Projeto Cívico-Militar começa em 100 escolas de SP na segunda-feira, 2/02
29/01/2026 16:58 | Atividade Parlamentar | Da Assessoria do deputado Tenente Coimbra
Deputado estadual pelo PL-SP acompanha de perto a implantação no estado da lei de sua autoria; Baixada Santista contará com três unidades do novo modelo de ensino
O sistema de ensino Cívico-Militar terá início na segunda-feira (2/2) em 100 escolas do estado de São Paulo. Idealizador da Lei Complementar (LC) 1.398/2024, que institui o projeto em solo bandeirante, o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) acompanha de perto a implantação do novo sistema educacional, que contemplará três escolas na Baixada Santista, seis no Alto Tietê, e outras 91 descentralizadas no ABCD Paulista e nas regiões Metropolitana, de Presidente Prudente, de Bauru, de São José do Rio Preto, de Itapetininga e de Sorocaba.
Nesta semana, a gesta~o do governador Tarci´sio Gomes de Freitas (Republicanos) ratificou a lista das 100 primeiras unidades da rede pública estadual que terão o método Cívico-Militar. Entre as escolas selecionadas pela Secretaria de Estado de Educac¸a~o, de um total de 300 inscritas, duas são da capital paulista. As três da Baixada Santista se dividem entre os municípios de Itanhaém, Cubatão e Bertioga.
Já no Alto Tietê, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba se credenciaram para dar início na segunda-feira ao modelo Cívico-Militar, a exemplo de Mogi das Cruzes e Guarulhos, com duas unidades cada.
Municípios como Campinas, Catanduva, Osasco, Piracicaba e Santo André também começam o ano letivo de 2026 com mais de uma escola com o novo projeto educacional.
O sistema Cívico-Militar foca em hierarquia, disciplina e valores cívicos. O objetivo desse tipo de ensino é melhorar o rendimento escolar, o senso de pertencimento e a conduta social dos alunos durante o período escolar.
A gestão é compartilhada. Enquanto professores civis cuidam da sala de aula, militares, contratados na qualidade de monitores, organizam o ambiente e acompanham o dia a dia dos alunos.
Conforme detalha Coimbra, estudos internos do Ministério da Educação (MEC) apontam que o modelo Cívico-Militar é capaz de aumentar em até 20% a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e de diminuir em até 50% os indicadores de evasão escolar:
"Estes resultados são frutos do senso de pertencimento que este sistema educacional concede a toda a comunidade escolar, aumentando em até 70% a quantidade de alunos estudando no ano correto. As unidades que aderiram ao sistema Cívico-Militar em São Paulo são públicas e de acesso a todos. As escolas mais beneficiadas com o novo método de ensino serão as mais vulneráveis, com histórico de ocorrências e de notas baixas em exames nacionais", complementa o parlamentar do PL.
O projeto das escolas Ci´vico-Militares começou a ser articulado por Coimbra ha´ pouco mais de seis anos, durante seu primeiro mandato na Alesp (2019/2022), bem antes de Tarcísio ser eleito governador:
"Mesmo com tantos movimentos contra´rios, principalmente da Esquerda e de pessoas ligadas à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a atual gestão acolheu nossa proposta e seguiu com a ideia de forma auto^noma, sem depender da União", ressalta o político, que criou, em 2021, o Programa Cívico-Militar no estado de São Paulo no escopo do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, sob gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
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