Implementação da Inteligência Organizacional é tema de palestra
As grandes transformações que o mundo vem sofrendo, especialmente a revolução nos custos, a aceleração da globalização e o déficit de atenção (não há tempo para processar a avalanche de informações de que dispomos), tornaram necessário o desenvolvimento de uma inteligência organizacional, uma vez que não se tolera mais organizações ineficazes. Este foi o tema abordado na palestra intitulada "Gestão baseada em indicadores: conceitos, tendências e desafios para a implementação da Inteligência Organizacional", realizada por iniciativa da Secretaria Geral de Administração e ministrada por José Luiz Kugler, da FGV, nesta quinta-feira, 30/9, na Assembléia Legislativa.
Kugler, que é especialista na aplicação de técnicas analíticas nas áreas de marketing e controladoria e já exerceu funções executivas e de consultoria junto a empresas e órgãos governamentais no Brasil e no exterior, discorreu sobre o conceito de organização inteligente, a evolução da inteligência organizacional e as diferenças de sua aplicação nos setores público e privado.
Mapa de referência
A inteligência organizacional é uma espécie de "mapa de referência" que permite que se recolha, transforme e compartilhe informações de forma ágil e precisa, para evitar a confusão e a superposição de conceitos, a multiplicidade e redundância de esforços e a descontinuidade de iniciativas decorrente da falta de consenso.
A implementação da inteligência organizacional deve seguir uma certa ordem, sob pena de não se atingir o resultado esperado. Sua evolução se dá como segue: monitorar eventos e operações, gerir a alocução de recursos, entender o cliente, padronizar métricas e indicadores, sincronizar operações e processos, antecipar e otimizar.
Diferenças
Há importantes diferenças entre o setor público e o privado que devem ser levadas em consideração no processo de implementação da inteligência organizacional. Uma delas é o objetivo estratégico que, no caso do setor privado é sobreviver e ser competitivo, enquanto que no setor público é a efetividade da missão institucional; outra diz respeito às metas financeiras que, no primeiro caso, é a lucratividade e o crescimento de mercado e, no segundo, a redução de custos unitários e a eficiência operacional. No setor privado, o resultado desejado é a satisfação do consumidor usuário, e no público, a do cidadão, do contribuinte ou do usuário.
Barreiras devem ser transpostas para a implementação da inteligência organizacional: a barreira da visão, a barreira da gestão, a barreira dos recursos e a barreira das pessoas. Trata-se, portanto, de um processo complexo, porém fundamental para inserir a organização na nova ordem mundial.
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