A experimentação abstrata de Eraldo Ferraz harmonizada em um ciclo metafísico
Eraldo Ferraz, na busca de sensações todas terrestres, passou a um reconhecimento de palpitações e explosões além do itinerário daquelas "forças", finalmente reconhecidas e admiradas de "per si". Com a finalidade de poder representar outros mundos, mudou até mesmo o seu método de criar: passou do abstrato concreto ao informal traço espacial.
Desejando alcançar um certo lirismo, repleto de intensa pureza, sua obra possui uma estrutura extremamente simples pois o organismo estético está privo de tecidos conectivos.
Através de uma tensão de ritmos, ele impregna todo o convencional, produz uma convincente narração interior, mas fora de qualquer categoria intelectual.
Nos seus quadros, realizados com firmes pinceladas, a síntese da composição é calculada através das cores, uma vez que o conceito de base do artista opera numa direção oposta ao racionalismo.
O informalismo conceitual de seus pensamentos pictóricos constitui uma relação de modernos esquemas e aplicações ideológicas. Suas obras representam elementos espaciais que se relacionam entre si, onde o equilíbrio compositivo de formas geométricas e de agradável estética cromática é preponderante.
Na obra Pedrazul, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, prevalece a harmonia de uma experimentação abstrata num ciclo metafísico de poética continuidade.
O artista
Eraldo Ferraz nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, no ano de 1951. Na década de 50 transferiu-se para São Paulo juntamente com sua família, onde permanece radicado até a presente data. Na década de 70, estudou projetos de arquitetura na Escola Nacional de Desenho. Como autodidata iniciou-se nas artes plásticas com trabalhos primitivos optando posteriormente por obras abstratas.
È membro da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo, tendo ocupado o cargo de Diretor da entidade na Gestão 1997-2001. De 1971 a 1997 participou de exposições na Feira de Artes na Praça da República seguindo-se: I Mostra Coletiva de Arte Jovem no Teatro Anchieta, (1971); Teatro de Arena (1972); Galeria Sesc, de Santos (1974); Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal, (1994); Espaço Cultural Shopping Center Iguatemi (1996); I Mostra de Artes de Pirituba e I Festival de Cultura do Trabalhador, Parque da Água Branca (1997); Espaço Tiradentes, SP (1998); Galeria República das Artes, SP (1999); e IV Mostra de Artes de Pirituba (2000).
Possui obras em diversas coleções oficiais e particulares e no acervo de Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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