Ministro do Trabalho confirma participação na audiência pública sobre o fim da escala 6×1, na Alesp
24/03/2026 14:17 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Luiz Claudio Marcolino
São Paulo - 24/03/2026: "6×1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho" é o tema da audiência pública que o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino vai realizar no dia 30 de março, às 10h, no auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O evento é aberto ao público em geral e terá a participação de representantes sindicais, lideranças, trabalhadores e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que confirmou presença.
A iniciativa da audiência surgiu da necessidade de ampliar esse debate na classe trabalhadora, esclarecer dúvidas e contribuir com propostas para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 que prevê o fim da jornada 6x1, seja votada e aprovada no Congresso Nacional, beneficiando os trabalhadores brasileiros que atualmente sofrem com sobrecarga e desigualdade, principalmente as mulheres.
"Essa audiência vai reunir representantes de diferentes categorias de profissionais que são afetados pela escala 6x1 e também outros que já contam com a escala 5x2 ou até mesmo home office 4x3 ou a jornada de 12h por 36h. Todos somos solidários aos trabalhadores que contam somente com um dia de folga na jornada semanal de trabalho. Os participantes poderão se manifestar na audiência e colaborar para a construção coletiva das alternativas para que a PEC seja aprovada e o trabalhador brasileiro mais valorizado", afirmou o deputado Marcolino.
O deputado é membro da comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho e autor do projeto de lei 853/2024 que Institui o Programa Estadual de saúde Mental no Trabalho, que defende o bem-estar dos trabalhadores ao definir que as empresas devem oferecer aos seus funcionários atenção à saúde mental. A proposta prevê que as empresas deverão contar com estrutura física, ergonômica, equipamentos de proteção e um ambiente adequado na empresa e no home office, dependendo da atividade.
"Com apenas uma folga diária e o cansaço acumulado por conta da jornada de 44 horas e o período longo de deslocamento nas grandes cidades entre a residência, escola e o local de trabalho, as situações de estresse e outros sintomas que acabam levando ao adoecimento dos trabalhadores justificam essa mudança constitucional e sem redução de salário para os trabalhadores", disse o deputado.
Dados da pesquisa do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia (IE) e do Centro Transforma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicam que 20,88 milhões de brasileiros trabalham mais de 44 horas semanais.
O estudo identificou que em 2024 foram registrados 470 mil afastamentos por saúde mental, aumento de 68% em relação a 2023. As análises apontaram ainda que a jornada atual está ligada a alta insatisfação e rotatividade, especialmente nos setores de comércio e telemarketing, que mais adotam a escala 6x1.
Outro ponto do estudo é referente à situação das mulheres. Elas somam as tarefas domésticas às do trabalho e são as mais prejudicadas pela escala 6x1, porque a jornada diária delas chega a 11 horas de trabalho com essa dupla função.
Serviço:
Evento: Audiência Pública 6x1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho
Data e horário: 30 de março de 2026, às 10h
Local: Auditório Franco Montoro - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Moema/SP
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