LEI N. 4, DE 3 DE FEVEREIRO DE 1843.
Joaquim José Luiz de Souza, Presidente etc.
Art. 1.º Ficam aprovadas as condições
com que o Governo
Provincial contractou a arrematação da estrada de
Paranapanêma à
Xiririca em data de 28 de Fevereiro de 1842, com as seguintes
modificações. 1ª A 2ª condições
é substituida pela seguinte- A estrada
terá de largura 60 palmos (ou 80 quando o terreno assim exigir
para
ficar bem exposto ao Sol), sendo os 20 do centro feitos á
enchada, e
cortadas as raizes e tocos á flor da terra; e os outros 20 (ou
30) de
cada lado, simplesmente roçados, e derrubados. A 4.ª
substituirá da
seguinte maneira - O arrematante fará nas margens dos rios, e
ribeirões
alagadiços atterrados de 45 palmos de largura, de maneira que
com as
chuvas não fique o transito impedido, e com a segurança
necessaria para
sua duração: e bem assim abrirá vallas, que
tenhão pelo menos quatro
palmos de largura, e tres de profundidade parallelas aos atterrados, e
em distancia de cinco palmos d'estes. E tambem fará vallas com
as
dimensões acima, quando dirigir a estrada por terrenos
charcosos, não
fazendo outro beneficio equivalente. A' 5.ª condição
ficão
accrescentadas, depois das palavras conveniente largura, as
seguintes-que nunca será menor de 15 palmos. A' 8.ª
accrescente-se no
fim - devendo o Governo verificar esta condição no praso
de dois mezes da
data da entrega da participação na Secretaria Provincial.
A 11.ª
accrescente-se-esta multa poderá ser repetida de seis em seis
mezes
pela falta ou faltas mencionadas n'esta condição.
Art. 2.° O Governo não realisando o contrato
com o Arrematante
Prestes, poderá contratar com qualquer outra pessoa ou outras a
factura
da dita estrada com as condições na fórma d'esta
Lei, ou outras mais
favoraveis. E na falta total de arrematante, poderá mandar fazel
- a por
administração, despendendo até a quantia que lhe
é consignada pela
presente Lei.
Art. 3.° O Governo deduzirá dos saldos
provinciaes as quantias
necessarias para os pagamentos d'esta obra; derogodas as
disposições
em contrario.