A previsão é de que o censo seja realizado em 2028 com uma prova piloto prevista ainda neste ano em Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Goiânia e Florianópolis.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, esteve presente no evento e afirmou que o censo é uma oportunidade de uma espécie de pagamento de uma dívida que o sistema estatístico tem com uma parcela da população de nosso país.

Ele explicou que até então o censo demográfico só considerava domicílios e endereços fixos, e há uma parte, que infelizmente tem sido crescente no Brasil, daqueles que não têm endereço fixo e estão em situação de rua, explicou.

Ainda segundo Marcio, trata-se de expor aos conjuntos do Governo do Brasil para, a partir da contabilidade do segmento, conhecer melhor quem são essas pessoas, seus problemas e origens.

O tema da população em situação de rua se tornou um tema da agenda nacional pela luta dos vários movimentos sociais que existem há mais de 30 anos e que buscou enfrentar uma herança que vem da origem do Brasil desde a independência, que era a melhor questão social como um caso de polícia, relembrou.

Portanto, quero parabenizar o presidente Lula e toda a sua equipe por esse importante avanço no tema da população em situação de rua.

Presidente Major Mecca, quando houver nova possibilidade, eu estou novamente inscrito para um terceiro pronunciamento final na tarde de hoje.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Tá ok, deputado. O senhor pode se inscrever novamente.

Dando sequência à Lista Suplementar, deputada Solange Freitas tem cinco minutos regimentais para o uso da tribuna.

 

A SRA. SOLANGE FREITAS - UNIÃO - SEM REVISÃO DO ORADOR - Mais uma vez, boa tarde. Eu quero agradecer e informar a presença dos conselheiros do CRT, que estão aqui e que vou recebê-los no meu gabinete. Eles fazem parte do Grupo de Trabalho da Frente Parlamentar de Apoio ao Ensino Técnico e aos técnicos industriais. Então, quero agradecer a presença aqui dos conselheiros: Pedro Paulo; Anizio Josepetti; José Tadeu Pio; Evanildo Camaforte e Valter Casarri. Muito obrigada pela presença de vocês e pela luta pelo ensino técnico.

E agora volto a esta tribuna para falar de um assunto muito sério, é um caso de um edifício residencial particular de São Vicente. Mas o que me deixou ainda mais estarrecida é que, assim, riscos graves de vida a todos os moradores daquele edifício. E a gente precisa ajudar de alguma forma, tomar alguma atitude antes que uma tragédia aconteça, como já aconteceu.

O Condomínio Residencial Solaris de São Vicente enfrenta há anos problemas estruturais severos. A construtora responsável, a Tucson Empreendimentos Imobiliários Ltda, foi condenada pela Justiça a realizar os reparos necessários. O processo foi iniciado em abril de 2019 e após passar por todas as instâncias da Justiça teve uma decisão definitiva em junho de 2024, quando não cabia mais nenhum recurso, e mesmo assim esses reparos não foram feitos.

Segundo os moradores, pelo contrário, eles dizem que a construtora fez algumas intervenções de uma forma irregular, sem o devido licenciamento, sem uma responsabilidade técnica adequada, deixou o local agravando ainda mais os riscos. O resultado disso está visível, gostaria até que a gente colocasse as imagens, enquanto eu falo aqui de como está a situação ali do edifício Residencial Solaris, de São Vicente.

A construtora... Olha só a situação, gente, a cratera que se abriu embaixo desse edifício, gigante. Então o resultado vocês estão vendo aí, olhe como é visível, gente: crateras abertas, desmoronamentos que já teve. Tem um risco real à vida de 177 famílias, são mais de 500 pessoas que moram nesse edifício. E quem mora ali tem todos os dias o quê? Muito medo.

Quando chove, os moradores chegam a ficar cerca de 15 dias sem poder usar o elevador, o poço fica cheio de água, há um risco de vida se os elevadores forem ligados. Então eles ficam 15 dias sem elevador. Idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, famílias inteiras são obrigadas a subirem as escadas, são 20 andares que tem esse edifício.

O mais grave é que esse tipo de situação já mostrou do que é capaz. Em 2020, um idoso de 86 anos morreu dentro de uma casa de repouso, que fica ao lado desse edifício, após o chão ceder e abrir uma cratera durante um temporal. Então uma pessoa já morreu. É uma vida perdida. Ou seja, nós não estamos falando de uma hipótese, nós estamos falando de um risco real.

Enquanto isso, segundo relatos dos próprios moradores, ontem recebi uma comitiva de moradores, falei com o advogado que está cuidando do caso, essa mesma empresa, essa construtora, segue atuando normalmente com outro nome, que é a Vifran Comercial e Construtora Ltda, mas esse problema ela não resolveu.

As famílias estão com medo, sob risco estrutural, enquanto as decisões judiciais são ignoradas. A própria Justiça já reconheceu a gravidade, aumentou a multa para dez mil reais por dia, diante do perigo iminente, mas mesmo assim nada foi feito, nada foi resolvido. Como é que pode uma decisão judicial, que considera o risco iminente de uma tragédia ali, outra tragédia, e mesmo assim nada é feito, nada é resolvido?

Por isso faço aqui um apelo para que haja uma responsabilização efetiva dessa empresa e uma ação emergencial, que as autoridades exijam uma ação emergencial para garantir a segurança dessas famílias, porque o risco de vida é dessas famílias, 500 pessoas que moram nesse edifício, e se acontece uma tragédia? E quem estiver passando por ali também? É um risco real para qualquer pessoa. Não podemos esperar que outra vida seja perdida para tomar alguma atitude, ou a gente vai esperar acontecer uma tragédia?

Então, peço, Sr. Presidente, que essa minha fala seja encaminhada para a Prefeitura de São Vicente, para o Ministério Público de São Vicente e para o Ministério Público do Estado de São Paulo, para que haja uma responsabilização e alguém tome uma atitude, e que essa obra aconteça o mais rápido possível.

Muito obrigada.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Que sejam encaminhadas as notas taquigráficas da fala da deputada Solange Freitas, conforme solicitado.

Dando sequência à Lista Suplementar, deputado Eduardo Suplicy. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para o uso da tribuna.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro Major Mecca, muito obrigado pela sua atenção para comigo.

Venho aqui falar sobre o novo programa, o “Desenrola Brasil”. Quero registrar que ontem, dia 4 de maio, o presidente Lula assinou a medida provisória que institui o novo “Desenrola Brasil”, iniciativa muito importante para enfrentar um problema que hoje angustia milhões de famílias brasileiras.

Antes de falar propriamente do programa, eu preciso reconhecer a gravidade do momento. O endividamento das famílias no Brasil vem atingindo níveis recordes. Mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas. Cerca de 82 milhões de pessoas são inadimplentes.

São mães, pais, trabalhadores, aposentados, estudantes e pequenos empreendedores que perdem o sono, deixam de atender o telefone por medo de cobranças, têm o nome negativado, veem uma pequena dívida se transformar em uma bola de neve por causa dos juros elevados.

O endividamento não é apenas um número em uma estatística econômica; ele entra dentro das casas, interfere nas relações familiares, tira a paz, adoece as pessoas e compromete o futuro.

Há famílias que precisam escolher entre pagar uma parcela, comprar alimentos, quitar a conta de luz ou manter o aluguel em dia. Há jovens que começam a vida adulta já pressionados por dívidas. Há pequenos empreendedores que deixam de investir, contratar e produzir porque estão presos às dívidas caras.

Também precisamos olhar com muita seriedade para o impacto das apostas online, que têm levado muitas pessoas, especialmente as mais vulneráveis, a buscar uma esperança ilusória de dinheiro rápido e, no fim, a se endividar ainda mais.

Da mesma forma, é necessário chamar atenção para a responsabilidade das instituições financeiras que muitas vezes oferecem limites e linhas de créditos incompatíveis com a renda real das pessoas, criando uma situação de superendividamento.

Por isso, quero parabenizar o presidente Lula e o governo federal por enfrentar esse tema com responsabilidade. O novo “Desenrola Brasil” prevê a renegociação de dívidas com descontos que podem chegar a 90%, juros reduzidos, prazo de pagamento e medidas voltadas a famílias, estudantes, aposentados, pensionistas, agricultores familiares, micro e pequenos empreendedores.

No caso das famílias, a medida permitirá renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo crédito pessoal, cartão de crédito e cheque especial. Também estão previstas taxas menores, parcelas acessíveis e a possibilidade de utilização de parte da saída do fundo de garantia por tempo de serviço para abater dívidas.

É muito importante que o Estado brasileiro estenda a mão a quem deseja reorganizar a sua vida financeira. Limpar o nome de uma pessoa não é apenas uma questão econômica; é devolver tranquilidade, dignidade e possibilidade de voltar a planejar o futuro.

Ao mesmo tempo, é fundamental que essa iniciativa venha acompanhada da educação financeira, transparência na oferta de crédito, responsabilidade dos bancos e proteção contra práticas que exploram a vulnerabilidade das pessoas.

O enfrentamento ao superendividamento deve fazer parte de um compromisso permanente, com uma economia mais humana, justa e solidária. Que esse programa possa aliviar a angústia de tantas famílias brasileiras abrir caminho para um crédito mais justo e responsável e renovar a esperança de que o Brasil pode crescer cuidando das pessoas, especialmente daquelas que mais precisam.

Muito obrigado, Major Mecca, pela oportunidade.

Peço a... Se houver acordo...

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Nós vamos abrir o Grande Expediente. O deputado Barba vai fazer uso da palavra. Então, encerramos o Pequeno Expediente, abrimos o Grande Expediente.

 

* * *

 

- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA PL - Com início da lista de oradores do Grande Expediente. Deputado Gil Diniz Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Teonilio Barba. Tem V. Exa. dez minutos regimentais para o uso da tribuna.

 

O SR. TEONILIO BARBA - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, Sr. Presidente, deputado Major Mecca. Saudar o público aqui presente na galeria, me parece que é o pessoal da Estácio, da Universidade Estácio de Sá, saudar todos os trabalhadores desta Casa, as trabalhadoras.

Sr. Presidente Major Mecca e o Sr. Presidente Suplicy, que vai assumir agora a Mesa, sexta-feira, nós... Foi dia primeiro de maio, que é Dia Internacional do Trabalho, cuja imprensa brasileira e a imprensa mundial, dirigida pelos grandes patrões da mídia, insistem em chamar em Dia do Trabalho. Dia primeiro de maio é Dia Internacional do Trabalho.

 

* * *

 

- Assume a Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.

 

* * *

 

Quero saudar as centrais sindicais, que encamparam uma bandeira nesse dia primeiro de maio, que é a bandeira da redução da jornada de trabalho, de 44 horas semanais para 40 horas semanais sem redução de salário, e o fim da jornada 6x1, jornada que maltrata de maneira muito dura as trabalhadoras e os trabalhadores.

O que nós temos assistido? O presidente Lula mandou um PL para a Câmara dos Deputados, para ser discutida a redução da jornada do trabalho e o fim da escala seis por um. A Câmara dos Deputados rejeitou, porque o PL do presidente Lula tratava apenas da votação de maioria simples, presente na Câmara. Se estivessem lá 400 deputados dos 513, os 400 votando e a maioria votasse, já mudaria a jornada de trabalho.

Aí encaminharam a PEC da Erika Hilton, a PEC do deputado Reginaldo Lopes e a PEC da deputada Erika Hilton. Uma PEC é a votação em dois turnos e precisa ter, no mínimo, 308 votos a favor para poder ser aprovada a mudança de uma PEC. Isso é o tratamento que aquela Câmara dos Deputados, juntamente com o Senado, que vira o Congresso inimigo do povo, está dando de tratamento para poder atender exatamente a carta do Ricardo Alban.

Quem é Ricardo Alban? Ricardo Alban é o presidente da CNI, Confederação Nacional das Indústrias do Brasil. Também para atender a pauta do governador Zema, que é contra o fim da jornada seis por um. E o governador de São Paulo não é diferente, porque até agora nós não vimos nenhuma manifestação, não vimos e nem ouvimos, nenhuma manifestação do governador Tarcísio de Freitas dizendo que é a favor do fim da jornada 6x1 e da redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Então esse era um dos pontos de pauta do dia primeiro de maio que nós debatemos pelo Brasil afora. Eu fui trabalhador da indústria por 41 anos. Trabalhei 11 anos na indústria de móveis, depois, cinco anos na Volkswagen, 25 anos na Ford. Quando eu entrei na Volkswagen, a jornada era 48 horas semanais para a gente poder descansar o sábado.

Em uma luta histórica e fenomenal, nós conseguimos, lá em 88, na Constituição de 88, reduzir a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. E a conversa dos patrões, deputada Bebel - tudo bem, minha querida? -, era a mesma. Era que o Brasil ia quebrar com a redução das jornadas, era que o Brasil ia quebrar com a criação do 13º, lá no passado, era que o Brasil ia quebrar com a criação do salário mínimo.

Então essa é a conversa dos patrões sempre. Mas os patrões sempre são apoiados pelos governos de direita e de extrema direita, que é o caso do governador Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas, governador Zema, são esses caras que estão sempre contra os trabalhadores. Estão sempre contra a CLT.

Não é que a CLT tem que caber a todo mundo, mas todo mundo que quiser trabalhar como celetista tem que caber dentro da CLT e ter os seus direitos ali garantidos.

Então, o que nós temos assistido o tempo todo é isso. Então, no dia 1º de maio, além de tratar desse tema, nós também tratamos, a Professora Bebel participou de vários, também tratamos do tema que é a questão do combate à violência contra as mulheres, o tema do feminicídio.

Também tratamos o tema de isenção do Imposto de Renda para as participações nos lucros e resultados, que é a PLR, que no setor público é mais difícil, mas que no setor privado tem. Em alguns lugares no setor público se consegue, em outros não.

Por que empresários não pagam tributos sobre lucro e dividendos e os trabalhadores, quando discutem a participação nos lucros, só têm a isenção até a parcela de cinco mil reais, daí para cima são taxados? A depender do valor, chega até a vinte e sete e meio por cento.

Então, esse debate é muito importante para nós. Por quê? Porque trata de uma redução de jornada e de uma mudança de jornada de 44 horas praticada em seis dias de trabalho no setor, em vários setores, na grande maioria dos setores do País. Setor de serviço, comércio, indústria, setor financeiro, vários setores, transporte, aéreo, terrestre, marítimo, as pessoas trabalhando nessa jornada de seis por um.

E eu fui do movimento sindical durante muitos anos, mais de 30 anos. Nós conseguimos, em negociações coletivas, acordo coletivo, com grupo de fábrica ou com uma fábrica, reduzir a jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário. Isso aconteceu na Volkswagen, na Ford, na Mercedes, na Scania, GM.

Várias empresas onde os trabalhadores estão mais organizados, a gente conseguiu negociar. Mas essa não é a realidade de todos os trabalhadores no Brasil. Então, nós estamos aqui nessa batalha e vamos precisar que todos vocês nos ajudem a enviar mensagem para aquele Congresso inimigo do povo.

Aliás, houve um deputado aqui hoje que falou no Pequeno Expediente que tem que endurecer as penas, e eu concordo que tem que endurecer mesmo, mas não foi o que nós assistimos na quinta-feira.

O que nós assistimos na quinta-feira foi a redução da dosimetria para os golpistas de 8 de janeiro, mas que não vai beneficiar só os golpistas de 8 de janeiro. Vai beneficiar estupradores, assassinos, facínoras, pessoas que cometeram crimes violentos, assassinos de mulheres. Porque vão ser beneficiados.

Porque toda vez que a gente aprova uma nova lei, ela tem que retroagir para beneficiar. Ela aprovou, vale daqui para frente, mas tem que retroagir para beneficiar quem já está encarcerado.

Então, com o Congresso Nacional liderado pelo Alcolumbre e seus 42 senadores que vetaram, lá, o nome do Jorge Messias, na quarta-feira e na quinta-feira aprovaram a redução da dosimetria para poder atender a família Bolsonaro. Mas acharam que atendeu só a família. Vai atender também criminosos de crimes hediondos, crimes violentos.

É engraçado que a grande maioria daquele Congresso é de direita, de centrão, de direita e de extrema-direita. A extrema-direita tem lá um partido que tem 99 deputados, que é o PL. Então, senhoras e senhores, esse vai ser um dos temas do debate da disputa eleitoral deste ano, no mês de outubro, e vai ser um dos grandes debates aqui nesta Casa.

Então quero me solidarizar com todos os trabalhadores e trabalhadoras e dizer que nós jamais vamos abrir mão dessa luta da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é o primeiro passo, para depois buscar uma redução para 36 horas, que é o segundo passo.

E também continuar insistindo na busca permanente por mudar de vez essa maldita jornada 6x1, que só serve para atender aos patrões e aos empresários deste país, e é isso que faz a maioria dos governantes, com exceção do presidente Lula, que é a favor da redução da jornada de trabalho, do fim da escala 6x1, sem redução salarial.

Muito obrigado, Sr. Presidente. (Manifestação nas galerias.)

 

O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Meus cumprimentos, deputado Barba.

Tem a palavra agora, no Grande Expediente, a Professora Bebel, em permuta com o deputado Enio Tatto.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde, Sr. Presidente. Cumprimento a Mesa Diretora de trabalhos, os assessores à minha esquerda, à minha direita, o deputado Barba, aguerrido, como sindicalista que é. Uma vez sindicalista, sempre, não é, Barba?

Também cumprimentar a todos que nos assistem através da TV Alesp e o público que está aqui presente, pronto para fazer o debate sobre o PL 1316, que significa um ataque à educação pública do estado de São Paulo. Então agradeço a presença de vocês. (Manifestação nas galerias.)

Quero dizer que é muito importante que esta Casa, toda vez que tem um tema... Aliás, todos os temas aqui são importantes. E que bom se a gente tivesse o tempo todo o povo aqui, sabe, Barba? Porque acho que muita gente repensaria muito suas posições.

Eu tenho um respeito muito grande com o pensar diferente, mas o pensar diferente não pode ser rolo compressor. Não pode ser maioria ou minoria. A gente tem que mediar minimamente.

A gente ganha às vezes uma eleição e a gente acha que “Ah, não, ganhei a eleição, ganhou, está ganha”. Não é assim. A gente ganha a eleição, mas a gente também tem que governar e, para governar, precisa ter hegemonia. E me parece que esse governo é muito na linha do contar as garrafas, enfim, de certa forma, usar um modus operandi de que a gente discorda.

Bom, de qualquer forma, uma vez eleito - eu sempre tive isso muito claro -, vai se cumprir até 4 de dezembro e espero que em 4 de dezembro a gente tenha a oportunidade de mudar a situação do estado de São Paulo.

Mas quero conversar sobre, enfim... Nós fizemos uma pesquisa sobre o funcionalismo público do estado de São Paulo. Vou começar com a Saúde, a saúde pública do estado de São Paulo.

Vejam vocês: eu estive no Hospital do Servidor. Nós tivemos um ato muito bom, exatamente cobrando para que os servidores públicos pudessem ter um serviço de Saúde, para que eles pudessem, na verdade, ter oportunidade de se tratar. Então a luta nossa está sendo, primeiro, que o governo coloque a cota-parte dele também, porque só nós, servidores públicos, colocamos. Ele tem que colocar, e o servidor público é nosso.

Aquele terreno que lá está e que foi construído... Veja, o terreno foi doado por uma professora, e depois nós conseguimos ir aos poucos depositando dinheiro. Aí veio os 2%, e é desta forma que os servidores públicos, o servidor público do estado de São Paulo, o hospital, o Iamspe, ele se banca.

Mas há um processo de terceirização, há um processo de incentivar a demissão, e nós não podemos aceitar, por quê? Nós queremos que os servidores públicos sejam concursados e não terceirizados, porque a gente sabe que a qualidade do serviço público piora e piora muito.

Então, abrindo a pesquisa. Primeiro, aqui está a média de idade na Saúde. Veja e é bom observar. Olhe aqui, quem trabalha na Saúde é um quadro composto de quase 70%, 68,9%, e homens, 31,1 por cento.

E, contra a raça, a cor, raça, nós temos 31% da população negra e não negra, 68%, 68,1 por cento. Identidade de gênero, cis feminino, 63%, cis masculino, 31%, 31,1%, outros, 3,4%, não declarado, 1,7 por cento. A idade ali varia de 65 anos ou mais, 21,8%, de 35 a 45 anos, 13 por cento.

Portanto, vocês veem o envelhecimento também na Saúde, nos trabalhadores da Saúde. Não é pouco significativo. De 50 a 54 anos, 54,7 por cento. Quer dizer, já é algo para acender um sinal amarelo.

 

* * *

 

- Assume a Presidência o Sr. Teonilio Barba.

 

* * *

 

Bom, formas de inserção ocupacional. A média de anos de trabalho na Saúde pública é de 29 anos, essa é a média. Nós temos, no município, administração diretamente pela secretaria municipal, 14,3%, outros, 8,4%, estadual, administração diretamente da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, 44,5%, administrado por autarquia ou fundação, 13,4%, estadual gerenciado por OS, que é, na verdade, uma terceirização, 13,4 por cento.

Então, os trabalhadores da Saúde têm resistido também às OS. E as condições de trabalho? Porque, quando a gente vai debater eles falam: “Ah, mas...” As condições de trabalho, gente, a jornada média são 28 horas, de forma presencial, 90%, híbrido, 1,7%, remoto, 7,6 por cento.

Trabalho adicional ao realizado na pública, ou seja, a pessoa busca outra fonte de renda, 26%, sim, 73,9%, não. Perfil de trabalho, 25 horas, atividade exercida, 80%, saúde, cuidado, 3,3%, outro tipo, 16,7 por cento.

Aqui é a distribuição dos respondentes, segundo a percepção da intensidade digital em rotinas da saúde, nos últimos cinco anos: 62,2%, registram plano de trabalho ou planejamento de tarefas ante 33% e 4,2 por cento. Quer dizer, 33% ficou igual, 4,2% diminuiu.

Bom, 64% diz comprovar ou registrar a efetividade das tarefas realizadas - atendimento, consulta, leitura de exames, distribuição de medicamentos ou aplicação de vacinas. Você vê que aumentou. Ficou igual, 32%, e diminuiu 2,5%; 65,5%, registro do prontuário, e boletins de acompanhamento de pacientes e grupos familiares.

Aqui é o papel da digitalização no trabalho da Saúde. Eu sou contra a digitalização? Se ela for positiva, não. Mas, dessa forma, está sobrecarregando os funcionários da Saúde, assim como, depois vamos ver, a da Educação também. Próximo.

A distribuição dos respondentes, segundo a percepção do impacto sobre a extensão da jornada. Extensão do trabalho motivada pelo uso de ferramentas digitais na Saúde pública. É importante entendermos isso, porque as pessoas falam: “Mas o sindicato, a Apeoesp, está contra, o SindSaúde está contra. Não.

O que nós não queremos é que, aliás, o trabalho digital seja um meio, não pode ser um fim. E isso nos leva a um adoecimento, porque há muita pressão sobre nós. Vocês vejam que os números são altíssimos, 72,3, 68,9, 60 e 37 ponto... Então, vocês vão vendo de acordo com o tipo de tarefa que eles desempenham. Próximo, por favor.

Aqui, proporção dos respondentes, segundo a associação entre o uso das ferramentas, aspecto da gestão algorítmica. Isso aqui, eles se sentem muito vigiados, e controle sobre o seu trabalho, 73% dizem isso. Metas individuais, 58,3 por cento. Recompensas ou reconhecimento da unidade de saúde ou divisão de trabalho, 20,2. Associação entre metas, controles e recompensas individuais, 13,4. Nós estamos próximos.

Por favor, só para eu terminar. Proporção que aqui é importante. Esse é um quadro. Os que responderam associam o adoecimento físico ao trabalho na Saúde pública, ou seja, a falta de condições, a falta de valorização, tudo isso leva, e um quadro altíssimo de 72,3% ante aqueles que se afastaram do trabalho da saúde, 54,5% se afastaram, por adoecimento. É um número significativo. É alto. Próximo, rapidamente.

Proporção de quem respondeu que associa adoecimento mental, mental. Nós estamos falando de uma doença que é do século, é de agora: 81,1% tem esse adoecimento, e que se afastou por adoecimento mental, 16 por cento.

Para fechar, próximo.

 

O SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - Conclua para nós, professora.

 

A SRA. PROFESSORA BEBEL - PT - Agora eu vou concluir. É, diz que eu já concluí mesmo, professor, deputado, presidente Barba agora. Deputado Barba. Então, gente, para terminar, eu quero dizer... só que tem gente que deixa dois minutos ali rodar, fica tudo bem, mas eu vou respeitar o meu presidente.

Eu quero dizer para vocês o seguinte, é muito importante o debate que nós vamos fazer hoje sobre esse 1316, esse PL, que tenta justificar por que não pode deixar os professores faltarem. E os professores têm faltado não porque eles querem, porque eles têm estado doentes.

Nós precisamos dar força para os trabalhadores da Saúde, para os servidores públicos do estado de São Paulo, e vocês são usuários de todo o serviço público do estado de São Paulo.

Muito obrigada. (Palmas.)

 

O SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - Obrigado, deputada Professora Bebel. Seguindo a lista do Grande Expediente, chamar a deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Lucas Bove. (Pausa.) Deputada Dani Alonso. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)

Deputado Eduardo Suplicy, tem o tempo regimental de dez minutos.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Barba, quero também cumprimentar todos os servidores, estudantes, professores que estão aqui presentes e que saudaram o brilhante pronunciamento da Professora Bebel, uma grande defensora do aperfeiçoamento da Educação em nosso país.

Senhoras... E, então, eu queria lhes dizer de quanto tenho me preocupado com a paz mundial. Os passos que têm sido dados pelo presidente norte-americano, Donald Trump, têm assustado o universo. E li hoje na imprensa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se dirigir aos Estados Unidos para um encontro com o presidente Donald Trump.

E eu espero que, nesse encontro, possa o presidente Lula recordar daqueles grandes líderes pacifistas que procuraram mostrar ao mundo que era possível realizar grandes modificações na história de cada país através da não-violência. Líderes, por exemplo, como Mahatma Gandhi, que conseguiu, através dos métodos da não-violência, fazer com que alcançasse a independência da Índia.

Líderes também como Nelson Mandela, que depois de mais de 27 anos preso, detido, saiu da cadeia para governar o seu país, promovendo sempre a paz dentro do país e com outros países.

Também, seguindo o exemplo das palavras de Martin Luther King Jr., que falou do seu sonho de que, em um dia, lá nos Morros Vermelhos da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos serão capazes de se verem juntos na mesa da fraternidade.

Também quero aqui lembrar Madre Teresa de Calcutá, que foi uma outra grande líder pacifista, assim como Dalai Lama, Albert Einstein, Desmond Tutu, Dom Helder Câmara, Maria da Penha, Adolfo Pérez Esquivel, Sérgio Chaves e muitos outros que sempre procuraram transmitir que o importante é podermos persuadir as pessoas das nossas razões, mas sempre através da não violência.

Então hoje aqui quero reiterar a importância desse encontro que possivelmente o presidente Lula terá com o Donald Trump, e eu espero que ele possa transmitir algumas lições recordando as ações, as atitudes desses líderes que mostraram, através da história, que é possível, sim, transformarmos a sociedade em uma direção de um país justo, solidário, fraterno, através da não violência.

Então é isso o que eu gostaria hoje de transmitir a todos vocês.

Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - Sr. Presidente, venho solicitar a suspensão da sessão até as 16 horas e 30 minutos, para que então possamos continuar...

 

O SR. PRESIDENTE - TEONILIO BARBA - PT - É regimental o pedido de Vossa Excelência. A sessão está suspensa até as 16 horas e 30 minutos.

Muito obrigado.

 

* * *

 

- Suspensa às 15 horas e 30 minutos, a sessão é reaberta às 16 horas e 32 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Reaberta a sessão. Ordem do Dia.

 

* * *

 

- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

* * *

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Ediane Maria, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de receber uma homenagem na Câmara Municipal de Jundiaí, bem como participar de eventos na cidade, a realizarem-se nos dias 5 e 6 de maio do corrente ano, a ser custeada via verba de gabinete.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o requerimento da nobre deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões do Congresso Nacional, a realizarem-se nos dias 5 e 6 de maio do corrente ano, em Brasília, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Carla Morando, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar do “Encontro de Líderes Apas”, Associação Paulista de Supermercados, a realizar-se do dia 28 de maio a 4 de junho do corrente ano, em Portugal, sem ônibus para este Poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Lucas Bove, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar do evento “BioSummit”, a realizar-se nos dias 6 e 7 de maio do corrente ano, no município de Campinas, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não?

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Eu tinha pedido pela ordem antes de o senhor colocar em votação, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não?

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - O senhor fez uma leitura, e eu fiquei em dúvida, consultei o autor e continuo em dúvida. Do que se trata o requerimento de comissão de representação do deputado Lucas Bove?

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Deputado Lucas Bove, com a finalidade de participar do evento “BioSummit”.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - “What is ‘BioSummit’”?

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - “I don't know”.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Então, como é que eu voto uma coisa que nem eu, nem o senhor, não, e o deputado está aqui. (Palmas.) Não, eu não tenho nenhum problema, mas eu queria entender o que é, só isso.

Se puder esclarecer...

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É, se o senhor quiser uma cópia do requerimento... Mas já foi aprovada.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Não, não é cópia, a cópia não diz nada.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Mas já foi aprovada, deputado.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - É, eu sei que o senhor aprovou, mas o senhor aprovou o que o senhor nem sabe.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Não é questão que não sabe.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - É que ele não explicou, não é?

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É questão que nós não sabemos.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Por isso que eu pedi pela ordem.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - A questão é que nós não sabemos essa questão, viu, deputado? Eu acho que é que, olha, todas as vezes a gente vai procurar também saber todos os requerimentos aqui.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Não, Sr. Presidente, quando diz assim, olha: “para representar a Apas, em Portugal”, eu sei o que é a Apas. “Para representar a Câmara, no Congresso”, eu sei o que é o Congresso. Para representar a “Bioisf”... “Bio”... Eu não sei o que é isso.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Mas, deputado, é um evento.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Não, eu estou só colocando para o senhor, mesmo porque eu pedi antes que o senhor votasse. Então, para não ter dúvida, o senhor está dizendo que está votado, eu estou entendendo.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Mas, deputado...

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Eu registro aqui a minha contrariedade.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Deputado, esse requerimento está no grupo de líderes desde ontem. Você poderia ter pedido para o seu líder, para o seu líder separar o que era.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Sr. Presidente, desculpa, mas o líder não é o que lê o requerimento, é o senhor.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Mas é o que vai informar os requerimentos que tem na pauta.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Sim, mas o senhor, que é o presidente, no mínimo, com o autor ao lado, podia ter questionado o autor.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Não é a praxe desta Presidência, V. Exa. sabe disso, desta Assembleia Legislativa. É um evento da Agricultura, não é a praxe desta Presidência, e nem dessa Assembleia Legislativa, o senhor sabe.

Muitas vezes, Vossa Excelência já fez aqui requerimento de comissão de representação.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - É claro.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - E ninguém questionou a V. Exa. o significado. Então acho que o senhor realmente está aqui. Se o senhor quiser estar aqui.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Eu pego já. É que alguém vai descer.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Por favor.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Sr. Presidente, só pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não?

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Quando a representação é clara, ninguém questiona. É claro, o senhor leu todas aqui, eu tive toda clareza. Apas em Portugal, representar no Congresso, tudo claro. O que eu tive dúvida, e por isso fiz o questionamento ao senhor, e não ao meu líder, era se havia uma forma de explicar o que era esse requerimento do deputado. Mas o senhor já votou, está aprovado.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado, deputado.

Há sobre a mesa requerimento da nobre deputada Delegada Graciela, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento, para a constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de uma série de eventos do Governo do Estado, realizados nos dias 6 e 7 de maio do corrente ano, nos municípios de Ribeirão Preto e Jaboticabal, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar. Em votação...

 

O SR. MAURICI - PT - Sr. Presidente

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pois não?

 

O SR. MAURICI - PT - Eu queria apresentar uma questão de ordem.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Só terminar aqui, deputado?

Em votação. Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Questão de ordem, deputado Maurici.

 

O SR. MAURICI - PT - PARA QUESTÃO DE ORDEM - “À Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Referente à constituição de uma comissão temporária, comissão de representação. Representação da Assembleia Legislativa. Inexistência de ato externo. Interpretação do Art. 35, caput, do Regimento Interno, Art. 1º, III, da Constituição Federal.

Nos termos do Art. 260 do Regimento Interno, formula a presente questão de ordem, tendo a fim de que seja esclarecida a interpretação do Art. 35, caput, do Regimento Interno.

Prescreve a disposição, cuja interpretação se pretende esclarecer que:

Art. 35 - As de representação têm por finalidade representar a Assembleia em atos externos.

De acordo com os exatos termos da disposição regimental, a representação, a cargo do órgão fracionário é da Casa Legislativa, considerada como um todo. No caso concreto, requerimento 1382, de 2026, propõe “a constituição de uma comissão de representação, a fim de representar a Assembleia Legislativa em visita institucional à sede dos Arautos do Evangelho, em Girona, na Espanha, entre os dias 27 de abril e 4 de maio, sem ônus para esta Casa”.

Conforme a justificativa, a entidade consiste em uma das mais notáveis associações católicas do mundo, e visita teria como objetivo “fortalecer os laços de cooperação entre o Parlamento paulista e uma das mais expressivas organizações católicas”.

O Papa Francisco, pontífice que conduziu a Igreja de Roma até seu falecimento no ano passado, afirmava que, “na relação entre Jesus e o Pai, a graça libertadora de uma dependência filial e não servil, rica de sentido e de responsabilidade e animada pela confiança recíprocas”.

Em documento recente, liberado por força de decisão judicial, constam denúncias de abuso de toda a ordem que inclui o uso indiscriminado de armas de fogo, suicídios ou acidentes não explicados e condutas filmadas de religioso em atitude violenta contra adolescentes. Não bastasse isso, há conduta no CONDEPE sendo apurada.

Há, ademais, uma inequívoca contradição entre a orientação do pontífice e a conduta da entidade em questão, o que lhe justificou a intervenção, que ainda não cessou, em função de denúncias de abusos a direitos de internos.

Neste sentido, exceto que a associação é questionada inclusive no âmbito da Igreja Católica Apostólica Romana e as graves denúncias recebidas pelos órgãos, deveria ser o suficiente para que esta Casa se abstenha de estreitar relações com essa instituição até que esses fatos sejam cabalmente esclarecidos.

Com efeito, é reconhecida a importância dos Direitos Humanos como valor universal e padrão mínimo para convivência e é exatamente nesse ponto que residem as denúncias que pesam contra essa associação e que ainda justificam a intervenção do Vaticano e as investigações em curso. De modo que esta Casa, institucionalmente, não poderá “fortalecer os laços de cooperação entre o Parlamento paulista” e especificamente essa instituição católica, visto que está sob escrutínio pela potencial violação de direitos humanos básicos.

Assim, é a presente para requerer seja prestado por V. Exa. o esclarecimento a respeito da necessidade de que apenas sejam aprovadas representações desta Casa em situações em que não existam indícios fundados de violação do princípio da dignidade humana da pessoa humana, interpretando conjuntamente o Art. 35 do Regimento Interno e o Art. 1º, inciso III da Constituição Federal.

Sala de Sessões,

Deputado Maurici.”

Obrigado.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Obrigado, deputado.

Esta Presidência recebe a questão de ordem de V. Exa. e responderá no momento oportuno.

Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Carlos Giannazi, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reuniões e eventos de servidores da Educação estadual e municipal, a realizarem-se nos dias 4 e 5 de maio do corrente ano na região de Presidente Prudente, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa requerimento do nobre deputado Luiz Fernando Teixeira Ferreira, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de reunião com a Superintendência da Caixa Econômica Federal e de reuniões com ministros do governo federal a realizarem-se nos dias 12 e 13 de maio do corrente ano, em Brasília, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Havendo acordo de lideranças, peço o levantamento da presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje. Lembramos, ainda, da sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão.

Está levantada a sessão.

 

* * *

 

- Levanta-se a sessão às 16 horas e 43 minutos.

           

* * *