Agenda de debates deve definir área de atuação dos assistentes sociais
O Encontro dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social Região Sudeste teve continuidade nesta quarta-feira, 29/9, com a reunião de grupos de estudo que formularam as propostas para a estruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O processo de formulação de propostas está sendo realizado em todas as regiões do país fundamentado na mesma metodologia.
Os grupos estudaram os seguintes temas: "Proteção social Básica"; "Proteção Social Especial de Média Complexidade"; "Proteção Especial de Alta Complexidade"; e "Gestão". A coordenação dos trabalhos ficou a cargo de membros do Conselho Nacional de Assistência Social, responsável pela formulação de políticas públicas para definir a função do trabalhador social e deslocar a assistência social do âmbito do voluntariado ou do paternalismo, o que dará mais qualidade ao usuário dos serviços.
Após o debate sobre os temas propostos, os quatro grupos de trabalho, que tinham a participação de profissionais de diversas áreas, como advogados, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos e outros, chegaram a várias conclusões de ordem prática e cotidiana, entre elas a necessidade de aprimoramento técnico dos profissionais que trabalham na área de atendimento social com o objetivo de garantir melhor atendimento aos indivíduos que procuram pelos serviços sociais disponibilizados, e a definição sobre o papel do gestor social, ainda indefinido para os profissionais da área.
Na opinião da professora da PUC/São Paulo Raquel Raichelis, apesar de incipiente e inusitado, o fato de vários profissionais debaterem a definição do papel dos assistentes sociais é um grande avanço, tanto para a categoria quanto para os usuários.
"Esse momento é novo e ainda temos que nos qualificar para debater a perspectiva de construirmos uma agenda que trate da construção e elaboração da identidade dos profissionais de assistência social, que, se já existia, era uma distorcida", comentou a professora.
Ao concluir, Raquel traçou um panorama do universo de pessoas em situação de vulnerabilidade social, destacando a figura do trabalhador de baixa renda, que necessita de programas de assistência social, como, por exemplo, o Bolsa Família.
Compuseram a mesa de debates as professoras Vânia Neri, Egli Muniz, Abigail Torres, Lenaura Lobato, Raquel Raichelis e Renato de Paula, coordenador dos trabalhos.
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