
9 DE OUTUBRO DE 2023
38ª SESSÃO SOLENE PARA ENTREGA DO COLAR DE HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O DR. SÉRGIO CIQUERA ROSSI
Presidência: ANDRÉ DO PRADO e BARROS MUNHOZ
RESUMO
1 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Abre a sessão. Informa que convocou a presente sessão solene, para realizar a "Entrega do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo para o Dr. Sérgio Ciquera Rossi", por solicitação do deputado Barros Munhoz.
2 - BARROS MUNHOZ
Assume a Presidência. Convida o público a ouvir, de pé, o "Hino Nacional Brasileiro". Destaca a justeza desta homenagem a Sérgio Ciquera Rossi, secretário-diretor geral do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Enfatiza a importância do serviço público e de seus integrantes.
3 - CRISTIANA DE CASTRO MORAES
Conselheira do TCE-SP, faz pronunciamento.
4 - FLORISVALDO FIORENTINO
JÚNIOR
Defensor público-geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, faz pronunciamento.
5 - RENATO MARTINS COSTA
Vice-presidente do TCE-SP, faz pronunciamento.
6 - SIDNEY ESTANISLAU BERALDO
Presidente do TCE-SP, faz pronunciamento.
7 - VINICIUS CAMARINHA
Deputado estadual, faz pronunciamento.
8 - PRESIDENTE ANDRÉ DO PRADO
Reitera a importância de prestar esta homenagem a Sérgio Ciquera Rossi, secretário-diretor geral do TCE-SP.
9 - PRESIDENTE BARROS MUNHOZ
Nomeia autoridades presentes. Anuncia a exibição de um vídeo acerca do homenageado, Sérgio Ciquera Rossi, a quem outorga o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo.
10 - SÉRGIO CIQUERA ROSSI
Secretário-diretor geral do TCE-SP, agradece pela homenagem recebida. Discorre sobre sua trajetória no tribunal. Comenta a relevância do trabalho prestado pelo órgão. Diz dever seu sucesso na carreira ao apoio que recebeu de sua família e dos servidores e conselheiros do TCE-SP.
11 - PRESIDENTE BARROS MUNHOZ
Expressa sua satisfação por ter sido o proponente desta solenidade. Faz agradecimentos gerais. Encerra a sessão.
*
* *
- Abre a sessão
o Sr. André do Prado.
*
* *
O SR. BARROS
MUNHOZ - PSDB - Solicito à TV Alesp que vá ao ar.
Sessão solene com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito
Legislativo do Estado de São Paulo ao Sr. Sérgio Ciquera Rossi.
Boa noite,
sejam todos bem-vindos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta
sessão solene tem a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito
Legislativo do Estado de São Paulo ao Sr. Sérgio Ciquera Rossi. Comunicamos aos
presentes que a sessão solene está sendo transmitida ao vivo pela TV Alesp e
pelo Canal Alesp no YouTube.
Convidamos para
compor a Mesa Diretora, é uma honra para mim chamá-lo para presidir a Mesa, o
nosso querido presidente André do Prado. Não vou chamar para eu participar da
Mesa também, porque eu já estou participando.
Solicito também
o nosso querido deputado Vinicius Camarinha, aqui representando todos os
parlamentares desta Casa e da nossa Federação PSDB/Cidadania. Convido o
homenageado da noite, o nosso querido Dr. Sérgio Ciquera Rossi, por favor.
(Palmas.)
Convido também
o presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dr. Sidney
Estanislau Beraldo. (Palmas.) Convido também o conselheiro do Tribunal, Dr.
Renato Martins Costa. (Palmas.) E também a Dra. Cristiana de Castro,
conselheira do Tribunal de Contas e representando todas as mulheres presentes.
(Palmas.)
Cumprindo a
minha primeira missão aqui agora, passo a palavra ao presidente da Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo, nobre deputado André do Prado.
O SR.
PRESIDENTE - ANDRÉ DO PRADO - PL - Sob a proteção
de Deus iniciamos os nossos trabalhos nos termos regimentais. Esta Presidência
dispensa a leitura da Ata da sessão anterior.
Senhoras e
senhores, deputados, convidados, esta sessão solene foi convocada por mim,
deputado André do Prado, presidente desta Casa, atendendo à solicitação do
nobre deputado Barros Munhoz, com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao
Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao Sr. Sérgio Ciquera Rossi.
E como o
deputado Barros Munhoz é o autor dessa indicação é justo, deputado Barros, que
V. Exa. presida esta sessão solene. Então vamos trocar de lugar aqui, devolvo a
palavra a V. Exa. e que ocupe o lugar desta Presidência.
O SR. BARROS
MUNHOZ - PSDB - Muito obrigado.
*
* *
- Assume a
Presidência o Sr. Barros Munhoz.
*
* *
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Então tudo bem,
dia 31 de dezembro de 2024 eu devolvo a Presidência ao nosso querido presidente
André.
O SR. ANDRÉ DO
PRADO - PL - Para você está tudo fechado,
Barros.
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Obrigado. Dr.
Florisvaldo, desculpa. Vossa Excelência precisa fazer parte da Mesa e eu cometi
a falha aqui. Muito obrigado, Dr. Florisvaldo, defensor público geral do
estado. (Palmas.)
Sob a proteção
de Deus iniciamos os nossos trabalhos nos termos regimentais. Esta Presidência
dispensa a leitura da... Ah, já foi.
Convido todos
os presentes para, em posição de respeito, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro,
executado pelo Coro Masculino do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de
São Paulo, sob a regência do maestro subtenente Motta.
*
* *
- É executado o
Hino Nacional Brasileiro.
*
* *
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Agradecemos ao
Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo e ao maestro subtenente
Motta.
Minhas amigas e
meus amigos, eu não vou obedecer a alguma formalidade mais recomendável. Eu vou
ser o mais espontâneo, sincero e simples o possível. Dominando a emoção,
agradecer ao presidente André e a todos os deputados com assento nesta Casa,
aqui muito bem representados pelo nosso grande líder Vinicius Camarinha.
Esta justíssima
homenagem que Deus me deu a oportunidade de propor, de fazer esta homenagem
justa, merecida, a um cidadão exemplar e a um servidor público de São Paulo
exemplar, Dr. Sérgio Rossi.
Eu me sinto
extremamente feliz de poder estar participando deste momento. O dia foi
inadequado, segunda-feira não é um dia bom para se fazer uma reunião deste
tipo, a maioria dos deputados não está aqui presente, e talvez também o horário
não seja o melhor.
Mas nós
quisemos fazer nesta data para deixar registrada a nossa homenagem também ao
conselheiro Sidney Beraldo, também ao conselheiro Renato Martins Costa e,
também, à conselheira Cristiana. E a data que encontramos foi esta.
Mas não
importa. Nós gostaríamos que todo o plenário aqui estivesse cheio e as galerias
também. A homenagem seria mais significativa e mais representativa do que
aquilo que nós sentimos, mas nós sabemos que o Sérgio Rossi não liga muito para
isso, para a aparência das coisas.
Ele sabe que
aqui a Assembleia toda de São Paulo está unida em um pensamento, que é o
pensamento de homenageá-lo, porque é merecedor da nossa homenagem. Então eu
quero dizer, do fundo do coração, obrigado Sérgio. Obrigado pelo seu exemplo.
A vida me
propiciou ser chefe de servidor público municipal, chefe de servidor público
estadual, quando fui presidente da Assembleia e secretário da Agricultura. E
chefe de servidor público federal, quando fui ministro da Agricultura,
Abastecimento e Reforma Agrária.
Eu sempre tive
um profundo respeito pelo servidor público. A sua esmagadora maioria é de gente
séria, honesta, trabalhadora. E fundamental para que tenhamos um município
forte, um estado forte, um país forte.
Por isso, esta
homenagem ao Sérgio Rossi, que é um paradigma de servidor. Cinquenta e três
anos servindo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Trinta e quatro anos
no cargo espinhoso, difícil, (Inaudível.) de secretário-diretor geral deste
sodalício.
Tribunal de
Contas de São Paulo, que é indiscutivelmente o melhor do Brasil, orgulho de
todos nós, orgulho de todos nós. Eu tive a felicidade de, como deputado, votar
pela nomeação de conselheiro do Dr. Renato Martins Costa, Dr. Sydney Beraldo e
da Dra. Cristiana.
Aliás de todos
que estão lá, eu só não votei na escolha do Robson Marinho, ele foi indicado
pelo Covas e eu não era ainda deputado. Mas que orgulho eu tenho desse time,
deputado André.
Quanto é
importante a tarefa do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para ensinar
os nossos prefeitos, os nossos vereadores, as nossas câmaras, as nossas
prefeituras a andarem de acordo com a lei, de cumprirem a lei, inclusive para
que não sofram as consequências do não cumprimento.
Então, eu extravaso
aqui meu coração de alegria. Sérgio, que orgulho também de ser seu amigo.
Que orgulho de
ter você como símbolo do servidor, não só do Tribunal de Contas, mas de todo o
Estado de São Paulo. Peço a Deus que te ilumine, que te abençoe e peço a Deus
que o mantenha em contato conosco por muito mais tempo, muito mais tempo, porque
você é, na realidade, um exemplo daquilo que nós precisamos vitalmente para
fazer de São Paulo o estado com que sonhamos e, o Brasil, o país que
idealizamos.
Não é fácil
viver os dias de hoje. Eu fico indagando onde vamos parar. Tinha mania, o
deputado Beraldo também, de assistir os nossos telejornais e todos os programas
informativos da televisão e da rádio brasileira.
Hoje não tenho
mais coragem, tamanha a desgraça que se abateu sobre o nosso País.
Impressionante, 60%, 70% dos nossos noticiários hoje se referem à
criminalidade. A tudo aquilo que vem acontecendo no nosso País.
Então nós
precisamos de exemplos, nós precisamos nos conduzir pelo caminho certo. Não
fomos nós, da federação, apoiadores desde o primeiro escrutínio, do candidato
Tarcísio de Freitas, mas hoje estamos dando sustentação a ele nesta Casa de
Leis. E assim queremos fazer, porque acima de qualquer interesse político temos
o interesse no nosso estado e no nosso País.
Sem me estender
mais - e já ultrapassei o tempo que me era recomendado - eu quero dizer, Sérgio,
prossiga na sua caminhada. Continue nos ajudando. E sendo sempre o exemplo que
você foi. Fazendo o bem, praticando a justiça e elevando o nome desse órgão que
é, repito, orgulho de São Paulo, o nosso querido Tribunal de Contas do Estado.
Parabéns e Deus
te abençoe. (Palmas.)
Ouviremos as
palavras dos componentes da Mesa.
Dra. Cristiana,
por favor.
A SRA.
CRISTIANA DE CASTRO MORAES - Boa noite a todos. É
sempre uma alegria voltar aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo, ainda mais voltar em um dia tão feliz, tão festivo, poder homenagear o
nosso querido Dr. Sérgio.
Presidente
André do Prado, deputado Barros Munhoz, deputado Camarinha, todos presentes.
Nós temos que agradecer V. Exas. pela oportunidade de a gente estar aqui hoje,
mais um momento festivo, mais um momento para parabenizar o Dr. Sérgio.
Como foi dito,
o Dr. Sérgio tem 53 anos de Tribunal de Contas, o Tribunal vai fazer 100 anos no
ano que vem, existe mais tempo de Tribunal de Contas com o Dr. Sérgio que sem o
Dr. Sérgio. Dr. Sérgio é a história do Tribunal de Contas. E é uma pessoa que,
desde que eu estou lá, é um amigo muito querido, que no dia a dia sempre estou
aprendendo com o Dr. Sérgio.
Tenho que
agradecer a oportunidade da convivência amiga, fraterna e os ensinamentos do dia
a dia.
Dr. Sérgio,
fico muito feliz de estar aqui hoje com o senhor.
Um grande
beijo. (Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Com a palavra,
o Dr. Florisvaldo.
O SR.
FLORISVALDO FIORENTINO JÚNIOR - Obrigado, boa
noite a todos que estão acompanhando esta cerimônia. Vou aqui rapidamente
saudar os componentes da Mesa.
Saudar o nosso
presidente, deputado André do Prado. Em seu nome, quero saudar o deputado
Vinicius Camarinha, bem como todos os demais parlamentares aqui presentes. E,
em nome deles, quero saudar a todos os servidores e assessores aqui da
Assembleia Legislativa.
Deputado Barros
Munhoz, proponente desta justíssima e adequada solenidade, desta premiação.
Sempre muito difícil para qualquer orador falar na sequência do deputado Barros
Munhoz, um desafio sempre muito grande. Parabéns, deputado Barros Munhoz.
Cumprimentar
nosso presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, nosso quase centenário
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dr. Sidney Beraldo. Em seu nome,
também saudar aqui os demais conselheiros, conselheira Cristiana de Castro
Moraes, conselheiro Renato Martins Costa.
Todos os
servidores do Tribunal de Contas também aqui presentes; integrantes do
Ministério Público de Contas - estou vendo aqui Dr. Thiago Lima -, sintam-se
todos saudados. Saudar aqui o nosso homenageado, Sérgio Ciquera Rossi,
secretário-diretor geral do Tribunal de Contas do Estado, todos os seus
familiares, demais convidados, autoridades presentes.
Para mim é
motivo de muita honra, muita alegria, Sérgio, estar aqui hoje, bem verdade
representando a Defensoria Pública de São Paulo, mas principalmente - e aqui
quis o destino - que estivesse aqui nesta homenagem justíssima e merecida que
hoje você recebe na Assembleia Legislativa do nosso estado.
Em primeiro
lugar, porque acho que eu sou... me considero um privilegiado de ter o meu
caminho aqui... que em algum momento da minha vida e desde o começo dela ter se
cruzado com a sua pessoa, a sua amizade.
Sérgio Rossi,
da cidade vizinha da minha - de Ibitinga -, Tabatinga. Diversos amigos em
comum, fato que nos levou a nos aproximarmos e eu tenho a gratíssima sensação
de ter um amigo muito querido, uma pessoa que desde o início certamente ilumina
meus caminhos, para mim uma referência pessoal das mais valiosas.
Fazer um
testemunho aqui, Sérgio, que eu acompanho isso com bastante tranquilidade. Você
é uma pessoa que, apesar de tudo que você conquistou, desta homenagem, tudo que
você representa para o estado de São Paulo, Sérgio, nunca perdeu conexão com as
suas origens, sempre presente perto dos seus amigos.
E é uma pessoa
muito bem quista na sua cidade, na sua região, na região da cidade de
Tabatinga. Enfim, uma pessoa muito querida e muito respeitada. Sou muito grato
de poder fazer uma parte muito pequena dessa sua história e fazer esse relato
aqui a todos vocês.
E em segundo
lugar, e aí sim uma pessoa com diversos predicados, como o presidente aqui da
nossa Mesa bem colocou, e certamente pessoa que todos vocês acompanham.
Um profissional
extremamente capacitado, extremamente competente, um profissional que está exercitando-o
ainda, mais de cinco décadas dedicadas ao Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo.
Ainda constrói
a sua história, mas certamente, Sérgio, o legado que você vai deixar para o
Tribunal de Contas, para o Jurisdicionado de Contas, todos os servidores e as
instituições é de um elevadíssimo espírito público.
Todos aqui têm
a exata dimensão do quanto você se dedicou e colaborou para que o Tribunal de
Contas seja, como é hoje, uma grande referência em controle externo no País,
uma grande sumidade nas contas públicas do estado de São Paulo e um verdadeiro
condutor de políticas públicas adequadas e de um olhar completamente
comprometido com o bom uso de recursos públicos para a nossa população.
São duas
questões, dois pilares aqui que faço questão de citar. Sinto-me muito honrado,
mais uma vez, de estar aqui hoje. Parabéns, deputado Barros, porque não havia
escolha melhor nessa proposição.
Parabéns à
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
E Sérgio,
comemore muito, porque você tem todo o direito e merece demais esta homenagem.
Um abraço.
(Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Com a palavra,
o nobre presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Dr. Sidney
Beraldo. Antes disso, o Dr. Renato gostaria também de usar a palavra. Nós
fazemos questão também que... por favor, um microfone.
O SR. RENATO
MARTINS COSTA - Muito obrigado, presidente desta
sessão, deputado Barros Munhoz. Presidente desta Casa tão respeitada e tão
querida por todos nós do Tribunal de Contas, deputado André do Prado.
Meu
prezadíssimo deputado Vinicius Camarinha. Saúdo o defensor público geral, Dr.
Florisvaldo, e os meus colegas, presidente Sidney Beraldo, conselheira
Cristiana de Castro Moraes e o meu prezadíssimo, querido amigo, Sérgio Rossi. Meus
prezados companheiros do Tribunal, senhora e senhores que acompanham esta
sessão.
Sérgio, quando
o deputado Barros Munhoz me informou da decisão da Assembleia Legislativa de
São Paulo de outorgar a você o Colar do Mérito desta Casa, a mais alta honraria
desta Casa, eu fiquei extremamente feliz e reconhecido por ter a Assembleia
Legislativa de São Paulo tido a felicidade de, em momento oportuno, outorgar o
reconhecimento àquele que eu falo, em uma experiência de mais de 50 anos de serviço
público, é o maior, melhor e mais completo servidor público que eu conheci.
(Palmas.)
E essa
completude de atributos deriva não só de um conhecimento da sua profissão e das
responsabilidades que o Tribunal de Contas tem no exercício das suas funções,
mas é completado, é integrado por um cidadão exemplar, por alguém que tem a
capacidade de enxergar além da letra fria da lei e cuja experiência contribui
diariamente para que as decisões do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
sejam melhores.
Sejam mais
adequadas à visão não só do cumprimento da lei, mas do reconhecimento das
vicissitudes, das dificuldades que o administrador público se confronta ao
longo da sua atividade.
E é o
administrador público, aquele que é legitimado pelo voto popular, que percebe,
Sérgio, essa virtude dessa sua capacidade de ação positiva em favor da
sociedade brasileira, paulista em especial, que vem hoje homenageá-lo por seus
representantes máximos, que são os deputados estaduais de São Paulo.
Para nós é uma
homenagem, deputado Barros Munhoz, deputado André do Prado, deputado Vinicius
Camarinha, é uma homenagem que recebemos como Tribunal de Contas, porque Sérgio
e Tribunal de Contas são uma coisa só. (Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Com a palavra,
então, o nobre deputado Sidney Beraldo.
O SR. SIDNEY
ESTANISLAU BERALDO - Sr. Presidente, André
do Prado, sempre presidente; Barros Munhoz; deputado Vinicius Camarinha; em seu
nome, todos os deputados que sei que você representa aqui neste momento; Dra.
Cristiana, nossa colega; Dr. Renato, Florisvaldo, nosso defensor-geral, e nosso
homenageado.
Primeiro, eu
queria dizer da alegria de voltar aqui a esta Casa, onde tive a oportunidade de
passar parte da minha vida, por 12 anos passei por aqui, e a oportunidade
também de presidir esse Poder Legislativo do estado de São Paulo. Então é uma
alegria, uma emoção e uma honra voltar aqui hoje como presidente do Tribunal de
Contas de São Paulo.
Deputado
Barros, o Tribunal de Contas de São Paulo tem sob sua responsabilidade, e ele
fiscaliza aproximadamente 3.200 órgãos, entre prefeituras, câmaras municipais,
fundações, universidades, autarquias e o Governo de São Paulo. Como foi dito
hoje na posse do novo conselheiro, Marco Bertaiolli, 500 bilhões é a soma dos
orçamentos do estado com os 644 munícipios. É quase meio trilhão. Imagine a
grande responsabilidade.
Foi dito aqui
também, e nós temos evidências que o Tribunal de Contas de São Paulo não é só
um grande tribunal, mas está sempre na sua vanguarda e é respeitado
internamente, respeitado pelos outros tribunais pela sua inovação constante,
pela forma que promove as suas auditorias, não só com fiscalização, com aquele
objetivo de punição, mas com objetivo também pedagógico, de fiscalizar e de
orientar.
Então, um órgão
com essa responsabilidade. Chegamos há quase 100 anos, que vamos comemorar o
ano que vem, nesta estrutura, e também com esta respeitabilidade.
E aí sim nós
entramos na avaliação desta homenagem, desta justíssima homenagem. Imagine um
tribunal com esta responsabilidade chegando com esta confiança, com esta
credibilidade, se não pudéssemos creditar isso, grande parte disso, ao trabalho
do nosso homenageado, amigo, Sérgio Rossi.
Ele comanda há
34 anos - não é, conselheiro Renato, conselheira Cristiana? - quase 80% do
tribunal, porque o nosso quadro de pessoal é voltado para a fiscalização, então
é sobre essa secretaria, diretoria geral, que nós temos toda a estrutura de
fiscalização, onde começa tudo.
E, além disso,
a PJ, que também é assessoria técnica, vinculada à sua secretaria, a parte de
secretário também, toda sessão, o Dr. Sérgio está lá secretariando. Então essa
instituição que eu tenho a honra de presidir hoje, tenho certeza que falo
também em nome dos nossos conselheiros, chegou onde chegou graças à
determinação, à dedicação constante presente deste homenageado de hoje, o nosso
amigo Sérgio Rossi.
Então o nosso
reconhecimento. Eu estou lá um pouco mais de dez anos e aprendi muito. Não é
fácil, foi um grande desafio, chegando de uma experiência do outro lado como
prefeito, vereador e depois secretário, mas chegar ao tribunal, assumir em um
dia... dois dias depois coloquei lá uma beca e fui participar de uma
(Inaudível.) da câmara e, depois, realmente de uma decisão de pleno.
E o Sérgio teve
um papel importantíssimo. Sou um admirador desse homem e posso dizer
tranquilamente, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo não teria hoje essa
imagem que nós temos, não fosse o comando do Sérgio Rossi.
Parabéns
Barros, pela sua iniciativa.
Parabéns à
Assembleia Legislativa de São Paulo, porque sem dúvida é uma homenagem
justíssima.
Uma boa-noite a
todos. (Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Com a palavra
agora, o nobre líder da federação PSDB/Cidadania, grande companheiro, o
deputado Vinicius Camarinha.
O SR. VINICIUS
CAMARINHA - PSDB - Sr. Presidente, eu
peço licença para fazer o uso da palavra aqui da tribuna, possa visualizar a
Mesa. Serei superbreve.
Quero iniciar
cumprimentando V. Exa. hoje presidindo os trabalhos, deputado Barros Munhoz.
Saudar o meu presidente, deputado André do Prado, que diga de passagem, vem
exercendo um brilhante trabalho representando nosso Legislativo.
Parabéns,
presidente, pela sua condução da nossa Casa, surpreendente. Faço aqui esta
homenagem merecidamente em público e farei tantas vezes quanto tiver a
oportunidade de usar a palavra, porque vejo o dinamismo que está sendo o nosso
Legislativo.
Saudar o
presidente, meu presidente também da Assembleia Legislativa, meu primeiro
presidente, deputado e conselheiro Sidney Beraldo, o qual tive a honra de, em
2002, chegar aqui nesta Casa sendo presidido pelo deputado Beraldo. Que
satisfação revê-lo.
Acabei dizendo
aqui há pouco que o tempo não passou para o senhor, porque quando lhe conheci
os cabelos também já eram meio brancos e ainda continuam, e o senhor continua
ainda com toda a fisionomia jovial .
Então , um prazer rever o senhor depois de
20 anos, o tribunal lhe fez bem.
Saudar a Dra. Cristiana,
conselheira; queridíssimo Dr. Renato, essa fera; Dr. Florisvaldo; e o homenageado,
Dr. Sérgio Rossi, quem deixo por último aqui para usar minhas breves palavras. Tão
importante quanto o homenageado, também é a pessoa que homenageia. Se os senhores
observarem nós temos duas feras: deputado Barros Munhoz e Dr. Sérgio Rossi.
Duas pessoas
que têm um brilhante histórico de serviço à população, um mais voltado à área
pública, político com “know-how” gigantesco, poucos (Inaudível.) acho que só o
deputado Barros Munhoz foi ministro nesta Casa, presidente, líder do governo, e
é para nós aqui, Dr. Renato, um professor.
E soube com a
sua sensibilidade política, soube com a sua sabedoria, propor uma homenagem a
uma pessoa tão importante quanto os oradores que me antecederam aqui disseram.
Cinquenta e três anos de uma dedicação a um tribunal de contas. Sem um senão.
Eu nunca vi,
Dr. Sérgio e queridos amigos aqui do Tribunal de Contas, nenhuma linha que
citasse qualquer conduta inquestionável do Dr. Sérgio. Nenhuma. É um
funcionário realmente exemplar.
Isso tudo pesa
para você fazer homenagens, de preferência homenagens em que a pessoa possa
estar aqui, como estamos fazendo hoje com a celebração de todos os amigos. E em
uma celebração, Dra. Cristina, em que nós unimos o Poder Legislativo com o
Tribunal de Contas, porque cabe a nós, deputados estaduais, como previsto em
lei, fiscalizar o estado de São Paulo, as contas.
E que seria
praticamente impossível se isso não fosse por lei delegado a um órgão tão
importante, tão preparado quanto o Tribunal de Contas. O que nos orgulha e nos
deixa cheios de confiança, porque sabemos que lá temos quadros desde o
conselheiro até o mais baixo, o funcionário da melhor qualidade.
Aliás, hoje,
presidente André do Prado, foi empossada uma pessoa que foi deliberada por esta
Casa. Entendo que não baixamos o nível, mantivemos o mais alto nível para que o
Tribunal de Contas possa, com sua responsabilidade, como disse o conselheiro
presidente Beraldo, cumprir a sua missão de julgar quase 500 bilhões de
valores, 3.000 contas e instituições, autarquias e poderes.
É uma coisa
fantástica. Seria impossível o Poder Legislativo isoladamente fazer essa frente
sem o Tribunal de Contas com todo esse apoio, com toda essa estrutura, e que
não é fácil.
E quero deixar
aqui meu testemunho como ex-prefeito, portanto já passei no julgo do Tribunal
de Contas, deputado André, o senhor também certamente passou, mas eu me lembro
que me foi recomendado, eu não conhecia o Dr. Sérgio.
E eu, com
minhas contas para serem julgadas... e estava aparentemente tudo bem, mas tinha
alguns apontamentos e você faz de praxe. Eu fiz a questão de ir pessoalmente,
despachar com todos - conselheiros devem se lembrar - para apresentar alguns
apontamentos, a minha justificativa, vá primeiro no Dr. Sérgio Rossi,
presidente Barros Munhoz, vá primeiro nele, porque ele tem uma credibilidade
enorme e ele pode te entender melhor. Então fui no Dr. Sérgio.
A gente vivia
um momento ali - vou me estender um pouquinho, presidente André - que era a
questão do julgamento da previdência dos municípios. O presidente Temer tinha
ditado uma medida provisória, e aí (Inaudível.) dívida era futura ou presente.
Dr. Renato desempatou a meu favor e eu presidi ali, eu estava três a três e
tive o apoio do secretário geral, que era o Dr. Sérgio Rossi.
Mas eu me
lembro, presidente André, que naquela oportunidade, os senhores falando aqui do
Dr. Sérgio, me veio na minha memória não só a capacidade técnica dele poder
enxergar o tribunal, mas a qualidade e as características próprias dele de
poder dialogar e de poder não só, como disse o Dr. Renato, ver a letra fria,
mas entender o problema que vivia o gestor.
De dialogar com
tranquilidade, de passar aquilo que era importante, e ele compreendeu as nossas
argumentações e essa foi a impressão que eu tive de um funcionário público
humano que compreendia toda aquela questão.
Para não me
alongar mais, Dr. Sérgio Rossi, quando o Beraldo e o Barros me disseram que o
senhor estava há 53 anos lá, o senhor era um desbravador, praticamente, um
desbravador do tribunal. E aí eu... o que eu poderia falar de um homem que foi
desbravador?
Aí eu me
lembrei de Juscelino Kubitschek, muito criticado a mudar o Rio de Janeiro para
Brasília, trocar a capital. Ele disse uma frase que na minha opinião cabe ao
senhor e muitos vão concordar aqui, que diz o seguinte: “Aqueles que abrem
caminho correm o perigo das cobras, mas são aos pés daqueles que vão à frente
que as borboletas se levantam.”
Parabéns, Dr.
Sérgio.
Muito sucesso
para o senhor, Deus te abençoe.
Muito obrigado.
(Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Com a palavra o
nosso querido presidente, deputado André do Prado.
O SR. ANDRÉ DO
PRADO - PL - Boa noite a todos. Boa noite.
Vocês viram que... deputado Campos Machado, nosso poeta, não se reelegeu, mas
em substituição ao poeta Campos Machado ganhamos o poeta Vinicius Camarinha, não
é? Ficou com o cargo agora, fazer essas poesias para nós para acalentar nossos
ouvidos. Obrigado Vinicius.
Mas é uma honra
muito grande estar participando desta sessão solene, outorgada aqui pela
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que é o Colar de Honra ao
Mérito, a mais alta homenagem que esta Casa pode fazer a um cidadão.
Por isso nosso
deputado Barros Munhoz, muito feliz na indicação do seu homenageado hoje que
foi proposto, aprovado por todos os deputados desta Casa, o nome do nosso
Sérgio Ciquera Rossi.
Digo homenagem
justa, como já foi dita por todos aqui, pelos seus conselheiros, seus amigos,
está aqui o Dr. Renato Martins, nosso presidente Beraldo, nossa conselheira
Dra. Cristiana, todos os demais conselheiros que não estão presentes também,
mas tenho certeza que comungam dos mesmos pensamentos com o Dr. Sérgio Rossi.
Não foi diferente das palavras do nosso defensor-geral Florisvaldo, do nosso
deputado Vinicius Camarinha.
Eu tenho
certeza, de todos que estão neste plenário, todos que estão nos acompanhando
pela TV Alesp, estamos ao vivo, transmitindo aí para milhares de pessoas neste
momento esta sessão solene.
E eu também
quero deixar aqui meus agradecimentos. Dizer que fico muito honrado, como
presidente desta Casa... nós podermos homenagear as pessoas em vida. Homenagear
as pessoas que prestaram, realmente prestam esse relevante serviço à nossa
sociedade. É nossa obrigação.
Aqui o
parlamento representa o povo do estado de São Paulo, esta Casa. Então toda vez
que nós estamos outorgando uma honra, uma honraria como esta, é o povo, Dr.
Sérgio, que está lhe homenageando. Por tudo que o senhor fez e faz no tribunal
de contas.
Quando o senhor
começou no tribunal, eu tinha um ano de idade, tudo bem, mas já faz 53 anos.
Trinta e quatro anos, Rodriguinho, Kimura, vocês que têm, tiveram relação
sempre diretas com o Dr. Sérgio Rossi através da procuradoria, através da SGP,
que eram necessários com relação a orçamentos e tantas outras dúvidas com
relação ao Tribunal de Contas.
Todos nós
admiramos o Dr. Sérgio Rossi. E eu fico me perguntando, 53 anos se dedicando
como servidor a um tribunal, qual que é a essência dessa garra, dessa energia
toda? Além do agrião que o senhor come todos os dias, que nós sabemos que é a
base alimentar de Vossa Excelência.
Além do agrião,
tenho certeza, é o amor que o senhor tem com o povo do estado de São Paulo,
amor naquilo que o senhor faz, de coração, se dedicando todos os dias como se
fosse o primeiro dia. Atendendo os nossos conselheiros, tomando conta de toda a
nossa secretaria.
E além do mais,
falar do Dr. Sérgio Rossi do Tribunal de Contas todos já falaram aqui, todos
falaram, enalteceram, agradeceram, parabenizaram, e estamos ainda
parabenizando.
Mas, além dessa
atividade no Tribunal de Contas, Dr. Sérgio também tem uma outra atividade
importantíssima e essencial para a nossa sociedade, que é ajudar a manter vivo
o nosso Instituto do Câncer Doutor Arnaldo, 100% SUS. (Palmas.)
E esse homem
está há 26 anos lá, ao lado de demais conselheiros, lutando para manter essa
instituição aberta que combate o câncer e atende 100% SUS. Olha que ser humano
é esse.
Por isso nós
temos essa obrigação, sim, de homenagear um cidadão como o Dr. Sérgio. Além da
questão profissional, tem essa atividade extra, que nós mesmos encaminhamos lá
diversos casos de pessoas adoecidas com câncer para fazer exames, cirurgias e
está lá o Instituto do Câncer, a nossa instituição, que todos nós deputados
encaminhamos as emendas todos os anos, que sabemos do excelente trabalho que é
desenvolvido naquele hospital 100% SUS. Por isso é nossa obrigação.
E obrigado, Dr.
Sérgio Rossi, obrigado mesmo por tudo que o senhor fez e faz pelo nosso estado
de São Paulo, seja no Tribunal de Contas e seja também nessa atividade que o
senhor desenvolve em paralelo, que é cuidar do nosso hospital, do nosso
Instituto do Câncer Doutor Arnaldo.
Fique com Deus,
que Deus te abençoe muito. Que continue te dando muita saúde para que o senhor
possa continuar a estar entre nós, trabalhando, nos ajudando e mantendo essa
sociedade cada vez melhor.
Muito obrigado,
fique com Deus. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE
- BARROS MUNHOZ - PSDB - Agradeço as palavras
das autoridades presentes. Eu gostaria de citar aqui um prefeito presente, peço
desculpas se tiver mais algum presente, acho que é só Antônio de Pádua Aquisti,
popular Padoca, nosso prefeito de Divinolândia. Veio de longe. (Palmas.) Esse
vai ter as contas aprovadas, viu?
Vereador, quero
citar também alguém que nos honra com a sua presença: Thiago Damaceno, de Casa
Branca. (Palmas.) E quero fazer aqui o registro do deputado Tomé Abduch, que
esteve aqui presente e tinha um outro compromisso que não podia deixá-lo
continuar aqui. Vamos assistir rapidamente um vídeo de menos de cinco minutos
que é muito importante para este momento.
*
* *
- É exibido o
vídeo.
*
* *
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Vamos dar
início à entrega do Colar de Honra ao Mérito Legislativo do estado de São Paulo
ao Sr. Sérgio Ciquera Rossi. O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais
alta honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Foi criado em
2015 e é concedido a pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou
estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a contribuir
para o desenvolvimento social, cultural e econômico do nosso estado, como forma
de prestar-lhes pública e solenemente uma justa homenagem.
Por esta razão
chamo à frente o Sr. Sérgio Ciquera Rossi para fazermos então a entrega do
colar. E os demais conselheiros também e o deputado Vinicius Camarinha e o
deputado André do Prado.
*
* *
- É entregue a
homenagem.
*
* *
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Neste momento
ouviremos as palavras do nosso homenageado, Dr. Sérgio Rossi.
O SR. SÉRGIO CIQUERA
ROSSI - Eu prometo ser breve. Nós
cronometramos, o improviso é de 47 minutos. Vou tentar abreviar. Mas não saio daqui
sem um pé de agrião. Vou contar a história do agrião.
Fui visitado,
certa feita, pelo recém deputado Dr. André do Prado, até então prefeito de
Guararema, indicado pelo Dr. Barros Munhoz, que me fez uma visita para
conversarmos sobre como funcionava, como era, enfim, aquilo que é de ofício. E
disse: “olha, deixei aí embaixo uma verdura”.
Quando eu
desci, era uma carreta, nós distribuímos agrião durante 20 dias para toda a
população da região. Então esse foi o primeiro encontro que eu tive com Sua
Excelência, hoje presidente da Assembleia, que guardo aqui lembranças
permanentes e que o meu coração não vai abandonar.
Eu preciso
tomar cuidado para não esquecer de ninguém, já que neste momento eu tenho que
reverenciar aqueles que estão me prestigiando aqui. Então vou começar
inicialmente com as relações que tive aqui com a Assembleia Legislativa no
nível de servidor. Não foram poucas as tratativas havidas aqui, das quais eu
destaco neste momento, e por uma feliz coincidência aqui estão eles.
Luciano, com quem
tivemos muitas vitórias à custa de trabalho desenvolvido no gabinete. O
Alexandre, que a gente andou segurando bomba dinamite, rezando para que ela não
explodisse.
E o Rodrigo,
que sempre me disse: “Não vai por aí que nós vamos dar cabeçada.”. Aprendi muito
com eles e naturalmente, neste momento, eu tenho que deixar aqui esse registro
de servidores da minha instância, se assim posso dizer, com quem tive as
melhores tratativas possíveis.
Então a vocês e
na pessoa de vocês, um agradecimento a toda a estrutura da Assembleia pela
atenção que dedicou a mim, mas no fundo dedicou ao Tribunal de Contas que
naquele momento eu representava.
Eu preciso
falar de quem me outorgou esta medalha. Claro que, ao falar de quem me outorgou
esta medalha, eu estou me dirigindo a todos os senhores deputados desta casa,
sem exceção. Sem exceção. Não interessa se foi unânime, se foi por maioria,
enfim, isso é absolutamente irrelevante.
O deputado
Barros Munhoz, eu posso chamar de amigo, com quem tivemos conversas
extraordinariamente positivas, encaminhamento de questões sempre do interesse
público, fazer justiça.
Tentar acertar
o que estava errado. Dr. André do Prado eu não preciso dizer mais nada, eu me
permito dizer que eu o considero meu amigo, especialmente se V. Exa. refere o
fato de eu ser um colaborador com o Instituto de Câncer, eu não posso deixar de
dizer que, desde o dia que nos conhecemos, que o senhor, como deputado, deixou
de fazer uma emenda contributiva ao nosso hospital. Isso está registrado e não
será de forma nenhuma nunca esquecido.
O deputado
Vinicius Camarinha contou uma passagem que foi absolutamente verdadeira. No
momento em que era preciso que se reestruturasse um processo, a conversa foi a
melhor possível e, para a nossa alegria, o resultado foi positivo. Estou
olhando para a relatora do processo. A covid me deixou esquecer algumas coisas,
outras não. Então, a esses deputados, eu cumprimento a todos os demais.
Depois disso,
meu agradecimento aos meus conselheiros. Foram várias as gerações de
conselheiros com quem eu convivi. E, a cada momento, o aprimoramento das
relações leva a dizer que... hoje eu tenho que dizer, de forma muito sincera,
que não fora o apoio, o crédito que os senhores conselheiros deram a mim e à
minha turma, talvez o tribunal não estivesse no momento em que está.
Sem nenhuma
vantagem, simplesmente dizer que o tribunal avançou enormemente na história da
fiscalização, do órgão de controle externo que presta auxílio a todos os legislativos
seja do estado, seja dos municípios.
E o fazemos
naturalmente, com a maior tranquilidade, já que a regra está na Constituição. E
os senhores conselheiros, e aqui aqueles que neste momento me prestigiam, meu
presidente, meu vice-presidente, a minha querida conselheira. Evidentemente
estão representando os demais conselheiros, e devem saber da minha gratidão
pela oportunidade que têm me conferido no exercício do meu trabalho. A vossas
excelências, mais da metade desta medalha eu quero transformar e transportar a
vossas excelências.
Eu li um livro
que todo mundo deve ter lido, que diz que ninguém faz sucesso sozinho. E não
faz mesmo. Não se arrisque a achar que são soberanos, supremos, imbatíveis,
infalíveis, se não houver ao seu lado pessoas que estendam a mão, o braço, e
creditem aquilo que se está propondo.
Essa referência
que em outra escala eu fiz aos conselheiros, eu faço a todos os meus diretores.
São 31 diretores que estão sob o comando da SDG. Mas um comando, e isto hoje
está bastante divulgado, um comando absolutamente democrático, discutido.
Hoje mesmo
discutimos um assunto de extrema importância, que certamente levaremos a bom
termo para evitar que percamos aspectos importantes da nossa ação, e vejo aqui
hoje diretores que eu quero abraçar, o Alexandre Carsola; o Abílio; o Paulo; o
Adelino; a Roberta; o Sérgio; a minha assessoria querida ali, a Andressa; o
Fábio, que me ensinou que informática é com H, e que me ajudaram extremamente e
me ajudam extremamente.
Também não
posso deixar de dizer sobre o pessoal dos gabinetes de conselheiro. Estou vendo
aqui alguns que pertencem ao gabinete. (Palmas.) Aqui vejo gente do gabinete do
Dr. Dimas Amálio, porque também sem gabinete, sem a oitiva, difícil fazer as
coisas acontecerem.
Também não posso
deixar de registrar que o Ministério Público de Contas está aqui presente na
pessoa do Thiago Pinheiro Lima, cujo apelido não vou revelar, mas que vou dizer
que se transformou não no procurador de contas, mas no meu amigo. (Palmas.) Amigo
com quem temos trocado muitas, muitas ideias.
Eu acho que...
é claro que também quero me referir à diretora aposentada, que representa todos
os demais que já nos deixaram, quando eu digo deixaram, deixaram porque
quiseram, não porque fossem convocados. Então, fica na sua pessoa, Cláudia, o
registro de todos aqueles que me ajudaram. (Palmas.)
Agora, sob um
ponto de vista do que está acontecendo comigo, é muito simples. É muito
simples. É acreditar no que faz. É ter certeza, independentemente do resultado
que se obterá de determinada ação, fazê-la com determinação, com pureza, com
retidão e com aplicação. E gostar de fazer o que faz.
Muitos imaginam
que, no encerramento da minha carreira na Secretaria Diretoria Geral, eu vou me
derramar em prantos. Não vou. Sinceramente, não vou. Acho que a fase das
emoções eu consegui superar com alguma leveza, e estou preparado para aquilo
que a Constituição fala, e aqui eu quero parodiar meu excelentíssimo
conselheiro, meu amigo querido, Edgar Camargo Rodrigues, que resumiu tudo isso em
uma palavra chamada “aceitação”. (Palmas.)
Por quê? Porque
a Constituição disse que nesse dia e nessa hora o jogo acabou. E não vamos
dizer: “Ah”, não adianta. Faça o que for possível ser feito enquanto não chegar
essa hora, que é o que nós estamos procurando fazer. Então, estou preparado
para o final de carreira, com a consciência absolutamente tranquila de que fiz
o que achava que podia ser feito.
Errei? Errei.
Acertei? Acertei. Mas são comandos que a própria vida submete à nossa
trajetória. Sou um homem profissionalmente realizado, não tenho nenhuma
reivindicação, não tenho qualquer tipo de ressentimento, prefiro sempre
esquecer as coisas ruins que podem ter me acontecido e nunca deixar de esquecer
as coisas boas que eu pude viver.
O que aconteceu
aqui hoje, com plateia, sem plateia, juro que não tem nenhuma significância
para mim, porque o que tem significância é que eu fui lembrado, e é uma coisa
que... desculpem os senhores, ser lembrado por uma Casa de Leis da estatura da
Assembleia Legislativa é motivo de muito orgulho. (Palmas.) De tal sorte que eu
só tenho que falar muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado.
Por último, a
minha família. A minha mulher, Neide; meus filhos, Eliseu, Elisane; agora
quatro netos... e principalmente a minha mulher, porque eu de certa forma
abdiquei de um convívio mais permanente, mais frequente com a minha família.
E ela dirigiu
os caminhos da minha família e os resultados estão sendo colhidos agora. Deus
me deu a oportunidade de ter uma família estruturada, onde os problemas não
existem, e isso eu devo à minha mulher. E se cheguei onde cheguei, é porque
tive por parte dela compreensão de que eu estava buscando uma vida melhor para
todos nós.
Fiz o que devia
fazer, o que pude fazer. E só pensei em uma coisa. O senhor, de Divinópolis,
deve ter me visto andando por aí. Desculpe? Ah, Divinolândia. Mas o senhor
certamente sabe que o recado que eu quero dar, o senhor deve ter assistido.
Nós procuramos
ajudar aqueles que mais precisavam. Se não conseguimos, depende exatamente da
falta de talvez mais condições para que a gente pudesse fazer acontecer.
Enfim, fiz a
minha vida inteira em torno de um trabalho sério, apoiado pelos meus iminentes
e queridos conselheiros, para dizer que, antes de tudo, o que vale é respeitar
o interesse público.
Muito obrigado.
(Palmas.)
O SR.
PRESIDENTE - BARROS MUNHOZ - PSDB - Pessoal, eu não
vou seguir aqui o ritual do encerramento, eu vou fazer o encerramento que o meu
coração determina.
Errei muito na
minha vida. Acertei muito na minha vida. Um dos maiores acertos eu agradeço a
Deus, neste momento, agradeço a Deus por ter me iluminado de propor esta
justíssima homenagem. É um dia muito feliz para mim. Fazer justiça é algo que
gratifica.
Efetivamente, a
vida vale a pena quando a alma não é pequena. E Deus me iluminou e, com esse
presidente fantástico que nós temos, com o André do Prado, e com apoio dos
outros 93 deputados desta Casa, nós fizemos justiça a um cidadão que enobrece o
Tribunal de Contas, a prática do serviço público, e agiganta nossa esperança em
São Paulo e no Brasil.
Deus te
abençoe, querido Sérgio Rossi.
Está encerrada
a sessão. (Palmas.)
*
* *
- Encerra-se a
sessão às 21 horas e 33 minutos.
*
* *