Visite São Paulo, com cuidado
Reportagens de televisão, apresentadas nas últimas semanas em todo o país, mostraram o perigo enfrentado por pessoas que vão ao centro da cidade de São Paulo, onde trombadinhas e trombadões furtam bolsas e carteiras.
A situação, na verdade, não é nova. Tenho denunciado com freqüência o perigo existente não apenas nas ruas e praças do centro como também em vários bairros da Capital do Estado. É constante o perigo de furtos, assaltos e até seqüestros-relâmpago, aqueles em que a vítima é mantida em poder dos bandidos para fornecer a senha de seus cartões bancários e de crédito. A polícia tem sido impotente para proteger a população contra os criminosos.
Apesar da campanha otimista das autoridades paulistas a respeito de uma possível redução da criminalidade em todo o Estado, não se pode negar que a cidade de São Paulo continua uma selva, um constante perigo.
Já que moradores e visitantes da Capital paulista precisam sobreviver, faço aqui uma detalhada advertência para aqueles que ainda não descobriram nenhum desses perigos da grande metrópole.
O risco é maior quando uma pessoa vai ao banco, retira determinada quantia e não percebe que está sendo vigiada e seguida. Ladrões atacam em equipe, ficando de olho na vítima em potencial, que, distraída, não repara quando um malandro observa seus gestos. A ataque é rápido, mesmo em lugares de grande movimento, como o centro da cidade e a Avenida Paulista.
Minha primeira sugestão é no sentido de as pessoas evitarem retirar dinheiro em agências bancárias de maior risco ou mesmo em caixas eletrônicos situados em áreas movimentadas, dar preferência para caixas em shopping centers e, mesmo assim, ficar de olho no ambiente em volta.
Outra dica básica diz respeito às jóias. Foi-se o tempo em que sair com jóias e com outros objetos de valor não constituía perigo para paulistanos e para os turistas. Infelizmente, até simples bijuterias chegam a ser pontos de atração de ladrões. Relógios caros são convites ao ataque de trombadinhas.
Além disso, sempre que possível, vale a pena ir à rua sem levar bolsa. Também é válido andar com pouco dinheiro, geralmente escondido por baixo da roupa, uma forma de proteger também os cartões de crédito e os cheques.
Outro item deste guia de sobrevivência diz respeito à postura de cada pessoa ao caminhar pelas ruas de São Paulo. Evitar andar devagar ou parando diante de bancas de camelôs e vitrines de lojas, pois, deste modo, acabam sendo alvos fáceis para os trombadinhas que agem em quadrilha.
Esses bandos são muito bem entrosados, como um verdadeiro time campeão de futebol, no qual um bandido empurra a vítima e o outro age para arrancar a bolsa ou meter a mão no bolso de quem é atacado. E ambos desaparecem com incrível rapidez, entre as barracas de camelôs ou no meio da multidão que caracteriza a selva de pedra de São Paulo. Vale a pena ter cuidado.
*Afanasio Jazadji é radialista, advogado e deputado estadual pelo PFL
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