Sede da Alesp recebe certificado de proteção contra incêndio do corpo de bombeiros
23/02/2021 12:20 | Palácio 9 de Julho | Luiz Rheda - Foto: Bruna Sampaio e Reprodução Rede Alesp
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, no último dia 18/2, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que atesta que o Palácio 9 de Julho possui todas as condições de segurança contra incêndio e pânico previstas em lei. A emissão do documento, obrigatório em São Paulo há 38 anos, aconteceu após processo de modernização do prédio que contemplou uma área total de 53.640,74 metros quadrados.
O projeto de melhoria da edificação foi autorizado e supervisionado pela Mesa Diretora da Alesp, composta pelo presidente, deputado Cauê Macris, primeiro secretário, deputado Enio Tatto, e segundo secretário, deputado Milton Leite Filho.
Portas corta fogo
Uma das preocupações durante a implementação do projeto diz respeito à preservação da arquitetura do Palácio 9 de Julho, como, por exemplo, a amplitude dos corredores que permitem avistar de um lado ao outro do prédio.
Para isso, a equipe responsável pela execução optou por instalar 12 portas corta fogo feitas de aço carbono e vidro que, além de interferir minimamente na estética da edificação, é capaz de resistir por até 60 minutos quando exposta a temperatura média de 700 graus célsius.
As portas têm ainda um sensor que, ao disparar o alarme por qualquer um dos 1100 detectores de fumaça instalados, são fechadas automaticamente, podendo ser aberta apenas por meio de uma alavanca facilmente acionada por qualquer pessoa em momentos de pânico.
A ideia é que o mecanismo permita a compartimentação do prédio como forma de impedir que o fogo se alastre. O subsolo do Palácio também conta com esse tipo proteção após a instalação de 20 portas corta fogo do modelo convencional.
Sprinkler sidewall
Um dos desafios de adequar o Palácio 9 de Julho à legislação de prevenção à incêndio diz respeito à compatibilização entre o prédio central e o anexo parlamentar.
Isso porque área administrativa do edifício foi inaugurada em 1968, antes do advento de normas de voltadas à prevenção de incêndio, elaboradas após o desastre do edifício Joelma, em 1974.
Já a área parlamentar, que abriga os gabinetes, foi inaugurada em 2009, tendo a obra obedecido boa parte das exigências legais.
Nesse cenário, a administração da Casa optou para instalação do sistema chamado sprinkler sidewall, que consiste em tubulações de água equipadas com245 chafarizes que, acionados em caso de incêndio, resfriam toda a parede do prédio administrativo, impedindo a propagação do fogo de uma parte a outra do Palácio.
Isso permitiu que a obra, inicialmente orçada em 11 milhões e 200 mil reais em 2015, fosse executada por pouco mais de 3 milhões e 700 mil reais, ou cerca de 33,58% do valor da primeira previsão.
Tal redução aconteceu principalmente pela substituição de cortinas especiais fabricadas para resistir às altas temperaturas, pelo sistema sprinkler sidewall.
Escadas de emergência
O anexo parlamentar também passou por alterações em sua estrutura para se adequar às exigências do Corpo de Bombeiros. Nesse caso, foram instaladas duas escadas de emergência nas extremidades do prédio.
Enclausuradas, as novas estruturas foram feitas com material resistente ao fogo e se tornaram uma nova rota de fuga para os ocupantes deste espaço do prédio. A construção completou ainda o uso por pessoas com deficiência, pois tem um espaço para cadeirante em cada andar.
Central de alarme e sinalização
Com a criação de um sistema para detecção e prevenção de incêndios no prédio administrativo e no anexo parlamentar do Palácio 9 de Julho, foi instalado uma central de alarme que monitora tudo isso de forma eletrônica 24h.
O Palácio 9 de Julho passou a contar com 91 hidrantes e 276 extintores de incêndio, além de sinalização completa de equipamentos e rota de fuga. Para gerenciar tudo isso, foi criada uma Brigada de Incêndio com 264 membros devidamente treinados.
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