
11 DE JUNHO DE 2026
77ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: OSEIAS DE MADUREIRA e CARLOS GIANNAZI
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - OSEIAS DE MADUREIRA
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h07min.
2 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - PRESIDENTE OSEIAS DE MADUREIRA
Registra a presença do Pastor Adilson, em plenário.
4 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
5 - OSEIAS DE MADUREIRA
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - OSEIAS DE MADUREIRA
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
7 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Parabeniza o deputado Oseias de Madureira por seu pronunciamento. Anuncia alunos e professores da Escola Estadual Professora Luzia de Abreu, de Nova Europa, presentes nas galerias. Convida a todos para a audiência pública em defesa do Instituto Adolfo Lutz, a realizar-se hoje, após a presente sessão, no plenário Dom Pedro I. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 12/06, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 14h25min.
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ÍNTEGRA
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Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Oseias de
Madureira.
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Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
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O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o Expediente.
Convidamos os oradores inscritos em
sequência para que façam uso da palavra. Convidamos o nobre deputado Luiz
Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Bruno
Zambelli. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes.
(Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputada Delegada Graciela. (Pausa.) Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputada
Marina Helou. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)
Deputado Caio França. (Pausa.) Deputado
Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputada Beth Sahão. (Pausa.) Deputada Professora
Bebel. (Pausa.) Deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Deputada Leci Brandão.
(Pausa.)
Deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.)
Deputado Itamar Borges. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputado Edson
Giriboni. (Pausa.) Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi.
(Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi.
Estando presente, o deputado tem o
tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Oseias de Madureira, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, telespectador da TV Assembleia, quero
primeiramente, Sr. Presidente, aqui, repudiar veementemente o que a gestão
Ricardo Nunes está fazendo com a cultura do nosso município, aqui em São Paulo.
Não contente em
destruir, em desalojar, em exterminar o Teatro de Contêiner, que ficava na
região da Luz, não contente em demolir também o Teatro Vento Forte, que ficava
dentro do Parque do Povo, aqui perto, na região, ele agora está atacando também
os grupos teatrais.
É um governo
contra a cultura. Além de ser contra a educação, agora ele ataca
sistematicamente a cultura, sabotando, inviabilizando, o financiamento do fundo
que nós criamos de fomento, de uma lei de fomento. Inclusive, eu era vereador
quando essa lei municipal foi aprovada aqui no município de São Paulo.
Refiro-me aqui
à Lei nº 13.279, de 2002, que nós aprovamos na Câmara Municipal de São Paulo no
final de 2001. Ela foi sancionada, salvo engano, no início já do ano de 2002,
na gestão Marta Suplicy, projeto de lei que foi apresentado pelo vereador
Vicente Cândido, que nós lutamos para que ele fosse aprovado, foram realizadas
várias audiências públicas.
Então, essa Lei
do Fomento ao teatro municipal é uma conquista histórica da classe artística e
da cidade de São Paulo. E agora, a Lei de Fomento está sendo aqui sabotada pela
atual gestão, pela Secretaria da Cultura. Nós estamos já na 46ª edição, e houve
uma sabotagem.
Os vários
grupos culturais estão mobilizados e estão denunciando; grupos como o Teatro
Oficina, por exemplo, que está sendo atacado por essa determinação da gestão
Ricardo Nunes, e o grupo Mungunzá, que já perdeu seu espaço na região da Luz,
que teve seu espaço ali demolido de forma covarde pela atual gestão municipal.
E agora vários
grupos, são quase 70 projetos que foram aprovados pela comissão, mas foram
sabotados pela atual gestão, porque é uma lei, existe uma legislação, existe um
procedimento, existem critérios objetivos que devem ser atendidos para que haja
o financiamento para os grupos de teatro da cidade de São Paulo.
Então, há todo
um regramento. E esse regramento foi seguido pelos grupos, tanto é que a
comissão, que também faz parte da lei, a lei municipal, que nós aprovamos em
2001, e foi sancionada em 2002, cria uma comissão com indicações de membros do
governo e também dos grupos teatrais ali que estão fiscalizando.
Então, houve o
atendimento às regras, aos critérios estabelecidos. E, no entanto, a prefeitura
sabotou, inviabilizou, Sr. Presidente, todos esses grupos de teatro.
Logicamente que
nós estamos aí com o nosso movimento, com o nosso coletivo Educação em Primeiro
Lugar, com a deputada federal Luciene Cavalcante, com o vereador Celso
Giannazi, da Câmara Municipal, que está acompanhando bem de perto esses ataques
contra a cultura.
Nós estamos
ingressando com representações no Tribunal de Contas do Município, no
Ministério Público Estadual, tomando várias providências para reverter esse
gravíssimo ataque, essa sabotagem à cultura da cidade de São Paulo, sobretudo
aos artistas e ao teatro de São Paulo.
Quero, ainda,
Sr. Presidente, para concluir a minha intervenção, dar uma notícia importante
para o Magistério nacional. Eu me refiro aqui à aprovação, ontem, no Senado
Federal, de um projeto de lei, o PL nº 96, de 2024, do deputado Idilvan
Alencar.
Ele é do Ceará,
mas milita muito na área da Educação, nosso parceiro, junto com a deputada
federal Luciene Cavalcante, aqui de São Paulo, e ele aprovou um projeto
importante que vai mudar a LDB de tal forma que o Magistério todo do Brasil, o
Magistério público, terá condições, terá oportunidade, de fazer mestrado,
doutorado, pós-graduação em geral, seja strictu sensu, seja lato sensu, cursos
de aperfeiçoamento, com liberação, com licença remunerada.
Então, é um
avanço importante da nossa Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O
projeto foi aprovado já no Senado, agora só falta ser votado no plenário do
Senado e ele vai, após essa aprovação, para a sanção do presidente Lula.
E tenho certeza
que o presidente Lula vai sancionar em caráter de urgência esse importante
projeto que vai obrigar todas as redes de ensino, as redes estaduais e as redes
municipais, a concederem, darem esse direito para o aperfeiçoamento do
Magistério público, seja ele municipal, seja estadual, seja ele federal, para
que as pessoas possam se aperfeiçoar, mas com condições objetivas financeiras.
Por isso que o
projeto traz a questão da liberação da licença remunerada. A pessoa vai fazer
um mestrado na sua área, um doutorado, ou mesmo uma especialização, e ele terá
esse benefício, que é uma reivindicação histórica do nosso Magistério.
Infelizmente,
aqui no estado de São Paulo, nós temos grandes dificuldades em relação a esse
tema. Então, esse projeto de lei é muito importante e é mais importante ainda
que ele seja aprovado imediatamente no plenário do Senado e sancionado pelo
presidente da República.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PL - Muito
obrigado, nobre deputado. Convidamos o deputado Thiago Auricchio.
Antes, porém, eu gostaria de registrar
a presença do nobre colega, do nobre amigo, pastor Adilson, que nos prestigia
neste plenário. Desejar as boas-vindas. Muito obrigado pela presença.
E eu quero devolver, pedir ao nobre
deputado Carlos Giannazi que continue presidindo a sessão.
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* *
-
Assume a Presidência o Sr. Carlos Giannazi.
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O SR. PRESIDENTE – CARLOS GIANNAZI – PSOL -
Dando sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a
palavra o deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Com a palavra o deputado Paulo
Mansur. (Pausa.) Com a palavra o deputado André Bueno. (Pausa.)
Com a palavra o deputado Luiz Fernando
Teixeira. (Pausa.) Com a palavra a deputada Monica Seixas. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Ediane Maria. (Pausa.) Com a palavra o deputado Jorge Wilson
Xerife do Consumidor. (Pausa.) Com a palavra o deputado Marcos Damasio.
(Pausa.) Com a palavra o deputado doutor Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Com a
palavra a deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rafael
Saraiva.
Na Lista Suplementar, agora com a
palavra o deputado Oseias de Madureira, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. OSEIAS DE MADUREIRA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs.
Deputados, público presente aqui no plenário, saudá-los bem-vindos, aos
funcionários, à Polícia Militar, a todos, meu muito boa-tarde.
Sr. Presidente,
eu subo hoje a esta tribuna para manifestar a minha indignação com a forma que
a Enel tem tratado os consumidores no estado de São Paulo.
Mais uma vez eu
me deparo com uma situação que evidencia a falta de transparência, a
dificuldade de atendimento e o descaso com milhares de paulistas que enfrentam
diariamente ao buscar uma solução com a Enel para problemas relacionados à
concessionária.
O que deveria
ser simples, Sr. Presidente, se
transforma em uma verdadeira via crucis para o próprio consumidor. Em um caso
específico, nós estamos tentando resolver uma situação junto à concessionária
há vários meses, sem obter uma solução efetiva, sem obter uma decisão
necessária.
Já utilizei, Sr. Presidente, dos canais de
atendimento que a própria empresa disponibiliza, apresentei as informações
necessárias, e buscamos reiterar e buscar de forma concreta uma resposta da
empresa para um problema que permanece até hoje sem solução.
Essa
experiência me permitiu vivenciar na prática a dificuldade de atendimento
eficiente que os consumidores recebem da Enel no seu dia a dia. E é justamente
por estar enfrentando esta situação há tanto tempo, eu consigo compreender
ainda mais a frustração da população paulista.
Se um
consumidor precisa de meses para resolver uma demanda legítima, algo que está
errado no módulo de atendimento e na relação da concessionária com o cidadão, a
pergunta que eu faço: até onde nós vamos caminhar com esse descaso da Enel
junto aos consumidores?
E aqui eu faço
uma reflexão. Se uma situação como essa gera um transtorno, gera dificuldade
para quem possui acesso aos canais institucionais e busca resolver os seus
direitos de forma organizada, é impossível não pensar na quantidade de cidadãos
que enfrentam obstáculos ainda maiores, todos os dias, junto a esta
concessionária.
Quantas pessoas
deixaram de resolver os seus problemas por falta de atendimento adequado?
Quantos sofrem prejuízos sem obter respostas claras? A Enel presta um serviço
essencial à população.
Não estamos
falando de um serviço opcional. Energia é uma necessidade básica para a
família, para o comércio, para as igrejas, para os hospitais e para o
funcionamento de toda a sociedade. Por isso, o mínimo que se espera é respeito
ao consumidor, transparência nas informações e eficiência na prestação de
serviços.
Infelizmente, o
que vemos são reclamações recorrentes sobre falhas de atendimento, dificuldade
para obtenção de respostas, demora na solução de demandas e problemas que se
arrastam por dias após dias e meses. E a população, o que ela faz?
Sr. Presidente,
ela paga muito caro pela energia elétrica e não tem o direito de ter como
resposta um serviço compatível com o valor com que essa empresa cobra dos seus
consumidores.
Esta Assembleia
Legislativa já promoveu uma CPI para investigar a atuação da empresa e ouvir as
inúmeras reclamações da população paulista. No entanto, os relatos continuam
chegando de todas as regiões do Estado, demonstrando que os problemas persistem
e que os consumidores continuam sendo prejudicados.
Diante deste
cenário, Sr. Presidente, nós estamos trabalhando para a abertura de uma nova
comissão parlamentar de inquérito, para que possamos aprofundar as
investigações, ouvir a população e mensurar a real dimensão dos prejuízos
causados por essa concessionária.
O que está em
jogo não é apenas a qualidade do serviço, o que está em jogo é o respeito à
população paulista. Não podemos aceitar milhares de consumidores serem
prejudicados e continuando a enfrentar a dificuldade quando pagam por um
serviço que deveria ser prestado com eficiência, com responsabilidade e com
compromisso.
Eu digo ao Sr.,
Sr. Presidente, e termino aqui, a população merece resposta, merece respeito e
merece uma prestação de serviço à altura daquilo que se paga mês após mês. A
Enel precisa nos responder, a Enel precisa ser investigada.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. OSEIAS DE MADUREIRA - PL - Sr. Presidente, neste
ato, havendo acordo das lideranças, eu solicito o levantamento da sessão.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Antes de fazer
o levantamento, deputado Oseias, primeiramente, parabéns pela a sua denúncia,
pelo o seu pronunciamento e conte com nosso total apoio para assinar, toda a
nossa bancada vai assinar o seu pedido de CPI.
Gostaria também aqui de anunciar, antes
de encerrar a sessão, a honrosa presença dos alunos e professores da Escola
Estadual Professora Luzia de Abreu, uma turma do ensino médio, da cidade de
Nova Europa. Sejam bem-vindos e bem-vindas aqui à Assembleia Legislativa de São
Paulo.
E, também, ainda quero convidar a todos
para participar: nós vamos realizar agora, já, no primeiro andar, no Plenário
Dom Pedro I, uma importante audiência pública em defesa do Instituto Adolfo
Lutz, que está sendo atacado pelo governo Tarcísio de Freitas. Querem, na
verdade, transferir o Instituto dos prédios, ali na Dr. Arnaldo, para um outro
lugar.
Haverá um desmonte, não só da estrutura
física, mas da pesquisa realizada por esse importante instituto. Nós estamos lá
com a APQC, com os trabalhadores, com os pesquisadores, sobretudo os
funcionários, para denunciar esse ataque à pesquisa, à ciência e à medicina do
estado de São Paulo.
Havendo acordo de lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
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- Levanta-se a sessão às 14 horas e 25
minutos.
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