Audiência pública debate a condição feminina na enfermagem
08/03/2012 18:05
Por iniciativa do deputado Marcos Martins (PT), realizou-se, na manhã de 8/3, no auditório Franco Montoro, audiência pública para discutir a condição feminina do trabalho na enfermagem. Estiveram presentes profissionais e representantes da categoria para discutir, inclusive, a legislação que regulamenta a atividade da classe.
Para o organizador do evento, que também é presidente da Comissão de Saúde, o trabalho da enfermeira tem um papel muito importante na saúde pública do brasileiro. "Por isso organizei esse evento. Tudo o que ainda falta a ser conquistado poderá ser discutido nesta oportunidade, bem como podem ser registradas nossa posição e nossa luta contra a privatização de 25% dos leitos de hospitais públicos, como, por exemplo, o Hospital das Clínicas", enfatizou.
"Essa profissão é especial. Abri o dicionário para verificar o significado da palavra enfermeira, que é definida como a "função de cuidar da saúde dos doentes". Mas quem é que cuida da vida de vocês, enfermeiras? Nós, os parlamentares, estamos aqui para atender suas reivindicações", disse a deputada Leci Brandão (PCdoB).
Homenagem sempre
Todos os dias as mulheres deviam ser homenageadas, segundo a deputada Ana do Carmo (PT). Para ela, deve haver políticas públicas para que as mulheres sejam respeitadas. "As políticas devem estabelecer proteção contra o assédio e a favor da dignidade. São lutadoras que reivindicam seu espaço, e estamos aqui para defender seus direitos", declarou a deputada.
O deputado Ulysses Tassinari (PV), que também é médico, revelou ter tido um contato diário com as enfermeiras em sua jornada de trabalho. Ele destacou o importante papel que elas desempenham, enfatizando que, sem seu concurso, de nada adiantaria haver um diagnóstico brilhante, uma prescrição medicamentosa acertada ou aparelhos sofisticados para tratamento, se esses cuidados não fossem bem administrados. "Sendo fundamental sua atuação, as enfermeiras merecem toda nossa homenagem", finalizou.
Solange Caetano, presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros e coordenadora do Fórum Nacional 30 horas " que reivindica a regulamentação do projeto de lei nacional pelas 30 horas semanais de trabalho ", explicou que cerca de 86% do contingente nacional dos enfermeiros é constituído por mulheres, que, no Estado de São Paulo, é de 90%. "O trabalho é considerado estressante, uma vez que o baixo salário praticado faz com que os profissionais procurem por um segundo emprego. Além disso, a mulher tem outras atribuições com o lar e sua família", explicou Solange.
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