CPI da Pedofilia reúne-se com policiais do DEIC
Membros da comissão puderam conhecer a realidade do trabalho de investigação criminal
Os integrantes da CPI da Pedofilia reuniram-se, em 7/10, com o diretor Gaetano Vergine e funcionários do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para conhecer a realidade na investigação de crimes dessa natureza. Para a deputada Beth Sahão (PT), relatora da CPI, o resultado da reunião foi conhecer a grande dificuldade que os policiais encontram na identificação de criminosos, especialmente por falta de agilidade do processo. Na investigação, segundo constatou, a identificação do criminoso enfrenta um processo que pode levar até seis meses para ser completado, o que dificulta a interrupção da ação delituosa. "Temos de encontrar fórmulas para reduzir esse tempo e poder recomendar, no relatório da CPI, alternativas para dar agilidade e celeridade ao processo", observou a parlamentar. Segundo os funcionários da polícia civil, sem informação não existe a investigação, o que impede que se possa chegar ao criminoso. Como exemplo de entraves que tornam lentas as investigações, os policiais citaram a necessidade de autorização judicial, que nem sempre é rápida, para que as operadoras e provedores de acesso à internet disponibilizem informações eletrônicas.
Também ficou claro na reunião a insuficiência dos recursos humanos e materiais para combater esses crimes com mais eficiência. A deputada informou que não existem recursos no âmbito dos gestores municipais, o que certamente dificulta sua ação. "Não basta ter uma carta de intenções, uma recomendação. É preciso haver uma política de Estado que atrele determinadas ações. Por exemplo, só vai ser repassada a verba para o município que tiver um percentual de seu orçamento investido na área de proteção à criança e ao adolescente, da mesma forma que 25% do orçamento deve ser destinado à educação e 15% à saúde", disse Beth.
José Bruno, presidente da CPI, disse que, além de cumprirem seu papel parlamentar, os deputados prometeram continuar lutando para conseguir ferramentas para que a polícia possa desmobilizar os praticantes desse crime no Estado de São Paulo.
"Hoje pudemos tomar pé da situação e verificar que a polícia já realiza um excelente trabalho na área de investigação nos crimes de pedofilia. Pudemos também entender a dificuldade e falta de estrutura que impossibilitam uma ação mais ágil e completa. Recebemos suas indicações, que pretendemos levar adiante. Vamos trabalhar na Assembleia Legislativa a favor de municiar a Polícia Civil na investigação e combate ao crime organizado de pedofilia", declarou o parlamentar.
Nos próximos dias, também será consultada a Secretaria da Educação, uma vez que, na opinião dos participantes da CPI, os professores e educadores têm, com certeza, um papel importantíssimo no processo de identificar alunos que seriam possíveis vítimas. Claro que seria recomendado que esses profissionais passassem por treinamento e capacitação, para que pudessem desenvolver uma percepção cada vez mais precisa, o que lhes possibilitaria identificar as vítimas de abuso sexual ou pedofilia e encaminhá-las para um serviço de proteção.
Os membros da CPI entendem que a rede de proteção no Estado deve incluir as áreas de saúde, educação, assistência social, conselhos tutelares, Polícia Civil e Ministério Público, para que, com essa integração, o combate à pedofilia possa ser mais efetivo.
O delegado de polícia José Mariano de Araujo Filho revelou que ele e os outros funcionários da área vivem uma batalha diária, correndo contra uma burocracia que engessa seu trabalho e retarda o processo de identificação dos criminosos e sua punição. Para ele "o criminoso se vale da rapidez com que a informação desaparece nesses delitos e, em função da burocracia, eles permanecem impunes".
O presidente da CPI pretende levar ao Senado Federal a conclusão do relatório final. Ele acredita que será uma grande contribuição que o Estado de São Paulo estará dando à União.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições