
1 DE JULHO DE 2026
90ª SESSÃO ORDINÁRIA
Presidência: CARLOS GIANNAZI, LUIZ CLAUDIO MARCOLINO, EDUARDO SUPLICY e GIL DINIZ BOLSONARO
RESUMO
PEQUENO EXPEDIENTE
1 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência e abre a sessão às 14h01min.
2 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Por inscrição, faz pronunciamento.
3 - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO
Assume a Presidência.
4 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
5 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
6 - EDUARDO SUPLICY
Assume a Presidência.
7 - REIS
Por inscrição, faz pronunciamento.
8 - RICARDO MADALENA
Por inscrição, faz pronunciamento.
9 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
10 - EDUARDO SUPLICY
Por inscrição, faz pronunciamento.
11 - GIL DINIZ BOLSONARO
Assume a Presidência.
12 - CARLOS GIANNAZI
Por inscrição, faz pronunciamento.
13 - CARLOS GIANNAZI
Assume a Presidência.
14 - GIL DINIZ BOLSONARO
Por inscrição, faz pronunciamento.
15 - GIL DINIZ BOLSONARO
Para comunicação, faz pronunciamento.
GRANDE EXPEDIENTE
16 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Discorre sobre a obrigatoriedade de cumprimento da Lei Federal 15.326/26 pelos entes federativos.
17 - PAULO MANSUR
Para comunicação, faz pronunciamento.
18 - GIL DINIZ BOLSONARO
Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.
19 - PRESIDENTE CARLOS GIANNAZI
Defere o pedido. Tece comentários sobre a Lei Complementar Federal 226/26 e a necessidade de seu cumprimento pelo governo estadual. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 02/07, à hora regimental, sem Ordem do Dia. Levanta a sessão às 15h14min.
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* *
ÍNTEGRA
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-
Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.
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-
Passa-se ao
PEQUENO EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o
número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus,
iniciamos nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da
sessão anterior e recebe o expediente.
Dando início à lista de oradores
inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o deputado Itamar Borges.
(Pausa.) Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o
deputado Luiz Claudio Marcolino, que fará o uso regimental da tribuna.
O
SR. LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT
- SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, nobre deputado Carlos Giannazi, Srs.
Deputados, Sras. Deputadas, funcionários e funcionárias da Alesp.
Sr. Presidente,
hoje está acontecendo, dia 1º de julho, a etapa estadual, São Paulo “Jerri
Morais”, é a 4ª Conferência Nacional - se puder colocar aqui a apresentação - é
a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca no estado de São Paulo. Essa é
uma realização da sociedade civil e da Frente Parlamentar da Pesca e Aquicultura
aqui na Assembleia Legislativa, com apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura.
É importante
lembrar que seria do estado de São Paulo a responsabilidade de chamar essa
Conferência. Como o Governo do Estado de São Paulo não chamou essa Conferência,
nós estamos chamando. Está sendo realizada no dia de hoje pela sociedade civil
e a nossa Frente Parlamentar em Defesa da Pesca Artesanal e Aquicultura no
Estado de São Paulo. Pode passar a próxima.
Essa Etapa
Estadual “Jerri Morais”, nós estamos tratando principalmente da política de
governo à política de Estado. Retomada da participação social na construção das
políticas públicas para o setor, o encontro reuniu pescadores... O encontro
está reunindo pescadores artesanais, aquicultores, comunidades tradicionais,
pesquisadores, entidades representativas e gestores públicos.
A Organização
da Sociedade Civil, com apoio da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento e
Proteção da Pesca Artesanal e Agricultura do Estado de São Paulo. Pode passar a
próxima. Depois de 17 anos, a Conferência Nacional volta a ser realizada,
paralisou durante um período muito longo.
A intenção é
construir propósito para fortalecer a pesca artesanal e a aquicultura, garantir
maior participação dos trabalhadores nas decisões nacionais, defender a geração
de renda, emprego e desenvolvimento sustentável, elaborar propostas que
representarão São Paulo na etapa nacional.
Os principais
desafios debatidos: fortalecimento das colônias e associações, regularização da
atividade, redução da burocracia, acesso ao crédito, assistência técnica,
comercialização do pescado, condições dignas de trabalho, políticas públicas
permanentes para pesca artesanal e aquicultura, e equilíbrio entre preservação
ambiental e o direito ao trabalho.
Hoje, na
abertura, nós tivemos aqui representações do Ministério da Pesca Artesanal e
Aquicultura. Nós tivemos aqui a Yoko Arita, presidente da Colônia de Pescadores
E12, de Santa Fé do Sul, o Chico da Almada, pescador artesanal caiçara da Praia
da Almada, Ubatuba. Yoshiaki, integrante da comunidade de pescadores artesanais
do Baixo Rio Grande, Z-6, São Paulo.
Eliane Diniz,
presidente da Colônia de Pescadores Z-5, de Peruíbe. Delma Rolim de Oliveira,
Caiçara de Ubatuba, companheira de vida do nosso amigo, grande amigo, Jerri Morais,
a qual essa conferência homenageou. O Adauto, superintendente federal da Pesca
e Agricultura do estado de São Paulo.
A Lucinei Paes,
coordenador da Frente Parlamentar da Pesca Artesanal e Aquicultura, e
Estanislau Steck, presidente da Federação do Ministério da Agricultura de São
Paulo, do Mapa, e Cristiane Rodrigues, diretora do Instituto de Pesca. E também
a Diva Helena Nogueira Miyazaki, que é da Colônia, presidente da Colônia Z-27
de Icém, São Paulo.
Então estamos
trazendo aqui um pouco as principais lideranças. Junto ao dia de hoje também,
nós fizemos aqui uma homenagem ao Jerri Morais, um importante líder da pesca
artesanal de Ubatuba, integrante da Frente Parlamentar, Delma Rolim, sua
companheira, do Jerri, recebeu a homenagem, e diz: "Sua trajetória
simboliza a defesa da pesca artesanal, organização das comunidades
tradicionais, diálogo permanente com os pescadores e a luta por políticas
públicas para o setor."
O Jerri é um
companheiro, presidente da Colônia de Ubatuba, faleceu alguns dias atrás, mas
foi sempre um grande defensor da pesca artesanal no estado de São Paulo, um dos
proponentes da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca Artesanal e
Aquicultura no estado de São Paulo.
E, como eu
disse no início, como o Governo do Estado de São Paulo não realizou a etapa
estadual da Conferência da Pesca e Aquicultura no Estado de São Paulo,
realizamos, a partir da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca Artesanal e
Aquicultura, também junto com a Superintendência da Pesca no estado de São Paulo
e com as colônias do estado de São Paulo, tanto do continente como do litoral,
para garantir que essa etapa fosse realizada. Hoje também estaremos tirando os
delegados para a etapa nacional.
Então, mais uma
vez, é a sociedade civil se organizando, para tirar diretrizes e políticas
públicas de Estado para os pescadores em todo o estado de São Paulo, em todo o
Brasil.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
Então, trago
aqui o relato da 4ª Conferência Nacional da Pesca e Aquicultura e etapa
estadual acontecendo hoje nos sindicatos bancários de São Paulo, região, no
Centro de São Paulo.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Obrigado,
deputado Marcolino.
Com a palavra, o deputado Fabio Faria
de Sá. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a
palavra, o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra, o deputado
Bruno Zambelli. (Pausa.) Com a palavra, o deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Enio Tatto.
(Pausa.) Com a palavra, a deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.) Com a palavra,
a deputada Leci Brandão. (Pausa.) Com a palavra, a deputada Thainara Faria.
(Pausa.) Com a palavra, a deputada Márcia Lia. (Pausa.) Com a palavra, o
deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.)
Com a palavra, o deputado Eduardo
Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.
*
* *
-
Assume a Presidência o Sr. Luiz Claudio Marcolino.
*
* *
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi, que preside essa sessão.
Srs. Deputados, recebi hoje, com tristeza, a notícia do falecimento, no último
dia 27, de Cleiton Ferreira, mais conhecido como Dentinho, figura de extrema
relevância para sua experiência de vida e seu trabalho na chamada Cracolândia,
região da Luz.
Dentinho, que
também era conhecido na rua como professor, foi um símbolo de resistência e
reinvenção. Atuou como agente de redução de danos, ator e artista, e na defesa
de políticas públicas, como o “De Braços Abertos”, sempre lembrando que o
problema não é o uso da droga em si, mas a pobreza. Por sinal, Dentinho é prova
de como o programa “De Braços Abertos” salva vidas.
Segundo seus
próprios relatos, Dentinho viveu 10 anos em situação de rua, sendo 6 na chamada
Cracolândia. Na época, pesava 51 kg e fazia uso de drogas 24 horas por dia.
Chegou a sofrer com a violência policial, quase perdeu a visão do olho e teve
seus dentes quebrados após uma granada de gás lacrimogêneo explodir em seu
rosto.
Ao entrar para
o “De Braços Abertos”, Dentinho foi reduzindo o consumo de drogas até se
estabilizar, passou a compor a equipe do Centro de Convivência É de Lei, onde
atuava como redutor de danos, ajudando pessoas que estavam em situação similar
à que ele passou, além da vasta atuação para reduzir os danos causados pelo
contágio de ISTs em populações vulnerabilizadas, como as profissionais do sexo.
Dentinho ajudou a salvar inúmeras vidas.
Além da redução
de danos, Dentinho sempre trazia cultura como um direito essencial. Poeta e
ator, integrou o elenco do grupo Cia Mungunzá de Teatro, atuando na peça “Cena
Ouro - Epide(r)mia”, que retrata a região da Boca do Lixo e da Cracolândia. Foi
também pesquisador pela Unifesp, representante de São Paulo na Delegação
Nacional de Saúde Mental e um dos integrantes do Projeto Birico.
Atualmente,
Dentinho era membro do Comitê Intersetorial de Política Municipal para a
População em Situação de Rua, representando o É de Lei pela segunda gestão
consecutiva.
No comitê,
Dentinho sempre se dedicou na melhoria e fiscalização das políticas públicas
para a própria rua, e ele sempre se lembrava da importância da própria rua em
se manter unida para reivindicar seus direitos e conseguir conquistas. Um
verdadeiro defensor dos direitos humanos.
Dentinho fará muita
falta na luta por uma sociedade mais justa. Deixo o meu abraço à família, aos
amigos, aos companheiros do É de Lei. Que sua trajetória e seu legado inspirem
um olhar mais humano para a questão das drogas e da população em situação de
rua. Dentinho presente.
Solicito, por
gentileza, um minuto de silêncio para a devida homenagem a este batalhador
pelos direitos da pessoa humana, o Dentinho.
*
* *
- É feito um minuto de silêncio.
*
* *
Muito obrigado, Sr. Presidente
Marcolino.
O
SR. PRESIDENTE - LUIZ CLAUDIO MARCOLINO - PT -
Dando sequência aos oradores do Pequenos Expediente, com a palavra a nobre
deputada Professora Bebel. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Rui Alves.
(Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Donato. (Pausa.)
Com a palavra o nobre deputado Alex
Madureira. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado Paulo Mansur. (Pausa.) Com a
palavra a nobre deputada Ediane Maria. (Pausa.) Com a palavra o nobre deputado
Dirceu Dalben. (Pausa.)
Com a palavra o nobre deputado Carlos
Giannazi. Tem, V. Exa., o tempo regimental de cinco minutos, no Pequeno
Expediente.
Nobre deputado, Carlos Giannazi.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Marcolino, deputado Suplicy,
deputado Reis. Eu recebi, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, várias reclamações,
várias denúncias da comunidade escolar da Escola Estadual Teruko Ueda Yamaguti,
que fica no Jardim Santa Cruz. Essa escola pertence à Unidade Regional de
Ensino Centro-Sul.
Inclusive,
recebi também um abaixo-assinado da comunidade escolar, fazendo gravíssimas
denúncias contra a própria Diretoria de Ensino, agora transformada em Unidade
Regional de Ensino Centro-Sul.
* * *
- Assume a
Presidência o Sr. Eduardo Suplicy.
* * *
Denúncias de
assédio, de perseguição, de afronta à gestão democrática da escola pública em
relação à perseguição à gestão dessa escola. A diretora da escola está sendo
perseguida, está sendo ameaçada de ser afastada da gestão da escola, a
professora Carmelice, uma professora que faz um trabalho importante na
comunidade escolar.
Ela já está
nessa escola desde 2019, e está sendo ameaçada agora por conta de todo esse
processo, de todas essas resoluções autoritárias que impõem, sobretudo a farsa
da avaliação de desempenho, que criminaliza, é uma avaliação punitivista que a
Secretaria da Educação adotou para perseguir professores, diretoras,
supervisoras de ensino, agentes de organização escolar.
Todos são
perseguidos por essa metodologia, por essa farsa de avaliação de desempenho. A
professora, a diretora Carmelice é mais uma vítima dessa política educacional
do Estado, levada ao extremo aqui pela Unidade Regional Centro-Sul, que parece
ser mais realista do que o rei.
Então a
comunidade está mobilizada com abaixo-assinado. Hoje houve uma manifestação e
uma reunião. A comunidade escolar foi até a diretoria de ensino, a Unidade
Regional de Ensino Centro-Sul, tenho aqui as fotos. Houve lá uma manifestação.
Vou pedir para o pessoal da técnica colocar para a gente as fotos aqui da
manifestação.
Eles estiveram
lá, professores, pais de alunos, fazendo um protesto e exigindo a permanência
da diretora, que eles respeitem a gestão democrática da escola. Então houve
essa reunião, há um abaixo-assinado, há mobilização da comunidade contra o
afastamento da professora Carmelice.
Então eu queria
dizer que essa farsa da avaliação de desempenho vem produzindo várias vítimas
na rede estadual de ensino, porque agora as unidades regionais de ensino podem
afastar a qualquer momento não só as diretoras cujas escolas não tenham o
desempenho esperado pelas diretorias de ensino, sobretudo das metas das
plataformas digitais, como também os próprios supervisores de ensino.
Estão sendo
afastados em várias regiões do estado, porque se as escolas do setor desses
supervisores, dessas supervisoras, não atingem também as metas estabelecidas,
metas duvidosas - com as quais nós não concordamos -, então eles também são
afastados. E muitos já foram afastados dos seus setores, muitos estão
encostados na burocracia da Secretaria da Educação.
Ou seja, é um
desmonte da rede estadual promovida por esse governo. E aqui é um caso exemplar
do que vem acontecendo. Então quero aqui manifestar nosso total apoio à professora
e diretora Carmelice, e aqui fazer um apelo à dirigente de ensino da Centro-Sul
para que não persiga, para que não faça a transferência compulsória, não afaste
a professora Carmelice, que tem o apoio dos alunos, dos professores, dos
funcionários e de toda a comunidade escolar.
Quero também,
Sr. Presidente, aqui manifestar o nosso total apoio e a nossa solidariedade à
professora Michele Ramos, da rede municipal de São José dos Campos, que foi
fortemente vítima também de uma situação inusitada, que reflete a
desvalorização do Magistério que é promovida pelos governos de plantão, tanto
os municipais como os estaduais.
A professora
estava ontem na sua aula, na mesa dela tinha um copo de água, que ela bebia
conforme ia dando aula, e um aluno colocou uma lâmina de vidro dentro desse
copo.
A professora,
por sorte, percebeu na hora em que ela foi tomar a água, mas o que deixou
indignada a professora foi que a classe inteira viu, os alunos viram esse outro
aluno colocando a lâmina, o vidro dentro do copo, e ninguém avisou a
professora.
A sala ficou
esperando a professora tomar a água. Ela morreria se ela fizesse isso, mas
felizmente ela percebeu a tempo a situação. Não tomou a água, mas ficou
extremamente abalada - e com razão. Teve um atendimento médico.
A
prefeitura não deu a ela nenhum tipo de apoio psicológico, emocional e nem
médico. Ela teve que ir sozinha a uma unidade de Saúde para fazer um exame
médico. Está totalmente abalada com a situação, e isso repercutiu muito forte
no Magistério nacional, não só aqui em São Paulo, mas o Brasil inteiro está
falando sobre isso.
E
essa situação toda tem a ver com a desvalorização, com a falta de investimento
no Magistério, tem a ver também com essa onda de violência contra as escolas,
que a gente tanto tem denunciado, e tem a ver sobretudo também com esses
projetos que são implantados, esses programas, como, por exemplo, aqui na
gestão Tarcísio/Feder, em que a Secretaria da Educação, o Renato Feder, o
empresário da Educação, implantou agora a Avaliação 360, em que o aluno avalia
o professor.
Eu
fico imaginando, deputado Reis, esses alunos que queriam matar a professora,
colocaram um vidro dentro do copo da professora: esses alunos vão avaliar os
professores. Se eles queriam matar a professora, imagine o aluno avaliando a
professora. Que eu saiba, é o professor quem avalia os alunos. Não tem essa.
Agora, aqui em São Paulo, sobretudo nessa gestão do Renato Feder, da gestão
Tarcísio, é o contrário: os alunos avaliam os professores e se vingam contra os
professores. É a isso que nós estamos assistindo nesse processo de avaliação de
desempenho.
Mas
eu quero aqui prestar toda a solidariedade, todo o apoio à nossa colega,
professora da rede municipal de São José dos Campos. E cobrar providências da
Prefeitura, da Secretaria Municipal de São José dos Campos para que deem
assistência de verdade à professora, não só da boca para fora: assistência
psicológica, emocional, médica.
E
que ela seja afastada com uma licença remunerada até que ela se recupere desse
trauma, porque esse ataque à professora Michele Ramos é um ataque a todo o
Magistério do Brasil e faz parte dessa política de ódio contra a Educação e
contra o Magistério.
Muito
obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT -
Deputado Giannazi, tem a palavra agora a deputada Marina Helou. (Palmas.)
Deputado Reis. (Palmas.) Deputada Solange Freitas. (Palmas.)
Deputado Reis,
presente, tem a palavra pelo tempo regimental.
O SR. REIS - PT - Cumprimentar o deputado Suplicy,
que está presidindo os trabalhos. Cumprimentar também o público presente, os
integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Polícia
Técnico-Científica. Cumprimentar também todos os profissionais da Educação,
todos os funcionários desta Casa e todos aqueles e aquelas que estão nos
acompanhando pela Rede Alesp.
Presidente
Suplicy, eu quero deixar registrado que estou protocolando na data de hoje um
novo projeto, que trata da carreira única dos policiais militares e dos
subsídios. Esse projeto é fruto de um processo de discussão na base, um
processo de discussão que, quando o governador mandou o projeto para cá, de
reestruturação da Polícia Militar, nós fizemos emendas, porque ele trouxe a
carreira única, que já é carreira única, os oficiais. Mas ele melhorou a situação
dos oficiais.
Quando
um aspirante sai da Academia de Polícia do Barro Branco, vai direto para o
posto de primeiro-tenente, ele tem um salto salarial enorme, porque atropela o
posto de segundo-tenente e vai direto para primeiro-tenente.
E
o segundo-tenente ficou para aqueles subtenentes que consigam prestar um
concurso interno e passar para esse cargo de segundo-tenente. Mas o objetivo da
base da Polícia Militar, por tudo que tenho conversado nas companhias, nos
batalhões, é de que tem a carreira única para os praças.
Bom, na
realidade, isso é uma competência exclusiva do governador - esse projeto -, mas
nós podemos, sim, protocolar, para estimular o debate. E como nós estamos
diante de um processo eleitoral em que a população de São Paulo vai escolher um
novo governo - eu espero que seja um novo governador a partir do ano que vem -,
então nós temos que colocar esses projetos em debate para que esses
pré-candidatos possam colocar no seu programa de governo aquilo que é o anseio
da base da Polícia Militar e que é o anseio da base da Polícia Civil, da base
da Polícia Penal.
Então nós
estamos construindo projetos, inclusive estou terminando de elaborar a
regulamentação da Lei nº 14.735, que é a Lei Orgânica da Polícia Civil, que o
governador não conseguiu fazer. Esse governador enrolou, enrolou, criou GT,
criou grupo de trabalho, criou grupo de trabalho na Secretaria de Segurança
Pública, criou grupo de trabalho na Casa Civil, criou grupo de trabalho na
Delegacia Geral de Polícia, mas não teve competência para mandar um projeto
para esta Casa regulamentando a Lei nº 14.735. Faltou-lhe competência,
faltou-lhe coragem e faltou-lhe vontade política.
O governador
quer estar... O governador, rei dos pedágios, como é chamado no dia a dia,
governador rei das privatizações, como é chamado no dia a dia, sucateador dos
serviços públicos, como é chamado no dia a dia, não teve coragem, competência e
vontade política para regulamentar a Lei nº 14.735, que é a lei que trata da
nova organização, que traz as diretrizes para as polícias civis de todo o
Brasil. Cerca de 11 estados já conseguiram fazer isso. São Paulo está atrasado,
se autoatropelou com esses grupos de trabalho e não tem resposta.
Mas nós vamos
deixar assim aqui, hibernando um projeto de lei construído com a participação
dos policiais civis, que traz a regulamentação da Lei nº 14.735. E vamos
apresentar esse projeto para a Polícia Militar, e trazendo a escala de
vencimentos do Distrito Federal. Não é só o Distrito Federal, os antigos
territórios também têm a mesma escala de vencimentos.
Então não sei
porque o estado mais rico da Federação, que é o estado de São Paulo, não pode
pagar um salário digno para os seus policiais. Você tem estados pobres, estados
em condições precárias, estados que arrecadam 10% do que São Paulo arrecada e
pagam um salário melhor para os seus policiais - caso do Amazonas, por exemplo.
Então nós
estamos trazendo uma tabela de vencimentos também de subsídios, onde começa o
soldado com salário de R$ 11.032,00; o cabo com salário de R$ 11.466,00; o
terceiro-sargento com o salário de R$ 12.750,00; o segundo-sargento com salário
de R$ 13.949,00; o primeiro-sargento com salário de R$ 16.460,00; um subtenente
com salário de R$ 20.626,00 e um
segundo-tenente com salário de R$ 20.692,00. Essa tabela é a tabela do Distrito
Federal.
Então o governo
ameaçou transformar o salário dos policiais em subsídio, só que o subsídio que
ele estava prevendo para São Paulo era nivelado por baixo, como fez com a
Polícia Penal. Quando você tem um policial penal começando a sua carreira com
cerca de R$ 4.500,00 e você pega um policial penal federal, o início de
carreira são cerca de R$ 9.800,00 e termina com mais de 20 mil reais.
Então por que o
estado mais rico da Federação não pode pagar pelo menos esses salários que são
pagos no Distrito Federal, que são pagos no estado de Roraima, Tocantins?
Então a gente
espera que nesse processo eleitoral, esse debate sobre a Segurança Pública -
porque o maior problema de São Paulo é a violência, o maior problema de São Paulo
é a falta de Segurança Pública -, que agora, nesse processo de debate, todo
mundo comece a correr atrás para tentar tampar o sol com a peneira. Mas ficou
quatro anos aí, o povo sofrendo com a falta de segurança.
Então o maior
problema de São Paulo: violência, falta de segurança - isso está na pesquisa
Quaest. Então a gente espera que, dentro desse debate da Segurança Pública, os
candidatos, os pré-candidatos ao Governo do Estado de São Paulo possam ter em
seu programa de governo uma proposta realmente aceitável, uma proposta que
possa, realmente, dar resposta para essa demanda de valorização dos servidores
da Segurança Pública que vem de muitos anos.
Passa governo,
entra governo. Chegou o governo Doria, prometeu que seria o 3º melhor salário
do País; vem o Tarcísio, falou que era o 10º, mas a polícia de São Paulo ainda
continua em 22º lugar em questão salarial.
Então essas
promessas não foram cumpridas, e a gente espera que nesse processo debate a
gente possa produzir esses projetos e mostrar para eles o que a polícia de São
Paulo quer, o que realmente precisa ser feito para melhorar a Segurança
Pública. E melhorar a Segurança Pública começa pela valorização do policial.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Muito bem,
deputado Reis.
Tem a palavra agora a deputada Solange
Freitas. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Gil Diniz
Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia
Amary. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez.
(Pausa.)
Deputado Marcos Damasio. (Pausa.) Profª
Camila Godoi. (Pausa.) Deputado Valdomiro Lopes. (Pausa.) Deputada Andréa
Werner. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputada Beth Sahão.
(Pausa.) Deputado Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do
Consumidor. (Pausa.) Deputada Carla Morando. (Pausa.) Deputada Fabiana
Bolsonaro. (Pausa.)
Deputado Sebastião Santos. (Pausa.)
Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Rafael Saraiva.
(Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.)
Na Lista Suplementar agora, do Pequeno
Expediente, deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos.
(Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.)
Deputado Ricardo Madalena, tem a
palavra pelo tempo regimental.
O
SR. RICARDO MADALENA - PL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente Suplicy, todos os parlamentares desta
Casa, senhores servidores, Polícia Militar, Civil.
É com muita
indignação que nós hoje estamos usando a tribuna desta Casa para dizer que,
após o deferimento da nossa candidatura ao Crea São Paulo, e por ser honorífico
o cargo, nós podemos disputar, sim, tanto é que tivemos até o deferimento. E
depois, no decorrer da campanha do jogo já começado, criaram-se duas
deliberações, das quais nos inibe de ser candidatos.
Isso é
lamentável, Sr. Presidente, haja visto que as nossas propostas eram claras, de
valorização e capacitação da nossa classe: os engenheiros e as engenheiras
tecnólogos do nosso estado de São Paulo. Aqui mesmo, nesta Casa, nós tivemos
aproximadamente 20 parlamentares que gravaram conosco, dando apoio à nossa
candidatura, porque nós éramos...
Somos
engenheiros fora do sistema, querendo fazer a diferença para a nossa classe,
desse sistema viciado que está hoje no Creas São Paulo, só que, infelizmente,
através dessas deliberações do Confea, estão tirando nós a nossa candidatura,
no dia três do sete, ou seja, depois de amanhã.
Hoje, se você
entrar na IA, que monitora o mundo, e digitalizar lá “Quem vence as eleições do
Creas São Paulo?”, vai sair lá engenheiro Ricardo Madalena. Quem é o mais
preparado? Engenheiro Ricardo Madalena. E nós só temos a lamentar, porque no
calar da noite inventaram as deliberações. É uma indignação muito grande,
porque nós iríamos fazer a diferença para a nossa classe, mas nada está perdido
ainda.
Nós acionamos
os nossos advogados e estamos aguardando um parecer da Justiça Federal em São
Paulo, e esta barbaridade que fizeram vai por água abaixo e nós vamos compor
chapa, vamos estar com o nome, no dia três do sete, para disputar as eleições
do Creas São Paulo e fazer a diferença para a nossa classe.
Era isso que eu
tinha a dizer, Sr. Presidente.
Muito obrigado.
Um grande
abraço a todos.
O
SR. PRESIDENTE - EDUARDO SUPLICY - PT - Obrigado,
deputado Ricardo Madalena. Tem a palavra agora o deputado Luiz Claudio
Marcolino. (Pausa.) Tem a palavra agora o deputado Eduardo Suplicy. Se o...
Pode presidir um pouco? Deputado Carlos Giannazi, passo a V. Exa. a Presidência.
Muito obrigado.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, com a palavra o
deputado Eduardo Suplicy, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. EDUARDO SUPLICY - PT -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro deputado Carlos Giannazi, hoje falarei aqui sobre
a moção ao Ambulatório de Hepatites. O protocolo ontem... Protocolei ontem a
Moção nº 212, que aplaude o Ambulatório de Hepatites da Escola Paulista de
Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, pelos 40 anos de existência.
O Ambulatório
de Hepatites, da disciplina de gastrenterologia, da Escola Paulista de
Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, celebrou 40 anos em
novembro de 2025, sendo um dos ambulatórios didáticos assistenciais pioneiros
no Brasil no atendimento de pacientes com hepatites virais, servindo como campo
não só para assistência, mas para o ensino e pesquisa, um marco do SUS e da
cidade de São Paulo.
Foram mais de
21 mil pacientes atendidos ao longo das décadas de funcionamento do ambulatório
até os dias atuais, além de ser campo para formação de 88 alunos de mestrado ou
doutorado e fonte de estudos clínicos para publicação de mais de 200 artigos
científicos.
O ambulatório
acompanhou a história do tratamento para hepatite C no Brasil, com grande
impacto no nosso estado, participou em inúmeros estudos clínicos, com novas
medicações que propiciaram a cura de pacientes que antes desenvolviam cirrose
hepática e todas as suas complicações.
Atualmente, a
hepatite C é uma doença com cura e cada vez menor prevalência. No estudo da
hepatite B, o ambulatório se destacou no diagnóstico, tratamento e vacinação,
além de desenvolver ampla linha de assistência com pacientes transplantados
renais mais propensos a reativar a doença.
Foi responsável
ainda por contribuir para o fortalecimento da Escola Paulista de Medicina,
instituição de ensino superior que, desde 1933, é responsável pela formação de
médicos para o nosso estado.
Essa moção é
uma homenagem não só ao Ambulatório de Hepatites da Escola Paulista de
Medicina, mas também ao Sistema Único de Saúde, mostrando a importância das
universidades públicas para o atendimento da população, para a formação médica
capacitada e para o desenvolvimento de pesquisa de ponta. Faço aqui o apelo
para que essa moção seja aprovada o mais breve possível nesta Casa Legislativa.
Muito obrigado.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Gil Diniz
Bolsonaro.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado, nobre
deputado Eduardo Suplicy.
Seguindo aqui a lista de oradores do
Pequeno Expediente, pela Lista Suplementar, convido a fazer uso da tribuna o
nobre deputado Carlos Giannazi. Vossa Excelência tem o tempo regimental.
O
SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL -
SEM REVISÃO DO ORADOR - Presidente, deputado Gil Diniz, deputado Suplicy,
telespectadores da TV Assembleia, ontem nós teríamos a aprovação da LDO. Tinha
sido estabelecido que ela seria votada na data de ontem, porém não houve acordo
e a votação ficou para a semana que vem, para terça-feira.
Nós temos
muitas emendas. Eu apresentei muitas emendas a essa LDO. Aliás, a Emenda nº 1,
a primeira apresentada e publicada no “Diário Oficial”, é sobre o pagamento do
confisco das aposentadorias e pensões. No entanto, não houve acordo e a votação
será, talvez, só na terça-feira que vem.
Mas a nossa
estranheza é que o governo está chantageando, está ameaçando colocar na pauta,
em votação, o famigerado Projeto de lei nº 1.316, que é o projeto da reforma
administrativa contra a Educação, contra o Magistério, que nós já denunciamos
exaustivamente. O projeto foi protocolado pelo governo estadual, a pedido,
logicamente, da Secretaria da Educação, em 2025, em regime de urgência.
É um projeto
com várias contradições. A primeira delas é que ele vem como PL, projeto de
lei, quando, na verdade, deveria ser um PLC, porque ele altera pelo menos oito
leis complementares, entre elas os estatutos do Magistério e o Estatuto do
Funcionalismo Público.
Eu me refiro
aqui, por exemplo, à Lei Complementar nº 444, de 85, e também ao Estatuto do
Funcionalismo Público Estadual, que é a Lei nº 10.261, de 68. Mas o projeto
veio como PL.
É muito
estranho, mas não é estranho porque nós entendemos a tática do governo, porque
um PLC precisa de mais votos para ser aprovado, e um PL, não. O governo achou
uma brecha discutível do Supremo Tribunal Federal e apresentou o projeto dessa
forma, em regime de urgência e com essa grande contradição.
O projeto é tão
ruim, mas tão ruim que nem o governo acredita que ele teria uma grande
quantidade de votos da base do Governo, que está incomodada também com esse
projeto.
É um governo
antipopular, antipovo, antieducação, antimagistério, é um projeto muito ruim
para um deputado, mesmo da base do governo, que apoia o governador Tarcísio de
Freitas, que apoia esse Renato Feder, votar nesse projeto, ainda mais num
período eleitoral.
O deputado que
votar nesse projeto vai ter um desgaste muito grande; então o governo mandou o
projeto como um PL, que diminui o número de votos para que ele seja aprovado.
Essa é a tática do governo. Mas o mérito do projeto é péssimo, é ruim, porque
ele vai legalizar já muitas medidas que estão em curso, medidas autoritárias
contra os professores e as professoras, contra a Educação.
Eu enumerei
algumas das contradições desse projeto, das crueldades desse projeto que o
governo disse que pretende votar na semana que vem caso não seja aprovada a
LDO, fazendo um jogo, utilizando como moeda de troca o PL 1316, que nem a base
do governo pretende votar de tão ruim que é o projeto.
Mas esse
projeto tenta legalizar a farsa da avaliação de desempenho, que é punitivista,
que criminaliza todo o magistério estadual, como nós já denunciamos em exaustão
aqui na Assembleia Legislativa, a farsa da avaliação 360, pela qual o aluno
avalia o professor, o que é um absurdo.
Até onde eu
saiba, é o professor que avalia os alunos. Os alunos avaliam, nessa avaliação
punitivista, se vingando dos professores, como nós já denunciamos. Como há um
repúdio total do Magistério a esse tipo de avaliação que pune, que transfere
professores, que impede professores de participarem da atribuição de aulas, que
diminui a chance de um professor ter uma evolução.
Enfim, são
avaliações punitivistas que estão em jogo nesse projeto de lei. Esse projeto
também transforma falta-aula em falta-dia. Olha só que absurdo, Sr. Presidente,
a falta-aula vira falta-dia. Se o professor falta uma aula, ele perde o dia
inteiro. Tem aqui uns critérios absurdos dando conta dessa mudança.
Há também
cortes no adicional de local de exercício. Se o professor falta uma aula porque
ele ficou doente, ele perde o ALE, que já é um valor baixíssimo, e não são
todas as escolas que têm, escolas que, inclusive, deveriam ter o ALE, elas
perdem. O professor que faltar um dia tem um desconto no ALE, coisa que não
havia até agora, que não há até agora.
Tem a remoção
punitivista, a remoção por ofício: agora os professores podem ser removidos a
qualquer momento, mesmo os professores efetivos, por meio da avaliação de
desempenho.
Tem também o
fim do recesso de dez dias. Ou seja, o recesso agora ficará a critério do
secretário de plantão, do humor desse secretário, que ele pode dar ou não o
recesso de julho, o recesso de dezembro. Esse recesso, que normalmente é de dez
dias, agora passa por esse processo, pode ser exterminado dependendo do
secretário de plantão. A promoção dos professores será condicionada à avaliação
subjetiva.
Então, não tem
critério, não tem nada. Ou seja, esse projeto e essa avaliação são uma carta
branca para cada secretário depois estabelecer critérios, que serão
estabelecidos. É um projeto péssimo, é um projeto que aprofunda a destruição,
os ataques em curso contra a educação e contra o magistério. Por isso, nós
somos contra o projeto.
Nós estaremos
aqui para continuar obstruindo e impedindo a votação desse cruel e devastador
projeto que representa mais um capítulo de destruição, desse projeto do governo
Tarcísio/Feder em destruir a Educação do estado de São Paulo e, sobretudo,
atacando os profissionais da Educação.
Muito obrigado,
Sr. Presidente.
O
SR. PRESIDENTE - GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Obrigado,
nobre deputado Carlos Giannazi. Convido o senhor a retomar aqui os trabalhos
para que este deputado possa usar a tribuna neste momento.
*
* *
- Assume a Presidência o Sr. Carlos
Giannazi.
*
* *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Dando
sequência à lista de oradores inscritos no Pequeno Expediente, ainda na lista
normal, não estamos ainda na Lista Suplementar, com a palavra o deputado Gil
Diniz Bolsonaro, que fará uso regimental da tribuna.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - SEM
REVISÃO DO ORADOR - Obrigado, presidente, cumprimento V. Exa., o nosso deputado
Eduardo Suplicy, cumprimento a nossa assessoria, os policiais militares civis
desta Casa, o público que nos assiste pela Rede Alesp.
Presidente,
venho hoje aqui a esta tribuna. Ontem eu dizia da questão da LDO. Cumprimento
também a deputada Camila, que está aqui agora, sempre uma honra ter ela aqui.
Camila, falava da questão da votação, e espero que na próxima semana nós
possamos fazer a discussão da LDO.
Acho que vale
muito a pena. Não concordo com qualquer tipo de manobra para pressão dos
deputados para que votem essa LDO. Nós precisamos também, deputado Eduardo
Suplicy, do compromisso do governo para honrar os deputados aqui, especialmente
o deputado Carlos Giannazi, no que já foi colocado, no que foi prometido.
Sempre que nós
falamos sobre emendas, quase que os deputados são criminalizados, mas é algo
que é legal, algo que é constitucional. Nós temos as emendas impositivas. Eu
tenho alguns problemas com emendas impositivas de alguns anos que já passaram e
que não foram pagas, executadas ali na ponta, e agora nós temos a questão das
emendas voluntárias.
Eu tenho
conversado com várias lideranças, prefeitos, vereadores, que me procuram,
deputado Eduardo Suplicy, deputado Carlos Giannazi, que me perguntam: “Olha,
deputado, o senhor foi ao município, o senhor prometeu, nós fizemos aqui um
compromisso, a população está esperando, aguardando, para que isso seja
executado, para que a política pública seja executada ali na ponta”. E eu já
não sei o que falar, eu já não sei mais como explicar algumas questões que vêm
acontecendo.
Então, vamos
discutir o que tem que ser discutido, vamos cobrar o que tem que ser cobrado.
Não acho que é uma questão individual deste deputado. Acho que é uma questão
geral deste Parlamento, mas eu não acho que a palavra dada possa ser
descumprida, ou que seja protelada neste momento tão importante para todos e
cada um de nós.
Então fica aqui
o meu registro. Quero fazer essa discussão. Sabemos que a nossa pré-campanha
deste ano já está aí de vento em poupa. Logo começaremos a campanha, mas não
tenho pressa nenhuma de entrar no recesso parlamentar. Então vamos fazer aqui a
discussão e cobrar quem deve ser cobrado, e, obviamente, fica o meu compromisso
aqui com os nossos pares para o fortalecimento do Poder Legislativo.
Nós somos,
repito aqui, o Poder Legislativo deste estado. Nós representamos, cada um aqui,
uma parcela da sociedade. O deputado Carlos Giannazi, o deputado Eduardo
Suplicy, com a sua vida pública, com a sua história, os outros deputados aqui
que também, assim como eles, rodam esse estado, que é um país, 645 municípios,
deputado Carlos Giannazi, com uma dimensão enorme, incrível, com uma população
gigantesca. Nós somos maiores aqui que a maioria dos países europeus,
sul-americanos.
O nosso PIB
aqui de São Paulo só não é maior que o PIB da União, deputado Eduardo Suplicy,
e nós representamos uma fatia considerável dessa população. E quando um
deputado desta Casa, por ventura, é desrespeitado, em algum compromisso, todo o
seu eleitorado, toda essa população que espera efetivamente que o seu trabalho
seja efetivo também é desrespeitada.
Então, neste
momento aqui, faço esse apelo aos deputados: que todos possam estar engajados
em resolver os problemas que são dados aqui ao Parlamento, a este, repito, a
este Poder do estado de São Paulo, que é o Poder Legislativo, que representa
aqui a nossa população.
Presidente, se
eu puder fazer uma breve comunicação aqui mesmo...
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Com a palavra
V. Exa., para uma comunicação.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL -
PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, só dando continuidade aqui, mas eu queria chamar
a atenção do nosso eleitor, daquelas pessoas que nos seguem, que acreditam em
nós.
Tive contato há
meses com um pessoal muito engajado, um público muito engajado: empresários do
Turismo do estado de São Paulo e da Agricultura do estado de São Paulo,
deputado Eduardo Suplicy, mais voltados para o enoturismo, e me chamou muita
atenção.
Em São Paulo,
hoje, nós estamos, nós vivemos, nós estamos testemunhando uma revolução
silenciosa, que é a ampliação dos vinhos de inverno. É isso mesmo. Eu não
conhecia. Há poucos meses, eu não conhecia esse conceito, deputado Carlos
Giannazi, foi desenvolvido por um engenheiro agrônomo de Minas Gerais, à época
ligado à Epamig, uma empresa que desenvolve o agro de Minas, e ele, na sua
ideia, nos seus estudos, ele idealizou o conceito de dupla poda.
Os vinhos do
Brasil geralmente eram colhidos na época de dezembro, janeiro, uma época
chuvosa. E agora, com esse conceito, essa inversão no ciclo da videira, os
vinhos aqui no estado de São Paulo, em Minas Gerais, na região da Serra da
Mantiqueira, da Baixa Mogiana, do sul de Minas, estão sendo colhidos no
inverno.
E eu me
surpreendi com a qualidade do vinho, vinho fino, que São Paulo, que Minas - mas
sobretudo São Paulo - está produzindo. Fui ler sobre isso, fui estudar
literatura sobre isso e descobri que vários vinhos aqui em São Paulo, várias
vinícolas já estão sendo premiadas nacionalmente e internacionalmente.
Cito aqui, em
São Roque, presidente, a Vinícola Góes, uma vinícola tradicional, hoje, com uma
nova vinícola e um novo conceito aí dentro do enoturismo, que é a Vinícola
Philosophia, a Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal.
É um processo,
como eu disse aqui, revolucionário, que está trazendo ao estado de São Paulo
milhões em investimento, centenas, dezenas de empregos, e que está me chamando
a atenção, novamente, dentro da questão do Turismo, dentro da questão da
Agricultura, da nossa cultura também paulista - essa cultura regional -, e São
Paulo não pode perder essa oportunidade.
Então me coloco
aqui, me coloco à disposição desse setor da Anprovin, de todos que têm se
dedicado neste momento. Fui à Baixa Mogiana, fui a Espírito Santo do Pinhal, a
Amparo, a Itapira ver in loco o trabalho que esses homens de ideal elevado têm
feito contra tudo e todos, deputado Carlos Giannazi, porque o estado de São
Paulo, o Estado brasileiro, não têm ajudado em quase nada essas pessoas que têm
investido no nosso estado e têm trazido aqui divisas para todos nós.
Então eu não
tenho dúvida de que, num futuro recente, nós vamos ouvir muito falar sobre esse
setor, que é o setor da produção de uvas vitis vinifera, que é o setor do enoturismo,
um setor que agrega muito valor e que São Paulo vai despontar regionalmente
aqui no Sudeste para todo o Brasil.
E o que eu vi
ali na Baixa Mogiana, na região do Espírito Santo do Pinhal, ali em Andradas,
no sul de Minas, turistas de fora do País já visitando aqui. Então, eu quero fazer parte desse projeto. Eu
quero participar ativamente como alguém que atua na esfera pública, para
minimizar a carga que o Estado impõe a estes produtores.
E, para
finalizar, presidente, só falar da minha preocupação novamente, estudando este
setor tão importante, a agricultura, tão importante para o estado de São Paulo,
para o Brasil, mais especificamente no setor da produção de uvas, suco de uva,
vinho fino, agora vinho de mesa. O Brasil faz parte do Mercosul. E o Mercosul
fechou um acordo com a União Europeia.
Então, vinhos
da Europa chegaram aqui com uma série de isenções, e eu acho correto,
competitividade. Porém, na reforma tributária aprovada no Congresso Nacional,
os vinhos brasileiros receberão o imposto seletivo, famoso imposto do pecado.
Então nós precisamos discutir isso aqui regionalmente e nacionalmente. Por quê?
Porque o nosso produtor, o nosso trabalhador, não pode ser prejudicado.
E aqui eu não
estou pedindo para sobretaxar este ou aquele, não, não, não. Eu quero que o
estado de São Paulo, o Brasil, por que não, dê condições para que estes que se
dedicam a essa área da economia tenham também condições de serem competitivos.
E nós veremos, como eu disse aqui, este setor, cada vez mais tendo destaque na
economia nacional e, afora do país, também tendo destaque.
Eu vi que a
Investe São Paulo, junto com a Secretaria de Turismo, lançaram aqui o guia
Rotas do Vinho de São Paulo. É um guia muito completo, procurem aí. Parabenizar
o deputado Lucas Bove pela Frente Parlamentar em Defesa da Vitivinicultura e do
Enoturismo também, e me colocar à disposição dele e de seu mandato para ajudar
nessa construção para o estado de São Paulo e para o Brasil, presidente.
Muito obrigado.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - E, havendo acordo
aqui entre os líderes, levantar a presente sessão.
* * *
- Passa-se
ao
GRANDE EXPEDIENTE
* * *
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Muito
obrigado, deputado Gil Diniz.
Só antes de levantar a sessão, gostaria
aqui de dizer que nós recebemos uma notícia muito importante, que a Assembleia
Legislativa do Mato Grosso do Sul acabou de ter a publicação de um importante,
de uma PEC, na verdade, uma proposta de emenda à Constituição de lá.
Uma PEC do deputado Wilson Santos, que
promoveu, junto com o movimento Somos Todas Professoras, que lá no Mato Grosso
do Sul tem como coordenadora, entre elas, a professora Rosilene Soares Silva.
Foi promovida uma importante audiência pública, no dia 9 de junho.
Estive presente, participei. Participou
também a autora da Lei 15.326, a deputada federal Luciene Cavalcante, pelo
enquadramento das educadoras de educação infantil do Mato Grosso do Sul na
carreira do Magistério.
Foi importante e concorrida audiência
pública. E lá eu anunciei as nossas iniciativas aqui em São Paulo, sobretudo na
Assembleia Legislativa de São Paulo, onde eu protocolei dois projetos, uma PEC
e um PL, para que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo reprove as contas
de todos os prefeitos e prefeitas que não cumprirem a Lei 15.326, isto é, que
não enquadrarem as educadoras de educação infantil na carreira do Magistério,
como determina a Lei Federal 15.326, da deputada federal Luciene Cavalcante,
sancionada pela Presidência da República, pelo presidente Lula.
E fiquei muito contente de saber que o
deputado Wilson Santos apresentou também uma PEC com o mesmo teor, para que o
Tribunal de Contas do Mato Grosso do Sul também puna e exija o enquadramento de
todas as prefeituras, que o enquadramento seja feito de todas as educadoras de
educação infantil em todos os municípios do Mato Grosso do Sul.
E ele me disse, quando eu apresentei o
projeto, que até pediu autorização. Eu falei: "Pode, é domínio público o
nosso projeto de lei, a nossa PEC também", e ele apresentou. E nós estamos
pedindo para que todos os estados façam o mesmo do Brasil. Então, prefeito que
não cumprir a lei estará cometendo improbidade administrativa e tem que ter as
suas contas reprovadas.
Dentro desse diapasão da nossa luta
pelo cumprimento da Lei nº 15.326, que é o projeto do enquadramento das
educadoras de Educação Infantil, projeto que mudou a LDB e também mudou a Lei
do Piso Nacional Salarial, eu quero aqui manifestar mais uma vez o nosso total
apoio à luta das educadoras de educação infantil da cidade de Cruzeiro, aqui no
Interior de São Paulo, que são as técnicas de desenvolvimento escolar, as TEDs,
que não foram ainda enquadradas na carreira do Magistério.
Elas devem ser enquadradas, porque elas
ingressaram por concurso público, elas têm formação no Magistério ou na
Pedagogia, e elas exercem a função docente, independentemente se há ou não uma
outra professora em sala de aula.
O fato de elas estarem na sala de aula
fazendo um trabalho com os alunos dá a elas o direito constitucional, dentro da
lei, de serem enquadradas na carreira do Magistério, porque na creche a função
docente é diferente da função docente no ensino fundamental, no ensino médio e
no ensino superior. Não há separação entre cuidar, brincar, atividades lúdicas,
recreativas, com o educar.
Então elas exercem, sim, a função
docente, por isso que eu faço aqui novamente um apelo ao prefeito da cidade de
Cruzeiro, para que faça enquadramento, para que cumpra a Lei 15.326, que
recebeu agora um novo reforço da Lei do Piso Nacional Salarial, que também foi
alterada.
Na alteração da medida provisória do
presidente da República, do presidente Lula, que mudou os critérios para que
haja um reajuste mais alto, um pouco, do que era proposto pela lei anterior,
ele não só confirmou a lei da deputada Luciene Cavalcante, o mesmo texto, como
ele ainda introduziu que as professoras contratadas devem ter direito ao piso
nacional salarial. Então, na falta de uma lei, o prefeito tem duas leis para
justificar o enquadramento na carreira do Magistério. Isso é muito claro para
nós. Então fica aqui o nosso apelo.
E o Fundeb tem que complementar as
verbas, o reajuste dos salários das educadoras de Educação Infantil, que têm
direito ao piso nacional, têm direito à jornada do piso, à aposentadoria
especial, então esse salário pode extrapolar, inclusive, quando o prefeito
paga, se extrapolar à Lei de Responsabilidade Fiscal, não tem problema nenhum,
porque há autorização para isso na própria Lei de Responsabilidade Fiscal, no
Art. 22.
Então fica aqui nosso apelo para que o
prefeito de Cruzeiro respeite, valorize a primeiríssima infância. E quem
valoriza, o prefeito que valoriza, de fato, a Educação Infantil, a
primeiríssima infância, tem que valorizar, em primeiro lugar, quem trabalha com
a primeiríssima infância, quem cuida das crianças o dia todo, que são as
professoras de Educação Infantil.
No caso da cidade de Cruzeiro, as
técnicas de desenvolvimento escolar. Elas devem ser enquadradas imediatamente
na carreira do Magistério. Fica aqui o nosso apelo a todos os prefeitos do
Brasil, de São Paulo, e especificamente aqui do município de Cruzeiro.
O SR. PAULO MANSUR - PL - Uma breve comunicação, presidente.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Com a palavra
o deputado Paulo Mansur, para uma comunicação.
O SR. PAULO MANSUR -
PL - PARA COMUNICAÇÃO - Olha, fui eleito em 2022 com
86.201 votos e eu retribuí nesses quatro anos. Nesses quatro anos aqui na
Assembleia Legislativa eu fiz a Lei 18.021, a lei da tornozeleira eletrônica,
que obriga estupradores a serem monitorados no estado de São Paulo. É a lei
mais forte no combate ao estupro que se aprova num parlamento do Brasil e está
em vigor.
A lei também do
cadastro para os estupradores no estado de São Paulo. Fiz a lei também,
presidente, para que todas as escolas do estado de São Paulo sejam obrigadas,
uma vez por ano, para que os professores entendam mais sobre a pedofilia. Isso
é obrigatório por lei hoje no estado de São Paulo.
Sessenta por
cento das minhas emendas foram para a área da Saúde. Nós trabalhamos
intensamente esses quatro anos dentro do Parlamento. E é por isso que é
importante o paulista e o estado de São Paulo saberem realmente quem é quem
aqui dentro para essa próxima eleição.
Agora em 2026,
nós vamos eleger presidente, deputado estadual, deputado federal, senador,
governador. Essa é uma responsabilidade do povo paulista, e nós estamos aqui
para trabalhar para o povo paulista nessa condição de deputado.
Então eu quero
deixar o meu agradecimento ao povo paulista e falar que a gente está seguindo
em frente, fazendo projetos para o estado de São Paulo.
Muito obrigado,
presidente.
O
SR. GIL DINIZ BOLSONARO - PL - Presidente, mais uma
vez, se houver acordo aqui entre os líderes, levantar a presente sessão.
O
SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Antes de
levantar então, só para concluir aqui, deputado Gil Diniz, dizer que nós
estamos aguardando e exigindo que o governador Tarcísio de Freitas cumpra a Lei
nº 226, lei federal, de 26, a lei do descongelamento dos quinquênios, da
sexta-parte, da licença-prêmio. Vários estados já descongelaram.
A Prefeitura de São Paulo, através da
mobilização dos servidores, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o
Tribunal de Contas, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, várias
prefeituras, até pequenas, do nosso estado, já descongelaram. E, no entanto,
aqui em São Paulo, nada de descongelamento, mesmo com a imposição de Lei
Federal nº 226.
O estado mais rico do Brasil não
descongelou ainda, isso porque o governo Tarcísio diz que é o governo, o grande
gerente, o CEO da modernização administrativa, das plataformas digitais; e até
agora nada. A lei foi sancionada no dia 12 de janeiro, hoje é dia primeiro de
julho de 2026, quase seis meses se passaram, e até agora nada do Descongela.
Foi publicado, um tempo atrás já, um
decreto dizendo que haveria um descongelamento, mas é uma vergonha o estado de
São Paulo na contramão do cumprimento da Lei Federal nº 226, lei também que foi
uma luta da deputada federal Luciene Cavalcante.
Inclusive, o texto da lei é o texto do
projeto dela, o PLP 21. Está lá. E ela foi a grande responsável pela aprovação
dessa lei, tanto é que ela é considerada hoje, em todo o Brasil, a deputada do
Descongela, e também do Somos Todas Professoras.
Mas, no entanto, São Paulo nada, São
Paulo sempre na contramão. E eu entendo, porque o governador Tarcísio de
Freitas fez parte do governo Bolsonaro, que foi o autor do congelamento, da Lei
Complementar nº 173.
E depois, mesmo como governador, quando
o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo emitiu um parecer liberando o
descongelamento para os municípios, e consequentemente esse descongelamento
seria estendido ao estado, aos servidores estaduais, ele entrou com um recurso
contra o parecer no Supremo Tribunal Federal e derrubou essa interpretação do
TCE.
E nós perdemos aqui uma oportunidade,
já há dois anos, três anos, de ter o descongelamento. Mas nós vamos continuar
exigindo aqui o cumprimento da lei, o descongelamento já para todos os
servidores. E em seguida o pagamento imediato do retroativo. Era isso.
Havendo acordo de lideranças, esta
Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a
sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, sem Ordem do Dia.
Está levantada a sessão.
*
* *
- Levanta-se a sessão às 15 horas e 14 minutos.
*
* *