Museu de Arte - Diálogo entre Civilizações em Assis
Cinco artistas com obras no Museu de Arte do Parlamento participam do 'Diálogo entre Civilizações em Assis', na Itália
Encerra-se em 30 de setembro, na cidade de Assis (Itália), a nova manifestação cultural organizada pela municipalidade local em conjunto com a Bienal de Florença, no quadro da 3ª Rassegna Internazionale d"Arte Contemporânea.
O tema escolhido para este ano foi Diálogo entre Civilizações, do qual participam cinco artistas brasileiras que têm obras no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo: as pintoras Célia Rachel e Elizabeth Almendra, as escultoras Elizabeth Tudisco e Marilda Dib, além da fotógrafa Fernanda Calfat, na sua maioria premiadas tanto na Bienal Internacional de Arte de Florença quanto na Bienal de Arte Internacional de Roma.
A mostra foi inaugurada em 22 de setembro no tradicional Palazzo Vallemani, sede do Conselho Municipal da histórica cidade-berço de São Francisco de Assis. Vale salientar que a participação brasileira no evento se deve a gestões realizadas por Lívia Bucci, representante das bienais de Florença e de Roma no Brasil.
Elizabeth Almendra
Através da textura do desenho e da cor com um respiro metafísico, as figuras delineadas pela artista parecem decantadas do peso da realidade para assumir a mensagem de um mundo perdido e poeticamente reencontrado com uma perspectiva repleta de esperanças.
Elizabeth Tudisco
O tema da escultura de Elizabeth Tudisco permanece preferencialmente o nu ou o retrato feminino, motivos escolhidos para definir uma espécie de realismo de tipo lírico-simbólico, embevecido de ecos remotos, furtivamente alusivos, quase a sugerir com isso uma condição todavia perdida.
Marilda Dib
A artista molda suas peças até definir o fato plástico num sistema de volumes diversamente articulados nas suas relações espaciais e vinculados pela continuidade de superfícies diferenciadas por um extremo contraste, mas prontas a colher o fluir da luz e, em consequência, vivificar.
Célia Rachel
O caráter peculiar de sua arte está ligado ao emprego informal da cor distendida com grande liberdade e espontaneidade sobre superfícies geralmente amplas, na busca de efeitos fortes, de contrastes quentes e de ritmos vivazes.
Fernanda Calfat
Reunindo compreensão, atenção e concentração, sem suplantar o olhar, além de qualquer coisa, o importante para a fotógrafa é o exercício da contemplação, não o olhar veloz, mas fixando um ponto estratégico e observá-lo atenta e cuidadosamente.
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