6 DE ABRIL DE 2026

14ª SESSÃO SOLENE PARA OUTORGA DE COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO AO MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA

        

Presidência: ANDRÉ DO PRADO e OSEIAS DE MADUREIRA

        

RESUMO

        

1 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Abre a sessão às 20h35min.

        

2 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia a composição da Mesa; e oração pelo reverendo da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, Arival Dias. Convida o público para ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro", executado pela Banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

        

3 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO

Informa que convocara a presente solenidade para a "Outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao ministro André Mendonça", por solicitação do deputado Oseias de Madureira. Agradece a presença de todos. Cumprimenta as autoridades presentes. Diz ser esta uma importante, significativa e justa homenagem, nascida do reconhecimento do ministro André Mendonça. Afirma que a trajetória do ministro honra o Brasil e as instituições, mostrando que o serviço público pode ser exercido com seriedade, equilíbrio, preparo e compromisso com a Constituição Federal. Discorre sobre a trajetória do ministro André Mendonça. Destaca a forma como o ministro exerce seu cargo, com dignidade e fazendo o certo pelo motivo certo. Ressalta a responsabilidade de sua missão no STF, com respeito ao Estado de Direito. Cita a intensidade, o preparo e a responsabilidade do homenageado. Demonstra o seu respeito à história e à caminhada de André Mendonça e a admiração de todos desta Casa.  

        

4 - OSEIAS DE MADUREIRA

Assume a Presidência. Cumprimenta as autoridades presentes. Diz ser uma honra presidir esta grande solenidade. Afirma que a trajetória do ministro orgulha o País. Destaca a confiança que a Nação deposita em sua conduta. Ressalta a atuação do ministro com integridade do caráter, firmeza das convicções, justiça com equilíbrio, defesa das liberdades individuais e defesa da Constituição Federal. Reafirma que esta solenidade é um reconhecimento do estado de São Paulo a um homem que fortaleceu a democracia. Menciona a sua gratidão, respeito e admiração ao ministro André Mendonça. Faz citação da Bíblia. 

        

5 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia apresentação musical do Grupo de Louvor da AD Brás de São Bernardo do Campo.

        

6 - CEZINHA DE MADUREIRA

Deputado federal, faz pronunciamento.

        

7 - RICARDO NUNES

Prefeito de São Paulo, faz pronunciamento.

        

8 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia nova apresentação musical do Grupo de Louvor da AD Brás de São Bernardo do Campo.

        

9 - FRANCISCO EDUARDO LOUREIRO

Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, faz pronunciamento.

        

10 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia exibição de vídeo com o depoimento do bispo Samuel Ferreira, presidente da AD Brás, Assembleia de Deus no Brás.

        

11 - TARCÍSIO DE FREITAS

Governador do estado de São Paulo, faz pronunciamento.

        

12 - MESTRE DE CERIMÔNIAS

Anuncia exibição de vídeo sobre a vida e o trabalho do homenageado; a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao ministro do STF André Mendonça; a entrega da estatueta do Monumento às Bandeiras ao homenageado; e flores à esposa do ministro.

        

13 - ANDRÉ MENDONÇA

Ministro do STF e homenageado, faz pronunciamento.

        

14 - PRESIDENTE OSEIAS DE MADUREIRA

Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão às 22h16min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Abre a sessão o Sr. André do Prado.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite, sejam todas e todos muito bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta sessão solene tem como finalidade outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao excelentíssimo ministro André Mendonça.

Convidamos para compor a Mesa Diretora o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o deputado estadual André do Prado; deputado estadual Oseias de Madureira, proponente desta sessão solene, acompanhado do homenageado da noite, ministro do Supremo Tribunal Federal, excelentíssimo Sr. André Mendonça; governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas; presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Francisco Eduardo Loureiro.

Convidamos para compor a Mesa Extensora o advogado-geral da União, ministro Jorge Messias; deputado federal Cezinha de Madureira; prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes; presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador José Antônio Encinas Manfré; desembargador militar, Silvio Hiroshi Oyama, presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo; presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, conselheira Cristiana de Castro Moraes. Muito bem, autoridades ocupando os seus lugares.

Convidamos agora todos para, em posição de respeito, ouvirmos a oração ministrada pelo reverendo Arival Dias, da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, e em seguida o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Banda do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob a regência do maestro primeiro-sargento PM Edson Henrique Barcaro.

 

O SR. ARIVAL DIAS - Boa noite a todos. Senhor Deus, nós te agradecemos pelo dia de hoje, te agradecemos pela vida, te agradecemos pela tua presença conosco, te agradecemos, porque nós temos o privilégio de servir ao Senhor em diversos ministérios na sociedade.

Queremos te pedir que o Senhor nos dê a humildade de Cristo, que o Senhor nos dê também a eficiência de Cristo no desempenho da sua função no seu ministério e que a humildade seja a marca fundamental da nossa vida.

Nós consagramos essa cerimônia a ti, que haja o reconhecimento, a honra humana, mas que acima de tudo, o teu nome seja honrado e glorificado através da vida de cada um aqui. Nós oramos humildemente em nome de Jesus.

Amém.

 

TODOS - Amém.

 

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- É executado o Hino Nacional Brasileiro.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Muito obrigado. Podem ocupar os seus lugares, por gentileza. Queremos agradecer ao reverendo Arival Dias pela oração. Agradecer também ao Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo pela execução do Hino Nacional Brasileiro.

Queremos agradecer, também, e registrar as presenças: Sr. Beto Piteri, ele que é prefeito de Barueri. Agradecemos também aos nossos sempre deputados, Coronel Américo, Ricardo Tripoli, Tenente Nascimento. Agradecemos também ao Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Israelita Albert Einstein.

Muito bem. Tem a palavra, então, neste momento, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado André do Prado.

 

O SR. PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos nos termos regimentais. Sras. e Srs. Deputados, esta sessão solene foi convocada por mim, atendendo à solicitação do deputado Oseias de Madureira, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo de São Paulo ao Exmo. Ministro André Mendonça.

Gostaria, aqui, de agradecer a presença de inúmeras autoridades. Começando agradecendo a presença do nosso governador, Tarcísio de Freitas. Agradecer também ao nosso deputado estadual, Oseias de Madureira, que é o proponente desta sessão.

Aproveitando, em nome do Oseias, agradecer também aos deputados presentes: deputado Barros Munhoz, deputado Capitão Telhada, deputada Carla Morando, deputado Conte Lopes, deputado Danilo Campetti, deputado Dr. Elton, deputado Thiago Auricchio, deputado Tomé Abduch, deputado Rui Alves, deputado Emídio de Souza, deputado Delegado Dr. Olim, deputado Itamar Borges e deputado Rogério Santos.

Esses deputados estão presentes aqui hoje representando todos os demais deputados que aprovaram esta sessão solene em homenagem ao nosso ministro, André Mendonça.

Cumprimentar o nosso ministro advogado-geral da União, ministro Jorge Messias. Cumprimentar também o nosso presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Francisco Loureiro. É uma honra muito grande estar te recebendo. Em nome do Dr. Francisco Loureiro, cumprimentar todos os demais juízes, desembargadores aqui presentes.

Cumprimentar o nosso prefeito da Capital, Ricardo Nunes. Em nome do nosso prefeito Ricardo Nunes, cumprimentar todos os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores aqui presentes.

Em nome do deputado federal Cezinha de Madureira, cumprimentar todos os demais deputados federais aqui presentes também nesta noite. Cumprimentar o nosso presidente do TRE, nosso desembargador José Antônio Manfré. É uma honra muito grande o estar recebendo aqui nesta noite. O nosso, também, presidente do Tribunal de Justiça Militar, o desembargador militar Silvio Hiroshi Oyama.

 Cumprimentar a nossa presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Cristiana de Castro Moraes, que é a nossa presidente. Já aproveito para cumprimentar os demais conselheiros do Tribunal de Contas, que estão presentes também aqui nesta noite, nosso conselheiro Dimas Ramalho, nosso conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, que é o corregedor, o Dimas Ramalho, nosso vice-presidente do Tribunal de Contas, nosso conselheiro Renato Martins Costa, o nosso conselheiro Carlos Cezar e o nosso conselheiro Maxwell Borges.

Quórum total aqui, TCE. E aproveitando também, já, para cumprimentar, do TCE, Dra. Letícia, que é a nossa procuradora do Ministério Público de Contas, procuradora-geral, e também o Dr. Thiago, que estão aqui presentes, também, do Tribunal de Contas.

Em nome da nossa secretária Natália Resende, todos os secretários de estado presentes nesta noite, também. O nosso vice-presidente da Câmara Municipal, João Jorge, no qual cumprimento, também, todos os demais vereadores aqui presentes. Também, presentes conosco, membros do Tribunal de Contas do Município: conselheiro Domingos Dissei, juntamente com o nosso conselheiro Eduardo Tuma, presente também esta noite.

Cumprimentar o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, que esteve presente conosco aqui também, veio dar um abraço no nosso ministro. Cumprimentar também o nosso, aqui, sempre deputado e presidente desta Casa, Vaz de Lima, juntamente com o Tripoli, que presidiram esta Casa. É uma honra muito grande para mim estar aqui, hoje. Uma responsabilidade muito grande substituir esses grandes presidentes desta Casa, que sempre fizeram muito por esta Casa.

Em nome do apóstolo Estevam Hernandes, eu cumprimento aqui todas as autoridades eclesiásticas aqui presentes, bem como também o nosso reverendo Arival Dias, presente nesta noite.

Cumprimentar todos os familiares aqui do nosso homenageado. Tenho certeza que está muito honrada hoje, de estar presente aqui e ver seu esposo, Janey, recebendo essa homenagem tão merecida, juntamente com os filhos do nosso ministro aqui, a Daniela e o Luiz Antônio.

Então, é uma honra muito grande estar presente com os familiares que, eu tenho certeza, ministro, nesta noite tão especial era importante a presença da família, então sejam todos bem-vindos.

E eu ia falar de improviso, mas eu acho que a altura desta homenagem, o significado dela para o nosso estado, para o nosso País, me ative para poder preparar um discurso, porque, Coronel Mello, você que é o nosso vice-prefeito, aqui da Capital, era merecido falar algumas palavras que condizem com o momento do nosso País, bem como com a história do homenageado.

E eu, como presidente da Assembleia, governador, não poderia deixar de fazer essa homenagem tão importante e significativa no dia de hoje. Prova disso é o quórum aqui hoje presente, autoridades civis, militares, eclesiásticas, todos aqui presentes, rendendo essa homenagem, Conte Lopes, para o nosso ministro André Mendonça.

Há homenagens que nascem do protocolo e há homenagens que nascem do reconhecimento, deputado Barros Munhoz. Reunimos nesta Casa do povo paulista para prestar uma justa e elevada homenagem a um homem público cuja trajetória honra o Brasil, honra as instituições e honra, sobretudo, a ideia de que o serviço público pode e deve ser exercido com seriedade, equilíbrio, preparo e compromisso com a nossa Constituição.

Recebemos hoje, com muita felicidade, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, para outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo, uma das mais altas distinções concedidas por esta Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

E faço questão de registrar com respeito e apreço a iniciativa desta homenagem proposta pelo deputado Oseias de Madureira, que reconheceu, com sensibilidade e senso de justiça, a importância dessa trajetória para o nosso País.

A trajetória do ministro André Mendonça não foi feita de atalhos, foi feita de estudo, de preparo, de disciplina, de fé e de responsabilidade. De procurador da União a advogado-geral da União, de ministro da Justiça a ministro do Supremo Tribunal Federal.

Em cada uma dessas funções, deixou marcas que não se medem apenas pelos cargos ocupados, mas pela forma como os exerceu. Por quê? No fim das contas, o que verdadeiramente distingue um homem público não é o posto que ele alcança, é a dignidade com que ele ocupa esse posto.

E talvez essa trajetória possa ser sintetizada em uma frase que V. Exa., ministro, costuma dizer e que carrega em sua simplicidade uma profunda dimensão ética: “fazer o certo pelo motivo certo”. Para o senhor ver que eu acompanho o senhor.

O Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição, carrega uma missão imensa. Uma missão que exige inteligência jurídica, prudência institucional e, acima de tudo, consciência do peso de cada decisão. Não é tarefa simples e nunca foi. E talvez por isso mesmo seja tão importante reconhecer aqueles que exercem essa responsabilidade com sobriedade, senso de dever e respeito ao Estado de Direito.

Mas eu gostaria de ir além do currículo, porque homenagens verdadeiras não se sustentam apenas em biografias, sustentam-se também naquilo que a trajetória humana comunica. E há algo muito simbólico na presença do ministro André Mendonça aqui nesta noite.

Quando esta Casa presta homenagem a um ministro da Suprema Corte, ela reafirma algo essencial à democracia. Os poderes são independentes, sim, mas também devem se reconhecer, se respeitar, se fortalecer mutuamente dentro da ordem constitucional. E é esse espírito republicano que esta cerimônia celebra.

Hoje não estamos apenas entregando uma honraria, estamos registrando na memória institucional desta Assembleia a relevância de uma trajetória pública construída com densidade, preparo e responsabilidade.

Ministro André Mendonça, receba desta Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo não apenas uma insígnia, mas uma manifestação sincera de respeito. Respeito à sua história, respeito à sua caminhada, respeito ao papel que o senhor exerce em um dos mais altos postos da República; que esta homenagem simbolize o reconhecimento de um Parlamento que entende a importância das instituições fortes, da justiça equilibrada e da vida pública conduzida com responsabilidade.

Em nome da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em nome dos parlamentares desta Casa, aqui presentes, e a todos que aprovaram esta honraria. E, na condição de seu presidente, tenho a honra de saudar V. Exa. e de celebrar este momento.

Parabéns, ministro André Mendonça. Seja bem-vindo à Alesp e receba o nosso respeito, a nossa admiração, a esta homenagem. Que Deus continue te abençoando, pelas inúmeras responsabilidades que V. Exa. tem em suas mãos para o bem do nosso País.

Muito obrigado. (Palmas.)

E, neste momento, nada mais justo que eu passar esta Presidência, deputado Gil Diniz, deputado Lucas Bove, V. Exas. que estão aqui presentes conosco. Nada mais justo do que passar a Presidência desta sessão solene, Tomé, a quem foi proponente desta homenagem.

Então, eu passo, agora, esta Presidência para o nosso deputado Oseias de Madureira, para que possa agora ocupar este lugar da Presidência, Oseias. (Palmas.)

 

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- Assume a Presidência o Sr. Oseias de Madureira.

 

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O SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PL - Quebrando todo o protocolo... Eu tenho juízo. Por favor, Sr. Presidente, continua no seu lugar. Eu estou aqui do seu lado.

Exmo. Sr. Governador do nosso estado, governador Tarcísio de Freitas, por quem temos e nutrimos uma profunda admiração, pelo seu trabalho, pelo seu comprometimento e, acima de tudo, pela sua humanidade junto ao estado de São Paulo.

Exmo. Sr. Presidente desta Casa, querido amigo, deputado André do Prado, a quem agradeço pelo apoio para a realização desta solenidade.

Exmo. Dr. Francisco Loureiro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em nome de quem eu cumprimento todas as demais autoridades presentes.

Exmos. Srs. Deputados e Deputadas desta Casa, na pessoa do querido deputado Thiago Auricchio, eu cumprimento todos os senhores, agradecendo pela presença.

Querido amigo, deputado Cezinha de Madureira, deputado federal, que bom tê-lo de volta a esta Casa na noite de hoje.

Querido reverendo Arival Dias, pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, igreja onde o nosso querido ministro serve a Deus, é uma alegria poder recebê-lo. E ao cumprimentá-lo, eu cumprimento também todas as autoridades eclesiásticas, estendendo o meu carinho também ao pastor Belchior Júnior e ao pastor Deiró de Andrade. Queridos pastores e amigos da nossa querida Nação Madureira, minha igreja, meu berço, meu lugar de refúgio.

Exmo. Sr. Ministro André Mendonça, é com uma honra que transcende o dever institucional que me dirijo ao senhor e a todos os presentes. E faço isso, não de maneira isolada, mas ao lado de cada deputado, de cada deputada desta Casa que compreende a grandeza deste momento.

Esta não é uma homenagem de um mandato apenas, é uma homenagem que carrega o sentimento coletivo do Parlamento paulista, que hoje se une para reconhecer uma trajetória que orgulha o nosso País.

E eu faço questão, senhor ministro, de citar que tanto quanto os que não puderam estar, presidente André do Prado, deputado Barros Munhoz, deputado Capitão Telhada, deputada Carla Morando, deputado Conte Lopes, deputado Danilo Campetti, deputado Dr. Elton, deputado Lucas Bove, deputado Paulo Mansur, deputado Thiago Auricchio, deputado Tomé Abduch, deputado Rui Alves, deputado Emídio de Souza, querido deputado Olim, deputado Itamar Borges, deputado Rogério Santos e deputado Gil Diniz. Nós fazemos um coro para juntos homenagearmos o senhor nesta noite.

Hoje, esta Assembleia Legislativa, por iniciativa do nosso mandato, que, com muita honra, propôs esta homenagem, outorga a mais alta honraria, o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo, e o faz com a legitimidade de um Parlamento que representa o povo paulista, valorizando não apenas a excelência jurídica, mas também os valores que sustentam a nossa sociedade.

Muitos olham para o ministro André Mendonça e enxergam, com razão, o jurista brilhante, o defensor técnico da Constituição, o magistrado equilibrado, mas para milhões de brasileiros - e aqui falo também como pastor e ao lado de grandes referências, como meu líder, meu mentor, bispo Samuel Ferreira -, V. Exa. representa algo mais profundo.

O senhor é a voz de uma parcela da sociedade que valoriza a família, a liberdade religiosa e os princípios que alicerçam a nossa civilização. Sua presença no Supremo Tribunal Federal, somada à sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral, reforça a confiança que o País deposita em sua conduta, especialmente em momentos decisivos para a democracia brasileira.

Sua atuação nas mais altas cortes da República não representa apenas uma conquista profissional, ela simboliza representatividade, esperança e confiança em um Judiciário que respeita os limites da lei sem excessos e que atua com a sobriedade que a democracia exige.

E é importante dizer, esta Casa reconhece isso. Cada deputado, cada deputada aqui presente estende esta homenagem não dirigida apenas a um homem, mas também a um homem que encarna princípios que muitos de nós desejamos e precisamos na vida pública.

O ministro André Mendonça tem demonstrado que é possível ocupar os mais altos espaços da República sem abrir mão da integridade do caráter e da firmeza de suas convicções. Sua atuação reflete o que o povo brasileiro mais deseja: justiça com equilíbrio, defesa das liberdades individuais e respeito à Constituição.

Por isso, ministro, este colar que hoje lhe entregamos - e digo nós, do Parlamento paulista - não é apenas uma honraria simbólica. Ela representa o reconhecimento do estado de São Paulo, por meio de seus representantes, a um homem que honra o direito, a um homem que fortalece a democracia e inspira todos nós a permanecermos firmes na defesa daquilo que acreditamos. Carinhosamente, receba esta homenagem, com um gesto sincero de gratidão, respeito e admiração dessa Casa de Leis.

Minha oração, meu desejo, ministro, é que Deus continue guiando os seus passos com sabedoria, coragem e discernimento. Além de ministro e tantos títulos importantes, nós sabemos, o senhor é um homem de Deus. E eu termino o meu discurso dizendo o que a Bíblia diz: "Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor".

Muito obrigado. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado. Agradecemos ao deputado Oseias de Madureira pelas palavras proferidas. E neste momento, dando continuidade, então, à presente solenidade, convidamos o grupo de louvor da AD Brás de São Bernardo do Campo para uma apresentação musical.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem, muito obrigado. Agradecemos ao Grupo de Louvor AD Brás, de São Bernardo do Campo, pela emocionante apresentação. Muito obrigado.

Convidamos, neste momento, para fazer uso da palavra, o deputado federal Cezinha de Madureira.

 

O SR. CEZINHA DE MADUREIRA - Boa noite. Onde tem crente é a paz do Senhor, não é? Paz do Senhor, gente.

 

TODOS - Paz do Senhor.

 

O SR. CEZINHA DE MADUREIRA - Bom demais. Primeiro, agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui nesta noite, rever muitos amigos. O sempre presidente Vaz de Lima, também presbiteriano; Barros Munhoz, grande professor, quando fui deputado aqui nesta Casa; vários colegas aqui.

Quero ser muito breve e cumprimentar aqui nesta noite, inicialmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, já parabenizando por este momento; o governador Tarcísio de Freitas; meu amigo, presidente desta Casa, André do Prado, fomos colegas aqui; Valdemar, que esteve aqui agora há pouco, não pôde ficar, mas deixo meu abraço e meu carinho a ele; meu amigo, meu irmãozinho querido, prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; presidente em exercício da Câmara Municipal, João Jorge; e todos que já foram aqui citados, sintam-se cumprimentados nesta noite.

Se eu falar que vou cumprimentar o conselheiro Max, o conselheiro Dimas, que é o mais experiente - não vou dizer o decano, mas é o decano -, vai ficar com ciúmes. Então, Dimas, no seu nome, conselheiro, cumprimentar a todos os conselheiros aqui nesta noite. Já tem quórum aqui para a sessão. Estava falando com a presidente ali.

E meu amigo também, querido amigo Jorge Messias, que nesta noite fez questão de estar aqui para este momento tão importante para a vida do ministro André Mendonça.

Cumprimentar aqui a irmã Janey, esposa do ministro André e, em nome dela, cumprimentar sua mãe e toda a família, que estão felizes também aqui nesta noite.

Sendo muito breve, eu quero aqui, Thiago Auricchio, relembrar alguns momentos. Me recordo, quando olho aqui da tribuna, vejo a maior autoridade do País aqui hoje, que é o ministro André Mendonça, ao lado do governador Tarcísio, me recordando aqui, na transição, quando o presidente Bolsonaro ganha a eleição e está ali naquele corre, Wagner do Rosário para um lado, ministro André Mendonça, então já escolhido para a AGU, de outro, Jorge Antonio, Jorge Oliveira, que hoje é ministro do TCU, e lembrando o que Deus faz na vida da gente.

Eu fico muito feliz, pastor Deiró, em saber que... Pastor Belchior Júnior, que representa o bispo Samuel Ferreira aqui hoje; pastor Arival, que é pastor da nossa igreja presbiteriana... Digo “nossa igreja” porque eu disse outro dia lá, a ele: “Olha, quero estar mais aqui”. Ele falou: “É sua igreja”. Então, “nossa igreja”.

Lembrando aqui que nosso Deus nunca mudou e não vai mudar. Me recordo de cada detalhe, naquele momento, para chegarmos até aqui e vejo nesta Casa que, hoje, essa medalha de honra aprovada aqui por unanimidade dos deputados, essa honraria... Eu, que passei por aqui, conheço como funciona o Regimento da Casa na hora de uma aprovação de um ato desses, e fico feliz, ministro André.

Se eu pudesse resumir, ou posso resumir em uma única frase para aquilo que Deus tem na sua vida é que o senhor é um homem bom. Eu falava ali com o ministro Messias sobre isso. Juntando todas as palavras que poderiam ser ditas nesta noite vendo o que aconteceu nesta Casa na aprovação desta medalha de honra ao mérito, é dizer que o senhor é um homem bom e sendo um homem bom, tudo que vai fazer é bom, está na direção de Deus.

Eu quero pedir a Deus esta noite que Ele continue lhe dando força, sabedoria e saúde. Tudo que já foi realizado, foi realizado com aquilo que está de bom no seu coração, que é Deus na sua vida, e o que vem pela frente, com certeza, nós, brasileiros, temos certeza que será na direção de Deus.

O senhor é um homem abençoado, e esta Casa, com certeza, lhe honra com essa medalha, porque entende isso.

Um grande abraço a todos vocês, Deus abençoe a todos.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Nós que agradecemos ao deputado federal Cezinha de Madureira pelas palavras. Ouviremos agora o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes.

 

O SR. RICARDO NUNES - Boa noite, pessoal. Alegria estar aqui com vocês neste momento tão importante, de uma homenagem tão importante ao nosso querido - e o querido é aquele querido mesmo -, ministro André Mendonça, que nos dá tanto orgulho.

Queria aqui, cumprimentar nosso querido ministro André Mendonça, ministro do STF, nosso homenageado desta noite, essa iniciativa sensacional do nosso deputado Oseias de Madureira. Cumprimentar aqui a mamãe do ministro André, Maria Rosa, a esposa, Janey, uma pessoa tão doce, tão acolhedora, sua família, os filhos, a Daniela e o Luiz Antônio, nosso querido governador Tarcísio de Freitas, nosso deputado André do Prado, presidente aqui da Assembleia.

Em nome do André, queria cumprimentar todos os deputados. São muitos amigos aqui. Se eu falar de um, vou esquecer do outro, não é, Telhadinha? Aí já viu, não é, Rui? Não é, Conte? Então em nome do nosso presidente André do Prado cumprimentar todos os deputados aqui da Assembleia.

Então, ao nosso deputado federal Cezinha de Madureira, esse irmãozinho aí que Deus colocou no meu caminho... Cezinha, obrigado por tudo, viu? Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União; desembargador Francisco Eduardo Loureiro, nosso presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, uma alegria estar aqui contigo nesse momento.

Nosso desembargador Dr. Manfré, presidente do Tribunal Regional Eleitoral; Coronel Mello Araújo, meu vice-prefeito, prefeito de São Paulo, querido Mello; nossa conselheira Cristiana de Castro fez uma fala superbacana agora lá na APM, no congresso da APM, estávamos lá eu, Cristiana e o Tarcísio.

Nossa presidente do Tribunal de Contas do Estado, em nome dela cumprimentar todos os conselheiros, Dimas, Maxwell, Bertaiolli, enfim, nosso mais novo, Carlos Cezar, todos vocês.

Nosso deputado estadual Oseias de Madureira, que é o proponente aqui; vereador João Jorge, meu querido vice-presidente, em seu nome cumprimentar todos os vereadores, João Jorge. Nosso apóstolo Estevam Hernandes, grande amigo, está aqui o apóstolo, mande um abraço para a nossa bispa Sônia. Enfim, os familiares aqui, cada um de vocês.

Ministro André Mendonça, eu vou fazer uma fala diferente aqui, se o senhor me permitir. A gente vê que as pessoas seguem um caminho, almejam e conseguem cargos importantes e a gente percebe que muitas pessoas mudam no decorrer desse processo.

O ministro André Mendonça é aquilo que a gente pode chamar de grande exemplo. Um exemplo de pai de família, um exemplo de cristão, tem uma boa formação, fez doutorado em Salamanca, que é uma pessoa muito culta, muito preparada.

Mas eu acho que tem algumas coisas que parecem que, na nossa vida, nós que somos cristãos, vão aparecendo algumas situações que parece que Deus vai colocando como é que vai acontecer isso lá na frente.

Um certo momento, no ano passado, muito longe do que está acontecendo tudo neste momento, que o ministro André Mendonça hoje é o relator dos casos mais complexos deste País, o caso do Banco Master, o caso do INSS, e lá naquele momento, conversando com ele, já faz tempo isso, ele dizia o seguinte, aspas do nosso querido ministro André Mendonça: “Digo isso porque temos a tendência de ver o mundo e os acontecimentos a partir de nós, de nossas vidas e de nossas pretensões. Porém, em realidade, não somos o centro do mundo”.

Eu volto a destacar o ministro André Mendonça falando lá atrás, antes de tudo isso. “Porém, em realidade, não somos o centro do mundo. O mundo e as pessoas não giram ao meu redor. Não vivem em função de mim e de cada um de nós.” E aí ele cita algumas partes da Bíblia. E uma das partes da Bíblia coloca uma parte de Atos dos Apóstolos 22:13, aonde Ananias visita Saulo em Damasco.

E essa parte que o ministro André, a gente conversando lá atrás, Atos dos Apóstolos 22:13, dizia o seguinte: “Veio-me e pondo-se junto a mim, disse: ‘Irmão Saulo, recupere a visão’. Naquele mesmo instante, pude vê-lo.” Eu trago isso porque a gente tem muito uma comparação da questão da Justiça e da visão que a Justiça precisa ser cega para cometer justiça com todos.

E o ministro André tem sido essa grata satisfação para o povo brasileiro, de exercer ali o seu trabalho, o seu sacerdócio, de uma forma inigualável, muito representativa do que cada um de nós aqui defendemos e que a gente sabe que estão em boas mãos esses casos tão complexos.

Esses casos que fazem que o coração de cada brasileiro, principalmente os mais humildes, que são os que mais sofrem, que clamam por justiça, estejam na mão de alguém que a gente tem certeza que fará a justiça.

Não haverá perseguição, não haverá decisão fora da lei, da Constituição. Com certeza haverá rigor, com certeza haverá justiça. Eu tenho muito orgulho de poder dizer, eu me considero amigo do ministro André Mendonça. Uma pessoa que a gente tem, ministro André, você não sabe o tanto que eu tenho orgulho do senhor, tenho certeza que cada um aqui, do tanto que a gente sabe que pode confiar na sua fé.

Porque, ministro André, quem tem fé, Deus está sempre amparando. Eu não tenho dúvida nenhuma que você tem uma missão, um grande sacerdócio. Parabéns, deputado Oseias, por essa iniciativa, por nos permitir estar neste momento fazendo aqui a participação da homenagem ao ministro André Mendonça, que eu lhes diria que hoje, no Brasil, é uma das pessoas mais merecedoras desse momento.

Deus te abençoe muito, estou torcendo, mas mais do que isso, todos os dias orando pelo senhor e pela sua família. Deus te abençoe.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito obrigado, agradecemos ao prefeito Ricardo Nunes pelas palavras. Na sequência da nossa programação, a gente convida novamente o Grupo de Louvor AD Brás, de São Bernardo do Campo, para mais uma apresentação. Com vocês, então, senhoras e senhores, o Grupo de Louvor da AD Brás de São Bernardo do Campo.

 

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- É feita a apresentação musical.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Nosso reconhecimento ao Grupo de Louvor da AD Brás de São Bernardo do Campo, muito obrigado pela marcante apresentação, pelas duas apresentações que tornaram essa solenidade ainda mais especial.

E assim, senhoras e senhores, para continuarmos os nossos pronunciamentos, gostaria de convidar o desembargador Francisco Eduardo Loureiro, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, para o seu discurso.

 

O SR. FRANCISCO EDUARDO LOUREIRO - Boa noite a todas e boa noite a todos. Eu cumprimento o nosso anfitrião, o deputado André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e o deputado Oseias de Madureira, que é proponente desta sessão. Cumprimento também o nosso governador, Tarcísio de Freitas, e, em especial, o nosso homenageado, o ministro André Mendonça.

Eu vou falar de forma breve, e quero dizer que é muito mais do que uma honraria, de que um colar, de que uma medalha. Hoje, o que essa cerimônia expressa são duas palavras, a admiração e o respeito que todos nós temos por um magistrado. E a admiração e o respeito são duas qualidades que não se exigem nunca, elas se conquistam, e só se conquistam pelo exemplo pessoal do juiz. Exemplo de retidão, de seriedade, de equilíbrio, de cuidado nos julgamentos.

Não basta, para um bom juiz, ser culto. Não basta que ele conheça a lei. Para ser um bom juiz, ele tem que ser, antes de tudo, uma boa pessoa. Isso já foi dito aqui, e é verdade. Um grande magistrado é, sobretudo, uma boa pessoa. Tem que ter empatia por aquele que ele vai julgar. Tem que ter consciência dos efeitos que a sua decisão vai produzir na sociedade e na comunidade.

Por isso, é fundamental que nós prestemos homenagens aos bons magistrados. Eu também sou magistrado há muito tempo, há 40 anos, e posso dizer que não é uma tarefa fácil. E sempre que nós julgamos um caso, nós não conseguimos, é impossível, agradar a todos. Nós agradamos uma parte e, necessariamente, desagradamos a outra.

E, por isso, é fundamental que a população, que o destinatário do julgamento, confie naquele que vai julgá-lo. E a confiança, ela só nasce, só existe se houver um sentimento, mais uma vez, de respeito, de credibilidade pelo magistrado. Por isso, parabéns, ministro André. Vossa Excelência é merecedor de todas as homenagens pelo seu comportamento, pelo seu exemplo ao longo de toda a sua carreira, em especial no Supremo Tribunal Federal, que é uma bandeira, uma luz para todos nós.

Muito obrigado a todos.

Boa noite.

Muito obrigado.

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos ao desembargador pelas palavras. Neste momento, convidamos a todos para assistir à mensagem do presidente da Assembleia de Deus, no Brás, o bispo Samuel Ferreira.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Queremos agradecer ao bispo Samuel Ferreira pela mensagem, pela homenagem. E convidamos agora para fazer o uso da palavra o governador de São Paulo, o Sr. Tarcísio de Freitas. (Palmas.)

 

O SR. TARCÍSIO DE FREITAS - Muito boa noite. É uma alegria enorme, grande, estar aqui. Queria cumprimentar todas as autoridades que já foram nominadas na pessoa do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado André do Prado, e na pessoa também do Oseias de Madureira, deputado proponente desta justa homenagem. Sintam-se todos cumprimentados, todos abraçados.

E minha presença aqui, ministro André, não é uma presença protocolar. Não é a presença do governador do estado de São Paulo, é a presença de alguém que aprendeu a admirá-lo, que aprendeu a respeitá-lo, que aprendeu a amá-lo em Cristo, pela pessoa que você significa, que você representa, que você é. Então, eu fico muito feliz de estar vendo esta homenagem no dia de hoje.

Filho de Santos, criado no Vale do Ribeira, criado lá em Miracatu, e desde cedo buscou o melhor, buscou se aperfeiçoar, entendeu o valor da família, recebeu valores inquebrantáveis, valores transmitidos pelos seus pais, aqui representados pela dona Maria Rosa, sua mãe, aprendeu que família é projeto de Deus.

Dedicou-se aos estudos, foi aprovado em concursos superdifíceis, superconcorridos, trilhou um caminho muito bonito na administração pública, ocupando posições relevantes, se destacou muito na AGU, se destacou na AGU enquanto trabalhava na CGU, travou um combate duríssimo contra a corrupção, viu o que tinha de pior, procurou resgatar valores, recursos para o erário, procurou defender o cidadão brasileiro, procurou fazer justiça.

 Foi ministro de duas pastas, e poucos brasileiros tiveram a distinção de ser ministro de duas pastas, ministro da Advocacia-Geral da União, ministro da Justiça e da Segurança Pública, fruto do seu preparo, da sua grande densidade acadêmica.

Você, que procurou sempre se aperfeiçoar, fez o mestrado na Universidade de Salamanca, o doutorado na Universidade de Salamanca, uma pós-graduação em Direito Público na Universidade de Brasília, professor visitante em universidades da Europa, dos Estados Unidos.

Você que, no final das contas, tem uma trajetória destacada. Você que representa esperança, às vezes, no deserto. Você que entendeu como ninguém o que significa ser magistrado, o que significa aplicar jurisdição, o que significa substituir as partes, o que significa atuar com imparcialidade e o que significa produzir coisa julgada - tão importante isso para o nosso país, para a produção de segurança jurídica, a tão falada, tão sonhada segurança jurídica, a tão necessária segurança jurídica.

Atuando sempre com discrição, porém com firmeza, atuando nos estreitos limites da lei, procurando exercer a sua função sempre com sabedoria. Você, acima de tudo, é um sábio. Você se tornou um grande magistrado, um grande homem público, uma grande referência, um grande exemplo, uma grande esperança.

O Brasil não terá chances, não será grande, se não tiver instituições fortes, se não tiver um sistema de freios e contrapesos que funcione, se não tiver um mercado competitivo que promova inovação e, para isso, a gente tem que ter um Judiciário que funcione como você faz, dando o exemplo que você dá.

Você é carregado de dons. Paulo escreveu aos efésios que aquele que desceu subiu acima de todos os céus para fazer todas as coisas e deu dons aos homens na medida da sua graça. Aquilo que você recebeu veio pela graça, pela misericórdia.

Deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e doutores. Deus te encheu de dons espirituais. Eu entendo que, quando a gente tem dons espirituais e não usa, a gente peca. Pode ter certeza que você está usando muito esses dons espirituais.

Eu te admiro, André, não só como ministro do Supremo Tribunal Federal, como ministro da Suprema Corte, não só como magistrado, não só como homem público. Eu te admiro como marido, eu te admiro como pai, como marido da Janey, como pai da Daniela, do Luiz Antônio, que são exemplos. Quando a gente vê essa harmonia dentro de casa, quando você vê os frutos que você produziu, a gente tem a certeza que você entendeu que a família é projeto de Deus.

Eu te admiro como pastor, eu te admiro como um guia, como uma pessoa que faz a diferença. Você virou, de fato, para todos nós uma grande referência. E você, com os dons espirituais, com a sua sabedoria, com a sua firmeza, vem fazendo justiça. E aí a gente tem que lembrar que bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Então, hoje, é com imensa felicidade que a gente assiste a essa justa homenagem. Que Deus continue abençoando muito a sua trajetória de homem público. Pode ter certeza que coisas maravilhosas vão sair ainda das suas mãos, das suas decisões. Você é um instrumento de Deus para o povo brasileiro. Você é um instrumento de Deus para a nossa nação. E Deus vai continuar abençoando o seu caminho.

Parabéns, ministro André Mendonça. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Muito bem. Registramos, então, os nossos agradecimentos pelas palavras do governador Tarcísio de Freitas. Muito bem, muito obrigado, governador.

Seguindo com a solenidade, convidamos todos a acompanhar um vídeo, um vídeo biográfico que relembra um pouco da trajetória de vida e a relevante atuação do nosso homenageado.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS – Parabéns, ministro. Nesse momento daremos início, então, à Outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao Exmo. Sr. André Luiz de Almeida Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal desde 2021.

Jurista de notável saber e destacada atuação na vida pública, sua trajetória marcada pelo compromisso com o direito, com a justiça e com o serviço do País, reúne méritos que enobrecem esta homenagem. Já estão descendo então o deputado André do Prado, vou pedir que venha à frente da Mesa, deputado Oseias de Madureira, todos os deputados da Casa, eu vou pedir que juntem-se aqui, por gentileza, à frente da Mesa, todos os deputados da Casa, por favor.

O homenageado já está aqui também. Eu vou pedir que juntem-se então, ao homenageado e às autoridades, a esposa do homenageado, a Janey Nagliatti Mendonça, por favor, fique aqui também, à frente conosco, ao lado ali do ministro, e também a esposa do deputado Oseias de Madureira, a pastora Silvana, venha para cá também, e fique aqui juntamente com as autoridades.

Muito bem, todos chegando já aos seus lugares, todos a postos. A Assembleia Legislativa, ela presta neste momento uma homenagem, então, muito especial ao agraciado, o Sr. Presidente está fazendo ali a entrega então da estatueta do Monumento às Bandeiras, obra do artista Victor Brecheret.

 

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- É entregue a homenagem.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bom, senhoras e senhores, a reprodução da estatueta da construção desta obra, ela é autorizada exclusivamente a esta Casa de Leis, e simboliza o reconhecimento institucional do Parlamento paulista.

Na sequência, a pastora Silvana vai entregar esse buquê de flores à Sra. Janey Nagliatti Mendonça, um gesto de apreço e consideração à família do homenageado. Convidamos todos para o registro desse momento e pedimos uma calorosa salva de palmas. (Palmas.)

Muito bem, muito bem.

 

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- É feita a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.

 

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O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ele já está ali com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo. É a mais alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Esta honraria foi criada em 2015, e é concedida a pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares que tenham atuado de maneira a contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico do nosso estado, como forma de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem.

Muito bem, mais uma vez, uma salva de palmas, então, ao nosso homenageado, à sua família. (Palmas.) Muito bem, muito bem. Pedimos às autoridades que, por gentileza, retornem aos seus lugares rapidamente. Tem a palavra, neste momento, o nosso ministro, homenageado da noite. Pedimos que as autoridades retornem, então, rapidamente. Pode vir por aqui, ministro, por gentileza.

Ministro André Mendonça, para os seus agradecimentos e para o seu discurso. Todas as autoridades, eu vou pedir que retornem, por gentileza, os deputados da Casa, retornem rapidamente aos seus lugares, por gentileza. Já está chegando aqui, então, o excelentíssimo ministro André Mendonça, para o seu discurso.

 

O SR. ANDRÉ MENDONÇA - Boa noite. É um privilégio e uma honra para mim estar com vocês nesta noite. Eu, antes da saudação, eu confesso, hoje nós, quem já teve aula de oratória comigo, sabe que nós vimos aqui uma série de discursos biográficos. E eu dou o seguinte exemplo, filha, e Janey, lá no curso, que é a história do pastor apóstolo Estevam, que vai naquelas cerimônias fúnebres, para velar o corpo daquele homem que está ali, nestes discursos biográficos.

Ele começa dizendo: “este grande homem, este grande exemplo, homem trabalhador”, viu, Janey? “Homem dedicado, bom pai de família, só dizia a verdade”. E aí a esposa, em determinado momento, ela fala: “Mas deixa eu ver se eu vim no velório certo”. Eu fico pensando, aqui é uma cerimônia distinta, eu chego em casa hoje e a Janey: “André, esse homem todo aí, não sei se é isso tudo, não”. E fica aqui a minha responsabilidade. Mas, brincadeiras à parte, certamente tudo fruto da bondade desses grandes amigos, autoridades que discursaram e, realmente, da generosidade.

Eu queria agradecer. Agradecer à Assembleia Legislativa de São Paulo, iniciar meus cumprimentos na pessoa do seu presidente, André do Prado. Obrigado. Obrigado ao deputado Oseias de Madureira. E obrigado a todos os deputados, não só os presentes, mas todos que, de forma muito generosa, me permitiram estar aqui hoje e poder receber essa honraria.

Obrigado ao governador Tarcísio de Freitas, que tivemos o privilégio de trilhar, juntos, durante um período, ali no governo federal. Parabéns ao governador pelo trabalho que vem fazendo também no estado de São Paulo. Meus cumprimentos em seu nome a todos os secretários aqui presentes.

Também meu cumprimento ao desembargador Francisco, presidente do nosso Tribunal de Justiça, o maior Tribunal de Justiça do nosso País. Está aqui também o presidente Manfré, que também hoje preside o Tribunal Regional Eleitoral. Em nome de V. Exas., todas as autoridades do Poder Judiciário.

Também o deputado Cezinha, aqui presente, representando os deputados federais. Nosso prefeito, Ricardo Nunes, saudação também à sua família, é um prazer sempre revê-lo.

Eu não posso deixar de cumprimentar nosso Jorge Messias, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, que muito me honra, também hoje aqui presente. Messias, nossas carreiras na AGU foram grandes divisores de águas para nossas correspondentes trajetórias. E eu faço votos que, em breve, você possa deixar a AGU por um bom motivo, de estar comigo ali no Supremo Tribunal Federal.

Também querida conselheira Cristiana, querida amiga, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. E aqui eu vou ter que o corrigir, deputado Cezinha, porque o decano é o nosso conselheiro Renato, que também muito me honra, junto com o seu parceiro de decanato, vamos dizer assim, que é o conselheiro Dimas.

Vários conselheiros, sintam-se também todos devidamente cumprimentados. Privilégio tê-los aqui, nossa procuradora-geral do Ministério Público de Contas, todas as autoridades aqui presentes, meu especial obrigado.

Eu também não posso deixar de cumprimentar minha família, aqui, minha amada esposa; minha amada filha, Daniela; meu amado filho, Luiz Antonio; minha querida e amada mãe, Maria Rosa; juntamente com dois dos meus três irmãos, Adriana, por ordem de antiguidade, e Alexandre. Ana Carolina, que não se faz presente hoje. Meus sobrinhos. Meus tios, queridos tios, que vieram da minha querida e amada Miracatu, terra de gente boa, é o significado de Miracatu.

Nós, que vivemos ali numa zona pobre do estado de São Paulo, é a região mais pobre do estado, e uma região ao mesmo tempo que mora no meu coração. Então é onde eu passo ali minhas férias, visito minha família, onde eu tenho as minhas raízes, embora filho de Santos, nascido em Santos, mas, de fato, por adoção da cidade e por descendência dos avós paternos e maternos, filho de Miracatu.

Vocês dificilmente vão encontrar alguém nascido em Miracatu. Porque Miracatu até hoje não tem maternidade. Então só nascia em Miracatu no período de parteiras e ali nós temos essa grande honra de ser filhos de Miracatu.

Queridas autoridades eclesiásticas, está aqui o apóstolo Estevam Hernandes. Pastor Assir Pereira, foi presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, privilégio tê-lo aqui conosco. Querido reverendo Arival, da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, que me acolheu aqui na Igreja Presbiteriana em São Paulo.

Os pastores que representam o bispo Samuel Ferreira, aqui nessa noite, o pastor Belchior e o pastor Deiró. Também meus cumprimentos, meu agradecimento a toda a comunidade, a todos os irmãos de Madureira, irmãos das igrejas que aqui se fazem presentes.

Dito isso, como aspecto de cumprimentos, eu queria dizer algumas palavras breves. Primeiro, obrigado por dedicarem um tempo tão precioso da vida de vocês, por estarem aqui comigo nessa cerimônia. Para mim, é motivo de muita honra, de muita alegria. E falar em homenagens, é interessante porque, da nossa parte, vem o agradecimento, vem o momento de nós, em alguma medida, pensarmos que não merecemos tudo isso. Mas vocês nos presenteiam com tudo isso.

E diante dessa cerimônia em que eu devo agradecer, ao mesmo tempo eu sinto a responsabilidade de me comprometer. Foram discursos tão generosos para comigo. O mínimo que eu posso fazer é, em alguma medida, me responsabilizar com essa generosidade.

Fazer, apesar dos meus limites e das minhas imperfeições, alguns compromissos públicos para que, de fato, eu faça jus a essas homenagens. É lógico que, em alguma medida, os senhores olharam para o passado. Mas ao receber a homenagem pesa também sobre mim a responsabilidade com o futuro.

O que deve ser esse André em razão de tanta bondade? Como ele deve se comportar? E aí eu volto à minha esposa e aos meus filhos que convivem comigo no dia a dia. É o local onde cada um de nós deve ser o que as pessoas nos dizem pelas ruas.

Eu preciso entrar em casa, deputado André, e a minha esposa e os meus filhos verem algum grau de correspondência mínima ao que vocês generosamente disseram em relação àquilo que, de fato, eu sou na intimidade.

Aliás, esse é o grande desafio do homem público. E aqui, temos grandes homens públicos. É o que nós somos na rua e o que nós somos em casa, se há uma correspondência, porque, se não há uma correspondência, nós temos um problema.

E eu queria assumir quatro compromissos nesta noite com vocês, para que, em alguma medida, o que de fato eu sou possa ajudar as instituições públicas, o fortalecimento das instituições públicas e, de modo especial, no meu caso, a instituição da Justiça.

O que a sociedade, o que o cidadão espera de um magistrado? E por que não dizer, compartilho com vocês, espera de um homem público, também nas outras esferas dos outros poderes?

Em primeiro lugar, imparcialidade. Imparcialidade é você olhar para as pessoas de modo igualitário. É você considerar os interesses envolvidos de forma equânime. É você não privilegiar amigos. É você não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço na Casa do Povo de São Paulo, buscar ser imparcial. (Palmas.)

Eu vejo a imprensa falar: “ah, porque ali tem uma proximidade religiosa, porque ali tem uma proximidade histórica, porque ali não agiu corretamente com ele em determinado momento, ele vai beneficiar A e vai prejudicar B”. Eu não tenho esse direito.

A missão que me foi investida não me dá esse direito, seja a missão pública, seja a minha fé. Aliás, eu fui ensinado a orar pelos que me perseguem. Para abençoar, inclusive, a esses. Então é um compromisso que faço, mesmo sendo imperfeito. Eu vou buscar ser imparcial.

Segundo compromisso, integridade. O bom magistrado, o bom homem público precisa ser íntegro. Não é que nós somos imunes a erros, a equívocos, a estar numa situação que, em alguma medida, possa gerar uma falta de compreensão.

Os senhores sabem, os senhores são homens públicos, às vezes nós estamos próximos às pessoas e não temos relação com as pessoas, mas, simplesmente por uma presença em um determinado momento em comum com uma determinada pessoa, isso pode gerar uma incompreensão na sociedade. Nós não estamos imunes a incompreensões, mas nós precisamos estar imunes a ações que comprometam, de forma substancial, de forma voluntária, de forma consciente, a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado.

Isso acaba exigindo de nós um grau de recatamento, no bom sentido da expressão, uma capacidade de, por vezes, não fazer todas as coisas que nos são lícitas, porque nem todas nos convêm. Eu imagino os senhores deputados e deputadas que convivem e precisam, a cada quatro anos, pelo menos, pedir voto a todas as pessoas.

Não há, necessariamente, uma afinidade com todos os que votam e convivem com os senhores em termos de comportamento, e isso os submete a situações que podem gerar uma falta de compreensão sobre a sua conduta.

Isso acontece também com o magistrado, mas o magistrado precisa ter um grau de contenção a mais, um grau de prudência maior. O bom magistrado precisa ser prudente e precisa ser íntegro. O deputado André do Prado falou: fazer o certo do modo, pelos motivos certos. Há aqui, por trás dessa frase, um terceiro elemento, que antecede, na verdade, a esses outros dois.

Mas, por trás dessa frase, filosofia cristã e um grau de filosofia kantiana, integridade demanda saber o que é certo, porque tem gente que sequer sabe o que é o certo. Mas também tem gente que sabe o que é o certo e é inerte. Na igreja, pastores, nós sabemos disso.

Tem gente que sabe o que é certo, mas não faz o que é certo. É preciso saber o que é certo; em segundo lugar, fazer o que é certo. Mas também não basta saber e fazer. É preciso saber e fazer pelos motivos certos, porque, às vezes, nós fazemos por vaidade. Às vezes, fazemos porque buscamos um reconhecimento.

Às vezes, fazemos para obter algo que nós desejamos. Fazer o certo pelos motivos certos é fazer independentemente de reconhecimento. Por vezes, é fazer e não ter reconhecimento, e ser criticado por fazer o certo.

Integridade e imparcialidade. Além disso, responsabilidade. O bom homem público sabe o peso e a responsabilidade da sua investidura. Eu me lembro quando assumi, no dia da posse, momentos que antecediam a posse no Supremo Tribunal Federal. Eu entro pela primeira vez no gabinete, eu, minha esposa, meus dois filhos. Eu peço à assessoria para não entrar.

Eu queria meia hora, eu e a minha família. Ali nós dobramos o joelho, oramos, agradecemos a Deus por aquele momento, lemos a Bíblia, contamos o quão ilógico era estar ali naquele momento, em termos humanos, o quão irracional. Compartilhamos aquele momento, saímos então, levantamos, fomos até a janela do gabinete, o gabinete do ministro do Supremo é todo de vidro e dali você vê a Praça dos Três Poderes, o Palácio do Planalto, o Congresso, o edifício do plenário do Supremo, vê boa parte do lago e de bairros do Lago Sul de Brasília.

Então eu, minha esposa, meus dois filhos estávamos ali observando a cidade, observando a Praça dos Três Poderes, e Deus colocou no meu coração o que eu falei lá e repito aos senhores e senhoras nesta noite.

Eu disse: talvez o sentimento comum em um momento como esse seja de poder.

Eu queria dizer, e disse, à minha família que o que eu estou sentindo hoje é dever. A cadeira que nós ocupamos, cada um de nós, nos dá muito mais responsabilidade do que poder. (Palmas.) O problema é quando nós confundimos isso, é o princípio da nossa queda.

Imparcialidade, integridade e responsabilidade, e em quarto lugar: buscar a justiça. A filosofia diz que, basicamente, há duas formas básicas de compreensão de justiça. Jeremy Bentham, pai do utilitarismo: “Justiça é o que é melhor para mim e para o meu grupo. É o que é melhor para os meus amigos, é o que é melhor para o meu partido, é o que é melhor para a minha família, é o que é melhor para a minha classe”.

Stuart Mill, discípulo de Bentham, ele alivia e humaniza a teoria utilitária de justiça de Bentham. Stuart Mill diz: “Não, justiça é o que é melhor para os interesses da maioria das pessoas, é o que atende os interesses do grupo majoritário”. Democracia envolve muito isso, ganha quem tem mais voto. Uma decisão colegiada que ganha a posição que tem mais voto.

Mas de outro lado a filosofia kantiana. Para Kant, justiça não está vinculada aos interesses, seja de uma maioria, seja de uma minoria, seja de um grupo, seja de um grande grupo. Para Kant, justiça é o que é certo, independente dos interesses em jogo. Não é isso que nós ensinamos para os nossos filhos? Não minta, por quê? Porque é o certo. Fale a verdade, porque é o certo. Trate bem as pessoas, porque é o certo.

Um grande desafio, e o magistrado tem essa responsabilidade. As partes têm interesse, a maioria tem interesse, a minoria tem interesse, os grupos têm interesses, os partidos políticos têm interesses, as organizações e associações de classe têm interesses, e o magistrado só pode ter um interesse, fazer o que é certo, deputado André. (Palmas.)

Por isso, eu concluo a honra que os senhores e as senhoras, deputados e deputadas, me concedem. Eu, de forma responsável, aceito com gratidão, mas também assumindo compromissos de que Deus me ajude, de que Deus nos ajude a sermos homens públicos e, no meu caso, magistrados imparciais e íntegros que, ao mesmo tempo, sejam responsáveis e busquem fazer o que é certo, simplesmente porque é o certo a se fazer.

Obrigado e que Deus nos abençoe. (Palmas.)

 

O SR. MESTRE DE CERIMÔNIAS - Obrigado, ministro. Nós renovamos nossos agradecimentos a V. Exa. pelas palavras e pela aula. E agora para o discurso de encerramento, podem ocupar os seus lugares novamente, do deputado estadual Oseias de Madureira.

 

O SR. PRESIDENTE - OSEIAS DE MADUREIRA - PL - Eu quero agradecer a Deus, o dono da vida, pelo privilégio de estarmos juntos nesta noite. Agradecer à minha família, à minha esposa Silvana, ao Pedro, à Gabi e ao Rafa. Agradecer a todos os pastores que aqui estão.

Minha palavra de profunda gratidão a todos os secretários, prefeitos, vereadores, conselheiros, ao querido governador, ao querido presidente da Casa, deputado André do Prado. Minha palavra de profunda gratidão a todos os deputados aqui presentes, muito obrigado a todos os amigos. E, finalmente, agradecer de forma muito especial ao prefeito Ricardo Nunes. Deus abençoe o senhor.

Muito obrigado ao deputado Cezinha, ao deputado Dr. Jorge Messias e a cada um dos servidores, a cada autoridade presente, e a, sobretudo, a cada cidadão que nos prestigiou com a sua presença, que Deus, na sua infinita bondade, abençoe a cada família aqui representada, e nos conceda sabedoria para seguirmos trabalhando pelo bem comum.

Declaro encerrada esta solenidade.

Boa noite a todos. (Palmas.)

 

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- Encerra-se a sessão às 22 horas e 16 minutos.

 

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