Fabio Roxo: um toque singular e vibrante acento de verdade
A solidão é certamente a condição mais típica e comum de nossos dias: chega a ser, até mesmo, determinante. É pois natural que um artista sensível, de forte empenho social como Fabio Roxo, sinta a necessidade moral e humana de pintar o ser humano como tema de preferência em suas obras.
A tal escopo, para melhor definir o estado de abandono e de confusa indeterminação no qual focaliza os seres, o artista não traça com exatidão suas figuras, mas deixa que seja a cor a definir de maneira mais expressiva a personalidade.
Suas tintas são fortes, acesas, ricas de contrastes, seguindo a melhor tradição expressionista. Seus interiores de cores quentes e contrastantes acentuam as figuras centrais que emergem e que representam na sua maioria figuras femininas: mulheres nuas, artistas, mulheres absorvidas ou estupefatas de se encontrarem naquele ambiente. Suas criaturas são prisioneiras de si mesmas, isoladas umas das outras e do mundo que as cerca.
A técnica adotada por Fabio Roxo para exprimir a angustia do quotidiano é, sem dúvida, expressionista revivida em termos absolutamente pessoais e originais. O jogo dos contrastes das massas que fazem pano de fundo ao personagem central provoca efeitos de grande relevo.
Na obra A violoncelista, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, a espiritualidade do pintor adquire destaque no perfil de seu personagem que vive com intensidade tanto a música quanto o drama existencial. Artista vivo, portanto, sincero, Fabio Roxo se torna um intérprete que sofre e se comove com o seu tempo, do qual sabe colher incertezas e excitações com um toque singular e vibrante acento de verdade.
O artista
Fábio Roxo nasceu em São Paulo em 1956. Formou-se engenheiro civil em 1982. Paralelamente realizou cursos de desenho e pintura sobre tela na Escola Panamericana de Artes, pintura sobre tela no Liceu de Artes e Ofícios, desenho na Escola Cândido Portinari, litogravura no SESC e gravura em metal no Museu Lazar Segall.
Seu trabalho é fruto de pesquisas com diversos materiais: carvão, giz de cera, matéria betuminosas, tinta óleo e, principalmente, tinta acrílica.
Realizou em diversas exposições individuais, das quais destacam-se: Galeria Valoart (1987-1988-1989-1990-1991-1992), Galeria do SESC Pompéia (1988), Espaço Cultural V Centenário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (1989), Espaço Cultural das Faculdades Metropolitanas Unidas (1995), Sala Mário de Andrade da Secretaria Municipal de Cultura (2003), Galeria Craft (1999 a 2003).
Possui obras em diversa coleções particulares no Brasil e no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições