2 DE JUNHO DE 2026

72ª SESSÃO ORDINÁRIA

        

Presidência: CARLOS GIANNAZI, MAJOR MECCA, VITÃO DO CACHORRÃO e GILMACI SANTOS

        

RESUMO

        

PEQUENO EXPEDIENTE

1 - CARLOS GIANNAZI

Assume a Presidência e abre a sessão às 14h06min. Convoca as Comissões de Constituição, Justiça e Redação, de Educação e Cultura, e de Finanças, Orçamento e Planejamento, para reunião conjunta a ser realizada, hoje, às 15 horas e 30 minutos, em primeira convocação, e às 15 horas e 46 minutos, em segunda convocação.

        

2 - REIS

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

3 - MAJOR MECCA

Assume a Presidência. Cumprimenta alunos da Escola Estadual Jardim Iguatemi e do Ibmec, presentes nas galerias.

        

4 - CARLOS GIANNAZI

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

5 - VITÃO DO CACHORRÃO

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

6 - PRESIDENTE MAJOR MECCA

Endossa o pronunciamento do deputado Vitão do Cachorrão.

        

7 - VITÃO DO CACHORRÃO

Assume a Presidência. Ressalta sua insatisfação com o tratamento recebido do secretário de Saúde do estado de São Paulo.

        

8 - MAJOR MECCA

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

9 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO

Endossa o pronunciamento do deputado Major Mecca.

        

10 - EDUARDO SUPLICY

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

11 - RUI ALVES

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

GRANDE EXPEDIENTE

12 - MARINA HELOU

Por inscrição, faz pronunciamento.

        

13 - EMÍDIO DE SOUZA

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

14 - MARINA HELOU

Solicita a suspensão da sessão, por acordo de lideranças, até as 16 horas e 30 minutos.

        

15 - PRESIDENTE VITÃO DO CACHORRÃO

Defere o pedido e suspende a sessão às 15h14min.

        

ORDEM DO DIA

16 - GILMACI SANTOS

Assume a Presidência e reabre a sessão às 16h31min. Convoca sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão. Coloca em votação e declara aprovados, separadamente, os requerimentos de criação de comissão de representação dos deputados: Tenente Coimbra, com a finalidade de participar de seminário temático sobre governança e administração pública na China, a realizar-se entre os dias 06 e 18/06, na República Popular da China; Fabiana Bolsonaro, com a finalidade de participar da "Caravana 3D", iniciativa do governo do estado voltada à articulação regional de políticas públicas e investimentos, a realizar-se entre os dias 1º e 03/06, em Olímpia/SP e demais municípios da região; Professora Bebel, com a finalidade de participar da cerimônia de expansão da unidade de remanufatura Caterpillar Brasil e do ato de início dos atendimentos da carreta de exames de imagem, a realizarem-se nos dias 02 e 03/06, em Piracicaba/SP; Dani Alonso, com a finalidade de participar de eventos promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo, com a presença do Sr. Governador Tarcísio de Freitas, a realizarem-se nos dias 02 e 03/06, em Barretos/SP; Lucas Bove, com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, entre os dias 10 e 12/06, em Campinas/SP e região; Lucas Bove, com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas alinhadas às realidades regionais, a realizarem-se nos dias 02 e 03/06, no Vale do Paraíba e região; Eduardo Suplicy, com a finalidade de acompanhar visita da Anvisa à Associação Flor da Vida, a realizar-se no dia 11/06, em Franca/SP; e Sebastião Santos, com a finalidade de participar da inauguração da reurbanização da Av. Engenheiro Necker Carvalho de Camargo e também da entrega de marginais, de ciclovia e da readequação de acessos urbanos na Rod. Brigadeiro Faria Lima (SP-326), a realizarem-se nos dias 02 e 03/06, em Barretos/SP.

        

17 - PAULO FIORILO

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

18 - DR. JORGE DO CARMO

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

19 - LETÍCIA AGUIAR

Para comunicação, faz pronunciamento.

        

20 - DR. JORGE DO CARMO

Solicita o levantamento da sessão, por acordo de lideranças.

        

21 - PRESIDENTE GILMACI SANTOS

Defere o pedido. Convoca os Srs. Deputados para a sessão ordinária do dia 03/06, à hora regimental, com Ordem do Dia. Lembra sessão extraordinária a ser realizada hoje, às 16 horas e 54 minutos. Levanta a sessão às 16h44min.

 

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ÍNTEGRA

 

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- Assume a Presidência e abre a sessão o Sr. Carlos Giannazi.

 

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- Passa-se ao

PEQUENO EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - CARLOS GIANNAZI - PSOL - Presente o número regimental de Sras. Deputadas e Srs. Deputados, sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta Presidência dispensa a leitura da Ata da sessão anterior e recebe o expediente.

Dando início à lista de oradores inscritos, com a palavra o deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Com a palavra o deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Com a palavra o deputado Rafa Zimbaldi. (Pausa.) Com a palavra o deputado Edson Giriboni. (Pausa.)

Com a palavra o deputado Delegado Olim. (Pausa.) Com a palavra o deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Com a palavra o deputado Enio Tatto. (Pausa.) Com a palavra o deputado Itamar Borges. (Pausa.) Com a palavra o deputado Caio França. (Pausa.) Com a palavra o deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Com a palavra o deputado Donato. (Pausa.) Com a palavra o deputado Bruno Zambelli. (Pausa.)

Antes de chamar o deputado Reis, só... Deputado Reis, fazer uma convocação aqui. Nos termos do disposto do Art. 18, inciso III, alínea “d”, combinado com o Art. 68, ambos do Regimento Interno, convoco reunião conjunta das comissões de: Constituição, Justiça e Redação; Educação e Cultura; Finanças, Orçamento e Planejamento, a realizar-se hoje, às 15 horas e 30 minutos.

E em seguida, convocação às 15 horas e 46 minutos no Salão Nobre Campos Machado, com a finalidade de apreciar o Projeto de lei nº 415, de 2026, de autoria do Sr. Governador.

Agora sim, com a palavra o deputado Reis, que fará uso regimental da tribuna.

 

O SR. REIS - PT - Cumprimentar o presidente, deputado Carlos Giannazi, cumprimentar o público presente, os funcionários desta Casa. Cumprimentar os integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Técnico-Científica. Também cumprimentar todos aqueles e aquelas que estão nos acompanhando pela Rede Alesp.

Presidente, eu recebi aqui, por parte do Sindicato dos Investigadores de Polícia, duas reclamações que quero deixar registradas neste Pequeno Expediente para que o governo tome conhecimento, para que essa reclamação seja publicada no “Diário Oficial” e que as notas taquigráficas de minha fala sejam encaminhadas ao secretário de Segurança Pública, ao superintendente da Polícia Técnico-Científica e também ao governador do estado de São Paulo, o Sr. Tarcísio de Freitas.

A primeira reclamação que eu quero deixar registrada é com relação ao atendimento no Instituto de Criminalística. O Instituto de Criminalística, que fica ali na região do Butantã, na zona oeste da Capital, também a sede da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, e que os policiais têm reclamado da dificuldade que eles têm para entregar as provas, os laudos, as demandas das delegacias. Então acúmulos de demandas com prejuízos diretos ao andamento das investigações dos investigadores de polícia da Capital.

De acordo com relatos, o processo de entrega das peças funciona da seguinte maneira: os policiais começam a chegar para entregar já nas primeiras horas da manhã, por volta das seis horas. No entanto, o setor responsável pelo recebimento encerra as atividades às 13 horas. Então eles vão levar os expedientes, quando dão 13 horas já não atendem mais. E após esse horário, nenhum material é aceito.

Então é o material para que se faça a perícia, e é de interesse público que essas perícias sejam feitas em tempo adequado e está acontecendo toda essa dificuldade, até para entrega de material

A limitação está relacionada à terceirização, que é a grande marca do governo Tarcísio de Freitas. Privatizações, terceirização, entrega do patrimônio público, sucateamento da Segurança Pública, destruição da Educação, venda da Sabesp, venda da EMAE, venda das rodovias paulistas, colocação de 118 novos pedágios Free Flow.

Então é essa a marca de destruição que esse senhor, que veio do Rio de Janeiro, está instituindo no estado de São Paulo. Eu espero que ele volte para o Rio de Janeiro, de onde ele nunca deveria ter saído.

Além da redução do horário, a lentidão no sistema tem agravado a situação. Em um dos episódios recentes, cerca de 15 policiais não conseguiram concluir a entrega dos materiais e tiveram que retornar às suas unidades, com as peças ainda sob sua responsabilidade. ‘Vem laudo e não conseguimos entregar’, relatou uma testemunha sob condição de anonimato.

O problema se arrasta desde o último fim de semana, quando, segundo os relatos, o sistema passou a apresentar estabilidade. Em determinados momentos, o atendimento chegou a ser completamente suspenso, com o fechamento das portas do setor.

Outro fator que contribui para os atrasos é a divisão das entregas por regionais. Cada seccional possui um dia específico da semana para realizar o procedimento. Assim, quando a entrega não é concluída, o policial precisa aguardar até a semana seguinte para tentar novamente, ampliando o prazo de tramitação dos materiais.

A situação também afeta a devolução de peças já periciadas. Segundo os policiais, materiais que deveriam ser liberados não estão sendo devolvidos sob a justificativa de falhas no sistema.

Isso tudo impacta diretamente nas delegacias com os atrasos. Delegados e equipes acabam atribuindo a demora aos próprios policiais responsáveis pela entrega, gerando desgastes internos e dificultando o fluxo do trabalho.

Parece que estamos demorando propositadamente ou enrolando, enquanto, na verdade, não conseguimos concluir a entrega por conta de todos esses fatores que enfrentamos no Instituto de Criminalística.

Até o momento, não há informação sobre a normalização completa do sistema ou eventual revisão do horário de atendimento”.

Então, para deixar registrada aqui a reclamação com relação ao atendimento do Instituto de Criminalística e, conforme disse estar na matéria do Sindicato dos Policiais, por conta da terceirização.

A outra reclamação, Sr. Presidente, para deixar registrada, é sobre a inauguração na cidade da Polícia de São Bernardo do Campo da Delegacia de Defesa da Mulher. Foi implementada lá uma nova delegacia, a Delegacia de Defesa da Mulher, com funcionamento 24 horas.

Ontem já falei, nesta tribuna, sobre essa questão da Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, porém, não tem funcionários para trabalhar. Então, segundo o que diz aqui, o Sipesp teve acesso à escala que foi feita para escrivães de delegacias do ABC que irão se deslocar de seus municípios para atuar na DDM e que pertence às delegacias da Seccional de São Bernardo.

Então, eles vão trabalhar nas suas delegacias e vão cumprir plantões nesta DDM. Isso atrapalha muito o dia a dia, o trabalho da investigação, o trabalho da apuração, o trabalho dos procedimentos criminais.

A principal crítica dos policiais é que a ampliação do atendimento ocorreu sem a correspondente contratação de efetivo suficiente para atender à nova demanda. A cobrança que nós fizemos aqui dá falta de efetivo e que o governo tem dificuldade para recompor esse efetivo.

Ele deu uma entrevista ontem na “Jovem Pan”, falando que é o governador que contratou 17 mil policiais, entre policiais civis, policiais militares. Só que na Polícia Civil ainda há um déficit de 15 mil policiais, faltam 15 mil policiais, faltam escrivães, faltam delegados, faltam investigadores.

Então, quando se abre uma nova delegacia, não tem material humano para fazer com que aquela delegacia possa funcionar adequadamente. E aí eles acabam tirando policiais de suas unidades, que já fazem seus plantões nas suas unidades, para poder sobrecarregá-los nessas novas delegacias.

Além disso, os policiais apontam que a própria DDM de São Caetano já opera em escala conhecida como “gorda e magra”, modelo de escala alternada, onde o policial trabalha segunda, quarta, sexta, em uma semana, e na semana seguinte trabalha terça e quinta, intercalando até o final do mês.

O temor é de que o remanejamento de efetivo agrave mais ainda a situação nas unidades da região.

 

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- Assume a Presidência o Sr. Major Mecca.

 

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Embora São Caetano e São Bernardo pertençam à mesma seccional, investigadores afirmam que a prática representa um desgaste excessivo para os servidores, que já enfrentam jornadas intensas, déficit de efetivo e o acúmulo de funções. Nos corredores da Polícia Civil, o sentimento é de preocupação com o impacto da medida tanto na saúde dos policiais quanto na qualidade do atendimento prestado à população.”

Então para deixar registrado também essa reclamação dos servidores, dos escrivães e investigadores que trabalham em suas delegacias e estão tendo que deslocar para outras delegacias para poder cumprir plantões excessivos, trabalho excessivo, que contribui muito para o adoecimento policial. E que hoje, em que pese que a lei federal, a Lei nº 14.735, autorize o pagamento de horas extras, mas não é a prática do Governo do Estado de São Paulo.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Dando sequência à lista de oradores do Pequeno Expediente, deputado Carlos Giannazi. Tem V. Exa. cinco minutos regimentais. Enquanto o deputado se desloca à tribuna, eu anuncio aqui a visita guiada à Assembleia Legislativa dos alunos da Escola Estadual Jardim Iguatemi e IBMEC, Relações Internacionais e Direito.

Sejam muito bem-vindos, que o Senhor Jesus os abençoe e guie a caminhada de vocês. Grande satisfação recebê-los.

Com a palavra o deputado Carlos Giannazi.

 

O SR. CARLOS GIANNAZI - PSOL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, deputado Mecca, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, público aqui presente, alunos, professores, telespectador da TV Assembleia. Sr. Presidente, eu quero aqui, mais uma vez, pedir apoio aos 94 deputados e deputadas da Assembleia Legislativa, para que nós possamos aprovar tanto o projeto de lei que eu apresentei, Projeto de Lei nº 529, que trata da questão da devolução do confisco das aposentadorias e pensões, do famoso confisco, assalto, roubo feito pela gestão Doria/Rodrigo Garcia, que confiscou aposentadoria dos aposentados do estado de São Paulo durante dois anos, através da famigerada e cruel reforma, da farsa da reforma, da Previdência. Foram dois anos de confisco.

Nós, depois de uma intensa luta no estado de São Paulo, junto com os aposentados, pensionistas, com as entidades representativas dos servidores, nós conseguimos derrubar o confisco aqui na Assembleia Legislativa de São Paulo. Enfim, agora trata-se da segunda etapa da luta, que é a devolução de tudo aquilo que foi confiscado.

Tem o nosso projeto, projeto que eu apresentei, que está tramitando, já foi aprovado na principal comissão, que é a Comissão de Constituição e Justiça, e ele segue tramitando por outras comissões, para chegar ao Plenário.

Mas também eu apresentei agora a Emenda nº 1, a primeira emenda apresentada à LDO, que será votada até o final, provavelmente até o final, do mês de junho. É a emenda que trata exatamente também desse tema, da devolução do confisco das aposentadorias e pensões, porque nós temos que fazer a previsão no Orçamento.

Então, foi exatamente isso que eu fiz, apresentei essa emenda para constar na Lei de Diretrizes ao Orçamento para 2027, como também apresento uma outra no final do ano à Lei Orçamentária.

Ou seja, tomando todas as providências do ponto de vista do Orçamento para que seja devolvido esse confisco com juros e correção monetária, porque os aposentados foram injustiçados, foram praticamente assaltados durante todo esse tempo.

Lembrando, ainda, Sr. Presidente... Então essa Emenda nº 1, a peça da LDO, é a primeira, não tem como errar, não é? A nº 1, a primeira emenda que vai ser debatida aqui na Assembleia Legislativa. Durante o processo de discussão, de votação, é a Emenda nº 1, que é a dos aposentados e pensionistas, para que ninguém esqueça, para que nenhum deputado, nenhuma deputada esqueça desse compromisso, dessa reparação que a Assembleia Legislativa tem que fazer, porque foi ela que votou a favor do confisco do Doria e do Rodrigo Garcia.

Então, ela tem que agora se responsabilizar, fazendo no mínimo essa reparação de devolução do que foi confiscado.

Lembrando ainda que estivemos recentemente no Supremo Tribunal Federal. Quando digo “nós” é o nosso coletivo “Educação em Primeiro Lugar”: deputada federal Luciene Cavalcante, vereador Celso Giannazi e eu estivemos presentes, tivemos uma reunião com o ministro Edson Fachin e levamos a ele a necessidade, a urgência, fizemos um apelo para que ele retomasse o julgamento desse tema que está sendo debatido hoje no Supremo Tribunal Federal.

Na verdade, está sendo julgado, são Adins que versam sobre esse tema do fim, da proibição de confiscar aposentadorias de quem ganha abaixo do teto do INSS. Esse julgamento já tinha sido iniciado no ano passado.

Houve um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas já tínhamos - Sr. Presidente, isso é importante - de seis a sete votos quando o julgamento estava em andamento, quando ele foi paralisado, ou seja, já tínhamos a maioria para tornar inconstitucional o confisco de aposentadorias, repito, para quem ganha abaixo do teto de INSS.

O julgamento foi suspenso, já se encerrou o prazo dos 90 dias, o ministro Gilmar Mendes já entregou o voto dele e, a essa altura do campeonato, se nenhum ministro alterar o seu voto por conta do lobby de prefeitos e governadores, nós já ganhamos essa parada, ou seja, nós já temos maioria. O voto dele não vai fazer diferença nenhuma.

Dessa forma, logicamente, se é inconstitucional o confisco, fica mais fácil ainda para que nós possamos aprovar nossa emenda, o nosso projeto de lei, nosso PLC 529, que trata dessa questão da devolução.

Ao mesmo tempo, impede definitivamente que o governador Tarcísio possa publicar um novo decreto fazendo um confisco e também que nós possamos derrubar o confisco municipal.

Aqui, o prefeito Ricardo Nunes, também adepto agora do bolsonarismo, da extrema-direita protofascista, ele também está confiscando 100 mil aposentados e pensionistas da cidade de São Paulo, descontando 14 por cento.

Então, essa decisão do Supremo vai proibir que o prefeito Ricardo Nunes faça também confisco de aposentadoria de servidores da Prefeitura de São Paulo e de outros municípios que estão confiscando aposentadorias. Então, estamos acompanhando, conversando com os ministros do Supremo.

Recentemente também, Sr. Presidente - eu não fui porque estávamos aqui na Alesp -, a deputada federal Luciene Cavalcante e o vereador Celso Giannazi, os dois estiveram na semana passada, novamente, com o ministro Fachin em reunião, pedindo a ele, fazendo um apelo para que ele pautasse novamente esse julgamento, porque só faltava um voto.

O voto já foi dado, então nós teríamos o encerramento do capítulo dessa nefasta história que confiscou aposentadorias aqui em São Paulo, 600 mil aposentados e pensionistas.

Então, a nossa luta aqui hoje na Assembleia Legislativa é pela devolução. É por isso que peço apoio à aprovação dessa Emenda nº 1 à LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Nós vamos ter a votação agora: até o dia 30 de junho a LDO será votada e essa emenda é muito importante, ela é estratégica para que nós possamos garantir a devolução de tudo o que foi confiscado dos aposentados e pensionistas.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Dando sequência à lista de oradores do Pequeno Expediente, chamo o deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Lucas Bove. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.)

Iniciando a Lista Suplementar, deputado Enio Tatto. (Pausa.) Deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputada Thainara Faria. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputado Vitão do Cachorrão.

Tem V. Exa. cinco minutos regimentais para uso da tribuna.

 

O SR. VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Boa tarde, Major Mecca na Presidência. Cumprimentar a Polícia Militar, pessoal da Escola Jardim Iguatemi. Muito obrigado pela presença dos professores, alunos, viu? Aqui é a Casa do povo, sejam bem-vindos. Que Deus abençoe vocês.

Quero falar aqui sobre o diagnóstico precoce. Todos sabem, qualquer doença, o diagnóstico precoce salva vidas, tendo o diagnóstico antes, iniciando o tratamento antes. Mas, infelizmente, a gente está sofrendo muito no estado de São Paulo, o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, não atende.

Já liguei várias vezes, não consigo falar, Major Mecca. Deputado com mandato, você liga para o secretário e o camarada não atende. Não é para pedir para mim. Eu tenho mais de 50 municípios que solicitaram a carreta da mamografia, onde vai levar especialistas em Oncologia, onde vai fazer o exame e vai salvar as mulheres, as vidas das mulheres, evitando até mesmo a cirurgia com o tratamento.

O câncer, meu amigo, e outras doenças, você não ter no diagnóstico, quando você vê, já está há um ano no corpo, já espalhou. É ceifada a vida da mulher. E a gente liga para o secretário, você liga, deputado com mandato, representando 60 mil pessoas que votaram em mim, e você não consegue ter uma resposta.

O secretário não atende. Outra coisa também, liguei para o governador, mando mensagem, também não responde. Estamos na véspera da eleição, meu amigo. Eu estou aqui para servir o povo, o povo que vem da periferia. Eu continuo lá vendendo hot-dog, vendendo cachorro-quente, atendendo às pessoas no meu escritório. Toda segunda-feira estou no bairro.

Aí você quer falar com o Executivo, você não consegue. Você quer falar com o secretário, você não consegue. Eu estou com uma indicação de uma ambulância, Barão de Antonina, são poucos quilômetros do Paraná, Eduardo Suplicy.

Uma ambulância de UTI que salva vidas, que foi prometida pelo governo do estado. Está sem ambulância na cidade. Falei com o prefeito. Eu não sei se é porque o filho do secretário de Saúde é candidato, daí não atende a gente que é deputado estadual, que é pré-candidato também. E o filho dele é pré-candidato.

Então não entrega a ambulância lá na cidade, no município, e acabam morrendo mulheres grávidas, acabam morrendo pessoas precisando de cirurgia, que precisam ir em outros municípios, que precisam da ambulância. Precisa socorrer ali uma mãe e a ambulância não chega.

E olha só, tenho mais de 50 municípios que eu fiz ofício solicitando a carreta da mamografia. Quando eu entrei aqui na Casa, por atender muito à população, eu tive muita solicitação dessa carreta da mamografia.

E eu fiquei sabendo que 645 municípios, Eduardo Suplicy - também meu amigo, deputado que trabalha muito, faz excelente trabalho -, Edson Giriboni, muita solicitação da carreta da mamografia, deputado Major Mecca.

Aí só tinha uma carreta da mamografia para 645 municípios. Só no meu gabinete mais de 50 municípios solicitaram. Imagine mais 50, 60, 70 no Major Mecca, mais 50 no Edson Giriboni. Então como é que uma carreta vai sustentar o estado inteiro, vai salvar vidas?

Liguei para o governador este dia, diferente dos outros, o governador atendeu e colocou mais duas carretas de mamografia no estado. Porém, até agora, mesmo com essas duas a mais, eu solicitando para salvar a vida das mulheres, para ter um diagnóstico precoce do câncer, eu solicitei e só fui atendido em dois municípios, acho que Guaratinguetá e Sorocaba.

Então, quando o governador não atender uma ligação de um deputado, o secretário de Saúde não atender uma ligação do deputado, deputada Ediane Maria, não é para ajudar o Vitão do Cachorrão, não, é para salvar a vida das mulheres.

E a gente com mandato, eles não atendem a gente. Imagine sem mandato, meu Deus do céu. Eu já liguei várias vezes para esse secretário que se chama Eleuses Paiva, ele não atende, não retorna. Eu não estou aqui para ficar calado, não. Eu não fui eleito para ficar de fantoche, para ficar obedecendo secretário, para ficar obedecendo governador. Enquanto eu estiver aqui, vou continuar lutando pelo povo.

Eu cresci trabalhando de servente de pedreiro e vendendo hot-dog. Só que assim, sem nenhum padrinho político eu me tornei vereador, tendo sido o vereador mais votado na pandemia.

Hoje, com todo respeito, eu fui o deputado mais votado de Sorocaba e eles não atendem meu telefone. Quando eu ligo lá no Palácio, ligo para o secretário de Saúde não é para bater papo, não é para falar sobre outras coisas; é para pedir ajuda para os municípios e para o povo.

Então eu estou aqui pelo povo e vou continuar trabalhando pelo povo. E vocês, que não atendem, estão cavando as suas sepulturas, falo aqui com toda a certeza, porque a gente nasceu para atender o povo, a gente é empregado do povo, o nosso mandato é pelo povo.

Eu vou continuar trabalhando pelo povo, enquanto Deus me der oportunidade de estar aqui. Até sem mandato eu trabalhava pelo povo, imagina com mandato. Deus no comando de tudo.

Um abraço do Vitão do Cachorrão, deputado vendedor de hot-dog até hoje.

 

O SR. PRESIDENTE - MAJOR MECCA - PL - Tem o nosso apoio, deputado Vitão do Cachorrão. Nós estamos aqui para representar o povo, para trazer o desespero do povo, e o governo do estado tem a obrigação de nos ouvir.

Afinal de contas, como o senhor diz, nós fomos eleitos pelo povo e, quando nós falamos aqui, falamos em nome dele. Absurdo, e providências têm que ser tomadas junto ao secretário de Saúde e ao governo do estado.

 Dando sequência à lista de oradores, deputado Major Mecca. Deputado Vitão está se dirigindo para presidir a sessão, para que eu possa descer à tribuna e fazer uso da palavra.

 

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 - Assume a Presidência o Sr. Vitão do Cachorrão.

 

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O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Aguardando o Major Mecca.

É regimental, cinco minutos no Pequeno Expediente. Obrigado pelas palavras, Major Mecca. A gente fala com o coração, com a alma. Eu cresci ali no Jardim Zulmira, vendendo cachorro-quente. Não tinha nenhum político na minha família, com todo o respeito. Aí chego a deputado estadual. Você liga para o secretário de Saúde e ele não atende? É uma vergonha isso, para o estado de São Paulo.

Major Mecca, V. Exa. tem cinco minutos no Pequeno Expediente. Obrigado pelas palavras. Vossa Excelência faz um excelente trabalho em todo o estado, principalmente pelas polícias.

 

O SR. MAJOR MECCA - PL - SEM REVISÃO DO ORADOR - Muito obrigado, presidente, deputado Vitão do Cachorrão. O senhor tem todo o nosso apoio. Eu não tenho dúvidas, de todos os deputados desta Casa.

Uma boa tarde a todos que aqui estão na galeria, aos nossos irmãos de farda, policiais militares, a todos os funcionários que nos dão suporte.

Nos últimos dias, nós percorremos inúmeras cidades do estado de São Paulo, cidades no interior, no litoral de São Paulo, Grande São Paulo e aqui na Capital.

E é muito preocupante a situação dos policiais no estado de São Paulo, porque quando nós vamos até a ponta da linha, quando nós entramos nos quartéis, quando nós entramos nas delegacias, quando nós apoiamos os nossos policiais nos atendimentos de ocorrências, como eu mostrei aqui na semana passada, um apoio que eu e a minha equipe - nós, todos veteranos, hoje trabalhando aqui na arena Legislativa - prestamos a uma equipe do policiamento de trânsito na prisão de um indivíduo que molestou uma mulher - foi autuado em flagrante por importunação sexual, explorei aqui que o canalha foi solto 24 horas após, na audiência de custódia, nós acabamos testemunhando as dificuldades, o sofrimento de todos esses operadores de Segurança Pública no nosso estado, vivendo essa rotina de prende o ladrão, o ladrão é solto no outro dia pela Justiça.

Troca tiro com o ladrão, o ladrão, no outro dia, mesmo tentando matar o policial, é solto na audiência de custódia. E nesses últimos dias saíram, foram divulgados... Saiu o holerite, porque o policial agora abre o holerite aqui no aparelho celular, no app. E é impressionante, deputado Vitão.

Nós não podemos deixar de trazer isso aqui, porque nós vemos que o governo, nos últimos anos, implementou os percentuais de reajuste, que nós já manifestamos aqui, nesta tribuna, a nossa gratidão pela boa intenção de reconstruir a dignidade dos policiais no estado de São Paulo.

No entanto, nós precisamos alertar o governo do estado, o governador Tarcísio de Freitas, alertar o secretário de Segurança Pública, Dr. Nico, que é meu amigo, é um ótimo policial, está fazendo um belo trabalho, tanto ele como o coronel Henguel. Mas eu sempre os cobro, em relação ao posicionamento junto ao governo, de levar a situação de dificuldade que os nossos policiais continuam convivendo no seu dia-a-dia.

Eu ontem, na data de ontem, eu estava com um policial militar, o policial militar abriu o holerite dele no celular. Policial recebendo o líquido, o soldado, R$ 3.500,00. Sabe por que ele recebe R$ 3.500,00? Porque os nossos policiais no estado de São Paulo, aqui, no estado que é a locomotiva econômica do País, no estado mais rico do País, os policiais estão altamente endividados.

Por quê? Foram mais de 30 anos de abandono, de sucateamento de viaturas, equipamentos, estruturas, tanto que eu sou o deputado número um em envio de recursos para a Secretaria de Segurança Pública nos últimos três anos. Por quê? Foram mais de 80 quartéis que nós já reformamos. Quartéis caindo aos pedaços. Companhias, batalhões com 150 policiais e uma única privada em um chuveiro gelado.

Então nós não podemos deixar de chamar a atenção do governo, porque tudo o que foi feito até agora nós agradecemos, nós não podemos ser ingratos, porque houve sim uma política de atenção ao policial. Mas dentro dessa política de atenção ao policial, de todas as demandas que nós apresentamos como sugestão no início do governo, nem 10%, 15% foram atendidas.

E isso faz com que o policial militar no estado de São Paulo, o policial civil, o policial técnico-científico, o policial penal continue vivendo em uma séria situação de dificuldade.

E nós falamos aqui, são homens e mulheres que, dos 30 dias do mês, eles trabalham os 30 dias. A escala de serviço dos policiais militares do estado de São Paulo é 7x7. Dos sete dias, eles trabalham os sete. Sabe qual é a carga horária diária desses policiais? De 16 a 20 horas por dia.

Quando eles se deparam com situações de flagrante, prendem um criminoso, um flagrante em uma delegacia para ser confeccionado, demora de seis a oito horas no mínimo.

O policial passa de 24 horas de serviço para descansar 15, 20 minutos, tirar um cochilo, vestir a farda novamente e assumir a Operação Delegada, Dejem ou ir para o bico para complementar a sua renda, porque, no estado de São Paulo, o policial que abre o holerite e vê 3.500 reais, se ele não fizer bico, ele não alimenta a família. Não alimenta a família.

No estado de São Paulo, no Brasil hoje, o quilo do tomate é 15 reais. Vai no mercado, 15 reais um quilo de tomate. A carne, então, e a picanha, que foi prometida para o povo brasileiro, onde que está? Vai comprar para você ver. E o policial militar vive nesse ambiente. Tudo extremamente caro. E o policial, no estado de São Paulo, infelizmente, atravessando uma situação muito séria, muito grave, de dificuldade.

E é quando eu, para concluir o meu discurso hoje aqui no plenário da Assembleia Legislativa, nesta tribuna, eu chamo a atenção para a derrubada do veto do Projeto de lei Complementar nº 135, um Projeto de lei Complementar da minha autoria.

Uma lei que faz justiça a policiais militares que trabalharam por mais de 20, 25 anos e tiveram subtraído o seu tempo de serviço e o seu recurso, o seu dinheiro de contribuição para a Previdência.

Policiais que já estão extremamente cansados, doentes, mas permanecem firmes nas trincheiras defendendo o povo do estado de São Paulo. E, quando nós buscamos fazer justiça, nós conseguimos aprovar aqui nesse plenário o PLC 135, com apoio de todos os deputados desta Casa, inclusive do deputado Vitão do Cachorrão, que nos apoiou, apoiou os policiais militares. Nós aprovamos aqui.

Havia o compromisso do governador Tarcísio em sancionar o PLC 135, e ele não cumpriu com a palavra. E, considerando a independência dos poderes que reza a Constituição Federal do nosso país, esta Casa tem a independência, tem a autonomia e tem o poder para derrubar esse veto. E é isso que nós estamos trabalhando.

Derrubada, já, ao PLC 135.

Muito obrigado, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Parabéns, Major Mecca, falando com propriedade. Sabe o que fala. É um absurdo, um soldado, um que vive na periferia, correndo risco de vida, quando sai da sua casa, despede-se da esposa, não sabe nem se vai voltar, ganhando 3.500 reais por mês.

O coronel, sim, merece aumento, estudou, lutou muito para chegar, mas tem que ser aumento por igual para todos. Se o coronel recebeu dois ou 3.000 de aumento, o soldado tem que ter 3.000 também. Não só 150 e 200 reais de aumento, o que não dá para comprar nem um quilo de picanha no preço que está a carne.

Então, o policial, principalmente o soldado, cabo, terceiro-sargento, merece aumento igual, igual ao do coronel. Se recebeu 3.000 de aumento, ele tem que ter 3.000 de aumento também no seu salário. Parabéns, Major Mecca.

Seguindo a lista dos oradores, agora o nosso amigo, o rei dos votos, Eduardo Suplicy. É regimental.

Tem o tempo de cinco minutos.

 

O SR. EDUARDO SUPLICY - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Caro presidente, deputado Vitão do Cachorrão, gostaria aqui de comunicar algo sobre irregularidades no “WiFi Livre”. Subo hoje a esta tribuna para manifestar profunda preocupação diante das graves informações reveladas sobre o programa “WiFi Livre” na cidade de São Paulo.

Segundo a reportagem do “G1” de hoje: “Documentos da investigação feita pela Polícia Civil apontam que o contrato firmado com a organização Instituto Conhecer Brasil para a instalação de pontos da internet pública teria cobrado, em diversos casos, pelo menos o dobro do valor praticado pela própria Prodam, empresa pública municipal responsável por soluções de tecnologia da informação.

Além disso, a Polícia Civil e o Ministério Público já investigam possíveis irregularidades relacionadas a esse contrato que ultrapassa 100 milhões de reais. Segundo representação do delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, a Prodan cobrava R$ 230,00 para instalar cada ponto de internet e R$ 306,00 por mês para mantê-lo em funcionamento, enquanto que o contrato formado com o ICB previa pagamento de R$ 1.800,00 por ponto, valor que, segundo o documento, era superior aos preços normalmente praticados pela administração municipal.

O instituto é de propriedade da empresa Karina Ferreira da Gama, sócia da GoUp, produtora do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O delegado também mencionou suspeitas relacionadas à produtora GoUp. Segundo a representação, há a hipótese de confusão patrimonial e da possível utilização de recursos oriundos do programa municipal para financiar a produção do filme Dark Horse, circunstâncias que ainda dependem do aprofundamento das investigações.

Ontem, houve uma operação que cumpriu sete mandatos de busca e apreensão nos endereços ligados à dona da produtora e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. Foram recolhidos computadores, celulares, documentos e notas fiscais na Prefeitura de São Paulo e na ONG.

Cada real gasto, acima do necessário, representa menos investimentos em Saúde, Educação, Moradia, Transporte e assistência social. Cada suspeita de desperdício ou direcionamento indevido de recursos públicos é uma agressão ao contribuinte e, principalmente, à população mais pobre, que depende da presença eficiente do Estado.

Estamos falando de um programa que tem um objetivo social relevante: ampliar o acesso à internet e promover a inclusão digital. Justamente por isso, a execução desses recursos deve obedecer a mais relevados padrões de transparência, economicidade e eficiência. Não basta entregar o serviço, é preciso demonstrar que ele foi contratado pelo melhor preço possível e em conformidade com a lei.

As informações divulgadas também indicam questionamentos sobre o funcionamento de metas contratuais e sobre a relação entre os valores pagos e os serviços efetivamente entregues. São elementos que precisam ser esclarecidos de forma completa e transparente perante a sociedade. Por isso, defendo uma apuração rigorosa, técnica e independente.

É fundamental que a Polícia Civil, o Ministério Público, os órgãos de controle e os Tribunais de Contas tenham todas as condições para aprofundar as investigações, analisar contratos, notas fiscais, aditivos, medições e fluxos de pagamento.

Se ficar comprovado que houve sobrepreço, superfaturamento, fraude, favorecimento ou qualquer outro tipo de irregularidade, os responsáveis precisam responder por seus atos, independentemente de cargo, influência política ou relações pessoais.

O dinheiro público não pode ser tratado como propriedade de governos ou de grupos privados. Que os fatos sejam esclarecidos e que prevaleçam a transparência, a justiça, a defesa intransigente do interesse público.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado Eduardo Suplicy. Seguindo a lista aqui, vou chamar um grande e excelente, deputado e amigo, deputado Rui Alves, que fez um trabalho também muito bacana na secretaria aqui do estado de São Paulo.

Deputado Rui, é regimental, tem o tempo de cinco minutos.

Parabéns, Rui, pelo excelente trabalho pelo estado de São Paulo e também na secretaria. Vossa Excelência é um excelente deputado.

 

O SR. RUI ALVES - REPUBLICANOS - SEM REVISÃO DO ORADOR - Boa tarde a todos. Boa tarde, Sr. Presidente Vitão do Cachorrão, parceiro, caminhamos juntos, compactuamos com os mesmos pensamentos - cuidar das pessoas, que é o que importa e é por isso que nós estamos aqui.

Boa tarde a todos os deputados presentes, hoje, nesta sessão. Boa tarde a todos que nos acompanham através da TV Alesp, às pessoas que estão aí na arquibancada do nosso plenário.

Hoje eu vou falar sobre um tema muito interessante. Semana passada, subi a esta tribuna, deputado Vitão, para relatar um caso de profunda indignação sobre um caso de uma jovem de 27 anos que foi assassinada pelo ex-companheiro, um homem de 52 anos, diante das próprias filhas pequenas.

Um crime brutal, que chocou o Brasil e que não tem como dizer, representa uma realidade muito, muito presente na nossa sociedade. E hoje eu torno a esta tribuna para registrar algo mais importante ainda: o desdobramento do caso. O suspeito, Raimundo Nonato Ferreira da Silva, foi localizado, deputado Vitão, e preso pela Guarda Civil Metropolitana. Confira a reportagem. Eu trouxe para a gente...

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Esse é o desfecho que esperamos para todos aqueles que cometem crimes tão graves contra mulher. Precisamos continuar avançando no combate à violência, deputado Vitão do Cachorrão, porque a violência contra mulher é algo inadmissível no nosso Brasil. Mas a prisão ainda é só um passo, não encerra a discussão. Porque foram duas crianças que foram deixadas para trás. E nós temos que estar atentos, como Poder Público, amparando as vítimas desse feminicídio. E isso é algo muito interessante que esta Casa tem que discutir.

Teve um Projeto de lei nº 470, de 2024, a proposta institui o benefício de pensão aos filhos e dependentes crianças e adolescentes, órfãos em razão de crime de feminicídio, cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a dois salários mínimos.

O objetivo, Vitão do Cachorrão, é garantir a proteção social para aqueles que ficam depois de uma tragédia igual a essa. O combate ao feminicídio é um combate que todos nós aqui, da Assembleia Legislativa de São Paulo, estamos empenhados para que essas coisas não aconteçam mais aqui no nosso estado.

Outro tema importante, que eu quero trazer para o estado de São Paulo, para esta Casa, foi um tema que nós debatemos também aqui, deputado Vitão do Cachorrão, onde nós usamos a tribuna e falamos a respeito de um tema que preocupa os produtores rurais do estado de São Paulo, a importação do leite em pó dos países do Mercosul.

Na ocasião, pedi que olhasse com mais atenção para os impactos dessa prática sobre os produtos estaduais, especialmente os pequenos e médios produtores. Eu tenho uma resposta para esse tema que nós abordamos na semana passada. Se está no ponto, pode soltar.

 

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- É exibido o vídeo.

 

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Olhe aí a importância, deputado Vitão do Cachorrão, da manifestação desses problemas que prejudicam a Agricultura aqui no nosso estado. E isso é uma grande atualização, uma resposta após investigação do Departamento de Defesa Comercial, Decom.

Foram confirmadas margens de dumping de até 60% para a Argentina e 50% para o Uruguai. Diante disso, a Camex aprovou medidas antidumping contra o leite em pó importado desses países. Isso estava afetando a produção do nosso estado, deputado Vitão do Cachorrão.

Contudo, eu chamo a atenção desta Casa a respeito das medidas que foram tomadas. Isso é importante a gente salientar, o governo federal decidiu avaliar os possíveis impactos da decisão sobre a inflação de alimentos antes de avançar com uma nova deliberação.

Cabe a esta Casa, cabe à bancada do PT aqui desta Casa formular esse apoio em prol dos produtores rurais do estado de São Paulo, o impacto na sociedade no estado de São Paulo, deputado Vitão.

Aqui no estado de São Paulo a atividade leiteira é essencial para geração de renda, geração de empregos e fortalecimento da economia rural. E a prática do comércio desleal tem causado prejuízos significativos aos produtores rurais. Quem produz não pode ser penalizado por uma concorrência injusta.

Sou coautor do Projeto de lei nº 24, de 2026, que proíbe a reconstituição do leite em pó de origem importada no estado de São Paulo. O objetivo do projeto é proteger a produção leiteira estadual, garantir sustentabilidade econômica aos produtores locais, preservar o equilíbrio do mercado e combater, de fato, práticas de concorrência desleal.

Precisamos agir, deputado Vitão do Cachorrão, para defender os interesses daqueles que produzem no nosso estado, valorizar o produtor rural e fortalecer a economia, preservar empregos e proteger o desenvolvimento no interior paulista. Seguiremos atentos diante de tudo aquilo que acontece neste Brasil, para valorizar a nossa Agricultura, porque o agro aqui em São Paulo é forte.

Obrigado, deputado Vitão do Cachorrão, meu homem do hot-dog.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado, deputado Rui. Parabéns pelo excelente trabalho.

O tempo do Pequeno Expediente já está se esgotando. Vamos entrar, agora, no Grande Expediente, que é o tempo de dez minutos.

 

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- Passa-se ao

 

GRANDE EXPEDIENTE

 

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O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Seguindo a lista aqui do Grande Expediente, deputado Luiz Claudio Marcolino. (Pausa.) Deputada Márcia Lia. (Pausa.) Deputado Dr. Jorge do Carmo. (Pausa.) Deputado Guilherme Cortez. (Pausa.) Deputado Rui Alves. (Pausa.)

Deputado Delegado Olim. (Pausa.) Deputado Sebastião Santos. (Pausa.) Deputada Fabiana Bolsonaro. (Pausa.) Deputado Rômulo Fernandes. (Pausa.) Deputado Paulo Fiorilo. (Pausa.) Deputado Edson Giriboni. (Pausa.) Deputado Donato. (Pausa.) Deputada Ediane Maria. (Pausa.) Deputado Atila Jacomussi. (Pausa.) Deputado Itamar Borges. (Pausa.)

Deputada Professora Bebel. (Pausa.) Deputada Leci Brandão. (Pausa.) Deputado Rafael Saraiva. (Pausa.) Deputado Carlos Giannazi. (Pausa.) Deputado Eduardo Suplicy. (Pausa.) Deputada Maria Lúcia Amary. (Pausa.) Deputado André Bueno. (Pausa.) Deputado Mauro Bragato. (Pausa.) Deputado Reis. (Pausa.)

Deputado Fábio Faria de Sá. (Pausa.) Deputado Rogério Santos. (Pausa.) Deputado Major Mecca. (Pausa.) Deputado Luiz Fernando. (Pausa.) Deputado Eduardo Nóbrega. (Pausa.) Deputado Thiago Auricchio. (Pausa.) Deputado Capitão Telhada. (Pausa.) Deputada Dra. Damaris Moura. (Pausa.) Deputado Rodrigo Moraes. (Pausa.)

Deputada Profª Camila Godoi. (Pausa.) Deputado Marcelo Aguiar. (Pausa.) Deputada Paula da Bancada Feminista. (Pausa.) Deputado Agente Federal Danilo Balas. (Pausa.) Deputado Dr. Elton. (Pausa.) Deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor. (Pausa.) Deputado Enio Tatto. (Pausa.)

Deputado Conte Lopes. (Pausa.) Deputado Lucas Bove. (Pausa.) Deputado Bruno Zambelli. (Pausa.) Deputado Caio França. (Pausa.) Deputada Monica Seixas do Movimento Pretas. (Pausa.) Deputada Valeria Bolsonaro. (Pausa.) Deputada Marina Helou.

É regimental. Tem o tempo de dez minutos para o uso da palavra, deputada Marina Helou.

 

A SRA. MARINA HELOU - PSB - SEM REVISÃO DO ORADOR - Obrigada, presidente. Cumprimento o senhor, cumprimento a todos aqui presentes, todos os que estão trabalhando para que a gente possa representar a nossa população. Hoje foi um prazer, aqui na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, receber a nossa ministra Marina Silva, sempre ministra, senadora do Brasil, uma das mulheres que mais me inspirou na vida, com a sua trajetória mais consistente, comprometida e transformadora na nossa história.

Que mostrou que é possível fazer política com ética, com dedicação e com muitos resultados concretos; que foi responsável pela maior queda do desmatamento já vista no mundo, maior queda na emissão de carbono. E pela articulação de um mapa do caminho, de como que a gente pode ter, de fato, desenvolvimento, olhando para combater as profundas desigualdades da sociedade, para acabar com a pobreza e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.

Ao mesmo tempo preservar as condições de vida no planeta Terra e garantir um desenvolvimento próspero para todas as pessoas. Que faz uma discussão importante, (Inaudível.) a gente deslocar o “ethos” do nosso momento contemporâneo do “ter” para o “ser”.

Mas que principalmente entende que as mudanças climáticas já são uma realidade e que nem todos sofrem de maneira igual. E por isso a gente precisa garantir e pautar essa ação, não só de mitigação, mas de adaptação, como uma prioridade na vida de todas as pessoas, uma prioridade nas agendas das cidades, uma prioridade para esta Casa e para todos os políticos.

Foi uma honra para esta Casa hoje receber a Marina Silva aqui, mas também a gente recebeu os alunos e alunas do Jardim Iguatemi, e é sempre bom quando a gente tem a juventude próxima da política, entendendo como funciona, porque só assim a gente melhora a qualidade da política.

Só com a participação da população, a participação das pessoas, dos jovens, entendendo como funciona a política por dentro, é que a gente pode ter uma transformação na qualidade do que a gente discute aqui, na qualidade da representação e na transparência.

Então quanto mais a gente puder ter alunos jovens - vocês que nos escutam - participando da política, cobrando os políticos, nos cobrando por melhores resultados, por mais transparência, melhor vai ser o resultado da política para todo mundo.

Mas eu subo aqui, presidente, por outros motivos. Eu subo aqui porque, de novo, mais uma vez, a gente está lidando com um problema muito grave e importante. Os Estados Unidos anunciaram um aumento das tarifas para importação de produtos brasileiros, uma taxação que impacta diversos, centenas de setores, milhares de empreendedores, de negócios, milhões de pessoas no nosso país.

As tarifas têm um impacto muito grande na nossa economia, e os Estados Unidos, então, dessa vez, anunciaram uma tarifa de 25% em todos os produtos brasileiros. Mas essa não é a primeira vez que isso aconteceu, e recentemente a gente já tinha vivido uma situação muito parecida.

Mas quem aqui lembra quem comemorou quando os Estados Unidos anunciaram as tarifas contra os produtos brasileiros? Isso mesmo, Eduardo Bolsonaro e a família Bolsonaro celebraram o aumento da taxação de tarifas, que, segundo eles mesmos, eles solicitaram ao governo Trump, para que prejudicasse o Brasil em benefício deles próprios.

Em um movimento de chantagem com milhões de pessoas, eles solicitaram a um governo exterior, a um governo com outros interesses, que aplicasse tarifas contra os nossos empresários, contra os nossos trabalhadores, contra o nosso país. Essa solicitação aconteceu e foi celebrada por eles quando o governo Trump anunciou a taxação de tarifas contra o Brasil.

E, depois de muita articulação do governo federal, liderada pelo nosso vice-presidente, Geraldo Alckmin, que fez um trabalho brilhante de articulação, de construção, que não fez disso um palanque político, mas fez disso uma responsabilidade de Estado, de garantir emprego e desenvolvimento da economia de milhares de milhões de pessoas do nosso povo.

Conseguimos reduzir essas tarifas, conseguimos tirar o Brasil do foco, conseguimos sair de um lugar que prejudicava o nosso país. Daí o que aconteceu? Quem conseguiu, de novo, uma audiência com o presidente Trump? Quem esteve lá falando com eles na semana passada? E daí, nesta semana, a gente é surpreendido com uma nova tarifa de 25% em todos os nossos produtos.

É de uma irresponsabilidade a gente ter essa família falando em nome dos interesses brasileiros. É de uma irresponsabilidade gravíssima a gente ter essa família corrupta pegando dinheiro roubado do Vorcaro, se sustentando às custas do povo brasileiro, dos aposentados do Rio de Janeiro - que nem a gente viu e agora está sendo comprovado -, e indo lá pedir para prejudicar o nosso país em prol de uma plataforma política.

É, assim, de um horror o que a gente viu, e o que a gente está vendo, e é inaceitável que a gente continue achando isso normal. Isso não é uma questão de direita e esquerda, isso não é uma questão de polarização, isso não é uma questão de projetos políticos, isso é uma questão de interesses particulares de uma família que prejudica um país inteiro.

É irresponsabilidade de um candidato à presidência que corrobora esse tipo de prática, que usa dinheiro roubado, e que continua falando em nome de um suposto campo brasileiro.

E aqui eu faço um apelo à direita, vocês precisam ter outros representantes. É legítimo que as pessoas pensem diferente, é legítimo a gente ter uma direita e uma esquerda forte no país, não é aceitável que o representante de um campo (Inaudível.) seja um picareta que nem o Flávio Bolsonaro. Não é aceitável que a gente possa continuar com uma família que advoga contra os interesses do país, dos empresários do Brasil.

A gente acabou de ver esse aumento de tarifa, um aumento que foi celebrado por essas pessoas. Não é possível que a gente continue achando que isso é normal, que isso é o outro lado da moeda, não é normal, não é aceitável e a gente não pode seguir achando que essa família pode continuar respondendo aos interesses do nosso país.

Queria aproveitar também, presidente, o final do tempo para dizer que, hoje, o Congresso Nacional... Este Congresso Nacional que está se esforçando em, realmente, se afastar cotidianamente dos interesses do Brasil, para só trabalharem em causa própria; este Congresso Nacional que trabalha pela PEC da Blindagem, para que eles não pudessem ser investigados quando cometessem crimes; este Congresso Nacional que aprovou a anistia para os partidos, para que pudessem gastar dinheiro público como quiserem sem ter que prestar contas e sem pegar as multas;

Este Congresso Nacional que aprovou os maiores retrocessos na legislação ambiental garantindo agora... Por exemplo, discutindo que não pode mais ter multa de desmatamento se for por drone a fiscalização, tem que ter um agente pessoalmente lá para comprovar o desmatamento.

Isso realmente prejudica uma luta para a preservação das florestas, é que nem dizer que um carro não pode ser multado por radar, que tem que ter uma guardinha lá. É contraproducente, contra tecnologia.

E é este Congresso, de costas para a população, que hoje está discutindo um PDL gravíssimo, o PDL nº 3, de 2025, que derruba a resolução do Conanda, que é o Conselho Nacional de Defesa das Crianças do nosso país, em relação a como a gente deve cuidar das crianças que foram estupradas.

Não devia nem ter que existir uma resolução, porque como país a nossa prioridade absoluta deveria ser garantir que não existe nenhuma criança no nosso país estuprada, que não existe nenhuma menina violentada sexualmente, que essa não fosse uma realidade tão triste quanto o fato que a cada seis minutos a gente tem uma menina violentada sexualmente no Brasil.

Somos uma das sociedades mais violentas contra meninas do mundo, sobrevivemos, ainda, com índices de gravidez na adolescência inaceitáveis. Menina não é mãe, é lei no Brasil a possibilidade de interromper gravidezes em caso de estupro.

Mas aqui a gente está falando de uma resolução que fala de estupros de crianças, meninas de nove, dez, sete anos. Meninas de nove anos que são estupradas e engravidam sem nem entender o que acontece.

E o Conanda fez uma resolução importante de organizar esse processo de atendimento prioritário nessa menina, que já teve tantos direitos violados, que já teve a sua infância violentada, que já teve que passar pelo que nenhuma mulher nunca deveria passar.

E a partir dessa resolução a gente tem um Congresso Nacional, aquele lá que só se interessa por voto e para se manter no poder, discutindo derrubar essa resolução para tornar a vida, de quem? Do estuprador, de quem não cuidou dessa menina, mais difícil?

Não, para tornar a vida dessa menina mais difícil, a vida dessa menina mais miserável. Isso é um absurdo e a gente vai lutar para que isso não seja aprovado e que o Congresso Nacional tome vergonha na cara e cuide das crianças como prioridade absoluta, como manda a nossa Constituição Federal.

Obrigada, Sr. Presidente.

Mas o Emídio não quer falar?

 

A SRA. MARINA HELOU - PSB - Sr. Presidente Vitão, com anuência de todos os líderes aqui presentes, gostaria de pedir a suspensão da sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Parabéns, Marina Helou. Está suspensa a sessão, mas o Emídio quer falar por comunicação.

 

O SR. EMÍDIO DE SOUZA - PT - Só uma comunicação, presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Deputado Emídio, é regimental. Vossa Excelência tem o tempo de dois minutos. Obrigado, deputada.

 

O SR. EMÍDIO DE SOUZA - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Queria cumprimentar a deputada Marina Helou pela sua fala aqui, mas dizer o seguinte, hoje é o dia de uma vergonha, hoje é o dia da infâmia no Brasil, de novo. Tudo causado pela mesma família, a família Bolsonaro.

Vai à Casa Branca, não para negociar vantagens para o Brasil, não para defender soberania, como foi o presidente Lula, vai lá pedir para taxar produtos brasileiros em 25%, para prejudicar a indústria nacional, o agro nacional, o agro paulista e depois ainda vem falar que trabalhou, que pediu para o Trump não fazer isso.

Ora, na saída dele da Casa Branca, após a visita, Marina, em nenhum momento ele falou que tinha pedido isso, só falou que foi lá pedir o negócio do PCC, isso ele não falou.

Agora, como estourou, ele quer, sabe, limpar a barra dele. Mas essa taxação de 25% tem todas as digitais da família Bolsonaro, inclusive do seu candidato a presidente, Flávio Bolsonaro. Porque é impressionante a capacidade dessa gente de vender o Brasil, de não ter carinho, respeito com a indústria brasileira.

Hoje já estão todas as federações brasileiras da indústria, todas, inclusive a Fiesp, presidida pelo Paulo Skaf, que é aliado do Bolsonaro, foi pedir ajuda para quem? Para o presidente Lula, para não ter taxação, porque o candidato deles vai lá pedir para taxar o Brasil.

E o governador Tarcísio? Queria saber o que ele tem feito? O que ele acha disso? Ele vai, de novo, falar que é um grande dia, como fez da outra vez, ou vai tomar uma atitude de quem governa São Paulo? Vai ser governador de São Paulo, ou vai ser capacho da família Bolsonaro mais uma vez? Será que ele vai ter alguma coragem para defender a economia paulista agora, ou ele vai ficar falando de conta, de novo, que a culpa é do governo Lula?

Tarcísio também deve explicação ao povo brasileiro, porque fica enaltecendo essa gestão do Trump, que só pensa em americano em primeiro lugar, em americano em segundo lugar, em americano em terceiro lugar e o mundo que se dane. Ele pensar assim é compreensível, porque é a loucura deles, agora político brasileiro, gestor brasileiro, candidato a presidente brasileiro, governador do maior estado do Brasil pensar dessa forma é uma vergonha para o nosso País.

 

A SRA. MARINA HELOU - PSB - Sr. Presidente, concordo com as palavras aqui do deputado Emídio, mas gostaria de pedir, então, a suspensão da sessão até as 16 horas e 30 minutos.

 

O SR. PRESIDENTE - VITÃO DO CACHORRÃO - PODE - Obrigado, deputada Marina Helou. É regimental. Está suspensa até as 16 horas e 30 minutos.

 

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- Suspensa às 15 horas e 14 minutos, a sessão é reaberta às 16 horas e 31 minutos, sob a Presidência do Sr. Gilmaci Santos.

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Reaberta a sessão.

Sras. Deputadas, Srs. Deputados, convocação. Nos termos do Art. 100, inciso I, do Regimento Interno, convoco V. Exas. para uma sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão, com a finalidade de ser apreciada a seguinte Ordem do Dia:

 

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- NR - A Ordem do Dia para a 24a Sessão Extraordinária foi publicada no D.O. de 03/06/2026.

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Ordem do dia.

 

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- Passa-se à

 

ORDEM DO DIA

 

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O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.228, de 2026, do nobre deputado Tenente Coimbra, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar do Seminário Temático sobre Governança e Administração Pública na China, a realizar-se do dia 06 a 18 de junho do corrente ano, na República Popular da China, sem ônus para este poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.275, de 2026, de autoria da nobre deputada Fabiana Bolsonaro, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar da “Caravana 3D”, iniciativa do Governo do Estado voltada a articulação regional, políticas públicas e investimentos, a realizar-se do dia 1º ao dia 3 de junho do corrente ano, em Olímpia e demais municípios da região, a ser custeada via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.363, de 2026, da nobre deputada Professora Bebel, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar da Cerimônia de Expansão da Unidade de Remanufatura da Caterpillar Brasil e do ato de início de atendimentos da “Carreta de Exames de Imagem”, a realizarem-se nos dias 2 e 3 de junho do corrente ano, no município de Piracicaba, sem ônus para este poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e os Srs. Deputados que estiverem de acordo, permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.366, de 2026, de autoria da nobre deputada Dani Alonso, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para a constituição de uma comissão de representação com a finalidade de participar de eventos promovidos pelo Governo do Estado de São Paulo com a presença do Sr. Governador Tarcísio de Freitas a realizarem-se nos dias 2 e 3 de junho do corrente ano no município de Barretos, a ser custeado via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.367, de 2026, do nobre deputado Lucas Bove, com número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35, do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas, alinhadas às realidades regionais, a realizarem-se nos dias 10,11 e 12 de junho do corrente ano, em Campinas e região, a serem custeadas via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.368, de 2026, do nobre deputado Lucas Bove, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar de agendas institucionais para tratar de assuntos relevantes na formulação de políticas públicas, alinhadas às realidades regionais, a realizarem-se nos dias 2 e 3 de junho do corrente ano, no Vale do Paraíba, a serem custeadas via verba de gabinete parlamentar.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.381, de 2026, do nobre deputado Eduardo Suplicy, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de acompanhar a visita da Anvisa à Associação Flor da Vida, a realizar-se no dia 11 de junho do corrente ano, no município de Franca, sem ônus para este Poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado.

Há sobre a mesa o Requerimento nº 2.384, de 2026, do nobre deputado Sebastião Santos, com o número regimental de assinaturas, nos termos do Art. 35 do Regimento Interno, para constituição de uma comissão de representação, com a finalidade de participar da inauguração e da reurbanização da Avenida Engenheiro Necker Carvalho de Camargo e também da entrega de marginais de ciclovia e da readequação de acessos urbanos na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, SP-326, a realizar-se nos dias 2 e 3 de junho do corrente ano, no município de Barretos, sem ônus para este Poder.

Em votação. As Sras. Deputadas e Srs. Deputados que estiverem de acordo permaneçam como se encontram. (Pausa.) Aprovado o requerimento.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente. Para uma breve comunicação?

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado. Tem V. Exa. o tempo regimental para uma breve comunicação.

 

O SR. PAULO FIORILO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Sr. Presidente, nós vivemos um momento na nossa sociedade, para além da polarização, mas do uso das redes sociais, às vezes de uma forma inapropriada.

Eu recebi aqui, pelo meu WhatsApp, um boletim de ocorrência feito na cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, que o senhor conhece tão bem quanto eu. Já esteve lá mais de uma vez, possivelmente debateu na região de Registro o Orçamento.

Então o senhor é conhecedor daquela região. Uma pessoa que não é minha apoiadora, a Sra. Narcisa, ela fez um boletim de ocorrência. Ela usou uma expressão, para comentar um post do prefeito, que eu posso considerar também de mau gosto.

Mas ela diz, abre aspas: “O chifre foi feito para o homem, o boi usa de atrevido”. É uma coisa impressionante. Porque a partir daí - e ela comentou isso na rede - a reação do prefeito foi usar a rede para dizer que é uma pessoa nojenta, abjeta.

E aí, assim, uma coisa que se transformou em um boletim de ocorrência. Sr. Presidente. Eu trago esse exemplo, porque eu acho que a gente deveria, como político, parlamentar, mulher, começar a olhar para esse tipo de coisa para dizer: “Está errado”.

Estão erradas as manifestações de mau gosto, como está errado uma autoridade fazer dessa manifestação uma atitude contra uma mulher que eu não conheço, mas que me chamou a atenção, porque é de uma cidade do interior, uma cidade do Vale do Ribeira, que não deveria ser tratada da forma como foi pelas redes.

Se o prefeito se sentiu ofendido, podia fazer o que ela está fazendo, processar o prefeito. Ela abriu um boletim de ocorrência e vai fazer uma representação criminal contra o prefeito. Então, eu queria deixar aqui, primeiro, esse registro; segundo, minha indignação com essas atitudes.

 Muito obrigado, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Registrada a manifestação de V. Exa., deputado.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Pela ordem, Sr. Presidente.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Pela ordem, deputado Dr. Jorge do Carmo.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sr. Presidente, antes de pedir o levantamento da presente sessão, o senhor me concede uma comunicação?

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Tem V. Exa. o tempo regimental, deputado.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - PARA COMUNICAÇÃO - Obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, hoje nossa bancada, a Federação PT/PCdoB/PV, na nossa reunião, teve a alegria de receber a ex-ministra e deputada federal por São Paulo, Marina Silva, professora, psicopedagoga, ambientalista, defensora de uma sociedade mais justa e social e ambientalmente adequada.

E aí esse eu penso que é um trabalho que eu acho que todos nós aqui, tanto aqui na Alesp quanto na nossa comunidade, e nas cidades onde nós vamos, é sempre bom a gente pensar o meio ambiente a partir de uma convivência saudável entre todos, porque, às vezes, as pessoas acham que defender o meio ambiente é coisa de ideologia.

Não é questão de ideologia, nós estamos falando de questões de como a gente pensa o mundo e como a gente entende que o meio ambiente deve estar. Ela falou um dado que nesse governo, no governo do presidente Lula, o desmatamento diminuiu mais de 50 por cento já, e a nossa expectativa é de que num período aqui até 2030 a gente diminua, o governo diminua, o desmatamento no Brasil em torno de cem por cento. Chegaremos a cem por cento.

Penso que a gente tem que prestigiar questões como essa, que é a gente pensar num Brasil justo, igualitário, mas também ambiental e ecologicamente possível de se conviver.

Então fiquei muito contente de saber que a gente está trabalhando incansavelmente com esse espírito, com esse propósito de a gente pensar realmente num Brasil com sustentabilidade a partir de todos os sentidos.

Era isso, Sr. Presidente.

Obrigado.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - Pela ordem, Sr. Presidente. Uma comunicação.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - Tem V. Exa. o tempo regimental.

 

A SRA. LETÍCIA AGUIAR - PL - PARA COMUNICAÇÃO - Presidente, faço uso da fala hoje para fazer dois agradecimentos importantes. O primeiro à primeira-dama do estado de São Paulo, a Cris Freitas. Nós fizemos uma semana inteira de caminhada pelo Vale do Paraíba, onde levamos para muitos municípios as Carretas do Caminho da Capacitação.

A gente sabe o quanto é importante profissionalizar os jovens, as mulheres; quero fazer um destaque inclusive às mães atípicas, que, no geral, não conseguem mais estar no mercado de trabalho porque precisam cuidar dos seus filhos.

Muitas delas são sozinhas, e por meio de um curso como este, de capacitação, elas podem fazer o seu provimento, o seu sustento, em atividades profissionais dentro de casa, cuidando dos seus filhos e levando o sustento para casa.

Nós fizemos isso por todo o Vale do Paraíba. Quero agradecer a cada pessoa que me abraçou, que nos recebeu em cada uma das cidades em que estivemos juntos. Foi um momento realmente muito abençoado e muito significativo, porque estamos levando o maior e melhor projeto social às pessoas, que é a capacitação profissional, para que elas possam trabalhar, produzir, empreender, fazer dar certo.

Portanto, primeira-dama, Cris Freitas, obrigada, estamos juntas por todo o estado de São Paulo e, de forma especial, o Vale do Paraíba, onde nós conduzimos a entrega desses investimentos.

Quero também fazer uma fala importante em apoio à Polícia Militar, às forças de segurança pública. Acabei de fazer uma entrega muito bacana ali no 41º Batalhão de Polícia Militar, que fica em Jacareí, mas atende outras cidades ali da região.

Lá são 250 policiais, e nós entregamos individualmente a cada policial o kit de APH-Tático, que é um kit de sobrevivência, que é um equipamento individual para o policial se sentir mais seguro e voltar vivo para casa, porque quando a gente investe no ser humano, na mulher por trás da farda, no homem por trás da farda, nós estamos valorizando a família dos senhores, que está ali de joelho dobrado, orando para que vocês voltem bem para as suas casas, para os seus lares.

Portanto, dar essa estrutura a vocês, é claro, faz parte da nossa obrigação, mas também do nosso justo reconhecimento a essa profissão tão essencial para a nossa sociedade.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

 

O SR. DR. JORGE DO CARMO - PT - Sr. Presidente, havendo acordo de lideranças, peço o levantamento da presente sessão.

 

O SR. PRESIDENTE - GILMACI SANTOS - REPUBLICANOS - É regimental o pedido de Vossa Excelência.

Sras. Deputadas e Srs. Deputados, havendo acordo de lideranças, esta Presidência, antes de dar por levantados os trabalhos, convoca V. Exas. para a sessão ordinária de amanhã, à hora regimental, com a mesma Ordem do Dia de hoje, lembrando-os ainda da sessão extraordinária a realizar-se hoje, dez minutos após o término da presente sessão.

Está levantada a sessão.

 

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- Levanta-se a sessão às 16 horas e 44 minutos.

 

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