Assembléia lança Frente Parlamentar em Defesa do Setor Químico, Petroquímico e Plástico
22/06/2007 16:54
A Frente Parlamentar em Defesa do Setor Químico, Petroquímico e Plástico, lançada nesta quinta-feira, 21/6, na Assembléia, teve como foco de seu primeiro debate os prejuízos à indústria paulista provocados pela chamada guerra fiscal entre os Estados. O deputado Vanderlei Siraque (PT), autor da iniciativa, foi indicado para presidir a frente.
Além da participação do presidente da Alesp, deputado Vaz de Lima, e do primeiro secretário, deputado Donisete Braga, a reunião teve a presença do prefeito de Santo André, João Avamileno, coordenador do Grupo de Trabalho sobre o setor no Consórcio de Municípios do Grande ABC, representantes sindicais dos trabalhadores e da indústria, parlamentares que compõem a bancada do Grande ABC e outros deputados que vieram manifestar seu apoio à iniciativa.
Redução de alíquotas
A prática de redução de alíquotas do ICMS, que o governo estadual tem recorrido como meio de resistir à migração de empresas para outros Estados foi um dos aspectos abordados pelo presidente da Assembléia ao enfatizar que o Executivo e o Legislativo estão atentos à tomada de medidas para diminuir o impacto da guerra fiscal sobre a economia de São Paulo. "Os danos provocados pela guerra fiscal em nosso Estado são discutidos pela Assembléia desde o governo Mário Covas, que resistiu a ela o quanto pôde", declarou o deputado Vaz de Lima.
"No caso do trigo, estávamos na iminência de perder todo o setor produtivo fixado no Estado", lembrou o presidente, referindo-se à redução da alíquota sobre o trigo, decretada pelo ex-governador Geraldo Alckmin. "Mas isso (a redução de alíquotas do ICMS) deve ser feito de forma consciente, pois afetará na ponta os municípios, as universidades etc".
O presidente Vaz de Lima disse também que fez questão de prestigiar o lançamento da frente suprapartidária pelo desenvolvimento do segmento, por reconhecer sua importância fundamental como gerador de emprego e riquezas.
Melhor esquina
O primeiro secretário da Alesp afirmou que a presença do prefeito João Avamileno e a união multipartidária em torno do debate, protagonizada pelos deputados do Grande ABC que integram a frente, demonstram que há "100% de convergência" em relação à necessidade de desenvolver o setor químico, petroquímico e plástico.
Segundo o deputado, a conclusão das obras do rodoanel, a união entre as avenidas Jacu-Pêssego e do Estado, a presença das indústrias automobilística e metalúrgica e a ampliação do pólo petroquímico de Mauá farão com que o Grande ABC se torne "a melhor esquina para o desenvolvimento econômico paulista".
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