Cecília Moraes: um clima encantado e de longínquas memórias
O estilo de Cecília Moraes é eclético e versátil, como ecléticas e versáteis são o sonho, a fantasia, a própria realidade no seu desenrolar. A artista encontra na sua íntima coerência uma genuína fé em si própria.
Com uma interessante linguagem pessoal que rejeita o antigo conceito de beleza, sua narrativa possui uma inexaurível força criativa e uma elegância suficientemente dosada.
Cecília Moraes retira e capta das estruturas lingüísticas e na vibração do discurso artístico uma realidade subjetiva.
Com uma linguagem complexa e preciosa, articulada com elementos abstratos e cores refinadas, sabe estabelecer uma relação poética imediata e viva com o observador.
Abraçando soluções que tornam seus quadros bem estruturados e pictóricos, a artista apresenta motivos abstratos e semifigurativos. Ela ressuscita nessa atmosfera imagens e acontecimentos que preenchem de luzes e de sonhos as festas de nossa infância perdida.
Na obra "Homenagem a Manet", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, o sentido da composição está ligado aos ritmos, aos espaços e à forma dos detalhes sobre os quais palpitam os valores de luz e de cor e onde aparecem os componentes da pintura dominando o espírito poético que emana dos famosos jardins do grande mestre francês.
A artista
Cecília Moraes nasceu em São Paulo, em 1959, onde fez seus estudos de artes plásticas e produção gráfica, área em que teve várias experiências profissionais. Em 1989, transferiu-se para a França, onde reside atualmente, se aprofundando no estudo e na prática de técnicas artísticas, na decoração (trompe l'oeil, afrescos etc"). Dedica-se ainda ao ensino e à animação de atelieres de artes plásticas.
No que toca à sua expressão pictórica, compõe um universo próprio, feito de imagens e símbolos recorrentes, mais ou menos estruturado, entre o figurativo e o abstrato. Sua pintura reflete uma escritura densa, cheia de ritmo e de espiritualidade.
Participou de inúmeras exposições coletivas na França, entre as quais: Salon L'Hayssien des Arts, L'Hay Les Roses; L'Avara, Fresnes; Brésil, Terre des Contrastes, Fontenay-aux-Roses; Leilões de Arte Contemporânea, Richelieu Drouot, Paris; Marche d'Art Contemporain, Bastille, Paris; Atelier St Fargeau, Paris; Espace Gonzales Arcueil.
Realizou as seguintes exposições individuais: Galerie Cailloux Vert; Espace Culturel Dispan, L'Hay Les Roses; Folie en Tete, Paris; Animatheque de Sceux.
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