Secretaria Geral de Administração
Departamento de Comunicação
Divisão de Biblioteca e Acervo Histórico
Autor/Criador
Ano
2024
Título
Poder financeiro e eleições estaduais no Brasil em 2014, 2018 e 2022
Fonte
Tese (Doutorado em Geografia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2024.
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Palavras-Chave
Resumo
A relação entre geografia política e contabilidade envolve a análise de como o espaço territorial e as dinâmicas de poder influenciam a distribuição de recursos financeiros no período eleitoral. neste sentido, a pesquisa teve como objetivo analisar a importância dos aspectos financeiros nas eleições majoritárias das Unidades Federativas (UFs) brasileiras nos pleitos de 2014, 2018 e 2022. Quanto aos objetivos específicos, buscou-se: identificar as fontes de arrecadação das campanhas eleitorais majoritárias das UFs; analisar a composição dos gastos das campanhas eleitorais majoritárias das UFs; e analisar a influência das variáveis independentes e de controles no êxito das campanhas eleitorais majoritárias das UFs. Nossa hipótese é de que a variável financeira é um fator que influencia em campanhas eleitorais, possibilitando maior alcance dos eleitores e o êxito eleitoral dos candidatos. Quanto aos procedimentos técnicos, adotou-se a análise comparativa histórica e definiu-se como amostra as candidaturas dos eleitos e não eleitos ao cargo de governador das 27 UFs nas eleições de 2014, 2018 e 2022. O levantamento dos dados ocorreu por meio do DivulgaCand (TSE). Para verificar o comportamento espacial dos dados através da localização, interação e representação dos fenômenos, empregamos o software aberto Qgis versão 3.32.0. Para a construção do modelo estatístico foi utilizado a técnica de Regressão Logística (Logit). Quanto às variáveis dependentes, foi caracterizada como os candidatos eleitos e não eleitos ao cargo de governador. Para as variáveis independentes, empregou-se as receitas e as despesas, financeiras e não financeiras. Quanto as variáveis de controle, foram: reeleição, gênero, patrimônio do candidato, IVS ? infraestrutura e renda per capita. Os resultados mostraram que a variável ?receita total? recebida pelos candidatos, não obteve um bom nível de significância, ou seja, não influenciou no caso dos eleitos. Da mesma forma, a variável ?receita financeira? não obteve um bom nível de significância. Considerando a variável ?despesa total?, a mesma também não obteve um bom nível de significância no caso dos eleitos. No entanto, a variável ?despesa financeira? mostrou que na medida que mais gastam, aumentam em 1% a probabilidade de serem eleitos. Sobre as variáveis de controle, pode-se identificar que o ?patrimônio? dos candidatos, mostrou que quanto maior for seus recursos, maior será a razão de chances de êxito. Da mesma forma, quando um candidato pleiteia a ?reeleição?, sua razão de chances aumenta. Em termos percentuais, tal aumento representa 15,14% a mais de probabilidade de ser eleito. Com relação ao ?gênero?, foi identificado que quando os candidatos são do gênero masculino, a sua razão de chances de êxito é maior. Quanto ao ?IVS - dimensão infraestrutura?, das cidades onde residiam os candidatos no período eleitoral, quanto maior tal índice, maior a sua razão de chances de êxito. Da mesma forma a ?renda per capita?, pois quanto maior for esse indicador nos estados em que concorreram, a sua razão de chances de êxito aumenta em 1%. Isto posto, a hipótese da pesquisa foi respondida, pois identificamos que o candidato que gasta mais, tem 1% de chance a mais de êxito. Assim, a hipótese testada foi considerada positiva, aliada ainda com as demais variáveis. Conclui-se que o modelo proposto ofereceu subsídios suficientes para analisar a importância dos aspectos financeiros nas eleições majoritárias dos estados brasileiros.
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