Julho Amarelo destaca importância da prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais
A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o mês de julho para a Campanha Julho Amarelo e o dia 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. A campanha pretende alertar para a hepatite viral, doença causada por vírus com características próprias. Esses vírus podem causar inflamações no fígado e até mesmo levar a óbito devido a complicações, como a cirrose e o câncer hepático. Os tipos de hepatite abrangidos são A, B, C, D e E.
Em âmbito federal, a campanha Julho Amarelo foi criada pela Lei 13.802, sancionada em janeiro deste ano. Em vigor, o texto define que neste período devem ser feitas ações de conscientização sobre a enfermidade e seus riscos. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 0,7% da população, entre 15 e 69 anos, já tiveram contato com o vírus da hepatite C. Esse número corresponde a aproximadamente 1 milhão de pessoas. Dentro desse dado, estima-se que cerca de 700 mil tenham a doença e necessitam de tratamento e acompanhamento. As hepatites A e B podem ser prevenidas por vacinação, já para a hepatite C há cura, apesar de ainda não ter uma vacina de prevenção. Neste caso, a melhor forma de prevenção é evitar o contato com o vírus, como em instrumentos contaminados e seguindo hábitos de higiene.
As hepatites virais podem ser transmitidas de diversas formas, entre elas, com a contaminação por meio da transfusão de sangue, instrumentos cirúrgicos, tatuagens, acupuntura, tratamento odontológico, relação sexual e até mesmo consumo de água e alimentos com o vírus.
Prevenção
É importante a realização de exames periódicos para saber se em algum momento houve contaminação pelo vírus para iniciar o tratamento. A realização desses exames é essencial, pois muitas vezes as hepatites não apresentam sintomas e podem ter uma evolução silenciosa. Em parte dos casos, a hepatite pode se tornar crônica como também resultar em outras doenças que podem causar a morte.
Maria José Machado Mendes, médica especialista em imunologia, explicou a importância da realização de exames para o diagnóstico da doença. "A hepatite C se torna crônica em 85% dos casos, já a hepatite B em 20% dos casos. O próprio organismo consegue se defender e poucos casos precisam de tratamento, no caso da hepatite B. O tipo C não é assim, a maioria dos casos se tornam crônicos e necessitam de tratamento com antivirais". A especialista ainda acrescentou que os tipos A e E raramente resultam em casos crônicos, assim como também são tipos menos graves da doença.
Sintomas
Quando há sintomas, é normal que a pessoa contaminada apresente febre, olhos e pele amarelados, fadiga, urina escura, náuseas e dores na região do fígado. É essencial que todos nessas condições busquem tratamento médico com urgência para assim evitar o agravamento da doença e também a contaminação de outras pessoas. A vacinação para determinados tipos também é destacada pelo Ministério da Saúde para proteger a população. "Todos que possuem acesso ao sistema básico de saúde podem se vacinar para prevenir-se, e por isso é importante que exista a divulgação e a conscientização da população", concluiu Maria José.
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